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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

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    Danto
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    Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Danto em 2/10/2017, 19:21


    Local: Volterra, Viale dei Filosofi, N 12.
    Data: 17 de Abril de 2016: Abrielle e Othello.

    Imagens referenciais:
    Arredores da propriedade de Othello:
    Veículo de Abrielle:
    Casa de Othello:
    Referencial:
    Sala de Estar:

    Lucy saía empolgadíssima do carro, esfregando as mãos a jovem fazia uma breve pausa para se olhar no espelho lateral do veículo e ajustar o cabelo. Para então correr até você e Massi que já estavam na porta esperando por ela. Assim ela apenas sorria e aguardava que você entrasse na casa de Othello.

    O som do ranger da porta foi seguido da visão direta do interior da sala de estar de seu Pai. Ali estava o homem sentado, algo que já mudava rapidamente, afinal ele sempre iria fazer questão de abraçá-la quando você adentrava a casa. E sentada no sofá central, estava a figura de Abrielle. A experiente anciã estava com um livro em mãos e o colocava sobre a mesa central, algo havia sido escrito ali recentemente e o cheiro de tinta fresca era bem notório. A mulher ia vagarosamente se levantando enquanto Othello já segurava nos braços dele:

    -Filha!

    Depois do afetivo abraço, ele ia saudar os seus amigos. Começando por Lucy, que dessa vez era perfeitamente capaz de reagir. Abrielle logo fazia um sinal para você se aproximar dela e enquanto a mesma interagia contigo, Massi conversava algo bem rápido com Othello em um tom baixo de voz, como se ele estivesse a narrar tudo que ocorreu a seu Pai.

    -Ume, venha cá pequena deixe-me olhá-la de perto uma outra vez! Seu Pai estava me contanto, fostes então sozinha à primeira vez se alimentar. Isso é bem importante querida! E aprendestes bastante com leituras e práticas, o ritual de vinhas foi um sucesso e isso me faz pensar, podemos hoje seguir para algo de mesmo valor, mas com outras formas vivas! Se não se importar é claro, gostaria de lhe da a lição desta noite!

    Abrielle Ambrosini:

    Roupas:

    Legendas:
    Othello

    Abrielle

    Lucy

    Massi


    Última edição por Danto em 4/10/2017, 15:25, editado 3 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Jess em 2/10/2017, 20:54

    Saindo do carro eu batia de leve minhas roupas, respirando com suavidade caminhava até a entrada da casa de meu pai apenas para ver Lucy se preparar animada e ansiosa, isso me fez sorrir com carinho, afinal eu entendia os deveres de Abrielle e acima de tudo eu a respeitava, chegando a quase ama-la.

    "Ela é igual ao Sofu Sama, rígida mas bondosa, só é preciso saber onde encontrar sua bondade.”

    Esperando por Lucy eu sorria com carinho ao ver que minha prima já estava pronta, assim era eu que abria a porta da casa de Othello Sensei. A visão da sala me fez sorrir, mas foi a única palavra de meu pai que trouxe um riso aos meus lábios.

    Abraçando com carinho e amor Othello eu o apertava de leve, de relance podia ver Abrielle se levantar cuidadosamente, sempre ponderada ela era um exemplo a ser seguido pelos mais jovens de nosso clã e família, um exemplo que eu queria alcançar a meu modo.

    Diante do pedido de Abrielle eu não tinha como negar, aproximando-me dela eu sorria ao perceber que meu pai cumprimentava Lucy e Massi, ouvindo as palavras de Abrielle com atenção eu concordava com um movimento educado de cabeça ao comentar de maneira breve.

    – Sim, foram muitas descobertas nesse começo de noite, por sorte em nenhuma delas eu estive sozinha, contei com o apoio e ajuda de Lucy e Massi. Eu adoraria receber lições suas Abrielle Sama!
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Danto em 4/10/2017, 15:36

    Lucy já se sentava com bastante naturalidade, checando o celular apenas para se certificar do horário. O que a jovem não esperava, assim como nenhum dos dois homens ali presentes ou sequer você, era o conteúdo da fala seguinte de Abrielle:

    -Perfeito! Vocês devem mesmo aprender a conviver e aprender juntos, mas primeiro venha cá querida...

    Fazendo uma breve pausa para puxá-la para um abraço, a alta mulher apoiava o queixo na parte superior da sua cabeça e dizia enquanto a apertava com carinho:

    -Então faremos assim, hoje irei lecionar os três! Por tanto, assim que eu terminar de espremer a minha neta, já vamos todos nos preparar para a aula está bem?

    Othello arregalava os olhos e tentava falar algo, mas apenas pequenos sons confusos saiam da boca do seu Pai. Lucy saltava do sofá e exibia uma surpresa empolgante:

    -Deus! Claro Senhora Ambrosini! Que honra!

    Já Massi claramente ficava nervoso, dando um passo para trás e sendo prontamente segurado por Othello. Os dois se olhavam, silenciosamente por alguns instantes, era um jeito que Othello havia aprendido a consolar as pessoas ao redor dele, você mesma já havia se acostumado com o poder tranquilizante dos olhos sábios de Othello. Massi esforçava-se para se manter firme, para então responder:

    -O-obrigado pe-pela oportunidade... Abrielle-sama, digo, Senhora Abrielle... Eu, er, sabe... Queria deixar cla-claro que...

    Estabanando-se nas próprias palavras, o rapaz recebia um olhar de Abrielle. A mulher soltava você com carinho e dizia ao rapaz:

    -Eu ensinei o brilhante feiticeiro que está ao seu lado Massi, serei capaz de ensiná-lo também, basta apenas acreditar que é capaz ou encontrar uma motivação para tal. E sabemos que você já possuí uma dessas características, por tanto, porque não deixe de vergonha e diga que aceita?

    Massi dava uma veloz olhada na sua direção, sorrindo com confiança e então olhando diretamente para Abrielle, estufando o peito e respirando com mais determinação para enfim dizer:

    -Será uma honra ter uma aula contigo Senhora!
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Jess em 4/10/2017, 16:42

    Sorrindo ao ver que Lucy já se sentia confortável eu fui pega de surpresa por Abrielle, ser puxada para um abraço daquele era um sonho que se torvava realidade, talvez por isso um pequeno gritinho de animação escapava de meus lábios.

    “Um abraço! Ela me abraçou! Isso é um sonho?!”

    Entrelaçando o corpo de Abrielle eu sorria me encolhendo ao sentir o queijo dela no alto de minha cabeça, as palavras gentis ditas por ela a Lucy e Massi me deixavam mais feliz ainda, afinal eles eram meus primos e juntos aprenderíamos.

    – Sobo Sama eu gosto de ser espremida.

    Eu comentava de maneira suave ao ser solta, em meus lábios estava o maior sorriso que eu possuía e foi com esse sorriso que me virei para encarar Massi, o sorriso confiante de meu primo me fez rir feliz, olhando para Abrielle eu continuava a sorrir com carinho.

    – Massi aprende melhor com os olhos. Eu vou deixar com ele meus primeiros livros de estudo, aqueles que eu transcrevi, acho que isso vai ajudar bastante.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Danto em 5/10/2017, 00:14

    -Sou péssimo pra ler!

    Confirmava Massi, com uma voz bem mais ativa. Abrielle concordava mas não conseguia deixar de sorrir, a experiente anciã não demorava mais nenhum segundo sequer para lhe virar e apertar em um poderoso abraço cheio de ternura e bem quereres! Amassando-a e a tirando do chão, a alta mulher italiana se certificava de encher sua face de beijos, por um bom tempo! Até que enfim a colocava no chão e começava um processo de apertar suas bochechas, segurar seu rosto e beijá-lo inteiro e enfim, dar um último abraço de urso.

    Enquanto aquela linda cena ocorria, Massi e Othello se aproximavam para se sentarem no sofá. Othello virava-se para Massi e indicava:

    -E pe-pensaar que eu ti-tinha me...mee...medo dela!

    Massi logo retrucava, entendendo perfeitamente o assunto que teu Pai havia iniciado:

    -Eu entendo Othello, eu também teria bastante receio em entender que a minha Senhora é uma mulher tão forte e intensa. Acredita que eu morria de medo de Lucy?

    O seu pai ria e a Lucy ameaçava partir para cima de Massi, o jovem usava teu pai como escudo e os três ali no sofá riam bastante da situação. Abrielle enfim lhe soltava e fazia um carinho suave no seu rosto.

    -Obrigada por cuidar de meu filho, minha pequena fofura com covinhas! Agora, antes que eu não consiga para de lhe amassar e apertar, vamos começar a nossa aula?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Jess em 5/10/2017, 11:12

    As palavras de Massi me faziam sorrir com carinho, era bom vê-lo mais calmo e confiante, mas ser virada por Abrielle e receber outro abraço apertado me fez rir, sendo pequena perto de Abrielle eu realmente me sentia como uma menina, talvez por isso eu simplesmente não consegui conter as risadas felizes.

    – Nyaaaa!

    Os risos alegres simplesmente escapavam de mim, não havia forças que os conte-se ali não havia motivos para esconder ou ter vergonha deles. Ainda rindo eu pude visualizar a cena do sofá, ali minha alegria se extravasava porque minha pequena família crescia.

    “ Oficialmente aprovados! Vovó deve estar realmente feliz!”

    Quando por fim a onda de carinhos terminava eu ainda ria baixinho, mas as palavras de Abrielle me faziam concordar com ela, dando leves tapinhas em minhas bochechas eu sorria feliz ao comentar.

    – Ele cuidou de mim primeiro. Vamos sim vó, você quer que busquemos alguma coisa para a aula?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Danto em 6/10/2017, 18:36

    -Não, não será necessário! Só peço para que todos deixem seus sapatos aqui dentro, fora isso mais nada inicialmente! Então, vamos!

    Dizia a experiente anciã Tremere que prontamente tirava os sapatos e começava a se direcionar para a saída da casa, Othello permanecia sentado, apenas acenava e mexia os lábios para lhe desejar boa sorte em seu idioma natal. Lucy logo tirava os próprios sapatos e era a primeira a se posicionar do lado de fora da casa, ao lado de Abrielle. Massi demorava um pouco a mais do que você e Lucy, afinal, ele se atrapalhava com o cadarço dos sapatos em uma pequena demonstração divertida de nervosismo.

    Do lado de fora, Abrielle olhava para os céus e sorria, para então falar:

    -Vocês aprenderem a compreender como funciona a comunicação através das raízes e veios orgânicos da natureza, agora é importante demonstrar algo valioso. Afinal, nossa presença perto de animais pode gerar desconfortos à eles, nossas forças internas são potencias de origens selvagens. Todavia há formas de mascarar isso, construindo uma ligação com animais domesticáveis, como gatos ou cachorros por exemplo!

    A mulher então se direcionava até a proximidade da rua e realizava um assovio, longo e agudo. Algo que atraía a atenção de vocês, pois não parecia nenhuma magia e sim uma disciplina! Assim, em poucos instantes surgiam quatro gatos pequenos, um bem preto com manchas brancas nas patas, o outro mais alaranjado e com rajadas brancas de pelagem, o terceiro era uma mistura de pelos brancos e cinzas e por fim, o último tinha um rabo mais peludo e uma pelagem bem cinza com algumas pontas pretas na face. Eles se sentavam do outro lado da rua, como se estivessem a obedecer um comando.

    -Perfeito, temos um gato para cada! Bem, esse ritual envolve a neutralização das nossas bestas, por tanto é necessário em primeiro ponto, encontrá-la dentro de si e em seguida, sangrar pela pelo dedão esquerdo. O vitae carregará consigo o excesso dos sentimentos negativos e será despejado sobre o caminho por onde o animal irá passar, como se fosse uma ponte de passagem entre o medo e a segurança. É preciso concentrar-se nos elementos femininos, essa será a chave! Vamos então tentar, Ume quer começar?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Jess em 6/10/2017, 23:46

    As palavras de Abrielle me fizeram assentir com um movimento simples de cabeça, sentando-me no sofá para retirar os sapatos eu sorria diante da ação carinhosa de meu pai nos desejando boa sorte, eram esses pequenos gestos que me faziam amar Othello, ele acima de tudo era carinhoso e preocupado, um carinho desprendido e único.

    Terminando de retirar os sapatos eu aproveitava para bagunçar os cabelos de Massi que se enrolava nos cadarços devido ao nervosismo, rindo para meu primo eu sorria com carinho ao comentar de maneira breve e segura.

    – Ela não morde. Apenas lembre-se o que eu te expliquei mais cedo, desenhe em sua mente se lhe ajudar, e não tenha medo, ela sabe explicar muito bem.

    Saindo da casa para me colocar ao lado de Lucy eu sorria com carinho, estava simplesmente ansiosa já que aquela seria nossa primeira lição juntos, uma lição dada por minha avó uma das maiores feiticeiras que já havia visto.

    “Massi tem talento, ele não é um estranho para a mágika, só precisa encontrar seu próprio elo com ela, talvez Abrielle ou Othello possam ajudá-lo a achar esse elo.”

    Ao lado de meus primos eu escutava atentamente as palavras de minha avó, o chamado estranho me deixou curiosa, afinal aquilo era uma disciplina que não se parecia em nada com as nativas de nossa linhagem, curiosa eu observava os gatos ouvindo atentamente o que deveria ser feito, mas quando a proposta me foi feita eu não temi, não havia o que ser temido, apenas aprendido e ali eu sabia que aprenderia bem e com a melhor.

    Dando alguns passos para frente eu olhava na direção dos felinos, aos meus olhos sempre houve beleza nos movimentos quase líquidos daqueles animais naturalmente independentes e livres.

    “Houve uma época que eu os invejei, agora sou tão livre quanto sempre sonhei.”

    Respirando fundo eu repassava as palavras de minha avó, era uma forma simples de entende-las e fixa-las da melhor forma possível.

    – Elementos femininos atraem, enquanto os masculinos repelem naturalmente devido a força. Encontrar nossa força primordial e expelir os sentimentos ruins nos deixa mais abertos aos elementos femininos, por isso mais receptivos a vida selvagem. É isso não?

    Meus olhos procuravam por Abrielle e assim que eu tivesse sua confirmação fecharia os meus. Eu sabia que ela observava, sentada e paciente, mas sei que ela esconde quem realmente é, ela é forte e decidida, dura como a pedra da terra, gentil como a madeira e livre como a agua, não havia outra forma de pensar nela, não desde que aprendi sobre aquela que me acompanhava e as vezes sorria com suas sete caudas. Sete assim como os ciclos pelos quais passaríamos e cresceríamos, sete como o número ao qual nossa linhagem estava ligada.

    Ali estava claramente nossa ligação, o sentimento de liberdade que nos abundava, éramos livres porque assim decidimos ser, e ninguém nos tiraria isso, um sentimento bonito mas perigoso se mal usado. Com cuidado eu abria os olhos, perfurando e dedão de minha mão direita, eu me abaixava para que o sangue escorresse pela terra, dando exatos 5 passos para atrás então me ajoelhava esperando pelo gato que assim aceitasse o convite.

    “Cinco é o número da família, em família sempre estamos seguros.”
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Danto em 9/10/2017, 10:27

    Massi mostrava brevemente a língua para você após ter os cabelos bagunçados, a sua tentativa de deixá-lo menos nervoso parecia ter funcionado afinal, ele estava a reagir com bom humor e isso era positivo. Todavia, em poucos instantes vocês todos já e encontravam do lado de fora da casa e a sua fala era respondida por sua avó:

    -Excelente forma de raciocínio Ume! Os elementos masculinos representam ações dinâmicas, uma força agressiva e de controle. Já os femininos buscam ações passivas, forças atrativas e a manutenção do que existe.

    Era então você a primeira a fazer o ritual, todos observavam com bastante atenção. Afinal nenhum deles nunca tinha feito algo similar! Todavia, ali era possível sentir que o seu vitae tocava o chão com um poder específico, você conseguia sentir o toque firme do solo, ouvir o ranger da madeira e sentir na boca a sensação úmida da água. Era um sinal de que tudo estava funcionando, os gatos começavam a se movimentar, até que o gatinho preto de patas brancas parecia se decidir, atravessando a rua o pequeno animal demonstrava uma formidável agilidade para passar por cima da pequena poça que havia se criado na sua frente, para enfim parar diante de ti, sentar, levantar a cabeça e miar na esperança de ser pego no colo.

    -Perfeito! Porque não tentas agora Massi?

    Indicava Abrielle ao rapaz que concordava, esfregando as mãos e se concentrando. O jovem então dava um passo a frente e virava-se de costas para a rua, Abrielle logo olhava para o mesmo com curiosidade, enquanto Lucy tentava disfarçar uma preocupação. O jovem então olhou para a irmã, durante alguns segundos com um sorriso simpático na face e posteriormente para você, o sorriso se alterava um pouco, havia um sentimento mas único e forte ali. Para então virar-se lentamente, fechar os olhos e morder o polegar para sangrar sobre o chão. No exato momento em que o vitae dele tocava o solo, todas vocês sentiam que o ritual havia sido executado! Lucy segura a empolgação ao colocar a mão sobre a boca e Abrielle sorria feliz, afinal, o gato laranja logo corria na direção do jovem que prontamente agarrava o felino e dizia:

    -Né que deu certo?!
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Jess em 9/10/2017, 16:26

    Ver que Massi reagia com bom humor me fez sorrir, afinal era um bom sinal de que ele se sentia mais confiante e a mágika exigia confiança de seu usuário, algo que se levava tempo para aprender.

    Do lado de fora e sendo a primeira a executar o ritual eu me mantinha calma, muito embora não estivesse totalmente, porem sentir o vibrar de cada elemento me fez sorrir, ainda mais quando o pequeno gato preto vinha até minha pessoa, o miado fino me fez rir feliz ao pega-lo no colo e me levantar.

    – Gatinho, você é tão fofo!

    Olhando na direção de Abrielle eu ainda sorria ao perguntar de maneira simples enquanto acariciava a barriga do felino.

    – Seria possível inverter o ritual? Usar elementos masculinos afim de espantar animais?

    Eu perguntava antes de Massi se preparar para executar o ritual, segurando o olhar dele eu me senti querida, havia algo a mais ali, algo que eu havia percebido durante o pequeno resgate e Lucy na casa de Belladona.

    “Massi só precisa confiar em si mesmo. Ele é um bom rapaz e se tornará um homem incrível!”

    De pé ainda no mesmo lugar eu permanecia atenta aos passos de Massi, no instante em que o sangue de meu primo tocava no chão eu sorria aliviada ao sentir a mágika vibrar, a vinda do gato laranja e as palavras de Massi me faziam rir feliz, ainda mais quando a animação de Lucy era tão latente.

    – E porque não daria certo Massiveiro? Você entendeu o conceito mais cedo quando eu expliquei sobre o ritual das vinhas, o que fizemos aqui não é muito diferente.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Danto em 11/10/2017, 15:49

    O pequeno gatinho preto soltava um miado quando era apertado, apenas um breve protesto que só indicava a quantidade de força que você poderia usar para apertá-lo, afinal o mesmo não demonstrava nenhuma vontade de sair do seus braços.

    -Sim! É sim possível fazer o mesmo ritual com outros elementos e focos para criar um efeito contrário! Excelente, minha netinha já está começando a pensar em contra-magika!

    Alegremente, a anciã virava-se na sua direção para lhe apertar uma das bochechas e sorrir alegre enquanto lhe oferecia a resposta. Massi concordava contigo, o rapaz estava de fato muito feliz naquele momento, totalmente seguro de si e exibindo uma postura mais confiante e aberta.

    -Eu entendi sim tudo que você me explicou, isso me ajudou muito a fazer esse! Obrigado de verdade Ume e foi uma honra enorme Abrielle!

    Durante as falas e ações, era possível ver Lucy realizar o ritual de uma maneira completamente natural e simples, afinal, ela já era bem versada na taumaturgia e seus mistérios mais básicos. Ela se abaixava para fazer um carinho no gato, sem pegá-lo no colo, mas permanecendo ali deixando as mãos oferecidas para que o felino se esfregasse nelas.

    -É bem interessante! Agora, se nós colocarmos nosso vitae em um frasco, poderíamos pedir para um feiticeiro mais experiente realizar um ritual de permanência e assim termos um animal de estimação?

    Abrielle respondia à Lucy:

    -Claro! Bom, a aula foi bem curta né, mas a culpa foi de vocês que estão claramente muito be preparados! Acredito que esteja na minha hora de, por hoje ir. Mas saibam que retornarei amanhã... Por tanto, seguiremos amanhã de onde paramos está bem?! Ganho um abraço de despedida da minha netinha?

    Questionava Abrielle, virando-se na sua direção e abrindo os braços.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Jess em 11/10/2017, 21:41

    O miado me deixava claro até onde eu podia apertar o pequeno gatinho, por isso eu sorria com carinho apertando o felino com leveza, ouvindo as palavras de minha avó e recebendo seu pequeno apertão na face eu ria baixinho.

    - Gatinho eu queria ter leite para oferecer, você vai ter que se contentar com carinho.

    “Me pareceu simples pensar em usar esse ritual de forma contrária, seria um bom sistema de proteção contra animais selvagens e perigosos. Isso se a nossa besta for considerada mais forte por eles!”

    As palavras de Massi e as ações de Lucy me deixavam feliz, afinal era possível ver o quão talentoso era minha prima e a confiança nascer no desajeitado Massi, algo que o ajudaria em muito durante seu aprendizado.

    – As bases são importantes, se você conseguir entender elas será fácil aprender novos rituais e mágika, vamos rever todas elas com você eu prometo.

    As palavras de Lucy me deixavam pensativas, eu sempre tivera o sonho de ter um animal como companheiro e talvez ali em minha nova vida isso fosse possível.

    “Primeiro meus estudos, depois um bichinho!”

    Ouvindo o pedido de minha avó eu sorria ao colocar o pequeno felino no chão e abraça-la com carinho, isso para então lhe perguntar com a máxima educação possível.

    – Abrielle Sama, eu percebi que utilizando o foco eu posso compreender mais facilmente as leituras que Othello me passa, você poderia me passar alguns estudos mais voltados para o crescimento dele? Alias eu também gostaria de sua permissão para ensinar o que eu sei sobre a Lucy, seria de grande utilidade para minha prima que é claramente talentosa nas linhas taumatúrgicas.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Danto em 14/10/2017, 22:58

    Lucy olhava surpresa para a sua fala, ela não estava esperando por isso e claramente era pega desprevenida pela sua proposta à Abrielle. Já sua Avó estava atenta as suas palavras, enquanto finalizava o abraço e beijava com bastante carinho a sua testa.

    -Querida, é claro que sim! Obrigada por ter o cuidado de pedir por tais permissões, isso me deixa profundamente orgulhosa de ti, o respeito pelas tradições é fundamental! Pois bem, sinta-se livre para compartilhar todos os segredos com seus amigos e companheiros de ciclo, quero ver vocês três exatamente como minha mãe viu vocês, como o futuro da capela.

    Respondia a experiente Anciã, deixando Lucy literalmente boquiaberta e causando um sorriso envergonhado na face de Massi. Ela então ia até a jovem italiana para beijar a face da mesma em despedida e posteriormente, tomar Massi em um abraço forte e mais carinhoso. Assim ela se despedia de todos e retornar para dentro da casa. Massi coçava a nunca e perguntava:

    -Er... eu acabei de ser abraçado pela Abrielle?! Tipo, melhor noite da minha vida!

    Lucy exibia um sorriso alegre na face e prontamente implicava com o rapaz:

    -Massi! Por favor né respeita a avó da Ume!

    O rapaz olhava assustado para a irmã, uma expressão simplesmente hilária que fazia a jovem cair em gargalhadas.

    -Cê perdeu a noção de vez foi? Eu... Nunca! Lucy! Ume você sabe que ela só tá implicando né? Por favor, diz que sabe!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Jess em 15/10/2017, 13:20

    O final do abraço com minha avó eu sorria feliz, mesmo com a surpresa de Lucy, não havia problema em surpreender minha prima o pedido era para o bem dela, afinal se o foco podia me acalmar e controlar minha besta, podia muito bem ajudar Lucy a superar as crises de confiança que tinha.

    - Obrigada Subo, cuidaremos para que a visão de sua mãe se torne realidade!

    Deixando que as despedidas acontecessem eu sorria ao acenar para minha avó que retornava a casa de meu pai, ainda sorrindo me abaixava para pegar o pequeno felino negro em meus braços e aperta-lo mais um pouco.

    “Espero que Lucy não fique brava comigo!”

    A reação de Massi ao abraço de minha avó me fez rir, ainda mais quando Lucy implicava com ele de forma tão clara assim, rindo eu me aproximava de meu primo para dar um tapinha em suas costas.

    – Acho que você não faz o estilo dela Massi! Aqui, o gatinho é mais seu estilo!

    Rindo sem esconder a brincadeira eu estendia o felino negro na direção de Massi.

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Danto Ontem à(s) 12:19

    -Mas, mas... Eu... não... mas...

    Massi ficava totalmente perdido dentro da própria vergonha, sem saber exatamente como reagir a sua brincadeira o rapaz desistia de tentar se defender, fazendo uma expressão mais manhosa para então esticar as mãos e pegar o gato, fazendo um pouco de carinho no mesmo. Lucy por outro lado se divertia bastante com a cena, ela até se aproximava de ti para tocar suas costas e dizer baixinho contigo enquanto Massi brincava com os gatos.

    -Ele é fofinho né?! Fico feliz que tenha começado a brincar conosco, sei que nosso humor é meio diferente. Mas você é muito bem vinda viu? Agora, será que poderíamos passar a noite aqui?

    Lentamente os felinos começavam a se retirar, sem antes é claro se esfregarem em vocês. Trançando por entre suas pernas como se tivessem a dizer "até logo" para enfim correrem de volta por onde vieram. Mas o Massi gentilmente os acompanhava até o outro lado da rua, apenas para se certificar que não teria nenhum carro a caminho.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato VIII - Lições e Conexões

    Mensagem por Jess Ontem à(s) 13:41

    Rindo diante de Massi eu entregava o pequeno felino negro ao meu primo, era claro que ele havia desistido de tentar se defender das brincadeiras feitas por mim e Lucy. Me despedindo dos felinos eu sorria ao ver Massi acompanha-los até o outro lado da rua, um cuidado gentil da parte dele.

    A aproximação de Lucy e suas palavras me fizeram passar meu braço sobre seu ombro e aperta-la enquanto observava Massi acompanhar os gatos, sorrindo para minha prima eu suspirava feliz ao responde-la.

    – Sim ele é! Não se preocupe, eu me adapto bem e vocês são bem fofos quando estão brincando um com o outro. Obrigada Lucy e sim vocês podem passar a noite aqui, mas acredito que seja adequado avisar a senhora de vocês.

    Respondia enquanto esperava por Massi, afinal os felinos tomavam seus rumos em segurança e sem nenhuma problema.

    “Vai ser um bom dia, pelo menos o Massi não vai se sentir incomodado na minha casa.

    – Alias, me desculpe Lucy, eu imaginei que você gostaria de aprender o Foco e não te perguntei nada. Não queria ser enxerida!

      Data/hora atual: 18/10/2017, 22:04