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 Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs

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Danto
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MensagemAssunto: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   17/12/2017, 17:46


Imagens de apoio:
 
Cambridge St, nº 63 , Apartamento de Ophelia e Tiffany
29 de Março de 2010, Segunda-feira.

Era seu primeiro período na faculdade de belas artes da lindíssima e colorida cidade de Glasglow. Muito havia mudado na sua vida nesse começo de ano de 2010, vivendo longe de seus pais, em uma região de cultura totalmente diferente e circundada por faces desconhecidas. Porém, nada disso era mais intimidador ou lhe causava tanta ansiedade quanto a possibilidade de um dia encontrá-lo outra vez. Não era raro sonhar com esse encontro na realidade, hora Thomas era um rapaz lindíssimo como aqueles dos filmes de comédia romântica, hora ele era só um jovem nerd sentado sozinho debaixo de uma arvore a ler. Em seus dias menos felizes, ele nunca aparecia ou havia se casado. A verdade era que seus sonos estavam cada vez mais latentes e fortes, como se algo estivesse próximo de acontecer... Havia chegado a hora? Ou era tudo um resultado de uma mistura de sensações e ansiedades típicas?! Infelizmente não haviam respostas.

A manhã de segunda começava logo após um lindíssimo sonho onde a porta da sua sala de aula era aberta por Thomas, ali ele adentrava com um buque de rosas e declarava-se na frente de todos, pedindo a sua mão em casamento e logo a data chegava, numa linda celebração na praia! Era tudo lindo, rápido e sem muito sentido! Mas lhe fazia acordar sorridente.

Assim você tinha tempo para se espreguiçar e de fato acordar, checar algumas mensagens no celular e ver que hoje você só teria uma aula a partir das dez horas da manhã e ainda eram sete e meia! Enfim, depois de tomar coragem, você saia do seu quarto, que era o primeiro dentro do apartamento pequeno que compartilhava com sua amiga. Seus olhos logo encontravam a figura de Tiffany na sala de televisão, ela estava embrulhada em um cobertor, com uma expressão de sono e uma caneca de chá em mãos. Ali ela via o noticiário local na esperança de ver a matéria que ela havia editado enfim ir ao ar, uma reportagem sobre adoção de gatos que ocorreria hoje a tarde no parque próximo ao apartamento de vocês.

-Ei! Ophie! Bom dia, andou sonhando com quem hoje? Foi o Dicaprio de novo? Tem chá no fogão se quiser viu e trate de vir aqui logo ver comigo a minha estreia gloriosa na tv! Entrevistando... Gatinhos!

Dizia a jovem com um sorriso na face, mas logo bocejava sem conseguir disfarçar o sono que sentia naquele momento.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   17/12/2017, 20:11

Legenda:
 

Um novo ciclo havia se iniciado. Em um local diferente, com pessoas diferentes, mas, com o mesmo propósito de todos os outros: encontrar Thomas! Aquela não seria uma tarefa fácil, visto que a algum tempo ele não me respondia nem por e-mail e nem no celular, mas, ainda assim, eu não desistiria por que meus sentimentos pelo rapaz eram tão fortes que até em meus sonhos pareciam ficar cada vez mais vivos!

Assim que meus olhos se abriam e viam meu novo quarto, que eu ainda estava me acostumando, eu rolava na cama, revoltada, e fechando novamente meus olhos na esperança de voltar ao sonho onde Thomas estava.

“Ahnn… que saco! Outro sonho!? O que eu fiz para merecer isso!? Por que você não aparece na vida real, em!?”

Indignada, eu abraçava o travesseiro com os braços e as pernas para ficar ali, deitada com meu travesseiro chamado Thomas, por alguns minutos, até finalmente tomar coragem para me levantar, parcialmente, da cama. Indo até a cabeceira da cama e me escorando nela, após colocar alguns travesseiros para ficar mais aconchegante, eu pegava meu celular no criado-mudo ao meu lado e checava as mensagens.

Apesar de não costumar usar tanto o celular e as redes sociais novas que começavam a surgir, checar as mensagens de manhã havia se tornado um habito regular naquela nova faze de minha vida. Afinal, como não conhecia muitas pessoas na cidade eu logo tratei de fazer amizade com algumas pessoas de minha classe para me enturmar e, no final, havia sido colocada em um grupo de mensagens que servia bastante, principalmente para me manter atualizada com as aulas.

“Nossa acordei muito cedo hoje e não vou conseguir voltar a dormir… Uma pena que minha aula é só no fim da manhã.”

Pensando comigo mesma, eu bocejava e fazia uma longa respiração antes de, finalmente, me espreguiçar e estirar completamente a coluna ao jogar os braços para cima. Logo em seguida jogava as cobertas para o lado e me levantava da cama, já indo na direção da saída do quarto enquanto esfregava os olhos com as mangas de meu pijama.

Ao sair do quarto, me deparava com a figura de Tiffany que parecia ter acabado de sair da cama, com uma parte dela ainda no corpo, e vidrada na televisão. Vê-la acordada cedo era um pouco surpreendente, mas ela havia um motivo para tal. Assim que falava sobre meu sonho, eu a respondia estirando a pontinha da língua e fazendo uma cara debochada, mas, na verdade, eu estava morrendo de vergonha por estar tão na cara que eu havia sonhado com o Thomas mais uma vez.

– Bom dia, Tiff! Já estou indo, vou só lavar o rosto e pegar meu chá.

Assim eu me virava para adentrar o banheiro e lavar o rosto e escovar os dentes, como sempre fazia de manhã. Algo bem superficial, mas que fazia parte da minha rotina de acordar e, logo depois, eu ia até a cozinha para encher uma caneca com o chá feito pela minha amiga. Aquela bebida não era uma das minhas preferidas, na verdade, eu não gostava muito dela, mas eu estava dando uma chance. Ainda na cozinha e após servir o chá em uma caneca para mim mesma, eu dava um primeiro e curto gole para sentir o sabor e respondia com uma careta, mas continuava com o copo na mão e seguia para a sala de televisão.

“Não sei como esse povo daqui gosta tanto de chá e também não sei como a Tiffany já se acostumou a ele, mas, fazer o que né?”

– Então será hoje, não é? Acho que não tem começo melhor do que uma matéria com gatinhos fofinhos! Agora afasta um pouco que eu to morrendo de frio!

Me sentando ao lado de minha amiga e já tentando fazê-la dividir o cobertor comigo, eu falava fazendo uma carinha fofa ao me referir dos gatinhos, mas, ao ficar mais aconchegada ao lado dela, e me entocando um pouco por baixo das cobertas, deixando só os olhos e o topo da cabeça para fora do cobertor para ver a televisão, eu falava meio cabisbaixa antes da reportagem dela aparecer.

– E sim… eu sonhei com ele de novo… tem acontecido com mais frequência e parece que é tão… real.

Pijama:
 
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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   22/12/2017, 23:28

O sabor do chá era algo que você ainda não havia aprendido a apreciar, mas ao menos ele era preparado com açúcar e além de ser quente o suficiente para lhe proporcionar uma sensação agradável, mesmo com o paladar deixando a desejar. Ao adentrar a sala novamente, sua amiga sorria ao já mudar de posição para lhe dar espaço e erguia um pedaço da pesada coberta em um convite.

-Ownnn! Ophie! Sua bobinha, não precisa ficar com vergonha eu juro que não estava tentando fazer chacota com a situação, na verdade eu adoro ouvir sobre os seus sonhos com ele. Juro! É sempre tão bonitinho e cheio de esperança! Meus sonhos são chatos, só envolvem coisas sem sentido!

Dizia sua amiga que propositalmente passava uma perna por cima da sua, afinal, se havia algo que você já havia se acostumado era o comportamento expansivo da mesma. A garota então apontava para a TV e a reportagem dela começava, a mesma ria do começo ao fim e não era pra menos. Uma reportagem de alguns poucos minutos sobre uma feira de adoção de gato! Em uma das cenas mais divertida ela perguntava para uma criança o que ela fazia ali e a resposta era: Minha mãe me obrigou. Nesse momento, Tiffany quase morria de tanto rir... Por fim a reportagem terminava e ela virava para abraçar meio que de qualquer jeito a lateral do seu corpo e falar:

-Ophie, tenta parar de rir! Foco, você consegue me descrever algum traço do seu príncipe encantado? Decidi que vou começar a procurar ele também! Afinal, se eu quero ser uma repórter investigativa, tenho que ao menos conseguir achar uma pessoa né?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   23/12/2017, 20:40

O clima frio de Glasgow ainda era um desafio a ser vencido, mas, por sorte minha amiga, e colega de apartamento, havia trazido com sigo um cobertor para o sofá e eu imediatamente adentrava para me esquentar junto dela.

Me aconchegando sob o cobertor com a Tiffany, eu praticamente enterrava meu rosto dentro da coberta para proteger até o meu nariz, deixando somente dos olhos para cima fora da coberta para poder ver a matéria dela. Entretanto, quando ela começava a falar eu ficava ainda mais envergonhada, mas, muito feliz. Assim, quando ela terminava de falar eu retirava minha cabeça de dentro do cobertor e a olha já com um sorriso no rosto, porém tímido.

– Obrigado, Tiff. Mas veja pelo lado bom, você não precisa ficar sofrendo quando se tem sonhos como o meu. Por que toda vez que eu acordo esse sentimento de esperança ele me machuca.

Soltando um suspiro, mas sem me deixar abalar por completa, eu falava um pouco antes da matéria dela começar e enquanto me ajeitava no sofá para me adequar a perna de Tiffany que passava por cima da minha.

Assim que a matéria começava, eu ficava calada e novamente enterrava meu rosto de baixo da coberta para proteger meu nariz. Somente ver a Tiffany na televisão já me arrancava alguns pequenos risos iniciais, afinal, era um pouco engraçado a ver daquela forma, mas, ao ver a resposta do garotinho eu me acabava na risada. Minha risada saia descontrolada e, quando isso acontecia, eu geralmente passava vergonha pela forma como esta soava. Além disso, eu ria tanto daquela cena que precisava me segurar em minha amiga para não tombar e derramar todo o chá quente sobre nós duas.

– Minha nossa, como você conseguiu segurar a risada na hora? Eu teria me acabado toda e destruído a matéria!

Após a crise de riso passar e minha risada voltar ao normal, eu falava ainda por entre algumas risadinhas, mas, quando Tiffany retomava o foco, eu a olhava surpresa e com um sorriso que carregava toda minha esperança com ele.

– Serio!? Ai Tiff sua linda, muito obrigada! Tenho certeza que agora ele não me escapa mais!

A empolgação me tomava de uma forma não esperada e eu deixava a caneca na banca ao meu lado para poder retribuir o abraço caloroso da minha amiga.

– Certo, certo! Foco. Bem isso é fácil, ele realmente parece um príncipe. Ele é loiro dos olhos azuis e é bem alto… Bom, ele já era alto no ensino médio, imagino que esteja mais agora, né? O nome dele todo é Thomas O’Connor e eu não faço ideia do que ele fez da vida depois do ensino médio. Por isso estou tão perdida!

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   25/12/2017, 14:29

As risadas de Tiff eram genuínas, como se ela só pudesse rir agora da reação daquele garoto que era silenciosamente ofendido por sua amiga. A mesma então, ainda sorridente lhe respondia:

-Depois eu vou baixar essa matéria e te mostrar com zoom, a minha poker face! Juro, eu ouvi a resposta fiquei tipo, chocada! Ninguém merece!

As risadinhas voltavam quando você enfim retribuía o abraço, assim, debaixo da pesada coberta vocês duas compartilhavam um abraço bem amigável e divertido. Em seguida ela ouvia com atenção as suas palavras e pensava no assunto. Oferecendo primeiro uma resposta debochada:

-Loiro, alto, olhos azuis... Também quero sonhar com esse príncipe como faz?

Ela ria um pouco e então se sentava no sofá, assumindo uma posição próxima a uma posição de lótus, porém bem mais preguiçosa do que qualquer praticante de yoga iniciante. Ela enfim olhava para você e afirmava:

-Certo, temos então que ir atrás da família O'Connor!

Ela fazia um sinal com a palma da mão esquerda, pedindo para que você esperasse e saía correndo para buscar o macbook dela. Enquanto isso, a televisão seguia com o telejornal matinal que avisava sobre uma possibilidade de protestos pró-independência escocesa nos campus hoje a tarde. Enfim, sua amiga retornava com o aparelho em mãos, sentando-se ao seu lado novamente e indo para debaixo da coberta, ela fazia uma busca rápida e lia:

-O nome vem de um antigo clã irlandes que regeu por séculos a região de Connacht, onde hoje fica Galway e uma boa porção de terra. Então, seu príncipe tem sangue irlandês por parte de pai! Ou seja, a mãe deve ser daqui da cidade de Glasglow, precisamos encontrar registros desse casamento, não devem haver muitos O'Connors legítimos que casaram-se com uma provável meio-escocesa meio-americana né?! Na biblioteca municipal ou no cartório devem haver esses registros, eu vou pra lá quando sair para te deixar na faculdade! Pode ser?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   25/12/2017, 23:16

Ainda rindo, só que dessa vez mais controlada, assim que o abraço terminava eu enxugava as lágrimas que escorriam dos meus olhos e falava como Thomas era. Mas quando ela me respondia, eu não evitava uma nova risada, mesmo que, de certa forma, aquilo houvesse me deixado um pouco desconcertada e com ciúmes.

– E sabe, ele nem era alto e tão bonito no colégio. As outras meninas nem ligavam muito para ele, mas desde pequena eu já não tinha olhos para outro garoto.

Falava em um tom de indignação, mas de forma divertida, e tentando disfarçar os ciúmes que sentia após a resposta de Tiffany. Enfim, eu a via sentar com as pernas cruzadas e a olhava com curiosidade, até ela falar e se levantar apressadamente.

“O que será que ela vai fazer? Será que ela conhece alguém da família dele!?”

Quando Tiffany saia do quarto, eu aproveitava para tomar mais um gole do chá quente, que só era gostoso por que era quente, e abaixava um pouco o volume da televisão, ainda vendo a notícia do protesto. Assim ela retornava eu percebia que trazia consigo seu notebook e rapidamente eu abria espaço na coberta para ele entrar e me aproximava mais dela, me inclinando para ver a tela do aparelho com curiosidade.

“O que ela tá fazendo? Como eu sou burra! Por que eu nunca pensei em pesquisar pelo nome dele!?”

Assim que eu via o que ela estava fazendo, eu cobria minha boca com a mão para esconder, um pouco, a minha surpresa e ouvir o que ela dizia.

– Você é genial, Tiff! Eu só vou ter aula de tarde então eu posso ir com você e ajudar a investigar até o almoço! Agora vamos comer o café da manha e ligar esse aquecedor que eu não estou mais aguentando!!

Fazendo um pequeno drama no fim da frase eu já me levantava e saia apressadamente antes que ela pudesse questionar sobre minhas aulas e ia na direção do aquecedor para aumentar a temperatura.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   26/12/2017, 14:11

Tiffany concordava positivamente, demonstrando entender a ideia que você buscava passar atrás da sua primeira fala e logo em seguída, notoriamente adorava ouvir a sua fala que a elogiava. O sorriso da sua amiga quase não cabia mais na face dela!

-Eu sei, eu sei, sou realmente muito inteligente! Viu, tenho talento pra coisa!

Toda cheia de si, ela logo saía debaixo das cobertas e caminhava para a geladeira, claramente deixando a missão de ligar o antigo aquecedor à você. A jovem então abria o armário da cozinha para tirar o saco de pães de forma e já colocá-los na torradeira, para em seguida abrir a geladeira e tirar a geleia de damascos que ela tanto amava de dentro da mesma e perguntar:

-Vou preparar um café! Chega desse treco de chá, eu não aguento mais! Só tomo porque faz bem pra pele e eu tenho que ficar bonitona pra entrevistar pirralhos remelentos!

Comentava a jovem com um sarcasmo afiadíssimo, assim ela iniciava a ação de preparar o café e perguntava de maneira curiosa:

-Ophie... Você sabe que é só uma tentativa né? Mas mesmo que não consigamos encontrar algo definitivo, você também sabe que eu não vou parar de procurar pelo seu príncipe encantando certo?! E prometo, juro, não vou tentar por minhas mãozinhas nele! Prometo!

Ela fazia a promessa enquanto cruzava os dedos indicadores na frente dos próprios lábios e os beijava, selando o juramento.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   26/12/2017, 16:43

“Ela é uma graça mesmo, acho que dei sorte em tê-la como minha parceira de apartamento e amiga.”

Ainda rindo do comentário que ela fazia antes de se levantar, eu ia até o aquecedor e o ligava para ficar em uma temperatura agradável. Posteriormente eu me dirigia até a cozinha, já levantando as mangas do meu pijama e fazendo um coque rápido e simples no meu cabelo para a ajudar a preparar tudo.

– Ainda bem! Juro que eu estou tentando Tiff, mas é muito difícil! Não consigo trocar meu café forte por esses chás que o povo daqui toma. Por mais que sejam docinhos, é muito… estranho!

Falando e rindo da fala de minha amiga, eu começava colocando os pratos na bancada, onde geralmente comíamos, e depois seguia para o fogão, passando antes na geladeira e pegar os ingredientes, para fazer ovos com bacon.

Começando pelo bacon, eu colocava as tiras na frigideira e deixava eles fritarem e soltarem o óleo que seria usado para fazer os ovos. Ao mesmo tempo eu me virava para Tiffany e ouvia o que ele dizia com um sorriso tranquilo no rosto.

– Eu sei Tiff. Eu também não vou desistir até encontrá-lo e obrigada, apesar de saber que você não seria o tipo de pessoa que faria algo desse tipo.

Assim eu me aproximava dela e segurava suas mãos com ternura e olhando-a nos olhos. Depois eu dava um abraço forte nela e a soltava lentamente para voltar até a frigideira e falar com um peso na voz.

– Mas sabe… no fim das contas ele pode ter parado de falar comigo por que encontrou outra mulher ou coisa do tipo. Não é algo que eu fico pensando, até por que eu sempre penso no melhor, mas pode acontecer e, mesmo assim, eu só vou parar de ir atrás dele quando eu o vir na minha frente e puder tocá-lo.

Tentando descontrair o clima mais triste que eu mesma havia proporcionado com aquela última frase, eu olhava, novamente, para minha amiga com um grande sorriso no rosto e falava mais animada e divertidamente.

– Mas vai dar tudo certo, eu tenho fé! Além disso, vamos começar a procurar pelo seu príncipe também, uma mulher linda e inteligente como você merece alguém tão bom quanto o Thomas, não é?

“Sim, eu tenho fé que vou encontrá-lo e que, no fim, tudo dará certo.”
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   26/12/2017, 20:52

-É bem estranho! Concordo!

Afirmava a jovem que fervia a água e tirava do armário o pó mais forte de café e o colocava sobre a pia enquanto farejava, adorando sentir o cheiro do bacon sendo frito. Em seguida ela olhava nos seus olhos e sorria para aproveitar daquele abraço, balançando propositalmente o seu corpo de um lado para o outro e rindo baixinho para beijar a sua face e retrucar:

-Até parece que ele ia deixar de sonhar com uma princesa né Ophie! Fala sério, qualquer homem faria de tudo pra ser o seu príncipe! E ainda bem que você tem fé, porque eu também tenho! Vai dar certo!

Em seguida ela jogava os cabelos para o lado e fazia uma pose divertida ao tentar imitar uma modelo profissional.

-Eu sou uma mulher forte e independente, não preciso de uma principe...

Sorrindo ela completava:

-Só um homem pra me dar uns catos já me faria feliz!

A moça ria bastante e propositalmente te puxava com os braços, simulando uma "pegada" masculina de maneira bem debochada. Ainda rindo ela apenas te soltava e começava a finalmente a passar o café, agora, junto do maravilhoso perfume do café que dominava o ambiente, era possível sentir o calor do aquecedor que você havia ligado instantes atrás finalmente vencer o frio. Tornado o ambiente todo em algo bem mais agradável.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   27/12/2017, 16:32

Meus olhos brilhavam ao ver a embalagem do café serem retiradas do armário, contudo, eu me atentava a fazer a nossa comida sem queimar nada, já que eu não exatamente uma boa cozinheira. Logo após o bacon ficar pronto, eu os colocava num prato e começava a fazer os ovos.

Nesse meio tempo, eu abraçava Tiffany e sentia o balançar e o beijo dela, me provocando boas gargalhadas e um sorriso animado, até por que começar o dia com todo aquele carinho e animação era algo essencial para mim. Depois do abraço eu retornava para a boca do fogão e, mexendo os ovos, eu me encolhia um pouco, encabulada pelas palavras de minha colega, e mantendo o sorriso no rosto.

“Será mesmo!? Ai eu fico tão boba quando ela fala assim… Tenho que me recompor se não vou estragar os ovos! O que será de mim, como futura esposa, se eu não souber fazer simples ovos!!”

As risadas voltavam quando ela fazia aquela pose e jogava o cabelo para o lado e, mesmo ela dizendo daquela maneira, eu sabia que, no fundo, ela se sentia tão carente quanto eu. Entretanto, antes que eu pudesse reagir, ela me puxava e me pegava como um homem e me deixava completamente vermelha. Mesmo soltando um pequeno gritinho, quando ela me puxava, eu ria bastante daquilo e eventualmente me soltava para terminar os ovos e servir junto com o bacon e colocar na bancada onde iriamos comer.

– Ai meu Deus, eu não sei se conseguiria ser como você… eu sou muito ruim para confiar nas pessoas, ainda mais em homens…

Ao falar, memórias da minha infância, onde garotos tiravam onda comigo por causa do tamanho dos meus seios. Assim eu os abraçava de uma forma reprimida, mas antes que ela pudesse falar algo penoso, eu levantava a cabeça e respirava fundo para, então, pegar os talheres e sentar na bancada a espera do café.

– Assim eu espero poder aprender um pouco disso com você também. Ser mais independente, eu quis dizer…
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   30/12/2017, 05:02

Tiffany encontrava uma notória diversão no avermelhar da sua face, ela a essa altura já sabia bem como lhe provocar e sempre fazia quando assim a oportunidade surgia. Ainda sorrindo ela balançava a cabeça negativamente enquanto terminava de preparar o café, já o colocando em uma garrafa térmica e a levando até a bancada, para sentar-se ali e começar a responder.

-Não sei se eu consigo confiar muito nas pessoas não Ophie, grande parte dos rapazes que aparecem no meu quarto eu sequer sei o nome, as vezes eu estou até bem alterada sabe, sinceramente eu não me orgulho muito disso. Não vou mentir pra você, faço essas coisas por sentir uma real dificuldade em confiar em um relacionamento, especialmente depois de ter sido traída como fui na ultima vez sabe?

Ela servia café para ela mesma enquanto fazia aquele longo monólogo e então brincava:

-Até pensei em ser lésbica, juro por Deus! Mas quero ter filhos um dia e bem, num dá né?!

Sorridente ela então dava inicio ao devorar do café da manhã, fazendo os já famosos elogios que ela sempre fazia quando você cozinhava qualquer coisa! Até mesmo porque, entre vocês duas, era ela a menos talentosa na arte da culinária.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   30/12/2017, 13:33

Vendo Tiffany se aproximar e sentar junto da bancada, eu a ouvia calmamente e com um pesar no coração. Meus olhos não deixavam de vê-la como aquela figura forte e independente, como ela mesma havia falado, mas eles também o viam com pena pelo que ela me dizia.

“Não esperava que fosse assim. Tiff sofreu muito e continua sofrendo ao trazer esses rapazes aqui para casa, mas ela não consegue ver isso.”

Eu abaixava minha cabeça um pouco e, depois de alguns minutos, voltava a olhá-la já deixando de lado os olhos penosos. Em um movimento rápido eu saia do banquinho que estava e a abraçava. O abraço não demorava muito e era silencioso. Assim que o mesmo terminava eu voltava para meu banco e, ainda de frente para ela, dizia:

– Você é uma mulher incrível Tiff e não deveria se sentir mal pelo que ele fez, ele que deveria por que perdeu de estar com você! Veja bem, quantas mulheres você conhece que entrevistou uma criança, recebeu uma resposta hilária e se manteve firme no resto da reportagem!? Eu só conheço uma!

O lado mais negativo e penoso havia ficado totalmente de lado durante aquela frase. Assim eu exibia um largo sorriso, enquanto olhava para ela, e terminava a fala encostando meu dedo indicador na ponta do nariz dela.

– E eu acho bom que você não desista viu! Eu sei que existe um homem digno só esperando para te conhecer. Além do mais, eu quero ser madrinha de um dos seus filhos!

Assim eu me virava para a bancada e servia o café na minha caneca. Eu gostava do café puro e forte, então, logo que o servia tomava um primeiro gole para soltar um suspiro aliviado e começar a comer o meu café da manha.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   31/12/2017, 14:16

Tiffany não disfarçava o quanto aquele abraço era bem vindo, além disto a jovem jornalista ainda ouvia as suas palavras e sorria diante delas, concordando positivamente com a cabeça e só não a respondia por estar com a boca bem cheia! O toque no nariz causava nela uma divertida vontade de rir, que se embolava com a boca cheia e acabava gerando algumas expressões bem divertidas e alguns sons ainda mais inusitados e abafados. Até ela enfim tomar um longo gole do café, se levantar e por fim beijar o topo da sua cabeça.

-Você é uma fofa Ophie! O café da manhã tava bem gostoso viu, você vai ser uma madrinha e tanto! Agora, vamos nos trocar e sair, hora de começar a nossa missão!

Dizia a jovem com um tom confiante de voz, saindo logo sem seguida em direção ao próprio quarto e ao entrar no mesmo, você já começava a ouvir pelo aparelho de som dela, a musica tema de senhor dos anéis, o livro que ela mais adorava em todo mundo!

-Vai se preparar Ophie! Nossa missão começa agora! Essa música é perfeita não é!?

Ela falava alto de dentro do próprio quarto.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   7/1/2018, 00:03

Eu não havia levado em conta que ela estava mastigando, mas, no final, ficou tudo mais engraçado e divertido do que eu esperava. As expressões e barulhos que minha amiga fazia eram inesperados e incrivelmente engraçados e, por tanto, eu também me descontrolada um pouco e acabava soltando a minha risada mais vergonhosa, que era rapidamente abafada com minha própria mão.

“Socorro!! Alguém pare isso se ela se engasgar eu não vou conseguir ajudar!!”

Aquele momento de pura diversão acabava quando ela conseguia engolir tudo com ajuda de um gole de café e, assim, depois de tanto rir, eu enxugava as lágrimas de meu rosto durante o beijo que ela me dava na cabeça. Ainda com um largo sorriso no rosto eu acenava positivamente com a cabeça e a respondia.

– Obrigado, Tiff. Um dia eu lhe ensino minha receita secreta pra você fazer pros seus futuros filhos. E sim! Vou só terminar de comer e já vou me arrumar!

Ao vê-la sair eu me virava na direção de meu prato e terminava de comer, e tomar o café, com certa pressa. Mas, após dar algumas garfadas e antes de terminar de comer, a voz de minha amiga me chamava a atenção e eu me virava, novamente, na direção de sua voz.

“Num é lá uma The Final Countdown ou Eye of the Tiger, mas tá valendo!”

Eu não concordava muito com a escolha da música, mas a animação dela e a disposição em me ajudar valiam muito mais do que a música e eu imediatamente gritava empolgada!

– Sim!!

Eu praticamente dava um saltinho na cadeira de tanta empolgação e depois voltava a comer, o mais rápido que podia, para finalizar minha refeição. Quando terminava, pegava os pratos e as xícaras e levava tudo para a pia, jogando apenas um pouco de água em cima de tudo e depois saia correndo para o banheiro que ficava na frente de meu quarto.

Assim que entrava eu fechava a porta e começava a me despir de frente para o espelho do mesmo. Me olhando direto nos olhos eu podia perceber o quão radiante meu sorriso estava agora que teria uma chance real de achar meu amado.

“Agora você não me escapa, Tommy! Eu esperei muito tempo por isso e tenho certeza que com a ajuda da Tiffany iremos nós reencontrar! Eu sei! Eu sinto isso!”

Após um breve momento me vendo no espelho, e me encorajando, eu finalmente adentrava no banho e ali não demorava muito. Fazia tudo que eu precisava fazer para ficar limpa e depois fazia uma maquiagem básica. Assim saia do banheiro enrolada em minha toalha na direção de meu quarto e neste eu também não demorava muito para escolher minha roupa.

“Já vou pronta para a aula de tarde, assim aproveito o máximo da manhã para nossa missão.”

Rapidamente vestia minhas roupas e alguns acessórios para, em seguida, pegar minha bolsa e colocar meu celular, carteira, chave de casa e alguns itens de higiene pessoal caso eu precisasse, afinal eu iria passar o dia fora hoje. Além disso, eu também pegava meu sapatos de sapateado e colocava dentro de uma sacola que sempre usava para guarda-los e assim eu começava a me mover para a sala, entretanto logo parava ao lembrar que estava esquecendo algo muito importante. Voltando até a meu criado-mudo eu abria a primeira gaveta e retirava meu precioso colar de dentro de dento deste.


"Como eu poderia sair para procurar pelo Thomas sem você, não é mesmo?"

Olhando para o objeto com um sorriso no rosto, eu o abria e via, dentro do mesmo, a foto de Thomas ainda pequeno. Por um momento eu o admirava e ficava ainda mais encorajada e, por ultimo, enchia o peito de ar e confiança e saia do quarto colocando o colar em meu pescoço.

– Tiff, estou pronta! A gente vai no seu carro ou no meu?

Com tudo pronto, eu saia do quarto e, após fechar a porta, eu falava quase gritando enquanto me dirigia para a bancada onde havíamos tomado café.


Roupas:
 
Colar:
 




Última edição por Lugo em 14/1/2018, 01:21, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   8/1/2018, 22:28

-Vamos no teu!

Respondia a jovem que saía do quarto com um largo sorriso na face, ela estava com outra muda de roupas, com uma notória preocupação com o frio que poderia estar fazendo do lado de fora do apartamento. A mesma ainda aproveitava para colocar o resto do café em um copo térmico e sorrir animada, ela então abria a porta e esperava você a seguir, juntas vocês iam até o elevador e ali dentro do mesmo, aguardando o breve trajeto para baixo deste, ela comentava.

-Tô aqui pensando, você deixaria eu escrever a sua história? Tipo, caso vocês se encontrem e tudo fique bem. Eu poderia escrever um articulo e tentar vinculá-lo a alguma revista? Afinal, é tão bonito sabe?! E é uma história que as pessoas precisam ler. Claro que eu tiraria os nomes, mas é tão revigorante poder ler uma história de amor. O que acha?

A pergunta dela terminava quando as portas se abriam e ela sorria ao passar e segurar para você também sair e logo vocês iriam se direcionar as vagas que tinham para pegar o teu carro.

Roupas de Tiff:
 
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   14/1/2018, 02:22

- Perfeito, assim eu poderei mostrar que já domino cada canto dessa cidade!

Falava com certa animação, exibindo um largo sorriso confiante e batendo a mão em meu peito após retirar a chave de meu carro do porta-chaves de nossa casa. A verdade é que eu ainda estava um pouco perdida em me mover na cidade e geralmente usava o GPS, que meu pai havia me dado, para me guiar pela cidade, mas, eu estava confiante e não queria demonstrar nada menos do que isso! Assim começava a abrir a porta e quando minha amiga se aproximava eu conseguia perceber que ela trazia consigo uma garrafa térmica com o resto do café que havíamos feito. Imediatamente concordava com aquela ideia ao mostrar um sinal positivo com minha mão e, também, ao balançar a cabeça em concordância.

“Eu tenho a melhor companheira de apê!”

O café daria uma energia a mais em nossa busca, além de que eu não suportaria tomar mais chá por hoje. Assim eu abria a porta e deixava Tiffany passar, para então segui-la depois de desligar as luzes da casa e trancar a porta ao sair. Nossa caminhada e espera no elevador não demorava, mas, durante todo o percurso até o carro um sorriso inabalável estava estampado em meu rosto enquanto meu coração palpitava descontroladamente com a nossa missão e com um possível bom resultado da mesma.

“Parando para pensar, eu não sabia que o Tommy tinha origem irlandesa. Na verdade eu nunca conheci os pais dele… Bem, agora nos poderemos encontrá-lo por conta dos pais, que ironia maravilhosa.”

Perdida em meus pensamentos por um momento, meu raciocínio era interrompido pela pergunta de Tiffany, que me pegava de surpresa e me deixava bem vermelha. Eu meio que travava por um momento, entretanto, não exatamente por vergonha, mas sim pela surpresa alegre que aquele pedido trazia.

– Escrever a mi-minha história!? Ai, nunca pensei que minha história poderia render um livro, mas… é CLARO que eu permito!

Apesar da surpresa, um brilho surgia em meus olhos ao saber que minha história poderia render um livro. Mesmo que fosse com nomes diferentes, saber que minha história poderia inspirar um artículo ou um livro me deixava muito feliz.

“Ai meu Deus! Um romance baseado na minha história!? Isso vai ser perfeito! Lindo! Mas… calma! Ainda temos que fazer a parte real acontecer!”

Ao sair do elevador eu rapidamente abraçava Tiffany, ainda enquanto ela segurava a porta, para agradecer a feliz surpresa que ela me fazia e, em seguida, começava a me dirigir para o carro.

– Eu ficarei muito feliz em ler a sua história. E por causa disso eu estou ainda mais animada! Vamos Tiff! Corre! Não podemos perder nem mais um segundo agora!

Praticamente gritando eu fazia uma pequena corridinha até o carro, tomando cuidado para não cair, e rapidamente destrancava o carro para entrar no mesmo. Tomava um pequeno tempo para jogar minha bolsa no banco de trás e esperar Tiffany se acomodar enquanto ligava o carro e sem mais delongas eu saia da garagem com certa velocidade, que era equivalente a minha animação e desejo de chegar rapidamente ao local de destino.

– Hi-yo silver!
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   4/2/2018, 14:48

O sorriso de sua amiga era enorme diante da sua permissão! Extremamente feliz, ela transformava o breve abraço em um aperto junto de alguns pequenos saltinhos divertidos e risadas engraçadas, assim a jovem seguia a rir com a sua urgência e especialmente com o grito final de "guerra". Durante todo o percurso, a mesma se certificava de manter uma música empolgante no carro e não deixava de demonstrar confiança e animação. Até que finalmente vocês estacionavam o carro próximo ao destino e finalmente desciam do mesmo para conquistar a informação tão desejada.

Mitchell Library:
 
North St, Glasgow G3 7DN.
29 de Março de 2010, Segunda-feira.

Tiffany andava ao seu lado a todo o instante, sendo no simples atravessar de rua ou na entrada da tradicional biblioteca da cidade de Glasglow. Logo sem maiores impedimentos ou dificuldades vocês duas seguiam para o hall de entrada do lindo local, a jovem então escolhia uma das mesas e sorria ao dizer:

-Espere aqui um pouquinho que eu já volto tá?

Ela sequer lhe dava uma chance de resposta e já colocava a própria bolsa sobre a mesa e seguia a passos largos até um dos guichês de atendimento ao público. Ali ela se debruçava sobre a bancada e iniciava uma conversa com o homem que trabalhava no local, alguns minutos se passavam e ela escrevia em um papel algo para o homem e o entregava, para então retornar sorridente.

-O moço vai trazer os registros, são cinco no total e acho que teremos bastante trabalho, mas sinceramente, tenho bastante confiança de vamos achar, afinal é só encontrar a ordem alfabética e tentar os números!

Comentava a jovem com um tom bem tranquilo de voz, em seguida ela cruzava os braços e resmungava mais baixinho:

-Só espero que ele não tente me ligar agora, porque eu super dei um número falso pra ele! Isso faz de mim uma pessoa horrível né?

Ela perguntava a ti com um sorriso maroto na face.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   18/2/2018, 01:42

O trajeto até a biblioteca era bem curto fácil de se seguir, mas com a empolgação que estávamos nem parecia que havíamos percorrido pouco mais de uma milha para chegar ao nosso destino. Descendo do carro ainda cantando em voz alta a última música que havia tocado, nós dirigíamos rapidamente para o interior da belíssima biblioteca e logo de cara ficava impressionada com o contraste que o edifício tinha da parte externa com a interna.

“Por fora ela parece ser bem velha, mas por dentro é totalmente diferente. Acho que essa é a magia da Europa que ainda não me acostumei.”

Rindo comigo mesma enquanto admirava o local, seguia a minha amiga até a mesa que ela escolhia e me sentava para, assim como ela, colocar minha bolsa sobre a mesa e respondê-la com um acenar positivo de cabeça. Assim que ela saia, eu a acompanhava com os olhos até ela iniciar a conversa com o atendente de um dos guichês e novamente desviava meus olhos para abaixar a cabeça e procurar por meu colar.

– Finalmente estou sentindo que tenho uma chance de me encontra com você, Tommy…

Pegando o colar e olhando diretamente para ele, eu pensava alto enquanto me lembrava dos momentos mais felizes de minha infância ao lado do rapaz. Eu ficava alguns segundos naquele estado, mas, quando minha amiga voltava a mesa, eu rapidamente colocava o pingente para dentro da camisa que vestia e a olhava com dois grandes olhos de curiosidade para saber o que ela havia feito.

– E então!?

Eu me inclinava um pouco sobre a mesa e perguntava animada antes mesmo dela começar a falar. Para minha alegria, a resposta dela era justamente o que eu mais queria ouvir e sem esconder minhas emoções, e me esquecendo completamente do local em que estávamos, eu batia algumas palminhas animadas e até dava um pequeno gritinho positivo. - Sim! - Porém, assim que notava o barulho que havia feito em uma biblioteca, abaixava um pouco a cabeça entre os ombros e escorregava na cadeira tentando passar desapercebida pelo estardalhaço que havia feito.

– Merda… me esqueci que estamos em uma biblioteca!

Resmungava baixinho com um sorriso no rosto e contendo uma risada até ouvir a segunda fala de Tiffany que me calava de uma vez, mas me fazia abrir um bocão de surpresa.

– Não acredito que você fez isso!

Depois de falar eu me sentava corretamente na cadeira e levava minha mão até a boca para cobri-la e, literalmente, segurar a risada enquanto olhava discretamente até o atendente e depois para ela.

“Meu Deus, preciso manter a calma! Se eu rir ou fizer algo muito escandaloso ele vai acabar percebendo e pode foder tudo! Calma! Se controle!”

Precisava de alguns segundos e alguns respirações profundas para me controlar e exibir uma expressão fria e elegante de como se nada tivesse acontecido. No fundo eu ainda queria rir e não podia esconder tudo perfeitamente, mas, ainda tentando manter aquela aparência, eu falava em um tom sarcástico.

– Ah não, claro que não. Você fez isso por uma boa causa e o pior que pode acontecer é ele reconhecer você da sua reportagem de hoje e ligar para a emissora atrás de você, não é?

Ao fim na fala um barulho estranho, que era uma risada reprimida escapando, saia da minha boca e me forçava a pigarrear para disfarçar. Assim eu tomava folego mais uma vez e balançava a cabeça para me livrar daquela risada de uma vez por todas. Olhando-a mais calma, eu me escorava na cadeira, deixando a coluna mais reta, e passava as mãos agitadamente na minha calça enquanto falava encabulada.

– Bom, brincadeiras a parte, eu espero muito que consigamos alguma informação aqui. Sabe… eu não sou uma eximia investigadora como você, mas já procurei por ele. Tentei procurar por ele em redes sociais, ver com os meus pais se eles conseguiam o telefone dos pais dele e até tentar entrar nos arquivos da escola... mas nada disso adiantou. Então eu estou muito esperançosa e muito feliz por você estar me ajudando Tiff!
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   18/2/2018, 15:19

Sua amiga se divertia com os seus pequenos deslizes que eram censurados com velocidade pelos usuários da própria biblioteca, um "shhh" vindo da bancada onde a própria Tiffany havia ido anterior ecoava e a moça a sua frente tinha que colocar as duas mãos sobre a boca para não rir. Porém essas risadas se transformavam em uma cara de espanto em seguida:

-Tomara que ele não veja Tv! Cruzes! Seria... Meu deus, será que ele me reconheceu?! Cê tá fazendo isso pra me deixar preocupada né?!

A sua amiga entrava na brincadeira e acabava por realmente se preocupar com o assunto, mas logo ela terminava de falar e lhe mostrava a língua em uma expressão de censura bem divertida e despojada.

-Então ele é um rapaz que não gosta de redes sociais e que basicamente sumiu do mapa, mas aqui é diferente, o nome da família dele aqui tem um peso que as pessoas não podem e não querem esquecer, especialmente os nacionalistas sabe? Bem, tome estes daqui que eu irei olhar os outros!

Ela lhe entrega duas das grossas listas e ficava com três. Assim as pesquisas de vocês poderia começar. Alguns minutos começavam a se passar e a sua mente parecia confusa de mais para prestar atenção, memórias daquele lindo passado retornavam enquanto a sua mão ia instintivamente na busca pelo cordão. A falha em encontrá-lo a fazia olhar assustada para o ambiente e isso lhe causava uma nova onda de informações inesperadas.

Era como se houvessem pequenos detalhes curiosos aos seus olhos. O cordão tinha um brilho mais intenso, como se fosse novíssimo. Uma das páginas da segunda lista era verde musgo, as luzes agora eram pequenas redomas de vidro com vaga-lumes enormes presos ali, solidificados como os insetos de jurassic park! E você mesma era um pouco diferente, mais alta, com uma pele mais grossa e com um nariz longo! Um turbilhão de novas cores, cheiros e sensações ocorriam e tudo parecia como um sonho distante... Porém, tudo isso durava cerca de dois segundos! Pois piscando os olhos, sua percepção voltava ao normal!

Seu dedo direito estava marcando a página que outrora era verde musgo, para então a sua curiosidade natural abrir a lista de telefones ali presente e ver ao longo dos nomes: Liam  Phelan O'Connor. E nesse momento seus olhos se esbugalhavam, afinal, era este o nome do pai do seu grande amor!


Última edição por Danto em 4/3/2018, 18:04, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   4/3/2018, 17:10

Assim que ouvia a repreensão dos funcionários da biblioteca eu me jogava um pouco sobre a mesa e olhava para minha colega enquanto ria silenciosamente. Com o rosto vermelho e as bochechas doendo de tanto rir eu precisava tomar um tempo para me recuperar, só que a fala de Tiffany voltava a me fazer querer rir. Dessa vez já estava um pouco mais calma e conseguia conter a risada a custa de algumas caras e bocas engraçadas. Por fim eu voltava a fazer uma pose mais “elegante” e me inclinava na direção de minha amiga paga responder baixinho e em um tom irônico.

– Como assim!? Eu jamais faria isso! Só estou dizendo que é uma possibilidade, né?

Após minha última fala entre as gargalhadas, e antes de retornarmos ao assunto principal, eu espremia os olhos e também lhe mostrava a língua em resposta. Assim eu tomava alguns segundo para colocar as coisas de volta no lugar em minha cabeça, mas, ainda assim, algo parecia diferente, como se a sensação entorpecente das risadas ainda permanecesse em minha mente. Por conta daquilo, eu demorava um pouquinho a mais para entender as palavras dela e quando entendia apenas pegava as listas e dava uma resposta curta.

– Ahn, certo.

Foi então que aquela sensação estranha foi ficando cada vez mais forte com o tempo e, pouco depois de eu abrir a primeira lista, minha mente ficava confusa e fazia minha cabeça pesar. Tentando disfarçar eu suavemente apoiava meu cotovelo na mesa e segurava minha cabeça com a mão enquanto escondia meu rosto. Com a cabeça inclinada para baixo eu observava a lista, porém, dela nada eu via, pois minha mente agora estava repleta de grandes memórias e logo minha mão ia em busca do cordão que estava em meu peito.

“O que está acontecendo… Ahn… Espera, cade… cade ele!?”

Não achar meu colar me surpreendia e me deixava frustrada. Assim eu me encostava na cadeira e levava meus olhos até o objeto e confirmava que ele realmente não estava lá. A frustração escalava para um leve desespero e assim levantava minha cabeça para ser surpreendida por uma nova visão de tudo. A primeira coisa que eu via era minha amiga, ou melhor, algo sentado no local onde Tiffany estava e uma diferença completa na sala por trás dela.

“Tiff? O qu-”

Eu não conseguia entender o que estava acontecendo ali e logo o medo me atingia. Eu respirava fundo e abaixava a cabeça para, então, notar que eu também estava diferente e, para minha surpresa, meu colar havia retornado para o lugar onde estava, só que também diferente de antes. Porém, em um piscar de olhos tudo voltava ao normal.

Ainda atordoada com tudo que havia visto, e sentido, meus olhos rapidamente procuravam pelas coisas que haviam mudado antes, começando pelo meu colar. Porém, logo que checava o objeto, eu reparava que estava, sem nem perceber, marcando uma página específica. Ao relembrar do que havia acontecido há pouquíssimo tempo, eu identificava aquela página com um diferencial também e, sem nem mesmo pensar duas vezes eu abria para ler.

“Não acredito!”

Como se eu já até soubesse onde olhar eu imediatamente lia o nome do pai de Thomas e ficava paralisada com isso e tudo que tinha acontecido. Boquiaberta, com os olhos arregalados e me tremendo eu não conseguia reagir e nem falar nada além do nome da minha amiga.

– Tiff! Tiff!

Olhando-a agora, ainda com a dúvida do que havia acontecido e do que eu havia visto, eu empurrava a lista telefônica na direção dela e dizia, visualmente abalada, porém, muito mais emocionada e feliz.

– Eu achei! Aqui, o nome do pai dele!
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   4/3/2018, 18:38

Sua percepção prava sobre aquele nome, todo o turbilhão estranho e exótico se esvaia toalmente. As coisas ainda eram muito confusas e a sua cabeça doía um pouco, não necessariamente doía por causa de alguma irritação, mas sim de um cansaço estranho. Todavia, isso era realmente passageiro, pois a sua euforia tratava de fazer o seu corpo mergulhar em uma adrenalina total. Sua amiga olhava preocupada na sua direção, era notório como você não parecia bem! A mesma então tomava a liberdade de em ações rápidas, anotar o telefone em um caderno que trazia consigo, arrancar a folha e botá-la no bolso da calça, para então fechar as listas e correr para lhe segurar.

-Calma Ophie, calma, respira! Vai ficar tudo bem, vem... vamos pegar um ar!

Sua amiga assumia uma postura de proteção, cuidando para que nada fosse esquecido e mantendo-a por perto, a mesma te erguia com carinho e firmeza para assim conduzir você até o lado de fora da biblioteca. Ali, a primeira lufada de vento gélido tocava a sua pele e seus pulmões quase que agradeciam por isso!

-Isso, isso... Respira! Agora é só ligar, eu faço isso tá bem?! Vamos pro carro, acho que será mais reservado e podemos manter a janela aberta. O que me diz?

Questionava a jovem que segurava o seu corpo por um abraço lateral, já determinado a acompanhá-la até o carro.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   11/3/2018, 10:10

Ainda tentando absorver o que havia acontecido a pouquíssimo tempo, o nome na lista telefônica me fazia parar completamente. Eu literalmente travava naquela posição, com o dedo sobre o nome e com a boca e olhos arregalados, processando o que estava acontecendo. Um turbilhão de pensamentos, memórias e dúvidas surgiam em minha cabeça e me deixavam ainda mais confusa, portanto tudo que eu conseguia reproduzir com a boca era alguns sons iniciais do nome de minha amiga.

Após alguns meros segundos, as minhas funções cognitivas começavam a retornar e, com muita dificuldade as palavras saiam da minha boca, enquanto eu levantava a cabeça para olhar na direção de minha amiga em um largo sorriso em uma expressão abalada.

“Ai Deus… Socorro… O quê esta… acontecendo aqui!?”

Ainda olhando na direção de minha amiga, eu a via se mover rapidamente para anotar o nome e o número que eu tínhamos achado. Apesar de ver ela se mover com velocidade, eu não conseguia acompanhar, devido a confusão em minha cabeça, e me movia com a mesma dificuldade que era respirar naquele momento.

– Arf… sim, sim…

Ofegante eu falava em meio ao esforço para respirar e me levantar para receber a ajuda dela. Então, me apoiando em Tiffany, eu agarrava minha bolsa e saíamos da biblioteca. No momento em que passávamos da porta o ar finalmente entrava em meus pulmões trazendo consigo uma sensação maravilhosa que me acalmava um pouco. Assim eu tomava os segundos iniciais para respirar vigorosamente e em seguida olhava na direção de minha amiga para respondê-la.

– Sim, vamos.

Minha fala ainda saia com bastante dificuldade enquanto já andávamos até meu carro. Ainda me apoiando nela, eu tomava aquele tempo para continuar a me recuperar do que havia acontecido.

“Eu ainda não sei o que aconteceu e também não estou bem ainda, mas eu preciso dar uma explicação a Tiffany e acalmar ela. Não quero ir ao hospital agora que achamos uma pista concreta.”

Chegando no carro, eu destravava o mesmo e entrava no lugar do motorista apenas para ligar a parte elétrica do mesmo e abrir os vidros. Assim eu me escorava no banco e o reclinava um pouco para ficar completamente a relaxada.

– Me desculpe, eu não sei o que aconteceu bem o que aconteceu. Acho que fiquei muito empolgada e tive uma alucinação, mas foi só isso. Me de só um tempinho que eu já fico melhor para podermos ver o que fazer agora.

Ainda entre algumas respirações mais pesadas, eu falava em um tom calmo e com ante braço sobre meus olhos. A verdade era que tudo o que eu havia visto ainda estava bem fresco em minha mente. As alterações na estrutura do prédio, o meu corpo estranho, a página marcada e, principalmente, a forma diferente de minha amiga. Apesar de saber que havia sido uma alucinação, algo dentro de mim ainda estava com medo pela forma tão real que aquilo havia aparecido.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   19/3/2018, 01:18

Tiffany não deixava o seu lado por sequer um segundo, cuidadosamente a sua amiga te ajudava a entrar no carro e já corria para entrar pela porta do carona. Fechando a porta, ela se sentava um pouco de lado para conseguir olhar você de perto, aproximando uma das mãos da sua testa pra ver se havia febre. Aliviada ela te dava um pouco de espaço, para sorrir e checar o próprio Iphone por alguns instantes.

-Tudo bem, serio, tá tudo bem! Não se preocupa Ophie, toma seu tempo, respira. Precisa que eu compre algo? Uma água, um café?

A jovem fazia as perguntas enquanto tirava o casaco, jogando-o para o banco de trás ela estava claramente com as bochechas vermelhas, em seguida, ela desenrolava o cachecol e tomava mais uma boa quantidade de ar, para soprar e sorrir ansiosa. No entanto, ela não falava nada de imediato, respeitando assim alguns minutos que era alterados entre olhar para a tela, digitar alguns números, olhar na sua direção e as vezes perder a atenção pela janela do carro. Para que enfim, depois de quase cinco minutos, ela falar:

-Olha, vou deixar o número já discado é só apertar pra chamar tá? Eu estou aqui, você não tá sozinha nessa. Me diga quando estiver pronta ok?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   25/3/2018, 19:51

Ainda respirando fundo eu conseguia sentir o ar gélido de Gasglow entrando em meus pulmões. Era uma sensação ímpar pois ele, o ar, parecia rasgar pelo meu peito, mas, ainda assim, me fazia sentir revigorada.

“Mas afinal o que aconteceu la dentro!? Foi tudo muito rápido, mas parecia tão real. A biblioteca, Tiffany e até mesmo eu estava diferente, sem contar, é claro com a marca na página que tinha o número que estávamos procurando.”

Por mais que tivéssemos conseguindo uma pista importante sobre a família de Thomas, aquelas imagens não saiam da minha mente e nem sairiam tão cedo assim. No entanto, aqueles pensamentos ficavam um pouco de lado após Tiffany falar comigo. Já um pouco mais calma, eu finalizava minha concentração com um último suspiro longo para enfim virar o rosto na direção de minha amiga e respondê-la enquanto um sorriso tranquilamente se formava.

– Obrigado Tiff, não sei o que faria sem você. Mas não precisa não, já estou me sentindo melhor!

Estava melhor do que antes, com certeza, mas ainda não estava tão bem quanto aparentava, porém não queria deixar aquilo nós atrasar. Assim que falava e via ela começar a tirar algumas peças de roupa para ficar à vontade, eu logo começava a fechar as janelas do carro para ligar o ar e manter a temperatura interna agradável. Da mesma forma que ela eu também tirava meu suéter e, por fim, olhava na direção dela já com um pouco mais da animação que sentia antes!

“Isso finalmente vai acontecer! Estamos a um número de conseguir alguma resposta de onde ele está! Mas… e se os pais dele não souberem onde ele está… e se esse número não estiver mais sendo usado… Calma, calma! Vamos tentar antes de entrar em pânico.”

Balançando a cabeça vigorosamente para concordar com a ideia eu esperava que ela terminasse de discar o número para olhar na direção do celular uma vez e depois retornar a olhar para ela. Um – Obrigada! - saia da minha boca sem fazer barulho e sem pensar nem mais uma vez eu rapidamente apertava o botão da chamada.

“Vamos, vamos, atenda!”

Me inclinando na direção do celular eu o olhava apreensiva e até engolia em seco enquanto esperava a ligação ser atendida. Cada toque que o celular dava apertava meu coração e me fazia olhar para Tiffany, de maneira involuntária, para confirmar que ela estava ali ao meu lado.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs   25/3/2018, 21:51

-Vamos lá!

Dizia a Tiffany assim que você confirmava positivamente, já iniciando a ligação. Ali a chamada se iniciava enquanto o interior do carro se aquecia por intermédio do sistema de ventilação que fora acionado por ti, minimizando drasticamente o frio natural daquela terra a qual você ainda estava a se habituar. A ligação então se seguia, até infelizmente cair sem resposta alguma. Sua amiga olha discretamente na sua direção, engolindo seco e respirando fundo, para sem lhe perguntar nada, resmungar:

-Caralho atende!

Irritada ela refazia a ligação, que agora era atendida no segundo toque! Era a voz de uma criança pequena do outro lado que perguntava:

-Bom dia, você ligou para a casa dos O'Connor! Eu sou o Coilin! Papai tá trabalhando, quer deixar algum recado?

Era a voz de um garoto muito pequeno, claramente ele havia decorado uma forma de atender o telefone e a voz dele soava de um jeito tão cheio de sotaque que fazia sua amiga suspirar e murmurar "fofinho" enquanto segurava a vontade de rir.

-Oi! Aqui é a Tiffany, me responde uma coisa Coilin, você conhece algum Thomas?

O garotinho do outro lado perguntava:

-Só meu irmãozão, quer falar com ele moça?

Nesse momento, sua amiga fazia um sorriso enorme e olhava na sua direção, lhe entregando o celular.
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