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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 9/11/2017, 16:40

    Após ouvir as palavras de Tea, eu concordava sarcasticamente com a mesma, mostrando um breve sorriso debochado e, depois, a olhava de cima para baixo analisando-a de um ângulo que nunca havia visto antes.

    – Ótimo, nesse caso eu vou lhe dar uma pequena demonstração do que você vai enfrentar.

    O sorriso debochado assumia então, por uma fração de segundos, uma segunda intenção, mas rapidamente eu virava o rosto e começava a seguir a trilha furtivamente sem falar mais nenhuma palavra.

    “Você me surpreendeu Tea, mas eu sinto algo de errado vindo de ti. Algo que vai além de suas segundas intenções.”

    Começando a me mover pela floresta, mantinha meus olhos atentos a três coisas: na trilha que seguia, a procura das minhas caças e a mulher que me seguia, mas que ainda não havia me convencido completamente. A corrida era intensa e, de certa forma, difícil por conta do terreno irregular e cheio de cascalhos, mas, tomando o devido cuidado, conseguia correr o suficiente, e na direção correta, até meu chamado finalmente retornar e me indicar onde ele havia visto as duas correndo.

    “Então… elas estão mesmo juntas e correndo juntas, sem se esconder para tentar me surpreender... Por acaso está me subestimando, Marzia!?”

    Por um momento eu focava no caminho a minha frente, com os olhos cerrados, e soltava um suspiro pesado que aliviava um pouco da tensão que se acumulava em meus ombros para, após a confirmação de Tea, voltar a correr com cuidado, me mantendo escondido das duas, e ir até onde as duas estavam.

    A segunda corrida não demorava tanto e logo chegávamos até uma clareira um pouco mais ampla do que a que eu havia me encontrado com primeira Valkyria. Assim eu me dirigia, furtivamente, até uma das árvores mais próximas da clareira, mantendo meu escudo escondido e o machado firme em minha mão, e imediatamente eu via a figura de Lucia no centro do local.

    Parando meu corpo por completo, ficando imóvel e nem sequer respirar, eu começava a analisar o local e a procurar pela segunda moça, mas a mesma não demorava muito para aparecer. Assim que meus olhos batiam na moça, a imagem de Alessia aparecia em minha cabeça assim como as palavras que Tea havia me falado, me provocando um pequeno rebuliço em minha mente, me desconcentrando por um segundo, mas após a fala da garota, aquele sentimento se intensificava me levando até o limite.

    Minha mão agarrava com força o machado e meus olhos se fechavam assim que o tom vermelho começava a tingir minha visão. Por um momento meu corpo todo tremia e meus muculos se contraiam por causa da súbita raiva que quase me tomava. Lutando bravamente contra a vontade poderosa de minha besta, eu a sentia se mexer e gritar dentro de mim como nas primeiras noites de treinamento árduo após ser abraçado. Por muito pouco eu não havia me levantado naquela hora e partido para cima das duas moças a minha frente, por muito pouco, mas, após conseguir manter minha consciência e remontar as ideias em minha cabeça, eu fazia uma longa e, somente após esta, eu finalmente percebia o toque de Tea em meu ombro.

    Porém, indo contra o que a loira havia indicado, eu matinha minha posição. Negando com a cabeça e fazendo um sinal de silêncio com o dedo indicador da mão que segurava o machado, eu voltava minha atenção, novamente, as duas mulheres na clareira e tentava ouvir o que elas estava dizendo antes de finalmente tomar minha ação.

    “Missão sem sentido… Do que elas estão falando?”

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto em 9/11/2017, 18:43

    Tea se mantinha em total silêncio, abaixada atrás de ti e ainda com a mão em seu ombro. Você apenas sentia o aperto da mão dela se intensificar quando a sua raiva quase transbordava e o dominava, mas assim que a sua vontade manejava o próprio nervosismo que por alguma razão inexplicável, crescia a cada instante que seus olhos eram obrigados a ver a imagem daquela jovem Valkyria prole de sua irmã, a mão de Tea se afrouxava em seu ombro, dando-lhe mais liberdade para se mover ou até mesmo para prestar atenção na conversa que se seguia na clareira que estava a poucos metros à sua frente.

    -Existe muito sentido aqui pequena, você só não consegue entender ainda por ser jovem em excesso. Mas escute bem, você não deveria estar me seguindo, mas já que esta determinada a me encher a paciência, porque não me explica logo, porque diabos sua Senhora lhe colocou aqui antes da hora?

    Marzia então explicava com um sorriso gentil na face, aproximando-se de Lucia que demonstrava um notório cansaço com a situação em que se encontrava.

    -Minha Senhora me disse que eu seria fundamental para o sucesso desse teste, logo, aqui estou! Você poderia simplesmente aceitar isso ao invés de ficar com essa cara de quem comeu e não gostou sabia?

    Lucia encarava a jovem de cabelos dourados e balançava a cabeça negativamente. Forçando uma respiração funda e esfregando a face com uma das mãos, ela afirmava:

    -Tá bom, tá bom. Dai-me paciência Deusa! Enfim, vamos lá pequena devemos nos manter em movimento!

    Tea então murmurava em seu ouvido:

    -Ainda estou esperando a demonstração prometida Matteo...

    As duas jovens então se colocava lado a lado, ficando ambas de costas para vocês. Lucia fazia um breve ajuste nas vestes de Marzia e ambas iniciavam assim um começo de movimentação na direção da mata a frente delas. Ainda havia temo para uma inciativa sua, mas se você não agisse agora elas entrariam em corrida para dentro da mata.
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 9/11/2017, 20:45

    Como um animal pronto para avançar em sua presa, meu corpo estava em posição para disparar na direção das duas com todo o poder que meu vitae poderia oferecer, porém, ouvir a conversa das duas fazia aparecer uma dúvida em minha cabeça e me forçava a entrar em um conflito interno.

    “Espera, tem algo de errado aqui. Eu sei disso. Lembre-se do que Gioia falou: abra sua mão… esse teste é mais do que tentar subjuga-las pela força.”

    Parando para pensar por um segundo, minha mão imediatamente se afrouxava um pouco e meus olhos se perdiam em confusão até eu virar meu rosto e olhar para a cara Tea, desta vez não mais com o semblante divertido de pouco tempo atrás, agora eu estava completamente sério e com a cara totalmente fechada, encarando-a com desconfiança e raiva.

    “É por isso que você estava me esperando. É por isso que você já sabia para onde elas estavam e por isso que você está me incitando para partir para cima delas! Você quer ver que eu faça isso!”

    Uma luz se ascendia em minha cabeça, mas ela não iluminava o suficiente para me trazer todas as respostas e apenas me mostrava um caminho a seguir e assim eu o seguia. Rapidamente eu deitava o meu escudo no chão, com bastante cuidado para não fazer barulho, e retirava a faca da bainha, ficando com a faca em uma mão e com o machado em outra. Assim eu começava a me mover, em furtividade, o mais rápido que eu podia para chegar perto delas, antes que elas começassem a correr.

    Quando estivesse perto o suficiente, rapidamente eu passava uma de minhas mãos pelo lado de fora do pescoço de Marzia e posicionava a lâmina da arma que segurava contra o pescoço da jovem, ficando quase que abraçado com ela, enquanto que, ao mesmo tempo, colocava a lâmina da outra arma também no pescoço de Lucia, porém, ficando um pouco mais longe dela e “usando” Marzia como um escudo contra qualquer tipo de ação que a valkyria poderia querer tentar.

    – Desculpa interromper a alegre corrida noturna de vocês pelas florestas, parecia estar muito bom mesmo, mas eu não pude deixar de reparar na conversa que vocês estavam tendo sobre a “missão sem sentido” de vocês receberam. Por que você não me conta sobre ela Marzia, por que você não me esclarece de vez o que significa esse teste e porque sua mãe te colocou aqui?

    Falava calmamente com as duas, porém, em um tom de ameaça fortíssimo que era ressaltado pela leve apertada da lâmina da arma contra a pele de Marzia, o suficiente apenas para amedrontar e incomodar a garota, mas sem necessariamente cortar a pele dela.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto em 16/11/2017, 20:19

    Lucia reagia virando-se na sua direção com velocidade, tirando os dois pequenos machados que estavam antes em sua cintura, pronta para revidar o ataque. Mas ao encontrar ali a figura de Marzia totalmente paralisada e com as mãos para frente, em uma postura de rendição, a valkyria dos cabelos exóticos balançava a cabeça negativamente.

    -Eu falei que essa pirralha não estava pronta! Maldição!

    Seus ouvidos conseguiam ouvir a movimentação lateral de Tea, a mulher parecia apenas observar a situação de bem perto. Enquanto isso, Marzia tremia com a lâmina no pescoço.

    -Calma, não tem nenhuma necessidade disso! Eu não sei... Por favor, não!

    Lucia gritava irritadíssima:

    -Você será uma valkyria! Trate de agir como uma e não ouse chorar outra vez! REVIDE!

    A truculência de Lucia fazia Marzia se encolher ainda mais, um choro baixinho começava a ser realizado pela mesma, iniciando com um soluço forte que prontamente o desarmava por completo. Você conhecia aquele choro! Mas da onde? A quem ele realmente pertencia? Quantas mulheres você já havia ouvido chorar em sua vida?!

    -NÃO GRITA COMIGO!

    Urrava a jovem em resposta, em meio a confusão. Era possível sentir o corpo dela tremendo em uma fúria descontrolada, a lâmina certamente a assustava e isso não ajudava nem um pouco! As coisas ainda pioraram quando Tea simplesmente deixava pequenas risadas debochadas escaparem, ela sabia o que estava acontecendo! Lucia encarava Tea e protestava:

    -Ajuda e para de ser ridícula!

    Lucia olhava para a sua direção, esperando que você desse espaço para que fosse possível evitar o frenesi de Marzia. Mas o choro da jovem crescia e todo o desespero dela o afetava em níveis inesperados e potentes.

    [Off: Teste de Raciocínio + Consciência]
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 16/11/2017, 20:45

    [Off: Teste de Raciocínio + Consciência = 6d10]
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Dados em 16/11/2017, 20:45

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 6, 8, 1, 7, 4, 3
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 17/11/2017, 01:18

    Ver a movimentação de Lucia me fazia tomar cobertura completa ao usar o corpo de Marzia como meu escudo. Diferentemente da valkyria a minha frente, a loira estava completamente rendida e, indo até mais além do que o esperado, ficava obvio que ela ainda não tinha a menor capacidade de lhe dar com aquele tipo de situação.

    “O que essa garota está fazendo aqui? O que você pretende com essa garota aqui, Alessia!?”

    Olhando sobre o ombro de Marzia, eu fitava Lucia com os olhos e observava com cuidado seus movimentos; assim como também matinha minha atenção atenta em Tea que, após ter sido desmascarada, agora também era uma incógnita. Por um momento eu ficava calado e apenas via e ouvia a conversa das duas se desenrolar e tentava controlar a força com a qual segurava a garota, afinal, eu sabia que ela ainda era instável, mas também não podia simplesmente maneirar com ela.

    Porém, ao ouvir a inflação de Lucia, um leve sorriso ardiloso aparecia em meu rosto, era obvio que ela também estava alterada e aquilo era um ponto positivo, mas, a reação da loira era algo que me pegava desprevenido e literalmente me desarmava. Após ouvir os soluços e o choro da garota, a luz que há pouco havia se acendido e iluminado uma parte daquele teste, ficava mais forte e trazia a tona uma lembrança antiga, mas incrivelmente forte.

    “Não pode ser…”

    Após o urro da garota, eu retirava suavemente o machado de seu pescoço e, em seguida, largava minhas duas armas ao meu lado. A mão que antes segurava minha faca a tocava, com ternura e firmeza, no braço e a virava na minha direção para poder olhá-la de frente pela primeira vez em muitos anos. Ainda tocando em seu braço e a olhando de frente pela primeira vez em muitos anos, eu a observava com um sorriso largo em meu rosto e com a respiração descontrolada.

    – Marzia…

    Eu simplesmente não conseguia terminar a frase naquele momento mas, como nas noites em que eu ouvia aquele mesmo choro, eu a abraçava com o carinho e ternura que havia se perdido durante os últimos anos de minha vida. Um abraço acolhedor, forte, seguro e tranquilizador, igual ao que ela havia me dado na noite mais triste de minha infância, no sótão da casa de nossos pais biológicos.

    – Não acredito que é você… Minha irmã! Como eu fui burro! Como eu não percebi que era você, mesmo estando bem de baixo do meu nariz!?

    Apertando-a ainda mais naquele abraço, para que ela não sucumbisse a raiva da besta dentro dela, eu ignorava completamente a presença de Lucia e Tea por um momento e continuava a tentar acalmar minha irmã biológica, falando baixinho para que somente ela ouvisse.

    – Se acalme minha irmã, está tudo bem agora. Ninguém vai lhe ferir aqui, eu lhe prometo isso!

    Após falar e ainda abraçando minha irmã, levantava minha cabeça e fuzilava Lucia e Tea com meu olhar fulminante, que expressava toda minha indignação e raiva que se fazia presente naquele momento feliz, amoroso e inesperado.

    Mais determinado que antes, eu protegeria minha irmã mesmo que as duas viessem para cima e, por isso, meu corpo começava a bombear sangue para todos os meus músculos, como uma clara intimidação as duas garotas que ainda eram minhas caças.

    [Off: Aumento 1 em força e 2 em vigor.]

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto em 20/11/2017, 23:57

    Marzia parecia não entender inicialmente o que você falava, confusa dentro da própria fúria a jovem se debatia e urrava em uma tentativa falha de se libertar, afinal, ela não estava ainda em frenesi só não sabia sequer como agir com toda a ferocidade que havia dentro dela. Em contra partida, Lúcia ficava irritadíssima e apontava o dedo na direção de Tea.

    -Tá rindo do que sua palhaça? Não ta vendo que essas rivalidades e brincadeiras de mal gosto só nos enfraquecem e obrigam os mais jovens a passarem por humilhações desnecessárias?

    Tea olhava para Lucia e retrucava:

    -Você só está nervosinha porque ainda não foi aceita por nenhuma Valkyria experiente como pupila, só estou seguindo o que a minha mentora me indicou. Algo que você sabe o que é né Lucia?

    A discussão das duas estava bem acalorada, especialmente porque Tea não desmontava a expressão de deboche e Lucia estava a beira de avançar contra a loira! Mas havia algo positivo, a briga das duas acabava por permitir uma janela de respiração para Marzia, que ali nos seus braços ia gradativamente perdendo a força.

    -Matteo?! É mesmo você?!

    A voz dela vinha fraca e confusa, ela tentava olhar na sua direção sem muito sucesso. Todavia, a sua atenção acabava por ser direcionada para a imagem de Lucia correndo para atacar Tea! Um encontrão era realizado e as duas rolavam pelo chão gramado da clareira. Tea imediatamente mordia o braço de Lucia, arrancando um pedaço e cuspindo-o no chão, manchando o gramado com um tom vermelho bem intenso e viscoço. A jovem mordida soltava um grito de dor e tentava acetar Tea com o machado, a loira rolava pelo chão e se erguia, exibindo as garras e falando:

    -Vai ser um prazer talhar essa sua cara de fracassada!!

    Lucia cuspia no chão enquanto regenerava a ferida no braço com o uso de vitae.

    -Sua vadia maluca, seu ego é tão grande que você fica totalmente cega! Dessa noite não passa!

    As duas então se encaravam, prontas para iniciar um combate! E sua irmã biológica que você acreditava que jamais veria novamente dizia:

    -Matteo... Elas vão se matar!
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo em 21/11/2017, 03:28

    Com um abraço, forte o suficiente para segurá-la sem machucar, eu a ajudava a conter a besta enfurecida dentro de si enquanto que olhava as duas valkyrias, ou quase isso, iniciarem um dialogo bastante agressivo.

    “Droga, isso está fugindo do controle! Eu não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, na verdade eu não esperava que elas fossem reagir assim… e, pelo visto, a Tea possui mais inimizades do que eu esperava.”

    Apesar de perceber a forte alteração das duas e um início de luta, eu simplesmente não podia largar minha irmã ali e deixá-la descontrolada no meio de toda aquela confusão, seria ruim para ela e para todos nós que teríamos que lhe dar, acima de tudo, com uma jovem despreparada e sem controle. Por tanto, ali eu ficava, segurando-a com firmeza, até começar a sentir sua força se esvair lentamente e, assim, eu a soltava do abraço e levava minhas duas mãos até seu rosto e olhar diretamente para a mesma com animação.

    – Sim! Sou eu, sim! Pelas… Fique aqui, eu vou tentar controlar essas duas!

    Minha animação, e desconcentração momentânea, desapareciam completamente após minha fala ser interrompida pela investida que Lucia dava em Tea e, imediatamente, eu largava minha irmã para tomar a frente. Caminhando na direção das duas eu parava ao ver a loira cuspir a carne e sangue, que seria, de sua companheira, no solo sagrado e depois olhava indignado, sem reação imediata, na direção das duas.

    Ficando sem reação durante um segundo, eu apenas as observava darem uma pequena brecha e, assim que a via, eu aproveitava para pegar o machado de minha senhora, que estava no chão, e caminhava com velocidade, e com o corpo pronto para batalha, até o meio das duas. Usando meus braços para empurrá-las para longe, com toda a força que eu dispunha, eu tentava afastá-las o máximo que podia e, até mesmo tentar derrubá-las no chão, para, então, olhar enfurecidamente na direção de cada uma e começar a falar.

    – O que merda vocês acham que estão fazendo!? Vocês vão mesmo transformar esse ritual em uma zona?

    Ao falar, minha voz saia com toda a potência que meu vitae possuía, como se estivesse reverberando na mesma, e, com o machado em mão, eu o mexia de um lado para o outro, apontando para cada uma durante a fala, como um verdadeiro italiano irritado fazia.

    – Eu já entendi que uma parte disso era um teste para mim, mas, pelo que eu saiba, vocês ainda tem um ritual a cumprir e ainda estão em um local sagrado… Então tenham, pelo menos, o respeito que essa terra merece e vamos acabar com isso logo, por que, pelo que eu percebi, vocês duas já falharam nas tarefas que tinham, ou ainda não acabamos!?

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Danto Ontem à(s) 22:37

    Não restava mais nenhuma dúvida sobre a identidade de Marzia, era a sua irmã mais nova! Especialmente quando ela sorria ali com a face entre as suas duas mãos e concordava positivamente contigo incentivando-o a agir para conseguir interromper a briga entre as duas Valkyrias.

    Sua ação rápida e forte separava as duas, empurrando-as para trás e causando um desequilibrar que as desafiava, porem não chegava a derrubar nenhuma das jovens no chão. Elas rosnavam uma para outra, mas a sua voz firme ecoava pela mata, causando uma revoada de pássaros. Sua força era tão grande que as calava e assustava sua irmã que recuava vários passos, pronta para correr.

    -Você tem razão Matteo...

    Dizia Lucia que abaixava a cabeça em uma reação de vergonha pelos atos ali cometidos. No entanto Tea sorria de maneira feliz, olhando-o de cima a baixo e mordiscando o lábio inferior de maneira lasciva.

    -Então existe mesmo um homem por baixo dessa figura infantil que tanto me incomodava, quem diria! Alessia perdeu a aposta! Ei Matteo, você passou querido! Não está interessado em celebrar?

    Lucia olhava confusa para a loira e a questionava:

    -Como assim ele passou? Ele sequer nos caçou!

    Tea retrucava:

    -Tola, o objetivo era fazer ele enfim entender a força que tem e o papel que deve cumprir. Aliás, falta um né... Então Matteo, pronto para domar a minha fúria?

    Lucia e Marzia faziam sons e expressões de nojo, algo que quebrava um pouco o tom mais tenso que anteriormente havia se instaurado na clareira.

    -Que vulgar!

    Comentava Marzia, que era logo respondia por Tea.

    -Deixa de demagogia e falsas caretas vocês duas! Vocês sentiram o que eu senti, a força que ele tem! Porque ficam ai com essas falsas modéstias eim?

    Mariza rebate:

    -Ele é meu irmão!

    Tea ria e respondia:

    -Ele foi seu irmão querida! Agora ele é meu irmão também, assim como eu sou sua irmã. Somos todas aqui filhas de Gaia e herdeiras de Gioia! E esse homem que finalmente se apresentou a nós é o herdeiro masculino dela, o nosso protetor.

    Lucia cruzava os braços e pensava por alguns instantes, para concordar silenciosamente com o que Tea falava, apesar de claramente detestar concordar com a loira que exibia um sorriso maroto na face.
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

    Mensagem por Lugo Hoje à(s) 00:46

    O efeito poderoso de minha voz pegava a todas, e até a mim mesmo, de surpresa, fazendo-nos parar por um momento e apenas ouvir o revoar assustado dos pássaros da matas a nossa volta. Meus olhos observavam a mata e meu corpo palpitava com a demonstração do poder que eu possuía, mas, logo voltava a prestar atenção as mulheres ao meu redor, iniciando por Lucia que falava com um tom cabisbaixo.

    Ver a reação inicial da garota de cabelos volumosos me fazia relaxar o corpo e sair da pose mais ofensiva, que havia assumido para interferir na luta, e soltar um suspiro que estava preso em meu peito por algum tempo. Apesar do suspiro, minha face tomava uma expressão mais calma e por pouco um pequeno sorriso aparecia em meu rosto para, então, respondê-la com serenidade, mas ainda bastante seriedade.

    – Não abaixe sua cabeça, você é uma Valquíria.

    Após falar, eu me virava e voltava a caminha até o local onde minha adaga estava jogada, mas, antes de apanhá-la, era a vez de Tea me chamar a atenção. O olhar dela, acompanhado da mordida em seus lábios, deixava claro o que estava por vir e aquilo me deixava um pouco incomodado, mas, certamente animado. Com um olhar um pouco descrente, eu ria debochadamente e negativamente com o que havia ouvido.

    “Você realmente me subestimou, não é Alessia? Será que você vai continuar me chamando de fedelho? Vamos ver…”

    – Infantil? Você mesma criou essa figura infantil na sua cabeça ao apenas ouvir o que a Alessia fala. Eu apenas abri seus olhos… na verdade eu abri bem mais do que só os olhos.

    Ainda sem perder o tom provocante que havíamos usado a pouco tempo, retrucava a loira e depois me virava para coletar e guardar minha faca e, em seguida, ir pegar o escudo e retornar a clareira para continuar a ouvir as diretas de Tea e as reações das outras duas. Sem responder imediatamente e rindo um pouco mais abertamente, eu me aproximava de minha irmã biológica, após os sons de nojo dela e tocava em suas costas com a mão para indicar que já era hora de irmos, mas, Tea novamente falava algo que criava um momento um pouco estranho.

    “Você não consegue ser mais sutil e falar as coisas de uma maneira menos constrangedora? Ela ainda é muito nova…”

    Você ainda é minha irmãzinha.

    Assim que Tea finalmente terminava de falar, eu sussurrava no ouvido de Marzia e depois dava um beijo rápido e carinhoso no topo de sua cabeça, como eu fazia antigamente, e falava mais uma vez para, enfim, começar a andar na direção da clareira principal, onde Gioia e as outras nos aguardavam.

    – Controle esse seu fogo por que você ainda não passou no meu teste e a comemoração ainda não começou. Ainda tenho que resolver uma coisa com minha irmã. Então vamos logo, sim?


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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato I - Força e Honra

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      Data/hora atual: 23/11/2017, 01:43