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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 6/10/2017, 19:51

    -Um sábio homem me disse que não existe nunca para nós, herdeiros do vitae de Caim. Nos prender a moldes e certezas absolutas é negar a nossos próprios limites reais e capacidades, somos humanos que receberam do tempo uma segunda chance... Nada é impossível de ocorrer, eu acredito que irei encontrá-lo! E quando isso ocorrer, irei esfregar meu nariz na cara dele! Onde já se viu, verruga? Eu sou perfeita! Esculpida por Deus!

    Ela comentava, inicialmente com um tom muito sério e poético, que evoluía propositalmente para algo debochado e divertidíssimo, afinal, ela não continha os sorrisos e as alegrias de estar ali contigo naquele momento tão especial. Ela então, ria baixinho quando você mencionava a masmorra dela, adorando ouvir suas palavras ela concordava positivamente e tomava seu braço.

    -Oh mon amour... vamos sim! E não se preocupe com sua isca, Alfonsus é um bobalhão eternamente apaixonado, ele irá amar Fiore como uma filha. Espero que ela possa me aceitar também, afinal, serei meio que uma mãe dela né?! Isso é confuso as vezes!

    A lindíssima sereia ria alegre, saindo contigo e já a levando em direção ao salão onde o jantar ocorreria. Ali já estavam todos os presentes, incluindo a linhagem de Ventrue locais, os herdeiros do maligno e corrupto Kaiser alemão agora regiam com perfeição e harmonia o estado alemão em uma direção progressista que começava a ecoar por toda a Europa. Afinal, ali estavam sentados na mesma mesa, A Principe e o Arcebispo, assim como membros importantes das duas seitas. Ambos se tratando como família e aliados verdadeiros.

    Sala de Jantar:

    Assim que vocês duas adentravam o local, era possível sentir o maravilhoso cheiro do jantar, assim como apreciar aquelas faces fantásticas que também era e para sempre seriam a sua família! Mas a figura que mais lhe chamava a atenção era a de uma jovem de cabelos negros, uma postura confiante como raramente era possível se encontrar em neófitos, com uma grandeza natural que a fazia lembrar do homem que agora dormia eternamente em Florença. Ela assim se apresentava:

    -Prazer, sou Lotte Bethmann Hagelstein! Filha de Pietra Rafaldini e Evangeline Bourseiller, herdeira de Friedrich von Köln e aprendiz de Alfonsus Masdela Materrazzi. Ou apenas, a Primeira Rosa Negra! Ao seu dispor querida Loretta Giovanni, sei que não deveria ter usado o teu sobrenome mas eu sinceramente prefiro usá-lo, porque você é como Lucinde disse, o futuro do teu clã assim como eu sou para o meu!

    A Rosa Negra de Berlim:
    Lotte Bethmann Hagelstein

    Rooupas:
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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 8/10/2017, 22:28

    Acompanhava Evangeline com um sorriso forte em minha face. Demonstrando um claro alívio por toda a situação e rindo um pouco com a brincadeira da Eva. Em seguida, finalmente chegávamos na sala de jantar. Onde eu ficava bem maravilhada em ver tantos rostos importantes. "Os filhos de Elonzo são famosos. Porém não esperava por tanto." Minhas reações no entanto acabavam rápido. Afinal eu era interceptada por aquela jovem Rosa que eu estava tão curiosa em encontrar. Ali escutava a forte apresentação dela, começando a compreender um pouco a dinâmica do relacionamento de Pita com os outros ali envolvidos. Só que sem necessidade de ficar a pensar nisso, me apresentava sucintamente.

    - Um Prazer Lotte. Eu Loretta Giovanni, fico feliz em finalmente poder lhe conhecer. Só que não se preocupe, foi esse sobrenome que me esculpiu e fez eu ser quem sou, uma pessoa melhor que todos os outros que possuem o mesmo nome. Assim, não é a palavra que me enoja. Muito menos o conceito de família, afinal criei uma nova para mim.

    Em um tom delicado eu respondia à apresentação dela. Enquanto apaixonadamente olhava para aquele salão cheio e tendo a completa noção que mesmo sem o Elonzo em casa, eu não estava sozinha. Ainda mais vendo essa jovem com uma personalidade tão intensa quanto o mesmo. Então dava uma breve suspirada pensativa e alegre antes de prosseguir falando.

    - A Graciosa Lucinde tem razão. Uma dia ainda serei uma Matriarca e da mesma forma que existe o Progenitor dos Giovannis Patrícios, serei a Progenitora dos Giovannis da Rosa. Pois se tem algo que eu entendo bem, são as belezas das pétalas desta delicada flor. Você é a segunda com esta única e inspiradora cor e conseguiu em pouco tempo abriu a cabeça de muita gente.

    Sorria enquanto falava com convicção as quelas palavras. "É importante falar isso em voz alta. Pois é isso que eu preciso fazer. Afinal não posso voltar para Florença e permanecer sozinha naquele castelo sem algum plano. Tenho de começar a agir e isso acontecerá assim que eu voltar para casa." Então eu dava um pequeno passo pra frente, me aproximando devagar da mão dela, esperando não ser muito indelicada, para a tocar enquanto fazia um sutil convite futuro para a jovem.

    - Em Florença seria maravilhoso uma pessoa como você para expandir a mente de alguns antiquados. Sem falar que seria muito bom para sua prima lhe ter por perto de tempos em tempos. Saiba que eu tenho algumas chaves da cidade caso queria nos visitar.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 9/10/2017, 10:42

    Lotte não diminuía o sorriso lindo que apresentava à Loretta, com enorme convicção a filha de Pietra se apresentava sempre com uma força interna acima do esperado para a pouca idade que possuía. Assim então a jovem alemã respondia à Loretta:

    -Obrigada! Será um verdadeiro prazer Loretta! Fiquei encantada em descobrir que não sou a primeira rosa negra da família, todavia, minha prima ainda não pode se apresentar assim ao clã. Espero que ela também possa, afinal, somos quem somos e cabe a nós manter a fibra de nossos seres afim de impedir que nos tornemos apenas criaturas irracionais, independente da cor, ou da origem. Somos rosas da mesma família!

    A jovem sorria para Loretta e enfim abria espaço para que a mesma pudesse adentrar. Evangeline fazia um pequeno e breve carinho na mão da experiente Giovanni para então beijar-lhe a face e prontamente correr na direção de Alfonsus, a loira não conseguia parar de sorrir e ali a mesma já tomava a face do alto e forte homem para começar a sussurrar no ouvido do mesmo.

    Lucinde, que havia claramente prestado atenção em tudo estava à conversar com uma figura de extrema importância para Loretta. A jovem Olympia Ulfilia, a mesma olhava apenas de relance para a direção de Loretta, não por falta de educação ou frieza, apenas para não ser deselegante com Lucinde. Por outro lado, era possível também notar a presença de Fiore, sentada ao lado de uma face desconhecida por ti, mas já familiar à Pietra. Era Nora, aquela que seria também uma rosa de Alfonsus, as duas jovens conversavam como se fossem grandes amigas.

    -Bem, queridos e queridas. Minha amada família, permitam-me dar inicio então as comemorações! Antes de mais nada, queria deixar muito claro o quão inspirado esotu por poder ver todas essas faces juntas! E por isso, acredito que a palavra agora seja sua, nossa amada anfitriã: Pietra!

    Soyer falava para todos, ficando temporariamente de pé. Já Eva tomava o colo de Alfonsus como cadeira e ali se ajeitava com uma naturalidade que não parecia incomodar ou surpreender ninguém. Assim, todos esperavam ansiosamente pelos presentes que Pietra teria.
    Olympia Ulfilia:

    Roupas:
    Vestido de Loretta:
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Jess em 9/10/2017, 15:07

    Sentada eu observava com carinho o salão onde se encontrava minha família, ali eu sorria feliz, a beleza do belo salão era coroada com a presença de todos, a chegada de Eva e Lotta me faziam suspirar. Loretta estava mais linda do que nunca, e a felicidade de Eva me dizia que ambas estavam em bons panos, um sonho que se realizava de maneira suave e feliz.

    Atenta a conversa de minha filha e Loretta eu me recostava no ombro de Friedrich, minha pequena se deliciava em dar atenção para Hans enquanto tentava roubar o cachecol de Sebastian, a pequena sorriu antes mesmo de meu irmão resolver se pronunciar e nesse momento se aproveitou para roubar seu tão amado cachecol e enrola-lo no pescoço de Hans, apenas para sentar em seu colo e ficar ali.

    “Sebastian não aprende mesmo!”

    Rindo diante das palavras de meu irmão eu me levantava, não sem antes de beijar a face de Friedrich e puxa-lo comigo, andando até Sebastian eu puxava de leve suas orelhas apenas para bagunçar seus cabelos e sorrir com carinho.

    – Yer, você tem que parar com isso seu bobinho!

    Beijando a testa deste eu retornava para Fredy segurando sua mão com carinho e felicidade, um carinho do qual nunca me cansaria de exibir.

    – O destino é uma coisa curiosa, hoje eu reencontro pessoas com as quais sempre sonhei rever, e meu coração não poderia estar mais feliz do que ele está. Em minha volta vejo queridos amigos e meus filhos e filhas, um Jardim pelo qual eu sempre sonhei em compartilhar com meus amados. Um jardim que se tornou possível pela presença e ajuda de Friedrich e agora se completa com Alfonsus. Obrigada meus queridos, por tudo!

    Beijando com suavidade os lábios de Fredy eu voltava meus olhos para Alfonsus e Eva com carinho.
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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 10/10/2017, 22:08

    Escutava sorridente as últimas palavras de Lotte. Veementemente concordando com cada uma delas com um delicado sorriso em minha expressão. A deixava se retirar em seguida enquanto me direcionava para a mesa. Esperando ser prontamente direcionada para alguma cadeira específica. No meio do caminho meus olhos se chocavam com o de Olympia. Só que ao invés de explodir de alegria, sentia apenas um pequeno incômodo me ferindo. "Ela está a trabalho com apenas um pequeno aroma de informalidade. Hoje será uma noite apenas para minha família. Ainda não é a ocasião ideal... Espero pelo menos que ela tenha gostado desta roupa."

    Esticando minha coluna até estalar, eu sentava na cadeira da grande e bela mesa. Forçando-me a observar as palavras de Sebastian, mesmo com meus olhos escapulindo algumas vezes para minha querida. Eu lentamente ia fazendo meus pensamentos ficarem totalmente focados na família apos aquele leve discurso. As palavras de Pietra apenas ressaltavam aquela emoção. Em seguida eu confirmava com o beijo que minha irmã dava no Arcebispo o quão complexo era a relação dela ali com seus companheiros. "Isso não é algo que se vê todo dia, só que é incrível como eles todos estão tão felizes..." Com pouco a pensar sobre aquilo, voltava a refletir sobre as pessoas naquela mesa e o que fizera tudo aquilo se tornar realidade. Assim eu segurava o cálice de vitae na minha frente e começava a falar.

    - Eu gostaria de aproveitar esse momento lindo de nossa união para propor um brinde.

    Dava uma curta pausa em minha voz para garantir toda a atenção enquanto me levantava da cadeira. Para então começar a falar de forma empática e um pouco poética.

    - Não será um brinde doce, afinal este brinde é sobre nossas conquistas e para chegarmos aqui o trajeto não foi fácil, muito menos indolor. Todos nós nos tornamos fortes dado àqueles que nos desafiou a prosseguir sobrevivendo. Todos nós estamos aqui para formarmos a família que por tanto tempo nos fez falta.

    A cada palavra enunciada eu olhava para um rosto diferente da mesa. Me certificando de ver todos os ali presente enquanto ia expressando minhas ideias. Não permitindo que as minhas últimas lembranças de Florença fossem a um dia serem esquecidas.

    - Por isso gostaria de honrar o responsável por toda nossa união. Uma pessoa que não esta aqui e receio nunca mais estar entre nós. Uma pessoa que diferente de nós, não foi forte o suficiente para contornar suas dores para conseguir moldar uma família, mas foi a responsável por nos tornar capazes de construirmos a nossa. Afinal, apesar de todas as dores e amarguras, a semente do amor que ele tanto queria demonstrar, mas nunca conseguiu revelar, germinou dentro de todos nós aqui.

    Neste momento minhas intensões estavam clara. Por isso fazia um lento olhar para Sebastian inicialmente. "Seria mais dolorosos se seus filhos fossem suas proles." Depois levava meus olhos para Pietra. "Sua dor é inquestionável, mas graças a ela vós possui três corações para te cicatrizarem agora." Para finalmente olhar para Alfonsus e para ali por um momento. "Você passou por tudo isso mais que todos nós. E é por isso mesmo que espero que você compreenda o tamanho da dor dele e que não cresça essa em uma bola de neve ainda maior dentro de ti. Afinal estamos no final feliz. Triste, mas feliz." Então levantava alto minha taça e completava minha fala.

    - Assim sendo, gostaria de brindar à memória de Elonzo. Que mesmo em seu sono eterno possa ser feliz pelo fato de todos nós conseguirmos finalmente o que tanto precisávamos.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Jess em 10/10/2017, 23:41

    Sorrindo para meus amados eu me virava para olhar Loretta, as palavras de minha irmã me fizeram suspirar, eu sabia bem de quem ela falava, sabia bem o que havia passado e como ele havia influenciado minha vida de forma permanente. Mas nenhum rancor era guardado em meu coração, muito embora minha pequena mostrasse a língua para Lotta.

    “Um dia eu sonhei em lhe chamar de pai, estranho como agora esse sonho é infantil. Triste que ele seja infantil.”

    Sorrindo eu deixava que Loretta terminasse suas palavras, tomando uma taça para mim eu a erguia com ao comentar de maneira branda e carinhosa completando o brinde.

    – Que possamos aprender com os erros dele, que possamos sempre crescer e nos tornamos melhores do que já somos!

    Bebericando da taça meus olhos se voltavam para Alfonsus e Sebastian, eles como eu haviam sofrido sua parcela com Elonzo, mas estávamos ali, vivos e felizes enquanto nosso senhor estava sozinho e adormecido.

    “Uma vida triste Elonzo, isso foi tudo que lhe restou?”

    Sorrindo feliz eu andava até Loretta para abraça-la com carinho e lhe sussurar nos ouvidos.

    – Cuide dele por mim, como uma rosa no jardim dele como eu nunca fui.

    Beijando sua testa eu sorria com carinho para entrelaçar seus braços ao meu e perguntar de forma rápida e animada.

    – Quem quer presentes?
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 11/10/2017, 16:12

    A palavra de Loretta era prontamente acompanha pelo levantar das taças da grande maioria. Apenas alguns poucos evitavam fazer isso de imediato, e esses eram: Claudia, Olympia, Sebastian, Alfonsus e Lucinde. Obviamente os olhos da Justicar buscavam pela figura de Alfonsus, enquanto Sebasitan tomava um longo gole do sangue contido na própria taça, esticando-se para servir-se de mais, a tensão do rapaz era fácil de ser observada por todos. Já Olympia olhava na direção de Loretta, surpresa pela fala mais ao mesmo tempo, feliz em poder ver a Giovanni ali de pé diante de sua própria família, em silêncio, a moça jovem suspirava e então levantava a taça após a fala de Pietra. Naturalmente, Claudia não tomaria nenhum posicionamento antes de seu Pai e Senhor...

    Um breve silêncio se formava após a pergunta de Pietra sobre os presentes. Alfonsus estava a muito tempo calado sobre o assunto, o homem olhava para Loretta, fechando os olhos por alguns instantes e respirando fundo. Era possível ver a reação preocupada de Lucinde que apesar de levantar a taça, permanecia atenta a qualquer possibilidade de descontrole. Evangeline que estava por cima de Alfonsus, pegava a própria taça dela e levantava, mas se movimentava suavemente no colo do forte homem e dizia algo baixinho no ouvido do mesmo. A partir desse momento, era possível ver a coloração de Alfonsus se modificar, assumindo um tom bem pálido e intenso, era raro vê-lo aceitar a própria constituição cainita de um ser que já havia ultrapassado seus setecentos anos de abraços.

    Enfim ele respondia algo no ouvido de Evangeline e essa saia de cima do mesmo, posteriormente ele apoiava as duas mãos sobre a mesa e levantava-se. Era impossível agora não observá-lo, sua postura forte e alta era o centro de todas as atenções. A presença do poderoso ancião se espalhava rapidamente pelo salão e todos olhavam para a face do mesmo. Os olhos poderosos do cainita que agora se aproximava da faixa de idade dos grandes anciões, encarava a figura de Loretta com seriedade.

    -Quanta ousadia Loretta... Propor que nós ergamos nossas taças a Elonzo?! Meu Senhor nunca foi e nunca será um homem, cheguei a acreditar que isso um dia iria de fato ocorrer. Mas devo admitir, não esperava que o nome dele fosse mencionado hoje. Em minha inocência acreditei que seria uma noite de grandes felicidades e tópicos maravilhosos, meu coração vibrou de emoção quando eu pude vê-la ao lado de Pietra novamente, afinal, vocês sabem claramente que eu desejei do fundo do meu coração que fossem vocês as minhas filhas e herdeiras... Mas essa sua ousadia...

    Alfonsus balançava a cabeça negativamente e tomava em mãos a própria taça. Para então caminhar lentamente na direção de Loretta, cada passo do homem trazia uma tensão ainda maior ao ambiente.

    -Todavia, vejam só. Hoje eu sei que minhas novas filhas serão Fiore e Nora, elas se juntarão a meu maior orgulho: Claudia. Nós nunca seremos capazes de voltar no tempo, nunca seremos capazes de controlar tudo como desejamos, porque Elonzo nos ensinou que isso é um erro fatal. Ele tentou, eu vi e senti isso. O garoto não sabia reagir as próprias falhas, perdendo-se dentro de seu próprio ego e afastando todos para que eles não sofressem como ele sofria. Foi por isso que ele enviou Pietra à Roma e posteriormente Paris... Foi por isso que ele nomeou Sebastian como seu emissário por toda a Itália. E foi por isso que ele escolheu Loretta como sua eterna dama e me colocou como seu herdeiro e inspiração... Por anos eu acreditei que um dia seriamos Pai e Mãe dele Loretta. Acreditas nisso?

    Enfim, Alfonsus estava ao lado de Loretta e esticava a taça na direção dela. Nesse momento, todos já estavam com suas taças oferecidas, o clima mais pesado havia passado e a tonalidade mais viva de Alfonsus regressava.

    -Enfim, não irei valorizar as frustrações que ele trouxe e sim o que há de positivo dentro de tudo isso. Farei isso porque você foi ousada o suficiente para me lembrar disso, obrigado. Do fundo do meu coração Loretta Giovanni. E aproveito para propor um brinde em seu nome... Nossa eterna e maravilhosa rosa. Eu a amarei eternamente Loretta, saiba disso querida. Mantenha-se firme, ousada e forte como sempre fora!

    Erguendo bem alto a taça, Alfonsus puxava o coro:

    -A nossa eterna Loretta!

    Imediatamente todos se levantam, sem nenhuma exceção! As taças iam para o mais alto que podiam chegar e saudações eram dadas em homenagem a grande Rosa da família Giovanni que seria para todo sempre, uma rosa de Florença. Os ali presentes então tomavam o sangue de suas taças. E enfim, Sebasitan dizia alegre:

    -Bem, agora que estamos todos de pé e alegres novamente, porque não trocamos nossos presentes?!

    Alfonsus abaixava a taça, deixando-a sobre a mesa enquanto o irmão mais novo falava, para se aproximar de Loretta na esperança de receber dela um carinhoso abraço.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 14/10/2017, 21:01

    Notava de imediato as pessoas que hesitaram. Não era muita surpresa em quais foram. Porém não consegui evitar o sorriso ao ver a Olympia avaliar a situação e decidir levantar a taça em seguida. Ia então acompanhando as movimentações com os olhos. Até finalmente Alfonsus começar a se pronunciar e vir na minha direção. Calma, como sempre eu ficara na presença dele, permanecia estática apenas o acompanhando com os olhos. Olhos sérios e profundos, que absorviam cada palavra dele. A resposta no entanto não vinha em voz alta. Mas de forma intensa dentro de minha própria mente.

    "Não adianta ignorar o passado. Você tem de reconhecê-lo, principalmente em seus momentos mais felizes. Para saber o que te levou até ali e poder repetir aqueles dias especiais. Ou viverá o resto de sua vida em busca da nostalgia por tempos melhores e irá ter um longo e doloroso começo de torpor. Você deve saber porque Elonzo não estava com a gente no natal de mil seiscentos e oitenta e sete. O garoto estava tão feliz, mas tão feliz com a casa cheia, junto de suas três proles reunidas pela primeira vez que bebeu metade do sangue de um embriagado e algumas garrafas de vinho e não conseguiu sair da cama para comemorar aquele dia com a gente. Passou os últimos cem anos tentando reviver cada centímetro desta memória até a cabeça doer demais para o esforço valer de algo."

    Piscava a longos intervalos enquanto o homem caminhava na minha direção. Mantendo uma pose forte, sem esmaecer a convicção de minhas palavras para com a amargura do meu mentor. Teimosa como sempre ficara em minhas escolhas, permanecia a apenas escutar suas palavras, enquanto só os respondia com minha própria mente.

    "Paternidade não se escolhe Alfonsus. Ela se ganha, ela vem sem que você saiba ou muito menos queira. É como o amor, afinal, você escolheu amar as pessoas ao teu redor agora? Não, elas simplesmente entraram ai dentro sem que seu julgamento palpitasse. Eu soube aceitar a minha chamada por maternidade."

    Quando o homem finalmente terminava de ponderar e levantar a taça ao meu nome, eu finalmente me permitia a ficar rubra novamente. Com um sorriso meio envergonhado e com meus olhos correndo por todas as pessoas que fizeram a honraria ao meu nome. Em seguida olhava mais uma vez para aquele homem em minha frente e o respondia em voz alta e com um puxado timbre italiano com sotaque de Florença. Mas ainda com um pensamento gritante por detrás dentro de minha cabeça.

    - O que não é uma boa e velha família italiana sem um pouco de briga, né? A melhor casa é aquela barulhenta, ou não honraríamos nosso quente sangue do Mediterrâneo.

    "E quem sou eu para ser tão ousada? Eu sou aquela que te mantém com os pés nos chão. Agora larga de bancar o mal humorado e me abraça direito."

    Após aquelas palavras me permitia ser abraçada. Dando um passo para frente para adentrar aqueles braços. Sem temer a ira daquele homem, soltava minha postura, de forma delicada para ser apertada por aqueles fortes músculos de um escultor de mármore soldado. Então com um sorriso meio maroto que refletia em meus olhos, sussurrava a fala seguinte de forma divertida.

    - E me explica melhor que história é essa de abraçar a minha Fiore sem pedir permissão? Eu tinha um discurso todo melodramático pra te convencer.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 14/10/2017, 22:14

    Evangeline sentava na cadeira onde Alfonsus antes estava e observa a cena com um largo sorriso na face, ela só se levantava é claro quando as taças em homenagem à Loretta eram erguidas e puxava pessoalmente o coral de saudações que era sugerido por Alfonsus. Enquanto isso ocorria e todos reagiam felizes, o gigante toreador dedicava-se a sua eterna rosa com todo o carinho que possuía, apertando-a em um abraço bem intenso, caloroso e cheio de amor, respeito e sentimentos positivos. Ali ele murmurava:

    -Desculpe-me querida, eu não pretendia fazer essa forma. Juro. Eu na verdade estava pensando em a convidar pra uma dança, para durante esta apresentar minha proposta e pedir suas bênçãos. Perdoe-me minha querida, mas meu coração não pode resistir aos encantos de Fiore. Por tanto, eu peço agora... Lotta, eu tenho sua autorização?

    Enquanto o abraço forte ainda se seguia, os convidados começavam a se movimentar. Os vassalos da mansão começavam a adentrar com os presentes, mas a atenção da maioria ainda era para o abraço entre Loretta e Alfonsus. Um encontro que ambos necessitavam a muitos e muitos anos! O gigante ousava tirar Loretta do chão, ajeitando-a dentro de seus braços e deixando seus corpos realmente próximos, ali Loretta era capaz de sentir o coração do gigantesco homem bater em uma manifestação de vida impecável, totalmente causada pela ousadia da Matriarca.

    "-Tens toda a razão desse mundo minha querida rosa. Você é aquela que sempre manteve meus pés no chão, eu nunca irei me esquecer do quão fundamental você foi para meu coração durante os anos mais terríveis. Assim como foi fundamental para o coração de Elonzo, eu não irei esquecê-lo ou culpá-lo, me certificarei que o sono dele seja saudável e vou preparar pessoalmente para que quando ele retornar, eu esteja pronto para assumir essa responsabilidade de atender ao chamado da paternidade. E não se engane, não se distancie nunca do grupo de pessoas que entraram em meu coração, você é cativa dentro dele querida Lotta. Eternamente. Agora, deixe-me amá-la mais um pouco, por favor... Eu sei que cometi erros, muito erros. E irei me dedicar para que eles nunca se repitam! Começando por ti, nunca ficarás sozinha! Não importa a obrigação que eu tenha que cumprir, a semana do seu aniversário será para mim sagrada e estarei ao teu lado! Obrigado, do fundo do meu coração, por ser essa linda estrela que brilha nos céus para me lembrar onde é o norte que devo seguir."

    Enquanto o longo abraço ocorria, Eva olhava para Pietra com um sorriso misterioso. A musa tinha algo em mente, um plano que não seria compartilhado mas que seria conquistado e executado, posteriormente ela mandava um beijo para a própria Pietra e outro para Friederich e ria ao ver Loretta ser erguida tão alto.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Jess em 15/10/2017, 11:31

    Diante da caminhada de Alfonsus eu estremeci, aquele era a lembrança vivida do homem que eu conhecerá ao lado de Elonzo, a grande presença de Alfonsus tomou meu corpo com rapidez e eu teria sorrido se a cena em que estávamos não tivesse sua tensão.

    As palavras de Alfonsus tinham seu peso, as compreendia como e de certo forma isso apenas aumentava a pena que eu sentia de Elonzo, o quase homem que eu havia conhecido nunca demonstrará ter um lado humano, e ali tão distante de nós eu descobria o contrário.

    “Será que um dia nos encontraremos de novo? Quero tanto conversar com ele... Tentar apagar os erros.”

    Perdida em meus pensamentos eu sentia o alivio ao ver Alfonsus abraçar Loretta, os dois se amavam a sua forma e isso me deixava feliz, afinal eram membros importantes de minha família e passado.

    A entrada dos Vassalos me fez sorrir, uma leve ansiedade se apossava de meu coração para começar a distribuir os presentes entre meus familiares, dando espaço e tempo para que Alfonsus e Loretta pudessem terminar o belo abraço eu me aproximava de Friedrich, apenas para sentir os olhos de minha Musa, conhecendo Eva havia algo a mais em seu sorriso, algo que eu só descobriria quando ela resolvesse agir.

    – Não temos uma ordem certa meus queridos, então fiquem a vontade com os presentes.

    Eu comentava enquanto ainda esperava pelo fim do abraço entre minha irmã e meu gigante.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 16/10/2017, 16:13

    Olhava para cima nos olhos de Alfonsus dentro daquele abraço com um profundo semblante de aprovação e alegria. Concordando com plenitude em todas as suas palavras, tanto ditas quanto pensadas. Relaxava meu corpo para ser apertado e erguido por ele. Para dar um risinho enquanto balançava as perna no ar. "E você é aquele que tira meus pés do chão e leva para os sonhos..." Assim deixava que aquele afeto fosse longo e permitia sentir prazer de cada segundo daquela cena. Revivendo lembranças tão boas do passado que já estavam sendo subsistidas por memórias muito mais felizes do que já fora. Confirmando que todo o ar cinza havia ido embora daquele homem. Só parava de olhar para ele quando meus pés voltavam para o chão. Quando olhava de breve para minha Fiore antes de responder ao homem a minha frente.

    - Era o que ela sempre sonhou... Que você simplesmente olhasse e sentisse que seria o pai dela... Vou chorar tanto quando eu tiver que me despedir, mas fico feliz que você possa preencher o coração dela com muito amor e carinho.

    No meio de minhas palavras já sentia uma pequena dor finalmente realizando que haveria uma despedida para ser feita. Assim segurava minha ferida em potencial indo segurar a mão de Alfonsus enquanto sugeria a gente ir na direção da Pietra. Já planejando entregar meus presentes o quanto antes. Para poder puxar logo a Evangeline para o meio de uma animada dança.

    - Mas agora vamos pros presentes. Afinal você ainda me deve uma dança e tenho mais coisas para lhe dar, afinal sou muito boazinha contigo.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 17/10/2017, 13:12

    Alfonsus mantinha Loretta nos próprios braços por muito mais tempo do que um abraço deveria durar, ele pouco se preocupava com isso, era como se o abraço fosse uma espécie de pedido informal de desculpas pela ausência e ao mesmo tempo, uma forma que ele encontrava de sanar as saudades que sentia de Loretta. O alto e forte homem sorria ao colocar a italiana no chão, ali Loretta poderia ver um brilho delicado, lindo e feliz nos olhos de Alfonsus, ele enfim respondia:

    -Não precisa derramar muitas lágrimas na despedida querida, irei levá-la comigo até a sua presença, toda primeira semana de Setembro e sempre que sua saudade por ela ficar muito forte. Não irei separá-las, nunca.

    Enfim todos já estavam de pé, ajeitando-se para que a troca de presentes fosse possível de ser executada. Haviam vários vassalos, cada conjunto de vassalos trazia consigo os presentes que pertenciam a uma determinada pessoa. Logo, Loretta pode encontrar os que havia trazido, da mesma forma que todos os outros ali presentes também fazia. Pietra via que seus presentes eram portados por suas duas vassalas, as jovens sorriam para sua Senhora e já indicavam que tudo estava ali com elas.

    Alfonsus então se reunia brevemente com Soyer e chamava por Olympia. Os três mantinham uma brevíssima conversa, os olhos de Olympia fugiam algumas vezes na direção de Loretta, Alfonsus então suavemente se aproximava mais de Olympia para dizer algo no ouvido da experiente Ventrue. Essa olhava surpresa para o alto homem e balançava a cabeça positivamente, para então virar-se de costas permitindo que Alfonsus removesse suas joias. Sebastian enfim entregava as novas à Alfonsus e esse as colocava em Olympia.

    Enquanto essa cena ocorria, Pietra recebia das mãos de uma das vassalas de Sebatian uma coleção de todos os livros que ele já havia publicado! Era literalmente apresentado diante de Pietra um baú cheio de livros! Sebastian logo notava o que ocorria e se adiantava até Pietra, sorridente:

    -São todos assinados e com dedicatórias, como você havia me pedido. Lembra irmã?!

    Alfonsus enfim virava-se para pegar outra caixa de joias e movimentava-se até Loretta, parando diante da mesma e fazendo uma reverência formal, como se estivesse a presentear um rainha.

    -Lembrei dos seus olhos quando vi essas peças, espero que goste querida...

    A troca de presentes assim se seguiria, com cada um tendo assim a oportunidade de presentear quem desejava presentear, era uma cena linda e cheia de carinho entre as linhagens que ali formavam um único jardim, uma família enorme!

    Ultima ação o final do ato

    Presentes:
    Presentes dos irmão para Olympia:
    Presentes dos Irmãos para Loretta:
    Presente de Alfonsus para Loretta:
    Presente de Sebastian para Loretta:
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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por King Jogador em 18/10/2017, 21:18

    - Obrigada meu querido... Espero deixar minha pequena flor muito feliz em seu jardim. Seja um bom pai pra ela.

    Eram as últimas palavras que dizia para Alfonsus antes de começar a distribuição de presentes. Então eu me colocava a observar a Olympia. Sendo menos eficiente que ela ao desviar os olhos quando nos chocávamos nos vendo. Para finalmente poder observar a linda cena da premiação dela vindo daqueles dois maravilhosos homens. "Olympia está tão linda com essas joias. Fica tão perfeito nela. Ela é perfeita!" Me permitia um pequeno sorriso antes de notar os dois se aproximando de mim.

    Assim que as caixas abriam soltava um curto grito logo engolido por mim mesma enquanto mergulhava no azul daquelas joias. Perdida no meio daquele mar de alegria que me era oferecido. Um presente que nunca ficaria velho de ser usado. Algo único e especial de cada um deles que mostrava o quão especial eu era para eles. Era impossível segurar as lágrimas, inúmeras delas, brotando em meu rosto naquele momento. Com minha voz saindo meio trêmula no final daquele emocionante presente.

    - Seus bobos. Eles são tão lindos, tão maravilhosos! Que anel e brincos perfeitos! Mas não vai combinar com meus olhos mais. Já estou toda vermelha e borrada só de emoção... Eu amo vocês dois tanto...

    Dava um abraço e um longo beijo nas duas bochechas de cada um. Para então delicadamente vestir aquelas três joias como se estas fossem do material mais delicado do mundo. Com um pano ia forçando meu rosto a esconder as lágrimas, impedindo a Olympia de me ver toda borrada. Para só quando completa, tirasse o pano de minha face e pudesse sorrir radiante para todos. Então eu finalmente esticava minha mão na direção dos meus pressentes esperando os serviçais passarem ele para minhas mãos. Ali eu me sentia gelar por completo enquanto com as mãos atraía a atenção dos dois incluindo também da Pietra também.

    - Espero que não fiquem desgostosos, mas pensei e dar um presente diferente do costume. Fiz alguns desenhos em aquarela.
    Não é lá grande coisa, mas fiz com meu coração para vocês três.


    Meu rosto corava na medida que entregava cada desenho emoldurado. Me sentindo meio sem jeito com minha ousadia em pegar o papel para desenhar. Não era meu forte e sentia-me naquele momento totalmente exposta. Talvez até mais do que solitariamente com a Eva. Afinal ali era só nós duas. Agora eu estava exposta para vários olhos. Me forçando a abaixar a cabeça com medo da reação de cada um para meus presentes.

    Tentando me distrair daquela cena que me deixava ansiosa e fazendo eu esticar freneticamente minha coluna, me virava para minha Fiore. Esboçando um sorriso na face enquanto fazia um gesto a convidando para perto. Com uma rápida mexida nas pernas para deixar claro que eu estava a chamando para dançar uma Pizzica. Dava então dois longos passos na direção dela para roubar de sua vestimenta como de costume um tecido comprido como um véu, para já fazendo um ritmo barulento com meus passos salteados, começar a me vendar. Só que antes disso me virava para Eva e Alfonsus, principalmente para a francesa.

    - Certo! Hora de uma pequena dança! Fica de olhos nos meus passos minha Eva! Vamos Fiore!

    Assim era o mesmo passo de mágica de sempre. Tirando as sapatilhas com os próprios pés e com o primeiro movimento após um arco de lua meditativo, iniciar a agitada dança. Esperando Fiore me copiar precisamente como um espelho cinco segundos atrasado. Causando todos os movimentos serem multiplicados e expostos com mais afinco, fazendo o mar vermelho de meu vestido ganhar vida. A dança não era muito longa no entanto, pois no meio da dança mudava meus passos. Esperando que minha acompanhante entendesse o motivo. Assim já com os floreios de Saltarello ir na direção de Eva para roubá-la para um dueto. Esperando que minha pequena fizesse o mesmo com o futuro pai dela.

    Meus passos eram no começo apenas didáticos para minha acompanhante conseguir seguir e aprender rápido minhas passadas. Para depois de uma curta volta, jogar meu lanço ao redor dela a laçando e puxando para mais perto. Onde acelerava o ritmo ao máximo. Para podermos levar ao clímax da dança ao meio do salão. Podendo aproveitar cada segundo daquela maravilhosa festa de natal. Certa que aquela era minha família e aquelas lembranças não só nunca seriam esquecidas, como também seriam revividas em breve e muitas vezes por um lindo futuro. Um lindo e feliz futuro em família. Afinal família é tudo.

    Quadro do Alfonsus:
    Quadro da Pietra:
    Quadro do Sebastian:
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Jess em 18/10/2017, 22:24

    Acompanhada de minhas amadas vassalas eu começava a distribuir os presentes, não havia uma ordem clara em meus pensamentos afinal minha família era gigantesca e viva.

    “Esse natal está perfeito! Espero que no próximo Aloisio e Alonzo estejam conosco! Quero tanto aperta-los já que não posso mais carrega-los no colo.”

    Começando por meus filhos eu sorria e os beijava ao distribuir seus presentes, cuidando para que cada um deles pudesse aproveita-lo sem nenhum incomodo, ainda mais quando se tratava dos patinhos de Luana.

    Spoiler:
    Presente Lorenz :
    Presente Lotte:
    Presentes Luana:


    A segunda onda de presentes foi dada a minha musa e suas crianças, o doce som das vozes dos três era um encanto que fazia meu coração palpitar, eu os amava com todas as minhas forças.

    Spoiler:
    Presente Eva:
    Presente Erika :
    Presente Albert:

    Beijando com carinho os lábios de minha amada eu me despedia para correr até Sebastian e suas meninas, ali eu as mordia com carinho antes de presentea-las e entregar o presente de meu querido irmão.

    Spoiler:
    Presentes Sebastian:

    Presente Leona:
    Presente Eliza:

    No momento em que eu via Alfonsus e suas rosas juntos eu me aproximava, ali eu beijava meu Gigante com amor e ternura, não havia como esconder o amor que eu sentia por Alfonsus e a pequena demonstrava isso bem roubando sua atenção de Claudia a mordendo e beijando.

    Spoiler:
    Presente Alfonsus :
    Presentes Claudia:


    Presente Fiore:
    Presente Nora:

    Presente Grazi:
    Presentes Marco:

    Presente Taddeo:

    Quando meus queridos irmãos presenteavam Loretta eu me aproximava, recebendo o presente de minha amada amiga eu sorria ao abraça-la e comentar de maneira categórica.

    – Sua boba, é lindo como seu coração! E tenha certeza quando eu digo que ele é um dos mais belos que eu já vi!

    Presenteando Loretta eu a abraçava com carinho, aquela era uma relação a ser retomada e aos poucos e sabia que teria minha amada irmã de volta, ainda mais quando ela estava disposta a deixar um broto seu em nosso jardim.

    Presente Loretta:

    Aproveitando uma pequena pausa eu fazia questão de abraçar e beijar Aylena e Theresa, minhas duas amáveis e lindas vassalas, retirando os restos dos presentes de suas mãos eu as presenteava com carinho, fazendo questão de mordiscar o nariz de cada uma delas.

    Spoiler:
    Presente Thereza:
    Presente Aylena:

    Andando com calma até meu Lorde e minha Princesa, beijava com carinho e amor os lábios de Friedrich, assim como a testa de Yalin, seus presentes eram distribuídos assim como o de minha querida irmã e Wilhelm, afinal o que seria dado era para o par.

    Spoiler:
    Presente Fredy :
    Presente Yalin:
    Presente Elsa e Wilhelm:

    Aproveitando a aproximação de Katarina eu não resistia ao abraça-la com força o suficiente para retirar seus pés do chão, ali eu cuidava de entregar os presentes das mais belas Patricios que eu já virá assim como o de meu amado irmão mais novo.

    Spoiler:
    Presente Hans:
    Presente Nichole:
    Presente Katarina:
    Presente Olympia:
    Presente Lucinde:

    O som da voz de Loretta me fez sorrir, tomando o braço de Fredy e depositando minha cabeça em seus ombros para murmurar de forma suave.

    – É o natal mais belo de todos meu querido, obrigada!
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

    Mensagem por Danto em 19/10/2017, 19:50

    Post para Loretta:
    -Loretta! Que quadro lindo, as cores são tão vivas, uau! Irei deixar sempre em meus aposentos pessoais, para lembrar quem é a minha verdadeira inspiração para todas as noites! Obrigado!

    Respondia Sebastian com um largo sorriso na face quando recebia seu quadro. Os dois irmãos estavam bem próximos um do outro, afinal, havia lhe presenteado a pouquíssimos instantes atrás. Todavia, a reação mais poderosa de fato vinha de Alfonsus, a alegria de Sebastian era verdadeira é claro, linda e honesta. Mas os olhos brilhantes de Alfonsus e o silêncio que só se fazia presente para que a vontade de chorar não o dominasse era muito forte, afinal, aquele homem havia lhe ensinado sido teu professor por anos afinco. Ali ele parecia realizar um sonho, com as mãos trêmulas o mesmo pegava o quadro e sorria na sua direção.

    -Minha rosa...

    Murmurava o homem no próprio dialeto nativo que raramente deixava escapulir. Todavia, você prontamente se posicionava já muito mais bem disposta após ouvir tais reações magníficas sobre a sua arte. A sua felicidade crescia exponencialmente e em poucos instantes teus olhos encontravam a figura de Fiore e a mesma não demorava para colocar-se de pé. A mesma ria e adorava a sua iniciativa, a jovem não demonstrava nenhuma vergonha em entregar-se a dança junto de ti, especialmente quando a música subia mais alto no ambiente e a voz de Grazi prontamente conduzia a dança para que vocês duas pudessem se apresentar. A sincronia era perfeita, uma arte tão profunda e bela que hipnotizava os olhos de todos ali presentes, Claudia era a primeira a sofrer do fascínio inevitável, Sebastian não tardava a se juntar à ela! Assim seus passos se modificavam e você se aproximava de Eva. A francesa ensaiava uma ação de levantar-se, mas era tomada pelo puxão do tecido que estava em suas mãos e vinha até você rindo em meio a uma onda de prazer e alegria. Era possível ainda ouvir o som do dueto entre Fiore e Alfonsus, afinal as pisadas do homem eram sempre fortes e de um senso rítmico sobre naturalmente perfeitas. E perfeição não definia o que seus olhos viam, não quando a imagem daquela angelical dançarina absorvia suas passos logo nos primeiros instantes, saltitando junto de ti e com os poderosos olhos azuis totalmente domados pela sua presença. As presas dela ficavam expostas, afinal, a dança para ela era muito mais do que apenas um prazer, era a essência dela assim como sempre fora a sua!


    Post Para Pietra:
    As reações felizes diante os presentes eram deveras especiais. Começando pelo abraço duplo e profundamente carinhoso que você recebia de seus filhos enquanto Luana chorava feito uma menina feliz diante dos patinhos, era uma chorar tão delicado e puro que Lorenz e Lotte não se aguentavam e iam acudir a tulipa como se esta fosse de fato a irmã deles, uma cena que aquecia seu coração como poucas nesse mundo eram capazes de fazer. Posteriormente era o momento de presentar Eva e seus herdeiros, isso era feito ainda quando Lotta recebia os presentes de Yer e Alfie, Albert prontamente a abraçava com carinho e agradecia por tudo, enquanto Erika envergonhada ria alegre com o presente.

    -Mon amour! Que vestido magnífico usarei no próximo festim! Mas não sei porque insistes em me dar tantas vestes se eu acabo sempre removendo-as para lhe agradecer!

    Brincava Eva antes de lhe beijar carinhosamente. Posteriormente era a sua vez de agradar Yer e suas filhas, a reação mais vibrante era surpreendentemente de Leona que se emocionava ao ponto de entrar em fascínio durante alguns segundos. Já Eliza adorava e lhe enchia de beijos, Yer sorria ao responder:

    -Obrigado irmã, mas saiba que o maior presente possível tu já me destes. Basta olhar em volta, você realizou o sonho da minha vida!

    Os demais presentes foram então trocados durante a dança inicial de Loretta, rapidamente você recebias as reações de todos, muitos abraços de Nora, beijos carinhosos e apertos de Claudia, uma tímida reação de Fiore e uma expressiva explosão de amor vinda de Grazi. Já os jovens não se seguravam, cada um deles sofria do fascínio diante das suas escolhas de presentes, mas enfim era a vez de presentear o teu gigante e o mesmo a beijava apaixonadamente e olhava no fundo dos seus olhos com um sorriso alegre e amoroso.

    Enfim era chegada a hora da dança dos quatro ali presentes, uma dança tipicamente italiana, cheia de saltos, acrobacias e muito barulho. Durante ela você não só sentia a felicidade de admirá-la como também recebia o amor de suas vassalas, de Will e Elsa e o carinhoso beijo de seu Lorde, assim como os abraços carinhosos da sua princesa. Em seguia havia a silenciosa reação de Hans, o jovem amava o presente, mas você sentia ali as dores profundas que o impediam de sentir-se totalmente feliz nessa noite de natal.

    Posteriormente eram os presentes de Nichole a jovem filha de Wilhelm e da Rainha de Berlim, você era abraçada pelas duas que lhe esmagavam em carinho e gratidão. Assim era a vez de presentear Olympia com aquele belíssimos vestido, sua amiga de longa data emocionada lutava para segurar o choro enquanto lhe agradecia e o último presente era a tela para Lucinde.

    -Querida! Eu nunca encontrarei palavras para agradecer os seus carinhos e mimos, sinceramente, eu nem sei se os mereço! Aqui eu me sinto em casa, finalmente, depois de tantos anos e lutas! Obrigada Pietra, por me proporcionar isso e especialmente por fazer de mim a sua musa!


    As festividades avançavam pela noite adentro, a dança de Loretta era vibrante e a presença de Evangeline, Alfonsus e Fiore junto dela pelo salão o preenchia de vida. Naturalmente os pequenos grupos dentro da enorme família se aglomeravam felizes para observar a apresentação que era um encontro, um reencontro e ao mesmo tempo uma apresentação entre pessoas que renasciam e afloravam suas luzes internas que brilhariam ainda mais fortes a partir daquela noite. Ali Loretta encontrava e sentia a força de sua família pulsar, apesar de estar longe de sua verdadeira casa por tantos anos, era possível sentir que as pessoas que agora a viam dançar e especialmente aquelas que contigo dançavam, sempre fariam parte da sua casa, onde quer que elas estivessem!

    Posteriormente o jantar se aproximava e Evangeline puxava Loretta para um fortíssimo abraço e um beijo carinhoso na bochecha, seguido de um olhar profundo nos olhos da mesma e uma simples frase:

    -Mon amour, nós iremos nos ver de novo. Nem que eu tenha que mover o mundo inteiro para que isso ocorra... Por hora eu digo, até logo, irei amar meu homem. Mas saiba, aqui você tem seu lugar.

    Ela apontava para o próprio coração e então corria na direção de Alfonsus, tomando-o pela mão e sussurrando no ouvido dele algo que o fazia tremer de emoção. Assim, os dois saiam juntos antes do jantar chegar! As risadas tomavam conta do ambiente, não havia uma única pessoa que se sentia ofendida com aquilo, dessa forma, o jantar se seguia e suaves conversas eram trocadas, histórias eram compartilhadas e muito mais. Ali a família se encontrava pela primeira vez... A primeira de muitas reuniões do jardim que nascera em Florença e agora expandia-se por toda Europa, exatamente como o primeiro de todos que para sempre dormiria havia desejado.

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VII - Reencontros

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      Data/hora atual: 11/12/2017, 11:14