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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Lugo em 9/2/2018, 19:07

    Acompanhando o homem com os olhos, eu observava todas as ações e reações dele e ficava a imaginava como ele deveria estar se sentindo. Ver, aprender e sentir as pessoas era algo que eu adorava, mas ver um ancião poderoso e vivo, como Alfonsus, demonstrar todo o lado humano dentro dele, era algo completamente inexplicável e admirável!

    “Eu sei como você se sente, Alfie. Não exatamente da mesma forma, mas eu sei.”

    Meu sorriso empático permanecia no rosto enquanto meu novo mentor se recompunha e me agradecia. Imediatamente eu também fazia um leve acenar positivo com a cabeça, antes de abraçá-lo, e terminava de falar antes de nos revelar para Mirian.

    Assim que minhas palavras eram ouvidas pela ruiva, a mesma vinha correndo e também me surpreendia ao me abraçar fortemente. Não fazia muito tempo desde que havíamos nos separado naquela noite, mas, mesmo assim, ela me abraçava forte, pegando-me de surpresa.

    “Isso tudo é por causa do que aconteceu? Mipa querida… me desculpe por deixá-la preocupada, mais do que já estava.”

    Após ficar sem reação nos segundos iniciais, logo respondia o abraço e passava meus braços em volta do corpo dela para agarrá-la com bastante força. Fechando os olhos eu aproveitava aquele pequeno e delicado momento para sentir o corpo de minha amada e tomar a liberdade de levar minha mão até sua nuca.

    Quando o abraço enfim terminava, nossos olhos ainda se encontravam no caminho e eu expressava, por meio deles, toda a felicidade e tranquilidade que estava sentindo naquele momento. Assim então a voz de Alfonsus atraia nossa atenção e eu imediatamente concordava com a cabeça. Entretanto, antes de poder falar, Mirian tomava a frente para falar e a reação dela me abria um genuíno sorriso apaixonado.

    “Ela fica tão fofinha nessas ocasiões formais, nem parece a menina safada que é…”

    Meu peito tremia por um momento e minha boca ficava levemente mais seca ao pensar naquilo, porém eu deixava aqueles pensamentos de lado e voltava a me focar na apresentação de minha amiga. Soltando-a do abraço, eu dava um passo para trás e assumia uma postura mais formal para apresentá-la devidamente.

    – Alfie, esta é minha querida amiga e o primeiro amor de minha vida: Mirian Berlinguer, também conhecida como Mipa, a lua mais brilhante e apaixonante de Castelsardo! Sem ela eu, com certeza, não seria a pessoa que sou hoje.

    Apesar de minhas palavras não seguiram tanta formalidade quanto minha postura apresentava, eu a apresentava enquanto olhava nos olhos dela e usava daquele momento para fazer uma singela declaração a mesma. Após falar, eu dava uma pequena abertura para que ela falasse ou fizesse uma revência e, em seguida, apresentava Alfonsus a garota.

    – Eu tenho certeza de que você já sabe quem ele é, mas… este é meu tio Alfonsus Masdela Materazzi, o protetor das Flores-de-Lís! Apesar do tamanho ele é um amor de pessoa!

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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Danto em 12/2/2018, 13:34

    Os olhos lindos de Miran imediatamente brilhavam diante da sua declaração, que apesar de singela, causava um forte efeito emocionante na ruiva, esta por sua vez sorria e com bastante maestria, executava uma reverência, todavia, a pose era comprometida pelo sorriso bobo e feliz que ela não conseguia desfazer da própria face.

    Alfonsus dava por fim um passo a frente, após a reverência de Mirian terminar e tomava a mão direita da mesma, para de uma maneira cortes e polida, buscar um contato visual com a mesma e afirmar:

    -É um prazer conhecê-la, querida. É uma honra poder finalmente visualizar as mãos que curaram o coração de Sebastian, minha gratidão à vocês é incalculável.

    Assim, o homem beijava a mão de Mirian e sorria para a mesma. Esta por sua vez ficava impressionada e ligeiramente envergonhada diante do cavalheirismo apresentado por Alfonsus, os olhos dela buscavam por ti e respirando profundamente, ela tomava a coragem necessária para começar a agir.

    -Obrigada Senhor Materazzi, eu gostaria de dizer quer...

    Alfonsus balançava a cabeça negativamente e afirmava:

    -Não querida, me chame apenas pelo meu nome. Afinal, se é você a ruiva que encanta o coração de Sebastian e Valentina, tu és para mim tão família quanto eles também o são.

    Os olhos de Mirian agora se surpreendiam, a face dela toda demonstrava uma expressão de incredulidade que escalava para uma alegria empolgante. Em seguida, o sorriso mais maroto dela se formava e ela ousada como era, se atirava nos braços de Alfonsus, apertando-o com carinho e força, algo que era retribuído pelo homem.

    -A amizade de vocês duas é maravilhosa, devo admitir. Espero que possamos nos conhecer apropriadamente, como membros da mesma família que somos, afinal, acredito que ficarei após o festival mais junto de meu irmão mais novo e isso indica um possível longo convívio entre nós.

    Mirian discretamente tateava as costas de Alfonsus, sorrindo de maneira sapeca na sua direção por notar a musculatura do homem e rindo sozinha, ela concordava com Alfonsus, saindo então do abraço apenas agora, para dizer animada:

    -Excelente! Vai ser um verdadeiro prazer conhecê-lo apropriadamente Alfonsus! Luana sempre falou tão bem de ti, devo admitir, estou bastante empolgada com a ideia de ter o patriarca dessa linda família que me acolheu por perto! Especialmente quando ele é um homem tão bonito e forte! Né Tina?!

    A fala provocativa de Mirian era típico da ruiva, Alfie no entanto levava na esportiva e sorria positivamente diante da afirmação de Miran, mas olhava na sua direção, curioso com a sua possível reação.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Lugo em 13/2/2018, 23:29

    A expressão de Mirian, após minha declaração, e o sorriso em seu rosto era algo que me deixava extremamente feliz. Não conseguia me recordar da última vez que tivera visto aquele sorriso e, por um momento, eu o contemplava, quase como se estivesse em fascínio, aquela reação inesperada.

    Entretanto, meus olhos vacilavam quando Alfonsus dava um passo a frente para cumprimentar a ruiva. A fala do homem não só impressionava Mirian como também me comovia. A postura formal que assumia era levemente quebrada e eu virava um pouco meu rosto para o lado a fim de esconder o sorriso abobado que nele se formava.

    “Nós o salvamos? Na verdade foi ele quem nos salvou!”

    A verdade era essa. Aquelas palavras saltavam de minha mente e me lembravam de tudo que Sebastian havia feito, e fazia, por mim… por nós duas. Tomando ar e enchendo o peito, voltava a observar, calada, o desenrolar da cena com aquele mesmo sorriso alegre e bobo, mas, quando a expressão de minha amiga mudava, meu coração palpitava de apreensão.

    “Deus do céu! Mipa você não…”

    A reação da garota me causava um calafrio e enrijecia minha postura. O ar que entrava em meus pulmões parecia não ser o suficiente e, após uma vigorosa respiração e com os olhos levemente arregalados, eu a observava me contendo para não falar, afinal, eu queria ver o que ela faria.

    O abraço dos dois apertava meu coração e me fazia engolir em seco, algo dentro de mim sabia o que poderia vir a acontecer agora, mas, mesmo assim, eu não me movia ou reprimia nada. Foi então quando, após o abraço, as ações da ruiva me mostravam o que eu temia naquele momento.

    “Eu sabia. Você não tem jeito mesmo, não é dona Mirian! Não pode-se dar um pouco de intimidade e você já fica assim…”

    O sorriso sapeca da ruiva e sua risadinha já entregava o que eu temia, mas era sua frase que estremecia meu peito. Respirando pesadamente mais uma vez eu não conseguia evitar o desapontamento que sentia, entretanto, de certa forma aquilo era de se esperar e fazia parte do que Mirian era.

    “Vou precisar lhe dar uma lição, mocinha…”

    Por um momento eu fechava os olhos, como uma piscada mais demorada, e colocava minhas ideias e sentimentos em ordem, para então retornar meu sorriso em uma mistura de malícia e desaprovação. Sem responder imediatamente, meus olhos então se encontravam com os de Mirian e a fuzilavam deixando claro que aquele sorriso era direcionado exclusivamente a ela.

    Assim eu me aproximava da ruiva e me colocava ao seu lado, passando o braço por trás de sua cintura e puxando o corpo dela para perto do meu. Olhava-a mais uma vez e então virava meu rosto na direção de Alfonsus pare falar, mas, dessa vez, com um sorriso totalmente diferente, um sorriso sincero e sem malícia nenhuma.

    – Será mesmo maravilhoso ter você, Alfie, e todos da nossa família por perto. Só de poder ver a Luna mais do que uma semana por ano já é como um sonho se realizando, então ter quase todos aqui vai ser praticamente mágico.

    Ao terminar minha fala eu fazia uma pausa enquanto meus olhos procuravam pela figura de Mirian. Ao olhá-la meu sorriso deixava passar uma leve malicia no canto da boca, que somente ela poderia ver, e depois voltava a falar.

    – Bom, mas acho que não podemos mais nos alongar aqui por muito mais tempo, afinal os convidados já estão chegando, certo? Se nos da licença Alfie, preciso falar algo rapidinho com a Mipa e logo nos encontraremos novamente no festival, sim?

    Assim que falava, eu dava um beliscão fraco na cintura da ruiva, porém o suficiente para que ela entendesse, e depois a soltava de meu braço para ir até o homem a nossa frente e abraçá-lo. Durante o abraço eu aproveitava para dizer algo baixinho para ele e depois deixava que ele e Mirian se despedissem.

    – Obrigado por tudo Alfie e desculpe pela Mipa, é como eu falei, no fundo ela é uma boa garota.

    Quando Alfonsus se retirasse, saindo da visão do corredor, eu suavemente pegava na mão de Mipa e começava a andar na direção do quarto de onde havia saído. Entretanto, em vez de entrar no quarto, eu fazia um movimento rápido e a girava rapidamente, colocando-a contra a porta e ficando de frente com ela. Nossos rostos ficavam a centímetros um do outro e minhas mãos rapidamente tomavam uma das coxas e as costas da ruiva.

    Após a olhar por alguns segundos com meus dois olhos ardentes de desejo e, um pouco, de raiva, eu aproximava minha boca de um de seus ouvidos e falava suavemente.

    – Mipa… eu sei que seu desejo é intenso e eu acho isso maravilhoso, tanto que eu nunca lhe impedi ou fui contra você ficar com ninguém. Mas… a única coisa que eu peço é que você não faça isso com esta família… por favor!

    Fazendo uma pausa eu me afastava um pouco dela, mas agora demonstrava uma expressão diferente de todas. Uma expressão chorosa de alguém que estava quase implorando e que falava muito a sério.

    – Você sabe o quanto eu prezo por esta família… o quanto eu sonhei com esse momento. Sonhei com o dia em que eu e você seriamos parte dessa família! Uma família que realmente se importa com a gente! Então, por favor, essa é a única vez que eu realmente te peço isso… Não faça isso com as pessoas dessa família! Por mim e pelo Bash!

    Após falar eu abaixava a cabeça, com um pouco de medo da reação de minha amiga e dava mais um passo para trás.

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Danto em 15/2/2018, 15:44

    -Tudo me diz que a senhorita não terá mais escolhas, ficaremos todos por perto. Afinal, se Bash tentar escondê-la outra vez eu o coloco de castigo! E sim, tens razão minha cara, nos vemos no festival em alguns instantes. Foi um prazer Mirian...

    Alfonsus elaborava uma fala composta, respondendo aos tópicos presentes após ter a pausa oferecida por ti. Assim, o abraço ocorria e o homem beijava a sua face para oferecer uma calma resposta em um tom baixíssimo:

    -Eu pude ver a bondade nos olhos dela Tina, não se preocupe.

    Assim o alto e forte homem apenas fazia uma curta reverência, algo mais informal e com um tom até divertido, que era copiado por Mirian que se divertia com a situação. Por fim, ele se retirava dando a vocês duas o espaço necessário.

    Mirian parecia um pouco confusa inicialmente, mas diante das suas expressões, ela se animava e seguia contigo até o quarto. Todavia, a empolgação da jovem terminava quando as suas palavras começavam a sair, os olhos lindos da ruiva se esbugalhavam assustados e ela ia se encolhendo contra a porta, ao ponto de abraçar o próprio tronco e por fim, abaixar a cabeça.

    -Me desculpe Nina, por colocar em risco o seu sonho... Eu... Eu sou uma eterna vergonha e sei disso...

    A voz da jovem saia tremula, essa era a primeira vez que você realmente se apresentava com firmeza e censurava a sua namorada, ela ao contrário do esperado, não respondia agressivamente ou protestava, mas sim, aceitava a culpa e ia demonstrando uma fragilidade enorme.

    -Eu não sei conquistar as pessoas sem ser dessa forma, eu quero que eles gostem de mim. Eu não sou família de sangue, não sou prole de nenhuma dessas rosas, não sou uma anciã de poder e não tenho nada a oferecer... Eu... Não sou ninguém Nina! Além da beleza do meu corpo, o que eu tenho para a sua família aceitar? Eu só quero ser aceita! Me desculpe!

    Ela escondia as faces com as mãos e tentava lutar contra um choro.

    -Meu Senhor me expulsou, eu fugi de casa, eu neguei o Bash, só tenho falhas! Nada além de falhas! Sabe porque eu não a procurei antes?! Porque eu soube que você estava sendo bem sucedida em Paris e fiquei com medo de fazer justamente isso, estragar seus sonhos! Tudo que eu faço se transforma em decepção... Ainda mais agora! Nem minha sanidade eu tenho!

    A jovem terminava por escorregar pela porta, até sentar-se no chão. Os olhos dela procuravam por ti, claramente incapazes de encontrá-la!

    -Eu estou sozinha, eternamente sozinha! Sou a sombra que contorna a vida, eu sequer consigo permanecer aqui ao seu lado, onde você está Nina? Deus, está acontecendo de novo!

    Algo incrível acontecia! Diante dos seus olhos, Miriam mostrava o pior lado de ser uma filha da lua: A insanidade. Os olhos dela pareciam opacos, ligeiramente embranquecidos, enquanto ela se movimentava de uma maneira confusa e estranha, totalmente atordoada! A voz era alta, como se ela não conseguisse se ouvir direito! O senso de equilibrio dela ia se esvaindo, os sentidos dela se embaralhavam em um turbilhão confuso, até o ponto dela começar a tremer de medo e se encolher cada vez mais. Para em um choro dizer:

    -Mil perdões, mil perdões! Me desculpa! Isso sou eu, uma perdida! Prometo ser melhor Nina, prometo!
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Lugo em 15/2/2018, 17:32

    [Off: Teste de Percepção + Empatia + Acuidade = 9d10]
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Dados em 15/2/2018, 17:32

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 9, 5, 10, 10, 5, 9, 9, 6, 8
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Lugo em 16/2/2018, 01:34

    Agradecia o beijo e as significativas palavras de Alfonsus com um sorriso sincero e um leve acenar positivo com a cabeça. No fundo eu já sabia que ele havia compreendido que as ações de Mirian não tinha um significado negativo, mas, ouvir aquelas palavras trazia um sentimento de alívio e paz. Um sentimento que não permaneceria ali por muito tempo.

    Quando o homem se retirava, eu tomava Mirian delicadamente pelo braço e a levava até a porta do quarto que havíamos saído, mas, contra as expectativas dela, e as minhas também, pela primeira vez eu a colocava contra a parede. O medo que eu sentia por imaginar perder a chance de conseguir uma verdadeira família para mim, e para ela também, vinha de supetão e em uma intensidade incontrolável. Tão incontrolável que as palavras pareciam saltar de minha boca, mas, por sorte, ainda mantendo um tom não agressivo.

    Aquelas palavras chocavam a Mirian e também me chocavam. Após falar e ver a reação de minha amada amiga, eu recuava um passo com os olhos arregalados e com medo do que eu mesma havia falado. Entretanto, medo, acima de tudo, do que eu via acontecer. Uma reação totalmente inesperada, assustadora e tocante. Não era exatamente a primeira vez que eu via como a perturbação de Mirian a afetava, mas, era a primeira vez que a via daquela maneira e em uma intensidade tão forte. Tão forte que me afetava da mesma maneira, como se eu pudesse sentir exatamente o que ela estava sentindo.

    “Mipa… Não! O que eu fiz, meu Deus!? Eu não queria que isso fosse desse jeito!”

    Meu corpo tremia, meus olhos se arregalavam e minhas mãos cobriam a boca enquanto a observava e ouvia sem retrucar. Estava travada e me sentindo culpada e horrorizada com que eu mesma havia provocado em minha amiga e, por conta disso, eu apenas conseguia acompanhá-la nas primeiras falas. A medida que a ruiva falava, meus olhos começavam a se encher de lágrimas e a embaçar minha visão até o ponto que eu precisava limpar os olhos por não conseguir mais ver com clareza. E foi justamente isso que me trouxe de volta daquele estado de choque.

    “Valentina, faça alguma coisa! Não a deixe se sentir dessa forma! Olhe para o que você fez… o que você fez com sua melhor amiga! Com o seu primeiro amor!”

    Assim que minha amiga começava a escorregar pela porta eu finalmente conseguia dar um passo para frente. Um pequeno passo, mas que mostrava que estava retomando o controle de meu próprio corpo, para poder enfim corrigir a besteira que havia feito, mas insuficiente para sequer chegar a encostar na ruiva. No entanto, quando os olhos dela ficavam opacos e ofuscavam a beleza que eles possuíam, as correntes do medo finalmente se quebravam e me liberavam daquele sentimento atordoante.

    – Não ouse falar dessa forma de tí, Mipa!

    As palavras saiam emboladas em nossa lingua natal e em uma mistura de raiva, de mim mesma por ter colocado-a naquela situação, e choro incontrolável. Assim que me pronunciava, rapidamente eu me ajoelhava a frente dela e a tomava em um abraço. Passando minhas mãos por volta de seus ombros, eu a beijava várias vezes na cabeça e no rosto enquanto lenta e suavemente retirava suas mãos da frente de seu rosto.

    – Você JAMAIS foi um empecilho em minha vida! Você é o primeiro milagre que me aconteceu e o maior deles também! Eu não seria o que sou hoje se não a tivesse conhecido naquele dia! Quando você me recebeu com um enorme sorriso e viu em mim algo que ninguém, nem mesmo os meus pais, haviam reparado.

    Assim como ela, eu não conseguia me controlar totalmente e não tinha noção exata do volume no qual estava falando, afinal eu também queria ter certeza de que ela ouviria. Logo que conseguisse retirar os braços dela da frente de seu rosto, me aproximava mais ainda e tomava a face dela com minhas próprias mãos. Colocando nossas faces de frente para a outra, eu a olhava diretamente nos olhos e continuava a falar ainda no meio do choro.

    – Eu nunca a deixaria sozinha! Nunca! Você é a pessoa mais próxima que eu tenho de uma família e a primeira das duas joias que brilharam eternamente na minha alma. Você não é uma falha, Mipa! Nunca foi! Eu quem falhei em não lhe retribuir ainda tudo o que você me proporcionou apenas com a pessoa que você é! Eu quem falhei em não lhe dar todo o amor que você merece, minha lua…

    Aproximando ainda mais nossos rostos e levando minha boca na direção da dela, eu puxava o ar com vigor para falar antes de tomar os lábios dela em um beijo.

    – Eu te amo, Mipa! Eu te amo mais do que você pode imaginar! Eu lhe devo minha vida e meu amor e ao seu lado eu ficarei eternamente. Nunca mais vou deixar que você se sinta dessa forma e a protegerei de todos aqueles que tentarem lhe ferir! Tentarem ferir o meu amor!

    Aquecendo meus lábios com o calor do vitae que meu coração bombeava com intensidade, nossas bocas se tocavam, antes que ela pudesse responder, em um beijo apaixonado que só acabava quando todo o ar de nossos pulmões acabasse. Ainda assim, quando o beijo terminava, minhas mãos permaneciam em seu rosto para, com os dedos, remover os cabelos da frente de seus olhos e acariciá-la até que ela se acalmasse.

    – Minha querida, você nunca mais ficará sozinha. Você será tão parte dessa família quanto eu, por isso que eu prezo tanto por esse sonho. Por que esta família nos acolherá de verdade! Essa será a nossa família e onde vamos criar o nosso nome. Assim como você eu não sou ninguém ainda! Mas nela vamos crescer, juntas, ao lado de Sebastian fincar nossas raízes nessa terra para criar o nosso próprio jardim! Um jardim onde eu, você e o Bash tomaremos conta!

    Fazendo uma pausa novamente, minhas mãos agora desciam até o tronco de minha amiga e a erguiam para que ela se levantasse junto de mim e, quando de pé, eu novamente a colocaria contra a porta, mas, dessa vez, a abraçando firmemente e falando entre um beijo e outro que dava em seu rosto.

    – Meu sonho não é só entrar e cuidar dessa família… é trazer você para dentro dela e tê-la, mais do que nunca, ao meu lado. Por que é isso que você merece! Uma família de verdade e muito amor! Uma joia como você jamais poderia ser deixada ao relento para que aquele abutre do Mauro lhe destruísse com o ódio que ele carrega e propaga! Por isso, Mipa, me desculpe por não ter me expressado corretamente, mas eu nunca a deixaria de lado!

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Danto em 19/2/2018, 16:37

    -Valentina?!

    Era a primeira palavra que saia dos lábios de Mirian. A jovem havia ficado durante toda a crise que se seguiu em silêncio, os olhos dela indicavam reações de alguém que estava a ouvir o que você dizia, mas era notório como ela não conseguia a encontrar e isso era desesperador para ambas! Porém, a sua ação física mais firme de levantá-la e colocar a mesma contra a porta, para abraçá-la e beijá-la ali, fazia com que a crise começasse a de fato cessar.

    Alguns instantes se passavam, poucos, sequer formavam um minuto. E Mirian piscava algumas vezes, para finalmente lhe abraçar com carinho e retribuir alguns dos beijos, a jovem de cabelos ruivos havia voltado! E ela sorria envergonhada:

    -Desculpa se eu te assustei Nina, as vezes as coisas saem de controle. Eu queria me expressar, eu queria deixar claro que eu não pretendia fazer nada... Mas o que eu pretendia não estava apenas nas minhas mãos, desculpa. Mas eu fico feliz que consiga me entender, juro, vou encontrar alguma forma de fazer parte dessa família. Quero fazer parte desse jardim Nina! Desculpa se eu acabei errando com o Alfonsus, não vai se repetir!

    A jovem agora fazia um carinho na sua face com a mão direita e sorria. Para enfim mudar o tom da fala e comentar de maneira divertida:

    -Agora que você me salvou, acho que vamos precisar retocar a maquiagem! E eu juro tá, para mim é só você e o Bash, mais ninguém! Se eu ficar com vontade eu ataco vocês, tudo bem? E não seja bobinha, nunca peça desculpas! O meu coração é incapaz de ficar bravo contigo, sua fofa!

    Concluía a jovem que beijava suavemente seus lábios em um selinho curtíssimo e amoroso.
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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Lugo em 21/2/2018, 11:30

    Enquanto as palavras saiam descontroladamente da minha boca, um turbilhão de emoções tomava conta do meu corpo. Lágrimas transbordavam de meu rosto e me forçavam a limpá-las entre uma frase e outra. Minhas pernas fraquejavam momentaneamente em uma forma parecida como o que Alfonsus havia feito a pouquíssimo tempo. E, por fim, meu coração pulava em meu corpo enquanto bombeava, sem controle, o vitae dentro de mim e para todas as partes.

    Ver que minha amada Mirian não conseguia me enxergar e perceber onde eu estava, inflamava ainda mais aquele sentimento que me consumia e me fazia abaixar a cabeça com medo de pensar no que de muito ruim poderia acontecer a ela. Porém, longe do que eu pensava, logo a voz dela reaparecia em uma tonalidade diferente.

    Surpresa eu levantava a cabeça procurando pelos olhos da ruiva, mas, antes que pudesse de fato olhar para ela, o abraço dela vinha rapidamente e me agarrava de guarda baixa. Levei um segundo para perceber o que havia acontecido e, assim que percebia, meus braços envolviam o corpo de minha amiga para retribuir o apertado abraço que eu não queria que terminasse nunca.

    “Graças a Deus você está bem, Mipa! Eu não sei o que faria a mim mesma se eu te causasse algum mal!”

    As lágrimas agora cessavam e eu segurava o choro com as mesmas forças que usava naquele abraço. O alívio instantâneo preenchia e acalmava meu coração e, quando o abraço finalmente chegava ao fim, eu olhava para ela com um largo sorriso choroso estampado no rosto. O toque de sua mão em meu rosto em conjunto com suas palavras, me mantinha calada apenas acenando positivamente com a cabeça durante sua fala. Entretanto, sua declaração me pegava de surpresa.

    “Você disse… só eu e o Bash!?”

    Novamente eu sentia um aperto forte no coração, mas não um aperto de dor e sim de alegria. Por um momento eu vacilava e abria o espaço que ela precisava para avançar em mim mais uma vez e me tomar pelos lábios rapidamente. Porém, daquela vez eu não queria que fosse rápido. Meus braços ainda estavam envoltos ao seu corpo por causa do abraço e quando ela começasse a recuar depois do selinho, eu a segurava e aproximava ainda mais o corpo dela com o meu.

    – Mipa, você…

    Mais uma vez as palavras pareciam sair sem controle de minha boca, mas antes que pudesse completar a frase eu fazia uma curtíssima pausa para pensar nas palavras que usaria.

    “Será que eu devo mesmo falar isso? Eu não sei o que esperar mas isso pode mudar muitas coisas independentes da resposta que ela me der. Não! Vou perguntar sim! Não é justo e eu não quero esconder esse sentimento verdadeiro dentro de mim por mais tempo!”

    Os meus olhos novamente se encontravam com os da ruiva e ponderavam sobre se eu realmente deveriam falar isso, mas, depois de respirar profundamente e enxugar as lágrimas, que ainda marcavam o meu rosto, eu falava de peito cheio e com toda a felicidade que possuía.

    – Você foi, e ainda é, minha primeira e melhor amiga. Você também foi, e ainda é, meu primeiro e grande amor, que agora divide meu coração com Bash. Por isso Mipa, quero que saiba que meu amor por ti é inabalável e eu não quero que você fique como uma coadjuvante nesse momento mágico que, até agora, eu e o Bash estamos vivendo. Assim como o Bash me pediu, eu estou lhe pedindo… Você aceitaria se casar conosco?

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Danto em 21/2/2018, 19:12

    O longo beijo ocorria e até surpreendia Mirian que não o recusava ou sequer recuava diante do mesmo, pelo contrário! Todavia, a jovem ruiva parecia notar nos seus olhos que havia algo a ser dito, algo importante que recebia a total atenção da mesma. Suavemente, como um beija-flor, ela beijava a sua face exatamente onde a sua mão havia falhado em limpar as lágrimas, para aliviar o impacto do sangue contra a maquiagem e lhe oferecer um carinho único e bem charmoso. No entanto, a sua fala final fazia a ruiva, literalmente, pular!

    -VALENTINA!

    Ela gritava e deixava alguns risos escapar dos lábios, escondendo eles com as duas mãos ela esbugalhava os olhos e começava a realmente dançar, uma dancinha contida e muito divertida de se assistir, afinal, ela estava comemorando!

    -Deus, claro! Ai meu deus! Sim! Eu vou realizar meu maior sonho e tirar esse sobrenome de mim! Seremos Soyers, pensou nisso? Valentina Soyer e Mirian Soyer!

    Ela falava em inglês, unicamente para poder pronunciar o sobrenome de Bash de maneira apropriada e com bastante apreço! Em seguida ela a apertava as bochechas para dizer animada:

    -Me desculpa pelo susto tá fofa? Não é normal e não ocorre sempre, eu só pensei que... Bem é bobeira! Eu aceito sim, é o meu maior sonho Nina! Nós seremos mesmo uma família! Um pouquinho sapeca, mas não poderia ser melhor para mim! Obrigada meu amor, obrigada minha querida, minha luz e minha eterna esperança! Se hoje existe bondade em mim, fostes tu que a plantara! Minha maravilhosa amiga e companheira!

    Ela se pronunciava de maneira animadíssima e por fim, beijava teus lábios para se perder no beijo para rir de alegria.

    -Quer dizer então que o bonitão do Sebastian vai ter um harém só pra ele é? Rapazinho de sorte esse!

    Comentava a jovem de maneira debochada, essa era a Mirian que você conhecia com algo novo: Ela estava realmente viva!
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    Lugo

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Lugo Ontem à(s) 15:38

    Os carinhosos beijos de Mirian me ajudavam a escolher a palavras e, finalmente, falar para expor os sentimentos que eu guardava e, de certa forma, escondia dos outros em meu coração. Eu estava deixando de lado o que os outros iriam pensar, nos problemas que isso poderia gerar e em todos os fatores externos para somente focar no que realmente importava: a felicidade de Mirian.

    Assim que eu propunha, puxava o ar com afinco e mordia o lábio inferior para conter a ansiedade que me consumia para saber a resposta dela. Porém, quando a resposta vinha em forma de um grito animado e alguns saltinhos, eu não conseguia me conter e voltava a chorar, dessa vez de alegria, enquanto ria divertidamente pela reação da ruiva.

    “Mipa você é maravilhosa!”

    Soltando-a de meus braços e me afastando um pouquinho, eu lhe dava o espaço para que ela comemorasse com uma dancinha que me tirava algumas gargalhadas animadas. Eu tinha apenas alguns segundos para rir, pois logo era pega de surpresa pela fala da ruiva. De certa forma a questão do casamento ainda era algo recente e não havia parado para pensar em todas as mudanças que ocorreriam em minha vida e uma dessas mudanças seria no meu nome.

    “É verdade… eu não havia pensado nisso! Para ser sincera eu nunca nem sonhei com isso, mas, parando para pensar, eu amei a ideia de ter o sobrenome dele.”

    Apesar da pausa repentina em minha risada, a expressão de felicidade ainda permanecia depois de pensar nas opções de como ficariam meu nome. Aquele detalhe me animava, não tanto quanto a Mirian que deixaria de vez os Berlinguer, e fazia meus olhos brilharem de animação e a levar minha mão, que cobria a boca, na direção do coração.

    Com a visão distraída, não percebia a aproximação das mãos da ruiva que agarravam minhas bochechas e me induziam a olhá-la novamente nos olhos. Aliviada eu suspirava e sorria alegre na direção da garota enquanto voltava a segurá-la pela cintura e aproximar nossos corpos.

    – Tudo bem, querida. O que importa é que agora você está bem e que estaremos juntos durante todas as noites daqui para frente!

    Assim, nossos lábios se encontravam para um beijo apaixonado e de tirar o fôlego. Durante o beijo, minhas mãos exploravam as costas da garota e suavemente eu a pressionava, novamente, contra a parede. Ao fim do beijo, nossos olhos se encontravam novamente e eu ouvia a fala da garota para, então, exibir um sorriso lascivo e alegre.

    – Eu não diria que somente ele é o sortudo aqui…

    Fazendo uma pausa, aproximava minha boca da dela mais uma vez e apertava, com uma de minhas mãos, um dos glúteos dela por baixo da saia de seu vestido. Mordendo meu próprio lábio e mantendo o contato visual direto com ela, voltava a falar enquanto acariciava firmemente o corpo dela.

    – Até por que eu vou te fazer delirar de prazer e gemer bem alto todas as noites, então vem cá mia farfallina!

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

    Mensagem por Danto Ontem à(s) 19:55

    Havia uma incrível inocência nos olhos de Mirian quando você contestava a fala final dela, apesar de toda a alegria da cena, ali a jovem inclinava suavemente a cabeça para a direita e lhe observava sem saber exatamente qual seria o seu ponto. Porém, a sua ação mais firme com as mãos faziam os olhos dela se fixarem nos seus e o corpo dela reagia em uma explosão de sentimentos e desejos, as presas se revelavam sem nenhuma vergonha e ela mordia o próprio lábio inferior enquanto os olhos percorria seu corpo, praticamente despindo-o na imaginação dela! A sua fala final no entanto fazia ela arquear a sobrancelha e pensar por breves instantes, até soltar uma risadinha divertida!

    -Eu não acredito que você disse isso! Nina!

    Ela começava a rir de maneira mais expansiva enquanto passava os dois braços por cima  dos seus ombros e ia, suavemente envolvendo-os ali para puxar a sua face para um outro beijo. Ali você sentia o quão lascivo estava aquele contato e o quão animada estava a sua noiva naquele momento! O corpo dela procurava pelo seu e assim que o beijo terminava, ela murmurava no seu ouvido:

    -Você me quer agora? Porque eu estou prontinha!

    Era uma provocação sensual que só Miriam sabia fazer, aquela simples frase signficava que o apetite dela havia sido atiçado. Ela certamente daria inicio a algo mais intenso se não fosse o som da voz do próprio Sebasitan!

    -Ah, então é isso que as duas senhoritas estão aprontando é?! Vamos logo, soube que os primeiros convidados já estão se aproximando e seria... O que?! Meu deus, Henry mataria vocês duas se visse como a maquiagem de vocês está! O que aconteceu eim?

    O homem havia simplesmente aparecido! Claro que ele era bem ágil e você sabia disso, mas pelo visto ele sabia onde procurar por vocês e as pegava em uma situação um tanto quanto inusitada! Miriam desandava a rir, incapaz de reagir de outra forma, algo bem típico por sinal!

    -O que foi? Qual é a graça?!

    Sebastian sem entender olhava para ele próprio e depois para vocês duas, aproximando-se o homem parecia um pouco confuso, claro que ele entendia o que havia ali, mas a crise de risos de Mirian tinha haver com o seu pedido e com enorme alegria que corria por ela naquele momento. Assim, ela enfim olhava para ti e depois para Bash e comentava:

    -Sua noiva pediu a minha mão em casamento!

    A expressão de Bash agora era tão hilária e confusa que Mirian gargalhava sem pudor algum! O rapaz movia então os lindos olhos azuis dele na sua direção, em uma pergunta não verbal que buscava respostas.

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    Re: Primeiro Arco de Valentina: Ato VII - A Família

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