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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs

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    Lugo

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    Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs

    Mensagem por Lugo em 5/8/2018, 00:08

    Minha concentração se focava única e exclusivamente no celular que tocava em uma ritmo torturante. Cada toque que o telefone dava, parecia que a pressão ao meu redor aumentava e me espremia contra o banco de meu carro, me levando gradativamente a um estado onde todos os meus sentidos estavam focados naquela ligação e todos os sons que não vinham do celular, ou do meu coração, pareciam ficar abafados.

    “Por favor atenda! Por favor atenda! Por favor atenda! Por favor atenda!”

    Eu repetia aquela frase em minha cabeça durante todos os toques que o telefone dava, mas, quando a ligação falhava, a sensação de pressão se dissipava em um instante e meu foco absoluto se rompia da mesma forma como minhas esperanças. Era doloroso, mais do que até ouvir os toques contínuos da ligação e aquilo realmente me deixava abalada. Lentamente abaixava a cabeça com os olhos fechados e agarrava com força nas bordas do banco enquanto todos os pensamentos negativos passavam pela minha, ainda atordoada, cabeça.

    “Esse com certeza não deve ser o número deles! Por um momento eu pensei que isso daria certo. Por que você é tão difícil Tommy!?”

    Naquele ponto tudo estava muito confuso e eu não sabia se acreditava ou não que o numero que eu procurava havia surgido magicamente para mim depois de uma alucinação. Porém, ainda bem que Tiffany estava ao meu lado naquela missão! A frase dela me pegava um pouco de surpresa e ainda mais surpresa eu ficava quando ela ligava de novo e muito mais quando ela era atendida na segunda chamada.

    – O q-

    Surpresa eu abria a boca pra falar mas as palavras simplesmente não saiam, ou melhor, elas engasgava de tão chocante que fora ouvir aquela pequena criança falar pelo telefone. Minha expressão de decepção sumia tão rápido quanto tinha chegado, mesmo sem ouvir a voz ou o nome que eu tanto queria, e dava lugar para uma super euforia! Assim que a criança terminava de falar eu olhava para minha amiga, ainda com a expressão de surpresa e boquiaberta, e deixava-a falar o começo para então responder, ainda gaguejando um pouco devido a animação, quando ela me passava o telefone.

    – Si-sim, por favor! Aqui é uma amiga dele… Ophelia!
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs

    Mensagem por Danto em 17/8/2018, 18:44

    Tiffany sorria mais do que uma criança ao receber seu mais sonhado brinquedo na noite de natal, usando as duas mãos para manter o celular direcionado a você. Enquanto isso, do outro lado da linha era possível ouvir a criança caminhando e chamando pelo nome de "Thomas", em seguida ela comentava:

    -Moças esperem um pouquinho tá? Acho que meu irmão tá lá em cima...

    O som dos pequenos pés do jovem garoto marcavam um com bem típico de sapatos se chocando contra um assoalho de madeira, em seguida era possível ouvir uma conversa um pouco distante e confusa, pareciam cochichos sendo trocados e por fim, o garoto voltava a falar:

    -Acho que não achei ele deixa só eu...

    A criança era interrompida e protestava ao fundo da ligação enquanto uma voz masculina mais bem formada assumia a linha:

    -Bom dia! Desculpe o transtorno, meu primo mais novo ainda não aprendeu que telefonemas são coisas sérias e esta tentando brincar com vocês. Ouvi ele chamar por Thomas, então, o Tommy está trabalhando nesse momento, posso passar a vocês o endereço aqui de casa e vocês podem vir visitá-lo após o horário comercial, o que me dizem? Tommy vivia me falando de uma garota lá dos Estados Unidos e como nenhuma garota nunca, jamais, ligou pra cá procurando ele...

    Comentava o rapaz do outro lado da linha. Tiffany não se continha e dizia:

    -Vamos sim! Eu sou a Tiffany! E me responde uma coisa, qual era o nome da garota que seu primo vivia falando? Digo, desculpa ligar assim e tudo mais, é que isso é uma questão de vida ou morte!

    Dramatizava a sua querida amiga, com uma voz um pouco manhosa e muito emotiva. O rapaz do outro lado da linha dizia algo que então a fazia gritar de empolgação:

    -Era algo com O... Olivia? Não, era mais bonito... Ei, pirralho... Com era mesmo o nome da namorada do Tommy? Isso, Ophelia!
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    Lugo

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    Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs

    Mensagem por Lugo em 18/8/2018, 23:42

    A cada segundo eu me aproximava cada vez mais do celular que era segurado por minha amiga e me concentrava ainda mais em ouvir tudo que o telefone podia emitir. Aqueles pouquíssimos segundos pareciam uma eternidade e, durante todo o tempo que o jovem rapaz procurava por seu irmão, eu não conseguia nem mesmo respirar normalmente.

    “Tommy! Cade você!?”

    Eu gritava dentro de minha cabeça por que de minha boca nem um suspiro saia até ele parar e ser interrompido. Alguém se aproximava e imediatamente meu coração palpitava como se fosse explodir, mas, quando a nova pessoa se pronunciava e revelava não ser quem eu esperava, o choque da realidade me rebatia contra o assento do carro novamente.

    “Ah nãaaao! Fala sério, por que!?”

    Saber que não seria naquele exato momento que eu falaria com Thomas me caia como um balde de água fria e eu protestava antes mesmo de ouvir toda fala do homem. Apesar de minha decepção inicial por aquele não ser o Thomas, o que ele falava depois me reanimava e imediatamente olhava para minha amiga com um bocão de surpresa. No entanto, foi a resposta do homem a pergunta de Tiffany que parecia fazer meu coração explodir.

    – Na-na-namorada!? Ai meu Deus, acho que eu não to bem.

    Eu falava baixinho, apenas para que Tiffany ouvisse, enquanto tentava com todas as minhas forças puxar o ar para meus pulmões com dificuldade. Mas, mesmo sentindo uma erupção de alegria dentro de mim, eu respirava mais uma vez e fechava os olhos para me concentrar por um minuto e tentar falar bem tranquila, como se estivesse completamente bem.

    – Ahn, certo…Como é mesmo seu nome? Olha Edward, muito, muito obrigada viu! A gente vai passar ai sim depois do trabalho dele. A propósito, mais ou menos que horas ele está em casa? E qual o endereço?

    Rapidamente, e alvoroçada, eu pegava meu celular para anotar o endereço da casa deles e logo em seguida concluía a ligação.

    – Mais uma vez, muito obrigada! A gente fica lhe devendo uma! Até mais!

    Assim, depois de desligar o celular, mais uma vez me encostava no banco e olhava fixamente para frente enquanto respirava por um momento.

    “Conseguimos!? A gente conseguiu!? Isso é mesmo verdade! Meu Deus, eu acho que… vou morrer quando o vir, eu não vou aguentar. Socorro!”

    Enquanto pensava, minha respiração acelerava novamente e prontamente eu olhava pra Tiffany com o maior sorriso que eu podia oferecer e, sem pensar duas vezes, eu gritava estérica e a abraçava com toda minha força!

    – Conseguimos! Conseguimos! Tudo graças a você Tiff! Puta merda, eu te amo!

    Era impossível me conter naquele momento e, na verdade, eu nem queria e assim deixava toda minha alegria transbordar naquele abraço de agradecimento a minha amiga.
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs

    Mensagem por Danto em 26/8/2018, 18:24

    -Prazer, sou Edward! Ele chega depois do horário de trabalho comum, digo, certo mesmo é que ele esteja aqui umas seis e meia da noite sabe? Bom, vou falar o endereço vocês tem como anotar ai tudo certinho?

    Perguntava o rapaz do outro lado da linha, sua amiga, sem muitas delongas respondia imediatamente sem lhe dar chances de falar:

    -Sim sim, pode falando Eddie. Brigadinha viu lindo!

    A jovem então tratava de anotar na palma da própria mão o endereço que era fornecido por Edward e sem mais delongas, desligava a ligação para rir um monte! Ela ria como se tivesse recebido um dos maiores e melhores presentes! Sorridente ela apenas se encolhia dentro do seu abraço e balançava a cabeça positivamente.

    -Eu sou foda, pode falar. Melhor melhor, fala assim: Eu, Ophelia, sou fã da minha genial amiga: Tiffany!

    Comentava a garota em tom de brincadeira, para assim que conseguisse se soltar dos seus braços, tratar de anotar o endereço no celular e respirar fundo.

    -Certo! Agora me escuta, Ophie! Você precisa ser forte e aguentar até as seis horas tá? Agente se encontra lá no apartamento e de lá vamos até a casa do seu príncipe encantado! Por Deus, parece até um milagre! Tenho que começar a rever meus conceitos...

    A jovem ria mais um pouco e então olhava na sua direção, com um olhar mais preocupado.

    -Promete que vai conseguir aguentar e segurar esse seu coração afoito até as seis horas? Afinal, ce tem suas obrigações a cumprir ainda hoje e eu tenho umas gravações boçais a fazer. Vamos juntas! Promete?

    Questionava Tiffany, esticando o dedinho na sua direção, afim de fazer um "pacto" de que vocês iriam juntas até o seu tão esperado destino.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Lugo

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    Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs

    Mensagem por Lugo em 14/9/2018, 14:07

    Era difícil me controlar naquele momento e minha amiga parecia notar aquilo e por isso eu a deixava cuidar da parte final da ligação para, assim que ela desligasse, abraçá-la com força. As emoções transbordavam em mim naquele momento e eu ria das brincadeiras de Tiffany enquanto contia as lágrimas para não me acabar de chorar naquele momento e estragar todo o clima.

    – Mas é claro que eu digo! Digo até duas vezes! Eu, Ophelia, sou a maior fã da minha amiga super-hiper-mega genial amiga: Tiffany!

    Mesmo que ela tivesse dito em tom de brincadeira, eu fazia questão de falar aquilo porque sem ela eu jamais teria pensado em buscar pelo nome da família dele na biblioteca da cidade. Assim que terminávamos o abraço, eu tentava me conter um pouco mais e limpava as poucas lagrimas que escorriam pelo meu rosto. Neste momento eu observava e ouvia minha amiga e concordava com suas palavras em um acenar de cabeça para, depois de ouvir, falar.

    – Tudo bem, tudo bem! Eu prometo que vou me controlar! Na verdade eu não acho que seria bom eu ir até la nesse estado que estou agora… Preciso me acalmar de verdade e jamais que eu iria ate lá sem você! Afinal eu não teria chegado até aqui se não fosse por você.

    Já mais calma, eu falava tranquilamente, com um sorriso sereno no rosto e erguendo meu dedo mindinho para unir ao dela e completar a promessa.

    – É uma promessa!

    Após a concretização da promessa, eu me sentava corretamente no banco do carro e começava a colocar o cinto de segurança para, enfim, agarrar no volante e dar partida no carro. Porém, antes de sair do estacionamento, meus olhos voltavam a encarar a biblioteca ainda com certa confusão do que havia acontecido ali. As imagens que havia visto e o sentimento ainda estava bem vividos dentro de mim e provocado uma enxurrada de perguntas.

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    Re: Ato I - Narrativa de Ophelia: Hoofs and Laughs

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