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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato III - Anacronico

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    Danto
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    Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 25/1/2018, 20:21

    Data: 05 de Outubro de 2005.
    Local: Bosque de Chapultepec I Secc, 11100 Cidade do México, Distrito Federal, México.

    A delicada figura feminina da Regente do Sabá encontrava-se por fim deitado em sua enorme cama, encolhida dentro das cobertas e com uma face feliz, a exausta mulher agora silenciosamente adormecia após a sua pequena se certificar de enche-la de beijos delicados e suaves. Somente assim a pequenina besta sorria alegre para aceitar o teu convite e se retirar ao teu lado, na ponta dos pés é claro, para a direção da saída daquele lindíssimo quarto. O caminho de retorno foi marcado pelas rajadas de vento mais geladas que anunciavam a chegada do final da noite e começo da madrugada, essas rajadas deixavam o calor local mais ameno, mas não eram de fato fortes o suficiente para dissipá-lo em sua totalidade. A pequenina ria ao girar o vestido que usava no sentido dos ventos enquanto apontava a direção de retorno que os levaria para o Hall de Ouro.

    Hall de Ouro:

    Todavia, as ações de guiar da pequena não eram realmente necessárias, afinal, o silêncio do palácio estava sendo rompido pelo com das teclas de um piano que ressoavam em uma música cativante e alegre, dessa forma, era ela mesma que interrompia as ações de apontar e se colocava a saltitar alegre na direção da melodia.

    Logo era possível encontrar a fonte, sentado ali no lindíssimo hall revestido de ouro e tantos outros luxos e joias estava a figura de Alfonsus. O gigante se encontrava a tocar, de olhos fechados o homem parecia estar a criar naquele exato momento a melodia que executava e a assisti-lo estava a figura de Francesco. O vassalo se mostrava de pé, com os braços cruzados e os olhos a brilharem em um puríssimo encantamento e admiração, afinal, de um improviso o gigante Toreador estava a criar uma belíssima arte. Ao lado de Francesco, Aylena estava a segurar o braço do vassalo italiano, os olhos da linda jovem russa estava travados na figura de Alfonsus e a mesma suspirava encantada pela bela música.

    A música avançava na direção dos teus ouvidos com carinho e ternura, o ritmo crescia e diminuía com naturalidade e seus lábios sorriam sem que você pudesse controlá-los! A pequenina ao ver a cena com totalidade, travava em um puríssimo fascínio que aquecia o teu peito. E assim alguns minutos se passavam até o final da musica, sua percepção sequer conseguia mesurar o tempo que admirar Alfonsus junto ao piano havia durado, todavia, o tempo de fato pouco importava, afinal, Francesco já se colocava a aplaudir enquanto o alto homem virava-se para sorrir feliz e levemente envergonhado pelas palmas dos dois vassalos.

    -Bravíssimo Alfonsus! Como nos velhos tempos não é mesmo meu amigo?!

    Dizia Cesco, que tinha a fala complementada por Lena:

    -Uau! Alfie! Eu nunca ouvi essa antes, acabastes de criar? Se sim, você é um gênio!

    Alfonsus se virava totalmente, ainda mantendo-se sentado junto ao piano, exibindo um sorriso alegre e um tom suavemente avermelhado na face por causa dos elogios recebidos.

    -Sim Lena, é algo novo. Mas estava apenas a seguir os conselhos de Pietra, mantenho minhas mãos ocupadas para me acalmar, não notei que vocês estavam a ouvir, fico grato pelos elogios... Pita, está tudo bem com nossa Rainha?!

    Dizia o homem, agora enfim direcionando os olhos na sua direção.

    Legendas:
    -Alfonsus

    -Lotte

    -Lorenz

    -Luana

    -Cesco

    -Lena

    -Melinda

    -Melisande

    -Ellen


    Última edição por Danto em 26/1/2018, 15:44, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 25/1/2018, 21:12

    Sentada na cama meus olhos permaneciam a acompanhar a figura cansada de Melinda, aos poucos os inúmeros carinhos e beijinhos da pequena surtiam seu efeito e por fim a Regente de toda a Espada adormecia exausta. Sorrindo eu suspirava com calma e feliz, o pior já havia passado e a segurança de minha Eterna Rainha mantida.

    “O tempo nos dirá o que irá acontecer, por sorte temos tempo e sabedoria para lidar com os novos desafios.”

    Ainda sorrindo eu concordava com o pequeno gesto da pequena em sair pelas pontas dos pés, não queríamos que Melinda despertasse com nossa saída, afinal ela precisava descansar em paz, algo que meu coração sabia que seria providenciado por Ellen e Melisande.

    Um sorriso suave nascia em meus lábios ao acompanhar os movimentos da pequena, ela ao contrário de minha pessoa não havia trocado o vestido molhado e isso a divertia, ainda mais quando corria para frente e para atrás me guiando à sua maneira.

    No corredor meus ouvidos me agraciavam com o som da música, algo que nos animava e impulsionava a correr pelo corredor restante até o Hall de Ouro, ali abrindo a porta eu suspirava tomada por uma alegria e amor incomparáveis, algo que vibrava com tanta intensidade na pequena quanto em meu coração.

    O fascínio ali experimentado pela besta aquecia meu coração e meu sorriso, a imagem de Francesco e Aylena de pé ao lado do piano e meu eterno Gigante de olhos fechados a tocar formava um quadro singelo em minha mente, um quadro que seria prontamente guardado em minhas memórias mais belas.

    Ao termino da música as palmas de Cesco se faziam presente, ainda sorrindo eu acompanhava meu acanhado Gigante com os olhos, Alfonsus tinha um dom único para a música e sua alma parecia sempre vibrar a cada nota executada, algo que desde minha juventude eu admirava e de certa forma invejava.

    A pergunta de Alfonsus dirigida a segurança de Melinda me fez sorrir e concordar com um breve aceno, aproximando-me para beijar de leve seus lábios eu o respondia com carinho.

    – Ela está devidamente aquecida e enrolada em suas cobertas, acredito que deva dormir até a próxima noite, o que lhe fará muito bem. Mas como eu a enchi de carinhos e mimos ela nos deu uma pequena dica de como nos portarmos diante de Helena. Estás interessado nisso mio amado?!

    Recuperando-se do fascínio a pequena corria para agarrar o outro braço de Francesco e gemer baixinho, ela estava com fome e de certa forma cansada, mas claramente a ansiedade de ver Helena de Tróia a dominava completamente, nada que a impedisse de comer uma bela maça ou pêssego é claro!
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    Danto
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 25/1/2018, 22:00

    Alfonsus suspirava levemente após receber o beijo e sorria alegre ao ouvir as notícias positivas sobre a Regente. O mesmo logo esticava as mãos para segurar a sua cintura e a puxava para perto, exibindo uma reação mais carente ele não conseguia disfarçar a ansiedade que sentia e pedia:

    -Eu quero sim, prometo fazer qualquer coisa que você desejar! Apenas, me conta quais foram as dicas Pita, nem consegui escolher uma roupa de tanto nervosismo!

    Confessava o homem em um tom baixo de voz. E enquanto ele fazia isso, a sua pequena não poupava esforços em chamara a atenção de Cesco e Lena, tentando mostrar a eles sinais que representavam um abacaxi com uma mão só, afinal a outra estava ocupadíssima agarrada à Cesco!

    -Não consigo sequer começar a imaginar uma resposta pra isso, algum sucesso Lena?

    Questionava Cesco que era prontamente mordido em sinal de protesto da pequena. A jovem russa pensava um pouco e perguntava:

    -Ela tá com fome, isso deu para entender... Mas... Ah! Já sei! Deve ser alguma dessas novas frutas, vou buscar um pouquinho de cada uma! Já volto!

    A besta gemia alegre e soltava-se de Francesco para se agarrar a Lena, determinada a ir com ela até a cozinha. Cesco não conseguia deixar de rir da cena, enquanto isso tudo ocorria, Alfonsus começava a apertá-la cada vez mais nos próprios braços, claramente tentando lhe apressar a contar a ele o que a sua rainha havia lhe ditos sobre Helena.
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    Jess

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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 25/1/2018, 22:47

    O sorriso de meu gigante me enchia de amor, mas ter minha cintura abraçada em um misto de carência e ansiedade de Alfonsus era algo novo, era claro que o gigante sentia a ansiedade apertar seu coração, algo que Melinda havia feito a bondade de tirar do meu. Rindo de leve diante da suplica eu o beijava com carinho e amor, apenas para morder seu nariz com delicadeza e lhe responder.

    – Você fica tão fofo ansioso Alfie, é quase maldade eu pedir alguma coisa de você! Vou lhe contar prometo mio amado, não quero que nada de errado nesse encontro.

    Comentava ao virar o rosto e ver as ações da pequena, a mimica dela e a ansiedade pelas tão esperadas místicas frutas tropicais era gigantesca, mas a surpresa de ver Aylena reconhecer a pequena me fazia rir feliz.

    “ Lena está vendo a pequena! Mais uma pessoa que vai mima-la muito, deus como é difícil segurar essa coisinha!”

    Suspirando diante da reação da pequena de se agarrar em Aylena eu ria baixinho, ela com toda a certeza se fartaria das novas frutas e saberia exatamente o que pedir a Melinda nos próximos dias, uma troca pequena pelos cuidados e carinhos que dispensaria a nossa rainha.

    Vendo Lena se retirar com a pequena eu voltava minha atenção para Alfonsus, tomando a face de meu gigante eu sorria ao responde-lo de maneira suave.

    – Melinda me disse que ela é como um espelho, se a tratarmos como uma rainha ela nos tratará como súditos, mas se a tratarmos como iguais, ela nos tratará assim, mas é claro que ela é família, então Melinda nos aconselhou a trata-la como tal. Achas que consegue isso mio amado Alfie? Sei que estás ansioso.


    Última edição por Jess em 26/1/2018, 19:55, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 26/1/2018, 16:08

    Alfonsus fazia uma careta ao ter o nariz mordido e já preparava uma resposta mentalmente, todavia, a fala de Francesco atraía tanto a sua atenção quanto a do ansioso homem a sua frente que ainda esperava pela resposta a essa altura.

    -O grande apollo de Florença ansioso e inseguro, quem diria não é?!

    A brincadeira era feita em um tom divertido e informal, fazendo a careta de Alfonsus crescer exponencialmente. A resposta vinha através de um movimento de lábios que envolvia um palavrão em italiano mais medievo e napolitano, que seguia para uma fala no idioma natal que vocês três dominavam com naturalidade.

    -Não seja um chato de galochas Senhor Francesco, ou serei obrigado a contar sobre a noite da nossa viagem a Berlim!

    Francesco balançava negativamente a cabeça em um susto inesperado, movendo as mãos ele se aquietava e deixava agora o espaço para a sua fala sobre como vocês deveriam se portar em frente a Helena e logo olhava ao redor e dizia para escapar de fininho no hall:

    -Irei me certificar de que tudo esteja sob controle em torno de Luana e tenho que alertá-los que Lorenz e Lotte estão na sala de estar, certamente já devem descer, afinal a canção terminou. Com licença!

    O homem fazia a ação de se retirar, sem nenhuma pressa enquanto Alfonsus concordava positivamente com a fala dele e olhava na sua direção com um sorriso mais seguro e confiante.

    -Uma dica valiosíssima, devo admitir que estou então em dívida para com a figura de nossa Rainha! Acredito sim que poderei agir em torno desta informação, obrigado querida! Devemos então, trocar de roupa e falar com os pequenos? Ou esperaremos eles descerem?!
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 26/1/2018, 20:32

    A pequena careta de Alfie apenas me fazia rir baixinho e feliz, aquela era uma rara ocasião que uma outra faceta de meu Apollo se revelava e de certa forma era interessante conhecer mais esse pequeno segredo de Alfonsus. Porém as palavras de Francesco arrancavam uma reação que eu nunca esperaria de meu gigante.

    “Alfie falou um palavrão?! Céus eu nunca esperava por isso!”

    Sentando-me ao lado de meu gigante eu ria baixinho diante de sua reação e suas palavras direcionadas a Cesco, a amizade entre os dois era inigualável e bela, ficava claro com as pequenas implicâncias e brincadeiras entre os dois, e claramente a reação de Francesco o entregava em algo que o mesmo não gostaria que viesse à tona.

    - Voces dois se comportem, não quero nenhuma crise entre meus dois amores.

    Comentava ao ver a reação de Francesco de se retirar com rapidez do hall dourado, ainda rindo eu ouvia as palavras de Alfonsus e o beijava com carinho, apertando seu braço me permitia ficar ali e suspirar de leve.

    – Acho que se nos trocarmos acabaremos por vestir algo mais formal, e do modo que estamos agora, não estamos mal vestidos. Alias Melinda aconselhou esperarmos um pouco para apresentar Renz e Lotte, Helena pode não aceitar muito bem a força do sangue deles.

    Levantando-me para beijar novamente os lábios de Alfie, eu o puxava pelas mãos ao responde-lo com um sorriso quase que maroto no rosto.

    – Vem, vamos ver os pequenos. Ainda preciso te usar como escudo para proteger minhas orelhas do Renz.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 27/1/2018, 20:18

    Francesco ria baixinho e concordava sobre não brigar com Alfonsus, mas o homem era espeto o suficiente para sair antes de qualquer resposta que pudesse expor ainda mais aquele assunto que o fazia fugir com tanta velocidade. Por outro lado, Alfie sorria um pouquinho abobalhado por ter recebido o beijo que claramente ele não esperava receber e segurando com carinho nas suas mãos, ele se colocava de pé e respirava fundo antes de comentar:

    -Certo, eu irei protegê-la da fúria de Renz que certamente já esta ensaiado como irá repreendê-la por causa do estado do vestido após a nossa visita ao lago! E acredito que seja de fato a melhor opção, digo, adiar um pouco a apresentação dos mais novos... Afinal ela pertenceu a um passado mitológico e de grandiosos poderes.

    Aflie então a envolvia com o braço direito, abraçando-a para assim vocês dois subirem as escadas em direção a pequena sala de estar que antecedia o corredor dos quartos onde vocês todos estavam hospedados.

    Sala de Estar:

    Era o próprio Alfonsus que abria a porta e ali dentro você logo de imediato via Lorenz levantando-se do sofá que compartilhava com a irmã. Lotte parecia revisar a leitura de um livro sobre a cultura helenística, um livro que por sinal fazia parte da sua própria coleção especial. Seu filho já se preparava para falar quando o gigante logo a defendia:

    -Nos perdoe tamanha falta de atenção para com o seu querido vestido, amado Lorenz. Mas a situação em que encontramos a nossa rainha, a avó de sua mãe, foi extremamente precária e difícil, porém assim como a sua doce e linda mãe, é apenas a chuva e a água que a trazem de volta, são as formas de passagem que ambas compartilham... Prometo, meu caríssimo, que pessoalmente cuidarei com extrema atenção e zelo daqui em diante com todas as roupas de nossa italiana mais bela e adorável.

    Lorenz ia aos poucos desmontando a face mais agressiva e por fim, deixava um curto sorriso de satisfação escapar os lábios ao dizer:

    -Tudo bem! Mas me digam, como ela está e por favor... Mãe, prometa-me que irá dar prioridade aos vestidos?! Eu trouxe tantos!
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 27/1/2018, 20:51

    O experiente Francesco concordava com o fato de não brigar com Alfonsus, mesmo assim ele escapulia com rapidez me deixando apenas mais curiosa sobre o assunto. Porém meu gigante e seu sorriso alegre chamavam minha atenção com carinho, não havia como evitar o sorriso feliz por ser protegida por meu eterno Apollo.

    - Eu não sei como, mas ele tem a mesma mão pesada da Violetta, é maldade isso, ele nunca me dá motivos para puxar as orelhas dele. Isso não é justo! Sim vamos com calma, a presença de Helena vai ser um desafio até para nós, quem dirá para eles.

    Comentava ao ser guiada pelo meu amado gigante, abraçando o braço forte de Alfie eu o deixava me guiar, aquele era um gesto que meu coração mais adorava de vê-lo fazer, algo que me lembrava do passado mas ressaltava nosso presente juntos.

    " Sempre a me proteger Alfie, espero fazer o mesmo com seu coração meu amor."

    Adentrando na belíssima sala de estar, eu claramente me escondia por de trás de Alfonsus, encarar a fúria de Renz sempre me deixava triste, afinal eu mais do que nunca queria orgulha-lo.

    Diante da pergunta de Lorenz eu esticava a cabeça para fora de meu forte esconderijo, sorrindo com suavidade eu o respondia sem medo.

    - Ela está a salvo meu querido, a salvo e descansando. Quanto aos vestidos, está quente demais para ignora-los, prometo que vou usar todos o que você trouxe, porque não me ajuda a escolher um e eu me troco.

    Comentava com suavidade, ao sair da proteção de Alfie e me aproximar de Lorenz e Lotte, beijando a testa da jovem rosa negra.

    - Melinda nos aconselhou esperamos um pouco para apresenta-los a Helena, talvez ela tenha dificuldade em lidar com a força sanguínea de vocês, e eu não sei como iremos reagir a força da presença dela.
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    Danto
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 28/1/2018, 13:36

    Alfonsus se divertia com o teu protesto inicial sobre a perfeição de Lorenz, de fato, o rapaz ainda não havia dado sequer uma única chance para que você pudesse puxar as orelhas dele, já Lotte costumava dar no mínimo duas razões por mês! Porém assim que toda a cena na sala de estar ocorria, seu filho não demonstrava um nervosismo grandioso ou violento, pelo contrário, por quase toda a cena era mais plausível tudo ser uma espécie de manha por causa do vestido do que uma irritação real.

    -Tudo bem mãe, você disse as palavras mágicas! Vamos, já sei exatamente qual escolher!

    Comentava Lorenz com um sorriso cada vez mais forte nos lábios, o jovem esticava a mão em um claro convite enquanto Lotte aproveitava-se para sorrir com carinho na sua direção após receber o beijo e comentar um pouquinho decepcionada:

    -Ah, tá bem então... Eu pensei que já iria conhecer a poderosa Helena de Tróia! Mas tudo bem, eu entendo, papai me contou sobre o passado dos cainitas e eu consigo entender. Aliás, vocês vão enfeitar as presas?

    Alfonsus ria da pergunta da jovem e se sentava ao lado da mesma, puxando-a para um abraço apertado seguido de um beijo bem forte na testa da mesma.

    -Fique tranquila filha, você vai ter a chance de se apresentar a Helena no futuro próximo. E não, seria bem injusto dar a ela uma sensação de estar no passado, além disso, doía horrores preparar as presas e eu já nem sei mais mantê-las expostas por muito tempo! Ah sim, poderia me trazer um relógio filho?

    Lorenz se aproximava para segurar as suas mãos com carinho e beijá-las com muita doçura e amor para concordar positivamente na direção de Alfie e em seguida responder:

    -Pode deixar Pai, eu vou escolher um enquanto a Mãe se troca! Vamos mãe?
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 28/1/2018, 14:01

    A diversão de Alfie sobre meu protesto me fazia rir, a diferença entre meus filhos era gritante, mas nada que meu coração não pudesse aceitar e ama-los cada vez mais por isso, mesmo assim enquanto Lorenz não tivesse um sorriso nos lábios eu evitava sair da proteção de Alfonsus, algo que não demorava a acontecer.

    – Perfeito, posso prometer que não farei mais chover sem que eu esteja segura das gotas, mas uma chuva de vez em quando pode refrescar esse clima seco.

    Comentava ao aceitar o convite de Lorenz, beijando sua mão eu a apertava com carinho, meus olhos se voltavam para Lotte em um claro pedido de paciência, algo que era reforçado por Alfonsus.

    – Não se preocupe amada, não sabemos bem como Helena está considerando as coisas, ela deve estar um pouco perdida ainda e isso pode ser complicado.

    Balançando a cabeça de forma negativa a pergunta sobre as joias, eu podia sentir um pequeno calafrio passar por meus dentes quando Alfonsus mencionava a dor, algo que com toda a certeza eu não gostaria de tentar, pelo menos não sem um bom motivo é claro.

    – Ela terá muito trabalho para se realocar no tempo, é bom irmos apresentando pequenas coisas por vez.

    Concordando com o chamado de Lorenz eu sorria ao abraçar o braço deste e concordar.

    – Vamos sim Renz, não vejo a hora de tirar essa calça!

    “Ele está certo, vai ser quase impossível me manter de calça nessa cidade. Acho que irei realmente priorizar os vestidos que ele fez.”
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 29/1/2018, 11:47

    Lorenz fazia uma breve careta quando você mencionava o fator chuva novamente, mas prontamente Lotte comentava:

    -Não exagere irmãozinho, a chuva é importante pra mãe. Já pensou em ao invés de ficar triste começar a pensar em vestidos mais resistentes à água ou com lavagem mais simplificada?

    Lorenz olhava na direção com uma expressão surpresa, até um pouco confusa. Algo que fazia Alfonsus rir baixinho, afinal, apesar de ambos terem a mesma idade de abraço, seu filho era muito mais velho por causa do tempo de vassalagem ao teu lado. Por sorte, a sua fala sobre a calça trazia Renz de volta e o mesmo sorria alegre ao segurar as suas mãos e falar brevemente para Lotte:

    -Depois você vai falar mais sobre isso mocinha! Mas por hora, vou ali ajudar a nossa mãe!

    Lotte então, literalmente, deitava-se sobre Alfonsus e começava a se aninhar no colo do gigante enquanto vocês dois se retiravam em direção ao quarto. No caminho feito pelo corredor, seu filho se mostrava bem alegre e gentilmente abria a porta do seu quarto, exatamente como fazia em seus tempos de vassalo, porém o mesmo ao entrar já tomava a iniciativa de ir até o seu armário e retirar dali um suave vestido branco, seguido de sapatilhas pretas. O mesmo olhava para um blazer que deveria acompanhar o conjunto, mas o deixava no armário e se aproximava de ti sorrindo.

    -Prontinho mãe! E bem... Me desculpe por não ter contado sobre o cargo de Harpia. Pretendia contar logo quando nos reuníssemos, porém, tudo ocorreu em improviso. Você não está chateada né?!

    Perguntava o rapaz, aproximando-se de ti e esticando as mãos em um pedido pelas suas roupas, afinal era ele que cuidava pessoalmente da lavagem de todas as peças, um pequeno costume antigo que acabava por virar uma espécie de tradição que o alegrava bastante.

    Vestido escolhido:
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 29/1/2018, 12:25

    Ser protegida por Lotte me fez sorrir, ainda mais quando minha amada rosa negra dava uma excelente ideia para Lorenz, alfgo que de certa forma nos ajudaria, ele em manter suas peças intactas e eu a conseguir correr pela chuva sem medo.

    Beijando novamente a testa de Lotte, eu apertava seu nariz com carinho antes de ser guiada por Lorenz, era claro que meu filho estava considerando as palavras da irmã e isso me deixava feliz.

    “ Ve-los em perfeita harmonia é um sonho realizado a cada noite!”

    Ver Lotte encolhida nos braços de meu gigante me fez suspirar, deixando que Lorenz me guiasse até o quarto eu sorria ao ter a porta aberta, porem era meu filho que ia até o closet enquanto eu retirava a calça e a camisa que havia vestido depois da chuva.

    – Venha cá meu querido! Estou orgulhosa de você, Elsa não teria lhe nomeado Harpia a toa, ela tem confiança em sua capacidade e o está recompensando.

    Comentava ao tomar as faces de Lorenz e beijar-lhe a testa com carinho e amor, ainda sorrindo eu o abraçava com força apenar para olha-lo nos olhos e suspirar feliz.

    – Fiquei surpresa é claro, mas acredito que foi uma excelente forma de se apresentar a Lady Melisande.

    Soltando por fim o corpo de Lorenz, entregava as roupas antes usadas para então vestir o vestido por ele escolhido e as sapatilhas.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 29/1/2018, 18:41

    Seu filho não só aceitava o abraço como também tomava a liberdade de apertá-la e tirar os seus pés do chão por alguns instantes, para então soltar o teu corpo com suavidade e já se abaixar levemente para receber o beijo na testa. Tudo era feito com enorme ternura e com um amor maternal que aquecia os corações de vocês dois ao mesmo tempo.

    -Eu fiquei bem assustado na hora, falei tudo que não tinha planejado e sinceramente achei que ela puxar minhas orelhas ou me ignorar! Mas bem, deu tudo certo né?

    Comentava o rapaz com um sorriso na face enquanto se abaixava para lhe ajudar a vestir as sapatilhas pretas assim que você vestia o vestido branco com linhas pretas. Em seguida, o mesmo ia até o armário do closet outra vez para buscar uma escoava para ajustar seu cabelo enquanto comentava:

    -Mãe, acho que você terá de falar amanhã com a Luana sobre o lago. Eu fiquei bastante preocupado com a empolgação dela, mas a pequena foi rápida demais! Comentei com Cesco e acho que ele vai cuidar do assunto por hoje, mas eu fico realmente preocupado com ela se perder na mata ou algo assim... Eu sei, ela é mais velha e mais experiente, já é quase uma ancillae... Mas ela é tão fofinha quando está perto da água sabe?

    O rapaz já terminava de ajustar o seu penteado e agora apenas alinhava o seu vestido na altura dos ombros e balançava a cabeça indicando que estava tudo bem e pronto para o tão esperado encontro com Helena.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 29/1/2018, 20:23

    O abraço compartilhado com Lorenz me aquecia e fazia com que meu sorriso aumentasse, o carinho de meu filho havia continuado após o abraço, algo que eu tivera medo de perder.

    Concordando com as palavras de Lorenz eu suspirava de leve pela delicadeza dele calçar minhas sapatilhas em meus pés.

    – Não se preocupe, eu e Melisande conseguimos colocar nossas diferenças a limpo. Ela irá sentir tanto orgulho de você quanto eu sinto, mas eu adoraria se você conseguisse convencer a Lotte a dar alguma obra para ela, seria um presente que ela não esqueceria.

    Respondia-o com carinho, sentando-me para ter meus cabelos penteados e cuidados eu sorria feliz, minha outra parte, a que ficava com a pequena também estava se divertindo e satisfazendo a imensa fome que havia crescido durante a primeira parte da noite.

    “Sorte que eu sei como Melisande fica quando quer puxar as orelhas de alguém.”

    Ouvindo atentamente as palavras de Lorenz pela segurança de Luana, era quase impossível não rir baixinho e concordar com o mesmo, afinal a pequena tulipa era apaixonada pela água. Tomando a mão de meu filho eu a beijava com carinho para comentar.

    – Não se preocupe, logo pedirei para que tragam Sir Lancelot, aquele pequeno tem um dom magnifico para frear Luana. E você tem razão, não queremos que ela se machuque.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 30/1/2018, 00:49

    -Eu vou falar com a minha irmã sobre a obra, certamente alegraria Lady Melisande que não disfarçou nem por um único segundo a emoção em conhecê-la não é mesmo? Mas eu entendo, os cabelos negros da minha irmãzinha são os mais belos desse mundo!

    Respondia seu filho que já sorria bem mais aliviado agora com a sua notícia sobre trazer Sir Lancelot o mais rápido possível, afinal, o animal além de ser muito bem educado e feliz servia como o bom senso que sempre faltava para a encantadora, impulsiva e elétrica tulipa dourada. Em seguida, o rapaz caminhava até a parte do closet que era separada para Alfonsus, curiosamente essa parte ficava logo após a que já estava separada para Eva! Por tanto, na ordem era: O seu espaço, seguido do designado ao de Fredy, para então chegar no da Eva e por fim, no do gigante italiano. Ali, Lorenz pegava um dos relógios e o mantinha na mão esquerda. Enfim, seu filho lhe estendia o braço direto para lhe escoltar gentilmente de volta a sala de estar.

    E assim que vocês dois retornavam a cena era no mínimo divertida. Alfonsus estava de pé com os braços abertos em uma postura estranha e meio marcial, enquanto a jovem Lotte tirava algumas fotos e registrava medidas, assim como pequenos rascunhos em um bloco de notas nas mãos enquanto a câmera repousava sobre o pescoço. O gigante então notava a sua aproximação e desviava os olhos em uma reação de vergonha, ele claramente não soube dizer "não" para as mordidas manhosas de sua filha!

    -Oi mãe, já libero o pai! Só tô a colher umas últimas coisinhas pro meu quadro! Prometo, não vou demorar mais do que dois minutos!

    Alfonsus protestava:

    -Eu não acho que é uma boa ideia deixarmos a grande Helena a esperar...

    Lorenz por outro lado escondia a risada com a mão direita e a guiava até um dos sofás e se sentar no mesmo logo em seguida.

    Relógio para Alfonsus:
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    Jess

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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 30/1/2018, 01:22

    Ouvindo as palavras de Lorenz eu concordava com o mesmo, realmente ganhar uma obra feita por uma rosa negra deixaria Melisande feliz, ainda mais pela rosa negra em questão ser aprendiz da filha da própria Melisande.

    – São os cabelos negros mais belos que eu já vi, tenha certeza disso. Acredito que nossa relação irá se estreitar, e bem espero que ela goste desses pequenos mimos, afinal ela merece.

    Levantando-me para esperar um mais aliviado Lorenz ir buscar o relógio pedido, eu sorria ao perceber a arrumação do Closet, era claro que Melinda não havia poupado esforço ou gastos para nos agradar, um cuidado que iria retribuir sem medo de ser mal interpretada.

    “ Com a vinda de Sir Lancelot, Luana ira se aquietar, só espero que isso não crie problemas para os vassalos do castelo, afinal ele é um cão bem esperto.”

    Entrelaçando meus braços ao de Lorenz eu sorria ao acompanha-lo de novo para a sala, ali a cena de Alfonsus posando para Lotte que o fotografava me fez rir baixinho, mas animada pelas ideias de minha filha.

    – Acho que mais algumas fotos não irão nos atrasar tanto querido. Não se preocupe Lotte, trabalhe com calma em seu quadro. Nosso Apollo de Florença é um bom modelo para um verdadeiro espartano não é mesmo Alfie?

    Mostrando de leve a língua para meu gigante, eu me sentava ao lado de Lorenz para ver Lotte trabalhar, algo que amava fazer.
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    Danto
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 30/1/2018, 12:12

    A cena que ocorria entre Lotte e Alfonsus se postergava por não mais do que dez minutos. Durante todo esse tempo, seu filho permanecera ao teu lado e se certificava em deixar o relógio escolhido em sua posse, assim como sorria alegre ao ver como a própria irmã havia de fato adentrado ao mundo das artes sem nenhuma vergonha ou medo. Por fim, Lotte liberava Alfie após beijar a face do gigante e correr imediatamente na sua direção, afim de beijar a sua testa com carinho e comentar:

    -Prontinho mãe! Papai tá liberado! Até mais tarde e não deixe ele ser muito prolixo!

    Empolgada para logo começar a pintar, a rosa negra mal lhe dava tempo de resposta e já ia puxando o irmão pelos braços. Tudo isso ocorria enquanto Alfonsus ajustava as roupas e endireitava-se outra vez. Seus filhos então acenavam para o gigante e logo iam correndo para o quarto, Renz ria baixinho, afinal ele sabia muito bem que se não corresponde-se rapidamente à irmã acabaria sendo mordido!

    Alfonsus em seguida se aproximava de ti e esticava a mão direita em um convite gentil:

    -Vamos meu amor?!

    E assim que o convite fosse aceito, o homem dava inicio a uma caminhada sem pressa que os levava novamente ao Hall de Ouro. Lá em baixo já haviam dois homens loiros com vestes totalmente anacrônicas ao ambiente, afinal, eles estavam a se apresentar com roupas típicas de servos gregos e um deles trazia inclusive um dos grandiosos abanadores. Os homens logo faziam reverências e nesse processo era fácil notar como eles estavam muito bem cuidados e toda a vestimenta de escravos era na realidade apenas um detalhe e não necessariamente a função que eles executavam. Porém antes deles falarem algo, era a voz de Lena que se manifestava no local:

    -Obrigada fofos! Vamos fazer como o combinado certo? Vocês irão guiar o caminho enquanto seguem as ordens de nossa majestosa soberana e herdeira de Zeus, enquanto eu irei me certificar que nenhuma pena desse abanador ai caia nos cabelos da minha senhora!

    Os homens loiros riam da situação, afinal, Aylena estava a literalmente dar ordens neles e os mesmos sabiamente acatavam a elas. A sua pequena vinha ao lado de Lena e estava sorridente e perfeitamente satisfeita, era possível sentir ainda pequenos resquícios do sabor doce de um abacaxi recém devorado. Enfim então o caminho era tomado, seguindo para a ala leste e cruzando novamente os jardins e o mirante onde outrora uma longa conversa havia transcorrido. Até finalmente todos vocês chegarem no local, o clima havia ficado levemente mais ameno, afinal, havia um abanador exclusivo para ti e o homem não demonstrava incomodo algum em manter aquele esforço físico para impedir que o calor a incomodasse. Alfie esforçava-se para não rir com a situação e assim que vocês chegavam em frente a porta de acesso, o gigante tomava a liberdade de ir até ela e segurar a maçaneta com uma das mãos e dizer:

    -É chegada a hora, Lena obrigado e aguarde por nosso retorno, por favor. Senhores, muito obrigado mas entraremos apenas nós. Pietra, é chegada a hora...

    Aguardando a sua reação, o homem então fazia o movimento de abertura das portas enquanto os vassalos se distanciavam.



    Imagens de apoio:
    Sala do trono:
    Quadro:
    Trono:

    As portas do local se abriam e por fim era possível ver um ambiente totalmente redecorado para dar suporte as exigências da progenitora da linhagem das rosas francesas. E por mais que você esperasse uma grandiosa figura digna dos contos mais clássicos dos filhos de Caim, onde os antigos eram como verdadeiros Deuses encarnados que dilaceravam a realidade e subjugavam os próprios limites do mortal, a figura que se apresentava sobre o lindíssimo trono vermelho e dourado era vívida e receptiva como você jamais aguardava ver.

    A poderosa matusalém se colocava de pé ao vê-los adentrar a sala, o sorriso dela era enorme e ela parecia ter reconhecido você! Alfonsus parecia preparado para se apresentar, mas a reação da própria mulher o pegava de surpresa. Helena então tratava de correr na sua direção, revelando uma estatura bem pequena e uma beleza natural verdadeiramente única, digna de todos os relatos mais místicos e divinos que a circundavam. Porém, a surpresa da ação era tão grande que o fascínio não vinha! Em seguida, a matusalém pronunciava-se em grego:

    -Pelas barbas de meu Pai! Que raios duplos cruzem os céus! Como podes se manter tão bela depois de tantos anos querida? Vejo que meu filhote realmente escolheu a maior de as artes para abraçar, enfim, espero que não se esquecido da face de sua avó! Venha cá Ilana, me dê um abraço!

    A mulher terminava a corrida parando a menos de um metro de distância de ti e olhando para cima surpresa com o teu tamanho! Afinal, ela havia lhe confundido com Violetta! Alfonsus arregalava os olhos e se permitia a fazer um riso baixinho, Helena logo olhava para o gigante totalmente confusa com a situação e o questionava:

    -Posso saber qual é o motivo de tamanha chacota, criatura? Aliás, responda-me, és herdeiro de Atlas ou algo assim? Pois teu tamanho me desafia a olhar para os céus e eu não tenho o costume de tal esforço!

    Alfonsus balançava a cabeça negativamente e então com bastante naturalidade respondia:

    -Perdoe-me pelos risos, mas Ilana é a mãe adotiva de Pietra, esta maravilhosa rosa, herdeira de Iontius que está a se apresentar a sua frente. Elas tem de fato muitos traços em comum e acredito que isso não possa ser apenas uma obra do acaso. Enfim, perdoe-me Helena. Sou Alfonsus, prole de Elonzo e também herdeiro de Iontius... Um jovem a respirar a herança que tu deixastes neste mundo.

    A verdadeira grande anciã e maior rosa que teus olhos já haviam visto começava a dar risadas quando entendia a confusão e por fim sorria ao concordar com as palavras de Alfonsus, fazendo um sinal para que o mesmo se aproximasse. Em seguida a mulher se ajoelhava em frente ao gigante e tocava nos pés do mesmo, subindo gradativamente enquanto as mãos dela exploravam as pernas do mesmo e paravam na altura da cintura do homem. Durante todo o processo, Alfie apenas parava sem saber o que ela estava a fazer.

    -Um verdadeiro homem tem pernas fortes, as coxas devem ser no mínimo o dobro de suas panturrilhas ou o mesmo é indigno de minha presença. Você é um homem, um guerreiro, seja bem vindo Alfonsus! Agora, se me permite... Quero conhecer esta jovem chamada Pietra!

    Os olhos maravilhoso de Helena agora se voltavam para ti e somente a você.

    Helena de Troia:

    Roupas:


    Última edição por Danto em 30/1/2018, 16:05, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 30/1/2018, 13:36

    Ali sentada ao lado de Lorenz, eu me deliciava ao ver minha rosa negra trabalhar, as inúmeras aulas de esculpir haviam se estendido por noites sem fim, algo que ainda fazia meu coração palpitar de alegria. A animação de Lotte me fez sorrir, afinal era minha vez de ganhar um beijo na testa e ter de volta meu gigante, me despedindo de meus filhos com um breve aceno, eu sorria ao aceitar o convite de meu gigante e lhe entregar o relógio pedido a Lorenz.

    – Vamos sim meu amado, acho que já esperamos demais para conhece-la.

    Sendo guiada por Alfonsus eu sorria curiosa diante das roupas dos jovens vassalos, porem a iniciativa de Aylena e suas palavras me faziam rir, nossa russa não temia em dar ordens revelando sua personalidade forte e convicta, algo que ainda cresceria e seria moldada pelo tempo. Recebendo novamente a companhia de minha pequena eu sorria ao quase sentir o gosto da estranha fruta abacaxi em sua boca, porem satisfeita a pequena logo grudou no outro braço de Alfie e ficou ali a se enroscar feliz.

    – Obrigada Lena, espero que ela não tenha dado tanto trabalho assim. E obrigada por se preocupar com meu cabelo, seria difícil tirar uma pluma dos cachos.

    Comentava ao abraçar de leve minha querida vassala e amiga, acompanhando o caminho que era guiado pelos dois rapazes eu sorria diante da delicadeza de ser abanada, era algo estranho, mas ainda assim curioso.

    Diante da porta e a iniciativa de Alfonsus e a pequena ansiosa retornava, ali eu concordava com o mesmo e entrava assim que este abrisse a porta, porem nada me havia preparado para as primeiras reações de Helena.

    Surpresa eu observava a mais bela de todas as mulheres com curiosidade, sorrindo eu podia entender perfeitamente a pequena confusão, algo que era desmascarado pela risada disfarçada de Alfie, a pequena se retraia saindo por minhas costas e ali rindo baixinho, apenas para farejar o ar a sua frente e espiar Helena de minhas costas.

    As reações da própria anciã de nosso clã me tranquilizavam, o riso suave era um bom sinal, mas a estranha forma de medir Alfonsus me fez dar de ombros ao encarar seu olhos de certa forma confusos.

    “ Se Eva fosse uma rosa, agora eu teria certeza da onde veio aquele modo de escolher seus vassalos.”

    Feliz pelas reações positiva de Helena a Alfonsus eu sorria diante das palavras daquela que durante muitos anos havia sido meu norte dentro do clã. Dando um passo a frente quando Helena se voltava para minha pessoa eu a abraçava de leve para comentar de maneira calma.

    – Posso não ser Ilana, mas acredito que ela adoraria que eu a abraçasse em seu lugar, já que agora minha mãe está adormecida e ela não o pode fazer.

    Soltando Helena do abraço, eu tomava suas mãos para beija-las com carinho.

    – É uma honra conhece-la mia bisnonna. Sou prole de Elonzo, sigo o caminho que herdamos de Iontius.
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    Danto
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 30/1/2018, 17:09

    O abraço suave que você pretendia dar se transformava bem rápido em um aperto mais forte protagonizado pela mulher pequenina a sua frente que tinha uma força muito acima do esperado! Assim que o abraço terminava mulher olhava feliz na sua direção e comentava enquanto tinha as delicadas e belas mãos:

    -Então és uma jovem herdeira de Iontius acolhida por Ilana, fantástico! Especialmente por seguir os passos iluminados do sábio e centrador Titus.

    A filha de Zeus então olhava outra vez para Alfonsus e o questionava:

    -Mas devo admitir que é estranho ver um guerreiro entre as heranças de Titus, ele sempre foi um homem tão aquietado em suas perspectivas e intenções. Porque fostes escolhido Alfonsus e porque não segues o caminho de tua linhagem?

    Alfonsus prontamente respondia, sem delongas e exibindo uma sinceridade bem simples de ser lida e percebida. Durante toda a fala do gigante era possível notar que Helena parecia fascinada pela presença do relógio de pulso do homem.

    -Bem, nosso senhor, o jovem chamado Elonzo me abraçou quando ainda era pouco experiente. Este tinha sonhos de grandeza e conquista do território da costa ocidental dos mares Lingarian e Tyrrhenian, a parte continental mais próxima a Aithalia. Para tal ele precisava de um guerreiro, Elonzo nunca caminhou pela iluminação, optando dês dos primórdios pelos ramos rivais aos teus, porém com o passar dos séculos eu pude conquistar a minha liberdade e nesta, compreendi a real importância da respiração e esta me trouxe de volta a vida.

    Helena escutava as palavras do homem com atenção e batia palmas alegres em uma confirmação positiva, para depois comentar.

    -Perfeito! Eu gostei bastante de ti, Alfonsus, herdeiro de Altas e grande guerreiro dos mares. Minha filha desse que agora não mais saudamos os guerreiros de acordo com as tradições de Afrodite, então, receba a minha gratidão por escolher a minha herança!

    Em seguida, Helena virava-se na sua direção e fazia um sinal para que você e Alfonsus a acompanhassem até o trono, porém a poderosa rosa não se sentava ali.

    -Sente-se Pietra, temos muito a conversar! E pelo que posso notar, trouxestes uma pequenina companhia... Exatamente como Iontius fazia! Posso presumir então que sejas a grande herdeira da iluminação de meu querido irmão, vamos, conte-me mais sobre ti!
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 30/1/2018, 17:56

    A suavidade de meu aperto era trocada pela força de Helena, isso porem me fez sorrir feliz, já que parecia ser um bom sinal vindo da antiga rosa, algo que era confirmado por suas palavras enquanto eu beijava suas mãos, algo que fazia a pequena rir baixinho ao se esconder nas costas de Alfonsus esperando o momento propício para se apresentar.

    Ainda de pé ao lado de Alfonsus eu sorria ao escutar os nomes antigos das referências dadas, porem os olhos de Helena me indicavam que o relógio de Alfie lhe era novo, um fato interessante, mas previamente explicado por Ellen mais cedo.

    “Ela deve se sentir perdida com as lembranças do passado e esse presente.”

    Feliz pela aprovação de Alfonsus vinda de Helena, suas palavras sobre velhos costumes me deixavam curiosa, afinal era claro que a antiga teria adorado lavar os pés de meu gigante. Acompanhando os movimentos de Helena até perto do trono eu a olhava surpresa com a permissão de me sentar no trono, já a pequena retirava a cabeça da segurança de seu esconderijo rindo ao ser mencionada, claramente depois ela corria até o trono e se sentava ali sem medo nenhum.

    “Folgada, comporte-se!”

    Ralhava com a pequena que sem vergonha começava a fingir que segurava um cetro nas mãos, revirando os olhos e respirando profundamente, eu tomava uma das mãos de Helena para guia-la até os sofás e ali me sentar com a mesma.

    – Eu gosto mais daqui, assim podemos manter a conversa mais intima.

    Convidando Alfonsus para se sentar conosco, meus olhos observavam a pequena correr do trono para o colo do Gigante e ali se enroscar com delicadeza.

    – Eu nasci na região da Tusci, conheci os caminhos de Iontius depois de muito anos, quando já não estava na companhia de Elonzo, o destino quis que uma Filha de Poseidon me ensinasse o caminho que Iontius criou, mais tarde pude conhecer a figura de Lameth, mesmo que nosso encontro tenha sido curto ele me presenteou com a presença da pequena, desde então me esforço para manter a trilha da iluminação em crescimento.
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    Danto
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 30/1/2018, 20:54

    Helena olhava para a sua pequena que se libertava do "esconderijo" e já tomava o lugar no trono, Alfonsus parecia ficar por alguns segundos bem preocupado com o que aquela ação poderia significar, porém as risadas de Helena indicavam que estava tudo bem. A mulher se divertia com a encenação da sua besta e logo se atentava a sua ação com uma notória curiosidade.

    -Titus morreria de orgulho de ti, alta jovem de Tusci! Escolher nos manter no mesmo nível é uma ação que só os mais sábios e humildes podem tomar, assim poderemos discutir com mais calma o nome citado por ti. Lameth... Sabia que Iontius e Lameth foram grandes amigos?

    Ela dizia aceitando o seu convite e sentando-se ao teu lado esquerdo no sofá onde normalmente os súditos de preferência na fila de atendimento do monarca ficariam, já Alfonsus sentava na sua direita e a besta sentava-se sobre o gigante, aninhando-se ali com um sorriso maroto na face.

    -Ao contrário da maioria dos filhos secos, frios e antipáticos de Ashur, Lameth se preocupava mais com o vida do que com a própria morte em si. Lembro-me dele falando tantas coisas que eu só queria cair dura e morta no chão de tanto tédio! Mas Iontius sempre o ouvia e acredito que ambos juntos estruturaram com calma muitos méritos da filosofia da humanidade, isso é um grande mérito, afinal, abandonar a barbárie era necessária! E como minha mãe sempre dizia, Caim era apenas um velho carcomido desprovido de masculinidade... Se é que vocês me entendem!

    Ela fazia um sinal com o indicador, claramente referindo-se a intimidade da figura máxima ao qual grande parte dos vampiros do Sabá olhavam com orgulho e admiração. Alfonsus não conseguia segurar o riso, tão pouco a sua besta.

    -Mas não se engane, Pietra! Não foi Lameth que a lhe presenteou com algo, foi a senhorita que levou a tua luz até ele. O experiente herdeiro de Ashur simplesmente abriu os caminhos espirituais em torno de ti, isso fez a tua luz nascer antes da hora dela. Todavia, precisamos conversar sobre ela antes de prosseguirmos, me diga querida herdeira das terras de Tusci, o que sabes sobre tua própria essência?
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 30/1/2018, 22:25

    A tensão de Alfie me fez sorrir, porque a pequena sabia bem onde pisava, embora não o fizesse ela mesma sem um pouquinho de medo e um pouco de sorte é claro, a risada de Helena porem me deixava aliviada, assim como suas palavras sobre minhas ações.

    – Eu vi muitos tipos de pessoas ao longo de minha existência, e tive muitos mentores, muitos deles homens e mulheres humildes e sabias, apenas tento seguir o exemplo deles e deixá-los orgulhosos do tempo que me presentearam.

    Comentava ao me sentar no sofá e no meio de Helena e Alfonsus, ouvindo as palavras da antiga rosa a nossa frente, meus olhos podiam ver a pequena se aconchegar sob o colo de Alfie com seu sorriso maroto e brincalhão, algo que eu sabia bem onde terminaria é claro, em novas frutas!

    – Quando me encontrei com Lameth ele mencionou a amizade que tinha com Iontius, também pude ler um diário de um filho de Ashur que mencionava nosso avô. Foi assim que descobri a origem de minha linhagem, já que na época eu não tinha mais contato com Elonzo e ainda estava afastada de Alfonsus.

    Olhando para meu gigante eu tomava sua mão para aperta-la e sorrir com carinho, mas ouvir sobre as intimidades de Caim daquele modo me fez rir assim como meu amado gigante, conhecer pessoalmente a filha de Arikiel era quase como um sonho inalcançável que se realizava, afinal Helena era uma figura mitológica entre os cainitas e mortais.

    “ Ela deve ter tantas histórias! Quem pensaria que um dia eu estaria a frente Helena de Tróia!”

    Ouvindo as palavras de Helena eu concordava com a mesma, ao meu ver Lameth havia me presenteado com uma certeza, algo que acabará vindo acompanhada da pequena que agora enchia meus dias de alegria e pequenas manhas. Já a pergunta da mais velha me fez ponderar, minha luz ainda era um grande mistério a ser decifrado e Melinda havia se arriscado em demasia para encontrar as respostas, e bem aquela que poderia me dar todas as respostas estava a minha frente.

    – O encontro com Lameth ainda me é difícil de entender completamente, na época eu não entendia muito sobre a trilha que escolhi seguir, até mesmo porque quem me iniciou nela estava adormecida. Meu conhecimento sobre minha essência, sei que ela é uma profecia nos dada pelo Arcanjo Miguel em um ato de piedade e perdão, as luzes que seriam faróis para os perdidos na escuridão da maldição que se abateu sobre Caim e perdura em seus filhos, também sei que a pequena tem mais controle sobre a luz do que eu e que precisamos de uma a outra para invoca-la, mas isso a consome, mesmo que ela não reclame posso sentir seu cansaço.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 31/1/2018, 00:53

    -Uma eterna aprendiz...

    Comentava de maneira positiva a maior de todas as rosas, que não deixava de sorrir com suavidade na sua direção, a mesma logo sentava-se ao seu lado e não cruzava as pernas. As mantinha fechadas e unidas pelas pontas dos joelhos enquanto a observava com bastante atenção. Enquanto isso, Alfonsus segurava a sua mão com carinho,o gigante não conseguia esconder as emoções naquela situação e a tristeza dele ficava quase palpável quando você mencionava o passado triste que havia ocorrido na história de vocês dois.

    -Por sorte ou por que assim quis o destino, tu podes encontrar a figura de Lameth querida. Eu tenho uma gratidão tão enorme por ele, espero sinceramente um dia poder agradecê-lo por tudo que ele significou a ti e por tanto, a tudo que ele significa a mim.

    Helena inclinava suavemente a cabeça, analisando vocês dois e abrindo um sorriso encantador que os fazia suspirar, afinal, a beleza dela era de fato cativante e ela só não os deixava paralisados pelo fascínio porque ela não queria!

    -Grande parte do meu ódio contra o verme loiro de bizâncio era porque ele se definia como o portador das luzes, o escolhido de Miguel! Como era falso, ele só queria engolir as espadas dos amantes e fazer orgias em torno de peças de ouro enquanto posava como uma criatura especial entre sujos e infiéis. Idiota!

    Helena cuspia no chão ao falar do eterno e derrotado rival, enquanto Alfonsus arqueava a sobrancelha na direção da mulher. Afinal a cuspida que ela jogava contra o chão era mais rosa do que vermelho e isso era de fato fascinante!

    -Veja bem, você tem bastante coerência no que diz. Segundo nossa progenitora, Zillah, o velho do membro diminuto era um verdadeiro babaca egoísta que não aceitava ajoelhar-se diante das forças divinas. E bem, deuses não reagem bem a mortais abusados! Todavia, o Arcanjo Miguel moldou com as próprias mãos fragmentos de luz para que os herdeiros da maldição pudessem escolher outra forma e outros caminhos e não só fossem obrigados a sofrer como o primeiro assassino sofreu. Muitos tentaram, recordo-me de Saulot sonhando em encontrar os fragmentos, enquanto Ashur mencionava que chegaria neles após entender a própria morte... Enfim, tenho de dizer que é até uma honra poder conhecer um desses fragmentos! Afinal o primeiro dos fragmentos de luz foi eternizado por Zillah em três joias e estas distribuídas entre seus herdeiros para que nunca fosse totalmente destruída e sempre houvesse uma forma de encontrar a resposta final para a salvação... Ou seja, teu papel é crucial, alta moça de Tusci! Fico conte em saber que és família, teremos tanto a aprender juntas sobre vossa Luz!
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 31/1/2018, 01:37

    Ouvir de Helena a forma carinhosa que muitos de meus mentores já haviam me tratado, trazia um sorriso alegre e saudoso ao meu rosto, a posição militar de Helena porem era algo novo e interessante de ser observado, traços de sua personalidade que aos poucos se revelavam. Porem eram as palavras de Alfonsus que me faziam desviar os olhos de Helena.

    Apertando a mão de meu gigante eu a beijava com carinho, apenas para ver a pequena morder seu queixo e puxar seu braço livre para aperta-la mais ainda, um gesto que me fazia ter inveja dela naquele momento.

    – Não sei dizer se o destino nos brindaria com este encontro, mas Lameth é um verdadeiro pai para quem o conhece e ele ficaria feliz por nós dois.

    Acostumada a estudar movimentos, não era difícil notar que Helena o fazia conosco, o sorriso que ela abria arrancava os mais puros suspiros da pequena que se remexia sob o colo de Alfie apenas para poder ver melhor a beleza da filha de Zeus.

    Ouvindo com atenção as palavras de Helena, velhas histórias mitológicas entre os cainitas ganhavam contornos mais sólidos, algo que muitos estudiosos adorariam ouvir, ou questionar, já que fonte estava a nossa frente.

    “ O ego é o maior dos inimigos, ele te eleva aos céus, mas lhe derruba ao inferno.”

    O cuspe de Helena me fez olhar para Alfie, o liquido rosado era algo inusitado de se esperar da antiga, mas claramente explicado pela trilha em que ambos estavam, mais um segredo que se revelava sem receio a nossa frente.

    Entendo por fim a importância de minha luz eu sorria ao ser chamada de família por Helena, algo que fazia a pequena saltitar no colo de Alfie apenas para lhe morder e correr pela sala do trono feliz, até voltar é claro!

    – Eu não imaginava que esse dom era tão importante, mas à alguns anos fiz uma promessa a um querido amigo. Eu prometi que enquanto a tradição dele e a força de minha luz pudessem permanecer juntas, me esforçaria para que mais ninguém ficasse para atrás na escuridão. Depois desta promessa eu conheci Lameth e ajudei sua filha a encontrar um raio de esperança, agora eu entendo o porque dessa luz e seu papel. E devo ressaltar que fico feliz em ser parte de sua família, é uma honra poder aprender com você mia bisnonna.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 31/1/2018, 11:43

    Os olhos de Helena se distraiam por duas vezes. A primeira era quando a sua pequena mordiscava Alfonsus em uma gentil tentativa de animar o gigante que acabava por ser muito bem sucedida. A segunda vinha quando a mesma corria pela sala do trono e nesse momento a própria Helena tinha que segurar uma vontade de rir diante da empolgação da sua besta.

    -Então tu farás parte da profecia do Arcanjo. Isso é deveras interessante, é uma pena que minha irmã não esteja mais entre nós! Ela adoraria conhecê-la e estudar teu caso afinco, sabes, não sou a mais versada de todas as rosas, sempre me dediquei a impulsividade que a vida nos permite.

    Alfonsus completava:

    -Como uma brisa quente a ir e vir, sem remorsos, sem medos. Respirando profundamente a cada instante para que nenhum único perfume deixe de ser aproveitado, em busca da constante melhora e perfeição de si, para nunca recair como os outros o fazem.

    A recitação de Alfonsus soava como um verso específico que fazia Helena bater palmas alegres.

    -Perfeito! Exatamente, onde aprendeu este verso que escrevi a tantos anos atrás?

    O gigante sorria enquanto recebia de novo nos braços a pequena e agitada besta.

    -Com Ishaq, filho de Iontius. Foi junto dele que eu pude conhecer o verdadeiro caminho de nossa linhagem, cheguei até inclusive a trilhá-lo por alguns longos anos. Até reencontrar a humanidade simples e por fim, ter meu coração curado pela Luz de Pietra. Para enfim adentrar na minha sonhada e esperada respiração. Foi um caminho longo e difícil, mas o resultado é encantador e empolgante!

    Helena ouvia as palavras de Alfonsus com cuidado e então se levantava para ficar na frente de vocês dois, a diferença de altura agora era minimizada pelo fato de vocês estarem sentados e a própria mulher sorria ao notar essa condição. Porém, ela levantava a mão esquerda indicando que não seria necessário que vocês se colocassem de pé também, para posteriormente falar:

    -Então eu tenho aqui em minha frente dois herdeiros de meu querido irmão. Uma contem dentro de si um dos lendários fragmentos da luz e esta profundamente ligada a herança dele, ao ponto de deixá-lo profundamente orgulhoso e feliz, afinal, a benção da sua besta ao teu lado é um retrato dessa alegria de meu irmão. E junto desta iluminada mulher, existe um guerreiro perfeito, cuja força sobreviveu a quebras e traumas até enfim alcançar a minha herança. Ambos são parte da minha família e eu os reconheço e de bom grado os recepciono!

    A mulher então beijava a face de Alfonsus e em seguida a sua, para murmurar baixinho em seu ouvido:

    -Esse homem vai te dar trabalho querida, se precisar de conselhos e exercícios para mantê-lo feliz eu também posso ajudá-la, doce nipotina!

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    Re: Ato III - Anacronico

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      Data/hora atual: 24/2/2018, 13:14