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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

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    Danto Jogador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 7/4/2018, 12:28

    "Perfeito, ela aceitou!"

    Era essa a primeira frase que percorria a minha mente quando Maya confirmava alegremente o convite. Assim, de mãos dadas seguíamos de volta a pequena motocicleta e ali eu já tratava de também vestir meu capacete o mais rápido possível e sentar, sem muitas cerimônias sentar atrás dela sobre a moto e segurar em sua cintura.

    "É um pouco estranho, adentrar a cidade assim sem maiores permissões. Mas sinceramente, eu não consigo realmente fingir que estou preocupado com retaliações..."

    Apesar do caminho ser curto, meus olhos mantinham a atenção. Algo que vinham da minha própria herança e aprendizado, afinal, quem vivenciou um cenário de guerra entre a Torre e a Espada não simplesmente abaixava a guarda assim, no entanto, apesar dos olhos atentos, sentia um certo alívio em estar ali com Maya. Era uma chance, provavelmente a nossa primeira, de nos conectarmos sem os impedimentos naturais que nos cercavam.

    -Que lugar interessante!

    Afirmava assim que a lambreta finalmente parava, descendo sem muita pressa da mesma, afinal seria mais seguro esperar que ela o fizesse. Observo ao redor sem maiores pretensões e tiro o capacete para respirar um pouco e assim deixar o mesmo sobre a motocicleta.

    -Bom, eu ainda não me alimentei, então vamos lá?!

    Digo com um tom afirmativo, tomando a liberdade de segurar novamente em sua mão e assumir a frente para adentrar o bar que ela havia escolhido. A música alta certamente soaria como barulho para meus ouvidos, mas nada disso era importante, não diante da situação que ocorria e uma crescente empolgação que nascia sem que eu percebesse dentro de mim. E assim que adentrássemos o local, minha primeira ideia era a de conseguir uma mesa ou local para termos um espaço. E assim que fosse conseguido, seria ao lado dela que eu ficaria.
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 10/4/2018, 17:37


    O som forte chegava aos seus ouvidos de forma abrupta e intensa. Não chegava a te incomodar, mas te deixava um pouco desestabilizado por sentir um de seus sentidos totalmente desfuncional. Afinal não era possível escutar mais nada fora o intenso som da banda que estava logo no fundo do bar fazendo sua música típica regional. Só que seus olhos permaneciam atentos a qualquer situação fora do normal. Porém eles apenas viam uma sala em meia luz relativamente cheia. O que te chamava a atenção no entanto era a ação mais impulsiva e totalmente descontraída de sua Ductus.

    - Barulhento né?! Adorei!

    Ela logo te puxava para uma mesa de dois lugares e te olhava por alguns momentos. Ela parecia totalmente segura, sem se preocupar com os arredores. O que não era uma verdade para você, que ficava aobservar tudo nas mediações. Assim você de imediato notava uma das Serpentes da Luz sentada numa mesa sozinha enquanto lia um jornal. O homem, que se sua memória não te enganava, se chamava Aubin Carré. Eleapenas batia o olho contigo por um curto instante e voltava para a leitura inexpressivo. O segundo cainita que você notava estava na mesa de bar. Era uma toreadora da linhagem mais famosa da cidade. A moça olhava nitidamente nos teus olhos e depois concordava com a cabeça e se virava para atender clientes humanos.

    - Certo! Em que mesa nós vamos?! Nesta primeira aqui, na segunda ali ou na terceira? To morrendo de sede!

    Sua Duscuts, aquela mulher que já teria olhado para todos os alvos cainitas da cena e os avaliado, estava agora dispersa. Com um sorriso estranho na face, respirando com certa dificuldade e unicamente olhando para as mesas que haviam humanos embriagados. Era possível ver que a La Sombra estava com as presas quase expostas. O que não era um problema naquele ambiente aparentemente bem contido. Afinal a anfitriã, Catherine, estava toda pálida e de presas de fora.

    Cainitas na Cena:
    Aubin Carré:
    Imagem & Vestimenta:
    Catherine Barbeau:
    Imagem:
    Vestimenta:
    Grupo de Pessoas:
    Primeiro Grupo:
    Segundo Grupo:
    Terceiro Grupo:
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    Danto Jogador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 12/4/2018, 17:44

    "Até que a música não é assim tão caótica quando eu esperava!"

    Era o que eu sentia quando o som forte da apresentação daquela banda localizada mais ao fundo do bar alcançava meus ouvidos, não era nem de perto algo que me agradava completamente, mas de certa forma era uma música moderna e electrificada típica da região onde eu agora residia. Assim sendo, deixo um pequeno sorriso de aprovação se formar em meus lábios diante da pergunta de Maya, sinalizando positivamente para ela com um sinal de cabeça, para me certificar de que nossas mãos estavam bem fixas uma na outra.

    "Ela está muito exposta, preciso cuidar da segurança dela nesse momento. Bem, vamos aos fatos... Esse é Aubin Carré, uma serpente local que pode ou não significar algum tipo de risco, mas julgando pela postura do mesmo não acredito que venhamos a ter problemas. Agora, esta é Catherine... Porque essa mulher esta se comportando de uma maneira tão, diferente, do que a corte francesa normalmente preza? Curioso!"

    Minha mente vagava pelas figuras dos cainitas locais, focando-se mais na estranheza que as presas e palidez de Catherine me traziam por causa de todos os fatores que envolviam as tradições da Camarilla local, ainda mais em um local tão próximo da galeria do Primígeno das Rosas. Distraído eu sequer notava que Maya já estava a localizar as possíveis pessoas que serviriam de alimentação, atentando-me a fala dela, olhava na direção dela para retribuir o olhar direto nos olhos.

    -Claro claro, bem... Olhando assim por alto eu diria que a terceira opção é a melhor!

    Afirmava com um tom calmo de voz, mas me certificando de que ela poderia me ouvir. Assim, eu finalmente olhava para a anfitriã, em busca da certeza de que não havia de fato nenhum problema com a nossa presença ali, para finalmente apontar na direção do terceiro grupo e iniciar a minha aproximação junto de Maya.

    -Boa noite! Podemos fazer companhia a vocês?

    A minha pergunta era assim direcionada ao grupo de pessoas sentadas naquela mesa, e enquanto eu falava, deixava com que minhas presas se fizessem presentes para que a questão fosse bem óbvia para o entendimento deles.
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 15/4/2018, 23:11

    Você ia se aproximando da mesa e o casal junto do rapaz ali já notavam sua presença e se mostravam bem alegres com aquilo. Nenhum pouco surpresos no entanto, só mostrando sorriso. Já de longe, a Catherine ficava a observá-lo. Para então concordar com a cabeça e então pegar um caderno e começar a escrever algo no mesmo. Para assim mudar o foco da atenção dela. Enquanto isso Maya ia se aproximando ao seu lado. Que falava primeiro era a jovem do grupo.

    - Oi! Eu sou Laura e esse é Donny, meu namorado, prazer! Você é tão linda moça!

    A voz animada da garota era direcionada para sua Ductus. A qual era pega brevemente de surpresa e parecia ficar meio sem reação.Mas fazia um sorriso meio sem graça, já com as belas e delicadas presas dela de fora. Para então comentar brevemente.

    - Obrigada... Já andaram bebendo um pouquinho né?

    Quem respondia, mostrando um copo vazio era o namorado da Laura. Ele estava com um tom bem pouco sóbrio e abria espaço entre ele e sua própria namorada enquanto respondia a pergunta da La Sombra. Rindo de leve no final, junto dos outros dois.

    - Umas tequilas, cerveja e vodka de framboesa até perdemos as contas.

    Nesse momento a jovem Laura se levantava de leve até o ponto de pegar a mão de Maya e deixar a mesma um pouco mais surpresa. Assim a convidava a sentar no meio dela e do Donny enquanto falava em um tom um pouco mais baixo e com um tom meio maroto e um pouco lascivo.

    - Sabe... Nós dois temos uma fantasia de sermos mordidos por uma mesma moça... E você é tão linda!

    Maya sendo puxada se permitia ser levada até o espaço vazio para sentar. Ela ficava um pouco sem jeito, mas ao mesmo tempo parecia animada. Só que não fazia nada sem olhar antes na sua direção. Era estranho a sua Ductus singelamente lhe pedir autorização por algo. Para só depois responder já com sede nos olhos.

    - Obrigada de novo... Acho que posso resolver isso.

    Assim o terceiro humano na cena se virava para você com um sorriso educado. Ele sorria de leve e falava então de forma suave, tentando não soar nenhum pouco invasivo.Para então delicadamente oferecer o pulso para você.

    - Bom, eu sou Matthews. Prazer. Você é bem charmoso, mas posso ver que não faço seu tipo. Só que se quiser meu pulso, eu iria oferecer com muito prazer.
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    Danto Jogador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 20/4/2018, 19:57

    Minha atenção possuía dois focos centrais nesse momento, o primeiro e prioritário era obviamente a figura da minha Ductus.

    "Certo, ela está bem a vontade. Mas isso não significa que tudo pode acontecer, digo... Não sei se devo deixar algo que ela irá se arrepender depois possa acontecer, mas ao mesmo tempo... É interessante vê-la dessa forma."

    Meu segundo foco de atenção era a figura de Catherine que nos observava e puxava um caderno de anotações para transcrever algo no mesmo.

    "O que será que ela está a anotar? Espero que isso não venha a nos causar problemas depois. Afinal, seria exatamente o que eu acabei de pensar, algo que faria Maya se sentir culpada... Certo, vamos tentar relaxar um pouco e lidar com os problemas futuros quando eles chegarem."

    Atentando-me a conversa que ocorria na mesa apenas quando a jovem que atendia por Laura comentava sobre a fantasia que ela e o tal Donny possuíam, olhando na direção dos dois, fico sem conseguir conter o arquear de uma das minhas sobrancelhas.

    "Ok! Não esperava ouvir algo assim de maneira tão franca, essa nova geração é de fato fascinante e confusa!"

    Sorrindo, observo Maya ser convidada a sentar ali e em seguida, olhava para a figura de Matthews, para me sentar ao lado do mesmo e olhar seu pulso. No entanto, a fala dele me pegava de surpresa!

    -Er... Obrigado?!

    Sem saber como reagir ao elogio oferecido pelo homem, levo uma mão até a nuca um pouco constrangido e em seguida confirmo com um sinal positivo de cabeça.

    -Digo, me perdoe por isso. Realmente não possuo interesses além da presumida por homens, quero dizer... Se não for de fato um incomodo eu aceitaria sim o seu pulso. Você também bebeu correto?

    Indagava Matthews de uma maneira um pouco desajeitada, mas de maneira alguma ofensiva ou agressiva, a verdade é que eu não sabia lidar com a situação de receber elogios de um homem! No entanto, com cuidado eu esticava minha mão para segurar o pulso dele, assim que ele desse permissão é claro, para que no momento em que ele confirmasse eu já pudesse me alimentar um pouco.

    "Não faço ideia de quando foi a última vez que ingeri sangue alcoolizado e não sei o que pode acontecer precisamente! Isso vai ser interessante..."
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 26/4/2018, 17:00

    Matthews concordava de leve com sua pergunta. Sorrindo delicadamente com seu pequeno desconforto. De forma a deixar o clima menos constrangedor, era como se ele já estivesse acostumado a lidar com situações assim. Assim o pulso dele se aproximava de você para assim a alimentação finalmente ocorrer. Não era um sangue especial em quase quesito algum, típico como o que você está acostumado a beber todos os dias. Só que havia algo extra no sabor, suave mas ao mesmo tempo intenso. Totalmente impossível de descrever, só que claramente não era um sangue comum, o álcool claramente apimentava a situação.

    Você terminava um minuto depois a ação de se alimentar. Não fazia força para acelerar o processo em momento algum e aproveitava o momento. Quando finalmente terminava podia notar o rapaz na sua frente com os olhos virados e a boca semi-aberta degustando um profundo prazer. Ele demorava alguns segundos para recobrar a plenitude da consciência para então se arrumar na cadeira. Ele respirava devagar tomando um pouco de tempo para se orientar novamente. Para só depois focar em você e falar com educação e um simpático sorriso na face.

    - Espero que tenha gostado. Adoro essa experiência por sinal.

    Enquanto ele falava era possível você finalmente observar a Maya novamente. O rapaz do casal, o tal de Donny, já estava adormecido. Com dois claros furos em seu pescoço. Agora a sua Ductus finalizava a garota a qual discretamente levava a mão até suas próprias partes íntimas. Para lentamente ir diminuindo a velocidade e ficar totalmente adormecida com um sorriso abobalhado congelado em sua face. Nesse momento Mattheus dava uma curta risada com a reação da Laura e comentava em tom divertido.

    - Vejo que meus amigos ficaram meio com sono. É... Vou ter de esperar eles acordarem.

    Então Maya finalmente se virava para você e focava diretamente em teus olhos. Agora já era possível sentir em sua cabeça uma leve vertigem chegando. Já a Ductus estava com um inesperado sorriso cortante na face dela. Algo que você nunca antes vira dela, ainda mais com tanta força. Só que antes de você fazer qualquer coisa era possível notar a presença da Toreadora Catherine ao seu lado. A cainita em silêncio sorria para os três acordados na mesa e depositava uma folha de papel na sua frente para então fazer uma curta mesura e se retirar de volta para o balcão. Só quando isso ocorria que Maya comentava em um tom inicialmente precavido e depois bem despreocupado.

    - Está tudo bem Lucca?! Quer dançar?

    Assim ela já se levantava sem nem esperar direito sua resposta para te puxar na direção da pista de dança, a qual só havia uns cinco humanos dançando. Maya no entanto levava um tempo para se separar do casal adormecido e contornar a mesa. Enquanto isso era possível ler o bilhete da anfitriã do lugar.

    Mensagem de Catherine Barbeau:
    2 - Entradas - 40,00$
    2 - Homens Embrigados - 120,00$
    1- Mulher Embriagada - 70,00$
    Total 230,00$
    Gorjetas a Parte
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    Danto Jogador

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 30/4/2018, 12:09

    "Ok, isso é um pouco estranho..."

    A alimentação em si não era o problema, na realidade não havia um verdadeiro problema. Mas meus hábitos mais intimistas em relação a minha ação de alimentar me faziam sentir algo diferente por fazer, pela primeira vez dês dos meus anos em Milão, uma alimentação diante de tantos olhos. Cuidadosamente, assim que aquela exótica alimentação terminava, fecho as feridas que eu mesmo causei para olhar na direção do rapaz e respondê-lo:

    -Obrigado. Espero não ter lhe causado nenhum desconforto...

    Desviando meus olhos na direção de Maya, me surpreendo ao ver como as coisas estavam a ocorrer. Observar ela terminar a alimentação naquela garota e acompanhar as reações dela despertavam um desejo intenso em meu âmago e ao contrário da minha costumeira retração, observo cada segundo daquela cena com minhas presas também expostas.

    Atentando-me então a aproximação de Catherine, fecho a boca o mais rápido possível para que não cometesse a falta de educação de exibir elas a anfitriã do ambiente e prontamente sorrio da mesma forma educada que ela fazia, para tomar o papel o mais rápido possível em mãos, deixando uma risada breve me escapar.

    "Por Deus, é só isso? Estava preocupado atoa. Mas isso é bem estranho para essa cidade não é?!"

    Fazendo um sinal positivo de cabeça para a anfitriã, guardo o papel em meu bolso para imediatamente olhar na direção de Maya, me certificando de sem sequer pensar no assunto, me colocar de pé e tomar uma das mãos dela com um toque confiante e firme.

    -Não sei dançar, mas já estou aceitando o convite!

    Sorridente, aproveitava a situação para deixar minha timidez de lado e assim, permitia que ela me conduzisse até a pista sem conseguir desviar meus olhos daquela linda mulher que fazia meu interior se aquecer.
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 4/5/2018, 17:19

    Maya estava já aceitando todos os efeitos que o álcool era capaz de oferecer. Você sentia uma certa vertigem ao se levantar e sabia que o efeito estava começando a crescer. Já a experiente Ductus na sua frente parecia se entregar totalmente para aquele efeito alucinante típico dos humanos. Com as mãos dela um pouco mais mornas ela te puxava rapidamente no meio da pista e segurava a sua cintura. Vinha então um risinho dela para com seu comentário. Para assim a dança de fato ocorrer.

    Não era nenhuma dança de verdade. Apenas dois corpos balançando seguindo de forma precária o ritmo do som mais grave que vinha pelo fundo daquela estra música que corria aos seus ouvidos. Maya parecia estar adorando aquilo tudo, com uma leveza impecável. Chegava a ser fácil guiar ela para um passo ou outro. Porém os efeitos da bebida iam ficando mais fortes e as tropeçadas faziam ela dar gargalhadas que você nunca antes escutou.

    O movimento acelerava em conformidade com a música, mesmo vocês não fazendo nenhuma sintonia ideal. Os outros casais ali não pareciam melhores que vocês. Era nesse momento que a Ductus puxava sua cintura para mais perto e era possível escutar ela respirando de breve no meio do sorriso zonzo dela. Era como se a mesma estivesse a olhar para o infinito. Só que quando a música ia terminando ela se aproximava bastante de você. Inicialmente para dar um beijo em sua bochecha e depois para sussurrar em seus ouvidos.

    - Eu quero que essa noite nunca termine...
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 8/5/2018, 14:10

    Uma experiência estranha e fascinante acontecia naquele clube exótico, a música já não era de fato importante, era como se funcionasse como um ruído de fundo para a respiração de Maya. Esse som sim era algo que eu sempre havia sonhado em ouvir, mesmo sem saber que era exatamente um sonho tão antigo assim. O beijo recebido na bochecha fazia meu corpo estremecer, a sensação do pulsar firme do coração surgia e inevitavelmente minhas mãos se encaixavam com mais firmeza em sua cintura.

    -Concordo contigo...

    Respondo com calma para aquela moça especial que estava nos meus braços, dando o apoio que ela precisava e sem pensar em o que poderia ser de fato influência do sangue daquele simpático rapaz de instantes atrás ou não, tomava a iniciativa de retribuir o beijo que ela me dava, para olhar em seus olhos e buscar pelo sinal necessário para que um beijo em seus lábios pudesse ocorrer.

    -Mas ela esta ainda apenas começando, porque não aproveitamos ela?

    Comentando com meus olhos exclusivamente com os dela, para me aproximar na intenção de realmente beijá-la pela primeira vez.
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por King Narrador em 8/5/2018, 17:20

    Maya não hesitava com os movimentos fortes na cintura dela. Ela se permitia sem nenhuma hesitação, apenas se mexendo com o ritmo da música. Soltando cada vez mais uma respiração, mesmo que um pouco fora de ritmo, era o som que mais lhe agradava naquele momento. Em seguida você respondia as palavras dela próximo ao ouvido e ela parecia tremer de forma prazerosa. Assim ela notava o seu movimento final e focava aqueles olhos fortes e firmes nos teus.

    Era possível ver uma certa hesitação nos olhos dela pela primeira vez enquanto ela estava embriagada. Só que a hesitação não a fazia recuar, era um movimento estranho que ela fazia com a própria face enquanto você se aproximava para o beijo. Podia sentir claramente que ela queria, só que a dúvida era como ela queria. Para então o curto segundo que passara fizera ela chegar a uma própria conclusão. Para assim os seus lábios se chocarem. Inicialmente delicados como uma pluma contra a água de um lago cristalino, para depois se unírem como se fizessem parte um do outro.

    Só que em adição ao beijo, as presas dela afundavam no teu lábio inferior e ali ela puxava bastante sangue em um beijo quente e extremamente umedecido que durava talvez alguns minutos. Quando finalmente terminara a música já era outra e havia outras pessoas a dançarem. O cainita serpente estava ali inclusive em uma dança onde o mesmo mordia o pescoço de uma bela mulher de raízes caribenhas. Porém seu foco era unicamente na Maya a qual parecia confusa com a própria escolha que ela fizera sobre usar as presas. Era como se ela estivesse em um conflito e não muito satisfeita com a escolha que fizera. Só que finalmente ela decidia olhar animada na sua direção para começar a falar após sua última fala minutos atrás.

    - Ótima ideia. Quero te levar para outro lugar. Vamos!

    A Ductus rapidamente puxava sua mão, animada para ir na direção da saída do bar. Porém ela não estava totalmente fora de sua sanidade, ainda tinha controle sobre os arredores. Assim ela parava de leve olhando na direção da Toreadora que cuidava daquele inusitado ambiente e então se virava para você em silêncio. Ela já estava a iniciar os movimentos para se retirar, porém só depois de você pagar a bendita conta para assim poderem ir, afinal Maya não lhe dera muita opção e sequer largara sua mão.

    OFF: Última ação para o fim do ato.
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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

    Mensagem por Danto Jogador em 11/5/2018, 11:56

    Não havia muito espaço para se pensar no que exatamente fazer, meus olhos observavam curiosamente aquela respiração fora de compasso de Maya de maneira interessada, assim como seguiam a admirar a figura daquela linda e fascinante mulher que se apresentava diante deles.

    No momento do beijo, meu corpo por inteiro reagia positivamente durante toda sua duração. Era inevitável o abrir dos olhos quando as presas dela se manifestavam daquela maneira e tomavam o meu vitae para ela, ali, eu estaria a sorrir se não fosse impossível é claro! A excitação se unia com todos os sentimentos positivos e a aceleração causada pelo sangue ingerido anteriormente, para que meus sentidos simplesmente desligassem para o exterior e todo o arredor, pela primeira vez, não importasse mais!

    Retornando a minha própria percepção, com o mais largo dos sorrisos que meus lábios eram capazes de fazer, faço um sinal positivo, concordando com a ideia de sair daquele lugar o mais rápido possível! Algo que infelizmente não ocorria com tanta agilidade quanto meus desejos e instintos acreditavam e precisavam, a breve pausa me fazia rir um pouco.

    "Certo, esqueci da conta!"

    Sorridente, me aproximo para tirar a carteira da calça, ainda com a mão dada à Maya, afim de até um pouco desajeitado, retirar um dos cartões que Marcello havia me ensinado a usar depois de muito insistir na necessidade do mesmo. E assim que o pagamento fosse realizado, faço questão de mover meus lábios na direção da Toreador local para que ela entendesse um: "Obrigado e Boa noite". E assim, finalmente me voltaria para Maya enquanto guardava minha carteira.

    -Vamos para outro lugar!

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    Re: Ato I - Lucca Cavalieri - Um Sonho na Neve

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      Data/hora atual: 16/7/2018, 11:10