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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Jess em 9/9/2017, 18:10

    As palavras de Massi e o sorriso de Lucy me deixam tranquila, sei que posso confiar em meus primos e mais do que nunca que eles cuidaram de mim da mesma forma que eu me esforçarei para cuidar deles.

    A bela paisagem da cidade me fazia sorrir animada, faziam anos que eu não tinha aquela liberdade e de certa forma havia sentido falta disso.

    " Cuidado nunca é demais, não quando eu sei o que está em risco!"

    A imagem da Capela me arranca um suspiro, aquele local mágico era o ápice de minha nova vida e sempre seria, nessa vida eu tinha um pai carinhoso e amavel, primos de bom coração que o tempo me ensinaria a cuidar, eu tinha liberdade apesar dos cuidados. As palavras de Lucy me fizeram concordar com a mesma, Massi estava entrando em um terreno conhecido e que facilmente era moldável por ele.

    - Sei bem, ele domina então se sente confortável, o que o faz revelar seu melhor.

    Seguindo Lucy eu posso notar a mudança quase drástica de Massi, ali ele havia mudado claramente de um jovem rapaz, para um experiente caçador, algo que me fazia admira-lo com carinho.

    Sentando ao lado de Lucy eu sorria ouvindo as palavras de Massi, isso me fez olhar em volta respirando com suavidade.

    - Eu falo inglês bem, mas seguimos o que você escolher Massi, afinal você é o guia!
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Danto em 9/9/2017, 21:24

    -Perfeito, todos falamos inglês!

    Afirmava Lucy logo após a sua resposta positiva. Assim o jovem rapaz abria um largo sorriso e comentava olhando ao arredor:

    -Bem, você tem um sotaque super local né irmã. Faremos assim então, seremos três amigos que se conheceram em um intercâmbio na Inglaterra. Estamos visitando nossa amiga, Lucy! Vou desenferrujar meu sotaque britânico!

    Ele sorria de maneira agradável e aguardava apenas pela chegada do vinho, para servir para todos vocês e olhar na direção da mesa dos amigos americanos que conversavam em inglês. Elevando a voz, o rapaz chamava a atenção deles:

    -Oi! Desculpe a intromissão, mas vocês são americanos correto? Seria um enorme alívio deixar meu italiano de sobrevivência um pouquinho de lado! Vocês estão aqui a viagem ou resolveram comprar um cantinho nessa cidade charmosa?

    Massi demonstrava um sotaque britânico perfeito! Carregadíssimo e muito preciso, os amigos sentados na mesa próxima viravam-se para olhá-lo e pareciam encantados pelo mesmo, sem nenhuma resistência uma das jovens ali respondia:

    -Claro, somos sim! Podemos juntar as mesas! O que acha?

    Massi sorria e prontamente fazia um sinal de positivo, assim vocês puderam com a ajuda de um dos garçons, arrumar espaço no terraço para juntar suas mesas.

    -Bem, prazer! Eu sou o Daman, essas são Monica e April!

    Dizia o rapaz de pele morena e sotaque indiano, ele apresentava a Monica como sendo a jovem de óculos e April a moça de traços mais latinos.

    Npcs em cena:
    Monica:
    April:
    Daman:
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Jess em 9/9/2017, 23:33

    Concordo positivamente com as palavras de Lucy, eu havia passado alguns meses na Inglaterra e aprendido bem o idioma além dos estudos que havia tido no próprio Japão.

    - Ótimo plano, eu tenho um sotaque um pouco inglês, mas sempre sai meio estranho por culpa do japonês. Mas me explique como vai acontecer as coisas, não podemos nos alimentar na frente de todos.

    Eu pedia de forma suave, as dúvidas fervilhavam em minha mente, era a primeira vez que eu saia para me alimentar na cidade, mais ainda de um humano.

    "Espero que eu não entre em pânico, não quero machucar ninguém muito menos estragar essa saída."

    Respirando fundo eu sorria para os novos integrantes da mesa eu me apresentava de maneira suave e educada.

    - Eu me chamo Ume, essa é a Lucy e o altão é o Massi. Vocês estão à muito tempo aqui na Itália?

    Com cuidado eu deixava meu sotaque ser percebido evitando um pouco os pronomes, aquela não era uma situação muito adequada para formalidades.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Danto em 10/9/2017, 11:58

    -Ah, sim não podemos mesmo fazer na frente dos outros. Mas temos o carro e possivelmente o hotel deles para irmos, mas acho que com calma podemos ir até o carro em pares, o estacionamento ali na frente é de lambretas e de pouco movimento!

    Afirmava Massi com uma voz tranquila enquanto se movimentava na direção da mesa, o trio de humanos já se ajustava na mesa quando a Lucy cochichava contigo:

    -Agente costuma fazer assim, um vai se alimentar enquanto o outro fica na mesa pra não dar uma impressão muito estranha sabe? Mas como você nunca fez, um de nós vai junto com você, tudo bem?!

    Assim que a sua resposta era dada, vocês três enfim juntavam as mesas com os jovem e as apresentações ocorriam. Lucy demonstrava uma pequena timidez e apenas levantava a mão para saudar os jovens, já Massi fazia questão de fazer saudações mais próximas e com toques. Era interessante notar como os três mortais e até alguns mais próximos não tiravam os olhos do jovem, o mesmo então levava a taça até a frente dos lábios, mas antes de beber comentava:

    -Daman você nasceu na América ou é indiano mesmo?

    Enquanto o jovem formulava a resposta, Massi simulava uma ação de beber.

    -Não, digo, sim eu nasci nos estados unidos, sou de nova jersey, meus pais imigraram pra lá e abriram um restaurante minha família inteira acabou ficando por lá sabe?!

    A conversa informal se seguia com o Massi extraindo informações dos jovens, até uma mensagem chegar no seu celular, era uma mensagem enviada pela Lucy:

    Mensagem:
    Ume! Qual dos três você prefere? Indique ao Massi com os palitinho da mesa, um pro Daman, doi para a Monica e três para a April!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Jess em 10/9/2017, 12:58

    Ouvir a explicação de Massi e Lucy me fazem concordar com eles, havia um cuidado claro de como agir evitando nos expor, o que era bom já que aquele era um momento um pouco crítico, o resultado daquela saída de certa forma influenciaria em muito as permissões que eu teria se Othello para esse tipo de saída sem supervisão.

    - Tudo bem, as coisas parecem bem fáceis com vocês falando assim. Desculpe-me pelo medo.

    Cuidando para não dar a impressão de não estar bebendo da taça, eu sorria com educação e interesse para os três mortais que ali se juntavam, era novo interagir com um passado não tão distante de minha vida.

    "Não posso ferir nenhum deles, isso seria terrível!"

    A mensagem em meu celular me fez sorrir, sem concordar eu me esticava para pegar um dos palitos e ficar brincando com ele, olhando para Damem eu sorria perguntando.

    - Como é crescer assim? Digo crescer em uma cultura diferente da dos seus pais?

    Parando de brincar com o primeiro palito eu ainda pegava mais um para colocar a minha frente, meus olhos castanhos observam com cuidado a forma como as mesas em volta prestavam a atenção em Massi, era claro que meu primo tinha um talento para isso.

    Com delicadeza eu puxava o celular para enviar uma mensagem a Lucy.

    Lucy, quais os melhores pontos para morder sem correr o risco de machucar? Othello sempre sempre usa frascos . :-$
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Danto em 13/9/2017, 13:25

    Havia uma breve pausa antes de tudo realmente ocorrer e dentro desta, os dois jovens olhavam na sua direção e reagiam com ternura diante do seu pedido de desculpas. Massi tocava levemente o seu ombro, deixando claro que estava tudo bem e Lucy movia os lábios para que você os lesse, ali ela dizia "Fica tranquila, estamos aqui, contigo".

    A conversa na mesa seguia de maneira bem informal, as jovens bebiam enquanto o rapaz respondia a sua pergunta:

    -É estranho! Eles quase me deserdaram quando me viram comendo bacon! Sabe, existem alguns valores deles que me parecem banais, e alguns meus que para eles parece fútil. Não é uma relação muito fácil, mas de certa forma me ajudou a ver que existem muitas diferenças entre as pessoas sabe? Uma percepção mais ampla de mundo.

    Lucy comentava enquanto escrevia no celular:

    -Uma criação fechada em uma cultura tem uma sensação familiar forte e uma percepção do que é externo um pouco fragilizada, entendo o que diz. Alias imagino né, afinal sou bem fechada dentro da minha família local.

    Em seguia, a jovem tremere olhava na direção do rapaz e exibia um sorriso bem bonito. O assunto entre os dois se postergava enquanto Massi reparava os seus palitinho e suavemente olhava na direção de Monica, para falar com calma diretamente com ela:

    -Seu celular está ficando sem carga né Monica? Eu tenho um carregador portátil ali no carro, vamos lá?

    O convite era feito de uma maneira diferente, inicialmente você conseguia sentir que a primeira pergunta era na realidade uma sugestão de ideia, já a segunda vinha acompanhada de um semblante mais encantador de Massi. Os dois então se levantava e Massi fazia um sinal breve para que você os acompanhasse até o carro.

    Mensagem de Lucy:
    Entendi! Fica tranquila, olha tem o pulso e o pescoço, virilha também mas é meio... Né?! Bem, eu vou deixar o Massi ir contigo porque ele é mais sensível com isso e vai te ajudar bastante. Eu recomendo o pulso, é mais seguro!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Jess em 13/9/2017, 22:44

    O carinho de Lucy e Massi me deixava confortável, junto dos dois eu conquistaria aos poucos novos horizontes, horizontes dos quais meu pai se orgulharia. Sorrindo para meus primos eu concordava em silêncio, ali eu estava segura.

    Brincando com a taça enquanto escutava Damam falar eu sorria, era curioso como a culturas tão distintas podiam coexistir sobre o mesmo teto, não que eu não fosse a prova disso, mas a disciplina japonesa se adaptava bem ao seu redor e como uma boa japonesa eu me adaptava bem.

    “Venho aprendendo muito nesses últimos anos, já estou bem mais solta do que no começo, isso é bom, porque eu nunca teria coragem de abraçar meu progenitor.”

    As palavras de Lucy me fizeram olha-la com interesse, do modo que falava era plausível que ela mesma havia passado por algo parecido, sentindo o celular vibrar eu demoro algum tempo para olhar a mensagem, dos locais ali listados era claro que eu escolheria o pulso.

    Virilha é muito feio! I.I muito. Melhor mesmo


    Eu digitava depois de algum tempo, os movimentos e ações de Massi me interessaram, com cuidado eu pude perceber a forma como ele influenciava Monica, aos meus olhos a versatilidade da Presença se mostrava bem útil, ainda mais pelo caminho que meu primo escolhia para tomar dentro do clã.

    O sinal me fez levantar sem pressa enquanto eu comentava.

    – Licença, Massi nunca acha o carregador sozinho, é melhor eu ir ajudar a procurar.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Danto em 14/9/2017, 10:51

    O caminho até o carro era fácil e breve, bastava atravessar o restaurante e retornar à praça para ali seguir até o veículo parado em frente a rua de estacionamento para motocicletas, a movimentação próxima do carro era na verdade bem pequena, resumindo-se apenas à algumas pessoas indo para os restaurantes.

    -Nossa, obrigada por me oferecer esse carregador, meu celular está sem bateria à algumas horas e sinceramente não queria voltar para o hotel. Ainda é bem cedo sabe?

    Comentava Mônica, ajeitando os óculos enquanto caminhava bem pertinho do Massi. O rapaz olhava para a jovem com um sorriso bem bonito na face e a respondia:

    -Eu sei bem como é! Sou um pouquinho esquecido sabe, vivo deixando o celular sem carga! E bem, se não fosse a Ume eu nem conseguiria achar o carregador de tão distraído que sou com essas coisas!

    A jovem sorria diante da fala bem humorada e leve de Massi e assim que vocês chegavam perto do carro, o rapaz olha para você e perguntava:

    -Ume, porque não checa no porta luvas?

    Ele destravava o veículo com a chave e a entregava à você, para então abrir a porta de trás. Mas ao invés de entrar logo no carro, ele se aproximava de Mônica. Começando a falar algumas palavras no ouvido da mesma, era até surpreendente ver a facilidade que ele conquistava a moça, que não demorava para apoiar as duas mãos no tórax do rapaz e beijá-lo. A mesma era então conduzida para dentro do veículo com bastante cuidado, era notável o interesse dela por Massi, todavia o mesmo apenas reagia de maneira educada e não se aproveitava da situação, respeitando-a e certificando-se que a mesma não ultrapassasse nenhum limite de pudor. Outro sussurrar era feito no ouvido da jovem e ela enfim parava, quieta e sorridente no banco de trás, assim o jovem fechava as portas e olhava para você.

    -Prontinho, você nunca se alimentou assim né? Bem, o primeiro passo é escolher o local. Mas não se preocupe, ela esta parada apenas porque eu sugeri isso, ela ainda vai reagir a tudo depois dessa conversa tá? Por sorte a nossa alimentação não causa dor, pelo contrário.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Jess em 14/9/2017, 13:25

    Seguindo um pouco a atrás eu respirava com leveza ao acompanhar Monica e Massi, aos poucos eu podia notar o interesse da jovem em meu primo, o caminho suave foi feito sem muitos problemas ainda mais por não haver tantos turistas interessados em ficar no estacionamento.

    – Não se preocupe Monica, já passei por isso e é bem chato mesmo. Ainda mais quando seu colega é um especialista em perder coisas, né Massi!

    Eu comentava de maneira suave enquanto nos aproximávamos do carro, ouvindo a sugestão de Massi eu concordava com a cabeça respondendo-o afim de manter o máximo possível a fidelidade do que tínhamos ido fazer.

    – Ok, mas se eu achar comida vamos ter uma conversa mocinho.

    Sentando-me no banco da frente eu abria o porta luvas para respirar e me acalmar, fingindo procurar algo ali eu podia ver o pequeno ataque de Monica e Massi acontecendo.

    “Ele está se aproveitando ou só fingindo?”

    Eu me perguntava ao sentir aos poucos o nervosismo aumentar, fechando os olhos eu respirava fundo me concentrando, a última coisa que eu desejaria era machucar Monica ou estragar aquela saída de alguma forma.

    “Concentre-se Ume. Respire e foque sua mente!”

    Seguindo meus próprios conselhos eu brincava com a trava do porta luvas, ali eu abria meus olhos imaginando o vento sobre a grama, algo que sempre me ajudava a manter a calma e me concentrar.

    A entrada de Massi e Monica me fez continuar a procurar o carregador, encontrando-o no momento em que a jovem parava de se mover eu sorrio com a explicação de meu primo, me viro para atrás entregando o carregador ao mesmo.

    – Lucy me indicou os melhores locais, aqui, coloque o celular dela para carregar, será bom mantermos a desculpa de pé né?! Se eu entendi bem ela vai achar que deu uns pegas em você mesmo não tendo feito?

    Eu perguntava enquanto apontava para o braço de Monica, seria ali que minhas presas seriam cravadas, era um lugar seguro e bom para nós duas.

    OFF: Uso Foca da Mente "Prontidão", teste = FV 7d10, dif.4
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Dados em 14/9/2017, 13:25

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 5, 10, 10, 10, 6, 3, 5
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Danto em 14/9/2017, 22:58

    A sua mente adentrava em um pequeno transe de calmaria, era possível até ouvir o som do vento batendo sobre a grama de uma linda planície e sentir o cheiro típico daquela vegetação baixinha adentrando suas narinas. Isso afastava todo seu nervosismo e essa sensação de alivio era potencializada pela reação positiva de Massi:

    -Tem razão, melhor manter mesmo a história. E bem, podemos meio que criar qualquer história mas acaba que essa é a mais fácil não é mesmo?!

    Em seguida ele dizia no ouvido da jovem:

    -Por favor querida, estenda o pulso e olhe nos meus olhos.

    Massi com bastante cuidado segurava a face da moça para que ela não testemunhasse a sua ação e em seguida a ajudava a estender o pulso até você. Para então falar:

    -Use as duas mãos pra ter firmeza na mordida, eu prefiro morder bem de lado mesmo, na altura do pulso. Pressione as suas presas com calma e você vai sentir o estourar da pele, não vá com força, seja bem gentil. Quando terminar, use a língua para fechar a ferida e lembre-se de sentir o fluxo, o sangue fica mais rápido quando a saúde da pessoa está em risco.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Jess em 14/9/2017, 23:21

    A calmaria que se apossou da minha mente me fez suspira de leve, em minhas narinas o cheiro da campina se fazia presente sem nenhuma dificuldade, isso me fazia sorrir com carinho, afinal eram aquelas as campinas de minha liberdade e vida nova.

    As palavras de Massi me fizeram concordar com o mesmo, ao receber o pulso de Monica e cuidadosamente o estudo ouvindo atentamente as recomendações de meu primo, ele era claramente mais experiente e sabia como agir.

    – Não se preocupe, eu só fiquei curiosa pra saber se você beijaria o Damam também. Qualquer coisa vocês ficaram se pegando enquanto eu respondia alguns e-mails pelo celular.

    Movendo o pulso da forma sugerida eu deixava que as presas ganhassem meus lábios, nunca antes eu havia feito aquilo então quando o gosto da pele de Monica foi sentida por minha língua eu mordi com leveza. Antes do fluxo se fazer presente eu apertava as presas contra a pele procurando a melhor mordida, quando a encontrasse seria ali feita.

    “ O fluxo se torna maior, isso significa mais batimentos cardíacos. O coração bombeia mais sangue para compensar o perdido.”
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Danto em 15/9/2017, 11:21

    A face de Massi ficava claramente envergonhada quando você mencionava a possibilidade dele beijar o Damam, ele balançava a cabeça negativamente e se embolava com os próprios movimentos das mãos:

    -Não, quer dizer sim. Não calma, a ideia é fazer ele achar que beijou você ou a Lucy, mas acho que a Lucy vai dar uns pegas nele de qualquer jeito, mas eu vou sim, digo não vou... Desisti.

    Ele segurava o riso e esfregava a face enquanto você iniciava a ação de se alimentar, o rapaz logo notava a sua movimentação e se esforçava para ficar bem atento a mesma. Ali então, pela primeira vez você sentiu o verdadeiro poder das suas presas em contato com a pele humana, pois as mesmas adentravam o pulso de Monica como se o mesmo fosse mais fino do que uma folha de seda. O corpo dela tremia um pouco e era segurado por Massi, mas a expressão da jovem era prazerosa e isso era sem nenhuma dúvida um alivio. Assim o sangue logo adentrava a sua boca, inicialmente bem lento, afinal ela só estava sangrando. Mas foi a ação de Massi em inclinar o cotovelo da mesma para cima, que impulsionou o fluxo, além de algumas palavras que ele dizia no ouvido da jovem, palavras que a deixavam bem corada e aumentavam a circulação sanguínea.

    Era uma ação instintiva, no exato momento em que a quantidade de sangue que adentrava a sua boca era grande, você sabia que era a hora de interromper aquela sensação realmente muito boa. Afinal, a alimentação agora vinha com um significado e tinha uma face, além da sensação quente e ferrosa que dominava seus lábios e a deixava realmente muito mais calma e satisfeita. Massi notava o seu recuo e retornava o cotovelo de Monica para a posição inicial e dizia:

    -Prontinho, agora é só fechar a ferida. O que achou Ume?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Jess em 15/9/2017, 12:05

    É com cuidado que tampo minha boa para rir de Massi, não queria que Monica achasse que eu havia tirado sarro de sua diversão com Massi, realmente não seria uma boa coisa da jovem imaginar. Antes de colocar o pulso de Monica em meus lábios, eu mostro a língua para Massi em uma brincadeira.

    “Lucy vai rir muito se contarmos isso para ela, melhor não!”

    A sensação de minhas presas rasgando a pele me fez suspirar, ali pela primeira vez eu sentia a força cainita correr por meu corpo, por sorte eu estava calma e controlada, embora eu sentisse os olhos dela observando pelos meus, assim como suas inúmeras caudas a balançar de forma calma e passiva.

    O gosto quente e forte abrangeu minha mente com rapidez, o fluxo continuo auxiliado por Massi me faziam trabalhar com cuidado, era incontestável a diferença de alimentação, ainda mais quando os frascos tendiam a ser frios se comparado ao sangue quente de um mortal.

    “Isso teria me influenciado em meu começo como cainita?”

    Sentindo o fluxo aumentar eu ouvia as palavras de Massi, passando a língua sobre as feridas e certificando que elas realmente haviam se fechado para então soltar o pulso de Monica.

    – É quente, quer dizer é bem diferente do que eu estou acostumada, mas é bom. Quer que eu vá na frente pra não dar bandeira Massi?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Danto em 15/9/2017, 13:57

    Massi observava com bastante atenção a sua fala e todas as suas ações, para então colocar uma mão no bolso de trás da calça e tirar um pequeno pacote de lenços, tirando um e estendendo ele na sua direção. Você ainda conseguia notar que havia, por alguns breves segundos, um olhar um pouco diferente na face de Massi, como se o jovem estivesse realmente admirando você, mas era algo muito breve e perfeitamente encadeado com um pedido do mesmo que só não a distraia porque a sua magia ainda estava fazendo efeito:

    -Certo, só não conta isso pra Lucy tá bem?! Bem, pode sim indo na frente. Eu devo ficar aqui só mais um pouquinho com ela, afinal o celular dela tem que pegar uma carga. E já encontro vocês de novo na mesa tá?

    O jovem sorria e realmente verificava o celular de Monica que agora relaxava no banco do carro e fechava os olhos, um pouco cansada mais com um sorriso bem alegre na face.

    Por tanto, coube a ti um tempo hábil de sair do veículo e retornar a mesa. Para encontrar apenas a presença de April sentada na mesa a jovem olhava para você e sorria ao afirmar:

    -A Lucy pediu para avisar que foi levar o Damam para "conhecer a paisagem"! Que desculpa esfarrapada para dar uns amassos!

    A jovem chegava até a fazer as aspas com as mãos enquanto falava em inglês, rindo da situação.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VI - A Cidade

    Mensagem por Jess em 15/9/2017, 15:38

    O lenço de papel estendido por Massi me fez sorrir, eu pude notar o olhar mais atento dele e de alguma forma isso não me incomodou, ela por sua vez sorriu enquanto se envolvia em suas caudas, estávamos confortáveis e isso era bom para ambas, com o lenço eu garanto que nenhum resquício de sangue permaneça no pulso de Monica, para só então limpar meus lábios, ouvindo o pedido de Massi eu ria com delicadeza antes de responde-lo.

    Não se preocupe, eu não tenho essa intenção. Até daqui a pouco Massi.

    Saindo do carro eu guardava o lenço no bolso da minha calça, dobrado e bem posicionado para que este não caísse dali, andando com calma pelo estacionamento eu saboreava o gosto ainda latente do vitae quente em meus lábios.

    "Ele sentiu a magika?! Ele pode não saber usar ainda, mas isso significa que ele tem talento... Será que eu consigo ensinar alguma coisa ao Massi?"

    Na mesa eu estranho o sumiço de Lucy e Damam, mas a explicação de April me faz rir, ainda mais quando ela deixava claro o que teria realmente acontecido.

    - Bom somos jovens né? Se ninguém se machucar valeu a pena.

      Data/hora atual: 23/9/2017, 11:33