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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

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    Danto
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    Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 10:33


    Escritório de Pietra:
    Local: Berlim, Malefice.
    Data: 21 de Março de 2002: A Apresentação.

    Em uma mistura entre o surpreendente e o encantador, Evangeline acabava por fechar os olhos depois de poucos instantes e não mais abri-los por bastante tempo, um cochilo tranquilo que demonstrava a exaustão que ela havia acumulado dês dos últimos acontecimentos. Após alguns minutos, Pietra pode ver a sua amada virar-se para abraçar o tronco de Soyer e apoiar a cabeça sobre o peito do mesmo, trançando as pernas com as dele e o apertando como se o mesmo fosse um enorme bichinho de pelúcia. Havia algo no irmão mais novo de Pietra que não despertava a luxúria de Eva, mas trazia dela os mais puros sentimentos de amor e carinho por um ente querido. E ali os três ficavam, por algo em torno de uma hora ou talvez mais, em um maravilhoso silêncio até a porta do escritório se abrir vagarosamente.

    Os castanhos olhos de Pietra rapidamente se tranquilizavam ao ver que quem estava a adentrar o local era Freiderich. Com os cabelos e as vestes brevemente úmidas, o que indicava a presença de chuva na cidade, o homem suavemente fechava a porta após entrar e observava a cena com uma notória curiosidade.

    -De todos os possíveis cenários já imaginados pela minha mente, encontrar Eva tirando vestida, tirando um cochilo nos braços de um rapaz, certamente não estava em minha imaginação...

    Ele comentava com um tom tranquilo de voz, até a postura dele parecia bem confortável com a situação. Mesmo sem fazer ideia de quem era, era muito nítido que o contato e a relação ali não tinha nenhum único significado capaz de gerar ciúmes ou incômodos. Assim, o homem caminhava até perto de Pietra para beijar brevemente seus lábios em uma saudação carinhosa.

    -Boa noite Pita.

    A voz de Friederich começava a despertar a figura de Soyer, o mesmo ainda de olhos fechados apertava bem forte o corpo de Eva, puxando-a mais para cima para que pudesse acordá-la com alguns beijos em sua face, murmurando:

    -Ettie, hora de acordar preguiçosa.

    Eva soltava um barulhinho fino e breve como protesto, balançando a cabeça negativamente e a escondendo junto do pescoço do rapaz.

    Roupas de Friderich:
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    Jess

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 12:35

    Sentada e em silêncio Pietra viu sua amada adormecer com suavidade, os movimentos inconscientes de se abraçar ao corpo de Sebastian trouxeram um sorriso suave aos lábios da cainita, um sorriso que indicava claramente o quão feliz aquela curiosa e intima cena deixava o coração de Pietra.

    “Tão inocentes juntos, adormecidos um nos braços do outro como duas crianças. Minha beleza e meu menino, como eu fico aliviada de vocês se amarem dessa forma!”

    Os movimentos da porta deixaram Pietra em alerta, mas a forma suave que sua besta se sentou no chão a fez relaxar, ainda mais quando era a figura de Friedrich a adentrar o escritório com calma e delicadeza.

    Um sorriso carinhoso se formou nos lábios da italiana diante das palavras de seu amado, concordando com um leve aceno Pietra riu ao receber o beijo carinhoso daquela saudação, o despertar suave de Sebastian e o protesto manhoso de sua musa ainda adormecida trouxeram um riso baixo até a italiana.

    - Boa noite Fredy, é bom que depois de tantos anos ainda consigamos te surpreender mio amore.

    Passando a mão sobre os cabelos de Eva, a italiana a beijou no meio daquele mar dourado para então chama-la de forma carinhosa.

    – Vamos Bela, Fredy quer conhecer Sebastian e com você dormindo em cima dele fica difícil mia amata.
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    Danto
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 13:36

    -Especialmente agora querida, uma maravilhosa surpresa a cada noite...

    Respondia Friderich logo após as palavras de Pietra, enquanto isso a francesa continuava a se recusar a acordar, abraçando com mais força o corpo de Soyer e resmungando algumas palavras abafadas em um frances bem baixo e incompreensível.

    -Ettie, sua manhosa! Não vai acordar é?

    Murmurava Soyer ainda em inglês, aplicando uma mordida de leve na orelha da francesa, arrancando da mesma uma gemido manhoso e enfim, palavras:

    -Ai! Tava tão gostosinho, porque eu tenho que...

    Ela levantava a face e ao encontrar a presença de Frederich, parava de falar e ficava extremamente envergonhada, escondendo a face no pescoço do jovem inglês.

    -Que vergonha!

    O alemão se colocava a rir da reação de Eva, assim como o jovem também o fazia e até a besta não segurava as risadinhas divertidas. A francesa logo se levantava, espreguiçando-se e ajeitando o vestido enquanto falava:

    -Prontinho, acordei. Mas hoje eu já sei quem vai ser meu travesseiro!

    Ela piscava para Sebastian para posteriormente abraçar Freddy em um sinal de "boa noite". Enfim Soyer conseguia sentar e esticar os braços em uma ação bastante preguiçosa, para só então, finalmente se levantar e sorrir na direção de Frederich, aguardando a apresentação.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 15:54

    Pietra não conteve o sorriso carinhoso diante das palavras de seu amado, passando a mão sobre os cabelos de Sebastian a italiana simplesmente riu baixinho ao ver como este acordava a Musa adormecida.

    “ Nunca a vi tão sonolenta assim, ela deve estar bem cansada das ultimas noites!

    O riso ganhou força quando Eva se escondeu em Sebatian com vergonha de Friedrich, a besta que havia se levantado abraçou com carinho o braço do Ventrue rindo sem nenhum pudor da cena que se desenrolava.

    Esticando-se com cuidado ao ver Eva e Sebastian se levantarem, Pietra bateu de leve suas roupas enquanto a Musa abraçava Friedrich em seu cumprimento de boa noite, puxando Soyer pelo braço Pietra o guiou até Fredy apresentando-os.

    - Friedrich, este é Sebastian Soyer, meu irmão mais novo. Yer este é Friedrich, meu querido companheiro assim como Ettie e Alfie. Yer disse que viria para o natal, mas não aguentou e resolveu nos fazer uma surpresa. Quando você entrou ele estava cochilando porque viajou durante a tarde.

    Explicava Pietra ao seu amado Friedrich o motivo da cena que havia visto, rindo feliz a italiana viu a besta correr em volta dos cainitas ali presentes com carinho e felicidade.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 16:32

    -Faltou o título dele Pita! Friderich, Yer é o mais lindo de todos. Pode ir se acostumando tá?

    Soyer que estava a fazer uma respeitosa reverência ao Ventrue se viu obrigado a levar uma mão a frente dos lábios para esconder o riso que quase o escapava, até o próprio Friderich desviava os olhos da apresentação para olhar sorridente para Eva e questioná-la:

    -Que espécie de título é esse querida?

    A francesa colocava as mãos na cintura e respondia:

    -Ora, no meu dicionário de títulos, significa que ele é o homem mais lindo dessa mundo! Já estou planejando prendê-lo num pote pra poder sempre ficar o admirando!

    Friderich apenas ria da situação e então conseguia se aproximar de Soyer e estender a mão direita para o mesmo, em um claro convite para uma saudação menos formal. O jovem olhou rapidamente para o homem e ousado, atreveu-se a abraçar o mesmo, um abraço respeitoso mas ainda sim bem carinhoso.

    -É um prazer conhecê-lo! E obrigado, do fundo do meu coração por ter cuidado de minha irmã mais velha, sinceramente! Minha gratidão é eterna meu caro Friderich.

    O alemão sorria e retribuía o abraço para quando esse terminasse, piscar os olhos algumas vezes, como se tivesse enfim entendido algo.

    -Espere, Soyer? O autor?! Deus! Eu leio seus livros à anos! Durante meus anos em Praga foram eles que me mantinha são e ativo, fantásticos!

    Sorridente e orgulhoso, Sebastian falava:

    -É uma honra saber que já tenha lido algum de meus pequenos devaneios. Fico grato meu caro!

    Friderich não escondia a admiração pelos livros de Soyer, mas pelo visto era a primeira vez que ele realmente ligava o nome do autor ao do irmão mais novo de Pietra!

    -Nunca vi um escritor tão hábil em descrever os sentimentos de um cainita, as verdades, os medos, as angústias. És um gênio meu caro, incrível de fato! Estás a produzir algo novo?

    O rapaz então buscava imediatamente por Pietra e dizia:

    -Não, não necessariamente. Mas acho que será difícil não escrever algo sobre a alegria de reencontrar minha irmã!
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 18:00

    Sem esconder o riso diante do título dado por Eva a Soyer, Pietra ficou feliz ao ver como sua Musa havia se apegado ao inglês.

    – Até algumas horas atrás era o Alfie que detinha esse titulo. Acho que ele não vai gostar de saber que foi passado para atrás Yer!

    Indo abraçar sua Musa, Pietra ficou satisfeita ao ver que os dois cainitas se abraçavam de maneira gentil e educada, ver o reconhecimento do nome de seu irmão na face de Friedrich surpreendeu a italiana. Por muito tempo Pietra sabia que Soyer havia escrito diversos livros, mas a dor a havia impedido de ler a obra de seu querido irmão mais novo.

    “ Agora não tenho mais esses grilhões a me ferir. Vou adorar ler as obras do Yer!”

    Beijando os lábios de Eva com carinho a italiana a abraçou para observar a conversa de Friedrich e Sebastian, rindo ao ver o sorriso de seu irmão a cainita riu sem esconder o quanto o adorava.

    – Se continuar com todos esses elogios Yer é bem capaz de eu acreditar neles. Desculpe Fredy, aos meus olhos Sebastian sempre foi um menino, é complicado superar essa visão e falar do quão talentoso ele é.

    Comentava a italiana com carinho, a besta por sua vez se enfiava no meio de Friedrich e Sebastian abraçando os dois homens, esfregando sua cabeça nos ombros de Soyer num pedido claro de atenção e carinho.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 20/7/2017, 18:49

    -Mas é diferente Pita, o Alfie é de morder o Yer é de abraçar!

    Brincava Eva com a clara diferenciação que ela fazia das "belezas masculinas", logo ela retribuía os carinhos oferecidos à ela enquanto também observava sorridente a interação dos dois homens. Friderich balançava a cabeça de forma positiva, entendendo o que Pietra havia dito e complementava:

    -Não se preocupe querida, é um processo. Acredito piamente que em nosso lar haverão obras de Alfie e de Soyer, assim como suas e vários legados de todos nossos passados, estamos todos nos reajustando a uma sensação maravilhosa de paz e reencontros...

    O jovem inglês logo dizia de maneira encantadora:

    -Memórias e lembranças são pequeninas ferramentas de reafirmação do que todos nós somos, com o que nos importamos e o que nos fere realmente. Mas quem as opera somos nós e é através de nossas escolhas que podemos tocá-las de forma positivas ou negativas. Eu abandonei a minha tristeza, não que ela tenha se esvaído, mas eu me esforço para lembrar e sentir falta do que há de bom, por isso eu vim sem avisos. Posso ter sido imprudente, claro... Mas ver o sorriso de minha irmã outra vez fez tudo valer apena!

    A admiração de Friderich pela linda filosofia de Soyer era notória, assim como suspirar de Eva e a ação da besta de aplaudir. O Ventrue então, ajustou a postura e indicou o que estava para ocorrer:

    -Bem queridos, a apresentação dos vassalos está para ocorrer e seria importante para elas que você, Pietra, pudesse visitá-las e caminhasse junto delas para a apresentação.

    Eva dava um breve beijo na face da italiana e esticava a mão para Soyer:

    -Venha Yer, eu cuido de ti enquanto a sua irmã vai se atender as jovens e Freddy organiza os detalhes!
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 20/7/2017, 21:44

    Pietra riu diante das palavras de Eva, beijando sua musa com carinho a italiana a abraçou com força ao comentar.

    - Bom saber que você tem categorias diferentes, eu concordo plenamente com a categoria do Yer.

    A brincadeira de sua musa e o bom humor da mesma eram marcas das quais Pietra amava compartilhar, mas as palavras de Freiedrich e Sebastian arrancaram um suspiro longo da italiana.

    “Friedrich está certo, aos poucos essas informações incompletas irão sumir. Por deus como Yer cresceu e ainda consegue ser meu menino?! Ele se tornou um homem incrível, vou adorar conhece-lo de novo.”

    A mudança de postura de Freidrich indicou a Pietra que os deveres deveriam ser concluídos, sorrindo para este a cainita respondeu o beijo de sua amada para ve-la estender a mão a Sebastian.

    – Nossa Bela está certa, ela vai cuidar bem de você Yer. Eu ainda tenho alguns compromissos nesta noite mas nos encontraremos, posso promete.

    Comentava a cainita ao se aproximar de Friedrich e abraça-lo com carinho.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 21/7/2017, 15:47

    O alemão retribuía o carinho do abraço com atenção, enquanto o abraço ocorria, Evangeline puxava Soyer pela mão já saindo da sala e com um sorriso divertido de quem estava prestes a aprontar algo. Friderich então dizia à Pietra:

    -Os deveres sempre precisam ser atendidos não é mesmo? É nosso dever, mas não se preocupe estarei aqui até o final da noite, basta me procurar em minha antiga sala após a apresentação das vassalas, até logo querida. Ah sim, elas estão a sua espera no seu quarto...

    Despedia-se o homem com um beijo educado e carinho na face de Pietra, para então antes de ir, passar a mão esquerda nos cabelos dela e sorrir. Em uma maneira silenciosa de dizer que estava a se esforçar para não demonstrar fraqueza naquela noite, provavelmente a ausência na despedida de Alfie havia o afetado de uma maneira que ele ainda iria demorar para expor totalmente.

    Enfim, restou a italiana uma breve caminhada ao lado do homem para então seus caminhos se diferenciarem. Friderich seguia ao clube e Pietra retornava aos corredores mais íntimos do próprio refúgio, corredores que seriam deixados para trás, mas jamais seriam esquecidos por ela.

    O abrir da porta do próprio quarto ocorria então após breves minutos de caminhada tranquila e marcada pelo som eletrônico que ecoava vindo do clube, ressoando através das pedras e chegando aos ouvidos da italiana de uma maneira um tanto confusa e baixa, afinal, apenas os graves realmente se propagavam e não carregavam muitos sentidos. E dentro do quatro, estavam as duas mulheres, ambas sentadas na cama e recebendo pequenas palavras de Francesco:

    -Lembrem-se, vocês não estão aqui por acaso queridas, foram escolhidas por Pietra devido as várias razões que as fazem serem especiais e merecedoras desse título. Serão as vassalas da Bispo de Berlim, assim como eu também serei e não há orgulho maior correto? O nervosismo é comum, mas com o tempo vocês aprenderão a domá-lo e usá-lo. Nossas bestas podem não ser tão poderosas quanto a dos cainitas, mas ela existe e precisa ser sempre observada com atenção... Como vocês se sentem agora?

    Thesa então respondia ao homem:

    -Eu to bastante ansiosa sabe, costumava tomar remédios pra lidar com isso antes, sem eles eu tenho medo de uma crise! Se eu tiver um ataque, como eu faço?

    Lena prontamente tocava nas costas de Thesa e dizia:

    -Você ainda pode até tomá-las Thesa, mas acho que existem outras formas agora de lidarmos com essas problemáticas mortais, afinal, temos algo novo dentro de nós... Como podemos aliviar esses medos e evitar um frenesi Francesco?

    O homem então olhava na direção de Pietra de maneira breve, como se pedisse autorização a essa para exibir as próprias presas e mostrar uma presença realmente poderosa, muito mais do que o esperado! As duas se assustavam um pouco e davam as mãos.

    -O primeiro passo é reconhecer quem vocês realmente são agora, encontrem suas presas, entreguem-se ao que são sem medo. E lá estará a resposta, muitas vezes será fome, mas não é só isso que nos nutre. Precisamos de cuidados, o sorriso de nossos mestres, um abraço, um alívio sexual, um banho ou até mesmo um descarregar artístico. Vária bastante... Porque não tentam?

    As jovens então olhavam a presença de Pietra, Thesa demonstrava uma certa timidez e insegurança, enquanto Lena parecia muito mais atenta e agitada.

    Vestes das Moças:
    Roupa Thesa:
    Roupa Lena:


    Última edição por Danto em 21/7/2017, 17:29, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 21/7/2017, 17:24

    Suspirando dentro do abraço atencioso de Friedrich, Pietra não viu Eva sair levando consigo Sebastian, embora tenha sentido e sua besta desconfiado de que ali teria diversão sem ela, sorrindo diante das palavras de seu amado a cainita o beijou com carinho.

    – Não existe peso quando se faz pelos que se ama. Mesmo os deveres se tornam leves com isso. Tenha certeza de que irei busca-lo quando meus deveres estiverem prontos mio amore, essa noite não será bom para ninguém permanecer sozinho, e veja só eu tenho seus braços e você os meus para combater essa solidão.

    Comentava a italiana com carinho para logo depois beijar os lábios de Friedrich com ternura, era claro que o Patricio havia sentido a partida de Alfonsus e ainda levaria seu próprio tempo para entender isso.

    A despedida carinhosa de Friedrich fez a italiana suspirar, ao lado de sua besta em escritório a cainita sorriu, afinal a besta lhe sorria feliz com a simples presença de Sebastian.

    “O dever nos chama, e por sorte estou aprendendo a gostar disso.”

    Durante a caminhada até seu quarto era a besta que a guiava, correndo a frente e brincando de farejar o caminho para logo depois voltar e correr novamente a frente, rindo com isso a italiana mal percebeu que a distância já havia sido coberta, pelo menos não até encontrar a porta de seu quarto.

    Adentrando em seu quarto, Pietra sorriu ao ver que Aylena e Theresa estavam sentadas em sua cama ouvindo Francesco, as palavras do homem mais velho eram carinhosas e as incentivavam, o que fez a italiana sorrir mais ainda diante da cena. A besta correu para abraçar sua Thesa e ronronar o mais alto que podia, afinal a besta adorava Thesa e não escondia isso.

    Ouvindo as palavras e duvidas Pietra concordou com um breve aceno a Francesco, quando este revelou a presença de sua besta, a besta da italiana se escondeu entre as duas jovens mostrando os dentes de forma defensiva, ainda surpresa Pietra se aproximou para acompanhar o aprendizado de suas vassalas.

    “ Foi Elonzo que deu vida a besta de Francesco, não seria estranho que ela fosse tão forte, mesmo assim é surpreendente, afinal ela é mais velha do que eu.”

    Abrindo espaço entre suas vassalas, Pietra se sentou no meio destas para beijar suas frontes com carinho.

    – É importante lembrar que cada besta é diferente, assim como seu cianita ou vassalo, elas são parte intimas nossas, as vezes esquecidas, as vezes para nos proteger. O importante é que vocês não tenham medo dela, mas aprendam a conviver com respeito.
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    Danto
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 21/7/2017, 17:41

    Os olhos do italiano seguiam a movimentação da besta de Pietra com atenção, sorrindo para a mesma enquanto Pietra tomava o espaço entre as duas jovens e as beijava. Era uma ação simples de abrir a boca e exibir as presas, pequenas e menos pontiagudas do que as de um cainita, mais ainda protuberantes e as dele, especialmente brancas como o marfim. Apesar de estranha, a ação deixava a besta da italiana mais tranquila, tanto que a pequenina repetia a mesma ação de Francesco, exibindo as presas que tinha.

    -Sabe, eu ainda não sei exatamente o que me espera. Mas de certa forma o que mais me fascina é que a partir dessa noite as coisas vão mudar, serei eu a me alimentar de ti Pietra e isso é... diferente!

    Já os olhos castanhos da jovem Thesa estavam encantados pelas presas de Francesco, de maneira tímida e com a face mais corada ela perguntava:

    -Eu... Posso tocar?

    Francesco olhava surpreso para a jovem e concordava positivamente, aproximando a face da jovem e mantendo a boca aberta, assim, com o indicador a moça tocava as presas e os dentes frontais de Francesco. Pietra conseguia ver uma suave modificação na musculatura do italiano, exibindo um louvável autocontrole, mas mesmo assim sentido um arrepio excitante com a ação de Thesa. Os olhos dos dois se encontravam e instintivamente, as presas de Thesa saltavam! Ela imediatamente ria baixinho com a situação, Francesco se afastava e retraía as presas, enquanto a vassala da italiana parecia eufórica, tocando as próprias presas e olhando finalmente para Pietra:

    -Pita eu to com bastante fome, já se fazem algumas noites. Acho que isso vai me ajudar a acalmar toda essa ansiedade dentro de mim!
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 21/7/2017, 18:20

    Pietra riu diante da interação de sua besta com a de Francesco, afinal a besta não o temia apenas havia se assustado com aquela presença cuidadosamente escondida, voltando a brincar a besta saiu da cama para se sentar ao lado de Francesco e abrir a boca mostrando as belas e alvas presas que tinha.

    Sorrindo pelas palavras de Aylena, Pietra a beijou na testa com carinho para responde-la olhando-a em seus olhos claros e encantadores.

    – Idenpedente do que ocorra, sabes que podes recorrer a Lorenz e agora a Francesco, eles sempre as ajudarão. E não se preocupe Lena, se alimentarás de meu sangue antes da apresentação, é o mais certo a se fazer.

    Comentava a italiana com carinho, voltando sua atenção para Thesa a italiana observou a cena que transcorria com interesse, afinal era claro que o auto domínio de Francesco era testado pelo toque intimo em suas presas, mas Thesa em sua inocência se encantava com elas e não compreendia o quão sensíveis e íntimos eram aquele toque.

    “ Ou ela fica envergonhada ou animada quando descobrir o verdadeiro significado desse toque. Isso é perigoso se Bela estiver por perto.”

    Ouvindo o pedido de Thesa e sorrindo para a jovem, Pietra a beijou na testa com carinho concordando com a mesma.

    – Ainda está um pouco cedo, mas tudo bem. Me arranje uma taça mia amata, será como combinamos sim?!

    Pedia com carinho a italiana a Thesa, voltando os olhos para Aylena Pietra sorriu ao dizer-lhe de maneira suave.

    – O primeiro vitae eu não me importo que seja de meu corpo, mas os demais é bom que seja de outra forma. É um cuidado importante, mas lembre-se que eu sempre estarei presente quando a fome bater Lena.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 21/7/2017, 19:34

    -Claro, irei buscar sim.

    Afirmava Thesa com a já famosa disposição de realizar o que lhe era pedido, todavia, desta vez Francesco gentilmente indicava que iria buscar a taça requisitada.

    -Fique tranquila querida, eu irei buscar e retorno em breve. Aproveitem a senhora de vocês e acalmem-se para a apresentação, sim?!

    Dizia o homem que gentilmente tocava nos cabelos de Thesa e recebia em troca um gentil sorriso desta, assim ele se retirava por alguns instantes.

    -Obrigada pela gentileza Pietra, sabe eu não tenho nenhuma dúvida do que eu quero. Mas sei que será estranho no começo, também sei que não estou bem no direito de pedir, todavia, eu posso ficar um pouco resmungona quando me ver fora da minha zona de conforto, por isso... Peço apenas um pouco de paciência até que eu me ajuste.

    Enquanto Lena falava, Thesa brincava com as próprias presas, passando os dedos e a língua por estas, encontrando ali uma pequena diversão inesperada.

    -Bem charmoso o Francesco, onde você o conheceu Pietra?
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 21/7/2017, 20:39

    Feliz pela delicadeza de Francesco em ir buscar a taça para Thesa, Pietra sorriu com carinho ao ver o homem se retirar, a clara experiência de Francesco era um bom apoio para as duas jovens que agora serviriam Pietra.

    “Ao que parece ele já tomou a liberdade de lidera-las, isso é bom, ainda mais se eles aprenderem a se dar bem.”

    Ouvindo as palavras de Lena, a italiana abraçou a jovem ruiva para aperta-la com carinho e beijar-lhe a testa apertando de leve o nariz desta.

    – Não se preocupe com isso mia amata, o importante é que você saiba que não lhe forçarei a nada, também não irei pedir mais do que você pode fazer. Eu penso no bem de vocês duas antes de mais nada, com o tempo eu sei que vocês se tornaram mais seguras e até lá prometo ter paciência.

    Vendo Thesa descobrir as sensações de suas próprias presa, Pietra a puxou para o abraço deitando-se na cama e aninhando as duas jovens em seus braços, beijando a testa das duas a italiana riu diante da pergunta feita.

    – Sim Francesco tem seu charme, não posso discordar. Bom ele foi aprendiz e vassalo de meu senhor, quando eu o conheci ele nem tinha barba ainda. Depois ele se virou vassalo de Alfonsus e agora está sobre minha vassalagem. Por estar tanto tempo como vassalo ele precisa de alguns cuidados, mas fora isso ele será de grande ajuda.

    Respondia a italiana ao apertar as duas jovens em seus braços.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 22/7/2017, 11:12

    -Nossa, vassalo do seu Senhor? Uau! Eu realmente nem sabia que a nossa condição poderia ser tão antiga, digo, viver por tanto tempo!

    Respondia Thesa que não disfarçava o quanto ficava confortável dentro daquele abraço oferecido pela italiana. Lena por outro lado não parecia disposta a desligar a empolgação, deitada junto das outras duas mulheres, a russa olhava diretamente para Pietra para questionar:

    -Pietra, como funciona, anatomicamente o corpo do Francesco? Tipo assim, eu sei que cainitas desenvolvem um toque cada vez mais gélido, o tom da pele tende a marmorizar e vários outros detalhes fisionômicos como respiração, tato e paladar se vão ou ficam debilitados. Enquanto aos vassalos, ficamos com tudo funcionando? Tipo, o Francesco é quentinho? Eu ainda vou ter que me preocupar com meus ciclos?!

    Thesa sorria para Lena e respondia de maneira tranquila, mas ainda com as presas à mostra.

    -Pela minha pouca experiência, funciona tudo normal bobinha!

    Lena cruzava os braços em sinal de protesto.

    -Lá se vão minhas esperanças de liberdade!

    A russa reagia de forma divertida, fazendo uma inocente e suave brincadeira. Chegando até a mostrar a língua após a fala e sorrir alegre, de certa forma, a confiança dela ajudava Thesa a se acalmar.
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    Jess

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 22/7/2017, 13:45

    Feliz por estar abraçada as jovens, Pietra riu diante das palavras surpresas de Theresa, beijando-a na testa a italiana se permitiu saborear o perfume da jovem que exibia suas presas com curiosidade e certo orgulho.

    “ Jovens e curiosas, fico feliz que essas duas já estejam se dando bem, ainda mais agora que vamos nos mudar, precisarei das duas em perfeita harmonia.

    Ouvindo as perguntas de Lena, Pietra sorriu quando Thesa as respondeu de forma leve, mas a pequena brincadeira da jovem russa arrancou um suspiro encantado da italiana fazendo-a apertar com suavidade as jovens em seus braços.

    – Sinceramente meus primeiros vassalos foram Lorenz e Albert, então nunca tive a experiência de ter uma mulher nesse posto. Um vassalo não envelhece desde que se mantenha sempre alimentado com o vitae de seu senhor, com o tempo o corpo vai exigir que o vitae seja ingerido com mais frequência, isso acaba acarretando em efeitos colaterais. Vejam, Francesco já não pode tomar sol sem sentir dores, seu sono se parece com o de um cainita e ele só desperta depois de ingerir vitae.

    Comentava a italiana antes de apertar os narizes das jovens com carinho e beijar as testas destas.

    – Mas isso se deve aos longos anos de vassalo dele, esses efeitos demoram anos para surgirem, Lorenz tinha quase 4 décadas de serviços quando começou a ficar mais sensível a luz do sol, então não se preocupem com isso agora. No mais quero que saibam, que no momento que não se sentirem bem podem vir falar comigo, não quero forçá-las a me servir. E também as deixo livre para escolher caso algum cainita venha a demonstrar interesse em abraça-las, eu levei muito tempo para abraçar e talvez volte a demorar, mas isso não as impede em nada me entenderam?
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 22/7/2017, 15:45

    -век учись!

    Afirmava a empolgada Lena após as palavras e os carinhos de Pietra, uma frase belíssima no mais puro russo ortodoxo que ela era capaz de pronunciar como uma nativa daquelas terras realmente frias. Prontamente ela explicava:

    -É o que o meu avô costumava dizer, viva por um século e aprenda por um século! Ou seja, nós iremos aprender assim como você irá Pietra. Acredito que já nos conhecemos e bem, eu estou realizando um sonho!

    Theresa perguntava curiosa:

    -E qual seria esse sonho Lena?

    Rapidamente a jovem de cabelos pintados de vermelho respondia:

    -Ora ora, de ser eternamente jovem e linda! Eu sei, é fútil mas não ligo. Pra mim é importantíssimo! Fora que vou poder experimentar tudo, vários cortes de cabelo, várias pinturas, roupas, comidas de vários lugares. Ouvi que vamos até morar num palácio!

    A russa se mostrava fascinada pela ideia enquanto a outra vassala de Pietra apenas sorria acanhada.

    -E você Thesa, qual é o seu sonho?

    Questionada, ela respondia:

    -Minha felicidade não é somente minha, nunca será. Não consigo ser feliz sozinha, então meu maior sonho é realmente pertencer à uma família, saber que sou amada e por amar.

    Theresa demonstrava uma maturidade muito maior, afinal, a história de vida dela tinha um período muito negro e recente que certamente demoraria muito para ser curado. Mas antes que qualquer tristeza pudesse surgir, a animada russa beliscava o braço de Theresa, arrancando um pequeno gritinho assustado da moça que a olhava sem entender:

    -Chata, não era pra falar essas coisas bonitas! Fiquei parecendo uma garota mimada agora! Não vale, vou mudar! Meu sonho é a paz mundial!

    Dizia a garota com um tom de voz divertido, imitando uma pose fajuta de modelo de televisão no final da própria frase a arrancando risos divertidos de Thesa. Assim, depois de rirem das bobeiras de Lena, as duas apenas aproveitavam os braços de Pietra até o enfim retorno de Francesco, ele trazia consigo uma taça de cristal bem alta e fina em uma das mãos e na outra uma toalha branca.

    -Aqui está a taça queridas...
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 22/7/2017, 17:20

    A pequena frase dita em russo por Aylena arrancou um leve suspiro de Pietra, ouvir aquele russo perfeitamente pronunciado era um dos pequenos encantos da jovem, é claro que a sabedoria guardadas nas palavras também eram um encanto.

    “Sim aprenderemos, afinal temos o tempo ao nosso favor não é?”

    Relaxando ao presenciar a pequena conversa das duas jovens, Pietra não podei deixar de rir ao ver como Aylena se sentia incomodada por achar seu sonho fútil se comparado ao de Theresa, apertando a jovem russa Pietra a mordeu na face com carinho ao responde-la.

    – Sua bobinha, beleza não é fútil, muitas mulheres fariam o impensável para continuarem belas com o passar do tempo! Com o tempo seu sonho vai amadurecer, afinal eles mudam e não tem nada de errado em querer ser bonita. Por sorte vocês duas já são maravilhosas!

    Dizia Pietra ao beijar cada uma de suas vassalas, a entrada de Francesco fez a italiana sorrir com carinho ao puxar as duas jovens para se levantarem, passando a mão sobre os cabelos destas Pietra suspirou com carinho.

    – Vamos cuidar de seu nervosismo Thesa, e de seu primeiro vitae Lena, assim poderemos fazer a apresentação de vocês três sem nenhum problema.

    Comentava a cainita ao pedir delicadamente pela taça a Francesco com um sorriso delicado no rosto.

    – Cesco você já explicou os cuidados que devemos ter contigo mio amato?!

    Perguntava Pietra antes de morder seu próprio pulso e começar a encher a taça para alimentar Theresa.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 23/7/2017, 13:17

    Lena levanta para se sentar na cama com um poderoso e confiante sorriso na face, um claro resultado das ações que Pietra havia tomado instantes atrás com a mesma, assim ela passava uma mão pelos cabelos e em seguida balançava a cabeça, para ajustar o caimento daqueles lindos cabelos avermelhados. Thesa por outro lado começava a de fato parecer um pouco mais fraca, uma clara reação de fome, algo que Enzo costumava fazer em Madrid.

    Francesco sorria amigavelmente à Pietra quando entregava a italiana o objeto requisitado e prontamente explicava:

    -Não, ainda não. Mas bem, eu sou um vassalo há algo em torno de quatrocentos anos, sinceramente eu não contabilizei exatamente quanto tempo se faz... E isso acarreta algumas problemáticas, por exemplo, eu sinto o mesmo sono que Pietra quando o amanhecer se aproxima. O Sol não me destrói mas me fere muito, meu corpo não funciona na ausência de vitae, isso significa que eu preciso ser acordado todas as noites com uma generosa porção de vitae de um cainita. Existem também as vantagens, eu posso usar poderes consideráveis e tenho uma experiência muito mais vasta do que muitos neófitos ou ancillaes podem ter, minha resistência física é mais similar a de um cainita, eu respiro menos e só faço uma refeição por dia.

    Thesa não disfarçava a curiosidade pelas palavras de Francesco, enquanto Lena parecia admirada! E foi com essa admiração que ela questionou:

    -Enquanto a suas intimidades? Lembro que você me disse que as vezes vamos precisar de certos alívios para lidar com as nossas bestas mais humanas. Sei que cainitas não funcionam muito bem e nós vassalos jovens e você mais experiente, como funciona?

    Thesa imediatamente ficava vermelha com a pergunta ousada da russa que parecia não ter nenhum tipo de vergonha, apenas uma empolgante necessidade de compreender tudo que a circundava o mais rápido possível. A resposta então vinha:

    -Bem, nós ainda somos vivos. Isso implica que temos todas as mesmas necessidade de antes e adicionais, veja, ainda haverão os fluídos esperados de um corpo vivo. Com o passar do tempo, o vitae dos nossos senhores começam a nos trazer perdas, o calor saudável, o apetite por comida, o receio pelo fogo e a aversão ao dia. Mas a verdade é que o passar dos anos nos deixa mais instintivos, as mudanças nos nossos corpos nos torna mais inclinados a exageros físicos. Ou seja, só um orgasmo deixa de ser o suficiente, só um pouquinho de comida também, começamos a fazer pouco, mas quando fazemos precisa ser em grandes quantidades.

    Lena parecia cada vez mais fascina e Thesa sem sequer notar, estava outra vez a exibir as presas. Tanto pelo vitae que Pietra despejava na taça, quando pelas palavras de Francesco e o charme que ele aplicava as mesmas.

    -Adorei isso! Então posso presumir que ainda terei que lidar naturalmente com meus fluxos e coisas assim, mas que com o tempo eles ficaram mais contidos e raros?

    Francesco concordava positivamente com um aceno de cabeça e completava:

    -Sim, é aliás uma pena que Lucinde não esteja aqui. Ela foi vassala por muito tempo e poderia explicar melhor, mas o corpo feminino também tem suas modificações. Eu sei quais são, mas é estranho detalhá-las entende?

    Thesa dizia:

    -Claro Cesco, não se preocupe a Lena só é curiosa demais. Podemos sempre procurá-lo em caso de dúvidas né?

    O homem prontamente afirmava com clareza:

    -Sempre. Eu finalmente posso estar ao lado de minha Rita, logo, estarei aqui sempre queridas, sempre.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 23/7/2017, 14:31

    Sorrindo com carinho para Thesa, Pietra ajudou a jovem se sentar com conforto, era clara a fome da jovem, um fato que a italiana não se descuidava justamente por conta da natureza tão parecida com a de Enzo.

    “Enzo gosta de servir, Thesa se fere sem ao menos notar, temos que cuidar desta pequena.”

    Recebendo a taça de Francesco, Pietra sorriu agradecida ao velho amigo, usando suas presas para abrir uma ferida no pulso e no exato lugar com o melhor fluxo a italiana se pos a encher a taça para aliviar a fome de Thesa.

    – Realmente uma pena, eu não sabia que Lucinde havia servido antes do abraço. De qualquer forma ainda contamos com sua experiência e a de Lorenz, até mesmo Albert pode ajudar vocês mias amatas.

    Comentava Pietra em meio a conversa, a clara pergunta de Lena tocando em assuntos mais íntimos fez a italiana rir, Thesa e seu rosto vermelho de vergonha eram encantadores, ainda mais quando suas presas menores indicavam a fome que sentia.

    “A juventude de Lena ainda é sua maior arma, logo ela se tornará mais experiente e então será uma mulher magnifica, até lá é uma menina fofa e curiosa. Thesa é mais experiente mas tem encantos diferentes. Se um dia chegarem a se tornarem cainitas seriam rosas lindas.”

    Beijando a testa de Theresa para então entregar-lhe a taça, Pietra sorriu a Aylena para lhe oferecer o pulso aberto, esperando que a jovem tomasse a iniciativa a italiana não desviou os olhos enquanto falava.

    – Todas essas mudanças não aconteceram tão rápido, tenho certeza de que vocês irão notar conforme elas forem se apresentando.

    Sorrindo com carinho a italiana olhou para Francesco para então lhe perguntar algo que ainda a deixava curiosa.

    – Posso lhe perguntar porque de ter deixado a vassalagem de Elonzo? Sei que não deve ter sido uma escolha fácil, ainda mais pelo laço que se cria.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 23/7/2017, 19:39

    Thesa não demorava para pegar a taça e segurando a mesma com as duas mãos, a jovem admirava o vitae dentro desta como se estivesse a olhar a mais deliciosa de todas as comidas, chegando a cheirá-lo e sorrir aliviada após o primeiro bebericar. Lena por outro lado se aproximava bem rápido do punho aberto de Pietra, tocando-o com enorme carinho praticamente reproduzindo os passos que a própria Pietra tinha quando se alimentava da russa.

    Francesco ainda se mantinha de pé quanto questionado e sem sequer notar ou controlar, esboçava uma expressão um pouco mais triste e respirava profundamente antes de responder:

    -Claro que pode Pietra, bem não foi nada fácil. Na realidade ocorreu em 1873, na altura você já estava em Madrid e Elonzo estava verdadeiramente empenhado em encontrá-la, afinal, Alfie não conseguia regressar totalmente as próprias funções antes exercidas e o principado estava com problemas. Bash estava com a próprias proles a viver em Roma e a escrever seu próprio livro. Enfim, eu acabei por receber uma carta de um dos arcontes com reais suspeitas de que você estava em Madrid, fiz essa carta sumir e Elonzo descobriu que a carta sumiu, não soube exatamente quem o fez, mas isso o deixou paranoico e ele executou dois vassalos jovens. Em seguida, as coisas começaram a sair de controle, eu ainda preso ao laço não conseguia entender como poderia ter cometido tal traição e me sentia profundamente envergonhado. Comecei a simplesmente não beber mais do sangue de Elonzo, mas essa decisão me debilitou, perdi minha juventude, minha resistência física e em questão de semanas, estava a beira da morte. Elonzo veio apenas se despedir, dizendo que seria melhor que eu pudesse encontrar paz... Mas foi Bash que realmente me salvou, ele soube do meu estado e veio o mais rápido que pode, infelizmente eu não pude retornar ao meu estado original e jovem, mas enfim. Como meu antigo Senhor havia me dispensado no leito de morte, Bash convenceu Alfonsus a ficar comigo, afirmando que eu poderia ajudá-lo a achá-la. Na realidade, eu ajudei a desviar a atenção dele... Bem, é isso.

    Thesa e Lena já haviam terminado de beber do vitae da italiana na altura do término da história. Lena gentilmente dava alguns pequenos beijos e fazia um leve carinho na mão da italiana enquanto Thesa observava a face do experiente italiano, que apesar da tristeza, deixava bem claro o orgulho de ter feito o que fez.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 23/7/2017, 21:23

    Uma leve felicidade se apossou de Pietra ao ver o alivio de Thesa em segurar a taça com o vitae, mas o toque de Aylena na ferida aberta trouxe consigo um leve estremecimento, os movimentos idênticos de quando a própria italiana se alimenta, arrancaram um leve suspiro dos lábios de Pietra.

    Os olhos castanhos da italiana não desviaram a atenção de Francesco, o suspiro pesaroso e triste de seu mais antigo amigo deixaram Pietra atenta, seu semblante preocupado apenas se desfez quando a cainita fechou os olhos ouvindo atentamente o que lhe era revelado.

    “Elonzo o abandonou! Ele estava morrendo e aquele miserável o abandonou! Francesco quebrou o laço de sangue para me proteger, porque ia contra a moral dele. Ah Cesco meu querido Cesco!”

    Sentindo os beijos de Aylena, Pietra abriu os olhos para sorrir em direção da russa, levando o pulso aos lábios para fechar a ferida a italiana apenas se levantou depois de beijar a testa de cada uma das jovens que a acompanhavam.

    Levantando-se para encarar Francesco, Pietra estendeu a mão em um pedido claro de aproximação.

    – Eu não queria trazer essas lembranças ruins a tona, mas quero que saibas. Serei sempre grata a ti mio amato, grata ao coração enorme que tens e que nunca me esqueceu.

    Puxando Francesco para si, Pietra o abraçou com força para depositar sua face de encontro ao pescoço deste e ali apreciar o perfume.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 23/7/2017, 22:41

    Francesco abria um aliviado sorriso diante da mão de Pietra que pedia pela aproximação do mesmo e isso era prontamente feito, o tato com o corpo morno de Cesco era algo profundamente novo, o perfume masculino marcante e dosado com cuidado, suavemente amadeirado e claramente produzido por competentes mãos romanas. Dentro do abraço, o italiano sussurrava à Pietra:

    -Um único sorriso foi o suficiente. Com ele você mudou eternamente várias vidas, eu sou apenas uma delas e me orgulho profundamente de poder fazê-la sorrir mais uma vez, meu maior presente, minha maior recompensa é hoje estar apto a ser o seu vassalo, querida Pita.

    A cena arrancava suspiros de Thesa que já estava com uma expressão bem mais saudável e bem disposta, afinal, o vitae havia sido prontamente tomado e a mesma se colocava de pé, depositando a taça sobre o criado mudo e espreguiçando-se brevemente. Já Lena tinha um pequeno sorriso encantador nos lábios, ela parecia ver algo especial que ninguém mais aparentava ver e foi com esse sorriso que a russa disse:

    -Acredito que estamos prontas certo?! Eu e Thesa vamos na frente e você e Cesco podem discutir as pequenas coisinhas, afinal nós já fomos instruídas de como nos apresentarmos a espada, ele não. Nos encontramos no palco!

    Tomando a mão de Thesa, Lena energicamente sorria e saia junto da outra vassala de Pietra, dando um breve tchau com a mão livre e deixando os italianos sozinhos no quarto.

    -Elas são encantadoras Pietra... Mas de fato, eu nem sabia que seria apresentado hoje.

    Dizia o calmo Francesco, terminando de aproveitar os últimos instantes daquele longo abraço.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 23/7/2017, 23:12

    O toque morno e masculino de Francesco veio acompanhado de um perfume único, isso invadiu as narinas da italiana que saboreava o cheiro com cuidado, seus ouvidos eram presenteados com uma bela declaração e seu coração suspirava pelo carinho que sentia pelo homem ao qual se abraçava.

    “Eu sofreria décadas se você tivesse morrido! Obrigada por continuar de pé Cesco, por me proteger e agora me servir!”

    As palavras vindas de Aylena fizeram Pietra sorrir, era claro que aquela revelação havia trazido a tona o carinho que Pietra nutria por Francesco, assim como o homem o retribuía, acenando para as duas a italiana apertou o corpo de Francesco para só então levantar seu rosto do pescoço deste e lhe beijar a testa com carinho.

    – Desculpe te avisar em cima da hora, mas é o melhor a se fazer e o processo é rápido, ainda mais já que durante a mudança é bem capaz de você ter de percorrer os corredores daqui sozinho. Assim você não precisa ficar dando explicações de que está a serviço de Pietra a Aranha.

    Comentava a italiana ao se soltar do abraço e dar espaço para que a besta tomasse Francesco em um abraço demorado e carente, Pietra se sentou na cama convidando o italiano a fazer o mesmo quando fosse possível.

    – A apresentação é simples, vocês serão chamados pelo Arcebispo e apresentados, a ordem será por altura, seu nome completo será dito assim como o meu, então você fará um juramento e eu o aceito. É uma formalidade necessária para manter as tradições. Depois disso não terás nenhum impedimento ou problema dentro da Espada. Eu fico imensamente feliz de você ter gostados de Lena e Thesa, elas são novas e precisaram de sua ajuda meu querido.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 23/7/2017, 23:56

    -A aranha?! Um codinome interessante não é?

    Comentava o italiano com um sorriso breve nos lábios, para logo ser surpreendido pela pequena besta alegre de Pietra, essa era prontamente abraçada pelo homem, convidando-a a subir para fazer exatamente como uma criança, trançando os braços e as pernas pelo tronco do homem. Com bastante cuidado, Cesco se aproximava da cama e sentava sobre a mesma, ainda com a besta de Pita nos braços.

    -Entendo, é uma tradição sobre respeito e posse. A Torre possuí similaridades em relação a lei da responsabilidade, mas não a atribui aos vassalos. Sinceramente, gostei, nos dá um pouco mais de destaque dentre os mortais que aqui trabalham! Aliás, acredito que seja importante passarmos a limpo as minhas características, capacidades e habilidades não achas querida? Afinal, é importante para o Senhor compreender as forças de seu Vassalo. Sei que somos grandes amigos, mas eu quero realmente poder servir e agradar, entendes? Que mal há em mimá-la um pouco?!

    Questionava o italiano que olhava diretamente para a besta de Pietra, beijando a testa da mesma e conduzindo-a com suavidade para que a mesma se deitasse sobre a cama.

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

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