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  Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação

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Lugo

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   19/11/2017, 15:50

Após deixar as opções para Mirian escolher, eu me afastava da garota um pouco e ia até a cama, onde me sentava na beira da mesma. Com as pernas cruzadas, eu a observava colocar a roupa escolhida, mas, depois de seu comentário, meus olhos buscavam por Sebastian, que provavelmente estaria mais vermelho do que um dos vestidos pré-escolhidos.

“Own Bash, você fica muito fofo quando fica assim, mas você também sabe que é justamente isso que a Mipa queria tirar de você.”

Permanecendo em silêncio, eu apenas observava as reações de Soyer às brincadeiras de Mirian, mas não por que queria ver onde ia dar e sim por que a ruiva trazia a tona uma verdade que também me deixava sem graça. Assim como Sebastian, meu rosto ficava um pouco vermelho e  eu cobria parcialmente minha face com a mão para esconder minha vergonha e um sorrisinho atrevido.

– Mipa, você não tem jeito mesmo…

Sussurrando para mim mesma, eu respirava um pouco mais pesado para deixar a vergonha passar. O que acontecia bem rápido, pois após as palavras de Sebastian, meu sorriso um pouco debochado sumia por completo e dava lugar a um mais empático e carinhoso. As palavras dele faziam me mexer na cama para poder olhá-lo diretamente e, depois, me levantar para ir abraçá-lo com carinho. Após a fala de Mirian, eu levava minha mão direita a seu rosto e, com carinho, o virava na minha direção para olhar-lhe nos olhos e falar.

– Todos nós nos arrependemos de alguma coisa e todos temos feridas por causa disso… Eu mesma me arrependo de ter reprimido um sentimento tão lindo e maravilhoso que tinha por você…

Fazendo uma pequena pausa, eu deixava um sorriso escapar e repousava minha cabeça em seu peito, virando meu rosto de lado e olhando na direção de Mirian.

– Mas hoje eu sei que precisamos fazer alguma coisa, se não o remorso vai nos consumir eternamente. Hoje nós temos uns aos outros para sermos pessoas melhores e aos poucos vamos curar todas as nossas feridas!

Novamente com meu sorriso aberto no rosto, continuava a olhar para Mirian por mais alguns poucos segundos e depois me virava para Sebastian para deixar um curto selinho em seus lábios. Após o beijo, eu tomava as mãos dele com as minhas e continuava a falar em um tom mais animado, que no final era complementado com uma olhadinha de canto na direção de Mirian.

– Mas hoje não é uma noite para olharmos no passado e sim no futuro. Hoje estamos aqui para lhe ajudar querido! Estamos aqui para lhe dar a confiança, o suporte e todo o amor que você merece e precisa para alcançar seus objetivos… e mais tarde a gente dá uma lição na Mipa, certo?

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Danto
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   21/11/2017, 16:00

Sebastian concordava contigo, segurando com carinho a sua mão o rapaz não deixava de movimentar a cabeça positivamente e sorrindo, olhando junto contigo para Mirian e respondia:

-Você tem total razão Nina, precisamos olhar para o futuro! E quem sabe dessa vez uma certa ruiva não desmaie e aguente até o final não é mesmo?

Mirian olhava surpresa para Sebasitan, especialmente porque era verdade! Era ela a normalmente se destacar nessas cenas mais intimas e nas duas últimas ela havia simplesmente perdido o próprio controle!

-Besta!

Resmungava Mirian, mostrando a língua e fazendo bash rir alegre da situação. Logo em seguida enfim havia tempo suficiente para todos se vestirem, dentro de um pequeno silêncio bem agradável e tranquilo, vocês ajudavam o homem a fechar os botões da camisa e a pentear os cabelos, assim como ele as ajudava a fechar os vestidos e vestir os calçados. Para finalmente vocês três sairem do quarto, Sebastian era o primeiro a sair e sem nenhuma pressa começava a andar pelos corredores, mas no momento em que você saia do quarto, uma figura pequena e serelepe literalmente saia de trás de uma estatua, quebrando o efeito de ofuscação e atirando-se contra o seu corpo. O perfume logo a alegra, além do abraço quente e apertado.

-PRIMA! NINA! OIE!

Era Luana! A jovem a apertava e beijava com bastante carinho, para então lhe soltar e dizer animada:

-Você tá cheirando a Sebastian! Que fofo! Até que enfim eim! Mas antes, me abraça aqui de novo, to com saudades da minha priminha!

Bash ria, era bem claro que ele havia notado a presença de Luana e propositalmente ignorado. Já Mirian se assustava e saia correndo de dentro do quarto, afinal, as duas filhas da lua haviam construído uma amizade divertida e bem próxima durante as várias visitas que Luana havia feito a Manchester.

Luana Aaldenberg:
 
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   21/11/2017, 19:59

– Nossa Bash, você também não deixa escapar né? Foi logo no ponto fraco dela.

Rindo e comentando debochadamente após a careta de Mirian, nós finalmente voltávamos a nos arrumar para irmos até a festa. Primeiramente, e com muito cuidado, eu ajudava Sebastian a colocar suas roupas, prestando atenção em todos os detalhes para que o mesmo ficasse perfeito, e depois fazia o mesmo com minha ruiva preferida.

Apesar de os dois saberem se vestir melhor do que eu, afinal Sebastian tinha muitos anos de experiência e Mirian simplesmente havia nascido em nesse meio, eu ainda os ajudava da melhor maneira que podia e, durante o processo, eu pegava meu celular para, novamente, mandar uma mensagem para Henry.

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Ao fim da mensagem colocava um das carinhas envergonhadas e um coração e, então, guardava o celular em uma pequena bolsinha. Após colocar o celular na bolsa, eu o olhava por um pequeno momento e me lembrava de Leona, mais especificamente da mensagem que ela havia me mandado pouco antes de tudo começar a mudar.

“Bem, então está na hora… espero que eu não vomite quando estiver de frente para Leona, pois só de lembrar eu já estou um pouco aflita.”

Sacudindo a cabeça para retirar aqueles pensamentos negativos, eu rapidamente começava a sair do quarto, praticamente seguindo Sebastian em um piloto automático e, ao sair, era pega de surpresa pela pequena tulipa que surgia por trás de uma estátua e me fazia pular para o lado e dar um gritinho.

– Ai meu Deus! Você está aqui mesmo minha lindinha!!

Assim que sentia o toque quente de minha prima, eu retribuía o abraço da mesma maneira, mas a apertava tanto que ficava naquele abraço por um bom tempo, até ela se espernear para se soltar. Mas, mais surpreendente que a aparição repentina de Luna, era a fala da mesma que me fazia ficar completamente vermelha, mas que também me fazia rir alegremente.

“A chuva no jardim do Bash, não é? Ai, agora que estou com vergonha mesmo!”

– Ai céus! Você falando assim eu me sinto mais avoada do que já sou! Mas venha aqui minha fofinha, vou lhe encher de beijos!

O final de minha fala saia meio abafado pois eu mordia o lábio inferior da boca e fazia uma carinha de quem ia atacá-la com muito amor, e eu ia mesmo! Abraçando-a novamente, eu a apertava em mais um abraço e dava vários beijinhos em seu rosto para, então dar um pequeno espaço para Mirian se aproximar e finalmente perguntar animada.

– E então, me conta, você vai ficar por aqui mais tempo agora né?


Bolsa:
 

[Off: Gasto 1 ponto para aquecer o corpo]

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   23/11/2017, 20:50

-Você não é avoada priminha, você é a luz que irá fazer o jardim do Bash florescer novamente, era só uma questão de tempo e para ele, o tempo, tudo é em um piscar de olhos!

Respondia a jovem tulipa dourada que não largava dos seus braços, mesmo quando Mirian chegava correndo e também a abraçava! Vocês duas faziam praticamente um sanduíche daquela pequenina e amável criatura que atendia pelo nome de Luana. Sebastian apenas observava a cena com um sorriso delicado nos lábios.

-Sei que veio com Alfonsus querida sobrinha, mas saiba que faço questão de que fiques lá em casa conosco, afinal, precisarei de muita ajuda para reavivar o antigo casarão que já não uso a alguns anos! Afinal, sua sobrinha mais velha já deixou bem claro que a casa onde me hospedo é dela e ela tem razão, eu não teria coragem de obrigá-la a oferecer abrigo para os meus hospedes.

Luana comentava com a voz bem abafada:

-Mammie ainda não acordou, Lotte foi à Paris e Renz não iria nunca sair do lado de Mammie né! Logo, eu fiz umas viagens, vi Amsterdã de novo... Feia como sempre! Mas bem, você está certíssimo titio, tá na hora de crescer né! E eu vou te ajudar, não do mesmo jeito que essas duas né!

Mirian complementava:

-Deixa de falar bobagem gente, olha quem tá aqui! Eu quase que morro de saudades de ti sua pequena sem noção nenhuma! Tenho tanto pra conversar, ainda não aprendi a senti as vibrações como você faz, mas comecei a ler um pouquinho da quarta dimensão! É incrível!

Luana se espremia para sair do abraço e rindo de maneira divertida ela colocava o indicador na frente do próprio lábio ao afirmar:

-Xiu, nada de compartilhar nossos segredos com esses meros mortais!

Sebastian ria da situação e retrucava:

-Fico feliz que vocês possam trocar figuras sobre a percepção singular dos filhos de Malkav, mas antes que as duas luas acabem por nos fazer perder o caminho, devo sugerir que caminhemos até o encontro dos demais membros dessa família, acredito que deverá ocorrer alguma forma de conversa. E eu estou com muitas saudades de meu irmão!
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   26/11/2017, 11:49

Fazendo uma pausa no meio do abraço, mas ainda sem largá-la de meus braços, eu a ouvia e abria um alegre e encabulado sorriso para, então, concordar com a cabeça.

– Eu ainda fico sem reação quando você diz isso para mim, mas eu vou dar todo meu amor e dedicação para que o brilho dos olhos dele nunca sumam.

Abraçada novamente com minha prima, eu falava baixinho em seu ouvido, mas quando Mirian chegava, abrando-a por trás, eu tomava um pequeno susto e a apertava ainda mais, por alguns segundos, para, enfim, soltá-la. Apesar de ter encerrado a sessão de abraços, eu ainda não largava a garota e começava a arrumar o vestido dela, que após tudo devia estar um pouco desarrumado, enquanto ouvia Sebastian falar.

“Então não vamos mesmo voltar para a casa das filhas dele!? Estou ansiosa para conhecer essa casa, mas ainda mais ansiosa para ter a Luna, o Alfie e tia Eva conosco! Mas espera, se eles vão ficar com a gente, então… eles não vão ficar aqui por tanto tempo assim?”

A vermelhidão em meu rosto mal havia passado e eu já voltava a ficar ainda mais vermelha. Soltando um suspiro pesado e segurando o riso, após Luana responder Sebastian, minha pose confiante e forte desaparecia um pouquinho, mas a quebra de assunto de Mirian ajudava a me recompor.

Quando as duas filhas da lua se juntavam e falavam sobre algo que eu não conseguia entender, eu me aproximava de Sebastian e, tomando seu braço e entrelaçando com o meu, ficava ao seu lado observando as duas conversarem, até o homem interromper.

“Ter a Luna conosco por um tempo vai ser melhor do eu esperava, afinal a Mipa mesmo falou que queria mudar e a Luna agora é uma Ancillae que pode ajudar muito no desenvolvimento da Mipa. Bem, somente o tempo dirá, mas assim como eu não vou deixar o lado de Sebastian, eu também não vou te deixar, Mipa!”

– Verdade, afinal ainda temos que apresentar uma certa mocinha para a família, não é mesmo?

Mirando na ruiva a minha frente eu deixava claro que estava falando dela e, em seguida, estendia a mão, na direção das duas, convidando-as a virem conosco ao encontro dos outros.

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   28/11/2017, 19:56

Luana era uma figura de felicidade única, era como se a pequena tivesse uma luz própria capaz de deixar até a mais tenebrosa das criaturas feliz! E era com esse sorriso que ela tomava um breve espaço de todos e cruzava os braços para então indagar:

-Calma calma! Nada disso! Calminha! Quero explicações! Eu estou aqui representando a figura de minha Mammie, ou seja, em nome de Pietra Rita Rafaldini! O que exatamente está acontecendo aqui mocinho?

Luana colocava uma mão na cintura e apontava a outra para Sebastian. O nome de Pietra, a irmã mais velha e queridíssima de Bash o fazia respirar profundamente, exibindo uma saudade notória.

-Certo, você é a primeira mas não será a última a me indagar. Bem, eu passei séculos incapaz de seguir em frente, mas quando eu conheci essas duas jovens eu soube que elas me ajudariam a voltar a viver! Mirian me trouxe o desejo e Valentina o amor... Ainda não pensei em termos formais, sei que vocês irão todos pedir por isso. Mas eu... as amo! Por enquanto é o que eu consigo dizer!

Luana concordava positivamente e fazia um sinal de positivo, aprovando a situação e então começava a andar naturalmente para frente. Sebastian balançava a cabeça e passava a mão pelos cabelos, para também seguir a jovem. Mirian enfim tomava a sua mão esquerda e a puxava, a face da jovem de cabelos ruivos estava totalmente tomada por uma coloração também avermelhada, algo raríssimo para ela, tão raro que ela simplesmente se mantinha em silêncio e busca a sua mão na esperança de ter apoio e não travar ali diante de Bash e Luana. Assim vocês caminhavam brevemente até a figura de Henry se aproximar, já trazendo seu batom em mãos.

-Aqui está querida! E boa noite a todos, Bash querido, tente parar de sorrir um pouquinho seu lindo!

Sebastian não consegui e simplesmente ria de maneira divertida após a fala de Henry.
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   29/11/2017, 13:07

O jeito cativante e carismático era uma das coisas mais belas e divertidas da pequena e sempre me fazia rir, independente de quão ruim ou boa a situação estava. E naquela noite não era diferente. Com toda a marra e fofura que aquele ser podia carregar, ela colocava Sebastian contra parede e o indagava pegando a todos de surpresa.

Com os olhos um pouco arregalados e atônita por um momento, eu ficava em dúvidas sobre o que exatamente ela estava perguntando, porém, a resposta do homem vinha com bastante ternura mas trazendo uma sensação maravilhosa que arrepiava os pelos de meu corpo, assim como a mais suave brisa do mar.

“Você não sabe o quanto isso significa para mim, Bash.”

Parando por um momento, um sorriso escapava de meus lábios e meu peito exibia uma respiração pesada até, finalmente, conseguir pensar em como responder ao que havia acabado de ouvir. De forma serena me aproximava dele e dava um suave e delicado beijo em sua bochecha.

– Você é um fofo, Bash! Além disso você e a Mipa são os amores da minha vida, mas se quiser usar um termo formal por que não diz que somos suas… namoradas, o que acha?

Era de fato um pouco estranho falar aquilo após tanto tempo em uma vida completamente diferente, afinal, meu último namorado havia sido quando ainda era uma mortal. A verdade é que eu também não sabia como definir aquilo que estava acontecendo, eu nunca havia pensado que teria um namorado novamente, mas, mais uma vez fui pega de surpresa.

Antes de me recuperar da primeira surpresa, o toque da mão de Mirian segurando a minha me chamava atenção e imediatamente me virava em sua direção para me deparar com a imagem de minha amada tão vermelha quanto o próprio cabelo.

“Não é possível! Não acredito que isso finalmente está acontecendo! Venha cá meu amor, eu sempre fiquei imaginando quando alguém finalmente entraria no seu coração.”

Boquiaberta por um segundo e segurando sua mão com os dedos entrelaçados, eu a puxava para perto, até que nossos ombros se tocassem, e a lançava um olhar acolhedor e um acenar positivo com a cabeça, indicando que estaria ao lado dela naquele e em todos os momentos.

De braços dado com Sebastian e segurando a mão de Mirian, seguíamos pelo corredor com Luana ao nosso lado até sermos abordados por Henry que trazia consigo o batom que havia pedido. Assim que ele me entregava, me soltava momentaneamente de Sebastian e Mirian para abrir a carteira, que segurava com a mão esquerda, e colocar a maquiagem dentro dela.

– Muitíssimo obrigada querido! Eu sinto muito se estragamos todo seu trabalho...

Falando com um pouco de vergonha minha voz ficava mais fraca no final da frase até por que o comentário do Vassalo e me retraia uma pouco. Entretanto um sorriso bobo também aparecia e eu comentava baixinho enquanto retomava o braço de meus dois amores.

- Ai meu Deus... Mudando um pouco de assunto... mais tarde ou amanhã eu gostaria de falar de novo com você Heny. Tive umas ideias e gostaria da sua opinião, pode ser?

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   1/12/2017, 17:13

-Namoradas, bem... Eu estou bem feliz com esse termo, na verdade eu não me importo muito por agora com isso, todavia, conheço bem as lideranças da família e o jeitinho italiano dessas. Mas sem sofrer por antecedência não é mesmo queridas?!

Respondia Bash com um tom tranquilo de voz, lançando um beijo pelo ar na direção de vocês duas enquanto vocês se deslocavam pelos corredores, o rapaz já estava feliz por tudo que estava ocorrendo e poder ver especialmente as suas expressões e ações o deixava ainda mais contante de seguro de si.

-Não precisa se desculpar, você está radiante Nina! E saiba que quando precisar querida, é só me chamar que eu estarei aqui para conversar sobre essas suas ideias mirabolantes que já estão me deixando ansioso!

Respondia o experiente vassalo francês com um sorriso bem simpático na face, Bash então aproveitava-se da interação entre vocês para se aproximar de Henry e saudar o mesmo com um beijo na face e um carinhoso abraço, afinal, a amizade deles era especial e todos sabiam disso. Não seria exagero algum afirmar que Henry era a séculos o melhor amigo de Sebastian!

-Por favor né Henry, um pouquinho de discrição meu caro. Ainda estamos nos acostumando com tudo isso!

Luana fazia um pequeno giro para observar os arredores e respirar fundo, para finalmente parar na sua frente e falar:

-Porque você não conversa logo com Henry enquanto eu arrasto o Bash para uma formalidade rapidinha eim? Ah, sabia que você ia concordar! Até loguinho!

Sem lhe dar nenhum espaço, a pequenina tulipa puxava Bash pelas mãos e literalmente saia puxando e correndo na frente. Mirian olhava confusa, mas não intervinha e Henry, sem conter risos olhava novamente na sua direção e perguntava:

-Então querida, como posso ajudá-la?!
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   4/12/2017, 00:30

[Off: Teste de Empatia + Percepção = 7d10]
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   4/12/2017, 00:30

O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


'D10' : 2, 9, 3, 1, 10, 5, 10
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   4/12/2017, 02:01

Apesar do balançar negativo de minha cabeça, o sorriso meigo permanecia em meu rosto e eu ficava apenas a apreciar o magnífico som da palavra namorada que saia da boca de Sebastian.

“Você se preocupa de mais Bash, mas, eu não sei como o nosso status de relacionamento poderia ser uma dor de cabeça…”

– É claro, querido. Vamos por partes, agora nosso foco é outra coisa, certo? Teremos tempo suficiente para discutir nossa relação.

No mesmo tom calmo e singelo que ele falava, eu o respondia olhando diretamente em seus olhos, mas, ao final da fala, dava uma piscadinha e retribuía o beijo com um pequeno charme ao beijar minha mão e, depois, soprando o beijo em sua direção.

“Mas, parando para pensar… ele falou ‘por agora’. Não, calma, vamos focar somente no agora mesmo, até por que ainda tem muita coisa para acontecer.”

Por uma fração de segundos minha mente ficava um pouco confusa e meu corpo era tomado por uma leve ansiedade que não sentia a muito tempo. O ar preso em meus pulmões saia em um suspiro rápido ao ouvir as palavras de Henry e, imediatamente, meu sorriso voltava ao seu devido lugar após ouvir os elogios do fiel vassalo de Soyer.

– Você sabe que agora eu vou mesmo lhe aperrear, né?

Rindo de minha própria fala, e da de Sebastian também, mais uma vez Luana surpreendia e tomava a frente e me dava uma brecha para poder falar com Henry antes do que eu esperava. Claro que, acima disso, eu também ficava curiosa sobre o que minha prima tinha a falar com Soyer, entretanto eu deixava aquilo de lado e concordava com a cabeça.

“Isso foi inesperadamente bom, o quanto antes eu adiantar isso com o Henry melhor! Obrigado Luna!”

Vendo os dois saírem correndo, eu reparava que Mirian ainda estava ao meu lado, mas, não só isso, estava nítido que algo nela não estava certo.

“O que está acontecendo Mipa? Eu nunca há vi dessa forma…”

Eu estava pronta para tomar as duas mãos da ruiva e perguntar o que estava acontecendo, mas, a aproximação de Henry me fazia frear por um momento. Apesar de não dar a atenção que Mirian merecia naquele momento, eu fazia com que nossos olhos se encontrasse mais uma vez e, apenas com o meu olhar, tentava pedir para que ela esperasse mais um pouquinho. Sem largar a mão dela, me voltava para o vassalo com um sorriso animado e começava a falar.

– Bom, vamos lá. A verdade é que são muitas coisas que eu tenho para falar, mas, como eu disse para o Bash, vamos focar no agora… Na noite passada eu tive uma ideia maravilhosa para um vaso novo e eu queria fazê-lo o mais rápido possível para que ele possa ficar aqui, nesta casa, e para que toda a família do Sebastian possa ver.

Começar a falar sobre aquilo me deixava visivelmente animada e meu corpo simplesmente não conseguia se conter. Meu braço livre se movimentava como uma verdadeira italiana e minhas palavras saiam em uma mistura de sardenho com o italiano comum devido a tamanha euforia. Ao final, fazia uma pequena pausa, fechando os olhos e soltando um suspiro alto para me controlar e retornar a falar.

– Eu sei que o que eu estou lhe pedindo pode ser muito difícil de se conseguir e eu realmente entendo se não der, mas eu queria muito poder fazer essa peça aqui, ainda hoje, para que fique amanha, o dia todo, secando e estar pronta a noite. Então… será que daria pra a gente conseguir arrumar uma salinha escondida e os materiais para eu fazer esse vaso no fim da noite?

Com um sorriso contido e os olhos pidões eu torcia para que Henry me ajudasse naquela missão impossível enquanto ainda segurava a mão de minha amada.

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   4/12/2017, 19:11

Mirian lançava um olhar direto na sua direção, havia algo diferente ali. Era como se a jovem quisesse muito poder se abrir contigo mas estava faltando algo, a presença de Luana havia colaborado, mas a saída dela tão agitada e rápida certamente desencorajou a sua amiga e agora namorada a falar. Todavia, enquanto esta se mantinha em silêncio, sua atenção era direcionada ao sempre simpático francês que usava agora, o idioma natal para lhe responder:

-Possível é e não é assim tão complexo quanto você imagina, mas eu não posso lhe dar certezas. Enviarei uma mensagem para o responsável pela mansão e ele entrará em contato direto com Loretta, isto colocará o seu pedido sob avaliação. Afinal, eu não tenho direito de sair organizando a casa onde somos convidados, teremos maiores liberdades em nossa casa assim que o festival terminar! Um instante...

O homem levantava o indicador e tirava o celular do bolso, para então aguardar a sua resposta e só assim, distanciar-se alguns passos para executar uma ligação com um homem que atendia pelo nome de Andrea. Enquanto isso, enfim havia espaço para você e Mirian e a jovem ruiva se aproximava, tocando delicadamente nos seus dedos e murmurando:

-Nina, eu tenho que lhe contar porque realmente vim para cá... Acho que algo muito ruim está para acontecer, é algo que não sei explicar. Não sei se é apenas delírio ou se é real, mas eu preciso muito falar disso, antes que seja muito tarde...

Ela usava o dialeto natural que vocês duas compartilhavam, o sardenho e isso indicava que quem estava realmente falando contigo era a parte mais essencial e verdadeira da ruiva e não havia espaço algum para jogos ou brincadeira ali.
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   4/12/2017, 22:28

Minha atenção ficava dividida ao receber o olhar de Mirian, mas, eu simplesmente também não poderia deixar o vassalo sem uma resposta. Concordando com a cabeça, eu sorria um pouco abalada, pela forma estranha que a ruiva estava se comportando, e o respondia, em francês, conforme ele ia me explicando.

“Verdade, eu me esqueci completamente disso… Me senti tão confortável que eu me esqueci que ainda somos convidados aqui. Ainda bem que você é impecável Heny!”

– Sim, sim… Você tem razão! Sinto muito, eu não pensei direito em tudo e acabou que tudo aconteceu muito rápido… É claro e muito obrigada querido!

Quebrando a frase no final para concordar e permitir que o rapaz se afastasse momentaneamente para falar ao celular. No entanto, aquela pausa havia se mostrado ainda melhor do que eu poderia imaginar. Assim que Henry se afastava eu podia sentir o toque de Mirian em minha mão e, após ouvir suas palavras, eu ficava sem uma reação concreta, apenas a olhando confusa e com um meio sorriso no rosto, que só continuava ali por que todo meu corpo ainda pulsava de alegria e inspiração.

“Ela está realmente muito estranha! Há pouco tempo ela estava vibrando de alegria e agora está desse jeito… mas isso não parece ser uma de suas brincadeiras ou drama…  O que está acontecendo?”

Tomando suas mãos, eu me virava na sua direção e me aproximava ainda mais da ruiva, para então falar com ternura, em nosso dialeto, e tentando até acalmá-la, já que ela estava visivelmente alterada.

– Mas é claro minha linda! Você sabe que sempre pode falar sobre tudo comigo, seja um delírio, ou não, não devemos guardar essas coisas dentro de nós… O que está se passando? O que você sentiu?

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   6/12/2017, 14:57

Mirian olhava para as suas mãos e vagarosamente entrelaçava os dedos delas nos seus, para então eliminar a distancia entre vocês duas e apoiar a testa dela na sua. Respirando algumas vezes, provocando um silêncio que intensificava o breve suspense, que por fim, encontrava seu fim no inicio da fala da jovem:

-Eu vi uma grande tempestade a caminho, o céu negro a verter sangue por entre as nuvens de fumaça. Era possível ouvir a sua voz, chamando por Sebastian... Essa visão me veio quando eu recebi uma ligação, era meu irmão Nina! Ele está pretendendo realizar algo contra nós. Foi por isso que eu aproveitei toda a falta de apreço pela Inglaterra e corri de volta pra cá após saber com aquele seu peguete estranho francês que você e Bash estavam na Toscana... Aliás, ele tornou-se amigo de meu irmão. E você sabe como meu irmão é amargo, venenoso e rico. Mas não foi só isso que eu vi!

Ela agora dava um passo para trás e abria bem os olhos. A expressão dela era diferente, os olhos vibravam instáveis enquanto os lábios tremiam de uma maneira assustadoramente estranha.

-Essa família inteira está em perigo, as trevas que circundam as matas não permanecerão na inércia por muito tempo e não importará o quão alto sejam os muros erguidos, ele causará sangramentos irremediáveis! Todavia, quando o silêncio da perda for a única sinfonia apresentada, o retorno da única e eterna flor-de-lis será a salvação!

Era uma profecia sendo expressada diante dos seus olhos pela primeira vez, algo intenso e sobrenatural que mudava temporariamente a temperatura do local, deixando o corredor muito mais frio ao ponto de Henry no final deste, espirrar durante os momentos finais de sua ligação. Mirian então corria na sua direção para lhe abraçar.

-Eu precisava vir, entende? Desculpa se eu lhe assustei com essas coisas, preciso falar melhor com a Lu sobre isso. Porque nada parece real, mas eu sinto... É confuso e amedrontador!
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   6/12/2017, 17:45

A reação inesperada de Mirian me tomava com curiosidade e preocupação. Aquele não era um comportamento típico de minha eterna amiga e somente olhar para os seus olhos me diziam aquilo. No entanto, a confirmação com suas palavras que, por sua vez, me atingiam bruscamente.

Com os nossos olhos conectados, eu a observava durante toda sua fala, mas, ao ouvir sobre o irmão dela, todo o sentimento de alegria, que vibrava dentro de mim, era oprimido pelo temor que aquele homem me causava. Sem nem mesmo ouvir o nome daquele ser, meu coração se retraia, como se estivesse sendo apertado, e meu corpo gelava. O homem que havia sido o meu maior e pior tormento havia reaparecido e agora vinha por meio de uma visão.

“Meu Deus, isso não pode estar acontecendo… Não pode ser verdade! Esse escroto realmente não conseguiu me esquecer, depois de todo esse tempo!? E ainda por cima foi atrás de Vincent. Calma, calma… Ainda tem uma chance de… tudo isso não ser o que realmente parece ser, afinal ele ainda é irmão da Mirian, mas… e se for?”

Levando a mão para cobrir minha boca que se abria involuntariamente, eu ficava parada, imersa em meus medos, tentando não acreditar que aquilo era real, mas, antes mesmo de eu conseguir falar qualquer coisa, o afastamento de Mirian me chamava novamente a atenção para ouvir algo extraordinariamente amedrontador.

“Ultima flor-de-Lis? Eu realmente espero que isso tudo seja um delírio seu, Mipa, por que se não for…”

A mudança climática repentina que acompanhava a profecia era uma combinação que arrepiava todo meu corpo e me fazia engolir em seco antes de sentir, e retribuir, o abraço de Mirian. Agarrando seu corpo com força, eu fechava meus olhos por um momento enquanto tentava retomar a respiração e, pouco a pouco, me recompor.

“Eu realmente não sei o que fazer com relação a essa profecia e eu também acho que devemos falar com a Luna primeiro, mas, dessa vez eu não vou deixar você me amedrontar de novo, Mauro! Não dessa vez!”

Os últimos suspiros, antes de terminar o abraço e olhar em seus olhos, saiam bem mais calmos do que antes e exibindo uma expressão um pouco mais seria e confiante, porém com um sorriso compreensivo estampado no rosto.

– Claro que eu entendo, querida. Na verdade eu acho que foi a coisa mais certa a se fazer.

Fazendo uma pausa para beijá-la com ternura na testa, eu suspirava mais uma vez e acenava positivamente com a cabeça enquanto continuava a respondê-la.

– Não se preocupe, eu sei que é assustador, mas lembre-se que agora estamos todos aqui e não devemos ter medo disso, por mais tenebroso que isto seja. E sim, vamos mesmo falar com Luna. Acredito que ela, e talvez até o Bash, poderão nos dizer mais sobre isso, mas não vamos levar isso ao Bash agora.

Durante a fala minha mão direita passava com delicadeza sobre a face da ruiva, mas após lembrar, mais uma vez, do nome de seu irmão, ela, minha mão, ia até minha própria testa enquanto eu expressava uma feição de dor.

– Mas, falando do traste do seu irmão… você disse que falou com ele por telefone, o que exatamente ele falou?

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   8/12/2017, 22:03

-Bem, meu irmão queria saber sobre as coisas e especificamente se gabar por ter herdado toda a fortuna da minha família, alias nem lembro se te contei ou não! Mas ele foi abraçado, não sei porque alguém iria querer aquele traste como prole, mas aconteceu. Ele é um Ventrue... Saco!

Comentava a ruiva que apesar da clara irritação em mencionar o irmão, a mesma conseguia demonstrar um sorriso mais agradável diante dos seus toques carinhosos. Tomando espaço para então respirar fundo, ela pensava melhor e enfim respondia:

-Bem, nós temos que tomar mais cuidado Nina. Eu sei, está tudo bem bonito mas não podemos deixar de esquecer que nossas vidas agora estão atreladas a um cenário desconhecido, somos novas aqui dentro e sequer sabemos de um terço das histórias ou das mágoas. Essa cidade tem uma vibração muito ruim, parece mal assombrada! Por isso, vamos com cautela e sem inocência!

Henry agora retornava, com uma expressão mais frustrada e até envergonhada. Ele já balançava a cabeça negativamente e comentava com uma voz fraca:

-Me desculpe querida, mas teu pedido foi negado. Eu não tenho permissão para lhe passar todas as explicações, mas elas foram passadas à Sebastian... Por isso, eu peço desculpas e licença. Recomendo que aperte seu passo, pois Bash não ficará nada contente com isso.

O homem então fazia uma curta reverência, o peso de lhe dizer não parecia machucá-lo e ele sequer se importava em esconder. Para logo em seguida adiantar o passo e sair daquele corredor sem esperar muito por outras palavras. Mirian apontava para ele e em seguida gesticulava com veemência:

-Viu?! Tem coisas acontecendo Nina e nós duas estamos perdidas aqui! Temos que primeiro, conquistar aliados e depois entender quem são as reais figuras de poder dentro dessa família, eu tenho experiencia com isso, é tudo uma forma de nos testar e principalmente, testar Bash! O jogo começou querida!
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   9/12/2017, 22:23

Soltando um suspiro pesado e concordando com a cabeça, me doía o coração lembrar que alguém havia abraçado o irmão de Mirian, mas, aquilo já não me deixava tão abalada quanto antes, somente com raiva de saber que aquele ser teria toda a eternidade para me infernizar.

– Isso é bem a cara dele. Pelo visto ele não mudou tanto assim quanto parece e você havia sim comentado sobre isso outra vez. Agora como e por que ele foi abraçado é a questão mais difícil a ser respondida.

“Então ele não perguntou sobre mim, só que ela teve essa visão… Eu não lembro desde quando ela tem esse tipo de coisa, mas parece não ter muito tempo. Estou realmente preocupada com isso. O que ele deve estar planejando? Será que ele também vai vir para a Toscana e trará Vincent junto? Ai Deus, me dai forças para suportar isso!”

A dúvida e incerteza havia se colocado em minha cabeça desde a primeira vez que havia ouvido sobre esse fatídico acontecimento. Aproveitando que Mirian tomava um pouco de espaço para pensar melhor, eu também me movia um pouco, inquieta, de um lado para o outro em passos curtos, enquanto que mordiscava um pouco a ponta do meu dedo, até ser interrompida pela fala de Mirian.

“Ela tem razão. Por mais que o tempo pareça passar diferente com Sebastian e Mirian ao meu lado, eu não posso me acomodar e preciso aprender mais e pensar em algo, caso isso seja verdade… Além de também realmente confirmar, de alguma forma, se isso é verdade ou não.”

Entretanto, meu pensamento era interrompido por um momento ao reparar em como Mirian havia mudado nos últimos anos, ou, pelo menos, era o que parecia.

– Você está certíssima, Mipa. Nós duas precisamos começar a agir como nunca fizemos antes. Vamos conhecer tudo que precisamos, aproveitaremos o máximo que pudermos nesse festival e vamos começar a colocar nossas raízes nessa terra.

Falando com um largo sorriso no rosto e olhando-a fixamente, eu me aproximava alguns passos até ser abordada por Henry, que me fazia sumir meu sorriso ao ver o que havia acontecido. Mesmo que ele tivesse falado tudo muito rápido para sair com pressa, eu agia tão rápido quanto ele e me movia rapidamente para bloquear sua passagem e dar-lhe um abraço apertado e quente.

– Você não precisa pedir desculpas Heny, eu que tenho! Eu não tinha a intenção de lhe colocar em uma situação ruim com um pedido precipitado desses, mas, de todas as formas, eu devo lhe agradecer por tentar. E jamais fique triste por me dizer um não ou me negar algo, eu sei que nem sempre as loucuras que brotam na minha cabeça podem ser realizadas.

Sussurrando em seu ouvido e dando-lhe um beijo rápido, porém carinhoso, na bochecha, eu o soltava do abraço para mostrar-lhe um sorriso e acenar positivamente com a cabeça, para deixá-lo ir sem lhe interferir desta vez.

“Muito bem, Valentina. Sua surpresa não só foi por água a baixo como você também conseguiu deixar o Heny daquela forma.”

Levando a mão ao rosto para esconder minha frustração, eu suspirava, mais algumas vezes para liberar a tensão que havia se acumulado em tão pouco tempo, para, depois, olhar para minha companheira e responder-lhe com a mão aberta em sua direção, esperando para que ela pudesse me acompanhar.

– Sim! Vamos nos fortalecer nessa terra, mas primeiro temos de lhe apresentar a essa família!


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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   11/12/2017, 14:31

Henry era interrompido por sua ação, notoriamente o homem não esperava por essa intervenção e diante desta ele ficava completamente sem reação! A emoção quase o levava a um choro descontrolado, já que os lábios do mesmo tremiam enquanto ele ouvia as suas palavras e por fim, ele pode sorrir e esfregar a face, para impedir que o choro que antes era de imensa tristeza e agora transformava-se em felicidade, se fizesse presente. Assim, mais aliviado ele só movia os lábios para dizer em francês: "Obrigado".

Mipa por outro lado agora estava bem mais atenta aos arredores, puxando a sua mão que escondia a sua face frustrada, a jovem ruiva tomava a liberdade de depositar um selinho nos seus lábios e afirmar:

-Não demonstre esse abatimento querida, quando encontrar-se com Loretta, a olhe nos olhos e a faça entender que você veio para ficar!

Assim, ela tomava a sua mão e entrelaçava os dedos dela com os teus para que finalmente vocês pudessem seguir pelos corredores. Porém próximos da escadaria de acesso ao piso superior, era possível ver a cena de Luana tentando acalmar Sebastian que irritadíssimo arremessa o celular contra a parede, o homem então subia correndo as escadas e Luana ia buscar o aparelho, abaixando-se e juntando as peças que haviam se partido, apenas para suspirar e enfim notar a aproximação de vocês duas.

-Juro que não sou culpada disso! Eu estava conversando bem devagarinho com o Bash, tentando explicar pra ele o que a minha Mammie sentiria sobre essas novidades em relação a superação dos traumas dele, até ele receber uma mensagem de texto do Henry e ficar muito, mas muito indignado! O que aconteceu gente? Devemos correr atrás dele?!

Questionava a pequena tulipa com uma expressão confusa na face.
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   11/12/2017, 16:37

Com os olhos meio chorosos, após ver aquela expressão e reação do vassalo, eu o via seguir seu caminho de uma maneira muito diferente do que ele estava antes de minhas palavras e aquilo me deixava muito feliz. Eu não gostava de ver as pessoas sofrerem, principalmente quando elas são próximas de mim e quando eu sou o motivo de seus sofrimentos.

“De nada, mon amour, mas eu jamais deixaria você partir daquela maneira.”

Mesmo ficando feliz por ter deixado Henry mais tranquilo, a notícia que ele havia me trazido ainda havia sido muito difícil de digerir e meu rosto deixava transparecer a tristeza que me consumia da chuva de novas, e dolorosas, informações que se aglomeravam como uma bola de nevem e me acertavam em cheio. Porém, foi o toque dos lábios de Miria que acordava o sorriso sumido em meu rosto e, olhando-a nos olhos, eu balançava positivamente a cabeça para concordar com a ruiva.

“Ela tem razão. Não posso me encontrar com a Lotta dessa maneira. Como se já não bastasse eu cai em fascínio assim que a vi, pela primeira vez, e agora estou mostrando minhas fraquezas… Preciso ser mais forte como o Sebastian foi durante todos esses anos!”

– Fico muito feliz de tê-la ao meu lado, meu amor.

Abrancando-a antes de segurar sua mão, eu falava já bastante calma e, em seguida, já com os dedos entrelaçados, nos colocávamos a andar na direção que Sebastian e Luana haviam ido.

“Bom, agora eu tenho que conversar com o Bash por que eu pedi aquilo, afinal o Heny já falou para ele o que deve ter acontecido e eu não quero deixar que algo ruim aconteça por minha culpa.”

Eu andava um pouco trava, ainda tentando colocar todas as ideias de volta em seus devidos lugares, mas, como um raio que caia a minha frente, a cena, que terminava com Sebastian correndo para o andar de cima, era como uma rasteira e quase me derrubava. Com Mirian ao meu lado, eu apertava um pouco a mão dela enquanto nós dirigíamos apressadamente até Luana para indagar e ouvir o que havia acontecido.

– Luna, o que houve!?

Questionando-a de maneira bem nervosa, a resposta me deixava ainda mais agitada, mas, ao olhar para Mirian, e lembrar do que ela havia me falado, eu suspirava uma última vez e, com a ajuda de meu sangue, eu retirava meus sapatos em um movimento rápido e corria atrás de Sebastian para tentar segurá-lo antes que cometesse alguma besteira.

“Droga! Henry disse que ele ficaria não ficaria contente, mas ele está longe disso, ele esta irritadíssimo! Droga! Droga! Droga!!!”

– Bash, espere!

[Off: Gasto 1 ponto para ativar rapidez.]

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   11/12/2017, 17:30

Mirian arregalava os olhos sabendo o que a sua ação de remover os sapatos significavam, assim a ruiva virava-se rápido para falar com Luana:

-Luana, corre querida!

A pequenina Tulipa concordava positivamente, mas enquanto elas se entendiam você já disparava em uma altíssima velocidade, subindo as escadas com o máximo que a sua agilidade sobrenatural lhe poderia prover. Com passadas largas que conquistavam os degraus por pares, para assim alcançar uma sala de televisões que estava com as luzes apagadas e a porta escancarada! Ainda correndo você passava por esse cômodo e também pelo breve Hall para enfim, ver Sebastian já no topo da próxima escadaria que levava novamente para o primeiro andar onde a sala principal da mansão se apresentava em uma luxosa decoração bem diferente de como você se lembrava da noite passada.

-Onde minha mãe está! Me respondam imediatamente!

Gritava Sebasitan para as pessoas que estavam no andar de baixo.

Sala de estar:
 

O ambiente que anteriormente era essencialmente prateado agora dava espaço a novos móveis em tons lindíssimos de dourado, além de um longo carpete de altíssimo luxo como haviam nas cortes de Paris. Porém, os detalhes incríveis da sala eram roubados pela presença dos três anciões no andar de baixo que logo se viravam para olhar na direção de Sebastian, especialmente o alto e forte Alfonsus que dava um passo a frente e respondia com um tom forte de voz:

-Abaixe a voz garoto! Com quem pensas estar falando?

Sebasitan retrucava de imediato, ainda bem irritado:

-Com meu irmão e daí? Eu deveria fazer alguma droga de reverência é? Cade a minha mãe!? Responde logo!

Evangeline logo notava a sua presença e dava alguns passos na direção de Alfonsus para murmurar algo para o homem que desviava os olhos para a loira, enquanto quem respondia agora era Olympia:

-Bash, vamos manter isso em um tom mais amigável querido. Porque não vem aqui nos explicar o que está acontecendo querido? Sua mãe está atendendo a Aylena, sua nova filha.

Sebastian olhava na sua direção, a face do homem estava vermelha em meio a fúria que fervia no mesmo que deixava pela primeira vez o perfeito italiano que sempre pronunciava para se anunciar exclusivamente em inglês e com um carregadíssimo sotaque britânico.

-Minha mãe negou o pedido de Valentina para praticar a arte dela aqui, se ela não pode ser livre nesta casa onde ela deve ser? Na bosta dos territórios do...

A fala de Sebastian era interrompida por Alfonsus.

-Não ouse falar este nome, ou eu irei perder minha paciência contigo garoto! Pense antes de falar! E se essa foi a decisão de Loretta é teu dever respeitá-la e honrá-la e não bater o pé feito uma criança mimada!

Mirian e Luana chegavam correndo agora, esbaforidas por causa do longo percurso atravessado sem o auxílio da velocidade que corria pelo sangue das rosas.

Npcs em Cena:
 
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   11/12/2017, 19:01

Com um impulso forte, eu praticamente saltava na direção da escada e deixava Luana e Mirian para trás. A passos largos e correndo desesperadamente, eu subia a escada o mais rápido que podia para tentar evitar que algo pior acontecesse, mas, já começava a acontecer. Por mais que eu fosse rápida, Sebastian era muito mais e, quase domado pela raiva, ele chegava ao andar superior e imediatamente começava uma discussão.

“Droga, mais rápido!”

Ainda subindo as escadas eu conseguia ver a imagem de Sebastian no topo delas e gritando com quem quer que estivesse ali. Ver e ouvir aquele primeiro grito me deixava ainda mais agitada e, mesmo esbarrando em tudo, eu coria com toda a velocidade que meu corpo permitia torcendo para que ele não tivesse feito aquilo no meio de muitas pessoas.

“Não, Bash! Fique calmo pelo amor de Deus!”

Entretanto, assim que estava a dois passos de chegar ao andar, a voz de Alfonsus se revelava e apertava meu coração. Chegando no andar que todos estavam, meus olhos logo encontravam as figuras de Evangeline, Olympia e Alfonsus, que tomava a frente para um primeiro confronto com Sebastian, e meu corpo travava! Ver aquelas três pessoas deveria ser uma alegria, mas, a situação estava completamente diferente e toda a raiva que Sebastian expelia contra eles me paralisava!

“Bash, o que você está fazendo!? O que deu em você!? Meu Deus, o que eu faço? Eu não posso deixar isso continuar, ele está muito alterado e… e… pode arrumar uma briga com o irmão por minha causa! Eu não vou me perdoar se isso acontecer! Faça alguma coisa Valentina, faça!”

Imóvel, eu permanecia assim por algum tempo e via, sem conseguir fazer nada e em um conflito interno, o desenrolar da discussão, até, finalmente, bater o pé descalço, com força, no chão após a fala de Alfonsus.

– Sebastian, chega!

Eu não tinha a força, nem mesmo a potência e imponência que aqueles a minha frente tinham, mas eu elevava minha fraca voz o máximo que podia, pois esperava que Sebastian escutasse depois que eu o chamasse sem usar seu apelido.

Ainda com a respiração acelerada, eu esperava um segundo que servia para prender a sete chaves e com todas as minhas forças as lágrimas quase se formavam em meu rosto. Eu tinha que manter minha minha compostura, principalmente agora que Soyer havia perdido a dele, e, assim que eu tivesse sua atenção, me colocava a andar até o mesmo.

Parando ao seu lado, eu o olhava e soltava um suspiro logo antes de pegar em sua mão para tentar acalmá-lo. Falando diferentemente de como havia falado, quando tentei chamar sua atenção, eu mantinha a calma e falava:

– Por mais que eu saiba que, no fundo, você teve uma boa intenção em vir aqui falar com sua mãe, eu concordo com Alfie! Esta não é a maneira certa de falar sore isso, além de que esta é a casa dela e ela tem o direito de recusar um pedido, de quem quer que seja! Ela teve as razões dela para chegar a essa decisão e nos devemos respeitar!

Fazendo uma pausa para me aproximar ainda do homem, eu passava os braços ao redor de seu tronco e segurava em suas roupas para evitar que ele perdesse o controle e que continuasse a me ouvir.

– Então, por favor, não aja dessa maneira porque a última coisa que eu quero é que você brigue com alguém por causa de algo que eu fiz, principalmente quando esse alguém é da sua família!

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   13/12/2017, 13:13

A sua batida de pé sobre o assoalho de madeira atraía o olhar de Sebastian, assim como também fazia com que os olhos azuis de Evangeline se direcionasse até a sua figura, enquanto Alfonsus e Olympia se colocavam lado a lado, de braços dados. Bash respirava fundo e ouvia o que você tinha para dizer, o rapaz bufava de raiva e tinha um dos punhos fechados com bastante força.

-Alguém da nossa família Nina, da nossa! Não é justo eles te tratarem dessa forma, não é!

Ele falava baixo contigo, enquanto a olhava e logo levantava um pouco mais a cabeça e notava a aproximação de Luana e Mirian. Tentando disfarçar a vergonha pela cena, ele beijava a sua face e gentilmente removia os seus braços que o seguravam, para dar outro passo a frente e apoiar a mão esquerda na escada.

-Alfonsus, porque você não vai...

Evangeline segurava o riso, esperando por uma ofensa que certamente viria. Mas a cena era interrompida pelo som de um calmo caminhar, a figura de Loretta enfim se apresentava, ela vinha da escadaria lateral que dava acesso a varanda e por isso, estava a alguns metros acima do nível onde vocês se encontravam agora.

- Boa noite meu filho. Dormiu bem querido?

A voz suave da anciã contrastava com todo o clima pesado que havia no ambiente. Aproximando-se da sacada com sutileza a lindíssima matriarca estava a usar um maravilhoso vestido vermelho e era acompanhada bem de perto por uma mortal, que sorria confiante para todos e não parecia ter nenhuma única gota de medo ou receio diante tantos anciões. Bash imediatamente olhava para a figura da mulher, irritadíssimo ele apertava com mais força o corrimão da escada. Para então desviar o olhar brevemente na sua direção e dar alguns passos, iniciando a ação de descer enquanto falava:

-Mãe, por favor sem jogos. Eu já estou entendendo perfeitamente a situação, entre vocês quatro e ao contrário do que me foi oferecido, eu vejo tudo com bons olhos. Porque logo você Mãe?! Isso é algum tipo de punição, eu sei sou uma pilha de falhas, essa face de bom moço é uma farsa enorme... Mas precisava fazer meu amigo infeliz? Fazer minha Tina se frustrar?!

O rapaz fazia uma pausa na caminhada, ficando bem perto do final da mesma e soltando um grito mais forte e alto, você conseguia ver que ele estava em um momento delicado e extremamente similar a quando ele chorou nos seus braços na noite passada após perder o controle sobre si. Mirian então corria descendo as escadas, passando por você e puxando a sua mão, empurrando-a literalmente contra as costas do rapaz, o seu toque, mesmo que desajeitado o desarmava imediatamente e o ataque de ódio se modificava:

-Deixe-a fora desses jogos! Maldição!

Era a vez dele bater o pé agora, cruzando os braços e olhando para a direção de Loretta com uma expressão diferente. Ele estava a fazer pirraça!

-Que infortúnio!

Mirian respirava aliviada enquanto Luana sorria alegre no topo da escada, já Alfonsus parecia surpreso e talvez até perdido em alguma nostalgia, enquanto Evangeline cochichava algo para Olympia.

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   13/12/2017, 15:22

O clima tenso daquela situação atípica estava revelando um lado de Sebastian a qual eu nunca havia presenciado antes. Olhando no fundo de seus olhos, eu podia ver como ele estava aflito e, ao perceber, também, seu punho se fechando de raiva, uma de minhas mãos ia até a dele. Tocando-o delicadamente, eu tentava, lentamente, abrir aquele punho e entrelaçar nossos dedos, ainda sem tirar os olhos dos dele.

– Eu sei amor, eu sei! Mas você precisa ficar calmo!

Eu tentava apaziguar o coração e mente dele, mas, após receber o beijo, ele se soltava de meus braços e tomava a frente. Eu abaixava minha cabeça por um momento, balançando-a negativamente, eu não queria que aquela cena se continuasse, mas, ao levantá-la novamente e me virar na direção dele, o ancião me surpreendia e não completava sua fala.

“Graças a Deus que você não completou essa frase, Bash!”

Após um suspiro aliviado, um sorriso se formava em meu rosto e eu levava minha mão até o peito, para expressar meu alívio por aquela cena parecer chegar ao fim, ou quase isso. Meu sorriso ficava em meu rosto por muito pouco tempo, pois, logo após a fala de Sebastian, Loretta aparecia junto de uma mortal que eu nunca havia visto antes. As palavras da anciã eram calmas, mas, me causavam um arrepio incomum.

“Droga! Eu ainda tinha a esperança de que ela não tivesse escutado.”

Assim que a Giovanni aparecia, ela mostrava toda resiliência e elegância que seu nome carregava e eu, involuntariamente, assumia minha postura formal aprendida nas cortes de Paris. O que não era exatamente necessário, pois, o próprio Sebastian se colocava a descer as escadas enquanto falava.

“Bash… A única falha aqui sou eu. Por minha culpa toda essa situação aconteceu.”

Vendo o homem tomar seu rumo para o andar de baixo, eu me voltava agora na direção dos anciões e fazia uma singela reverência, inclinando meu corpo para frente, em um pedido de desculpas. Aquilo era tudo que eu fazia, até por que, assim que terminava a reverência, Mirian me puxava pelo braço e praticamente me jogava na direção de Sebastian.

Eu não esperava ser empurrada para cima dele, mas, aquilo parecia ter surtido um efeito interessante e, assim que nossos corpos se encontravam, eu fazia questão de abraça-lo após ele gritar e cruzar os braços. Abraçando-o por trás e passando meus braços sobre os ombros dele, eu colocava minha cabeça ao lado da dele e dava um beijo na lateral de seu rosto, bem próximo a seu ouvido.

– Você é mesmo uma figura única Bash.

Cochichando em seu ouvido, eu o fazia virar para poder olhar novamente em seus olhos e mostrar meu sorriso para o homem, mais uma vez. Quando estivéssemos de frente, levaria minhas mãos até seu rosto e o puxaria para um beijo em seus lábios. Um beijo rápido, quase que um selinho, mas carinhoso e delicado. Após beijá-lo e aproveitando a nossa proximidade, eu cochichava novamente para o homem.

– Eu sei que você está com raiva ainda, mas não vamos sair dessa forma. Eu compreendo que o que você fez agora foi por que queria o meu bem, mas eu não quero ser o motivo que vai estragar a nossa família e nossa noite. Por que não voltamos e conversamos sobre isso da maneira certa?

Completando com mais um beijo, desta vez um mais demorado, eu dava dois passos para trás, subindo um pouco mais e estendendo a mão para ele e convidando-o a retornar e falar com todos ali corretamente.

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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   15/12/2017, 10:35

O seu toque claramente causava um efeito poderoso em Sebastian, o rapaz antes enfurecido parecia a cada instante menos nervoso, o que abria espaço para uma curiosa expressão se insegurança e acima de tudo, receio. Aceitando seus beijos, assim como o seu convite, o mesmo entrelaçava os dedos das próprias mãos com os teus e fazia uma breve ação de subir o primeiro degrau da escada junto contigo para ali sussurrar:

-Obrigado meu amor, teu coração é tão puro querida, queria que pudesse ver a perfeição que meus olhos veem...

No entanto, a fala de Loretta chama a atenção de vocês dois, virando os olhos na direção da Matriarca era possível vê-la ajeitar a própria postura na sacada onde se localizava. Ali ela botava seu peso sobre as mão que apoiavam-se na mureta da sacada e cruzava a a perna direta numa forma de descanso e relaxamento.

- Alfie... Meu querido, sei que não é por mal, mas sua presença está deixando nosso filho um pouco agitado, poderia sentar-se um pouco?

A fala dela vinha suave e amorosa, o homem alto e forte que realmente apresentava-se como uma figura incontestável de poder na sala e que claramente havia desgostado da atitude de Bash movia os olhos na direção de Loretta e concordava silenciosamente com o que ela falava, para então conduzir Olympia até um dos sofás, a ação dos dois atraía os olhos de Bash que logo em seguida era a vez de Loretta outra vez conduzir a cena, fazendo um sinal ela convidava o próprio filho a se aproximar e o mesmo então olhava na sua direção, como se dissesse com os olhos que "tudo estava bem", ele beijava seu rosto e ia andando até a sala para ouvir o que a matriarca tinha a dizer.

- Filho, quando o conheci você era tão apaixonado e convicto de suas escolhas, sempre se mostrou ser. Foi assim que me cativou, meu pequeno. Arde meu coração vê-lo assim e me recuso a concordar com suas palavras sobre suas falhas. Pois quero você forte, seguro e lindo como sempre foi. Até pensei num presente especial só para ti, meu pequeno príncipe.

Enquanto a fala dela ecoava pelo ambiente, Mirian e Luana desciam as escadas para se posicionarem ao seu lado, a ruiva a sua esquerda e a tulipa a tua direita. A fala amorosa da mulher era interrompida por um breve sorriso direcionado para Olympia que sentada ao lado do alto e forte homem, sorria de volta. Bash parecia pensativo e contemplativo, aguardando em silêncio por tudo que a anciã Giovanni poderia lhe dizer e assim ela prosseguia:

- Não precisa pedir que eu pare com os jogos. Nunca jogo com você e você sabe disso. Sequer disse "não" para a linda Valentina. Estava a um passo de mandarem pegar argila de Sardenha só para ela poder fazer arte em sua máxima excelência. Porém eu lhe fiz uma condição para realizar seu pedido. Você considerar que eu disse não é dizer que você planeja em recusar a minha condição. Mas isso seria realmente verdade? Eu conheço bem meu Bash que age por impulso as vezes e acho que ele sequer contou para a moça especial ao lado dele qual foi a condição que eu disse.

Havia uma condição!? Henry não havia comentado nada sobre isto! O seu espanto era acompanhado pelo de Mirian que também parecia não entender exatamente o que estava ocorrendo, Bash novamente tensionava a postura, dessa vez no entanto, ele parecia prestes a travar de vergonha. Os olhos dele tremiam em uma tentativa falha de tentar convencer a própria mãe de mudar o rumo da conversa, mas esta prontamente finalizava a fala:

- Porque não conta para ela?

A loira francesa que era a companheira de sua tia, Pietra, arregalava os olhos e parecia entender a situação, fortificando a questão:

-Yer, sua mãe tem razão querido. Porque não conta para ela?

A fala de Evangeline parecia dobrar o peso que recaia sobre os ombros de Bash. O homem engolia seco e esfregava as mãos, fechando os olhos e respirando fundo. Isso deixava um longo silêncio que a provocava um ansiedade desumana! O rapaz enfim olhava para Loretta, encarando-a com determinação.

-Nós temos que conversar mãe. Mas por hora, tenho de esclarecer essa situação.

Ele então se virava para sua direção e dava passadas firmes para parar na base da escada, levantando a cabeça e olhando exclusivamente para os seus olhos.

-A condição imposta era a de haver um anel de noivado em teu dedo Nina. Por isso digo, Valentina Segantini, tu és o amor de minha vida e tem em suas mãos o meu coração para todo o sempre! Eu colocaria uma anel em cada um dos seus dedos com orgulho e alegria, pois sei que és e será sempre meu amor. Todavia eu não tenho o direito de lhe pressionar, ninguém aqui tem!

Nesse momento ele olhava para Loretta, para deixar bem claro o próprio ponto e por fim, tomado por uma fortíssima onda de coragem que a inspirava, ele seguia a revelar-se diante todos.

-Sabemos que não estamos sozinhos, nossa querida Mirian fará sempre parte de nossas vidas e eu a amo. Todavia, é você que eu escolhi como minha futura esposa e quando estiver pronta para tal saiba que eu também estarei!

[Off: Último post para o final do ato.]


Última edição por Danto em 18/12/2017, 23:43, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - A Revelação   15/12/2017, 21:20

Ainda de costas para todos e olhando fixamente nos olhos de Sebastian, eu deixava-o entrelaçar nossos dedos enquanto que meu sangue começava a correr por todo meu corpo, sendo impulsionado por meu coração, e assim aquecendo-o por inteiro. Mesmo diante a fome, que havia crescido pouco a pouco dentro de mim, me corroia por dentro, meu sorriso radiante voltava a aparecer em conjunto com o leve corar de minhas bochechas.

“Bash você tem que parar com isso, ou eu vou ficar muito mal acostumada.”

Lentamente minhas mãos tomavam o seu rosto e me preparavam para, novamente, beijá-lo da maneira como havíamos feito em nosso quarto, mas, o som da voz de Loretta me fazia parar a centímetros de sua boca para, então, deixar um singelo selinho em seus lábios e recuar imediatamente. Sorrindo para ele, mais uma vez, dava um passo para trás e me virava de lado, abrindo o espaço para ele passar.

Ao ver Sebastian passar, eu finalmente podia olhar para Mirian e Luana e, desta vez, eu acenava positivamente para ela em uma forma silenciosa de agradecer a ajuda das duas. Para Mirian, no entanto, eu também deixava uma piscadinha discreta como uma forma mais íntima de retribuir as ações de minha mais antiga amiga.

“Mais uma vez você estava no canto certo, na hora certa. Mais tarde eu vou lhe agradecer direito, minha linda.”

Depois de agradecer as duas filhas da lua ao meu lado, finalmente me dirigia ao lado de Sebastian e voltava a segurar em sua mão enquanto ouvia o que a mãe dele havia a dizer. Era difícil prestar atenção com todo aquele sentimento de fome me atordoando, mas, eu permanecia de pé com toda as minhas forças, pois, eu sabia que não poderia vacilar naquele momento.

Assim que Loretta começava a falar, um primeiro passo positivo era dado, logo no inicio, para que a conversa tomasse um rumo positivo mais tranquilo. Quando Alfonsus se sentava, eu quase soltava um suspiro pesado de alívio, porém, ainda mantendo a postura confiante e inabalável eu me mantinha neutra, focada, e somente desviava os olhos da anciã Giovanni para olhar como Sebastian estava reagindo, e assim dar o devido suporte que fosse necessário. E foi em um dessas vezes que eu pude ver em seus olhos que, agora, tudo já estava indo muito bem.

Aliviada, meus ombros se relaxavam um pouco mais e minha mão não segurava a dele com tanta firmeza. Assim, de maneira mais calma, eu seguia ouvindo as palavras da matriarca, que desenhavam um sorriso orgulhoso no canto de minha boca. Entretanto, após a sua breve pausa, para sorrir e me revelar a verdeira relação e que ela e a anciã que havia conhecido na noite anterior, suas palavras seguintes me pegavam de surpresa.

“Uma condição? Como assim? Será que ela pediu algo muito ruim ou absurdo para que ele ficasse dessa maneira? Não, calma… Ela é a mãe dele, ela não pediria nada desse tipo, ou pediria?”

O sorriso que antes preenchia meu rosto sumia vagarosamente enquanto a dúvida se ampliava a cada reforço feito. Meu coração, que ainda pulsava o sangue por todo meu corpo, se descompassava a medida que a ansiedade crescia e parecia parar quando o homem se virava em minha direção e me olhava nos olhos.

Eu estava tomada pela dúvida e pela ansiedade de saber qual era aquela bendita condição que havia sido o motivo de toda a revolta de Sebastian. Mas, eu não deixava aquilo transparecer. Quando os olhos dele se conectavam aos meus, eu tomava, novamente, suas duas mãos e retribuía o olhar, só que de uma maneira muito confiante e falava antes mesmo dele revelar o motivo.

– Não se preocupe querido. Não importa qual a condição, eu estarei ao seu lado independente do que seja.

Mal sabia eu do que se tratava e no instante que ele começava a falar e a revelar, logo nas primeiras palavras, meus olhos se arregalavam por meio segundo até eu virar um pouco o rosto e olhar rapidamente para Mirian.

“Noivado!? Então era essa a condição!? Bash e eu termos que nos casar!? Ai meu Deus, eu… eu não sei. Eu não estava preparada para isso, principalmente agora que o traste do Mauro decidiu reaparecer e infernizar minha vida!”

A princípio eu não expunha uma reação e meu cérebro parecia ter se dividido para poder prestar atenção em Sebastian, e no que ele tinha a dizer, e tentar controlar um turbilhão de pensamentos e emoções que explodiam dentro de mim. Mas, mesmo tendo sido pega de surpresa, as declarações de meu amado me salvavam e me faziam retomar o controle total de minha consciência.

“Mas… o quão burra eu sou por tentar comparar o Mauro com o Sebastian. Foi o Bash quem me salvou, foi ele quem me deu um novo propósito e quem se tornou a luz mais brilhante nas noites mais escuras. Sem ele eu não seria nada e eu passei esses anos todos o admirando de longe porque eu acreditava que não teria uma chance e agora… eu o ouço dizer que sou o amor de sua vida? Não Bash, você que é! Você é a minha razão para viver e sem ti eu não seria nada!”

O sorriso que se abria em meu rosto, desta vez, era o mais genuíno que eu já havia mostrado para qualquer pessoa ou ser. Era o sorriso de alguém que havia guardado o sentimento mais puro e verdadeiro de amor dentro de si a espera da pessoa e do momento certo para liberá-lo. Era como sentir a vida novamente, sentir o meu corpo pulsar e expelir todo aquele sentimento que me arrepiava da ponta dos pés até o meu último fio de cabelo.

Minhas pernas ficavam fracas, muito por causa da junção daquele sentimento forte que eclodia em conjunto da fome que estava, mas, eu me segurava em Sebastian antes de ceder de vez. Passando meus braços pelo seu pescoço, eu aproximava meu rosto do dele sem desviar o olhar penetrante que ele me dava e que, agora, eu retribuía.

– Bash, meu amor. Eu não sei por que você fez todo esse alvoroço, até por que eu já havia lhe dito essa resposta.

Uma curta pausa era feita para que, com minha mão eu começasse a acariciar o rosto dele enquanto o admirava antes de retornar a falar.

– Sebastian Soyer, tu és o único homem que eu realmente amei em toda minha vida. Por você eu enfrentaria todas as trevas para preservar a tua luz frágil e pura, por que você é o único que fascinam meus olhos, faz meu corpo desejar e meu coração palpitar como se estivesse viva de novo! Tu és mais do que podes imaginar. És a maior razão da minha existência e eu ficarei ao teu lado sempre que você precisar.

Após terminar de falar, levava meus lábios ate os dele e completava minha declaração a aquele ser que me iluminava. Um beijo quente e apaixonado que levava consigo todo meu coração e alma. Assim que aquele beijo terminava eu me afastava um pouco e, depois, olhava para Mirian, com o mesmo olhar apaixonado que destinava a Sebastian.

– Mipa, você também tem o seu lugar especial em meu coração. Foi você a primeira pessoa a me aceitar, a me mostrar o mundo e quem me ensinou a amar. Eu não seria o que sou hoje sem ti e meu amor você também não tem limites!

Soltando um beijo a distância para minha amada ruiva, usando de minhas últimas forças eu me virava para Loretta e os outros anciões, e com um largo sorriso eu falava com confiança para, ao final, fazer uma leve reverência informal.

– Eu ficarei feliz em poder fazer minha arte em sua casa, sogrinha.

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