WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Lugo em 19/11/2017, 15:50

    Após deixar as opções para Mirian escolher, eu me afastava da garota um pouco e ia até a cama, onde me sentava na beira da mesma. Com as pernas cruzadas, eu a observava colocar a roupa escolhida, mas, depois de seu comentário, meus olhos buscavam por Sebastian, que provavelmente estaria mais vermelho do que um dos vestidos pré-escolhidos.

    “Own Bash, você fica muito fofo quando fica assim, mas você também sabe que é justamente isso que a Mipa queria tirar de você.”

    Permanecendo em silêncio, eu apenas observava as reações de Soyer às brincadeiras de Mirian, mas não por que queria ver onde ia dar e sim por que a ruiva trazia a tona uma verdade que também me deixava sem graça. Assim como Sebastian, meu rosto ficava um pouco vermelho e  eu cobria parcialmente minha face com a mão para esconder minha vergonha e um sorrisinho atrevido.

    – Mipa, você não tem jeito mesmo…

    Sussurrando para mim mesma, eu respirava um pouco mais pesado para deixar a vergonha passar. O que acontecia bem rápido, pois após as palavras de Sebastian, meu sorriso um pouco debochado sumia por completo e dava lugar a um mais empático e carinhoso. As palavras dele faziam me mexer na cama para poder olhá-lo diretamente e, depois, me levantar para ir abraçá-lo com carinho. Após a fala de Mirian, eu levava minha mão direita a seu rosto e, com carinho, o virava na minha direção para olhar-lhe nos olhos e falar.

    – Todos nós nos arrependemos de alguma coisa e todos temos feridas por causa disso… Eu mesma me arrependo de ter reprimido um sentimento tão lindo e maravilhoso que tinha por você…

    Fazendo uma pequena pausa, eu deixava um sorriso escapar e repousava minha cabeça em seu peito, virando meu rosto de lado e olhando na direção de Mirian.

    – Mas hoje eu sei que precisamos fazer alguma coisa, se não o remorso vai nos consumir eternamente. Hoje nós temos uns aos outros para sermos pessoas melhores e aos poucos vamos curar todas as nossas feridas!

    Novamente com meu sorriso aberto no rosto, continuava a olhar para Mirian por mais alguns poucos segundos e depois me virava para Sebastian para deixar um curto selinho em seus lábios. Após o beijo, eu tomava as mãos dele com as minhas e continuava a falar em um tom mais animado, que no final era complementado com uma olhadinha de canto na direção de Mirian.

    – Mas hoje não é uma noite para olharmos no passado e sim no futuro. Hoje estamos aqui para lhe ajudar querido! Estamos aqui para lhe dar a confiança, o suporte e todo o amor que você merece e precisa para alcançar seus objetivos… e mais tarde a gente dá uma lição na Mipa, certo?

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Danto em 21/11/2017, 16:00

    Sebastian concordava contigo, segurando com carinho a sua mão o rapaz não deixava de movimentar a cabeça positivamente e sorrindo, olhando junto contigo para Mirian e respondia:

    -Você tem total razão Nina, precisamos olhar para o futuro! E quem sabe dessa vez uma certa ruiva não desmaie e aguente até o final não é mesmo?

    Mirian olhava surpresa para Sebasitan, especialmente porque era verdade! Era ela a normalmente se destacar nessas cenas mais intimas e nas duas últimas ela havia simplesmente perdido o próprio controle!

    -Besta!

    Resmungava Mirian, mostrando a língua e fazendo bash rir alegre da situação. Logo em seguida enfim havia tempo suficiente para todos se vestirem, dentro de um pequeno silêncio bem agradável e tranquilo, vocês ajudavam o homem a fechar os botões da camisa e a pentear os cabelos, assim como ele as ajudava a fechar os vestidos e vestir os calçados. Para finalmente vocês três sairem do quarto, Sebastian era o primeiro a sair e sem nenhuma pressa começava a andar pelos corredores, mas no momento em que você saia do quarto, uma figura pequena e serelepe literalmente saia de trás de uma estatua, quebrando o efeito de ofuscação e atirando-se contra o seu corpo. O perfume logo a alegra, além do abraço quente e apertado.

    -PRIMA! NINA! OIE!

    Era Luana! A jovem a apertava e beijava com bastante carinho, para então lhe soltar e dizer animada:

    -Você tá cheirando a Sebastian! Que fofo! Até que enfim eim! Mas antes, me abraça aqui de novo, to com saudades da minha priminha!

    Bash ria, era bem claro que ele havia notado a presença de Luana e propositalmente ignorado. Já Mirian se assustava e saia correndo de dentro do quarto, afinal, as duas filhas da lua haviam construído uma amizade divertida e bem próxima durante as várias visitas que Luana havia feito a Manchester.

    Luana Aaldenberg:

    Vestido:
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Lugo em 21/11/2017, 19:59

    – Nossa Bash, você também não deixa escapar né? Foi logo no ponto fraco dela.

    Rindo e comentando debochadamente após a careta de Mirian, nós finalmente voltávamos a nos arrumar para irmos até a festa. Primeiramente, e com muito cuidado, eu ajudava Sebastian a colocar suas roupas, prestando atenção em todos os detalhes para que o mesmo ficasse perfeito, e depois fazia o mesmo com minha ruiva preferida.

    Apesar de os dois saberem se vestir melhor do que eu, afinal Sebastian tinha muitos anos de experiência e Mirian simplesmente havia nascido em nesse meio, eu ainda os ajudava da melhor maneira que podia e, durante o processo, eu pegava meu celular para, novamente, mandar uma mensagem para Henry.

    Mensagem:
    Henry querido, eles adoraram a maquiagem e o corte. Você é magnífico! Mas então… tivemos um pequeno contratempo e as coisas saíram um pouco do controle… Será que você poderia trazer aquele batom consigo quando sair do quarto? Me desculpe…

    Ao fim da mensagem colocava um das carinhas envergonhadas e um coração e, então, guardava o celular em uma pequena bolsinha. Após colocar o celular na bolsa, eu o olhava por um pequeno momento e me lembrava de Leona, mais especificamente da mensagem que ela havia me mandado pouco antes de tudo começar a mudar.

    “Bem, então está na hora… espero que eu não vomite quando estiver de frente para Leona, pois só de lembrar eu já estou um pouco aflita.”

    Sacudindo a cabeça para retirar aqueles pensamentos negativos, eu rapidamente começava a sair do quarto, praticamente seguindo Sebastian em um piloto automático e, ao sair, era pega de surpresa pela pequena tulipa que surgia por trás de uma estátua e me fazia pular para o lado e dar um gritinho.

    – Ai meu Deus! Você está aqui mesmo minha lindinha!!

    Assim que sentia o toque quente de minha prima, eu retribuía o abraço da mesma maneira, mas a apertava tanto que ficava naquele abraço por um bom tempo, até ela se espernear para se soltar. Mas, mais surpreendente que a aparição repentina de Luna, era a fala da mesma que me fazia ficar completamente vermelha, mas que também me fazia rir alegremente.

    “A chuva no jardim do Bash, não é? Ai, agora que estou com vergonha mesmo!”

    – Ai céus! Você falando assim eu me sinto mais avoada do que já sou! Mas venha aqui minha fofinha, vou lhe encher de beijos!

    O final de minha fala saia meio abafado pois eu mordia o lábio inferior da boca e fazia uma carinha de quem ia atacá-la com muito amor, e eu ia mesmo! Abraçando-a novamente, eu a apertava em mais um abraço e dava vários beijinhos em seu rosto para, então dar um pequeno espaço para Mirian se aproximar e finalmente perguntar animada.

    – E então, me conta, você vai ficar por aqui mais tempo agora né?


    Bolsa:

    [Off: Gasto 1 ponto para aquecer o corpo]

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Danto em 23/11/2017, 20:50

    -Você não é avoada priminha, você é a luz que irá fazer o jardim do Bash florescer novamente, era só uma questão de tempo e para ele, o tempo, tudo é em um piscar de olhos!

    Respondia a jovem tulipa dourada que não largava dos seus braços, mesmo quando Mirian chegava correndo e também a abraçava! Vocês duas faziam praticamente um sanduíche daquela pequenina e amável criatura que atendia pelo nome de Luana. Sebastian apenas observava a cena com um sorriso delicado nos lábios.

    -Sei que veio com Alfonsus querida sobrinha, mas saiba que faço questão de que fiques lá em casa conosco, afinal, precisarei de muita ajuda para reavivar o antigo casarão que já não uso a alguns anos! Afinal, sua sobrinha mais velha já deixou bem claro que a casa onde me hospedo é dela e ela tem razão, eu não teria coragem de obrigá-la a oferecer abrigo para os meus hospedes.

    Luana comentava com a voz bem abafada:

    -Mammie ainda não acordou, Lotte foi à Paris e Renz não iria nunca sair do lado de Mammie né! Logo, eu fiz umas viagens, vi Amsterdã de novo... Feia como sempre! Mas bem, você está certíssimo titio, tá na hora de crescer né! E eu vou te ajudar, não do mesmo jeito que essas duas né!

    Mirian complementava:

    -Deixa de falar bobagem gente, olha quem tá aqui! Eu quase que morro de saudades de ti sua pequena sem noção nenhuma! Tenho tanto pra conversar, ainda não aprendi a senti as vibrações como você faz, mas comecei a ler um pouquinho da quarta dimensão! É incrível!

    Luana se espremia para sair do abraço e rindo de maneira divertida ela colocava o indicador na frente do próprio lábio ao afirmar:

    -Xiu, nada de compartilhar nossos segredos com esses meros mortais!

    Sebastian ria da situação e retrucava:

    -Fico feliz que vocês possam trocar figuras sobre a percepção singular dos filhos de Malkav, mas antes que as duas luas acabem por nos fazer perder o caminho, devo sugerir que caminhemos até o encontro dos demais membros dessa família, acredito que deverá ocorrer alguma forma de conversa. E eu estou com muitas saudades de meu irmão!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Lugo em 26/11/2017, 11:49

    Fazendo uma pausa no meio do abraço, mas ainda sem largá-la de meus braços, eu a ouvia e abria um alegre e encabulado sorriso para, então, concordar com a cabeça.

    – Eu ainda fico sem reação quando você diz isso para mim, mas eu vou dar todo meu amor e dedicação para que o brilho dos olhos dele nunca sumam.

    Abraçada novamente com minha prima, eu falava baixinho em seu ouvido, mas quando Mirian chegava, abrando-a por trás, eu tomava um pequeno susto e a apertava ainda mais, por alguns segundos, para, enfim, soltá-la. Apesar de ter encerrado a sessão de abraços, eu ainda não largava a garota e começava a arrumar o vestido dela, que após tudo devia estar um pouco desarrumado, enquanto ouvia Sebastian falar.

    “Então não vamos mesmo voltar para a casa das filhas dele!? Estou ansiosa para conhecer essa casa, mas ainda mais ansiosa para ter a Luna, o Alfie e tia Eva conosco! Mas espera, se eles vão ficar com a gente, então… eles não vão ficar aqui por tanto tempo assim?”

    A vermelhidão em meu rosto mal havia passado e eu já voltava a ficar ainda mais vermelha. Soltando um suspiro pesado e segurando o riso, após Luana responder Sebastian, minha pose confiante e forte desaparecia um pouquinho, mas a quebra de assunto de Mirian ajudava a me recompor.

    Quando as duas filhas da lua se juntavam e falavam sobre algo que eu não conseguia entender, eu me aproximava de Sebastian e, tomando seu braço e entrelaçando com o meu, ficava ao seu lado observando as duas conversarem, até o homem interromper.

    “Ter a Luna conosco por um tempo vai ser melhor do eu esperava, afinal a Mipa mesmo falou que queria mudar e a Luna agora é uma Ancillae que pode ajudar muito no desenvolvimento da Mipa. Bem, somente o tempo dirá, mas assim como eu não vou deixar o lado de Sebastian, eu também não vou te deixar, Mipa!”

    – Verdade, afinal ainda temos que apresentar uma certa mocinha para a família, não é mesmo?

    Mirando na ruiva a minha frente eu deixava claro que estava falando dela e, em seguida, estendia a mão, na direção das duas, convidando-as a virem conosco ao encontro dos outros.

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Danto em 28/11/2017, 19:56

    Luana era uma figura de felicidade única, era como se a pequena tivesse uma luz própria capaz de deixar até a mais tenebrosa das criaturas feliz! E era com esse sorriso que ela tomava um breve espaço de todos e cruzava os braços para então indagar:

    -Calma calma! Nada disso! Calminha! Quero explicações! Eu estou aqui representando a figura de minha Mammie, ou seja, em nome de Pietra Rita Rafaldini! O que exatamente está acontecendo aqui mocinho?

    Luana colocava uma mão na cintura e apontava a outra para Sebastian. O nome de Pietra, a irmã mais velha e queridíssima de Bash o fazia respirar profundamente, exibindo uma saudade notória.

    -Certo, você é a primeira mas não será a última a me indagar. Bem, eu passei séculos incapaz de seguir em frente, mas quando eu conheci essas duas jovens eu soube que elas me ajudariam a voltar a viver! Mirian me trouxe o desejo e Valentina o amor... Ainda não pensei em termos formais, sei que vocês irão todos pedir por isso. Mas eu... as amo! Por enquanto é o que eu consigo dizer!

    Luana concordava positivamente e fazia um sinal de positivo, aprovando a situação e então começava a andar naturalmente para frente. Sebastian balançava a cabeça e passava a mão pelos cabelos, para também seguir a jovem. Mirian enfim tomava a sua mão esquerda e a puxava, a face da jovem de cabelos ruivos estava totalmente tomada por uma coloração também avermelhada, algo raríssimo para ela, tão raro que ela simplesmente se mantinha em silêncio e busca a sua mão na esperança de ter apoio e não travar ali diante de Bash e Luana. Assim vocês caminhavam brevemente até a figura de Henry se aproximar, já trazendo seu batom em mãos.

    -Aqui está querida! E boa noite a todos, Bash querido, tente parar de sorrir um pouquinho seu lindo!

    Sebastian não consegui e simplesmente ria de maneira divertida após a fala de Henry.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Lugo em 29/11/2017, 13:07

    O jeito cativante e carismático era uma das coisas mais belas e divertidas da pequena e sempre me fazia rir, independente de quão ruim ou boa a situação estava. E naquela noite não era diferente. Com toda a marra e fofura que aquele ser podia carregar, ela colocava Sebastian contra parede e o indagava pegando a todos de surpresa.

    Com os olhos um pouco arregalados e atônita por um momento, eu ficava em dúvidas sobre o que exatamente ela estava perguntando, porém, a resposta do homem vinha com bastante ternura mas trazendo uma sensação maravilhosa que arrepiava os pelos de meu corpo, assim como a mais suave brisa do mar.

    “Você não sabe o quanto isso significa para mim, Bash.”

    Parando por um momento, um sorriso escapava de meus lábios e meu peito exibia uma respiração pesada até, finalmente, conseguir pensar em como responder ao que havia acabado de ouvir. De forma serena me aproximava dele e dava um suave e delicado beijo em sua bochecha.

    – Você é um fofo, Bash! Além disso você e a Mipa são os amores da minha vida, mas se quiser usar um termo formal por que não diz que somos suas… namoradas, o que acha?

    Era de fato um pouco estranho falar aquilo após tanto tempo em uma vida completamente diferente, afinal, meu último namorado havia sido quando ainda era uma mortal. A verdade é que eu também não sabia como definir aquilo que estava acontecendo, eu nunca havia pensado que teria um namorado novamente, mas, mais uma vez fui pega de surpresa.

    Antes de me recuperar da primeira surpresa, o toque da mão de Mirian segurando a minha me chamava atenção e imediatamente me virava em sua direção para me deparar com a imagem de minha amada tão vermelha quanto o próprio cabelo.

    “Não é possível! Não acredito que isso finalmente está acontecendo! Venha cá meu amor, eu sempre fiquei imaginando quando alguém finalmente entraria no seu coração.”

    Boquiaberta por um segundo e segurando sua mão com os dedos entrelaçados, eu a puxava para perto, até que nossos ombros se tocassem, e a lançava um olhar acolhedor e um acenar positivo com a cabeça, indicando que estaria ao lado dela naquele e em todos os momentos.

    De braços dado com Sebastian e segurando a mão de Mirian, seguíamos pelo corredor com Luana ao nosso lado até sermos abordados por Henry que trazia consigo o batom que havia pedido. Assim que ele me entregava, me soltava momentaneamente de Sebastian e Mirian para abrir a carteira, que segurava com a mão esquerda, e colocar a maquiagem dentro dela.

    – Muitíssimo obrigada querido! Eu sinto muito se estragamos todo seu trabalho...

    Falando com um pouco de vergonha minha voz ficava mais fraca no final da frase até por que o comentário do Vassalo e me retraia uma pouco. Entretanto um sorriso bobo também aparecia e eu comentava baixinho enquanto retomava o braço de meus dois amores.

    - Ai meu Deus... Mudando um pouco de assunto... mais tarde ou amanhã eu gostaria de falar de novo com você Heny. Tive umas ideias e gostaria da sua opinião, pode ser?

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Danto em 1/12/2017, 17:13

    -Namoradas, bem... Eu estou bem feliz com esse termo, na verdade eu não me importo muito por agora com isso, todavia, conheço bem as lideranças da família e o jeitinho italiano dessas. Mas sem sofrer por antecedência não é mesmo queridas?!

    Respondia Bash com um tom tranquilo de voz, lançando um beijo pelo ar na direção de vocês duas enquanto vocês se deslocavam pelos corredores, o rapaz já estava feliz por tudo que estava ocorrendo e poder ver especialmente as suas expressões e ações o deixava ainda mais contante de seguro de si.

    -Não precisa se desculpar, você está radiante Nina! E saiba que quando precisar querida, é só me chamar que eu estarei aqui para conversar sobre essas suas ideias mirabolantes que já estão me deixando ansioso!

    Respondia o experiente vassalo francês com um sorriso bem simpático na face, Bash então aproveitava-se da interação entre vocês para se aproximar de Henry e saudar o mesmo com um beijo na face e um carinhoso abraço, afinal, a amizade deles era especial e todos sabiam disso. Não seria exagero algum afirmar que Henry era a séculos o melhor amigo de Sebastian!

    -Por favor né Henry, um pouquinho de discrição meu caro. Ainda estamos nos acostumando com tudo isso!

    Luana fazia um pequeno giro para observar os arredores e respirar fundo, para finalmente parar na sua frente e falar:

    -Porque você não conversa logo com Henry enquanto eu arrasto o Bash para uma formalidade rapidinha eim? Ah, sabia que você ia concordar! Até loguinho!

    Sem lhe dar nenhum espaço, a pequenina tulipa puxava Bash pelas mãos e literalmente saia puxando e correndo na frente. Mirian olhava confusa, mas não intervinha e Henry, sem conter risos olhava novamente na sua direção e perguntava:

    -Então querida, como posso ajudá-la?!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Lugo em 4/12/2017, 00:30

    [Off: Teste de Empatia + Percepção = 7d10]
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Dados em 4/12/2017, 00:30

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 2, 9, 3, 1, 10, 5, 10
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Lugo em 4/12/2017, 02:01

    Apesar do balançar negativo de minha cabeça, o sorriso meigo permanecia em meu rosto e eu ficava apenas a apreciar o magnífico som da palavra namorada que saia da boca de Sebastian.

    “Você se preocupa de mais Bash, mas, eu não sei como o nosso status de relacionamento poderia ser uma dor de cabeça…”

    – É claro, querido. Vamos por partes, agora nosso foco é outra coisa, certo? Teremos tempo suficiente para discutir nossa relação.

    No mesmo tom calmo e singelo que ele falava, eu o respondia olhando diretamente em seus olhos, mas, ao final da fala, dava uma piscadinha e retribuía o beijo com um pequeno charme ao beijar minha mão e, depois, soprando o beijo em sua direção.

    “Mas, parando para pensar… ele falou ‘por agora’. Não, calma, vamos focar somente no agora mesmo, até por que ainda tem muita coisa para acontecer.”

    Por uma fração de segundos minha mente ficava um pouco confusa e meu corpo era tomado por uma leve ansiedade que não sentia a muito tempo. O ar preso em meus pulmões saia em um suspiro rápido ao ouvir as palavras de Henry e, imediatamente, meu sorriso voltava ao seu devido lugar após ouvir os elogios do fiel vassalo de Soyer.

    – Você sabe que agora eu vou mesmo lhe aperrear, né?

    Rindo de minha própria fala, e da de Sebastian também, mais uma vez Luana surpreendia e tomava a frente e me dava uma brecha para poder falar com Henry antes do que eu esperava. Claro que, acima disso, eu também ficava curiosa sobre o que minha prima tinha a falar com Soyer, entretanto eu deixava aquilo de lado e concordava com a cabeça.

    “Isso foi inesperadamente bom, o quanto antes eu adiantar isso com o Henry melhor! Obrigado Luna!”

    Vendo os dois saírem correndo, eu reparava que Mirian ainda estava ao meu lado, mas, não só isso, estava nítido que algo nela não estava certo.

    “O que está acontecendo Mipa? Eu nunca há vi dessa forma…”

    Eu estava pronta para tomar as duas mãos da ruiva e perguntar o que estava acontecendo, mas, a aproximação de Henry me fazia frear por um momento. Apesar de não dar a atenção que Mirian merecia naquele momento, eu fazia com que nossos olhos se encontrasse mais uma vez e, apenas com o meu olhar, tentava pedir para que ela esperasse mais um pouquinho. Sem largar a mão dela, me voltava para o vassalo com um sorriso animado e começava a falar.

    – Bom, vamos lá. A verdade é que são muitas coisas que eu tenho para falar, mas, como eu disse para o Bash, vamos focar no agora… Na noite passada eu tive uma ideia maravilhosa para um vaso novo e eu queria fazê-lo o mais rápido possível para que ele possa ficar aqui, nesta casa, e para que toda a família do Sebastian possa ver.

    Começar a falar sobre aquilo me deixava visivelmente animada e meu corpo simplesmente não conseguia se conter. Meu braço livre se movimentava como uma verdadeira italiana e minhas palavras saiam em uma mistura de sardenho com o italiano comum devido a tamanha euforia. Ao final, fazia uma pequena pausa, fechando os olhos e soltando um suspiro alto para me controlar e retornar a falar.

    – Eu sei que o que eu estou lhe pedindo pode ser muito difícil de se conseguir e eu realmente entendo se não der, mas eu queria muito poder fazer essa peça aqui, ainda hoje, para que fique amanha, o dia todo, secando e estar pronta a noite. Então… será que daria pra a gente conseguir arrumar uma salinha escondida e os materiais para eu fazer esse vaso no fim da noite?

    Com um sorriso contido e os olhos pidões eu torcia para que Henry me ajudasse naquela missão impossível enquanto ainda segurava a mão de minha amada.

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Danto em 4/12/2017, 19:11

    Mirian lançava um olhar direto na sua direção, havia algo diferente ali. Era como se a jovem quisesse muito poder se abrir contigo mas estava faltando algo, a presença de Luana havia colaborado, mas a saída dela tão agitada e rápida certamente desencorajou a sua amiga e agora namorada a falar. Todavia, enquanto esta se mantinha em silêncio, sua atenção era direcionada ao sempre simpático francês que usava agora, o idioma natal para lhe responder:

    -Possível é e não é assim tão complexo quanto você imagina, mas eu não posso lhe dar certezas. Enviarei uma mensagem para o responsável pela mansão e ele entrará em contato direto com Loretta, isto colocará o seu pedido sob avaliação. Afinal, eu não tenho direito de sair organizando a casa onde somos convidados, teremos maiores liberdades em nossa casa assim que o festival terminar! Um instante...

    O homem levantava o indicador e tirava o celular do bolso, para então aguardar a sua resposta e só assim, distanciar-se alguns passos para executar uma ligação com um homem que atendia pelo nome de Andrea. Enquanto isso, enfim havia espaço para você e Mirian e a jovem ruiva se aproximava, tocando delicadamente nos seus dedos e murmurando:

    -Nina, eu tenho que lhe contar porque realmente vim para cá... Acho que algo muito ruim está para acontecer, é algo que não sei explicar. Não sei se é apenas delírio ou se é real, mas eu preciso muito falar disso, antes que seja muito tarde...

    Ela usava o dialeto natural que vocês duas compartilhavam, o sardenho e isso indicava que quem estava realmente falando contigo era a parte mais essencial e verdadeira da ruiva e não havia espaço algum para jogos ou brincadeira ali.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Lugo em 4/12/2017, 22:28

    Minha atenção ficava dividida ao receber o olhar de Mirian, mas, eu simplesmente também não poderia deixar o vassalo sem uma resposta. Concordando com a cabeça, eu sorria um pouco abalada, pela forma estranha que a ruiva estava se comportando, e o respondia, em francês, conforme ele ia me explicando.

    “Verdade, eu me esqueci completamente disso… Me senti tão confortável que eu me esqueci que ainda somos convidados aqui. Ainda bem que você é impecável Heny!”

    – Sim, sim… Você tem razão! Sinto muito, eu não pensei direito em tudo e acabou que tudo aconteceu muito rápido… É claro e muito obrigada querido!

    Quebrando a frase no final para concordar e permitir que o rapaz se afastasse momentaneamente para falar ao celular. No entanto, aquela pausa havia se mostrado ainda melhor do que eu poderia imaginar. Assim que Henry se afastava eu podia sentir o toque de Mirian em minha mão e, após ouvir suas palavras, eu ficava sem uma reação concreta, apenas a olhando confusa e com um meio sorriso no rosto, que só continuava ali por que todo meu corpo ainda pulsava de alegria e inspiração.

    “Ela está realmente muito estranha! Há pouco tempo ela estava vibrando de alegria e agora está desse jeito… mas isso não parece ser uma de suas brincadeiras ou drama…  O que está acontecendo?”

    Tomando suas mãos, eu me virava na sua direção e me aproximava ainda mais da ruiva, para então falar com ternura, em nosso dialeto, e tentando até acalmá-la, já que ela estava visivelmente alterada.

    – Mas é claro minha linda! Você sabe que sempre pode falar sobre tudo comigo, seja um delírio, ou não, não devemos guardar essas coisas dentro de nós… O que está se passando? O que você sentiu?

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Danto em 6/12/2017, 14:57

    Mirian olhava para as suas mãos e vagarosamente entrelaçava os dedos delas nos seus, para então eliminar a distancia entre vocês duas e apoiar a testa dela na sua. Respirando algumas vezes, provocando um silêncio que intensificava o breve suspense, que por fim, encontrava seu fim no inicio da fala da jovem:

    -Eu vi uma grande tempestade a caminho, o céu negro a verter sangue por entre as nuvens de fumaça. Era possível ouvir a sua voz, chamando por Sebastian... Essa visão me veio quando eu recebi uma ligação, era meu irmão Nina! Ele está pretendendo realizar algo contra nós. Foi por isso que eu aproveitei toda a falta de apreço pela Inglaterra e corri de volta pra cá após saber com aquele seu peguete estranho francês que você e Bash estavam na Toscana... Aliás, ele tornou-se amigo de meu irmão. E você sabe como meu irmão é amargo, venenoso e rico. Mas não foi só isso que eu vi!

    Ela agora dava um passo para trás e abria bem os olhos. A expressão dela era diferente, os olhos vibravam instáveis enquanto os lábios tremiam de uma maneira assustadoramente estranha.

    -Essa família inteira está em perigo, as trevas que circundam as matas não permanecerão na inércia por muito tempo e não importará o quão alto sejam os muros erguidos, ele causará sangramentos irremediáveis! Todavia, quando o silêncio da perda for a única sinfonia apresentada, o retorno da única e eterna flor-de-lis será a salvação!

    Era uma profecia sendo expressada diante dos seus olhos pela primeira vez, algo intenso e sobrenatural que mudava temporariamente a temperatura do local, deixando o corredor muito mais frio ao ponto de Henry no final deste, espirrar durante os momentos finais de sua ligação. Mirian então corria na sua direção para lhe abraçar.

    -Eu precisava vir, entende? Desculpa se eu lhe assustei com essas coisas, preciso falar melhor com a Lu sobre isso. Porque nada parece real, mas eu sinto... É confuso e amedrontador!
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Lugo em 6/12/2017, 17:45

    A reação inesperada de Mirian me tomava com curiosidade e preocupação. Aquele não era um comportamento típico de minha eterna amiga e somente olhar para os seus olhos me diziam aquilo. No entanto, a confirmação com suas palavras que, por sua vez, me atingiam bruscamente.

    Com os nossos olhos conectados, eu a observava durante toda sua fala, mas, ao ouvir sobre o irmão dela, todo o sentimento de alegria, que vibrava dentro de mim, era oprimido pelo temor que aquele homem me causava. Sem nem mesmo ouvir o nome daquele ser, meu coração se retraia, como se estivesse sendo apertado, e meu corpo gelava. O homem que havia sido o meu maior e pior tormento havia reaparecido e agora vinha por meio de uma visão.

    “Meu Deus, isso não pode estar acontecendo… Não pode ser verdade! Esse escroto realmente não conseguiu me esquecer, depois de todo esse tempo!? E ainda por cima foi atrás de Vincent. Calma, calma… Ainda tem uma chance de… tudo isso não ser o que realmente parece ser, afinal ele ainda é irmão da Mirian, mas… e se for?”

    Levando a mão para cobrir minha boca que se abria involuntariamente, eu ficava parada, imersa em meus medos, tentando não acreditar que aquilo era real, mas, antes mesmo de eu conseguir falar qualquer coisa, o afastamento de Mirian me chamava novamente a atenção para ouvir algo extraordinariamente amedrontador.

    “Ultima flor-de-Lis? Eu realmente espero que isso tudo seja um delírio seu, Mipa, por que se não for…”

    A mudança climática repentina que acompanhava a profecia era uma combinação que arrepiava todo meu corpo e me fazia engolir em seco antes de sentir, e retribuir, o abraço de Mirian. Agarrando seu corpo com força, eu fechava meus olhos por um momento enquanto tentava retomar a respiração e, pouco a pouco, me recompor.

    “Eu realmente não sei o que fazer com relação a essa profecia e eu também acho que devemos falar com a Luna primeiro, mas, dessa vez eu não vou deixar você me amedrontar de novo, Mauro! Não dessa vez!”

    Os últimos suspiros, antes de terminar o abraço e olhar em seus olhos, saiam bem mais calmos do que antes e exibindo uma expressão um pouco mais seria e confiante, porém com um sorriso compreensivo estampado no rosto.

    – Claro que eu entendo, querida. Na verdade eu acho que foi a coisa mais certa a se fazer.

    Fazendo uma pausa para beijá-la com ternura na testa, eu suspirava mais uma vez e acenava positivamente com a cabeça enquanto continuava a respondê-la.

    – Não se preocupe, eu sei que é assustador, mas lembre-se que agora estamos todos aqui e não devemos ter medo disso, por mais tenebroso que isto seja. E sim, vamos mesmo falar com Luna. Acredito que ela, e talvez até o Bash, poderão nos dizer mais sobre isso, mas não vamos levar isso ao Bash agora.

    Durante a fala minha mão direita passava com delicadeza sobre a face da ruiva, mas após lembrar, mais uma vez, do nome de seu irmão, ela, minha mão, ia até minha própria testa enquanto eu expressava uma feição de dor.

    – Mas, falando do traste do seu irmão… você disse que falou com ele por telefone, o que exatamente ele falou?

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Danto em 8/12/2017, 22:03

    -Bem, meu irmão queria saber sobre as coisas e especificamente se gabar por ter herdado toda a fortuna da minha família, alias nem lembro se te contei ou não! Mas ele foi abraçado, não sei porque alguém iria querer aquele traste como prole, mas aconteceu. Ele é um Ventrue... Saco!

    Comentava a ruiva que apesar da clara irritação em mencionar o irmão, a mesma conseguia demonstrar um sorriso mais agradável diante dos seus toques carinhosos. Tomando espaço para então respirar fundo, ela pensava melhor e enfim respondia:

    -Bem, nós temos que tomar mais cuidado Nina. Eu sei, está tudo bem bonito mas não podemos deixar de esquecer que nossas vidas agora estão atreladas a um cenário desconhecido, somos novas aqui dentro e sequer sabemos de um terço das histórias ou das mágoas. Essa cidade tem uma vibração muito ruim, parece mal assombrada! Por isso, vamos com cautela e sem inocência!

    Henry agora retornava, com uma expressão mais frustrada e até envergonhada. Ele já balançava a cabeça negativamente e comentava com uma voz fraca:

    -Me desculpe querida, mas teu pedido foi negado. Eu não tenho permissão para lhe passar todas as explicações, mas elas foram passadas à Sebastian... Por isso, eu peço desculpas e licença. Recomendo que aperte seu passo, pois Bash não ficará nada contente com isso.

    O homem então fazia uma curta reverência, o peso de lhe dizer não parecia machucá-lo e ele sequer se importava em esconder. Para logo em seguida adiantar o passo e sair daquele corredor sem esperar muito por outras palavras. Mirian apontava para ele e em seguida gesticulava com veemência:

    -Viu?! Tem coisas acontecendo Nina e nós duas estamos perdidas aqui! Temos que primeiro, conquistar aliados e depois entender quem são as reais figuras de poder dentro dessa família, eu tenho experiencia com isso, é tudo uma forma de nos testar e principalmente, testar Bash! O jogo começou querida!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

    Mensagem por Lugo em 9/12/2017, 22:23

    Soltando um suspiro pesado e concordando com a cabeça, me doía o coração lembrar que alguém havia abraçado o irmão de Mirian, mas, aquilo já não me deixava tão abalada quanto antes, somente com raiva de saber que aquele ser teria toda a eternidade para me infernizar.

    – Isso é bem a cara dele. Pelo visto ele não mudou tanto assim quanto parece e você havia sim comentado sobre isso outra vez. Agora como e por que ele foi abraçado é a questão mais difícil a ser respondida.

    “Então ele não perguntou sobre mim, só que ela teve essa visão… Eu não lembro desde quando ela tem esse tipo de coisa, mas parece não ter muito tempo. Estou realmente preocupada com isso. O que ele deve estar planejando? Será que ele também vai vir para a Toscana e trará Vincent junto? Ai Deus, me dai forças para suportar isso!”

    A dúvida e incerteza havia se colocado em minha cabeça desde a primeira vez que havia ouvido sobre esse fatídico acontecimento. Aproveitando que Mirian tomava um pouco de espaço para pensar melhor, eu também me movia um pouco, inquieta, de um lado para o outro em passos curtos, enquanto que mordiscava um pouco a ponta do meu dedo, até ser interrompida pela fala de Mirian.

    “Ela tem razão. Por mais que o tempo pareça passar diferente com Sebastian e Mirian ao meu lado, eu não posso me acomodar e preciso aprender mais e pensar em algo, caso isso seja verdade… Além de também realmente confirmar, de alguma forma, se isso é verdade ou não.”

    Entretanto, meu pensamento era interrompido por um momento ao reparar em como Mirian havia mudado nos últimos anos, ou, pelo menos, era o que parecia.

    – Você está certíssima, Mipa. Nós duas precisamos começar a agir como nunca fizemos antes. Vamos conhecer tudo que precisamos, aproveitaremos o máximo que pudermos nesse festival e vamos começar a colocar nossas raízes nessa terra.

    Falando com um largo sorriso no rosto e olhando-a fixamente, eu me aproximava alguns passos até ser abordada por Henry, que me fazia sumir meu sorriso ao ver o que havia acontecido. Mesmo que ele tivesse falado tudo muito rápido para sair com pressa, eu agia tão rápido quanto ele e me movia rapidamente para bloquear sua passagem e dar-lhe um abraço apertado e quente.

    – Você não precisa pedir desculpas Heny, eu que tenho! Eu não tinha a intenção de lhe colocar em uma situação ruim com um pedido precipitado desses, mas, de todas as formas, eu devo lhe agradecer por tentar. E jamais fique triste por me dizer um não ou me negar algo, eu sei que nem sempre as loucuras que brotam na minha cabeça podem ser realizadas.

    Sussurrando em seu ouvido e dando-lhe um beijo rápido, porém carinhoso, na bochecha, eu o soltava do abraço para mostrar-lhe um sorriso e acenar positivamente com a cabeça, para deixá-lo ir sem lhe interferir desta vez.

    “Muito bem, Valentina. Sua surpresa não só foi por água a baixo como você também conseguiu deixar o Heny daquela forma.”

    Levando a mão ao rosto para esconder minha frustração, eu suspirava, mais algumas vezes para liberar a tensão que havia se acumulado em tão pouco tempo, para, depois, olhar para minha companheira e responder-lhe com a mão aberta em sua direção, esperando para que ela pudesse me acompanhar.

    – Sim! Vamos nos fortalecer nessa terra, mas primeiro temos de lhe apresentar a essa família!


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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VI - As Duas Luas

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