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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 7/2/2018, 10:58

    Observava calmamente as reações da Floriana enquanto ela falava sobre o namorado dela. Não havia como ficar mais feliz, eu havia feito melhor coisa para a vida dela em levá-la para Berlim.

    - É tão lindo te ver tão apaixonada... Você faz um sorriso novo e lindo na sua face.

    Dava um curto risinho ao ver as mãos dela se movimentando de forma tão animada. Meu sorriso era puramente empático, me sentindo feliz apenas por vê-la assim. Em seguinte parava para meditar sobre o que ela dizia sobre o Alfie e a respondia como um exercício de pensar em voz alta. Nunca gostei de segredos com a família e ela merecia saber o que eu pensava sobre o assunto.

    - Também não sei exatamente o que está acontecendo comigo e seu pai. Hoje no começo da noite tudo ocorreu de forma tão natural... Eu finalmente me permiti sentir prazer de formas que nunca sonhei antes. Não sei o que o futuro nos reserva, mas estou muito ansiosa para descobrir.

    Ficava um pouco corada me lembrando do membro ereto do meu querido mentor e sorria encabulada. Esticava de leve a coluna tentando conter a excitação que dês do começo da noite corria por todo o meu corpo. Assim respirava um pouco enquanto ela comentava sobre Giorgina e prontamente a respondia.

    - Sequer depois do primeiro filho vou cogitar abraçá-la. Conheço aquela garota, ela quer arrancar os cabelos da cabeça com uns três pestinhas atazanando ela todos sujos de lama a correr pelos corredores daqui de casa antes de almejar em ter um renascimento. Mas ela está na flor da idade e os afazeres da família podem atrasar a vida amorosa dela, logo tenho de permitir que a Gi tenha as beneficias que nosso sangue oferece até ela ter a mesma sorte que você ou eu e achar aquela pessoa ou pessoas especiais.

    Fazia um sorriso um pouco maroto ao dizer a última palavra no plural. Em seguida ficava a escutar as sugestões da Fiore sobre o que eu deveria fazer. "Ela é tão parecida comigo de fato. Consigo me ver dando essa dica para o Alfonsus mesmo ele já cansado de saber sobre isso. Nós nascemos para ser Matriarcas Fiore..." Assim eu sorria de forma meiga com a sugestão dela e concordava com a cabeça fazendo a expressão de estar satisfeita com a excelente ideia e então eu a respondia.

    - Obrigada pela dica! De certa forma já estou a seguir ela sem querer, tenho muitas fontes de vitae aqui em casa. Ofereci ontem o sangue da Grazi por exemplo e tenho muitos outros para... Céus! Esqueci de te contar, se lembra daquele menininha da Fabiana? O Aloísio a abraçou ontem! Mas não se assuste, ele ta mudado. Dê uma chance para ele depois. E temos de ver nossa nova criança, ela deve estar com dentinhos de leite maravilhosos!

    Começava a responder ela e derrepente me lembrava da notícia sobre o abraço da Fabiana, me deixando animada derrepente. Era muita emoção me sentir como uma vó novamente. Uma enorme vontade de mimar corria por dentro de mim enquanto não conseguia esconder meu sorriso. Mas o sorriso explodia ao ouvir minha Floriana concordando com minha proposta, começava a respirar mais rapidamente de tanta ansiedade e logo dava a resposta que ela queria ouvir.

    - No começo dessa semana começamos a tirar as uvas maduras. Semana que vêm vamos prosseguir o processo. Dá tempo de você fazer um pulinho em Berlim para fazer malas maiores e vir aqui para completarmos a safra até engarrafar.

    Finalmente ela mostrava a foto do namorado dela a qual eu olhava e fazia um som de "ownnn" ao observar aquele meigo rapaz. Então olhava empaticamente para minha Fi e notava como ela estava ainda hesitante em revelar aquilo para mim. Assim eu ia me aproximando para abraçá-la antes de completar minha fala com o convite para voltarmos para a sala.

    - Ele é lindo Fi! Estou muito feliz por vocês dois. De verdade! Agora me dê um beijo bem forte antes de nos atrasarmos e estressar seu pai.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 8/2/2018, 01:34

    Fiore desviava os olhos brevemente enquanto tinha a cara invadida por um tom rosado, acanhada ela ria sozinha em um tom bem baixo e concordava, em seguida ela levantava a face e acabava por vê-la sem graça ao lembrar-se de alguns detalhes bem grandes do começo da noite. A mesma então tomava a iniciativa de lhe puxar para um abraço lateral, para lhe ouvir falar de Gi e comentar:

    -Isso é tão a cara dela! Aquela nariguda! Ela vivia falando quando era mais jovem que nunca iria querer casar, mas sempre adorava falar sobre os filhos que teria, um loiro, um de cabelos negros e um ruivo. Mesmo isso não fazendo a menor diferença, a não ser é claro que ela escolha vários doadores né! Mas você tem razão Titta, ela merece isso, você está certa na sua decisão e isso fará bem para vocês duas.

    O plural da sua frase fazia a jovem sorrir ainda mais alegre e lhe beijar a bochecha com ternura.

    -Que? Aquela maluca da Fabiana foi abraçada?! Dar a ele uma chance? Deus tudo mudou aqui mesmo né? Que bom! Sabe, eu sempre suspeitei que Fabiana iria acabar abraçada por alguém, ela sempre se comportou de uma maneira pouco alegre após descobrir sobre a possíbilidade de outra forma de vida, ainda mais com toda aquela fascinação por se manter linda e um fogo no rabo que me assustava!

    A jovem ria bastante da situação, afinal, ela conhecia muito bem cada um da família que vocês compartilhavam e é claro que por ser mais nova, tinha opiniões um pouquinho diferentes das suas. E por fim, vocês duas se abraçava e ela lhe roubava um selino após a sua confirmação sobre a beleza do namorado dela.

    -Ah, você disse forte!

    Rindo ela voltava a lhe beijar, mas dessa vez, puxando a sua cintura e lhe colocando literalmente contra a pia! As mãos dela dominavam o teu corpo e os lábios dela conquistavam os teus, para enfim a língua também participar daquele beijo longo e intenso que terminava com ela rindo alegre e brincando:

    -Temos que retocar nossos batons!

    Fiore, sem conseguir para de sorrir, botava a bolsa sobre a pia e arregalava os olhos, ela havia se lembrando de algo!

    -Deus! Eu quase esqueci! Se lembra de Dalila e Evaristo? Eu recebi uma carta no começo desse mês, céus como eu sou esquecida, droga! Malditas provas! Enfim, lembra deles? Então, eu recebi uma carta de um homem chamado Vitale! O rapaz estava em busca da herança dos avós e bisavós! O respondi dizendo que ele poderia encontrar mais aqui na Toscana e enviei o endereço dos seus vinhedos ao rapaz! Advinha onde Dalila foi parar, adivinha! Nem precisa, eu digo, nos Estados Unidos!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 11/2/2018, 23:54

    - Perfeito! Então assim será feito. Até lá darei para ela responsabilidades para cuidar de toda a nossa vila. Vamos fazer um nosso elísio aqui. Vai ser tão lindo...

    Havia uma empolgação dentro de mim sobre todo aquele tema.Minha saía até um pouco mais aguda dado a animação.Imaginar um Elísio com a Giorgina controlando era um sonho tão belo e absolutamente próximo de se tornar realidade. Apenas alguns encontros positivos essa noite e isso poderia se tornar realidade. "Só espero que ela ache logo aquele alguém especial." Ficava ainda um tempo naquele lindo pensamento até me focar na reação da Fiore sobre minha notícia seguinte. Ali eu não me segurava para não rir um pouco com o comentário dela. "Maravilhoso poder ver a Fi tão solta assim." Em seguida concordava com a cabeça a respondendo.

    - Sim, todo mundo mudou. O ar da Toscana faz maravilhas para nós italianos. To morrendo de vontade de conhecer a Fabiana abraçada. Toda a tristeza que eu via naquela garota vai poder amenizar. Como espero que o fogo fique mais brando.

    Minha última fala vinha num tom mais baixo, como se eu estivesse a fofocar.Mas ria em seguida. Deveras eu sabia que o fogo daquela jovem vinha junto de umas memórias nada positiva. Só que o Aloísio mudou de verdade e por isso eu estava a aceitar todo aquele novo mundo com uma perspectiva única. Não havia espaço na minha cabeça para dúvidas, só optimismo sobre tudo que estava por vir, o que me deixava muito ansiosa para conhecer aquela nova cainita.

    Assim eu era pego de surpresa. Não muita surpresa, pois eu desejava muito aquilo. Mas a intensidade era deveras surpreendente. O primeiro beijo vinha conforme o esperado me fazendo me sentir nos céus. Mas o segundo me amolecia e fazia eu soltar um gemido abafado pelos lábios dela. Dava um calafrio maravilhoso em meu corpo e ia com minhas mãos uma para a cintura dela e outra para seus cabelos fazendo bastante carinho enquanto correspondia a língua dela. Finalmente quando o beijo terminava a respondia com um sorriso tímido.

    - Claro,vamos retocar. Você tem um sabor tão doce...

    Fazia um curto suspiro emocionada. Não queria tirar de mim aquele lindo gosto da jovem que eu sempre desejei, mas estava ainda no limite de minha coragem para me abrir por completo. Assim pegava com ela um batom e ficava a passar enquanto me olhava no espelho. Só que parava o processo no meio quando escutava as palavras dela e me virava surpresa para a responder. Inicialmente um pouco confusa sobre as tais provas dela. Mas principalmente curiosa sobre o que ocorrera com aqueles meus descendentes que foram viajar a mais de sessenta anos atrás.

    - Provas? Bom… É claro que eu me lembro, não esqueço do nome de ninguém ao qual eu fui a trocar fraudas um dia. Isso é uma senhora notícia. Não posso dizer que estou surpresa, na época que eles foram emobora, essas terras estavam tão fragilizadas pós as grandes guerras e mesmo que nossa cidade ficou em paz, o mundo novo era um convite maravilhoso. Mas fico muito feliz, muito feliz mesmo em saber que a Dalila teve uma boa vida no exterior! Mal espero para conhecer esse Vitale! Qualquer coisa a mais que souber, pode falar, pois sempre adoro saber mais sobre minha família.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 12/2/2018, 12:41

    O seu pequeno elogio sobre o sabor de Fiore a fazia ficar totalmente corada e envergonhada, a mesma chegava a errar um pouco o batom nos lábios e fazia um sorriso divertido, para então limpar o pequeno deslize e atentar-se enfim a sua fala final.

    -Provas? Ah, nossa! Sim, isso mesmo, as provas artísticas sobre os estilos, movimentos e percepções analíticas. Coisas do meu Pai sabe?! As aulas dele são as vezes bem difíceis e ele faz essas provas para testar nosso aprendizado. Mas porque eu to te explicando isso? Você foi a segunda aluna dele!

    Dizia Fiore que agora se mostrava menos envergonhada, abaixando-se enquanto falava para ajustar os calçados. Para posteriormente tomar o teu braço e a convidava para uma caminhada sem pressa na direção da sala de estar decorada por sua filha.

    -Eu pude trocar algumas correspondências com Vitale. Ele me parece um rapaz bem educado, a caligrafia dela é excelente! Pude inclusive falar com ele pelo telefone uma vez, me parece um jovem dentro da casa dos vinte anos que por pura teimosia quer voltar para as próprias origens.

    Dizia a jovem que parecia bem interessada na ideia de poder conhecer o rapaz que atendia por Vitale. Lado a lado, vocês seguiam a passos lentos pelo corredor até o acesso via escada para a sala de estar. Ali estavam as figuras de Aloísio e Fabiana!

    -Boa noite minha Senhora. Boa noite Floriana, seja muito bem vinda a vossa casa.

    Aloísio as saudava com uma formal reverência, algo que impressionava Fiore. A rosa lançava um olhar curioso na direção dos dois, especialmente para a figura do teu neto que estava a se comportar como sua prole, exatamente como ele havia jurado que faria até ser novamente aceito por ti.

    -Boa noite Aloísio, obrigada pela recepção. E vejam só, conseguistes o que tanto sonhastes não é querida?

    Fiore direcionava a voz dela à Fabiana, a loira estava mais bonita do que nunca! E o mais especial, ela estava sorrindo, de uma maneira inocente e feliz como costumava fazer quando ainda era uma criança. Ela então se soltava do braço de Aloísio para então, beijar a face do homem e correr na sua direção, parando a sua frente e exibindo um puro sorriso de alegria, ela dizia:

    -Consegui sim Tia! E boa noite senhora Loretta, espero não ter a decepcionado, mas para mim, este sempre foi o meu destino. Me provarei digna de carregar o teu vitae!

    Ela então fazia uma reverência na sua frente, era até sarcástico o fato dela estar muito mais viva do que já esteve des do começo da própria fase adulta, logo agora, em que a vida havia lhe deixado. Era bem fácil notar os traços cainitas naquela criança da noite, afinal, os caninos estavam a mostra e a palidez era nítida, assim como a falta de respiração e todos os sintomas de uma criança ainda sem muito domínio do próprio corpo. Porém, seus olhos se surpreendiam com a respiração constante e calma de Aloísio.

    Roupas de Fabiana e Aloisio:
    Terno de Aloísio:
    Vestido de Fabiana:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 15/2/2018, 02:28

    Levantava um enorme sorriso um pouco maroto ao notar a face envergonhada da Fi. Assim fazia uma face um pouco lasciva, porém minha feição ia mudando assim que ela respondia minha pergunta sobre as provas dela. Meus olhos vagavam pelo passado e suspirava ao me recordar de memórias antigas com o Alfonsus. Assim eu a respondia de forma poética, enquanto recordava o passado na frente dos meus olhos.

    - Sim, claro! As aulas do Alfie... Sou suspeita para dizer, ele sempre foi muito bonzinho comigo. Mas sim, é difícil alcançar a perfeição que ele espera de suas rosas.

    Suspirava mais uma vez de forma romântica. Para só então balançar de leve a cabeça e focar nas palavras seguintes de Fiore. Enquanto isso andava calmamente ao lado de minha linda rosa escutando atentamente as informações sobre meu parente e já tentando imaginar um pouco sobre o mesmo. Respondia em um tom alegre.

    - Um teimoso que honra as origens... Já gostei dele.

    Assim chegávamos novamente na sala de estar. Não conseguia parar de olhar para as belas decorações em ouro puro que minha filha colocara ali. Ela havia mais que me impressionado com essa atitude, havia me cativado. Poderia passar o dia todo vendo as mudanças que ela fazia em minha casa e em meu coração. Só que agora era hora de presenciar outro momento especial e único. Afinal Fabiana estava logo ali na minha frente e ver as presas dela junto principalmente de sua aura alegre, não podia me deixar mais satisfeita. Então com uma voz delicada e uma face contente eu os cumprimentava, inicialmente dirigindo a voz para meu querido neto.

    - Boa noite Aloísio. Acredito que seguisse meus conselhos então, fico contente com isso.

    Havia um profundo tom de carinho em minha voz. Mesmo ainda não dando que ele merecia receber, deixava claro em meu amável tom que o caminho não era tão longo quanto ele imaginara e o mesmo estava a andar perfeitamente no mesmo. Em seguida eu esticava a coluna numa falha de conter minha alegria e ficava a contemplar aquela pequena beleza recém formada e então finalmente dirigia a voz para ela. Com o intuito de a deixar mais feliz e confiante do que já estava.

    - Boa noite Fabiana, bem vinda a outra face da vida. Não há motivos para eu poder ficar desapontada por você. Seu desejo era verdadeiro e foi merecidamente cumprido, apenas espero que não seja você a ficar desapontada com o que desejou, mas faremos o possível para impedir isso de ocorrer.

    Assim, como já de esperado de meus profundos desejos. Eu esticava minhas mãos e a convidava para um abraço. Entrando em um tom de voz mais carinhoso possível e me contendo para não chorar ali na frente deles. Afinal era a minha família crescendo, de forma que nunca imaginei ser possível. Era um assustador e maravilhoso mundo novo que me fazia apenas sorrir e sorrir. Mas agora queria apenas fechar meus olhos após um delicado e empático abraço.

    - Agora vem aqui! É minha primeira neta de abraço, deixa eu te amar um pouquinho...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 15/2/2018, 15:44

    -Todos eles minha Senhora.

    Respondia Aloísio em um tom formal de voz, o mesmo fazia uma curta reverência, mas o sorriso na face dele era nítido. Ele havia escutado o carinho da sua voz e aplicava o mesmo na dele, seus ouvidos ouviam pela primeira vez em séculos a doce voz de seu neto, a regeneração dele avançava tão rápido que era de fato louvável e surpreendente, as sombras que antes o envolviam pareciam não mais existir.

    -Obrigada Loretta! Mas não se preocupe, meu Aloísio tem sido bem atencioso sabe! E é claro que eu vou ai!

    Ela corria um pouquinho para eliminar a distância entre vocês duas e pulava para lhe abraçar! Uma ação linda que enchia o teu coração de carinho e fazia Fiore suspirar ao seu lado. A jovem então caminhava até Aloísio e o abraçava, ajustar a gola da roupa do mesmo logo em seguida e oferecer a ele uma expressão acolhedora.

    -Você se tornou uma rosa radiante querida, eu senti a tua falta... E peço desculpas por...

    Fiore levava o indicador até os lábios do homem, para responder a ele com um amor especial.

    -O passado a ele pertence, me mostre o homem que és agora querido. Estou ansiosa para amá-lo como sempre estive pronta, tu é minha família e eu o perdoo.

    Os olhos de Aloísio se enchia de lágrimas de pura alegria, mas Fabiana parecia muito mais carente do que o esperado! Afinal, ela ainda estava abraçada em ti enquanto comentava:

    -Aloísio cuidou de mim! Eu acordei numa banheira de água quente e ervas, toalhas quentes com essência de uvas me foram entregues por ele e eu tenho uma notícia que talvez te anime ainda mais Loretta, ele pediu minha mão e eu disse sim! Eu disse sim!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 16/2/2018, 17:45

    Aquele abraço me fazia me sentir leve e viva novamente. As reações tão vívidas de Fabiana me deixavam mais confiante do que eu já estava em ter minhas filhas ao meu lado num futuro próximo. Não havia mais nenhuma hesitação, apenas ansiedade pelos momentos que ainda viriam. Dentro de mim crescia uma vontade enorme de voltar para Lena, só que esse abraço se mostrava tão bom que ficava nele por mais um tempo. Inspirava profundamente para sentir aquelas fragrâncias que perambulavam pelo cabelo da jovem. Ali apenas sussurrava numa voz frágil.

    - Minha netinha...

    Após aquele abraço ficava apenas a observar a cena. Era quase como um sonho e me recusava a esquecer um segundo daquele momento. Pois havia um afeto muito especial de minha netinha pelo meu neto. Era lindo poder ver aquelas pequenas ações de carinho. As palavras de Fiore deixavam o momento mais especial ainda e eu sentia uma breve ardência em meus olhos enquanto permanecia congelada apenas observando a cena. Assim um choque mais intenso de surpresa com alegria ressoava no meu corpo assim que a Fabiana revelava sobre o noivado. "Essa cena... Exatamente essa cena... A vi a quatrocentos anos atrás..." Começava a falar após deixar uma gota solitária de lágrima escorrer.

    - Fabiana Giovanni Soyer... Devo admitir que estou surpresa e muito contente! Não poderia estar mais feliz por vocês dois. Eu estou tão feliz...

    A emoção era tão forte que eu sequer conseguia escapar daquela intensa paralisia com meu sorriso bobo na face. Levava um tempo para eu conseguir pensar e agir novamente. Ali eu expandia ainda mais meu sorriso para os dois. Para em seguida abrir minha bolsa e procurar por aquele único e especial presente. Com ele em mãos eu me aproximava lentamente de Fabiana para imediatamente deposita um delicado beijo em sua testa. Em seguida colocava aquele único e especial presente não mão dela sem ainda o revelar para os olhos de Aloísio. Em seguida focava com um confiante e forte olhar na direção de meu neto e começava a falar.

    - Certo... Tive uma ideia... Saiba Aloísio, você ainda não merece isso de mim. Mas agirei de forma diferente ao que você esperava. Afinal, eu sou a sua vó e já o perdoei a muito tempo, mas sua redenção deve irradiar em toda a família. Logo, se a cerimônia de casamento for um sucesso, o que só dependera de tua própria vontade, o anel de sua mãe será teu de novo na mão de tua esposa.

    Presente de Noivado:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 19/2/2018, 15:54

    Aloísio demonstrava emoções que você mesma não via na face dele a muitos anos. Primeiro o rapaz segurava um alegre choro por ter sido perdoado por Fiore e ali, era ele que puxava a rosa para um abraço carinhoso. Fiore então beijava a face do mesmo e comentava em um tom baixo enquanto você ainda aproveitava do abraço de Fabianna:

    -O futuro dessa família será especial, Aloísio, e o teu processo de retorno para nós será fundamental para que isso se torne real.

    O homem concordava, todavia, sua atenção ainda era dominada por Fabianna que não parecia ser capaz parar de sorrir! A alegria dela era uma força revigorante, especialmente aliada a beleza daqueles cabelos dourados e uma postura vibrante.

    -Fabiana Giovanni Soyer! Não fica lindo?!

    A fala da jovem parecia ecoar por dentro do seu travamento diante daquela sensação maravilhosa que corria pelo seu corpo, sua memória revivia momentos únicos e de alegria especial, seu corpo adentrava uma sinfonia encantadora e por muito pouco seus sentidos todos não foram devorados por um fascínio total. Todavia, era possível sentir a emoção verdadeira de um fascínio leve e breve que terminava quando a mão de Fiore tocava as suas costas. Alguns instantes haviam se passado e rapidamente você se reencontrava para agir.

    A sua ação direcionada a Fabianna, fazia a mesma alegremente estender a mão e segurar com carinho presente. Porém, Aloísio tinha uma relação muito mais intensa. Enquanto Fabianna beijava o anel e o mostrava para o noivo dela, o mesmo travava completamente.

    -Titta, minha impressão ou ele está em fascínio?

    Perguntava Fiore curiosa que estava ao seu lado, Fabianna olhava um pouco confusa na direção de Aloisio, mas não tomava nenhuma iniciativa por causa da curiosidade que demonstrava. Já o homem, estava travado, totalmente paralisado! Lágrimas vermelhas de sangue escorriam pela face do mesmo, os olhos brilhavam como nunca fizeram durante todos os séculos de abraço, mas costumavam fazer durante a adolescência dele. Você testemunhava o primeiro fascínio do rapaz que era provocado pela sua fala "eu sou a sua vó", porém, esse fascínio era curto e ele já dava alguns passos a frente, demonstrando um autocontrole que apenas os mais experientes toreadores tinham!

    -Eu juro, Loretta, que serei a força motriz da mudança total dessa família. Irei levar a todos os meus familiares a minha mudança, existe um caminho real e alcançável e não importa o quão tenebroso é o teu arredor, há uma eterna chance de retorno. Eu, Aloísio Giovanni Soyer, farei questão de que todos estejam presentes no meu casamento, farei isso por minha mãe, farei isso pelo meu pai e por ti, minha avó. Por anos eu fui um empecilho, basta. Se tu me diz que fará diferente, eu também o farei! Se eu já tenho o seu perdão, agora eu busco o teu orgulho vó!

    O mesmo então caminhava na sua direção, mas parava ao lado de Fabianna, parando para beijar a mão dela que segurava o anel e então olhando exclusivamente para ti. Abrindo os braços e pela primeira vez em séculos, o rapaz a pedia por um abraço verdadeiro, sem as estranhas malicias de antes, os olhos dele viam apenas a avó que ele tanto amava e aqueles braços abertos também.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 21/2/2018, 15:33

    Aloísio poderia precisar de muito trabalho pela frente para realmente saber que possui o meu orgulho. Porém, apenas de olhar aquele fascínio tão forte e vívido uma crescente de profundo orgulho me tomava por completo enquanto observava cada estado daquela sensação que por séculos apenas observei e foi bastante recentemente que comecei a senti-la. "Eu entendo o que você está sentindo e é algo muito especial de fato..." Suspirava de forma bem lenta e ao mesmo tempo bastante profunda, esticando toda a minha coluna, para me manter apenas sorridente sem minhas emoções vierem a me congelar mais uma vez ou eu voltar a chorar. A verdade era que o fascínio estava finalmente começando a fazer efeito em nossa linhagem e ele estava se mostrando muito forte e bem frequente. Assim eu concordava de leve com a Fiore e respondia orgulhosa junto de dar uma breve confissão.

    - Sim ele está em fascínio... Até eu já fiquei algumas vezes nesses últimos dias...

    Quando eu notava a Fabiana confusa para com o noivo em fascínio, fazia um leve movimento com minha mão a convidando a abraçá-lo. Assim eu permanecia em silêncio, mantendo a minha respiração sob controle para não ser a mim mesmo a entrar mais uma vez naquele sentimento forte que estava a me conquistar em todos os momentos daquela já maravilhosa noite. Me colocava então a escutar as palavras e em seguida notar a linda ação do jovem em beijar o anel de sua mãe. Meu sorriso era singelo e ao mesmo tempo permeado de orgulho e muito amor pelo que ia.

    Assim não havia como me impedir de abraçar meu próprio neto. Depois de tantos e tantos séculos sem assim fazer. Depois de tanto tempo sabendo como a besta dele me via. Era um alívio incomparável poder sentir o corpo dele junto do meu junto de segurança. Ali eu suspirava profundamente não me importando com a passagem de tempo. Era o momento que eu tanto sonhei em ter e nunca imaginei que teria. Levava um bom tempo para soltá-lo e falar com uma voz mais frágil e bem delicada.

    - Eu acredito em sua jura meu neto. Esterei aqui sempre que precisar de um empurrão para seguir esse caminho. Isso vale para você também Fabiana, afinal estou muito feliz em poder lhe ter por perto por toda nossa eternidade, minha querida neta.

    A minha fala suave era feita enquanto acariciava de leve a face de minha neta. Para em seguida depositar um beijo na testa dela. Em seguida me virava para minha Fiore e dava um curto selinho nos lábios dela, nada lascivo no entanto, algo bastante carinhoso e delicado. Mostrando que não era um tipo de desejo que me guiava, então eu sorria e fazia um leve gesto para me retirar. Estava já a olhar na direção da sala principal da casa por onde eu planejava encontrar a Eva para conversar. Assim me despedia brevemente sem conseguir esconder meu sorriso.

    - Agora meus queridos, eu preciso me adiantar um pouco. Então gostaria de pedir, vocês poderia levar a linda Fiore até a sobrinha dela?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 21/2/2018, 19:12

    Assim como você indicava, Fabianna amparava Aloísio em seu fascínio breve. Os dois trocavam então pequenos olhares apaixonados e carinhosos e em seguida, o mesmo estava na sua frente para abraçá-la com um carinho especial. Não era apenas importante para ti e você sabia disso, pois seu ouvido poderia jurar que o coração do mesmo se manifestara durante a duração do mesmo. Já no fim deste, Aloísio olhava no fundo dos seus olhos, como o bom neto que era, amando-a e respeitando-a como uma figura maternal, como fazia quando era apenas uma criança. Para por fim, fazer um carinho suave com as costas da mão esquerda na sua face e responder:

    -Eu também estarei aqui vó, eu voltei para a senhora e obrigado. Agora entendo o que meu Pai sempre disse, é teu o mais belo dos corações desse mundo.

    Seu neto sorria feliz como você sempre sonhava em vê-lo sorrir, já Fabianna concordava de maneira silenciosa, mas bastante efusiva e gentil com a sua fala. Fiore por fim retribuía o singelo beijo e em seguida concordava para esticar as mãos na direção do novo casal Soyer e os convidar:

    -Venham queridos, eu quero ouvir sobre o casamento e estou ansiosa pra ver minha sobrinha! Onde ela esta metendo aquele narizinho lindo dela eim? E vem cá, para de me olhar assim Aloísio, seu fofo!

    A jovem Fiore literalmente tomava toda a cena para si com uma naturalidade e proeza que existia também dentro de ti, era sempre um prazer vê-la agir como um reflexo tão natural teu. Isso a dava o espaço necessário para uma solitária e alegre caminhada até o lado de fora do casarão, no exato local onde você havia combinado com Evangeline.

    Do lado de fora, o vento morno e perfumado dos campos invadia tuas narinas e revigorava o seu corpo como poucas coisas nesse mundo eram capazes de fazer! Era possível notar no horizonte, voltada a sua lateral, um pequeno jogo de luzes estar em fase de testes e isso a animava bastante. Porém, nada conseguia ser mais belo do que ver Evangeline a caminhar por entre as flores do jardim frontal da sua mansão. A iluminação era baixa ali, mas o dourado dos cabelos dela parecia ter uma vida única! A sua luz enfim levantava a cabeça na sua direção e sorria, para se aproximar e tocar nos seus lábios, indicando que seria ela a iniciar a conversa:

    -Primeiro, antes do teu assunto. Me deixe dizer algo importante, hoje no começo da noite... Estou muito orgulhosa de ti minha querida, muito! Tua força foi encantadora e sua coragem um incentivo enorme, és uma linda mulher e enfim encontrastes o caminho para se permitir ser feliz novamente, fico extremamente honrada e grata por ter participado desta tua descoberta.

    Ela então removia o dedo dos seus lábios e os beijava com ternura por alguns longos segundos e por fim, olhava nos seus olhos e dizia com uma reconfortante voz:

    -Pronto querida, podemos começar com os teus tópicos agora...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 22/2/2018, 12:10

    Tocava de leve em meu peito acima de meu coração após o comentário de meu neto. Sorria em silêncio para ele e depois para minha linda Fiore. Os observava se retirarem de leve. Assim esticava de leve minha coluna e suspirava um pouco para em seguida encher meus pulmões. De tal forma começava a andar em um passo lento para fora de minha morada. Em minha mente a imagem de minha nova filha e neta era o que mais corria ali. Fazendo minha feição ser alegra e positiva. Não permitia mais que nenhum pensamento negativo me tomasse enquanto não fosse realmente necessário falar deles.

    Ao adentrar o lado de fora eu inspirava profundamente o lindo aroma da Toscana. Aquilo já era mais um motivo bem intenso para me fazer sorris. Mas o verdadeiro motivo de meu sorriso estava nos cachos loiros que me esperavam. Claro que ver os campos na distância iluminados já me deixavam extremamente contente, só que era a minha linda Luz que deixava aquele lugar tão perfeito. Mesmo no escuro era como se todas as lampadas estivessem acesas e o espetáculo de luzes fosse na minha frente.

    Eu anadava rápido na direção dela, sendo barrada unicamente pelo delicado dedo dela em minha boca. Ficava então parada escutando as palavras dela e me sentindo melhor comigo mesma. Havia ali um orgulho em mim mesma por minha superação e eu sabia a quem agradecer. Meus olhos diziam tudo para ela. Assim a linda francesa tirava o dedo de minha boca e me dava um beijo que fazia eu enfraquecer as pernas e segurar de leve os ombros dela para me apoiar enquanto aquela ação de grande afeto ocorria. Para no final apenas murmurar palavras soltas.

    - Minha luz...

    Usando minhas mãos já seguradas na minha querida Eva, eu lentamente a abraçava por um instante, não respondendo a fala dela por um momento. Mostrando o quão importante era o simples ato de a abraçar. Tomava o tempo que eu achava necessário no ato para só depois me afastar menos de um passo e finalmente começar a falar.

    - É apenas um tópico na verdade e ele é exatamente sobre o que você está a falar.

    Focava nitidamente nos olhos dela. Queria poder captar todas as mudanças de reação da mulher por todo o momento da longa fala que eu estava para começar. Estava nítido para mim que era só com aquela mulher no mundo todo que eu poderia me abrir assim. Não porque não confiava no meu amor, minha Juno, mas porque eu sabia que só a Eva aguentaria a dor de minhas palavras a fundo. Algo me dizia isso e eu sempre segui minha intuição.

    - Graças a você, graças ao Alfie, graças a minha esposa, a todas as pessoas que conheci em Florença eu consegui me tornar quem eu sou hoje. Eu tenho orgulho de quem eu me tornei e me dedicarei todos os dias de minha vida a trazer felicidade e amor para aqueles que me ajudaram a chegar aqui.

    Havia um sorriso na minha face enquanto começava a falar com essa fala positiva a qual reconhecia do fundo do meu coração as pessoas que me ajudaram até hoje. Para em seguida eu fazer uma curta pausa enquanto esticava a minha coluna.

    - Mas e se eu nunca tivesse ido para Florença? Se eu nunca tivesse tido a coragem de fugir de casa lá no século XVI? O que seria de mim agora?

    O sorriso morria em minha face enquanto ficava um pouco séria. Falar em mundos hipotéticos era um esforço mental para sádicos, afinal imaginar tanto o melhor quanto o pior sempre nos machuca. Só que era importante eu falar sobre isso, assim mexia de leve a cabeça em tom de desconforto e começava a falar.

    - Infelizmente eu sei a resposta. No momento que Benito acordasse novamente minha vida voltaria para o terror que você já ouviu falar muito bem. Só que mil vezes pior pelo fato do mesmo ter degenerado na Trilha dos Ossos.

    Falar o nome daquele homem era sempre uma rasgada em minha garganta. Ainda mais com minha imaginação agora tão fértil em pensar nas coisas que estava para falar. O tom de minha voz vinha com desgosto e tentava falar um pouco rápido na esperança de passar logo pela terrível experiência que era falar sobre aquilo. Mas ao mesmo tempo fazia curtas pausas para a Evangeline poder absorver tudo que era para ser dito.

    - Minha Ermínia nunca teria se casado com Bash, ela se tornaria a reprodutora da família, tendo de se deitar com todos os homens do burgo e estaria viva até hoje focada nessa única tarefa.

    Aquela aterrorizante fala me trazia um calafrio para cada palavra sendo dita. Me obrigando a levar minha mão até meu braço que estava arrepiado por eu cogitar tal cenário. Minha coluna se esticava mais uma vez enquanto eu me via a prosseguir naquele detestável tópico.

    - Quanto a mim, provavelmente eu prosseguiria sendo violada como no passado. Só que seria presa dentro de uma dominação severa. Mas isso não seria nada com o que estaria por vir.

    Eu travava por um momento. Era horripilante de fato falar nisso. Minhas mãos agora vinham a me abraçar e uma dor começava a se manifestar pelo meu corpo, como se a lembrança do meu passado ficasse mais vívida. Era ali que eu me esforçava a lembrar dos últimos momentos com o Alfie e isso de fato me ajudava a continuar falando.

    - Benito enlouquecido começaria a abraçar crianças e como ele tomou a alma do próprio senhor antes de entrar em torpor, essas crianças teriam o sangue tão potente quanto de Alfonsus. Sim, Benito fez isso e é por isso que o mesmo está tão insano e poderoso.

    De forma tão simples e direta eu jogava para Eva o grande segredo que por tanto tempo eu havia escondido. Ela deveria entender com o que estava lidando, afinal não queria meu amor de cachos dourados em apuros. Então eu prosseguia a falar, com a minha voz perdendo a força lentamente.

    - Então o eunuco me forçaria a diablerizar essas crianças. Não só elas, mas inúmeras de suas crias e inimigos até o momento de eu me tornar uma viciada em almas. Ao ponto de eu precisar implorar por mais e fazer tudo para conseguir mais almas. Tudo...

    Neste momento eu me abraçava com mais força segurando um soluço que chegava. Doía muito pensar nisso. Felizmente o esforço mental estava quase no fim. Eu esticava mais uma vez minha coluna enquanto enchia meu pulmão de ar e prosseguia sem desviar os olhos das esmeraldas na face da minha Luz, mesmo com lágrimas tomando a minha visão.

    - Essa seria minha vida se eu não tivesse ido embora. Agraciado seja Alfonsus, Elonzo, Deus e todos vocês por terem redesenhado minha vida. Infelizmente esse conto hipotético de terror ao qual eu contei é a realidade de minha irmã, Elena Giovanni.

    Assim finalmente chegava no ponto crucial da conversa. Dando um pequeno momento para Evangeline digerir o que eu estava falando e o motivo de ser tão importante eu contar isso para ela. Afinal eu conhecia aquela mulher e sabia como ela era forte e como ela compreendia do tema que eu falava, afinal eu mesma não conseguia imaginar a fundo toda aquela dor ao qual eu falava.

    - Ontem ela veio aqui no festival sob ordens de Benito de me capturar e trazer de volta para casa. Felizmente isso foi a gota d'água para ela conseguir quebrar a dominação e se libertar. Logo eu simulei a morte dela e a protegi no porão aqui de casa.

    Neste momento minha fala vinha com um certo alívio, afinal as coisas pareciam estar melhorando. Ali eu relaxava um pouco soltando meus braços e falando em um tom gradativamente mais suave novamente.

    - Mas claro, ela ainda está destruída por dentro por tudo que sofreu e me implorou para devorar a alma dela.

    Eu ali fazia uma pausa e olhava seriamente para o fundo dos olhos de Eva. Mostrava ali toda minha convicção. Para que ela soubesse que minhas próximas palavras eram profundamente legitimas.

    - Não me entenda errado Eva, eu amo minha família e o pedido dela não foi negado por mim. Nunca negaria uma possibilidade de redenção após tanto sofrer. Manteria a alma dela junto da minha para podermos juntas sarar as dores. Mas é claro que eu não quero isso. Quero poder curar ela. Assim, só farei tal ato se eu mesma falhar em curar suas feridas...

    Minha mão fechava no meio de minha fala e meus olhos ardiam em confiança. "A pureza de minha alma não significa nada para mim se eu falhar em salvar a de minha irmã. Eu me sentiria mais suja se renegasse o pedido dela e a deixasse morrer em uma tortura eterna." Mas após tamanha convicção, mostrava em meus olhos a dúvida que eu realmente carregava.

    - Só que eu não sei se sou capaz... Nunca passei por todas as dores que ela passou... Não sei como é esse vicio que ela sofre...

    Nesse momento levava minhas mãos novamente para Evangeline. Tocando suavemente em seus braços e me aproximando dela. Sem desfocar nossos olhos e os trazendo a quase um palmo de distância. Era ali que eu deixava o meu pedido mais sincero e puro para ela.

    -  Por isso que preciso de você Eva. Mais que nunca em toda minha vida. Eu preciso de minha Luz. Você tem me ajudar a curar minha irmã. Por favor... Eu preciso de você. Nós precisamos de você...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 22/2/2018, 15:04

    O sorriso amoroso de Evangeline era presente durante o mesmo período de tempo que o teu era, ligeiramente curiosa ela se atentava ao início da sua segunda fala e alterava totalmente a postura corporal. Os pés buscavam o chão para obterem firmeza, a parte frontal das sapatilhas apontavam para dentro enquanto os calcanhares se encaixavam sobre a grama afim de minimizar a diferença de altura entre vocês duas, assim seus olhos poderiam se encontrar sem dificuldades ou esforços.

    O assunto ia aos poucos sendo revelado pelos seus lábios e Evangeline permanecia ali, parada e com uma expressão séria. Em silêncio ela ouvia tudo, todas as palavras, sem piscar, sem desviar os olhos ou sem demonstrar um pingo de remorso, ódio ou asco. Pelo contrário, nos lindos olhos azuis da sereia você encontrava uma empatia pura, tão valiosa quanto a maior de todas as joias ou obra de arte.

    Todo fraquejar do teu corpo era acompanhado por um firme olhar que a dava força para prosseguir, havia dentro daquela Luz, uma aura tão forte que simplesmente a impedia de se entregar a total amargura do passado e daquelas terríveis memórias. Assim, o assunto prosseguia, sem que ela interferisse, afinal, esta era de fato a primeira vez que você verbalizava tudo que havia dentro de ti, sem se preocupar em cortar palavras ou amenizar tópicos e por isso, Evangeline a ouvia sem fraquejar.

    -Loretta... Minha doce e gentil rosa, muitos dizem que a tua arte é a dança ou o teu vinho, mas eu lhe digo, tua verdadeira arte é amar. Eu estou aqui querida, por você, para você e para todos os outros.

    A loira esticava as mãos gentilmente enquanto falava, tocando nas costas das suas e deslizando-as vagarosamente por seus braços. O toque dela era quente e vívido, acolhedor e amoroso. Ali ela a envolvia em um abraço que você costumava oferecer, mas não havia sido ensinada a receber. Apertando-a com a ternura que teu coração precisava naquele momento, Evangeline beijava sua face direita e ali, naquele mínimo espaço, movia os olhos para os teus e dizia:

    -O tempo da Força do Sangue se foi querida, eu lutei com minhas próprias mãos para que o último desses pilares que ecoavam o passado caíssem. Se nosso inimigo aposta nesta carta, ele já está destinado ao ostracismo. Veja bem, escute esta promessa, pois ela é feita por alguém que sabe o que é ter uma aura manchada, alguém que sabe como é ter o corpo violado, alguém que tudo perdeu. Eu, Evangeline Cosette Bourseiller, templária do Cardeal Germânico, oitava de meu sangue, juro que irei auxiliar as irmãs Giovanni, Loretta e Elena a se recomporem como uma família. Pois não há nada neste mundo que o amor não possa curar, o horror, a dor, o trauma, são apenas pedras que serão sobrepujadas por nossos pés.

    As mãos de Eva então cuidadosamente se moviam até a sua face, para segurá-la com ternura e por fim, ela depositava um beijo em sua testa e afirmava:

    -A sua alma não precisará ser maculada por isso, eu tenho a resposta que procuras querida. Permita-me auxiliar vocês com todo meu potencial e saiba, que sou ainda mais grata por ter sido a escolhida para ouvir todas essas palavras. É uma demonstração de amor que me fortalece ainda mais, ah Loretta, tu és tão pura! Eu não irei ficar parada diante da ameaça dessa pureza, juntas ouvistes? Juntas faremos esta família inteira respirar livre outra vez.

    Afirmava a loira que irradiava uma aura potentíssima, algo que seus olhos tinham até uma dificuldade de compreender, havia algo maior nela. Ela não era apenas uma seria, havia de fato uma essência de poder que a envolvia e fazia forte, a convicção nas próprias palavras eram tão absolutas que ela parecia ter uma luz própria!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 22/2/2018, 17:33

    O primeiro comentário dela logo após aquele silêncio me ajudava a sorrir novamente. Mas era o abraço que deixava meu corpo quente de novo e fazia aquela horrível dor que corroía meu corpo, principalmente nas partes que mais sofri, se expirarem e irem definitivamente embora. Agora só sentia o afeto e amor da linda francesa e me desmanchava naquele abraço. Sentindo cada pedaço do seu calor me trazer de volta a vida.

    Minhas respiração voltava a ficar normal e me sentia quente novamente. Meus olhos focavam nas palavras fortes dela e eu concordava levemente. Quando ela tocava em minha face eu finalmente sorria. Mas antes dela começar a falar eu brevemente a respondia sobre o eunuco. Deixando ali claro o motivo de porque eu não agia ainda. Era uma informação importante e o motivo de todos aqueles complexos planos sem declaração de guerra.

    - Estou ciente que a hora do eunuco vai chegar. Mas não fecharei um punho de ferro contra ele antes de salvar minhas duas sobrinhas. Só depois atearei fogo naquelas terras maculadas, não antes.

    Assim eu ficava unicamente a escutar as palavras dela. Com novos tipos de lágrimas escorrendo de minha face. Era lágrimas de profunda alegria. Afinal a maior certeza que eu tinha era que eu não estava sozinha. Eu era sortuda, muito sortudo em tê-la ali comigo. Uma felicidade ia crescendo dentro de mim e eu podia ter certeza que minha irmã estaria a salvo. Logo eu escutava atentamente a confissão da Eva sobre suas dores e absorvia para a eternidade a jura que ela me fazia, assim soltava minhas palavras em puro reflexo.

    - Obrigada... Obrigada minha querida Eva.

    Ali eu refletia sobre o que ela estava para fazer para mim. Era extremamente especial e eu não podia ficar mais aliviada. Afinal era sobre uma coisa que eu não conseguiria fazer sozinha. Então eu levava minhas mãos até as mãos dela. Entrelaçando os dedos. Para assim olhar bem nitidamente em seus olhos após limpar um pouco de minhas lágrimas com a mexida de meu braço. Então era minha vez de fazer uma jura. Afinal eu conhecia o passado daquela sereia e sabia que chegaria um dia que eu poderia ser a luz para ela.

    - Saiba minha Luz. Quando você buscar curar sua própria família das dores de teu passado, saiba. Eu, Loretta Ulfilia Giovanni, estarei ao teu lado. Não importa as dificuldades, eu estarei ao teu lado. Seja até para te abraçar no final do dia e dizer que está tudo bem. Não importa como, eu um dia farei por você o mesmo que está a fazer por mim. Não para compensar, nunca e sim unicamente porque eu quero. Afinal você é minha Luz e merece viver na luz.

    Ali eu deve um leve beijo na bochecha dela e me sentia corar profundamente. Isso de imediato me fazia soltar as mãos dela e dar um passo para trás. Era a enorme sensação de borboletas dentro de minha barriga. Eu sabia o que aquilo significava. Já tinha renegado esse sentimento pela Olympia mais de mil vezes. Dessa vez não era hora para isso. Levava então minhas mãos até meu peito, na frente de meu coração. Focava novamente nos lindos olhos esverdeados para então falar antes que eu perdesse a oportunidade. Logo eu me confessava.

    - Eva... Eu queria que você soubesse. Não sei ao certo como explicar. Logo vou só dizer... Eu perdidamente amo você...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 23/2/2018, 15:13

    -Quando elas estiverem salvas, nada nesse mundo irá nos impedir de juntas, com toda nossa família, esmagar esse verme de uma vez por todas!

    Afirmava Evangeline, com um tom firme de voz que concordava com a sua primeira fala sobre como as coisas iriam ocorrer. A mesma então suspirava encantada pela beleza das suas lágrimas em resposta as ações e falas dela, sorridente ela se colocava a ouvir a sua promessa, os olhos lindíssimos da sereia brilhavam em várias emoções e ela chegava a deixar um pequenino riso lhe escapar. Não era algo debochado, era apenas uma felicidade que ela não conseguia conter!

    Ela já ensaiava uma resposta, mas a sua ação de confessar a surpreendia! Esbugalhando os olhos ela chegava até a abrir levemente a boca, expressando-se sem nenhuma vergonha ali diante dos seus olhos. Todavia, a surpresa não durava mais do que alguns segundos, pois ocorria em seguida uma maravilhosa transformação. A surpresa dava espaço para amor e o amor se mostrava com olhos cheios de carinho e um suspiro maravilhoso.

    -Sabe Lotta, por muito tempo eu acreditava que a minha vida era eternamente de Pietra, eu vivi por ela e ela me trouxe esperança para algo maior. Quando a figura de Friderich se aproximou, tive medo e esse medo quase destruiu tudo! Mas foi meu Sacerdote que me ensinou a compreender que antes do prazer, antes de qualquer sentimento, havia uma verdadeira força chamada Amor. Não há prazer mais forte e real neste mundo, do que o prazer de amar! Então meu coração se abriu, dentro dele existem pessoas especiais. Alfie enfim me ensinou que o amor pode ser manifestado de várias formas, sinceramente, ele é um especialista nisso! E desculpa por tanto falar...

    Ela ria e beijava brevemente os seus lábios, para depois retomar a fala bem rápido:

    -Eu também amo querida! Dês da primeira vez que a vi entrando minha casa, em 92, lembra? Você estava toda tímida, triste e insegura! Ali na frente daquele espelho, eu vi um novo amor nascer! Os anos seguintes foram difíceis, especialmente porque Alfonsus não conseguia tirar o seu nome da mente dele, aos poucos eu acabava por me deitar com ele fingindo ser você! A Fi me ajudou com isso é claro, eu tive tantas aulas com ela sobre quem era Loretta Giovanni, não só para agradar as vontades do meu homem, digo nosso homem! Mas também para nutrir meu coração que batia saudoso por ti! Eu pedia que Alfie trouxesse para mim, toda vez que ele vinha aqui, um pouquinho do seu perfume. E ele nunca deixou de trazer... Até ele entender que eu também estava apaixonada, então ele passou a trazer fotos, pincéis usados por ti e o maior de todos os presentes foi um vinho... Que eu costumo abrir e cheirar quando a saudade é intensa! Enfim, o que eu quero dizer é: Venha aqui meu amor! Sejamos perdidamente apaixonadas uma pela outra, para sempre!

    Eva então abria os braços e sorria, para recebê-la com todo o amor que possuía!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 26/2/2018, 00:26

    Enquanto eu falava, não dava espaço para ficar sem prestar atenção nas reações da eva. Era bom ela compreender claramente o motivo de eu não ir para a guerra aberta ainda. Só que isso não importava agora em comparação com minha promessa e minha confissão. era isso que mais me importava nesse momento. Eram as palavras que vieram para selar o momento de minha libertação depois de tantos séculos sofrendo em silêncio. Escutar o amoroso riso dela era lindo, mas nada se comparava com aquele olhar apaixonado. Ver aquele sentimento esculpido na face dela me deixava com dificuldade de terminar minha própria fala, segundando o meu choro.

    Assim que eu terminava ela começava a falar e falar. Por um momento eu ficava com medo que ela já tivesse amores demais para ter mais um, ou que o amor por mim fosse algo pequeno. Mas a evolução das palavras dela, junto do delicado beijo, tirava aquele pensamento negativo de mim e me colocava a sorrir ainda mais. Eu tremia em profunda alegria sentindo aquelas borboletas frias em meu estômago ganhando mais e mais vida. O frio logo virava calor enquanto começava a sentir a superfície de minha pele esquentar, como se eu estivesse corando. Me sentia toda vermelha novamente e adorava isso.

    Toda a confissão dela era escutada por mim perdida numa intensa respiração descontrolada. Sentia meu corpo tremer e arder em profunda paixão. Não podia mais perder um minuto, era a vontade de aproveitar para toda a eternidade aquele amor. nunca mais permitir que ela ficasse tanto tempo longe de mim. Era incrível sentir quantos amores eu tinha e como cada um me afetava unicamente de uma forma tão distinta e especial. Assim, no momento que ela terminava a fala dela e abria os braços, eu me jogava ali dentro e a apertava com todas as minhas forças. Deixando umas gotas de lágrima escorrer enquanto me escondia dentro daqueles lindos cachos dourados e soltava minhas palavras na orelha dela.

    - Eu te amo Eva! Te amo, te amo, te amo! Eu demorei muito mais para entender o que sentia por ti. Mas cada dia que se passou, eu sentia sua falta e foi por isso que eu tive força para me reconstruir. Saí de toda a dor que eu estava quando te conheci e construí todo esse palácio de alegria graças a chama de paixão que você ascendeu em meu coração.

    Ali eu fazia uma pausa em minha fala. Uma pausa bem abrupta. Porque eu me forçava contra ela. Jogando meus lábios contra o dela e a beijando como se não houvesse amanha. Como se o resto do mundo não importasse. Como se não houvesse dia e noite, não houvesse festival. Apenas aquela chama que finalmente estava acesa em toda sua força e brilhando eternamente. A beijava com toda minha força e intensidade e ali ficava unicamente a mercê das reações daquela maravilhosa e especial mulher que me dera força não só para amá-la, mas para aceitar todos os outros amores em meu coração.


    Última edição por King Jogador em 27/2/2018, 01:54, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 26/2/2018, 13:16

    -Loretta... eu também te...

    A fala de Eva era interrompida pela sua ágil e intensa ação, claro que palavras tinham seu peso e importância, todavia, ali era o momento maravilhoso em que as ações falariam com mais precisão por vocês duas. O seu corpo pequeno era segurado com firmeza pelas mãos de Evangeline, uma das mãos delas mergulhava pelas suas costas e se agarrava a uma das suas nádegas com intensidade, o corpo dela ali parecia ferver de paixão e desejos. Os lábios dela se envolviam com os teus e o beijo parecia nunca terminar! A língua dela parecia trazer consigo um combustível maravilhoso que incendiava o teu âmago, ela era apenas linda, era acima de tudo um dos seus amores e não havia sensação mais incrível do que ser correspondida!

    Seu corpo era então conduzido contra a parede da sua própria casa, suas costas se chocavam ali enquanto Eva seguia a beijá-la. A outra mão dela então convidava as suas pernas a se abrirem enquanto a outra agora puxava seu vestido, a cena teria avançado ainda mais se um pigarro masculino não puxasse a atenção de vocês duas.

    -Quartos existem para que cenas como essas não surpreendam os convidados ou as crianças não é mesmo queridas?

    A voz de Alfonsus vinha carregando consigo um alivio, afinal, se fosse qualquer outro homem uma possível vergonha seria inevitável. Eva ria baixinho e olhava na direção do forte homem que se aproximava, enquanto movia a mão esquerda para o meio das suas pernas, para provocá-la com um pouco de atrito sobre suas intimidades.

    -Mas Alfie, não seja assim tão severo conosco. A Lottinha acabou de se confessar, estamos apenas nos amando! Se quiser nos punir por sermos más, não tem problema, nós aceitamos o que desejares...

    Havia uma explicita sedução nas palavras de Evangeline, uma provocação bem contundente que fazia o homem respirar fundo e até pausar um pouco a aproximação, todavia, ele passava a mão pelos cabelos e tentava se manter firme. Apesar do sorriso que não saia da face do mesmo diante da notícia.

    -Eva... Enfim, eu fico feliz com esse encontro dos seus corações. Verdadeiramente feliz, mas acredito que seria mais sábio ao menos retocar a maquiagem e evitar demonstrações tão publicas assim enquanto estivermos a receber convidados, depois disso, não vejo problemas com essas lindas demonstrações de afeto.

    Eva olhava nos seus olhos e sorria de maneira marota, ela estava muito animada e isso era inegável, porém Alfonsus se mantinha coeso nas próprias palavras, sem elevar o tom ou tentar impor qualquer coisa, ele apenas se demonstrava preocupado com o festival.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 27/2/2018, 02:30

    O beijo era intenso e eu me sentia derreter em tomar aquele lábio para mim. Aquele delicioso lábio francês que acompanhava aquele cheiro forte que para eu nunca me esquecer sentia na única roupa de presente que recebera dela. A verdade é que eu evitara muito em usar aquele vestido para poder sentir o aroma que agora era totalmente tragado por mim de todas as formas possíveis. Era maravilhoso os arrepios que dominavam meu corpo na medida que minha Luz ia tomando o controle da situação. Eu simplesmente me entregava por completa e gemia baixinho ao ser jogada contra a parede. Era impossível esconder meu sorriso por entre cada beijo que nós dávamos.

    Minhas mãos iam rapidamente contra as roupas dela na intenção de tentar me livrar delas. Literalmente eu havia perdido o controle, já estava bastante animada e agora era só o que faltava. Minhas pernas se escancaravam completamente para ela e com um movimento rápido de um pé contra o outro, já tirava meu calçado. "Não tem problema eu me atrasar um pouco..." Jogava todas as minhas responsabilidades para depois. Era agora o momento de aproveitar um pouco meus sonhos. A noite seria longa para poder conversar com todos. Logo eu podia me divertir e não iria perder aquela oportunidade. Isso é claro, até a voz do Alfie faz a gente parar de se atracar contra a parede.

    A vergonha natural que me tomaria por completo estranhamente não chegava. Vinha até um pequeno incomodo por parar minha diversão no meio e me virava para meu mentor com um certo bico. Algo que claramente ele nunca me viu fazendo. Era uma certa mistura de manha com birra, mas não podia dizer ao certo, afinal não era meu perfil agir assim. Assim eu me ajeitava um pouco e me focava unicamente para Alfonsus e então começava a resmungar em um tom amoroso.

    - Ai Alfie... Você ta muito certinho! Me faz até lembrar do nosso tempo em Florença. Consigo imaginar nitidamente o Elonzo virando os olhos para suas normas de conduta nos bailes.

    Fazia uma curta risada ali. Deixando meu tom bem descontraído. Não chegava a tirar a mão de Eva, não tinha a menor vontade de me afastar dela agora. Sequer acredito que conseguiria mesmo que tentasse. Prosseguia então apenas a olhar de forma divertida para meu mentor. De certa forma tentar tranquilizar ele.

    - Não ache que eu sou bobinha amor. As luzes não estão apagada atoa, existe outras entradas para nossa casa. Fora que estamos no interior, aqui a formalidade é menos rígida e as pessoas gostam de se conhecer melhor. Não concorda Eva?

    Terminava minha fala indo em busca de um beijo em Eva. Um delicado e apaixonante beijinho. Para depois soltar um risinho baixo e voltar a olhar para meu Alfonsus. Só que meu olhar para ele mudava novamente e agora era outra face que ele nunca via em mim. Era um olhar mais lascivo, bastante mais lascivo. Meu tom era intensamente provocativo e minha fala bem sedutora.

    - Mas se você realmente acha que eu to aprontando... Saiba que eu não vou parar. Logo você vai ter de punir nós duas.

    No fim de minha fala eu dava um passo na direção do grande Alastor e com meu pé descalço começava a subir por entre a perna dele. Desenhando com mais e mais intensidade um sorriso sapeca na minha face. Era algo novo para mim, mas soava de forma muito natural. Principalmente pelo fato de estar ainda a segurar a mão de Eva que era minha fonte de inspiração. No fim de minha fala final me virava novamente para ela. Para notar suas reação sobre minha atuação.

    - Será que conseguiremos sobreviver a essa punição, mia amata?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 27/2/2018, 12:07

    Alfonsus arqueava a sobrancelha diante das suas primeiras palavras, afinal, era verdade. O mesmo sempre fora extremamente rígido com as normas dos bailes e isso não era nenhuma novidade, no entanto, ele parecia um pouco confuso e extremamente surpreso diante do avanço das suas interações com ele. Com os olhos verdes bem abertos, ele iniciava uma resposta um pouco embolada e permeada pelo sotaque original dele, algo que só ocorria quando ele ficava totalmente exposto:

    -Não eu nunca iria implicar algo assim... Eu só... Preocupei-me pois...

    O homem ficavam então boquiaberto, não por causa da concordância não verbal de Evangeline, mas sim por causa da sua decisão de não parar e ainda notificá-lo disso! Ali era a primeira vez que você o via realmente sem saber como reagir diante de tantas novidades, Eva beijava por fim a sua face e murmurava:

    -Você foi perfeita meu amor, agora como será que o nosso gigante vai reagir?!

    A linda loira então subia o tom de voz para lhe ajudar a provocar o homem ali próximo de vocês:

    -Dependerá de o quão severas forem as punições, mia amata, afinal, eu não sei o quão nervoso ele pode ficar com a nossa ousadia!

    A mesma então tomava a iniciativa de roubar-lhe um beijo, afim de recomer a cena que Alfonsus havia interrompido. No entanto, ela providencialmente movia as mãos para trás do seu vestido e iniciava a ação de abrir o mesmo. E finalmente, o homem tomava uma decisão!

    Aproximando-se por trás de Evangeline, ele sem nenhum aviso ou fala, abria o vestido já parcialmente aberto da mesma e gentilmente removia o mesmo, para então tirar o próprio paletó e colocá-lo sobre a grama, para assim por o vestido de Eva sobre o tecido ali depositado. A imagem agora era de uma lindíssima francesa, totalmente desnuda nos seus braços, esta que por sua vez ria animada, removia totalmente o teu vestido e o entregava a Alfonsus. Este repetia a ação enquanto comentava:

    -Eu sinto muito se irei decepcioná-las queridas. Mas ninguém sofrerá punições, a verdade é que eu preciso aprender a ceder... Meu zelo pelo bem estar de Loretta me fez agir de maneira imprópria, por isso eu não acredito que nenhuma de vocês mereça punição. Vocês merecem essa liberdade e meus mais sinceros carinhos. Podeira eu então ajudá-las?

    A pergunta de Alfie vinha com um tom amoroso enquanto Eva parava de lhe beijar para olhar nos seus olhos e sorrir animada, ela então se virava, ficando lado a lado contigo na parede e respondia:

    -Claro que sim querido, sua presença só vai deixar essa experiência ainda mais vibrante! Afinal, respire fundo... Eu sei que você sempre quis isso!

    Essa simples fala fazia a face de Alfonsus se avermelhar levemente, o homem então buscava por ti com os olhos, esperando a sua resposta para dar inicio a remoção das próprias roupas.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 27/2/2018, 22:14

    Fazia um sorriso divertido com toda a confusão na face do Alfonsus. Não havia reprovação no olhar dele, apenas confusão. Era um alívio saber que eu podia ser assim, tão mais livre e não ser julgada por tal. Me fazia me sentir ainda mais a vontade no meio daquela cena. Ao ponto que realmente não me incomodaria que convidados me vissem assim, bastasse que não fosse meus filhos a ver para não incomodá-los. Logo me permitia a rir da reação do grande homem e fazer uma risada mais lasciva e baixinha com a sussurrada da Eva.

    Aproveitava a animação dela após o delicioso beijo que recebia e levava meu pé que estava a subir na calça do Alfie para ir para as pernas dela só para a ver a reação da mesma. Só que logo depois apenas observava animada os dois começarem a tirar as roupas. meus olhos começavam a se perder no corpo de Eva até meu mentor fazer menção de me ajudar a tirar minha própria roupa. Eu ficava até surpresa do quão rápido foi eu agir assim sem nenhum pingo de vergonha. Para depois eu escutar atentamente as palavras do Alastor e responder em um tom de protesto, com a voz começando um pouco infantilizada.

    - Para de ser bonzinho Alfie! Chega disso!

    Passava de leve a mão no braço de Eva, como um pequeno carinho, antes de me deslocar até ficar cara a cara com meu antigo mentor. Me esforçava para fingir mostrar um rosto rabugento, mas era difícil esconder meu desejo e diversão. Ainda mais o sentimento que minha pele estava a corar novamente. A minha fala seguinte ocorria com pequeninas pausas enquanto ia tomando coragem para dizer diretamente o que eu queria. Mas para não deixar meu querido amigo tão envergonhado ou mais que eu, usava as próprias palavras que a Eva tinha utilizado para descrever os desejos dele por mim. No final de minha fala me virava por completo em busca de aprovação no olhar de minha Luz.

    - Seja mal comigo. Faça como a Eva disse que você queria fazer. Me jogue contra a parede... Me pegue de quatro... Tudo que você queria. Né Eva?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 28/2/2018, 18:05

    A animação de Evangeline era fortíssima, mordiscando o lábio inferior ela observava o seu corpo como se este fosse uma das maiores maravilhas do mundo e não era apenas um olhar repleto de desejos e anseios, havia no fundo de tantas vontades e quereres algo especial, um carinho que era demonstrando quando você iniciava suas falas de desafio. A mesma, já totalmente nua concordava e apoiava uma mão na cintura, apontando a outra na direção de Alfonsus para dizer:

    -Você precisa deixar essa postura de lado Alfie, francamente!

    Alfonsus arqueava a sobrancelha, observando atentamente vocês duas e desviando brevemente o olhar na direção de Eva para depois retornar a atenção a ti. Eva agora se aproximava, dando um tapa bem firme na sua nádega esquerda e dizendo enquanto olhava na sua direção:

    -Você está certíssima Loretta, não há nada melhor do que ser...

    A fala de Eva era interrompida por uma ação de Alfonsus, o homem movia o indicador até os lábios da loira, fechando-os com um toque mais firme. Era possível ver o corpo inteiro de Eva tremer diante daquela iniciativa, era como se ela pudesse ver o futuro! Ansiando por acontecimentos que você sequer imaginava, a loira dava um passo singelo para o lado e em um piscar de olhos, eram as suas costas que se chocavam contra a parede de rochas da mansão. O frio daquela superfície era contraposto pelo calor do corpo masculino de Alfonsus, você sequer havia notado, mas fostes erguida do chão pelas firmes mãos do homem que a subia até a altura do tronco dele.

    Com ambas bem firmes na parte baixa das suas coxas, o mesmo havia removido totalmente as roupas e estava com o corpo colado ao teu. Ali você sentia sobre a sua barriga um calor inebriante que a fazia tremer na mesma sintonia que Evangeline havia feito! Seus pés se moviam livremente pelo ar enquanto aquele calor contra sua barriga se expandia bem rápido, trazendo um perfume marcante consigo. Aquela pressão térmica fazia suas intimidades se umidificarem e incentivavam algo novo dentro de ti, pois quando seus olhos se erguiam era a face de Alfonsus que você encontrava. A firmeza dos traços do experiente homem que moveria o mundo inteiro para vê-la segura, a beleza dos olhos verdes de um artista que havia voltado a ver a beleza desse mundo, o desejo de um homem que a amava. Ali ele a beijava enquanto você ainda sentia a expansão daquele calor que já alcançava seu umbigo e encontrava seu ápice durante o longo beijo.

    Por trás de Alfonsus, você sentia a aproximação do perfume de Eva, afinal, era impossível ver algo além daquela enorme figura que preenchia teus olhos. A francesa tocava nos seus pés, em ambos ao mesmo tempo e iniciava uma sensual massagem neste, para definir o direito como o escolhido! A sua luz movia a própria face até este para beijá-lo, lamber, chupar e mordiscar. Tudo ocorria em sincronia com os beijos de Alfonsus e o apertar cada vez mais firme do corpo dele contra o teu! Totalmente pressionada contra a parede, o frio era vencido pelo calor gentil do homem que contrastava com a ardência viril daquele gigantesco membro que possuía dimensões realmente eróticas demais para ser ignorado, especialmente quando o mesmo parecia pulsar em contato com o teu corpo!

    -São décadas esperando por isso, para fazer contigo tudo que eu quero... Para o inferno com as regras, não quero ouvir mais numa palavra da sua boca. Ela estará ocupada demais a partir de agora.

    As palavras de Alfonsus vinham junto de uma vigorosa ação de movimentá-la em um só puxão, era possível até sentir seu pé se chocando contra a face de Eva, fazendo um estalo que provocava uma risada divertida da loira. Totalmente entregue e submissa a força de Alfonsus, você ouvia dentro de ti um som maravilhoso e alegre, pois mesmo diante de toda aquela intensidade do homem havia a certeza de que tudo poderia ser parado num piscar de olhos, ele controlava por dar a ti o poder da escolha, graças as habilidades sensoriais do experientíssimo Toreador, o mesmo lia cada pequenina linha da sua aura, das suas expressões e dos sons da sua respiração. E tudo ocorria em uma fração de segundos!

    Pois logo você sentia o mesmo se ajoelhar no chão e soltá-la sobre a camisa do mesmo que havia sido estendida por Evangeline. Novamente, numa firme ação, Alfie a colocava de costas para ele e com a face voltada para o chão! Seu quadril era erguido pelo homem e logo os dedos grossos dele adentravam a sua vagina, estimulando-a por breves instantes, como se estivessem a prepará-la para algo ainda maior! E enquanto essa sutil preparação ocorria, Evangeline se posicionava a sua frente, sentando-se ali para segurar a sua face com uma das mãos e olhar no fundo dos seus olhos. A loira sorria e beijava tua face, as vezes os seus lábios, mas não deixava de manter o contato visual. Ela estava ali e seria ela a oferecer a você ainda mais estabilidade.

    Enfim, o grande acontecimento se manifestava. A glande do membro de Alfonsus tocava a sua intimidade, o calor a fazia tremer por inteiro e seu equilíbrio só não se desfazia porque Eva estava a sua frente e lhe oferecia ajuda. Porém, a penetração em si ainda se demorava, o homem a provocava com aquela larga parte do corpo esfregando-se contra a sua intimidade. Aqueles segundos eram marcados por uma ansiedade tão nova que seu corpo parava!

    Foi o choque de um tapa estalado e firme contra sua nádega direita que a trazia de volta, mas antes de qualquer outra reação ou sensação, vinha a penetração que causava um girar dos teus olhos. Ele havia feito de propósito! Era para que você sentisse tudo em plena sanidade e ter a sua intimidade totalmente preenchida por aquele calor era libertador! A cada estocada, um pedaço das trevas que fechavam tua alegria se esvaiam, porque o protagonista delas era aquele especial homem da sua história e vida. Ali, de quatro no jardim da sua casa, com os ventos perfumados que vinham dos campos de cultivo de uvas, com seus pés tocando o solo da sua própria terra e com os olhos vendo o sorriso maravilhoso do seu amor... Era ali que você se tornava uma mulher novamente!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 2/3/2018, 22:10

    Eu estava animada com minhas próprias palavras. Não exatamente por as ter dito, aquilo era muito vergonhoso para mim, só que estava feliz pela coragem que eu tive. Mas não era só isso. Eu estava curiosa com o que poderia vir depois. Um lado dentro de mim realmente tentava imaginar os sonhos eróticos de Alfonsus e me deixava bem agitada. A distração era olhar para aquelas esmeraldas brilhantes da linda francesa. Havia algo naquele olhar maroto que me acalmava profundamente.

    Neste momento eu era pega de surpresa. Mesmo pedindo por aquilo, a surpresa era única e forte tanto quanto a força daquele meu forte guerreiro. Fazia um suspiro baixinho de emoção ao sentir meus pés voando pelo ar. Meu corpo começava a tremer. Aquilo podia significar muitas coisas, só que naquele momento ele apenas queria mais daquilo. E eu não poderia negar comigo mesma ou com minhas vontades mais íntimas. Não precisava entender agora as implicações, só era necessário sentir.

    Meu pé possuído por Eva me fazia gemer forte. Tremendo toda minha perna e sentindo minhas pernas ficarem ensopadas de tão úmidas. Meu som forte de prazer só não fazia muito barulho por causa do som estar abafado. Afinal minha boca estava junta da do meu grande e antigo amor. Era um beijo que eu passei séculos sem cogitar e agora eu ficava perplexa em ter esperado tanto por algo que claramente eu queria desde o começo. Houveram tantos motivos que não vimos, estávamos muito feridos. Só que agora era tudo diferente.

    As palavras mais fortes do Alfie não só me davam uma nova perspectiva dele como me fazia tremer de desejo. Queria suplicar, pedir por toda a força, por tudo, mas eu ficava disposta a seguir a ordem dele. Acatando com um sorriso balançar de minha cabeça. Para então me ver indo para o chão e ali ficando de quatro. Chegava até a rebolar de leve meu traseiro numa reação similar a esticar a coluna, mas direcionada para um cunho mais lascivo.

    Aqueles dedos já eram o suficiente para me fazer gemer incontrolavelmente. Era um desejo tão grande que eu sequer sabia se um dia iria acabar. Porém quando aquilo que eu mais desejava ocorria eu apenas congelava. Não de espanto ou terror. Mas era que meu prazer chegava em um outro patamar. Onde sequer tinha forças para gemer. Não por perder minha voz, mas sim porque queria dedicar todas minhas forças corporais unicamente para sentir. Sentir cada segundo daquele momento tão especial. O momento que eu me via a nascer de novo. "Um momento tão puro como nos tempos de sol... Afinal eu tenho minha luz aqui na frente, dois sóis verdes..."

    - Meus dois sóis verdes...

    Sussurrava de leve para minha amada Eva na medida que ia sentindo aquelas ondas e mais ondas de prazer. Foi na segunda explosão de minhas pernas que me estirei no chão exausta. Esperava que Alfonsus entendesse. Eu queria tanto sentir aquilo que me recusava a usar meus poderes de sangue. Me deixando tão frágil como uma pequena menina. Me vinha a me encolher sobre aquela roupa com minhas mãos indo de encontro com as de minha linda Evangelina. Para só então me virar para meu grande Alfie. Olhando lá para cima com um sorriso esbaforido na face. Para então o convidar com uma voz doce.

    - Porque não deita aqui conosco na grama... Queria sentir mais o seu calor...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 4/3/2018, 15:20

    Diante do congelar da sua expressão que era seguido por um silencioso prazeroso e verdadeiramente intenso, seus lábios se abriam para sussurrar aquela frase linda que fazia Evangeline paralisar dentro de um fascínio inevitável! Olhando nos seus olhos, a francesa ficava totalmente entregue ao sentimento de admiração e amor que sentia naquele momento. Todavia, o fascínio dela durava o exato tempo que você também resistia diante daquelas poderosas ondas de prazer que invadiam seu corpo, causadas por Alfonsus. Seu orgasmo fazia Eva despertar e ela não demorava para agira, acolhendo-a com ternura para que você não se chocasse diretamente no chão, a sua luz então guiava a sua cabeça para que esta ficasse sobre as pernas dela e ela sentava-se no chão.

    -Impossível resistir a este convite querida!

    Respondia Alfie com um sorriso na face, o homem então esticava a mão esquerda para fazer um carinho gentil na sua face e assim, ele se deitava na grama ao seu lado, a ereção do homem ainda se apresentava ali, mas curiosamente nem ele e nem Eva conseguiam tirar os olhos de ti. O mesmo tomava cuidado para se posicionar realmente bem perto de ti, beijando suavemente a perna de Eva que estava abaixo da sua cabeça e olhando enfim para o céu, respirando fundo e comentando.

    -Acredito que jamais me esquecerei dessa noite.

    Confessava o mesmo, Eva então levava uma mão até os cabelos de Alfonsus, fazendo um carinho breve nele.

    -Ela mal começou e já é inesquecível né Alfie. Você fica tão lindo com esse sorriso na face querido!

    O enorme homem ria um pouco e começava a respirar de maneira mais calma, tentando de certa forma conter os ânimos para aproveitar a suavidade da cena, já Evangeline olhava na sua direção com uma certa curiosidade, algo divertido parecia nascer na imaginação da loira enquanto ela esperava suas reações.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 5/3/2018, 07:52

    Eu suspirava serenamente dado o calor do corpo dos dois ao meu lado. Não podia estar mais feliz. Olhar para o céu estrelado me fazia ficar bem sonhadora. Pensar no futuro e nas maravilhas que ele me aguardava. Mas por hora era o presente que me era o grande sonho. Então assim que vi aqueles olhos mais marotos de Eva, eu tomava providência. De forma bem suave eu me movia por cima da grama invertendo minha posição. Deixando meus pés no colo da francesa e colocando minha cabeça na coxa de Alfonsus, a poucos centímetros de seu membro.

    - Realmente é um sonho. Mas mais que apenas esse prazer todo. É um sonho poder ficar com vocês assim de forma tão intima. Sabe, eu sou acostumada a segredos. Logo me é um grande alívio sentir um lugar seguro para ser tão aberta.

    Depois daquela fala eu pegava o pênis do napolitano e começa a masturbar de leve. De forma pouco lasciva inclusive, como se já fosse a ser natural. Ali eu beijava bem de leve a glande dele. Inspirando um pouco para sentir o seu cheiro.

    - Ainda consigo sentir o cheiro da minha Olympia aqui!

    Após aquele comentário eu dava uma leve risada. Para então lamber de leve as bordas do pênis dele. Mas sem tirar meus olhos dos dois. Aquela ação era apenas um complemento da cena. O meu foco era unicamente o calor e o amor dos dois irradiando no meu corpo. Assim eu prosseguia a falar.

    - Saiba meu querido que minha nova filha vai ser minha herdeira. Já a amo como se ela estivesse comigo a séculos. Estou muito feliz por ela, muito mesmo. Posso dizer também que você fez um ótimo trabalho com minha Fi. Aprovo a lição que deu no fofo do namorado dela inclusive. Deixa eu te parabenizar.

    Quando eu terminava aquela fraze olhava para a Eva com um olhar um pouco mais divertido. Assim abria a minha boca ao máximo para enfiar aquele membro até onde eu aguentava. O sentindo com a língua enquanto enchia a minha boca dele. Fazia uma forte sucção para depois o soltar e permanecer masturbando enquanto focava agora diretamente no meu Alfie.

    - Ai Alfie... Acho que eu nunca te contei... Quando eu estava indo para Florença, nem em um milhão de anos eu planejava ficar lá. Era perto demais daqui. Nem Milão era meu destino. Eu planejava atravessar os Alpes ir para uma grande cidade germânica. Como Viena ou Praga. Mas você e Elonzo me deram casa, cuidados e muito amor. Assim eu fiquei e não poderia ter sido mais feliz.

    Eu fazia então uma curta pausa. Dando tempo do próprio Alfie absorver aquela notícia. Ficava com um movimento mais lento com minha mão e depositava apenas alguns beijos no caule do pênis dele. Em seguida eu suspirava de forma suave e prosseguia falando.

    - Eu tenho saudades dele, sabe? Nosso pequeno grande rei... Um dia poderíamos fazer um pequeno passeio em Urbino para sentir a nostalgia... O que acha Eva?

    Meus olhos desviavam para Eva em seguida. Esperando escutar dela a sua opinião do assunto. Afinal eu acredito profundamente que ela e aquele lindo garoto metido a rei poderiam ser grandes amigos e minha irmã mais velha poderia morar de volta em sua terra natal. Afinal nossa família só estará completa quando todos estiverem unidos sob os ventos quentes dos campos de trigo da Toscana. Em seguida olhava para Alfie com um olhar um pouco encabulado.

    - Posso dar uma mordidinha?

    Com ele dando a permissão meu olhar ficava lascivo por um instante. Assim revelava minhas presas e aproximava ela da glande daquele homem. Inicialmente brincando de espetar bem de leve. Para então se muita força mergulhar minhas presas ali dentro e bebericar um pouco de sangue antes de lamber as feridas e degustar de todo aquele sabor. Terminava a ação com uma curta risada e voltava a prosseguir minha conversa com os dois. Mantendo aquele clima íntimo e bem exposto. Não dando espaço para nenhum segredo.

    - Noite que vem vou começar uma guerra. Confio que vocês manterão essa casa bem protegida. Nada de mal pode acontecer contra nossa família e devemos deixar esse lugar pacífico para nós para todo o sempre.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 5/3/2018, 17:39

    Seus pés encontravam as pernas dobradas de Evangeline, cuidadosamente ela os segurava e ia suavemente tateando-os, começando pelos dedos e em seguida contornando-os para dar inicio a uma massagem nos mesmos. Enquanto ela fazia isso, você sentia o sabor fortíssimo da glande de Alfonsus nos seus lábios e conseguia sentir o corpo inteiro do homem se tensionar, enquanto ele suspirava e ficava totalmente envergonhado, ao ponto de levar uma mão na face por alguns instantes!

    -Loretta, eu... Que vergonha!

    A fala dele causava risadas em Evangeline, Alfonsus deixava algumas risadas acanhadas também se manifestarem enquanto Eva se inclinava para começar a chupar o seu dedão e o dedo seguinte do seu pé esquerdo, ambos ao mesmo tempo. Já o gigante deitado ali por baixo de ti esticava a mesma mão que antes havia ido até a própria face, para que esta buscasse por seus cabelos, fazendo um carinhoso cafune em ti enquanto você o estimulava daquela maneira.

    -Parabéns Alfie!

    Dizia Eva enquanto o homem claramente paralisava para ver o que você iria fazer, com uma mistura de ansiedade e curiosidade, além de é claro, uma lascividade que ficava bem evidente ali próxima da sua face! Eva só fazia esse comentário para trocar entre os pés, dedicando-se a chupar e mordicas os dedinhos dos seus pés.

    A sua boca então se abria para acolher dentro dela o grande a largo membro de Alfie, um gemido baixo escapava do homem quando a sua língua o explorava e seus lábios o sugavam, assim que você soltava e começava a falar, sua mão mantinha aquele poderoso membro com a glande totalmente exposta e tingida pela sua saliva avermelhada. A cena por si só era erótica, mas havia uma suavidade constante vindo da carinhosa mão do homem que agora tocava as suas costas.

    -De fato querida, eu devo admitir que temi nos primeiros anos em adentrar sua morada e não encontrar ninguém dentro dela, um medo que foi se esvaindo e se transformando em um sentimento muito mais belo. E obrigado por essas palavras elas me são muito...

    A fala do homem parava por causa dos beijos que seus lábios aplicavam no membro dele, os olhos dele reviravam enquanto ele aproveitava aqueles carinhos oferecidos por ti. Eva então dava uma boa mordida em seu calcanhar, assim que você fazia a pergunta sobre Urbino.

    -Que excelente ideia! Eu amaria conhecer Urbino! Você me falou tanto de lá Alfie, seria maldade!

    Alfonsus respirava fundo e conseguia enfim retomar a fala, ele olhava primeiro para Eva e logo em seguida para você. Para afirmar algo que jamais sairia da sua memória:

    -Você não é a única a sentir falta dele... Existe um pequeno pedaço da minha história com ele que eu escolhi não compartilhar, a verdade é que eu o conheci quando ele era apenas um neófito abandonado pelo próprio Senhor. Esse abandono na realidade foi uma fuga, Elonzo não queria migrar para o oriente, ele queria permanecer na terra dela. Um sentimento especial e meu abraço ocorreu justamente quando eu jurei protegê-lo de qualquer mal... A verdade querida é que eu nunca deixei de sentir saudades dele. Por vezes essa saudade foi ódio, por vezes ela foi melancólica. Mas nos últimos anos, atuando como um Pai de verdade, eu pude entender que eu não o protegi dos maiores males desse mundo: Ele mesmo. Meu pulso não foi firme o suficiente e quando ele acordar, não cometerei esse erro novamente. Por isso, adoraria levá-las até Urbino!

    A fala dele surpreendia Evangeline que parava um pouco de atentar-se aos seus pés. Distraída ela sequer ouvia a sua pergunta baixinha feita ao homem, este olhava na sua direção com a face avermelhada e um sorriso bobo na face, movendo a cabeça positivamente ele concordava, dando autorização para logo sentir o fortíssimo vitae dele adentrando seus lábios, um vitae que lhe pertencia e que acalmava o seu âmago como raros elementos eram capazes de fazer. O pênis dele parecia pulsar de tanto tesão e excitação, Eva via a cena já ocorrendo e empolgada, crava as presas dela na sola do seu pé direito e tratava de se alimentar de ti!

    -Eu jurei proteger essas terras, minha promessa segue. Faça as guerras que precisar e saiba que nenhum vento ruim soprará sobre a nossa família.

    Eva completava:

    -Loretta! Você é tão linda e fascinante, como consegues falar de guerra com toda essa grandeza do nosso homem na frente desse rostinho lindo? Isso só me faz desejá-la e amá-la ainda mais! Nada de mal vai acontecer com a nossa família, estamos mais fortes do que nunca e ainda existem forças a retornar!

    A linda loira falava enquanto massageava seu pé esquerdo, lambendo a ferida aberta do outro pé para então, durante a fala, conduzir uma mão até o meio das próprias pernas e começar a se estimular enquanto olhava na direção da sua face que estava extremamente próxima do membro ainda rígido de Alfonsus. O napolitano, notando os desejos de Eva, fazia uma rápida ação de bater o membro dele contra a sua face, chocando-se contra seus lábios e parcialmente seu nariz, fazendo um estalo que arrancava um gemido de Eva.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 6/3/2018, 00:13

    Inicialmente fazia um curto risinho ao notar a vergonha daquele lindo homem. "Não sou só eu quebrando limites afinal." Não escondia meus gemidos quando meu pé era chupado e profundamente amado pela minha Eva. Sorria para ela algumas vezes enquanto matinha meus olhos em meus dois amores. Só que minha boca não parava de beijar e sentir aquele único e especial pênis no meu lado.

    Era incrível como eu estava a vontade com tudo aquilo e me permitia me concentrar nas profundas falas de Alfunsus. Suspirava empaticamente com o comentário dele de temer minha ida para longe. Em seguida sorria com a animação de Eva sobre Urbino. Mas eram as palavras seguinte de meu Mentor que me surpreendiam. Não pelo significado delas, mas pelo fato dele finalmente ter coragem para ser tão sincero assim. Logo dava em retorno meu mais puro sorriso antes de responder.

    - Não sabia dessa história Alfie. Mas ela não me é uma surpresa. Sempre vi uma tristeza tão grande nos olhos dele. Foi por você que ele aguentou tanto tempo até desistir de acordar todas as noites.

    Minhas carícias não paravam enquanto eu me dedicava a sentir o cheiro, gosto e tato daquele membro ereto que eu estava aprendendo tanto a amar. Havia até uma vontade em exagerar um pouco em meus movimentos, ser mais lasciva. Só que ficar com aquele carinho nos meus cabelos deitada sobre a coxa de meu gigante não tinha preço. O único esforço que eu fazia era para prosseguir a conversa. Agora aproveitando de minha abertura íntima para ser bem sincera sobre meus desejos e incômodos.

    - Mas saiba vocês dois. Eu entendo o legado que vocês fizeram em Berlim. O palácio é lindo e suas raízes lá são fortes. Mas não é a terra que deu o fruto de suas vidas. Não é a casa de sua família, de suas almas. Eu quase fui para aquelas terra e agradeço cada dia por não ter feito. E mais que isso, agradeço cada dia por ter voltado para essa terra. Mesmo tendo um demônio incompreensivelmente poderoso tentando me matar pelo sudário, esta é minha terra, minha origem. Meu passado e meu futuro.

    Eu não suportaria os ver indo para longe novamente. Mas era mais que um egoísmo meu. Eu sabia o quão importante é confrontar seu passado e unir com sua família. Foi isso que me fez sobreviver ao silêncio do palácio de Florença. Foi essa pequena luz de esperança que agora brilhava como um farol. Não podia permitir que meus amores tivessem esse lindo momento apenas como uma lembrança vaga de seus passados. Assim prosseguia com um tom de voz suave, mas um pouco cauteloso.

    - Logo eu digo que é um basta, está na hora de todos nos unirmos aqui. E isso inclui minha irmã mais velha quando ela acordar. Como ela pôde ficar mais de duzentos anos sem ver esses campos de trigo? É assustador...

    Era claro que eu não estava a usar as palavras ideais para me expressar. Ali, mas não era um jogo que eu estava a fazer. era apenas um desabafo. Afinal eu realmente queria aquela nativa de minha terra natal vivendo pertinho de mim. Poder compensar o meio milênio que existimos sempre distante uma da outra. Logo eu não media as palavras para expressar minhas vontades da forma mais sincera possível e assim prosseguia.

    - Eu posso estar errada. Mas quando a vi em 92 com aquele lindo sorriso na face dela, notei algo. Algo bem pequeno, bem escondido. Mas tinha uma tristeza ali. Até quando citei o nome de Elonzo, ela rapidamente mudou de assunto. Ainda tem uma dor nela a qual só essa terra pode curar. Mas isso não depende de mim e sim de vocês dois.

    Eu fazia então uma pausa e suspirava suavemente. Não estava querendo impor nada forte aos dois e por isso os deixava compreender que eram apenas meus sentimentos falando mais alto. Assim eu me permitia voltar voltar para as ações mais íntimas. Para então dar um beijo nas bolas daquele meu lindo napolitano instantes antes dele acertar meu nariz com o pênis dele me deixando com mais desejos e me pondo a rir baixinho.

    - Ai... Doeu... ... Bate mais...

    Falava em uma voz baixa com um tom manhoso. Tentando fazer uma face tristonha. Mas logo mostrava um sorriso divertido que ia ficando lascivo quando pedia por mais daquilo. Já para Eva, eu estava a entrar em delírios com aquele mordida. Então, ao ver que os desejos dela só cresciam eu decidia fazer uma ação mais forte e invasiva. Repetindo o que ela fizera em mim a tantos anos atrás e eu amara profundamente. Rapidamente mergulhava meu pé direito inteiro com um pouco de força dentro da boca dela. Indo o mais fundo que eu podia. Para assim a observar se masturbando e então comentar lascivamente.

    - Vamos... Engole... Afinal são todos seus...

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

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