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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

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    Danto
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    Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 29/1/2018, 14:25


    Sala de Estar da casa de Othello:
    Local: Volterra, Viale dei Filosofi, N 12.
    Data: 18 de Abril de 2016: O despertar.

    Risos, abraços e beijos. O clima do começo da noite não poderia ser melhor e a alegria parecia fluir com suavidade pelos ventos que circundavam a sua casa e a de seu pai, afinal, o seu despertar havia sido pela primeira vez acompanhado por duas pessoas que agora já faziam parte da sua família e que alcançavam significados importantíssimos a ti. Afinal, Massiveiro era teu primeiro e querido namorado enquanto a pequenina e experiente senpai que atendia por Lucy era algo como sua prima ou até irmã mais velha, uma figura de confiança e apoio.

    Vocês três atravessavam para a casa de Othello pelo lindíssimo jardim lateral, Lucy não deixava de sorrir alegre ao apontar o quão importante havia sido o sucesso do ritual de Massi, já o rapaz parecia mais dedicado a observar as plantas por onde vocês passavam e a perguntar o nome de algumas que ele claramente desconhecia. Mas enfim, todos adentravam a sala de estar da casa de Othello para testemunharem uma cena inesquecível!

    O experiente feiticeiro do caminho verde da capela de Volterra estava a rir como uma criança feliz! Ele fazia isso a observar a figura de um cachorro da raça Shiba a correr pela sala e farejar algo que parecia estar escondido por entre as almofadas do sofá da sala. Seu pai então olhava na sua direção e fazia um sinal para você se aproximar. O homem estava com apenas um dos sapatos e o animal logo retirava por entre as almofadas o outro pé de sapatos dele, o homem então batia palmas e fazia um carinho breve no animal. Massi olhava curioso para a cena enquanto Lucy respirava fundo e fechava a porta com cuidado, o cão de médio porte então circundava as pernas de Othello e se sentava literalmente no meio da sala e olhava na sua direção, claramente curioso e desconfiado com as novas presenças.

    -Oi fi-fi-lha! Trouxe os bis-bi-biscoitos, excelente! V-venha! Qual será o n-no-nome dela?

    Massi então dava um passo a frente e perguntava já quase que oferecendo uma resposta ao mesmo tempo.

    -Othello esse é então o presente que você comentou comigo ontem que daria a sua filha?! Foi por isso então que a sua mãe nos ensinou aquele pequeno ritual com os felinos?! Que interessante! Eu bem que estranhei a presença dos biscoitos caninos, mas pelo visto você tinha isso em mente a algum tempo né?

    Othello confirmava com a cabeça enquanto a Lucy soltava um "own" ao ver que o animal sentado ali no centro da sala movia a cabeça de um lado para o outro, como se estivesse a prestar atenção no monólogo de Massi.

    -Pa-parabéns pela aprova-va-ção filha! Ela é sua!

    O cão:
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 29/1/2018, 15:31

    A noite mal havia começado e meu coração já se encontrava cheio de felicidade, algo novo e maravilhoso. Com calma ela notava a importância de Massi e Lucy, ambos agora ocupavam um espaço importante em nossas vidas, algo que as caudas tentavam delimitar sem saber como ao certo.

    Atravessar o jardim lateral que separavam as casas nunca havia sido tão divertido, era com calma que eu explicava os nomes das plantas desconhecidas para Massi, sua curiosidade era um sinal positivo de que ele levaria a sério seus estudos, assim como as palavras de Lucy sobre o ritual recém aprendido e executado, pequenas marcas encaradas com curiosidade pelos olhos verdes dela.

    Um misto de surpresa e curiosidade se apossava de nós duas ao adentrar a casa de nosso pai, a figura risonha do Othello acompanhado da esguia companhia canina eram algo realmente novo e de certa forma bem inesperado. Encarando meu pai por alguns instantes eu demorava a entender a pergunta, mas as palavras de Massi me serviam como apoio para entender aquela surpresa.

    “Isso explica os biscoitos! Ufa.”

    Rindo comigo mesma eu encarava a bela Shiba com interesse, como japonesa eu já conhecia um pouco a raça, mas nunca imaginara poder ter um shiba como companhia, olhando para Lucy eu sorria ao abrir o pacote de biscoitos e oferecer um a cadela enquanto me abaixava.

    – Pai! Eu nem sei o que dizer!

    Esperando pelas reações da shiba eu sorria ao ponderar um pouco e perguntar bem de leve para a mesma.

    – Que tal Cheza?
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 31/1/2018, 20:25

    -Cheza é um nome tão bonitinho!

    Comentava Lucy que parava ao seu lado e se agachava para olhar aquele animal de mais perto, Massi por outro lado se mantinha próximo de Othello e espiava tudo com tanta curiosidade quanto a própria Cheza demonstrava ter diante da nova situação que se apresentava. Ela por fim resolvia farejar na direção do biscoito que você oferecia, saindo da posição de sentada para se aproximar, bem desconfiada! Até finalmente se sentar a uma distancia de toque e finalmente tomar o biscoito com cuidado das suas mãos, para lamber elas em seguida e soltar um breve latido feliz. O rabo dela balançava e isso era um excelente sinal!

    -Acredito que ela tenha gostado mesmo de ti Ume!

    Comentava Massi, Othello concordava positivamente e iniciava uma ação de gesticular, era assim que ele sempre começava uma fala, mas quem dizia era novamente Massi. Uma ação que claramente era aprovada por Othello.

    -Claro, vamos sim cuidar muito bem dela e alimentá-lo constantemente! Nada dessa fofa ficar passando fome! Hoje mesmo irei comprar as rações e outras coisas, aliás, o que você comprou Othello?

    O homem sorria feliz e respondia:

    -Co-co-leira e cama!

    Lucy não resistia em também pegar um biscoito e oferecer a Cheza, esta logo devorava sem nenhuma cerimonia e bem mais alegre e menos desconfiada, ela avançava na sua direção para pedir carinho, esfregando a cabeça contra as suas pernas.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 31/1/2018, 21:45

    As palavras de Lucy sobre a ideia de nome me fizeram sorrir, percebendo a aproximação de minha prima eu continuava com o biscoito estendido esperando pela reação da shiba, algo que não demorava a acontecer.

    – Cheza significa flor da lua, imaginei que combinasse com ela, afinal meu nome também tem o significado de uma planta.

    A cauda balançante da cachorra era um bom sinal, olhando para meu pai e Massi eu ria ao ver meu pai gesticular, mas meu namorado falar pelo mesmo, sorrindo sem medo eu concordava com cada palavra ali dita.

    “Eu nunca imaginaria uma surpresa dessas! Papai soube escolher bem!”

    Tomando com carinho a cabeça da cadela eu a acariciava no pescoço ao comentar de maneira breve e carinhosa.

    – Seja bem vinda Cheza, vamos ser boas irmãs!

    Dando mais alguns biscoitos eu me levantava para dar ir abraçar meu pai com carinho e sorrir feliz.

    – Obrigada pai, prometo que vou cuidar bem da Cheza. Mas tenho que te avisar que também temos algumas surpresas!
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 2/2/2018, 12:38

    -É um nome maravilhoso! Eu amei e acho que a Cheza também, olha essa carinha de feliz que eu vou apertar e apertar!

    Dizia Lucy que agora se sentava no chão após você oferecer a cadela aquele maravilhoso carinho que ela aceitava de muito bom grado, abanando o rabo de maneira feliz e em seguida avançando contra o corpo diminuto de Lucy para lamber e conseguir mais biscoitinhos da jovem que não resistia aos encantados da shiba.

    Othello se encantava com a cena e até ria quando você vinha na direção dele, apertando-a em um afável abraço, o homem parecia intrigado com as novas possíveis surpresas e ameaçava um questionamento. Mas nesse momento era Massi que falava, enquanto ao fundo, Lucy esfregava a parte superior da cabeça de Cheza enquanto a mesma fechava os olhos adorando o carinho:

    -Otthelo Martocci, eu devo admitir que é uma verdadeira honra poder ser lecionado pelo Senhor e uma dádiva realmente especial poder compartilhar do mesmo ambiente que sua mãe e senhora, mas ainda me faltam palavras para agradecer de fato a toda essa recepção. Afinal, eu ainda sou o pior dos feiticeiros da capela e o Senhor sempre foi e sempre será o melhor dentro do teu patamar de idade. Devo admitir, foi de fato muito difícil encontrar coragem para vir e está sendo difícil encontrar a mesma novamente, e é por isso que eu não irei sequer pausar para respirar ou irei acabar por desistir e mudar de assunto. Eu, Massimiliano Azzarello peço a ti, senhor Martocci, a autorização e a benção para que eu possa namorar a tua filha, Ume Takagi! Se tua palavra for negativa eu lhe juro, a acatarei sem nunca desrespeitá-la. Mas se ela for positiva eu lhe prometo Senhor, darei o meu sangue e tudo que terei para fazê-la feliz, pois eu sei que é ela o amor da minha vida!

    Massi literalmente metralhava Othello com palavras e informações, Lucy sentada no chão até parava para observar com curiosidade, algo que Cheza também o fazia! As palavras terminavam e Massi não desviava os olhos de Othello, não por tentar encará-lo ou desafiar o homem, pelo contrário, ele estava se mostrando confiável e firme. Othello então respirava fundo e olhava na sua direção por alguns instantes.

    -De nada filha, você fez por merecer este presente querida, espero que Cheza possa alegrar suas noites de estudos. Eu não sabia se seus companheiros de ciclo seriam ou não teus amigos e o presente orquestrado pro Abrielle era justamente para que a solidão que me atingiu não a atingisse. E bem, Senhor Azzarello...

    Othello estava sério e concentrado, algo raro para o homem e que mostrava o quão importante você era para mesmo. Seu pai então olhava para o teu namorado que estava nos últimos fios de coragem nesse momento, para afirmar:

    -Você é um rapaz de bom coração, eu tenho total convicção de que tu és digno de estar junto de minha filha. Não irei pedir o básico, mas irei pedir por algo especial. Eu irei no futuro próximo ter cada vez menos tempo para ela, peço então que você seja o porto seguro dela, que ela veja em ti a casa que ela em mim encontrou. E é claro que eu lhe dou a minha benção garoto!

    Massi sorria aliviado e Othello claramente a conduzia na direção do rapaz, o jovem profundamente emocionado a beijava primeiro na testa, para então olhar no fundo dos seus olhos com todo o carinho que tinha e por fim beijá-la nos lábios. Othello então batia palmas alegres em sinal de aprovação, assim como Lucy também o fazia e Cheza para participar, soltava um único latido.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 2/2/2018, 13:43

    A alegria de Lucy ao conhecer a pequena Cheza me deixava profundamente feliz, ainda mais quando a esperta shiba parecia gostar dos carinhos dados por minhas mãos, mas as lambidas dadas em Lucy eram um bom sinal.

    “Elas vão se bem grudadas, que bom que a Lucy gostou!”

    O abraço em meu pai ajudava a controlar a ansiedade de lhe revelar sobre meu namoro, mas é claro que a indagação feita por seus curiosos olhos era logo respondida por Massi e sua enxurrada de palavras, algo que de certa forma aliviava meu coração, embora eu a sentisse julgar a cena e ainda mais a Cheza com curiosidade.

    “Eu só deixaria ele mais nervoso ao contar, acalme-se Ume.”

    Acompanhando a fala incessante de Massi com os olhos, minha atenção se voltava para meu pai quando este por fim tinha a vez de falar, suas primeiras palavras me fizeram sorrir com carinho, as lições de Abrielle da noite anterior eram um indicio claro de seu envolvimento com a chegada de Cheza, assim como sua preocupação comigo.

    Já a forma séria dele me deixou preocupada por alguns instantes, instantes que até mesmo ela e suas caudas prestavam total atenção no que aconteceria, as palavras gentis de meu pai fizeram com que as caudas voltassem a cuidar de seu balanço e ela claramente erguer o focinho em certo esmero próprio, algo que teria me feito rir se já não estivesse sorrindo.

    Conduzida até Massi por meu pai eu o abraçava para receber seus beijos, no fim não podia segurar a felicidade em poder enterrar meu rosto em seu peito e aperta-lo com carinho.

    – Eu prometo que vou me esforçar pra te fazer feliz Massi.

    Comentava quando enfim tinha coragem de mostrar meu sorriso a todos na sala, voltando meus olhos para meu pai com carinho.

    – Eu sei que você precisa passar pelos testes e subir de ciclo, por isso vou me esforçar para ajuda-lo. Quero que você cresça sem medo de me deixar para atrás, eu já não estou sozinha e você sempre terá a Cheza e eu por perto.

    Olhando para a esperta e energética shiba eu me aproximava para acariciar suas orelhas.

    – E a senhorita não escapa de um bom banho ainda hoje, isso se você quiser dormir na cama!
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 5/2/2018, 19:06

    O abraço compartilhado com Massi era bem firme e carinhoso, a felicidade estampada na face de Lucy e Othello deixavam ainda mais notória a que se revelava na de Massi que parecia estar a viver um sonho ou algo muito maior. Ele até ameaçava iniciar uma resposta a sua promessa, mas a emoção era tão grande que ele tinha de segurar um pouco a respiração para não acabar por chorar de alegria.

    -As provas são tão chatas e demoradas, mas obrigado filha, eu vou precisar de muita ajuda, especialmente agora que a minha avó irá dormir, tenho que cumprir com as promessas feitas e honrar as memórias do legado dela. E por outro lado, fico realmente feliz, filha, muito mesmo! Em saber que você tem companhias tão positivas junto de ti e que todos crescerão juntos. Obrigado...

    Dizia o homem com seus trejeitos específicos de sempre, deixando a fala firme de antes para trás e tropeçando nas palavras como de costume. Ele ia agora na direção de Massi para abraçá-lo enquanto você se aproximava de Cheza para lhe oferecer um carinho, a cadela reagia positivamente, abandando o rabo e buscando os seus dedos para lambê-los, para logo em seguida se levantar e botar as patas na sua cintura de maneira bem energética.

    -Acho que ela gostou mais do que o esperado pelo convite de dormir na cama eim Ume! Aliás mocinha, agora podem ser duas presenças a mais na sua cama, já pensou nisso né?

    Comentava a sua amiga que fazia um sorriso mais sapeca e brincalhão na face, segurando o riso para não chamar muito atenção para vocês, afinal, Massi e Othello estavam a conversar em um tom baixo durante o abraço que compartilhavam.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 5/2/2018, 20:11

    O abraço forte mas ao mesmo tempo carinhoso com Massi apenas me deixava mais feliz ainda, era clara a dificuldade dele de se segurar, ainda mais quando seu quase começo de fala era atrapalhado pela vontade de chorar.

    “Ele é tão fofo, sei que vamos crescer juntos, nós quatro agora!”

    Ouvir as palavras de meu pai, mesmo que o mesmo tivesse dificuldades para solta-las me fez sorrir com carinho, eu devia muito a Othello e sua mãe e era neles que sempre pensava a cada novo passo ou conhecimento aprendido.

    – Não se preocupe, eu vou ajuda-lo sempre que você precisar, sei que faremos isso juntos.

    Respondia a meu pai olhando de leve para Lucy e Massi, enquanto meu namorado ia até meu pai para conversar, esfregar o pescoço da animada Cheza me fez rir, mas é claro que as palavras de minha prima logo mudavam isso.

    – Lucy sua boba!

    Sussurrava de volta antes de apertar as bochechas dela.

    – Morde ela Cheza. Nem você vai ficar sozinha!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 8/2/2018, 00:16

    -Sempre juntos filha, somos uma família.

    Afirmava por fim Othello antes do mesmo realmente engajar uma conversa mais baixa com Massi, o seu pai chegava a por a mão no ombro do rapaz, algo bem raro tendo em vista que ele evitava o máximo possível o toque em pessoas por causa das plantas que ele tanto amava, afinal, segundo o mesmo, pessoas normais tendem a atrapalhar a conexão com o mundo natural.

    Concentrado-se agora dar aquele divertido comando a cadela, você apertava as bochechas da Lucy que já estava mais próxima do chão. A jovem tentava falar algo em resposta, mas acabava sendo derrubada pela ação de Cheza, que latia apenas uma vez em uma falsa ação de ataque e tentava a todo custo lamber a face da sua prima, que no chão, movia as mãos desesperadamente tentando se esconder, enquanto ria muito no processo.

    -Socorro! Socorro!

    Dizia a jovem que acabava por desistir e só esconder a face para ter as mãos lambidas pela cachorra. Nesse momento, era possível ouvir a risada de Massi e Othelo.

    -Ela te ama irmazinha, não tente resistir!

    Lucy mostrava o dedo do meio para o irmão e nisso abria a guarda para receber várias lambidas de Cheza e rir no processo, decidindo fazer carinho na mesma.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 8/2/2018, 11:12

    A resposta de meu pai e o simples fato dele tocar no ombro de Massi me faziam suspirar feliz, ela porem escondia seu focinho mais fundo em suas caudas fingindo não ver as mesmas coisas que meus olhos viam, mesmo assim uma ou duas caudas a entregavam, já que seu balançar rápido era animado.

    Já a pequena vingança em Lucy me fazia rir, a animada shiba usava sua inteligência para arquitetar um ataque certeiro e regado a lambidas, algo que pegava minha senpai de surpresa.

    Dando espaço para que Cheza pudesse atacar Lucy sem esbarrar em minhas pernas eu ria, as reações de Massi e meu pai apenas faziam com que aquela cena ficasse mais divertida ainda.

    “Minha família está completa, nunca imaginei que teria uma diferente, ou que eu pudesse ser livre!”

    Feliz por ver Cheza lamber a face de Lucy, eu a deixava aproveitar a brincadeira por mais alguns instantes, apenas para chamar sua atenção balançando o pacote de biscoitos e comentando.

    – Ela te ama o suficiente para querer dormir com você Lucy, pensa só é o maior ursinho de pelúcia da sua vida!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 12/2/2018, 12:41

    Cheza era rapidamente seduzida pelo som do pacote de biscoitos, saindo enfim de cima da Lucy e indo com o rabo abanando na sua direção, até sentar-se na sua frente e com uma das patas tentar alcançar a sua mão em um claro pedido por um biscoito. Essa ação arrancava de Massi um som de "own". Já Lucy se levantava e ajeitava as roupas.

    -Você tam razão, ela é uma fofinha! Se ela não for dormir contigo eu adoraria dividir a cama com essa linda! Acertou em cheio com o presente eim Othello!

    O homem concordava sorrindo com a fala de Lucy e de seu próprio jeito complexo de falar, o mesmo dizia:

    -Fico feliz com isso, aliás, eu não poderia estar mais feliz com todos os acontecimentos. Especialmente sabendo deste namoro! Mas antes que eu fique novamente muito emocionado, minha mãe solicitou a presença de vocês na capela nesta noite, a entrada de animais é permitida, logo, acho que levar a Cheza não será um problema.

    Massi concordava e comentava sorrindo:

    -Perfeito! Vou buscar a chave do carro e as mochilas! Encontro vocês no carro!

    Ele então se aproximava para lhe beijar os lábios de maneira bem breve e suave, um selinho curtíssimo e tocar gentilmente no ombro da irmã em seguida. Para adiantar o passo na direção da sua casa.

    -Filha, a regente foi dormir definitivamente. Mudanças vão ocorrer e acredito que minha irmã será a nova primogenita da camarilla, isso implica de fato na minha inevitável mudança de ciclo. Por tanto, seria um problema eu os acompanhar à capela hoje?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 12/2/2018, 14:05

    Rindo com a esperteza de Cheza, eu me afastava alguns passos para atrás dando espaço para Lucy se levantar. Tentando resistir aos pequenos gestos da shiba eu lhe entregava dois biscoitos apenas para esfregar seu pescoço.

    - Acho que ela vai amar dormir contigo. Obrigada pai, eu sei que você se esforçou muito pra achar ela.

    Ainda acariciando Cheza, eu sorria feliz ouvindo as palavras de meu pai com atenção, havia alegria nos pequenos carinhos ali trocados por todos.

    "É incrível ver como conseguimos criar uma pequena família tão rápido!"

    Levantando para responder ao beijo de Massi, eu bagunçava seus cabelos ao pedir de maneira suave.

    - Pegue meu anel na caixinha de joias, está na minha comôda no quarto, a caixa branca só tem ele lá.

    Coçando a cabeça de Cheza, eu lhe dava mais um biscoito enquanto ouvia a pergunta de Othello, olhando para Lucy eu sorria ao comentar de maneira calma.

    - Não tem não pai, será bom você se tornar mais ativo na Capela, só precisamos encontrar um lugar que você se sinta confortável lá. Além do mais precisamos comprar ração pra Cheza.

    Comentava olhando para a jovem cadela, que tomaria um banho ainda nesta noite.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 15/2/2018, 15:44

    Massi fazia uma curta pausa notando que você tinha algo a falar, o rapaz então concordava positivamente diante do seu pedido e sorria ao ter os cabelos bagunçados, ele já nem conseguia disfarçar o quanto adorava esse pequeno carinho. Em seguida, a passadas largas, ele ia em busca de tudo que seria necessário para vocês se direcionarem a capela ainda esta noite.

    -Tens razão filha, precisamos mesmo comprar ração para ela! Será que encontramos uma casa de ração aberta a essa hora?

    Lucy comentava sorrindo ao se aproximar de vocês, enquanto ela o fazia, Cheza brincava de mastigar o último biscoito que lhe fora oferecido por ti. O que era um bom sinal, ela não estava faminta.

    -Não precisa ser uma casa de rações não, só precisamos parar em um mercado e tenho certeza de que há algum aberto. Só precisamos apertar um pouquinho o passo, logo, vamos esperar pelo Massi lá fora?

    Othello concordava, para responder:

    -Perfeito! Então, assim vamos fazer. Eu ainda não sei como ficarei confortável na capela, mas tenho que encontrar isso e bem, cedo ou tarde teria de ir nela. Tenho de desejar um bom descanso a minha avó.

    O homem seguia com suas dificuldades de fala, era algo que fazia parte dele e Lucy já parecia se acostumar com isso. Tanto que ela já aguardava com calma o completar das sentenças e isso ajudava ao próprio Othello a não ficar nervoso e travar ainda mais, por fim então, vocês se moviam todos na direção da saída, onde o carro de Lucy estava parado.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 15/2/2018, 16:58

    O pequeno cuidado de Massi parar para me escutar me fez sorrir feliz, a bagunça em seus cabelos e até mesmo o sorriso animado dele me deixavam alegre, algo que eu sentia dentro de meu coração e mesmo que não oficialmente, era compartilhado pelas sete caudas dela, ela porem ainda parecia disposta a se fingir de superior.

    “Quando você vai admitir?”

    A questionava apenas para receber um pequeno rosnado e um esconder do focinho da parte dela, balançando a cabeça para prestar atenção nas palavras de meu pai, sua questão era bem relevante, mas a resposta de Lucy indicava claramente que havia uma boa saída para aquele impasse.

    – Verdade, deve ter algum mercado pequeno aberto, pelo menos para comprar um primeiro saco, depois com mais calma fazemos uma reserva.

    Comentava ao ver a shiba claramente brincando com o biscoito ao invez do come-lo, segurando a mão de Othello eu sorria diante de suas palavras, mas o puxando para fora de casa afim de ir esperar Massi perto do carro.

    – Vem pai, é melhor você fazer isso agora sem nenhuma pressão. A sua avó ia gostar que fosse assim. Vamos achar um lugar que você fique bem, só precisamos procurar com cuidado.

    O respondia com carinho, a dificuldade de Othello em se comunicar já me era cotidiana, mesmo assim não podia deixar de notar que Lucy se adaptava bem a isso, algo que aliviava qualquer medo de meus companheiros de ciclo não aceitarem meu pai, um fato totalmente superado já que agora Massi e eu éramos namorados.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 19/2/2018, 16:20

    -Então devemos passar nesse local a caminho da capela, é possível correto, Lucy?

    Questionava Othello que já se movimentava como você havia pedido. A cadela notando as movimentações, devorava o biscoito e seguia a se mover também, caminhando calmamente entre você e Lucy.

    -Sim, vou buscar no gps e agente faz uma rota para não deixar isso de lado! Não vamos deixar essa lindona sem comida!

    Afirmava a jovem assim que vocês chegavam do lado de fora. Ali uma cena divertida ocorria, afinal, Massi saia correndo pela porta da sua casa, fazendo questão de parar, trancar a mesma e correr na direção do carro. Ele trazia três mochilas, mas uma delas estava vazia! O rapaz seguia até o carro e prontamente abria o mesmo, na lateral da mochila vazia você notava a presença de uma garrafa de água e na outra lateral, um pequeno aglomerado de sacolas plásticas.

    -Oi! Coloquei algumas trocas de roupas nas mochilas da Lucy! Na minha mochila estão os nossos anéis, casacos, um potinho pra água e outro pra comida, ainda improvisados. Também peguei algumas ferramentas, nunca se sabe! Ah sim, essa vazia aqui é pra caso nós formos entrar em algum lugar com a Cheza! Ela fica aqui ó!

    Ele abre a mochila e apontava o amplo espaço vazio dentro da mesma. Othello ria baixinho com a explosão de animação e informações que o rapaz apresentava, já Lucy ia logo tomando a chave do carro e entrando para dirigir. E Massi por fim lhe estendia a chave da sua própria casa e sorria.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 19/2/2018, 18:34

    Os cuidados que todos nós estávamos tendo com a shiba me deixava feliz, a esperta cadela acabava por comer seu biscoito e nos seguir, algo que salientava bem a inteligência natural dela, ouvindo a resposta de Lucy a pergunta de meu pai eu sorria ao comentar de maneira calma.

    – Perfeito, eu desço do carro e compro o saco de ração, assim não demoramos muito. Afinal não queremos chegar atrasados na Capela, eu não recomendaria com a Abrielle Sama nos chamando.

    Sorrindo ao ver a corrida de Massi do lado de fora da casa, era com calma que o esperávamos perto do carro, as pequenas preocupações de meu namorado apenas o deixavam mais encantador a cada instante.

    “Parece que tirei a sorte grande com o Massi!”

    Puxando as faces de Massi para beijar com suavidade seus lábios eu ria ao responde-lo.

    – Mais um pouquinho e você traz a casa junto. Obrigada Massi, acho que a Cheza vai adorar a mochila. Vamos parar no caminho para comprar ração, você pode vir comigo e escolher os potes oficiais dela o que acha?

    Perguntava ao pegar a chaves de casa e uma das mochilas para aliviar o peso, abrindo a porta de trás do carro para que Cheza entrasse primeiro eu esperava a resposta de Massi antes de me sentar no banco de trás do carro.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 21/2/2018, 18:53

    A expressão alegre do rapaz e até abobalhada do mesmo era divertida e se mostrava após o beijo que você dava no mesmo. Apesar da brincadeira inicial fazer ele expressar uma careta brincalhona e causar umas risadas de Othello e Lucy, ele animava-se para lhe responder:

    -O que eu acho? Adorei a ideia! Vamos! E não precisa agradecer Ume, eu só peguei umas coisinhas básicas nada de mais!

    O rapaz então se adiantava para abrir a porta para que você entrasse e apontava a outra porta da frente para o Othello, seu pai calmamente seguia até o assento do carona e ali ficava. Massi esperava você entrar, para depois ajudar Cheza a entrar no veículo também, para só então também adentrar.

    Imagens Adicionais:
    gps:
    Mercearia:

    O caminho até a pequena venda era simples, era até possível ver a fortaleza da cidade onde ficava a capela ficar um pouco para trás, não necessariamente por que vocês estavam fazendo um caminho contrário, mas sim por uma escolha de Lucy que dirigia bem feliz.

    O carro então parava e você e seu namorado saíam para ir até o interior do pequeno mercado. A aparência rústica e familiar enganava um pouco a primeira vista, mas você já conhecia aquela vendinha e até já havia feito compras nela quando ainda era uma mortal. O ambiente interno começava em um corredor breve e estreito, onde ficava os dois únicos caixas, todavia, ao passar da entrada era possível ver um ambiente reformado, modernizado e ampliado. Em um dos quadros de avisos, você notava claramente um brasão da família Francesco e isso justificava a ampliação e melhoria daquele mercado.

    -Boa noite! Bem vindos, a arrumação das gondolas é nova mas tem sinalizações, se precisarem de algo é só avisar tá bem?

    Dizia com uma voz receptiva o único caixa aberto, ali estava sentado um homem já nos seus cinquenta e tantos anos. Cabelos grisalhos, mãos firmes e pesadas de quem havia passado a vida junto a terra e o plantio. Ele sorria de maneira simpática e apontava para o interior do ambiente, para logo ascender um cigarro e ficar a ler um jornal de maneira bem tranquila e até receptiva.

    Massi sorria e olhava ao redor, para então apontar suavemente uma direção. A ação dele era mais para ele mesmo do que para você, mas acabava por servir de guia.

    -Interessante né? Eu lembro disso aqui quando eu era criança, era uma vendinha de legumes e nada mais. Agora ficou parecendo um mercado de cidade! Impressionante!

    Afirma o rapaz que seguia junto de ti para a sessão bem recheada de produtos domésticos e agrícolas, ali haviam ferramentas, rações para vários animais e uma generosa coleção de utensílios.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 21/2/2018, 20:29

    Brincar com Massi por menor que fosse a brincadeira me fazia rir, era tão natural dele que não havia como negar a risada, ainda mais quando ele fazia uma carinha tão fofa, minhas risadas eram compartilhadas com meu pai e Lucy o que me deixava mais feliz ainda.

    – Tenho sim que agradecer por ter um namorado precavido.

    Comentava ao entrar no carro pela porta aberta por Massi, sorrindo feliz eu colocava o sinto de segurança apenas para puxar Cheza para meu colo e aperta-la com carinho, algo que meu coração dizia que eu sempre faria, mesmo que ela balançasse as caudas e revirasse os olhos.

    Assim que todos estavam sentados e Lucy começava a dirigir, eu sorria ao buscar a mão de Massi, um pequeno gesto que sempre quisera fazer.

    “Preciso pedir para Abrielle fazer o encantamento de permanência, e agradecer apropriadamente pelo presente.”

    O caminho escolhido por Lucy me fez suspirar, quando o carro parava eu tomava cuidado em sair deixando Cheza no banco de traz, pegando minha carteira e é claro dando um pequeno beijo na face de meu pai.

    Acompanhada de Massi eu suspirava com nostalgia ao entrar na mercearia, acenando de forma positiva para o educado caixa enquanto ouvia as palavras de Massi, sorrindo para meu namorado era com carinho que tocava em sua mão comentando de leve.

    – Eu fiz umas duas comprar aqui antes do abraço. Estranho né? Bem você pega a ração premium  a base de vegetais e sem corantes, um pacote médio deve dar, eu vou ver o pote de ração permanente e talvez uns brinquedos.

    Antes de nos separarmos minha mão bagunçava o cabelo de Massi, algo que me fazia rir sem medo, esperando pela reação de meu namorado eu seguia com ele até a seção de ração, já que os outros itens deveriam estar ali também. Adentrando mais no corredor era com rapidez que procurava por um novo pacote de biscoitos, assim como um brinquedo que Cheza pudesse morder, um osso de pequeno para que ela mantivesse os dentes longe dos meus sapatos e é claro o pote de ração e água.

    Imagens de Apoio:
    Pote de ração e água:
    Brinquedo:
    Osso :
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 23/2/2018, 15:13

    Era possível ver seu namorado acenar na direção do caixa com um movimento positivo de cabeça e um sorriso amigável, afinal, o rapaz era talvez uma das pessoas mais carismáticas que você já havia conhecido. Em seguida, vocês dois começavam a pegar os objetos escolhidos, usando uma cestinha de plástico para auxiliar o carregamento dos mesmo.

    -Que brinquedinho fofinho!

    Dizia Massi pegando a pequenina girafa de pelúcia e movimentando ela no ar com as mãos, o rapaz a essa altura já havia pego tudo que fora pedido por ti e em seguida virava-se na direção do caixa, mas fazia uma curta pausa, para girar e olhar diretamente para você por alguns segundos. E enfim comentar:

    -Eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida.

    Eram palavras de uma honestidade tão forte e genuína que chegavam a parecer surreais, a clareza dos olhos do mesmo indicavam essa sincera alegria e por fim, ele sorria e perguntava de maneira inocente:

    -Está tudo aqui? Ou estamos esquecendo de alguma coisa?

    O mesmo então olhava para o saco pequeno de ração premium que certamente serviria para alguns dias até que vocês comprassem um maior para estocar, assim como checava todas as demais opções já presentes ali para só então esperar a sua resposta e se direcionar ao caixa.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 23/2/2018, 18:59

    Ver a forma fácil de Massi lidar com as pessoas me fazia sorrir, ele era naturalmente sociável e usava disso sem problema, uma qualidade que eu gostava de observar. Seguindo pelo corredor com Massi, a pequena cesta que pegamos nos ajudava nos pequenos itens essenciais.

    - Espero que ela goste da cor.

    Comentava ao ver Massi brincar com a girafinha escolhida para Cheza, rindo de leve eu tomava cuidado em escolher os itens certos para a esperta Shiba, afinal ela teria muita energia enquanto eu estivesse dormindo.

    Deixando as coisas pesadas com Massi, eu me verificava que não faltasse nada, um cuidado que meu namorado também tinha e me deixava feliz, suas palavras porém me faziam suspirar e sorrir, havia verdade nos olhos de Massi, uma verdade que eu carregaria comigo para sempre.

    - Eu também estou feliz.

    "O coração dele é tão lindo, quero cuidar dele!"

    Concordando com um breve aceno eu o puxava para o caixa e balançava a girafa, rindo eu o respondia com carinho.

    - Tenho sim, quero ver se ela aceita a ração, se não temos que trocar.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 26/2/2018, 13:16

    -São tantas opções né, uma deve agradar ela! Mas assim, ela não me pareceu muito geniosa não, mas se bem que eu não acho que sou um vasto conhecedor de animais!

    Respondia o rapaz que sorria diante da sua pequena brincadeira com a girafa de pelúcia, com bastante educação e gentileza ele se direcionava ao caixa para conversar cordialmente com o homem, sobre notícias locais e triviais para enfim, vocês saírem após pagarem pelas compras. Já do lado de fora, a divertida cena de Lucy cantando dentro do carro enquanto Othello ria do inglês improvisado e maluco da italiana. Já a esperta Shiba levantava as orelhas e se movia rápido na direção da janela parcialmente aberta, botando a cabeça para fora e expressando-se alegremente com a boca aberta e a língua exposta.

    -Vamos pra capela?!

    Dizia Massi sorrindo e entrando no veículo, Othello concordava e Lucy ia diminuindo o som para resmungar de maneira informal:

    -Droga, tava dando o maior show aqui pro Othello!

    Massi brincava:

    -Esse inglês ai pode matar o Othello, isso sim!

    A irmã do rapaz logo dava um tapa no ombro do mesmo e os dois riam enquanto Othello sorria e se atentava a sua entrada no carro, pois a Shiba animadíssima já se apressava em recebê-la de maneira efusiva.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 26/2/2018, 14:49

    Concordando com Massi e suas palavras eu sorria ao balançar um pouco mais a girafinha azulada, a cor chamativa seria de boa ajuda na hora da shiba brincar ou achar o brinquedo pela casa, isso é se ele não fosse destroçado muito rápido é claro.

    – Ela é esperta, bem esperta ao que parece. As únicas experiências que eu tenho é em apertar gatos, nunca tive um animal, muito menos um cachorro.

    Comentava com meu namorado enquanto íamos até o caixa, a simples conversa de Massi com o homem que ali trabalhava me deixava feliz, era fácil de perceber como ele interagia sem receio com os mortais que nos cercavam, algo que até mesmo eu ainda tenho receio e medo.

    “Espero que a linha verde seja ao menos um pouco útil ao Massi, sei que muitos rituais vão ser. Mas seria bom vê-lo usando essa linha como apoio.”

    Terminando de pagar a pequena compra, eu deixava que Massi carregasse o mais pesado, com a pelúcia em mãos era fácil de notar a felicidade da shiba que já me recebia abanando o rabo.

    – Nada de pular Cheza, não queremos ninguém machucado não é garota?

    Eu perguntava ao abrir a porta e com delicadeza empurra-la para o lado, apenas para balançar a girafinha azulada perto de seu focinho, sorrindo para meu pai era possível rir diante da pequena brincadeira entre Lucy e Massi, implicâncias que os dois viviam a fazer um com o outro.

    – Aqui Cheza, um brinquedo para você roer e ficar longe dos meus sapatos. Consegui comprar tudo Lucy, podemos ir sim.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 28/2/2018, 17:35

    No exato momento em que você abria a porta, a animada Shiba corria pelo banco do veículo para pular no seu colo! Sem nenhum medo, o animal prosseguia com uma pequena celebração que era marcada por muitas lambidas que se não fossem impedidas, iriam marcar toda a sua face. A alegria era tanta que ela jogava todo o peso contra ti em uma desesperada demonstração de deixar claro que ela sentiu a sua falta! Em seguida, ela notava o brinquedo que você usava para distrair ela de ti, mordendo a girafa, ela a sacuia no ar e sentava no banco do carro, bem ao seu lado, para ficar ali mordendo alegre o novo presente. Toda cena era observada com Othello que não parava de sorrir e enquanto tudo isso ocorria, o carro seguia o caminho de retorno a capela.

    Entrada da Capela:
    Local: Volterra, Rampa di Castello, 4.
    Data: 18 de Abril de 2016: A Fortaleza.

    Já mais calma, Cheza estava agora apenas deitada com a cabeça no seu colo e a girafa presa pelas patas frontais. Othello observava o ambiente, claramente notando algumas mudanças e as estranhando. Lucy comentava assim que a autorização de passar pelos portões era concedida ao carro dela:

    -Foram colocadas algumas câmeras, nada de mais. É apanas uma questão de adequação as expectativas dos humanos por visitarem o local durante o dia sabe?

    Othello concordava de maneira silenciosa, respirando fundo e relaxando ao esticar a mão para fazer carinho na cadela que permanecia quieta ali. E seu namorado parecia concentrado no próprio celular, o mesmo não fazia mistério algum com o mesmo, neste ele estava a trocar mensagens com a senhora. O veículo enfim parava e o rapaz perguntava curioso:

    -Acha que devemos colocar a Cheza na mochila ou ela vai ficar do nosso lado sem problemas?!


    Última edição por Danto em 28/2/2018, 22:45, editado 1 vez(es)
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 28/2/2018, 18:06

    A alegria desmedida de Cheza me fazia rir, sendo atacada antes mesmo de me sentar minhas risadas escapavam sem que pudesse segurar. As lambidas que teriam marcado todo meu rosto fizeram com que eu balançasse a girafa o mais rápido possível, apenas para rir um pouco mais ao ver Cheza morder o brinquedo com rapidez e entusiasmo.

    – Ta tudo bem Cheza! Eu só fui comprar ração.

    Comentava ao apertar de leve o pescoço da cadela que agora brincava com a girafa de pelúcia, ainda rindo era com calma que meus olhos observavam o caminho para a Capela, o sorriso de meu pai me deixava feliz, afinal Cheza dava mostras que seria uma companheira amorosa.

    “Fico feliz em saber que Abrielle Sama e papai pensaram tanto em mim.”

    Já com Cheza mais calma, minhas mãos brincavam por seu pelo durante todo o caminho, a troca de mensagens de Massi e sua senhora me deixava curiosa, mas seria indelicadeza perguntar ou me intrometer nisso. A chegada na Capela e a pequena explicação de Lucy para Othello me fez olhar com curiosidade para as câmeras, era uma pequena mudança que poderia significar algo maior.

    Ouvindo as palavras de Massi sobre a shiba, minha mente ponderava com cuidado, agora mais calma era provável que Cheza se comportasse sem problemas, mas aquela ainda era nossa primeira noite juntas, não havia como predizer com toda a certeza do que a pequena era capaz.

    – Vamos ver se ela não fica muito agitada, temos os biscoitos para ajudar. Caso ela bagunce muito colocamos ela na mochila, mas acho melhor deixar a girafinha por perto, só pra ela ter o que morder.

    Respondia Massi com um sorriso calmo, o carinho de meu pai na pelagem de Cheza também era um bom sinal, um que deixava meu coração tranquilo.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 28/2/2018, 22:44

    -Lá no mercado tinham outros bichinhos fofinhos desses? Sabe, só perguntando de curiosidade!

    Dizia a Lucy com um sorriso bobo na face, ela claramente ficava com vergonha por ter perguntando aquilo e era a primeira a sair do carro. Othello respirava fundo e esfregava a cabeça de Cheza para brincar ao falar:

    -Acho que precisamos comprar alguns brinquedos para a Lucy também, ou ela ficará com ciumes da Cheza!

    O homem sorria e Massi simplesmente caia na gargalhada enquanto concordava com a sua fala com um sinal positivo de cabeça. Lucy ouvia do lado de fora do carro e mostrava a língua na direção de Othello, era assim, regados por um maravilhoso bom humor que vocês iam descendo do carro. Cheza saia atenta, orelhas de pé e focinha arrebitado para cheirar os arredores, todavia a inteligente Shiba não saia de muito perto de ti ou de Massi, caminhando quase que entre vocês dois enquanto vocês se direcionavam a entrada da capela.

    Logo próxima a entrada que era literalmente pelo acesso de visitantes daquela ancestral fortaleza, era possível ver alguns valetes a postos, um deles chamava a sua atenção. Era a moça que havia lhe recebido na noite do teu juramento. A mesma logo olhava para ti e fazia uma suave reverência com a cabeça, indicando que estaria ao seu dispor, enquanto os outros dois valetes ali pareciam mais interessados em tirar fotos da cadela alegre que passeava entre vocês.

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

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