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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 28/2/2018, 23:22

    A pergunta de Lucy sobre o brinquedo comprado me fez sorrir com carinho, era claro que minha prima e senpai havia amado a companhia alegre da pequena shiba, algo que fazia meu coração se alegrar.

    – Pai! As duas tem espaço o suficiente, não precisam sentir ciúmes.

    Respondia entre risadas apenas para me debruçar sobre o banco e beijar as faces de Othello, já a mostra de língua de Lucy me fez rir um pouco mais da cena. Saindo do carro para ver a esperta shiba se movimentar perto de nós, curiosa com os arredores ela sabia bem se comportar, algo que me deixava feliz.

    “Acho que não vamos precisar da mochila, mas se o Massi quiser carregar ela um pouquinho acho que ela ia gostar.”

    Em meio as risadas, não foi difícil notar a presença dos valetes, ali entre os três estava a mulher que havia me guiado na noite de minha apresentação, sorrindo em resposta a pequena reverencia dela eu a respondia com uma mensura educada mas feliz.

    Tomando a mão de Massi eu sorria ao comentar de leve e talvez timidamente.

    – Você me ajuda a descobrir o nome da valete que me guiou? Quero agradecer pelos cuidados dela.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 2/3/2018, 19:07

    Com as tradicionais dificuldades, Othello afirmava de maneira simples e divertida:

    -Claro, elas tem sim filha!

    Lucy encarava seu Pai por alguns segundos e mostrava a língua outra vez, para finalmente se aproximar do mesmo. Naturalmente, os dois por serem os mais experientes na capela seguiam um pouquinho a frente, mas não muito, algo como um passo de distância. Logo atrás deles vinham Massi, Cheza e você, exatamente nesta ordem. Quando você então tomava a mão do seu namorado o rapaz olhava na sua direção curioso e concordava com um sinal positivo de cabeça e respondia:

    -Claro que eu posso descobrir! Vem!

    O rapaz gentilmente apertava a sua mão e adiantava o passo, contornando as figuras de Othello e Lucy, a esperta cadela os seguia de perto, mas parava exatamente quando Massi também parava, vocês estava agora bem próximos da entrada, onde os valetes estavam reunidos. O rapaz fazia um sinal para a mulher que outrora havia lhe recepcionado, a mesma então se aproximava e seu namorado abria um sorriso bem simpático e dizia:

    -Oi! Boa noite, prazer em conhecê-la! Sou Massimiliano Azzarello, um dos novatos do primeiro ciclo e bem, acho que é saudável me apresentar formalmente a todos né? Afinal, devo vir constantemente aqui e realmente acho que já que somos todos membros da casa Tremere, é fundamental termos uma boa relação!

    A valete com as mãos ainda cruzadas por trás das costas observava as palavras de Massi e sorria ao concordar com o mesmo, relaxando a postura ela então dizia:

    -Noemi Accorsi, ao seu dispor, Senhor Azzarello! E sim, eu concordo plenamente com vossas palavras.

    De maneira bem formal, ela saudava a figura de Massi. No entanto o rapaz logo fazia um sinal educadíssimo, para afirmar.

    -Não acredito que seja necessário ou até justo de minha parte esperar de ti tratamentos tão formais Noemi. Veja, devo ser mais novo do que você é! Bem, essa lindinha aqui é a Cheza! E esta é a mais talentosa do primeiro ciclo, Ume Takagi!

    Noemi olhava então na sua direção e sorria, para enfim comentar:

    -Prazer em conhecê-la Senhorita Takagi! E obrigada Massimilliano, por suas educadas e gentis palavras.

    Noemi Accorsi:
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 2/3/2018, 22:43

    As palavras sempre únicas de meu pai assim como a reação de Lucy em mostrar a língua pela segunda vez, me fez rir, a dinâmica que se formava naquele pequeno grupo ao qual eu podia chamar de família e amigos me alegrava e surpreendia, era como se o destino tivesse conspirado para isso.

    “Serei sempre grata as forças que me trouxeram aqui. Pude encontrar meu lugar.”

    Seguindo naquela pequena ordem natural, eu sorria diante da reação de Massi, sozinha eu teria dificuldades em me apresentar para a Valete, mas ao lado do jovem educado e bem-apessoado seria muito mais fácil e natural.

    Apressando o passo ao lado de Massi, eu mantinha meu sorriso mais educado durante a pequena apresentação, a forma natural com a qual meu namorado iniciava a conversa, observa-lo agindo de forma tão educada e respeitosa arrancava um suspiro de meus lábios e até mesmo um olhar mais interessado dela, as caudas porem se recolheram diante das palavras de Noemi em nossa direção.

    – Prazer em lhe conhecer senhorita Noemi, eu queria agradecer pelos cuidados da noite de minha apresentação, suas palavras foram muito gentis e me ajudaram.

    Respondia ao fazer uma pequena mensura formal que estava tão acostumada, passando a mão pela cabeça de Cheza eu sorria ao comentar.

    – Prometo que Massi e eu não vamos deixar a Cheza fazer muita bagunça.
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    Danto
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 4/3/2018, 15:20

    Massi fazia um sinal de positivo com a cabeça, respondendo a fala de Noemi. A mulher então olhava exclusivamente para você e sorria de maneira simpática ao responder:

    -Fico realmente feliz, Senhorita Ume, por saber que minhas ações puderam ajudá-la em um momento complicado e tenso como é a apresentação. Soube que vocês três foram os últimos membros da Capela, exceto os filhos é claro, a falarem diretamente com a regente!

    A mesma então se abaixava para fazer um breve carinho na cabeça da Shiba que o recebia de muito bom grado. Enquanto isso ocorria, Othello e Lucy já se aproximavam e a vassala logo se colocava de pé para saudar os dois com bastante educação, além disso era notória a forma extremamente formal que ela usava para receber seu Pai.

    -Sejam então todos muito bem vindos, especialmente a vossa Senhoria Martocci, Magus da Natureza e grandioso feiticeiro da capela e casa Tremere. Vossa presença nos é uma verdadeira honra e ficaria profundamente grata em poder acompanhá-lo até o encontro que fora solicitado por vossa excelência, Sua Senhora Ambrosini e residente do sétimo ciclo de mistérios da Casa.

    Othello arqueava a sobrancelha, não com vergonha ou incomodado. Mas sim surpreso com as palavras da mulher, o mesmo então suavemente dava um passo a frente e, rompendo todos os protocolos possíveis, oferecia o braço à Noemi em um claro convite para que ela os acompanhasse. A mulher travava! Sem saber como reagir, por sorte, a habilidade social de Massi intervia rapidamente.

    -Então venha conosco querida! Não precisa se preocupar, afinal, se Othello está deixando claro que és bem vinda, recusar seria extremamente inapropriado não é mesmo?! Por tanto, vamos, estou curioso para saber o que irá acontecer!

    Noemi concordava e colocava ali no braço de seu Pai a própria mão e os dois seguiam um pouco a frente de vocês três, Lucy então cochichava só para vocês e Cheza ouvirem:

    -Seu pai é um cavalheiro! Que lindo, aposto que essa ação dele vai ficar bem famosa rapidinho!
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 4/3/2018, 20:43

    As palavras simpáticas de Noemi me faziam sorrir feliz, realmente suas pequenas ações haviam me ajudado a acalmar meus ânimos e me concentrar na delicada tarefa de falar diante de todo o clã, algo que ganhava um novo peso já que ali pertencíamos todos a mesma linhagem.

    – Ajudou sim, mais uma vez obrigada por isso, irei arranjar uma maneira de demonstrar isso de forma apropriada. A regente estava muito cansada, mas encontrou forças para nos desejar boa sorte.

    Respondia de forma calma as palavras de Noemi enquanto esta fazia carinho em Cheza, feliz pela shiba aceitar bem o toque de estranhos, a chegada de meu pai e Lucy me surpreendeu pela ações e palavras de Noemi, mas a resposta de Othello por sua vez me fez sorrir.

    “Ele não quer ficar nervoso, pessoas sempre deixam ele nervoso sem saber. Ainda bem que o Massi entende esse tipo de coisa.”

    Feliz pela boa resolução do impasse de Noemi, eu seguia ao lado de Lucy com um sorriso simples e verdadeiro na face, mas o comentário de minha prima e senpai me fazia rir um pouco para então responde-la.

    – Espero que ele lide bem com isso.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 5/3/2018, 22:33

    Noemi sorria para você, fazendo um sinal afirmativo com a cabeça em resposta a sua fala. Ela certamente teria lhe respondido algo se a ação de seu Pai não tivesse sido tão irrecusável. E assim, ela seguia a sua frente, de braço dado com Othello, enquanto você e os dois irmãos seguiam tranquilamente a passos lentos, afinal não havia pressa alguma ou sequer urgência.

    Já dentro da capela, após a breve combinação de signos ser feita junto a porta, vocês regressavam ao primeiro ambiente que haviam conhecido, o grande salão onde a apresentação de vocês três havia ocorrido, todavia, dessa vez vocês só circundavam a sala para terem acesso a uma escadaria curtíssima e circular. E no final dessa escadaria havia um largo corredor sem janelas que dava acesso a salas que recebiam marcações, claramente definindo quais círculos de mistérios poderiam ter acesso livre a estes ambientes. Othello conduzia Noemi e vocês até o ultimo dos escritórios e adentrava o mesmo sem nenhum receio.

    Escritório de Abrielle:

    Ao entrarem no ambiente, era possível ver Cheza partir em uma animada corrida por dentro do ambiente, parando junto da escada que ali havia e soltando um latido feliz. O rabo da cadela balançava alegremente e logo tudo se justificava, pois na parte superior da sala, era possível ver a figura de Abrielle.

    -Queridíssimos! Boa noite a todos, oi pequenina, pelo visto estão cuidando bem ti né!

    Dizia a sua avó, que já descia as escadas sorridente para fazer um carinho em Cheza. Enquanto isso ocorria, Othello cochichava algo com Noemi e por fim, Abrielle olhava na sua direção e abria os braços.

    -Onde está o abraço da minha netinha?!

    Roupas de Abrielle:
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 5/3/2018, 23:16

    O sorriso gentil de Noemi diante de minhas palavras me deixava satisfeita, eu adoraria que não houvessem barreiras entre nós, afinal servíamos o mesmo propósito de elevar o nome do clã Tremere, porem ela ainda seria um valete e eu um membro dos ciclos, algo que nos diferenciava sem esforço nenhum.

    “Mesmo aqui existirão distinções, cabe a nós diminui-las e convivermos em harmonia.”

    Os movimentos de meu pai interrompiam qualquer resposta de Noemi, não que eu precisasse ouvi-la para saber que ela seria educada comigo, mas as caudas balançavam de maneira calma indicando que ela também estava satisfeita com a presença de Noemi, e ela me lembraria da promessa.

    “Será que ela gosta de hortelã?”

    Seguindo meu pai ao lado de minha prima e meu namorado, eu sorria por finalmente estar andando pelos corredores da Capela, um sonho que se tornava realidade, a apresentação dos símbolos e a simples vista do salão principal me fizeram suspirar, meu coração simplesmente transbordava de alegria em saber que ali havia superado nossa primeira prova.

    Curiosa seguíamos meu pai, guiados pelas entradas dos outros ciclos as caudas se balançavam com cautela ao adentrar no escritório de Abrielle, afinal ele pertencia ao sétimo ciclo, um lugar que ainda não tínhamos acesso. Porém a reação de Cheza arrancou meus medos, seu latido para a escada revelavam a presença de minha avó, o que aumentava meu sorriso.

    O cochicho de meu pai nos ouvidos de Noemi me deixavam curiosa, mas como uma boa neta eu não podia deixar minha avó esperando.

    – Aqui sobo-sama. Eu seria louca se não cuidasse da Cheza direito.

    Respondia ao me apresentar ao abraço de Abrielle.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 7/3/2018, 20:13

    -Ela é uma donzela muito bem comportada!

    Dizia Abrielle, referindo-se a Cheza enquanto você se aproximava. Pois assim que você adentrava a área de alcance dos braços dela, a alta e magra mulher lhe puxava para um firme abraço carinhoso e bem apertado! Durando alguns longos segundos, ela finalmente a soltava e fazia um carinho na sua face ao dizer:

    -Seja muito bem vinda a capela minha pequena, meu coração está inundado de orgulho! Agora, venham sentem-se todos temos coisinhas a conversar queridos!

    Abrielle logo apontava o sofá, onde você e seus dois companheiros de ciclo deveriam se sentar. Ela então ia até Othello, abraçando o homem e em seguida falando algo baixo com a vassala ali presente.

    -Obrigada querida, não precisa se retirar, espere por eles no andar superior basta pegar aquela escada ali... Fique a vontade!

    Dizia Abrielle, Noemi então agradecia com uma reverência formal e educadíssima, para caminhar até o segundo andar. Othello posteriormente buscava uma das cadeiras para se posicionar próximo ao sofá enquanto Abrielle sentava na cadeira já presente na outra ponta do sofá. Ela então cruzava as pernas e perguntava, para desespero total de Massi!

    -Então queridos, alguma novidade antes de começarmos os pontos dessa breve reunião?

    O rapaz se avermelhava e tossia, nervoso ele parecia surpreendido! Lucy escondia a face com as mãos e começava a rir, afinal, sua avó sequer estava se referindo a isso, seria impossível ela saber de algo! Othello por outro lado sequer havia notado o deslise de Massi, o homem estava a fazer carinho na cabeça de Cheza que havia sentado ao lado do homem. Abrielle logicamente ficava um pouco confusa e cruzava os braços esperando uma explicação.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 7/3/2018, 21:10

    O comentário de Abrielle sobre Cheza me fazia rir, era rindo que eu me entregava aos seus braços fortes e amáveis, esses braços me apertava com carinho algo que apenas faziam com que um enorme sorriso nascesse em meus lábios, até mesmo as caudas se balançavam felizes aproveitando o abraço.

    “Estou tão feliz que ela sinta isso!”

    Era o que se passava por minha mente ao ter a face acariciada por Abrielle, ainda sorrindo eu concordava com as palavras de minha avó, indo me sentar no sofá indicado era com carinho que observava seu cuidado com a presença de Noemi.

    A reverencia da vassala e sua saída marcaram a aproximação de meu pai, sentando ao nosso lado em uma cadeira trazida pelo mesmo eu sorria ou ver Abrielle se sentar, porem as palavras dela e a entrega inocente de Massi me faziam coçar a nuca, meu pai é claro se entretinha com Cheza.

    – Bom, temos algumas sim... Ham, conseguimos ensinar a Massi o ritual para entrar em contato com sua senhora, decidimos que ele irá começar a aprender a linha verde comigo e o papai. Massi e eu estamos namorando e depois tenho que pedir para você ou o papai fazerem o ritual de permanência no frasco que eu guardar o sangue do laço que você me ensinou.

    Respondia de maneira calma enquanto minha mão buscava pela de Massi, se eu estivesse mais perto de Lucy teria a beliscado pela ajuda que suas risadas nos davam.

    “Seria maldade me vingar dela depois disso?!”
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 9/3/2018, 20:46

    -Parabéns querido! Eu imagino como deve ser importantíssimo para sua Senhora um notícia como esta, Elma é uma jovem muito querida e importante para nós!

    Dizia Abrielle que parecia não ter entendido ou sequer notado o conteúdo do centro da sua frase, Massi por outro lado respirava aliviado e segurava com carinho a sua mão, já Lucy seguia tentando segurar o riso sem muito sucesso. Othello então dizia com seu tom de voz sempre gentil e ligeiramente atrapalhado:

    -Existe uma habilidade dentro do jovem Massi, graças a Ume e Lucy, essa habilidade pode começar a ser explorada de uma maneira mais saudável, nem todos conseguem ter acesso tradicional a mágika antiga, eu mesmo não consigo exatamente fazer como todos e isso me afastou muito da capela.

    Abrielle concordava com o próprio filho e com um sorriso gentil na face, claramente direcionando um olhar amoroso para o homem.

    -Com seu retorno a capela querido, podemos começar a pensar em rejuvenescimentos nos nossos ensinos e outras coisas tão importantes como. Aliás, parabéns pelo namoro meus caros!

    Massi voltava a ficar afoito e abria a boca para dizer de maneira atrapalhada:

    -Eu prometo que vou...

    Abrielle ria e fazia um sinal com a mão, pedindo calma ao rapaz. Ela então se levantava e caminhava até vocês dois. Abaixando-se a frente do sofá, flexionando os joelhos e esticando as duas mãos para encobrir as mãos dadas de vocês dois com as duas mãos.

    -Desejo que o amor entre vocês floresça, forte, feliz e saudável. Não me prometa nada Massi, prometa a ela. Você é um rapaz de coração puro, estou feliz em saber que agora farás parte da família... Enfim, vocês tem a minha benção para essa relação queridos.

    Levantando-se, ela retornava a poltrona dela enquanto dizia:

    -E não se preocupe Ume, farei sim esse ritual de permanência para auxiliar o contato com Cheza! Alias, que nomezinho lindo!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 9/3/2018, 23:03

    As primeiras palavras de Abrielle dirigidas a Massimiliano me acalmavam, assim como surtiam o mesmo efeito em meu querido namorado, feliz eu apertava com delicadeza sua mão para entrelaçar nossos dedos, algo que fazia as caudas balançarem desconfiadas.

    O comentário de meu pai me fez observa-lo com curiosidade, claramente Othello havia se distanciado da Capela por seus motivos, conhece-los agora lançava um novo foco para compreender a personalidade retraída dele.

    “Ele teve dificuldades para compreender a magika da maneira tradicional, isso explica a forma que ele usa para me ensinar e seu afastamento daqui.”

    Virando a cabeça para ouvir os bons votos de minha avó sobre nosso namoro, eu respirava fundo enquanto Massi começava a falar, o pedido de calma de Abrielle e seus movimentos me deixavam surpresa e ansiosa, diante de nós dois, suas palavras me faziam sorrir feliz, ainda mais quando ela elogiava Massi daquela forma.

    Rindo feliz eu abraçava o pescoço de Massi para lhe beijar a bochecha, afinal havíamos ganhado a permissão de minha querida avó e isso era um bom sinal, um dos melhores é claro.

    – Obrigada vovó! Cheza significa flor da lua, pensei já que meu nome é o nome de uma arvore, que ela poderia ser uma flor, a própria Cheza pareceu gostar.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 12/3/2018, 17:43

    Massi a abraçava com carinho e ria baixinho diante do beijo que recebia, o rapaz parecia bem aliviado e feliz! Lucy ao lado do irmão soltava um som baixo de "own" enquanto vocês comemoravam aquela benção tão bem vinda. Othello do outro lado da sala apenas movia a cabeça positivamente, também alegre.

    -É um nome lindo querida! Ainda mais belo com esse significado tão próximo de ti, espero sinceramente que ela possa trazer grandes alegrias para seu coração.

    Os olhos dela então passavam por todos os ali presentes, ajeitando-se na cadeira, a experiente feiticeira trocava as pernas cruzadas e junto delas, mudava o assunto.

    -Queridos. Como vocês devem imaginar, minha mãe foi dormir. A regência irá mudar e isso trará consigo muitas modificações, por tanto, preciso deixar claro que vocês foram os últimos membros da Capela a falarem com ela e isso dará a vocês um status maior do que o comum para aprendizes. Muitos irão testá-los outros irão invejá-los, por isso peço atenção, especialmente aos testes. Muitos desses testes irão ocorrer para que vocês cresçam e não tenham vergonha em negar qualquer possibilidade caso não acreditem na segurança do mesmo.

    Ela fazia uma curta pausa e descruzava totalmente as pernas, ficando mais confortável no sofá e olhando para Othello.

    -E você mocinho! Precisamos de verdade de ti dentro da capela por mais vezes! Por favor filho, eu nunca o pedi com veemência para ser participativo, mas sem minha mãe nós vamos precisar das suas habilidades para nutrir as forças da capela. Eu sei, você tem uma missão maior, mas será que Ume e seus magníficos amigos, perdão, e sua nova família, não serão o suficiente para ela?

    Othello pensava bem, para oferecer uma resposta centrada a própria mãe.

    -Mãe. Eu apresentei Ume ao espírito protetor recentemente, assim como também a levei ao santuário. A sua casa também estará com ela, ela ainda é jovem, mas como podes ver existe nela a mesma força que existe dentro da sua mãe. Jamais vou sair do lado dela, porque ela é a minha filha. Mas como Pai, devo estar pronto para deixá-la caminhar com as próprias pernas e o momento chega... Não te preocupes Mãe, eu estarei presente.

    Afirmava o homem que fazia Abrielle, pela primeira vez se encolher em uma postura mais emocional. Os olhos dela tremiam em uma emoção sincera e Othello logo se levantava para ir abraçar a mãe, em uma cena delicada e intima que fazia Lucy suspirar, claramente com saudades de ter algo como o que havia entre os dois. Já Massi buscava sua mão, apertando-a com carinho e sorrindo.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 12/3/2018, 20:17

    Rindo diante da imensa felicidade de Massi, um momento em que compartilhávamos juntos, com calma eu puxava uma das mãos de Lucy apenas para aperta-la e deixar claro que ela também fazia parte daquela alegria. O sorriso de meu pai e as palavras de minha avó deixavam a pequena e observadora raposa satisfeita, eu sentia que aos poucos Massi começava a se tornar digno, afinal se Abrielle havia aprovado não seria a raposa a negar.

    – Ela vai sim sobo, será divertido acordar acompanhada ou executar meus deveres, ela também é bem esperta o que é uma grande qualidade.

    Comentava ao bater de leve em meu próprio colo chamando por Cheza, esperando pela reação da shiba, meus olhos se voltavam para minha avó, suas palavras eram um grande conselho e aviso, afinal as palavras da regente para nós três haviam deixado de certa forma um orgulho e um fardo, orgulho de saber que seriamos grandes no momento certo, e o fardo de tornar aquela visão realidade.

    “Será trabalhoso, mas se continuarmos juntos iremos conseguir. Sei que conseguiremos!”

    Voltando meus olhos para a figura de Othello diante do pedido de Abrielle, eu sorria feliz ao ver meu pai mais seguro de si, o aperto de Massi em minha mão me fez suspirar, mas a reação de Lucy ainda me chamava a atenção, minha pequena e forte prima sentia falta daquele tipo interação, algo que eu adoraria sanar se possível.

    – Eu vou cuidar para que ele compareça as provas de mudança de ciclo, e todas as vezes que viermos, vamos traze-lo junto, só precisamos encontrar um lugar para que o chichi fique confortável.

    Comentava ao indicar para Cheza ir até Lucy, afinal a pequena shiba podia bem abraçar minha senpai sempre que quisesse.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 14/3/2018, 13:56

    Cheza atendia ao seu pedido e vinha rapidamente para o seu colo, porém, ela não ficava neste por muito tempo e ia ao encontro de Lucy, tentando lamber a face da jovem que ria baixinho e começava a fazer carinho na cabeça da esperta shiba.

    -Um lugar?!

    Abrielle falava e olhava para Massi, o rapaz atentamente se mostrava disponível e sorria alegre por entender que ela iria pedir algo ao mesmo.

    -Me faça um favor, netinho, pegue o livro de arquitetura da capela. Está logo ali sobre a mesa...

    Ela apontava e Massi se levantava com agilidade do sofá, dando um beijo suave no topo da sua cabeça e indo até a mesa, para retornar instantes depois. Nesse meio tempo, Othello voltava a se sentar na própria poltrona e Abrielle recebia o livro grande e de poucas páginas com um sorriso simpático na face. Sua avô então abria o mesmo e pesquisava algo no mesmo, arregalando os olhos feliz.

    -Minha mãe não atendeu aos desejos de meu irmão e eu não poderia ser mais feliz! Temos aqui na capela uma velha estufa, que eu usei quando era neófita e ninguém mais assumiu... O que acha netinha? Que tal visitar o local e convencer seu pai a habitar a mesma?!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 14/3/2018, 14:46

    A resposta rápida de Cheza me fez sorrir feliz, é claro que ver a pequena shiba tomar a iniciativa de ir até Lucy para anima-la aumentava ainda mais meu sorriso, a pequena parecia entender bem as nossas reações e se adaptava a elas com rapidez, algo essencial para cuidar de Lucy e suas crises.

    “Com a Cheza por perto a Lucy não vai se sentir mais sozinha, mesmo se eu e o Massi não estivermos por perto.”

    A pergunta de Abrielle me deixava curiosa, mas seu pedido para Massi era um bom indicativo, ainda mais quando ele era chamado de neto pela mesma. Rindo ao receber o beijo em minha cabeça.

    – Sim, um lugar onde ele possa ficar sem se preocupar com as pessoas em volta, eu sei que isso iria ajudar muito o chichi.

    Respondia para minha avó enquanto Massi lhe entregava o livro, apertando sua mão quando este voltava a sentar, um sorriso genuíno se abria em meus lábios, uma estufa era o lugar favorito de meu pai, para trabalhar ou estudar, tudo o que ele precisava para estar feliz era de uma.

    Levantando-me para ir abraçar minha avó eu concordava com a cabeça comentando de maneira rápida e feliz.

    – Claro que quero! Se ele não habitar ela no mínimo eu mesma faço isso! Juro que vou amar reviver essa estufa sobo!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 16/3/2018, 17:23

    -Então nós só precisamos...

    Abrielle sorria ouvindo a sua resposta, mas não notava inicialmente a sua ação de se levantar. Ela então só teve tempo de colocar o livro para o lado na poltrona e segurar você com carinho nos braços, puxando-a para mais perto ela te apertava com carinho e a posicionava de lado sobre o colo dela, para literalmente, te embalar em um ninar breve e cheio de amor. A cena era observada por todos com bastante admiração, Lucy tinha um certo problema, por a doce Shiba ainda pedia por carinho e atenção.

    -Precisamos de?

    Questionava Othello que se levantava sorrindo e discretamente apontava para Massi e depois para as escadas, pedindo que ele fosse buscar Noemi. O rapaz se levantava e concordava em ir até lá chamar a valete.

    -Não precisamos de nada, eu ia dizer que deveríamos pedir autorização a minha mãe. Mas estou no sétimo ciclo e não preciso de autorização, eu dou as autorizações agora! Então, vamos lá visitar a estufa!

    Abrielle então apertava uma das sua bochechas e ria adorando poder mimar você um pouquinho, para enfim soltar você do abraço e permitir que assim vocês pudessem seguir até a estufa.
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    Jess

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 16/3/2018, 17:59

    Ser abraçada no começo da resposta de minha avó me fez rir baixinho, ali em seus braços eu aproveitava cada pequeno momento para sorrir feliz, afinal era magnifico descobrir que eu tinha acesso a tanto amor e carinho na maior figura de liderança que eu conhecia.

    “Sempre quis momentos assim, talvez eu não fosse uma boa filha para os Takagi, mas para minha sobo e chichi eu sou.”

    A doce Cheza parecia disposta a ter o mesmo carinho vindo das mãos de Lucy, algo que me fazia rir, afinal a shiba era pesada para os braços de minha prima, já a pergunta de meu pai me fez olha-lo com curiosidade, Abrielle havia interrompido suas palavras para me abraçar, algo que me fazia sair com delicadeza de seu colo ao ser liberada pela mesma.

    A pequena indicação de meu pai a Massi e as palavras de Abrielle me deixavam feliz, minha sobo iria reproduzir um velho costume, um costume do tempo que a capela ainda tinha a regente a sua frente.

    “Espero poder orgulhar a todos, esse lugar é muito importante para receber menos do que isso.”

    Andando até Cheza e Lucy, era com calma que eu puxava a pequena shiba pelo pescoço para lhe fazer festinhas e carinhos.

    – Se o atual Regente não se importar, realmente acredito que a estufa será um bom lugar para todos, afinal a linha verde precisa de pratica ligada diretamente a plantas, e isso seria bom para o Massi também.

    Comentava ao me levantar e acenar de leve para que Cheza ficasse ao meu lado.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 20/3/2018, 02:33

    Cheza não demorava para atender ao seu convite, sem antes é claro, dar uma lambida em Lucy e fazer a jovem rir bastante enquanto se limpava com as mãos daquela lambida marota que a cadela havia lhe dado no queixo. A mesma então vinha para o seu colo, bem feliz para receber mais atenção e carinho, esfregando o corpo dela contra o teu enquanto Abrielle ouvia suas palavras com animação e se colocava de pé, espreguiçando-se.

    -O novo regente é meu irmão mais velho, Hector! Ele é um homem bem sério sabe? Sempre com sua gravata borboleta e um olhar de sabedoria, mas na verdade ele é um fofo que conversa com os peixes que tem e vive a sonhar com um lago interno para a capela! Não se preocupem, ele não será uma figura de medo ou censura, apenas não cometam falhas graves e estudem a sério que vocês irão cair nas graças dele!

    Ela então esfregava as mãos e olhava na direção do segundo andar, de onde Massi e Noemi desciam com calma, Othello por fim perguntava de maneira ansiosa já se levantando e esbarrando em todas as palavras, como sempre fazia quando ficava ansioso ou inquieto.

    -Boa ideia, adorei, mas nós já estamos indo né? Estou ansioso para ver isso, afinal, minha filha disse que é uma boa ideia e disse que vai ficar lá também e podemos fortificar a força natural dessa capela, algo que eu sempre disse que era necessário!

    Lucy comentava sorrindo:

    -Acho que nós vamos sim Tello...

    O pequenino apelido atraia a atenção de seu pai que sorria amigavelmente para a jovem, a agitação dele parecia se abaixar um pouco por causa do tom de voz dela, um tom que ela usava com Massi para acalmá-lo e que estranhamente funcionava também com seu Pai. E assim que Massi e a valete regressavam, Abrielle seguia para a frente de todos e abria a porta, para guiá-los.

    -Sem necessidade de ansiedade queridos vamos todos para lá, agora! Eu mostro o caminho!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 20/3/2018, 12:32

    A esperta e bem-humorada shiba me fazia rir ao lamber o queixo de Lucy apenas para me obedecer, esfregando minhas mãos em seu corpo castanho eu sorria para minha prima com carinho, afinal Cheza havia gostado de Lucy quase que instantaneamente o que era um bom sinal para nossa amizade e companheirismo.

    Ouvindo as palavras de Abrielle que se levantava e esticava o corpo, eu sorria concordando com a mesma, era fácil saber que me esforçaria nos estudos, afinal precisava ajudar Massi nos seus e isso nãos seria um estorvo, pelo contrário. Agora evitar problemas era sempre algo delicado de se fazer.

    – Acredito que falo por nós três quando digo que tentaremos seguir ao máximo seus conselhos sobo. Ficar em bons termos com seu irmão e regente é realmente algo importante.

    Levantando-me para ir segurar o ombro de meu pai diante de sua pequena ansiedade, eu sorria para Lucy, seu tom de voz mais calmo ajudava Othello de maneira simples, além do pequeno apelido ser encantador e fofo.

    “Eles estão ajudando muito mais do que eu esperava, isso está fazendo bem para Othello.”

    Sorrindo ao ver Massi retornar com Noemi, eu entrelaçava meus braços com os de Othello em um indicativo que estaria ao seu lado, a tomada de frente de Abrielle me deixava feliz, já que seria ela a nos guiar pela capela.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 21/3/2018, 18:36

    Era possível ver uma rápida piscada de olhos de sua avô na sua direção, uma maneira discreta de apoiar as suas palavras, afinal a mesma já colocava-se em deslocamento pelos corredores da capela. A ordem da caminhada era simples, com ela liderando seguida por você e Othello, Massi e Noemi e por fim, Cheza e Lucy que brincavam com a girafa recém comprada. Todos passavam por corredores e era interessante notar que a cada arco ou portal ultrapassado, haviam pequenas marcações logo na primeira coluna dentro da fortaleza, marcações que indicavam os caminhos como por exemplo: "Sala dos Círculos", "Biblioteca Principal", "Observatório" e vários outros. Todavia, as palavras não eram escritas, seus olhos compreendiam naturalmente os signos daquela forma, algo muito similar ao kanji. E o destino seguido era em direção ao observatório, essa direção os levava temporariamente para um corredor externo que cruzava a muralha da fortaleza até uma das torres do castelo. Subindo então a escadaria de acesso ao observatório, ao invés de adentrá-lo, Abrielle o contornava e começava  adentrar em um corredor mais velho e mal cuidado, havia um ar de abandono que prosseguia até uma passagem mais escura de uma torre de observação quebradiça na ponta.

    Imagem de referência:

    E foi adentrado naquele local que Abrielle falava:

    -Feliz ou infelizmente é esse o local!

    Othello observava com preocupação, afinal, a água da pequena fonte ali estava verde e cheia de musgos, as plantas todas deixadas ao léu por claramente anos, o teto de vidro com várias janelas quebradas e o ambiente de estufa aberto e desativado.

    -Vejam só, eu quero deixar com vocês a responsabilidade sobre esse local, incluindo o corredor e a parte interna, como podem ver, existe uma pequena varanda externa e aqui, ao nosso lado direito, uma escada que leva a um mezanino.

    Massi então logo tirava o celular do bolso para iluminar o ambiente e comentar enquanto tomava a frente e dava inicio a uma breve exploração:

    -Vai dar um pouquinho de trabalho, mas nada de mais! E veja só Tello, temos ali em cima um bom ambiente, dá até para dormir se construirmos em torno algumas proteções de madeira. O que achas?

    Seu pai observava todo o ambiente e sorria bem alegre, para ouvir as palavras de Massi e soltar o seu braço para correr até onde o rapaz estava e ali começar a falar algumas coisas em um tom baixo com o mesmo, apontando para diversas direções, empolgadíssimo. Noemi então, discretamente se aproximava de ti:

    -Eu poderia ajudá-los nessa tarefa de reconstrução?
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 21/3/2018, 22:24

    O pequeno sinal positivo de Abrielle diante de minhas palavras, já era o suficiente para me alegrar, afinal tanto eu quanto Lucy e Massi queríamos nos adaptar a Capela e seu novo Regente.

    De braços dados com Othello eu sorria ao seguir o caminho que minha experiente avó fazia, meus olhos porem não paravam de procurar por detalhes daquele magnifico lugar, algo que logo me fez perceber a escrita magica, a qual eu não lia, mas sabia interpretar sem problemas seus significados, algo que realmente me surpreendia.

    “Quantas formas magicas diferentes a Capela deve usar para funcionar?”

    Me perguntava durante o caminho em que éramos guiados por Abrielle, o corredor claramente mais abandonado me fez suspirar, afinal era por ele que chegávamos na estufa, ali a passagem do tempo havia feito seu trabalho, as plantas estavam inevitavelmente esquecidas, a agua verde também não era um bom indicativo.

    Ouvindo as palavras de minha avó eu sorria com leveza, andando até a varanda eu respirava profundamente, ali seria um bom lugar para que meu pai permanecesse, afinal ele estaria cercado de plantas e Cheza teria liberdade para andar e brincar pelo lado externo da Capela.

    – Massi está certo, nada que um pouco de trabalho não possa transformar esse lugar. Além do mais isso o deixaria mais especial aos nossos olhos.

    Respondia a minha avó, retornando para perto de Lucy, as palavras de Noemi me faziam sorrir com carinho.

    – Claro que pode, mas é para ajudar. Não fazer tudo sozinha!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 24/3/2018, 22:03

    -Já tenho algumas ideias do que poderemos fazer com esse local! Posso tirar fotos?

    Questionava Lucy de maneira bem ativa, já sacando o aparelho do bolso. Abrielle não a respondia verbalmente, apenas concordava com um aceno positivo de cabeça e um sorriso simpático. A jovem então fazia um sinal para que a Cheza a acompanhasse e começava assim a explorar o ambiente com o celular dela em mãos. Enquanto isso ocorria, Massi e seu Pai estavam a subir as escadas para ter acesso ao mezanino, eles pareciam empolgadíssimos com a ideia de ter um ambiente ali em cima para o descanso.

    -Certo, prometo não fazer! Mas vocês podem deixar tarefas ou listas e compras para que eu possa deixar aqui separado, também posso checar com os outros valetes sobre a possibilidade da troca dos vidros do telhado, acredito que esse tipo de trabalho tenha de ser executado durante o dia entende?

    Abrielle se aproximava de vocês duas com um sorriso na face, tocando no seu ombro com carinho ao falar.

    -Bem, tomem aqui o tempo que for necessário tá bem? Eu tenho que ir fazer uma pequena visita a Pacco, ele deu inicio a uma ação de transferência e isso é complicado... Enfim, depois daqui, por favor, procurem por Lucca Passanini! Certo?!
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 25/3/2018, 00:07

    O animo de Lucy e sua pergunta sobre tirar fotos me deixava feliz, já com a permissão de Abrielle minha prima se colocava a percorrer a estufa acompanhada da shiba, que se punha a segui-la feliz, algo que me fazia rir baixinho.

    “Cheza amou a Lucy, acho que vou ter trabalho para separar essas duas depois! Isso vale para Massi e o chichi é claro.”

    Pensava ao ver meu namorado e meu pai correrem escada acima do mezanino animados com a ideia de poder dormir na estufa seguros, voltando minha atenção a Noemi eu sorria com educação para suas palavras, ela estava certa quanto as tarefas diurnas, algo que nenhum de nós teria como fazer ou comandar.

    – Você está certa, a troca de vidros é melhor durante o dia. Prometo que iremos distribuir bem as tarefa para que todos possam ajudar sem que fique pesado. Assim que tivermos mais certeza do que precisa ser feito aqui te passaremos a lista de material, mas acho que a primeira coisa seria arranjar uma porta de cachorro, assim a Cheza pode sair se quiser.

    Voltando minha atenção para Abrielle diante de seu toque em meu ombro, eu sorria de maneira calma ouvindo suas recomendações, concordando com a mesma era com educação que a respondia de maneira suave.

    – Sinto em saber que ele tenha pedido para ser transferido. Não se preocupe depois daqui iremos diretamente a presença do Senhor Passanini.

    Coçando de leve a nuca eu sentia o leve desconforto das caudas, por algum motivo saber que estaria perdendo a presença de alguém focado na linha que Abrielle havia me ensinado a incomodava profundamente, afinal eu adoraria aprender mais sobre o foco da mente e a forma como isso poderia me ajudar, quem sabe até mesmo ajudar Massi.

    - Será que ele me daria alguns conselhos ou me indicaria alguns livros para continuar os estudos da linha que a senhora me ensinou? Sei que você vai ficar bem ocupada para me dar aulas então gostaria de adiantar um pouco por conta própria, se não for incomodo é claro.

    Eu comentava de maneira educa, mas de certa forma receosa por estar abusando da boa vontade de minha avó.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Danto em 26/3/2018, 11:00

    -Certo! Uma porta para cachorro!

    Comentava Noemi com um sorriso simpático na face e um tom de voz bem proativo, ela parecia fazer isso para memorizar o mais rápido possível o que havia sido requisitado. A mesma moça dava um suave passo para o lado quando Abrielle se aproximava, apenas para lhes dar o espaço necessário para uma conversa mais próxima.

    O começo da sua fala fazia com que sua avó concordasse, mas antes que ela pudesse responder, era você que dava sequência no assunto e a experiente Tremere olhava na sua direção com uma certa curiosidade e surpresa. Para então apoiar as duas mãos na cintura e comentar:

    -Sabe, eu sempre vou tentar lhe dar o maior número de aulas possíveis. Mas você está certa, meu tempo vai ficar cada vez menor... E não é incomodo nenhum, pelo contrário querida! O seu desejo de prosseguir crescendo só me é positivo, por tanto, acredito que seja uma boa ideia! Afinal, aqui ele tem obrigações e isso pode mantê-lo ocupado enquanto esse processo de transferência, que é longo, ocorre.

    Abrielle então se virava para todos e dizia em um tom de voz mais alto:

    -Até logo queridos!

    Prontamente ela era respondida por acenos e sinais positivos. No enquanto, assim que Othello acenava para ela, a mesma ria e cruzava os braços.

    -Você não vai escapar! Boa tentativa filho! Ume, por favor, me ajude a convencer o seu Pai de que devemos nos reunir com o regente, por favor?!

    Othello estava nesse momento, escondendo-se suavemente por trás de Massi que olhava um pouco confuso pra cena. Já Lucy e Cheza continuavam a explorar o local, tirando fotos e descobrindo cada pedaço daquele ambiente.
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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

    Mensagem por Jess em 26/3/2018, 14:40

    A forma simples de Noemi memorizar as coisas, pelo menos aparentemente, me deixava feliz, assim eu sabia que Cheza poderia passear pelos arredores da estufa sem problemas, afinal ela poderia muito bem querer fazer suas necessidades a hora que bem entendesse. A aproximação de Abrielle e o pequeno espaço que era dado por Noemi me deixavam relaxada, era visível a educação dela, assim como o respeito que eu deveria ter por sua ajuda.

    Uma leve ansiedade tomava conta de mim ao ver Abrielle colocar as mãos na cintura, mas por alivio ela aprovava minha ideia, o que era bom já que na Capela seria mais difícil para Pacco me ignorar, pelo menos eu esperava que fosse.

    “Se vai demorar ainda tenho chance de aprender algo com ele.”

    Sorrindo na direção de Massi e Lucy, eu não conseguia evitar o riso diante do cauteloso esconder de meu pai atrás de meu namorado, muito menos o pedido de Abrielle, concordando com a mesma eu terminava de rir e cruzava os braços.

    – Othello Sensei! Nada de fugir aos deveres. Você me prometeu que ia se esforçar.

    Voltando meus olhos para Lucy eu sorria ao perguntar de maneira educada.

    – Você se incomoda de ficar com a Cheza até nos encontrarmos com o Passanini Sensei?

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    Re: Primeiro Arco de Ume: Ato X - A Chegada.

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