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 Ato XVI - A Rosa da Restauração

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Jess

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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   31/8/2017, 23:21

Abraçando Alfonsus eu ouvia os risos de Lucinde com minha pequena, em meu corpo eu sentia toda a animação dela e o conforto por poder brincar com a linda patrício, mas quando as mordidas começaram nem mesmo eu pude segurar o riso.

As palavras de Alfie trouxeram um sorriso carinhoso em meus lábios, puxando a face deste para perto eu beijo seus lábios com ternura ao responder de maneira simples e suave.

– Eu sei que tens medo, sei que eles são fundados, mas estamos aqui meu amor, cuidaremos de você e dessa Amora linda. Ela é tão gentil Alfie, tão carinhosa e apaixonada pela arte! É uma rosa pronta, mas eu gostaria que o abraço dela tivesse a permissão de sua Filha, não quero ver nenhuma das duas sofrer meu gigante.

Apertando meus braços entorno de Alfie eu sorria com feliz, por sorte a pequena havia encontrado Nora..

“Claudia... Logo nos conheceremos, espero que possamos cuidar uma da outra.”

Olhando para Lucinde e minha pequena eu suspiro de leve ao comentar para Alfonsus.

– Eu posso acordar Cesco, Nora está tomando um banho e Enzo deve estar mimando ela! Ela trabalha como restauradora na obra do Castelo, foi a pequena que a achou e me mostrou hoje. Conheça-a primeiro, tome decisões depois Alfie.
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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   31/8/2017, 23:59

Alfonsus buscava profundamente pelos castanhos dos seus olhos, cada sílaba que saía dos seus lábios era ouvida pelo gigante com bastante dedicação e consideração. Era fácil ver o quanto ele se sentia inseguro e o quanto ele precisaria de ajuda para ajustar a própria família que fora construída durante a sua ausência ao lado dele. Respirando antes de responder, o Gigante sorria brevemente:

-Devo admitir que como um Pai eu sou realmente uma falha proporcional ao meu tamanho, mas você tem razão querida, vocês estão do meu lado e foi bem fácil ver como vocês são mães naturalmente excelentes e o quão forte é a figura paterna de Fredy, aprenderei com meus amores a ser melhor, para a Amora e para Cláudia.

Um gemido da sua pequena marcava o ambiente e Alfonsus olhava assustado para a direção, ali você via pela primeira vez uma inversão de valores! Era Lucinde que mordia a sua besta e ela gemia em uma reação divertida e extrovertida. A francesa dava uma última mordida na pequena e se levantava pra dizer:

-Você era um chato Alfie, agora você é o homem que tu mesmo aprisionou dentro do vosso coração. As mudanças virão, apenas deixe as portas abertas para elas...
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 08:57

Era nos olhos de meu gigante que eu olhava, meu coração se compadecia das dores que o afligiam, dores que indiretamente foram minha culpa, dores que era meu dever cuidar e fazer com que as cicatrizes por fim fechassem melhor.

- Alfie, meu amor, você estava sozinho e ferido. Agora nos tem por perto, o ajudaremos a cuidar de tudo, cuidar de você e Claudia, então não se culpe. O passado nos ensina muito, e agora já estamos velhos o suficiente para não errar mais, pelo menos não com nossos filhos, e juntos é mais dificil errar.

O som de minha pequena nos faz olhar o que acontecia com Lucinde e ela, a cena me fez rir a pequena era mordida e se divertia com cada mordida e carinho ali feito.

"Lu atacou ao invés de ser atacada, por essa a pequena não esperava!"

Rindo eu abro espaço pata Lucinde, as palavras dela me faziam concordar com um aceno positivo, puxando os dois pelas mãos eu sorria com carinho para ambos.

- Esse é um conselho que vale pros dois, Lu já está mudando e ficando cada vez mais linda, está na hora de seu coração se abrir Alfie, deixe que o tempo nos ensine meu amor. Agora venham eu tenho que acordar Cesco!
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 09:53

Quarto de Francesco:
 

Depois de um simples beijo compartilhado entre você e o Gigante e uma expressão mais calma do mesmo, vocês três se direcionaram ao quarto de Francesco que ficava no mesmo andar onde o enorme quarto também ficava, logo, bastou seguir o caminho após as escadas para chegar até o mesmo.

A porta não ficava trancada, um pequeno costume que definia o quanto de confiança Cesco tinha em todos que moravam nesse palácio. Durante todo o caminho a pequena seguiu de mãos dadas à Lu, assim diante da porta, Alfie a empurrava e permitia que todas entrassem para só depois o fazer. Seria a primeira vez que você compartilharia o despertar de Cesco com outros olhares, todavia, eram olhares perfeitamente acostumados com a própria ação de despertá-lo e isso era de certa forma um alívio. Afinal, era algo profundamente intimo e delicado.

-É sempre tão diferente vê-lo assim, nesse torpor... Sinceramente, ainda está para nascer um homem que me inspire tanto quanto este que está a dormir a nossa frente. Meu melhor amigo, como fizestes falta!

Dizia o gigante como se estivesse a literalmente falar com Cesco. Lucinde por outro lado andava pelo quarto vendo as decorações e mobílias. Notando que havia um outro pequeno cômodo no quarto onde era localizado o ambiente de estudos, leitura e criação do mesmo. Lá estava posicionado um cavalete com uma tela escondida por um pano branco.

-Ele é tão lindo...

Comentava Lucinde ao suspirar assim que enfim batia o olho na figura adormecida de Francesco, era um suspirar que a pequena também fazia. Alfonsus caminhava até uma poltrona para sentar-se ali e perguntar:

-Você ainda não se esqueceu né Lu?

Ela olhava então na direção de Alfonsus e respondia:

-Não mesmo, é impossível esquecer esse homem e se não fosse por ele eu sinceramente jamais teria vindo à Berlim.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 10:58

Caminhando com Alfonsus e Lucinde eu sorria, a pequena esfregava a cabeça sobre o ombro de Lucinde demonstrando sua felicidade em ser vista pela patrício, o caminho curto e leve foi feito com rapidez, entrando nos aposentos de Francesco quando o gigante abriu a porta, eu suspiro com a imagem delicada de meu querido amigo dormindo.

"Reunidos de novo meu querido!"

Observando os movimentos de Lucinde eu sorrio com carinho, a pequena não perdia tempo em ir se sentar no colo de Alfie apenas para lhe morder o queixo e se aninhar confortavelmente, sento-me na beirada da cama ouvindo as palavras de meu gigante e minha pequena musa francesa.

- Ele fez muita diferença aqui, mesmo assim sofreu com a falta de vocês, tanto quanto qualquer uma aqui.

Estendendo minha mão para Lucinde eu a convidava para se sentar comigo, beijando-a no alto da cabeça eu sorrio ao perguntar de forma suave.

- Vocês foram um casal Lu?

Ali não havia medo ou espaço para vergonha, eramos amigos e nos respeitávamos, mas acima de tudo havia o bem querer entre nós.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 11:49

Alfonsus nunca iria conseguir resistir aos encantos da pequena, abraçando a mesma com enorme ternura e rindo baixinho quando recebia a mordida, o gigante se aninhava com ela na poltrona. Enquanto isso ocorria, Lucinde se aproximava para sentar-se ao seu lado, a loira olhava para a sua face e se expressava sem nenhuma vergonha ou segredos.

-Sim, ele foi muito importante pra manter o meu coração no lugar certo. Não fomos muito além de um longo namoro, sabíamos que não seria para sempre no momento em que começamos a nos relacionar. Todavia, nós dois estávamos sofrendo sozinhos e precisando de carinho... Sequer precisávamos conversar sobre nossa relação, ela apenas ocorreu e ocorria.

Ela respirava tranquilamente ali ao seu lado e esticava uma mão na direção da sua, segurando-a com carinho ao falar.

-O amor dele sempre teve um foco claro e o meu também. Fomos um casal de coração partido que se uniram para sobreviver a toda a dor do passado que nunca mais voltará, é por isso que eu nunca vou esquecer, sem ele eu teria me transformado em uma verdadeira máquina. Alfonsus me ajudou a manter minha força política, Francesco me ajudou a manter minha humanidade.

Ela então olhava na direção do homem que ali dormia e afirmava:

-E foi por isso que pedi à Alfie para me ajudar a adentrar a humanidade nesse período de distância que passamos. Para dar esse presente a Cesco, ele sempre sonhou em me ver assim...
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 13:34

É com carinho que seguro as mãos de Lucinde, suas palavras me fazem sorrir com ternura, eu podia entender o que minha querida amiga falava, havia sentido o mesmo e usufruído do apoio de Francesco durante toda a missão deles, ainda que não fosse igual era um ponto em comum.

“É um alivio saber que eles se amaram a seu modo.”

Puxando a cabeça de Lucinde eu a beijo na testa com carinho, sorrio de maneira suave mas confiante diante de minha irmã, havia beleza no que ela acabava de me contar, uma beleza tênue e suave.

– O importante é que vocês fizeram bem um para o outro, Francesco é um homem magnifico e bom, e você uma mulher linda e forte, ambos cresceram nesse relacionamento, e veja só, se tornaram mais importante ainda para aqueles que estão em volta.

Tomando as mãos de Lucinde eu as beijo com carinho, claramente deposito ali também uma mordida de leve.

– Obrigada por cuidar de Alfonsus e Francesco, eu sempre lhe serei grata por isso minha irmã. Nós sentimos sua falta minha querida e tenho certeza que Francesco irá ficar muito feliz em ve-la na humanidade. Saiba que sempre estarei aqui para você, assim como ele também, ele te ama Lu, a sua maneira carinhosa que só ele sabe ter. Mas agora você me deixaria muito feliz se fosse seu vitae a desperta-lo. O que me diz?
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 17:15

A sua mordida na mão da francesa a fazia sorrir alegre, todavia, foi no momento exato em que seus lábios diziam "irmã" que ela segurava as lágrimas que se formavam nos lindos olhos azuis dela. Tomada por uma emoção intensa, Lucinde demonstrava uma certa dificuldade de reagir, até simplesmente desistir e deixar as lágrimas saírem.

-Irmã?! Pita, seu coração é um verdadeiro tesouro! Me faltam palavras querida...

A francesa de cabelos dourados e aparência jovial segurava a sua face para beijá-la várias vezes enquanto deixava pequenas risadinhas escaparem entre os beijos para enfim esticar o pulso na sua direção e dizer:

-Meu vitae, suas presas. Nós duas então acordamos ele, o que me diz?!

Alfonsus então brincava com a situação, murmurando para a sua pequena:

-Acho que estou começando a sentir uma invejinha de Francesco. Ser acordado por duas mulheres divinas como essas duas. Mas não conte pra elas viu...

Sua besta então fazia um sinal de fechar os lábios como se eles tivessem um zíper e jogava a chave fora. Balançando a cabeça positivamente, enquanto isso, Lucinde já havia parado de chorar mas ainda sustentava o pulso na sua direção com um sorriso alegre na face.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 18:52

Eu não podia esconder a alegria diante das lágrimas de Lucinde, o ataque de beijos me faz rir e abraça-la com carinho, aproveitando os beijos sem nenhum remorso.

- Sua boba, eu e Eva te amamos! É claro que você é nossa irmã fofinha!

Eu comentava ao beijar Lucinde e apertar com carinho o corpo da pequena francesa que eu amava e respeitava, não posso negar a oferta feita, era um pequeno presente dado a Francesco.

As palavras de Alfie me fizeram olhar a pequena cena entre ele e minha pequena, isso me faz rir ainda mais, não havia como negar o carinho entre minha pequena e o gigante.

" Ciumento bobo! Até parece que a Eva não te acordaria assim."

Tomando o pulso de Lucinde eu escolho o melhor lugar para abrir a ferida com as minhas presas.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 20:27

-Ai que coisa linda de se ouvir! Estou finalmente em casa!

Ela sorria com enorme facilidade e era fácil notar como cada pequena reação e expressão da francesa estavam potencializadas e mais abertas, justamente pela mudança de trilha, a humanidade parecia muito mais natural à ela e a deixava ainda mais bonita.

Alfonsus continuava a cochichar pequenas palavras no ouvido da sua besta, fazendo-a rir baixinho e causando em ti uma impressão muito divertida, afinal, apesar de não ouvir exatamente o que ela ouvia, você entendia que Alfie estava tentar convencer a sua pequena de comer um pêssego.

-Prontinho! Vamos acordar o belo adormecido!

Dizia Lu com alegria, ela sequer havia recuado ou expressado algo além de contentamento diante da mordida que recebia das suas presas. Assim, ela guiava o braço até os lábios de Francesco, abrindo-os delicadamente com a outra mão e enfim, depositando o vitae ali na boca do mesmo.

As reações do italiano então vinham como era de se esperar, o corpo dele reativava por inteiro e ele logo respirava bem fundo, para então abrir os olhos e dizer:

-Boa noite... Lu?

O italiano tocava nos próprios lábios ainda úmido pelo vitae de Lucinde e então olhava na sua direção. Diante de vocês duas, Francesco ficava avermelhado e totalmente surpreso com a imagem de vocês duas lado a lado, especialmente quando Lucinde estendia o pulso ferido na direção da sua face para que você fechasse a ferida. Havia ali uma forma diferente de sedução, ao contrário de Eva que sempre foi extremamente direta e ativa, Lucinde usava de pequenos olhares e delicados posicionamentos corporais ou expressões. Ela provocava exatamente para extrair de Cesco a famosa expressão acanhada.

-Bonjour mon cher ami...

Dizia Lucinde com ternura.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 21:13

- Aqui sempre será sua casa!

Eu respondia ao abraça-la e beijar sua testa com carinho, Lucinde exaltava sua beleza natural com a mudança de trilha, mais viva e segura minha irmã se transformava em cada vez mais em alguém único e especial.

Ouvir as risadas de minha pequena me traziam o desejo por um belo é grande pêssego, algo que vinha diretamente das palavras divertidas de Alfie.

"Maçã, pera e agora pêssego e amora?! Essa lista tá aumentando"

Rindo baixo eu acompanhava o despertar de Cesco, a surpresa dos olhos de meu amado amigo me fizeram sorrir com carinho. As provocações suaves e indiretas, mas tinham um único objetivo do qual eu adorava, por isso não evitava a brincadeira.

Fechando o pulso de Lucinde com carinho, eu roubo um beijo de seus lábios para então saudar Francesco.

- Bounjur mon Amour. Dormiu bem Cesco?

Abraçando Lu eu apoiava minha cabeça no ombro desta e sorria com carinho.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 22:32

O breve beijinho estalado trocado por vocês duas após a ferida do pulso de Lu se fechar atraía até a atenção de Alfonsus, todavia o gigante estava muito mais dedicado a incentivar a sua besta a começar a comer pêssegos. Já Cesco não conseguia desviar a atenção, com a face totalmente avermelhada ele observava vocês duas, balançando a cabeça positivamente e ficando inicialmente em silêncio, paralisado pela timidez e a surpresa que era poder vê-las ali acordando-o.

-Viu, avisei que iria voltar querido. Sentiu minha falta?

Cesco respirava fundo e enfim respondia, ainda com a expressão que a encantava tanto na face:

-Eu não seu se começo a chorar de felicidade ou se escondo meu rosto de tanta vergonha! Vocês duas são incríveis sabia?

Lucinde mostrava a língua para o italiano colocava uma mão sobre a barriga do mesmo.

-Vamos Cesco, sei que acordas faminto. Hoje é uma noite especial, temos uma convidada especial para o jantar. Uma amora né Pita?!
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   1/9/2017, 23:14

Durante toda a cena eu me mantinha séria, mas ao primeiros sinal claro de vergonha de Cesco não pude contar o riso, não diante de Francesco tão vermelho e sem jeito na cama, o que me faz mostrar a língua para Alfie quando este desvia os olhos para nós, sei bem que o ato é chamativo mas não passa de uma brincadeira, até porque Eva não está no quarto.

"Hummm, será que o Alfie vai cobrar isso mais tarde?!

A pequena claramente se fazia de rogada quanto ao pêssego, mas eu podia sentir minha boca salivar de vontade o que me fazia rir, ainda mais com as palavras carinhosas de Cesco.

- Não temos culpa se você fica lindo assim vermelho! É sim temos uma Amora linda como convidada! Mais detalhes só com a pequena e ela só responde se receber uma maçã e pêssegos!

Como se para confirmar minhas palavras a pequena geme alto cruzando os braços, isso se desfaz é claro quando ela morde o queixo de Alfie rindo da brincadeira.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   2/9/2017, 00:42

A risada de Alfonsus se fazia bem presente, o homem não havia previsto a mordida que recebia no queixo e se divertia bastante com isso. Francesco enfim sentava-se sobre a cama e olhava sorridente para vocês duas, ainda avermelhado mas já conseguindo reagir diante aquele despertar especial:

-Está certo, ainda não entendi exatamente o que está acontecendo mas tenho que admitir. Estou faminto, mas eu posso ser abusado e pedir para você escolherem uma roupa para mim? Afinal, consigo entender que há pressa e eu ainda teria que tomar uma ducha.

Lu levava uma mão até o seu joelho, colocando-a ali apenas para um apoio melhor ao se inclinar suavemente para frente e dizer:

-Vai lá! Nós cuidamos disso né Pita?

Francesco então prontamente saía das cobertas, revelando o pijama que sempre usava para dormir e já se adiantava na direção do banheiro. Nesse meio tempo, Alfonsus brincava com a sua besta, tentando mordê-la mas sem nenhum sucesso.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   2/9/2017, 16:41

As risadas de Alfie me faziam sorrir, a pequena se divertia sem restrição nenhuma nos braços do carinhoso Gigante. O sentar de Francesco e suas palavras indicavam que ele já reagia melhor, algo bom depois da pequena cena de provocações conjuntas.


- Não se preocupe Cesco, logo você vai entender.

Eu respondia ao concordar com Lu sobre as roupas, levantando-me da cama para ir até os armários eu ouço a pequena guerra de mordidas entre Alfie e a pequena, isso me fazia rir baixinho.

"Seria bom algo casual e não tão formal, isso vai deixar a Nora mais calma."

Escolhendo um conjunto simples e bonito eu o mostrava para Lucinde.

- O que você acha? Formal demais?!

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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   3/9/2017, 12:54

-Ele vai ficar um pedacinho de mal caminho nessa roupa eim Pita!

Respondia Lucinde sorridente e alegre, a pequena francesa já demonstrava uma considerável mudança dês de sua chegada e especialmente agora depois de poder compartilhar algo tão importante contigo, ela parecia mais aliviada e confortável. E isso a fazia, sentar na cama para tirar os sapatos, ficando apenas de meia.

-Enfim em casa né Lu?

Dizia Alfonsus, Lucinde então se colocava de pé e se espreguiçava, para então correr na direção do gigante. Dando um beijo na face da sua pequena e segurando a face de Alfonsus com bastante carinho.

-Você sabe que eu te amo né Alfonsus? E meu amor só faz crescer quando você coloca esse teto maravilhoso sobre a minha cabeça. Eu nunca mais tive uma casa depois do falecimento do meu Senhor. E você prometeu um dia me dar isso novamente... Aqui estamos, obrigada, sei que muitos já disseram que teu corpo é uma arma da Torre. Todavia, eu sei e todos aqui também sabemos, ele só é grande dessa forma para guardar o teu coração que não caberia num homem comum.

Alfonsus ficava profundamente emocionado pelas palavras de Lucinde, ao ponto de segurar um choro feliz. Sua pequena prontamente abraçava o gigante afim de acalmá-lo, sem palavras Alfonsus abraçava a sua besta e respirava fundo. Lucinde então virava e corria até você para ajudá-la com as roupas enquanto falava:

-E você Pita, saiba que se você bobear eu te dou um cato né?

Ela ria ao dizer essas palavras e então a puxava para um abraço divertido, em seguida, ainda dentro do abraço ela dizia:

-Sério, obrigada por tudo de verdade. Você parece muito com sua Mãe, menos agressiva mas tão amorosa quanto!
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   3/9/2017, 14:27

As palavras de Lu me faziam rir, mais solta e leve era interessante ver como a pequena francesa esquecia seus medos e receios, um pouco devido a mudança de trilha, outra parte pela felicidade de ser aceita entre nós.

“Ela está cada vez mais linda, será difícil capturar toda essa vida nas escultura e telas. Um desafio interessante! ”

Observando os movimentos de Lucinde eu não pude segurar o sorriso carinhoso, era claro que ela amava Alfonsus um amor que a amizade e carinho um pelo outro apenas fazia crescer, aquela declaração por sua vez era a prova real disso, uma prova de que Lucinde sempre seria nossa irmã adorada e amada.

Recebendo a ajuda desta para dobrar as roupas eu ria com suas palavras, mas no abraço apertado não contive meu carinho em beijar sua cabeça e apertar com suavidade.

- Não repita isso perto da Eva, você sabe que ela nunca mais iria sossegar! Aqui você está em casa Lu, na casa de sua irmã e nunca se esqueça disso! Sorte das orelhas de todos que eu não tenho o mal gênio de Violetta não?!
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   3/9/2017, 16:13

-Fica tranquila, não falo não! E ainda bem que você é mais fofinha que a Violetta se não eu já ia ter recebido cada puxão!

Dizia a loira com um sorriso alegre na face ao sair do abraço, Alfonsus agora se colocava de pé e tomava a besta pela mão ao afirmar:

-Vou indo na frente dar um pêssego pra nossa pequenina, afinal eu fiz bastante propaganda né?!

A sua besta fazia pequenos saltinhos alegres e concordava positivamente, para sair correndo e puxando o gigante pela mão. Lucinde então esperava pelo retorno de Cesco, sentada na cama. O italiano não demorava mais do que alguns breves minutos para sair de roupão do banheiro, fortificando o laço com as mãos ele dizia ao vê-las.

-Bem, vamos lá. Deixe-me ver e roupa e já vamos conhecer a Amora de Alfonsus...

O homem se aproximava para ver a roupa e sorria em aprovação.

-Bem moderna, gostei da ideia! Obrigado, agora se me permitem.

Ele esticava as mãos para pegar as roupas para enfim se vestir no banheiro, sem muita pressa ele ainda daria tempo de ouvir ou reagir a suas interações.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   3/9/2017, 19:21

– Já sim!

Eu respondia com carinho ao soltar Lucinde de meus braços, ver Alfonsus guiar a pequena pelas mãos arrancou um suspiro de meus lábios, a alegria dela em receber um pêssego era genuína e feliz, o que me fez abraçar com carinho o Gigante.

– Nós já te alcançamos meu amor, e de todas os pêssegos que ela pedir.

Comentava ao beijar de leve os lábios de Alfie e a testa da pequena saltitante, usando a poltrona onde Alfonsus estava sentado eu relaxo respirando profundamente, meus pensamentos avaliavam a situação com cuidado, teríamos que apresentar uma realidade nova e quase incompreensível a Nora.

“Ela já começa a desconfiar de algo, mas é bom irmos com cuidado e delicadeza. Torço para que o Alfie goste dela!”

É a entrada de Cesco que me tras de volta, sorrio diante do elogio deste mostrando a língua de forma animada.

– Não demore muito Cesco, não queremos deixar a Amora esperando.
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   4/9/2017, 00:37

Sala De jantar:
 
Local: Berlim, Köpenick.
Data: 23 de dezembro de 1992: O Jantar.

Sem maiores delongas, Cesco se arrumava para enfim vocês três se direcionarem até o local onde o jantar aconteceria, assim que vocês chegavam na cozinha, já era possível ver a figura da sua pequena devorando um pêssego, já com a face bem suja o que indicava que essa era a segunda ou terceira fruta da mesma. Alfonsus logo indicava:

-Lena passou a pouco dizendo que o jantar será na sala de jantar dos vassalos, segundo Thesa seria mais confortável para nossa convida estar em uma ambiente menos luxuoso e enorme. Bem, vamos lá!

A pequena roubava da cesta de frutas uma pera bem grande e saia correndo na frente, fazendo pequenas pausas para apontar o caminho. Assim, em poucos minutos vocês quatro chegavam a sala de jantar, já com a mesa posta. Certamente as meninas haviam trabalhado em conjunto com Enzo para que tudo ficasse prontinho!

E assim que vocês tomavam seus lugares, naturalmente com a figura de Alfonsus na ponta, você ao lado direito e Lucinde ao esquerdo, para que Cesco então ocupasse a cadeira ao lado de Lucinde. Enzo adentrava a sala com a Amora o seguindo. A jovem estava bem mais limpa, com uma roupa que claramente pertencia aos armários de Thesa. Assim Enzo então dizia:

-Sente-se ao lado de Pietra querida, o jantar já esta servido. Bem agora com a licença de todos vocês, irei prosseguir com as demais demandas do palácio. Assim, boa apetite a todos.

Enzo realizava uma saída informal, ele era muito capaz de apresentar-se diante de qualquer príncipe Ventrue, mas não era essa a ocasião. Apesar de ainda agir como serviçal ele fazia questão de manter a informalidade da situação, Lucinde sorria gostando da iniciativa de Enzo e então observava a movimentação tímida da jovem. Cesco prontamente se colocava de pé, dando uma breve volta para puxar a cadeira para que ela pudesse se sentar ao seu lado:

-Pronto querida, bem vida. Me chamo Francesco.

A jovem sorria na direção dele, beijando a face do mesmo e se apresentando:

-Nora! Nora Gail de Booch! Você também é italiano, que interessante!

Dizia a jovem em alemão, para então sentar e ouvir a resposta carismática de Francesco no belíssimo italiano que ele possuía:

-Precisamente querida!

A amora não disfarçava a alegria em ouvir o italiano e olhava na sua direção para comentar:

-Vocês todos tem um sotaque bem parecido né?!

Cesco então retornava ao lugar dele, enquanto isso, Alfonsus observava com muita atenção a moça. Como se estivesse a ler a aura e até os pensamentos da mesma. Afinal, caberia a ele a escolha e seria algo irreversível quando ocorresse, todavia, ele aguardava que você conduzisse a cena.

A Amora:
 
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Jess

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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   4/9/2017, 09:21

A espera por Francesco não foi longa, já vestido e cuidadosamente arrumado nós três seguimos para a cozinha, a simples visão de minha pequena toda suja de pêssego me fez rir, com carinho eu entrelaço meus braços ao de Alfonsus ainda rindo da pequena cena. As palavras dele me fazem concordar com carinho respondendo-o.

- Então ela aprovou o pêssego? Bom acredito que as meninas estejam certas.


Sorrindo diante da pequena que roubava uma pera para nos guiar, a pequena sala de jantar me fez sorrir com interesse, de certa forma eu levaria algum tempo para descobrir cada pequeno lugar do Palácio, um detalhe que me deixava animada.

" Bom, que as coisas se encaminhem de maneira suave."

Sentando-me a frente de Lu e ao lado de Alfonsus eu sorria com carinho, a entrada de Enzo e Nora desviaram meus olhos para a entrada dos dois, sorrindo para Nora que era delicadamente colocada ao meu lado, as palavras atentas desta deixavam claro o quão bons eram seus ouvidos com a questão de sotaques.

- Este é Alfonsus meu companheiro, e sim nossos sotaques nos entregam não é mesmo. Alfonsus, Francesco e eu somos italianos, Lucinde é francesa, eu diria que é uma bela mistura de sotaques não?

Iniciando um assunto suave eu dava tempo para que Alfonsus estudasse Nora da forma que queria, a escolha final seria dele, embora a pequena não o deixasse sozinho ela sabia que seria o Gigante que daria a palavra final.
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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   4/9/2017, 12:14

Os olhos de Alfonsus olhavam na sua direção, era realmente a primeira vez que você o apresentava daquela forma à alguém e isso, apesar de ser algo tão simples, o deixava notoriamente feliz, como se ele tivesse sonhado com isso por muito anos. A sua pequena fazia um carinho gentil nos cabelos do gigante enquanto Nora respondia:

-Curioso como a queda do muro trouxe tantas nacionalidades diferentes para cá não é mesmo? Eu infelizmente não sei falar francês, peço desculpas por isso. Mas bem, sou filha de um inglês e uma escocesa, falo por tanto, a língua de minha mãe, além do alemão e italiano e por fim, também sei falar português. A arte barroca de Portugal é fantástica!

Lucinde olhava curiosa para Nora, um olhar que você costumava ver Evangeline fazer e que tinha um significado interessante: Atenção. Lucinde estava agora deixando apenas de se sentir curiosa e realmente prestava atenção em cada pequena reação de Nora, ou seja, já era a primeira conquista positiva para a amora. Cesco tomava a liberdade de remover as tampas das panelas e iniciar a ação de servir-se das deliciosas comidas preparadas por Enzo, Nora aguardava para fazer o mesmo.

-Podemos então conversar em italiano?!

Dizia Alfonsus no idioma nativo de vocês, Nora olhava na direção do gigante e respondia sorridente.

-Claro Alfonsus! É sempre um prazer poder praticar! Você não é da mesma região que Francesco e Pietra né?

O gigante concordava positivamente e respondia.

-Os dois são nativos da Toscana, eu venho de Nápoles por isso essa pequenina diferença. Afinal, antes da unificação nossas regiões tinham dialetos mais diferentes.

Ela concordava positivamente e brincava ao responder em inglês, primeiro com o sotaque inglês e depois com um fortíssimo escoceses.

-É bem normal, afinal, cada região tem suas formas e costumes e os dialetos se diferenciam uns aos outros. O inglês também sofre bastante, e eu sequer sei imitar o irlandês ou o americano!

A jovem sorria alegre enquanto Alfonsus admirava a naturalidade das reações da mesma. Lucinde enfim respondia em italiano:

-Você é uma fofinha Nora, apesar de eu ainda não aceitar bem o fato de você não saber falar o idioma mais lindo desse mundo sabe?! Mas deixa eu te perguntar uma coisa. Se você pudesse ter todo o tempo desse mundo para aproveitar a vida, o que você faria primeiro?

A jovem olhava na direção de Lucinde e respondia:

-Aprenderia falar francês.

Em seguida ela apenas sorria e começava a comer, Lucinde ficava boquiaberta e não aguentava em rir adorando a reposta. Cesco fazia um pequeno sorriso na face enquanto servia para você um sanduíche de bacon exatamente como você tanto adorava, já Francesco estava com um pequenino brilho no olhar, o mesmo brilho que ele mantinha quando a ensinava ainda nas suas primeiras noites.
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Jess

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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   4/9/2017, 16:11

A pequena surpresa acompanhada da felicidade de Alfonsus pelo modo como eu o apresentava, me fez sorrir com carinho, de agora em diante ele sempre seria apresentado assim, pelo simples fato de ser a mais pura verdade, a pequena se encarregava de cuidar de Alfie enquanto todos davam a atenção a Nora, uma atenção cuidadosa e com claras intenções de conhecer bem nossa convidada.

“Ela conquistou Lucinde, um feito e tanto! Considerando que estamos conversando com ela a tão pouco tempo. “

Acompanhando a conversa eu sorria de maneira calma, a forma como Alfonsus demonstrava certo interesse me deixava claro que de certa forma ele aprovava o que via e escutava.

– Devo dizer que o sotaque de Nápoles sempre foi bonito, embora o da Sicília tenha um toque especial, porém foi o italiano da Toscana usado para unificar a língua, então de certa forma ele é o mais puro. Mas nunca diga isso a eles, nós italianos defendemos nossos sotaques com unhas e dentes se for preciso!

Eu comentava de forma divertida e suave, observando Francesco se servir para então fazer um pequeno sanduiche de bacon e me entregar, sorrio com carinho o agradecendo com um movimento simples de lábios, mordiscando de leve o sanduiche eu acompanho a conversa sobre o francês, a pergunta de Lucinde me deixa de certa forma feliz, ali havia uma pequena indireta.

– E depois do francês Nora, você faria oque? Vi que você restaura estatuas, sabes esculpir ou pintar?
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   4/9/2017, 19:03

Com a boca cheia, Nora apenas concordava com a sua fala sobre os sotaques e sorria discretamente. Lucinde prontamente também se servia de um pouco de comida, fazendo sem sequer notar do simples falto de que não seria capaz de realmente comer. Algo que a sua pequena já tratava de resolver, soltando-se de Alfie, ela corria para o colo de Lucinde afim de sentar-se ali e comer o que ela havia escolhido.

-Olha... Não sei não, eu só realmente me interessei pela restauração. Acho que sinceramente se nós quisermos chegar a uma nova forma de vida com toda essa tecnologia em crescimento, precisamos ter acesso ao passado. Afinal, o século vinte e um está chegando e como vamos chegar nele? Não podemos ver o futuro sem o passado, é o que eu ouvi na minha primeira aula de restauração de tintas e nunca vou me esquecer! E sim, pinturas é algo que eu adoraria aprender, minha mãe faz desenhos infantis para os livros do meu pai e eu sou apaixonada por isso!

A jovem conseguia então falar após tomar um pouco de suco, era incrível como ela falava abertamente sobre tudo sem receio nenhum. A honestidade do coração artístico daquela jovem era algo profundamente sincero, Alfonsus então respirava fundo para perguntar algo mais direto:

-És uma jovem verdadeiramente inteligente e perspicaz. Notou algo diferente nesse período que trabalha aqui ?

Nora olha na direção de Alfonsus e responde com leveza:

-Você não parece tão velho pra falar assim Alfonsus!

Lucinde ria baixinho enquanto Cesco segurava o riso com um sorriso discreto, afinal, Alfonsus era sem nenhuma dúvida o mais antigo cainita do palácio e talvez até mesmo um dos mais antigos de toda a Berlim. Todavia, o homem concordava com Nora com um balanço simples de cabeça.

-Eu percebi que existe uma preocupação enorme com as janelas. Algumas são falsas, outras extremamente reforçadas ou seladas. Outras completamente inexistentes, além de nunca haver nenhum dono do local nas obras, nunca! Durante o dia tudo permanece extremamente silencioso e o mais maluco foi quando eu resolvi tirar umas fotos de onde será construido o lago, lá eu vi uma jovem bem pequenina de cabelos loiros, ela dançava descalça e só de pijamas no frio intenso! Cheguei a contar pra algumas pessoas, mas todos acreditam que o palácio é mal assombrado, logo...

Ela claramente estava mencionando a figura de Luana, reação que era compartilhada por Lucinde e Cesco. Alfonsus então se ajustava na cadeira e indagava a jovem:

-E se eu lhe dissesse que os funcionários não estão tão equivocados assim?

A jovem arqueava uma das sobrancelhas e dizia:

-Vocês são fantasmas?!

Lucinde negava veementemente com a cabeça mas completava:

-Não não, mas certamente tem algo diferente aqui não é? Afinal você é excelente com sotaques, por acaso algum italiano hoje fala como esses três?

Nora pensava um pouco e concordava com Lu:

-É verdade... Gente, o que está acontecendo aqui?

Nesse momento Alfonsus olhava na sua direção, esticando a mão até a sua e fazendo um carinho gentil na mesma.

-Ela é perfeita Pietra!
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MensagemAssunto: Re: Ato XVI - A Rosa da Restauração   4/9/2017, 19:38

Observando com interesse as pequenas reações de Nora durante o jantar, eu mordiscava de leve o sanduíche sem realmente comer por completo, uma coisa que eu havia aprendido era comer devagar e não forçar demais essa minha curiosa habilidade.

"Ela tem uma linha artística em casa, interessante!"

Ver minha pequena se ocupar do prato cheio de Lucinde e a pergunta de Alfonsus me fizeram sorrir, aquele era um indício único que faltava pouco para que Alfie se decidir. Recostando-me na cadeira eu não posso segurar o riso baixo, a surpresa de Nora era compreensível ainda mais quando ela já havia visto a pequena tulipa dançando.

As palavras de Alfie me fizeram sorrir, apertando de leve sua mão eu a pouco para beijar com carinho, olhando para Nora eu respiro fundo ao comentar de maneira breve.

- Digamos que nossa teoria de que realmente existiu uma jovem aprendiz de Michelangelo, está correta, que essa história foi de certa forma apagada dos registros históricos, é que curiosamente está jovem se chamava Pietra Rita Rafaldini, você acreditaria que meu nome é apenas uma coincidência Nora querida?
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