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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

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    Danto
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    Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 29/1/2018, 12:19


    Imagens de referência:
    GPS:
    Vista Superior:
    Local: Siracusa, Sicília.
    Data: 10 de Abril de 1987: Castello Maniace.

    O som do mar se chocando contra as rochas a fazia se espreguiçar, afinal, ali você estava de pé a esperar por ela a algumas horas sem nenhuma única notícia! Esperar de fato nunca havia sido o seu forte, apesar de Enzo o considerar um homem calmo para os padrões da família é claro. O cheiro marcante do mar siciliano no entanto sempre o acalmava, assim como a beleza da sua queridíssima cidade natal, Siracusa. Local onde você havia escolhido para abraçar e onde a sua prole querida tanto amava viver, além é claro de ser um refúgio interessante de todo o drama familiar e toda o tédio da Toscana. Ali naquela histórica cidade você tinha seus aliados dentro do anarquismo, um sonho antigo que infelizmente só poderia ser percorrido após a vitória que Enzo tanto sonhava em conquistar e que claramente nunca chegaria. Além é claro que obter recursos através de pequeninas transações pelo mercado negro e gerenciar as ações dos Ulfilia que por ali corriam distante dos olhos da Torre de Marfim.

    A única coisa diferente agora era a sua presença, não necessariamente havia apenas a memória de Adalberto, mas sim uma junção do homem contigo, Gabrielle! O corpo era do homem já na casa dos seus quarenta e tantos anos, cabelos grisalhos e um longo casaco de chuva que o ajudava a se manter ali onde o vento era realmente forte. O local exato onde o corpo de Adalberto se localizava era no alto da muralha do Castello Manice, bem próximo da sacada e encostado ali para olhar o mar. A noite era de um céu bem aberto, com algumas estrelas no alto e uma brilhante lua a iluminar, junto de algumas tochas nos andares inferiores.

    "Olá, senhorita Pugliese! Sim, sou eu mesmo... O infeliz velho que agora faz parte de ti. Sinto muito, verdadeiramente, pela forma com que tudo ocorreu. Mas de certa forma, sou grato pela enfim liberdade conquistada! Sinceramente, eu odiava tudo e você sabe disso não é mesmo? Mas não se preocupe querida, tudo aqui é apenas uma memória. Afinal, sabes exatamente onde estas, a data e o local não é?! Perfeito então! Não me responda em voz alta ou as memórias irão escutá-la e sinceramente, eu já não tenho muito e gostaria de mantê-las a salvo. Tudo bem pra ti senhorita Pugliese?"

    Era a voz do próprio Adalberto que ecoava como uma voz de um narrador de filmes antigos por cima da sua cabeça, uma voz firme e masculina que não era dissipada pelo vento forte que vinha do mar como deveria fazer se estivesse sendo dita em voz alta, ou seja, ela só poderia vir literalmente de seu âmago.

    "Aqui é onde eu reencontro ela após dez anos de viagens e missões em nome da família. Nossa doce Teresa! A única paz que há em meio a toda essa violência e sofrimento, mas novamente, não se preocupe. Tu já sabes que ela não é nosso amor, mas sim, minha filha. Ou nossa se você assim preferir! Afinal, tu sabes que nosso único amor já morreu a séculos, pelas mãos sórdidas dos malditos ruivos e as maquinações insanas de Enzo e seu irmão viadinho."

    Tudo era de fato bem estranho, afinal, você estava a vivenciar uma memória de Adalberto Sforza! E o mesmo tinha ciência do fato, assim como você também tinha! Tanto que, quando o mesmo falava, o vento parecia correr mais vagarosamente, como se a própria linha temporal daquela memória fosse simples de ser ajustada e manipulada. Era como estar a assistir um filme em um aparato digital.

    Porém, seus olhos logo eram guiados para a escadaria de acesso ao mirante onde vocês estavam a aguardar. Das escadas surgia a figura feminina e muito bonita de uma mulher loira com um corpo voluptuoso que lhe surpreendia como uma mulher, mas que aos olhos de Adalberto só significava uma beleza inocente, algo raro para o homem que usava violência em todos os aspectos da própria vida. E a simples visão da lindíssima mulher fazia Adalberto se alegrar, uma alegria que se encerrava quando o mesmo via a vulgaridade das roupas da moça de cabelos dourados, algo que não existia biologicamente na família Sforza. Teresa já acena sorridente para a figura de seu pai e iniciava uma suave ação de corrida na direção do mesmo afim de abraçá-lo.

    Teresa Sforza:

    Roupas:
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 29/1/2018, 13:52

    Me estico para poder me espreguiçar de forma calma e suave, apoio meus braços na mureta mais baixa para poder olhar o mar e poder sentir o doce cheiro salgado do mar, meus olhos vagam para o horizonte encontrando mar e céu unidos, algo belíssimo de se ver e sentir.

    Essas lembranças ali me eram tão vividas e reais, que praticamente não atentei a mão máscula que tinha agora, eu poderia saber o que estava fazendo ali e quem esperar, mas minha mente dava voltas em tentar entender toda essa situação. A lembrança de Enzo e do sobrenome Sforza me trazia certo amargo na boca.

    No momento que ouço a voz de Adalberto meus punhos se fechavam com certa força mas logo se abriam novamente e respiro fundo a procura de paciência e racionalidade para iniciar uma conversa.

    " Boa noite Senhor Adalberto Sforza...realmente gostaria de acreditar em tais palavras de desculpas! Sim...conheço seu ódio e pude vive-lós por breves momentos. Tudo bem deixarei elas como estão, já lhe tirei de mais e não quero e nem serei um monstro contigo...mesmo merecendo isso!"

    Minha expressão muda para algo mais seria e pensativa, olho para minhas mãos e meus olhos se arregalam ao ver que eram mãos masculinas, olho rapidamente para meu corpo e me vejo como Adalberto, respiro mais uma vez buscando me acalmar e sorrio ao lembrar das palavras "lembrança", no momento da seguinte fala do homem sinto um aperto no peito e um amargo ainda mais forte descer pela garganta.

    " Você é um maldito estupido Adalberto, um ogro grotesco e sem coração algum...você me mostra isso mesmo sabendo que é doloroso para mim ter feito o que fiz com você, mesmo que me digam que foi por sobrevivência, eu nunca quis lhe prender a mim assim...seu idiota, estupido..."

    A dor de ver o outro lado de alguém que julgava ser um monstro me vinha como um golpe certeiro na boca do estomago, eu só conseguia sentir raiva dele, não uma raiva voltada para o ódio e sim uma raiva por todo o sofrimento que ele guardou para si por tanto tempo, me acalmo novamente segurando meu choro e demonstrando mais segurança sobre esses sentimentos.

    " Ainda sim você tinha um pingo de humanidade, não que seja da minha conta mas...sei que se amavam, minhas condolências por ela...você fez o que foi possível para tentar ajuda-lá! Não pense que é superior a mim nunca mais Adalberto ou juro que dou um jeito de lhe bater ai onde esta, onde já se viu...claro que ela é nossa filha, afinal, somos um só agora!"

    No final de minha frase mesmo em mente meu tom era igual ao modo que falo com Amadeo, um tom provocativo e divertido demonstrando meu verdadeiro eu e realmente desejando conhecer aquela mulher que ele chama de filha.

    No momento que olho para Teresa, vejo uma linda mulher de corpo exuberante, ela sabia como aproveitar suas roupas para mostrar toda sua sexualidade, sorrio para mim mesma ao ver que ela tinha a liberdade para usar aquilo que lhe agradava sem se preocupar com o olhar critico de seu senhor! Ainda sim não poderia sequer em pensar em estragar aquela memoria, ela era importante de mais para ele e isso eu iria conservar.

    Abro meus braços ficando ainda parado esperando a mesma se aproximar para o abraço, em minha cabeça ele não sairia correndo na direção dela para fazer o mesmo, só que ainda queria provoca-ló e resolvo falar novamente para ver sua reação.

    " Teresa é uma mulher linda e sexy Adalberto! Imagino a fila de homens que ficam a olhar para ela sonhando em ter uma chance, já pensou nisso?"
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 31/1/2018, 20:25

    "Normalmente eu mandaria você ir para merda, mas sinceramente, eu já perdi e ao menos consigo honrar esse fato. Mas por favor, não fode! É a nossa filha, olha o tamanho do decote que ela resolveu usar, sinceramente! Você é uma moça, diga pra ela o quão vulgar é isso!"

    Protestava Adalberto dentro da sua cabeça enquanto a lindíssima jovem de cabelos dourados literalmente corria na sua direção. A jovem chegava bem perto e se atirava nos braços de Adalberto, era até divertido notar como o homem era menor que a própria filha! Alguns poucos centímetros é claro, mas era menor e a mesma sempre se divertia com isso. Não era necessário um grande esforço para sentir a pequena raiva do homem se esvair e apenas uma felicidade contagiante nascer por causa daquele simples abraço paternal que era compartilhado por um longo instante.

    -Oi pai! Você está com uma cara estranha, não vai resmungar sobre a minha roupa de novo né? Soube que o senhor esteve viajando naquelas coisas de missões de novo, mas antes de me contar, eu tenho uma novidade! Escolhi meu primeiro vassalo, não é maravilhoso?!

    Comentava a jovem com um sorriso bem feliz na face, porém, algo dentro de ti parecia perder um pouco do ânimo. Era o próprio Aldaberto que se revirava para resmungar outra vez na tua mente:

    "A jovem que ela escolhe morre em 94, uma tentativa de alguns inimigos meus de executarem a Teresa acabou por ceifar a vida da vassala dela, depois disso, nós nunca nos falamos direito. Especialmente quando ela teve que atender ao chamado de Enzo e passar a morar na Toscana também... Bem, acho que seria uma apropriada oportunidade de você conhecer a nossa filha, senhorita Pugliese."

    A moça a sua frente suavemente caminhava diante dos seus olhos para se encostar ao teu lado junto do parapeito e olhar o mar por alguns instantes e gentilmente questionar:

    -Não se preocupe Gabrielle, é tudo apenas um sonho. Mas mesmo assim, é importante que saibas quem sou para que quando nos encontramos, nada de ruim possa vir a ocorrer, afinal eu devo ficar devastada após saber da notícia da destruição de meu Pai. Sabe, ele não era um homem considerável como "bom", ele sempre foi um excelente soldado...
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 31/1/2018, 21:32

    " Normalmente você seria um completo babaca Adalberto! E é como você falou seu idiota, ela é nossa filha e não são as roupas que iram lhe rotular e muito menos diminui-lá. Os meus peitos não são grandes sabe, e é muito gostoso se sentir confortável com as roupas e com esse peitão dela ficar com roupas toda fechada é muito desconfortável!"

    Solto um sorriso discreto para Teresa virando o rosto mas não me desvencilhando de seu abraço, a aperto de maneira forte e respiro fundo para assim poder fazer com que aquele homem de algum modo pudesse se lembrar e reviver ainda mais aquele instante.

    A seguro pelos ombros e respiro fundo tentando demonstrar uma cara mais seria e falo com a voz forte de Adalberto como se ali estivesse me impondo como o mesmo.

    - Olá Filha! Falar me parece não fazer mais sentido algum para ti, entra por um ouvido e sai pelo outro não é?...No final das contas eu ainda lhe vejo como uma frágil e inocente criança, não serão as roupas que iram lhe rotular e muito menos disser quem você é.

    Abro um sorriso feliz e lhe acaricio o rosto de forma carinhosa e com tremenda ternura em meu olhar.

    - Seu velho sempre terá ciumes de você por ser uma mulher tão linda e doce! Não consigo lhe ver como uma mulher e sim apenas como minha linda filha!E espero poder conhecer logo sua prole.

    " Pronto seu chatão! É assim que se trata uma filha...pelo menos deveria ter feito assim."

    Mantenho ainda o sorriso no rosto mesmo ouvindo os fatos ditos por Adalberto, por dentro me controlo em me conter para não abraçar aquela mulher e lhe disser para ser o mais forte possível, só que também o tinha dentro de mim e podia ver o quanto isso também havia lhe abalado, minha voz interna era de raiva e indignificação em primeiro tom e ia mudando para algo mais baixo demonstrando que não havia como mudar aquilo.

    " E você por se sentir culpado apenas se afastou de sua prole? Porra Adalberto, eu que devo falar para você não foder agora, você tinha que estar do lado dela, ser seu porto seguro e não apenas disser que iria vingar sua perda! Nem tudo se resolve com vingança...seu idiota...sinto muito...não tem como resolver isso assim, é que você com essa pose de machão me irrita!"


    Com a seguinte fala de Teresa me espanto em saber que ela estava ciente de tudo aquilo, mesmo sendo uma lembrança consciente ainda sim era algo que me pega de surpresa, abaixo a cabeça e sorrio de forma envergonhada, volto a olhar para o mar e falo em tom baixo para que não quebrasse as recordações.

    - Realmente gostaria de pedir desculpas e que isso pudesse realmente acalmar seu coração no futuro, mas não vai, talvez você tente me matar e eu nem consiga ter tempo para me explicar! Seu pai foi criado e construído como um soldado e isso era bom para ele de certa forma. No final bom e ruim são apenas instruções que criamos e a sociedade em que vivemos nos faz criar essa perspectiva. Mas eu o sinto e acredite quando digo que ele realmente a ama como filha e sente muito orgulho de ti.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 2/2/2018, 12:38

    A lindíssima e alta jovem a sua frente sorria diante dos carinhos dados e logo se posicionava ao seu lado para observar o mar por alguns instantes. Enquanto ela o fazia, a sua mente estava a se comunicar com a de Adalberto, na realidade o homem se encontrava agora totalmente silenciado, mas você tinha acesso a todos os sentimentos dele e ao procurá-los você encontrava uma perigosa mistura de vergonha, frustração e arrependimento. Todavia, ele enfim resolvia se comunicar e as palavras vinham em um tom totalmente diferente agora:

    "Eu a trouxe aqui unicamente para lhe mostrar que eu não irei trazer apenas algo ruim para ti, além é claro de ajudá-la com a minha força quando isso for necessário, meu principal objetivo já foi alcançado. Quando a encontrar pessoalmente, diga que ela tem os olhos da mãe. No mais, você está correta... É frustrante admitir que eu mais errei do que acertei durante minha existência, mas espero encontrar aqui contigo algo melhor."

    A presença do homem dentro de ti ia então diminuindo, assim como a sua própria estrutura corporal ao ponto de, quando a sua fala terminava, não era mais a figura de Adalberto que estava ao lado de Teresa mas sim a tua.

    -Eu?! Tentar te matar?

    Teresa olhava na sua direção e sorria de maneira bastante calma.

    -Ao contrário de meu Pai eu realmente acredito que existam outras formas de conquistar nossos objetivos sem o uso da força. Isso é claro, se Enzo não destruiu totalmente a minha personalidade... Mas eu duvido bastante, porque não me procuras querida? Talvez eu possa lhe ajudar mais do que você imagina, afinal, eu tenho provas contundentes para que você e seus lordes possam agir!

    Afirmava a moça que agora encostava com as costas na mureta atrás de vocês e olhava para frente, ela parecia de fato bastante tranquila e de certa forma você sabia que Teresa não era uma mulher frágil e despreparada, Adalberto a havia treinado em segredo por anos antes de apresentá-la a família, justamente para que ela não fosse tão fiel quanto ele era no começo de tudo.
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 2/2/2018, 14:33

    Permanecer ali ao lado de Teresa me trazia certa paz, mesmo com os sentimentos de Adalberto se tornando perigosamente instáveis, segura-lós era algo ruim para ele e poderia me afetar no futuro caso isso não fosse resolvido, mas como antes eram coisas que não poderiam ser resolvidos de imediato. Só que no momento de sua fala era como se eu quisesse e pude-se vê-ló diante de mim, minha vontade era de colocar a mão em seu rosto e poder sorri para ele, fecho os olhos e abaixo a cabeça contente.

    " Da próxima vez que vier falar comigo me chame de Gab! Seu objetivo já foi alcançado e eu consegui enxergar em meio a tanto ódio o que lhe movia por esse caminho...é doloroso admitir que errou, mas guardar isso para si é muito pior, você está mudando Adalberto...estarei aqui para lhe ajudar e quando quiser pode me procurar para o que for!"

    Sinto que minha própria consciência ia crescendo a medida que a do Sforza ia diminuindo, e que havia retomado minha própria aparência, olho para Teresa e vejo o quão ela era alta para os meus padrões e mesmo com a primeira fala dela olho com certo desapontamento pela questão da altura que havia voltado ao normal.

    " Eu era grande por um momento e agora voltei a ser uma anã...o maldade viu! Poderia ser eu ainda mas só que alta, realmente preciso melhorar essa minha alto estima sobre minha altura...até nisso você me zomba seu grandão!"


    Meus pensamentos eram divertidos e completamente informais, acreditando que ambos ali dentro de mim poderiam ouvir e sentir, volto minha atenção para Teresa e retribuo o sorriso de forma amigável e mudo minha expressão para algo pensativa cruzando o braço para que pudesse apoiar meu cotovelo na mão e assim segurar meu queixo.

    - Uhm...eu ficaria desapontada se deixasse alguém mudar quem você realmente é, como pai e mentor! Ele lhe criou para ser livre, você mesma, com suas ideias e que ninguém as mudasse de forma alguma. Bom...

    Me viro apoiando minhas costas na mureta também ficando ao lado de Teresa, realmente próximas ao ponto de nós encostarmos, fico a observar a paisagem agora do outro lado e falo de maneira calma.

    - Eu iria lhe procurar de qualquer forma, não lhe deixaria com eles mesmo que isso me causasse a morte final! Mas já que tocou no assunto, não seria prudente de minha parte adentrar ao território dos Sforzas e lhe procurar, em instantes eu seria completamente destruída! Você tem algum lugar em Toscana ou nas proximidades que vai para esclarecer os pensamentos?
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 5/2/2018, 19:05

    "Tu não é uma anã, as mulheres mais bonitas são as mais baixas. Era isso que meu Pai costumava dizer e que de certa forma eu aprendi... E obrigado, Gab, por acreditar em minha mudança. Ela chegou bem tarde, sabemos disso, mas prometo que irei lhe ajudar. Enfim, aproveite os últimos instantes dessa memória querida."

    Adalberto enfim se despedia de ti, nesse instante você aguarda pela resposta de Teresa que pensava calmamente na sua pergunta. Para enfim responder com uma voz bem alegre e descontraída:

    -Livorno! já ouviu falar de Livorno? O Lorde Valletta sempre foi um bom homem e me permitiu ter uma casa na cidade, justamente para que eu tivesse para onde ir em uma situação de grande crise. Lá é minha casa, se quiser realmente procurar por mim, só poderá me alcançar lá. Se tentar me contactar pelas Sforza, você terá certamente o teu corpo partido em várias partes e uma guerra desnecessária começará!

    Teresa então olhava curiosa para o seu tamanho e ria baixinho, afinal, ela era maior que o próprio Adalberto e isso fazia dela uma gigante se comparada a ti, uma gigante em todos os aspectos corporais!

    -E você é uma mocinha muito fofinha para sofrer tamanha dor! Agora, me dê aqui um abraço e trate de acordar, a viagem pra Livorno dura uma horinha, vamos vamos!

    A fala dela vinha acompanhada de uma estranha sensação de despertar, o ar parecia entrar diferente pelos seus pulmões e o seu olfato cheirava agora o interior do seu quarto e não mais o mar ou o ar livre daquela construção medieval.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 5/2/2018, 21:05

    Não havia resposta para as palavras de Adalberto, apenas uma leve expressão de acanhada toma minha face e me fazia revirar os olhos devido a vergonha, por dentro eu sorria com aquelas palavras e realmente eu deveria lhe dar o ar da dúvida sobre sua mudança e isso faria muito bem para ambos.

    Agora com minha atenção voltada para Teresa abro um sorriso carismático e falo de maneira animada.

    - Livorno...Livorno...a sim! Já ouvi sobre a região, uhm...vejo que conhece o Sua Excelência Taziano Valletta, eu apenas já ouvi sobre o mesmo! Irei lhe procurar lá minha querida, antes devo resolver algumas coisas que já estão encaminhadas.

    Meus olhos se serram de maneira a dentar demonstrar minha indignação com o fato de que minha possível filha estava rindo de minha altura e proporções corporais, só que logo abria meu sorriso para ela e lhe abraço de maneira carinhosa como uma mãe deveria fazer, minha fala era baixa já que as coisas estavam começando a voltar para o presente.

    - Você é um doce Teresa, gostaria de poder ficar mais tempo e poder ver como você é nessas lembranças, mas acredito que o melhor estar nós aguardando no futuro onde poderemos ser grandes amigas e companheiras...


    A vontade de permanecer ali no local era grande, mas havia aprendido que elas foram me mostradas por Adalberto, não tinha motivos para me prender ao passado e sim esperar coisas grande do futuro, afinal de contas, deixei claro para ele que poderia contar comigo e isso seria o certo a se fazer.

    " Não acredito que agora eu tenho uma filha, na verdade ela deve ser mais velha que eu em questão de abraço...só que agora sabendo de como ele a amava, ainda é um pouco confuso sentir o que ele sentia e isso se mescla aos meus sentimentos...com o tempo saberei a resposta para tudo isso! Mas uma coisa eu lhe garanto Teresa, cuidarei de ti por ele!"
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 8/2/2018, 01:35


    Quarto na mansão de Marie:
    Local: San Gimignano, Domínio de Marie.
    Data: 18 de Abril de 2016: O Despertar
    .

    Seus olhos enfim se abriam, o sonho estranho e revelador havia chegado ao fim e o seu interior estava profundamente silencioso e aquietado como não ficava a muitas e muitas noites, era como se finalmente o impacto do amaranto estivesse chegando ao seu fim e você começasse a se sentir menos instável. Lentamente você se sentava na cama e se dava ao tempo de espreguiçar-se e tatear em buscar do celular para ver as horas.

    A noite não havia começado a muito tempo, mas antes de qualquer outra conclusão, a porta do seu quarto abria vigorosamente! Era a figura da jovem prole de Lorena, agitadíssima ela já iniciava uma fala assustada e com um tom de urgência:

    -Meu deus! Gabrille, se arruma! Temos de sair daqui o mais rápido possível, ocorreu um ataque na cidade e nós estamos agora em regime de urgência e defesa, nós duas precisamos ir o mais longe possível, o mais rápido possível! E sim, Joseph virá conosco, ele já estava arrumando o carro! Pra onde vamos?

    A jovem perguntava afoita, pelo visto algo havia saído de controle durante o dia e a noite se iniciava totalmente fora de controle!

    -Vamos, vamos! Corre! Atearam fogo em alguns pontos da cidade e tudo indica que foram os Giovanni! A guerra vai começar Gab e Marie não nos quer no fogo cruzado, por isso iremos para outro lugar e o filho dela irá nos encontrar lá no final dessa noite. Por favor, me ajude a ter uma ideia! Porque eu só consigo pensar em Roma e isso não é uma boa ideia!


    Última edição por Danto em 7/3/2018, 19:30, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 8/2/2018, 13:52

    A calma que todas aquelas lembranças me dava era algo único e bom de se sentir, enquanto me sento na cama cruzo as pernas procurando meu celular e sorrio calmamente vendo a hora e vejo que havia dormido bem o suficiente para acordar cedo o bastante.

    Mas o som da porta a bater com força retirava tudo isso de mim em segundos, minha face era seria quando me viro e logo muda para algo mais preocupado ao ver Caterina com tamanha aflição no rosto, coloco a mão na boca ao ouvir sua fala e me levanto para andar rapidamente até ela e lhe dar um abraço calmo e confortante.

    - Acalme-se Cat, Acalma-se!

    " É tudo tão rápido quando se esta indo tão bem, eles não deixaram que nós tomemos folego, é isso que desejam, é isso que querem! Apenas se acalme Cat, e conseguira pensar melhor...vou lhe ajudar com isso!"

    Mesmo estando preocupada e sem saber o real motivo daquilo permaneço ali para abraçada com ela para pelo menos lhe dar um minimo de conforto, deixando que a mesma se expressa-se da maneira que desejasse para então colocar minhas mãos cuidadosamente em seu rosto e falar com calma.

    - Ei minha linda, você confia em mim?

    Meus olhos permaneciam fixos aos dela, não havia tempo algum para perder o controle e a confiança que havia conseguido com meus aprendizados e experiencias nas ultimas noites, espero calmamente a resposta da mulher esperando que a mesma ficasse mais calma, era o que realmente eu mais desejava naquele momento. Com a voz calma e uma expressão serena digo.

    - Livorno! É para lá que iremos minha querida, enquanto me arrumo veja se temos o contato de Sua Excelência Taziano Valletta ou de seus Vassalos para informamos de nossa ida, devo me preparar.

    Dou um beijo no rosto de Caterina e me viro para ir até o guarda roupas e escolher uma roupa.

    " Céus, me dizem para sair assim justamente agora em uma situação assim. Marie realmente não pensa em como me sinto com relação a tudo isso...na verdade ela está apenas garantindo que eu consiga informar os acontecimentos para Mauricio, mas e ela como fica com tudo isso? Lore...por favor se lembre de tudo que conversamos e seja o braço de Marie por essa noite, sua razão e não a deixe ser levada pelas emoções...!"


    Roupa e bolsa escolhida:

    Broche por cima da roupa ( Abaixo do ombro esquerdo ):
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 12/2/2018, 13:36

    -Sim... Eu confio sim!

    Afirmava a jovem que se encolhia dentro do seu abraço, afim de realmente conseguir se acalmar com  a sua ajuda. O abraço então se estendia por mais alguns instantes, até finalmente a moça conseguir respirar aliviada e menos afoita, com atenção, ela ouvia as suas palavras sobre o cainita responsável pelos domínios de Livorno e a mesma concordava. Tirando o celular do bolso ela mandava algumas mensagens, provavelmente com Amadeo.

    -Pronto, consegui o contato direto com o vassalo do Senhor Valetta, agora é só nos adiantarmos para o local. Em breve a ligação será feita de retorno, mas a permissão já foi dada. Iremos em quantas pessoas? Afinal, pensar no carro é fundamental. E talvez seja sábio levar algumas mudas de roupa né?!

    Indagava a jovem que agora parecia estar em um estado mais calmo e organizado, não apenas tremendo de medo ou confusa com toda a situação, pelo contrário, a sua calma havia dado a ela a segurança que faltava. Enquanto falava, a jovem gesticulava um pouco e checava o horário na tela do celular, mostrando-se a cada instante mais ativa e preparada para reagir apropriadamente a situação, ainda mais quando você exibia o broche nas vestes, a simples presença do objetivo parecia despertar um senso único na jovem herdeira a sua frente.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 12/2/2018, 15:51

    Após a firmação de confiança que Catarina havia depositado em mim começo a vestir a roupa escolhida, coloco o broche de forma calma e fico a me olhar no espelho por alguns instantes, naquele momento não havia mais espaço para errar ou muito menos exitar, me viro para a prole mais nova de Lorena com um sorriso no rosto a observando enquanto fala.

    Pisco para ela em demonstração a minha felicidade em saber que ela já estava mais calma e que estava tomando o controle da situação, só que de forma um pouco preocupada agora fico pensativa e cruzo os braços pensando nas possibilidades que quantos deveriam ir conosco.

    " De todo modo, eu, Cat e Jô já iremos de qualquer modo, devo ressaltar que ela deve ter um Vassalo para lhe servir nesse meio tempo...nossa segurança também deve ser mantida...uhm, nunca tomei tal atitude, mas creio que seja a mais sensata sem dar muitas baixas em relação a força militar de Marie!"

    - Deixarei as tratativas de nossa visita em suas mãos Cat, o que decidir será o melhor para nós! E vamos em dois carros, Jô, eu e você iremos juntos em um carro, mais um Vassalo de sua confiança para cuidar de você caso precise de algo! E acho que dois seguranças para cada uma de nós será mais que justo sem causar grandes baixas na força militar de Marie, o que acha minha querida?


    Descruzo os braços e concordo com a cabeça sem disser uma única palavra batendo de leve em minha cabeça a demonstrar que estava avoada em levar apenas a roupa do corpo, me viro para então escolher mais duas peças de roupas a deixando pensar um pouco sobre tudo que havia falado.

    " Não posso disser o que deve ou não fazer minha linda, mas estarei aqui para lhe dar algumas direções sobre as decisões, de todo modo, és a herdeira desse legado e quero ver em seus olhos a mesma determinação e convicção que sua mãe me mostrou."
    Roupas.:

    Roupa Casual


    Roupa para algum evento importante inesperado.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 15/2/2018, 15:44

    -Certo, concordo com tudo que disse! Peço então que encontre Joseph e o explique a situação, irei cuidar dos outros afazeres! Nos vemos na garagem em vinte minutos, está bem? Irei levar um vassalo, vou checar com minha mãe qual estará disponível para que não peça alguma força insubstituível. Obrigada Gab e até logo está bem?!

    Ela dizia sorrindo e vindo na sua direção, para tocar com carinho no broche que você agora carregava e então beijar a sua face, algo que aos seus olhos parecia como um afeto entre irmãs e isso a pegava de surpresa. Todavia, a jovem estava animada demais para ficar e aguardar as suas reações.

    Caterina caminhava na direção da saída do quarto e abrindo a porta, ela finalizava:

    -Os aposentos de Joseph são naquela direção Gabi! Acho que é isso mesmo, até querida!

    Ela agora acenava e adiantava o passo para a direção oposta, afinal, ela iria até a mãe e de acordo com a sua memória, ela havia escolhido a melhor direção pelo casarão para chegar aos domínios de Lorena.
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    Miac

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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 15/2/2018, 16:08

    Me viro para Catarina de forma calma e com um largo sorriso no rosto vendo que a mesma agora tomava as rédeas da situação, não que eu queira que ela realizasse tudo sozinha, só que infelizmente não havia tempo para um conversa mais demorada e explicar a ela que por ser filha de quem era deveria se auto cobrar em pensar em situações desagradáveis como aquela e tomar as medidas precaviveis sobre o acontecimento.

    Aceno a cabeça sutilmente concordando com ela, fico a observando em quanto sorria e se aproximava de mim, no momento que ela toca meu broche e após me dar um beijo sinto um peso em meus ombros, era como ter a esperança de outros em mim, não tive nem mesmo tempo em pensar sobre aquilo, fico completamente sem reação e vejo que ela já estava a caminhar para a saida, com a voz embaraçada e fraca falo brevemente.

    - Tá Cat...boa sorte!

    " Espera a alguns segundos atrás era ela que estava toda em conflito com sigo mesma...e agora que pensei sobre isso, a Céus, se mantenha no controle Gab...vou ter que cuidar da filha da Lore e se acontecer alguma coisa com ela, e se o Lorde de Livorno desejar fazer algum mal para com ela? Calma...calma...todo mundo me observando assim e vendo meus passos é um pouco sufocante!"

    Fecho minha mala e a pego já fazendo careta por imaginar o peso, mas ela era realmente leve agora, Adalberto estava ali comigo, forte e determinado, não que eu já tivesse superado completamente o trágico acontecimento entre nós, mas era bom saber que podia contar com ambos dentro de mim. Começo a caminhar na direção do quarto de Joseph a passos largos.

    " Dessa vez não posso dar nenhum vacilo, Cat deve ficar segura até a chegada de Mauricio...e eu devo permanecer viva para cuidar de Joseph e Teresa!"
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 19/2/2018, 16:14

    Sozinha, você dava passos largos na direção do quarto de Joseph. Porém, dentro de ti crescia uma sensação nova e realmente reconfortante, existia ali uma força e uma chama que antes não havia. E você sabia exatamente que manifestação era essa, era a determinação de Adalberto que a fazia firmar os joelhos, que coordenava suas passadas firmes e cada vez mais confiantes. Eram pequenas influências positivas que a faziam chegar na frente do quarto de seu vassalo e sem pestanejar, abrir a mesma em uma ação direta e firme.

    Quarto de Joseph:

    Ali dentro do quarto você via a figura de Joseph sentada sobre a cama, a mala pronta a frente dos pés já demonstrava que o rapaz havia entendido o senso de urgência. Mas a face confusa dele ao se levantar e ajeitar o óculos indicava que ele não entendia ainda bem as razões.

    -Gabi, o que está ocorrendo? Eu ouvi o Ulisses falando que eu precisaria arrumar uma mala e que mudanças de planos estavam a ocorrer. O que eu devo fazer?

    Indagava o rapaz.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 19/2/2018, 17:41

    Aquela confiança que apenas um soldado treinado tinha me vinha no peito, realmente me trazia muito mais tranquilidade, sem medos, apenas seguir o que deve ser feito. Direto e rápido como ele deveria ser. Sorrio de maneira envergonhada e me perco por alguns instantes em minha cabeça enquanto ele parecia conduzir meu corpo.

    " Era assim que se sentia quando recebia uma missão? Quero disser...você apenas agia de acordo e realizava o inesperado! Vou lhe monstra-ló agora, o meu filho e se você se sentir confortável ao lado dele podemos compartilha-ló? Não todo, sou ciumenta é um defeito meu..."


    Abrindo a porta paro já dentro do quarto, solto minha mala ao notar a cara de preocupação de Joseph, aquela expressão me cortava o coração e me trazia tristeza de tal modo que após o termino de sua fala caminho rapidamente parando em sua frente e lhe tomando em meus braços para ali lhe dar um abraço forte, não queria que nada o machucasse, que nada o deixasse com medo!

    " Então é assim que uma mãe se sente ao zelar por seu filho? Essa cara, esse olhar de confusão e medo, é como se tirassem um pedaço de mim...meu doce e amado Joseph ainda sim fez sua mala e mesmo sem entender apenas seguiu em frente, meu filho estou aqui agora e lhe explicarei para poder lhe dar um pouco de luz em meio ao mundo ofuscado que esta agora!"


    Gentilmente começo a me desvencilhar do abraço, minhas mãos acariciam o rosto e cabelo de Jô, o conduzo até a beirada da cama para podermos ali sentar, minhas mãos tomam as deles e fico a lhe olhar diretamente nos olhos e falar de maneira calma e com ternura.

    - Você deve fazer o que sua alma desejar meu filho! Continue a usar de seu bom senso e racionalidade para conduzir as situações a sua volta como sempre fez e faz de maneira tão indagável.Agora deve lhe algumas respostas para amenizar essa carinha de assustado.

    A única coisa que me vinha a cabeça era que eu não havia lhe dado atenção o suficiente nas ultimas noite e momentos assim estavam se tornando raros de mais para nós, me afasto um pouco dele para então bater em meu colo e conduzir sua cabeça para que se deixasse ali, com um sorriso meigo e calmo o espero pacientemente afim de continua minha fala da mesma forma enquanto brinco com seus cabelos em meus dedos.

    - Nunca devemos confirmar nada sem termos provas, só que ao que tudo indica os Giovannis atearam fogo em algumas partes da cidade o que talvez tenha feito as famílias locais realizarem represarias ou até mesmo se adiantar para algo assim. O que faz com que a Camarilla entre em regime de urgência e defesa, não tenho o do por quê falar assim com você, um modo chique de disser que entramos em guerra ou que estamos a aguardando.

    Faço uma pequena pausa para que o mesmo pudesse digerir toda aquela situação, com meus dedos faço um boneco que caminha pelo seu braço ao fim para lhe parar nas costelas e lhe acariciar aquela região.

    - Com isso Marie pediu que nós afastemos por hora até a chegada de Mauricio! Iremos para Livorno você conhece não? Cat já organizou tudo e nossa chegada é aguardada. Devo lhe disser que a ideia foi minha em ir para lá Adalberto tem uma filha lá e eu quero vê-lá.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 21/2/2018, 18:53

    Não havia de fato uma resposta manifestada em palavras vindas do homem que agora fazia parte de ti, mas algo dentro da sua própria essência lhe indicava que as suas perguntas tinham respostas fáceis e acessíveis. Ele sempre foi um soldado e ordens são ordens, todavia, as únicas excções que este fazia eram em relação a própria filha e as faria para o novo filho, o mesmo se alegrava com a possíbilidade de ter um filho e isso era tão simples quanto abrir a porta e abraçar Joseph.

    O rapaz a abraçava e sorria na sua direção, para a seguir até a beirada da cama e sentar ali, para então gentilmente segurar as suas mãos e ouvir tudo que você tinha para falar. Para só então respirar de maneira tranquila e concordar positivamente.

    -Sei onde fica, ainda não fui até lá. Mas conheci algumas pessoas da região, é bem seguro e próximo ao mar. Isso pode indicar que Mauricio poderá chegar pelo mar algo bem mais discreto e sem grandes alardes ou chances de rastreio. E que história é essa de filha de Adalberto?

    Ele olhava um pouco confuso com a parte final da sua fala, já que o nome do seu agressor era ainda uma espécie de assunto delicado, especialmente para o seu filho que se irritava levemente com a simples pronuncia do nome dele.

    -Ela esta em Livorno? É filha mesmo ou prole-filha? É a melhor ideia?! Desculpa por tanta pergunta, mas eu estou preocupado com isso! Não confio em nenhum Sforza!

    Retrucava o rapaz, que demonstrava uma preocupação digna do papel que ele e mais ninguém seria capaz de ocupar em sua vida.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 21/2/2018, 22:22

    A sensação de saber a aceitação de Adalberto me deixava realmente muito mais calma com relação a Joseph, com o mesmo agora em meus cuidados fico calmamente admirando sua preocupação e perguntas.

    Com uma expressão extremamente calma sorrio para Jô enquanto fico a lhe acariciar o rosto e falar com ternura.

    - Veja só como você cresceu tanto! Analisou tudo em tão pouco tempo a ponto de mesmo tão preocupado comigo dar a devida atenção ao fato da chegada de Mauricio. Estou orgulhosa de ti meu querido.


    Logo desço minhas mãos para segurar as de meu filho, minha expressão agora era um pouco mais triste e pensativa assim como minha fala.

    - Sim está em Livorno. Não sei se é a melhor escolha, mas é a escolha que decidi tomar! Adalberto é um brutamonte que só tinha músculos, um soldado apenas, e nisso ele era realmente bom...mas ele se manifestou em meus sonhos, nem sempre ele foi assim, um dia foi um homem honrado e amável com a mulher que lhe roubou o coração, e assim o fazendo pai de Teresa! Não são do mesmo sangue mas após ter perdido sua amada ele viu esperança em abraçar a filha da única mulher que ele um dia amou...

    Minhas mãos seguram de maneira mais firme as de Joseph, as sensações que as lembranças de Adalberto me traziam mesmo não sendo as minhas eram realmente forte, havia criado uma empatia por aquele homem e sua dor me motivava a ir onde Teresa estava.

    - Ele se perdeu como Pai e Mentor, as imprudências desumanizadas e missões que Enzo lhe dava causou sua queda, foi por imprudência de Enzo que Adalberto perdeu sua mulher...isso o fez perder completamente o resto de bom senso que tinha...não lhe pedirei que aceite nenhum Sforza, mas lhe peço que me ajude a salvar Teresa, ela é importante para ele e isso lhe trara a paz que nunca teve em vida!
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 23/2/2018, 15:14

    Com muito carinho, Joseph encaixava os dedos das mãos dele com os teus, para conduzir suas mãos até os lábios dele e beijá-las suavemente. Era algo muito íntimo, profundamente gentil e regado pelo carinho que ele nutria por ti.

    -Nós vamos fazer isso funcionar Gab, não me importo com quem foi Adalberto. Eu me importo com quem você é, minha amiga, minha Senhora, minha mãe, eu a amo o suficiente para não precisar de mais nada a não ser a certeza de que estarei contigo. Não se preocupe, nós vamos salvá-la.

    Assim ele enfim soltava suas mãos e a puxava para um abraço, era raro Joseph assumir uma postura mais firme contigo, mas quando ocorria era sempre muito bem vindo, afinal ele não era só carinhoso, era também um homem forte que sempre estaria ao teu lado. Naquele abraço então ele a envolvia para depois soltá-la e sorria para dizer:

    -Então, estou pronto! Vamos a Livorno!

    Comentava o rapaz que agora se levantava e exibia um sorriso confiante na face.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 26/2/2018, 13:47

    Realmente a ação de Joseph me fazia gritar de alegria por dentro, uma felicidade que não podia ser medida naquele momento. Ele havia crescido tanto e agora havia se tornado um homem com um caráter único, eu poderia contar com ele para sempre e assim eu seria com ele também, e o mais importante que tudo isso, ele havia realmente se tornado aquilo que vi naquela noite a muitos anos atrás.

    " Nossa, olha só como ele está agora, tão lindo e forte como nunca esteve antes...ahhhhhh...meu filho, amigo e companheiro eterno...não se existe certo ou errado e fazer o que fiz com você a única coisa que sei é que isso foi bom para nós e esse sentimento tão bom por você nunca ninguém ira tirar...seja muito mais forte e demonstre seu valor para a Camarilla meu filho, você merece isso e muito mais!"

    Respiro fundo não conseguindo falar nada naquele momento, Jô havia me deixado completamente emocionada, sentindo seu abraço forte meus olhos refletiam minhas emoções, ao me soltar com os olhos marejados e a mão tremula na boca seguro meu choro alegre em ver o que ele havia se tornado.

    - Não consigo falar...Jô, vai me fazer chorar!


    Avanço para cima dele novamente o abraçando com força e apoiando meu rosto em seu peito, eu também tinha dúvidas sobre mim e minhas ações, demonstro minha segurança para todos mas ainda estava me descobrindo aos poucos. Me recompondo apoio minha mão na nuca de Joseph o puxando para baixo e lhe dando um selinho intimo e carinhoso como uma mãe apaixonada para enfim apoiar minha testa com a dele, meu sorriso crescia e meus olhos brilham ainda mais com a felicidade em ver a confiança que crescia ainda mais nele e falo de forma calma.

    - Você é muito mais do que eu mereço meu amado filho, amigo e companheiro, está infinitamente grande agora, com os ombros tão largos a ponto de carregar tudo para si. A força que cultivou agora é notada em seus olhos confiantes e ações justas...eu terei muito trabalho quando as mulheres notarem isso em você.

    O solto calmamente ainda muito feliz e enxugo as pequenas gotas que haviam brotado de meus olhos, em um tom divertido aponto para minha mala e a dele e falo da mesma forma.

    - Ainda sim é um homem, leve para mim que é pesado de mais isso ai...e continue assim Jô...sabe a Lorena estava perguntando de você!

    Termino rindo e me virando para seguir meu caminho não tocando mais naquele assunto o deixando com a curiosidade para si.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 26/2/2018, 15:40

    Diante do seu abraço inesperado, Joseph gentilmente segurava suas costas com uma mão e a sua nuca com a outra, havia muita ternura e calor no toque do rapaz. O mesmo seguia a sorrir durante todos os seus movimentos e até soltava uma risada curtíssima quando tinha os lábios beijados daquela forma por ti. Ali então o rapaz ouvia a sua voz, para beijar a sua testa e afirmar com confiança:

    -Você me deu uma nova chance de viver Gab, no começo eu pensei tantas coisas e tive muito medo, mas agora, eu sei quem eu sou e me orgulho disto. Me orgulho de ser teu filho e amigo, mas sobre as mulheres... Eu não preciso de um plural, quando acontecer será por uma e será para sempre.

    Ele dizia contente e logo sorria ao abaixar-se para pegar as malas e seguir junto contigo para a direção da saída do quarto. Todavia, quando você mencionava o nome de Lorena, o rapaz ficava claramente vermelho!

    -Er, co-como assim perguntando de mim? Não me deixa curioso com isso! Eu notei que ela me olhou bastante ontem... Deus!

    O rapaz demonstrava um nervosismo divertido enquanto vocês dois caminhavam para o acesso interno da garagem, passando por alguns corredores de pouco destaque que faziam conexões entre os quartos e salas, em poucos instantes vocês estava a passar pelas portas do mesmo e ali já viam a figura da filha de Lorena a preparar um dos carros para a viagem. Distraída, a jovem estava com o tronco quase todo dentro do porta malas enquanto assoviava algo.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 26/2/2018, 16:44

    Ele realmente sabia usar as palavras, no final de sua primeira frase bisco o olho esquerdo e aponto o dedo indicador para cima em um sinal claro que havia gostado do que ele tinha falado.

    Já caminhando para a garagem, ando de forma alegre com os dedos levantados fazendo um sinal negativo para Joseph enquanto ria e falo de forma alegre.

    - Ué, perguntando! Vai de você descobrir o significado dos olhares dela Jô, eu te libero tá!

    " Daqui pra frente você deve se tornar mais independente, não que eu não vá ir atrás de você caso de alguma coisa errada ou até mesmo sinta que devo lhe puxar a orelha...só que espero que um dia possa ser tão livre e realizar seus próprios sonhos por si mesmo. Você fica lindo envergonhado!"


    Paro na porta vendo a distração de Cat e faço um sinal de silencio para Joseph, caminho com cuidado para não fazer muito barulho e seguro na cintura da mulher de forma firme para falar alto.

    - BUUUUUU!

    Dou dois passos para trás a fim de ver a reação da mesma para começar a rir e depois falar em um tom normal com um sorriso risonho em minha face.

    - Sou apenas eu Cat! Acho que já se conhecem não? Jô essa é a Senhorita Caterina D'aquila e Cat esse é meu filho Joseph Valentin Fritz...e Jô está vendo essa mulher maravilhosa fazendo todo o trabalho e fica ai só a admirando...vamos, vamos, ajude-a! O que estava cantando Cat?
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 28/2/2018, 17:35

    O rapaz fazia uma pequena careta desaprovando a sua resposta, apenas para demonstrar que havia levado na brincadeira e que havia ficado de fato curioso com o assunto. Prosseguindo então pelos corredores, vocês se aproximavam da entrada da garagem e ali mesmo Joseph ficava com as malas em mãos enquanto você se movia sorrateiramente, para agarrar a cintura da jovem que pulava e soltava um gritinho de susto. A mesma virava rápido para lhe olhar e fazer um bico enorme nos lábios.

    -Boba!

    Cruzando os braços ela permanecia emburrada até a aproximação de Joseph, desfazendo a expressão para algo mais simpático, ela sorria para o jovem.

    -Prazer Jo, pode me chamar por Cat mesmo, tô mais acostumada assim!

    O rapaz concordava e se aproximava logo para ajudá-la com as malas e a organização do porta malas.

    -Claro, é um prazer conhecê-la formalmente Cat! E não precisa repetir Gab eu já tô ajudando tá bem?

    A jovem sorria por causa das brincadeiras trocadas por ti e dava com os ombros para a sua pergunta.

    -Sabe quando tem uma batida na sua cabeça e você não sabe onde ouviu? É mais isso, bem, vamos lá! O senhor Fritz irá dirigir né? Então eu vou no banco de trás! Ce vai onde Gab?!

    Pergunta a jovem, deixando a chave do veículo sobre o teto do carro para depois adentrar o banco de trás.
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Miac em 28/2/2018, 19:29

    Quando Cat grita com o susto dado por mim coloco minhas mão na boca e fecho os olhos fazendo uma careta de que havia aprontado algo. Fico a observar a mesma com os braços cruzados e cara emburrada e começo a rir daquilo tudo.

    Fico a sorrir vendo ambos se cumprimentando daquela forma, logo ao ouvir Jô faço uma careta mostrando a linguá e fazendo um sinal para que ele acelerasse mais para depois chegar mais próximo dele e lhe dar um beijo carinhoso no rosto, para enfim me vira para a mulher e falar normalmente.

    - Uhm...ahhh sim! É uma droga quando ficamos com aquele ritmo na cabeça e não sabemos de onde veio! Ele dirige sim querida, vou no banco de trás com você, tudo bem? Seu Vassalo pode ir no banco da frente com Jô e a nossa segurança em um carro atrás. Mas é você quem manda!


    Começo a me lembrar da música e começo a estralar os dedos no ritmo da música, fico apenas mexendo a cabeça e começo a cantar fazendo caras e boca apontando para Jô e Cat.

    ♫Jump in the Cadillac (girl, let's put some miles on it)
    Anything you want (just to put a smile on it)
    You deserve it, baby, you deserve it all
    And I'm gonna give it to you

    Gold jewelry shining so bright
    Strawberry champagne on ice
    Lucky for you, that's what I like, that's what I like
    Lucky for you, that's what I like, that's what I like♪
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    Re: Primeiro Arco de Gabrielle: Ato VIII - Rastros de Memórias

    Mensagem por Danto em 2/3/2018, 19:22

    Cat concordava com a sua fala, mas logo te acompanhava naquela divertida cantoria improvisada. A jovem tinha um excelente inglês e isso ajudava, todavia, Joseph apenas olhava para vocês duas e sorria de maneira abobalhada, como se não acreditasse no que vocês duas estavam fazendo. O clima divertido seguia enquanto o rapaz ajustava as coisas no porta malas e prosseguia até o som de alguém adentrado a garagem, era uma jovem um pouco maior do que você era, mas não muito! Com uma mochila nas costas e um sorriso animado ela dizia a vocês:

    -Oi! Boa noite a todos, meu nome é Aurora! Acho que ainda não tivemos a chance de nos conhecermos não é mesmo, logo, prazer!

    A efusiva jovem se aproximava sorrindo e abanando a mão direita. Cat logo parava de cantar e corria para abraçar ela, era notório ver como havia uma relação muito intima entre as duas, algo muito similar a uma relação de parentesco, como primas por exemplo.

    -Gab e Jo, essa é a Aurora! Ou simplesmente Rory! Ela é uma valete de minha mãe, mas que acabou sendo surripiada, né Rory!?

    A moça sorria e concordava positivamente, para então perguntar:

    -Então, todos prontos? A nossa escolta já esta a postos na saída da casa, serão dois rapazes bem treinados e fortões. Acredito que seja o suficiente e esse broche fica lindo em ti Gab, parabéns!

    Afirmava a moça que agora olhava na direção de Joseph e educadamente aceitava as saudações do rapaz que havia enfim terminado de ajeitar o porta malas e já se direcionava ao banco do motorista.

    A valete de Cat:

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