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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato III - Anacronico

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    Jess

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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 31/1/2018, 13:18

    Não era difícil perceber que as ações da pequena atraiam a atenção de Helena, algo que me deixava de certa forma feliz e preocupada, já que eu nunca tinha certeza do que se passava na mente da irrequieta, as palavras de Helena e os versos citados por Alfie me faziam concordar, ela era como uma brisa quente de uma tarde de verão, sempre a brisa que havia soprado por meus cabelos em minha infância na Toscana.

    “São quase irmãs essas duas. Ah Iontius eu adoraria conhece-lo mio bisnonno!”

    – Sempre acreditei que assim como os livros, a chuva e a brisa são ótimos professores, mas isso só se foram aguçados com a curiosidade.

    Respondia a Helena sobre o fato dela não ser a mais estudiosa de seus irmãos, algo que ao meu ver não influenciava no que aprendíamos com a vida, que na minha opinião ainda era a melhor professora que podíamos ter.

    Acompanhando os movimentos de Helena meus olhos se prendiam na pequena figura da grande beleza de Tróia, o acenar para que não nos levantássemos foi acatado, assim era mais fácil para que nossas alturas se igualassem. Ali as palavras da pequena e grandiosa Helena enchiam meu coração de alegria e orgulho.

    O beijo recebido junto do pequeno cochichar rapidamente enchiam minha face de brasas, gemendo baixinho eu recusava as lições, já a pequena agia com rapidez e estufava o peito para ir morder a orelha de Helena e defender a posse de seu gigante.

    – Acho que ela não quer ajuda, além do mais nossa musa e sereia consegue nos cansar sem problemas nenhum.

    Comentava ao ver a pequena puxar Helena para longe de seu gigante, ou pelo menos tentar.
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    Danto
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 31/1/2018, 21:21

    -Que abusada!

    Comentava Helena ao ser mordida! Afinal, a mesma estava a se divertir da sua vergonha e não notava a aproximação da pequena, no momento da fala da poderosa rosa, Alfonsus respirava fundo e fechava os olhos tentando se manter calmo. Porém, nenhuma medida drástica seria necessária, afinal a própria Helena de Tróia rosnava em resposta para a sua pequena e mostrava os dentes branquíssimos dela e logo revidar a mordida na sua pequena! Agora era a vez da sua pequena soltar um leve gemido e então, ambas trocavam rosnados até que enfim, ambas estavam a rir da situação. Alfonsus olhava um pouco confuso na sua direção.

    -Essa falta da noção da sua pequena ainda vai nos matar do coração querida!

    Helena ri alto da fala de Alfonsus e então claramente se distanciava do mesmo de acordo com que a sua pequena indicava e puxava a mesma para um abraço lateral e informal, afinal, Helena conseguia ser menor que a sua versão adolescente!

    -Fiquem tranquilos, está tudo bem. Lhes garanto! Agora, deixe-me perguntar a ti queridíssima Pietra... Como você conseguiu ficar tão grande assim sendo uma moça? Estou a parecer uma criança no meio de vocês dois! E isso não é muito justo!

    Protestava a mulher, cruzando os braços e fazendo uma cara mais emburrada e manhosa.
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    Jess

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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 31/1/2018, 22:24

    A reação de Helena e de Alfonsus me fazia rir, eu entendia completamente a insegurança de Alfie com as reações da antiga rosa a nossa frente, mas confiava bem na pequena para saber que ela não abusaria daqueles que pudessem nos ferir ou até mesmo machuca-la. Rindo dos rosnados trocados por Helena e a pequena eu me abraçava a Alfie concordando com o mesmo para responder de maneira calma.

    – Acho que ela só faz isso porque sabe que ficamos com medo. Mas tenha certeza de que ela é bem mais esperta do que aparenta Alfie.

    Satisfeita com o abraço a pequena beijava o alto da cabeça de Helena, apenas para mostrar a língua para seu gigante e apertar mais a grande rosa em seus braços, já a pergunta de Helena me fez sorrir com carinho, bem menor do que eu havia imaginado a mais bela de todas as mulheres conseguia ser menor do que minha pequena, algo interessante de fato.

    – Bom eu não sou a mulher mais alta, tenha certeza disso mia amata. Mas acredito que sua resposta seja a comida e a idade, eu fui abraçada quando meu Desenvolvimento já havia se encerrado, tive tempo o suficiente para crescer, já você foi abraçada ainda nessa época. E bem os campos de Tusci sempre tiveram um solo rico e boas lavouras, vegetais e carnes ajudam muito no desenvolvimento das crianças. Acredito que os avanços que estreitaram nossas fronteiras, tenham possibilitado a cada nova geração um crescimento continuo, fazendo com que o padrão de tamanho mudasse com o passar dos anos.

    Tomando uma das mãos de Helena eu a apertava ao comentar com carinho.

    – Não se preocupe com sua altura, são nos menores frascos que se encontram os melhores perfumes, além do mais conheço uma jovem e pequena tulipa que se encantaria com a sua altura.

    “Ela pareceu aceitar bem nossa geração, talvez o restante do jardim não tenha tantos problemas assim.
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    Danto
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 1/2/2018, 15:08

    Alfonsus cuidadosamente a envolvia com o braço, trazendo-a para perto e concordando silenciosamente com a sua fala. Era possível sentir que aquele curto abraço lateral não só acalmava o gigante, mas também te ajudava a manter-se em controle das suas emoções, afinal, a pequena estava a mil por hora e isso normalmente trazia pequenos reflexos para o seu âmago. No entanto, quando você começava a explicação sobre a terra e as modificações na agricultura, tanto a besta, quanto a própria Helena paravam totalmente atentas ao assunto.

    -Então... Os alimentos hoje em dia são maiores do que eram antes, por isso as pessoas são todas maiores e mais saudáveis, entendo.

    A sua ação seguinte permitia com que Helena sorrisse de maneira confortável e alegre, em seguida ela ia literalmente até o seu colo, sentando-se sobre as suas pernas com o pouquíssimo peso que possuía e olhava ao arredor com um sorriso na face.

    -Agora, me contem sobre suas famílias. Quem são seus filhos, suas rosas e amores. Acredito que as minhas rosas vocês já conheçam muito bem e é injusto eu não conhecer bem as suas não acham? E quero ouvir mais sobre essa tulipa, porque não a trouxeram de uma vez?! Eu não mordo! Juro!

    Alfie cruzava os braços para observar a cena, havia uma expressão de curiosidade na face do gigante, afinal, Helena estava a se comportar como uma jovem e não como uma aterrorizante criatura mitológica que muitos afirmavam que ela era. E era bem nítido que a mulher estava a esperar a sua fala, para depois questionar o gigante sentado ao lado de vocês.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 1/2/2018, 15:42

    O abraço de Alfonsus me fazia sorrir, eu entendia a preocupação de meu gigantes, mas compartilhava meu amago com a pequena, embora ela fosse capaz de me surpreender eu sentia as mesmas coisas e sabia que Helena estava a se divertir.

    “Explicações simples podem ajuda-la a entender essa nova realidade, fico feliz em descobrir isso.”

    Concordando com um breve aceno sobre as palavras de Helena um sorriso suave se abria em meu rosto, um sorriso que não escondia a surpresa de ver a grande rosa se sentar em meu colo, rindo com isso meus braços a tomavam com carinho ajeitando-a de maneira confortável e a apertando de leve.

    “ Ela está a vontade, tenho que agradecer Melinda pelos conselhos.”

    Sorrindo para meu gigante e ouvindo as palavras de Helena, eu podia ver a pequena suspirar com a cena apenas para ir se acomodar perto de Alfonsus, feliz por ter seu gigante protegido ela aproveitava a calmaria para se esticar e descansar.

    – Bem não imaginávamos que iriamos conhece-la esta noite, por isso a tulipa foi se divertir no lago, algo que faz meu filho se preocupar com ela. Além do mais Alfonsus e eu já estamos mais acostumados a estar na presença daqueles de sangue mais potente do que o nosso, meus filhos ainda não tiveram tal oportunidade. Um cuidado com eles, nada demais eu diria.

    Respirando fundo eu tomava uma das mãos de Alfie para aperta-la e por fim responder as inquisições de Helena.

    – Eu tenho três amores, um deles é este alto homem, os outros dois, Eva é uma sereia, uma linhagem derivada das rosas. Ela é minha tempestade e vida, minha musa, curiosamente ela é mais alta do que eu. Já Friedrich é um pouco menor do que eu, ele é eupátrida das terras germânicas, nos conhecemos quando ambos estávamos perdidos e juntos pudemos encontrar um caminho a seguir, ele é um bom homem, carinhoso embora um pouco tímido. Quanto aos meus filhos, eu tenho duas rosas, Lorenz é tão branco quanto a primeira neve do inverno, Lotte é negra como a noite mais escura, mas se amam e se respeitam, e é claro temos Luana, nossa pequena tulipa, ela é uma filha da lua, minha aprendiz no caminho da iluminação.
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    Danto
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 1/2/2018, 19:01

    -Não existem diferenças de sangue quando se esta em família querida. Minha força não é comparável e nunca será, afinal sou uma criatura divina e sempre soube disso, o vitae apenas me tornou eterna. Todavia, não se engane, eu estou ansiosa para conhecê-los e respeito tua decisão acima de tudo, tu é a mãe e cabe a ti e ninguém mais essa decisão.

    Respondia a pequena loira sentada sobre o seu colo que logo se colocava a ouvir você explicar quem eram suas amores e quais eram as flores do seu jardim. Quando ela ouvia sobre seria, a mesma arregalava os olhos e escondia a boca aberta com as mãos, no mesmo instante Alfonsus segurava a sua mão com carinho e beijava a sua face.

    -Como faz para se deitar com uma Sereia? Digo, a parte debaixo não é um problema?

    Alfonsus prontamente balançava a cabeça negativamente.

    -Elas são chamadas por sereias por causa da força de seus cantos, elas são herdeiras das rosas e das luas, as heranças se misturaram na construção dessa força sonora de fascínio e encantamento. Guiando os alvos a destruição ou ao prazer incomparável.

    Helena então olhava na direção de Alfonsus e o analisava por alguns instantes.

    -Tu é um antigo! Que alegria! Teremos muito a estudar querido,mas prometo, prometo! Não irei tentar roubá-lo ou serei mordida, já entendi!

    Ela mostrava a língua para a pequena que já iniciava um rosnar baixinho do alto do colo do gigante. Posteriormente, a mais poderosa das rosas e matriarca da família imperial francesa olhava na sua direção para comentar.

    -Escolhas inusitadas mas fascinantes para amar, mas como bem sabemos o amor é livre e incontrolável. Teus olhos me dizem o quão feliz tu está e eu gostaria de poder conhecer todos! Lorenz... Eu bem que suspeitei ter ouvido esse nome ecoando pelo castelo, é ele o alfaiate? Ah querida, eu estou verdadeiramente ansiosa para conhecer tuas flores, todas elas! Quando isso vai acontecer?!
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 1/2/2018, 20:12

    As palavras de Helena sobre a diferença da potência de sangue suavizaram qualquer preocupação que eu pudesse ter, afinal ela confirmava nosso laço familiar e seria uma honra poder apresentar cada pequeno broto de meu jardim a grande rosa da Tróia.

    – Obrigada mia amata, é difícil saber como eles reagiriam a um encontro desses, as distancias naturais as vezes podem agir sem que queiramos.

    O beijo de Alfie em meu rosto me fez sorrir feliz, havíamos caminhado por muito tempo longe um do outro, mas a distância havia sido vencida e agora podíamos construir nossos caminhos juntos. A pergunta de Helena me fez rir baixinho, concordando com a explicação de Alfie eu comentava de maneira breve.

    – O nome comum da linhagem é filhas da cacofonia, porque elas tendem a abraçar mulheres. Mas sempre achei o nome tão feio, se fossem filhas de Eco seria mais belo, porém sereias lhe caem bem, em Berlim a capital germânica temos um tritão, Eva o abraçou algum tempo depois de eu abraçar.

    A reação de minha pequena em mostrar os dentes para Helena me fez apertar seu nariz, ainda desconfiada ela voltava a se esconder nos braços de seu gigante, mas sabia bem que protegeria ele de qualquer tentativa de roubo proveniente da rosa mais velha.

    “ Será que Iontius é tão acessível assim? Helena é forte, mas tem uma personalidade fácil de se adaptar, imagino que nem todos fossem assim.”

    Sem esconder a animação eu ria ao beijar o alta da cabeça de Helena e aperta-la em meus braços, algo que eu nunca imaginaria possível até essa noite.

    – Sim, Lorenz é um alfaiate, inclusive as roupas que estamos usando foram feitas por ele. Tenho certeza de que ele irá adorar fazer algo especial para você, isso se ele mesmo não der a ideia. Bom, chegamos de uma viagem no começo da noite, e quando deixamos Lotte e Renz ela estava animada com uma tela. Podemos fazer esse encontro na próxima noite, assim garantimos que Luana esteja presente, ela ama água e pareceu bem animada com o lago gigantesco que tem aqui perto.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 2/2/2018, 16:52

    Alfonsus recebia com carinho a pequena de volta pros braços dele, afinal, agora ela fazia uma careta para você por causa do apertão de nariz que havia recebido e em protesto, ela se aninhava junto do corpo de Alfie e mordiscava o queixo do mesmo, o homem por outro lado apenas se contentava em sorrir com leveza diante daquela pequena cena carinhosa que ocorria entre você e a mais experiente das rosas.

    -Entendi, então existem novas linhagens que derivaram do clã principal. Interessante, o sangue de Ashur que costumava se misturar dessa forma, mas de certa forma não vejo porque não ficar interessada por essas novidades. Sereias e tritões são de fato mais agradáveis aos ouvidos, cacofônico soa como algo pejorativo!

    A mulher então saltava do seu colo com um sorriso empolgado na face após a sua fala, concordando positivamente e lhe convidando a se levantar, esticando as duas mãos na sua direção e exibindo um poderoso sorriso maroto na face.

    -Tudo bem, eu entendo perfeitamente. Irei encontrá-los amanha, mas até lá temos muito a fazer... Venha cá, Pietra, minha doce moça de Tusci! Me digas, queres conversar com Titus? Posso fazer isso acontecer num piscar de olhos!

    Alfonsus se surpreendia com a proposta e olhava na direção de Helena intrigado. A mulher então respondia ao gigante:

    -Sei que tu já se encontrastes com um dos filhos de Titus, lembre-se de mencionar isso a ele está bem? Mas antes, precisamos da resposta de Pietra!

    Alfonsus concorda, mas suavemente colocava a pequenina para o lado para enfim se levantar e comentar:

    -Será uma verdadeira honra, mas... Como exatamente irás alcançar alguém que esta em torpor?

    Helena lançava um olhar desafiador a Alfonsus e indagava ao homem:

    -Acreditas que exista algo que a filha de Zeus não possa fazer?

    A sábia reação de Alfonsus foi de negar, afinal, era realmente impossível mesurar a força que ela possuía!
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 2/2/2018, 17:19

    A careta da pequena ao ter seu nariz apertado me fez rir, ainda mais quando ela se afundava nos braços de Alfie e o mordia no queixo em forma de protesto, nada satisfeita em ter sido parada ao proteger seu gigante, o que me fazia rir com carinho dela. A palavra de Helena sobre a conhecer a linhagem de Eva me fez sorrir, era incrível ver alguém tão mais velha do que muitas rosas aceitar isso tão bem, algo que as próprias rosas queriam simplesmente esconder.

    “ Bom saber que ela não pensa assim, isso vai deixar a Bella feliz.”

    Aceitando o convite para me levantar, meus olhos questionavam Helena de forma curiosa, seu sorriso maroto lembrava claramente o meu e o da pequena quando queríamos algo, as palavras da mais bela rosa porem me deixaram surpresa.

    – Conhecer Iontius?!

    Minha pergunta fazia a pequena vibrar por completa, feliz ela não conseguiu conter o rugido muito menos a vontade de correr, algo que me teria feito rir se a ansiedade não me tomasse por completa. Voltando meus olhos para Alfie eu não escondia a resposta positiva, muito menos a curiosidade de como Helena faria isso.

    – Eu quero, por deus é o que eu mais quero! Conhecer aquele que criou a trilha que sigo e que o destino quis que fosse meu bisnonno. Estou parecendo uma criança não?
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 2/2/2018, 19:37

    O sorriso maroto de Helena só parecia crescer diante das reações de vocês, especialmente quando a pequena começava a correr. Afinal, a experiente rosa ria e corria novamente até o trono para subir no mesmo, ficando de pé sobre o estofado, fechando os olhos e dizendo:

    -Não se preocupe, vamos resolver isso rapidamente! Apenas confie em mim e espere um instante enquanto eu procuro por Titus!

    Alfonsus então suavemente tomava as suas duas mãos, entrelaçando os dedos deles com os teus e exibindo um sorriso de confiança e tranquilidade, para então beijar a sua face e comentar:

    -Ouvi sabias palavras algumas horas atrás, para que em momentos com estes é melhor manter as mãos ocupadas. Por tanto querida, fique tranquila e respire. Eu estou aqui contigo.

    Afirmava o gigante enquanto a pequena enfim parava de correr e ia para bem pertinho de Helena afim de farejar em buscar de um cheiro que pudesse pertencer a Iontius e ao mesmo tempo, sanar a curiosidade e talvez entender como a poderosa rosa estava a procurar pelo irmão.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 2/2/2018, 20:28

    A corrida intrépida da pequena me fez rir, ainda mais quando a mais velha rosa o fazia em direção de seu trono. O sorriso maroto e divertido de Helena me alegrava completamente, assim como a ansiedade me tomava.

    “Iontius... Será que não é um sonho?”

    Limitando-me a concordar com Helena, meu coração se aquietava com as mãos de Alfonsus tomando as minhas, ali suas palavras me faziam sorrir com carinho, e com mais carinho eu tomava suas faces para beija-la.

    – Ah meu querido, o que eu seria sem você? Obrigada por estar do meu lado meu amor, sei que esse encontro é importante para nós dois.

    Com leveza eu observava a pequena farejar Helena, ela queria ser a primeira a sentir o cheiro do tão amado Titus de Helena, e porque não descobrir como a grande rosa de Tróia o fazia para encontrar seu irmão.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 2/2/2018, 23:46


    A pequena e linda troca de carinhos entre os corações eternamente apaixonados era interrompida por um bater de palmas empolgado da pequena que começava a correr em círculos em volta de vocês dois. Afinal, Helena agora estava a olhar para os céus e os olhos dela se tornavam totalmente brancos, a presença da mulher crescia exponencialmente, até alcançar o verdadeiro infinito! As presas à mostra, os cabelos dourados a se mexerem sozinhos diante de uma ventania sobrenatural que só circundava a mulher. A pele branca brilhava suavemente, como apenas a pele de uma verdadeira semideusa deveria fazer... E mesmo diante de tamanha apresentação de força, não havia um único espaço para medo ou dor, absolutamente nada ali feito era assustador ou esmagador. Ela era sem dúvida alguma muito mais forte do que qualquer outro antigo que você já havia visto em toda sua vida, mas mesmo assim, ela se apresentava, literalmente, como a filha do Grande Zeus e não como uma cainita.

    Helena então desaparecia da visão de vocês, Alfonsus arregalava os olhos, afinal era certamente a primeira vez que ele via pessoalmente um nível tão avançado de rapidez. Instantes depois ela surgia com um grande espelho a frente do trono, tão grande que ela sequer aparecia, mas era possível ver as pequeninas mãos delicadas dela segurarem com firmeza a lateral do mesmo.

    -Titus?

    Perguntava a Helena. Aos poucos era possível sentir uma nova presença surgir no interior da sala, uma presença sutil e calma, claramente masculina e bem antiga. A besta animadíssima, para de correr e sentava na frente dos seus pés, ansiosa a esperar a chegada da pessoa. E assim, gradativamente a face masculina de um homem negro se formava no espelho... Com roupas antigas e uma linda joia verde no pescoço, havia uma face simples vestida em luxo, um olhar sereno e uma expressão humilde.

    -Helena?! Onde me convocastes dessa vez querida?!

    Perguntava o homem dentro do espelho. Helena ria baixinho e soltava o espelho que misteriosamente se mantinha de pé! Circundando o mesmo ela fazia um sinal na direção de vocês dois e afirmava:

    -Bobo! Não proteste antes de ver o que se passa, saiba que eu o trouxe para ver teus herdeiros! Este é Alfonsus, neto de Atlas e grande guerreiro de sua linhagem que adentrou o Caminho da Respiração. E esta, é Pietra, a alta herdeira de Tusci, a portadora da luz sagrada do Arcanjo Miguel e farol de vosso caminho querido irmão!

    Os olhos do homem negro então e viravam na direção de vocês dois. E ele sorria alegre ao vê-los, assim ocorria a mais surreal sensação possível, pois era fácil compreender que a saída do mesmo do espelho não era real, mas parecia! As roupas tinha cor e textura, a pele negra inclusive brilhava diante das luzes do ambiente.

    -Nem meus amados filhos conseguiram alcançar um patamar tão elevado dentro do ramo da iluminação, ramo plantado por minha mãe e nutrido por meus próprios punhos...

    Nesse momento, o homem olhava para as mãos abertas e então as estendia na direção de vocês.

    -Venham, se apresentem queridos herdeiros. Estou ansioso para conhecê-los!

    Alfonsus então suavemente a colocava a frente, deixando bem claro que esse era o teu momento e ele faria de tudo para que esse encontro ocorresse. Uma ação humilde e atenciosa que fazia Iontius sorrir e Helena suspirar. O homem negro logo notava a sua besta e batia duas palmas em sinal de aprovação.

    -E traga tua essência contigo minha jovem! Por favor!

    Imagnes adicionais:
    Espelho:
    Face no Espelho:
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 3/2/2018, 00:21

    Incansável a pequena corria a nossa volta com todas as suas energias, isso faziam com que meus lábios rissem com carinho, afinal eu a entendia e estava tão animada quanto ela para o que aconteceria. Ainda nos braços de Alfonsus eu pude sentir e ver a verdadeira natureza de Helena, se Eva sempre fora minha tempestade, Helena de Troia era o olho do mais selvagem furacão, algo que me fazia suspirar sem medo.

    “A filha de Zeus eternizada em sua beleza e força, a maior rosa depois da progenitora de nosso clã.”

    Ver a força sanguínea de Helena fez até mesmo Alfonsus arregalar os olhos, muito mais velho e experiente do que eu, era por suas reações que me guiava naquele curioso acontecimento, o aparecimento do espelho segurado pelas mãos de Helena me fez encara-la com curiosidade.

    A presença masculina e cálida que se apresentava fez até mesmo a pequena sossegar, ela já desconfiava que por mais que tentasse nunca conseguiria entender a força de Helena, muito menos descobrir como chegar até nosso Bisnonno apenas para pedir carinhos e atenção.

    Ali de pé e de mãos dadas a Alfonsus meus olhos a figura de Iontius se revelava, as trocas de palavras claramente de irmãos faziam com que meu coração pulasse de alegria, algo que transparecia em meu sorriso, ainda mais quando este nos percebia, a apresentação de Helena por nossos pequenos títulos recém dados me fez rir baixinho.

    “ Oque ela pensará se um dia encontrar Albert?!”

    O convite do progenitor de nossa linhagem me fez suspirar, mas a ação de Alfonsus em me colocar a sua frente me fez encara-lo, por mais que aquele fosse um encontro esperado por minha pessoa, eramos dois ali, sorrindo para meu gigante e ouvindo o pedido de Iontius eu concordava com um breve aceno, a pequena mais do que rapidamente se levantava, mas nos conhecendo bem ela também esperava.

    – Nem pense em me deixar sozinha Alfie!

    Sussurrava ao puxar meu gigante pela mão, a pequena corria para a outra mão claramente incentivando-o a me acompanhar, abrindo espaço para que Alfie pudesse permanecer ao meu lado era eu de fato a primeira a me apresentar. Com cuidado eu tomava uma das mãos de Iontius para beija-la em um claro pedido de benção, um antigo gesto que eu sempre guardará para meu querido e sonhador pai.

    – Sou Pietra Rita Rafaldini, é uma honra poder conhece-lo mio amato bisnonno.

    Apontando de leve para a pequena que disfarçadamente farejava na direção de Iontius eu sorria ao completar.

    – E bem, ela é minha liberdade, no seu estado mais puro de inocência e vontade de viver.
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    Danto
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 3/2/2018, 11:53

    Alfie era pego de surpresa pela sua iniciativa, ele claramente havia tentado uma ação de cavalheirismo que saia pela culatra, já que a pequena tomava com firmeza a outra mão do homem e vocês duas iam o conduzindo até a figura projetada de Iontius. Era ainda mais simples notar que não era o corpo físico do homem que ali se apresentava, porém, era impossível afirmar que ele não estivesse ali! A confusão dos sentidos aos poucos lhe parecia mais justificável, afinal, era a essência do progenitor da sua linhagem que se manifestava ali e ela era notoriamente palpável, como se fosse a própria besta dela a se expor diante seus olhos.

    -Eu jamais a deixaria sozinha querida, sabes disso!

    Assim vocês dois se colocavam a frente do homem que os aguardava com um sorriso gentil nos lábios.

    -É uma honra poder me apresentar diante teus olhos, sou Alfonsus Masdela Materazzi. Já tive a honra de ser lecionado por teu filho, Ishaq que é Senhor de nosso Senhor...

    A fala de Alfonsus ocorria enquanto Iontius claramente permitia que você tomasse a mão direita dele. Porém o homem negro a surpreendia, afinal, o tato era real e verdadeiro! E o mesmo aproveitava para puxar a tua mão e beijá-la com carinho, para depois beijar o alto da sua testa e sorrir ao se pronunciar em italiano:

    -É um prazer incondicional conhecer dois herdeiros do meu legado. Alfonsus tu é o primeiro dos guerreiros e eu estou muito feliz em saber que conhecestes meu filho e com ele encontrastes respostas para apaziguar tua dor. Eu vejo, dentro dassas mãos grandes e fortes, o peso de uma vida regada a falhas e sangue, mas não se iluda meu caro, hoje essas mãos se levantam para proteger a vida. Seja feliz Alfonsus, tu mais do que qualquer um, merece essa dádiva.

    O homem fazia uma curta pausa para se deslocar até Alfonsus e suavemente o convidar para um abraço. Era curioso como Alfie era maior, mas nessa situação, se comportava como um neto a ser acolhido por seu avô. Em seguida, Iontius se virava a ti. Mas parava para abraçar primeiro a pequena e só depois ele parava outra vez na sua frente ao falar:

    -E tu, linda e amável Pietra. Eu a acompanho a muitos anos, sei quem és, sei de tua luta e dos horrores que vistes em busca de um novo lar. A inexorável rosa branca de meu jardim, que sozinha cresceu e tornou-se meu único girassol. Estas a quase me superar dentro do nosso ramo e eu não poderia estar mais orgulhoso de ti, Grande Luz! Mas imagino que além de ouvir meus elogios, querias ouvir algumas respostas as suas dúvidas correto? Quais são elas querida?

    Helena que antes sorria agora marchava na direção de Iontius e literalmente, pisava no pé do mesmo! Para protestar em seguida em grego:

    -Pare de falar nesse idioma que eu não entendo! Como vou participar da conversa assim eim? Eu lhe mando de volta Titus!

    Iontius ria bastante da situação e puxava Helena para um curto abraço seguido de um afago nos cabelos. Para então mudar o rumo da conversa para o grego:

    -Assim é melhor para ti irmã?!

    Ela concordava positivamente logo em seguida e exibia um sorriso de meia boca, ainda fazendo birra.
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    Jess

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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 3/2/2018, 12:48

    A surpresa de Alfie me fez sorrir satisfeita, era impossível não concordar com suas palavras, afinal, meu gigante era o homem mais carinhoso que eu já pudera conhecer, dono de um carinho e amor contagiante que marcavam a todos em sua volta, Friedrich era a prova disso.

    – Eu sei que não, mas esse é nosso momento, não só meu. Devemos seguir juntos e não separados, isso me faz feliz.

    A presença quase espectral mas ao mesmo tempo tangível de Iontius era um mistério que aos poucos se revelava, inegavelmente ele estava a nossa frente e ainda assim adormecido. O toque suave e quente me surpreendia, ainda mais quando o próprio Iontius tomava as minhas mãos para beija-las e seus lábios tocavam em minha testa, a pequena por sua vez suspirava feliz, algo que ecoava por meus lábios.

    “Tão grande e quente. Suave como uma brisa de verão ao entardecer, então esse é Iontius o sábio.”

    Se antes Alfonsus era o maior na sala, ali no abraço de Iontius ele se apequenava como um neto amado, meu coração se aquecia com isso, assim como as palavras de nosso progenitor deveriam estar fazendo com o de Alfonsus, palavras que para sempre marcariam esse encontro de nossa linhagem.

    A pequena não perdia tempo em se apresentar para o abraço, apertando o corpo de Iontius com força eu sentia seu amor ecoar, assim como o notório respeito que ela possuía, a sua frente eu não podia esconder meu sorriso feliz, não diante de tantos elogios e certezas que ali me eram ditas.

    Porem a pequena Helena roubava a cena, a pisada nos pés de Iontius fizeram a pequena resmungar, se aproveitando do meio sorriso desta ela mais do que rapidamente mordia a bochecha da mais velha para ir se esconder atrás de nosso progenitor, algo que me fazia rir e esconder a boca em forma de respeito.

    – Eu aprendi que as dúvidas criam medos, mas o tempo me ensinou a separar a dúvida do medo e a conviver com isso. Não estou aqui para supera-lo mio amato bisnonno, minhas raízes se tornaram fortes porque assim como a uva elas aprenderam a escavar mais profundamente no solo, minhas pétalas são as do girassol porque ele me lembra de quem eu já fui e quão longa e continua é minha jornada.

    Comentava ao trazer a pequena para um abraço afim de controla-la, ela é claro protestava ameaçando me morder, algo que não o fazia realmente, mas deixava claro que tinha as intenções, ainda mais se eu apertasse seu nariz é claro!

    – Mesmo assim está pequenina aqui me preocupa, ela parece sempre feliz em nos surpreender com pequenos truques, ainda mais se ela puder conseguir alguma frutas. Até onde vai a força dela? E se puder me aconselhar a como cuida-la eu ficaria feliz.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 3/2/2018, 18:53

    -O senhor tem razão, quando o cinza tingiu a minha essência eu me entreguei totalmente a violência, passei incontáveis noites totalmente incapaz de compor ou fazer qualquer arte, foram anos difíceis, dos quais eu não esqueço. Especialmente para poder valorizar cada pequenino fragmento de alegria que hoje, graças a Pietra e seu jardim, eu posso alcançar.

    Respondia Alfonsus, ainda em grego, afinal a fala dele vinha antes da interferência de Helena. Interferência essa que era rapidamente punida pela mordida da sua pequena que corria para trás de Inontius, uma ação bem sábia, pois Helena logo corria atrás dela mas parava por causa da presença de seu irmão mais velho que escondia a pequena com uma das mãos. A filha de Zeus então cruzava os braços e fazia um bico enorme de protesto!

    -Vocês dois, meus queridos, me orgulham profundamente. E saibam que, assim que eu acordar, irei procurar por ambos para que nosso encontro seja físico e que eu possa conhecer seus filhos e netos.

    Dizia Iontius que fazia questão de olhar para cada um de vocês, com bastante ternura nos olhos e uma verdade incontestável nas palavras.

    -Ela é tão forte quanto você é querida, por ser a sua essência o limite dela é justamente o teu. Seja pelo uso de vitae ou dos poderes que este lhe cede, por tanto, ela se tornará capaz de falar, ver, ouvir e até mesmo se comunicar com outros seres sensíveis como se fossem você mesma. Especialmente por ser ela o relicario da tua luz, ela é a sua força máxima! E bem, sobre como nutri-la adequadamente, evite a expor a experiências que deveriam ser apenas suas. Mantenha ela sempre alimentada e não a deixe comer apenas doces, isso a deixará instável, o sal é fundamental também... Acredito que seja isso!

    O homem terminava a fala, claro que toda ela em italiano. E Helena completava:

    -Também existem os legados dos verdadeiros Brujah, sabe? Aqueles antes da vaca que foi pra Cartago fazer orgias?! Então, esses herdeiros tinham uma habilidade de influenciar e até mesmo manifestar a própria besta, podemos procurar por um deles! Que tal?
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 3/2/2018, 21:45

    Ouvir as palavras de Alfonsus sobre seu passado sempre me enchia de agonia, mas ali meu coração encontrava paz e serenidade, ambos havíamos tido nossas provações e o jardim construído em conjunto nos trazia a paz.

    – Tu também fundou nosso jardim Alfonsus, tens dois belos brotos nele meu amor.

    Comentava já em grego devido a pequena birra de Helena, a corrida da pequena e a quase resposta da mais velha me fizeram rir, mas eu encarava a pequena e cruzava os braços em um claro indicativo de que ela precisava se comportar.

    “Sapeca sossegue, assim ela vai arrancar minhas orelhas!”

    As palavras de Iontius sobre nos procurar assim que despertasse me fez correr até Alfie e abraça-lo, seria magnifico apresentar nosso jardim e amores ao progenitor de nossa linhagem, ainda mais quando era possível ver a mais pura verdade e ternura nos olhos de Iontius.

    O conselho sobre como a força e alimentação da pequena me faziam concordar com o mesmo, ela era irrequieta e talvez fossem as frutas a causarem isso, mas arisca o suficiente para sempre correr de volta ao menor sinal de problemas meu coração sabia que ela estava segura e bem.

    – Irei faze-la comer melhor, ela vem se alimentando de frutas desde que está do meu lado, mas nunca perdeu uma boa oportunidade de mordiscar qualquer coisa que lhe agradasse. Acho que um pouco mais de cereais e carne não lhe fariam mal, e sim a pequena já fala, mas só quando o assim deseja e aprende bem rápido, foi uma surpresa ver ela escrevendo. Além do mais, são poucos dentro do jardim que não podem vê-la ou interagir com a pequena, eles se esforçam bastante para agrada-la, fica quase impossível impor limites nela.

    Comentava de forma suave, a pequena é claro me mostrava a língua e se enrolava nos braços de Iontius, um claro pedido de carinho que me fazia rir, segurando a mão de Alfie minha atenção se voltava para as palavras de Helena o que despertava minha curiosidade.

    “Veronika comentou sobre a existência de um em Berlim, mas nunca soube dizer o que tinha mudado no clã. Cartago realmente foi um separador de águas dentro do clã.”

    – Pessoalmente não tive a oportunidade de conhecer um Brujah da linhagem antiga, mas acredito que seria interessante aprender mais com um.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 4/2/2018, 15:03

    Alfonsus sorria diante das suas palavras e sem se conter, o gigante tomava a sua face com gentileza e carinho para nos teus lábios depositar um beijo breve e olhar no fundo dos teus olhos enquanto sussurrava "Eu te amo Pietra", em um tom de voz tão baixo que era como se ele só estivesse a mover os lábios. Helena até deixava a própria birra um pouco de lado para poder observá-los com atenção, a poderosa matriarca os olhava com admiração e respeito, enquanto a figura do Iontius os olhava de maneira simples, contemplando a vida que havia entre vocês. E respeitosamente, o homem de pele negra aguardava o termino da cena para se pronunciar:

    -Todos aqueles capazes de ver a sua pequena são os que possuem ligações profundas contigo, seja através do vitae ou de seus sentimentos. Porém, é necessário também que os terceiros sejam versados nas proezas dos Auspícios, isso inclui vassalos e possíveis outros mortais que venham a lhe cercar. E tenha em mente que para aqueles que não a veem, sempre haverão justificativas lógicas para as interações dela com a realidade deles, afinal, absolutamente tudo é real, basta compreender onde esta a tua perspectiva.

    Helena então ria baixinho se colocava ao lado de Iontius para comentar:

    -Sempre bem poético e complexo né Titus? Bem, eu sei que não o perguntei sobre essa visita inesperada a teus herdeiros, mas sei que tu já esta a extrapolar os limites e é melhor que retorne ao teu descanso antes que teu torpor se prolongue. Alias, Pietra, depois iremos procurar por esses antigos membros, não se preocupe querida!

    A pequena logo saia de trás de Iontius, assim que Helena chegava. Correndo para trás de Alfonsus, ela voltava a se esconder, afinal, Helena de fato parecia bem intencionada em pegá-la para descontar a mordida, chegando até a fazer uma curta careta em protesto a esperteza da sua pequena.

    -Tens razão querida irmã, é chegada a minha hora. Então, meus queridos, devo me despedir de vocês. Os verei no futuro, tenho total certeza disso e até lá, sejam essas verdadeiras joias em que se tornaram e não ousem, em hipótese alguma, romperem este amor que há entre vocês, é ele que os fortalece e provações sempre haverão. Sejam fortes queridos...

    A imagem de Iontius ia aos poucos retornando ao espelho, esvaindo-se gradativamente no ar até não mais estar. Porém, ainda havia a chance de dizer a ele suas últimas palavras, graças a Helena que o segurava suavemente pela mão esquerda.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 4/2/2018, 19:07

    Tomada por Alfonsus eu sorria, seus olhos castanhos encarando os meus e seu leve sussurrar enchia meu ser de amor, um sentimento que ambos nutríamos e essencialmente nos nutria, respondendo-o com mais um breve beijo eu sentia os olhares de Helena e Iontius, ambos felizes por nosso amor.

    – Meu gigante.

    Sussurrava de volta a Alfonsus antes de abraça-lo e dali ouvir as palavras de Iontius, sorrindo sem medo, minha mente trabalhava para compreender as pequenas verdades que o tempo já havia nos ensinado sobre a pequena.

    – Sim, muitos amigos queridos a veem, e muitos outros por terem auspicius elevado conseguem disseni-la, e bem fico aliviada em saber que as que não podem ve-la discernem de outra forma, a pequena ama roubar cachecóis e roe-los como se fossem o doce mais precioso do mundo.

    Comentava ao ver a preocupação de Helena com a presença de Iontius, já a pequena aproveitava disso para correr de voltar para Alfonsus, algo que não fora previsto pela rosa mais velha.

    “Sua sapeca, aprontou e agora não quer ser mordida né?”

    Ouvindo o gemido de confirmação da pequena eu sorria diante da despedida de Iontius, soltando-me de Alfie meu corpo fazia uma leve mensura de despedida.

    – Durma em paz bisnonno, estaremos lhe esperando com ansiedade. E não se preocupe, nada poderá nos separar ou macular esse amor que temos.

    Segurando a mão de Alfie eu esperava por sua despedida e a verdadeira partida de Iontius, meus olhos se voltavam para Helena em uma pergunta simples embora eu já imaginasse a resposta.

    – Tens a pretensão de procurar por um brujah antigo?
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 4/2/2018, 21:14

    -Até logo, estaremos todos aqui a tua espera quando despertares. E eu juro, absolutamente nada irá fragmentar o belo jardim que construímos.

    As palavras de Alfie eram até mais simples do que normalmente seriam, mas era ali a primeira vez que ele de fato assumia em plenos pulmões o fato de ter, junto de ti e dos outros queridos e amores, construído o belíssimo jardim na cidade de Berlim.

    -Obrigado por isso queridos. Que Deus os proteja...

    Assim, Helena soltava a mão de Iontius e o mesmo enfim sumia dentro do espelho que imediatamente tombava por cima do trono, não indo ao chão justamente por causa do apoio que o móvel luxoso ali localizado oferecia. Helena então respirava fundo e concordava com a sua fala, para então sentar nos degraus que dava acesso ao trono e comentar sorrindo:

    -Claro que vou! Estou intrigada com essas suas proezas com a luz, especialmente com a sua pequena ousada criatura que deverá ser mordida no futuro próximo!

    Helena comentava a parte final com um sorriso malicioso na face e mordiscava o ar, fazendo a pequena gemer de medo e se abraçar nas costas de Alfonsus, afim de se proteger das ameaças da experiente rosa.

    -Mas, agora que já combinamos que eu irei procurar por um... Como está a minha filha?!
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 4/2/2018, 21:45

    As poucas palavras de Alfonsus me fazia admira-lo, normalmente sempre loquaz a simplicidade era um contraponto interessante, ainda mais quando o mesmo admitia ter participado da construção de nosso jardim, algo que me orgulhava imensamente.

    “Um jardim construído por diversas mãos e protegido por todos. Ele nunca se fragmentará, iremos garantir isso.”

    Voltando meus olhos para o espelho que caia se apoiando no trono de Helena, meus lábios soltavam um suspiro breve, mal podia esperar para reencontrar Iontius, mas dessa vez pessoalmente.

    As palavras de Helena sobre sua curiosidade me deixava feliz, beijando a mão de Alfie eu andava até a grande rosa e me sentava ao seu lado, ouvir sobre a mordida fazia a pequena gemer baixinho, já eu podia sentir seu coração palpitar de medo, afinal nem mesmo Alfie poderia protege-la para sempre.

    “Quem mandou aprontar! Morda de novo, vocês duas vão se divertir com isso, mas não diga que eu não te avisei, e nem venha tentar se esconder sob minha pele.”

    Recebendo um olhar quase que furioso da pequena ela preferia voltar a se esconder em Alfie e tramar a sua fuga do que dar uma brecha a Helena.

    – Ela está descansando. Melinda precisará de cuidados até se fortalecer novamente, mas acredito que o baque inicial já tenha passado. Isso não descarta é claro outras recaídas, mas estaremos atentos. O que me leva até você mocinha!

    Abraçando o pequeno corpo de Helena minhas mãos se esfregavam em seus braços para comentar de maneira carinhosa.

    – Você também precisa de cuidados, sei que você é forte, mas não me custa oferecer ajuda, mesmo que seja apenas para passarmos horas conversando sobre coisas banais.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 5/2/2018, 14:57

    Sentada no pequeno lance de escadas que dava acesso ao trono daquele lindo e exótico castelo, você tinha agora ao seu lado e de certa forma, encostada sobre seu corpo, a figura da própria Helena. A famosa rosa mostrava a língua de maneira infantil diante a sua fala, apenas para protestar delicadamente diante suas primeiras palavras, para responder as posteriores com um tom divertido de voz:

    -Eu tenho no mínimo mil anos a mais do que você, sabia? Era eu que deveria estar a lhe chamar de mocinha e a lhe ensinar sobre as coisas, mas... Eu aceito sim tá bem? Só não conte por meu filho. Ele certamente daria risadas das minhas confusões.

    Helena terminava a própria fala com um sorriso suave na face, ela estava feliz em receber a sua ajuda e não demonstrava qualquer tipo de receio ou insegurança na presença de vocês dois, além disso, ela demonstrava uma verdadeira intensão em conseguir interagir com a nova realidade. Alfonsus então se pronunciava:

    -O primeiro passo eu diria que é relacionado ao teu sono querida, tens acordado muito tarde ou a demorar para sair de seu cômodo é relacionada a algo mental e não necessariamente físico?

    A jovem princesa se encolhia um pouco dentro dos seus cabeços e dizia com uma voz mais manhosa e fina:

    -Eu acordo durante as primeiras horas da noite, sempre fui de dormir bastante. Isso não mudou, eu só demoro a ter realmente coragem de sair do meu quarto, afinal, estou num continente novo, não sei o que me espera! As pessoas falam estranho, parecem misturas estranhas de povos e existe uma comoção enorme em torno de Caim, isso já estava tão fora de prática quando eu fui dormir, como isso pode ter retornado?
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 5/2/2018, 15:22

    Meus lábios sorriam de leve ao simples fato de poder estar em um momento tão suave e intimo com Helena, apoiando-a com carinho não havia como evitar o riso suave diante de seu pequeno protesto e língua a mostra.

    – Não se preocupe mia amata, eu não contarei nada sobre isso. Alem do mais pude acompanhar de perto as grandes mudanças, isso me ajudou a entender o mundo como o vemos hoje.

    As palavras de Alfie me faziam concordar com o mesmo, saber que Helena demorava a estar disposta era uma preocupação, que pela explicação da própria ganhava um contorno mais suave.

    “Ela dormiu por muito tempo, deve estar se sentindo sozinha nesse novo mundo.”

    Apertando-a em meus braços, meus lábios beijavam o alto daquela cabeleira dourada com carinho, voltando meus olhos para Alfonsus eu sorria de maneira calma.

    – Acho que nenhum de nós dois pode entender bem esse sentimento mia amata, mas podemos ao menos suavizar um pouco. Alfie e eu acordamos cedo, podemos lhe fazer companhia nas próximas noites, quem sabe sanar suas confusões. O que me dizes? Quem sabe você até me veja criando um pouco.

    Tomando o cuidado de apertar mais um pouco os ombros de Helena, um suspiro leve escapava de meus lábios ao comentar.

    – Acredito que o nome de Caim tenha ecoado com mais facilidade entre as grandes mudanças por que passamos, muito conhecimento se perdeu durante a existência dos cainitas, e aqueles que podiam refutar as lendas, muitos adormeceram ou se perderam no tempo.
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Danto em 6/2/2018, 00:26

    -Eu só ouvi péssimas histórias sobre esse velho egoísta. Sinceramente, os ciclos se repetem tanto para os mortais quanto para os imortais. No período clássico só se falava nele, todos queriam ser como ele até Mekon jurar ser uma criatura divina e acabar empalado pelos próprios servos no teto de seu palacete e queimar como um porco que era! E bem, depois falamos sobre como os jovens não sabem de nada e buscam apoio em falsas promessas... Vocês realmente fariam a candura de me auxiliar no começo das noites queridos? Eu não quero atrapalhar o namoro de vocês!

    Dizia Helena que primeiramente usava um tom de desprezo e repulsa, mas is aos poucos modificando-o para algo mais suave e amistoso, para chegar enfim numa voz fina e infantilizada que buscava conquistá-los. Alfonsus suspirava aliviado com o fato da própria Helena ter finalizado o assunto e ter o mudado.

    -Não se preocupe querida, você não será nenhuma forma de estorvo para nós. Será um prazer acompanhá-la nesse período de transição e bem... Eu tenho incontáveis dúvidas sobre o teu caminho, sobre nossa própria história e tantos outros fatores...

    Helena se encolhia nos teus braços e sorria na direção de Alfonsus, fazendo um sinal para que ele se aproximasse e o mesmo assim o fazia enquanto ela respondia:

    -Obrigada queridos e não se preocupem eu irei explicar tudo que quiserem, até mostrar ou ensinar, não haverão segredos! Só espero que tenham paciência para aturarem meu temperamento difícil em momentos de protestos e birras...

    E assim que Alfonsus se sentava do outro lado da mulher, ela beijava a face do gigante e simplesmente sumia dos seus braços, era possível ouvir a risada dela, mas não ver as ações dela. Em uma piscada de olhos, a sua besta gemia ao cair no chão e ser mordida por Helena! Imediatamente a sua pequena revidava e as duas rolavam pela sala do trono! Alfonsus caia na risada diante da situação.

    -Eu vivi pra ver isso... Deus!
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    Re: Ato III - Anacronico

    Mensagem por Jess em 6/2/2018, 00:53

    O tom claro de desprezo e repulsa por Caim e o cainita ali citados, logo davam lugar a uma pequena carência e fofura, puxando Helena para mais perto eu a abraçava com força e carinho.

    - Você mesma nos disse que éramos uma família, e como uma boa família de italianos cuidamos uns dos outros. Além do mais, ver pessoas lhe fará bem, isso lhe ajudará a se realizar no tempo.

    Concordando com as palavras de Alfie, eu sorria ao ver meu gigante se aproximar, pequena por sua vez abaixava a guarda suspirando com a cena carinhosa.

    " Será bom que Sir Lancelot venha o mais rápido possível, a presença dele fará bem para Helena, os brotos também podem ajudar com as aulas. Ah como eu quero apresentar Eva e Fredy!"

    Beijando a face de Helena, meus lábios sorriam diante da delicadeza oferecida, tanto Alfie quanto eu tínhamos inúmeras perguntas e dúvidas, e Helena seria uma fonte interminável de conhecimento.

    O beijo na face de Alfonsus me fez suspirar, isso até meus dedos reconhecerem apenas o vazio da onde até então estivera Helena, o grito abafado da pequena e a cena que transcorria né fazia rir sem medo.

    Embrenhada em uma batalha de mordidas, a pequena se esforçava para manter o ritmo de Helena e é claro abraça-la feliz pela brincadeira.

    Movendo-me para poder abraçar as costas de Alfonsus, meus lábios beijavam suas faces enquanto riamos felizes pela cena.

    - Quem diria que a pequena seria atacada? Será que avisamos sobre as mordidas da Lotte meu amor?

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    Re: Ato III - Anacronico

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