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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

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    King Narrador

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    Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 5/2/2018, 18:15

    Primeiro Dia da Narrativa
    27 de Janeiro, 2018, 18:00
    Casa de Lucca, Nova Orleans



    A primeira sensação daquela noite vinha com o ar entrando em sua garganta com leveza, fazendo seu sangue gradativamente começar a correr. Seu corpo começava então a despertar para uma nova noite. Teus músculos tensionavam acima do normal enquanto a vida ia regressando para elas, sugerindo uma maré alta no Mississípi e o começo de uma lua cheia. A dormência ia então suavemente te abandonando, permitindo que a sua musculatura relaxasse por cima do colchão e seu corpo pudesse ficar em uma forma mais confortável. Sentindo o algodão macia e o cheiro de madeira molhada sendo seus guias sensitivos enquanto sua vontade por se levantar ainda não ocorria.

    Sua audição chegava gradativamente junto com a sensação morna de calor. O aquecedor a gás a alguns passos da cama estava ligado fazendo um rangido ressoante pelo aposento apontando a sua idade avançada graças ao ferrugem da maresia. A chuva também era algo que podia ser escutada, uma melodia quase silenciosa que vazava por suas finas paredes de madeira. Provavelmente terminaria em breve, afinal era inverno e a temperatura mais baixa da noite converteria aquela pequena garoa para uma neve suave. O claro daquela terra ainda não era algo totalmente comum para você e saber que haveria chance de neve neste noite era uma notícia mais que satisfatória.

    Não havia no entanto necessidade para ainda acordar, suas demandas para o dia seriam no cemitério próximo da Paróquia só no auge da madrugada. Era possível notar que ainda estava minutos após o crepúsculo, afinal sua sonolência ainda era gigante. Seus olhos sequer se abriam, permaneciam fechados enquanto você só se concentrava naquela relaxante sensação de conforto de sua cama com o calor que corria pelo ar e por dentro de ti. Sua mente estava ainda muito embaçada em um misto de sonho, se permitindo a viajar longe enquanto escutava aquele sereno som da chuva. Uma memória começava a se tornar forma como se estivesse a revivê-la agora.


    Paróquia:

    A chuva caía forte do lado de fora da catedral. O clima estava quente e bastante abafado no entanto, era o auge da primavera. O som de grilos e sapos ressoavam pelo ambiente dado a aproximação com o campo molhado ao redor da Paróquia. Você estava sentado dentro da tradicional capela de Holy Name of Mary em um dos bancos escuros de madeira maciça mais próximos do púlpito. Era a sua primeira vez ali dentro, ainda não acostumado com aquele estilo espanhol arquitetônico. Ao seu lado estava a antiga Ductus do último bando da região e futura Ductus do bando ao qual você faria parte, Maya Reinner.

    A La Sombra estava com um cabelo curto na altura do pescoço. Bem espeço e ondulado em um castanho levemente claro. Os olhos cor de mel ficavam fixados no altar em forma totalmente contemplativa. Ela escutara tudo que tinha para se saber sobre Lucca Cavalieri com a maior atenção e silêncio do mundo, mas agora fazia o que se mostrava para você um agonizante silêncio. Os cotovelos dela estavam por cima de seus joelhos naquela calça de jeans preta e suas mãos seguravam seu queixo. Ela se vestia de forma leve a ao mesmo tempo levemente formal, com uma camisa roxa de seda por dentro da calça. Maya se provaria para você uma mulher de boa elegância. Só que por hora você apenas esperava era pelas palavras dela.

    O silêncio da jovem não chegou a durar muito, mas fora o suficiente para te deixar nervoso, afinal não havia nenhum grande segredo que não fora dado para ela naquele momento. Podia ser a oportunidade perdida de participar de um Bando próximo de sua família. Seria uma pena não poder viver perto de Izabel, afinal agora com a Lucrétia adormecida, era só essa mulher no mundo que fazia você se sentir com uma família, mesmo que Marcello vivesse contigo, era ainda uma incógnita para ser solucionada no futuro. Assim você focava unicamente na Ductus, até para sua surpresa ver os olhos dela lentamente ficando avermelhados quando a suave e melódica voz dela se foi ouvida ecoando de leve por toda a Paróquia.

    - Obrigada por ser sincero comigo. É um alívio saber que terei um Sacerdote ao qual eu posso confiar. Só que também devo ser sincera contigo.

    Maya fazia uma pausa na própria fala. Levando por um instante a mão direita até a face para garantir que não estava a chorar. Assim ela voltava para a posição original e prosseguia em um tom melancólico e suave, mas mantendo a calma e concentração em cada palavra.

    - Este lugar é um fim de carreira. Vim para essa cidade na vã esperança de conseguir algo de valor diferente de todas as cidadezinhas desse país. Mas infelizmente por mais que esta cidade é unica e bela, a Espada aqui é reduzida à mesma trivialidade que encontrei em cada canto dessa terra. Queria poder fazer algo valoroso aqui, conseguir prestígio para buscar algum cargo no México e então fazer a diferença. Mas como já sabes, alguns anos atrás nosso território foi atacado e pouco pude fazer a respeito. Acredito que foi um milagre não me punirem, afinal a própria Regente veio aqui resolver a catástrofe que ocorreu.

    Havia um pouco de vergonha claramente desenhada na face da La Sombra que permanecia a olhar para o altar. Se perdendo no meio da imagem da grande cruz. Ela não parecia amargurada como uma pessoa vaidosa na situação dela estaria, era apenas uma profunda tristeza que você vinha fluir dali. Assim ela finalmente virava a face abaixando as mãos e olhava diretamente nos seus olhos. Neste momento você levava um susto, porque no brilho daqueles olhos você via o mesmo semblante entristecido de sua querida Adriana de La Cruz horas antes dela ir para um torpor que durara quase cem anos. Só que sem dar tempo para você meditar sobre o assunto, a moça na sua frente prosseguia.

    - Sendo mais direta então. Você é bem vindo a participar de meu novo bando. Mas não espere que aqui será um lugar especial ou único. Eu queria que fosse, eu ainda quero. Ainda sonho com mudanças, mas cada dia que passa na vida pacífica desse porto, cada dia é como se eu fosse lentamente morrendo. Drenada por uma banalidade infinita.

    Maya dava uma breve suspirada desviando o olhar de ti por um curto intervalo. Mas voltava a focar em ti e mesmo por trás daqueles tristes olhos rosados, você podia ver uma chama de determinação. Assim ela prosseguia.

    - Se você tem o valor que eu vi em seus olhos, imagino que não irá me desvalorizar por estar sendo tão melancólica, como qualquer outro membro da Espada faria. Infelizmente esta é a verdade que rodeia minha vida e poderá rodear a tua se desejar fazer de mim parte de sua família.

    Finalmente a mulher fazia uma pausa, esperando a sua resposta. Os olhos dela não desviavam mais dos seus enquanto ela ia se arrumando na cadeira para ficar um pouco mais próxima de ti.

    Maya Reinner:
    Imagem:
    Vestimenta:
    Legenda:
    - Maya Reinner
    - Marcello Cavalieri
    - Laura
    - Donny
    - Matthews
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    Danto Jogador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 5/2/2018, 23:53

    Suavemente me entregava as minhas próprias memórias enquanto meu corpo se despertava. Já haviam se passado muitas noites dês daquele primeiro encontro com Maya, mas relembrar as origens de uma relação não poderiam fazer mal algum, especialmente com a proximidade do retorno de minha Senhora, talvez essa própria memória estivesse ligada com esse fator, infelizmente eu não tinha a resposta, mas tinha a chance de revistar essa forte e importante cena...

    O silêncio de Maya me preocupava, especialmente depois de tanto ser dito e explicado. Com meus dedos, me certifico de que as mangas longas da minha camisa estejam perfeitamente alinhadas em meu pulso, inclusive a que encobria o relógio. Estava ligeiramente ansioso por ter aberto todo meu coração, minhas falhas, memórias e dúvidas haviam sido expostas e a ausência de reações era de fato angustiante, tamanha era a apreensão que eu estava a ponderar:

    "Será que... Esta é mais uma tradicional membro da Espada de Caim que tanto despreza a humanidade? Serei expulso novamente e perderei minha última chance de ter minha família por perto?! Deus, porque ela não fala nada?! Acho melhor eu me levantar!"

    Tocando minhas próprias pernas em uma consideração de ação, minha atenção era finalmente direcionada para os olhos a figura mulher ao meu lado, surpreso com aquela dor eu a escutava com profunda atenção. E era reconfortante ouvir que ela já estava disposta a confiar em mim, um verdadeiro alívio que me fazia suspirar discretamente. Assim, sem desviar os olhos da face dela, as vezes indo inclusive exclusivamente nos olhos quando assim havia a chance, eu a ouvia calmamente para então, respirar de maneira breve e responder:

    -Agradeço profundamente por me aceitar em seu novo bando minha querida futura Ductus. Eu conheci pessoalmente uma mulher que foi drenada pelo próprio abismo e dele retornou para conquistar tudo que desejava, você me parece tão forte quanto, não abaixe a tua cabeça...

    Tomando a liberdade de buscar pela mão esquerda da mesma com cuidado, certifico-me de que ela me deixaria realizar aquele toque antes de fazê-lo totalmente e com muita calma, continuava a expressar-me:

    -Eu jamais desmereceria um ser por sua tristeza, esta é uma emoção de grande valor, sem conhecê-la é impossível saber o que é realmente a sua contrapartida. E será uma honra tê-la em minha vida, não só serei o teu Sacerdote, mas também estarei aqui para te ajudar a navegar por essas águas. Afinal, tudo acontece por um razão, Maya, absolutamente tudo. Talvez tenha chegado a hora de começarmos a contar a sua história de ascensão, porque não?

    Com ternura, eu apertava a mão daquela que seria a minha futura Ductus e a levava de encontro ao meu peito, na exata localização do meu coração, para afirmar:

    -Pois saiba que eu, Lucca Cavaleiri, lhe dou a minha palavra: Farei o máximo que minhas capacidades, poderes e habilidades para lhe ajudar a ser a grande figura dentro da Espada, exatamente quem tu mereces ser.

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    King Narrador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 7/2/2018, 16:18

    Os olhos da futura Ductus acompanhavam o seu movimento para segurar a mão dela. Sem haver nenhuma resistência o seu toque morno ocorria com a gélida pele dela. A mulher parecia por um milésimo de segundo arregalar os olhos ao sentir como o teu corpo possuía mais calor. Só que a concentração dela prosseguia com as palavras que você dizia para ela. Até finalmente terminar para Maya te responder de imediato em um tom contente.

    - Obrigada pelas palavras de suporte. Mas entenda que eu não almejo crescer meu próprio poder e sim de toda a espada. Sair desse modus operandis primitivo que se tornou tradição nessa terra. Por mais que eu me faça aparentar ser da lua crescente, preciso revelar para você que sou minguante e guardo isso como um segredo.

    Maya fazia uma pequena pausa para então tomar um pouco de ar antes de prosseguir a falar. Você sabia que por mais que o segredo dela não era tão incriminado quanto o teu, no mínimo a tiraria da liderança do bando caso um bispo tradicional soubesse, ela se mostrava bem frágil em se abrir dessa forma. Felizmente ela desenhava um semblante positivo na própria face se mostrando confiante com a tua pessoa. Assim a mulher continuava com a fala dela.

    - Quero mudar quem nós somos nessa cidade e não quem eu sou. Sempre seguirei nossa Bispo sem querer destroná-la. Mas quero que esta terra se torne próspera como Memphis que é a Nova Orleans do Sabá e não como apenas uma misera empresa portuária.

    Ocorria um curto suspiro dela ao comentar sobre a vida do Sabá na região. Deveras por sua experiência própria, todo o Sabá do novo mundo fora do México era bem mais primitivo que a Espada européia. Perdido no tempo com uma funcionalidade que lembrava padrões mais ultrapassado do que a época que você adentrou na seita. Podia então notar que mesmo com raízes americanas, aquela mulher era bem viajada, afinal aparentava ter uma idade bem parecida com a tua. Ela então levava a outra mão dela para de leve tocar na sua que já segurava ela. Fazia um toque suave enquanto ela sentia o seu calor olhando para as mãos, para só depois focar nos seus olhos e prosseguir.

    - Sinto que realmente posso confiar em você Lucca. Logo, será uma honra em lhe ter como Sacerdote.

    Finalmente a mulher mostrava um sorriso. Algo suave, porém bem doce. Ela então se endireitava na cadeira, tirando um das mãos dela da tua bem lentamente para finalmente concluir a fala dela.

    - Espero um dia lhe ter como uma pessoa bem especial em minha vida aqui nesta terra...

    Sua memória ia ficando embaçada de forma bastante gradativa. Restando apenas mais algumas lembranças de suas últimas falas naquele primeiro encontro que definira a formação de seu atual bando. Podia notar que lentamente o sono ia acabar de vez para sua mente voltar para o mundo real novamente. Só que o processo era bastante gradativo e aquelas lembranças se mostravam muito agradáveis para se manter.
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    Danto Jogador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 8/2/2018, 03:29

    -Compreendo perfeitamente suas palavras Maya. Nós iremos trabalhar junto nessa perspectiva, afinal temos experiencia suficiente para criarmos algo especial para esta cidade e deixar essa estranha tradição da Espada Norte Americana para trás, afinal, estamos na mais Europeia de todas as cidades do novo mundo, é assim que ouvimos falar de Nova Orlens... Agora a senhorita tem um sacerdote bem capaz em suas mãos, digo, a segurar as suas mãos.

    Minha fala era simples, assim como o pequeno humor nela contido. Todavia, não havia nenhuma simplicidade em minha sinceridade, eu realmente acreditava em minhas capacidades e estava determinado a mudar junto daquela magnífica Lasombra, minha nova Ductus, o futuro da espada local.

    -Bem, eu em teoria sou um Lua Cheia, apesar de entender perfeitamente que não sou um Lasombra por abraço como tu és, a lua consegue influenciar a minha vida e saiba, Maya, que irei guardar com sigilo este segredo e devo assumir, estou feliz em sabê-lo!

    Sorrindo eu não deixava de manter a mão dela em contato com a minha, não só por ser uma forma de transmitir confiança, mas também porque eu nutria des do primeiro olhar, um carinho especial por ela, ainda mais por ela me lembrar de minha antiga e amada Ductus.

    "Eu sei como esse sonho termina, mas ele é de fato agradável. Todavia, é hora de levantar! Mas, essa fala final de Maya, eu não me lembrava perfeitamente dela, interessante... Talvez eu esteja nostálgico em demasia por causa da carta de Lucretia, talvez esteja chegando a hora de tentar mover meus planos junto da Espada. Bom, antes de qualquer coisa, é hora de despertar!"

    Suavemente, eu me despedia com alegria dessa memória para permitir que minha mente enfim despertar-se para aquela maravilhosa noite de Lua cheia, algo que fazia muito bem para o meu humor e espírito é claro.
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 9/2/2018, 20:58

    O sonho começava lentamente a desbotar por completo em sua frente. Seu último foco era um sincero sorriso no rosto da mulher que se tornou a sua Ductus e uma parte muito importante de sua nova família. Era possível notar o alívio na face dela com sua jura em manter o segredo dela. Por mais que tal tipo de informação não chega a ser tão intensa para o Clã dela. Mas parecia ser algo muito importante para Maya. A última fala da mulher vinha com o mundo ao seu redor já escuro e o esboço de seu quarto começar a ganhar vida.

    - Espero um dia te mostrar o quão linda é essa cidade e podermos andar na orla do outro lado do rio...

    Assim com aquela última fala em sua mente, você despertava de vez. O desejo dela naquela fala ainda não se mostrou realizado, dado as complicações burocráticas para atravessar o rio e o fato de vocês só tomarem medidas para tal em prol de missões, logo sem tempo para descontrair. Só que no geral foram quase dez anos de uma ótima experiência no Bando novo. Diferente do antigo Bando de Milão, neste era possível sentir que todos os laços eram mais fortes e saudáveis. Não havia conflitos ou incômodos.

    O som da chuva parara do lado de fora. Pela temperatura bem baixa era possível ter iniciado uma neve. Sua mão logo ia para o interruptor, tirando a penumbra do quarto e te permitindo se levantar para ir até seu armário para escolher suas roupas. Porém enquanto você estava no processo de terminar de se vestir a porta do quarto se abria. Marcello entrava com um sorriso na face. Ele não costumava entrar no seu quarto, afinal nunca precisou de alguém para cuidar do seu espaço e suas roupas, mas ele sempre teve uma boa liberdade na casa. Assim, após uma delicada mesura o homem começava a falar.

    - Boa noite Senhor Lucca. Estava esperando te acordar para lhe dar novidade que você estava a aguardar para ouvir. A Senhorita Izabel me ligou com a excelente notícia que finalmente conseguiu entrar em contato com a tua Senhora. De acordo com a mensagem, ela vai chegar na cidade antes da Noite dos Cravos de Ébano. Logo, hoje ou amanhã!

    A notícia de fato era surpreendente. Pois por mais que sua Senhora se pronunciou por meio de sua mente que estava desperta a já um ano, ela ainda não havia vindo lhe visitar. Como era difícil achá-la, tudo se baseou num jogo de paciência. Mas a sobrinha dela não parecia satisfeita em esperar e ficou tentando se comunicar com a mesma já a alguns meses. Aparentemente sua Senhora finalmente tomou coragem de encarar o passado dela. Era um incógnita no entanto o que você encontraria vindo dela. Felizmente estava perto de finalmente descobrir e sua família estaria por perto para acompanhar isso. Não poderia haver uma notícia melhor.
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 9/2/2018, 22:34

    "Nós iremos sim querida, nós iremos andar na outra orla..."

    Respirando fundo, fazia o esforço final para enfim despertar totalmente e buscar por um pouco de ar. Para só então ligar a luz e reparar apropriadamente no clima, esboçando assim um curto sorriso por causa da neve, afinal, eu realmente acreditava que a cidade ficava mais bonita sob este clima.

    Já de pé, caminho até meu armário para selecionar as roupas da noite, aplicando uma sutil quantidade de perfume e finalmente vestindo as camadas de vestes modernas que naturalmente me agradavam, muito mais até do que as de outrora. Ajustando as mangas  eu levava meus olhos para a figura de Marcello e diante da mesura do mesmo, eu lhe dava uma breve permissão, indicando na realidade que eu estava a observá-lo.

    -Excelente! Izabel conseguiu algo da minha misteriosa Senhora! E bem, eu não esperava que ela fosse chegar de fato tão cedo assim, todavia, ela não poderia chegar em momento mais apropriado, nas vésperas desse importante festival.

    Respondia ao rapaz com um tom alegre em minha voz, apesar da minha mente estar realmente confusa com a situação por incontáveis fatores que por enquanto deveriam se manter devidamente silenciados. Dessa forma, concentrando-me no presente, caminho até o mesmo e toco em seu ombro em um sinal de agradecimento para dizer:

    -Acredito que seja apropriado então ir visitar a Senhorita Izabel. Onde mesmo deixamos os celulares a carregar meu caro? Irei levar o meu e se possível, você faria a gentileza de avisá-la da minha visita?!

    Aguardando então pela resposta do rapaz, dou mais um suave toque no ombro do mesmo em sinal de despedida e já me colocava em deslocamento pela casa afim de buscar meu aparelho de comunicação móvel e posteriormente ir até a propriedade da minha querida Izabel.
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 17/2/2018, 13:59

    O homem se aproximava suavemente após sua permissão, parando a uma curta distância com uma feição bastante amena. Ele parecia estar também feliz que o próprio contara. Marcelo cruzava então os braços numa posição de conforto com a postura relaxada ao começar a responder você. O tom descontraído já era uma longa rotina entre vocês dois. Assim ele escutava sua primeira fala concordando de leve para logo completar sua fala.

    - Esse festival não chega a ser muito grande. Mas é o primeiro passo para o começo das festividades anteriores ao Madri Gras. Talvez a sua senhora tenha calculado as datas.

    Deveras o jovem estava correto, a Noite dos Cravos de Ébano era um evento mais tranquilo com alguns encontros entre os membros. Mas abria as portas da cidade para duas semanas de festividades para culminar no grande Madri Gras. É uma época famosa por membros de alto status por todo o mundo antigo fazer visitas na cidade. O que logo lhe fazia questionar se a Lucrétia estava interessada em encontrar alguém e ia apenas juntar o útil ao agradável. Não seria uma surpresa no entanto, afinal ela sempre foi uma ótima calculista e isso poderia até significar que ela não estava mais tão frágil como quando a encontrou pela última vez.

    - Irei ligar de imediato. Vou agendar a travessia da forma padrão, qualquer coisa eu te ligo. O celular está logo na mesinha de chaves na lateral esquerda da sala de estar, como sempre.

    Marcelo brandamente concordava com seu pedido após teu delicado toque. Em seguida te lembrava onde ficava seu aparelho telefônico que ele costumava colocar para carregar todos os dias na sala. Então o mesmo se retirava do seu quarto após olhar para sua cama desarrumada, provavelmente cogitando se você iria a deixar assim o dia todo, mas sem se incomodar, ele ia até o telefone no escritório.

    Suas ações seguintes eram curtas e rápidas. Te levando quase de imediato até a sala de estar, já completamente pronto para a noite com uma delicada fragrância de orquídea negra a empanginar as suas imediações. Assim, no momento que você finalmente pegava o teu celular, escutava a campainha tocar. Logo, como já era seu próximo passo, você de direcionava até a porta e de imediato a abria.

    Seus olhos se abriam de surpresa, afinal na sua frente estava a sua Ductus. A mesma estava com uma vestimenta bem leve de veraneio, nada combinando com a neve que caía sobre o cabelo dela suavemente. Podia-se notar que havia um capacete segurado pela mão esquerda dela que estava com as unhas pintadas de vermelho. A La Sombra fazia um sorriso surpreso e se travava por um instante, notando que você estava para sair e então ela finalmente começava a falar em um tom surpreendente hesitante.

    - Boa noite Lucca! Está saindo para algum compromisso importante? Posso vir mais tarde se preferir...

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    Vestido da Maya:
    Capacete:
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 19/2/2018, 18:27

    -Nunca duvide da mente trabalhosa e ágil de Lucretia, esse é a primeira dica que posso lhe dar sobre a minha senhora!

    Afirmo para Marcello enquanto me preparava para sair do quarto, porém, o olhar que o mesmo dava para a minha cama era impossível de ser ignorado. Virando os olhos eu me giro, para retornar para o interior do quarto, para arrumar a cama enquanto comentava:

    -Gostaria de deixar claro que eu só esqueci de arrumar a cama por causa da sua notícia, certo?!

    O tom de voz era totalmente informal e até divertido, afinal, o rapaz não era meu vassalo e nunca foi tratado como tal. Apesar do laço existir eu o mantinha apenas para que este obtivesse as proezas oferecidas por ele.

    "Espero resolver logo a minha situação com Lucretia. Como será que você está querida?"

    Um suave suspiro era dado enquanto eu organizava a cama, para somente após esta ficar pronta eu me direciono para o local indicado por Marcello para pegar o celular e enquanto ainda pensava se iria abotoar o casaco ou não, ouvia o som da porta e ia tranquilamente atendê-la.

    -Maya!

    Exclamo com alegria ao ver a minha Ductus ali. Prontamente estico minha mão direita a convidando para entrar, minha felicidade era genuína, afinal, eu havia acabado de sonhar com ela e nosso primeiro encontro!

    -Minha senhora esta para chegar na cidade, logo acredito que seja de bom grado ver como estão os preparativos para recebê-la lá na mansão de Izabel. Afinal, não acho que ela vá querer ficar aqui, ela sempre gostou de coisas grandiosas sabe? Mas não se preocupe, és minha ductus e os delegados são lento como tartarugas. Temos tempo e caso seja algo urgente, tu sabes que és minha prioridade, minha querida Maya!

    Minhas palavras eram todas ditas com clareza, eu não escondia absolutamente nada dela, nunca o fiz e nunca o farei! Assim sendo, gentilmente ofereço meu braço a ela, em um convite para acompanhar a moça até a minha sala de estar e enquanto o fazia, logo comentava:

    -Aliás, permita-me a ousadia em elogiar esse vestido! Esta a se preparar para algo especial Maya?
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 20/2/2018, 21:18

    O seu valete como de costume apenas se retirava com uma feição agradável da face. A relação mais focada no elo familiar com ele deixava essa interação mais aberta e casual. Algo diferente do teu passado e que te mantinha muito satisfeito. Em seguida você fazia seus últimos afazeres no quarto e já se via de frente com a Maya logo na porta de sua casa. A mesma ficava em silêncio a escutar sua fala. Ela desenhava um sorriso singelo ao você falar sobre sua senhora. Os olhos dela iam para o chão por um momento e ela demorava um pouco para te responder. Balançava a cabeça de leve no processo.

    - Na verdade... Não, não é nenhuma urgência.

    Os olhos dela ficavam mais um tempo focados no chão antes dela olhar novamente para você. Maya dava uma mexida nos ombros de leve antes de prosseguir falando. A Ductus tentava manter um sorriso enquanto começava a se explicar com uma voz vagarosa.

    - É até uma boa notícia para você na verdade. Afinal essa semana liberamos o nosso território para os Delegados capturarem um Nosferatu foragido. Então eu consegui um passe livre sem necessidade de vistorias para podermos adentrar a cidade antes das festividades começarem.

    A moça na sua frente dava uma travada ali e ficava um pouco travada com seu elogio. Um olhar um pouco menos animado era captado por teus olhos mais atentos que outrora. Só que a mesma parecia gostar do seu elogio. Então a Maya mais uma vez fazia um pequeno ato de sorrir para em seguinte responder a sua pergunta.

    - Obrigada... Mas não vou fazer nada especial. Ia te chamar para andar um pouco pela alameda ribeirinha da cidade. Mas esquece, fico feliz que vá encontrar com sua Senhora.

    Ela parecia um pouco envergonhada com a própria fala. Era nítido o tom de arrependimento dela em estar ali. O corpo dela se movia lentamente em desconforto enquanto a inglesa sorria mecanicamente mais uma vez. Assim ela fazia uma curta mesura com a cabeça começando uma ação de se retirar enquanto se despedia de forma rápida.

    - Então tenha uma boa noite Lucca. Boa sorte com sua Senhora.
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    Danto Jogador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 20/2/2018, 21:58

    Havia um curioso ar em minhas expressões faciais quando a primeira resposta de Maya era dita, todavia essas mesmas expressões se esvaiam quando ela movimentava os ombros daquela maneira e persistia em abaixar a cabeça. Em silêncio eu escutava as palavras dela e lia cada pequena reação da mesma com atenção, para a impedir imediatamente de se virar para se retirar, segurando as duas mãos dela com carinho, dizia em seguida:

    -É de fato uma excelente notícia e por tanto, podemos usufruir dela depois. A minha Senhora chegará no futuro, posso por tanto, tratar disso depois, afinal, as pessoas só sabem dela o que ela assim permite... E duvido que ela tenha dito realmente alguma coisa sólida a Izabel.

    Cuidadosamente eu escolhia cada palavra, meu objetivo era ser realmente sincero e deixar claro que entre ir até a minha família e aproveitar aquele passeio ao lado de Maya, minha escolha era óbvia. Assim sendo, eu a soltava e fazia um sinal curto, para apenas enviar a Marcello: "Deixa pra lá, eu vou visitar Izabel depois!". Guardando o celular eu então sorrio genuinamente na direção de Maya e tomo a liberdade de convidá-la:

    -Então, gostaria de saber se a senhorita estaria interessada em me acompanhar em um passeio pela alameda ribeirinha?

    Sorrindo genuinamente, deixava claro quais eram as minhas prioridades a ela. Afinal, minha Senhora ainda me era uma verdadeira dúvida, já minha Ductus era uma certeza, uma presença indispensável e fundamental em minha vida, uma companhia que me fazia bem e eu jamais me perdoaria se ela saísse de minha casa daquela maneira.
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 25/2/2018, 18:27

    Os olhos de Maya que se mostravam claramente desanimados brilhavam de leve no momento que suas palavras eram ditas e eles voltavam para sua pessoa. Podia ver um alívio a correr pela face dela na medida que a feição dela ia retornando para aquela de antes. Ela se ajeitava de novo na sua frente, agora com uma postura mais relaxada. Assim os olhos dela desciam até as suas mãos que seguravam a dela. A Ductus não fazia nenhum movimento na própria mão, era como se ela estivesse apenas sentindo seu toque mais morno. Em seguida a moça voltava a olhar para você e então comentar.

    - Certeza? Eu não queria atrapalhar.

    Por mais que ela fazia uma pergunta hesitante, ela não estava mais interessada em prosseguir com a negatividade. Logo, tomando sua resposta como um sim quase de imediato, ela te puxava já para fora da casa. Era possível ver um sorriso na face dela com sua expressão surpresa em sentir aquela força superior dela a te dar um tranco para atravessar a porta de sua casa. Ali ela largava suas mãos para que você pudesse mandar a mensagem para seu familiar. O mesmo apenas respondia "Tá bem, tá bem.", da forma totalmente coloquial típica do jovem.

    Tomando a dianteira, a Ductus ia até o fim da calçada da sua casa, já margeando a rua. A neve não chegava a cobrir todo o chão daquele lugar dado a grande árvore acima de vocês. Mas havia alguns flocos espalhados por todo o recinto. Ali logo na frente da Maya estava uma lambreta. Bem de época e em ótimo estado. Você ficava um pouco surpreso pelo fato de nunca a ter visto dirigir uma dessas. A jovem assim se aproximava do veículo com um sorriso de alívio na face e pegava num compartimento interno do mesmo um capacete e jogava no ar para que você pegasse. Em seguida ela se iniciava a sentar e ali o convidava em um tom exoticamente animado da parte dela..

    - Então vamos. Espero que você goste do passeio. Pode sentar no banco do carona. Vamos!

    Imagens Adicionais:
    Capacete:
    Lambreta:
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 26/2/2018, 19:11

    -Sim, certeza. Sem dúvida alguma!

    Afirmo de maneira bem brevemente e com um sorriso sútil nos lábios, antes de realmente escrever a curta mensagem para Marcello pedindo para que o mesmo não se preocupasse em alertar as autoridades da Camarilla. Já do lado de fora da casa, observo brevemente os arredores, não por desconfiar de algo, mas com o objetivo de respirar um pouco do ar daquela cidade e sentir a temperatura da mesma. Notando então o caminhar da Ductus, permito que ela siga a alguns passos a frente para que fosse possível visualizar melhor aquele belo vestido que ela havia escolhido e abrir mais o sorriso em minha face.

    "Ela está realmente muito linda nesse vestido!"

    Aproximando-me da lambreta que estava abaixo da árvore, observo a mesma com certa curiosidade, afinal ela era realmente pequena e charmosa. Levantando a cabeça para então pegar o capacete arremessado por ela e comentar enquanto o vestia.

    -Gostei da cor. E sim senhorita, mo banco de carona!

    Sorridente, encaixava o capacete em minha cabeça para seguir para a parte de trás da lambreta e me sentar ali da maneira mais confortável possível, levando as mãos na direção da cintura de Maya sem nenhuma vergonha ou incerteza. Segurando a base da cintura dela com as duas mãos, eu me ajeito pela ultima vez no banco e balança a cabeça positivamente em sinal de que estava pronto.
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 4/3/2018, 03:05


    A Ductos fazia uma feição de profundo alívio com sua convicção em acompanhá-la. Fazendo a mesma andar do teu lado de forma rápida inclusive. Em seguida ela sorria com seu elogio sobre o capacete e fazia um curto "obrigada" antes de sentar na lambreta. Ela logo depois começava a mexer na ignição para ligá-la. Porém a Maya travava por um segundo no momento que suas mornas mão seguravam firmemente na cintura dela. Foi uma pausa curta no entanto e logo em seguida vocês se viram a acelerar pela avenida.

    O caminho não era muito, ainda mais sem transito algum. A neve aparentemente fez as pessoas voltarem para suas casas mais cedo, deixando todo o caminho livre para vocês. Maya se mostrava boa com a lambreta e acelerava com intensidade, mas ao mesmo tempo não patinando em cada curva que vocês faziam. Aquela movimentação toda trazia um vento frio contra você que soava extremamente agradável. Bem atípico do que aquela terra era, mas essa era a magia da diversidade daquela cidade.

    O caminho logo cruzava a bendita ponte que muitas vezes você ficava de pé quase uma hora para conseguir autorização para passar. Um pequeno estorvo da burocracia local, mas muito mais saudável que quase todas as cidades que você já visitara no passado. Era lindo poder ver a neve caindo por todo aquele largo Mississípi. Maya até desacelerava um pouco a lambreta para vocês poderem apreciar melhor aquela travessia. Para acelerar de novo quando a ponte terminasse. Fazendo uma virada brusca para a direita e indo diretamente até a alameda na margem do rio.

    Alameda Ribeirinha:

    Andando um pouco pela rua lateral a alameda Maya ia até um estacionamento de motos. Estava vazio por sinal. não havia ninguém naquela hora andando pelo parque ou pelo pier. Mesmo não sendo tão tarde, o frio não era muito convidativo para os locais ao qual estavam acostumados com aquele calor do verão. Então com a lambreta estacionada, Maya calmamente saía dela para tirar o próprio capacete e sorrir de leve para você enquanto colocava a chave no bolso e o capacete de lado no veículo.

    - Pronto! Daqui podemos caminhar um pouco.

    Podia notar por um segundo que ela planejava estender a mão para você. Mas a Ductus mudava de ideia com uma feição meio tímida na face e começava apenas a andar contigo até a cerca mais próxima que já dava diretamente para o rio. Era possível ver a La Sombra inspirando bem fundo aquele cheiro ribeirinho enquanto colocava suas mãos na cerca de madeira. Ela começava a falar com a voz perdida no meio das água daquele rio enquanto os flocos de neve caíam sob o mesmo. Havia um sorriso agradável em seu rosto.

    - Sabe... Sempre amei esse lugar. Pena que é raro eu poder vir aqui sem ser a trabalho...
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 5/3/2018, 14:39

    "Ainda não me decidi se odeio ou tolero essa ponte! Apesar das leis de travessia serem até flexíveis, mas a espera é sempre ridiculamente longa!"

    Ainda sentado na motocicleta de Maya e com as mãos firmes na cintura desta, olhava para a ponte que ia ficando para trás e exibia uma breve expressão de desaprovação na direção da mesma. E assim que a mulher parava o veículo, eu a esperava descer para também fazer o mesmo e apoiar o capacete ao lado da guia da moto. Meus olhos enfim percebiam aquela pequena vontade da moça de andar de mãos dadas, eu teria prontamente aceitado e até movimentava minha mão, no entanto ela parecia desistir mais rápido do que eu conseguia reagir.

    "Precisamos de outro momento, eu entendo, será que consigo construir um?!"

    Sorrindo por breves instantes, olho na direção das águas para enfim notar que Maya já havia iniciado uma caminhada. Concordando com a fala dela através de um movimento positivo de cabeça, coloco-me a andar e a observar o ambiente.

    -Existe uma beleza muito singular nessa paisagem, o rio certamente ajuda, observar água corrente sempre faz bem por vários motivos não é mesmo?!

    A fala retórica era dita enquanto me apoio na cerca que estava a nossa frente agora, minhas mãos se fechavam em torno da madeira e meus olhos faziam uma rápida passagem pele horizonte, terminando de apreciar a vista com o foco totalmente à Maya.

    -E você tinha total razão, esse lado do rio é muito lindo, assim sendo, porque não me acompanhas em uma caminhada enquanto me diz quais são os planos para essa linda noite de folga que temos a nossa frente?

    A pergunta era feita junto de uma ação singular, pois a mão esquerda delicadamente se movia até alcançar a mão direita dela, com a intenção de se por acima desta e fazer um breve carinho seguido de um convite para retomarmos a caminhada, mas desta vez, eu iria segurar aquela delicada mão.


    Última edição por Danto Jogador em 14/3/2018, 14:38, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 9/3/2018, 23:19

    Maya estava com a mão suavemente segurando aquela madeira fria com alguns flocos de neve. Os olhos dela corriam de leve por toda a orla e voltavam para você. Ela então fazia um curto sorriso bem fraco, talvez até um pouco triste. para então responder a sua pergunta retórica, mesmo não sendo o que lhe era esperado. A voz dela saía como um suspiro enquanto ela finalmente parava a de olhar para a água e se virava para a cidade iluminada atrás de vocês.

    - Não vejo essa beleza na verdade... Apenas uma estranha melancolia. É a cidade atrás de nós que realmente me inspira.

    A jovem ficava a contemplar um pouco aqueles prédios na frente de vocês. Ali era possível ver um sorriso mais sincero na face dela. Para só depois ela focar em você. Agora de forma mais energética e menos melancólica. Assim ela olhava a sua mão e hesitava apenas por um instante. Para assim você sentir o toque gélido da mão dela, meio úmida por ela ter se segurado naquela cerca de madeira. Então ela apertava de leve sua mão.

    - Claro! Vamos andar um pouco!

    Ela assim concordava com seu convite e começava a andar do teu lado por aquela orla. Não era um caminho muito extenso na verdade. Logo no fim do cais teria unicamente a alameda interna da cidade para caminhar que dava diretamente na antiga sede do principado. O caminho da orla era terminado por um pequeno porto bem a frente. Mas eram mais de mil metros sob a brisa úmida que ia alegrando cada vez mais seu humor. Ainda mais com aquele clima frio do branco caindo sobre vocês e clareando a rua gradativamente. Sua concentração no entanto de abandonava de imediato com a surpresa quando Maya voltava a falar. Agora num tom hesitante.

    - Sabe Lucca... Eu andei conversando com a Helena ultimamente...
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 14/3/2018, 14:54

    -Bem, devo admitir que tenho uma certa fraqueza para água corrente, tendo a encontrar uma beleza em todas suas manifestações...

    Comentava enquanto sorria de maneira tranquila para Maya, feliz por ela ter aceito o convite. Segurando então com carinho a mão dela e encontrando na frieza daquela toque um conforto e sorrindo por isso.

    "Preciso encontrar formas de deixá-la menos receosa em interagir comigo. Não entendo perfeitamente o que gera esse fator, mas tenho algumas suspeitas e preciso começar a eliminar essas barreiras. Claro, ela é minha Ductus e isso é importante, mas não é só por isso. Eu realmente adoraria que ela pudesse sempre sorrir dessa forma ao meu lado, como eu vou conseguir fazê-la feliz Maya?"

    Pensativo eu seguia ali a caminhar de mãos dadas com ela, meus olhos vagavam pelo ambiente que nos rodeava, mas eram muito mais dragados pelas reações daquela linda mulher ao meu lado. Até a brisa úmida se manifestar me fazer sorrir, essa brisa sem nenhuma dificuldade levava minha mente de volta a Milão e a memórias verdadeiramente felizes.

    -Helena?

    Surpreso eu falava sem sequer perceber e prontamente olhava na direção de Maya. Arregalando os olhos e ficando com a face avermelhada, minha mente entreva em uma confusão de pensamentos.

    "Meu Deus, não é algo sobre o bando! O que você andou conversando com ela? Será que Helena contou sobre nossos últimos encontros? Pelos Céus Lucca como você consegue ser esse mar de incertezas quando o assunto lhe é tão intimo? Perfeito, estou envergonhado na frente dela! Perfeito!"

    Tossindo levemente e levando a mão livre até a boca para tentar minimizar o efeito do ar quente que escapava dos meus lábios, olho diretamente para Maya e timidamente a pergunto:

    -Poderia perguntar o tópico dessa conversa que andou tendo com Helena? Digo, talvez eu faça uma certa ideia, mas por favor não entenda as coisas de maneiras precipitadas está bem?

    O avermelhar da minha face só se intensificava e indignado comigo mesmo me questiono.

    "Que isso? Eu não tenho nenhuma vergonha do meu relacionamento com Helena, mas porque estou tão envergonhado em falar disso contigo Maya?!
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 19/3/2018, 01:17

    Ela fazia um sutil aperto carinhoso em sua mão enquanto vocês prosseguiam andando pela orla. Ela fazia apenas uma curta pausa quando os teus olhos se arregalavam e sua face sentia ficar corada. Só que ela não parecia ficar chocada com isso. Como se já esperasse uma reação de espanto sua. Assim ela esperava você rapidamente começar a falar para só depois com calma lhe responder.

    - Não tem o que entender precipitadamente. Estamos no mesmo Bando e dividimos o mesmo elo, eu sinto o laço de vocês com muita claridade. Não há nada que eu reprova, afinal cada indivíduo reage de forma diferente aos seus próprios sentimentos.

    Quando ela terminava de falar, lentamente largava a sua mão. Mas não numa tentativa de se distanciar, mas para vocês poderem sentar num banco ao longo da orla. Ela sentava devagar ali naquele assento de madeira que não tinha encosto. Porém ela dava as costas para o rio e focava os olhos nos prédios iluminados da cidade. Para só quando você sentasse ao lado dela, a mesma prosseguir falando.

    - A própria Helena tem uma forma bom complexa de lidar com os sentimentos dela. Ela sempre leva tudo para o físico numa tentativa de fuga. Mas eu consegui nas últimas noites ter algumas conversas com ela.

    Ela falava de forma bem tranquila agora que a hesitação inicial passara. Os olhos dela viajavam longe enquanto ela descrevia um pouco sobre aquela maravilhosa mulher de personalidade tão complexa como ela era. Assim a Ductus fazia um curto sorriso enquanto estudava as próximas palavras.

    - Logo a Helena me confessou o que sentia. E algo me disse que ela queria desesperadamente que eu te contasse, pois ela jamais conseguiria. Assim sendo, cumprirei com o desejo dela.

    Os olhos dela se viravam contra os seus agora. Era possível sentir um conflito de emoções na face dela. Uma mistura de confusão com um pouco de hesitação. Mas acima de tudo estava a própria confiança da sua Ductus. Ela chegava até a segurar a tua mão de leve para então completar aquele assunto que já estava te matando de curiosidade e aflição.

    - A Helena te ama Lucca, profundamente. Ela está perdidamente apaixonada por você. Acima do que qualquer laço de sangue permitiria alcançar...
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 19/3/2018, 01:24

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Dados em 19/3/2018, 01:24

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 21/3/2018, 14:46

    Caminhando até o banco escolhido por Maya, sento no mesmo e observo a mesma visão que ela tinha da cidade. Com calma e com meus olhos a passearem pelos detalhes urbanos daquele local, escuto as palavras da minha Ductus e só realmente me viro para olhá-la quando ela terminava a terceira fala.

    "O desejo dela?"

    Meus olhos encontravam então a face confusa daquela linda mulher, a mão dela buscava pela minha enquanto os olhos dela tremiam em emoções difusas e complexas, os lábios dela se moviam para trazer aquela informação inesperada que me fazia respirar bem fundo, de maneira calma, fechando os olhos por alguns segundos, minha mente interpretava tudo que fosse possível.

    "Amor. Eu já amei antes? Claro que sim, eu amei profundamente meus filhos. Mas nunca cheguei a amar minha esposa, houve respeito mas não houve amor. Eu já amei Lucretia, mas esse amor nunca tomou forma alguma, não sei sequer se ele ainda existe depois de tanto ser massacrado pelas inseguranças dela. Meu coração se apaixonou por minha antiga Ductus e bem... Tudo se soma em uma perspectiva negativa. Mas o que eu sinto por Helena? E o que eu sinto por Maya? É hora de resolver isto ou ao menos começar a encontrar um caminho."

    Colocando então minha mão livre sobre a dela, busco pelos olhos da mulher e digo com um tom brando de voz.

    -Quando nós nos conhecemos, prometi que a ti nunca haveriam mentiras ou falsas verdades. Entendo a força que o laço gera, seria infantil de minha parte não reconhecer essa força. No entanto, tenho total convicção de que meus sentimentos nunca foram domados por isso. Minha Senhora está retornando e eu não sei o que ela pretende, existe um sentimento cristalizado dentro de mim em relação a ela, não sou capaz de entender ela e acredito que jamais serei... Mas não posso viver preso à ela.

    Cuidadosamente, removo as nossas mãos do contato da madeira, afim de acolher as duas mãos de Maya e poder olhar o máximo possível na direção dela.

    -Helena esteve presente para mim quando a solidão mais forte foi, ela me acolheu da mesma forma que eu a acolhi. E eu sempre fui reciproco com ela, agora não será diferente. Todavia, minha querida, no primeiro instante que meus olhos a encontraram eu soube que estava de frente para uma das mais especiais mulheres deste mundo. Mas existem hierarquias entre nós e eu jamais a deixaria de desrespeitá-las.

    Fazendo uma curta pausa, levanto-me do bando para caminhar até a frente de Maya e esticar uma mão para ela, convidando-a a se levantar.

    -Sim, eu estou apaixonado por Helena. Mas meu coração também esta e sempre esteve entregue as suas mãos querida, por isso eu pergunto a ti: O que sentes por mim?
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 21/3/2018, 15:06

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Dados em 21/3/2018, 15:06

    O membro 'Danto Jogador' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 25/3/2018, 17:06

    Era possível sentir uma menção de alívio misto de alegria na face da Ductus enquanto a sua mão segurava a dela em recíproca. Era suave a mudança facial da Maya, mas perceptível aos seus olhos. Em seguida ela se mantinha concentrada e concordava assim que você terminava de falar sobre a sua Senhora.

    - Entendo as dúvidas que sua senhora representa para ti.

    Então você focava diretamente os olhos a sua frente. Era possível sentir um receio vindo dela. Como se ela estivesse com medo de sua resposta. Era notável que Maya fazia uma força para se manter estável ali. Só que enquanto você começava a falar, uma suave tremedeira aparecia na perna dela. Assim ela ia de imediato a te responder assim que sua segunda fala terminava. Havia muita dúvida nos olhos dela agora. Muita insegurança.

    - Eu... Eu podia te ajudado com essa solidão. Não sei, talvez sim. Bom, não sei. Fico feliz que a Helena tenha conseguido. Mas, mas, você nunca seria capaz de me desrespeitar...

    Sua ação seguinte era se levantar e ficar de frente para ela soltando sua confissão final. Os olhos dela se arregalavam por completo ao escutar aquilo, a fazendo sequer notar que suas mãos estavam abertas ao convite para levantar ela. Agora era nítido a tremedeira de leve na perna dela.

    - Você está apaixonado por ela? E seu coração está... Em minhas mãos? Eu... Ah...

    Neste momento uma sutil respiração surgia no peitoral dela a qual crescia de ritmo gradualmente. Vinha com uma certa afobação e uma mistura de sentimentos. A Ductus parecia confusa, com medo, absolutamente ela não sabia como reagir. O que deixava a ação dela de nervosismo só crescer lentamente, enquanto ela finalmente notava suas mãos e ainda sentada, as segurava com bastante carinho.

    - Lucca... Eu... O que eu sinto? Eu... Eu...

    Estava claro como ela estava a tentar ganhar coragem ali. Não tinha como esconder o sentimento de paixão da face dela, até um tom mais corado surgia ali. Infelizmente o bloqueio era muito forte. A feição dela deixava claro o desapontamento em si mesma em não conseguir ser tão aberta como você fora. Ela queria prosseguir a fala, só que se via travada. Assim ela se levantava rapidamente e enchia o peito de ar para começar a falar de forma rápida e bem ansiosa.

    - Eu estou morrendo de sede! Vamos para um lugar que eu conheço que podemos nos alimentar. Foda-se as regras. Eu realmente preciso. Por favor Lucca.

    Os olhos dela no final pareciam de súplica enquanto ela sugeria vocês voltarem em direção da lambreta. Era claro agora como o maior medo dela era se afastar de ti nesse momento, o aperto na sua mão deixava isso bem explícito. Só que ela conseguia confessar em voz alta em seguida.

    - Eu não quero me sentir sozinha...
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 26/3/2018, 14:56

    Era um alívio saber que Maya conseguia comprender como a figura de minha senhora era algo estranho e fora do meu controle, um alívio que fazia meu corpo até relaxar brevemente diante daquela difícil situação. A cena se prosseguia e meus olhos não desviavam da figura da minha Ductus, cada pequena reação era vista e interpretada, cada vibração da perna e a surpreendente respiração.

    "O quão complexo é para aqueles distantes da humanidade a compreensão dos próprios sentimentos? Como eu era antes dessa mudança? Será que você será capaz de fazê-la Lucretia? Quando você chegar, verei como lidar com isso. Mas por hora é Maya que precisa de mim, ela está sofrendo com essa falta de possibilidades, vamos então criar uma."

    Era impossível não deixar uma breve risada divertida surgir quando o palavrão era dito em conjunto com as regras, afinal, era sempre Maya a mais responsável e tradicional dentro do bando. Tomando por fim a mão dela, procuro por seus olhos para dizer:

    -Vamos aproveitar então esse momento! Não precisa pedir duas vezes Maya!

    Sorrindo, tomo a iniciativa de puxar a mão dela para tomar a liderança de levá-la até a lambreta.

    "Nem sempre somos capazes de lidar com nossos interiores sem ajudas externas, olhar para dentro do próprio ser pode ser um desafio enorme. Se ela precisa, porque eu negaria? Afinal, talvez eu também precise e ainda não saiba!"


    Última edição por Danto Jogador em 7/4/2018, 12:16, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 2/4/2018, 00:03

    - Perfeito!

    Maya lhe respondia num misto de alegria com alívio. Ela soltava um pouco de ar para fora do corpo e esculpia um sorriso. Para então aceitar mais uma vez o toque de sua mão para assim retornar a caminhada até a lambreta. Esta caminhada ocorria num passo um pouco mais acelerado. estava claro a anciedade que a sua Ductus estava passando. Seus olhos atentos notava que o braço livre dela termia de leve. Mesmo sendo quase imperceptível.

    Finalmente chegando no veículo, ela sentava rapidamente. Já colocando o capacete o mais rápido que podia. Era claro notar como ela estava com pressa. A La Sombra sequer conseguia manter uma conversa no momento. Mas a face dela não estava fechada, era apenas aquele nervosismo tomando conta da mesma. Só que ela parava com a pressa toda por um curto instante assim que você a segurava na hora de ligar a lambreta. Podia-se notar que ela fazia uma curta respiração no momento e então ligava o veículo.

    O caminho era relativamente curto. Passando rapidamente pela frente da antiga sede do Principado e adentrando uma das ruas mais artísticas da cidade. Era claro pelos olhos de sua companheira como ela ficava feliz de estar ali. De certa forma ela já parecia um pouco mais calma. O que a fazia não acelerar muito o veículo na medida que vocês iam adentrando o coração da cidade. Não se passava sequer três minutos para ela finalmente diminuir a velocidade indo em direção a uma vaga enquanto falava.

    - Logo ali atrás é a galeria de arte do Primogênito das Rosas. Mas estamos indo para um lugarzinho a apenas cem metros dali.

    Ela então finalmente parava a lambreta do lado da calçada. Aquela rua era de certa forma bem movimentada. Havia uma vida noturna forte ali. Com pessoas de vários estilos diferentes, não só turistas. Era um lugar mais popular pelos locais. Assim você logo notava o letreiro do bar ao qual a sua Ductus estava a te levar e ela parava já na porta do lugar.

    - Pronto cá estamos. É um lugar bem seguro com a Máscara. Logo não vai ser problema se alimentar. Ainda mais sabendo que todos aqui bebem um pouco de rum.

    Maya parecia estar levemente mais calma. Só que ainda se mostrava profundamente ansiosa e sem saber ao certo como agir. O que era algo inédito dado o fato que ela nunca agiu assim antes. Sempre sabia exatamente para onde estava indo e o que aconteceria passo a passo. Era agora uma mulher diferente ali na sua frente. Mas espontânea. como também aberta para o uso de alcool. Algo que nunca antes você a vira ingerir. Assim ela lhe esparava guiá-la para dentro do aposento relativamente escuro. Onde podia-se ouvir tocar alguma música alta lá dentro.

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