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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 25/3/2018, 19:27

    Agora com menos dores e bem alimentado sigo Vadders sem muitos problemas, ainda sim me permitia prestar atenção em todo caminho percorrido, a cidade havia mudado muito desde a ultima vez que estive a andar por ela. Realmente lhe questionava sobre os cargos e as mudanças na Camarilla nesses últimos 10 anos, nada profundo, apenas digerir esse "salto" temporal que ocorria comigo.

    Adentrando no bairro central juntamente com meu Senhor, notando mesmo que fosse a movimentação reduzidas de humanos encolho um pouco minha postura e mantenho meu braço queimado fora do foco de qualquer um que tentasse ver o que era, caminhando de uma forma mais furtiva e despercebida para os locais. Mesmo com a cabeça baixa para não manter e nem muito menos chamar atenção das pessoas, ainda sim permaneço atento na cidade, focando nas superfícies que refletiam sua paisagem notando que ela realmente havia se desenvolvido bem e aprendido algo com a passagem do furacão.

    " Talvez andando assim como alguém que não quer nada as pessoas nem me notem! Ainda sim as coisas mudaram bastante aqui, está tudo muito mais moderno e os carros mudaram muito...tá tudo mais redondo e brilhante...céus, parece de dia aqui...como que aguentam esse barulho todo? "

    As mudanças de uma décadas ainda estavam sendo digeridas por mim, no momento que paramos na frente do pequeno casarão fico a olhar para o mesmo e após ouvir Vadders faço uma cara de dúvida sobre aquela escolha e falo normalmente.

    - Uhm...no centro? Pensei que gostasse de ficar próximo as áreas urbanizadas e não no centro delas...espera...em dez anos esses malditos não destruirão quase todas as florestas né?

    Adentro ao local após meu questionamento balançando a cabeça de forma negativa imaginando se os humanos haviam destruído ainda mais a natureza que os rodeava. Talvez fosse o costume que tive com ele e as vezes nem mesmo esperar uma resposta para continuar lhe seguindo, o local que ele havia escolhido pelo menos era mais ao fundo dando certa privacidade o que me agradava de certa forma, adentrando no apartamento vejo que tudo é muito pratico e próximo o que me faz abrir um sorriso.

    Mas aquelas palavras vinda do interior ainda desconhecido por mim daquele local me faziam ficar com a postura completamente reta, minha atenção era focada diretamente para os passos que vinham em minha direção, ainda meio avoado com tudo aquilo olho para Vadders e o vejo como um filhote envergonhado, arqueio minha sobrancelha direita e depois olho para a jovem novamente e volto para olhar novamente para meu Senhor e falar em um tom de dúvida.

    - Pai? Então era isso que queria me dizer ou mostrar, sei lá to na dúvida agora! Olha pra gente velho!

    Não havia nenhuma ameaça em meu tom e muito menos hostilidade, apenas queria que ele fosse mais claro comigo e não ficasse a fazer esses jogos, só que minha forma seria de ser dava lugar a uma risada completamente divertida e descontraída me fazendo fazer um sinal de espera para ambos, agora as coisas faziam sentido, seu novo visual, a casa, ela havia lhe dado uma nova perceptiva de vida, aquilo era ótimo.

    - Então você estava todo preocupado e pensativo imaginando que eu iria desaprovar ou até mesmo não gostar da ideia de você ter uma nova prole, prole não, uma filha já que ela te chama de pai! Pareço tão egoísta assim Vadders?

    Havia humor agora em meu tom de fala, sem esperar uma resposta imediata até que ele conseguisse entender tudo e agir aceno para a jovem e falo com um sorriso no rosto.

    - Já que ele ficou todo encabulado aqui vou me apresentar. Sou Noah Owen Laberge a primeira prole dele que morreu a dez anos atrás, fui empalado na verdade! E você e a moça que deu um novo rumo para nosso Senhor certo? Obrigado por cuidar do velho.
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 2/4/2018, 00:34

    Seu Senhor apenas dava de ombros com seu comentário sobre estar vivendo no centro. Não era o estilo dele de fato e tinha algo estranho sobre isso. Mas não era totalmente exótico, afinal um bom caçador tem de saber se misturar. Só que assim que a jovem aparecia tudo ficava claro na sua cabeça. Porém logo após sua fala, Eldert que falava. Mas com um tom de voz bastante hesitante.

    - Carline! Já disse para não me chamar assim...

    A fala dele era imediatamente cortada pela jovem que ia adentrando na sala de forma bem descontraída. Ela se encostava no balcão da cozinha enquanto questionava o teu senhor. Colocando os braços para trás numa pose descontraída e relaxada. Tinha um sorriso divertido na face dela, numa mistura de carinho com desafio.

    - A nem vem com essa que tu não engana nem freira pai!

    Assim ela soltava uma curta risada enquanto Vadders ficava sem ao certo saber o que falar. Era engraçado vê-lo numa situação de impotência como essa. Pois não o mostrava ser fraco, na verdade forte, por conseguir ter coragem de ter criado aquela nova realidade. Mas aparentemente sua presença o fazia ficar bem sem jeito de agir mais naturalmente ali. Só que a cena prosseguia controlada pela tua irmã mais nova.

    - E o Noah já sacou a tua velinhu. Logo não precisa ficar todo bobo assim.

    Ela então terminava de dirigir a fala para ele. Para então escutar a sua última falar. Então Carline focava nos seus olhos. Como se estivesse a te analizar por alguns segundo. Não uma análise profunda ou invasiva. Apenas uma breve observada. Para então ela começar a se aproximar de ti sem um pingo de hesitação e finalmente te responder diretamente em um tom bem amistoso. Era possível ver uma centelha de curiosidade na face dela enquanto a mesma falava, de forma descontraída, mas ao mesmo tempo bem atenta.

    - De nada Noah. Alguém precisa cuidar dele, senão ele dorme no relento cheio de lama! Bom, deixa eu me apresentar. Sou Carline Hastter, a nova caçadora da linhagem.
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 2/4/2018, 12:31

    No momento que a mulher cortava a fala de Vadders faço uma cara de provocação misturada com bom humor para ele e assim que ela terminava sua primeira fala digo em voz baixa para meu Senhor lhe batendo sutilmente com o braço bom.

    - Uh uh...que medo dela, as mulheres do nosso clã são assustadoras Vadders! Você criou uma sem medo algum aqui.

    Não espero nenhuma reação de meu Senhor para logo dar de costas e caminhar um pouco por aquele comodo, não encostava em nada mas observo os objetos que ali tinha com atenção enquanto ela provocava Vadders.

    " Você é como um camaleão em! Se moldando com o tempo e as situações a sua volta, ela lhe deu uma nova perspectiva...é uma pena que eu não seja tão iluminado como ela, da para ver em seus olhos como foi para ti pensar em como agir conosco, afinal, ela é tão espontânea e eu tão reservado...deve ter pensado que me sentiria acuado com essa aproximação tão brusca por parte dela!"

    Paro novamente próximo a Vadders para então caminhar na direção de Carline, não havia hesitação em meus passos e notando que a mesma me analisava de algum modo viro meu olhar demonstrando um pouco de vergonha por ser encarado tão de perto por alguém do mesmo sangue que eu. Coloco minha mão boa atrás da nuca de forma tímida e com a guarda completamente baixa para não tentar passar um ar de superior, ainda sim, não havia me acostumado com tudo aquilo deixando meus sentidos alertas.

    - Céus você é assustadoramente confiante! Acho que perdi minha vez...bom, tó meio ferrado e isso é bem notório,  onde posso me lavar e arrumar umas roupas limpas? Não ligo para o tipo, visto qualquer coisa.

    No final de minha fala a olho fixamente, não de modo a desafia-lá e muito menos com segundas intenções, era um olhar profundo e agradecido por tudo que ela havia feito. Talvez eu não soubesse como me expressar direito naquela situação o que me fazia sentir na pele o que Vadders estava passando, ainda sim eu não a reconhecia como uma criança da noite e sim como uma igual, afinal, eu também era aos olhos de meu Senhor um jovem tolo e puramente intenso em minhas ações.
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 9/4/2018, 00:22

    A mulher não parecia se intimidar de forma alguma com sua aproximação ou o fixar de seus olhos azuis profundos. Ela na verdade vinha a sorrir com sua primeira fala e soltava uma curta risadinha enquanto se encostava no armário atrás dela. Enquanto cruzava os braços de forma branda, fazendo uma cara fingida de séria.

    - Perdeu sua vez sim maninho. Agora eu que mando na casa. Mas sou legal e boa nisso, logo te arrumo sim uma roupa descente e um espaço para dormir.

    Ela começava a fala dela num tom serio e mudava para algo descontraído em seguida. Soltando uma curta risada. Assim ela parava para pensar um pouco e então apontava para uma porta antes de prosseguir falando.

    - Tem um colchão já forrado no mezanino do meu quarto para visitas. Pode usar de boas e eu até te arranjo as roupas do meu ex que ficou ainda aqui no armário. Acho que é o mesmo tamanho. Mas nada de ir lá agora! Vai tomar um banho de imediato, porque o cheiro de peixe está de matar!

    Ela estava o tempo todo a respirar e quando você se aproximava dela, a garota colocava a mão no nariz apertando. Para então num tom mais mandou apontar na direção da porta do banheiro. Havia ainda, mesmo no tom imperativo, um ar de diversão em sua fala.

    - A sim, se estiver com fome. Eu comprei sangue, está quente ainda.

    Ela estava agora indo na direção do próprio quarto. provavelmente para pegar as tais roupas. Mas parava e então olhava na direção de uma bolsa térmica em cima do balcão da mesa da cozinha. Enquanto falava sobre alimentação.

    - Nós já nos alimentamos. E o que eu te falei sobre comprar sangue filha?!/color]

    Quem respondia era finalmente o seu Senhor. O qual tinha ficado parado envergonhado aquele tempo todo. Mas agora não escondia mais de ti o fato de chamá-la como filha. Até olhava para você por um instante tentando notar a sua reação. Só que o foco dela era na jovem, num tom mais paternal que o esperado.

    - Nem vem com essa pai. Você sabe que eu caço bem. Mas porra, toda noite sair da cidade para caçar, ainda mais nevando? Não precisamos só tomar sangue de caça para provar que somos caçadores. Se quiser coloque uma plaquetinha na porta de casa. "Casa de Caçadores" e pronto, tudo resolvido.

    A jovem ria com a fala do pai. Dando de ombros e começando a responder de forma descontraída. Sem dar espaço para uma resposta, ela ia adentrando o quarto ao qual iria agora pertencer a vocês dois. Claro que antes apontando mais uma vez na direção do banheiro para você. Vadders apenas suspirava no final da ação dela e ia de encontro com uma cadeira para sentar. Mas olhava em silêncio para você de forma pensativa.
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 9/4/2018, 14:39

    Com a mão na cabeça abaixo a cabeça de forma conformada com a primeira frase de Carline, não havia nenhum interesse em mim em tentar demonstrar alguma experiencia ou até mesmo me intitular alguém com maior experiencia de vida. Dou um sorriso desconcertado olhando para a porta que a mesma havia apontado, automaticamente me olho quando a mesma fala sobre seu ex tentando imaginar o rapaz de alguma forma.

    - Se é do mesmo tamanho está tudo bem. Sou normal fisicamente eu acho.

    No momento que a mesma faz a careta segurando o nariz por causa do cheiro, novamente olho para a nova porta apontada e começo a rir falando de forma informal.

    - Ah é! Você ainda respira...só faço isso quando tento notar algo de diferente no ambiente! Realmente deve estar bem desagradável meu cheiro, afinal, foi um bom tempo sendo a casa dos peixes!


    Desvio meu olhar com um sorriso discreto, ainda havia ressentimentos em meu intimo e um certo desconforto reagia dentro de mim devido as lembranças. Mas logo mudo minha expressão olhando de forma desconfiada para a bolsa térmica em cima da mesa, realmente aquilo era algo novo para mim. Olho para Vadders quando o mesmo retruca sobre o sangue e fico sem demonstrar nenhuma expressão sobre o assunto.

    Olho novamente para o banheiro e aceno positivamente para ela demonstrando que iria me lavar para amenizar meu cheiro. Fico olhando para Vadders e falo de forma mais seria, afinal, não tínhamos o costume de se tratar de forma tão intima como uma família.

    " Você me parece um pouco perdido com ela, ou é apenas o fato de eu estar aqui! Me parece que nossos treinamentos foram completamente diferentes, ela é realmente mil vezes mais extrovertida e animada que eu, não é difícil de ver isso. "


    - Você escolheu uma criaturinha com um temperamento bem forte eim! Se estiver pensando em ter ajuda para ensinar algumas coisas para ela é só falar, ou se quiser compartilhar mais alguma coisa sabe que estou aqui! De qualquer modo é melhor eu me lavar antes que ela mande de novo.


    Viro meu corpo ainda olhando para meu Senhor aguardando alguma resposta para depois ir para o banheiro.
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 18/4/2018, 17:13

    - Esses vampirões ai... Francamente. Ficar sem respirar dói pacas. Você devia praticar com mais frequência, faz bem.

    A jovem ria rapidamente com o próprio comentário e dava uma inspirada bem profunda fazendo um olhar meio desafiador de forma suave. Mas prosseguia te escutando. No final era seu Senhor que reagia concordando com a cabeça a respeito de seus últimos comentários.

    - É... Foi uma escolha exótica. Mas em breve entenderá o quão boa foi...

    A garota rapidamente cruzava os braços e alterava o tom de voz para algo mais forte. Claramente deixando o homem numa posição mais defensiva.

    - Exótica?! Primeiramente você não escolheu nada! Eu que mandei você me abraçar. Não queria ser vassala de ninguém. Além do mais, que pai tem uma filha como vassala? Larga de ser tão medieval...

    Vadders concordava com a cabeça e no final se permitia rir um pouco. Aparentemente ele estava finalmente se liberando na sua frente. Enquanto ao mesmo tempo aqueles dois indiretamente contavam um pouco de como aconteceu o encontro entre eles. Um sorriso que os dois trocavam em silêncio também parecia significar que aquela ligação paterna era bem forte de fato.

    - Claro filha... Bom, vai lá então, eu vou resolver umas coisinhas na cidade e volto no fim da noite.

    A fala final de Eldert era numa indicação para você ir para o banheiro. Para em seguida ele comentar sobre sua saída. A jovem não parecia se incomodar, concordando de leve com a cabeça. Apenas olhando silenciosamente para o relógio na parede com um ar um pouco preocupada, mas com uma mexida silenciosa da cabeça do pai dela, ela parecia ficar mais aliviada. Isso de dava ao fato de ser mais de três horas da manhã. O que até lhe era uma surpresa, mas nem tanto, afinal sua sensação de tempo estava ainda devastada.

    Adentrando o curto e simples banheiro, você rapidamente se despia para adentrar as cortinas e ligar aquela água quente contra sua pele. Ali era o primeiro momento que você estava realmente só desde quando acordou. Sua mente corria a mil e flashs do seu passado ainda vinham aos seus olhos. Porém a água quente escorrendo na sua pele parecia aliviar tudo. Inclusive suas feridas, até mesmo aquela horrível no seu braço. Era como se seu corpo realmente desejasse aquele rejuvenescer que estava a receber agora. Curtos momentos de profundo alívio. Momentos que poderiam durar uma eternidade se assim a sorte quisesse.

    Passara um bom tempo e você se via acordando de um transe de alívio momentos depois. Para assim fechar a água e abrir a cortina do banheiro. Ali você não encontrava mais suas roupas largadas ao chão. Mas tinha em cima da privada um conjunto dobrado de roupas masculinas. Como na pia havia um fraco de perfume masculino. Você então tomava seu tempo para se arrumar e retornar para a sala. Só que encontrava essa agora vazia e apenas com uma luminária de canto acesa. A porta para o único quarto da casa, o de Carline, ao qual ela havia oferecido o mezanino para você, estava aberto. Mas as luzes apagadas lá dentro.

    Imagens de Referência:
    Roupa Oferecida:
    Frasco de Perfume:
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 18/4/2018, 18:04

    Realmente havia muito tempo que não respirava, na verdade desde o começo de meu abraço fui instruído a usar ela apenas quando realmente necessário, já que para ser um bom predador a sutileza era algo primordial. Aquilo me fazia imaginar o quão longe eu estava daquela jovem naquele momento.

    Solto um leve sorriso ao notar a garota esbravejar de forma engraçada aos meus olhos e a maneira que Vadders reagia a tudo, não tinha o que eu falar e muito menos questionar ali, ela realmente era a filha que ele escolheu e ela o pai que desejou...eu nunca havia tido aquele tipo de relação com ele, era como se realmente ela estivesse ao lado dele sempre e eu apenas uma sombra lhe observando e sugando tudo que ele disponha a me ensinar.

    Olho brevemente para o relógio vendo a hora, não expresso nenhuma reação e apenas me viro indo em direção ao banheiro acenando com a mão antes mesmo de meu senhor abaixar a mão apontando a direção.

    " Devo me reorganizar com o tempo...na verdade devo ter sido desperto já tarde, a questão é que nem mesmo notei que horas eram...o quão desligados estou ainda? Um problema de cada vez e volto ao normal!"

    Adentro no banheiro e já retirando minhas roupas fico a olhar para mim, não havia mais nenhum ferimento em meu peito e minha pele branca já demonstrava sinais de minhas veias negras a mostra, era um bom sinal, menos pelo braço danificado. Adentro sentindo a água escorrer por meu corpo como uma massagem global em meu corpo, mas após lavar a cabeça a retiro de baixo da água, pois me sentia sufocado ainda em saber que estava rodeado por água. fecho os olhos de forma calma me acalmando e deixando a água escorrer pelo meu pescoço e o restante de meu corpo me causando alivio.

    Havia entrado em um estado completamente relaxante, deixava minha mente completamente livre de qualquer pensamento. Era como acordar, só que mais alerta ao sair daquele estado. Me seco de forma cuidadosa tomando extremo cuidado com meu braço, coloco apenas as calças e fico a segurar as botas e camisas. Olho para o perfume ali e solto um leve sorriso imaginando que não estava mais a feder e o seguro com meu braço queimado voltando para a sala.

    " Não vou usar isso...apenas atrapalha e não vou para um encontro ou até mesmo sair...é bom sentir o chão firme de novo!"


    Voltando a pequena sala olho que a mesma estava completamente deserta e me foco na porta do quarto que me foi oferecida. Eu não deveria fazer aquilo mas mesmo assim eu o fazia, no momento que me viro para o quarto meus sentidos se focavam inteiramente em minha audição tentando notar algo de diferente ali. Não era por curiosidade e sim algo que estava completa acostumado a fazer, saber o que estava a minha volta.

    Adentrando no quarto vejo que as luzes da janela já me davam um deslumbre do local por si, não acendo a luz e já começo a procurar um local para deixar o perfume e as roupas.

    " Eles devem querer privacidade para conversar um pouco. Ela esta sendo aquilo que nunca fui para ele! Não me importo com isso...na verdade esse sempre foi meu maior defeito...será que fui muito longe em minha busca? Até mesmo a postura de Vadders mudou...e eu ainda continuo o mesmo..."
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 23/4/2018, 23:39

    Era bom se sentir rejuvenescido novamente. Aquela roupa toda era demais para o momento.Logo só com as calças, você saía do banheiro.Pegando o ar mais frio da sala nas penumbras. Era bom poder sentir seus pés ao chão.Era como poder ser um caçador novamente.Ainda mais quando seus sentidos iam gradativamente se expandindo. Permitindo ver cada detalhe da penumbra, escutar um barulho de pia gotejando na cozinha, o cheiro de um gato fedido nas remediações. Era perfeito estar de volta a ativa. Da mesma forma que você estivera na floresta,mas agora no coração urbano.

    Assim você entrava naquele quarto relativamentre escuro. Nada que as luzes que entravam pela janela não impedisse de ver claramente. Letreiros lilais e laranjas pela rua traziam uma luz esmaecida para o quarto. Era então possível notar que havia duas camas no recinto.Uma delas ficava acima de um mesanino. A outra estava no centro do quarto e coberta por um lençol de seda azul claro estava a misteriosa filha do seu senhor. Ela te olhava de forma analítica e comentava de forma divertida.

    - Descalço, sem perfume e sem camisa. Não é um galã de adolescentes que temos aqui.

    Ela fazia uma curta risada e se mexia na própria cama ficando numa posição mais relaçada. Deitada, ainda toda coberta pelo lençol.Mas com as pernas descalças de fora balançando para cima enquanto ela focava em você e prosseguia falando em um tom deveras divertido da parte dela.

    - Então me pergunto quem realmente é. Pois ficarei entediada se descobrir que é apenas um caçador e nada mais. Nem preciso me esforçar para notar que suas habilidades estão acionadas...

    Ela se mostrava realmente incrível em reparar que os teus instintos estavam acionados. porém a questão ali era em ela descobrir quem você realmente era. havia uma inspeção ocorrendo e ela não se acuava com sua presença. Não hesitando de falar nenhuma palavra e sendo absolutamente franca. Não havia jogos com aquela mulher. Assim ela não se contentava com a última fala e sem te dar espaço para um resposta, já te fazia uma intensa pergunta que te deixava com o coração palpitando.

    - Você realmente foi abraçado unicamente para ser o parceiro de caça do meu pai, nada mais, nada para você?
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 24/4/2018, 12:33

    Realmente era bom poder ter aquelas sensações, minha orelha vibra a cada cota da torneira que pingava, sentindo o cheiro do gato viro para onde o mesmo estaria lá longe como se pudesse vê-lo ali diante de mim.

    Já dentro do quarto olho para o mesmo de maneira genérica me focando na cama vazia, mas volto o olhar rapidamente para a cama onde Carline estava, não que eu agisse de maneira fria, mas apenas me viro para então colocar as camisas e o perfume em cima de uma prateleira para então falar de forma normal.

    - Nunca foi meu estilo querer ser algo que não sou. Me vestir bem dentro de casa é uma besteira, só faço isso se for para algo importante.

    Era bem natural falar daquela forma para mim, mas sorria para ela de forma discreta quando me viro para começar a caminhar até minha cama, logo paro quando a mesma começa a falar novamente e fico olhando sua ação de ficar brincando com as pernas nuas.

    " Parece um filhote que busca brincar a todo tempo...ainda mais provocando os mais velhos..."


    A percepção dela era realmente boa, na verdade não esperava menos vindo de alguém escolhido por Vadders, quando abro a boca para falar algo a mesma voltava a falar e me fazia a olhar de forma mais intima, fico parado a olhando com uma expressão mais seria a primeiro momento, ficando imóvel ali por alguns instantes como um boneco morto.

    Logo viro meus olhos para então caminhar até a janela e ficar olhando para fora, as luzes eram como grandes vagalumes que brincavam como camaleões mesclando suas cores e não se camuflando e sim se dando destaques. Falo de forma calma e pensativa.

    - Ser apenas um caçador não é tão ruim assim! Nunca fui apenas um caçador...sou aquilo que sou...talvez eu busque aprender tudo que Vadders tem para ensinar e depois siga meu próprio caminho, sempre foi assim...eu o observo e aprendo com isso! Vou lhe contar algo que talvez já saiba.

    Me viro lentamente indo até a minha cama para então sentar nela, meus olhos focam o nada e deixo meus cotovelos apoiados em minhas pernas ficando curvado.

    - Carma, maldição ou simplesmente incompetência. Chame da forma que desejar, mas o metamorfo que me empalou sempre mata nossa linhagem, assim dando vez para o próximo. Foi assim com o Senhor do Senhor de Vadders, o seu Senhor e ele foi pulado para que desse a alusão de que tinha sido minha vez, ou seja, Vadders foi pulado. Fui treinado de forma intensa, creio eu pelo fato de que Vadders mesmo querendo a cabeça da criatura talvez acredite que ele ira mata-ló, mas não foi assim. Desde quando era vivo sempre fui distante e isolado dos demais, sugando aquilo que achava importante para mim e depois partindo...mas sempre rapidamente conhecendo aquilo que me era passado...


    Faço uma leve pausa enquanto meus olhos me traziam lembranças de quando era vivo, no exato momento em que deixava minha mãe para trás, na época minha justificativa era que ela não gastaria dinheiro com faculdades caras e nem mesmo me bancasse em nada, mas na verdade eu nunca liguei para o que ela queria de mim, mesmo se buscasse meu bem, fora as parceiras que tive e deixava para trás buscando liberdade. Volto meus pensamentos para o agora e olho para a garota ali deitada, minha expressão era neutra assim como minha fala.

    - Não vejo Vadders como um pai se é onde quer chegar Carline! Amigo e um bom Mentor sim, unicamente fui escolhido para ser quem iria carregar o fardo de caçar aquela coisa...realmente não me importo em ter essa alcunha. Mas irei superar Vadders e não ser mais apenas a sombra que o acompanha.
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 4/5/2018, 17:07

    Finalmente quando sua fala final chegava ela soltava um suspiro longo. Carline ficava pensativo por um tempo. Ela permanecia com o rosto serio e não se mostrava muito animada. Parava então de balançar as pernas e apenas te escutava sem planejar dizer nada.

    - Um caçador com ambição de ser um caçador melhor. Uma pena... Mas não me surpreende.

    Ela fazia um sorriso amarelo na sua direção. Estava claro que ela tinha outras expectativas sobre sua pessoa. Poderia notar até que havia um semblante meio triste por um curto segundo passando por aquela branca e delicada face da jovem. Para então ela prosseguir em um tom bastante sério.

    - Sim, eu estou ciente sobre a história de nossa linhagem. Logo me permita te atualizar. O Metamorfo chamamos agora de Hengyoukai, afinal suas origens são orientais dado a novas dicas que recebemos. Como também o fato dele estar de volta aqui na cidade depois de uma ida para Hong Kong.

    Ela deveras trazia muitas informações novas e mostrava que os dois estiveram bem ativos desde seu desaparecimento. Como também deixava claro o quão entendida ela estava da situação.

    - Alguns assassinatos recentes na cidade possuêm características únicas e meu pai foi checar o endereço de um deles para irmos lá amanhã. Nossa guerra ainda não terminou.

    Mais um suspiro ocorria enquanto ela prosseguia a falar. Os olhos dela focavam agora unicamente em você e em nada mais. Ela parecia por um instante pensar nas palavras seguintes, só que logo as soltava de forma extremamente franca no tom mais ameno dela.

    - Mas agora preciso lhe dizer algo muito importante. Eldert não é melhor que nós a dois. É por isso que ele precisa de nós, para ele poder crescer e assim todos nós juntos crescermos. Logo deixe de ser a sobra dele ou aquele que quer superá-lo. Seja Noah pela primeira vez em sua vida e descubra o que sua carne e mente realmente deseja. Se liberte da necessidade de seguir um homem que quer é crescer conosco e não nos lecionar nada.

    Carline terminava então se sentando sobre a cama para ficar a escutar que palavras você teria para com ela. Era notável com a mexida de lençóis que ela estava totalmente desnuda. Porém permanecia parcialmente coberta, com os seios quase que tampados no momento que observava você. Não aparentava haver lascividade ali. Era mais um olhar curioso que outra coisa.
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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 4/5/2018, 20:15

    Observo a jovem de maneira completamente neutra, realmente nunca me imaginei como alguém importante e nem com grandes ambições...na verdade eu tinha uma, mas não caberia coloca-lá em pauta naquele momento.

    - As vezes as coisas são mais simples do quê imaginamos! E podem nos desapontar.

    No momento seguinte mudo meu semblante ficando mais serio e realmente mantendo o foco em cada palavra que ela dizia sobre o metamorfo. Olho para meu braço queimado por alguns segundo e sinto uma leve irá surgir dentro de meu amago, os sons, cores e cheiros daquele ambiente sessavam e a unica coisa que podia sentir era o cheiro de peixe podre peculiar que vinha dele, os sons que ouvia era do mar a bater na encosta e as imagens que vinham em minha mente era de sua mascara.

    " Hengyoukai...quando se da um nome para algo como você é porquê já criou certa fama e agora é considerado uma lenta, um troféu vivo que caminha por ai! Serei eu a lhe dar um fim...minhas mãos ceifaram sua vida e retirarei esse peso de Vadders..."

    Recobro-me para o atual presente, estava com a mão queimada completamente aberta enquanto seguro meu pulso com certa força, volto a olhar para Carline ainda com uma expressão seria sem disser uma única palavra sobre meu estado. Abaixo os braços de forma calma e me mantenho mais calmo relaxando completamente o corpo e ouvindo o que ela fala.

    Rio de forma discreta após ouvir tudo que minha "irmã" havia falado virando meu rosto para o lado de forma despretensiosa, Vadders realmente nunca foi do tipo explicativo de passar as coisas ele sempre preferiu a pratica e por estar próximo eu absorvia as coisas com naturalidade.

    " O que eu realmente desejo para minha não vida?"

    Olho novamente para ela de forma confusa, fico com os olhos serrados tentando buscar uma resposta para aquela pergunta mas não conseguia encontrar dentro de mim. Me levanto de maneira natural caminhando até ela para me sentar ao seu lado ainda pensativo e digo de primeiro momento em tom brincalhão para em seguida tornando o tom mais profundo e confuso comigo mesmo.

    - Está dormindo com um estranho, deveria pelo menos usar algo por baixo...tá quase aparecendo o seu p...é...não deveria falar assim...uhm...oooo...


    Faço um sinal com a mão passando por cima do meu próprio peito sem olhar para o lado e voltar a falar.

    - Deixa pra lá. Sempre fugi das coisas que me acuavam em vida, talvez ainda o faça agindo dessa forma, realmente nunca criei tal perceptiva para meu futuro...sempre reagi ao mundo...será que sou tão apático ao ponto de não me importar com nada?
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por King Narrador em 7/5/2018, 22:20

    Carline ficava a observar a janela vendo as luzes da cidade refletidas pelo vidro enquanto a neve o manchava. Mesmo com os olhos distraídos ela parecia escutar profundamente suas palavras, fazendo mudanças faciais para cada sentença nova que você pronunciava. Assim ela ficava um pouco pensativa por um momento para começar a sorrir apenas quando você começava a reagir sem jeito para a falta de vestimenta dela. Assim ela iniciava a fala dela após uma curta risada. Fazendo um tom meio zombeteiro no início de sua fala.

    - Sempre fugiu das coisas que te acuavam em vida? Posso notar que mulher é uma dessas coisas então. Mas não vou zombar você, acho massa um cara com charme de valentão como você se expor assim e se mostrar tão confuso com o mundo e seus sentimentos, como deveria realmente estar.

    No meio da sentença dela o tom brincalhão ia embora e ela te elogiava olhando nos teus olhos. havia um sorriso sincero na face dela. Um sorriso bem simpático, talvez o sorriso que fez o teu velho senhor mudar um pouco a perspectiva que ele tinha de vida. A jovem então se arrumava na cama, deixando o lençol revelar um pouquinho mais das intimidades antes de se cobrir parcialmente antes de falar em um tom maroto.

    - E qual o problema de eu estar nua? Não foi você mesmo que disse que usar roupa é coisa para se fazer fora de casa?

    Ela dava uma curta risada e ia saindo da posição de estar sentada. Meio que se preparando para se esticar na cama. Estava tarde afinal e antes de deitar, ela puxava atrás dela uma corda na parede que fazia uma correia puxar rapidamente uma madeira bem grossa descendo pela janela e escurecendo completamente o quarto. Agora era um abrigo seguro para a noite e assim a voz da jovem voltava em um tom difícil de você descifrar. Principalmente pelo fato de haver apenas duas camas naquele quarto.

    - Bom Noah... Escolha logo a cama que vai dormir que amanhã devemos estar bem preparados. Será nossa primeira missão em trio.

    OFF: Última ação para o fim do ato.
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    Miac

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

    Mensagem por Miac em 7/5/2018, 23:44

    Faço uma leve expressão de descontentamento com a primeira pergunta dela, viro meu rosto de forma a esconder um pouco esse sentimento para então relaxar os ombros e falar em tom normal voltando minha atenção novamente para ela.

    - De fato as mulheres são meu martim...valentão eu? Apenas faço o quê tem que ser feito, nunca vi isso como valentia.

    Seus profundos e ligeiramente grande olhos verde azulado me faziam retribuir o mesmo sorriso me dado ali, talvez fosse todo aquele conjunto de ações e modo de pensar da jovem que fizeram Vadders se moldar e recriar-se como Cainita.

    No breve momento que ela se arruma na cama e os lenções lhe mostram mais partes de seu corpo nu viro meu rosto para o outro lado, ela era uma mulher bonita e sensualmente atraente, mas ainda sim tão próxima de Vadders ao ponto de me fazer relembrar meus antigos afetos que eram próximos de amigos. Meio pensativo volto a olhar para ela e falo a olhando de forma direta.

    " As coisas sempre acabavam ruins quando era conhecida de algum amigo ou colega, todos me cobravam de alguma forma, todo mundo me pedia coisas para deixar minha vida de lado e mudar...é muita coisa para absorver! Na verdade ela deve apenas estar brincando comigo...ela nunca iria me querer por ser tão moderna e filha de Vadders! Mesmo se for apenas sexo..."

    - Eu não falei toda ela...você está distorcendo o que eu disse...céus...você é uma harpia?

    Minha fala era realmente confusa, não sabia como agir naquela situação o que quebrava meus pensamentos era o som de madeira se chocando ao molde da janela para então tornar aquele lugar livre do sol. A ouvindo novamente pela primeira vez em anos solto a respiração, realmente era diferente agir tão confuso e sem saber como lidar com aquilo.

    Me aproximo dela de forma lenta e sutil repousando minha boa em seu ombro nu para então lhe dar um leve beijo na testa e depois dois leves tapas no ombro antes de me levantar e ir para minha cama.

    - Não existe escolha! Não foi você mesma que disse que tem um colchão já forrado no mezanino do seu quarto para visitas? Boa noite pequena.

    Era claro que meu tom imitava o mesmo dela ao insinuar que eu havia falado sobre estar nu em casa,me levanto de forma calma para então ir até minha cama e enfim poder me deitar e me recuperar um pouco mais.

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    Re: Ato I - Noah O. Laberge - O Acordar Ardido

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      Data/hora atual: 20/9/2018, 20:07