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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 10/8/2017, 11:12

    O carinho de Lucy e o beijo de Massi me fizeram suspirar aliviada, eu temia não poder compartilhar bons sentimentos com os dois, ou até mesmo ser apenas uma estranha a meus primos, mas ali em meio aquele abraço triplo e carinhoso eu me sentia em casa da mesma forma que me sentia com Othello.

    “Minhas raízes vão crescer aqui! Tenho primos que são meus irmãos e um pai amoroso, era tudo que eu precisava!”

    As palavras de Massi me fizeram rir concordando com o mesmo ainda mais quando Lucy parecia estar mais confiante e animada.

    – Voce está certo Massi, eu ainda quero apresenta-los ao meu pai!

    Com cuidado me solto dos abraços ali só para puxa-los pela casa em direção da saída.

    – Eu tinha pensando em, quando esse lugar estiver pronto não usarmos sapatos aqui dentro. Vai ajudar a manter esse lugar limpo!
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 11/8/2017, 21:42

    -Por mim tudo bem! Já estou até gostando muito da ideia de não usar sapatos, é mais confortável!

    Afirmava Massi que era alegremente puxado por você. Lucy seguia também soltando uma risadinha baixinha diante das empolgações, dessa forma, vocês três desciam a escada com cuidado e colocavam seus pés novamente sobre a grama que circundava o local.

    -Acredito que seria até bom nós cuidarmos da grama aqui fora né? Tipo assim, aparar e deixar bem igual, afinal é sempre bom poder manter o local bem tratado.

    Lucy concordava com o irmão, mas olhava na direção da árvore curiosa.

    -Bem, você tem razão maninho mas assim, prima como vamos fazer exatamente para todos nós nos comunicarmos com a árvore?
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 11/8/2017, 23:15

    Guiando-os pelas escadas, não pude deixar de sorrir com as palavras de Massi, aquele era um desejo há muito esperado por mim, ainda mais quando meu pai não conseguia se lembrar de retirar os sapatos, por mais sujos que eles estivessem.

    “Ele vai ficar tão feliz em ver nós três cuidando desse lugar!”

    No fim da escada ouço atentamente as palavras de Massi, a grama em volta já grande e descuidada precisaria ser tratada, afinal com um bom tapete de grama não precisaríamos nos preocupar com sapatos sujos na escada e sempre teríamos um lugar espaçoso para nos sentar.

    A pergunta de Lucy porem me deixou em alerta, aquela era realmente uma questão da qual não havia cogitado a possibilidade, com um sorriso suave indiquei para que eles se sentassem ao responder.

    – Da melhor forma que eu puder Lucy! Meu pai me explicou ontem sobre o equilíbrio entre as forças naturais, usamos isso ontem com facilidade. Imagino que você já deva entender bem isso, mas quero revisa-la com Massi, minha visão é mais oriental e isso influencia esse equilíbrio.

    Eu respondia com calma e sorrindo, procurando algumas folhas já secas no chão, as recolhi para me sentar com os dois.

    – Vou explicar minha visão oriental, talvez seja mais fácil realoca-la com seus conhecimentos Massi. No oriente temos seis elementos, a agua contrapondo o fogo, a terra contrapondo o ar e a madeira contrapondo o metal. Agua, terra e madeira são elementos fixos, elementos que nutrem e dão sustentabilidade, por isso são considerados elementos femininos, já fogo, ar e metal são elementos de força, mutáveis e poder, por isso são considerados elementos masculinos.

    Eu explicava enquanto com as folhas criadas triângulos, ali com calma eu montava o pentagrama deixando apenas a ponta de cima faltando, tocando no local com o dedo indicador.

    – Vocês usam o pentagrama para mostrar os dois elementos femininos e masculinos, o que nos permite molda-los é como utilizamos esse equilíbrio ao nosso favor, isso se chama mágika. No oriente os elementos são colocados em circulo, assim o equilíbrio é mantido, se a roda se quebra eles buscam uma maneira de se equilibrar novamente. Consegue acompanhar Massi?
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 12/8/2017, 22:55

    -Equilíbrio das forças naturais...uhm, entendi! Não é algo muito complexo, ao menos não me recordo desta forma.

    Comentava Lucy, já sentando-se à sua esquerda e dobrando as pernas para que os pés ficassem depositados acima das próprias panturrilhas. Apoiando as mãos no chão a pequena italiana observava as ações e as suas explicações. Massi também se sentava, mas à sua direita e recolhia as pernas, dobrando-as de uma maneira um pouco bagunçada e sem jeito mas estranhamente confortáveis para ele. Enfim, os olhos do rapaz seguiam todos os seus movimentos, cada pequena fala e apontamento, para que pudesse comentar:

    -Então, é o círculo em torno dos três elementos masculinos e femininos que faz as forças coexistirem sem problemas. Para nós é a quinta ponta, para vocês é a redoma, mas o importante é que o equilibro precisa existir... Por exemplo, se eu requisitar uma mágika de fogo, preciso me atentar à água...

    Lucy complementava:

    -Por exemplo, seria necessário atentar-se a uma espécie de movimentação mental dos elementos irmão. Pense na fluidez e não nas quantidades.

    O rapaz fechava os olhos por alguns instantes e sorria, balançando a cabeça positivamente enquanto fazia um circulo inteiro no ar com a mão e começava a apontar dentro do círculo onde cada elemento oriental estaria. Parecia mais simples ao rapaz compreender a sua filosofia do que a ocidental! Alegremente ele olhava na sua direção e afirmava:

    -Entendi!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 12/8/2017, 23:31

    Ouvir as palavras de Lucy me fazem sorrir, saber que minha prima acompanharia a explicação já com algum conhecimento me ajudava, afinal ela estava a mais tempo com Massi e sabia bem das limitações dele.

    “Espero que ela me corrija caso eu esteja errada.”

    Um suspiro escapa de meus lábios quando vejo que Massi consegue compreender os elementos orientais, sorrindo com cuidado eu faço um círculo em volta do pentagrama comentando.

    – A quinta ponta é a vontade do feiticeiro, o equilíbrio se dar pelo círculo em volta. A natureza por si só é sabia o suficiente para garantir que tudo ande em harmonia. Quando você usa uma mágika de fogo é ele que está em destaque, não a agua, mas nem por isso significa que ela não está presente.

    Desmanchando o pentagrama, com as folhas crio um círculo enquanto continuava a falar.

    – Na visão oriental usamos o círculo justamente para manter o equilíbrio, a mágika vem de como você molda o equilíbrio a sua vontade. Tentarei fazer um ritual ligado a madeira, então tenho que destacar a madeira quando moldar minha mágika. Por ser um ritual uso esse equilíbrio, se fosse uma taumaturgia a mágika viria do meu sangue, ele moldaria o que fosse requisitado, fazendo o papel do feiticeiro.

    Comentava ao buscar com os olhos a figura de Lucy, era um claro convite a me ajudar se está achasse necessário.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 13/8/2017, 01:36

    -Vontade cria mágikas de equilíbrio natural, sangue cria mágikas que rompem os limites. É isso?!

    Perguntava Massi que se mostrava um aluno dedicado a aprender, havia nele uma enorme curiosidade todavia eram os desenhos que o fascinavam realmente, era claro que apesar de tentar as palavras escapavam suavemente da atenção dele, mas felizmente os seus pequenos e simples desenhos o ajudava muito! Lucy sorria contente e orgulhosa, até contendo um pouco a emoção de poder ver enfim o irmão começar a dar os primeiros passos positivos e corretos dentro dos segredos do clã.

    -Sim, e é por isso que a quantidade de Taumaturgias é menor do que a quantidade de rituais, nosso clã foi forjados por magos e eles tinham a sabedoria de que o uso em excesso de poderes que prejudicam o equilibro causa graves feridas no mundo. Alias Prima é isso que me fascina tanto nos estudos do seu Pai, é a biotaumaturgia que se apresenta como uma mágika orgânica, e sinceramente você é tão natural e genial com ela! A nossa regente tinha total razão, você nasceu para isso!

    Enquanto Lucy falava, Massi animadamente pegava as folhas para recriar um círculo perfeitamente idêntico ao qual você havia realizado, murmurando baixinho qual elemento era qual e movendo então o de madeira para mais perto da borda e colocando sobre ele uma pequena pedra que indicava o "foco". Sorridente ele dizia:

    -É uma questão de foco, correto? Você usará a madeira, todos os outros estarão ali, mas a sua vontade focará um deles enquanto os outros ecoaram para que o equilíbrio rode perfeito.

    Lucy não continha o alegre e orgulhoso sorriso e concordava silenciosamente com o irmão.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 13/8/2017, 11:51

    Não escondo o sorriso feliz ao ver que Massi conseguia compreender o que eu queria explicar, curiosamente explicar o que eu havia aprendido na noite anterior me ajudava a fixar melhor, mesmo assim não pude deixar de notar que meu primo aprendia melhor com os olhos do que com os ouvidos.

    “Isso é raro! Se for verdade já sei como ajudar o Massi, espero que eu possa ajuda-lo.

    Sorrio para Lucy ouvindo sua explicação, é fácil entender o porque da preocupação dos progenitores de nosso Clã, o equilíbrio entre forças era essencial para que o mundo continuasse a andar corretamente, sem isso o próprio mundo arranjaria um meio de se livrar do causador do desequilíbrio.

    O desenho de Massi e a pedra em cima da folha mais perto da borda me fizeram concordar batendo leves palminhas de felicidade.

    – Exatamente isso, eles estarão presentes, mas não nescessariamente em sua forma primal, podem ser representados. O sol pode cria calor então pode representar o fogo, a pedra tem minerais então pode representar o metal, um animal vivo pode representar a agua e a terra, porque as duas juntas criam vida. Se o equilíbrio é mantido então a mágika funciona, mas é a vontade do feiticeiro que a molda.

    Usando o ombro de Massi para me levantar, sorrio para meus primos ao pedir de forma educada.

    – Acho que com isso já podemos tentar o ritual, podem tirar os sapatos e as meias? Precisamos que nossos pés estejam em contato direto com a terra, eles serão nossa ligação com as raízes das arvores.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 13/8/2017, 16:11

    Massi concordava positivamente com o balançar de cabeça e suavemente acompanhava a sua movimentação com os olhos e tocava na sua mão de relance quanto você usava o ombro dele para se levantar. Assim o mesmo já atendia ao seu pedido e tirava os sapatos, colocando as meias dentro destes. Lucy fazia o contrário do irmão, primeiro se levantava e colocando levantando os pés para trás, removia os sapatos e as meias, um por vez e usando a cabeça de Massi como apoio, algo que não incomodava nem um pouco o rapaz.

    -Prontinha! E curiosa pra ver você finalmente fazer mágika prima!

    Massi comentava em seguida ao fazer o movimento de se colocar de pé.

    -Nem sei o que esperar, mas também estou pronto!

    Batendo as mãos nas calças, o rapaz já se mostrava bastante ativo e empolgado com a situação, mesmo sem saber realmente o que estava por vir.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 13/8/2017, 17:03

    Sorrindo ao me levantar sobre os ombros de Massi dou um passo para a frente procurando por uma área sem grama, eu havia visto meu pai fazer aquele ritual sem problemas, mas por cuidados eu ainda precisava de muletas, ainda mais quando nunca havia feito aquilo.

    Não escondo minha felicidade ao ouvir as palavras de Lucy e Massi, por mais nervosa que pudesse estar os dois me dão segurança, algo que eu não teria com Belladona e muito menos com Abrielle ou Paco. Retiro os sapatos e as meias deixando debaixo dos degraus da escada.

    “Somos primos não é, isso deve facilitar um pouco!”

    Guiando-os até a terra mais próxima eu me ajoelho para desenhar no chão.

    – Bom se não der certo ainda posso usar taumaturgia, mas vamos torcer não é?

    Eu comentava enquanto usava o dedão para criar o kanji de Palavra no meio de um círculo, respirando fundo faço sinal para que os dois se aproximem.

    – Lucy fique a minha direita, Massi a esquerda, quando eu pedir abram uma ferida no pulso e me deem a mão, o ritual irá funcionar enquanto estivermos em chão natural, então não poderemos calçar os sapatos.

    Arrumando minha postura da melhor forma possível, coloco as duas mãos sobre as bordas do círculo, fecho meus olhos ao respirar fundo e começar a pintar o quadro em minha mente, ali a figura de três brotos se formava garoava de leve sobre as folhas dos brotos enquanto o céu brincava de mostrar o sol por entre as nuvens cheias de agua, a brisa suave brincava com as folhas dos brotos que se entrelaçavam ao crescer.

    “ Nossas raízes cresceram juntas e serão fortes, um completará o outro e aprenderá com o outro.”

    Ainda de olhos fechados levo meu pulso direito até minha boca, ali sinto minhas presas perfurando a carne sem nenhum problema, a dor é pequena se comparada ao ritual que executei em minha apresentação, com cuidado coloco minha mão em cima do kanji enquanto abro minha mente chamando por minhas irmãs verdes e vivas.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 14/8/2017, 17:23

    -Dessa vez não vamos precisar de sorte, confiamos em ti prima!

    Afirmava Lucy que se aproximava, tomando o lugar que era indicado por você. Massi concordava positivamente com um sinal com o dedão esquerdo e andava a passos rápidos para o seu lado, posicionando-se de maneira ansiosa ali. Suas ações eram atentamente observadas pelo olhar analítico de Lucy e os olhos admirados de Massi, todavia, instintivamente os dois jovens seguiam a sua ação e mordiam os pulsos para colocar as mãos diretamente na terra. Enquanto sua vontade girava o círculo dos elementos e focalizava na madeira para que as suas irmãs verdes pudessem vir e tomar o seu pulso, assim como o pulso direito de Lucy e o esquerdo da Massi. Era uma sensação maravilhosa, afinal, as vinhas se acomodavam no teu braço e referiam-se a ti como "o broto de cerejeira". O ritual era rápido, mas cansativo porque lhe exigia bastante vitae! Todavia, o sucesso total era alcançado.

    -Nossa, você é muito talentosa Ume!

    Afirmava a jovem, já Massi reagia com maior alegria. Tocando admirado nas vinhas com bastante carinho, um toque afetuoso que ecoava bem de leve no seu corpo, afinal era você que agia como a guia! Era ainda possível sentir o enorme respeito que o rapaz demonstrava, algo especial que agradava muito as vinhas.

    -Esse mundo é um lugar incrível não é? São tantas maravilhas que nos cercam e que deixamos de notar... Isso foi... eu nem tenho palavras Ume!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 14/8/2017, 20:51

    Ouvir as palavras confiantes de Lucy me deixam feliz e apreensiva, feliz por saber que minha prima consegue ver meu esforço e apreensiva por não falhar com ela, afinal ela havia esperado por mais tempo só para ser apresentada a Capela.

    “Espero sempre poder ajudar Lucy, ela esperou por Massi e eu, seria falta de respeito não estar a sua altura. “

    Mas a animação quase ingênua de Massi me fez sorrir, afinal para Massi não importava se o ritual era fácil ou não, o que acontecia era magnifico aos seus olhos, com isso me concentrei calmamente no ritual que devia executar, que deveria completar com perfeição.

    O toque gentil de minhas irmãs me fez sorrir sem me importar, era o carinho delas que me encantava, ainda mais quando me chamavam pelo apelido que havia recebido da velha e sábia cedro. Um suspiro escapa de meus lábios quando abro os olhos diante dos elogios de Lucy, posso sentir o ritual se encerrando após as vinhas se entrelaçarem nos pulsos, mas o cansaço que vem junto me surpreende.

    “Como eu fui o e guia tive de ceder minha energia para que o ritual se completasse, meu pai não só me guiou, ele me fez executar também, por isso dividimos o peso.”

    Não evito o sorriso encabulado em meu rosto diante de Lucy, aquilo era fruto de muitas horas de estudo, simplesmente sentia meu coração se encher de alegria ao sentir que meu trabalho era reconhecido.

    – Obrigada Lucy, eu venho me esforçando muito para aprender o caminho que meu pai escolheu.

    O toque de Massi ecoou entre minhas irmãs até meu corpo, isso me fez rir feliz, ver a reação de meu primo era um pequeno presente, ainda mais quando ele parecia ter gostado tanto do ritual.

    – Agora não precisamos usar necessariamente a boca para falar, elas nos ajudam a nos comunicar. Sim o mundo é gigantesco e tem tesouros maravilhosos, só temos que aprender a procura-los e nos lugares certos.

    Eu comentava de maneira sincera e simples, cutucando de leve a face de Massi, me apoio em seu ombro para me levantar, dessa vez não tão rápido quanto eu queria devido ao cansaço e fome.

    – Venham, vamos aproveitar e conversar com a arvore. Sejam educados e se apresentem, isso vai nos ajudar a criar um bom laço com ela.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 16/8/2017, 21:08

    A pequena italiana olhava na sua direção e concordava positivamente para então virar-se na direção da grande árvore e falar enquanto caminhava na direção dela.

    -Não acredito que ela tenha escolhido esse caminho, assim como você também não. É natural, é verdadeiro e por isso é tão fascinante e poderoso! Ah, eu espero encontrar um dia o meu caminho natural também, certamente não é o sangue!

    Enquanto ela andava, Massi fechava os olhos. Ainda parado no mesmo lugar ele forçava os olhos e uma expressão de extrema concentração, chegando até a fechar as mãos e tremer um pouco. E assim a voz dele vinha bem alta na mente de vocês duas:

    -O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA!

    Era um eco forte e alto, quase um grito! Lucy pulava e de susto e começava a rir muito! Massi entendia que havia gritado e olhava com uma hilária expressão de culpa na sua direção, tentando se desculpar da maneira mais esfarrapada possível.

    -Desculpa gente, é que eu sou alto e tentei sabe, não falar alto. Saiu tudo errado!

    Ele ria e usava outra vez a comunicação através das vinhas:

    -Melhor assim né? Para de rir Lucy, nem fiz nada de mais poxa vida!

    A jovem se via obrigada a sentar de tanto que ria da bagunça tão inocente que Massi havia feito com a nova capacidade de comunicação que foi adquirida.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 16/8/2017, 22:47

    As palavra de Lucy me fazem sorrir com carinho e ao mesmo tempo encanto, eu sabia bem do que ela falava, tanto eu como meu pai seguíamos no mesmo rumo pela mais pura inspiração, muitas vezes era como se eu realmente fosse irmã daquelas raízes tão vivas e sabias.

    – No momento certo você vai encontrar sua linha natural, sei que vai e quando isso acontecer você será a primeira a saber Lucy.

    Eu respondia ao me levantar com calma, instantes depois dou um pequeno salto assustada pela voz ecoante e alta de Massi, olhando-o por alguns instantes sorrio com carinho, ele havia errado na mais pura inocência e isso era fofo e engraçado.

    “Massi é um amor! Mesmo que ele tente, acho que nunca ficaria brava com ele.

    Dando um leve tapinha em seu ombro eu sorrio ao responder a dúvida clara que ele tinha, sobre como lidar com aquele novo tipo de comunicação.

    – Apenas pense como se fosse falar normalmente, as vinhas vão cuidar de nos entregar a mensagem sem problemas. Eu sinceramente nem sabia que dava para simular um grito, elas devem ter confundido sua empolgação, não foi nada demais Massi.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 18/8/2017, 19:01

    Massi não disfarçava o sorriso divertido que parecia dominar a face dele com naturalidade, ele concordava contigo e logo adiantava-se a andar bem rápido na direção da árvore. Sendo o primeiro a chegar perto dela, Lucy gentilmente aguardava por suas ações e isso faria dela a última a se aproximar de fato da árvore.

    Restou então a ti tomar a iniciativa de colocar a mão sobre a árvore, os jovens prontamente a seguiam e a voz rouca da árvore logo se fazia presente através das vinhas, ecoando para o interior da mente de vocês três. Massi parecia prestes a soltar outro grito de emoção e alegria, mas se continha para apenas rir baixinho e empolgado. Lucy arqueava a sobrancelha, surpresa e fascinada pelo o que estava ocorrendo.

    -Boa noite, Broto de Cerejeira. Vejo que enfim trouxe mais brotos para juntar a suas raízes, pergunto-me quem seriam esses, pois eu sou a primeira criação das mãos de Othello. Aquela que sustentou a morada dele e agora sustentará a sua.

    Lucy ameaçava falar, mas Massi prontamente se anunciava:

    -Massi! Digo, meu nome é Massimiliano Azzarello! Prazer!

    Lucy sorria diante o ativo e espalhafatoso irmão e se apresentava:

    -Lucrezia Cavicchi, prole de Elma de Santis e irmã mais velha de Massi, é uma honra!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 18/8/2017, 22:51

    Posso sentir o cansaço tomar meus músculos, mas mesmo assim fico feliz ao ver a empolgação de Massi, é com calma e perto de Lucy que rumo para a grande arvore que apoia a casa de meu pai.

    Com cuidado me posiciono em pé diante do tronco para tocar com as duas mãos na madeira, sorrio ao esperar que Massi e Lucy também o fizessem, afinal aquela era a melhor maneira de entrar em contato com a arvore.

    Quando somos saudados pela voz profunda e grossa desta, sorrio fechando os olhos, eu era o broto de cerejeira da mesma forma que minhas irmãs vinhas haviam se dirigido a mim, isso me deixa alegre, eu sempre seria o broto de cerejeira e ali minhas raízes cresceriam.

    “Quem sabe um dia eu não me torne uma cerejeira!”

    Rindo com as reações de Massi, sorrio satisfeita diante da apresentação de Lucy para só então me dirigir a arvore.

    – Obrigada por nos saudar irmão, eu fico feliz em conhecer a primeira criação de meu pai, e mais feliz ainda de poder lhe apresentar meus primos e amigos. Está morada não é só minha, também é deles e por isso gostaríamos de saber se temos sua permissão para isso? Se possível ficaremos felizes em lhe ajudar com suas raízes e folhas.

    Durante toda minha fala eu olhava para cima, para o topo do tronco da mesma forma que havia feito com a avó cedro.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 21/8/2017, 08:59

    Lucy estava realmente surpresa com a interação, até mesmo curiosa e fascinada por essa forma de mágika mais natural. Já o irmão dela, Massi, olhava também para o topo da árvore e demonstrava um respeito inesperado, como se toda a euforia dele tivesse cessado e ela pudesse enfim, compreender o quão magnífico realmente era esse contato.

    -Compreendo... Minha resposta então é positiva, com uma única ressalva. Gostaria de vê-los bem ativos nessa área, já se passaram muitos anos e a solidão é algo que não me agrada.

    Respondeu a árvore que erguia a casa que seria usada por vocês três a partir de agora. Massi então afirmava confiante:

    -Aprendi que a solidão é situacional, antes tivestes Othello e agora nos terá. E bem, eu sou um especialista em quebrar a solidão! Já tenho um plano, obrigado pela permissão!

    A resposta final da árvore então vinha:

    -Sejam então bem vindos pequenos brotos!

    Com a certeza de que a comunicação havia se encerrado, Lucy dizia:

    -Eu realmente nunca esperaria por algo assim em toda minha vida... E sinceramente Massi, as vezes você me surpreende!

    O rapaz olhava para a irmã e dizia:

    -Que nada Lucy, eu nem sei o que eu fiz! Só sei que a Ume é linda! Digo, é talentosa!

    Um sorriso envergonhado surgia na face do mesmo enquanto Lucy não conseguia segurar uma risadinha baixa e divertida.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 21/8/2017, 11:36

    Diante de meu irmão e primeira criação de meu pai eu sorria, sorria com carinho e respeito, afinal eramos próximos de Othello e estávamos sobre seus cuidados. As reações de Lucy me deixavam animada, era claro que ela estava interessada pela forma que o ritual era guiado, mas Massi me parecia encantado e extremamente feliz pelo que via e sentia.

    - Obrigada irmão, faremos o possível para trazer mais interações aos seus próximos anos.

    A resposta de Massi me fez sorrir com alegria, meu primo tinha um talento unico com as palavras e ações, um talento para ler pessoas, talvez esse talento pudesse ser usado para alegrar a vida da grandiosa arvore.

    Com a devida permissão recebida eu retiro as mãos do tronco, não antes de acariciar com delicadeza em uma despedida silenciosa, as palavras de Lucy me fizeram concordar com um aceno positivo.

    " Fico feliz que Lucy tenha gostado, ela tem razão em dizer que me é natural, mesmo assim é uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida."

    Ouvir o elogio de Massi me fez ficar vermelha, balançando a cabeça eu coço a nuca um pouco nervosa para sorrir.

    - Eu tento, meu pai também se esforça muito então eu tento acompanhar ele! Qual o seu plano Massi? Para não deixar ele sozinho?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 21/8/2017, 11:49

    Era um nervosismo sincronizado, diante da grande árvore, você e Massi ficavam acanhados por causa do elogio que ele tinha feito, em uma crise de sinceridade ou até um descuido. Esfregando as mãos e sorrindo sem jeito o rapaz demorava um pouco para lhe responder e Lucy prontamente cutucava o irmão:

    -Eim Massi?! Qual é o plano que você quer apresentar pra Ume?

    O rapaz respirava fundo e olhava na sua direção, tomando coragem para falar novamente:

    -Bem, eu estava pensando em fazermos um jardim pequeno em torno da árvore, sabe para que ela possa ter sempre vida em torno dela durante o dia e ela não tenha que se sentir sozinha. Afinal, flores trazem animais e mais presenças para ele se comunicar. E poderíamos plantar uma árvore próxima também, para no futuro serem duas! O que acha?

    Perguntava o rapaz que se movimentava enquanto falava, apontando para onde imaginava o jardim e onde ficaria a segunda árvore.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 21/8/2017, 14:39

    Mesmo vendo que Massi não havia feito por mal e estava tão encabulado quanto eu, não conseguia esconder o quanto o elogio havia me pego de surpresa, Lucy por outro lado parecia se divertir com isso sem nenhum remorso.

    “Lucy Senpai isso é maldade! Não vale! Massi é um fofo eu não deveria ficar tão envergonhada assim!

    Respirando fundo eu tento me controlar para ouvir a resposta de Massi diante da implicância de Lucy, as palavras dele me fazem ficar pensativa por alguns instantes, avaliando a questão não tenho como negar que era realmente um bom modo de criar vida ao redor de meu irmão.

    – Eu gostei da ideia! Podemos plantar jasmins, são arbustos e a flor desabrocha a noite, também podemos plantar outras flores para atrair animais! Agora quanto a arvore, eu acho que ainda tenho uma muda ou duas de cerejeira, qualquer coisa posso fazer uma muda do bonsai que fiz para meu pai. Eu recomendaria fazermos um caminho de pedra pela área que plantarmos, assim não pisaríamos em nada. Oque vocês acham?

    Não posso esconder a animação que a ideia me dava, ainda mais quando havia uma boa possibilidade de isso alegrar em muito meu irmão e lhe fazer bem.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 23/8/2017, 16:55

    -Acho que é de fato uma boa ideia prima!

    Afirmava Lucy com um sorriso sincero e alegre na face, ela colocava então as mãos nos bolsos para encontrar o celular e verificar o horário. Massi balançava a cabeça positivamente e começava a apontar para as direções dos locais enquanto falava:

    -O caminho pode começar lá, vir meio tortuoso sabe? Até porque linhas retas são chatas! Podemos fazer pequenos círculos com as pedras para plantarmos algumas outras plantas. O bonsai de cerejeira vai ser lindo, alias, seu apelido é legal! Adorei, quem sabe eu não ganho um no futuro também né?! Ah sim, adorei a ideia! Mas acho que ficou bem fácil de perceber né?

    Lucy então se aproximava da figura empolgadíssima do irmão, tocando nas costas dele para falar:

    -Massi, eu to com fome... Acho que a Ume também usou bastante vitae, você não ajudaria agente com isso?

    O rapaz olhava na sua direção depois de concordar com o pedido com um aceno positivo.

    -Você tá com fome prima? Eu consigo sem problema, só temos que ir na cidade rapidinho!
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 23/8/2017, 20:08

    Fico feliz em ouvir o apoio de Lucy diante da ideia compartilhada com Massi, a reação do jovem no entanto me faz rir, afinal era claro a animação deste com o futuro, algo que me deixava profundamente feliz.

    – Podemos anotar essas ideias e nos planejar para elas, vai dar trabalho mas acho que vale a pena o esforço. Obrigada Massi, eu também gosto do meu apelido. E sim eu percebi o quanto você gostou da ideia, isso é bom porque vai ajudar na hora do trabalho duro!

    Os movimentos de Lucy me chamam a atenção e o pedido dela a Massi me faz concordar plenamente com o pedido desta, sorrio acenando positivamente para Lucy ao coçar a nuca.

    “Eles tem permissão para ir na cidade se alimentar! Bom eu nunca precisei porque meu pai sempre cuidou disso, ele não se daria bem tentando atrair alguém.

    Trazendo o pulso direito até meu rosto eu acaricio de leve as vinhas antes de me ajoelhar e coloca-las no chão, um convite claro para que elas se soltassem.

    – Claro, eu só preciso mandar uma mensagem para meu pai. Não seria adequado deixa-lo preocupado por eu ter sumido sem vestígios. Me deem os pulsos, já que vamos colocar os sapatos o ritual vai ser cortado, então é bom tirar elas antes disso.

    Eu comentava ao me levantar e fazer sinal para que Lucy me desse seu braço primeiro.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Danto em 25/8/2017, 10:48

    As vinhas se soltava naturalmente do seu pulso, regressando outra vez ao solo e lá permanecendo. Lucy se aproximava para também se ajoelhar ao seu lado enquanto dizia:

    -Tudo bem, é realmente melhor avisá-lo. Mas fique tranquila não vamos fazer nenhuma bagunça, o Massi sabe como conduzir sem riscos essas coisas!

    O rapaz se aproximava com um sorriso simpático na face, colocando-se também de joelhos ao seu lado e estendendo-lhe a mão assim que você terminasse com a Lucy.

    -Ninguém resiste ao meu charme! Vai dar tudo certo Ume!

    Lucy ria baixinho e dizia em tom de brincadeira:

    -Não força Massi!

    O rapaz mostrava a língua pra Lucy e os dois acabam sorrindo um para o outro, eles realmente não parava de implicar e ao mesmo tempo, trocavam sempre olhares bem carinhosos.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato V - A Casa da Árvore

    Mensagem por Jess em 25/8/2017, 21:05

    Fico feliz ao ver como as vinhas de meu pulso saiam com delicadeza e sem protestos, fecho a ferida de meu pulso antes de sorrir para Lucy e delicadamente guiar as vinhas até o chão, as palavras de minha prima me faziam concordar com a mesma.

    – Não se preocupe, eu confio no Massi para isso. Só que vai ser a primeira vez que faço isso, e meu pai vai ficar nervoso. Mas se o avisarmos isso vai deixar ele mais tranquilo, nada demais.

    Não posso evitar de rir diante das palavras de Massi, quando finalmente as vinhas de Lucy estivessem no chão eu tomava o pulso de meu primo para fazer o mesmo convite delicado as vinhas dali.

    “É bom ver como eles se respeitam e se amam, apesar das implicâncias eu sei que um acudiria o outro sem pestanejar.”

    Ajudando Lucy em sua brincadeira eu bagunço os cabelos de Massi com cuidado.

    – Vamos ver nosso Massiveiro usando sua fofura de travesseiro para atrair pessoa?

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