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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 18/11/2017, 17:56

    As presas de Olympia prontamente dominava seu pescoço, ou melhor, o pescoço que a ela pertencia. Pois era exatamente assim que ela a tratava agora, fazendo questão que você tivesse totalmente sobre os domínios dos dedos e das presas dela! A mesma adorava quando sua cintura se movimentava, afinal, isso significada uma estocada intensa no membro avantajado de Alfonsus, este que se encontrava agora largado sobre a cama, totalmente sem reação e devorado por uma fortíssima onda de vergonha, especialmente durante as palavras de Evangeline que eram seguidas pelas suas!

    A loira no entanto não respondia absolutamente nada, apenas caia de joelhos ali na frente da cama e cravava, literalmente, penetrava as unhas na carne das panturrilhas de Olympia, obrigando Juno a soltar um gemido agudo forte! O corpo inteiro dela tremia em um orgasmo poderoso, em um desses espasmos ela a abraçava com força enquanto gemia e rebolava com mais firmeza sobre Alfonsus. Eva então mergulhava a face em suas intimidades, era algo diferente do que você já havia experimentado, o sexo para a loira era literalmente a arte dela! Cada movimento de língua, cada pressionar dos seus lábios externos pela língua dela, a forma com que as bufadas de ar que saíam de seu belo nariz tocavam tua pele e pelos... Não era uma sensação boa ou prazerosa, era transcendental! Especialmente quando ela começava a usar os dedos em ti e em sua noiva ao mesmo tempo! Usando de rapidez ela expandia ainda mais as ações e chegava até mesmo a tocar as bolas do homem que se erguia em meio aquela verdadeira apresentação poderosa da loira. Alfonsus começava então a acariciar os seus seios, enquanto se alimentava deliberadamente de Olympia! Sua noiva só era então capaz de morder o teu pescoço e vocês duas eram, dominadas por Evangeline!

    A maestria da loira era tanta que em frações de segundos, tanto você quanto sua noiva alcançavam outro orgasmo poderosíssimo, ela conseguia sincronizar vocês duas! Algo que beirava o místico, o corpo dela parecia fluir naturalmente pelas intimidades de vocês, invadindo, preenchendo, completando e estimulando! Enfim, já não era mais fisicamente possível continuar! Suas pernas tremiam fora de controle, assim com as de Olympia! E Eva enfim parava, levantando com a face coberta pelo vitae de vocês duas e sorrindo alegre enquanto a empurrava para o lado, com carinho e gentileza. Repetindo o mesmo com Olympia e olhando nos olhos de Alfonsus... O corpo de Evangeline parecia crescer, sua presença se expandia a algo quase divino! Já o gigantesco homem apenas dizia uma única fala:

    -Meu amor, agora não. Sabes que não podemos ainda, mas prometo lhe dar o que precisas no final dessa noite. Por hora, lembre-se, Loretta tem um plano para ti, permita-se aguardar por ele e por mim. Está bem?

    Eva sorria, fechando os olhos e gradativamente retornando a sua belíssima e menos sobrenatural presença para falar.

    -Tudo bem, mas eu to suja Alfie, cuida de mim?!

    O homem fazia um sinal para a mulher vir, a mesma vinha até o homem demonstrando uma fragilidade enorme! Diante dos seus olhos ela se mostrava sem nenhuma vergonha e o casal se expunha como nunca antes o fizera. Assim, a loira se aninhava no colo de Alfonsus, cujo membro já estava bem mais calmo. Ali, o homem começava a lamber a face de Eva, aplicando vários beijos e carinhos com os dedos, até não haver mais nenhuma única mancha.

    Olympinha engatinhava pela cama até a sua direção, abraçando-a para ali dizer bem baixinho:

    -Eles são bem únicos né querida? Será que vamos conseguir alcançar essa intimidade toda? Sabe, eu quero muito!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 18/11/2017, 18:55

    Não sabia ao certo o que estava ocorrendo, era difícil processar cada informação. Todo meu corpo ardia em um calor maravilhoso e tremia de puro prazer. Meus lábios ardiam de tão esticados ficavam com meu sorriso mais extremo possível. Eu literalmente chorava de prazer, podendo sentir meu amor sendo apunhalado inúmeras vezes por meu Alfie. Sentia em cada centímetro de minha pele tocando na minha Juno e era como se eu mesma estivesse sendo a empalada. Era como se eu sentisse o que ela sentia. Nosso orgasmo juntas era a prova concreta disso. E para toda essa alegria e paixão, eu não tirava meus olhos daquela maravilhosa musa na minha frente. Meus olhos não abandonavam o esmeralda dos olhos de Eva. "Minha Luz."

    - Nunca estive... Tão exausta... E tão feliz...

    Quando finalmente terminava, eu me via realmente cansada e com a voz morrendo. Com meu corpo todo tremendo e pedindo por uma pausa. Uma mistura de uma maravilhosa ardência com um calor quase febril que ia deixando meus músculos todo amolecidos. O que fazia eu cair sobre o colchão de forma bastante exausta e então me encolhia trazendo os joelhos para quase um abraço em uma posição de fragilidade. Esperando a minha noiva chegar ao meu ledo para pode me prender nela e ali restaurar minhas energias. Pois era sentindo ela me abraçando eu conseguia a força necessária para poder ficar de pé de novo. Porém, como o abraço estava maravilhoso, ficava neste a observar as reações finais da Eva e então me corar ao poder ver a cena de intimidade deles. Assim ouvia as palavras de meu amor.

    - Conseguiremos, sem nenhuma dúvida. Temos toda a inspiração e motivação para tal. Esta será nossa primeira noite para tornar isso realidade. Vai ser difícil não chorar por finalmente poder andar de braços enrolados aos seus... Sempre sonhei com isso... Sempre...

    Era a resposta que dava imediatamente para a Olympia. Com um sonhador sorriso na face. Suspirava em seguida e depositava um beijo cheio de amor naqueles lábios mais belos de toda a Itália. Sorria em seguida, depositando mais alguns beijos nos lábios, bochechas e por último no nariz dela. Ali eu já me sentia com energia para ficar sentada na cama, mas ainda bem abraçada na minha amada. Meus olhos voltavam mais uma vez para as roupas. Já estava na hora de finalmente vesti-las. Seria meu próximo passo. Só que antes com um olhar maroto na face, eu me direcionava para a francesa.

    - Deixa eu cumprir a promessa Eva. Dez da noite em ponto. Vá até a minha piscina e pratique um pouco de natação. Não vai ter ninguém fora da propriedade e as luzes daquela ala do jardim estarão apagadas. Pode ir a vontade... E te garanto, você vai precisar de fôlego para aguentar o Alfie no fim da noite depois da minha surpresa.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 21/11/2017, 15:10

    Os olhos de Olympia lacrimejavam felizes, sua amada recusava-se a para de lhe abraçar durante aqueles maravilhosos segundos que vocês duas usavam para se recompor enquanto Alfonsus e Evangeline atraiam seus olhares com aquele maravilhoso desfile de intimidade e cumplicidade. A sua Juno infelizmente não conseguia responder ao seu sussurrar, não verbalmente, mas o sorriso dela dizia tudo, absolutamente tudo. Um sorriso de puro amor e felicidade que ela claramente sonhava em um dia poder lhe mostrar!

    Após os beijos que ela recebia de muito bom grado, mantendo o sorriso encantador nos lábios, a mesma a acompanhava, ficando abraçada nas suas costas e apoiando o queixo em seu ombro direito. Ali ela observava a sua fala com Evangeline, a francesa por outro lado terminava de receber aquele tratamento especial de Alfonsus e a respondia em seguida:

    -Certo! Dez da noite e eu estarei lá na piscina esperando por essa promessa, ansiosamente e totalmente despida a nadar naquelas águas! Só não sei se realmente irei perder meu fôlego, mas não irei duvidar e sim acreditar! Ou seja, mal posso esperar! Agora... Antes que eu acabe perdendo o controle com vocês, deixe-me apresentá-las nossos vestidos!

    Evangeline dava então um longo e carinho beijo nos lábios de Alfonsus e saltava do colo do mesmo com uma agilidade sobrenatural, fazendo alguns passos de balé ao sair da cama e sorrindo até ir aos vestidos e começar a expor as três opções previamente retiradas das malas. Enquanto isso ocorria, Olympia dizia:

    -Você trouxe tudo né Alfonsus?

    O homem virava-se para olhar Olympia, mas acaba por ver vocês duas ali juntas, nuas e unidas daquela maneira tão especial. Era possível ver a face do homem corar e o mesmo batalhar ferozmente contra um fascínio cativante e puro. Assim ele concordava positivamente e depois conseguia afirmar:

    -Sim querida, absolutamente tudo que foi requisitado.

    Ele então ousava se aproximar ao ponto de parar a pequenos centímetros de distância dos seus lábios, olhando diretamente nos seus olhos ele fazia um pequeno desvio para beijar Olympia. Uma ação que a surpreendia, afinal, algo instintivo dentro de você acabou por ansiar por aquele beijo, todavia, Alfonsus suavemente tocava a sua nuca e a convidava para algo novo, um beijar triplo. A cena ali ocorria com bastante ternura e carinhos, mas era interrompida pela fala de Evangeline que gerava risadas divertidíssimas de Olympia.

    -Pelo amor de Deus parem de se agarrar imediatamente! Seus pervertidos degenerados! Tá difícil aqui pra mim! Vamos vamos, mãos pro alto e nada de beijinhos! Atenção aqui, agora!

    E assim que enfim ela ganhava a atenção de todos a mulher logo exibia os três vestidos.

    -Eu irei de verde, Loretta de vermelho e Olympia de azul! O que acharam queridas?

    Vestidos:
    O verde para Evangeline:
    O vermelho para Loretta:
    O azul para Olympia:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 22/11/2017, 22:21

    Era ali a primeira vez que eu sentia falta de um movimento não calculado, não planejado, que Alfonsus me tocasse sem que eu tivesse esperando por isso. Ver ele hesitando e se afastando no final me fazia espichar a coluna de imediato. Começando a sentir que eu era de fato diferente de todos ali. Era divertido me ter por perto, por todos os sentimentos especiais, mas eu não era a capaz de saciar os desejos mais intensos deles. Isso trazia uma nova forma de dor. Que teria sido agonizante se finalmente meu Alfie não tivesse me puxado para um beijo triplo. Rapidamente apagando aquele pequeno tremor e me aliviando para me naufragar em um novo mar de felicidade.

    Ficava praticamente hipnotizada no meio daquele novo beijo. Jamais me imagina um dia passar por uma experiência tão distinta. Afinal sempre existiu uma garota certinha dentro de mim. Mas aquela nova emoção era única, transcendental. Pois ela não só me trazia aquela deliciosa chama, como me trazia uma alegria que afugentava aquele tremor que passara a segundos atrás. era uma nova forma de ver o mundo e aparentava que finalmente eu estava a entender o dinamismo que aqueles quatro adotaram em Berlim tantos anos atrás.

    - Desculpa Eva, vou me comportar.

    Fazia um tom meio dramático com as palavras. Com um pequeno bico como uma criança desapontada consigo mesmo. Abaixando a cabeça já bastante rubra de forma punitiva num estilo um pouco mais caricato que o esperado. Para em seguida voltar a olhar com um sorriso na face, um sorriso um pouco maroto após aquela pequena dramatização. Mas minha atenção rapidamente mudava de foco. Enquanto eu era tragada por aquelas roupas. me fazendo rapidamente dar um salto e ir caminhando na direção do meu vestido. Morrendo de vontade de poder sentir o seu aroma e poder finalmente vesti-lo.

    - Mas esses vestidos são lindos! Você realmente tem olhos pra roupas, combinando ainda perfeitamente seu vestido com eles. A minha Juno vai ficar linda nessa azul, sua cara, não acha amor? E o meu? Você realmente sabe me agradar com essas cores vívidas e cheias de força. Não pensei que iria querer isso tão cedo, mas estou bem ansiosa agora para me vestir com eles!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 23/11/2017, 21:45

    As sensações e prazeres singulares daquele beijo triplo eram especiais e difíceis de serem simplesmente descritas, especialmente porque este era interrompido quando demonstrava verdadeiros sinais de animação. Olympia escondia a face com as duas mãos e concordava silenciosamente com as falas de Evangeline, já o homem ali presente direcionava os olhos para as suas reações, encantado pelo movimento dos seus cabelos, as modificações das suas expressões e até como você fazia para saltar da cama e ir ao encontro de Evangeline.

    -Querida, obrigada! Porque não o veste logo? Aliás, venha cá Olympia deixe de tanta vergonha! Vamos provar nossos vestidos!

    Olympia espiava por entre os dedos as ações dentro do quarto, mas ao ser convidada ela logo corria na sua direção para lhe abraçar bem forte e dizer baixinho:

    -Seu sorriso é lindo princesa...

    Posteriormente ela lhe soltava do abraço e ia até Evangeline para agradecer a linda loira com um beijo carinhoso em sua face.

    -Amei o vestido! Deixe-me ver como fica no meu corpo, olha só você sabia meu numero é?!

    Eva sorridente apontava para Alfonsus que já não estava mais sentado na cama, mas sim de pé junto a mesma enquanto tirava algumas roupas da mala. Ele estava de costas para vocês três e exibia aquelas costas largas e bem fortes dele, uma visão privilegiada que fazia as duas moças ao seu lado suspirarem. Afinal, era possível agora notar que a perfeição daquele corpo era na verdade cheia de traços humanos e vivos, haviam pequenas pintas espalhadas pela alva pele dele, além de pelos esperados de um corpo verdadeiramente masculino. Até dava para se ver uma pequena cicatriz na altura da base da coxa esquerda, provavelmente algo que vinha dos tempos mortais do homem.

    Assim, silenciosamente vocês quatro tinham tempo suficiente para se trocarem. Peça por peça vocês iam se aprontando, quietos e a compartilharem de sorrisos honestes de felicidade, era incrível ver como Olympia não deixava de te admirar e também de encontrar a beleza de Evangeline como algo fascinante. Assim como era especial sentir-se desejada por Alfonsus e pela bela francesa, enfim, não faltavam caricias e carinhos que eram reproduzidos naquelas trocas silenciosas de olhares. E minutos depois, todos estavam vestidos pela primeira vez nesta noite!

    O gigante homem tirava algo da mala e andava na sua direção, ficando nas suas costas, ele tomava liberdades únicas de tocar-lhe sem pedir autorização, um toque sútil e morno que acompanhava a movimentação de vestir o seu pescoço com uma peça estonteante, um colar de rubi.

    -Perfeita, como a matriarca dessa família deve ser. Tua beleza é incomparável querida...

    Assim ele beijava sua face enquanto novamente, com todo seu charme, arrancava suspiros das duas outras jovens moças.

    Imagens Referenciais:
    Roupas de Alfonsus:
    Presente para Loretta:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 24/11/2017, 16:54

    Fazia um suspiro apaixonado enquanto me corava e instintivamente levava minha mão para mexer delicadamente em meus cabelos logo apos a curta e baixa fala de Olympia. Não conseguia esconder o sorriso e o mantinha por todo o processo que ia me vestir. Observando em silêncio cada um ali começando a se arrumar também. "Todos eles me ama... De verdade... Eu nunca mais estarei sozinha, nunca mais." Levava um tempo apreciando sorridentemente as ações de cada um e como suas roupas iam ficando bem colocadas enquanto me via perdida em meu lindo pensamento..

    Finalmente, olhava para mim mesma já vestida e esticava minha coluna, empolgada em me ver naquela bela vestimenta. Dando um curto risinho ao me ver no espelho e fazendo uma pose mais empoderada, fazendo uma cara seria para ver se conseguia demonstrar o porte para tal, mas logo voltava a sorrir. Era difícil esconder o bom humor que exaltava de dentro de mim. Em seguida, me colocava a observar os últimos movimentos de Alfonsus e enquanto apreciava o que via. Assim me aproximava um pouco dele e começava a falar, finalmente quebrando o silêncio no aposento.

    - Essa cicatriz... Me lembro a primeira vez que eu estava ao seu lado aprendendo a criticar o mármore. Era um escultura em sua imagem, feita por nossa querida Pita. Ali eu cometi o erro de achar que ela havia feito uma rachadura em sua perna e você me corrigiu dizendo que havia de fato uma cicatriz ali. Nunca a vi até agora e posso dizer, sua irmã realmente foi perfeita na confecção daquela arte.

    Sorria de forma suave enquanto ficava perdida em meus pensamentos. Falava em um tom meio poético, apenas revivendo aquelas curtas memórias. Até eu me ver pega de surpresa pelo movimento de Alfonsus. Ele vinha por trás me pegando de surpresa e como de costume, meu corpo iria retesar e meu humor iria embora por completo. Mas não acontecia dessa vez. Eu relaxava, quase que caindo sobre ele, amolecendo minhas pernas para ser totalmente consumida pelo movimento dele. Sentindo em seguida aquele lindo e transcendental rubi sendo colocado em meu pescoço. Eu apenas me soltava por completo para ser segurada com ele enquanto fazia uma respiração um pouco ofegante, afinal eu estava quebrando uma nova barreira minha. Assim, quando finalmente olhava nos olhos dele, eu me confessava.

    - Alfie... Te amo..
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 28/11/2017, 19:47

    Todos estavam concentrados em se vestir, em um silêncio intimo especial que transcorria por vários minutos. Mas quando a sua aproximação até Alfonsus ocorria, Evangeline estava nas costas de Olympia, ajudando-a a fechar o fecho do lindíssimo vestido azul.

    -Você ainda se lembra desses aulas querida?! Bem, essa cicatriz é a razão primordial para que eu esteja aqui hoje de pé em frente a vocês, minha única queda em combate... E bem, a arte de Pietra sempre foi tão magnífica!

    Comentava o homem que terminava de subir as calças ainda enquanto você falava e ajustava a camisa enquanto lhe respondia, para prontamente se posicionar ali atrás de ti e toda a magnífica cena se transcorrer. Era fácil notar como o toque dele vinha inicialmente com muito respeito, afinal, ele a conhecia como poucos nesse mundo seriam capazes de fazê-lo. Suas costas tocavam o tórax firme do homem, apoiando-se ali enquanto o mesmo suspirava silenciosamente. Ele teria a segurado ali, provavelmente até lhe abraçado... Isso se a sua ação não o desarmasse por completo!

    Arregalando os olhos e boquiaberto, Alfonsus ouvia as suas palavras que transcorriam por todo o quarto. Evangeline levava as mãos na frente dos lábios e deixava um som surpreso se manifestar, enquanto Olympia segurava algumas lágrimas emocionadas diante daquela confissão tão honesta, pura e verdadeira que você havia manifestado.

    Os olhos de Alfonsus tremiam, mas se recusavam a perdê-la de foco! A tonalidade pálida que adivinha de sua idade avançadíssima sumia, dando lugar a uma expressão totalmente mortal e incrivelmente viva! Era uma declaração de que este havia enfim regressado ao caminho da respiração! O caminho de moral que ele seguia em seu auge em Florença.

    -Minha rosa branca, minha esperança. Você é a responsável pelo chão que há debaixo de todos os nossos pés, Loretta, meu amor. Eu a abraçaria, a beijaria se assim fosse capaz. Mas por hora, contentar-me-ei em aproveitar a honra, a alegria e o eterno prazer de saber que você me ama! Você está certa, sempre esteve... Hoje, neste momento, meu sonho é real. E assim será para sempre, porque eu a amo Loretta Giovanni. Des do primeiro segundo que a vi passar pelos portões de Florença, até a eternidade!

    A voz de Alfonsus reverberava com amor, arrancando as lágrimas de sua noiva e as de sua luz. As duas mulheres estavam simplesmente paralisadas diante daquela confissão que vinha junto de um breve, mas intenso fascínio! E era dentro deste fascínio que o homem dizia as mais puras palavras que haviam em seu coração. Enfim, o segundo encontro mais importante de sua vida ocorria. E o futuro lhe sorria orgulhoso de suas superações.

    Sua felicidade era tão grande e genuína que sua mente conseguia sentir algo distante, seu amor fazia uma melodia alegre começar a tocar em um distante palácio. A mesma sensação parecia se estender para Alfonsus que saia do fascínio para imediatamente tocar a sua face com a mão direita e beijar seus lábios com um profundo amor e dizer.

    -Será que finalmente chegará a nossa hora de sermos os Pais dessa enorme família querida?!

    Sua noiva comentava com Eva em um tom baixo de voz:

    -Acho que meu coração está batendo de felicidade, olha aqui!

    Sua juno tomava as mãos de Eva e levava até o coração dela, a loira sorria e beijava a face de Olympia para responder:

    -Isso é amor querida. Você nunca vai se acostumar, mas irá sempre sentir falta. É o mais belo e forte de todos os sentimentos que podemos ter!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 4/12/2017, 14:09

    Meus olhos brilhavam suavemente ao ver as reações tão belas e sinceras de Alfonsus. Ficava em seu abraço por mais um momento. Dando para o grande homem o sonho que ele sempre teve. Só quando ele finalmente terminava de falar é que eu dava um passo para frente, arrumando meu vestido suavemente e me virando para ele. Ali eu mostrava meu sincero sorriso com uma face coberta de uma paixão que eu sempre tive e nunca tive coragem de torná-la real. Afinal minhas feridas eram enormes, só que agora estavam cicatrizadas e assim ficariam para sempre. Junto com toda aquela dor e silêncio que por tanto tempo me aterrorizaram. "Eu temia que um dia eu encontrasse meu fim como Elonzo encontrou o dele. Não mais..."

    - Sim Alfie. Está na hora de nos comportarmos como tal. Para impedir que nenhum de nossos palácios pereçam ao silêncio. Ele é uma afronta a nós e depois de ver nosso Elonzo derrotado pelo mesmo, não posso mais permitir que isso ocorra. Traremos amor e música para o coração de nossa família. De hoje para todos os outros dias.

    "São tantas pessoas no meio de neblinas crueis. Minha irmã e a Letízia eu iriei lidar o mais breve possível. Meu filho, Bash, precisa se manter vivo também, aproveitar essa nova chama e apagar de uma vez por toda aquele passado dele. E um dia... Preciso trazer música novamente para meu Pequeno Grande Rei."

    Falava minhas palavras para Alfonsus com tanta confiança como eu tivera no jantar em Berlim quando eu fiquei farta de permanecer parada. Só que agora minha voz não vinha em tom de desafio e sim numa melodia apaixonante que combinava com meus olhos lacrimosos e meus lábios sorridentes. Dava então um delicado beijo, suave e ao mesmo tempo profundo, nos lábios do Alastor e então me virava até a Olympia e a Evangeline. Levando minha própria mão para meu coração, sabendo que eu estava a sentir a mesma coisa que minha patrício sentia.

    - Oly... Até ontem achei que meu coração estava se congelando para sempre. Não é só você que sente a vida voltando para seu corpo. Meu amor...

    Mais um beijo era compartilhado. Agora era este um pouco mais longo, levando minha mão até o peitoral dela para sentir suas pulsações. Em seguida ia de encontro ao braço dela para segurá-lo. Assim dava alguns passos na direção da porta. Sem desviar os olhos de nenhum dos integrantes de meu coração. Finalmente os convidava para meu festival. Onde nosso amor e alegria só iria crescer ainda mais e mais. "Irei conhecer minhas novas filhas em breve... Acho que vou chorar ao vê-las. Elas vão me aceitar?"

    - Agora vamos meus queridos, muitas pessoas para nós amarmos e conhecermos.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 4/12/2017, 16:34

    Alfonsus concordava com um breve aceno de cabeça com a sua fala, o sorriso do homem após o beijo compartilhado era único. Sua memória tinha que ir até muitos séculos no passado para conseguir encontrar um sorriso similar vindo dele, um sorriso que ele só exibia diante do próprio processo de composição artística. Já sua Juno lhe beijava com paixão e amor, especialmente quando a sua mão buscava o peito dela, para surpreendentemente encontrar ali um calor mais humano, um sinal de que ela estava realmente sentindo efeitos do amor por ti no próprio corpo.

    -Vamos meu amor!

    Murmurava Olympia que trançava o braço contigo e assim vocês duas se locomoviam, saindo primeiro para serem seguidas pelo outro casal, que de mãos dadas também fazia a saída do quarto que seria usado constantemente como ponto de encontro entre vocês, algo que colocava sorrisos nos rostos de todos.

    Poucos passos eram dados no corredor, afinal, logo que a primeira curva era feita, seus olhos puderam encontrar a figura de Andrea. O homem estava literalmente guardando o celular no bolso da calça e imediatamente fazia uma reverência formal, saudado a todos.

    -Boa noite, Senhora Olympia, Senhor Materazzi e Senhorita Bourseiller. Boa noite Loretta... Não esperava encontrá-los mas diante disto, aproveito para informar a todos de que os preparativos foram tomados e toda a mansão está disponível para o festival, especialmente as varandas externas, onde serão servidos os vinhos. Fui informado de que o Senhor Soyer já esta desperto e está agora na sala de estar logo abaixo de nós em uma conversa com seu filho e Fabiana, recém abraçada. Além disso, os pertences já estão de Olympia já estão todos alocados e a jovem Luana está junto de Soyer. Por fim, desejo a vocês uma louvável noite e estarei aqui a disposição de todos! Ah sim, Valentina requisitou permissão para praticar sua arte aqui Loreta, qual deve ser a resposta à jovem namorada de Soyer? O último ponto, senhor Materazzi, perdoe-me a indelicadeza,mas a jovem russa que veio com o senhor tomou liberdades na decoração da sala de estar. Segundo ela para impressionar os mais belos olhos azuis da Toscana.

    O homem enfim finalizava a própria fala e aguardava por suas reações, assim como os demais presentes que entendiam que você deveria tratar primeiro com seu sócio e vassalo.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 7/12/2017, 18:05

    Esticava a coluna de leve e suspirava de forma descompassada ao sentir que estava a andar de braços cruzados com o amor de minha vida. Ali eu degustava de um silêncio profundo e especial. Me permitia olhar nos olhos de cada um ali presente sorrindo para todos. Mas por um segundo eu parava nos de Eva. "Ela permitiu que meus sonhos fossem realidade. Ela fez tudo isso por mim. Preciso dizer a ela ainda o que eu sinto sobre ela... Preciso dizer com palavras..." Permanecia então um pouco pensativa, mas não parava de acariciar o braço de minha noiva enquanto íamos ganhando o corredor.

    A presença de Andrea me fazia sorrir de imediato. Mas logo me sentia meio corada, afinal era a primeira pessoa fora daquele quarto para a qual estava apresentando quem eu era e quem eu iria ser com aquela linda pessoa ao meu lado de braços trançados comigo. Era uma exposição forte minha, mas continha a vergonha e mantinha meus olhos em foco. Fazendo uma pequena mesura em recíproca com a dele. Assim andava na direção dele até ficar a apenas um passo dele, com minha patrícia ao meu lado e então começava a falar em um tom delicado.

    - Boa noite, meu querido sócio. Inicialmente gostaria de lhe agradecer pessoalmente pela linda festividade de ontem.

    Imediatamente dava um passo para frente. Para depositar nas largas bochechas daquele homem o quente e íntimo beijo italiano. Assim sorria serenamente e sussurrava em seu ouvido a curta palavra que para mim significava o mundo inteiro.

    - Obrigada.

    Assim eu me afastava novamente para o lado de minha Olympia e mantinha a postura tão elegante como a dele, afinal era sempre uma troca recíproca de nós dois. Assim eu começava a pensar no festival, deixando todo meu ar mais imperativo, com o charme de matriarca que tanto amava emanar.

    - Certo... As varandas são uma excelente ideia! Seria possível pedir para nossos funcionários em Strove improvisarem um espetáculo de luzes, para nossos convidados poderem ver as planícies de minhas terras iluminadas?

    Soltava minha ideia com um sorriso de surpresa por eu mesma ter pensado nisso e ficava feliz com a ideia. Dava uma pequena ênfase em dizer que as terras na vista da varanda pertenciam a mim. Afinal o território estava na verdade dividido com meu Senhor. Só que para mim, eu já havia conquistado com fogo e sombras. Mas meus pensamentos logo iam para a emoção quando me lembrava de Fabiana, o que já me fazia realizar de como o mundo todo estava mudando ao meu redor tão rápido e de como meu neto havia realmente se tornado uma pessoa diferente. "Ele sempre foi um bom garoto, só precisava de um empurrão."

    - Fabiana é uma cainita! Deus! O mundo está realmente mudando! Sou vó de novo! Deus! Ai Deus! To feliz e nervosa com isso!

    Após uma pequena descompustura e uma esticada na coluna, então vinha para mim o pensamento seguinte. A fala sobre a namorada do Bash me fazia fazer uma singela careta. "Pensei que ele ia casar." Já havia pensado em coisas tão lindas para realizar que aquilo poderia ser apenas passageiro, assim meu tom de voz perdeu um pouco o charme e ficou um pouco mais autoritário.

    - Namorada do Bash... Não enquanto eu estiver viva. Quero ele curado, não como um adolescente bobo. Diga que ela só vai ter direito à arte dela em minha propriedade se me mostrar o anel de noivado.

    Finalmente o assunto mudava e eu voltava a ficar sorridente. Assim eu me virava com uma face meio marota, para olhar para o casal atrás de mim. Afinal eu estava a entender o que Alfie tinha planejada e já estava sentindo a emoção do presente dele chegando. Não tirava meus olhos dos dele enquanto emanava meu amor por sua pessoa enquanto dizia em um tom mais divertido.

    - Uma jovem russa decorando minha sala de estar e falando de meus olhos? Ein Masdelitto, quem é essa esperta intrometida que você trouce aqui e já me deixou sorrindo e feliz?

    Após a amorosa provocação esperava apenas pela reação facial dele. Mas não dava tempo ainda para sua resposta. Pois precisava dispensar Andrea, senão ele nunca sairia dali. Assim eu ia ao toque na mão dele com minha mão livre. Para assim falar minhas últimas palavras com delicadeza.

    - Bom meu querido Andrea. Me mantenha atualizada sobre absolutamente tudo que ocorrer esta noite. Deixar as luzes da piscina apagada me deixaria bem feliz também. E finalmente, aceite o pedido dos Abiatti. Acredito que por hora é só meu querido.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 8/12/2017, 19:53

    A proximidade permitia que seus ouvidos escutassem uma vibração diferente na respiração de Andrea, ele puxava o ar com velocidade quando ouvia o seu agradecimento, o corpo robusto do mesmo parecia reverberar inteiro em uma emoção forte que quase o levava a um choro sincero e de puro agradecimento. O mesmo então dissimulava a vontade de chorar com uma tossida breve assim que você dava inicio a sua fala mais imponente e imperativa, era claro que todos ali haviam percebido como o vassalo havia reagido e ele certamente sabia disso, mas as aparências para Andrea jamais deveriam ser deixadas para segundo plano e talvez por este detalhe, o festival estava tão magnífico.

    -Irei informar a Herny, o vassalo de Sebastian, o mais rápido possível minha caríssima Senhora.

    Dizia Andrea com um breve sorriso contente nos lábios, para logo sacar o celular e entrar em contato com Henry via mensagem enquanto você se adereçava a Alfonsus. Cujo apelido fazia nascer dois sorrisos magníficos e marotos nos lábios de Evangeline e Olympia, as duas chegavam até a trocar olhares e risos baixinhos. Já o alto e forte homem balançava a cabeça enquanto deixava alguns risos lhe escaparem.

    -Ela é expansiva, fala pelos cotovelos e tem uma percepção para o belo que me surpreendeu, uma verdadeira princesa que nasceu fora de seu tempo. Espero acertar tão bem quanto você acertou em me apresentar minha filha, mas Lotta... Masdelitto?! Faziam tantos anos querida...

    Era um pequeno apelido que ele nunca disfarçava o breve incomodo, mas nada muito grave ou realmente ofensivo, mas era uma brincadeira que ele no fundo sempre adorou ouvir.

    -Irei providenciar o show de luzes, com sua licença Loretta. Irei adereçar-me as incumbências da festa que se aproxima, caso necessário seja peça a Giorgina que entre em contato comigo, ela será a Governanta da mansão durante as festividades internas enquanto eu estarei junto da Staff e demais preocupações técnicas.

    O homem então, de maneira bem elegante despedia-se para adiantar o passo para resolver as necessidades naturais de uma festa farta e magnífica como fora a da noite anterior. E no exato segundo em que vocês novamente estavam sozinho, Evangeline provocava:

    -Ai Masdelitto, estou tão ansiosa para ver a reação de nossa querida Loretta!

    Olympia também aproveitava a deixa:

    -Eu também quero muito conhecer essa jovem russa, afinal, se ela surpreendeu o nosso querido Masdelitto ela certamente é memorável! Além disso, você se referiu a princesa, ela por acaso seria de alto nascimento querido?

    Alfonsus olhava para as duas moças, ameaçando-as de maneira velada e bem humorada para responder:

    -Sim, ela é muito bem nascida querida... E isso terá volta viu! Para vocês três!

    Ele apontava então para cada uma de vocês e Eva prontamente reagia, fingindo medo para posteriormente beijar a face do homem que fechava a expressão. Olympia ria baixinho, encontrando uma real diversão ali.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 9/12/2017, 00:20

    Fazia um sorriso maroto para o Alfonsus com o comentário dele, quase que uma careta divertida. Por um lado já tentando imaginar a jovem e por outro, apenas feliz em poder me divertir com aquele amável homem que eu tanto amava e respeitava. Eu me sentia cheia de vida ali e atazanar ele daquela forma apenas me deixa mais alegre. Assim eu me virava novamente para me despedir temporariamente de Andrea.

    - Perfeito, até mais ver Andrea!

    Falava em um tom mais animado, extremamente feliz em poder vê-lo em sua máxima capacidade. "Tão feliz quanto ele merece ser." Pensava também na Giorgina e todo o futuro que pensei para ela. Satisfeita em saber que ela cuidaria das situações internas da casa. Um título que ela mais que merecia ter. Me fazendo ter vontade de ir logo ao encontro tanto dela quanto de meu neto. Mas havia uma enorme curiosidade e emoção me guiando em outra direção naquele momento.

    - Eu não to aguentando mais queridos! Preciso ver essa menina! É loucura eu dizer que já a amo sem nunca a ter visto? Estou tão nervosa e feliz!

    Minha fala saía de forma agitada, transcrevendo totalmente minhas próprias emoções. Eu estava em um mar de nervosos, nenhum sentimento ruim no entanto. Apenas as mais maravilhosas emoções todas intensificadas. Assim rapidamente puxava a Olympia mais para perto e deixava o Alfie e a Eva passarem para nos levarem até a misteriosa garota. No meio do caminho, já com um enorme sorriso com as provocações das garotas, respondia o Alfie em um tom mais lascivo enquanto me sentia ficar avermelhada.

    - Terá volta pra nós três? Será ao mesmo tempo? Pena que você não tem três "dele", né Masdelitto?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 9/12/2017, 01:24

    Evangeline não disfarçava o sorriso empolgado diante de sua reação, ela certamente estaria a dançar se não estivesse de braços dados à Alfonsus, afinal, era possível ver aqueles maravilhosos pés dançando freneticamente em passos contidos. O próprio homem sorria feliz ao guiar agora o caminho em direção a sala de estar, local que seria usado para a recepção de todos os convidados!

    Porém, no caminho a sua provocação causava uma breve interrupção na caminhada, Alfonsus prontamente virava-se na sua direção afim de retrucar, mas os olhos dele encontravam os seus e o próprio apenas cerrava os olhos e respondia com convicção:

    -Sim, vocês três. Não se esqueça, duas mãos...

    Era um tom de brincadeira que você nunca sequer havia imaginado ocorrer entre você e seu mentor, mas era realmente o que estava acontecendo ali. Olympia olhava surpresa, mas sem conseguir disfarçar a satisfação, enquanto Eva rindo dava uma breve amenizada nas provocações:

    -Vocês são bem fofos se provocando assim, já quero correr pro quarto! Podemos?!

    Olympia ria bastante ao balançar a cabeça negativamente e Eva então puxava Alfonsus pelo braço que lhe encarava, apenas por brincadeira, por mais alguns segundos até a caminhada enfim retornar. Por fim, a caminhada não era de fato longa e isso os ajudava a logo serem surpreendidos por uma frondosa decoração que simplesmente não parecia real!

    sala de estar referencial:

    O dourado mesclava-se com o vermelho em uma facilidade natural, o clima da sua mansão era preservado com louvor, mas havia algo a mais, havia... Poder. As peças que antes eram de prata, foram todas subsistidas por ouro, o cobre forrava as decorações mais baixas como os contrapés dos moveis. Belíssimos quadros novos ilustravam as paredes, assim como esculturas que só poderiam ter sido feitas pela mais habilidosa de todas as escultoras que você conhecia. Era como se a glória de Florença enfim se fundisse ao rústico ar da sua terra natal e resultasse em uma ambientação perfeita!

    O grande espelho que era uma das principais diversões de seus netos ainda estava ali na parede da sala, porém, seus contornos agora traziam grandes rosas de ouro, junto de tulipas e lírios vivos! A tapeçaria também havia mudado, apresentando-se em um longo e perfumado carpete persa cujas bordas de fio de ouro de altíssimo quilate e pequenos adornos de diamantes simplesmente o transformava em uma obra de arte!

    Por fim, o grand-finale se apresentava de pé no centro da sala. Orgulhosa a jovem sorria na sua direção com uma convicção que não era normal para mortais, elevando a própria postura como apenas as verdadeiras princesas saberiam fazer a jovem tomava o vestido para lhe saudar. Os olhos dela e todas as expressões corporais estavam dedicadíssima à ti! Por fim, a reverência perfeita que certamente arrancaria suspiros da mais alta corte de Florença, a jovem dava um singelo passo a frente, mantendo o pé direito direcionado na sua direção enquanto o esquerdo mantinha-se de lado para dar suporte a postura impecável dela.

    -Apresento-me diante a mais bela rosa da Toscana, sou Aylena Medved Vankaynov e este é minha maneira de agradecer pela hospitalidade oferecida. Mas não se preocupe, todos os móveis originais foram guardados com extrema cautela, os meus aqui postados são apenas presentes menores.

    Ela pronunciava um italiano invejável! Inclusive, trazendo consigo um sotaque napolitano que deixava bem claro quem havia ensinado a moça a falar o idioma local. A mesma então dava um segundo passo, juntando agora os pés para ficar de frente para você e sorrir de uma maneira bem menos informal.

    -Talvez você não se lembre Loretta, mas eu fui a encarregada de guardar os seus presentes durante o natal em Berlim em 1992, fui vassala de Pietra até seu adormecer e em seguida fui escolhida por Alfonsus para me preparar para esta noite. Estou totalmente ao teu dispor, domino exatas doze línguas, sou uma arquiteta e decoradora, além de dedicar-me a marcenaria e a maravilhosa arte de recepcionar. É uma verdadeira honra poder enfim conhecê-la e perdoe-me pela ousadia em lhe tratar diretamente pelo nome próprio, você é minha futura Senhora e Mãe e nada neste mundo irá me impedir de alcançar este mérito!

    Olympia arqueava a sobrancelha esquerda durante aquela expansiva apresentação, para deixar um som sutil lhe escapar pelo canto da boca: "Uau". Já Evangeline tratava de aplaudir em incentivo, enquanto Alfonsus analisava criticamente cada milimetro da sala e sorria orgulhoso pelo que via. A jovem ainda se atrevia a andar até a base da escadaria e lhe estender a mão direita, em um convite claríssimo para que você fosse a primeira a adentrar a obra que ela havia feito em sua sala de estar.

    A escolhida de Alfonsus:

    Roupas:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 9/12/2017, 15:07

    Uma curta risada era a resposta para a provocação de Alfie. Era maravilhoso poder sentir tanta liberdade assim com ele. "Como sempre deveria ser." Sorria para as duas moças que também adoravam aquele clima ameno que nós estávamos tendo. Minha face prosseguia alegre e irradiante. Isso pelo menos até eu adentrar em minha própria sala de estar. Meus olhos procuravam pela prataria e apenas achava do mais belo e sofisticado ouro. As esculturas de Pietra traziam ainda mais aprovação para meus olhos. Podia passar a noite toda avaliando as melhorias naquele espetacular aposento redecorado. Porém tal ação era impossível.


    Meus olhos se chocavam com a jovem finalmente. Ali eu ficava a olhar e nada mais. Meu corpo parava de imediato e meu braço amolecido se desgrudava do de Olympia. Permanecia em profundo a absoluto silêncio olhando de forma quase que chocada para aquela moça. Toda sua energia, paixão, talento e coragem. Era uma visão mesmerizante, transcendental a qual trazia o mais real e profundo dos arrepios que jamais esperei sentir com tanta intensidade. Sequer esticar a coluna eu conseguia. Meus músculos não mais respondiam, nem para piscar meus olhos. Afinal eu estava mergulhada naquela mistura de cinza com verde no profundo e eletrizante mar dos olhos daquela mulher.

    - P-prazer... Sim, eu me lembro de você. Tão bela e educada como no dia que lhe conheci...

    A respondia após a mesura dela, sem saber ao certo que palavras usar. Eu não tinha palavras para descrever o que sentia ou como reagir a isso. Tentava ser polida, só que a emoção se mostrava mais forte. Ali eu sentia o pulsar, cadenciado e perfeito em meu peito. Era uma vida enorme que me devorava e me trazia uma sensação tão nova e ao mesmo tempo tão antiga. Uma memória perdida no tempo de minha falecia e amada filha vinha com tanta força agora. Era como se minha Ermínia estivesse a ver aquela cena agora. E algo me dizia que ela aprovava. Por isso era impossível eu me conter. Sequer sabia se já estava ou não a chorar. Não conseguia fazer nenhuma pose, ou gesto específico. Travada naquela instante eterno, eu apenas buscava forças para poder agir. Para tal eu precisava me expressar de uma forma que eu ainda não sabia ao certo. E isso tinha de vir unicamente de mim. Então eu virava a cabeça de leve.

    - Queridos... Eu... Eu vou precisar de um tempo a sós com Aylena lá em cima na varanda. Espero que comecem a aproveitar as festividades sem mim... Tudo bem?

    Minha voz ainda estava fraca. Não havia nenhum efeito negativo nela, apenas uma tremenda emoção. Esperava que meus três amores entendessem. Minhas mãos tremiam, talvez todo meu corpo tremia enquanto eu falava. Mas eu precisava conseguir realmente reagir. Assim dava um singelo passo na direção daquela moça. Já sentindo inclusive medo que ela não aprovasse minha tamanha fragilidade ao vê-la ali disposta a roubar meu coração para ela. Eu oferecia minha frágil e trépida para que ela me acompanhasse escada a cima. Este era um momento de só nós duas e ninguém mais. Eu precisava aprender a viver com aquela emoção nova e estava mais que disposta a dar o primeiro passo em busca desse amor eterno e especial.

    - V-vamos lá pra cima só nós duas?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 9/12/2017, 15:34

    O seu equilíbrio era mantido graças a força dos braços de Olympia que prontamente lhe davam o suporte necessário para que o baque que aquele jovem lhe causava fosse amenizado.

    -Claro querida, não se preocupe cuidaremos de tudo até que retornes.

    Respondia a sua noiva que beijava suavemente a sua face em um ação bem carinhosa que era seguida pelo firme segurar daquelas mãos quentes na sua que já não mais pendia tremula no ar, mas sim encontrava um refúgio no tato confiante e amoroso de Aylena.

    -Claro Loretta, vamos sim! Deixe-me levá-la até lá, espero que não se incomode com as pequeninas modificações que fiz!

    A jovem então, literalmente tomava o teu braço direito, entrelaçando ao dela e prontamente ela a conduzia até a varanda como se já conhecesse cada metro da sua casa! Ela só olhava brevemente para Alfonsus e Eva e sorria para eles, deixando claro que ela iria cuidar sozinha de ti.

    Varanda:
    Decoração Original e referencial de ambiente:
    Referencia para nova decoração:

    Vocês duas enfim chegavam após o lance de escadas, a varanda. A nova decoração se apresentava com maestria no ambiente, causando um impacto totalmente novo aos seus olhos que já se haviam acostumado com a decoração rupestre e tradicional dos estofados que agora davam lugar ao luxo do dourado e de outro carpete. Ela a conduzia até o sofá principal, sentando-lhe ali enquanto dizia:

    -Não se preocupe Mãe, eu vou cuidar de ti. Me desculpe, eu realmente não queria lhe surpreender tanto, as vezes eu sou um pouquinho demais, espero que isso não seja um problema sabe? E sabe, eu ouvi muito sobre ti. Como eras bela, forte, uma mulher magnífica e agora posso ver tudo isso com meus próprios olhos e afirmar, eu adoraria realmente ser tua filha.

    Ela então se certificava de que você estava sentada para sentar-se ao seu lado e puxar suas mãos, para depositar um beijo curto em cada uma delas, oferecendo-as carinho até que elas parassem de tremer.

    -Sempre soube que eu havia nascido para ser muito mais do que meus pais poderiam oferecer e olha que nunca foi pouco! Achei por alguns anos que seria servir como vassala em Berlim, mas no fundo eu esperava por mais, quando Alfonsus me disse que havia algo reservado para mim eu surtei, afinal, minha primeira impressão era a de que eu seria uma das filhas dele! No entanto ele me explicou que eu seria algo maior, que eu seria a primeira rosa do Jardim da Grande Matriarca da Toscana e de toda a linhagem. Lembro-me até hoje do quanto eu chorei de alegria!

    Contava a jovem em um tom suave de voz, bem carinhoso e cuidadoso. Permitindo agora a presença do sotaque russo que tonificava algumas palavras e as temperava com uma personalidade cativante e deslumbrante.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 9/12/2017, 19:12

    Deixava o beijo de Olympia ecoar em meus, sentido me acalmando. Para em seguida sentir meus dedos entrelaçados com aquela pequena joia. Não conseguia mais tira meu foco dela e assim caminhava a passadas difíceis, afinal minha emoção queria tirar rapidamente meu equilíbrio. Felizmente conseguia fazer meu caminho pelas escadas para ser mais uma vez respondida com aquela demonstração de arte e poder ao terminar de subir. Um refinamento polido perfeito que vinha daquela moça ao meu lado. "Ela... Ela vai ser minha filha!"

    Era difícil absorver esta informação tão profunda e maravilhosa com muita facilidade. Assim me permitia a observar as maravilhosas mudanças que traziam para mim mais lembranças dos dias dourados de Florença. Só que prestava atenção na fala dela o suficiente para balançar a cabeça negativamente quando ela questionava se estava expansiva demais. "Está perfeita! Como eu mesma sou." Assim não deixava o tempo correr antes de esclarecer o quão feliz eu estava com aquelas mudanças.

    - Este cômodo está lindo. Imponente como sempre deveria ser. Aylena... Aqui nesta casa você terá sempre a liberdade para mexer nos móveis como desejar, afinal seu bom gosto me alegra de forma muito especial.

    Eu sorria demonstrando minha total confiança nos gostos dela. Com um olhar de total aprovação e admiração. Assim, eu sentava ao lado dela e escutava sua última fala. Me sentia cada vez mais emocionada com as palavras dela. Era possível eu estar chorando, só que eu sequer conseguia ter ideia, a emoção estava ainda muito forte. Ficava a escutar aquela deliciosa mistura de sotaque russo com napolitano apenas desejando que este momento nunca terminasse. Mas assim que ela terminava de falar eu sentia que era minha vez. Eu precisava ser clara e falar acima das emoções que eu emanava. Após um leve suspiro eu então finalmente começava a me abrir.

    - Precisamos ser bem clara uma com a outra. Não haverá segredos que guardarei de ti. Conforme me for perguntado ou necessário, falarei tudo que se é possível sobre qualquer assunto. Por hora preciso lhe explicar como a herança de meu sangue está.

    Eu levava minha mão até a dela e começava a acariciar de leve, como se fosse uma frágil porcelana que eu não podia deixar rachar. Enquanto isso, cruzava minhas próprias pernas sentindo o conforto daquele maravilhoso sofá sofisticado.

    - Já possuo três proles e além de você tenho plano para mais duas no futuro.

    Fazia um curta pausa, pensando com calma em como trazer aquelas palavras para ela. Meus olhos se perdiam apenas um pouco nas belas artes do quarto. Só que imediatamente depois voltava para a obra prima naquele recinto e então começava a me abrir.

    - Como já deve saber, abracei meus dois netos e imagino que já escutou histórias sobre eles. Um deles, Aloísio, está bastante mudado no entanto e tem como meta um dia poder limpar seu próprio nome. Como também o de nossa família. Acredito que irá gostar dele, ele é um entusiasta na arquitetura.

    Era um assunto difícil e falá-lo em voz alta nunca era fácil, só que Aloísio estava facilitando eu conseguir abordar esse tema. Minha face agora estava séria, deixando claro como aquilo era complexo e importante para mim. Principalmente como eu me sentia orgulhosa em ver aquele rapaz renascendo. Imaginar ele voltando para a paixão de infância dele seria algo impagável. Porém eu esticava a coluna antes de prosseguir.

    - Todavia Alonzo é uma causa perdida. Dois dias atrás pus uma estaca em seu coração e ainda não sei se um dia a tirarei de lá. Tenho planos, mas são incertos...

    Minha voz dava uma tremida. Aqui estava a parte mais dolorosa. Eu tinha planos com a Letízia me ajudando. Mas ainda é um caso a se trabalhar. Lembrar dela me ajudava a escapar dos pensamentos negros da noite anterior ao festival, só que a presença de Aylena que realmente me acalmava. Me permitindo prosseguir com meu monólogo.

    - Minha terceira prole se chama Plínio Azzarà. Provável você nunca ter ouvido falar sobre ele. Pois ele é meu segredo, meu necromante. É aquele que nos protege dos males do mundo escuro. Nosso guardião eterno que se esconde nas sombras e nos mantém na luz.

    Pensava enquanto isso em como estaria a relação de minha irmã com Plínio. Como também em como estão os andamentos de seus estudos. Só que esse era um pensamento que durava apenas alguns segundos. Prosseguia acariciando a mão da jovem russa sem desgrudar os olhos dela, só que agora era um carinho mais intenso, sem medo de quebrá-la como porcelana, minhas emoções queriam apertar ela toda e assim faziam. Agora um sorriso ia lentamente voltando para minha face.

    - Eu possuo uma Valete descendente de meu sangue após inúmeras gerações. Ela se chama Giorgina Giovanni. Eu sonho em poder uma dia abracá-la, mas só depois dela realizar o sonho dela de ter filhos. Ela é uma amável mulher social que não preza por grandezas, apenas pelos pequenos e importantes momentos da vida. É aquela que da voz para nossa casa.

    Falar na Giorgina me deixava realmente feliz. De todos os parentes que já tive perto de mim, só ela e a maravilhosa da Floriana me cativaram como ninguém mais. Mas o meu sentimento de amor estava focado agora na moça que escutava minhas palavras. Eu levava minha outra mão timidamente a tocar nos cabelos dela. Na esperança de ser permitida a fazer uma leve cafuné por detrás de sua orelha enquanto prosseguia falando.

    - Recentemente pedi para Sebastian me apresentar uma pequena rosa delicada para ser também minha filha. Para ser paparicada e amada com todo amor que só uma mãe pode dar. Alguém dedicado inteiramente para a arte e desinteressado com o resto. Alguém que me faça me sentir como uma mentora, junto da mãe que sempre amei ser.

    Ali seria mais um poço de emoção que eu iria mergulhar. Só que eu conhecia bem Sebastian, ele não me trará uma joia que brilha como o trovão de uma tempestade nórdica. Me trará uma rosa sem espinhos e frágil. Dois contrastes que serão maravilhoso de trabalhar. Mas eu não podia deixar a moça na minha frente se sentir apenas uma qualquer. Assim levantava um sorriso mais forte enquanto não tirava minhas mãos dela.

    - Imagino que você agora deva estar em bastante dúvida e desapontada. Quem eu seria de importante para essa Loretta se ela quer tantas proles? Eu seria apenas mais uma na longa lista dela? A resposta é não. E para você entender isso, peço que olhe para o horizonte.

    Fazia uma pequena pausa. Lentamente tirando minha mão de seu cabelo, a outra prosseguia entrelaçada em seus dedos. Com o braço livre, fazia um gesto pela varanda. Revelando a vestidão das planícies da Toscana que eram vistas daquele lugar muito bem posicionado em minha morada.

    - Todo o verde escuro iluminado pela luz da lua, todas as luzes dos vilarejos, todos os vinhedos, tudo ao qual seus olhos podem ver, pertence a mim. Um dia irá pertencer a você. Aloísio é o herdeiro de minha família mortal, mas você é para ser a Matriarca de toda essa terra quando meu sono me tomar. Vejo em você a força para ser maior até do que eu quando sua hora chegar.

    Assim eu me abria totalmente para ela e deixava claro as minhas intenções. Como também dava ênfase na minha convicção de que tudo aquilo de fato era posse minha. Olhando profundamente em seus olhos mágicos, esperando ver a aprovação dos mesmos. Que caso ocorre-se, iriam fazer a face dela ganhar em troca mais carinho da minha mão que estava livre.

    - Logo, é isto que eu tenho para te oferecer. Mas... Por mais que será minha herdeira, não quero jamais que seja minha prole. Quero que seja minha filha. Para poder te amar e paparicar como nada nesse mundo. Minha mão é dura como ferro e minhas ações para conseguir poder são as vezes bastante frias e calculistas, mas eu ao seu lado a sós, eu quero ser mole e morna. Relaxar e mostrar apenas o meu amor. Como também espero uma recíproca igual de sua parte.

    Toda minha sinceridade estava exposta ali. Toda minha essência, aberta para ela. Meu coração exposto para ser acariciado ou esmagado. Foram poucos que eu me permiti abaixar a guarda e ficar tão exposta assim. Só que mesmo com tanta fragilidade, fechava o punho por um instante enquanto falava de minhas mãos fortes e minhas decisões duras. Porém logo me amaciava. Para assim pegar uma das almofadas douradas de trás de mim no sofá. A colocando em meu colo e a convidando para ali se deitar. Completando minha vulnerabilidade para caso eu escutasse um não. Mas por essa jovem, valia a pena se arriscar.

    - Então, o que me dizes?


    Última edição por King Jogador em 11/12/2017, 04:30, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 9/12/2017, 23:07

    A jovem sentava-se ao seu lado e ouvia pacientemente todas as palavras que saiam de seus lábios, os olhos dela só pareciam ter você como foco. Com uma determinação invejável, ela permanecia a sorrir por todo o teu monólogo, atentando-se aos mínimos detalhes e absorvendo tudo que era dito, afinal, eram muitas informações sobre pessoas que ela ainda não conhecia. No entanto, o único momento em que os olhos dela perderam o foco, foi no delicado momento em que você citou a escolhida de Sebastian. Aylena não se abatia, mas a informação a afetava de uma forma bem clara.

    No entanto, você mesma já dava início a resposta sobre o tema e o que era apresentado a ela era simplesmente magnífico. Ela chegava a se levantar para olhar o horizonte, os olhos dela brilhavam com chamas poderosas de esperança e determinação, afinal, suas palavras explicavam a Aylena o que a ela pertenceria e esta por sua vez demonstrava uma fortíssima alegria em saber que teria um lugar, provavelmente o mais difícil entre todos. Por fim, ela se levantava e seguia até o parapeito da varanda e olhava a maravilhosa geografia da Toscana, os vinhedos e as vilas próximas.

    -Enfim, eu encontrei o meu lugar.

    Era o que falava Aylena enquanto ainda olhava para o horizonte. Enfim ela se virava e olhava diretamente para você, fazendo uma suave caminhada e sentando-se no sofá, para em seguida literalmente soltar todo o peso do corpo contra a almofada e jogar os pés sobre o braço do sofá. Ajeitando-se como se já fosse íntima do teu colo e tato, ela sorria brevemente na sua direção e então retomava a fala.

    -Obrigada, por ser tão honesta e sincera. Eu só tenho uma única exigência, todas as noites vou esperar por um beijo de boa noite para só então ir dormir. É algo tolo, eu sei! Mas eu sempre sonhei com uma mãe que pudesse me dar um carinho tão puro por me amar. O preço é justo?

    Agurdando a sua resposta, esta por fim sorria para seguir falando sobre os demais assuntos.

    -Eu também serei totalmente honesta, sinceramente Loretta eu estava aterrorizada até ver a sua reação ao entrar na sala. O que eu faria se fosse desaprovada? O que seria de mim se você não aceitasse alguém de tão longe?! Mas no fim, eu vejo que sobrevivi a tantos invernos e até mesmo as ações brutas de meu Pai para chegar até aqui. Serei tua herdeira e filha, assumirei vosso lugar quando teu sono chegar e farei tudo isso com muito amor e coragem! Meus punhos podem ser tão firmes quanto os teus e meu coração tão morno quanto! Quero e vou... Sabe, sou muitíssimo grata a todos os anos que passei junto de minha Pietra e serei eternamente grata a todos os carinhos e ensinamentos que recebi, hoje domino um pouco da Presença e da Rapidez do clã das Rosas e espero reencontrá-la, mas não como uma velha gagá e sim linda e maravilhosa, como filha de Loretta Giovanni!

    Ela pronunciava o teu nome com uma admiração única, era a primeira vez que de fato teu nome era dito daquela forma, sem nenhuma amargura, sem nenhuma segunda intenção. Era uma fala pura e rejuvenescedora, algo em seu âmago lhe dizia que Aylena seria uma mudança fundamental em tua linhagem. A jovem ainda ousava em literalmente, puxar as suas mãos para os cabelos dela, mas só depois de beijar cada uma delas com muito amor e carinho, para enfim murmurar:

    -Posso pedir um cafuné, mamãe?!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 11/12/2017, 03:02

    "Fiz a escolha certa." Olhava com admiração para as chamas nos olhos dela enquanto Aylena observava minha propriedade. Ali eu sentia a força de uma Matriarca. Uma Matriarca que não dependeria do sangue, mas de sua própria força de vontade para fazer algo grandioso no futuro moderno ao qual nós existíamos agora. Já podia sentir orgulho sabendo que havia passado apenas alguns segundos após dar a ela o título mais importante que eu poderia dar a alguém. Assim eu sorria com o pedido dela como nada nesse mundo me permitiria sorrir mais.

    - O preço é justo! Mais que justo, é perfeito! Mas não se engane em chamar de tolo. Minha única filha biológica, e que Deus a tenha, mesmo depois de bem "velinha" ainda possuía vários mimos adoráveis. Vê-la me pedir por isso agora, faz eu realmente sentir que tenho novamente, após trezentos longos anos, uma filha de novo.

    Dava um suspiro amoro ao escutar aquele pedido. Tremia toda ao sentir o peso do corpo dela se encostando na almofada em meu colo. Era algo tão novo e tão especial. Ali eu já podia ter certeza, estava a chorar, com certeza que estava. Ficava olhando bem de perto a face de minha linda filha, sendo possível que algumas gotas sujassem um pouco a face dela. Mas não parava de acariciá-la. Não mais como uma porcelana frágil, mas como algo macio e quente que eu pudesse apertar com todo meu amor.

    - Que bom que não está mais aterrorizada. Nunca permitirei que fique assim de novo. Lhe protegerei e te deixarei para sempre linda, maravilhosa e poderosa. Afinal é minha filha agora.

    Meus olhos se perdiam no meio das chamas e da tempestade eletrizante daqueles olhos dela. Suspirava cadencialmente notando que eu forçara meu próprio sangue a correr por todo meu corpo, não só me aquecendo, mas trazendo batidas mais fortes para meu coração. Sentia que eu precisaria em breve me alimentar bastante. Só que isso era desimportante agora, apenas as palavras de minha filha.

    - Claro que ganha... Filha... Pode parecer algo tolo meu dessa vez. Mas eu já te amo tanto... Pode não parecer legítimo, mas é, eu sei que é. Eu te amo filhinha, eu te amo.

    Com aquela forte confissão, tão abrupta e não planejada, eu abria novamente minha alma para uma vulnerabilidade que não me permitia passar em qualquer outra situação. Era rápido demais, não como o amor pelo Alfonsus, que amei por séculos até poder finalmente confessar, mas esse amor agora é maternal e vem de meu profundo amago, o tornando tão real e eterno como as estrelas brilhando sobre o céu da Toscana. As quais por um instante eu olhava pela porta da varanda e suspirava feliz para elas. Assim então eu começava a longa e delicada ação de fazer um cafune longo e profundo por todo o cabelo de minha amada filha. Relaxando meu corpo no luxuoso sofá e perdendo a noção do tempo e do espaço. Para só alguns minutos depois voltar a falar finalmente.

    - Agora filha... Adoraria se você me contasse um pouco sobre suas origens. Quero saber tudo que se é possível sobre a nova pessoa que possui meu coração dentro de suas mãos.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 11/12/2017, 14:30

    No exato momento em que você usava o termo "que Deus a tenha", era possível ver os lábios de Aylena murmurarem "Amém", uma clara reação de quem havia tido alguma forma de criação católica. E no exato momento em que as primeiras lágrimas começavam a verter dos seus olhos, você pode sentir as mãos quentes de sua filha indo na direção da sua face, para conter o seu choro atráves de um carinho gentil e amoroso, fazendo isso por alguns instantes até notar naturalmente a sua vontade de oferecer o teu carinho a ela, logo, a mesma repousava os braços no sofá e fechava os olhos, sorrindo enquanto ouvia suas palavras e aproveitava os seus carinhos.

    -Mãe...

    Dizia a jovem que enfim abria os olhos após a sua declaração, sem se preocupar com mais anda ela literalmente puxava a sua face para bem perto da dela e beijava a sua testa, para depois beijar os dois lados da sua face e então olhar, daquela curtíssima distancia no fundo dos seus olhos e falar:

    -Esse é o dia mais feliz da minha vida! Nunca vou esquecer da noite em que finalmente encontrei a minha mãe, mas agora é minha vez de falar: Não se engane em chamar de ilegítimo, pois nunca há um momento ruim para uma confissão como esta, especialmente quando ela é reciproca Mãe, eu te amo muito!

    Ela finalizava a fala com um sorriso alegre na face, roubando outro beijo da sua face e agora, ajeitando-se sobre a almofada, propositalmente jogando todo o peso do corpo sobre esta e cruzando as pernas sobre o braço do sofá. Balançando os pezinhos enquanto começava a falar.

    -Eu nasci na madrugada de 13 de maio de 1973, na cidade de Leningrado, a que hoje se chama São Petersburgo. Meus progenitores, Zhenya, digo o nome dele é Yevgeniy mas o diminutivo em russo caminha pra outras direções sabe!? Enfim, Zhenya casou-se com Aleksandra e nela fez três filhos. Eu sou a primeira da linhagem e existiram dois rapazes em seguida. Pai militar de família que alcançou o poder após as revoluções, orgulhava-se de ter alcançado o patamar em que estava e exigia de seus herdeiros a postura similar, era comum eu acordar durante a madrugada, sendo puxada pelos calcanhares para ser arremessada no lago em pleno inverno, para ter de sair de lá sozinha. Um dos meus irmãos morreu assim, segundo meu progenitor: Como um fraco Czar... Minha infância foi difícil, mas haviam momentos de luxo e diversão, pude estudar arquitetura com os construtores do palácio próxima a avenida Moskoviski onde o líder Socialista ficaria, havia comida sempre em quantidades exageradas e roupas, nossa eu fazia questão de sempre estar impecável!

    Aylena contava sobre si com um constante sorriso na face, mesmo quando mencionava as partes mais tristes e difíceis da infância, os quais ela claramente escondia maiores detalhes, mas não demonstrava recuo diante disto ou sequer parecia enfraquecida por tais memórias.

    -Quando completei quinze anos, eu me mudei junto de minha progenitora para Berlim Oriental, pois ali eu deveria conhecer meu futuro marido. Coitadinho dele, além de ter um gravetinho entre as pernas era um verdadeiro covarde! Eu me casei, mas era como se não tivesse casada, afinal eu mandava e desmandava nele, até ele morrer de gripe ou sei lá que doença foi aquela. Isso ocorreu alguns meses antes da queda do muro, pois quando este caiu eu prontamente o atravessei! Nesse momento eu tinha em mãos duas fortunas para manusear e logo dei inicio aos investimentos, hoje possuo trinta e sete empresas no ramo de construção civil e arquitetura espalhadas pela Europa! Além de uma fábrica de perfumes é claro porque ninguém é de ferro!

    Ela ria, demonstrando um notório orgulho em falar da própria ascensão comercial.

    -Mas a primeira grande mudança veio mesmo em 1991... Eu adentrei uma galeria pequenina na parte Oriental da cidade, haviam estátuas feitas de cera e quadros magníficos, artes que deveriam estar no Louvre! Ali, naquele ambiente inusitado e maravilhoso eu conheci minha amada e eterna Senhora, Pietra Rafaldini e fiz parte de seu rebanho. Sabe, eu nunca vou deixar de ser grata à Pietra, com ela eu pude voar ainda mais alto e ela sempre, sempre me incentivava! Não só do rebanho dela é claro, Evangeline também tomava de meu sangue e acabei por construir excelentes relações com ambas, isso até eu conhecer um homem alto e poético, com um coração triste e um receio enorme de ser tocado. Ele usava um nome falso e procurava pela irmã pelos museus de Berlim... Esse era Alfonsus e ele se aproximou de mim para tentar chegar à Pietra! Mas eu notei, mesmo por de trás de todas os poderes que ele usava para me fascinar, que ele era um cainita e que seu sotaque italiano era marcado em demasia. Por fim, contei a Pietra e bem... O resto da história é bem óbvio, tornei-me vassala, eles se uniram e cá estou!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 12/12/2017, 00:22

    Da mesma forma que ela me escutara no começo, eu fazia agora. Absorvendo cada parte e cada sentença de sua fala. Imaginando o mundo que ela descrevia e compreendendo a verdade por trás das palavras delicadas. Sentindo como era com o meu próprio passado e como seria igual se eu viesse a contá-lo para outras pessoas. Por todo o processo eu acariciava amorosamente a face dela. Comovida com a ação da mesma de limpar minhas lágrimas. Junto da paralisia natural por ter ouvido dela as palavras sobre me amar. Ali era uma mistura de prestar atenção e me cativar ao mesmo tempo. Esperava com calma a história finalmente terminar para a responder em uma voz de profunda empatia.

    - Uma história com pontos tristes e cheia de superações. Fazendo você se tornar a forte mulher que é hoje. Meu passado não se difere em quase nada disso. Tal mãe tal filha. Juntas confrontaremos nossas dores e conquistaremos nosso lugar definitivo no palco desse glorioso mundo escuro ao qual eu vivo e você virá a viver comigo para sempre.

    Sorri para ela, só que ao mesmo tempo mostrava um olhar de profunda determinação. Com a esperança que ela visse a tempestade de meus próprios olhos e conseguisse se espelhar ali. Afinal minha tempestade lembrava muito a dela, mas é muito mais sutil. Pois eu conseguia escondê-la de meus amores, para revelá-la só para meus oponentes. Agora no entanto a revelava para que ela entendesse o quão parecida nós realmente éramos. Assim eu voltava a acariciar o cabelo dela e relaxando a postura eu voltava a falar.

    - Preciso dizer que estou admirada com sua capacidade de gerir negócios. Sete grandes empresas é realmente algo louvável. Eu possuo apenas uma e só esta já me proveu mais do que eu podia imaginar. Afinal é uma produtora de vinho e eu verticalizo o processo, envolvendo nele todas as qualidades artísticas que possuo, fazendo de meu produto uma obra de artes única e especial.

    Ali eu dava um olhar analítico para ela. Não diria que era um teste, mas mais uma esperança. Afinal estava adentrando um assunto de negócios, a área dela e adoraria poder sentir da mesma uma grande pró-atividade. Já fazendo por se provar capaz antes mesma de ser abraçada. Mas fora querer vê-la atuar do meu lado, mais uma vez mostrava como nossos estilos e gostos por poder eram parecidos e nossa união era mais que perfeita. De tal forma, eu vinha a contar meus planos, na esperança dela os levar a sério como parte dela também.

    - Amanhã mesmo planejo com ajuda do meu sócio de Florença dar um golpe comercial nos meus competidores de vinho na cidade. Cortar a matéria prima deles e os deixar secos. Afinal meus concorrentes são o outro elo de minha família cainita e eles merecem perecer no passado. Eu planejo ir para o futuro e uma das formas de fazer isso é seguindo as tradições de Máscara de nosso Clã. Para tal eu planejo usar o dinheiro que conseguirei com meu golpe financeiro de amanha para comprar um hospital inteiro em Siena. Uma fonte segura e infinita de sangue para me dar ainda mais destaque nessa região.

    Ali eu fazia um pequena pausa, para que minha filha dissesse algo sobre o assunto. Enquanto isso eu pensava na minha própria agenda para o dia seguinte. Me vendo que por mais que eu queria abraçar minha filha naquele exato momento, era na verdade necessário esperar um pouco. Assim um plano vinha em minha cabeça e com ele a vontade de compartilhá-lo com minha filha, para saber a opinião dela. Pois a opinião dela de agora em diante, importava muito.

    - Infelizmente, exatamente por causa desse compromisso de amanha cedo, vou ter de conter minha vontade para não te abraçar agora de imediato. Tome esse tempo para observar nossa família e compreender com seus próprios olhos como a vida no interior funciona. No dia seguinte partiremos para Roma, onde planejo oficializar alguns títulos meus. E será na cidade imortal, dois dias a partir de hoje, que planejo te abraçar e te imortalizar pela eternidade como minha amada filha. Está bem para você meu amor?


    Última edição por King Jogador em 12/12/2017, 08:54, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 12/12/2017, 01:02

    -Eu já provei do seu vinho, Alfonsus trouxe uma vez duas garrafas para presentear a Pietra e eu e Thesa tomamos um pouquinho depois de Fiore insistir bastante. Nunca provei algo tão maravilhoso quanto aquela taça de rose na vida! Mas você tem razão mãe, o passado é o que nos forjou e mesmo com todas as dores e traumas deles, nós devemos nos colocar de pé, pois se houver uma tempestade ela deve ser conduzida pelas nossas mãos!

    Ela afirmava com uma voz mais vigorosa, empolgando-se ao ponto de acabar por se sentar no estofado ao seu lado e virar para olhá-la diretamente. A jovem então sorria alegre para a sua última fala, uma felicidade que explodia quando você mencionava que iria levá-la a Roma. A mesma literalmente saltava na sua direção, derrubando o teu corpo no sofá e ficando por cima de ti, para lhe apertar com força e enterrar a face nos seus cabelos.

    -Obrigada mamãe!

    Como uma explosão de alegria e euforia, ela saltava, ficando de pé sobre as almofadas e falar contente, como se estivesse a contar para as estrelas.

    -Eu, Aylena, filha de Loretta serei abraçada na cidade eterna! Perfeito, não poderia ficar mais feliz!

    A jovem então rindo voltava a se sentar e cruzava as pernas, para tratar do tom mais sério da sua fala.

    -Bom, então você irá arrancar dos seus competidores a matéria prima, excelente jogada para enfraquecer os recursos. Podemos embargar também suas oficinas de produção alegando impactos ambientais, tenho contatos em Pisa por ter uma filial de minha construtora lá. Assim, além de não poderem mais ter acesso a matéria prima, ficarão sem poder escoar a produção já feita. O que acha?

    A jovem aguardava a sua resposta com uma expressão bem tranquila na face, já puxando do bolso um celular afim de começar a lhe inteirar sobre o contato que ela possuía, porem, o breve silêncio era cortado por um grito. Quase que como um urro de raiva, a voz de seu filho mais velho atravessava os corredores da sala de estar como um verdadeiro raio:

    -Onde minha mãe está! Me respondam imediatamente!

    Aylena olhava surpresa na direção do grito, especialmente porque você já conseguia ouvir uma discussão se iniciando na sala e a voz firme de Alfonsus não parecia estar disposta a perdoar aquela falta de educação. Sua filha, também parecia perceber a situação e comentava surpresa:

    -Uau essa é a voz irritada de Bash? Pensei que nunca ia ouvi-la! Acho melhor irmos até lá né mãe?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 12/12/2017, 12:08

    Não conseguia disfarçar meu sorriso de pura alegria ao notar que ela compartilhava comigo o gosto pelo melhor estilo de vinho que eu produzia. Me sentia meio orgulhosa de mim mesma e deixava isso bem claro. Não havia motivo para esconder daquela moça nada. Fora que era bom sentir que eu podia ali falar tudo que eu com tanta frequência guardava apenas para mim mesma. Minha fala vinha com muita empolgação compartilhada.

    - O Rosé é meu favorito, vejo que a minha menina tem um excelente bom gosto!

    O movimento dela me derrubava pelo sofá fazendo eu soltar uma pura gargalhada infestada de felicidade e amor. Falava repetitivamente "Minha filha!". Estava totalmente apaixonada por aquela menina que roubava com tanta facilidade meu coração e me permitia rir com tanta facilidade e naturalidade. Inspirava bem fundo então para sentir o cheiro daquela russa maravilhosa e nunca esquecer de sua fragrância, nunca. Só depois dela sair de cima em seu tempo, eu me arrumava novamente para cruzar minhas pernas.

    Meu sorriso mudava de estilo. Era agora um sorriso de orgulho e aprovação. Aylena mordera a isca e se provava ser proativa como eu queria ver dela. Não tinha como ela me deixar mais satisfeita. Assim eu ia concordando com suas palavras. Pensando com calma nos planos que iriam ocorrer na noite seguinte. Minha mente calculista entrava em processo e não deixava de esquecer das recomendações de meu fiel sócio.

    - As oficinas de produção são artesanais e ali residem as pobres almas mais presas à dominação. Porém sua ideia é fantástica se a direcionarmos para os distribuidores do produto. A sede fica em Siena e seria perfeito para seu plano. Certo...

    Assim eu me levantava da cadeira. Sinalizando para a jovem que era por pouco tempo. Dava algumas passadas até uma mesinha de cabeceira e pegava ali dentro um cartão com um número telefônico. Acreditava ter esse número em meu celular, mas eu não era boa compartilhando contato e assim soa tão mais autentico. Assim, pegava o cartão e voltava a sentar ao lado de minha filha e prosseguia com o assunto de maneira concentrada.

    - Aqui está o número privado de meu sócio e gerente de minha empresa em Florença. Flávio Rossellini, ele é um revenant e vive sob a luz do dia com sua família. Muito focado nos negócios, pragmático, proativo e eficiente. Usando essa linha telefônica, basta você se apresentar e ele saberá seu nível de importância. Combine com ele sobre seu plano e peça para o mesmo te atualizar nos detalhes dele. Amanha logo no começo do crepúsculo planejo acordar na reunião dos funcionários de nossos rivais e fazer um grande estrago. Até lá, conto com você junto de Flávio para agir com maestria e punho firme.

    Meu sorriso mostrava uma profunda confiança nela. Estava me arriscando de fato dando para aquela moça tanta informação crucial e privilegiada. Mas eu não me importava, pelo contrário, eu queria que não houvesse nenhum segredo para com ela. Assim eu me mostrava me entregar por completo e este sentimento de confiança absoluta me fazia muito bem. Era um alívio maravilhoso que me fazia beijar a testa daquela linda filha minha mais uma vez, depositando ali mais de meu amor.

    Assim eu escutava o grito de meu filho vindo do andar de baixo. "Ele realmente está transtornado consigo mesmo. Não fez as pazes internamente como devia. Vou ter de empurrar um pouco mais. Só não pode ser demais." Ficava por um instante com um semblante sério. Só que logo fazia um sorriso malicioso para a Aylena. Pois eu estava prestes a mostrar para ela um dos significados de ser Matriarca. Como também eu precisava construir confiança para poder transmiti-la para meu pequeno garoto. Eu o queria ver feliz e isso iria demandar de um pouco de esforço de todos nós. Assim eu me vinha a levantar.

    - Sim, é o Bash. Ele ta irritado porque eu o mandei não namoricar a prole e sim casar com ela... Bom, preste atenção na cena que virá. Pois saiba, lá embaixo nós temos uma Arconte, um Alastor, uma Templário e um Ex-Justicar, todos extremamente famosos. Só que eu sou a Matriarca e me portarei como tal.

    Dava alguns passos com a coluna ereta e a cabeça bem erguida. Só que não me direcionava para a escada de descida. Parava logo na mureta que me fazia olhar de cima para a sala de estar lá embaixo. Colocava as mãos com firmeza no parapeito e sem fazer nenhum suspiro ou esticada na coluna, mantinha meu peitoral cheio de ar e sorria delicadamente. Para assim, com uma voz delicada, ignorando toda a tensão da sala, me dirigir ao meu filho com palavras fora do contexto que ele esperava de imediato. Havia um profundo tom de confiança ali e muita convicção, mesmo escondida por trás do delicado sorriso amoroso que fazia.

    - Boa noite meu filho. Dormiu bem querido?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 13/12/2017, 17:41

    Sua filha silenciosamente concordava com as suas ações enquanto guardava o pequeno cartão que lhe era oferecido, ela certamente teria seguido o assunto se os gritos de Bash não tivessem tomado conta de toda a situação. Por tanto, a mesma logo se levantava para acompanhá-la até a sacada daquela lindíssima sacada em espiral, ali então você parava para anunciar a sua presença.

    Após a sua curta fala, era possível ver precisamente o que estava a ocorrer. Sua Juno estava de braços dados com Alfonsus e os dois estavam próximos de Evangeline, todos na parte central do hall decorado por sua filha. Alfonsus, fingia uma irritação que parecia de fato impressionar, afinal seus quase dois metros de altura sempre faziam com que suas menores ações parecessem sempre amplificadas. Olympia estava preocupada, mas silenciosa já Eva sorria com leveza, como se estivesse em um playground a ver irmãos brigarem.

    Na parte superior, por onde você e seus amados passaram para chegar ao Hall, seus olhos encontravam de imediato a figura de Valentina e Sebastian, a jovem tentava segurar o homem. Logo em seguida seus olhos encontravam a figura de uma misteriosa jovem ruiva que assemelhava-se com o importante Ventrue da Sardenha que atendia por Victor Berlinguer. Ao lado dela, estava Luana a tulipa dourada de Pietra e sua eterna aprendiz. As duas estavam agitadas e pareciam ter vindo correndo até o local da briga. Valentina prontamente mudava a postura assim que você se pronunciava, perfeitamente polida pela corte francesa a jovem parecia desculpar-se com os seus amores e assim como também exibia um enorme respeito por ti. Já Luana mandava um tchauzinho feliz para sua filha e era prontamente retribuída, as duas pelo visto eram amigas de longuíssima data.

    Assim que a sua presença era anunciada, os olhares se voltavam na sua direção. Sebastian soltava-se após cochichar algo para Valentina e começava a descer as escadas, a face do rapaz estava agressiva, os olhos dele lembravam muito os olhos dos próprios filhos. Por alguns instantes esse fator até chegava a realmente lhe preocupar, mas era Sebastian ali e o coração do rapaz jamais se escureceria, por tanto, ele parecia muito mais machucado do que determinado a ferir. E enquanto descia as escadas, ele olhava na sua direção e falava:

    -Mãe, por favor sem jogos. Eu já estou entendendo perfeitamente a situação, entre vocês quatro e ao contrário do que me foi oferecido, eu vejo tudo com bons olhos. Porque logo você Mãe?! Isso é algum tipo de punição, eu sei sou uma pilha de falhas, essa face de bom moço é uma farsa enorme... Mas precisava fazer meu amigo infeliz? Fazer minha Tina se frustrar?!

    O rapaz fazia uma pausa na caminhada, ficando bem perto do final da mesma e puxando o ar para um grito mais forte e alto. Todavia, a jovem ruiva então corria descendo as escadas, passando por Valentina e puxando-a pela mão, empurrando-a literalmente contra as costas do seu filho e o desarmava imediatamente, assim o que parecia um inicio de ataque de ódio se modificava em uma legítima pirraça:

    -Deixe-a fora desses jogos! Maldição!

    Seu filho então batia o pé e cruzava os braços, enquanto Valentina o abraçava por trás com muito carinho e apoiava o queixo sobre os ombros dele. O mesmo ainda resmungava:

    -Que infortúnio!

    A jovem de cabelos vermelhos respirava aliviada enquanto Luana sorria alegre no topo da escada, já Alfonsus parecia surpreso e talvez até perdido em alguma nostalgia, afinal seu filho comportava-se com uma enorme semelhança com a figura do Senhor de Alfonsus. Enquanto Evangeline cochichava algo para Olympia algo que parecia ser bem divertido. Tina seguia agora, claramente controlando seu filho, falando algo em seu ouvido e virando-o para beijar seus lábios em uma demonstração pura de amor, outras pequenas palavras baixíssimas eram trocadas e a mesma por fim, dava um beijo mais longo no rapaz e dava um passo para trás, esticando a mão para ele. O mesmo aceitava o convite, entrelaçando os dedos dela com os deles e recuando para a escada, onde ali ficava ao lado de Valentina. Luana e Mirian estava a dois degraus acima e um breve silencio parecia se formar, algo que enfim incomodava Eva, que preparava-se para dizer algo, mas não o fazia por levar os olhos na sua direção.

    Imagens Adicionais:
    Roupas de Sebastian:
    Valentina:

    Penteado:
    Vestido:
    Sapatos:
    Luana:

    Roupas:
    A Jovem Ruiva:

    Roupas:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por King Jogador em 14/12/2017, 13:11

    Ficava a observar a cena com a maior tranquilidade e paciência do mundo. Era necessário de mim tanta paciência e por mais que meu sangue quente do mediterrâneo me desse vontade de soltar alguns gritos elevados eu notava a fragilidade de meu filho. "Ele está perdido e isso não é bom. Meu filho está quase para superar suas dores. Mas precisa de um pequeno incentivo." Meus olhos iam em seguida a observar a nova integrante da cena, fazendo de leve eu arquear a sobrancelha, para só um mestre na empatia notar. Claro que antes disso eu dava um singelo aceno para Luana. A ruiva de aparência gritante com Victor Berlinguer no entanto me chamava muita atenção, afinal claramente era uma cainita.

    "Provavelmente uma patrícia da Sardenha. Mesma terra da Valentina e essa garota está com muita influência íntima ao toque com o casal. Me pergunto até que ponto ela ajudou na união desses dois. Me pergunto também se o Don Berlinguer possui alguma influência nessa mudança de atitude que meu filho se mostrou ter recentemente. Afinal ele conseguiu começar a superar as sombras do passado e almejar um título de Príncipe, um Principado de alta influência na Itália toda. Será essa influência só positiva? Nem todas as segundas intenções são negativas, mas sempre existe a hipótese. Não posso deixar isso passar desapercebido. Mas para eu realmente chegar a fundo, terei de conhecer bem essa moça e demonstrar total aprovação á presença dela. Por hora..."

    Ficava mergulhada em pensamentos enquanto a pequena Tina tomava seu tempo para ter uma conversa mais íntima com Sebastian. Botava meu peso sobre minhas mão na mureta da sacada e cruzava a a perna direta numa forma de descanso. Quando ela finalmente terminava eu me preparava para agir. Ali eu notava a presença da linda Evangeline prestes a falar. Com um pequeno gesto com minha cabeça pedia permissão para tomar a iniciativa. Esperava que Aylena notasse como eu agia para conseguir minha deixa total para começar a falar. Então enchia meu peito de ar e começava a soltar uma fala doce tragando a sala com um aroma não esperado para a ocasião.

    - Alfie... Meu querido, sei que não é por mal, mas sua presença está deixando nosso filho um pouco agitado, poderia sentar-se um pouco?

    Após olhar de forma bem amena e amável para Alfonsus, simplesmente esperava que ele concordasse com meu pedido. Meu foco seguinte voltava para Sebastian. "Ele parece tanto agora o Elonzo. Tal pai, tal filho eu diria. Me traz recordações tão boas daquele Pequeno Grande Rei. Saudades dele..." Não conseguia esconder meu sorriso que possuía um certo tom de aprovação disfarçado ali dentro. Com a mão eu gesticulava para ele se aproximar um pouco, saindo do meio da escada ao qual ele estava e vindo para perto. Deixando apenas eu na parte mais alta da cena. Eu e minha filha, que eu esperava estar notando todos os pequenos gestos que eu fazia para manter de forma singela meu controle absoluto na cena.

    - Filho, quando o conheci você era tão apaixonado e convicto de suas escolhas, sempre se mostrou ser. Foi assim que me cativou, meu pequeno. Arde meu coração vê-lo assim e me recuso a concordar com suas palavras sobre suas falhas. Pois quero você forte, seguro e lindo como sempre foi. Até pensei num presente especial só para ti, meu pequeno príncipe.

    A palavra príncipe aqui tinha um duplo significado. Afinal pela falta de entonação que eu dava, não me focava diretamente ao título de Príncipe, e sim à um apelido antigo dos tempos de outrora. Provavelmente trazendo lembranças ao Bash de como eu o chamava antes mesmo dele ter se tornado um cainita. Ali minha voz se misturava no mais sincero e profundo dos amores. Mostrando que mesmo com meu sangue italiano e vontade de dar uns tabefes nas orelhas do meu filhote, era com o amor maternal que a Matriarca iria se manter no topo da cadeia familiar.

    Meu ato seguinte, antes de retornar a fala, era sorrir com profunda confiança para Olympia, na esperança desta compartilhar minha convicção e ficar tranquila com o desenrolar da cena. Apaziguando ainda mais os ânimos e esperava que essa outra singela ação também fosse notada pela minha nova filha. Assim então, voltava para Bash e finalmente parava de comer pelas beiradas.

    - Não precisa pedir que eu pare com os jogos. Nunca jogo com você e você sabe disso. Sequer disse "não" para a linda Valentina. Estava a um passo de mandarem pegar argila de Sardenha só para ela poder fazer arte em sua máxima excelência. Porém eu lhe fiz uma condição para realizar seu pedido. Você considerar que eu disse não é dizer que você planeja em recusar a minha condição. Mas isso seria realmente verdade? Eu conheço bem meu Bash que age por impulso as vezes e acho que ele sequer contou para a moça especial ao lado dele qual foi a condição que eu disse.

    Dava meu tempo com as palavras. Para não pegá-lo de surpresa com o desenvolvimento de minha frase garantindo que o frágil estado do humor dele não estourasse com meu pequeno jogo de palavras. Afinal eu estava de fato a jogar com ele. Mas não era um jogo político e sim um jogo de sentimentos, sentimentos puros e fortes inclusive. Então eu finalmente dava uma longa pausa e soltava no final meu último pedido para ver como ele agiria. Já pensando em planos de contenção caso o furacão herdado de Elonzo explodisse ainda mais dentro dele.

    - Porque não conta para ela?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato VIII - O Prelúdio da Segunda Noite

    Mensagem por Danto em 18/12/2017, 03:51

    Alfonsus olhava na sua direção de maneira muito breve, ele parecia preocupado com outras situações, na realidade era como se o enorme homem soubesse o que se passava na sua mente, pois ele sentava de braços dados com Olympia no sofá e ficava a observar a jovem de cabelos ruivos. Sua Juno olhou logo para ti e sorriu feliz, porém, após a sua fala a primeira a se pronunciar era Evangeline! Ainda de pé a loira provocava:

    -Yer, sua mãe tem razão querido. Porque não conta para ela?

    "Yer" era o apelido que Pietra usava com Sebastian, era uma forma delicada de apelar aos caminhos mais delicados do coração de seu filho porque sempre trazia na memória dele a figura da irmã que ele tanto amava e adorava, a que ele sempre defendeu em todas as oportunidades. A fala de Evangeline parecia dobrar o peso que recaia sobre os ombros de Bash. O rapaz engolia seco e esfregava as mãos, fechando os olhos e respirando fundo, deixando um suspense no ar que só se quebrava por causa da fala da própria Valentina:

    – Não se preocupe querido. Não importa qual a condição, eu estarei ao seu lado independente do que seja.

    O seu filho enfim olhava para você após ouvir a fala de Tina, encarando-a com determinação e ao mesmo tempo com muito amor, ele afirmava:

    -Nós temos que conversar mãe. Mas por hora, tenho de esclarecer essa situação.

    Ele então se virava para olhar Valentina, exclusivamente ela e dava passadas firmes para parar na base da escada, levantando a cabeça e falando:

    -A condição imposta era a de haver um anel de noivado em teu dedo Nina. Por isso digo, Valentina Segantini, tu és o amor de minha vida e tem em suas mãos o meu coração para todo o sempre! Eu colocaria uma anel em cada um dos seus dedos com orgulho e alegria, pois sei que és e será sempre meu amor. Todavia eu não tenho o direito de lhe pressionar, ninguém aqui tem!

    Nesse momento ele olhava para outra vez para você, para deixar bem claro o próprio ponto e por fim, tomado por uma fortíssima onda de coragem que a inspirava, ele seguia a revelar-se diante todos.

    -Sabemos que não estamos sozinhos, nossa querida Mirian fará sempre parte de nossas vidas e eu a amo. Todavia, é você que eu escolhi como minha futura esposa e quando estiver pronta para tal saiba que eu também estarei!

    A face da ruiva se avermelhava e ela suavemente olhava na direção de Alfonsus, para depois olhar para ti, como se pedisse silenciosamente por uma chance de se explicar. Evangeline exibia um largo sorriso emocionado, sua filha dava um passo na sua direção, claramente ansiosa pela resposta de Valentina, como todos ali estavam! A jovem arregalava os olhos e olhava assustada na direção de Mirian, ela parecia confusa, até um pouco sem chão... Até que milagrosamente, os olhos dela brilhavam, como se uma ideia ou memória tivesse chegado até a mesma. Assim, Valentina exibia um lindíssimo sorriso nos lábios, um sorriso que apenas uma alma apaixonada era capaz de fazer.

    Ela então buscava por Sebastian, o mesmo quase que corria para amparar a amada. Ali, a jovem cruzava os braços por cima dos ombros do seu filho e dizia:

    – Bash, meu amor. Eu não sei por que você fez todo esse alvoroço, até por que eu já havia lhe dito essa resposta.

    Uma curta pausa era feita para que, com minha mão ela começasse a acariciar o rosto do amado enquanto o admirava antes de retornar a falar. Uma linda comoção tomava conta da sala, Evangeline andava para sentar-se junto de Alfonsus e Olympia, abraçando o braço disponível do homem, já sua Juno olhava para ti, ela olhava exatamente como Valentina olhava para Bash!

    – Sebastian Soyer, tu és o único homem que eu realmente amei em toda minha vida. Por você eu enfrentaria todas as trevas para preservar a tua luz frágil e pura, por que você é o único que fascinam meus olhos, faz meu corpo desejar e meu coração palpitar como se estivesse viva de novo! Tu és mais do que podes imaginar. És a maior razão da minha existência e eu ficarei ao teu lado sempre que você precisar.

    Após terminar de falar, ela dava um beijo quente e apaixonado no rapaz. Assim que aquele beijo terminava ela se afastava um pouco e, depois, olhava para Mirian e dizia:

    – Mipa, você também tem o seu lugar especial em meu coração. Foi você a primeira pessoa a me aceitar, a me mostrar o mundo e quem me ensinou a amar. Eu não seria o que sou hoje sem ti e meu amor você também não tem limites!

    Soltando um beijo a distância para a ruiva e usando de suas últimas forças, Valentina se virava para olhar na sua direção e em  seguida para Alfonsus e as duas outras mulheres no sofá, e com um largo sorriso, ela exibia confiança para, ao final, fazer uma leve reverência informal.

    – Eu ficarei feliz em poder fazer minha arte em sua casa, sogrinha...

    Valentina então cambaleava para trás, ela havia usado o máximo de força que tinha e era segurada por Alfonsus! O forte e ágil homem literalmente cruzava o salão para segurar a jovem antes que qualquer olho pudesse piscar. Ela parecia faminta, por causa das presas expostas, porém não era só ela que precisa de amparo...

    Sebasitan virava para olhar na sua direção, os olhos lindos azuis do seu filho estavam inteiramente tomados por lágrimas, ele se segura contra um fascínio avassalador para pedir por ti:

    -Ela disse sim mãe, ela disse sim... Por favor, diga que aprova. Não, não diga, se aprovas, mãe, me dê um abraço, por favor!

    Assim seu filho abria os braços, usando toda força que possuía para não entrar em fascínio até que você oferecesse alguma reação para o mesmo. Alfonsus por outro lado falava em sua mente:

    "Cuide de nosso filho querida, irei providenciar alimento para Valentina, aliás, essa ruiva me preocupa. Tente conversar com ele a respeito disso, assim que ele se recuperar é claro. E me diga, Lena foi aprovada? Estou ansioso por sua resposta meu amor!"

    Eva agora cruzava os dois braços dela em torno do braço de Olympia e Luana se aproximava delas para observar o decorrer das ações enquanto por fim, Alfonsus começava a sair com Valentina nos braços.

    [Off: Última Ação Para o Final do Ato]


    Última edição por Danto em 19/12/2017, 11:22, editado 1 vez(es)

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