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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

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    Danto
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    Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 14/9/2017, 12:07


    Köpenick Castle:
    Gps:
    Área do Castelo:
    Entrada:
    Edifício Principal:
    Local: Berlim, Köpenick Castle.
    Data: 24 de dezembro de 1992: A Noite de Natal.

    A viagem até Berlim foi feita com a companhia de duas pessoas importantíssimas. A primeira era a jovem Floriana, que estava realmente fascinada pela beleza daquela majestosa cidade alemã que passava pela janela do carro que os levava direto para o castelo onde a festa iria ocorrer. A outra presença era a de Sebastian, o rapaz havia simplesmente adentrado a sua casa noites atrás com a notícia do retorno da irmã para o clã e do reencontro dela com Alfonsus, a empolgação do mesmo e a emoção genuína ao expor a situação trouxe uma tranquilidade inesperada para a longa problemática entre as proles de Elonzo. Então, para comemorar a união dos irmãos, o próprio Bash resolveu reunir a família para o natal. As proles dele foram enviadas a frente e o rapaz fez toda questão do mundo de viajar junto contigo até a cidade.

    -Bom, fico realmente feliz que aceitastes o convite Loretta! Veja, sei que tudo parece ainda um pouco estranho mas esta tudo dando muito certo, mas tenho que avisá-la logo de antemão. Meus irmãos agora são, bem, eles são um casal. Na verdade existe uma complexa relação afetiva ocorrendo ali e peço para que tenhas um pouco de calma diante de tantas novidades, todavia, eu queria muito compartilhar contigo esse momento, afinal, somos família não é mesmo?! E fique tranquila Fiore, os aquecedores estarão todos ligados, minha irmã é bem sensível a temperatura!

    A moça se ajeitava na poltrona do carro e sorria para Sebastian com uma expressão bem alegre:

    -Sorte minha então! Aliás, Lotta... Como exatamente faremos a minha apresentação? Afinal ninguém lá vai fazer a menor ideia de quem eu sou, digo...  Não quero parecer nervosa ou ansiosa! Quero que ele me escolha de imediato!

    A fala da jovem era dita já quando vocês estacionavam na entrada do castelo, Bash era o que saía primeiro para fazer as honras e as gentilezas de abrir a porta e conduzir vocês duas até a linda construção que se apresentava por meio da neve fina que caía do céu escuro de Berlim.

    Você sabia que ali dentro estariam novidades inesperadas, o seu reencontro com Alfonsus após o longo período em que o mesmo serviu à Torre ao lado de Olympia, além do reencontro com a própria Ventrue que era uma presença já garantida por Sebastian. E por fim, o seu reencontro com a prole mais problemática de Elonzo, a moça que possuía um talento enorme e causou tantas confusões e discussões em Florença. Era de certa forma uma reunião idêntica a qual seus netos foram apresentados ao mundo, ainda como pequenas e inocentes vidas. E isso era sem dúvida alguma nostálgico, afinal, Sebastian havia lhe garantido um ambiente calmo e sem nenhum risco, além de ter deixado bem clara a vontade do irmão mais velho em abraçar!

    Imagens de Apoio:
    Fiore Giovanni:

    Roupas:
    Roupas de Sebastian:


    Última edição por Danto em 19/9/2017, 17:51, editado 1 vez(es)
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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 14/9/2017, 16:47

    "Enfim chegamos... Essa terra é tão fria! Mas é bom mudar um pouco os ares." Ficava olhando pela janela do carro o belo e robusto castelo. Demonstrando uma clara curiosidade e admiração pela beleza do lugar. Era minha primeira vez na Alemanha e todo o caminho até agora já havia sido uma excelente experiência. Só que quando Sebastian começava a falar, me virava para ele. O observando com um rosto bastante amigável, para em seguida responder.

    - Eu que fico agradecida por ter sido chamada. Florença nessa época do ano é tão vazia, não gosto muito de ficar solitária. Sem falar que esperei muito tempo por esse dia. Sempre amei em ver vocês três juntos e felizes. Como a tantos séculos atrás eu vi pela primeira vez.

    A pergunta dele sobre sermos uma família logo me trazia lembranças. Lembranças da nossa primeira reunião familiar. "Foi linda e triste ao mesmo tempo... E pensar que agora os pequenos estão de veraneio em Buenos Aires. Mas não quero pensar neles agora." Só que mesmo com aquela lembrança nostálgica com seus pontos baixos, não deixava de sorrir. Afinal eu passaria o natal sozinha em casa recordando as mesmas memórias, estar aqui viajando revendo família muda tudo, por isso não escondia minha positividade.

    - Sim, acredito que somos uma família mesmo. Uma linda família, principalmente agora. Espero ver rostos felizes lá dentro, afinal essa notícia que me passa é maravilhosa. Mal espero para abraçar todos eles...

    Fazia um curto movimento de me encolher ao reagir ao frio quando Sebastian abria a porta dele, mesmo não sendo necessário se proteger da temperatura baixa. Em seguida me virava para Fiore, com um carinhoso sorriso para ela. O papel dela ali era muito importante e um dos principais motivos de eu estar tão ansiosa e esperançosa com aquele encontro. Logo decidia passar para a jovem um pouco da confiança que transcorria por mim.

    - Não se preocupa Fiore, todos que você vai encontrar são tão ou mais amáveis que eu. O tratamento com sua pessoa será idêntico com o tratamento que teria caso já fosse uma cainita.

    Fazia então um leve carinho na face dela. Sorrindo de forma serena enquanto me lembrava das doces palavras de Alfi sobre os sonhos dele para com a minha pessoa. Assim começava a dar algumas dicas para Fiore antes de meu genro abrir a porta.

    - Sobre Alfonsus... Seja sempre sorridente como você já é de natureza. Caso queira tocar nele, não tenha receio, mas olhe nos olhos dele primeiro e faça o movimento lentamente. Ele irá ver a cautela de forma amável. E quando Alfonsus tomar coragem para lhe tocar, honre essa atitude, dê um beijo na mão que lhe tocar para deixar claro o quanto isso significará para você.

    Após as palavras ditas, a porta era aberta. Onde eu fazia uma mesura de agradecimento e pegava a mão de Sebastian para me impulsionar para fora do carro. Logo esperando minha parente sair também, para podermos seguir o caminho. Ali de pé e totalmente exposta ao frio, dava uma longa esticada em minha coluna enquanto encarava a entrada do castelo.

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 14/9/2017, 22:15

    Post para Loretta:
    Sebastian não conseguia conter a alegria que sentia naquele momento e respondia apenas com uma frase breve:

    -Chamada? Você é a convidada de honra Lotta! Não se esqueça disso!

    Já Fiore, escutava todas as suas palavras com enorme atenção e carinho. A jovem se posicionava ao seu lado, cruzando os braços diante do vento frio que passava por vocês e olhando para a linda porta que recebia duas batidas breves de do homem. A porta era então aberta por um homem realmente alto e forte, com quase dois metros de altura e uma aparência experiente, você logo reconhecia aquela presença inesquecível: Alfonsus. Ele levava os olhos na sua direção e sorria, uma expressão pura de felicidade que você tinha verdadeiras dificuldades de lembrar o mesmo fazer na presença de tantas pessoas. Afinal, apesar de toda a dor e a queda que ele havia passado, contigo ele mudou pouquíssimo no passar dos anos!

    -Veja só, ela realmente veio! A eterna rosa do meu jardim! Loretta!

    O homem sorria e se aproximava, abrindo os braços para indicar que lhe daria um abraço e após fazê-lo ele sorria para Bash:

    -Você realmente a trouxe irmão, obrigado! Essa noite nunca seria completa sem sua presença Loretta, vamos celebrar a nossa família! Ah sim, permita-me apresentá-la as pessoas maravilhosas que curaram minha alma e coração, meus companheiros de vida e amor. Bem, esse cavalheiro é Friedrich von Köln, Arcebispo de Berlim.

    O homem de baixa estatura e com a idade mortal mais avançada entre todos os ali presentes, prontamente fazia uma saudação formal para ti e para Fiore, para então trocar um abraço já mais intimo com Sebastian.

    -É uma honra conhecê-la Lorreta. Seja muito bem vinda a Berlim, aqui sempre encontrará estes portões abertos e prontos para ajudá-la em qualquer situação.

    Em seguida, o enorme homem apontava para a figura de uma loira lindíssima! Ela parecia uma verdadeira obra de arte vivia e dona de uma beleza que não pertencia a este mundo.

    -Esta é Evangeline Bourseiller! Minha musa, minha inspiração, a Sereia que hoje é Templaria da Espada de Berlim.

    A loira parava na sua frente e olhava no fundo dos seus olhos para dizer em italiano, com um fortíssimo sotaque francês:

    -É um prazer enorme ver que a mulher que tanto inspirou Alfonsus durante as noites mais tristes de sua vida é tão bela e forte. Eu poderia passar a noite inteira, minha querida, pedindo desculpas por tudo que causei a você e a sua família, mas sinceramente prefiro compensar oferecendo a ti todo o meu amor e respeito. Espero que um dia eles sejam o suficiente e que você possa me dar uma chance de conquistar a sua bênção para existir dentro dessa família que me acolheu e me prove tudo.

    Assim que as suas palavras eram trocadas, Alfonsus indicava a última presença ali na sua recepção: Pietra.

    -Eu não preciso apresentá-las não é mesmo queridas? Mas devo admitir, é muito bom vê-las no mesmo local outra vez, como um sonho tornando-se verdade. Agora Loretta, por favor, me diga, quem é essa linda jovem?

    Post para Pietra:
    Todos os preparativos haviam sido feito, tudo estava de acordo e em perfeito estado! Seus vassalos haviam se certificado disso durante os dias que se passaram e então restava a você se aprontar e descer junto de seus queridos companheiros até a porta para receber as visitas, afinal, todo o jardim já estava se preparando para seguir até a sala de jantar. Eva não disfarçava a ansiedade enquanto a porta ainda não era tocada, olhando para as próprias mãos e exibindo um pequeno sorriso ela murmurava:

    -Farei o meu melhor para que ela goste de mim!

    Fredy tocava com carinho nas costas de Eva e beijava a face da mesma, mas antes do mesmo falar, foi possível ouvir duas batidas na porta e Alfonsus se adiantava para abrir a porta com um largo sorriso. Ali do outro lado da porta estavam postas três pessoas. Seu pequeno Yer estava ao lado de Loretta e ao lado da mesma havia uma jovem que tremia no frio. Alfonsus prontamente falava:

    -Veja só, ela realmente veio! A eterna rosa do meu jardim! Loretta!

    O homem sorria e se aproximava de Loretta, abrindo os braços para dar um abraço na emsma e após fazê-lo ele sorria para Bash:

    -Você realmente a trouxe irmão, obrigado! Essa noite nunca seria completa sem sua presença Loretta, vamos celebrar a nossa família! Ah sim, permita-me apresentá-la as pessoas maravilhosas que curaram minha alma e coração, meus companheiros de vida e amor. Bem, esse cavalheiro é Friedrich von Köln, Arcebispo de Berlim.

    O lorde logo reagia com uma saudação formal direcionada as duas mulheres e em seguida trocava um abraço mais intimo com Sebastian.

    -É uma honra conhecê-la Lorreta. Seja muito bem vinda a Berlim, aqui sempre encontrará estes portões abertos e prontos para ajudá-la em qualquer situação.

    Em seguida, o enorme homem apontava para a figura de Eva! A mesma inflava o peito por alguns instantes e derramava todo seu charme enquanto era apresentada por Alfonsus.

    -Esta é Evangeline Bourseiller! Minha musa, minha inspiração, a Sereia que hoje é Templaria da Espada de Berlim.

    A loira parava na frente de Loretta e olhava no fundo dos olhos dela para dizer em italiano, com um fortíssimo sotaque francês:

    -É um prazer enorme ver que a mulher que tanto inspirou Alfonsus durante as noites mais tristes de sua vida é tão bela e forte. Eu poderia passar a noite inteira, minha querida, pedindo desculpas por tudo que causei a você e a sua família, mas sinceramente prefiro compensar oferecendo a ti todo o meu amor e respeito. Espero que um dia eles sejam o suficiente e que você possa me dar uma chance de conquistar a sua bênção para existir dentro dessa família que me acolheu e me prove tudo.

    Assim que as suas palavras eram trocadas, Alfonsus indicava a sua pessoa:

    -Eu não preciso apresentá-las não é mesmo queridas? Mas devo admitir, é muito bom vê-las no mesmo local outra vez, como um sonho tornando-se verdade. Agora Loretta, por favor, me diga, quem é essa linda jovem?

    Npcs em cena:
    Alfonsus Masdela Matterazzi:

    Roupas:
    Evangeline Bourseiller:

    Roupas:
    Friedrich von Köln:

    Roupas:
    Pietra Rafaldini:

    Roupas:
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Jess em 14/9/2017, 22:59

    Os últimos dias haviam sido tensos e tumultuados, em um claro misto de ansiedade e preparativos para o Natal, preparativos para um reencontro com meu passado. Alfonsus e eu podíamos sentir a cada hora passada a ansiedade cresces, por sorte Claudia nos acompanhava e facilitava a espera.

    Acompanhada de meus amados companheiros eu me juntava ao jardim que havia formado em Berlim, a espera ali se acentuava com força e eu podia ve-la claramente refletida em Evangeline.

    “Loretta, você vem não é?! Por favor, isso faria Alfie tão feliz!”

    Segurando as mãos de Eva eu sorria com carinho, o beijo cuidadoso de Friedrich me fez suspirar, havíamos encontrado nosso ponto de equilíbrio e a felicidade agora nos circundava sem barreiras. O toque suave na porta fez meu coração bater, a pequena que até então se comportava gemia alto de ansiedade acompanhando cada movimento de Alfonsus em direção da porta.

    – Seja você mesma Bela, apenas isso.

    Eu comentava com suavidade para Eva enquanto Alfonsus ainda se dirigia a porta, a imagem separada pela madeira me fez sorrir extasiada, lá estava meu pequeno e amado menino Yer e ao seu lado uma das mais belas e fortes mulheres que eu já conhecerá, Lotta, a jovem desconhecida porem era uma peça interessante e bela, mas ainda assim uma incógnita que me deixava curiosa.

    A pequena pulou nos braços de Sebastian na primeira oportunidade que tinha, diante das apresentações eu sorria esperando pacientemente por minha vez, e ali diante de minha querida Lotta eu sorria com carinho.

    – Loretta minha querida! Quanta saudades de você minha irmã!

    Com carinho eu abraçava Lotta apertando-a e me permitindo permanecer assim por alguns instantes, instantes esses em que minha pequena se infiltrava no abraço na esperança de ser notada.
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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 15/9/2017, 17:38

    Fazia um sorriso educado para meu querido genro. Dando uma breve esticada na minha coluna antes de o responder de forma branda e modesta.

    - De honra, eu? Sou apenas mais uma dama italiana tediosa, nada de especial nisso, só que o elogio mesmo assim me agrada.

    Após sair do carro, ficava a espera na porta. Até esta se abrir e um jovial sorriso sorrir em minha face. Um sorriso que só usava em tempos de outrora. Um lindo e especial sorriso que a essa altura eu quase esquecia que era ainda capaz de surgir em minha face. Em seguida notava o avanço dele e permitia um longo abraço, onde não fazia nenhuma força para poder sentir a vida revigorada de meu querido amigo de longa data apertar meus frágeis ossos. Após aquele abraço, ainda sorridente, finalmente o respondia enquanto esticava mais uma vez a coluna.

    - A quanto tempo, meu querido e amado Alfonsus. Jamais recusaria um convite teu, nunca. Por isso não há espaço para surpresas. Saudade de te ver com essa barba bem feita. Muita saudade sua, meu querido.

    "Arcebispo? Então era tudo verdade sobre o posto da Pietra! Estou num refúgio do Sabá então! Mas eles parecem tão diferentes de tudo que já escutei no meio daquelas fofocas típicas. Bom, faz sentido até, afinal as proles de Elonzo jamais ficariam aqui se não fosse um lugar civilizado. Espero eu saber me portar de forma própria, afinal não sei nada sobre a seita. Deveria estar com um vestido mais formal? A esquece sua boba, só seja educada."

    Em seguida recebia a apresentação do primeiro desconhecido na cena. Observava ele com um ar um pouco curioso. Brevemente pensando sobre todos os pontos envolvendo o Sabá e aquela pessoa. Só que em seguida abandonava meus pensamentos e fazia uma mesura para o mesmo, oferecendo um educado aperto de mãos enquanto falava evitando mexer na minha coluna dessa vez.

    - Um grande prazer, caríssimo Friedrich von Köln. Meu coração se resplandece de alegria em saber que as portas dessa cidade estarão abertas para mim. Agradeço encarecidamente por sua hospitalidade. Só que além de tudo, agradeço por ter construído esse lugar especial para que as rosas e as joias de minha família possam criar raízes e brilhar com toda a liberdade que elas merecem. Obrigada.

    "Templária? Evangeline? É ela mesma! Nossa, mas que jovem adorável. Claro que tem algo extra por traz dessa delicadeza, mas esta não é uma máscara. Estou fascinada e surpresa. E pensar que Elonzo me descrevera ela como uma bruxa. Até boatos que ela usava ofuscação para esconder verrugas eu escutei. Só que antes fosse só da aparência que ouvi lorotas. Pior que graças ao sofrimento do Alfi eu tendi a acreditar em algumas delas, mesmo notando o quanto eu estava enganada em apenas um minuto encarando essa Sereia."

    Ali mantinha outro largo sorriso misturado de curiosidade. Me aproximava para dar um leve beijo na bochecha dela. Mesmo sendo uma ação muito íntima fora da Itália, ela ja deve estar acostumada com o sangue italiano. Assim depois do gesto a respondia com a voz mais amável que possuía. Pondo uma profunda sinceridade nas minhas palavras.

    - Obrigada pelo elogio, minha doce joia francesa, mas a simples verdade é que eu não fiz nada acima do convencional para mim. Apenas continuei amando meu amigo e mentor com todas as minhas forças, como ainda o amo. E não precise pedir nenhuma desculpa. Vocês é que foram vítimas da intriga da corte francesa. Estou até acostumada com o veneno de Florença, mas o parisiense é bem exagerado. Afinal vós és a menina mais linda que meus olhos já se deparam e sinto que seu interior é tão belo quanto. Eu é que devo lhe agradecer, obrigada por ter cuidado tão bem de minha mais velha.

    Antes de ir matar a saudade daquela que a séculos que eu não via, aproveitava a primeira deixa para falar de Fiore. Não podia perder sequer uma oportunidade. Assim a puxava com delicadeza para meu lado. De leve a empurrando na direção de Alfonsus enquanto fala. Já torcendo que ela fosse ser sagaz e falasse algo que atraísse mais a atenção dele. Com uma pequena anciedade em mim, esticava mais uma vez a coluna.

    - Essa linda jovem aqui, Alfonsus? Ela é Floriana Giovanni, Fiore para os mais íntimos. Ela é tataraneta de algum tataraneto meu, já perdi a conta disso. Mas é sangue de meu sangue. Como também é minha querida acompanhante, parceira de duetos de Pizzica e do preparo de minha seleção especial de vinhos.

    Após minha apresentação, deixava Fiore de lado. Não por abandono, mas precisava focar naquela a qual estava com mais saudade do que todos ali. Afinal foram mais de duzentos longos anos sem escutar uma simples informação descente sobre ela. Assim, na primeira oportunidade, dava um salto para cair em um forte abraço contra Pietra. Rindo um pouco no meio deste por ter feito uma ação tão estabalhoada e sem nenhum nexo além do profundo sentimento de saudade e alegria. Só depois de um largo tempo a abraçando, finalmente respondia.

    - É um grande prazer poder revê-la irmã. Posso dizer que o tempo fez bem para você e esse belo sorriso que estou vendo. Uma pena apenas que só nos encontramos de forma tão esporádica como neste momento. Mas fico muito feliz em estar aqui contigo agora. Vamos para dentro do castelo conversar mais, então?
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 17/9/2017, 15:21

    Era possível sentir em cada pequeno osso do seu corpo a alegria que Alfonsus tinha em poder abraçar Loretta outra vez. A figura forte e alta do homem sempre se modificava quando o mesmo estava por perto de sua rosa, todavia, era algo que antes só ocorria em particular, mas agora ficava claramente expressado para que todos pudessem ver e ouvir:

    -Eu fico detestável de barba cheia! Mas querida, saiba que se você não vinher à Berlim eu irei até a sua casa! Os ventos da mudança chegaram e eu me certificarei de remediar todas as minhas falhas e ausências...

    O lorde saudava Loretta com bastante formalidade, todavia, não era uma formalidade seca ou fria. Haviam pequenas demonstrações de uma alegria sincera e ao mesmo tempo, um encantamento pelo corte e o tom de cabelos da mesma. Em seguida, era chegada a resposta de Evangeline, a loira francesa respirava fundo e exibia um sorriso aliviado.

    -Obrigada Loretta, de verdade. Sua aprovação significa muito pra mim, afinal como eu poderia me sentir parte dessa família se a dançarina mais talentosa da mesma não me aceitasse? Afinal, em Paris essa era a minha função! Somos abençoadas pelo mesmo talento e seria magnífico se você...

    A face da loira ficava ligeiramente avermelhada, demonstrando uma certa ansiedade e vergonha em tomar a coragem de lhe pedir algo, uma clara admiração e respeito por sua figura e talento. Mesmo você nunca tendo a visto antes!

    -Aceitar compartilhar uma dança comigo hoje!

    Enquanto essa resposta de Evangeline ocorria, Fiore e Alfonsus se conheciam pela primeira vez. O gigante claramente aprovava suas palavras e se aproximava da mesma, fazendo uma breve reverência que era prontamente seguida e respondida pela mulher.

    -É uma honra conhecê-lo Alfonsus! Loretta o citou inúmeras vezes enquanto me ensinava teoria musical, espero um dia poder dançar acompanhada de uma melodia executada por ti!

    O homem sorria alegre e respondia à Fiore:

    -Será uma verdadeira honra querida, ver uma beleza tão singular divertir-se com minha música e encantar os espectadores a dança.

    Ele esticava a mão esquerda suavemente para tocar na face de Fiore, uma clara indicação de admiração, ação essa que era prontamente aceita e retribuída com um toque carinho com a mão da mulher na do gigante e posteriormente, um beijo era depositado na mão do mesmo.

    Posteriormente ocorria o encontro entre Loretta e Pietra, algo que ambas aguardaram por muitos anos. Mesmo que dentro desses anos a sensação de saudade tenha surgido e sumido, as memórias as vezes ofuscado algumas sensações ou as situações impedido-as de pensar na falta. Mas a verdade era muito clara para ambas, havia uma irmandade latente e forte ali, ainda precisando de alguma lapidação e cuidados, mas havia algo especial.

    -Vamos para dentro de casa!

    Indicava Eva e logo todos adentravam a belíssima sala de estar do castelo.

    Sala de estar:

    Ali dentro, já protegidas do frio, vinha a fala marcante de Sebastian que realmente não seria esquecida por ninguém.

    -Sabe, temos muita sorte. Já pensaram nisso? Quantos cainitas não transformam suas vidas em verdadeiros acúmulos de mágoas e desesperos? Todos nós tivemos momentos realmente difíceis em nossas vidas. Mas por algum motivo, não caímos como os outros o fizeram. E a razão é exatamente essa, essa é a nossa sorte! Conseguem ver? Olhem para os lados, vejam o que nós temos! Uma família, certo, eu sei nós passamos por distanciamentos. Eu mesmo não sou uma figura constante na vida de ninguém e isso me machuca tanto quanto machuca vocês... É por isso que eu queria pedir desculpas à todos, especialmente à você Loretta! E faço questão de deixar claro, todos vocês são a minha família, é por vocês que eu existo e foi por vocês que eu consegui me manter de pé. Obrigado!

    Alfonsus completava a fala do próprio irmão:

    -Devo admitir, vê-la aqui conosco é fantástico Loretta! E especialmente, vê-la junto de Pietra... Minhas rosas...

    Evangeline sorria, dando alguns passos alegres para frente de todos e realizando um pequeno giro, que aos olhos de Loretta era surrealmente perfeito e cheio de técnica e talento. Parando perfeitamente ali, a linda loira exibia um sorriso largo que arrancava um suspiro de todos e afirmava:

    -Somos todas árvores dentro do mesmo jardim. Antes distantes por sermos jovens, agora, temos tamanho para alcançar o que desejarmos e de nos ver, tocar, sentir e encontrar!
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Jess em 17/9/2017, 17:02

    O abraço entre nós duas fez meu coração se alegrar com carinho, eu sentirá muita mais falta de Loretta do que havia imaginado, e a prova estava ali, em meu sorriso feliz e o coração pulsante.

    – Obrigada por vir minha querida, essa festa não seria perfeita sem você. Saiba que sempre que desejares, terás a porta aberta, para você e para os meninos. Eles devem estar tão crescidos agora.

    Tomando o braço de Loretta eu a guiava para dentro da casa, meus olhos estudavam com certo interesse a jovem Fiore, a semelhança latente entre as duas e a beleza da jovem indicavam algo a mais, algo que eu não podia ter toda a certeza.

    “Ela deve ser importante para Loretta, ou ela tem algum significado a mais?”

    Dentro do ambiente aquecido eu soltava com delicadeza o braço de Loretta, não havia porque segura-la e impedir sua liberdade dentro da enorme família que a receberia, as palavras de Sebastian me fizeram sorrir alegre, meu irmão sempre fora um talentoso artista com as palavras e ali se provava o porquê disso.

    A alegria de Alfonsus e suas palavras eram coradas por minha musa, o sorriso que eu tinha apenas aumentava carinhosamente.

    – Seremos felizes de agora em diante, nenhuma barreira nos prende e nenhum muro seria capaz de parar o crescimento de nossas raízes. Somos uma família e isso é divino.

    Eu comentava com suavidade, sorrindo para Loretta eu gesticulava para que a mesma ficasse a vontade, as apresentações de todos levariam seu próprio tempo e ali não havia pressa nenhuma nisso.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 18/9/2017, 15:40

    - Os pequenos estão em Buenos Aires, eles são meio tímidos com encontros familiares... Mas adoraria lhe receber em casa quando puder. Tenho algumas esculturas suas que acho que você deve estar morrendo de saudade em poder revê-las.

    Respondia de imediato a Pietra enquanto segurava o braço dela. Com a mão lentamente acariciando a dela enquanto adentrávamos a casa. Ali meus olhos iam se prendendo em cada detalhe daquela bela morada. Apreciando cada mobilha, tapeçaria e ornamentos do belo palácio. Assim que meus braços eram liberados me virava para Eva. já havia concordado com a cabeça sobre o pedido dela. Mas agora colocava palavras para enunciar a resposta ao pedido dado.

    - Pizzica é uma dança tradicional lecionada apenas para membros da própria família. Assim sendo, com prazer lhe passarei os passos. Vamos dançar juntas, eu você e minha Fiore, meu pequeno broto sonhando em desabrochar...

    Olhava de leve para minha Fiore e de rabo de olho para Alfonsus. Fazendo um curto sorriso sem nenhum significado compreensível. Após aquela fala ficava estática a escutar as lindas palavras do jovem que sempre me cativara. "Bash... Como eu queria poder... Ah Bash..." Fazia um intenso sorriso ao escutá-lo, palavra por palavra dele me deixava arrepiada, me fazendo esticar a coluna antes de falar com uma voz um pouco emotiva.

    - Sempre lindo com as palavras meu querido genro. Ainda estou esperando seu novo livro de poesias. E o título dele já está até feito, afinal, la famiglia è tutto, certo?

    Após minha fala seguinte tomava a liberdade de adiantar até um dos sofás da sala. Onde me colocava a sentar, escolhendo uma poltrona para tal. Dava uma breve olhada para Fiore e depois para o sofá de dois assentos na minha frente, ela esperta ia entender a sugestão. Em seguida cruzava as pernas e esperava os outros a sentarem..
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 19/9/2017, 13:01

    -Obrigada Loretta!

    Afirmava Evangeline com um lindo sorriso nos lábios e um brilho suave e delicado nos olhos, a emoção da francesa era sincera e cristalina. A mesma acompanhava o olhar de Loretta na direção de Fiore enquanto a humana tocava gentilmente na altura do cotovelo de Alfonsus, o alto e forte homem olhava para a mesma e sem que nenhuma palavra fosse necessária, os dois sorriam em conjunto e seguiam até o sofá a frente de onde Loretta estava sentada. Evangeline estava eufórica e sequer conseguia considerar sentar, olhando os arredores ela observava todos com um sorriso enorme na face. Já Sebastian se aproximava da irmã, estendendo a mão à Pietra em um convite para levá-la a local onde todos estavam se sentando.

    -Você está certíssima Lotta, farei questão de entregar esse pequeno livro em suas mãos nas próximas noites, afinal, como não me sentir criativo diante das mulheres mais lindas do mundo?!

    A figura mais silenciosa seguia sendo a de Freiderich, o lorde estava pensativo. Mas não necessariamente distante, afinal ele foi o único a olhar na direção das escadas e abrir um pequeno sorriso como se soubesse o que estaria a acontecer.

    Era das escadas que os passos rápidos de uma mulher se faziam presentes, em seguida foi possível notar a presença de uma pequena loira. A mesma era familiar aos olhos de Loretta, mas a presença dela ali era realmente uma surpresa. Afinal, o que a Justicar Ventrue estaria fazendo dentro dos domínios do Arcebispo local? Ainda mais em uma data tão familiar?! Mas antes que qualquer grande fala ou ação pudesse ser tomada, a própria mulher tomava a iniciativa de falar:

    -Que noite maravilhosa! Todas as rosas de Florença reunidas!

    Ela descia e se aproximava primeiramente de Evangeline, as duas trocavam abraços e carinhos típicos de irmãs. Em seguida a Ventrue caminhava diretamente até Loretta e com um largo sorriso na face dizia:

    -Loretta! Ouvi excelentes palavras a teu respeito, especialmente de minha Arconte, Olympia e é claro, Alfonsus não cansava de mencionar a fantástica dançarina que és! Aliás, saiba que ela está convidada para esta noite! Ah sim, quanta falta de delicadeza não é mesmo? Perdoe-me, estou tão a vontade aqui que acabo por deixar de lado algumas formalidades. Lucinde Maddie, prole de Severus, Justicar Ventrue. Em término de mandato é claro!

    Lucinde Maddie:

    Roupas:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 20/9/2017, 16:13

    Inicialmente fazia um sorriso delicado para a alegre Evangeline. Tendo um pouco de divertimento com meus olhos ao notar que ela não conseguia sentar dado toda a energia dentro dela. "Está ai uma pessoa muito viva. Ela deve trazer muita energia para esta morada." Minha percepção logo mostrava as ações de Fiore e em silêncio eu as aprovava totalmente. Dava uma breve esticada na coluna dado a emoção de sentir que meu plano poderia vir a dar certo. Meus gestos no entanto se direcionavam para aprovar as palavras de Sebastian enquanto ele se prontificava a fazer aquela bela arte para mim.

    Ficava um pouco curiosa com as ações do Arcebispo. Estava ciente que deveria haver mais pessoas na casa. Por isso mesmo me perguntava quem estaria por vir, só que nada me esperava para revelar quem de fato estava a vir. Não que fosse uma surpresa total, afinal sabia dos elos dela com minha família. Só que não estava psicologicamente preparada e um frio na barriga logo passava por mim."Definitivamente não estou bem vestida. Pareço uma velha sem gosto de moda..." Evitando meu pensamento desconfortável, eu me levantava para cumprimentar a Justicar que chegava, prontamente respondendo com uma voz polida e educada, só que meio coloquial.

    - Nem todas as rosas estão aqui na sala infelizmente. Afinal falta os pequenos e belos ramos dos meus três queridos.

    Passava as mãos na direção das três proles de Elonzo. Deixando claro como estava com saudade e curiosidade para os rever ou os conhecer no caso da Rosa Negra da Pietra. Em seguida eu imitava o gesto que fizera com Freiderich, esticando a mão de forma branda para receber a digníssima presença na minha frente.

    - Prazer finalmente lhe conhecer. Também já escutei muito sobre sua pessoa, lindas e fantásticas histórias.

    "Ela disse que a Olympia está aqui na Alemanha? Ela vai vir? Eu não me preparei para isso! Deus! Estou horrível, que desgraça! O que farei?!" Dava uma profunda esticada em minha coluna após a fala dela. Ficando com o rosto meio congelado por um milésimo de segundo. Só que logo focava na apresentação da Justicar, fazendo uma breve mesura com a cabeça com o movimento dela. Para em seguida com uma voz polida, mas não milimetricamente calculada, fazia a recíproca de forma educada. Para finalmente apontar para o assento ao meu lado.

    - Pondo então um pouco de formalidade na mesa. Loretta Giovanni, Dama de Florença, a quatro passos do Serenissimo Patriarca Augustus Giovanni. Mas agora, por favor, sente conosco, a noite será longe e podemos conversar bastante.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Jess em 20/9/2017, 17:05

    Sorrio com carinho para minha musa, vê-la tão inquieta não era raro ou difícil, mas ali estávamos em família e sua empolgação se devia exclusivamente pela oportunidade de aprender com Loretta.

    Acompanhado o pedido de Soyer me sento ao seu lado, não sem notar a curiosa aproximação de Fioere a Alfonsus, uma bela cena que em meu intimo eu adoraria desenhar, mas naquele momento não era uma prioridade.

    “Falta só uma peça para que todo o quadro se monte novamente. Uma cena muito mais bela do que a primeira.”

    Ouvir o elogio de Loretta me fez sorrir com carinho para minha querida amiga, logo todo o jardim estaria reunido e então daríamos início a festividade que nos reunira ali.

    – Daqui a pouco eles se juntaram a nós, acredito que quiseram nos dar alguns minutos para matarmos as saudades.

    Comentava de maneira suave antes da entrada de Lucinde, quando a pequena francesa mencionou o nome de Olympia eu sorri, era impossível não pensar nos velhos boatos que circundavam minha amiga e meu gigante, boatos que eu sabia bem não serem reais.

    – Lotta, sei que vocês fizeram uma viagem cansativa e que o clima de Berlim não é o mais receptivo. Se quiseres se banhar e descansar um pouco antes da chegada de Olympia, imagino que Ettie ficaria feliz em lhe ajudar, eu lhe ofereceria meu armário, mas nada do que eu tenho lhe serviria com perfeição.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 21/9/2017, 11:02

    -Claro que me sentarei com vocês, será um enorme prazer!

    Respondia Lucinde que olhava diretamente na sua direção, com um sorriso lindo na face a Patrício de enorme influência política não escondia a satisfação em ouvir a sua apresentação ou das suas falas tão bem colocadas. Todavia, foram as palavras de Pietra que tomaram uma proporção desmedida.

    Afinal, Evangeline não pedia nenhuma autorização a ninguém e isso incluía até mesmo você! A francesa de lindos olhos azuis tomava as suas duas mãos e a colocava de pé, sorridente e encantadora como poucas mulheres nesse mundo eram capazes de ser, ela só dizia uma coisa:

    -Voltamos em meia hora!

    Não havia espaço para protestar ou resistir, afinal, Sebastian olhava sorridente para você e a aprovação vinha até mesmo da própria Lucinde e do Arcebispo. Fioria distraía Alfonsus com uma pequena conversinha mais baixa e o gigante homem inicialmente não notava o que estava ocorrendo. Assim, Eva a puxava para as escadarias da casa, na direção do quarto.

    Quarto:

    Adentrando o quarto, ela afirmava ao fechar a porta:

    -Eu sempre soube que Alfie adorava mulheres mais altas! Desculpe a minha empolgação Loretta, mas eu... Queria tanto ter uma chance de poder conhecê-la sem tantos olhares em volta, afinal, sinceramente, quero muito poder me expressar ao teu lado. Você é uma vida fundamental na vida do meu amor, enfim... Vamos nos focar!

    A loira sorria e se aproximava por trás de ti, conduzindo-a até o espelho de corpo mais perto dentro daquele lindíssimo quarto que possuía uma cama realmente gigantesca!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 21/9/2017, 14:50

    "A Pita notou que eu to mal vestida? Deus! Se acalme, a Evangeline está muito animada e vai me ajudar com isso. Tenho de ficar descente para Olympia me ver." Após a fala de Pietra apenas me via a concordar e ser arrastada para fora da sala. Pouco tempo para concordar, apenas com um curto sorriso tímido na face enquanto me retirava. Só fazia um breve gesto de retirada para os ali presente, antes de olhar uma última vez para Fiore e sorrir. "Tudo vai dar certo minha Flor."

    Entrava no quarto acompanhada da bela mulher. Notava a linda qualidade do aposento, tando da cama quanto das belas colunas e do candelabro. As colchas,
    travesseiros, mobilha em geral, era um perfeito quarto de palácio. Todavia minha atenção se direcionava para as misteriosas palavras da Sereia. "O que está acontecendo entre a Pietra e o Alfonsus? Eles tão juntos mesmo? Porque a Evangeline para estar... Estariam os três juntos? Duas proles de Elonzo com a mesma mulher. Será?" Após aquele curto pensamento, me colocava a sorrir de forma serena antes de responder.

    - Não precisa se desculpar. Também estava muito curiosa em te conhecer. Muito mais bonita do que escutei e olha que escutei muitas coisas sobre ti. E não se preocupe, teremos tempo de folga para dançarmos ainda, lecionarei os pequenos trejeitos dos meus passos secretos.

    Após minha fala, eu era conduzida até o espelho. Ali eu esticava minha coluna ao me ver ao lado daquela bela mulher. Abaixava de leve a cabeça desviando os olhos da imagem. "Maldade me colocar na frente de um espelho ao seu lado. Não preciso me sentir humilhada... Tenho aparência para quase ser sua mãe..." Levemente dava um passo para o lado, para voltar a olhar na direção da linda mulher, só que com o verdadeiro intuito de evitar de ficar na linha de imagem do espelho. Meus olhos no entanto não iam para os olhos dela. Ficavam baixos, principalmente contemplando os pés dela, em um certo nível de discrição.

    - Vamos então ver uma peça de roupa. Um vestido médio longo para dança seria o ideal... Se não for muita folga minha de pedir. Queria algo um pouco charmoso e um pouquinho provocativo caso você tenha... Só um pouquinho... Melhor não, não vai ficar bem em mim, esquece... Só algo preto simples está bom mesmo.

    Dava um gelo na barriga quando fala daquela forma. Odiando a mim mesma profundamente por ter falado aquilo. Falava por estar realmente envergonhada de ser ofuscada quando ver a Olympia, mas cogitar isso em voz alta foi bem inadmissível e me deixou profundamente triste comigo mesma, me fazendo olhar para baixo mais uma vez. "Onde você está com a cabeça sua maluca? A Olympia vai estar agindo profissional do lado da superior dela. Não pense nessas bobagens. Já passou muito tempo da época que algo poderia realmente ocorrer. Seja cortês com essa dama da tua irmã, sua idiota!"
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 21/9/2017, 18:21

    Os olhos de Evangeline focavam o seu reflexo pelo curto período de tempo que vocês duas ficaram ali diante do mesmo. Porém, suas ações mais tímidas logo ocorriam e Evangeline suspirava. Virando-se de costas ela caminhava até a enorme cama em silêncio, ela parecia profundamente incomodada com alguma coisa!

    Ali ela então se sentava e juntava os dois pés, esticando as mãos para alcançar a lateral dos sapatos e abrir com suavidade, soltando um suspiro aliviado e levantando os olhos azuis na sua direção. Com um sorriso tão lindo que fazia o teu coração palpitar!

    -Se existe algo que eu realmente não gosto de usar são saltos altos, meus pés são acostumados com sapatilhas de ponta sabe?

    Libertando os pés e os esticando no ar, o esquerdo depois do direito, a lindíssima mulher não desviava os olhos de ti. Para inesperadamente colocar-se de pé e seguir na sua direção em uma caminhada intensa, cada vez que o pé dela tocava o chão e se acomodava no mesmo, você ouvia e sentia o reverberar daquela ação ecoando dentro do teu corpo, como se ela estivesse atiçando algo a muito tempo adormecido dentro de ti.

    -Loretta... Eu olho na sua direção e vejo uma fonte tão maravilhosa de inspiração. Eu literalmente não consegui dormir, imaginando como seria a maior dançarina de Florença! Seria ela baixa? Seria ela loira? Seria ela uma esnobe? Seria eu impura demais para permanecer na presença dela? Muitos podem olhar na minha direção e imaginar que a minha vida é fácil, afinal eu sou linda. Sei disso, mas eu sou linda porque eu decidi ser! E eu vou provar à você o quão linda você é! Por isso, trate de tirar as suas roupas ou eu mesma vou retirá-las.

    Parando na sua frente, Evangeline sorria de uma maneira provocativa enquanto se pronunciava. Mas logo em seguida, rompia a distância para fazer um carinho gentil na sua face e passar a mão pelo seu cabelo em seguida.

    -Eu tenho que mostrar a você o que os meus olhos veem querida, porque não haverá nenhuma moça que não irá desejar tê-la nesta noite. Nenhuma. Basta apenas, confiar em mim e esquecer a sua insegurança, eu irei ajudá-la. Por um único motivo: Você é a minha família e toda a minha família é formada pelas mais lindas rosas desse mundo!

    Inclinando para sussurrar no seu ouvido ela dava o último incentivo:

    -E sabe, se você me der uma chance eu lhe prometo o meu pezinho esquerdo.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 21/9/2017, 22:07

    Meu olhos iam acompanhando cada passo dela. Notando ela sentar na cama, assim me fazendo olhar um pouco com dúvida em relação ao semblante de incômodo dela. Quando finalmente notava qual seria a movimentação da Sereia, meu peito congelava. Conseguia apenas reagir com uma esticada da coluna enquanto escutava as palavras misteriosas de Evangeline. Respondia enquanto tentava disfarçar minha inquietação.

    - Entendo... Eu sempre preferi dançar descalça. Afinal aprendi a dança em cima de uvas. Sem falar que me faz me sentir mais viva e em maior comunhão com a terra.

    Logo após minhas palavras ela prosseguia agindo da forma que me deixava mais e mais congelada. Meus olhos não tiravam o foco dos pés dela agora. Observando cada nuance deles, inclusive como eles se encaixavam tão bem no chão enquanto ela ia se aproximando. Ali meu corpo dave um breve alerta, fazendo eu simular um passo para trás. Porem nada fazia, apenas deixando ela vir se aproximando. Só que antes dela romper a distância totalmente, a respondia com um tom meio triste.

    - Obrigada pelo elogio. Mas... Por favor, não me chame de bonita na sua frente, eu já sei quem eu sou e aceitei meu destino. Você é muito gentil no entanto. Realmente obrigada por isso.

    O passo mais para perto dela era correspondido apenas com paralisia. Dava uma breve olhada para os pés dele, mas rapidamente desviava os olhos. Tentando esconder o desconforto que eu estava comigo mesma naquele momento. As palavras dela eram um pouco amortecedoras, junto com o carinho dela. Infelizmente estava quase a balançar a cabeça em negação ao pedido dela, quando algo dentro de mim foi acionado no instante que ouvi as últimas palavras. Instantaneamente senti um breve calafrio enquanto esticava novamente a coluna. Assim eu fazia um breve sorriso e dava um pequeno passo para trás.

    - Aqui está sua chance...

    Então eu começava o ato de me despir. Primeiro tirando o casaco vermelho, em seguida da camisa preta. Os dobrando e colocando na cadeira ao lado. O passo seguinte era tirar a botina, acompanhada das meias enquanto já me sentia ficar toda corada agora quando meus pés ficavam realmente expostos. Então a vermelhidão ia só crescendo enquanto tirava a calça e depois de dobrava me via na hora de tirar as partes íntimas. As fazia com uma movimentação lenta, não de forma provocativa, mas em total timidez, enquanto me impedia de pensar ou sequer olhar nos olhos de Evangeline. Apenas em seus pés de tempos em tempos. Quando finalmente estava totalmente nua, eu dava mais uma curta esticada na coluna passando minha mão esquerda pelos meus cabelos. Terminava o ato delicadamente cobrindo com meu braço direito os meus mamilos e com minha mesma mão que passara nos cabelos repousando em cima dos pelos de minha parte íntima. Finalmente então olhava nos olhos dela. "Deus, o que eu estou fazendo?"
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 22/9/2017, 00:31

    A formosa loira de postura elegante observava a suas falas com um sorriso empático e sensível, apesar de toda a força que ela era capaz de possuir, havia antes de tudo isso uma capacidade de realmente sentir a sua dor, era como se ela fosse realmente capaz de compreender o que você sentia, mesmo que isso não fizesse nenhum sentido em sua mente.

    Porem, assim que a sua lenta e acanhada ação de se despir começava, Evangeline simplesmente parava. A postura dela se modificava diante da sua nudez, seus experientes olhos logo decifravam o que estava ocorrendo. Era um fascínio, puro e legítimo! Aquela lindíssima mulher tremia diante do seu corpo e da sua beleza, expondo as presas e escondendo-as imediatamente com uma das mãos e perdendo o centro de equilíbrio por alguns instantes. Ela só não caía porque a força dos músculos da perna dela eram surpreendentes!

    -Loretta... desculpe, de verdade. Mas é impossível pra mim não chamá-la de bela!

    Esticando a mão esquerda na direção da sua face, a francesa tocava a mesma como se esta fosse feita de porcelana. Suspirando e exibindo um largo sorriso, com as presas presentes, de aprovação.

    -Tens um corpo de uma mulher. Não é como uma eterna garota presa em um meio termo! Eu faria de tudo nesse mundo para poder um dia tê-la em minha cama! E saiba que o seu destino, Loretta, é grandioso! Eu sei disso porque você me inspira, porque você sustentou Alfonsus quando ele foi frágil, porque você trouxe Sebastian para esse mundo.

    Ainda dentro daquele lindíssimo fascínio, Eva suspirava ao dizer:

    -Você me lembra as camélias que eu colhia com minha mãe... Ela costumava me dizer que essas flores representavam a beleza perfeita...

    Ela então a abraçava com um carinho enorme, já começando a escapar do fascínio causado por ti e rindo baixinho da situação. A formosa musa da sua família beijava a sua face direita com candura e segurava sua face com enorme delicadeza, usando as duas mãos.

    -Obrigada por confiar em mim Loretta. Agora é a minha hora de ajudá-la a se ver como a beleza que és! Posso levá-la até o espelho querida?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 22/9/2017, 13:47

    "Um fascínio das rosas nela! Isso é tão especial. Ela não está com pena de mim! Eu estou sendo uma boba criando todo esse drama. preciso escutar mais ela." Ver a reação daquela bela mulher me fazia sorrir de verdade. Já fazendo toda aquela viajem ter valido profundamente a pena. Assim eu conseguia me sentir profundamente mais confiante. Notando como aquela jovem havia de fato ajudado meus entes queridos. Ver todos eles felizes era de fato muito importante para mim. Me dava um estímulo que antes eu não tinha, era na verdade o desanimo do ócio que me fazia me ver como uma velha tão sem vida. Aquelas palavras por mais que no contexto da aparência, refletiam em mim de forma muito mais profunda.

    - Suas palavras realmente me inspiram. Não sinto pena em sua fala, mas sim a mais profunda verdade. Eu realmente preciso sair do ócio e ficar me martirizando... Ver minha família seguindo em frente é muito estimulante. Tenho de ser a bela mulher que reflete em seus olhos e não a velha que eu vejo no espelho.

    Após aquela fala finalmente tomava coragem para liberar meus braços. Então me aproximando um pouco da Eva para falar em um tom profundamente baixo. Minha voz quase embaralhava de tamanha que era minha vergonha ao expô-las.

    - Quando eu estiver pronta, um dia estarei, minha cama estará aberta para você... Só espere um pouco e poderá sentir o gosto da sua Camélia.

    Minha fala me deixava vermelha demais. Tentava olhá-la nos olhos, só que era uma ação um pouco difícil. Me fazendo esticar a coluna. Felizmente estava me sentindo um pouco confiante com minhas palavras. Em seguida olhava para baixo encarando o pé esquerdo dela. Ali eu sorria um pouco e então concordava com a cabeça em relação ao pedido da Sereia. Sentindo uma profunda vontade de ganhar aquilo que ela me ofereceu, mesmo me sentindo muito estranha de estar cogitando tanto aquilo. De tal forma, começava a me direcionar até o espelho. Me forçando a olhar para mim mesma e fazer um singelo sorriso, depois olhava para Evangeline pelo reflexo. Claro que primeiro mais uma vez encarando seus pés, para só depois olhar em seus olhos e falar com uma voz em busca de confiança.

    - Pronto... Estou no espelho como você pediu...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 24/9/2017, 18:20

    O seu sussurrar à Evangeline a fazia voltar para essa mundo, os olhos poderosos da sereia encontravam a sua figura e traziam para dentro do seu corpo uma vontade inesperada e assustadora! Suas pernas chegavam a tremer diante do encarar daqueles olhos que pareciam devorá-la por completo. A linda loira logo se colocava por trás de ti na frente daquele espelho e corria as mãos pelo seu corpo, começando na sua cintura e parando logo abaixo dos seus seios.

    -Todos nós temos nossas feridas, nossas inseguranças e nossos momentos de ócio. Mas você querida, também precisa seguir em frente e começar a sentir toda a vida que pulsa ao teu arredor, regozijar-se com os prazeres e gozar das alegrias que todos querem compartilhar contigo. Não se iluda, tu és essencial para esta família, porque no coração dessas rosas, há um lar para todas nós que não somos como eles, mas os inspiramos a serem melhores.

    O toque gelado do pé direito de Evangeline na lateral interna da sua panturrilha atraía a sua atenção, aquele lindo e largo pé começava a subir vagarosamente por sua perna, Eva então falava no seu ouvido.

    -Olhe para você mesma agora, apenas permita-se ver o quão bela és.

    O peito do pé da mulher então tocava a sua intimidade, fazendo um suave movimento de ir e vir, para esfregar-se e estimulá-la de uma maneira única. Teu corpo inteiro tremia de tesão, mas a explosão vinha quando Evangeline murmurava em seu ouvido.

    -Miinha camélia, sem tirar os olhos de seu reflexo, admire as suas próprias reações com minha proposta. Você quer os meus pés não é? Para tê-los, você precisará se deitar no chão e pedir por eles.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 24/9/2017, 22:48

    Sentia o toque gélido da Sereia no meu corpo, trazendo um pequeno arrepiar. "Estou tão vulnerável. Estou com medo." De fato eu sentia um pouco de medo no meio daquela mista sensação de frio na barriga. Só que as palavras profundas e sinceras da Evangeline me faziam sorrir de verdade. "Agora entendo o que vocês viram nela. Elonzo, seu tolo bobo." Minha confiança ia gradativamente chegando em mim. Me permitindo fazer um singelo sorriso para a mulher de idade avançada que aparecia na minha frente naquele espelho. A convicção me ajudava não só a sorrir com aquilo, mas sentir que era hora de parar de ficar se lastimando disso. "Meu Príncipe está dormindo afinal, devo seguir em frente."

    - Obrigada...

    A minha fala possuía um tom carregado de muitos sentimentos. Sendo os principais alivio e convicção. Alívio por sentir que finalmente vi meu último empurrão para seguir em frente e convicção que eu não estaria sozinha nisso. "Afinal terá sempre pessoas como essa que farão questão de mostrar que sou bonita, mesmo com minha juventude não mais aparente." Porém o toque do pé da dançarina roubava minha atenção. Não era agora apenas uma brincadeira limpando caroços de uva. Era lascivo, era real. Sentir aquele toque em minha pele tirava meu equilíbrio e me fazia começar a respirar sem nenhuma cadência.

    O movimento dela seguinte me fazia gemer quase como um grito agudo. Uma mistura de susto com emoção. "Ele está ali... Isso realmente está acontecendo." Dava uma tremida em minha coluna junto de uma falha tentativa de a esticar. Tremia nas bases e ia fazendo uma respiração perdida com um som meio de gemido. Enquanto aquilo ocorria, olhava para mim mesma no espelho. Vendo meu rosto transbordar em tesão. Não conseguia sequer segurar minhas presas. Ela já estavam para fora e sequer sabia quando elas saíram. "São tão bonitas expostas assim em minha face. Minha face parece tão feliz, mas que vergonha..." Em um misto de apreciar eu mesma me sentindo tão diferente naquela experiencia, ia explodindo numa profunda vergonha que me deixava totalmente corada. Ainda mais com as palavras finais da Evangeline.

    - Quando estivermos a sós... Sempre que estivermos a sós...

    Minha voz ia saindo de minha boca em um timbre totalmente falho. Meus olhos fugiam de minha visão no espelho, não por medo do que via, apenas por profunda vergonha. Pois quase sem controlar meu próprio corpo, ia dobrando os joelhos. Até fazer estes se encontrarem com o chão. Ali meu corpo começava a arde em tanta vergonha. Olhava nos olhos de Evangeline e minha voz ia ficando mais e mais dominada pelo tesão.

    - Eu posso... Eu posso...

    Começava a iniciar o tom de pergunta. Meu corpo termia e a vergonha prosseguia. Só que não permitia que esta me barrasse. Ia levando meu peitoral inteiro para o chão. Ficando totalmente deitada na frente da Evangeline. Me expondo como nunca antes fiz, quebrando qualquer regra que jamais ousei em precisar escutar por tão óbvia que era. "Deus! Eu realmente to fazendo isso. Mas... Tenho de continuar... Ela não vai me humilhar. Me sinto segura... Apenas deixe acontecer..." Assim completava a minha pergunta.

    - Ser os seus sapatos? Os seus sapatos velhos e surrados? Para você me judiar com esses pés?

    Forçava em olha para Evangeline, tentando sorrir no meio daquela explosão de tesão em meu corpo. Minhas presas pareciam querer explodir para fora. Meu peitoral ardia de tanto transpirar com intensidade. Só que sentia que estava bem ali, que nada daquilo iria destruir quem eu sou. "Ela entende... Eu sinto." Assim já aceitando a minha situação, dava uma pequena arrastada com meu corpo na direção do pé dela. Para mais uma vez olhar em seus olhos e dizer em forma de total súplica.

    - Eu... Por favor, eu imploro... Me dê eles...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 25/9/2017, 00:46

    Evangeline a observava, mas ela não via apenas o seu corpo, era um olhar que atravassava a sua pele e despia a sua aura, a sereia estava admirando-a por completo! Aquelas lindas safiras adoravam ver a sua exposição e todas as reações corporais da loira indicavam que ela se emocionava verdadeiramente contigo, não havia nenhum único espaço para um comportamento abusivo ou desrespeitoso, pelo contrário! Ela mordiscava o lábio inferior em uma expressão cheia de desejos.

    -Engraçado, eu não lembro de ter vistos sapatos falarem...

    Comentava Eva levando o indicador até o lábio, assumindo uma postura pensativa, como se estivesse totalmente sozinha agora no quarto. Havia começado! Teu âmago sabia disso, suavemente a francesa começava então a cantarolar uma canção no idioma natal dela, algo que levava sua imaginação para dentro de um ambiente avermelhado e escuro, um verdadeira cabaré. Essa melodia ia se intensificando, afinal a loira começava a se mover na sua direção, olhando na sua direção ela sorria, como se tivesse realmente encontrado algo maravilhoso. Para prontamente colocar o pé esquerdo na base das suas costas e iniciar uma ação de andar por cima das de ti! Suavemente os pés dela iam se esquentando, mas iniciavam tudo bem gelados, todavia, alcançavam a proximidade da sua nuca já com um calor vívido. Era possível sentir o peso da mulher contra o teu corpo, posteriormente o pé direito dela subia pela sua nuca e mergulhava por entre seus cabelos, bagunçando-os totalmente.

    Habilmente a mulher mudava de posição, parando na sua frente para deixar um pé sobre seu ombro esquerdo enquanto o outro ia contra a sua face, deslizando o peito sobre ela. Permitindo que você  tomasse o tempo que quisesse para beijá-lo. Para então surpreendê-la ao tomar a iniciativa de forçar o pé para dentro da sua boca, era uma ação bastante invasiva, afinal a francesa empurrava o pé contra os teus lábios, forçando você a abrir tanto a boca que os cantos da mesma começavam a doer e o seu maxilar parecia prestes a partir. Os dedos dela se movimentavam por dentro da sua boca, em uma dança erótica! Ela então alternava o pé, esse agora primeiro brincava de forçar os dedos contra suas presas, algo que a fazia sentir uma mistura de dor e prazer indescritível, para logo em seguida mergulhar outra vez no interior da sua boca, chegando até a mover a sua cabeça junto dele!

    Enfim, abaixando-se, Eva tomava a iniciativa de girá-la no chão e sem perguntar, prontamente se colocava de pé e empurrava o pé contra o seu corpo, a sola inteira daquele largo pé se chocava sem nenhum pudor ou dó da sua face, esfregando todo o líquido que havia ficado ainda ali e esfregando-se, lambuzando o teu rosto com a tua própria saliva rubra.

    Ela não lhe dava tempo para pensar, avançava o pé para o meio dos seus seios e os firmava ali. Para fazer um pequeno girar que expulsava todo o ar de dentro do seu tórax! E parar com a perna livre estendida sobre o ar, fazendo um arco perfeito que terminava sobre o teu rosto outra fez. Ali ela ficava até o limite do seu vigor físico, claramente ela se preocupava e evitava machucá-la durante todas as ações!

    Enfim Eva saltava de cima de você e andava até a cama, colocando as mãos na mesma e esticando os dois pés para frente.

    -Venha meu sapatinho maravilhoso, abuse desses meus pés, eles estão ansiando por carinho, mordidas e tudo que você quiser fazer com eles. Você vem ou eu vou ter que ir ai pisar em você de novo?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 29/9/2017, 15:56

    Cada passada da Evangeline sobre meu corpo me fazia gemer. Era um gemido que não parecia parar nunca. Não conseguia controlar minha própria boca. O peso do corpo dela em cima de mim era único. A sensação de falta absoluta de poder, era muito nova e inesperadamente muito maravilhosa. Um lugar que eu podia me entregar sem me sentir humilhada. A alegria vinha com o alívio e o tesão, deixando os pelos de minha pele esticados e meu corpo em constantes arrepios. Só parava de gemer quando o pé branco, largo e maravilhoso da sereia era oferecido na minha frente. Onde eu o enchia de beijos, já tentando imaginar seu sabor. Porém a moça era rápida e os empurrava com força dentro de minha boca. Então eu só conseguia me por a chupar o pé inteiro enquanto minha cabeça se mexia junto dos movimentos dela. Totalmente submissa, até finalmente Evangeline sentar na cama e me chamar para saborear mais.

    Neste momento eu já estava totalmente irracional. Orgulho não era nenhum pouco existente, era como viver dentro de um sonho que circunda apenas sua cabeça e nada do lado de fora poderia ver ou interagir com o mesmo. Um lugar onde podia ser eu mesma até o extremo desta palavra, sem se preocupar com nada mais. Assim eu começava a me arrastar nua por aquele chão. Me arrastava gemendo na medida que ia me aproximando daqueles brancos e macios pés. Meu foco ficava preso naqueles largos dedos enquanto minha mente estava totalmente ofuscada. Incapaz de raciocinar direito e fazendo apenas sons animalescos em puro desejo e tesão. Atá, já com a boca aberta e a língua de fora, conseguir tocar na ponta do pé direito de Evangeline.

    Ali eu podia ser que eu sempre quis ser em meus mais íntimos momentos. Poder extravasar um desejo antigo e intenso que me relutava tanto em expressar em voz alta. O medo de escutar uma gargalhada era real e o som desta poderia me cortar como o mais frio dos metais contra minha pele. Felizmente da francesa apenas recebia os olhares lascivos que permitiam eu prosseguir em minha descoberta. Correndo com minha língua da ponta dos dedos até o fim do calcanhar. Minha boca ia então para o meio de sua sola, soltando alguns beijos lambuzados de saliva enquanto ia me esfregando com intensidade por todo seu pé. Fazendo aquela mistura de suor e saliva espalhar por toda minha face enquanto me divertia com toda a liberdade do mundo.

    O processo de lamber e beijar aquela sola não era nenhum pouco curto. Ficava assim por um longo tempo, apenas emitindo gemidos no meio do processo. Só parava quando minha vontade de conquistar os dedos dela chegava. Indo rapidamente até seu polegar e o mergulhando inteiramente em minha boca. Ali eu o chupava profundamente. Para sem seguida o tatear com minha língua e depois com minhas presas. Afinal estas já estavam expostas a um bom tempo, sem capacidade alguma minha de as controlar. Ia tocando na pele com a ponta dos caninos, sem quase nunca furar, mas testando sua textura. Apos a longa chupada, fazia o mesmo com cada um dos outros dedos. Sempre dando espaço para explorar suas cavidades entre cada um e sentir os sabores mais ocultos do pé daquela mulher. Até finalmente após toda a superfície der sido satisfatoriamente lambida e chupada, enfiava o pé inteiro em minha boca, machucando de leve meu maxilar enquanto colocava os cinco dedos e metade do pé para dentro, com minha língua tateando a sola e eu chupando tudo de uma vez só. Ali olhava uma vez para a linda mulher, observando suas reações.

    O processo terminava com eu após retirar o pé de minha boca tascar uma mordida no meio da sola. Uma profunda mordida com intensão de beber um pouco do sangue. A mordida seguinte ia no polegar, depois na lateral esquerda do pé. Para fazer uma mordida final no calcanhar, direto na artéria e ali sugando bastante sangue. O processo todo era repetido então no outro pé. Mas sem nunca largar o primeiro que ganhava as vezes mais algumas lambidas. Principalmente quando colocava os dois juntos para esfregar toda minha cara entre eles. Para assim começar a chupar os dedos do pé esquerdo e em seguida os mergulhar de inteiro em minha boca. O processo terminava com outra mordida na artéria. Esta era a final, mais longa e profunda alimentação. Fazendo o clímax de meus desejos e me deixando meio zonza de tanto prazer quando finalmente terminava e voltava a focar na figura da bela mulher.

    Terminava minha extravasão após um último delicado beijo, em cada pé, cheio de paixão, não pela Evangeline em sim, mas por todo o conjunto; a oportunidade, minha coragem, a sensação de liberdade, os novos sabores e claro, aquela linda mulher e seus pés. Assim finalmente concluía o ato soltando os pés dela lentamente e me levantando em seguida. Ficava totalmente ereta, me esticando um pouco e relaxando os meus músculos enquanto toda a adrenalina e tesão iam se apaziguando. Junto das minhas presas que iam regressando para dentro casualmente. Instantes depois, me colocava a olhar novamente para a sereia e começar a falar com um sorriso encrustado na minha face.

    - Os filhos de Elonzo estavam certo em escolher sua pessoa para ser a musa deles. Vós é a luz que impede o cinza de chegar no coração de todos nós. O que você permitiu eu ver em mim mesma agora... Não tem preço... Vós já vive um pouco em meu coração e irei recompensar lhe passando meus passos de dança mais tarde essa noite.

    Olhava nitidamente e profundamente nos olhos dela. Fazia no entanto só uma curta desviada de olhos para a ponta de seu nariz para demonstrar um breve risinho imaginando as bobagens que me querido anfitrião dos tempos de outrora tanto fofocava. Porém permanecia olhando para aquelas esmeraldas, sendo sincera com cada palavra pronunciada. Enquanto isso ficava a meditar sobre meu Eterno Príncipe."Terei uma longa conversa com aquele pequeno grande garoto metido a rei quando ele acordar." Esboçava um fraco sorriso imaginando o desafio a minha frente, mas sentindo certa confiança, confiança essa inspirada por aquela mulher na minha frente. Assim me espreguiçava antes de terminar minha fala, já fazendo menção de prosseguirmos.

    - Quando Elonzo acordar, irei garantir que o passado fique no passado. Mas vamos falar do presente, afinal me sinto ótima agora. Que roupas eu devo usar?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 2/10/2017, 19:50

    Em nenhum momento você recebia risadas ou qualquer tipo de desdém, em nenhum instante havia sequer um olhar de estranhamento ou qualquer coisa que a pudesse machucar. Ali, no chão, entregue a seus desejos mais reprimidos durante tantos e tantos anos de vida, você era respeitada, amada e especialmente, era admirada por aqueles lindíssimos olhos de Evangeline. Os olhos dela transbordavam em uma mistura de tesão e encantamento, um olhar que você jamais iria esquecer!

    -Lembre-se Loretta, não há nada nesse mundo que você não possa alcançar. És linda, forte e única! E obrigada, eu... nunca fui chamada de Luz antes... Mas fico profundamente honrada de ter afastado o cinza que habitava o teu coração minha querida, quero dançar muito ao teu lado nesta noite e em todas as outras que iremos compartilhar!

    Ela respondia sorridente, deixando algumas lágrimas de pura alegria escorrerem, para prontamente limpá-las e levantar junto contigo. Segurando sua cintura com delicadeza e olhando no fundo dos seus olhos.

    -Com todo o respeito e me desculpe pela linguagem vulgar querida, Elonzo precisa fuder! Tudo que eu ouvi é pra mim um comportamento de um adolescente que tinha vergonha de se tocar! Acredita que eu nunca vi ele? Só conheço os desenhos que a Pita fazia para que eu soubesse de quem correr!

    A mulher se permitia rir da própria fala e então a abraçava com carinho, para posteriormente tomar a sua mão e levá-la até a frente do armário. Para imediatamente abrir o móvel e de lá, tirar sem nenhuma dúvida um belíssimo vestido vermelho.

    -Esse é meu presente para ti. Use-o sempre que quiser se lembrar dessa noite! E especialmente, de mim! Agora, vista-o e eu faço questão de maquiá-la e deixá-la em perfeito estado! Afinal, eu fiz uma baguncinha nesse seu rostinho lindo né?!

    A francesa ria de maneira divertida, deixando-a vestir-se enquanto preparava a penteadeira e os objetos que usaria para cuidar da sua aparência.

    Vestido Escolhido:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 3/10/2017, 00:43

    Aquela delicada e especial reação da linda mulher apenas facilitava eu sorrir aliviada. Sentindo a adrenalina indo embora enquanto eu ia me recompondo. Notava então o toque em minha cintura enquanto encarava os olhos dela com aquelas belas lágrimas. Aquele mar vermelho escarlate misturado com o esmeralda de seus olhos. "De fato uma linda joia que os filhos de Elonzo acharam." Ficava então escutando as palavras de Evangeline para a responder em tom ameno.

    - Não diria que eu estava cinza, afinal já vi isso bem de perto e sei diferenciar. Mas preciso admitir que o ócio está, estava, me fazendo muito mal. Hoje será um dia que realmente não esquecerei. Não sei muito o que dizer sem morrer de vergonha, mas... Obrigada por isso minha querida. Não entendo como ninguém nunca te chamou de luz antes. Afinal você irradia uma energia tão positiva...

    Minhas recordações de momentos cinzas das rosas ao meu redor ficavam mais intensos ainda quando a Sereia tocava no nome de Elonzo. Fazia um sorriso meio vago para ela, me divertindo um pouco com o simplismo da bela ingenuidade dela. Minha voz saía então com delicadeza enquanto meu semblante ia para um tom um pouco mais contemplativo, recordando do silêncio do palácio do Príncipe da Toscana nas últimas décadas, até o fim total da sinfonia de inverno com sua ida ao sono distante, talvez eterno.

    - Quem dera fosse tão simples curar o coração dele... Entenda querida Eva, por mais que sexo seja uma cura universal que até eu precisava um pouco, não é o único remédio. Elonzo tinha todo o sexo que precisava, mas sempre teve o coração mais solitário que já vi. O que falta para ele infelizmente é algo que nunca vai existir.

    Fazia um breve sorriso enquanto suspirava. Não chegava a ficar triste, afinal meu corpo ainda estava tomado por emoção, só que as lembranças ficavam um pouco vívidas. Afinal o fim daquela longa agonia havia finalmente terminado no meio deste mesmo ano. "Ficaria realmente triste se o silêncio se postergasse, mas agora ele está em paz..." Minha voz prosseguia enquanto me olhava no espelho pensando em voz alta.

    - Se meu sangue fosse mais forte... Afinal comparada com ele sou tão aguada quanto um rio... O que ele realmente precisava é de uma mãe. Sabe? Uma figura forte, que julgue e o puna por suas ações e sempre perdoe seus erros. Pois sozinho... Ele não é capaz de se perdoar... De se redimir... De curar àqueles queridos à ele e principalmente a si mesmo.

    Dava mais um breve suspiro antes de olhar novamente para Evangeline. Aquelas falas eram mais uma análise para mim mesma que algo específico para a jovem. Só que ao mesmo tempo importante para ela compreender melhor o mundo ao qual ela se jogara.

    - Como eu bem queria que sexo fosse a cura para o sofrimento de todos nós antigos e nos trouce-se alívio e sanidade depois de tanto tempo de amargura... Mas tenho de admitir que este foi o problema do eunuco desgraçado que me abraçou! Antes tivessem cortado a cabeça dele.

    Terminava a minha fala balançando de leve a cabeça. Sugerindo que não tinha muito mais a se pensar sobre naquilo. Contudo, com minha fala final, eu não hesitava em fechar meu punho ao notar que escapuliu aquelas palavras. O que me obrigava a esticar profundamente a coluna para me forçar rapidamente a mudar de assunto. Logo redesenhando minha expressão para profunda alegria e emoção ao me deparar com aquele vestido. Já indo a me sentar na frente da penteadeira para receber os retoques.

    - Esse vestido é fabuloso! Combina tão bem com minha Pizzica! Chego a me sentir desolada por não ter nesse mês desenhado nada para você também. Me esforcei tanto fazendo aqueles quadros, mas infelizmente não preparei presente algum para você, que deselegância minha.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 4/10/2017, 16:43

    Evangeline a deixava falar, sem interromper nenhuma da suas falas. A francesa apenas a observava de perto, atenta a todas as mudanças de seu tom de voz e expressões faciais. Havia nela uma constante necessidade de aprender contigo algo novo, uma sensação que fazia muito bem para o seu âmago. A francesa esboçava reações para todas as suas sentenças, fazendo uma pequena e divertida face de desaprovação quando você mencionava o assunto do sexo, para então concordar com um balançar de cabeça que sabia o que era precisar de uma mãe por perto. E posteriormente ela arregalava os olhos quando o termo "eunuco" era dito, ali você jurava ter visto uma chama ardente brilhar nos olhos de Evangeline! Porém, a fala dela iniciava apenas quando você alegremente mencionava o vestido.

    -Maravilhoso! Mas nada de se sentir desolada, nunca mais ouviu?! Você já me deu o melhor de todos os presentes, minha camélia! Eu vi teu sorriso, ele vai me inspirar por anos afinco!

    Sorrindo a francesa então virava-se para a penteadeira, afim de buscar uma caixinha de panos bem delicados, umedecidos e perfumados. Para começar a limpar qualquer rastro de sangue que pudesse ter respingado em teu corpo, era uma ação muito íntima e você sentia isso. Porém, era profundamente afetiva e ausente de malícias, ela estava a realmente cuidar de ti para que você retornasse aos olhos de toda impecável!

    -Sabe, eu também nunca tive uma mãe. Venho de uma origem pobre, bem mizerável e fui vendida muito pequena para uma mulher que servia à maldita baranga que me abraçou. Enfim, consigo entender como é não ter nenhuma referência feminina, eu ainda sinto falta disso para ser sincera. Mas por sorte, nunca me faltou amor... E não se veja tão fraca assim Loretta, eu estou na mesma posição que suas proles estão! É frustrante ver os filhos de Pita e Alfie serem mais poderosos... Mas sobre Elonzo, devo admitir que estou surpresa!

    Ela então a conduzia com delicadeza até a frente da penteadeira, sentando-a ali para começar a pentear seus cabelos.

    -Tenho muito em comum com o homem que acreditei ser um monstro! O destino é hilário! E sabe, entendo que o sexo não resolva tudo, ele é pra mim uma prisão e uma liberdade ao mesmo tempo... Espero que um dia eu possa vir a conhecer Elonzo, sinceramente, espero de verdade! Não para prová-lo errado ou qualquer coisa assim, apenas para que ele possa entender que eu não corrompi os filhos dele sabe?!

    Eva então beijava carinhosamente o topo da sua cabeça, para finalmente começar a maquiá-la. E assim que a maquiagem estivesse pronta, ela comentava sobre o assunto final:

    -Escute-me Loretta. Quando chegar a hora, eu estarei mais forte. E levaremos ao eunuco tudo que ele merece! Nunca se esqueça, estarei contigo e isso é uma promessa! E se ele um dia ousar encostar em ti outra vez eu não pensarei duas vezes para empunhar a Lâmina da Espada de Caim! Você não está mais sozinha Loretta!

    As fortes palavras e juras verdadeiras eram seguidas por uma inesperada torrente de alegria:

    -Agora, vamos por esse lindo vestido e retornar! Já estou ouvindo muito barulho lá em baixo e não quero o Alfonsus invadindo o quarto preocupado achando que estou mantendo-a amarrada e amordaçada em minha masmorra de luxúria!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 6/10/2017, 17:24

    Fazia um sincero e feliz sorriso com as primeiras falas de Eva antes dela carinhosamente limpar minha face, sendo correspondida com um suspiro delicado. Aquela mulher tinha uma grande facilidade em me deixar feliz. "Agora entendo o que viu nela Pita... Eu também teria agido como você agiu se eu estivesse no seu lugar..." Permanecia então a olhar para as ações dela em minha face pelo espelho. Respondendo com sorrisos e concordâncias na medida que ela ia me embelezando. Para só quando o processo estivesse para acabar que eu começava a falar.

    - Entendo o seu desejo e realmente espero que um dia o Elonzo seja capaz de ver a pessoa que você realmente é. Ver sua beleza interna, sua empatia emocionante e sua luz capaz de apagar o cinza do coração dos filhos dele. Realmente espero. Como também espero que você entenda que ele já sabe disso. Já sabe que você não é a causa das dores dos filhos dele.

    Acariciava de leve meus cabelos quando tudo estivesse pronto. Me olhando bem de perto no espelho e sorrindo com o resultado. Para então me levantar e dar um leve beijo na bochecha da amável mulher antes de prosseguir minha fala, agora com um olhar sério e profundo.

    - Ele é a causa de tudo de errado ao seu redor e ele sabe disso. Se não soubesse não teria passado os últimos cem anos em puro mártir e os seus últimos dias em profundo silêncio até a primavera deste ano tão linda e animada ter sido a gota d'água para seu torpor. Infelizmente acho que você nunca terá uma chance de confrontá-lo, afinal não acredito que ele vá acordar mais.


    Fazia um curto suspiro enquanto esticava de leve minha coluna. Imaginando o suave som de alaúde sendo tocado por um dos artistas do palácio no começo deste ano comemorando a primavera. Fora a última musica antes do torpor chegar. Assim com mais um suspiro, tentava mudar o foco de meus pensamentos.

    - Mas se ele acordasse...  A teimosia e o orgulho dele o impediria de admitir a própria culpa, mesmo estando consciente de seus próprios erros, Jamais, no máximo você o conseguiria convencer a não te odiar e a parar de fofocar que sua pessoa usa ofuscação para esconder uma verruga cabeluda na ponta do seu nariz.

    Tocava então na ponta do nariz dela depositando ali um risinho. Para então começar a me vestir. Quando escutava as palavras fortes dela sobre me apoiar eu sentia um breve calafrio."Não estou sozinha em minha luta... Nunca estive na verdade." Eram palavras fortes que me inspiravam mais ainda. Assim que eu terminava de me vestir, me voltava para ela, fazendo uma curta pose me mostrando no vestido e então a respondia em um tom empático carinhoso.

    - Obrigada pelas palavras de incentivo, confiança e suporte. Quando a hora chegar estarei pronta. Tanto para o auxilio de sua espada como para conhecer essa masmorra de luxúria.

    Realizava um curto risinho enquanto escondia minha face de leve me sentindo corada. Passando a mão pelos meus cabelos. Antes de olhar novamente para Evangeline e com convicção dar meu braço para ser conduzida novamente para o salão principal.

    - Certo! Quero dançar e vê se o Alfie já mordeu minha isca. Vamos minha Luz?


    Última edição por King Jogador em 7/10/2017, 17:10, editado 1 vez(es)

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

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      Data/hora atual: 23/11/2017, 01:40