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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 7/2/2018, 10:58

    Observava calmamente as reações da Floriana enquanto ela falava sobre o namorado dela. Não havia como ficar mais feliz, eu havia feito melhor coisa para a vida dela em levá-la para Berlim.

    - É tão lindo te ver tão apaixonada... Você faz um sorriso novo e lindo na sua face.

    Dava um curto risinho ao ver as mãos dela se movimentando de forma tão animada. Meu sorriso era puramente empático, me sentindo feliz apenas por vê-la assim. Em seguinte parava para meditar sobre o que ela dizia sobre o Alfie e a respondia como um exercício de pensar em voz alta. Nunca gostei de segredos com a família e ela merecia saber o que eu pensava sobre o assunto.

    - Também não sei exatamente o que está acontecendo comigo e seu pai. Hoje no começo da noite tudo ocorreu de forma tão natural... Eu finalmente me permiti sentir prazer de formas que nunca sonhei antes. Não sei o que o futuro nos reserva, mas estou muito ansiosa para descobrir.

    Ficava um pouco corada me lembrando do membro ereto do meu querido mentor e sorria encabulada. Esticava de leve a coluna tentando conter a excitação que dês do começo da noite corria por todo o meu corpo. Assim respirava um pouco enquanto ela comentava sobre Giorgina e prontamente a respondia.

    - Sequer depois do primeiro filho vou cogitar abraçá-la. Conheço aquela garota, ela quer arrancar os cabelos da cabeça com uns três pestinhas atazanando ela todos sujos de lama a correr pelos corredores daqui de casa antes de almejar em ter um renascimento. Mas ela está na flor da idade e os afazeres da família podem atrasar a vida amorosa dela, logo tenho de permitir que a Gi tenha as beneficias que nosso sangue oferece até ela ter a mesma sorte que você ou eu e achar aquela pessoa ou pessoas especiais.

    Fazia um sorriso um pouco maroto ao dizer a última palavra no plural. Em seguida ficava a escutar as sugestões da Fiore sobre o que eu deveria fazer. "Ela é tão parecida comigo de fato. Consigo me ver dando essa dica para o Alfonsus mesmo ele já cansado de saber sobre isso. Nós nascemos para ser Matriarcas Fiore..." Assim eu sorria de forma meiga com a sugestão dela e concordava com a cabeça fazendo a expressão de estar satisfeita com a excelente ideia e então eu a respondia.

    - Obrigada pela dica! De certa forma já estou a seguir ela sem querer, tenho muitas fontes de vitae aqui em casa. Ofereci ontem o sangue da Grazi por exemplo e tenho muitos outros para... Céus! Esqueci de te contar, se lembra daquele menininha da Fabiana? O Aloísio a abraçou ontem! Mas não se assuste, ele ta mudado. Dê uma chance para ele depois. E temos de ver nossa nova criança, ela deve estar com dentinhos de leite maravilhosos!

    Começava a responder ela e derrepente me lembrava da notícia sobre o abraço da Fabiana, me deixando animada derrepente. Era muita emoção me sentir como uma vó novamente. Uma enorme vontade de mimar corria por dentro de mim enquanto não conseguia esconder meu sorriso. Mas o sorriso explodia ao ouvir minha Floriana concordando com minha proposta, começava a respirar mais rapidamente de tanta ansiedade e logo dava a resposta que ela queria ouvir.

    - No começo dessa semana começamos a tirar as uvas maduras. Semana que vêm vamos prosseguir o processo. Dá tempo de você fazer um pulinho em Berlim para fazer malas maiores e vir aqui para completarmos a safra até engarrafar.

    Finalmente ela mostrava a foto do namorado dela a qual eu olhava e fazia um som de "ownnn" ao observar aquele meigo rapaz. Então olhava empaticamente para minha Fi e notava como ela estava ainda hesitante em revelar aquilo para mim. Assim eu ia me aproximando para abraçá-la antes de completar minha fala com o convite para voltarmos para a sala.

    - Ele é lindo Fi! Estou muito feliz por vocês dois. De verdade! Agora me dê um beijo bem forte antes de nos atrasarmos e estressar seu pai.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 8/2/2018, 01:34

    Fiore desviava os olhos brevemente enquanto tinha a cara invadida por um tom rosado, acanhada ela ria sozinha em um tom bem baixo e concordava, em seguida ela levantava a face e acabava por vê-la sem graça ao lembrar-se de alguns detalhes bem grandes do começo da noite. A mesma então tomava a iniciativa de lhe puxar para um abraço lateral, para lhe ouvir falar de Gi e comentar:

    -Isso é tão a cara dela! Aquela nariguda! Ela vivia falando quando era mais jovem que nunca iria querer casar, mas sempre adorava falar sobre os filhos que teria, um loiro, um de cabelos negros e um ruivo. Mesmo isso não fazendo a menor diferença, a não ser é claro que ela escolha vários doadores né! Mas você tem razão Titta, ela merece isso, você está certa na sua decisão e isso fará bem para vocês duas.

    O plural da sua frase fazia a jovem sorrir ainda mais alegre e lhe beijar a bochecha com ternura.

    -Que? Aquela maluca da Fabiana foi abraçada?! Dar a ele uma chance? Deus tudo mudou aqui mesmo né? Que bom! Sabe, eu sempre suspeitei que Fabiana iria acabar abraçada por alguém, ela sempre se comportou de uma maneira pouco alegre após descobrir sobre a possíbilidade de outra forma de vida, ainda mais com toda aquela fascinação por se manter linda e um fogo no rabo que me assustava!

    A jovem ria bastante da situação, afinal, ela conhecia muito bem cada um da família que vocês compartilhavam e é claro que por ser mais nova, tinha opiniões um pouquinho diferentes das suas. E por fim, vocês duas se abraçava e ela lhe roubava um selino após a sua confirmação sobre a beleza do namorado dela.

    -Ah, você disse forte!

    Rindo ela voltava a lhe beijar, mas dessa vez, puxando a sua cintura e lhe colocando literalmente contra a pia! As mãos dela dominavam o teu corpo e os lábios dela conquistavam os teus, para enfim a língua também participar daquele beijo longo e intenso que terminava com ela rindo alegre e brincando:

    -Temos que retocar nossos batons!

    Fiore, sem conseguir para de sorrir, botava a bolsa sobre a pia e arregalava os olhos, ela havia se lembrando de algo!

    -Deus! Eu quase esqueci! Se lembra de Dalila e Evaristo? Eu recebi uma carta no começo desse mês, céus como eu sou esquecida, droga! Malditas provas! Enfim, lembra deles? Então, eu recebi uma carta de um homem chamado Vitale! O rapaz estava em busca da herança dos avós e bisavós! O respondi dizendo que ele poderia encontrar mais aqui na Toscana e enviei o endereço dos seus vinhedos ao rapaz! Advinha onde Dalila foi parar, adivinha! Nem precisa, eu digo, nos Estados Unidos!
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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 11/2/2018, 23:54

    - Perfeito! Então assim será feito. Até lá darei para ela responsabilidades para cuidar de toda a nossa vila. Vamos fazer um nosso elísio aqui. Vai ser tão lindo...

    Havia uma empolgação dentro de mim sobre todo aquele tema.Minha saía até um pouco mais aguda dado a animação.Imaginar um Elísio com a Giorgina controlando era um sonho tão belo e absolutamente próximo de se tornar realidade. Apenas alguns encontros positivos essa noite e isso poderia se tornar realidade. "Só espero que ela ache logo aquele alguém especial." Ficava ainda um tempo naquele lindo pensamento até me focar na reação da Fiore sobre minha notícia seguinte. Ali eu não me segurava para não rir um pouco com o comentário dela. "Maravilhoso poder ver a Fi tão solta assim." Em seguida concordava com a cabeça a respondendo.

    - Sim, todo mundo mudou. O ar da Toscana faz maravilhas para nós italianos. To morrendo de vontade de conhecer a Fabiana abraçada. Toda a tristeza que eu via naquela garota vai poder amenizar. Como espero que o fogo fique mais brando.

    Minha última fala vinha num tom mais baixo, como se eu estivesse a fofocar.Mas ria em seguida. Deveras eu sabia que o fogo daquela jovem vinha junto de umas memórias nada positiva. Só que o Aloísio mudou de verdade e por isso eu estava a aceitar todo aquele novo mundo com uma perspectiva única. Não havia espaço na minha cabeça para dúvidas, só optimismo sobre tudo que estava por vir, o que me deixava muito ansiosa para conhecer aquela nova cainita.

    Assim eu era pego de surpresa. Não muita surpresa, pois eu desejava muito aquilo. Mas a intensidade era deveras surpreendente. O primeiro beijo vinha conforme o esperado me fazendo me sentir nos céus. Mas o segundo me amolecia e fazia eu soltar um gemido abafado pelos lábios dela. Dava um calafrio maravilhoso em meu corpo e ia com minhas mãos uma para a cintura dela e outra para seus cabelos fazendo bastante carinho enquanto correspondia a língua dela. Finalmente quando o beijo terminava a respondia com um sorriso tímido.

    - Claro,vamos retocar. Você tem um sabor tão doce...

    Fazia um curto suspiro emocionada. Não queria tirar de mim aquele lindo gosto da jovem que eu sempre desejei, mas estava ainda no limite de minha coragem para me abrir por completo. Assim pegava com ela um batom e ficava a passar enquanto me olhava no espelho. Só que parava o processo no meio quando escutava as palavras dela e me virava surpresa para a responder. Inicialmente um pouco confusa sobre as tais provas dela. Mas principalmente curiosa sobre o que ocorrera com aqueles meus descendentes que foram viajar a mais de sessenta anos atrás.

    - Provas? Bom… É claro que eu me lembro, não esqueço do nome de ninguém ao qual eu fui a trocar fraudas um dia. Isso é uma senhora notícia. Não posso dizer que estou surpresa, na época que eles foram emobora, essas terras estavam tão fragilizadas pós as grandes guerras e mesmo que nossa cidade ficou em paz, o mundo novo era um convite maravilhoso. Mas fico muito feliz, muito feliz mesmo em saber que a Dalila teve uma boa vida no exterior! Mal espero para conhecer esse Vitale! Qualquer coisa a mais que souber, pode falar, pois sempre adoro saber mais sobre minha família.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 12/2/2018, 12:41

    O seu pequeno elogio sobre o sabor de Fiore a fazia ficar totalmente corada e envergonhada, a mesma chegava a errar um pouco o batom nos lábios e fazia um sorriso divertido, para então limpar o pequeno deslize e atentar-se enfim a sua fala final.

    -Provas? Ah, nossa! Sim, isso mesmo, as provas artísticas sobre os estilos, movimentos e percepções analíticas. Coisas do meu Pai sabe?! As aulas dele são as vezes bem difíceis e ele faz essas provas para testar nosso aprendizado. Mas porque eu to te explicando isso? Você foi a segunda aluna dele!

    Dizia Fiore que agora se mostrava menos envergonhada, abaixando-se enquanto falava para ajustar os calçados. Para posteriormente tomar o teu braço e a convidava para uma caminhada sem pressa na direção da sala de estar decorada por sua filha.

    -Eu pude trocar algumas correspondências com Vitale. Ele me parece um rapaz bem educado, a caligrafia dela é excelente! Pude inclusive falar com ele pelo telefone uma vez, me parece um jovem dentro da casa dos vinte anos que por pura teimosia quer voltar para as próprias origens.

    Dizia a jovem que parecia bem interessada na ideia de poder conhecer o rapaz que atendia por Vitale. Lado a lado, vocês seguiam a passos lentos pelo corredor até o acesso via escada para a sala de estar. Ali estavam as figuras de Aloísio e Fabiana!

    -Boa noite minha Senhora. Boa noite Floriana, seja muito bem vinda a vossa casa.

    Aloísio as saudava com uma formal reverência, algo que impressionava Fiore. A rosa lançava um olhar curioso na direção dos dois, especialmente para a figura do teu neto que estava a se comportar como sua prole, exatamente como ele havia jurado que faria até ser novamente aceito por ti.

    -Boa noite Aloísio, obrigada pela recepção. E vejam só, conseguistes o que tanto sonhastes não é querida?

    Fiore direcionava a voz dela à Fabiana, a loira estava mais bonita do que nunca! E o mais especial, ela estava sorrindo, de uma maneira inocente e feliz como costumava fazer quando ainda era uma criança. Ela então se soltava do braço de Aloísio para então, beijar a face do homem e correr na sua direção, parando a sua frente e exibindo um puro sorriso de alegria, ela dizia:

    -Consegui sim Tia! E boa noite senhora Loretta, espero não ter a decepcionado, mas para mim, este sempre foi o meu destino. Me provarei digna de carregar o teu vitae!

    Ela então fazia uma reverência na sua frente, era até sarcástico o fato dela estar muito mais viva do que já esteve des do começo da própria fase adulta, logo agora, em que a vida havia lhe deixado. Era bem fácil notar os traços cainitas naquela criança da noite, afinal, os caninos estavam a mostra e a palidez era nítida, assim como a falta de respiração e todos os sintomas de uma criança ainda sem muito domínio do próprio corpo. Porém, seus olhos se surpreendiam com a respiração constante e calma de Aloísio.

    Roupas de Fabiana e Aloisio:
    Terno de Aloísio:
    Vestido de Fabiana:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 15/2/2018, 02:28

    Levantava um enorme sorriso um pouco maroto ao notar a face envergonhada da Fi. Assim fazia uma face um pouco lasciva, porém minha feição ia mudando assim que ela respondia minha pergunta sobre as provas dela. Meus olhos vagavam pelo passado e suspirava ao me recordar de memórias antigas com o Alfonsus. Assim eu a respondia de forma poética, enquanto recordava o passado na frente dos meus olhos.

    - Sim, claro! As aulas do Alfie... Sou suspeita para dizer, ele sempre foi muito bonzinho comigo. Mas sim, é difícil alcançar a perfeição que ele espera de suas rosas.

    Suspirava mais uma vez de forma romântica. Para só então balançar de leve a cabeça e focar nas palavras seguintes de Fiore. Enquanto isso andava calmamente ao lado de minha linda rosa escutando atentamente as informações sobre meu parente e já tentando imaginar um pouco sobre o mesmo. Respondia em um tom alegre.

    - Um teimoso que honra as origens... Já gostei dele.

    Assim chegávamos novamente na sala de estar. Não conseguia parar de olhar para as belas decorações em ouro puro que minha filha colocara ali. Ela havia mais que me impressionado com essa atitude, havia me cativado. Poderia passar o dia todo vendo as mudanças que ela fazia em minha casa e em meu coração. Só que agora era hora de presenciar outro momento especial e único. Afinal Fabiana estava logo ali na minha frente e ver as presas dela junto principalmente de sua aura alegre, não podia me deixar mais satisfeita. Então com uma voz delicada e uma face contente eu os cumprimentava, inicialmente dirigindo a voz para meu querido neto.

    - Boa noite Aloísio. Acredito que seguisse meus conselhos então, fico contente com isso.

    Havia um profundo tom de carinho em minha voz. Mesmo ainda não dando que ele merecia receber, deixava claro em meu amável tom que o caminho não era tão longo quanto ele imaginara e o mesmo estava a andar perfeitamente no mesmo. Em seguida eu esticava a coluna numa falha de conter minha alegria e ficava a contemplar aquela pequena beleza recém formada e então finalmente dirigia a voz para ela. Com o intuito de a deixar mais feliz e confiante do que já estava.

    - Boa noite Fabiana, bem vinda a outra face da vida. Não há motivos para eu poder ficar desapontada por você. Seu desejo era verdadeiro e foi merecidamente cumprido, apenas espero que não seja você a ficar desapontada com o que desejou, mas faremos o possível para impedir isso de ocorrer.

    Assim, como já de esperado de meus profundos desejos. Eu esticava minhas mãos e a convidava para um abraço. Entrando em um tom de voz mais carinhoso possível e me contendo para não chorar ali na frente deles. Afinal era a minha família crescendo, de forma que nunca imaginei ser possível. Era um assustador e maravilhoso mundo novo que me fazia apenas sorrir e sorrir. Mas agora queria apenas fechar meus olhos após um delicado e empático abraço.

    - Agora vem aqui! É minha primeira neta de abraço, deixa eu te amar um pouquinho...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 15/2/2018, 15:44

    -Todos eles minha Senhora.

    Respondia Aloísio em um tom formal de voz, o mesmo fazia uma curta reverência, mas o sorriso na face dele era nítido. Ele havia escutado o carinho da sua voz e aplicava o mesmo na dele, seus ouvidos ouviam pela primeira vez em séculos a doce voz de seu neto, a regeneração dele avançava tão rápido que era de fato louvável e surpreendente, as sombras que antes o envolviam pareciam não mais existir.

    -Obrigada Loretta! Mas não se preocupe, meu Aloísio tem sido bem atencioso sabe! E é claro que eu vou ai!

    Ela corria um pouquinho para eliminar a distância entre vocês duas e pulava para lhe abraçar! Uma ação linda que enchia o teu coração de carinho e fazia Fiore suspirar ao seu lado. A jovem então caminhava até Aloísio e o abraçava, ajustar a gola da roupa do mesmo logo em seguida e oferecer a ele uma expressão acolhedora.

    -Você se tornou uma rosa radiante querida, eu senti a tua falta... E peço desculpas por...

    Fiore levava o indicador até os lábios do homem, para responder a ele com um amor especial.

    -O passado a ele pertence, me mostre o homem que és agora querido. Estou ansiosa para amá-lo como sempre estive pronta, tu é minha família e eu o perdoo.

    Os olhos de Aloísio se enchia de lágrimas de pura alegria, mas Fabiana parecia muito mais carente do que o esperado! Afinal, ela ainda estava abraçada em ti enquanto comentava:

    -Aloísio cuidou de mim! Eu acordei numa banheira de água quente e ervas, toalhas quentes com essência de uvas me foram entregues por ele e eu tenho uma notícia que talvez te anime ainda mais Loretta, ele pediu minha mão e eu disse sim! Eu disse sim!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 16/2/2018, 17:45

    Aquele abraço me fazia me sentir leve e viva novamente. As reações tão vívidas de Fabiana me deixavam mais confiante do que eu já estava em ter minhas filhas ao meu lado num futuro próximo. Não havia mais nenhuma hesitação, apenas ansiedade pelos momentos que ainda viriam. Dentro de mim crescia uma vontade enorme de voltar para Lena, só que esse abraço se mostrava tão bom que ficava nele por mais um tempo. Inspirava profundamente para sentir aquelas fragrâncias que perambulavam pelo cabelo da jovem. Ali apenas sussurrava numa voz frágil.

    - Minha netinha...

    Após aquele abraço ficava apenas a observar a cena. Era quase como um sonho e me recusava a esquecer um segundo daquele momento. Pois havia um afeto muito especial de minha netinha pelo meu neto. Era lindo poder ver aquelas pequenas ações de carinho. As palavras de Fiore deixavam o momento mais especial ainda e eu sentia uma breve ardência em meus olhos enquanto permanecia congelada apenas observando a cena. Assim um choque mais intenso de surpresa com alegria ressoava no meu corpo assim que a Fabiana revelava sobre o noivado. "Essa cena... Exatamente essa cena... A vi a quatrocentos anos atrás..." Começava a falar após deixar uma gota solitária de lágrima escorrer.

    - Fabiana Giovanni Soyer... Devo admitir que estou surpresa e muito contente! Não poderia estar mais feliz por vocês dois. Eu estou tão feliz...

    A emoção era tão forte que eu sequer conseguia escapar daquela intensa paralisia com meu sorriso bobo na face. Levava um tempo para eu conseguir pensar e agir novamente. Ali eu expandia ainda mais meu sorriso para os dois. Para em seguida abrir minha bolsa e procurar por aquele único e especial presente. Com ele em mãos eu me aproximava lentamente de Fabiana para imediatamente deposita um delicado beijo em sua testa. Em seguida colocava aquele único e especial presente não mão dela sem ainda o revelar para os olhos de Aloísio. Em seguida focava com um confiante e forte olhar na direção de meu neto e começava a falar.

    - Certo... Tive uma ideia... Saiba Aloísio, você ainda não merece isso de mim. Mas agirei de forma diferente ao que você esperava. Afinal, eu sou a sua vó e já o perdoei a muito tempo, mas sua redenção deve irradiar em toda a família. Logo, se a cerimônia de casamento for um sucesso, o que só dependera de tua própria vontade, o anel de sua mãe será teu de novo na mão de tua esposa.

    Presente de Noivado:
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 19/2/2018, 15:54

    Aloísio demonstrava emoções que você mesma não via na face dele a muitos anos. Primeiro o rapaz segurava um alegre choro por ter sido perdoado por Fiore e ali, era ele que puxava a rosa para um abraço carinhoso. Fiore então beijava a face do mesmo e comentava em um tom baixo enquanto você ainda aproveitava do abraço de Fabianna:

    -O futuro dessa família será especial, Aloísio, e o teu processo de retorno para nós será fundamental para que isso se torne real.

    O homem concordava, todavia, sua atenção ainda era dominada por Fabianna que não parecia ser capaz parar de sorrir! A alegria dela era uma força revigorante, especialmente aliada a beleza daqueles cabelos dourados e uma postura vibrante.

    -Fabiana Giovanni Soyer! Não fica lindo?!

    A fala da jovem parecia ecoar por dentro do seu travamento diante daquela sensação maravilhosa que corria pelo seu corpo, sua memória revivia momentos únicos e de alegria especial, seu corpo adentrava uma sinfonia encantadora e por muito pouco seus sentidos todos não foram devorados por um fascínio total. Todavia, era possível sentir a emoção verdadeira de um fascínio leve e breve que terminava quando a mão de Fiore tocava as suas costas. Alguns instantes haviam se passado e rapidamente você se reencontrava para agir.

    A sua ação direcionada a Fabianna, fazia a mesma alegremente estender a mão e segurar com carinho presente. Porém, Aloísio tinha uma relação muito mais intensa. Enquanto Fabianna beijava o anel e o mostrava para o noivo dela, o mesmo travava completamente.

    -Titta, minha impressão ou ele está em fascínio?

    Perguntava Fiore curiosa que estava ao seu lado, Fabianna olhava um pouco confusa na direção de Aloisio, mas não tomava nenhuma iniciativa por causa da curiosidade que demonstrava. Já o homem, estava travado, totalmente paralisado! Lágrimas vermelhas de sangue escorriam pela face do mesmo, os olhos brilhavam como nunca fizeram durante todos os séculos de abraço, mas costumavam fazer durante a adolescência dele. Você testemunhava o primeiro fascínio do rapaz que era provocado pela sua fala "eu sou a sua vó", porém, esse fascínio era curto e ele já dava alguns passos a frente, demonstrando um autocontrole que apenas os mais experientes toreadores tinham!

    -Eu juro, Loretta, que serei a força motriz da mudança total dessa família. Irei levar a todos os meus familiares a minha mudança, existe um caminho real e alcançável e não importa o quão tenebroso é o teu arredor, há uma eterna chance de retorno. Eu, Aloísio Giovanni Soyer, farei questão de que todos estejam presentes no meu casamento, farei isso por minha mãe, farei isso pelo meu pai e por ti, minha avó. Por anos eu fui um empecilho, basta. Se tu me diz que fará diferente, eu também o farei! Se eu já tenho o seu perdão, agora eu busco o teu orgulho vó!

    O mesmo então caminhava na sua direção, mas parava ao lado de Fabianna, parando para beijar a mão dela que segurava o anel e então olhando exclusivamente para ti. Abrindo os braços e pela primeira vez em séculos, o rapaz a pedia por um abraço verdadeiro, sem as estranhas malicias de antes, os olhos dele viam apenas a avó que ele tanto amava e aqueles braços abertos também.
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 21/2/2018, 15:33

    Aloísio poderia precisar de muito trabalho pela frente para realmente saber que possui o meu orgulho. Porém, apenas de olhar aquele fascínio tão forte e vívido uma crescente de profundo orgulho me tomava por completo enquanto observava cada estado daquela sensação que por séculos apenas observei e foi bastante recentemente que comecei a senti-la. "Eu entendo o que você está sentindo e é algo muito especial de fato..." Suspirava de forma bem lenta e ao mesmo tempo bastante profunda, esticando toda a minha coluna, para me manter apenas sorridente sem minhas emoções vierem a me congelar mais uma vez ou eu voltar a chorar. A verdade era que o fascínio estava finalmente começando a fazer efeito em nossa linhagem e ele estava se mostrando muito forte e bem frequente. Assim eu concordava de leve com a Fiore e respondia orgulhosa junto de dar uma breve confissão.

    - Sim ele está em fascínio... Até eu já fiquei algumas vezes nesses últimos dias...

    Quando eu notava a Fabiana confusa para com o noivo em fascínio, fazia um leve movimento com minha mão a convidando a abraçá-lo. Assim eu permanecia em silêncio, mantendo a minha respiração sob controle para não ser a mim mesmo a entrar mais uma vez naquele sentimento forte que estava a me conquistar em todos os momentos daquela já maravilhosa noite. Me colocava então a escutar as palavras e em seguida notar a linda ação do jovem em beijar o anel de sua mãe. Meu sorriso era singelo e ao mesmo tempo permeado de orgulho e muito amor pelo que ia.

    Assim não havia como me impedir de abraçar meu próprio neto. Depois de tantos e tantos séculos sem assim fazer. Depois de tanto tempo sabendo como a besta dele me via. Era um alívio incomparável poder sentir o corpo dele junto do meu junto de segurança. Ali eu suspirava profundamente não me importando com a passagem de tempo. Era o momento que eu tanto sonhei em ter e nunca imaginei que teria. Levava um bom tempo para soltá-lo e falar com uma voz mais frágil e bem delicada.

    - Eu acredito em sua jura meu neto. Esterei aqui sempre que precisar de um empurrão para seguir esse caminho. Isso vale para você também Fabiana, afinal estou muito feliz em poder lhe ter por perto por toda nossa eternidade, minha querida neta.

    A minha fala suave era feita enquanto acariciava de leve a face de minha neta. Para em seguida depositar um beijo na testa dela. Em seguida me virava para minha Fiore e dava um curto selinho nos lábios dela, nada lascivo no entanto, algo bastante carinhoso e delicado. Mostrando que não era um tipo de desejo que me guiava, então eu sorria e fazia um leve gesto para me retirar. Estava já a olhar na direção da sala principal da casa por onde eu planejava encontrar a Eva para conversar. Assim me despedia brevemente sem conseguir esconder meu sorriso.

    - Agora meus queridos, eu preciso me adiantar um pouco. Então gostaria de pedir, vocês poderia levar a linda Fiore até a sobrinha dela?
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 21/2/2018, 19:12

    Assim como você indicava, Fabianna amparava Aloísio em seu fascínio breve. Os dois trocavam então pequenos olhares apaixonados e carinhosos e em seguida, o mesmo estava na sua frente para abraçá-la com um carinho especial. Não era apenas importante para ti e você sabia disso, pois seu ouvido poderia jurar que o coração do mesmo se manifestara durante a duração do mesmo. Já no fim deste, Aloísio olhava no fundo dos seus olhos, como o bom neto que era, amando-a e respeitando-a como uma figura maternal, como fazia quando era apenas uma criança. Para por fim, fazer um carinho suave com as costas da mão esquerda na sua face e responder:

    -Eu também estarei aqui vó, eu voltei para a senhora e obrigado. Agora entendo o que meu Pai sempre disse, é teu o mais belo dos corações desse mundo.

    Seu neto sorria feliz como você sempre sonhava em vê-lo sorrir, já Fabianna concordava de maneira silenciosa, mas bastante efusiva e gentil com a sua fala. Fiore por fim retribuía o singelo beijo e em seguida concordava para esticar as mãos na direção do novo casal Soyer e os convidar:

    -Venham queridos, eu quero ouvir sobre o casamento e estou ansiosa pra ver minha sobrinha! Onde ela esta metendo aquele narizinho lindo dela eim? E vem cá, para de me olhar assim Aloísio, seu fofo!

    A jovem Fiore literalmente tomava toda a cena para si com uma naturalidade e proeza que existia também dentro de ti, era sempre um prazer vê-la agir como um reflexo tão natural teu. Isso a dava o espaço necessário para uma solitária e alegre caminhada até o lado de fora do casarão, no exato local onde você havia combinado com Evangeline.

    Do lado de fora, o vento morno e perfumado dos campos invadia tuas narinas e revigorava o seu corpo como poucas coisas nesse mundo eram capazes de fazer! Era possível notar no horizonte, voltada a sua lateral, um pequeno jogo de luzes estar em fase de testes e isso a animava bastante. Porém, nada conseguia ser mais belo do que ver Evangeline a caminhar por entre as flores do jardim frontal da sua mansão. A iluminação era baixa ali, mas o dourado dos cabelos dela parecia ter uma vida única! A sua luz enfim levantava a cabeça na sua direção e sorria, para se aproximar e tocar nos seus lábios, indicando que seria ela a iniciar a conversa:

    -Primeiro, antes do teu assunto. Me deixe dizer algo importante, hoje no começo da noite... Estou muito orgulhosa de ti minha querida, muito! Tua força foi encantadora e sua coragem um incentivo enorme, és uma linda mulher e enfim encontrastes o caminho para se permitir ser feliz novamente, fico extremamente honrada e grata por ter participado desta tua descoberta.

    Ela então removia o dedo dos seus lábios e os beijava com ternura por alguns longos segundos e por fim, olhava nos seus olhos e dizia com uma reconfortante voz:

    -Pronto querida, podemos começar com os teus tópicos agora...
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    King Jogador

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 22/2/2018, 12:10

    Tocava de leve em meu peito acima de meu coração após o comentário de meu neto. Sorria em silêncio para ele e depois para minha linda Fiore. Os observava se retirarem de leve. Assim esticava de leve minha coluna e suspirava um pouco para em seguida encher meus pulmões. De tal forma começava a andar em um passo lento para fora de minha morada. Em minha mente a imagem de minha nova filha e neta era o que mais corria ali. Fazendo minha feição ser alegra e positiva. Não permitia mais que nenhum pensamento negativo me tomasse enquanto não fosse realmente necessário falar deles.

    Ao adentrar o lado de fora eu inspirava profundamente o lindo aroma da Toscana. Aquilo já era mais um motivo bem intenso para me fazer sorris. Mas o verdadeiro motivo de meu sorriso estava nos cachos loiros que me esperavam. Claro que ver os campos na distância iluminados já me deixavam extremamente contente, só que era a minha linda Luz que deixava aquele lugar tão perfeito. Mesmo no escuro era como se todas as lampadas estivessem acesas e o espetáculo de luzes fosse na minha frente.

    Eu anadava rápido na direção dela, sendo barrada unicamente pelo delicado dedo dela em minha boca. Ficava então parada escutando as palavras dela e me sentindo melhor comigo mesma. Havia ali um orgulho em mim mesma por minha superação e eu sabia a quem agradecer. Meus olhos diziam tudo para ela. Assim a linda francesa tirava o dedo de minha boca e me dava um beijo que fazia eu enfraquecer as pernas e segurar de leve os ombros dela para me apoiar enquanto aquela ação de grande afeto ocorria. Para no final apenas murmurar palavras soltas.

    - Minha luz...

    Usando minhas mãos já seguradas na minha querida Eva, eu lentamente a abraçava por um instante, não respondendo a fala dela por um momento. Mostrando o quão importante era o simples ato de a abraçar. Tomava o tempo que eu achava necessário no ato para só depois me afastar menos de um passo e finalmente começar a falar.

    - É apenas um tópico na verdade e ele é exatamente sobre o que você está a falar.

    Focava nitidamente nos olhos dela. Queria poder captar todas as mudanças de reação da mulher por todo o momento da longa fala que eu estava para começar. Estava nítido para mim que era só com aquela mulher no mundo todo que eu poderia me abrir assim. Não porque não confiava no meu amor, minha Juno, mas porque eu sabia que só a Eva aguentaria a dor de minhas palavras a fundo. Algo me dizia isso e eu sempre segui minha intuição.

    - Graças a você, graças ao Alfie, graças a minha esposa, a todas as pessoas que conheci em Florença eu consegui me tornar quem eu sou hoje. Eu tenho orgulho de quem eu me tornei e me dedicarei todos os dias de minha vida a trazer felicidade e amor para aqueles que me ajudaram a chegar aqui.

    Havia um sorriso na minha face enquanto começava a falar com essa fala positiva a qual reconhecia do fundo do meu coração as pessoas que me ajudaram até hoje. Para em seguida eu fazer uma curta pausa enquanto esticava a minha coluna.

    - Mas e se eu nunca tivesse ido para Florença? Se eu nunca tivesse tido a coragem de fugir de casa lá no século XVI? O que seria de mim agora?

    O sorriso morria em minha face enquanto ficava um pouco séria. Falar em mundos hipotéticos era um esforço mental para sádicos, afinal imaginar tanto o melhor quanto o pior sempre nos machuca. Só que era importante eu falar sobre isso, assim mexia de leve a cabeça em tom de desconforto e começava a falar.

    - Infelizmente eu sei a resposta. No momento que Benito acordasse novamente minha vida voltaria para o terror que você já ouviu falar muito bem. Só que mil vezes pior pelo fato do mesmo ter degenerado na Trilha dos Ossos.

    Falar o nome daquele homem era sempre uma rasgada em minha garganta. Ainda mais com minha imaginação agora tão fértil em pensar nas coisas que estava para falar. O tom de minha voz vinha com desgosto e tentava falar um pouco rápido na esperança de passar logo pela terrível experiência que era falar sobre aquilo. Mas ao mesmo tempo fazia curtas pausas para a Evangeline poder absorver tudo que era para ser dito.

    - Minha Ermínia nunca teria se casado com Bash, ela se tornaria a reprodutora da família, tendo de se deitar com todos os homens do burgo e estaria viva até hoje focada nessa única tarefa.

    Aquela aterrorizante fala me trazia um calafrio para cada palavra sendo dita. Me obrigando a levar minha mão até meu braço que estava arrepiado por eu cogitar tal cenário. Minha coluna se esticava mais uma vez enquanto eu me via a prosseguir naquele detestável tópico.

    - Quanto a mim, provavelmente eu prosseguiria sendo violada como no passado. Só que seria presa dentro de uma dominação severa. Mas isso não seria nada com o que estaria por vir.

    Eu travava por um momento. Era horripilante de fato falar nisso. Minhas mãos agora vinham a me abraçar e uma dor começava a se manifestar pelo meu corpo, como se a lembrança do meu passado ficasse mais vívida. Era ali que eu me esforçava a lembrar dos últimos momentos com o Alfie e isso de fato me ajudava a continuar falando.

    - Benito enlouquecido começaria a abraçar crianças e como ele tomou a alma do próprio senhor antes de entrar em torpor, essas crianças teriam o sangue tão potente quanto de Alfonsus. Sim, Benito fez isso e é por isso que o mesmo está tão insano e poderoso.

    De forma tão simples e direta eu jogava para Eva o grande segredo que por tanto tempo eu havia escondido. Ela deveria entender com o que estava lidando, afinal não queria meu amor de cachos dourados em apuros. Então eu prosseguia a falar, com a minha voz perdendo a força lentamente.

    - Então o eunuco me forçaria a diablerizar essas crianças. Não só elas, mas inúmeras de suas crias e inimigos até o momento de eu me tornar uma viciada em almas. Ao ponto de eu precisar implorar por mais e fazer tudo para conseguir mais almas. Tudo...

    Neste momento eu me abraçava com mais força segurando um soluço que chegava. Doía muito pensar nisso. Felizmente o esforço mental estava quase no fim. Eu esticava mais uma vez minha coluna enquanto enchia meu pulmão de ar e prosseguia sem desviar os olhos das esmeraldas na face da minha Luz, mesmo com lágrimas tomando a minha visão.

    - Essa seria minha vida se eu não tivesse ido embora. Agraciado seja Alfonsus, Elonzo, Deus e todos vocês por terem redesenhado minha vida. Infelizmente esse conto hipotético de terror ao qual eu contei é a realidade de minha irmã, Elena Giovanni.

    Assim finalmente chegava no ponto crucial da conversa. Dando um pequeno momento para Evangeline digerir o que eu estava falando e o motivo de ser tão importante eu contar isso para ela. Afinal eu conhecia aquela mulher e sabia como ela era forte e como ela compreendia do tema que eu falava, afinal eu mesma não conseguia imaginar a fundo toda aquela dor ao qual eu falava.

    - Ontem ela veio aqui no festival sob ordens de Benito de me capturar e trazer de volta para casa. Felizmente isso foi a gota d'água para ela conseguir quebrar a dominação e se libertar. Logo eu simulei a morte dela e a protegi no porão aqui de casa.

    Neste momento minha fala vinha com um certo alívio, afinal as coisas pareciam estar melhorando. Ali eu relaxava um pouco soltando meus braços e falando em um tom gradativamente mais suave novamente.

    - Mas claro, ela ainda está destruída por dentro por tudo que sofreu e me implorou para devorar a alma dela.

    Eu ali fazia uma pausa e olhava seriamente para o fundo dos olhos de Eva. Mostrava ali toda minha convicção. Para que ela soubesse que minhas próximas palavras eram profundamente legitimas.

    - Não me entenda errado Eva, eu amo minha família e o pedido dela não foi negado por mim. Nunca negaria uma possibilidade de redenção após tanto sofrer. Manteria a alma dela junto da minha para podermos juntas sarar as dores. Mas é claro que eu não quero isso. Quero poder curar ela. Assim, só farei tal ato se eu mesma falhar em curar suas feridas...

    Minha mão fechava no meio de minha fala e meus olhos ardiam em confiança. "A pureza de minha alma não significa nada para mim se eu falhar em salvar a de minha irmã. Eu me sentiria mais suja se renegasse o pedido dela e a deixasse morrer em uma tortura eterna." Mas após tamanha convicção, mostrava em meus olhos a dúvida que eu realmente carregava.

    - Só que eu não sei se sou capaz... Nunca passei por todas as dores que ela passou... Não sei como é esse vicio que ela sofre...

    Nesse momento levava minhas mãos novamente para Evangeline. Tocando suavemente em seus braços e me aproximando dela. Sem desfocar nossos olhos e os trazendo a quase um palmo de distância. Era ali que eu deixava o meu pedido mais sincero e puro para ela.

    -  Por isso que preciso de você Eva. Mais que nunca em toda minha vida. Eu preciso de minha Luz. Você tem me ajudar a curar minha irmã. Por favor... Eu preciso de você. Nós precisamos de você...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto em 22/2/2018, 15:04

    O sorriso amoroso de Evangeline era presente durante o mesmo período de tempo que o teu era, ligeiramente curiosa ela se atentava ao início da sua segunda fala e alterava totalmente a postura corporal. Os pés buscavam o chão para obterem firmeza, a parte frontal das sapatilhas apontavam para dentro enquanto os calcanhares se encaixavam sobre a grama afim de minimizar a diferença de altura entre vocês duas, assim seus olhos poderiam se encontrar sem dificuldades ou esforços.

    O assunto ia aos poucos sendo revelado pelos seus lábios e Evangeline permanecia ali, parada e com uma expressão séria. Em silêncio ela ouvia tudo, todas as palavras, sem piscar, sem desviar os olhos ou sem demonstrar um pingo de remorso, ódio ou asco. Pelo contrário, nos lindos olhos azuis da sereia você encontrava uma empatia pura, tão valiosa quanto a maior de todas as joias ou obra de arte.

    Todo fraquejar do teu corpo era acompanhado por um firme olhar que a dava força para prosseguir, havia dentro daquela Luz, uma aura tão forte que simplesmente a impedia de se entregar a total amargura do passado e daquelas terríveis memórias. Assim, o assunto prosseguia, sem que ela interferisse, afinal, esta era de fato a primeira vez que você verbalizava tudo que havia dentro de ti, sem se preocupar em cortar palavras ou amenizar tópicos e por isso, Evangeline a ouvia sem fraquejar.

    -Loretta... Minha doce e gentil rosa, muitos dizem que a tua arte é a dança ou o teu vinho, mas eu lhe digo, tua verdadeira arte é amar. Eu estou aqui querida, por você, para você e para todos os outros.

    A loira esticava as mãos gentilmente enquanto falava, tocando nas costas das suas e deslizando-as vagarosamente por seus braços. O toque dela era quente e vívido, acolhedor e amoroso. Ali ela a envolvia em um abraço que você costumava oferecer, mas não havia sido ensinada a receber. Apertando-a com a ternura que teu coração precisava naquele momento, Evangeline beijava sua face direita e ali, naquele mínimo espaço, movia os olhos para os teus e dizia:

    -O tempo da Força do Sangue se foi querida, eu lutei com minhas próprias mãos para que o último desses pilares que ecoavam o passado caíssem. Se nosso inimigo aposta nesta carta, ele já está destinado ao ostracismo. Veja bem, escute esta promessa, pois ela é feita por alguém que sabe o que é ter uma aura manchada, alguém que sabe como é ter o corpo violado, alguém que tudo perdeu. Eu, Evangeline Cosette Bourseiller, templária do Cardeal Germânico, oitava de meu sangue, juro que irei auxiliar as irmãs Giovanni, Loretta e Elena a se recomporem como uma família. Pois não há nada neste mundo que o amor não possa curar, o horror, a dor, o trauma, são apenas pedras que serão sobrepujadas por nossos pés.

    As mãos de Eva então cuidadosamente se moviam até a sua face, para segurá-la com ternura e por fim, ela depositava um beijo em sua testa e afirmava:

    -A sua alma não precisará ser maculada por isso, eu tenho a resposta que procuras querida. Permita-me auxiliar vocês com todo meu potencial e saiba, que sou ainda mais grata por ter sido a escolhida para ouvir todas essas palavras. É uma demonstração de amor que me fortalece ainda mais, ah Loretta, tu és tão pura! Eu não irei ficar parada diante da ameaça dessa pureza, juntas ouvistes? Juntas faremos esta família inteira respirar livre outra vez.

    Afirmava a loira que irradiava uma aura potentíssima, algo que seus olhos tinham até uma dificuldade de compreender, havia algo maior nela. Ela não era apenas uma seria, havia de fato uma essência de poder que a envolvia e fazia forte, a convicção nas próprias palavras eram tão absolutas que ela parecia ter uma luz própria!
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por King Jogador em 22/2/2018, 17:33

    O primeiro comentário dela logo após aquele silêncio me ajudava a sorrir novamente. Mas era o abraço que deixava meu corpo quente de novo e fazia aquela horrível dor que corroía meu corpo, principalmente nas partes que mais sofri, se expirarem e irem definitivamente embora. Agora só sentia o afeto e amor da linda francesa e me desmanchava naquele abraço. Sentindo cada pedaço do seu calor me trazer de volta a vida.

    Minhas respiração voltava a ficar normal e me sentia quente novamente. Meus olhos focavam nas palavras fortes dela e eu concordava levemente. Quando ela tocava em minha face eu finalmente sorria. Mas antes dela começar a falar eu brevemente a respondia sobre o eunuco. Deixando ali claro o motivo de porque eu não agia ainda. Era uma informação importante e o motivo de todos aqueles complexos planos sem declaração de guerra.

    - Estou ciente que a hora do eunuco vai chegar. Mas não fecharei um punho de ferro contra ele antes de salvar minhas duas sobrinhas. Só depois atearei fogo naquelas terras maculadas, não antes.

    Assim eu ficava unicamente a escutar as palavras dela. Com novos tipos de lágrimas escorrendo de minha face. Era lágrimas de profunda alegria. Afinal a maior certeza que eu tinha era que eu não estava sozinha. Eu era sortuda, muito sortudo em tê-la ali comigo. Uma felicidade ia crescendo dentro de mim e eu podia ter certeza que minha irmã estaria a salvo. Logo eu escutava atentamente a confissão da Eva sobre suas dores e absorvia para a eternidade a jura que ela me fazia, assim soltava minhas palavras em puro reflexo.

    - Obrigada... Obrigada minha querida Eva.

    Ali eu refletia sobre o que ela estava para fazer para mim. Era extremamente especial e eu não podia ficar mais aliviada. Afinal era sobre uma coisa que eu não conseguiria fazer sozinha. Então eu levava minhas mãos até as mãos dela. Entrelaçando os dedos. Para assim olhar bem nitidamente em seus olhos após limpar um pouco de minhas lágrimas com a mexida de meu braço. Então era minha vez de fazer uma jura. Afinal eu conhecia o passado daquela sereia e sabia que chegaria um dia que eu poderia ser a luz para ela.

    - Saiba minha Luz. Quando você buscar curar sua própria família das dores de teu passado, saiba. Eu, Loretta Ulfilia Giovanni, estarei ao teu lado. Não importa as dificuldades, eu estarei ao teu lado. Seja até para te abraçar no final do dia e dizer que está tudo bem. Não importa como, eu um dia farei por você o mesmo que está a fazer por mim. Não para compensar, nunca e sim unicamente porque eu quero. Afinal você é minha Luz e merece viver na luz.

    Ali eu deve um leve beijo na bochecha dela e me sentia corar profundamente. Isso de imediato me fazia soltar as mãos dela e dar um passo para trás. Era a enorme sensação de borboletas dentro de minha barriga. Eu sabia o que aquilo significava. Já tinha renegado esse sentimento pela Olympia mais de mil vezes. Dessa vez não era hora para isso. Levava então minhas mãos até meu peito, na frente de meu coração. Focava novamente nos lindos olhos esverdeados para então falar antes que eu perdesse a oportunidade. Logo eu me confessava.

    - Eva... Eu queria que você soubesse. Não sei ao certo como explicar. Logo vou só dizer... Eu perdidamente amo você...
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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

    Mensagem por Danto Ontem à(s) 15:13

    -Quando elas estiverem salvas, nada nesse mundo irá nos impedir de juntas, com toda nossa família, esmagar esse verme de uma vez por todas!

    Afirmava Evangeline, com um tom firme de voz que concordava com a sua primeira fala sobre como as coisas iriam ocorrer. A mesma então suspirava encantada pela beleza das suas lágrimas em resposta as ações e falas dela, sorridente ela se colocava a ouvir a sua promessa, os olhos lindíssimos da sereia brilhavam em várias emoções e ela chegava a deixar um pequenino riso lhe escapar. Não era algo debochado, era apenas uma felicidade que ela não conseguia conter!

    Ela já ensaiava uma resposta, mas a sua ação de confessar a surpreendia! Esbugalhando os olhos ela chegava até a abrir levemente a boca, expressando-se sem nenhuma vergonha ali diante dos seus olhos. Todavia, a surpresa não durava mais do que alguns segundos, pois ocorria em seguida uma maravilhosa transformação. A surpresa dava espaço para amor e o amor se mostrava com olhos cheios de carinho e um suspiro maravilhoso.

    -Sabe Lotta, por muito tempo eu acreditava que a minha vida era eternamente de Pietra, eu vivi por ela e ela me trouxe esperança para algo maior. Quando a figura de Friderich se aproximou, tive medo e esse medo quase destruiu tudo! Mas foi meu Sacerdote que me ensinou a compreender que antes do prazer, antes de qualquer sentimento, havia uma verdadeira força chamada Amor. Não há prazer mais forte e real neste mundo, do que o prazer de amar! Então meu coração se abriu, dentro dele existem pessoas especiais. Alfie enfim me ensinou que o amor pode ser manifestado de várias formas, sinceramente, ele é um especialista nisso! E desculpa por tanto falar...

    Ela ria e beijava brevemente os seus lábios, para depois retomar a fala bem rápido:

    -Eu também amo querida! Dês da primeira vez que a vi entrando minha casa, em 92, lembra? Você estava toda tímida, triste e insegura! Ali na frente daquele espelho, eu vi um novo amor nascer! Os anos seguintes foram difíceis, especialmente porque Alfonsus não conseguia tirar o seu nome da mente dele, aos poucos eu acabava por me deitar com ele fingindo ser você! A Fi me ajudou com isso é claro, eu tive tantas aulas com ela sobre quem era Loretta Giovanni, não só para agradar as vontades do meu homem, digo nosso homem! Mas também para nutrir meu coração que batia saudoso por ti! Eu pedia que Alfie trouxesse para mim, toda vez que ele vinha aqui, um pouquinho do seu perfume. E ele nunca deixou de trazer... Até ele entender que eu também estava apaixonada, então ele passou a trazer fotos, pincéis usados por ti e o maior de todos os presentes foi um vinho... Que eu costumo abrir e cheirar quando a saudade é intensa! Enfim, o que eu quero dizer é: Venha aqui meu amor! Sejamos perdidamente apaixonadas uma pela outra, para sempre!

    Eva então abria os braços e sorria, para recebê-la com todo o amor que possuía!

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    Re: Primeiro Arco de Loretta: Ato IX - A Segunda Noite do Festival I

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