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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

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    Jess

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 24/7/2017, 00:26

    Rindo das palavras de Francesco sobre sua alcunha, Pietra deu de ombros ao comentar de maneira divertida.

    - Na verdade é minha alcunha, um titulo que ganhei. E devo dizer que ele vem me caindo muito bem Cesco, não posso reclamar!

    Pietra não conseguiu evitar de rir diante das ações nada pequenas de sua besta ao abraçar o corpo de Francesco com as pernas, era claro que a besta amava a atenção recebida deste e não o dividiria com ninguém se assim pudesse.

    “Bom, acho que todas as noites irei jantar com Francesco. Essa pequena vai adorar isso.”

    Concordando positivamente sobre as questões levantadas por Francesco, Pietra sorriu ao abrir espaço para que sua besta fosse deitada, a cainita chegou até a se esticar na cama e puxar um travesseiro para deixa a situação mais confortável para sua outra metade.

    – Entenda, não são todas as Espadas que tem a fama de serem civilizadas, essa tradição era primeiramente usada para separar os vassalos do rebanho comum. Agora com a certa represália que se tem aos mais destrutivos a tradição foi mantida, a Espada vive de tradições elas nos guiam e nos ajudam manter nossa força unida. É triste saber como a visão da Torre é fria quando se trata dos humanos!

    Comentava a italiana, tomando uma das mãos de Francesco, Pietra riu ao beija-la com carinho para então listar o que sabia sobre seu amigo.

    – Não posso discordar de você quanto a isso Cesco! Bom eu sei que, você tem o melhor sombreamento que eu já vi! Sei que tem um ótimo senso de moda, consegue lidar bem com mulheres de personalidade forte, tem uma ótima mão para cortar cabelos, e devo dizer que seu domínio sobre Auspícios é magnifico, afinal assim você pode ver essa pequena aqui!

    Esperando pela deixa a besta roubou a mão de Francesco que Pietra segurava para morder com carinho.

    – Me diga o que eu ainda não sei Cesco, mas tenha certeza de que eu estou imensamente feliz em tê-lo do meu lado de novo!
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    Danto
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 24/7/2017, 12:07

    As pequenas ações da besta de Pietra certamente encantavam Francesco, todavia, eram as palavras e os pequenos risos e sorrisos da italiana que realmente fascinavam o homem que desenhava um breve sorriso nos lábios enquanto ouvia a sua nova Senhora dizer tais palavras. Enfim, ele deixava um sorriso mais aberto surgir para comentar em seguida:

    -Bem, fico feliz que ainda se recorde de alguma característica de minhas artes, é um gentil carinho no meu ego artístico! Mas vamos lá, aproveitando que citastes o Auspícios, eu controlo também a Presença e um pouco da Dominação, assim como os poderes físicos do vitae e a Ofuscação em seus níveis simples. Realizei várias missões de conflito direto e cerco ao lado de Alfonsus e outras de espionagem e infiltração com Lucinde, sou fluente em dezoito idiomas, perfeitamente treinado para qualquer situação de corte e concluí os treinamentos Ventrue e Toreador de etiqueta cainita. Tenho contato com vários vassalos de membros importantes da Torre de vários locais e até mesmo alguns da Espada...

    Ele fazia uma curta pausa e olhava para a própria mão livre e dizer:

    -Só nunca aprendi a realmente como cozinhar e minha capacidade de agir durante o dia é extremamente reduzida. A sim, claro, ainda sigo com a pintura como minha arte favorita, mas nos últimos anos tenho me dedicado a carpintaria. Definitivamente não sou um bom dançarino e meu talento musical se reduz em não pisar nos dedos de minhas acompanhantes ou não desafinar severamente uma canção de ninar.

    Tomando um breve tem para respirar, o italiano conduzia a mão até a de Pietra, tateando-a até que essa se virasse e ali então ele pudesse depositar a própria mão e suavemente encaixar os dedos.

    -E a minha única exigência é: Quero servir à ti. Claro que atenderei a tudo e todos, mas estou aqui por ti e só tomarei do teu vitae, até que o teu sono chegue. Nessa situação irei para um de seus filhos para retornar a ti o mais rápido possível. Você realmente me aceitaria como vosso vassalo Pietra?

    A questão era feita no exato momento em que os olhos do homem buscavam pelos da italiana, afim de se comunicar realmente e totalmente com ela.
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    Jess

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 24/7/2017, 14:15

    Dividida entre um sorriso e uma risada diante de sua besta, Pietra suspirou com carinho ao ouvir as palavras de Francesco, o sorriso aberto e verdadeiro do experiente italiano, a forma de se descrever e o carinho ali presentes, tudo fazia com que a italiana relaxa-se feliz por reencontrar Francesco.

    “Eu fiz certo em pedir para tê-lo por perto. Agora sei como senti a falta de Cesco, obrigada Yer por ter cuidado dele, por ter feito Alfie cuidar dele.”

    Os olhos castanhos de Pietra não se desviaram dos olhos claros de Francesco por nenhum instante, tendo sua mão tomada de forma carinhosa a italiana sorria suavemente, o sorriso se alargou quando as palavras de Francesco descreviam sua inabilidade com a cozinha a musica e a dança.

    Foram as palavras finais do italiano que deixaram Pietra sem reação, ali a sua frente estava um tipo raro de lealdade, uma lealdade que dava tudo em troca do outro, uma lealdade que a italiana conhecia bem como uma das faces do amor.

    Surpresa Pietra puxou a mão de Francesco para si, beijando-a com carinho para então depositar em sua própria face com ternura.

    – Eu nunca me esqueci de você, temia que ele o machuca-se, assim como temi muitas outras coisas. Sempre soube que uma ferida em mim aberta seria mais suportável do que ver aqueles que eu amo machucados por minha causa. Eu não poderia suportar isso, nunca tive esse tipo de força.

    Comentava a italiana ao fechar os olhos e simplesmente aproveitar o toque morno de Francesco, abrindo os olhos para morder de leve aquela mão, Pietra riu dando um leve beijo nos lábios de Francesco sem a menor vergonha do que fazia.

    – Escute bem Francesco Vezio Cancellieri! Todas essas suas exigências serão prontamente cumpridas como ordens. És um dos meus maiores amores e eu não posso perde-lo, não quando eu sei que isso o deixará feliz e nos fará bem! Mas lembre-se acima de tudo, és meu querido amigo não só meu vassalo, e meu coração o ama, porque depois de tanto tempo você acreditou em mim.
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    Danto
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 24/7/2017, 15:42

    Os dedos levemente aquecidos de Francesco tocavam a face de Pietra com delicadeza, fazendo uma breve carícia que era interrompida pela mordida que surpreendia o homem e deixava escapulir uma rápida risada. Todavia, tudo mudava diante do beijo dado pela italiana. O mundo do homem parecia simplesmente parar! Os olhos dele só existiam para ver os castanhos olhos de Pietra e a mão esquerda de Francesco vagarosamente alcançava os próprio lábios que havia sido beijados, tateando-os para ter a certeza de que aquilo havia realmente ocorrido. E finalmente, vinha um riso baixinho, alegre e solto, exatamente como o homem fazia em sua juventude!

    -Eu escutei Pietra, só estou feliz de mais!

    Ele afirmava de maneira alegre, segurando a face de Pietra com as duas mãos e permitindo-se sorrir por poder realmente enfim alcançar a grande amiga com as próprias mãos.

    -Hoje eu abri meus olhos e a vi, naquele instante eu soube que tudo tinha enfim acabado! Era a minha hora de poder ser, enfim, feliz!

    Em seguida, o homem ousava pela primeira vez agir pelos próprios impulsos e deixando a enorme vergonha que sempre o paralisava de lado, para beijar os lábios de Pietra da mesma forma com que ela havia feito anteriormente e finalizar a fala de maneira vibrante:

    -Eu a amo Pietra, nossa amizade crescerá e eu estou incrivelmente ansioso por isso! Especialmente porque não serei apenas seu vassalo, é como um sonho se transformando em realidade!

    Olhando para as próprias mãos, Francesco enfim notava o que havia feito e envergonhado, retirava as mãos da face de Pietra e se perdia em um mar vermelho e sorrisos bobos.
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    Jess

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 24/7/2017, 16:22

    A caricia em sua face interrompida pela mordida fez Pietra rir, mas o beijo carinhoso e cheio de amor dado a Francesco arrancou da italiana um sorriso verdadeiro e grandioso, nele transbordava todos os sentimentos que a cainita nutria pelo homem, entre eles o mais puro amor e carinho.

    “É estranho como meu coração não para de crescer e amar aqueles que estão a minha volta! Quero sempre amar meus amigos, amar Francesco pelo homem maravilhoso que ele é!”

    Ter sua face carinhosamente segurada por Francesco e ver nos olhos deste a felicidade, Pietra suspirou com carinho, o beijo recebido fez até mesmo sua besta suspirar de emoção, Pietra por sua vez segurou com força as lagrimas que começavam a pedir passagem.

    Uma gargalhada alegre e feliz escapou da cainita ao ver a velha e conhecida de Francesco voltar, mostrando a língua com delicadeza a italiana viu sua besta saltar sobre as costas do homem e beijar-lhe a face com carinho para morde-la logo depois.

    – Meu coração parace que vai explodir de tanta alegria Cesco! E deus como você conseguiu ficar mais fofo e não perder essa carinha?!

    Levantando-se para puxar Francesco pelas mãos, Pietra tomou a face deste beijando-lhe a testa com carinho.

    – Nunca me esquecerei dessas palavras meu querido! Mas agora precisamos ir, seria feio chegar atrasados na sua apresentação não?!

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 24/7/2017, 17:30

    Francesco sofria diante os ataques realizados pelas mordidas da besta de Pietra, divertindo-se com a situação o homem tentava pegar a pequena que se esquivava das mãos dele enquanto o mordia na face várias vezes seguida, até que as palavras de Pietra distraíam ambos e o italiano prontamente aceitava o convite de Pietra para se levantar e escapar das garras da besta. Ajeitando as roupas ele concordava positivamente e parava alguns instantes para apenas observa a face de Pietra enquanto tinha sua testa beijada.

    Um breve silêncio que guardava uma longa admiração, e foi dentro desse silêncio que o homem se expressava. Levando a mão ao próprio coração e em seguida levando-a até o de Pietra, em uma ação bastante medieval e cortes, ali era feito o "laço" entre seus corações e nada mais os separaria, uma espécie de jura de fidelidade.

    -Vamos, será emocionante me apresentar a todos como o Vassalo de Pietra a aranha!

    Assim o italiano tomava a mão da cainita, e estendia a outra para a besta da mesma para que os três saíssem do quarto e seguissem até ao local onde ocorreriam as apresentações.

    O caminho foi bastante divertido, afinal, acabava por escapar das mãos de Francesco parar correr a frente, animada por sentir vários cheiros e perfumes conhecidos. Enquanto isso, havia um pouco de tempo para que os amigos pudessem aproveitar aquela caminhada feita lado a lado em direção ao clube. Enfim, vocês chegavam a entrada lateral, o som eletrônico já havia cessado e após atravessar a porta era possível ver a grande maioria dos membros da Espada já sentados nas mesas ou de pé na pista. Em uma das mesas das areas mais nobres do clube, estava o Jardim inteiro de Pietra, incluindo o irmãos mais novo desta que estava a rir de uma história contada por Luana.

    Restou então à Pietra o caminho até o palco, local muitas vezes usados por Eva em suas apresentações, mas que agora era ocupado por Friderich. O amor de Pietra estava a portar-se como o poderoso Arcebispo de Berlim e de maneira imponente anunciava:

    -Boa noite a todos.

    O silêncio logo era conquistado e assim o Patrício dava prosseguimento enquanto Thesa e Lena se aproximavam para receber Pietra com bastante carinho e formalidade.

    -Diante a Espada, hoje a Bispo Rafaldini irá apresentar seus novíssimos vassalos. Cedendo a eles a exclusiva função de servir apenas a ela e responder apenas a mesma, ou seja, aqueles que atentarem contra estes estarão a desafiar a própria imagem de nossa amada e respeitada Bispo. E todos os olhos aqui sabem o que ocorre quando os dela são ameaçados! Por fim, convido aqui a própria, a reverendíssima, Rafaldini il Ragno!

    As salvas de palmas vinham naturalmente, havia uma mistura de respeito e admiração pelo anunciamento de Pietra. E assim que a italiana subia ao palco, Friderich seguia as formalidades.

    -Convoco assim seus vassalos: Francesco Vezio Cancellieri, Theresa Klor Brückner e Aylena Vanka Bychkov!

    Assim, os vassalos de Pietra subiam ao palco e se alinhavam por ordem de altura e naturalmente tempo de serviço/força. Restaria agora a Pietra a ação de pedir os juramentos e posteriormente, aceitá-los.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 24/7/2017, 18:13

    Os claros ataques da besta eram rápidos e terminavam sempre com a face de Francesco mordida, isso até sua cainita puxar o homem e acabar com a brincadeira, a besta resmungou baixo, mas calou-se diante das ações de Francesco.

    A besta ronronou com suavidade diante do juramento de lealdade ali feito, Pietra por sua vez sorriu com carinho para Francesco repetindo os exatos movimentos deste, ali entre os dois acima de tudo existiria o amor e a amizade talhada durante suas juventudes.

    “Sem senhor e vassalo, apenas bons e velhos amigos Cesco. Como éramos quando jovens e inocentes.”

    Rindo diante das palavras de Francesco, Pietra esperou que sua besta tomasse a outra mão do homem para guia-lo, caminhando com calma a italiana sorriu ao ver a bagunça única que sua besta fazia até na mais simples caminhada.

    – Você consegue acreditar que ela fica assim a noite inteira? Essa pequenina é um poço de energia!

    Comentava a italiana durante a caminhada, na entrada lateral do palco Pietra se despediu de Francesco com um leve abraço, a besta se pos cuidadosamente sentada em nas escadas do palco afim de não atrapalhar.

    Com um sorriso suave e educado Pietra saudou Friedrich com uma leve mensura, diante de toda a Espada a italiana usava-se das posições para honrar o dever que tinha, ainda que fosse companheira do Arcebispo isso não era motivo para sobrepujar a importância daquela tradição.

    Em silencio Pietra sorriu diante das salvas de palmas nascidas depois de sua apresentação, as ações das noites anteriores ecoavam e a italiana sabia que caso necessário não hesitaria em mostrar seus espinhos.

    Respirando quando seus três queridos vassalos tomavam sua posição, Pietra deu um passo a frente para finalmente se pronunciar e dar seguimento ao ritual.

    - Francesco Vezio Cancellieri, um passo à frente por favor! Juras usar sua força para o bem da Espada enquanto estiveres sobre meus serviços e ordens?

    Recitou calmamente a italiana enquanto buscava os olhos de Francesco, a postura ereta e educada deixava claro que ali Pietra agia acima de tudo como Bispo da Espada de Berlim.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 24/7/2017, 21:40

    O passo dado à frente pelos pés de Francesco vinham acompanhados de uma postura profundamente formal e forte, afinal a besta que habitava o corpo do homem era muito mais velha do que muitos ali e isso incluía o próprio arcebispo! Atraindo os olhares de todos, o italiano elevava a voz para expor um alemão muito bem pronunciado e claro:

    -É com orgulho que juro minha vassalagem a Pietra Rafaldini, Bispo da Espada de Berlim e ofereço minhas mãos e meu sangue as necessidades da Espada.

    Terminando de falar, Francesco caminhou até o lado de Pietra, ajoelhando-se ali para que todos pudessem vê-lo e ele não ficasse de costas para o público, uma notória preocupação de quem tinha uma considerável experiência artística. A voz de Friderich então questionava apenas por formalidade:

    -Vossa Reverendíssima Senhora aceitará a fidelidade deste humilde vassalo?

    Os olhos dos mais jovens observavam curiosos para a cena, haviam muitos profundamente surpresos com a força que a presença de Francesco gerava. Já os antigos como Beth e Caroline estavam verdadeiramente intrigadas com a figura de Francesco.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 24/7/2017, 22:09

    Diante do passo de Francesco a italiana firmou a postura, o ato instintivo fez a besta eriçar os cabelos de sua nuca e chegar a mostrar os dentes, era o claro reconhecimento de uma besta muito mais antiga e forte.

    Controlando-se Pietra viu Francesco se ajoelhar e fazer seus votos, os olhos experientes da cainita conseguiram identificar os movimentos afim de ficar visível ao publico, algo que agradou a italiana em muito.

    “Forte e experiente, Francesco irá despertar a curiosidade dos mais velhos, mas com toda a certeza é uma adição magnifica a Espada e ao meu jardim.”

    Sem desviar os olhos quando foi inquerida pelo Arcebispo, Pietra se permitiu um único e gentil sorriso ao amigo e vassalo a sua frente.

    – Aceito os votos deste humilde servo Vosso Reverendíssimo Senhor. Por favor Francesco, coloque-se de pé e ao meu lado.

    Esperando calmamente que Francesco fizesse como havia sido pedido, Pietra respirou ao buscar os olhos de Friedrich, ali a cainita deixou que seu carinho transparecesse antes de continuar com a cerimonia.

    - Theresa Klor Brückner um passo a frente por favor. Juras usar sua força para o bem da Espada enquanto estiveres sobre meus serviços e ordens?
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 24/7/2017, 22:18

    Francesco prontamente colocava-se de pé e obedecendo prontamente as palavras de ordem de Pietra, o homem encolhia a própria presença poderosa para parar ao lado da italiana e manter-se em total silêncio. Assim Pietra pode olhar brevemente para Friderich e ele de uma maneira não verbal, simbolizava com o olhar a admiração que sentia por sua amada naquele momento em que ela era a figura máxima dentro da espada.

    Reagindo as palavras de Pietra, Thesa deu um passo a frente. Virou-se para o público e segurando as pontas do vestido, fez uma mesura formal. Finalmente ela se colocava exatamente onde Francesco havia se ajoelho, era claramente algo que eles haviam combinado entre si. Assim a austríaca se abaixava e tocava os joelhos no chão.

    -Eu, Theresa Klor Brückner, aprendiz de Lorenz, primeiro vassalo e hoje filho herdeiro de Pietra, juro minha lealdade a Pietra Rafaldini, Bispo da Espada de Berlim e ofereço minhas mãos e meu sangue as necessidades da Espada.

    Seguindo as formalidades, coube a arcebispo a repetição da pergunta:

    -Vossa Reverendíssima Senhora aceitará a fidelidade desta humilde vassala?

    A expressão de alegria agora vinha da mesa onde o jardim de Pietra estava, Lorenz não segurava o sorriso feliz e Eva tinha que segurar a vontade de aplaudir.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 24/7/2017, 22:29

    Um suspiro escapou de Pietra ao ver todo a admiração de Friedrich estampada em seus olhos, segurando o sorriso bobo a italiana se manteve calma e séria diante da apresentação que ainda ocorria, ali guiando sua parte Pietra sentia-se segura, algo que a cainita nunca imaginará.

    “Estou indo bem mio regente Narses? Espero que eu esteja.”

    Com a presença menor de Francesco, Pietra pode relaxar um pouco a postura, diante de Theresa sua besta era mais forte e velha, não havia a disputa de força então não havia motivos para se impor demasiadamente.

    Um orgulho invadiu o coração da cainita ao ver Theresa fazer sua mensura para os membros da Espada, a jura fez a besta suspirar embora a própria besta soubesse que deveria cuidar muito bem de sua Thesa, afinal a parte do sangue poderia muito bem vir se tornar realidade se não evitada.

    - Aceito os votos desta humilde serva Vosso Reverendíssimo Senhor. Por favor Theresa, coloque-se de pé e ao meu lado.

    Esperando que sua amada Theresa fizesse como pedido, Pietra esperou pelo tempo necessário para só então chamar por Aylena.

    - Aylena Vanka Bychkov um passo à frente por favor. Juras usar sua força para o bem da Espada enquanto estiveres sobre meus serviços e ordens?
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 24/7/2017, 23:06

    Theresa prontamente usava as mãos para se colocar de pé e seguia até o lado de Francesco, sorrindo para o mesmo e sem se preocupar, pegando na mão livre deste. O italiano sorria de volta para a jovem e gentilmente aceitava o pedido de dar as mãos. E ali os dois aguardavam, pois era agora a vez de Lena. A russa tinha seu nome chamado e fazia o que sabia fazer de melhor: Dominava os holofotes da situação.

    -Obrigada pela oportunidade Vossa Reverendíssima Senhora Rafaldini.

    Dizia Lena para ir até a ponta do palco e olhar diretamente todos os ali presentes, era muito claro como os mais jovens a conheciam e até sorriam alegres ao vê-la assumir uma posição dentro da espada. E era para esses que ela se referia:

    -Eu já servi a espada com meu sangue e corpo, o fiz por orgulho e prazer. Eu estive aqui dentro em vários momentos de queda e de ascensão, recebi o respeito de alguns e a maldade de outros, mas nunca fui tocada sem a minha autorização e isso me fazia amar cada noite que eu vinha apensas para dançar com vocês e extravasar as frustrações que nos englobam. E nessa noite, eu venho diante a todos jurar minha fidelidade a mais fantástica de todas as cainitas, nossa amada Bispo! Uma das fundadoras de nossa Espada. Fico a me perguntar, quantos aqui não dariam tudo para estar em meu lugar não é mesmo?

    Ela fazia um sorriso debochado, demonstrando uma desenvoltura incrível sobre o palco e dominando a atenção de todos, até mesmo Friderich estava surpreso e encantado pela jovem de cabelos ruivos que falava um alemão carregadíssimo de sotaque.

    -É bom mesmo que continuem a desejar algo grande, quem sabe um dia você consigam, afinal eu consegui. Por isso...

    Ela enfim se virava à Pietra e caminhava até a mesma, rompendo o limite de distância e ajoelhando-se literalmente a frente dos pés da italiana para dizer:

    -Minha vida, meu sangue e minha alma são teus Pietra, juro ser tua vassala e ser fiel a ti e ao teu jardim, honrarei a espada e todos protegidos por ela.

    O término da fala da russa arrancou uma salva de palmas de todos os presentes! Ela havia sido inusitada e claramente conquistava grande parte da massa mais jovem do Sabá, e até Beth aplaudia! Enfim, Friderich pergunta:

    -Vossa Reverendíssima Senhora aceitará a fidelidade desta humilde vassala?
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 24/7/2017, 23:31

    Um olhar surpreso se apossava de Pietra ao ver os movimentos de Aylena, mesmo assim a cainita não a interrompeu, não quando diante de todos a jovem russa se colocava a declamar o quanto havia aprendido com os membros da Espada e do respeito ali conquistado.

    “Essa menina é ousada, fará uma boa fama com essa ousadia. Será grande por isso!”

    Um sorriso orgulhoso se formou nos lábios de Pietra diante da salva de palmas destinadas a Aylena, o sorriso porem sumiu quando está se ajoelhou aos seus pés continuando com a cerimonia, mesmo assim Pietra não escondeu a felicidade de ter Lena ao seu lado assim com Francesco e Theresa.

    - Aceito os votos desta humilde serva Vosso Reverendíssimo Senhor. Por favor Aylena, coloque-se de pé e ao meu lado.

    Respondia prontamente Pietra diante da pergunta feita pelo Arcebispo, seus olhos se voltaram novamente para Friedrich sorrindo com carinho ao homem, respirando ao dar um passo à frente de seus vassalos, Pietra se virou para encara-los com certo carinho e orgulho.

    – Com a autoridade a mim concedida, declaro esta cerimonia encerrada e vocês meus protegidos e aliados. Cuidarei para que a força doada à minha pessoa ajude a Espada a crescer, porque vocês escolheram me servir e eu escolhi servir a Espada.

    Encerrando suas palavras Pietra se ajoelhou diante dos três indicando o respeito que sentia por cada um destes.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 25/7/2017, 13:10

    Aylena não se demorava a posicionar-se ao lado de Thesa, assim os três vassalos haviam sido apresentados e as palavras finais de Pietra eram ditas, todavia, a italiana não se ajoelhava sozinha. Sem sequer haver a necessidade de uma voz de comando ou um pedido, a reação natural de todos os membros da Espada de Berlim era: Levantar e posteriormente se ajoelhar para ficar no mesmo nível que a Bispo que no palco se encontrava. Até o Arcebispo de Berlim fazia o mesmo, Francesco não conseguia deixar de exibir uma expressão surpresa, Thesa segurava as lágrimas e Aylena sorria alegre e cheia de si.

    Enfim, foi a voz de Friderich que se fez presente:

    -Todos de pé. As palavras da Bispo já foram ditas e assim, será executada. A cerimônia acabou e agora, convido a todos a festejarem o restante da noite!

    Francesco prontamente oferecia as mãos para ajudar Pietra a se levantar e ao término da fala de Friderich, a música eletrônica prontamente retornava as caixas de som do clube. O Patrício logo se aproximava de Pietra para sorrir orgulhoso e dizer:

    -O maior desafio foi controlar o orgulho que me devorava por dentro, fostes uma verdadeira Rainha Pietra, la nostra regina ficaria orgulhosa de ti!

    Dizia o homem, fazendo uma clara menção à figura de Melinda. E já indicando que seria melhor abandonar o palco e deixar os mais jovens se divertirem, o alemão indicava o caminho de retorno à galeria onde haveria a possibilidade de diálogo.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 25/7/2017, 13:48

    Um sorriso surpreso tomou os lábios de Pietra quando seus olhos viram a Espada toda se levantar e ajoelhar-se junto, a besta pulou animada do lugar que estava ao perceber o quão natural era a figura de liderança de sua cainita, algo que foi compartilhado pela própria Pietra em seu íntimo.

    “ Farei de tudo para orgulhar e proteger cada membro desta Espada. Farei isso porque escolhi e por ser meu dever com eles!”

    As palavras de Friedrich encerravam por fim a cerimonia, Pietra sorriu ao aceitar a ajuda de Francesco para se levantar, balançando a cabeça quando a musica eletrônica começou a italiana riu de seu pequeno movimento.

    – Seja bem vindo meu caro.

    Comentava a italiana antes da aproximação de Friedrich, sorrindo com carinho para seu amado Pietra suspirou contente diante do elogio recebido, ali diante de todos a cainita havia seguido seu papel e as palavras de Melinda.

    “Espero ter feito uma apresentação digna de uma princesa. Isso a deixaria feliz.”

    Aceitando o convite de Friedrich, Pietra entrelaçou seu braço com do Arcebispo para segui-lo, no entanto a italiana estendeu o convite da conversa a Francesco.

    – Venha, vamos conversar em um lugar mais calmo.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 25/7/2017, 15:48

    Lena prontamente dava um breve "tchau" com a mão esquerda para Pietra e seguia em direção a pista de dança, enquanto Theresa buscou nas mesas superiores por figuras conhecidas e sorriu para Lorenz, indo até o mesmo. Assim, Friderich retribuía a ação de Pietra e Cesco aceitava o convite para a conversa, os três puderam calmamente descer pelo acesso lateral do palco e retornar à galeria que apesar de vazia estava a sofrer um pouco pelo reverberar das músicas que vinham do clube. Por tanto, o escritório de Pietra foi outra vez escolhido como um ambiente mais calmo.

    -Bem, devo admitir é a primeira vez que tenho a oportunidade de conhecer um vassalo de tamanho poder, estou sinceramente impressionado Senhor Cancellieri.

    Dizia Friderich, abrindo o diálogo. Francesco era o último a adentrar o escritório e gentilmente fechava a porta do mesmo, para então olhar ao Arcebispo e afirmar:

    -Fico grato por ser forte o suficiente para impressionar Vossa Reverendíssima Senhoria. Tenho uma longa experiência servindo anciões do clã das Rosas e inclusive a própria Justicar Ventrue.

    Friederich arqueava a sobrancelha e questionava:

    -Estás a se referir à Madame Lucinde? Ela é uma velha conhecida de meu irmão mais velho.

    Francesco concordou positivamente com a cabeça, mas se manteve em silêncio. Demonstrando que por respeito a figura do Arcebispo se manteria formal até que a autorização fosse a ele concedida. Friderich então buscou por Pietra para dizer:

    -Bom, vejo que essa noite é de fato uma noite de surpresas e regressos. Primeiro teu irmão mais novo, agora um antigo amigo, por sorte eles chegaram para preencher um estranho vazio, mas enfim, querida nos ajude a romper as formalidades sim? Realmente gostaria de poder conhecer seu amigo.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 25/7/2017, 16:08

    Os olhos atentos de Pietra verificaram com cuidado os movimentos de Aylena e Theresa, feliz por vê-las bem e entrosadas com a Espada a italiana pode relaxar enquanto era guiada por Friedrich.

    “Não há mal nenhum em ser jovem e querer aproveitar, embora eu ainda goste mais de uma boa conversa do que esse barulho todo!”

    Adentrando em seu escritório na companhia de amado Friedrich e Francesco, Pietra sorriu ao sentir o silencio aconchegante dali, guiando com carinho o Arcebispo para o sofá a italiana se sentou ao lado de Fredy depositando sua cabeça no ombro deste.

    “Ele sentiu mesmo a partida de Alfie, uma pena que não puderam se despedir.”

    Ouvindo as palavras dos dois homens ali a italiana riu ao receber o pedido de Friedrich, sentando-se com calma está beijou a face de seu amado para então se pronunciar.

    – Pois bem, já que ragazzos parecem não conseguir! Primeiro Alfonsus mandou eu lhe entregar isso.

    Comentava Pietra ao dar um abraço em Friedrich e roubar-lhe um leve beijo de seus lábios, sentando-se rapidamente Pietra viu a besta rir diante do beijo roubado que havia sido adicionado pela italiana.

    – Segundo, ele disse que queria que você estivesse presente quando ele volta-se, mas se eu o conheço bem sei que você já está tramando alguma coisa não é mesmo mio amore?

    Sorrindo de forma confiante, Pietra tomou as mãos de Fredy beijando-as com carinho, seus olhos se voltaram para Francesco com um claro pedido de aproximação.

    – Venha Cesco, não há necessidade de tanta formalidade, não quando estivermos entre nós. Diante de outros membros da Espada isso se faz necessário. Se prepare Fredy, Lucinde é uma Eva em tamanho menor e ela será minha musa por algum tempo quando voltar ao lado de Alfonsus.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 25/7/2017, 17:13

    Friederich deixava um encabulado sorriso se formar em sua face após as ações de Pietra, concordando positivamente com a cabeça sobre estar a preparar algo e enfim, podendo olhar diretamente para a figura de Francesco que se aproximava mover um dos sofás, deixando-o de frente para os sofá onde o casal estava sentado.

    -Bem, eu realmente achei que era cedo demais para minha presença e entendia perfeitamente o quanto ele precisava de ti, Pietra, mas saiba que estou sim e pretendo que seja algo grandioso nos jardins de nossa casa! E Cristo, duas Evas? Coitado de Enzo.

    Comentava o homem de maneira mais tranquila, relaxando os ombros enquanto se pronunciava e abrindo um sorriso ao final da fala. Francesco enfim abria a postura e se direcionava a Friederich.

    -Eu entendo o que você passa Fredy, é difícil para nós realizarmos aberturas, mas não se preocupe, Alfie tem um coração gigantesco e ele dará um jeito de entrar em contato contigo o mais rápido possível. E bem, eu conheço pouco de Eva e muito de Lucinde e posso afirmar que Pietra realmente está certa e isso é assustador não concordam?

    O italiano provocava um alivio no alemão e ambos chegavam a compartilhar uma breve risada com o assunto final que era a respeito das musas francesas de Pietra. Fredy então cruzava as pernas e questionava:

    -Bem, e agora me permita perguntar... Como será a relação entre vocês? Eu sinto que existe uma amizade incomparável e um amor único, aliás devo admitir que o seu passado é fascinante Pita!
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 25/7/2017, 18:11

    Pietra não escondeu o sorriso alegre ao ver Friedrich encabulado, puxando o braço de seu amado para se aconchegar a italiana apoiou a cabeça sobre o ombro deste.

    - Ele também sentiu sua falta, mas entendo seu resguardo mio amore. Ah Alfie vai adorar essa surpresa, tenho certeza.

    " Friedrich mio amato, fico feliz em saber que seu coração já aceitou Alfie desta forma. Seremos tão felizes!

    Comentava Pietra enquanto Francesco movia a poltrona para ficar de frente, sorrindo para os dois a cainita não escondeu o riso ao ver sua besta se sentar no chão e depositar a cabeça no colo de Francesco.

    - Eu sentiria pena, mas sei que ele gosta dessa atenção toda. Só acho que vou sofrer nas telas compartilhadas das duas, Eva não para quieta!

    Rindo ao ver Friedrich mais relaxado a cainita se encolheu nos braços de seu amado escutando a pergunta sobre seu relacionamento com Francesco.

    - Hummm, sim temos um amor, mas é um outro tipo de amor Fredy, não acho que nossa relação vá ser complicada mas tirando o despertar de Cesco e o jantar de que ele precisa, ainda não decidimos nada.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 25/7/2017, 22:04

    Com o cuidado que já parecia se transformar em rotina, Francesco cuidava de ajeitar a cabeça da besta que repousava nas próprias pernas, fazendo um breve carinho nos cabelos dela enquanto atentava-se a conversa. Friderich por alguns instantes chegava a olhar na direção das mãos de Francesco, mas ainda não parecia estar pronto para ver a outra metade de Pietra.

    -Bem eu conheço essa moça do mais belo sorriso deste mundo há muitos anos, há mais tempo do que o próprio Sebastian por exemplo, todavia, devo admitir que nunca a vi da mesma forma que Alfonsus fazia, mas não há como ignorar o amor puro que sinto. Também acredito que não irão ocorrer problemáticas e temos uma larga intimidade para resolvermos quaisquer questões.

    Friderich envolvia o corpo de Pietra em um abraço carinhoso e comentava de maneira despreocupada:

    -Está bem, eu sinceramente não faço o tipo ciumento. Apenas me contem se algo ocorrer ou estiver prestes à ocorrer, no mais eu realmente estou feliz por tua presença aqui conosco Cesco. É notório quão importante você será para todos nós, afinal, serás o mais experiente de todos os vassalos e isso o dá uma posição de fundamental magnitude em nossas vidas.

    O italiano olhava na direção de Pietra e sorria da maneira descontraída.

    -Claro, é um honra Fredy! Manterei minha distância em dias de chuvas...

    O tom de brincadeira arrancava uma risada do Arcebispo que beijava a face de Pietra e respondia ainda dentro do mesmo tom descontraído:

    -Excelente metodologia Cesco, sabemos bem como a chuva afeta o nosso girassol não é?

    Francesco concordava positivamente e não disfarçava o sorriso durante o diálogo.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 25/7/2017, 22:27

    Um ronronar alto e longo escapou da besta diante do carinho de Francesco em sua cabeça, a besta abraçou as pernas deste sorrindo com carinho diante de sua cainita e seu amado. Pietra por sua vez relaxava sentindo o abraço de Friedrich, respirando profundamente a italiana sorriu diante das palavras de Francesco.

    Com carinho a italiana entrelaçou seus braços no corpo de Friedrich, ouvindo suas palavras está o encarou curiosa e de certa forma surpresa, Pietra via Francesco como um bom amigo, mas a italiana sabia bem como o coração e o desejo podiam mudar visões antigas.

    “Isso por acaso foi uma permissão? Será que aconteceria? Bom de qualquer forma fico feliz com essa liberdade, é estranho pensar nisso. Mas Fredy está certo, seria o mais certo a se fazer se algo acontecesse.”

    Diante da brincadeira dos dois homens e do beijo carinhoso de Friedrich, Pietra não conseguiu evitar a onda vermelha que invadia seu rosto, rindo disso a italiana escondeu o rosto no peito de Friedrich enquanto sua besta gemia de vergonha fazendo o mesmo nos joelhos de Francesco.

    – Isso é maldade de vocês! Que culpa eu tenho se sou apaixonada pela chuva?

    Gemia a italiana ainda escondendo suas faces avermelhadas.

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 25/7/2017, 22:52

    Os dois homens compartilhavam de uma divertida risada diante da vergonha que consumia a italiana, Frederich a abraçava com um pouco mais de força e beijava a cabeça da mesma dizendo:

    -Não se preocupe querida, é simplesmente maravilhoso poder vê-la sorrir diante da chuva. Não concorda Cesco?

    A resposta prontamente vinha:

    -Claro! Nunca pude esquecer daquele rostinho inocente junto da janela, perdido em um fascínio pela forte chuva que caia em Florença... Inesquecível!

    Francesco usava do idioma natal compartilhado com Pietra para se pronunciar dessa vez, Friderich aceitava a ideia de Cesco e adentrando o italiano com bastante segurança, ele comentava:

    -Então, posso presumir que vocês voltarão a compartilhar do mesmo atelier? Afinal, agora serão duas musas e dois grandes artistas! Tenho que admitir, estou ansioso para vê-los trabalhar! Também és um escultor Cesco?

    O amigo de longa data e Pietra sorria ao dar a resposta, inclinando-se para frente e tocando nos joelhos de Pietra.

    -Não, eu nunca fui realmente muito bom com detalhes pequenos como joelhos, narizes e afins. Eu sou um pinto Fredy, o desenho é fascinante para mim, um verdadeiro vício! Especialmente se for desenhar certos lábios...

    Fredy concordava positivamente e complementava:

    -Tenho que assumir, tenho inveja de quem realmente consegue desenhar, ainda mais se for a face perfeita de nossa Pita!

    Cesco olhava para Fredy e se oferecia:

    -Posso ensiná-lo! O que acha Pita?
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 25/7/2017, 23:25

    Diante da risada dos dois, Pietra não conseguiu se conter rindo com os homens a italiana beijou com carinho os lábios de Friedrich em resposta ao elogio recebido, encolhendo-se nos braços de seu amado Pietra sorriu ainda envermelhada.

    – Acho que durante meus primeiros anos eu sempre caia em fascínio pela chuva, nem imagino quantos vestidos estraguei por isso!

    Respondia a italiana ao mostrar a língua para Francesco por este ter trocado o idioma, a besta em protesto mordeu de leve os joelhos do italiano ainda com vergonha, isso fez Pietra rir com carinho.

    “ Ela está me protegendo. Mal consegue levantar a cabeça e está me protegendo!”

    Feliz pela pergunta de Friedrich, Pietra se ajeitou melhor no abraço de seu amado enquanto Francesco lhe explicava seus talentos artísticos, com um aceno positivo a italiana comentava.

    – Francesco tem um dos melhores sombreamentos de tela que eu já vi! Levo semanas para fazer os meus e não ficam tão bons.

    O toque em seu joelho vindo de Francesco, todo o ar relaxado e calmo de Friedrich enchia o peito de Pietra de amor e felicidade, ali em seu escritório estavam dois homens importantes em sua vida, seu mais velho e querido amigo e seu amado, aquele seria sempre um momento lembrado pela italiana.

    Surpresa pela proposta de Francesco, Pietra não conseguiu se conter dando um pequeno pulo a italiana mordeu a bochecha de Fredy com carinho enquanto ria.

    – Eu adoraria ver Fredy desenhando! Ainda mais se aprender com alguém tão talentoso quanto você Cesco!


    " Ele já a percebe melhor, talvez isso ajude a natureza artística de Fredy a fluir melhor.
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 26/7/2017, 10:11

    Francesco deixava explicita a felicidade de ver Pietra alegre com a proposta e a mordida na face de Fredy, que causava uma leve vergonha na face do alemão, arrancava do italiano uma gostosa risada baixa. Havia uma claríssima empatia entre os dois homens, ambos realmente estavam felizes pelo simples fato de Pietra também estar e ambos conseguiam perceber isso. Fredy então se ajeitava suavemente no sofá, descruzando as pernas para se acomodar de uma maneira mais informal, passando uma mão nos cabelos e buscando pelos olhos de Cesco parar dizer:

    -Cesco, você realmente teria a paciência de me ensinar? Afinal, dizem que não se ensina truques novos a velhos e bem, eu já era velho quando fui abraçado.

    Francesco balançava a mão negativamente pelo ar, como se dispensasse a afirmativa de Fredy. Sentando na ponta da poltrona e tomando as duas mãos do alemão sem pedir autorização, uma ação ousada que Pietra sabia mais do que qualquer um, que Fredy só permitia o toque daqueles que realmente fossem de sua extrema confiança! Todavia, o suspense não completava um único segundo, já que o alemão prontamente cedia as mãos.

    -Meu caro, não se engane. O talento de fato existe mas ele não é nada sem a humildade de assumir o não saber, realmente não se ensina nada à um velho, pois um velho acredita saber de tudo. Se você assume não saber, está prontíssimo para aprender. E convenhamos, é impossível não ser inspirado após um longo convívio com Pietra e Eva, sua alma deve estar brilhando com as várias ideias prontíssimas para serem expressadas!

    As palavras de Cesco saiam belíssimas, o idioma natal fazia muito bem para que os sentimentos do mesmo ficassem muito mais claros e notórios. Afinal, ele realmente acreditava em tudo que dizia e esse crer fazia Fredy sorrir como o mesmo raramente o fazia.

    -Então, não se preocupe e apenas seja um aluno disciplinado. Seria estranho ter que colocá-lo de castigo né?

    A fala do italiano causava uma real gargalhada em Frederich! Francesco sorria e soltava as mãos do alemão para suavemente sugerir outro tópico:

    -Aliás, eu gostaria de poder desenhar vocês dois. O que acham da ideia?
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 26/7/2017, 11:25

    A besta ronronou feliz, apesar de ainda esconder o rosto nos joelhos de Francesco, Pietra riu animada com a simples ideia de ver seu amado Friedrich aprendendo a desenhar, tal pensamento nunca havia passado por sua mente e agora parecia perfeito.

    “Torço para que ele não desanime com essa ideia, seria tão lindo!”

    O gesto tão íntimo de Francesco de tomar uma das mãos de Friedrich deixou a italiana surpresa, a postura cada vez mais relaxada de seu amado era um bom sinal é claro, mas Pietra não sabia como este reagiria. Para a continuar surpresa e felicidade de Pietra, seu amado aceitou aquele gesto, arrancando um suspiro carinhoso da italiana.

    A força das palavras de Francesco ditas em italiano, e o gesto carinhoso deste eram um sinal claro da amizade que começava a se forma entre os dois homens, Pietra por sua vez sentia-se cada vez mais feliz por perceber isso.

    O sorriso sincero de Friedrich foi recompensado com um beijo suave nas faces deste e de Francesco, a gargalhada do Arcebispo pela brincadeira descontraída foi a deixa para que Pietra apertasse o nariz de Francesco comentando.

    – Verás como terás um aluno empolgado e dedicado! Sinceramente eu teria dificuldades em ensina-lo.

    Sorrindo para os dois, Pietra voltou a se ajeitar no abraço de Friedrich enquanto Francesco fazia sua oferta, olhando para seu amado a cainita concordou ao perguntar.

    – O que você acha Fredy? Sei que Francesco consegue nos desenhar antes das aulas com Arda se iniciarem.

    Aproveitando a distração, a besta levantou a cabeça para morder o queixo de Francesco e mastiga-lo, aquela era sua clara vingança pela vergonha que havia passado.

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

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