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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

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    Jess

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 30/7/2017, 16:01

    Não demonstro desconforto diante da reação de Arda, posso entender o que ele me diz sem palavras com isso e de certa forma não há vergonha em errar, não quando se está aprendendo. As palavras de Arda porem me deixam aliviada e pensativa, a idade de certa forma parecida nos dava experiência, não a mesma vivencia ou conhecimento.

    – Sim o sangue de Caim corrompe, é necessário uma grande força de vontade para não se deixar cair pelos encantos dele. Sorte nossa temos conseguido não ser enganados por ele. E sim seu pulso não é nada gentil, por sorte podemos mudar isso.

    Eu respondia com carinho a Arda, entendia bem o que suas palavras queriam dizer e a paz entre as duas seitas seria bem-vinda, trabalhosa de se conquistar mas ainda assim bem-vinda.

    “Acho que todos estamos cansados de tantas batalhas e sangue. Espero que as outras Espadas estejam dispostas se abrir para a paz, porque Berlim não pode ser a única.”

    Meus olhos castanhos se desviaram de Arda para ver minha pequena ser servida e mimada por Francesco, isso me faz rir com carinho, afinal a pequena estava adorando aquele mimo e Francesco mais ainda.

    A aproximação de Francesco e suas palavras me fazem sorrir com carinho para o mesmo, não posso negar que a eficácia de meu amigo se faz presente com rapidez, ainda mais quando precisaria de material para continuar com as aulas de Arda, com um gesto positivo eu o autorizo a continuar com seus deveres.

    – Obrigada Francesco, fique à vontade para revisar os estoques de materiais e ferramentas, tens minha total autorização para reabastece-los se assim for necessário.

    O sorriso de Francesco me deixa aliviada, era bom o sentimento de estar sendo útil e Francesco não escondia o orgulho de servir, na aproximação de minha besta eu roubo uma pequena uva desta, recebo um mostrar de língua em resposta mas minha pequena está claramente mais interessada no aprendizado de Arda do que lutar pela uva roubada, o que é uma sorte minha.
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    Danto
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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Danto em 30/7/2017, 21:48

    Cesco apenas sorria e fazia uma outra reverência para se retirar, Arda observava o homem com curiosidade, notando apenas agora a força que havia dentro dele. Mas não comentava nada, apenas o deixava ir cuidar do telefonema que ele havia mencionado.

    Você então ousava roubar uma uva da sua pequenina, a mesma olhava na sua direção mostrando os dentes e rosnando, ameaçando morder mas não completando a ação porque se ela te mordesse, ela poderia sentir um pouco de dor! Mostrando a língua para você, ela então se sentava para se colocar a comer.

    A aula com o pequeno Arda seguia por mais alguns minutos, ele danificava mais duas peças inteiras até finalmente conseguir fazer algo bem rústico, mas havia forma! Ele sorria orgulhoso e comentava:

    -Bem, de fato a minha mão é pesada de mais!

    Comentava o rapaz, colocando-se de pé e se espreguiçando.

    -Pietra, acredito que seja melhor eu me retirar. Retorno em dois dias para seguir as aulas, tenho que ir encontrar um bando nômade a pedido de nosso Arcebispo. Obrigado por hoje, desculpe-me pelos estragos e prejuízo, irei melhorar.

    Finalizava a fala pequeno Arda, com um sorriso educado na face.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Jess

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

    Mensagem por Jess em 30/7/2017, 22:16

    Não consigo evitar o riso com a minha pequena e sua ameaça de mordida, em resposta a língua mostrada pela pequena eu sorrio comendo a uva, algo que me faz suspirar antes de voltar minha atenção a Cesco, a breve despedida de meu amigo. A curiosidade silenciosa de Arda me intriga, afinal ele deve ter sentido a força de Francesco, mesmo este procurando não demonstra-la.

    “Ele é bem perceptivo, algo que podemos explorar quando o pulso dele aprender a ser mais gentil.”

    Sob minhas orientações, trabalhamos em mais dois blocos, é apenas o ultimo que mostra o resultado e nem por isso escondo meu sorriso satisfeito, acompanho os movimentos de se levantar de Arda enquanto ouço suas palavras, isso me faz sorrir com carinho.

    – Não se preocupe com as peças, a madeira é o meio termo entre a pedra e a cera que uso, madeira cresce, já as pedras não. Quando eu aprendi a esculpir, os aprendizes levavam uma década para tocar no mármore e no papel, usávamos madeira como base e ainda apenas as famílias abastadas podiam pagar. Hoje as coisas se tornaram mais simples, mas a madeira vai ensinar seu pulso a ser gentil na medida certa, se trabalhássemos na cera isso o mal acostumaria.

    Explico com calma, enquanto falo me abaixo para fazer uma marca nos dois blocos restantes de madeira, dividindo-os em dois os entrego a arda junto com as ferramentas para esculpir.

    – Tome, elas são suas, no tempo que não nos vermos quero que pratique, me faça uma bola bem redonda e suave, isso vai ajuda-lo na próxima aula, estás indo muito bem mio amato, não duvide disso.

    Como se para concordar com minhas palavras, minha pequena abraça Arda beijando-o na testa com carinho, eu sigo seu exemplo antes de guiar meu aprendiz e professor até a porta.

    – Estarei te esperando, não se preocupe com as aulas e cumpra seus deveres, se precisares de mais material fale com Francesco, ele irá lhe ajudar com isso. Boa noite Arda.

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    Re: Ato XII - Três Valetes e um Serafim.

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