WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato II - A Primeira Chuva

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    Danto
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    Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 10/1/2018, 14:03

    Imagens de apoio:
    Vista Superior:
    Bosque:
    Data: 05 de Outubro de 2005.
    Local: Bosque de Chapultepec I Secc, 11100 Cidade do México, Distrito Federal, México
    .

    Com o calmar dos ânimos, vocês davam inicio a caminhada para sair do mirante, descendo calmamente as escadas para em seguida serem guiados por Melisande até uma mini vam que estava estacionada no pátio, claramente uma preocupação que Ellen havia tomado, pois ali junto do veículo estava a simpática jovem que fazia um aceno e já abria a porta lateral do veículo branco para que vocês pudessem adentrar no mesmo. Na frente, sentavam Ellen e Alfonsus e na parte de trás, era o local onde você, Melisande e a sua pequena ficavam. A sua besta ao invés de olhar para fora como sempre fazia, tentando admirar o ambiente, dedicava-se agora a farejar uma mala posta no ultimo banco de veículo, curiosa ela parecia sentir ali perfume de Cesco  e isso a fazia ficar bem quietinha durante o percurso.

    O silencio mantido não era por causa de nenhum conflito, era apenas algo esperado devido a tensão da situação. Afinal, era fundamental encontrar o mais rápido possível a figura de Melinda, antes dos rumores ou antes que Helena retomasse toda sua força e vitalidade. Melisande respirava fundo, com uma expressão tranquila na face, sentada bem perto de ti e vez ou outra, tocando com o joelho dela no teu por causa das movimentações e curvas do veículo. O que era de fato adorável de se ver, pois antes, ela mantinha uma distância fria e até dolorosa entre vocês duas, totalmente ao contrário de agora, onde a Cardeal estava feliz por estar ao teu lado.

    A tensão escalava assim que o veículo estacionava, Ellen e Alfonsus se entreolhavam e trocavam um breve sorriso, para então saírem primeiro para posteriormente abrir a porta que permitia a sua saída e a de Melisande. Alfie fazia questão de esticar uma mão para você e para a Cardeal saírem do veículo.

    Do lado de fora, você via que o local escolhido era a margem menos povoada e decorada do lago, uma opção que apenas alguém com uma cultura dedicada a preservar a máscara poderia ter. O lago era realmente enorme, a brisa que corria pelo local carregava consigo o perfume encantador da mata ancestral que circundava aquele lago de tonalidade esverdeada, a iluminação nas outras margens eram feitas por postes de luzes amarelas, mas nesta, havia pouca luz e dependia-se basicamente do luar e dos faróis da mini-vam. Isso até Ellen posicionar duas lanternas realmente poderosas no topo do veículo, ampliando o campo de visão sob uma luz branca.

    -Existe algo diferente nas águas...

    Afirmava Melisande, apontando para as pequenas ondas que o mesmo demonstrava ter. Claramente, havia alguma movimentação distinta do padrão para um lago, este comportava-se mais como uma maré e pouco como o lago que era. Alfonsus cruzava os braços e começava a encarar o estranho fenômeno. Já você, sentia algo diferente dos demais... Uma voz masculina ressoava delicadamente por dentro da sua audição, ela parecia vir de muito longe, trazendo o mais perfeito francês deste mundo, tão puro que apenas seu verdadeiro criador era capaz de pronunciar. Uma voz natural e viva, tão viva quanto a brisa do ambiente, tão natural quanto a grama daquela parque. Ela era tão simples e ao mesmo tempo, tão agradável que seus olhos se fechavam para aproveitar a harmonia que ela trazia, apaziguando as suas tensões e lhe dando a segurança necessária. A voz murmurava:

    "Girassol, doce flor, de alva aura. Não faça como todos, seja quem sempre fostes, cuide bem de minha irmã com carinho, ela precisa de algo que nenhuma rosa pode oferecer, apenas aquela que busca sempre pela luz do astro-rei pode acalantar as dores de minha irmãzinha. Abra seus olhos, faça o que teu coração diz, não há e nunca haverá maior força neste mundo, pois o amor, doce e lindo Girassol, ele é a nossa maior benção."

    A sua pequena começava a pular feliz, comemorando e dançando para agradar a voz que não resistia a rir brevemente até se esvair junto da brisa. Em seguida, a pequenina sorria animadíssima e apontava para o céu, indicando o que deveria cair de lá.
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    Jess

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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 10/1/2018, 14:59

    A calma que se apresentou entre nós me fazia sorrir, a pequena seguia ao lado de Melisande sem medo e com carinho apertava a mão da Cardeal, algo que simplesmente me deixava feliz, por fim não havia nenhuma barreira entre nós duas e em meu intimo eu sabia que isso deixaria Melinda feliz.

    “Ela só vai precisar ter que aguentar o puxão de orelha de Melisande, não que ela não tenha feito por onde.”

    Feliz pela clara preocupação de Hellen em nos fornecer um meio de chegar ao lago, era com curiosidade que eu observava a pequena quieta a farejar, já o perfume de Cesco me indicava claramente o motivo, ela estava curiosa com as roupas, por isso ficava quieta, algo raro vindo da pequena. Os pequenos esbarroes de pernas entre Melisande e eu me faziam rir baixinho, não havia mais distância entre nós duas e meu coração relaxava com isso.

    A calmaria dava lugar a tensão quando a van finalmente parava, a beira do lago estava o verdadeiro desafio, atrair Melinda novamente para nossos cuidados, algo que me preocupava.

    “Não posso falhar com as duas, eu lhes devo tanto.!”

    Sendo a última a sair, eu sorria de leve a Alfonsus, com cuidado e me aproveitando do degrau da van eu depositava um breve beijo nos lábios de meu Gigante, algo para me dar coragem e força.

    A luz que foi proporcionada pelas lanternas em cima da van e por seus faróis, indicava claramente que as palavras de Melisande estavam certas, haviam ondas no lago, ondas que eram causados por alguma coisa ou alguém. A brisa fria que tocava em minha pele me fez fechar os olhos, a voz suave e linda me alcançava sem força, mas de forma calma e convidativa, ali meu coração palpitava de amor e saudades, algo que antes sempre fora por respeito e educação havia mudado, evoluído, transformado pelas ações do tempo.

    – Villon, il mio re eterno...

    Sussurava para a brisa em resposta as palavras que escutava, um conselho e pedido que seguiria sem medo, a animação da pequena me fez sorrir, ela e meu coração pediam por uma coisa simples, algo que nos fazia lembrar dos mais belos dias de nossas vidas.

    Sem pressa eu retirava a sapatilha dos pés, sentindo o toque do concreto em minhas solas eu sorria, era com calma que andava até a margem do lago para molhar meus pés, eu precisava de água para começar o que eu queria, afinal a agua estava em todos os lugares.

    “Espero que a previsão tenha dito que poderia chover, porque irá chover.”

    Sentindo o toque de minha pequena em minha mão eu sorria, sabíamos o que tínhamos de fazer e a quem tínhamos que resgatar, por isso nossos corações se empenhariam para conseguir trazer de volta nossa eterna rainha.

    Off1: Gasto 2 pontos de Luz
    Off2: Teste de Controlar Clima (chuva) = 8d10 dif.6
    Off3: Teste de Controlar Clima (chuva) = 8d10 dif.6

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    Dados

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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Dados em 10/1/2018, 14:59

    O membro 'Jess' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 3, 5, 7, 2, 4, 8, 4, 7

    --------------------------------

    #2 'D10' : 5, 4, 9, 5, 4, 5, 1, 1
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    Danto
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 10/1/2018, 15:58


    Silenciosamente você adentrava o lago esverdeado, sendo recebida por um calor até surpreendente vindo do mesmo. As águas ali mantinham uma temperatura similar a ambiente e isso era encantador, se comparado aos lagos do velho continente que sempre apresentavam-se com maior frieza. No canto dos seus olhos, você via a gentil ação do seu gigante em recolher as suas sapatilhas. Já Melisande cruzava os braços e admirava como a sua vontade era expressada ali naquele ambiente.

    Suas mãos faziam pequenos círculos no ar, enquanto a pequena se aproximava de ti para literalmente tornar-se um grande corpo de luz prateada. Toda a demonstração de suas habilidades era controlada e regida por sua vontade e especialmente, por sua luz. O céu aberto sobre o lago, gradativamente fechava-se ao ponto de tornar-se cinza, porém, entre as nuvens cinzas era possível ver veios prateados bem brilhantes e destes, pequenas gostas começavam a cair. Uma a uma, até uma garoa formar.

    Ellen estava impressionadíssima com a cena, boquiaberta ela dava alguns passos na direção da água, mas parava ainda sobre o concreto molhado. Melisande suspirava e não conseguia deixar de derramar discretas lágrimas de alegria e esperança, por fim, Alfonsus assoviava uma lindíssima melodia que a mantinha ainda mais calma e concentrada. Afinal, era a melodia que o mesmo sempre entonava quando você encontrava dificuldades para dormir em suas primeiras noites como uma cainita.

    A sua magia alcançava o máximo efeito, a garoa caia com firmeza e fazia uma chuva leve sobre a margem do lago onde vocês estavam localizados, a visão obviamente ficava prejudicada, porém, a ideia de Ellen se mostrava excelente e as luzes brancas venciam as pequenas cortinas de água e neblina, fazendo dois feixes de iluminação. Porém, foi mais a frente do lago que algo começava a surgir, a sua pequena literalmente disparava um raio de luz prateada contra a direção e ali, boiando na água e com o corpo quase que totalmente submerso na água, apresentava-se a figura de Melinda.

    A mulher admirava os céus e esticava uma das mãos na tentativa de pegar a luz prateada que a iluminava, para só então entender o que estava ocorrendo. A poderosa matusalem então olhava na direção de vocês e literalmente, levitava até poder caminhar sobre a superfície do lago como se esta fosse sólida. No entanto, as suas aulas com teu irmão haviam lhe ensinado a identificar a magia e esta que Melinda agora fazia era sobre o domínio de líquidos e suas estruturas, ou seja, ela modificava onde pisava e logo o local retornava a sua forma líquida. Assim, caminhando por pequeninas formas de gelo, a poderosa regente se apresentava a sua frente.

    Os olhos da poderosa e maravilhosa Regente estavam inundados por lagrimas de dor, vermelhas como o próprio sangue. Ela estava a vestir apenas uma capa branca totalmente encharcada e com algumas manchas esverdeadas, indicando que ela estava a literalmente habitar o lago a algumas noites. A expressão facial da mulher era a de total desespero, fragilidade e total tristeza. O corpo dela tremia de frio e a mesma, caia de joelhos a sua frente, incapaz de olhar diretamente para a sua figura, Melinda desabava em um choro fortíssimo, chegando a soluçar e a esconder a face com as mãos.

    Roupa de Melinda:
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    Jess

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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 10/1/2018, 16:22

    As aguas mornas me surpreendiam, acostumada ao frio do velho continente aquele calor era curioso, respirando profundamente eu me concentrava, era preciso um pouco de cuidado para que tudo desse certo.

    “ Estou seguindo meu coração, mio re.”

    Minhas mãos moviam-se com maestria e já a pequena revelava sua luz sem medo, havia alegria em nossos corações e essa era a ponte de que precisávamos, a ponte que nos unia no resgate de nossa rainha. Quando as primeiras gostas se formavam eu sorria, não demorou para que uma garoa forte e estável se formasse no lago, algo que me deixava orgulhosa de meus estudos ao lado de Edgard.

    O raio de luz solto pela pequena me fez sorrir, ali em meio as aguas nossa rainha se apresentava, meu coração simplesmente palpitava em alegria, ve-la andar pelas aguas me fez suspirar, antiga e poderosa eu não poderia esperar menos de Melinda, mas a dor em seus olhos pesou em meu coração com tamanha força que o fazia doer.

    Segurando as próprias lagrimas eu me adiantava para segurar o corpo de Melinda, a pequena por sua vez a abraçava tentando aquece-la enquanto nossa luz ainda ecoava, meus olhos buscavam pelos de Melisande em um convite claro, eu precisava dela para cuidar de nossa rainha.

    – Não chore mia regina, estamos aqui por você!

    Sussurrava para Melinda com carinho.
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    Danto
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 10/1/2018, 16:42

    Melisande parecia em choque ao ver como Melinda se apresentava naquele momento, o seu convite fazia a Cardeal dar um passo para trás, acuada ela parecia confusa em como agir naquela situação. Enquanto esse pequeno impasse ocorria, Melinda não tinha sequer uma única força para se manter firme nos teus braços, despencada ali e sendo mantida por ti e por sua pequena, a rosa ferida chorava sem parar!

    Ellen então virava irritada para Melisande e gritava:

    -VÁ AGORA CUIDAR DA SUA MÃE!

    Melisande arregalava os olhos para Ellen, era como se a voz da jovem causasse uma descarga elétrica na experiente rosa negra que piscava os olhos  e esfregava a face, para literalmente, correr até onde você e a rainha estavam ajoelhadas. A chuva junto com a água rasa da lagoa molhava as suas roupas, porem, você estava em seu ambiente favorável e mantinha as palavras de Villon em mente. Só quando, enfim, a filha da Rainha se aproximava e participava do abraço, a voz de Melinda saia:

    -Queridas... eu...eu... Estou tão perdida! Porque eu não consigo encontrar o sol?
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    Jess

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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 10/1/2018, 16:59

    Era com calma que eu me ajoelhava na água, acostumada a molhar vestidos eu não me importava com a roupa molhada, ali Melinda e Melisande eram minhas únicas preocupações. A reação de Melisande me fez sorrir com carinho, entendia o recuar de seu corpo, a imagem sempre forte de Melinda agora se encontrava debilitada, algo que os filhos não estavam acostumados.

    A reação de Hellen me fez olha-la agradecida, o impasse de Melisande se resolvia e isso era bom para todos nós.

    "Elas nunca se viram assim, é normal essas reações. "

    Beijando de leve a testa de Melinda eu dividia o peso de seu corpo com os braços de Melisande, sorrindo de leve eu ouvia suas palavras e apertava seu nariz para retirar os cabelos de sua face.

    - O sol é nosso maior inimigo mia amata, sabes disso, não encontrá-lo é seu corpo a protege-la. Estas buscando a luz errada mia regina, nós vamos ajudá-la a encontrar, mas primeiro temos que cuidar de você.
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    Danto
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 10/1/2018, 17:17

    Melinda olhava agora na sua direção com olhos pequeninos e tristes, inclinando a cabeça ela parecia não entender bem as suas ações e palavras, mas concordava silenciosamente com a própria cabeça quando voce dizia que ela precisa de ajuda primeiro. A rainha da espada jogava um braço por cima dos ombros da própria filha e ali as duas se encaravam brevemente, Melinda iniciava uma fala, mas Melisande lhe aplicava uma dolorosa mordida na face! A pequena até se assustava porque o corpo de Melinda se retraía em dor, por isso mesmo a pequena começava a apertar as costas dela com mais força e era possível sentir o gelo do tato de Melinda gradativamente sumir.

    -Se você fosse pro sol eu fazia questão de ir até o fim dos mundos para, pessoalmente, te esbofetear até você morrer outra vez! Sua desnaturada! Suas raízes são as minhas, nunca mais se esqueça disso. Venha conosco, nós somos parte da sua raízes querida, e vamos colocá-la de pé outra vez, afinal, a sua luz já chegou. Não consegue ver?

    Melisande olhava para a pequena que estava pendurada nas costas de Melinda e a própria matusalém sorria de maneira tímida.

    -Filha... você está certa, desculpa. Mas por favor, não me morde de novo tá? Eu to fraquinha...

    A filha da rainha abraçava com carinho a lateral do corpo da própria mãe e ria com a fala da mesma. Para então falar contigo diretamente.

    -Obrigada por me convencer a vir Pita, eu sentia tanta saudade da minha mãe!
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 10/1/2018, 17:39

    A tristeza de minha rainha fazia meu coração se encolher, porem eu sorria ao continuar ali e abraçada a ela, feliz por ver Melinda concordar em ser cuidada eu era pega de surpresa pela mordida de Melisande, mas ver a forma que ela puxava as orelhas de sua própria mãe me fez rir baixinho, já a pequena compadecida se agarrava ainda mais a Melinda querendo protege-la.

    “Lindas! Nunca imaginei que veria Melinda ter as orelhas puxadas.”

    Atenta a cada palavra de Melisande eu a apoiava, afinal eu a seguiria até o fim dos mundos para fazer o mesmo com nossa rainha, com a mão livre eu puxava a cabeça de Melisande para lhe beijar a testa e sorrir com carinho.

    – Boba, ela é sua mãe acima de tudo, se nós somos as raízes ela é nosso tronco, eu você precisava vir. Além do mais eu não queria ser a primeira a puxar as orelhas dela, você tem esse direito mais do que qualquer um aqui.

    Soltando Melisande eu apertava de leve o nariz de Melinda para lhe chamar a atenção com carinho.

    – E você mocinha, está devendo todas as maçãs, peras e pêssegos que essa pequena conseguir engolir. Ouvi bem?

    Feliz por saber que poderia se empanturrar a vontade a pequena ronronava alto indicando que ela havia escutado, e o mais importante cobraria isso de Melinda nas próximas noites.
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 10/1/2018, 17:52

    Melisande sorria bem feliz com a sua fala e a resposta dela era um beijo suave na sua bochecha esquerda. A filha de Melinda então dava espaço para que a sua ameaça fosse feita e os olhos da Rainha se arregalavam, especialmente porque o ronronar da pequena não era nem um pouco discreto! Causando até uma divertida risadinha em Melisande.

    -Tudo bem, mas acho que ela também vai adorar as frutas tropicais, posso ver qual ela gosta mais? Seria tão fofinho ver ela devorando um abacate, maracujás, mamão ou um abacaxi!

    Melinda começava a exibir um humor bem melhor agora, assim a pequena saia das costas da anciã para sentar-se na água ao teu lado e soltar um pequenino rugido que indicava aprovação da ideia de Melinda.

    -Agora, acho que podemos começar a cuidar de ti né mãe?! Não se preocupe, a Pita vai te ajudar a voltar para a humanidade, vai ser difícil mas ninguém aqui vai sair do teu lado até que você esteja bem ouviu?

    Melinda concordava positivamente e puxava a filha para um abraço, derrubando a Cardeal na água e ficando abraçada com ela ali por alguns instantes, até Melisande começar a rir e se debater, aos poucos as duas estavam a compartilhar uma gargalhada maravilhosa, como se aquela cena fosse uma pequena piada interna entre elas.
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 10/1/2018, 18:04

    Ver Melinda reagir como uma criança pega no ato quase me fez rir, mas era o ronronar nada discreto da pequena que me arrancava risadas, por fim eu concordava com as palavras de Melinda para lhe beijar a testa.

    - Então é bom se preparar, porque sabemos bem que ela vai amar isso.

    Comentava ao ver a pequena se sentar na água e concordar, as palavras de Melisande me faziam concordar com a mesma, nós duas nos esforçaríamos para cuidar de nossa rainha e juntas conseguiríamos. O abraço e risadas entre as duas me enchiam do mais puro amor e carinho, abraçando a pequena eu lhe beijava o alto da cabeça para olhar a margem, era o momento da aprendiz também participar e o gigante nos seria de boa valia para levar Melinda até a van.

    [i] "Ela vai se recuperar, logo estará forte novamente e a frente de todos nós! Mas até esse momento vamos cuidar dela, como ela cuidou de toda a Espada."

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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 10/1/2018, 18:21

    A pequena sorria de maneira bem larga para você e retribuía o seu beijo com outro, dado na sua face. Ali vocês duas assistiam a linda cena de mãe e filha rolando pela margem do lago, até que enfim, a filha se colocava de pé e puxava a mão pelas mãos. Agora era possível ver que por baixo da capa branca, Melinda estava totalmente despida e isso gerava um comentário de Melisande:

    -Você nunca vai gostar de usar roupas né? Impressionante!

    Melinda se encolhia e com uma voz manhosa, se defendia:

    -Não é justo! Faz muito calor debaixo da água durante o dia tá! E fora que... queria sentir o vento enquanto corria sabe? Ficar próxima da natureza...

    Ellen começava a se aproximar da margem, parando ao seu lado, voce notava que a jovem estava descalça.

    -A senhora está a me dever exatas trinta e duas aulas sobre dança!

    A jovem falava com Melinda e cruzava os braços, fingindo estar nervosa. Melinda sorria para a aprendiz e caminhava com a ajuda de Melisande, para enfim, aproximar-se de Ellen e a puxar para um fortíssimo abraço.

    -Perdão minha protegida e aprendiz, eu serei uma professora melhor, prometo. Aliás... Pita....

    Melinda olhava agora na sua direção, usando Ellen como apoio, para pedir então com bastante manha:

    -O seu Apollo poderia me carregar de volta? Eu estou tão cansada e fraquinha e ele é tão forte... Posso abusar só um pouquinho disso?

    Alfonsus estava parado próximo a margem, encantado pela maravilhosa cena. O gigante sorria feliz e não parecia estar prestando atenção nas conversas e sim nas expressões e interações.
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    Jess

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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 10/1/2018, 18:46

    Receber o beijo da pequena me fez sorrir ainda mais, a cena que se seguia dava tempo para que eu me levantasse junto da pequena, ali abraçadas víamos a felicidade de Melinda e Melisande, rindo diante da reação de minha irmã e mais ainda ao ver a grande regente se encolher.

    – Isso não é justo, faz calor a todo momento aqui.

    Comentava tentando amenizar a brincadeira ali, a aproximação de Hellen e suas palavras me faziam soltar a pequena, que feliz corria a nossa volta brincando na agua, o medo que até então estivera em nosso coração agora se desfazia por completo, nossa rainha estava bem e segura.

    Ouvindo a pergunta de Melinda e sua breve manha eu me virava para meu gigante, sorrindo eu puxava de leve as bochechas de minha avó comentando de leve.

    – É claro que pode, ele vai adorar te carregar.

    A pequena olhava desconfiada para Melinda, mas sabendo que teria todas as frutas que quisesse corria até Alfonsus para traze-lo até o lago.

    “Ela pode abusar um pouco, ninguém aqui vai reclamar disso!”
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 10/1/2018, 18:59

    Melinda não só deixava ter as bochechas puxadas por você, como as inflava para que a sua mão pudesse pegar uma boa porção de pele, a ação era vista como algo hilário por Melinsade que ria adorando ver aquela interação. Ellen então suavemente gesticulava na direção de Alfonsus que enfim se aproximava da margem, permanecendo sobre a parte de concreto e assim que a filha conduzia com a sua ajuda a figura de Melinda até bem perto do concreto, o gigante esticava-se parcialmente para tomar o corpo de Melinda nos braços, ela não parecia pesar sequer dez quilos diante da força do gigante. E ali, nos braços dele, a poderosa matusalem se encolhia como uma menina.

    -Vamos?!

    Questionava Alfie que ficava ali parado na frente do lago, claramente ele estava se oferecendo como apoio para quem precisasse sair do lago. Afinal, ele conseguia manter Melinda com apenas um dos braços enquanto o outro ficava esticado para frente e com a mão estendida. Ellen era a primeira, a jovem segurava no braço de Alfonsus e se impulsionava para cima. Em seguida era a vez de Melisande e por fim você, a chuva no entanto só sessava quando a pequena saltava da agua e corria em direção ao carro, farejando o cheiro de Francesco outra vez.

    -Trouxe toalhas e roupas para todos, acredito que será melhor nos usarmos as toalhas e botarmos roupas novas, especialmente em Melinda que esta bem menos vestida que o esperado.

    A poderosa regente do Sabá, matusalém e herdeira do vitae de Helena, virava a face na direção de sua jovem aprendiz e a censurava veementemente, com o exibir da língua e uma careta brincalhona.
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 10/1/2018, 19:26

    A reação de Melinda acompanhada pela risada de Melisande me fazia rir feliz também, era notável o bom humor de nossa rainha e isso era um bom sinal, um sinal de que ela se recuperaria plenamente e com rapidez, a aproximação de Alfonsus e a recolhida de Melinda em seus braços foi rápida e suave, aproveitando por alguns instantes a chuva eu era a ultima a subir as margens.

    Assim que a pequena saia do lago a chuva sessava por completo me fazendo suspirar, sorrindo para meu gigante e rainha eu comentava com leveza.

    – Quem sabe eu não faça chover mais vezes para nos refrescar.

    Sentindo o cheiro de Francesco pelo farejar da pequena eu sorria concordando com Hellen, mas a reação de Melinda me fazia rir, andando até a van eu tomava a iniciativa de começar a pegar as toalhas comentando de maneira simples.

    – Vamos secar essa menina fujona primeiro e vesti-la, assim não teremos muitas dificuldades.

    Abrindo a porta da van eu estendia uma toalha no banco para que Alfie colocasse Melinda ali sentada.

    “Ela deve estar com fome, mas por hora precisa se aquecer um pouco.”
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 10/1/2018, 19:43

    Todos caminhavam na direção da Van outra vez, você já encontrava a porta entreaberta e puxá-la foi bem simples, as toalhas estavam em na mala, postas em cima das malas e todas estavam bem perfumadas e quentinhas, como se tivessem sido preaquecidas de alguma forma.

    -Nossa, eu adoraria um pouquinho de chuva sabe...

    Comentava Ellen, que parava ao lado de Melisande na entrada da van, já Alfonsus adentrava o veículo logo após de você e colocava o corpo de Melinda sobre a tolha, tomando a liberdade de soltar as amarras da capa e retirá-la, para só então deitá-la totalmente sobre a toalha. A rainha estava ali totalmente nua, mas sua aparência era frágil e mais infantilizada do que madura ou sensual, especialmente por causa da suave tremedeira que ela apresentava.

    -Pronto, agora é só aquecer essa mocinha...

    Comentava Alfonsus, que também estava molhado, mas se comparado a voces que haviam entrado no lago, ele parecia até parcialmente seco. O gigante então fazia questão de tocar suavemente em seus cabelos, afinal, era impossível para ele resistir aos mesmos.
    -Eu não sou fujona tá! Sua boba!

    Respondia Melinda, mostrando agora a língua na sua direção em sinal de protesto a "terrível" acusação feita.
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    Jess

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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 10/1/2018, 20:03

    A van semi aberta me ajudou a prepara-la com cuidado, distribuindo toalhas para Hellen e Melisande eu sorria com o cuidado de Alfonsus a nossa rainha, já as palavras da jovem patrício me fazia concordar com suavidade.

    – Nunca pensei que seria capaz de reclamar do calor, mas agora sinto falta do frio de Berlim, frio tem como se aquecer, calor é difícil.

    Enrolando-se em uma toalha a pequena servia como traviseiro para a cabeça de Melinda, me fazendo rir quando ela mostrava a língua em minha direção protestando. Colocando as mãos na cintura eu fingia uma indignação que não existia.

    – Mas se você não é fujona é oque então?

    Perguntava ao sentir o toque da mão de Alfonsus em meu cabelo, sorrindo para meu gigante eu o agradecia com um breve movimentos de lábios, concentrando-me em secar e aquecer Melinda eu a enrolava em uma toalha seca para então enxugar seus cabelos e vesti-la.

    - Quando chegarmos você vai direto para o banho, água quente e um pouco de vitae irão te fazer muito bem.

    “Espero estar fazendo certo dona Margarita.”
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 11/1/2018, 02:13

    A cabeça de Melinda era apoiada nas pernas da pequena, a regente ajeitava-se ali para ficar confortável no banco e olhava na sua direção para resmungar uma resposta a sua pergunta de maneira manhosa e fina:

    -Eu só tava perdida, não briga comigo Pita...

    A anciã exibia um enorme bico com os lábios após a fala, claramente fazendo muito drama para conseguir o máximo de mimos possíveis naquela situação. Ellen ria baixinho enquanto forrava o branco da frente com toalhas, já Alfonsus agora forrava os demais bancos do automóvel de maneira bem tranquila e Melisande dizia:

    -Vamos todos trocar de roupa né? Nada de gente entrando molhada pelo castelo! Trouxe roupas para todos Ellen?

    A patrício respondia enquanto apontava para a mala no fundo da van:

    -Sim tem para todos ali no fundo...

    Melisande sorria e ia para o fundo da van buscar as roupas dela, fazendo uma curta pausa para deixar um carinho gentil nos cabelos de Melinda que sorria e começava a fechar os olhos para então murmurar:

    -Tô com fome, mas o banho quente é mais importe, tem razão Pita. Você vai preparar ele?

    Questionava Melinda com um tom bem pidão e carente na voz.
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 11/1/2018, 02:34

    Se a intenção de Melinda era me fazer suspirar, ela havia conseguido sem problema nenhum, até mesmo a pequena se entregava ao suspiro, apenas para brincar com os cabelos de da anciã.

    - Não vou brigar mia amata, só fiquei muito preocupada com você, todos ficamos.

    Comentava ao beijar de leve as mãos de minha rainha, o sorriso de Helen e os cuidados de Alfonsus me deixavam animada, mas eram as palavras de Melisande que me faziam agir. Começando a vestir Melinda com a roupa preparada.

    "Ela já vai estar segura quando Helena despertar, quem sabe na próxima noite as duas já possam se encontrar. Helena deve estar preocupada com ela, talvez até perdida.

    A pergunta de Melinda me pegava de surpresa, sorrindo com carinho eu apertava sua mão com delicadeza ao respondê-la:

    - Mas é claro que preparo, não vai ser trabalho nenhum e assim eu posso cuidar de seus cabelos, eles estão precisando de uma boa lavada.

    Terminando de vestir o corpo frágil e pequeno de Melinda, a pequena se abraçava a rainha dando pequenos beijinhos e carinhos para agradar-la, por minha vez eu esperava que Melisande ou Hellen terminasse a troca de roupa antes de ir me secar e vestir.
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 11/1/2018, 02:54

    Melinda sorria com carinho na sua direção, buscando suas mãos para beijar cada uma delas com muito carinho e suavidade, eram beijos mornos que vinham acompanhados de bastante amor.

    -Brigado minha princesinha querida, ou devo chamá-la por netinha?!

    Questionava a mulher que em seguida sorria e esticava as mãos para puxar a face da sua pequena enquanto permitia que voce vestisse as calças de moletom cinza nela, ali ela beijava a pequena algumas vezes com ternura e a fazia ronronar. Enquanto você se dedicava a vestir Melinda, era possível ver Melisande usar uma toalha para, ali mesmo dentro da van, tirar a roupa e começar a se secar. Sem vergonha nenhuma pela presença de Alfonsus, ela na verdade se mostrava bem tranquila e até olhava para o gigante que estava no banco da frente, apenas para ter certeza se não o estava incomodado ou ofendendo a vocês dois de alguma forma.

    Assim ela se vestia e vinha para terminar de cuidar da mãe enquanto comentava contigo:

    -Eu termino de cuidar dela, não se preocupe Pita. Vá se trocar e secar seus cabelos...

    A chuva do lado de fora já havia parado e isso dava a tranquilidade para Alfonsus sair do banco da frente contornar a van para buscar a própria roupa, já Ellen começava a se trocar no bando da frente mesmo. O gigante então entrava novamente, buscava as roupas e por respeito, escolhia se trocar do lado de fora. Restava a você agora, com uma toalha em mãos e a roupa separada por Cesco a sua frente, decidir onde iria se trocar.

    Imagens adicionais:
    Roupa Pita:
    Roupa Alfie:
    Roupas Melinda:
    Roupas Melisande:
    Roupas Ellen:


    Última edição por Danto em 11/1/2018, 12:19, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 11/1/2018, 11:18

    Sorrindo diante da pergunta de Melinda eu a beijava na testa para responde-la com carinho, um carinho que os anos apenas faziam crescer cada vez mais.

    – Que tal os dois mia amata?

    Deixando que a pequena cuidasse dos carinhos a Melinda, eu terminava de vesti-la com calma e delicadeza, mais por costume do que outra coisa, meus olhos acompanhavam os movimentos de todos, o cuidado de Melisande de procurar saber se suas ações nos incomodariam me deixava feliz, afinal era uma prova delicada de que nossa relação cresceria com nossa amizade.

    “ Será que terei a mesma sorte com Lucita? Mesmo que eu não tenha conhecido o jovem Monçada, ele ficaria feliz com uma amizade entre nós duas.”

    Concordando com um breve aceno quando Melisande se oferecia para cuidar de Melinda, com carinho eu beijava a face de minha irmã para comentar de leve.

    – Vou permanecer ao lado dela quando retornarmos, mas seria bom que você pudesse dormir com ela nas próximas noites, isso faria bem a vocês duas.

    Esperando pela resposta de Melisande, eu finalmente caminhava ate o banco do passageiro para ali pegar minhas roupas e me secar, meus olhos se voltavam para Alfonsus apenas para sorrir e lhe enviar um beijo através do ar, cuidando de secar bem meus cabelos eu retirava a roupa molhada para sentar no banco e vestir a calça jeans e a camisa.
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 11/1/2018, 12:36

    Melinda fechava os olhos e aceitava o beijo na testa, suspirando ao recebê-lo e sorrindo como se este fosse um dos maiores tesouros que ela pudesse receber. A aproximação de Melisande fazia com que Melinda fizesse um pouco mais de manha, resmungando algumas palavras baixinhas tentando não aceitar a camisa do pijama. Melisande então apertava o nariz da mãe, desarmando os protestos dela e enfiando a camisa pela cabeça da mesma, rindo ao fazer isso, para só depois te responder.

    -Você tem razão, fará muito bem para nós duas. Muito bem. Especialmente porque nós nunca mais tivemos essa chance, não depois dos cargos e todas as necessidades sabe?

    Alfonsus olhava para a sua direção e pegava o beijo enviado por ti, para de maneira romântica e até brincalhona, levá-lo na direção do próprio coração. Para então sair do veículo para se vestir, levando o tempo necessário para tal.

    -Estou aqui a pensar... Quando tudo ficar melhor, poderíamos fazer uma festa...

    Comentava Ellen que já trocada, secava os cabelos. Melinda comentava animadíssima:

    -Eu quero! Uma linda festa pra celebrar o novo século, o novo ciclo e pra poder usar roupas lindíssimas e dançar a noite inteirinha!

    Melisande beijava a testa de Melinda e comentava encantada pela fragilidade que a regente apresentava:

    -Primeiro, mãe, temos que recuperar a sua força. Assim que isso ocorrer, eu prometo, faremos uma linda festa. Lindíssima!

    Alfie retornava alguns instantes após a fala de Melisande, assumindo o volante da Van e recebendo um olhar curioso de Ellen.

    -Velhos também sabem dirigir sabe?!

    Comentava Alfonsus, em um tom de brincadeira. Mas que deixava a face de Ellen vermelha como uma beterraba! A jovem patrício arregalava os olhos e era possível ouvir o som da voz de Melinda:

    -Owwwn! Ela não é uma fofinha, vem cá aprendiz deixa eu te apertar! Fofa!

    Ellen parecia próxima de desmaiar de tanta vergonha e decidia esconder a face com as duas mãos. Alfonsus ria e fazia um carinho na cabeça da jovem.

    -Respire querida, vai te ajudar a ventilar essa sensação...
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 11/1/2018, 14:07

    Era com carinho que eu observava as ações cada vez mais humanas de Melinda, já a manha feita pela aproximação de sua filha e a forma como Melisande encontrava para vestir a camisa em sua mãe me fez rir baixinho, até mesmo a pequena ria para logo depois esconder seu rosto nos cabelos de nossa rainha e ali brincar com os mesmos.

    – Perfeito, isso fará muito bem as duas, tenho certeza de que fará.

    Respondia a Melisande feliz por saber que um velho habito de mae e filha seria retomado, suspirando com a pequena brincadeira de Alfonsus eu não escondia meu carinho e amor pelo gigante, entrando no carro para me vestir as palavras de Ellen eram apoiadas com um breve acenar.

    – É uma ideia interessante, o castelo deve ficar magnifico com a música ecoando e pessoas dançando por seus salões. Mas nada que não possa esperar.

    Comentava ao ver a pequena concordar e voltar a se abraçar em Melinda, com cuidado eu a sentava e a abraçava esperando que a van fosse ligada, a ação de Alfonsus e sua pequena brincadeira me fez sorrir, as reações de Ellen eram estudadas com atenção.

    “Ela está acostumada a servir, algo raro em um patrício, ainda mais em um novo.”

    Apertando de leve os ombros de Melinda eu observava o cuidado de Alfie em acalmar Ellen e sua vergonha.

    – É bom se manter atualizado, não ficar dependente dos vassalos é um tanto libertador.
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Danto em 11/1/2018, 18:07

    Data: 05 de Outubro de 2005.
    Local: Castelo de Chapultepec I Secc, 11100 Cidade do México, Distrito Federal, México.


    Ellen conseguia olhar na sua e abrir um sorriso discreto. Bem pequeno mas que deixava claro que ela não estava assim tão nervosa ou incomodada com a situação, mas sim apenas lidando com uma suave vergonha por ter subestimado a atualização de vocês. Aos poucos, com as ações de Alfie de ligar o veículo e colocá-lo em movimento, foi possível ver tanto Ellen se tranquilizando e até sorrindo ao se aproximar para olhar mais de perto a ação de Alfonsus, afinal, o homem era um piloto de excelente qualidade e domínio.

    Melinda por outro lado, se encolhia no banco e deitava de lado no colo da sua pequena, fechando os olhos e respirando calmamente. Melisande fazia todo o percurso sentada ali, ao lado de Melinda e a fazer pequenos carinhos. Já a regente, não a deixava ir para muito longe, fazendo manha até que você ficasse de pé por grande parte do trajeto, apenas para fazer alguns carinhos nos cabelos. E enfim, o carro estacionava, agora na entrada lateral do castelo.

    Entrada Oeste:

    Alfonsus estacionava o veículo e já descia do mesmo, afinal, caberia a ele a ação de carregar nos braços a fragilidade regente até o quarto dela. Ellen também descia junto de Alfonsus, mas ficava parada junto ao carro, atendendo a uma ligação. Melisande sorria de maneira tranquila e puxava uma das suas mãos para beijá-las com ternura e gentileza.

    -Obrigada querida e por favor, me deixe agradecê-la! Mas eu tenho que ir agora dar as ordens aos vassalos que estão a cuidar de Helena e convocar algumas moças do rebanho de minha mãe. Nos vemos em breve, tudo bem? Até loguinho mamãe.

    Melisande terminava a fala, dando um beijo na face de Melinda. A mesma apenas sorria e retribuía o beijo, assim, a Cardeal das Américas apenas aguardava a sua resposta para sair do veículo e ir controlar as outras situações para que o melhor conforto fosse oferecido a Melinda.
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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

    Mensagem por Jess em 11/1/2018, 20:20

    Com calma eu respondia com um breve sorriso o olhar de Ellen, eu entendia o pequeno desconforto gerado ali, mas não havia mal nenhum, principalmente já que Alfonsus era um excelente condutor, a vergonha dava lugar a curiosidade e isso me alegrava.

    De pé por grande parte do caminho minha atenção se voltava para Melinda, era com delicadeza que eu respondia a seus pedidos de carinho, algo que até mesmo a pequena fazia questão de distribuir.

    “As coisas irão se acalmar agora, Melinda já não corre mais perigo.”

    Abrindo a porta para descer da van quando esta era estacionada, eu me esticava para observar Alfonsus retirar Melinda do veículo, seria ele que carregaria a Regente até seu quarto, o castelo por sua vez continuava vivo e as palavras e ações de Melisande nos indicava isso.

    Respondendo o carinho de minha irmã com um brevíssimo abraço, eu a respondia com calma:

    – Agradecimentos depois, primeiro vamos garantir que Melinda fique bem. Não se preocupe, vá cuidar do que for necessário para que tudo fique em ordem, eu irei banha-la e fazer com que ela descanse.

    Era claro que muito deveria ser feito ainda, mas o grande perigo havia passado e agora as coisas deveriam ser mantidas, pelo menos até a recuperação de Melinda, algo que eu sabia que seria rápida com os cuidados certos. Despendindo-me com brevidade de Melisande, eu seguia ao lado de Alfonsus até os aposentos de nossa rainha, a pequena por sua vez corria a nossa volta animada e feliz.

    – Espero que Lorenz releve o vestido molhado, caso contário ele vai puxar minhas orelhas.

    Comentava ao olhar para meu gigante e sorrir com carinho.

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    Re: Ato II - A Primeira Chuva

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      Data/hora atual: 24/2/2018, 13:13