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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

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    Danto
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    Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 12/12/2017, 16:24


    Imagens Referenciais:
    Gps:
    Visão Panorâmica:
    Visão Frontal:
    Local: Grosseto, Rusellae.
    Data: 16 de Abril de 2016: Fólkvangr.

    O caminho enfim terminava, afinal o silêncio já reinava entre todo o grupo que havia passado pelo teste desta noite e cada um parecia internalizar seus próprios problemas ou questões, exceto é claro por Tea que seguia sempre a frente e com um sorriso mais confiante na face. E foi dentro desta quietude que todos enfim retornavam as terras sagradas do Fólkvangr, onde já era prontamente recebidos por uma música diferente daquela que abrira a caçada. Haviam agora instrumentos de sopro e corda, além de um coral que era cantarolado pelas humanas e pelas suas irmãs Gangrel.

    A frente de vocês havia um notório caminho longo e reto que afunilava-se para logo abrir-se em um circulo e dentro deste círculo estava a figura de Barbara Andreoni que liderava a canção com uma voz lindíssima, a mesma dançava enquanto conduzia a canção, saltitando enquanto puxava o próprio vestido em torno de uma grande fogueira. Nas mãos dela haviam punhados de ervas que ao serem atiradas contra o fogo, o faziam vibrar em tonalidades azuladas e amareladas. Tea fazia um sinal, indicando o caminho e vocês assim passavam pela cantoria na direção da grande tenda onde a Grande Valkyria vivia.

    Ali dentro era possível ver as três figuras de maior poder e liderança entre as Valkyrias da Toscana, sua senhora estava de pé no centro e com as mãos apoiadas em sua grande lança, cuja ponta tocava levemente no topo da altíssima tenda, a figura dela nunca havia se apresentado de maneira tão intimidadora quanto agora. Olhar para ela era como observar um verdadeiro titã do sangue, uma força que alcançava quase três metros em toda sua silhueta e o observava com atenção, com os olhos amarelados de um felino. Ao lado direito desta, estava sua primeira prole, Franca. Cuja face tingida pelas pinturas tribais e os braços cruzados para trás das costas apresentavam-se em uma figura de sacerdotisa e até mesmo xamânica. Por fim, do lado esquerdo de Gioia estava Alessia, com os lisos cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo que era trançado por uma fita azul escura, ela portava-se como uma guerreira, especialmente com seu escudo nas costas e o machado na cintura.

    -Saudações jovens, adentrem a cabana e por favor, trancem os ossos do couro para que a passagem atrás de vocês permaneçam fechada.

    Lucia prontamente atendia ao pedido, fechando a passagem por onde vocês haviam entrado e logo a tensão crescia, pois a música do lado de fora retornava aos tambores mais tribais que pareciam bater como o seu coração que já não era capaz disto.

    -Teus olhos, meu filho, trazem fragmentos de frustrações e raiva, abra teu coração e nos diga, o que ocorreu na floresta? Mas peço primeiro que Tea nos conte se tu fostes bem sucedido ou não. Então, jovem valkyria, qual é o verdito?!

    A jovem loira olha na sua direção com um sorriso maroto na face, afinal ela havia dito que estava sob ordens de Alessia! Você conseguia até notar a surpresa na face da tua própria irmã que agora era Senhora de Marzia, mas antes que ela pudesse se pronunciar, Tea dava um passo a frente e dizia:

    -Como desejar minha Senhora. Alego, com toda a honra que possuo e juro por minha alma e coração! Matteo controlou o frenesi de Marzia e encontrou sua verdadeira força para impedir meu confronto com Lucia, ele foi exatamente como um verdadeiro Caçador de Ennoia deveria ser e por tal, merece ser recompensado e reconhecido.

    Giogia olhava então na sua direção, dando a ti a chance de fala.
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 13/12/2017, 22:15

    O caminho parecia finalmente chegar ao seu fim, pois, logo o som de uma música, diferente de quando eu havia saído, nos recepcionava. A cada passo dado o volume aumentava e meu corpo começava a sentir a energia da música e, até mesmo, daquele local sagrado. Meu peito se estufava e minha cabeça se erguia com um sorriso, porém, se falar nada, eu apenas olhava ao meu redor para as três moças que me acompanhavam.

    “Essa foi uma noite já foi cheia de surpresas e de bons resultados, mas ela ainda não acabou.”

    Ao olhar Marzia, a imagem de Alessia vinha a minha cabeça e me fazia soltar um suspiro longo, enquanto redirecionava meu olhar na grande tenda central que era o nosso rumo em meio ao local que parecia vibrar com as canções. Deixando Tea ir na frente, eu a seguia, junto de Marzia e Lucia, até a tenda onde estava minha mãe e irmãs mais velhas.

    Antes mesmo de entrar, a tensão e ansiedade já crescia, mas, ao ver a figura imponente de minha senhora, com suas duas outras proles ao lado, meus olhos admiravam aquela cena rara por um segundo, durante o momento em que continuava a andar até chegar a posição que tomaria ali dentro. Ver a figura de minha senhora, enchia meu peito de orgulho por ter sido seu escolhido, mas também aumentava o peso da responsabilidade que tinha por, justamente, ser seu escolhido.

    Além de admirar Gioia, meus olhos ainda passavam pelas duas outras anciãs, mas, ao ver Alessia, eu a confrontava com os olhos por um segundo e, assim como ela, assumia uma postura mais firme. Diferentemente dela, eu colocava meu escudo a frente de minhas pernas, segurando-o em uma das extremidades enquanto apoiava a oposta no chão, e, depois, retornava a olhar para minha senhora quando esta começava a falar. A fala da matriarca me deixava surpreso, menos do que Alessia, e assim que Tea tomava a frente, eu a olhava com o canto do olho.

    “Então, no fim tudo foi feito por você, mãe? Então você também já sabe quem Marzia é?”

    Apesar da intensa alegria que sentia ao ouvir as palavras de Tea, eu continha as emoções dentro de mim com toda a força que eu tinha. Com o passar dos anos eu havia aprendido a conter meus sentimentos e, assim, continuava com minha feição seria e focada. Ao receber o sinal de minha mãe para falar, eu dava um passo para frente, como a loira a meu lado havia feito e então levava minha mão direita, que segurava o machado, até o centro de meu peito e assim começar a falar:

    – A maior recompensa que eu poderia querer é o seu respeito e confiança, minha mãe. Mas, com esse teste eu não só achei minha força e meu caminho, mas também encontrei meu passado!

    Fazendo uma pausa, eu encarava Alessia por um momento e depois voltava a olhar para Gioia, continuando a falar de onde havia parado.

    – Por mais que hoje eu viva para o nosso clã, abdicando de minhas origens para ser um Caçador de Ennoia, eu ainda me importo com algumas pessoas do meu passado. Por isso, eu gostaria de saber por que você, Alessia, a que mais me reprova e critica, abraçou minha irmã biológica?

    Ao fim, eu voltava a olhar para Alessia, mas eu não a olhava com raiva, até por que, no fim das contas, ela havia me feito o favor de trazer minha irmã para minha nova vida.

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 14/12/2017, 17:14

    -A ausência do passado abre espaço para as neblinas do presente ofuscarem nossa visão do futuro...

    Comentava Franca antes mesmo que pudesse haver uma resposta de Alessia. O tom calmo das mais velhas das suas irmãs parecia nortear o formato da conversa que se seguiria, porém o silêncio breve parecia fazer esse tom se fragilizar, especialmente quando Marzia se encolhia, abraçando o próprio tronco em uma reação defensiva e a sua Senhora enfim pronunciava-se:

    -Franca tem a sabedoria necessária para todas as ocasiões, orgulho-me de tê-la como filha e herdeira. Assim como orgulho-me de vocês dois, Alessia e Matteo e é por isso que exijo que exista um fim  a esta animosidade, responda teu irmão minha filha!

    Alessia olhava para Gioia com uma notória face de revolta e dava um passo a frente e apontava o dedo na sua direção, mas falava com a Gioia:

    -Você trouxe uma criança para ocupar o lugar de meu irmão, do teu filho! Você me ordena a aceitá-lo, porque eu deveria fazer isso? Ele é uma criança e eu não escolhi isso! Minha irmã irá assumir o teu lugar assim que a Senhora dormir e eu ficarei com o que? Com a obrigação de criá-lo?! Ele sequer é uma valkyria! Foi por isso que eu abracei Marzia, o sangue é o mesmo mas ela ao menos é uma mulher! Ela não ocupa o lugar de Amadeo! Você deveria ter escolhido Marzia e feito Franca abraçar Matteo, esta deveria ter sido a escolha!

    Giogia então olhava na direção de Alessia e fazia um gesto breve, dispensando as jovens valkirias, com a exceção de Tea que claramente era indicada a permanecer ali na tenda. A poderosa anciã então desferia um tapa tão forte na face de Alessia que removia os pés dela do chão! Franca permanecia tranquila, mas Tea instintivamente buscava abrigo junto de ti, segurando no seu braço e escondendo-se parcialmente atrás do seu corpo.

    Sua irmã de vitae caia no chão e cuspia um dente para fora da boca, mas mesmo assim não deixava de olhar nervosa para a mãe. Gioia então cravava a lança no chão e andava até Alessia, abaixando-se até ajoelhar-se no chão e puxar a mulher para os braços.

    -Eu amei o teu irmão. Mas eu não posso nos deixar expostas e a sofrer pela falta que este me faz, Matteo não é o substituto de Amadeo. Ele é meu último filho. Faça com que ele não sofra o mesmo destino de meu filho, teu amado Amadeo, e permita que sua mãe possa dormir confiante de que seus filhos irão lutar juntos pela proteção das filhas de Gaia.

    Alessia se silenciava, permitindo o abraço de Gioia que por fim a colocava de pé e limpava o sangue que escorria dos lábios da filha em uma ação muito maternal e carinhosa. Alessia então olhava na sua direção e dizia ao estender a mão:

    -Matteo, venha comigo e vamos resolver isso de uma vez por todas. O que me diz? Por nossa mãe.


    Última edição por Danto em 14/12/2017, 17:36, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 14/12/2017, 17:23

    [Off: Teste de Percepção + Empatia = 4d10. Gasto 1 ponto de força de vontade.]
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Dados em 14/12/2017, 17:23

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 1, 9, 1, 6
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 14/12/2017, 20:08

    Apesar de concordar, com um sutil acenar com a cabeça, as tranquilas e experientes palavras de Franca pareciam não conseguir quebrar o clima tenso que aquela conversa estava tomando. Mas, diferentemente do que eu esperava, o mais afetado pelo que estava sendo discutido não era eu e sim minha irmã de sangue!

    “Eu deveria ter pedido para que elas saíssem antes de falar. Marzia não precisava passar por tudo isso, por mais que eu acredite que ela deva ouvir o motivo de sua senhora.”

    Virando levemente o rosto em sua direção, eu notava o quão apreensiva minha irmã biológica ficava e aquilo me partia o coração. Vê-la sofrer era sempre muito difícil, afinal aquilo me trazia lembranças dolorosas de minha infância que eu tentava deixar para trás. Mas, mantinha a postura firme e logo voltava a olhar para frente, na direção de minha senhora e minhas irmãs, para, enfim, ouvir o que Alessia havia a dizer.

    “Então é isso? Eu não sei se fico triste pela forma como você me vê, ou se fico feliz por que, aparentemente, você não abraçou Marzia apenas para usá-la.”

    Após a fala de minha irmã guerreira, eu fechava os olhos por um momento enquanto refletia sobre o que ouvira e, depois, me voltava para Marzia, verificando como ela havia reagido diante do que sua senhora havia falado. Mas, antes que eu tirasse alguma conclusão, a saída repentina dela e de Lucia me faziam voltar a olhar para minha mãe e ver o final do gesto que ordenava a saída das duas. Algo dentro de mim sabia que a saída delas não representava algo bom e, assim que a tenda se fechava novamente, o tapa que Alessia recebia me fazia recuar a cabeça um pouco assustado.

    Eu não esperava que aquilo acontecesse e, após ver Alessia no chão e cuspindo um dente, eu logo olhava para Gioia e Franca. Ver como Franca se mantinha calma naquela situação exaltava a experiência que ela possuía e me inspirava a me acalmar e controlar mais as minhas emoções. Assim, quando sentia o toque de Tea, uma de minhas mãos ia até a dela que segurava meu braço e, olhando com mais confiança, eu tentava transparecer o mesmo sentimento de calma que Franca havia me passado, mesmo que não fosse da mesma forma, afinal, como Gioia havia acabado de falar: eu era o protetor delas e, portanto, deveria agir como tal.

    Apesar da forte cena, as palavras de nossa mãe tinha um efeito diferente, profundo e esclarecedor. Assim eu enchia meu peito de ar e orgulho enquanto observava a bela cena que acontecia e que mudava um pouco a feição em meu rosto, deixando um pouco de lado o tom mais sério e carrancudo. Esperando um pouco pela fala de Alessia, eu a olhava mais calmo e aceitava seu convite, mas, antes de respondê-la propriamente eu falava olhando para todas.

    – Eu tenho certeza que quando teu sono vier, mãe, você estará muito bem representada por Franca. Ela será uma excelente líder que manterá a prosperidade de nossa terra, enquanto eu e Alessa, a formidável guerreira que é, ajudaremos a manter sua honra e seu legado intacto.

    Assim eu me virava na direção de Alessia e acenava positivamente com a cabeça, mas sem segurar sua mão eu me dirigia para a entrada da tenda e começava a abrir a porta enquanto falava:

    – É claro irmã, mas não só por nossa mãe e sim por todos que são afetados, de uma maneira ou de outra, por essa situação.

    Com a porta aberta, eu me voltava para minha irmã novamente e segurava a passagem para que ela liderasse o caminho e, também, para demonstrar respeito para com ela.

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 14/12/2017, 20:45

    Alessia olhava claramente irritada por você não ter aceitado a mão que ela estendia, assim a mulher propositalmente deixava todas as armas que portava para trás e enquanto esta se desarmava, Franca olhava na sua direção, olhando diretamente nos seus olhos e fazendo um suave movimento positivo com a cabeça, como se esta aprovasse o seu comportamento, suas ações e palavras. Aos poucos você conseguia entender que ela era talvez a única além de sua própria mãe que nunca havia feito uma objeção sequer a sua presença e de uma maneira sempre silenciosa e distante, o recebia bem.

    -Filha, em seu caminho peça para que as jovens retornem para esta tenda. As que estavam anteriormente com Matteo. Tea, obrigada por suas ações hoje minha querida, estou nomeando-a enfim como uma Valkyria de Cavalaria, vá comemorar como desejares minha jovem.

    Afirmava Gioia e para surpresa de todas, Tea que antes estava perto de ti e havia se acalmado por causa da sua reação, não continha os pulos animados e corria para a saída, parando na sua frente e roubando um beijo dos seus lábios, para então rir e sair correndo pelo acampamento enquanto comemorava e gritava animadíssima.

    O contraste com toda aquela euforia era Alessia que silenciosamente passava pela sua frente sem sequer olhar na sua direção e marchava para a leste do acampamento, para passar por uma das mortais que ali estavam e dizer:

    -Encontre Lucia e Marzia, diga a elas que minha mãe as procura.

    Posteriormente, ela seguiu  andando, fazendo apenas uma parada logo no começo para ter certeza de que você estava a seguindo. O caminho era novo para seus olhos, mas seus instintos não o alertavam sobre algo ruim. A curta caminhada terminava em uma cabana no meio da mata.

    Imagens de Apoio:
    Cabana:
    Sala:

    Ela adentrava a cabana e aguardava por ti, para então fechar a porta e se movimentar até o sofá onde se sentava, já acomodada no sofá ela cruzava as pernas e improvisava um amarrar nos cabelos escuros dela. Enquanto o fazia você observava o interior simples de uma cabana que parecia ter sido feita manualmente ao passar de muito tempo, além da sala que se apresentava como primeiro comodo, havia uma porta com várias preocupações com a entrada do sol, indicando que ali deveria existir um quarto. O ambiente era limpo se fosse considerar o local onde existia.

    -Vai ficar ai em pé?!

    A mulher apontava então para o sofá e depois para as duas cadeiras disponíveis e respirava fundo, concentrando-se. Para assim que você se sentasse, ela se colocasse de pé e começasse uma movimentação pelo ambiente, enquanto removia a fivela onde ficava a bainha da espada e posteriormente tirando a manta de metal que usava como proteção. Colocando tudo sobre a mesa de madeira localizada após o sofá escuro, para então falar:

    -Primeiro, a próxima vez que eu lhe estender a mão trate de pegá-la! Pirralho mal educado!

    Resmungava a mulher que tirava agora a saia azul de couro pesado que usava por cima da calça, dobrando-a ela diminuía a agressividade da voz.

    -Amadeo era uma figura importante para todas nós e a morte dele segue sem maiores explicações. A Arauto nos mantém longe da cidade e dependemos apenas de nossas irmãs da região para verem um crime que não foi cometido contra a honra delas, não duvido que elas não estejam tentando mas... Mas eu deveria estar cuidando disto! É o mínimo que eu devo a honra dele!

    Jogando a saia sobre a mesa de centro, Alessia olhava aos arredores e andava até a lareira apagada e ascendia o lampião ali próximo,para que a iluminação ficasse melhor no interior do local.

    -Eu construí essa cabana com ele. Era um dos nossos passatempos, ele me ensinou a caçar e a decifrar as palavras complexas de Franca, ao contrário de ti, ele foi abraçado já com uma idade maior, algo em torno dos quarenta anos... E eu o amava. Talvez eu tivesse reagido melhor se você fosse mais velho, afinal eu era a caçula e ultima escolhida de Gioia, agora o que sou?! Sinto muito por ter deixado meu fúria afetar diretamente a nossa mãe.

    Ela então se virava e caminhava na sua direção e pela primeira vez, em todos os seus anos de abraço, você via aquela mulher sorrir enquanto aguardava uma reação sua.

    Alessia Lamberti:

    Exemplo de roupas:
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 14/12/2017, 22:46

    Até o presente momento tudo naquela noite foi uma montanha-russa de sentimentos e de situações inusitadas e intensas. Por isso eu acabava me esquecendo de deixar os meus equipamentos para trás, mas, graças a Alessia eu tinha a oportunidade de também o fazer. Assim eu deixava o escudo de volta de onde havia retirado e, em seguida me dirigia até minha senhora para lhe entregar o machado que me foi confiado para a missão já cumprida.

    No caminho que fazia até Gioia, podia reparar que Franca agora me olhava com de forma diferente e diretamente em meus olhos para, então, acenar a cabeça positivamente. Aquela pequena atitude era muito importante para mim, afinal ela era uma das poucas que nunca havia me criticado e, agora, me apoiava pela primeira vez. Retribuindo com um sorriso singelo, eu continuava até chegar em minha senhora e estendia o machado para a mesma, segurando com minhas duas mãos, enquanto a olhava e com um sorriso no rosto a agradecia.

    – Muito obrigado, mãe. Carregar tua arma foi mais do que uma honra, foi um privilegio!

    Após devolver a arma dela, eu voltava até a entrada da tenda, porém, parava no meio do caminho ao ouvir as palavras de minha senhora que formalizavam a promoção de Tea e pegavam a todos de surpresa. Obviamente, eu era o mais surpreso ali, mas não pelo que minha mãe havia dito, mas sim pela reação de Tea que me roubava um beijo momentos ante de eu conseguir parabenizá-la verbalmente.

    “Ela não tem jeito mesmo.”

    Refletindo comigo mesmo após o beijo, eu ficava por um momento sem muita reação e um tanto envergonhado pelo que havia acontecido, pois eu estava totalmente despreparado para e sequer conseguia olhar direito para as outras após o fato. Soltando um pigarro desajeitado e coçando a cabeça, ainda um pouco confuso, enquanto Alessia passava irritada comigo na direção da saída.

    “Ahm, bem, foco…”

    Depois de ver Alessia sair e retomar o foco, eu me retirava da tenda, seguindo a experiente Valquíria que me levava por um caminho novo e que terminava em uma cabana entre as árvores. Como aquela era minha primeira vez naquela região, eu não tinha como saber da existência dessa construção, mas vendo a mulher entrar sem pensar duas vezes eu tinha a certeza que ela era a “dona” daquele local.

    “Interessante, não parece que muitas pessoas saibam desse local. Talvez seja seu refugio quando quer ficar sozinha…”

    Ponderando sobre o que poderia ser aquela cabana, eu entrava após ela e, assim que estava dentro, começava a observar os detalhes do interior, tentando entender mais sobre aquela construção enquanto minha irmã se acomodava ao retirar o excesso de tecido do corpo, bem como suas armas. Aproveitando aquele tempo, eu dava uma pequena volta pela sala, passando pela lareira e olhando os detalhes do interior do local, até finalmente ouvir a indagação de minha irmã e me dirigir até a mesa de centro.

    – Como desejar!

    Respondendo em um tom um pouco mais debochado, eu retirava meu cinto, que segurava minha faca, e deixava sobre a mesa para, então, me sentar na cadeira de balanço. Acompanhando-a com os olhos eu via a mulher se levantar e andar pelo ambiente até tornar a falar, desta vez no tom agressivo e pejorativo que geralmente usava.

    – É… demorou menos do que eu esperava.

    Comentava comigo mesmo e soltando uma pequena risadinha, mas, diferentemente das outras vezes, eu não me levantava e me retirava do local ao ouvir como ela se referia e minha pessoa e continuava ali com a esperança de que realmente pudéssemos resolver aquela situação de uma vez por todas. De fato, a mudança no tom dela ocorria e aquela era a primeira vez que ela conseguia falar comigo de uma maneira normal, sem tentar me criticar ou desencorajar.

    As primeiras palavras de Alessia retiravam o sorriso debochado de meu rosto e me traziam a tona o cenário do assassinato de minha família adotiva mortal. O sentimento de dor reaparecia em meu peito, mas a minha cicatriz já estava fechada e a intensidade daquele sentimento não era tão forte quanto o que ela, Alessia, e as outras mais próximas de Amadeo carregavam.

    – Eu imagino a dor que vocês devem sentir pela perda dele, afinal, eu também já passei por isso quando mortal e entendo o sentimento de vingança. Mas, talvez por já ter passado por isso eu consigo compreender a decisão de nossa mãe em deixar isso sob os cuidados de nossas irmãs. Entretanto isso não nos impede de cobrá-las!

    Falando ainda sentado na cadeira e me balançando suavemente, eu completava minha fala em meu pensamento e deixava Alessia continuar a sua própria fala. A fala seguinte da valquíria era algo que estava esperando ouvir, pois era nela que a mulher assumia o que realmente sentia pelo falecido irmão, mas também vinha com um elemento inusitado: um sorriso! Algo inesperado e que quebrava toda a imagem carrancuda que eu tinha da mulher.

    “Ela não só tinha sentimentos mais fortes por ele como também gostava de ser a caçula de nossa mãe. Apesar de toda sua pose forte e marra, ela é bem carente.”

    – Bem… sinto muito em desapontá-la por ser jovem de mais, mas eu também não pretendo tomar o lugar de Amadeo. Eu quero conquistar meu próprio lugar com cada uma de vocês.

    Fazendo uma pausa eu me levantava e ficava de frente para a mulher, também com um sorriso gentil no rosto e continuava a falar.

    – E você? Você ainda é a filha de Gioia. Ela não vai te amar menos por você não ser mais a caçula, mas se você quiser eu também posso ser seu irmão mais velho!

    Ao falar eu levava minha mão até o topo de sua cabeça e a acariciava enquanto mostrava meu sorriso mais gentil. Aquele era o tipo de interação que eu somente tinha com Marzia, mas que agora abria uma exceção para a outra pequena irmã que possuía.


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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 16/12/2017, 03:39

    Ali dentro da cabana uma cena inusitada ocorria, pela primeira vez a sua irmã de abraço não parecia odiá-lo, ao menos não completamente. Ela atentamente, o que já era uma raridade, ouvia o que você tinha a falar e sem nenhuma expressão de deboche ouvia a tudo, até que a sua ação mais intima ocorria e a mesma, prontamente segurava a sua mão antes que esta tocasse os cabelos dela.

    -Matteo...

    A voz dela fraquejava um pouco, ela não demonstrava nenhuma raiva ou violência, mas sim uma real tristeza que só poderia haver para alguém que estava a sofrer de saudades.

    -Sabemos que é impossível que você seja o meu irmão mais velho, isso não seria coerente. Meu maior objetivo é ter a morte de meu Amadeu vingada! Até eu juro, juro que nunca irei esquecê-lo! E juro que irei proteger sua memória e honra. Por isso eu não posso permitir que sejas meu irmão mais velho.

    Ela abaixava a sua mão e estendia a dela para, pela primeira vez tocar em você sem a atenção de agredir. A mão dela buscava a lateral da sua cabeça, na altura dos seus cabelos e acima de sua orelha. Para ali depositar um suave toque, breve e carinhoso, pois logo em seguida ela já soltava a suas mãos e apontava pro sofá, indo sentar-se ali, mas deixando claro o convite para você a acompanhar.

    -Minha proposta então é: Serei tua irmã mais velha. E como demonstração de boa vontade, permito que me faça duas perguntas e eu as responderei com o máximo de sinceridade que possuo. O queres saber?
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 16/12/2017, 17:36

    Quando minha mão era impedida de tocar em sua cabeça, minha primeira reação era achar que eu havia passado algum limite e ofendido-a, mas, não era exatamente aquilo que acontecia. Surpreso, tanto pela interrupção e ainda mais pela reação, eu ouvia pacientemente o que a experiente valquíria havia a dizer.

    “Quem diria que um dia eu a veria agir dessa forma. Parece que, no fim, tudo foi um mal entendido e eu fico feliz por ter resolvido isso.”

    Apesar de estar feliz pelo avanço de nossa relação ir em uma boa forma, eu podia ver a tristeza que a aflingia e também acabava por sentir aquilo. Após ela dizer meu nome, e fazer uma breve pausa, as palavras ditas em seguida demonstravam o verdadeiro motivo e aquilo me fazia sorrir. Sorrir não pela sua tristeza, não pela recusa dela, mas sim pela força que ela tinha vindo de um sentimento tão forte e inabalável.

    – Eu entendo Alessia…

    Com aquela singela frase e um sorriso compreensivo, eu a respondia enquanto sentia o gentil toque dela em meu rosto. Um toque bem diferente do habitual, que me fazia fechar os olhos e abaixar levemente a cabeça para apenas sentir, como um irmão menor faria. De fato, aquela era a primeira vez que eu não mantinha a postura forte e rígida, geralmente adotada pelos irmãos maiores para passar confiança, e apreciava aquele sentimento novo que me pegava de surpresa e me agradava.

    Ao fim de sua curta carícia, eu a acompanhava para me sentar no sofá e não evitava mostrar uma expressão surpresa e animada com a última fala da mulher.

    – Ora, ora. Como és uma irmãzona benevolente, não é?

    Respondia, a princípio, com um tom debochado e dando uma curta risada ao fim. Mas, após uma leve pausa, eu tomava folego rapidamente e a respondia um pouco mais sério, mas ainda sem perder a animação e sorriso que persistia em meu rosto.

    – Bem, eu ficarei muito feliz em tê-la como irmã mais velha. E sobre as perguntas… eu farei uma agora e guardarei a outra para o futuro.

    Me ajeitando um pouco no sofá, escorando minhas costas para olhar para a lareira, eu pegava uma das almofadas, que estavam no canto do sofá, e colocava sobre meu colo, onde eu repousava meus braços e lentamente escorregava meu corpo, como uma forma de relaxar.

    – Quero que me conte sobre como você encontrou Marzia e como ela estava? Como ela vivia e tudo que você puder me dizer sobre a vida dela antes de abraçá-la.

    O sorriso outrora em meu rosto sumia mostrando a seriedade em minha pergunta, mas, diferentemente de quando havia a indagado sobre minha irmã biológica na tenda central, eu não estava com raiva ou incriminando-a. Na verdade, eu estava preocupado com a vida que minha pequena Marzia estava tomando antes de ser abraçada e queria saber da visão de alguém que via de fora.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 19/12/2017, 18:49

    Imediatamente após a sua segunda fala o sorriso sumia da face de Alessia e ela desferia um tapa bem forte no seu braço, causando um estalo altíssimo e uma ardência notória!

    -Não abusa!

    Protestava a mulher que lhe encarava, porém, dessa vez os olhos dela apesar de censurar a sua ação não vinham carregados do ódio ao qual você havia se acostumado ou sequer a ação dela foi realmente violenta, ela era uma guerreira e esperar um tapa gentil dela era apenas desconexo.

    A experiente Valkyria cruzava os braços e jogava o corpo para trás, para então por as pernas sobre a mesa de centro e cruzá-las, silenciosamente ela ouvia o que você tinha a dizer e respirava antes de enfim oferecer uma resposta sobre Marzia.

    -Eu queria inicialmente saber quem diabos era você, afinal, nossa mãe não se preocupou com nada, sequer avisou, apenas apareceu contigo aqui debaixo do braço! Sinceramente, não sei como Franca conseguiu reagir com tanta calma, se bem que ela sempre foi silenciosa.

    Ela fazia uma curta pausa para tirar os pés da mesa e se encostar com mais intensidade contra o sofá, apoiando agora os pés no estofado do mesmo e encolhendo-se em uma postura diferente, ela parecia a cada instante mais a vontade ao teu lado.

    -Eu a observei por algumas noites, praticamente uma semana e entendi que ela era uma jovem forte, que se recusava a conduzir os negócios da família por não suportar a situação. Todas as noites ela saia para caminhar e chorar, uma noite eu tive a audácia de questionar a ela por quem ela chorava. A jovem olhou nos meus olhos, encarando-me e me mandou a merda! Sacou uma pistola da bolsa e atirou em mim!

    Ela dizia sorrindo, certamente essa violência havia sido fundamental para que Alessia tivesse se impressionado.

    -Depois pude entender, ela estava em uma constante dor. Ferida como uma animal, preparada para morder, dilacerar e matar qualquer um que se aproximasse e ela estava assim porque não conseguia superar o luto pelo irmão. Entende, eu não queria, mas não pude evitar... Eu sabia onde o irmão dela estava, fiz por ela o que não posso fazer por mim.
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 20/12/2017, 18:26

    Apesar de já imaginar uma reação mais agressiva após minha brincadeira, eu não esperava receber um tapa tão forte como esse. Me jogando um pouco pro lado e cobrindo o local, onde ardia, com a mão, eu fazia um pequeno drama e falava um pouco surpreso e animado.

    – Ei, calma!

    Sem contestar muito e soltando uma risadinha divertida ao ver a forma seria que ela me olhava, aquele era um momento que eu não participava a muito tempo e que aproveitava cada segundo. Entretanto, ele não durava muito, pois, logo era a vez dela voltar a falar para responder minha pergunta. Quando Alessia começava a falar eu me sentava de lado, com as costas voltadas para o braço e com a lateral de meu corpo no encosto do sofá, e ficava de frente para ela, observando-a e ouvindo atentamente o que ela tinha a dizer.

    “Eu ainda me lembro da cara que ela fez quando me viu a primeira vez. Eu também não acho que tenha sido a melhor forma ideal de me apresentar a ela, mas, enfim…”

    Sem interrompê-la, eu reagia tranquilamente, a princípio, porém, quando ela finalmente falava de como Marzia estava, quando Alessia a viu pela primeira vez, meus olhos tremiam e minha respiração descompassava, mas eu continuava olhando-a firmemente, até ela falar do tiro. Arregalando os olhos, eu ficava pasmo enquanto ela sorria. Claro, ela tinha seus motivos para ver aquilo de uma boa forma, mas eu não.

    “Tudo que eles pensam é naquela empresa de merda e não ligam para os filhos. Quem sabe o que poderia ter acontecido? Mais uma tragédia naquela família que podia ter tirado e vida de qualquer um, incluindo a de Marzia…”

    Assim eu me virava lentamente, voltando a ficar com as costas no encosto e olhando para a lareira, e continuava a ouvi-la em silêncio e pasmo, mas, dessa vez não era por que eu não queria interrompê-la e sim por que as palavras pareciam engasgar dentro do meu corpo, que sofria com o que ouvia. Quando Alessia finalmente falava o motivo do comportamento de Marzia, eu abaixava um pouco minha cabeça, cobrindo a nuca com minhas duas mãos, enquanto processava aquilo.

    “Isso é tudo culpa deles! Se eles não tivessem sido os porcos que são, isso não teria acontecido! Eu ainda tive a esperança de que eles conseguissem se redimir com a Marzia, mas pelo visto eu estava errado! Ainda bem que… Alessia fez isso. Eu não imaginava que esse havia sido o motivo para ela ter escolhido a Marzia e ainda assim eu a julguei errado a pouco tempo.”

    Até forçar a respiração era difícil naquele momento, mas, após um tempinho pensando, eu voltava a levantar a cabeça, agora mais calmo e esfregando as costas da mão nos olhos para segurar a vontade de chorar. Assim falava com a voz meio trêmula, mas sem me deixar abater por completo, e com a cabeça erguida, olhando para Alessia.

    – Obrigado e me desculpe por tê-la julgado mal. Você ter trazido ela… foi tão muito importante para mim também. Eu estou feliz que agora ela vai ter alguém que vai realmente cuidar dela, ensiná-la e que ela vai fazer parte de uma família que realmente se importa com ela… Obrigado, de coração.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 20/12/2017, 21:12

    Alessia observava todas as suas reações com curiosidade, chegando a inclinar suavemente a cabeça para a esquerda enquanto olhava para você e ouvia a sua fala. A mulher então desfazia a postura encolhida que havia escolhido para levar as mãos na direção da sua face, para com uma ação mais veemente e até um pouco agressiva remover as mãos do seu rosto e afirmar:

    -Matteo, você sempre foi e sempre será a família que se importa com ela. Eu até pensei, não vou negar, em usá-la para feri-lo... Mas não foi por isso que eu a abracei, vocês dois nasceram para serem herdeiros de Ennoia.

    Ela movia rapidamente uma mão para o meio das suas pernas e apontava ali para a sua região mais intima e dizia sorrindo em um tom de brincadeira.

    -E vê se honra essa coisa entre as suas pernas e não chore por tão pouco! Ou vou ter que lhe abraçar para que você mude essa cara de cachorro perdido eim?

    Comentava a mulher que dava um tapa em sua perna direita, algo bem leve e aproximava o corpo do teu para puxar a sua cabeça e recostar no próprio ombro, esperando que isso pudesse ajudá-lo.

    -Passou ou tenho que fazer algo mais drástico ?!
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 21/12/2017, 01:00

    O toque de Alessia guiava meus olhos a olhá-la com certa surpresa, mas com o decorrer de sua fala, meu sorriso reaparecia e gradualmente eu concordava com um acenar de cabeça.

    “Ela está certa. Independente do que somos hoje, ela nunca deixará de ser minha irmãzinha chorona.”

    Após a sua primeira fala, erguia meu tronco e encostava as costas no sofá, ficando em uma posição mais relaxada. Sem desviar o olhar dela, eu arregalava levemente os olhos, após o tapa que recebia na coxa, e soltava uma risada curta.

    – Não se preocupe, eu vou honrá-lo. E eu não estou perdido, estou tive uma visão de o que teria acontecido se fosse eu quem tivesse visto Marzia daquela forma, em vez de você.

    Eu não recusava a forma como ela me acolhia, na verdade eu me aproximava ainda mais porém ainda de uma forma respeitosa. Assim eu passava meus braços em volta de seu corpo, para abraçá-la completamente, e, após um pequeno momento eu me levantava estendendo o braço para ela.

    – Já estou melhor, então, por enquanto não… Mas agora vamos voltar, acho que estamos perdendo a celebração. A minha e a da sua aprendiz.

    Com um sorriso largo no rosto eu falava calmamente e esperava ela aceitar o meu convite para se levantar, mas, quando ela o fizesse eu imediatamente a abraçava mais uma vez. Desta vez, com um abraço mais firme e próximo que o anterior, eu também aproveitava para dar um beijo em seu rosto e falar em seu ouvido, ainda durante o abraço.

    – Estou feliz que tivemos essa conversa e obrigado, de novo.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 25/12/2017, 13:45

    O primeiro abraço que ocorria entre vocês era breve, a própria mulher não permitia que ele durasse tanto tempo e logo em seguida ela já aceitava o seu convite, segurando a sua mão e colocando-se de pé para concordar positivamente com a sua frase, para então comentar de maneira breve:

    -Precisamos mesmo retornar mas antes, sobre a celebração...

    A fala dela era feita quase que em sincronia ao teu abraço, ela pretendia seguir falando enquanto você a abraçava mas por causa da força que você aplicava, a proximidade e a sua fala ela silenciava. Era possível sentir uma entrega inesperada por parte dela, seus dedos sentiam a musculatura das costas de Alessia relaxarem e aceitarem o seu toque enquanto ela encostava a cabeça no seu tronco e respirava bem fundo. Esse abraço em específico durava o tempo que você desejasse e ela afirmava ainda dentro deste:

    -Eu tenho que lhe contar sobre o ritual de passagem, essa é a noite em que você se tornará nosso novo caçador e também é a noite de Lucia e Tea finalmente serem aceitas como Valkyrias. Por fim, é também a noite de apresentação de minha prole, Marzia que tornar-se-a uma aspirante em treinamento. Mas esse ritual exige determinadas interações... Franca será a responsável por guiar o ritual, ao menos que você requisite outra pessoa em específico...

    Alessia trançava os braços dela por trás das suas costas e encostava o tronco dela no seu, em um abraço apertadíssimo. Mantendo-se então em silêncio até que o abraço enfim terminasse.
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 25/12/2017, 14:53

    [Off: Teste de Percepção + Empatia = 5d10]
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Dados em 25/12/2017, 14:53

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 9, 1, 9, 8, 9
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 25/12/2017, 22:32

    O abraço firme tinha, em contra partida, um toque um pouco mais delicado que sua pele. Passando minha mão direita em suas costas, enquanto e esquerda a segurava firmemente nas costas, pela linha da cintura, mantendo o corpo dela junto ao meu. Aos poucos ela começava a ceder e logo eu podia sentir o toque de sua cabeça em meu peito em conjunto ao relaxar de sua musculatura.

    A forma como ele reagia ao meu segundo abraço era a confirmação do relacionamento que ela tinha com Amadeo, mas, além disso era também o sinal que ela, mais do que as outras, sentia falta daquele toque masculino.

    “Não se preocupe irmã, também cuidarei de ti.”

    Com um sorriso no rosto e antes dela retornar a fala, eu levava minha mão direita até a lateral de sua cabeça e fazia uma breve carícia entre seus cabelos e sua orelha. Um toque mais íntimo, porém, não tão intenso, que continuava assim que ela começava a falar.

    “Então ainda teremos um ritual para formalizar tudo… e será com as Marzia, Lucia e Tea. Mas será que ela quer que eu a escolha para realizar o ritual? E será que Franca também ira somente guiar o ritual, ou, também ira participar? Bom, vamos ver como será.”

    Com alguma dificuldade eu forçava um suspiro leve de ansiedade que surgia com a questão de como seria aquele ritual, mas, nada de tão grave. Após ela passar dos braços por trás de minhas costas, eu mantinha aquele abraço por mais um tempo, ainda a segurando firme com meu braço esquerdo, e a respondia.

    – Seria muito bom que você guiasse o ritual, mas acho que devemos deixar que seja Franca, até por que eu também não conversei muito com ela desde que fui abraçado e essa pode ser um bom início.

    Falando de uma maneira calma, eu tirava minhas mãos do corpo dela e levava até seu rosto. Tocando em sua face com minhas duas grandes mãos, ainda mantendo a pegada semelhante usada no abraço, eu olhava no fundo de seus olhos e dizia, com o rosto próximo do dela, em um tom mais provocativo.

    – Mas não se preocupe irmã, eu ainda vou lhe mostrar que eu não sou o pirralho que você achava que eu era.

    Após falar, me afastava lentamente e passava pelo seu lado, dando um tapa em uma de suas nádegas e imediatamente me afastando para não ser agredido mais uma vez.

    – Agora vamos, depois nós continuamos nossa conversa.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 26/12/2017, 14:28

    O toque que a sua mão fazia na orelha de Alessia fazia com que a própria mulher inclinasse suavemente a cabeça para o lado oposto, um incentivo extremamente sútil ao toque. Porém a face mais positiva dela findava diante da sua afirmação de que iria manter Franca como condutora do ritual, mas esse baixo astral era literalmente destruído quando as suas mãos seguravam a face dela, Alessia olhava na sua direção com uma mistura de surpresa e aprovação, a mesma chegava até a inclinar brevemente o tronco na sua direção eliminando um pouco da distancia que ainda havia entre vocês, porém, ela era totalmente surpreendida pela sua ação final. O tapa era desferido e a sua mão sentia a firmeza do corpo da mulher, certamente por baixo daquelas roupas havia um corpo feminino que muitos homens sonhariam em ver! E arrancava dela um sorriso divertido que logo se alterava. Alessia então olhava incrédula na sua direção e cruzava os braços em um sinal de protesto.

    -Você que sabe então, depois não me venha reclamar porque teve que aturar aquela velhaca conduzindo as coisas!

    Em seguida ela se colocava a andar, retornando junto contigo para o acampamento central onde as celebrações ocorriam e assim que vocês alcançavam o local ela falava sem olhar na sua direção.

    -Da próxima vez, use mais força no tapa irmãozinho, nossos corpos são muito mais fortes. Lembre-se disso tá bem?

    Ela não aguardava a sua resposta, afinal, claramente os olhos de todas ali presentes eram direcionados a vocês! A música havia perado e no centro do local, onde antes as mulheres lutavam por suas vidas, estavam posicionadas Lucia, Tea e Marzia. Assim como Franca que já se movimentava na sua direção. Alessia então sorria e saia de perto, em uma corrida branda na direção do barracão de Gioia. Franca agora se apresentava na sua frente, esticando a mão esquerda a ti e esperando silenciosamente por sua reação. E afirmando apenas quando você segurava a mão dela:

    -Vamos jovem... todas estavam a tua espera, é chegada a hora de começarmos.
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 26/12/2017, 15:58

    Aquela era uma cena muito diferente do que acontecia quando eu me encontrava com Alessia. Mas dessa vez, não era uma coisa passageira e sim uma nova realidade que começava a ganhar forma. Ao ver o protesto que ela fazia, soltava uma curta risadinha e me aproximava de novo da mulher para segurar em seu queixo com uma mão e falar em um tom calmo, mas ainda provocativo.

    – Não fique com tantos ciúmes assim, depois eu vou deixar você conduzir as coisas também.

    Após falar, eu dava um beijo no canto de sua boca e levava minha mão de novo a sua nadega, mas a do lado oposto a que eu estava, para assim puxá-la para lado de fora e quebrar aquela pose dela. Acompanhando-a de volta ao acampamento central, eu caminhava ao seu lado, mas, assim que saia, olhava para minha mão, que havia desferido o tapa, e depois para a bunda de Alessia. Era fato que novos sentimentos começavam a surgir naquela noite e aquele me surpreendia de uma maneira alegre e esperançosa.

    Junto aos sentimentos, pensamentos de o que poderia ter acontecido ali também tomavam minha cabeça por um momento, mas, antes que fosse tomado completamente por aqueles pensamentos, eu balançava a cabeça e retornava a andar ao lado dela. Mantendo a postura e o respeito pela mesma, eu caminhava tranquilamente e a olhava uma vez ou outra durante o caminho, mas era surpreendido pela sua frase quando finalmente chegávamos ao nosso destino.

    – Olha, eu não…

    Sem conseguir responder, eu apenas a deixava partir até por que meus olhos reparavam no local a minha frente. Eu não havia percebido até olhar com atenção, mas agora a música não se fazia mais presente e as 3 mulheres que havia participado do teste comigo estavam no centro, onde antes ocorriam lutas.

    “Então é chegada a hora que eu serei aceito dento deste clã e desta terra. Uma nova vida se inicia para mim e eu não vou falhar come ela.”

    Passando meus olhos nas três mulheres, eu mostrava uma expressão tranquila e alegre, ainda que sem mostrar propriamente um sorriso. Assim, então, eu esticava um pouco as costas e me colocava em uma postura mais séria. Quando Franca aparecia a minha frente com a mão esticada eu logo a aceitava e falava abaixando levemente a cabeça, em um pedido de desculpas.

    – Sinto muito por deixá-las esperando, mas já podemos começar!

    Eu estava animado, ansioso e curioso para com aquele ritual, mas, assim que tocava na mão de Franca eu começava a eliminar os pensamentos mundanos de minha mente para me focar naquele ritual. Aquela era uma nova cultura, caminho e destino que eu havia escolhido seguir ao aceitar o abraço de minha senhora e de forma alguma eu iria o abandonar, portanto, me entregava completamente ao ritual e deixava Franca me guiar.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 26/12/2017, 17:19

    Assim que a sua mão tocava o queixo de Alessia, você sentia os olhos dela se modificarem, haviam chamas ali dentro que ardiam em um intensidade cativante e excitante, chamas que pareciam tão fortes e vívidas que aqueciam a sua alma sem que você pudesse compreender exatamente o que isso significava, assim sua mão buscava pela outra nádega dela, sentindo o toque firme e o tecido da calça da mesma enquanto ela apenas sorria e concordava positivamente sobre a possibilidade de poder conduzir a situação em um futuro próximo. Porém, ela claramente optava por deixar o diferente clima entre vocês dois em aberto... Já distante Alessia fazia uma curta pausa para olhar na sua direção e entrar enfim na cabana de Gioia. Agora, era a vez da mais velha das suas irmãs interagir contigo, tomando a sua mão com firmeza ela o conduzia até onde estavam as três jovens. Tea estava animadíssima! Sorridente e claramente pronta, já Lucia demonstrava uma concentração forte e uma expressão serena. Já Marzia parecia tensa, ela esfregava as mãos e respirava fundo.

    -Matteo. Está e a sua única chance... Falhe e serás excomungado, suceda e serás saudado. Estas são tuas três irmãs, diante delas tu não portarás armas ou escudos, armaduras ou vestes, apresente-se como Gaia o fez e elas farão o mesmo, aqui começa a união entre vocês e ela só será desfeita aqui...



    Dizia Franca que o posicionava em frente as três jovens e então virava-se para as mulheres que aguardavam ansiosamente por um sinal. Dois círculos eram formados, o primeiro marcado pelas mulheres que portavam os instrumentos, a frente delas haviam grandes fogueiras que iluminavam toda a caleira com suas chamas amareladas e não naturais. O segundo circulo era menor e interno, riscado no chão, era onde você e as demais jovens estavam localizados, além é claro da figura de Franca. As dançarinas e a cantora se moviam pelo espaço entre os círculos, conduzindo o ritmo da cerimonia.

    -A Celebração das Valkyrias começa agora!

    Prontamente os tambores e instrumentos começavam a a ressoar pelo ambiente, algumas mulheres colocavam-se a dançar enquanto ascendiam as fogueiras que contornavam o acampamento em uma forma circular. A atenção de todos então se voltavam para a cabana de Gioia, pois de lá, saia a própria gigantesca mulher com um enorme chifre branco adornado em mãos, ela então pegava ar e o soprava. Ao lado dela estava Alessia que trazia consigo uma cesta larga de palha. Mais uma vez era Bárbara que liderava a canção, demonstrando um talento singular e um domínio vocal impressionante! Alessia aproximava-se de Franca e lhe entregava o cesto, para então olhar na sua direção e mover os lábios para dizer: "Não me desaponte".

    Enfim, Franca abria o cesto e o posicionava no chão, retirando dois grandes objetos cilíndricos feitos de pano, ervas e gravetos, fincando-os no chão e posteriormente retirando duas pedras de dentro do cesto para queimar a ponta dos objetos. Por fim, ela se levantava, trazendo consigo uma cuia de madeira velha, ali havia uma tinga cor de musgo.

    -Retirem seus pertences... jogue-os o mais longe que puderem, na direção das chamas!

    A primeira a tomar atitude era Tea, que se despia sem vergonha alguma e arremessa bem forte cada peça de roupa, por ter sido a primeira, Franca começava a pintar desenhos pelo lindo corpo da jovem de cabelos dourados. Tea então olhava na sua direção e sorria, claramente esperando para ver a sua reação diante do corpo realmente belo, esbelto e jovial que ela possuía. No corpo dela, Franca traçava símbolos, runas e linhas circulares, especialmente em torno dos seios, bochechas e nádegas. Lucia respirava fundo e começava a se despir, concentrada e sem pressa, já Marzia olhava na direção de Alessia e olhando exclusivamente para ela, aguardava um sinal da mesma, algo que logo ocorria, para começar a se despir também.
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 26/12/2017, 20:52

    Um segundo antes de segurar na mão de Franca, meus olhos viam Alessia uma última vez e percebiam que a mesma também me olhava antes de entrar na tenda de Gioia. Com aquela troca de olhares, eu me lembrava do fogo que havia visto dentro dela no último momento e meus próprios olhos queimavam provocados pelas labaredas dos dela. Como minha irmã já havia me falado brevemente como seria o ritual e confirmando após ver a animação na face de Tea, meu corpo sentia o clima que se instaurava no local ao mesmo tempo que minha mente se focava no presente.

    Parecia que tudo, exceto pelo centro da arena, as fogueiras a minha volta e a imagens das 4 mulheres que estavam no ritual comigo, começavam a ficar borrados e toda minha atenção se voltava para o que ficava nítido. Acompanhando Franca, eu mantinha uma suave respiração, que servia para controlar o meu corpo e instintos, e continuava a olhar para as três mulheres no centro da arena.

    Todas as três garotas agiam como haviam se mostrado até o momento. Tea com toda a sua animação e sem esconder o jogo, ela já havia deixado claro durante a noite o que aconteceria e eu apenas retribuía com um olhar inflamado, como as fogueiras ao nosso redor.

    “Como você havia desejado Tea, está na hora de sentir a sua besta e domá-la! Vou lhe dar toda a minha força!”

    Lucia era mais discreta porém ela não deixava as emoções transparecerem e assumia uma pose rígida e focada, do mesmo jeito que ela também havia demonstrado ser. Eu a respeitava por isso, mas, também mantinha aquele olhar intenso quando a via. No entanto, assim que olhava para Marzia, as palavras de Franca reforçavam meus pensamentos e me fazia dar uma respiração alta e lançar um sorriso na direção de minha irmã mais nova e, agora, aspirante a Valquíria.

    “Marzia é minha irmã de sangue, mas também é minha irmã de clã. Eu não sou mais o garoto guiado por conceitos católicos da minha antiga família e ela também precisa entender que também não é mais! Independente do que ocorra, meu amor e carinho por ela não ira diminuir e eu não vou falhar!”

    Assim que Franca me colocava a frente das três eu respirava fundo, mais uma vez, enquanto aguardava. Novamente meus olhos se encontravam com cada uma das garotas, passando toda a intensidade que crescia em meu corpo. Não demorava muito para que a guia avançasse para a próxima fase e gritasse o nome do ritual. Logo em seguida os instrumentos voltavam a vibrar a minha alma e, assim que a Gioia aparecia, os meus olhos a seguiam por um momento, procurando pelos dela, e depois para Alessia que estava ao seu lado.

    As palavras de minha irmã eram o toque final de preparação da transformação da chama, dentro de mim, em uma verdadeira fogueira, e imediatamente meu sangue começava a circular, ainda que de forma mais calma, na direção de meu órgão, que iniciava a adquirir uma forma maior e mais rígida de uma forma lenta e controlada.

    Dividindo minha atenção entre as três a minha frente e a Franca e preparava todo o ritual, eu aguardava pacientemente pela preparação. Assim que minha irmã mais velha acendia as velas, eu inspirava um pouco mais forte, algumas vezes, mas sem exagerar, e então ouvia o próximo passo. Eu não ia hesitar, mas ao ver Tea tomando o primeiro passo, eu esperava para ver tudo o que ela fazia e também para ver todo o corpo dela despido. Minha respiração se acelerava levemente enquanto que o sangue continuava a descer e a aumentar a forma de meu membro inferior, mas, eu voltava a controlar ele para que não assumisse o tamanho total ainda e abria um sorriso lascivo ao olhá-la de cima a baixo. Depois de ver o corpo todo dela, eu voltava a olhar em seus olhos e então começava a me despir também. De fato Tea havia despertado o meu lado mais fervoroso e esquentado o sangue italiano que ainda tinha em minhas origens.

    Assim eu começava a tirar as minhas roupas e a aglomerá-las em um bolo que eu jogava com vigor na direção de uma das tochas ao meu redor. Depois de arremessar as roupas, eu voltava a minha posição e exibindo com confiança todo meu corpo diante todos os olhos ao meu redor, e a minha frente, sem vergonha nenhuma e com a mente focada no que estava acontecendo. Assim eu deixava de controlar o meu sangue e permitia que ele seguisse todos os meus instintos enquanto eu esperava Franca me pintar e ao olhar para as mulheres despidas a minha frente.

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 26/12/2017, 23:32

    Seus olhos não demoravam para se encontrar com os olhos azuis poderosos de sua Mãe e Senhora, afinal, ela era praticamente uma gigante em meio a humanos. Ainda segurando aquele poderoso chifre branco, a experiente e poderosa Valkyria sorria na sua direção e balançava a cabeça positivamente em um incentivo. Já Alessia apoiava as mãos na cintura e sorria de maneira provocativa, ao desviar os olhos de propósito para não lhe retribuir nenhum olhar até que você passasse pelo ritual! Por outro lado, Tea parecia bem feliz em continuar a se exibir, afinal era literalmente isso que ela fazia, pois assim que Franca começava a pintá-la a mesma subia os braços e os trançava por trás de cabeça e olhava na sua direção, aprovando claramente a sua iniciativa de se despir.

    As pinturas feitas de verde escuro faziam um fortíssimo contraste com a pele branca de Tea, mas uma única runa transcrita nas costas dela, bem no centro das costas era feita em branco. Uma runa que você não sabia o significado mas que certamente simbolizava a própria jovem. E assim que Franca terminava com Tea, a anciã sacerdotisa dizia em voz alta:

    -Tornastes enfim o que nascestes para ser. Una com a terra sagrada, ungida e forjada pelo vitae da primeira e grandiosa Valkyria, cujas asas irão para sempre nos acolher e fortalecer.

    O corpo de Tea vibrava em felicidade e seus olhos conseguiam notar o enrijecer dos mamilos da mesma, que exibia as presas e soltava um urro de comemoração. Em seguida, Franca olhava para você e fazia um sinal para que você aguardasse. Afinal, todo o processo feito em Tea era repetido em Lucia e Marzia. As pinturas em Marzia eram propositalmente mais grossas e largas, ao contrário das finas e delicadas de Tea, algo que combinava muito com os cabelos volumosos e cacheados da mulher de pele morena e corpo forte e saudável. Por fim, era chegada a vez de Marzia que removia as roupas com certa vergonha, de olhos fechados ela se apresentava como uma mulher adulta, algo que você nunca havia imaginado. Uma mulher adulta bonita! Os desenhos feitos por Franca em sua irmã de sangue eram mais angulares e a tatuagem branca era marcada no pulso esquerdo da mesma, já o de Lucia era na panturrilha direita. Enfim, era a sua vez. Franca olhava nos seus olhos e começava a desenhar traços firmes pelo seu corpo, linhas grossas e verticais no teu tórax e uma marca branca no centro das suas costas. A mulher abaixava-se bem na sua frente para pintar as suas pernas e você conseguia sentir a respiração dela perto do seu membro, ela enfim propositalmente esbarrava a face no mesmo, beijando-o discretamente para o estimular, uma ação brevíssima que apenas você era realmente capaz de ver e olhava na sua direção e murmurava:

    -É melhor que você fique o mais masculino que puder...

    Enfim ela levantava e finalizava os desenhos na sua face e anunciava para todos:

    -Diante de nossos olhos, um dos raros homens aceitos pelas assas da Grande Valkyria se apresenta. Que seus punhos e força sejam usados para proteção e sustentação de todas nós, que seus olhos sejam precisos como os de um falcão e que tua presença nunca seja de liderança, mas sim de companhia.

    Franca dava passo para o lado e apontava na sua direção, dando-lhe espaço para que você pudesse rugir e exibir suas presas, além de toda a sua musculatura masculina diante de todas as moças ali presentes. Tea olhava lascivamente para o seu pênis, mordiscando o lábio inferior e suavemente caminhando na sua direção. Já Lucia permanecia silenciosa e concentrada, com as presas a mostra e por fim, Marzia parecia agora, enfim determinada mas a mesma não olhava diretamente para sua nudez e sim para a sua face, buscando lhe mostrar que ela não estava acanhada ou assustada pela sua presença.
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Lugo em 27/12/2017, 02:13

    A reação de Alessia me animava e o incentivo de Gioia era algo que sempre vinha acima de tudo para mim. Retribuindo aquele incentivo com um rápido sorriso para que, em seguida, meus olhos retornassem para as três moças a minha frente. Indo primeiramente até Tea, que estava sendo pintada, eu mantinha o contato direto com os olhos dela, durante todo o processo, e cessando apenas quando esta virava de costas para receber a runa em uma coloração diferente. Aquela era uma parte que me chamava a atenção, mas que era rapidamente colocada de lado quando a loira se virava, novamente, para receber as palavras de Franca e urrava em comemoração.

    Eu me surpreendia, divertia e também empolgava com a cena e, principalmente, ao vê-la completamente pronta para o ritual em si começar. O urrar de Tea era uma surpresa boa e animadora e assim que Franca terminava com a primeira, eu acompanhava, com os olhos, e focava exclusivamente em Lucia. Meus olhos não a viam da mesma forma como viam Tea, no caso da morena eu tinha um grande respeito, mas, é claro que a medida que Franca ia pintando-a, eu observava e admirava cada centímetro do corpo da nova Valquíria.

    Por último, mas não menos importante vinha Marzia, minha pequena irmã com quem havia perdido o contato nos últimos anos e que aparecera repentinamente por obra de Alessia. Vê-la se despir daquele jeito dela era sentimento conflitante que eu tinha de superar, afinal, era algo que eu não esperava ver até alguns anos atrás, mas, agora nós tínhamos que aceitar e nos entregar ao nosso novo caminho. Assim que ela tirava as roupas e que Franca se abaixava para pintar as pernas dela, eu voltava a olhá-la nos olhos, sem o olhar completamente lascivo que mostrava a Tea, e movia meus lábios para formar palavras sem som na direção de minha irmã mais nova.

    – Você está incrível, minha pequena aspirante.

    Assim, então, era a minha vez e quando Franca se aproximava, eu também a olhava nos olhos, demonstrando toda minha confiança e determinação naquele momento. Esta era a primeira vez que eu não olhava para uma das três garotas a minha frente desde o início do ritual, pois agora, eu apenas via Franca e também as marcas que ela fazia em meu corpo. Quando ela se abaixava a minha frente, minha cabeça se abaixava um pouco para poder vê-la e, quando ela beijava meu membro, eu piscava um pouco mais forte e lento e fazia uma respiração pesada.

    “Sim, senhora.”

    Eu a respondia mentalmente enquanto minhas presas saltavam e retirava todas as inibições para deixar o sangue circular pelo meu corpo e, principalmente, pelo meu membro, que instantaneamente atingia o ápice de seu tamanho. Enchendo o peito de ar e estirando o tórax, uma onda de prazer, provocado pelo beijo de Franca, viajava meu corpo e contraia a maioria dos músculos ao mesmo tempo que minha irmã mais velha falava.

    “Eu aceito o meu dever de protetor e farei todo o possível para honrar a escolha de minha mãe!”

    Fechando os olhos a imagem de Gioia surgia em minha mente com todo o tamanho e glória que ela possuía, pois, além do que estava ocorrendo e do que ocorreria, o reconhecimento e valorização de minha mãe eram os maiores motivos de minhas alegrias! Com os olhos fechados, eu enchia o peito de ar e me concentrava ao máximo. Usando de todas as minhas forças e colocando toda a minha alma naquela ação, eu abria os braços, com os punhos fechados, e expelia todo o ar em um urro como jamais havia feito antes.

    Depois de colocar toda a minha vontade naquela ação, eu abria os olhos novamente e voltava a respirar para então ver a aproximação de minhas irmãs. Ainda com os braços abertos, por causa do urro, andava em direção a Tea, que vinha na frente, com o mesmo sorriso lascivo que ela me apresentava e, assim que chegava até a mesma, meu braço esquerdo passava pelas suas costas e minha mão agarrava com vigor a sua bunda, puxando-a contra o meu corpo, mantendo nossos rostos a uma distância curtíssima.

    – Me mostre a tua fúria e eu irei lhe mostrar a minha!

    Era uma última provocação feita, a uma altura que somente ela poderia ouvir e, em seguida, sem deixar chances dela me responder, eu lhe dava um beijo caloroso e apertava ainda mais com uma pegada bem firme. Após o beijo, fazia uma breve respiração e então olhava, de uma forma menos lasciva, para as outras duas que ainda se aproximavam e assim estendia o braço direito, ainda segurando Tea com o esquerdo, para que elas assim se aproximassem.

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

    Mensagem por Danto em 27/12/2017, 23:58

    A sua fala direcionada a Marzia era o incentivo que a jovem precisava, munida de uma inspiração inesperada ela fechava os olhos e também urrava, quase que em sincronia contigo trazendo para dentro do seu coração uma sensação que você sentiu falta por muito tempo, o de ter a sua irmã por perto. Porém, ela não era apenas a sua irmã, as presas dela deixavam isso bem claro e ela tomava a mão de Lucia, que parecia um pouco constrangida por causa da forma intensa que Tea era tomada pela sua mão e assim as duas se aproximavam.

    Já Tea era surpreendida pelo seu beijo, enquanto ficava na ponta dos pés e com as duas mãos, acariciava e esfregava o seu pênis, a mão direita ia até suas bolas já a direita não demorava para ainda durante o beijo, firma-se ali para iniciar uma ação de masturbação. Franca claramente dava um passo para trás e sorria positivamente na sua direção, enquanto isso, todas as demais mulheres ali presentes começavam a celebrar. Era essa a primeira vez que você se sentia realmente pertencente!

    -Então quer dizer que meu irmão agora é o novo caçador das filhas de Ennóia! Parabéns Têto!

    A linda jovem se aproximava para beijar a sua face e abraçar parcialmente o seu corpo, afinal, do outro lado havia a figura de Tea que parecia pegar fogo! Afinal ela agora, tomava a liberdade de mordiscar o seu pescoço! Lucia enfim se aproximava e tocava em sua face, era um toque carinhoso e respeitoso e ela apenas balançava a cabeça positivamente e comentava:

    -Bem vindo Matteo.

    Franca então batia palmas fortes e as comemorações cresciam, a experiente sacerdotisa então abaixava para tirar do cesto de objetos uma adaga, para então cortas as palmas das mãos e se aproximar de vocês. Esfregando a mão ensanguentada dela na face de vocês, fazendo manchas enormes! E gritando para todas ali ouvirem:

    -Ungidos pelo vitae sagrado de Ennóia, abençoados pelos olhos de gaia! Que suas assas queridas valkyrias, batam em pelo resplendor e que você nunca as perca de vista caçador! Agora, por favor, grande mãe comande teus herdeiros!

    Era uma deixa para que Gioia gritasse em resposta:

    -Que as celebrações alcancem os céus! Hoje nós festejamos queridas irmãs! Diante de meu filho e de minhas filhas, hoje nós iremos honrar nossos ancestrais!

    Os tambores voltavam a rufar e Franca dizia para vocês quatro:

    -Vocês não precisam necessariamente ficar aqui, é comum que o contato intimo possa ocorrer em alguma das cabanas, os sons serão ouvidos e isso já é o suficiente...

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    Re: Primeiro Arco de Matteo: Ato II - O Primeiro Desafio

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