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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XIV - A Senhora

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    Danto
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Danto em 18/8/2017, 09:40

    Local: Berlim, Malefice.
    Data: 01 de dezembro de 1992: O Reencontro.

    O Carinho de Thesa era reciproco, assim vocês duas trocavam um breve beijo no rosto e sorriso simpáticos na despedida:

    -Avisarei aos que forem acordando Pietra e fique tranquila, me certificarei de que Cesco não faça  absolutamente nada além de aproveitar a noite de folga dele! Até breve!

    Após a despedida, foi possível ir até a área externa do palácio e adentrar o carro simples que Carol usava, um veículo alugado e nada chamativo. Tranquila ela assumia o volante e esperava por ti para apenas dirigir naturalmente até  Malefice, era um caminho que você já não mais fazia rotineiramente, havia talvez uma nostalgia na sensação de retorno. Todavia, lá o carro estacionava e já na entrada da porta havia a presença de Hans.

    -Pietra! Carol!

    Dizia o jovem sorridente, abraçando-a quando você estivesse perto o suficiente e em seguida fazendo o mesmo com Carol e com a sua pequena que se atirava contra ele com toda a força que tinha. A risada divertida de Hans era contagiante e sempre inspiradora, Caroline fazia um curto carinho intimo na face do rapaz e adentrava a galeria.

    -Pita, me encontre na minha antiga sala está bem? Lá é onde eu construi a capela. Irei buscar Maria e levá-la prontamente até lá, além de pedir para que os vassalos da Espada descarreguem o carro.

    Carol já adiantava o passo enquanto Hans estava ainda tendo a mão levemente mordiscada pela sua pequena que não continha a alegria diante da figura de seu irmão.

    -Maria? A sua Tutora em Madrid? Nossa, que honra!

    Comentava o jovem quando vocês ficavam a sós no interior da galeria, local que estava em perfeito estado como se o seu jardim nunca tivesse tirado os pés daquele local.

    Hans:

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    Jess

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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Jess em 18/8/2017, 11:39

    A breve despedida me deixa feliz, afinal sei que Thesa cuidará adequadamente de Cesco e mais ainda de avisar meus amados sobre onde eu havia ido.

    – Obrigada mia amata!

    O silencio comodo entre Caroline e eu nos seguiu até seu carro e durante todo o caminho até meu antigo refugio, uma certa nostalgia me atinge de forma suave, eu já não ia com tanta frequência ao Maleficie ou a Galeria, de certa forma me servia como um alerta de que era hora de mudar isso.

    “Não posso usar a desculpa da mudança para ignorar meu posto. Caroline estava viajando e eu deveria ter me atentado melhor a isso.

    Sair do carro apenas para ver Hans ser atacado por minha pequena me fez rir, é com carinho que cumprimento meu querido irmão, o abraço breve me faz suspirar, ainda mais quando Carol acaricia a face de Hans antes de entrar.

    – Não demoraremos Carol!

    Respondia a minha amiga enquanto convidava Hans a entrar para explicar a situação, algo que era dificultado por minha pequena que não parava de literalmente roer a mão de Hans, afinal Hans por inteiro tinha gosto de maçã.

    – Sim ela mesma, na verdade é por isso que lhe chamei aqui fratello. Carol e eu acreditamos ser possível despertar Maria, e eu tenho quase certeza de que nossas luzes seriam capazes disso, só não sei bem como fazer.
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    Danto
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Danto em 18/8/2017, 20:23

    A Capela da Espada:

    Seu irmão mais novo sorria para a sua pequena, brincando com os cabelos dela e indicando quando a mordida doía um pouco mais do que deveria, afinal, ele poderia até ter um gosto de maçã para ela, mas ele definitivamente não era uma!

    -Entendi, bem não é algo que eu já tenha feito sabe? Mas eu realmente acho que entendi mesmo o que você quer dizer. Existem várias formas de torpor, nossa mãe por exemplo caiu pelo cansaço de carregar o peso da idade nos ombros. Elsa fez pela dor do acinzentar que sofreu... Bem, se Maria caiu pela tristeza é realmente possível que o vitae não seja necessário e nossos sentimentos a possam trazer de volta! Só estou pensando em como!

    Comentava o rapaz de cabelos loiros, caminhando ao seu lado até a antiga sala que pertencia à Caroline, o caminho era simples e você poderia fazê-lo de luzes apagadas! Enfim, sem interrupções, vocês adentravam a pequena capela e ali dentro a sua besta se soltava de Hans para farejar os novos objetos que ela desconhecia.

    -Pita, depois eu tenho algo para lhe contar está bem? É sobre isso...

    Ele sorria ao levantar a mão onde antes havia o anel de relacionamento, deixando bem claro de que não havia mais nenhum anel naquela mão. Você no entanto tinha uma curta janela de tempo para agir, pois a porta da capela era aberta por dois vassalos e por ela, adentrava Caroline empurrando um carrinho que suportava um lindo caixão prateado e muito bem cuidado, além dos jarros de sangue que haviam sidos preparados por Enzo e Lena.

    -Aqui está ela! Bem, como faremos?

    Perguntava Carol, virando-se para dispensar os vassalos e fechar as portas do local, trancando-as para evitar maiores problemas.

    Caixão:
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    Jess

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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Jess em 18/8/2017, 23:39

    Não escondo o riso ao ver Hans indicar quando minha pequena o mordia com força, eu sentia toda a animação dela e o quanto ela o amava, ainda mais se pudesse morde-lo sem nenhum medo como o fazia.

    – Sim, posso entender bem as diferenças entre os motivos que levam um cainita a torpor. Maria dormiu de tristeza, na época sua irma estava sendo acusada como responsável pela morte de Monçada e o coração dela não lidou bem com essas acusações. Quanto ao como, eu acho que tenho uma ideia, resta saber se funcionará.

    “ A quem eu quero enganar, estou improvisando!”

    Guiando meu irmão até a antiga sala de Caroline, me surpreendo com a bela capela que foi construída ali, a pequena soltava Hans mais interessada no objetos novos ao seu redor, é com um sorriso que escuto meu querido Hans, me surpreendo com a falta do anel, mas rapidamente entendo o motivo, algo que irá deixar Luana feliz.

    “Uma pena, mas se assim for melhor para os dois. Espero que a amizade tenha ficado ao menos.”

    Concordo com um movimento simples de cabeça e um beijo em sua testa.

    – Seu pedido é uma ordem mio fratello.

    Respondia ao bagunçar os cabelos de Hans e sorrir com cairnho para este, a entrada de Caroline foi acompanhada por meus olhos, o grande caixão de Maria me fez suspirar, mas foi a pergunta de minha querida Carol que me tirou de meus pensamentos, respirando fundo me aproximo do caixão para responder.

    – Vamos tira-la do caixão, não queremos que uma das primeiras coisas que ela veja seja um. A deitaremos perto do altar, pode ser no próprio chão, mas quero que a cabeça dela esteja em seu colo Carol. Concordas com isso mia amata? Hans se possível iremos usar só o espanhol de agora em diante, trará um pouco mais de conforto a Maria.
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Danto em 19/8/2017, 01:34

    Hans sorria gentilmente após receber o seu beijo e então colocava as mãos nos bolsos observando a entrada daquele caixão, Carol por outro lado parecia a cada instante mais ansiosa e afoita. Olhando bastante para o caixão enquanto ouvia as suas palavras e as de Hans:

    -Claro! Meu espanhol está um pouco...er, enf...enferrujado mas deve voltar aos pouquinhos viu?!

    Ele comentava sorridente, Caroline enfim abria o caixão. Revelando a figura de Maria, sem conseguir segurar as lágrimas a prole de Narses se via esconder a face com a mão esquerda, incapaz de agir diante da face triste que Maria havia adormecido. Como se tivesse chorado até desaparecer do mundo em um sono eterno. Foi Hans que tomou a iniciativa, usando do vitae para fortificar os braços finos e joviais, ele removia a pequena espanhola do caixão de madeira e prata. Conduzindo-a no colo até a proximidade do altar, aguardando que Carol ali se sentasse.

    -Isso é muito difícil... desculpem...

    Caroline então, obedecendo a sua indicação, sentava-se ali no chão para que a cabeça de Maria fosse posta em seu colo.

    -Bem agora... precisamos mostrar a ela o amor que ainda a espera nesse mundo, acredito que vocês duas são sem dúvida nenhuma a melhor escolha correto?

    Maria Sandoza:

    Roupa:
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Jess em 19/8/2017, 11:45

    Por mais que eu não soubesse realmente o que fazer, me mantinha calma, era isso que precisava já que Carol parecia cada vez mais ansiosa, uma parte minha se sentia culpada por não saber o que fazer, mas minha pequena parecia não se importar e até sorria em direção do caixão.

    “Talvez ela não conheça bem o mundo a sua volta, mas sabe o que fazer nessas situações. Sei que sabe, por isso está tão calma. Queria sua sabedoria pequena!

    A resposta de Hans me faz piscar para ele, ver Carol abrir o caixão trouxe um pesar gigantesco ao meu coração, a imagem solitária e triste de Maria era avassaladora e eu senti sua dor.

    – Irmã...

    O leve sussurro que escapava de meus lábios quase me trouxe lagrimas, respirando fundo preferi reagir as de Caroline, abraçando-a com carinho enquanto Hans movia o corpo de Maria, beijo sua testa apertando-a.

    – Tudo bem, eu sei que doí ver ela assim! Mas estamos fazendo isso por ela não é mesmo mia amata?

    Com delicadeza a guio até onde Hans havia depositado o corpo de Maria, ajudando-a a se sentar e receber a cabeça de nossa irmã, levo as mãos de Caroline até o cabelo de Maria indicando que seus dedos deveriam brincar ali.

    Sorrio com as palavras de Hans só para concordar no exato momento em que minha pequena se aninha sobre o corpo de Maria, sentando-me ao lado do corpo de minha irmã, tomo uma de suas mãos em meu colo, meus dedos brincam com as linhas da mão macia de Maria, algo que sempre adorei fazer apenas para vê-la rir.

    [i] – Éramos as mais próximas dela em Madrid, espero que seja o suficiente. Carol, porque não nos conta sobre seu filho? Acho que Maria amaria conhece-lo.
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Danto em 19/8/2017, 13:24

    Abraçada contigo, compartilhando a dor que era ver a figura de Maria em uma postura tão triste e sozinha, Carol a apertava um pouco mais com os braços e murmurava:

    -Sim, por ela... Nossa Irmã, nossa Maria.

    Posteriormente os movimentos foram feitos, todos com bastante suavidade e calma. Caroline se esforçar para conter as lágrimas de sangue com uma respiração profunda, os dedos dela brincavam com os cabelos de Maria enquanto os seus faziam pequenos desenhos na mão da filha mais nova de Monçada. Hans por outro lado, ajoelhava-se ao seu lado e fechava os olhos, expondo um sorriso feliz.

    -Audric é o meu primeiro filho. Um rapaz de cabelos negros, com uma pele bem branca, exatamente como você gostava de apontar quando via a pele da Pietra, lembra?! Ele é carismático, agitado como a maré alta, forte e determinado. Machuca-se sozinho por bater com muita força contras as pedras e volátil, você vai adorá-lo querida, eu sei que vai. Porque eu o abracei pensando em ti, fiz exatamente como me ensinou!

    Um pequeno brilho começava a se formar em torno de Hans, nesse instante ele tocava no teu ombro e imediatamente um vento árido invadia o local, o perfume era nostálgico e representava para os seus sentidos a presença de Lameth! A postura de Maria começava a mudar, como se o despertar dela estivesse eminente.
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Jess em 19/8/2017, 14:36

    Ali sentada ao lado de Maria eu sorria com carinho, Caroline era uma das cainitas mais fortes que eu havia conhecido, uma mulher de fibra que cairá e agora se levantava com as próprias forças, uma mulher da qual eu me orgulhava de ter a amizade e a irmandade.

    As palavras ditas por Caroline me fizeram sorrir alegre, era claro que ela se orgulhava do filho tempestuoso que tinha e isso me deixava feliz, as ações de Hans me trouxeram a mente a figura de Lameth, o cheiro árido me lembrava a presença de meu querido pai.

    – Agora eu tenho duas rosas Maria, uma branca que se chama Lorenz e é um menino magnifico! Organizado e asseado, qualidades que você sempre adorou em seus aprendizes! E tenho minha rosa negra Lotte, criada dentro do foço, uma mulher forte e determinada, igual a você! Até mesmo Eva abraçou, temos um tritão Maria, um lindo tritão. O que me diz que está na hora de você ter um filho também, Monçada ficaria muito feliz disso!

    Eu comentava enquanto continuava a brincar com a mão de Maria, minha pequena sorria vendo os primeiros sinais de melhora, ela se aproveitava para tentar convencer a temida Inquisidora que estava na hora de levantar, isso incluía é claro uma mordida no nariz e um queixo mastigado.

    “Lameth, pai! Estamos agindo certo não é? Nossa luz é capaz de alcança-lá?

    Respirando fundo eu deixo que minha pequena guiasse nossa luz, afinal ela sabia que Maria amava o cheiro dos Girassois assim como eu.
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Danto em 19/8/2017, 19:33

    A sua pequena encontrava uma verdadeira diversão com as ações mais livres e ousadas, as mordidas eram leves e carinhosas, assim como os abraços e outros toques mais delicados na face e nos cabelos dela. Caroline por outro lado, não tirava os olhos da face de Maria, rezando baixinho em latim uma oração que havia aprendido com a própria anciã ali deitada. Hans se colocava de joelhos para então, recitar o seu famoso poema dos girassóis, uma ação sensível que aquecia o seu coração e fazia a luz da sua pequena se expandir totalmente.

    -Teria eu encontrado meu fim? Provavelmente porque sinto a presença de minhas garotas...

    Murmurava a voz marcante e inconfundível de Maria. Em seu espanhol nativo e sempre muito bem pronunciado, com pequenos temperos do sotaque madrilenho que sempre fizeram Eva tremer de emoção. A luz então cessava e Caroline caia em um choro alegre, vertendo fortes lágrimas dos olhos e escondendo a face, enquanto sorria alegremente. Sua pequena havia sumido temporariamente, era o segundo uso da sua luz numa só noite, ela havia cansado mas você a sentia muito feliz dentro de ti. Hans voltava a se sentar para observar de perto as interações, afinal, Maria agora esticava uma mão para tocar os braços de Carol e com a outra ela segurava a sua com firmeza.

    -Olá queridas. Fico contente em não ter de fato partido desse mundo, não sei sequer quanto tempo passou, mas alegro-me em ver suas faces ao despertar. Eu ouvi direito, as minhas garotas agora são mães? Seus filhos foram batizados correto?!

    Essa era a Maria, como se nenhuma noite tivesse sequer passado dês de seu último encontro com ela. Com o tom imperativo, matriarcal e ao mesmo tempo, carinhoso e quente. As expressões fechadas e sérias, eram apenas uma distração para todo o amor que ela sempre demonstrava através do toque, algo que vocês duas sempre tiveram em comum.
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Jess em 19/8/2017, 20:37

    Era com certo esforço que eu não ria das mordidas ousadas de minha pequena em Maria, era algo que nunca havia imaginado querer mas naquele instante eu sentia uma enorme vontade de faze-lo. Podia ouvir atentamente as palavras em latim de Caroline, mas foi o poema do girassol que me fechou os olhos no mesmo instante em que minha luz se tornava intensa.

    A voz única e inconfundível de Maria fez meu coração pulsar sem medo, eu sentia a alegria de minha pequena da mesma forma que lagrimas se formavam em meu rosto, eram lagrimas da mais pura felicidade.

    – Maria!

    Segurando a mão de minha querida irmã e mentora eu a levo até meu rosto não contendo a felicidade, também não seguro o riso diante da pergunta que apenas Maria nos faria nesse momento.

    – Meus filhos já, o de Caroline eu não sei, mas acho que você pode resolver isso!

    Minhas palavras se misturavam ao riso e ao simples ato de puxar Maria e Caroline para um abraço apertado..

    “ Deu certo! Graças a deus ela está acordada!”
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Danto em 19/8/2017, 22:52

    -Onde estão seus modos Caroline? Porque seu filho ainda não foi...

    Maria era puxada pelo seus braços e ria por ter a frase interrompida, a risada dela crescia ainda mais quando Carol praticamente se atirava contra ela em um abraço verdadeiramente forte. Tão forte que era possível sentir o ar de Maria sumindo e ela dava alguns tapinhas nas costas de Carol até que ela enfim parava.

    -Ainda não tive tempo irmã, ele não atingiu sequer a primeira semana! Os filhos da Pita já são mais velhos!

    Maria beijava a testa de Carol e em seguida a sua, para então afirmar carinhosamente:

    -Quero conhecer todos eles, mas antes disso. Me digam, o que realmente aconteceu queridas? Eu não tenho memórias depois... do ocorrido e sequer sei quanto tempo se passou, além disso, onde estamos e tenham a decência de me apresentarem ao jovem que se encontra logo ali.

    Aos ouvidos de alguém que não a conhecia, Maria sempre parecia uma rabugenta a apontar falhas e exigir muito daqueles que a rodeavam, todavia, ela nunca em hipótese alguma elevava o tom de voz. Eram sempre palavras carinhosas, com uma troca sincera de olhares, ela fazia por se importar e deixava bem claro que nunca humilharia ou ofenderia uma de suas garotas.
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Jess em 19/8/2017, 23:43

    Diante das cobranças de Maria não havia como não rir, afinal não faziam minutos que está estava desperta e já nos puxava as orelhas como os velhos tempos, o abraço apertado entre nós três me fez sorrir com carinho, era um abraço que me enchia de amor e felicidade.

    – Carol tem razão, meus filhos tem 7 meses!

    Recebendo o beijo em minha testa não contenho a felicidade, com cuidado solto Maria do abraço para deixa-la respirar, nesse momento não contenho o riso ao ouvir mais cobranças de minha mentora, cobranças cuidadosas e amorosas.

    “Não mudou nada! Como eu senti falta disso!

    Respirando fundo eu convido Hans a se aproximar com um movimento breve de minha mão, ainda rio ao responder de maneira simples e calma.

    – Tudo bem, vamos por partes! Este é Hans Ludovici Vroenik, prole mais nova de Violeta e por isso meu querido irmão mais novo. Estás no ano de 1992 mais exatamente em Berlim mia amata. Dormiste depois de tudo depois do enterro de Monçada. Caroline e eu não aguentávamos de saudades e achamos que consiguiriamos desperta-la.
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Danto em 20/8/2017, 12:09

    Maria desviava os olhos na direção de Hans enquanto o jovem loiro se aproximava para fazer uma saudação formal e elegante, a Lasombra o observava com cuidado e atenção para então esticar as mãos até os pulsos do rapaz, tocando exatamente sobre as feridas que ele carregaria para toda a eternidade de dizendo em seguida.

    -Todos nós temos nossas eternas feridas abertas querido Hans, todavia nenhum de nós consegue manter-se tão puro diante delas quanto você o faz, tu és único e detentor de algo que sequer desconfia. A vida fluí pelo seu corpo com naturalidade, é um prazer conhecê-lo!

    A face de Hans ficava ligeiramente corada e o mesmo respondia com um pouco de timidez:

    -São palavras muito lindas Senhora Sandoza.

    Maria tirava as mãos dos pulsos do rapaz e prontamente dava um tapa forte no ombro do mesmo, o tirando do centro de equilíbrio, era uma ação que você conhecia perfeitamente! Era até possível repetir junto dela, algo que Carol fazia baixinho, pois a frase era sempre a mesma:

    -Você me chamará por Maria, ouse utilizar Senhora ou Sandoza na mesma frase em minha frente e te faço rezar ajoelhado nos grãos de milho!

    O rapaz concordava positivamente, um pouco surpreso mas fascinado pela personalidade de Maria. Essa era uma demonstração clássica da anciã que significava muito, uma aprovação total. Virando-se novamente para vocês duas ela afirmava:

    -1992? Isso é até um bom tempo de fato, quase cem anos de sono e eu sequer tive a intenção!

    Carol gentilmente apontava na direção dos jarros:

    -Irmã, nós trouxemos alimento para caso a sua fome esteja desconfortável.

    Maria não disfarçava o sorriso e tomava a liberdade de beijar a face de Carol e em seguida a sua para então caminhar sem nenhuma pressa na direção dos jarros que haviam sidos preparados por seus vassalos.
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Jess em 20/8/2017, 13:08

    A apresentação de Hans é simplesmente perfeita, o único erro de Hans é chamar Maria de senhora e pelo sobrenome, o tapa me fez rir com pena aquele era o real sinal de meu querido irmão estava aprovado, havia virado um de seus meninos.

    "Eu sabia que ela iria adorar Hans, uma dia ele se arrepende de ter as orelhas puxadas por ele, mas vai ama-la!"

    Sorrio com carinho diante das palavras de Maria, durante muito tempo de sono de nossa mentora e irmã não tinha solução, estávamos feridos e dispersos demais para receber Maria de volta.

    - Não se preocupe com o tempo, agora foi a melhor hora de seu despertar, também foi quando tínhamos certeza de que conseguiríamos desperta-la.

    Eu respondia com calma a Maria, o beijo em minha testa me fez sorrir com carinho, observar que ela era dona de sua vontade e movimentos me deixa aliviada.

    Aproximando-me de Carol a abraço com carinho ao comentar.

    - Temos um quarto preparado para Maria no Castelo, mas acho que ela se sentiria mais confortável com você, ela vai levar um tempo para entender o mundo e muita informação pode não ser a melhor ideia.
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Danto em 21/8/2017, 08:37

    -Obrigada pela gentileza garotas, por agora eu irei me alimentar, afinal já se passaram muitos anos não é mesmo?!

    Indicava Maria já próxima dos jarros, analisando-os como se pudesse encontrar algo ali que fosse familiar. Tateando o mesmo e abrindo-o posteriormente com um largo sorriso na face ao murmurar "Enzo". Enquanto ela se alimentava, Caroline lhe respondia:

    -Claro Pita, também acredito que seja a melhor situação. Aos poucos iremos inserindo-a nos tópicos mais modernos, todavia, acredito que ela não terá grandes dificuldades... Ah eu estou tão feliz irmã, tão feliz!

    Hans gentilmente se aproximava de vocês duas, colocando as mãos nas costas de ambas e comentando com um sorriso gentil na face.

    -Curioso como vocês três se parecem tanto não é? Seria indelicadeza pedir pela chance de pintá-las em uma tela?!

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Re: Ato XIV - A Senhora

    Mensagem por Jess em 21/8/2017, 10:15

    Ver Maria reagir ao seu redor com calma e com sua personalidade intacta me faz sorrir com carinho, a partida de Monçada havia sido triste, mas mais triste ainda havia sido o sono de Maria.

    " Ela parece bem, cuidamos de desperta-la da melhor forma possível. Espero que seu coração já não dia tanto agora."

    Ouvindo as palavras de Caroline me fez concordar com ela, era melhor irmos com calma e delicadeza, as mudanças poderiam ser um incentivo ao sono de Maria retornar, ainda mais quando tanta coisa havia acontecido.

    - Sim, com um pouco de calma e logo teremos nossa Maria de volta. Ela acordou e está conosco, uma vitória inesquecível!

    O toque gentil de Hans me fez suspirar, o pedido deste me fez abraça-lo com carinho e beijar sua testa com mais carinho ainda.

    - Maria vai adorar isso, tenho certeza mio fratello!

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    Re: Ato XIV - A Senhora

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