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Narrativas De World of Darkness Estruturadas Nas Versões de 20 Anos
 
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 Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul

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King Narrador

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MensagemAssunto: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   6/2/2018, 15:23

Primeiro Dia da Narrativa
27 de Janeiro, 2018, 19:20
Elísio, The Ritz-Carlton, Nova Orleans



Pátio do Elísio:
 

A noite havia começado a mais de uma hora já. Era um frio dia do fim de Janeiro. Estava a nevar sobre seus ombros, talvez a última neve daquele forte inverno que passara. O clima mais gélido trazia lembranças de casa, junto de uma tranquilidade acima do comum. Afinal o delicado cair da neve por entre os focos de luz das luminárias de jardim trazia a ti o encanto de notas de cravo ecoando pelo ambiente. Era como uma sinfonia de Chopin a trazer plenitude para ti que passara por um adequado despertar. Após um bom banho e uma curta caminhada, cá estava no Elísio para mais uma noite.

O clima do ambiente estava um pouco mais desbotado que o comum. A notícia da noite passada sobre a captura de um criminoso local pelo assassinato da última Primogênita Toreador fizera menos pessoas adentrarem naquele agradável refúgio sob a melodia da neve. Deixando o ambiente em um tom preto e branco não muito animador. Havia apenas alguns dos membros mais assíduos ali já presentes. A Harpia Nosferatu, uns patrícios de etnia oriental, os dois jovens Brujah e alguns Giovannis. Era raro haver menos de dez pessoas nas redondezas como era o caso, só que isso estava longe de abalar seu bom humor.

Você estava sentado em uma das mesas do pátio esterno pensando nos seus afazeres da noite. Havia o progenitor da linhagem Malkaviana da Jamaica para encontrar em um convite do mesmo a uma companhia na hora da alimentação na sala da lareira por volta das onze horas. O segundo compromisso era com o mesmo propósito, vindo da Primogênita Ventrue, este encontro para ser em um aposento dos cômodos do hotel no décimo quinto andar. Era incomum duas reuniões numa mesma noite, mais ainda sem você saber o propósito delas. Mas como está a apenas três noites do festival da Noite dos Cravos de Ébano e por volta de duas semanas do grande festival de Madri Gras, junto de uma possível execução em praça pública, muitos membros poderiam estar curiosos sobre a condução dos eventos.

Assim um estalo chegou sem nenhum aviso no meio de seu momento de profunda tranquilidade. Um gosto ferroso misturado com cinzas corria por sua boca ferozmente enquanto seus olhos viam aquela sala tragada por fogo e os corpos daqueles que ali estava. Misturado em poças de sangue e montes de cinzas assustadores. Uma visão intensa que te arrepiava, mas desaparecia por completo quando seus olhos piscavam. Como se nada tivesse acontecido, mesmo parecendo tão real. A melodia da neve prosseguia em sua cabeça e nada parecia estar fora do normal ao seu redor. Nunca antes você tivera uma visão como aquela e não era possível compreende-la, mas a lembrança desta era aterrorizante e parecia te manter paralisado por mais um tempo. Junto da estranha sensação de estar sendo observado.

Assim você ficava estático por mais um bom tempo sem perceber a chegada de Lorena. Só notava a presença dela quando ela estava bem perto e o característico perfume dela vinha com aquele gosto delicioso de morangos que salivava sua boa. O ameno sorriso da jovem rosa trazia de volta para ti a tranquilidade que você degustava minutos antes. A Harpia fazia uma simples mesura na cabeça e sentava na cadeira ao seu lado colocando os cotovelos na mesinha de vidro entre vocês enquanto começar a falar em tom bastante animado.

- Boa noite Hadri, meu querido! Viu que está nevando por toda a cidade?! Amo quando isso acontece nessa terra. Melhor época para trazer a mamãe aqui. Falando nisso, tá frio e você ainda tá me devendo aquele chocolate belga quente que tu disse que seus pais sabem fazer tão bem.

Aquela adorável jovem de origens mistas entre esta terra e a Europa sempre se mostrou muito sutil ao iniciar qualquer tipo de conversa. Só adentrando assuntos mais complexos após deixar os outros confortáveis. Ela sempre tinha algum tipo de estratégia e não deveria ser diferente nas vésperas de tantos eventos importantes. Só que Lorena era sua amiga e prosseguia com suavidade. Assim seguindo o típico ritual dela de estender as mãos para segurar uma das suas. Afinal ela sempre gostava de conversar com as pessoas que gostava segurando as mãos delas com aquele agudo e amável toque dela.

- Então, teve um bom descanso?

Lorena Edmond:
 
Legenda:
 
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Jess

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   6/2/2018, 17:14

Os começos de noites haviam se tornados serenos com a companhia de Margot, isso é claro quando a jovem francesa não resolvia atirar os sapatos recém ilustrados em minha pessoa, qual o problema de achar que frios os sapatos eram mais confortáveis e agudos? Claro que a geladeira não era o melhor lugar para conseguir isso.  

O som da neve caindo sobre o jardim me fazia suspirar de leve, havia uma sinfonia escondida por entre cada floco de neve que se abatia contra o piso, mesas, cadeiras e até mesmo cainitas. Minha mente vagava sem medo por essa sinfonia, ouvindo e distinguindo cada pequena nota do cravo invernal que despejava a neve sobre o jardim.

As notícias das noites anteriores desbotavam o jardim, a falta de presenças e os poucos corajosos ou despretensiosos que ali estavam, juntamente dos tons mais escuros não atrapalhavam um humor. Minha mente é claro se concentrava em coisas mais praticas, como os horários das reuniões marcadas e seus anfitriões.

“O Senhor Steveson é tão novo quanto eu nessas terras, já a senhorita Chéreau está a mais tempo e possui mais renome. Essa pode ser uma de minhas ultimas noites tranquilas, deveria ao menos aproveita-la.”

Recostando-me sobre o estofado grave da cadeira meu corpo relaxava, isso é claro até o gosto entorpecente invadir minha boca sem permissão, o ferro e cinzas se mesclavam ao fogo que meus olhos vislumbravam, corpos e chamas das quais até mesmo minha besta reverbava contra, porem paralisado tudo desaparecia da mesma forma que havia aparecido.

O cheiro da visão ainda invadia meus sentidos, mesmo tendo desaparecido meus músculos continuavam tensos, assim como a estranha sensação de estar sendo cheirado por alguém, algo de certa forma nada agradável e invasiva, meus olhos piscavam apenas para minha boca começar a degustar o cheiro de morangos, e a única pessoa que eu sabia cheirar a tantos morangos assim era uma.

A presença de Lorena se fazia presente mesmo antes de sua pessoa, sorrindo meus olhos a buscavam sem pressa, ainda mais que seu perfume sempre me abria o apetite de forma suave. Seu sorriso me fazia relaxar e a cadeira antes grave e quase áspera se tornava novamente confortável apesar do frio que e a neve trazia consigo.

Apreciando as palavras carinhosas de Lorena meus lábios continuavam a sorrir, o toque gentil em minha face e sua presença eram relaxantes, algo que me fazia bem de inúmeras maneiras, mas a cobrança de Lorena me fez rir de leve.

– A neve tem o costume de trazer consigo uma bela sinfonia. E sim minha querida está frio o suficiente para que uma boa chicará de chocolate quente seja uma boa companhia. Juro que irei corrigir está falha.

Aceitando de bom grado o toque suave de Lorena em minha mão, eu sorria, com calma trazia a mão da jovem rosa até meus lábios para beija-la com delicadeza, acenando de maneira positiva para a pergunta mais costumeira e intima, uma amostra de nossa amizade.

– Raros são os dias em que durmo mal, a não ser é claro quando tenho deveres em demasia. O que não se aplica a hoje por exemplo.  E você minha cara, teve um bom descanso?

Roupas Hadrien:
 
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King Narrador

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   7/2/2018, 16:18

- Então você pode considerar que estou de mal contigo até receber meu chocolate belga quente!

Eram as primeiras palavras da jovem enquanto o agudo toque dela amaciava sua pele. Ela permanecia então por toda a conversa a segurar sua mão esquerda com as duas dela. A fala dela vinha com um tom de manha bem carismático, mas escondido por um belo sorriso cativante. Sorriso este que também permanecia na face dela transferindo para você o bom humor dela. Tirando aquele incômodo de dentro de ti após aquela estranha visão macabra.

- Você é sortudo então em poder ter um bom descanso num dia com muitos afazeres. Odiaria lhe ver estressado. Eu também dormi maravilhosamente bem. Acredito que tive um lindo sonho que envolvia minha família, mas não lembro perfeitamente dos detalhes.

Lorena fazia um suspiro num azul bem forte e apaixonante enquanto olhava para o infinito. Ela sempre foi uma pessoa familiar e era por motivos como esse que a relação de vocês dois dava tão bem. Afinal você também sempre amou sua família e era comum contar histórias sobre ela para a moça na sua frente. A Harpia era também uma mãe bem coruja e era bem raro os filhos dela não estarem por perto, principalmente quando ela visitava o elísio. Hoje era uma grande exceção de fato.

- Parece que você decidiu se vestir sozinho essa noite. A Ma deixou sem fazer biquinho?

A moça fazia um sorriso maroto deixando claro que ela notara o seu estilo de vestimenta sem a aprovação da Margot. A sua vassala sempre ficava manhosa e fingindo irritação quando não escolhia a suas roupas ela mesma. Mas era bom de tempos em tempos você tomar a liberdade de escolher o que vestir ainda mais num dia com reuniões, senão a sua valete iria te prender por horas no seu closet para escolher a roupa ideal. Assim era claro que você teria de aturar muita reclamação dela assim que a encontrasse. O que poderia até ocorrer no elísio, já que ela costuma visitar as vezes.
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Jess

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   7/2/2018, 17:57

As palavras de Lorena saiam em um quase azulado e palpável, o que me faziam pensar em morangos azulados, algo estranhamente cativante, seu toque agudo e quente me fez sorrir, afinal eu estava a mais tempo dentro da sinfonia da neve e o frio começava a fazer seu trabalho em minhas mãos.

– Não fique brava, assim que as coisas se acalmarem terás sua caneca de chocolate quente. Lembraremos dos festivais bebericando um par delas o que acha?

A respondia apertando de leve as mãos que seguravam as minhas, um costume de Lorena que sempre havia admirado, mas eram poucos que tinham tal possibilidade dada pela jovem rosa ao meu lado. Seu suspiro indicava o claro amor que ela sentia por sua família, algo em comum que fomentava nossa amizade.

“Nem eu me entendo bem em noites de sonhos agitados, são sempre tão confusos.”

Mais calmo pela presença de Lorena, eu me levantava a convidando para andar, por mais que a calmaria tivesse voltado, não queria ficar naquele lugar, não depois das chamas da visão.

– Os melhores sonhos nunca são lembrados, caso o fossem deixariam de ser perfeitos.

Observando minha roupa, minhas sobrancelhas se elevavam de forma inquieta, é claro que Margot não havia escolhido minhas roupas, até mesmo porque ela demoraria demais e o tempo não estava a seu favor.

– Ela está compondo uma soneta nova, não acredito que quisesse escolher minhas roupas essa noite. Então não acho que ela vá fazer bico. É tão obvio assim que me vesti sozinho? Estou adequado?

Perguntava de maneira quase insegura, afinal Lorena tinha um gosto digno de uma rosa, algo que deveria ser levado em conta.
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King Narrador

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   10/2/2018, 01:29

O toque agudo que sintonizava com seus ouvidos como uma deliciosa melodia de verão te deixava sempre encantado em ficar a segurar as mãos daquela rosa por horas a fio. Enquanto isso Lorena escutava suas primeiras palavras e fazia uma cara manhosa digna de pena. Era nítido como ela estava a brincar, mas a forma que ela conseguia fazer um bico e por o nariz e o lábio a tremer como se estivesse a segura um choro era cativante demais. A voz dela só dava mais força para aquela curta encenação impecável.

- Mas não vai estar nevando no dia que vou tomar o chocolate... Tadinha de mim... Mas acho que vou sobreviver...

A moça então sorria após sua reação desmontando aquela brincadeira para aceitar seu convite. Assim ela se levantava e largava a mão direita da tua para poder andar ao teu lado o segudando por só uma mão. Era normal ela nunca largar, as vezes isso durava a noite toda. Claro que você não era o único vitma do carinho da mão dela, mas estava numa curta e especial lista. Lorena suspirava em azul mais uma vez quando você dava sua opinião sobre sonhos.

Vocês começavam a adentrar o hall interno que levava para as varandas superiores. Havia alguns lances de escada logo a frente, era o caminho que automaticamente vocês dois iam fazendo. A delicada rosa carismática soltava um delicioso riso com seu comentário sobre sua querida valete. Assim ela comentava em tom despreocupado enquanto vocês começavam a subir os degraus.

- Duvido Hadri! Essa noite é importante e ela vai te trucidar da forma que só a Ma sabe fazer.

Ali era dado a primeira dica sutil da Harpia. Era já muito incomum duas reuniões numa noite só. Mas agora estava certo finalmente que não havia coincidência e sim que tinha mais alguma coisa por trás. Só que todas as respostas haviam seu tempo para serem dadas e a Lorena estava naquela noite agindo de forma bem descontraída e com toda a calma do mundo. Logo era necessário seguir os passos dela, passos esses que sessavam no entrepiso do meio da escadaria. Ali a mestiça ria mais uma vez antes de começar a falar.

- Sim, é bem óbvio. Bom, deixa eu analisar isso aqui... Hum...

A mulher então largava sua mão pela primeira vez. Cruzava os braços numa posa pensativa e ficava te encarando por alguns segundos. Para então se aproximar e abotoar alguns botões de sua camisa externa e interna. Para então fazer um sorriso mais sapeca na face e voltar a segurar sua mão. Só que ali ela voltava a falar sem iniciar ainda a continuidade da caminhada de vocês. Lorena deixava claro o que ela sabia e dava pistas do que ela queria compreender ainda, assim esperava a sua resposta.

- Pronto! Agora está perfeito. A menos que você estivesse planejando uma noite de extravagâncias com o senhor Stevenson e a senhora Chéreau. Posso estar errada, mas acho que não é isso que você planeja, ou é e eu que sou ingênua demais?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   10/2/2018, 10:54

A melodia que ecoava do toque quente de Lorena, me lembrava a breve brisa de verão, era como se a própria Lorena ecoasse a verão sem esforço nenhum, era apenas sua mágica personalidade fazendo seu dever, encantar a todos sem esforço nenhum. Ainda assim, sua pequena encenação teria me feito acreditar ser o pior dos monstros, isso é claro se eu já não conhecesse bem minha querida Lorena.

– Tadinha, eu posso lhe passar a receita, mas não será tão bom se você estiver sem companhia.

De pé e a espera de Lorena, era com pesar que eu sentia o toque de nossas mãos se distanciarem, para minha felicidade ela retornava a segurar minha mão. Poucos cainitas tinham o prazer de serem segurados por Lorena e sua eterna sinfonia de verão. Andando sem pressa ou rumo exato. As palavras dela porem me alertavam que havia algo muito mais do que simples coincidência em meus deveres na noite.

“Ela sabe de alguma coisa. Talvez seja por isso que seus filhos não estão aqui.”

Coçando de leve a nuca em resposta as palavras de Lorena, um suspiro escapava de meus lábios para então responde-la.

– Ela adora fazer isso não é? As vezes acho que minha avó ri muito a minhas custas.

Parados no meio da escada eu sorria como um bom aluno a espera da avaliação de seu professor favorito, abrindo os braços eu deixava que Lorena arrumasse o que estivesse de errado, afinal evitar a famosa fúria de Margot era um exercício complicado, já as pequenas curiosidades de Lorena me faziam encara-la desconfiada.

– Deve ter sido a neve, eu costumo ficar relaxado quando aprecio a melodia que ela traz consigo. Extravagancias durante os deveres? Acredito que não combine muito comigo. Não que meus olhos estejam tampados, mas os deveres primeiro. Diga-me, seus filhos não a acompanham por conta da noite movimentada?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   17/2/2018, 14:44

- Acompanhada, por favor!

Respondia quase de imediato a Lorena sobre o tema de tomar um pouco de chocolate quente sozinha. Em seguida ela vinha a fazer uma deliciosa risada colorida bastante contagiante como só ela era capaz de fazer. Assim, quando a caminhada dava sua pausa ela tomava o tempo para se divertir arrumando cada pequeno amassado de sua roupa, trazendo um pequeno soneto com aquelas mãos a tocarem por todo o seu corpo.

Seu olhar mais desconfiado fazia a jovem lhe observar de forma marota. Era como se ela estivesse se divertindo com o próprio comentário e com a sua resposta para o mesmo. Ela voltava a segurar sua mão com as duas dela antes de largar uma e começar a te puxar novamente pelas escadas. Só que o ritmo do andar dela era bem redusido. Como se ela planejasse terminar aquela conversa antes de chegar em seu destino. O que logo fazia você reavaliar, afinal aparentava antes que vocês só estavam andando sem rumo.

- Ora... Como vou saber? São sempre os mais certinhos que aprontam mais. E como ainda não descobri seu gosto, qualquer suspeita é pouca. Ainda mais com a Chéreau sempre te observando estranho. E posso dizer o mesmo do Stevenson. Ai, como você é bobinho e ingênuo, eu tenho que tomar conta da minha rosa belga.

Um risinho mateiro podia ser escutado da moça novamente, era mais uma vez bem colorido, mas em manchas de cores bem menores.  Só que por detrás da brincadeira, algo no olhar dela te dizia que ela queria compreender um pouco mais sua opinião sobre os dois que você viria a se encontrar. Assim, sua mente ia a fundo sobre aqueles dois que você iria se reunir. O elogio no final era dito com uma voz mais meiga e um empático sorriso.

Primeiramente se tem a Rachelle Chéreau. Ela para você é um gigante mistério, afinal a mesma é herdeira do antigo Príncipe da cidade, mas só após a reorganização do principado de 2005 que tomou algum cargo na política local. Em nenhuma conversa com a patrício, temas políticos entraram em pauta inclusive, todavia ela sempre foi de certa forma próxima a você. Vindo com sempre puxar algum tipo de assunto trivial com sua pessoa. Já Amiel Stevenson sempre se portou como um político, é clara a vontade dele de ganhar algum cargo de respeito na cidade. O mesmo sempre foi um intenso observador e se portar perto dele nunca foi um dos afazeres mais confortáveis. Ainda mais com a Harpia e prole dele, Shauna Cuthbert, e a neta, Leah Ludlow, sempre em cima dele como abelhas no mel.

A caminhada devagar estava para te levar para a sacada superior logo quando as escadas terminassem, te deixando a prosseguir pensar que ela queria te levar a algum lugar de fato. Sua última pergunta era respondida em tom tranquilo pela Lorena, até um pouco orgulhoso, se analisar bem. No final ela fazia mais um suspiro totalmente azul.

- Meus pequenos estão fazendo um serviço para a Rainha. Mais tarde eles devem aparecer se não ficarem bem cansados, afinal o Oli é um perfeccionista exagerado quando quer...
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Jess

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   19/2/2018, 21:19

Se havia algo que eu amava em Lorena alem de sua sempre alegre companhia e seu perfume de morangos azuis, era sua risada colorida, poucas pessoas conseguiam realmente fazer uma risada tão genuína e colorida quanto Lorena.

Porem entender as verdadeiras intenções da jovem rosa eram sempre um desafio mental, ainda mais quando seu toque provocava uma sinfonia de arrumação em minha aparência. Seu olhar maroto e divertido me indicava muito sobre as intenções dela, mas seu toque quente me fez relaxar, era como se minha querida avó inglesa tivesse conversado pessoalmente com Lorena, algo que eu não duvidava é claro.

– As vezes fica difícil ver as coisas sob outro ponto de vista. E bem que culpa eu tenho se o trabalho vem em primeiro lugar, convenhamos tenho avós bem severas quando irritadas ou decepcionadas.

A respondia com calma, era claro agora que Lorena estava a me guiar, para onde, bem eu só saberia quando assim chegasse, um pequeno mistério que na companhia da jovem e exótica rosa se tornava divertido.

“Amiel deve esperar encontrar um meio de me faze-lo ajudar a alcançar o posto que ele tanto quer, algo que vai ser difícil. Já Rachelle... Ela foi sempre tão agradável. ”

Sorrindo diante das palavras orgulhosas e maternais de Lorena, eu me limitava a concordar com a mesma, havia carinho por seus filhos e saber que eles já começavam a servir os propósitos de seus interesses era realmente algo agradável.

– Bom caso eles cheguem cansados, posso providenciar um lugar mais reservados para vocês, não seria um incomodo. Quanto as reuniões, eu não me preocuparia com o senhor Stevenson, ele quer subir e não encontrará muita ajuda em minha pessoa, isso depende apenas dele. A senhorita Chéreau me é um mistério, mas ela sempre foi uma companhia agradável. Mesmo assim obrigado por cuidar de minha pessoa, não sei o que eu seria sem você para me ajudar com Margot.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   21/2/2018, 01:45

Lorena concordava com a cabeça quando você fazia seu comentário sobre suas avós. Falar sobre sua família sempre te alegrava e isso fazia a pequena rosa na sua frente ficar mais radiante e assim te acariciar de leve em tua mão provendo uma sonata suave e especial. Ela prosseguia te guiando após as escadas serem conquistadas e esboçava um tom de satisfeita quando você fazia seu comentário sobre os filhos dela. Assim ela lhe respondia carinhosamente.

- Agradeço pela gentileza. Mas se você não paparicasse meus pequenos assim que eles chegassem eu iria ficar de mais mal ainda com você.

A jovem fazia uma careta meio divertida no final de sua própria fala mostrando por um curto momento a própria língua para depois fazer uma curta risada. Mais uma vez era um som azulado que esta soltava. Hoje parecia um dia mais azul que o normal na presença dela inclusive. Só que em seguida ela ficava um pouco mais séria. Parando por um instante de caminhar para focar em seus olhos e dizer em tom ameno, mas com os olhos por um instante bem mais concentrados.

- To vendo que é o Stevenson que te cansa um pouco. Dê uma chance para as meninas dele pelo menos.

Ela logo sorria de forma casual e voltava a caminhar. Lorena parecia pensar um pouco, como se estivesse analisando algo após aquele momento. Assim, instantes depois ela soltava um pequeno suspiro e comentava em tom meigo assim que vocês adentravam a bela sala do andar superior. Este cômodo tinha como sacada uma vista para a varanda onde vocês estavam anteriormente no andar inferior.

- Tadinha da Rachelle... Só faça uma boa companhia para ela então.

Sala Superior:
 

Seu último comentário agradecendo ela a fazia te olhar de forma mais divertida. Era interessante como aquela jovem conseguia de forma tão sutil fazer expressões tão marcantes em sua face, todas num estilo meigo e feliz, mas cada uma com seu próprio e único significado. Nem sempre era possível compreender o que se passava na cabeça dela, como por exemplo na última misteriosa fala dela. Só que agora a mestiça falava em tom divertido, mesmo lhe fazendo uma ameaça que trazia um pequeno calafrio.

- Não há de quê, seria triste não vir para o Elísio sem te ver. Mas trate de arranjar meu chocolate no próximo dia com neve ou te tranco num quarto com a Ma logo depois de contar para ela tudo que você apronta pelas costas dela.

As últimas passadas da rosa Harpia te levava para o meio daquela sala, dando apenas mais um tempo para sua resposta antes de realmente chegar ali. Assim, você ganhava uma visão melhor da sacada na sua frente e podia notar uma pessoa debruçada ali a olhar para baixo. Rapidamente reconhecia que era a rainha em pessoa ali. Ivonne notava a presença de vocês em seguida e se virava em um tom não de surpresa. Claro que para você era um pouco incomum a ver a andar pelos andares inferiores do Elísio, mas nada de fato fora do normal.

A Malkaviana estava com uma roupa social suave como ela costumava usar quando não estava a trabalhar, o que no começo era visto por você como estranho, mas com o tempo já tinha se acostumado. Assim a Lorena fazia uma mesura silenciosa e a própria Rainha fazia outra em troca, para em seguida começar a falar de forma pausada, delicada e estranhamente nada formal.

- Boa noite meus amados. Obrigada minha Loreninha.

Yvonne Bittencourt Carter:
 
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   21/2/2018, 10:36

A azulada rosa que trazia consigo uma gama interminável de azuis e alegria me fazia rir com seu comentário sobre seus filhos, ambos amávamos nossas famílias, e fazíamos delas nossos mais sagrados refúgios, algo que admirava em Lorena.

– Prometo que irei trata-los como verdadeiros príncipes, não quero ver você de mal comigo.

A respondia com calma e delicadeza, seu mostrar de língua e a pequena risada tão azulada quanto seu perfume me fez balançar a cabeça de forma brincalhona, afinal se uma coisa que eu conhecia de Lorena eram suas intermináveis brincadeiras e facetas. Mas seus olhos mais sérios me deixavam pensativos e de certa forma cauteloso, era raro encontrar esse olhar em Lorena.

“Ela tem razão, deveria ser mais paciente com o senhor Amiel, suas filhas são agradáveis quando assim desejam.”

Ainda pensativo ao voltar a andar com Lorena, um suspiro calmo escapava de meus lábios ao ouvir de Rachelle, com toda a certeza ela era agradável e bela, embora eu não entendesse bem o porquê de ter chamado sua atenção.

– Irei sim cuidar para que ela tenha uma boa noite, é o mínimo que posso fazer por ela, além de gostar de sua companhia.

Chegar no destino que Lorena tanto queria me fez olha-la com curiosidade, suas ameaças eram realmente pesadas o que me faziam acreditar serem reais, afinal a fúria de Margot era incansável quando aquela pequena francesa assim desejava.

– Prometo que irei lhe dar a maior caneca de chocolate quente que você já tomou. Só não seja má, por favor.

A presença da rainha fez com que minha postura relaxada mudasse completamente, mesmo que ela estivesse com roupas mais casuais do que costumava usar para trabalhar ainda assim era a rainha de Nova Orleans e merecia respeito.

Executando uma mensura suave e educada eu a saudava achando curioso a informalidade do encontro, assim como a clara ideia de que Lorena havia ido me buscar para aquele encontro.

– Boa noite Majestade, eu posso ajuda-la em algo?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   25/2/2018, 18:27

Lorena sorria azuladamente mais uma vez com sua primeira fala. Na segunda ela se mostrava mais atenta e então soltava um sorriso maroto para comentar em um tom quase inaudível. Era como se ela falasse embrulhado por alguns instantes. Talvez outras pessoas ali não compreendessem o que ela estava de fato a dizer, mas de alguma forma sua mente compreendia aquelas palavras de forma bem coesa.

- Segunda vez no mesmo minuto que você diz gostar da companhia dela. Naaada suspeito. Apenas seja espertinho e não guarde o segredo comigo, tá?

A jovem fazia um sorriso divertido em seguida. Mais uma vez mostrando a língua para fora. Assim vocês finalmente se aproximavam da Rainha. Lorena parecia ficar pensativa por um momento. Mas em seguida ela se virava para Yvonne e te deixando surpreso, fazia um pequeno bico meigo na face antes de começar a falar com pouquíssima formalidade na voz.

- Ain Ivy! Já vai roubar ele de mim? Tá, tudo bem! Acho que já falei o que precisava por hora. Vou ficar ali na frente nos sofás lendo um pouco caso queria essa rosinha chata para incomodar o fim da sua noite. Com sua liçença Rainha.

Após aquelas palavras, a rainha apenas sorria delicadamente para ela. esta concordava com sua cabeça para finalmente largar a sua mão. Mas não sem antes dar um morno beijo em sua bochecha e um delicioso risinho colorido antes de se direcionar para um dos sofás do aposento ao qual já tinha um livro colocado em cima do mesmo. No meio da ação de retirada era a própria rainha que se despedia em um tom tão amoroso quanto.

- Não se preocupe pequena, juro que é só essa noite. Até mais...

Com aquela singela despedida, a pequena rosa já sentava no sofá abria aquele livro para focar unicamente no mesmo. Mas não sem antes olhar mais uma vez para você, com um olhar que era indecifrável, todavia acompanhado de um meigo sorriso. Assim a cena mudava de perspectiva com a Rainha a começar a andar pela sala e fazer um gesto com a mão na esperança que você a seguisse de perto. O seu paladar logo era tragado por um sabor francês, provavelmente fragrâncias de flores europeias corriam por sua boca agora. O convite dela vinha em um tom ainda bastante educado e bem meigo. Tão delicado que até deixava você um pouco desorientado, dado a falta de etiqueta da mesma. A conversa ocorria em um francês informal.

- Apenas me acompanhe Hadrien. Hummm... Posso te chamar de Hadri em momentos não oficiais?

Após sua resposta, ela prosseguia a andar satisfeita. O caminho que vocês faziam era basicamente andar pelas salas que davam vista para a varanda do andar inferior, ou seja, praticamente andar em círculo naquele andar. passando de sala de estar em sala de estar. Todas com mobilhas bem parecidas e de seu total conhecimento. era um ambiente que você passava a maior parte do tempo e se sentia totalmente a vontade ali. mesmo do lado da presença daquela poderosa e misteriosa mulher de sua família. Após um minuto de caminhada ela finalmente parava para sentar em um sofá de três lugares com uma poltrona ao lado. Assim, a anciã olhava nos seus olhos simpaticamente e começava a falar em tom brando e bem direto.

- Bom, não precisa mesurar suas palavras agora. Estive sempre curiosa para saber a opinião do outro lado de nossa família. Então diga-me, o que você acha, sinceramente, sobre essa cidade?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   25/2/2018, 20:43

O sorriso azul de Lorena me deixava satisfeito, afinal ver a bela e exótica rosa feliz trazia sempre bons resultados, um detalhe que não havia passado despercebido em nossa convivência e em meus dias de folgas. Já o pequeno embrulho em sua voz e as palavras dirigidas a meus ouvidos me faziam rir.

– Seria menos suspeito se você não me forçasse a te responder! Prometo que irei tentar, afinal você contaria de qualquer forma.

Comentava ao apertar de leve o nariz de Lorena, uma brincadeira que sempre fazia com a mesma, quando suas perguntas se tornavam impertinentes demais. Esperando pela resposta da Rainha, era com curiosidade que eu observava as reações de Lorena, sorrindo de leve para a mesma diante de tamanha informalidade ali apresentada.

“Elas devem ter uma boa amizade. O que a rainha realmente quer? Afinal elas estavam claramente planejando esse pequeno encontro, não?”

Concordando com um breve aceno diante do convite da rainha, eu me aproximava apenas para sorrir de maneira educada ao ouvir a pequena pergunta.

– Seria um prazer que você me tratasse assim minha senhora.

O gosto floral que vinha com a companhia da rainha me fazia sentir falta dos morangos azulados de Lorena, porem aquele encontro não me parecia o fruto do mero acaso, oque significava estar implicado com minha pessoa.

Oferecendo o braço de maneira educada, eu deixava que Yvonne me guiasse, conhecer cada pequeno ambiente daquele andar retirava a ideia de surpresa, mas ela teimava em persistir diante da presença da rainha, sem pressa ou questionamentos eu esperava pelo início da conversa.

Sentando-me na poltrona ao lado do sofá ocupado por Yvonne, meus olhos se prendiam em sua pessoa ao ouvir sua pergunta, mais direta do que eu imaginaria a primeira instancia havia certa surpresa em meus olhos diante de sua pergunta.

– Digamos que é difícil não mensurar minhas palavras, mas serei o mais franco possível. Não estive em outras cidades do novo mundo para comparar com Nova Orleans, gosto daqui a mistura de influencias não se compara a nenhum outro lugar que já estive, só não gosto do calor, não consigo lidar muito bem com os graves que ele trás.

Cruzando as pernas para me apoiar na que ficasse por cima do joelho eu sorria com franqueza, não era novidade que eu amava o frio, ainda mais se comparado ao bom e velho frio de minha terra natal.

– Seria falta de educação questionar do porquê desta pergunta senhora?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   4/3/2018, 04:59

Lorena fazia uma careta divertida ao ter o nariz apertado. Ela parecia estar animada com o rumo que a conversa levou. Seja lá o que ela queria, aparentemente ela achava que tinha conseguido. Afinal enquanto ela se retirava, a moça quase parecia saltitar para só depois sentar no sofá na frente de um livro de decorações que ela começava a ler. Deixando a cena aberta, a Rainha começava a caminha contigo até o lugar ao qual vocês sentavam. Ela parecia observar cautelosamente a sua ação de sentar na poltrona que ficava exatamente na frente dela.

Assim que o questionamento dela terminava, Ivy ficava apenas te observando de forma bastante intensa. Mas mesmo com aqueles fortes olhos azuis te analisando, não lhe trazia uma sensação invasiva. Ela mexia pouco o tronco e cruzando as pernas enquanto você ia respondendo a pergunta dela. Mas na sua última fala ela lentamente levantava a sobrancelha, para em seguida lhe responder com um amável sorriso. Assim ela lhe se pronunciava de imediato, agora com um tom bem mais casual.

- Entendo... Entendo... Então o calor é muito grave para você. Não posso questionar essa afirmação. Gosto do exótico de ter uma cidade com charme europeu no meio desse mundo tão diferente, só que mesmo assim, quando o verão chega é sempre cansativo. Felizmente temos dias agudos como hoje...

A última fraze dela vinha com um sorriso marcante na face dela. Assim ela se espreguiçava de leve e suspirava. Para em seguida, para sua surpresa, ela começar a tirar a botina ficando descalça. Entrando numa posição bem mais relaxada, encostando mais a vontade as costas contra o sofá. Deixando ainda a sua última pergunta vagar por um pequeno instante. Até ela olhar para você de forma cativante e começar a falar num tom mais divertido.

- Hadri... Deixa de ser tão formal! Logo senta aqui do meu lado ou vou colocar meus pés em cima do seu colo! Afinal você sentou na poltrona que uso para esticar minhas pernas!

Ela dava assim uma curta risada se mostrando totalmente a vontade com a sua presença. Tirando o ar de dúvidas que te carregava. Ela apenas esperava a sua reação final sobre a escolha que ela tinha dado. Mas sem esperar muito, a mesma esticava as pernas contra a poltrona, deixando os pés relaxados ali. Para então finalmente responder a sua pergunta em um tom bastante educado e ao mesmo tempo dando um ar de confissão.

- Não, não seria... Na verdade é bem simples. Nunca tivemos tempo de nos conhecer, você é meu primo e quase nada sei de ti. Infelizmente eu não sou lá muito boa com conversas casuais e costumo ligar meu modo inquisitório sem querer.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   4/3/2018, 12:05

Rindo de leve com a reação alegre de Lorena, meus olhos a observavam com curiosidade, ao que parecia ela havia conseguido algo de minha pessoa e isso era um motivo especial para deixa-la feliz.

“Será? Ela parece animada demais com isso. No mínimo deve saber de algo mais.”

Ainda com meus pensamentos em Lorena e seu pequeno comentário sobre a figura de Rachelle, eu seguia a caminhar na companhia de Yvonne, o caminho tranquilo até o sofá e poltronas em que nos sentávamos, os olhos azulados da rainha não me estudavam de maneira incomoda, e eu não fazia questão de esconder nada diante desta, sua pequena reação diante de minha fala me fez sorrir ao concordar com a mesma.

– Sim, a neve traz consigo uma sinfonia que não consigo resistir. O que é péssimo para minhas roupas, já que relaxado eu costumo amassa-las um pouco.

As ações mais relaxadas de Yvonne me faziam estuda-la com interesse, claramente estávamos em um encontro informal, algo de certa forma curioso já que pertencíamos a mesma linhagem de filhos da lua. Rindo de maneira suave diante de seu comentário, eu batia de leve em meus joelhos indicando que não haveria problemas em receber seus pés em meu colo.

– Não senhorita, eles me parecem cansados, um pouco de atenção não faria mal.

Com delicadeza eu os recebia entre minhas mãos para massagea-los com suavidade, procurando por pequenas tensões que pudessem trazer algum conforto a Yvonne, ouvindo suas palavras com atenção era inevitável sorrir com carinho e concordar com a mesma.

– Uma falha nossa. Devo pedir desculpas por isso, eu queria me certificar que estava fazendo um bom trabalho e acabei por me focar demais nisso. Não se preocupe, saberei lidar com seu modo inquisitório, minhas duas avós são bem inquisitórias quando querem e ao que parece sempre querem ser.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   9/3/2018, 21:53

A rainha analisa profundamente sua feição quando reagia ao pedido dela. Sua escolha em não se levantar de certa forma a pegava de surpresa. Só que parecia ser bom, afinal a mesma fazia um desenho alegre na face enquanto ia esticando os pés para depositar sobre o seu colo. Enquanto isso ela prestava ainda bastante atenção em suas palavras. Só respondia quando finalmente depositava os pés em seu colo e ali ela relaxava ainda mais no sofá. De leve olhando para o teto enquanto começava a te responder.

- Suas vós aparentam ser do tipo que gostam de questionar mesmo. Amaria conhecê-las, principalmente a sua avó materna. Infelizmente não sei se poderia chamá-la de tia, afinal pouco sei sobre ela. A recíproca pode ser verdadeira. Logo me permita pelo menos te iluminar um pouco.

Ela parecia um pouco desanimada ao comentar sobre a sua avó materna. Mas isso era um detalhe que quase passava desapercebido pela face dela. Os pés dela enquanto isso já se entregavam para suas mãos. Trazendo um som suave extremamente afinado como uma pequena canção romântica e calorosa em notas pausadas. Assim sua massagem ia prosseguindo, com aqueles olhos meigos, porém bem observadores ainda lhe observando. Até a fala da rainha regressar e ligeiramente te pegar um pouco de surpresa.

- Nasci na nobreza francesa e fui levada para Escócia em meados do século XVII para me casar com um nobre local. Um homem complicado, mas serviu de bom alimento assim que meu Senhor me aceitou como prole. Muito benevolente, ainda me permitiu abraçar minha própria irmã. Eu fui um pouco precipitada fazendo isso ainda na adolescência dela, felizmente ela me perdoa. Bom, os anos se passaram e a vida no Novo Mundo soou mais empolgante, nos fazendo vir a viver nesta bela cidade. O resto da história é conhecimento público.

Havia ali deveras muitos detalhes que você sequer ousara em saber. Mesmo assim a história dela foi estrategicamente contada, ao ponto que havia ainda muito mistério por trás de cada passagem. mesmo assim ela se mostrava ligeiramente exposta. Felizmente não havia ninguém a uma grande distância de vocês. Seia coincidência? Ivy esperava sua reação com um tom curioso na face para então lhe responder com um sorriso na face. Mais uma vez voltando para aquele modo inquisitório, só que de forma muito mais meiga agora.

- Agora que eu já falei bastante de minha pessoa, sua vez. Para começar me diga Hadri um pouco de sobre seu acervo musical. mas também adoraria saber uma coisa agora que fiquei curiosa. Como é a música dos meus pés?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   12/3/2018, 11:07

O sorriso surpreso de Yvonne me deixava feliz, afinal fazíamos parte da mesma linhagem e ela parecia disposta a conversar comigo, mesmo que isso tivesse outras intenções não havia mal em estar um pouco fora de meu papel como aprendiz de zelador.

Ouvindo com atenção as palavras de minha prima, eu sorria com calma enquanto minhas mãos tratavam de procurar qualquer ponto tencionado na sola de seus pés, concordando de leve com seu ponto eu comentava com delicadeza e suavidade.

– Acho que é um mal comum entre os de nossa natureza, irmãos se separam e as linhagens mantem pouco contato, ainda assim imagino que ela lhe considere como uma sobrinha exemplar, caso contrário não teria me dado permissão para estar a lhe servir, mesmo que por momentaneamente.

Sem medo de ser observado, meus olhos se concentravam na tarefa que me propunha a executar, já que era preciso de certo cuidado para não fazer cócegas em uma área tão sensível quanto os pés. A nova fala de Yvonne me surpreendeu, o que aumentou meu sorriso sem preocupação, mas é claro que o detalhe de estarmos a sós e protegidos de possíveis ouvidos curiosos não passava despercebido.

“Lorena e ela tramaram isso... O que ela realmente quer? Ou é só uma preocupação? ”

Rindo ao ser questionado sobre os sons dos pés que eu segurava, colocando meus pensamentos em ordem eu refletia sobre a pergunta e a história ali contadas e feitas, era claro que muitos detalhes haviam sido preservados e de que Yvonne o fizera conscientemente, porém isso não me incomodava, ao contrário me deixava satisfeito, saber demais as vezes era um fardo desconfortante, e saber demais sobre a vida da regente da cidade poderia ser perigoso para ambos.

– Não são notas soltas, seus pés são melodiosos e suaves, trazem consigo uma música quase romântica, mas pausada e bem afinada. Gosto do que ouço neles, ao contrário dos meus pés, eles são agudos e destoantes, não importa quanto eu os esfrie sempre estão fora do ritmo.

Respondia ao trocar pela primeira vez a massagem para o pé esquerdo, para continuar a falar com calma.

– Margot vive a implicar comigo sobre isso, mas ela tem mãos e pés sinfônicos, ela não entende meu pequeno drama, o que é bom porque me faz ter motivação para tentar afina-los.

Fazendo uma breve careta de cansaço sobre o incomodo que eram meus pés desafinados, eu ria baixinho antes de suspirar e responder a primeira pergunta de Yvonne.

– Posso dizer que domino bem o piano e o cravo, conheço algumas composições de Beethoven, Chopin e Mozart, embora prefira tocar as composições Shumann, porem agora esteja tocando as composições da Margot, ela fica meio ciumenta com seu trabalho quando está compondo, ainda mais quando compõe para o cravo. Sinceramente não estou disposto a ter meus dedos arrancados, então estou fazendo o possível para agrada-la, pelo menos até a noite dos cravos.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   19/3/2018, 00:44

Eram as curtas palavras delicadas que Yvonne colocava sobre sua avó. parecia haver um tipo de curiosidade e receio na face dela. O que mostrava inclusive como a mulher na sua frente não estava tentando esconder as próprias emoções. Havia um sentimento de exposição ali.

- Acredito que sim. Apenas gostaria um dia poder conhecê-la. Infelizmente não temos tempo para encontro familiares.

A rainha começava a sorrir com suas delicadas palavras sobre o pé dela. A qual a deixava mais relaxada e fazer uma curta risadinha após o fim de seu comentário. Claramente ela ficava mais animada com o rumo daquela conversa.

- Uau! Lindo sabe que eu possuo melodias tãos especiais nas pontas do meu corpo. Uma pena que você não sinta o mesmo consigo mesmo. Talvez praticar sua música com uma bacia de água quente nos seus pés seja uma boa terapia...

Ela terminava a fala dela de forma pensativa e então começava a escutar suas palavras sobre a tua especialização musical. Ali o olhar dela se mostrava bem mais analítico, deixando claro que aquela pergunta não era mais apenas uma conversa trivial.

- Você de fato se mostra bem conhecedor do cravo. Isso é mais que excelente.Aqui gostamos bastante de Claude Debussy, mas os clássicos são a base para qualquer melodia. Como também fico curiosa sobre as composições de Margot...

Ela terminava a fala dela novamente de forma um pouco pensativa. Só que em seguida balançava a própria cabeça. Assim tirando os pés de eu colo e se ajeitando no sofá. Ela suspirava de leve e sorria brevemente antes de prosseguir falando.

- Bom, chega de meias palavras. Não gosto de jogar assim, muito menos com família.

Ela dava uma curta pausa para por seus pés para cima do sofá e cruzar as pernas. Levando as duas mãos para sua frente e tocando cada dedo com o outro dela da outra mão. assim ela prosseguia.

-Como você já sabe Hadrien, Marie Kipiani é a pianista que faz os espetáculos da Noite dos Cravos de Ébano todos os anos. Ela é a antiga vassala da falecida Lisette e é amiga basicamente de todos os membros do meu Principado. O que me leva a sérias complicações.

De fato você já conhecera essa maravilhosa moça. A melhor pianista que você já vira em toda sua vida. Essa mulher claramente era mais velha que você e tinha origens nos Cáucasos. Vivera sobre tutela da Senhora por um tempo na frança antes de vir com ela para essa terra. Agora ultimamente ela preenche o vazio do coração dela sem Lisette fazendo incontáveis amizades. Até você já tivera longas conversas triviais ou sobre cravo para com ela.

- Basicamente três membros da cidade querem abraçá-la. Não qualquer três, o Primogênito Toreador, e as Primogênitas Ventrue e Nosferatu. A jovem é muito indecisa e nunca se mostrou confiante em fazer uma escolha sozinha. O que faz essas três grandes figuras da cidade brigarem entre si. Para evitar isso eu criei a desculpa que só seria permitido o abraço da jovem após o crime sobre a Senhora antiga dela ser finalmente finalizado.

Aquela notícia não era completamente surpreendente. O herdeiro de Lisette, Michel Lafaiete, sempre deixara claro seus desejos em abraçá-la. Mesmo com outros membros do clã criticando a atitude de abraçar uma artista ou tê-la com um sangue tão baixo. A Nosferatus Martina López sempre foi uma fanática pela arte ao ponto de você tê-la confundido com uma rosa nos primeiros dias que a conheceu. A maior surpresa da notícia residia na Rachelle Chéreau. Aquela Patrício tem motivações estranhas e nada sobre ela parecia fazer sentido para ti. Afinal ela poderia agora ser a Rainha e nunca tentou tal ato. Mas agora tenta ter uma prole bem específica.

- A questão é que esse dia finalmente chegou. Mas chegou a poucas noites antes do festival e eu não estava preparada. Logo eu não posso permitir que Marie se apresente ou senão haverá um enorme conflito e o festival será arruinado. Ai entra você...

Yvonne ia lentamente explicando a situação delicadamente. Dando várias pausas para você poder pensar e refletir sobre o nome de cada Primogênito. Estava claro que não era apenas música que ela queria de ti. Mas isso de fato fazia parte do desejo dela. Assim ela parava e ficava a te observar esperando sua reação. Ela sorria de leve numa tentativa de mostrar que não estava impondo nada, era apenas um pedido familiar.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   19/3/2018, 10:26

As reações de Yvonne diante da perspectiva de Lady Parr me deixavam pensativo, afinal éramos da mesma linhagem e de certa forma minha querida avó se preocupava com os filhos do irmão, mesmo assim soava interessante ver que a rainha de Nova Orleans não estava a jogar comigo, pelo menos não ainda.

– Imagino que ela também gostaria de conhece-la, infelizmente ela é uma mulher muito ocupada para agendar visitas, um mal do cargo acredito eu.

O sorriso aberto diante de minhas palavras sobre as notas alcançadas por seus pés, me fez abrir um sorriso calmo em resposta, ouvindo suas palavras sobre banhar meus próprios em agua quente era inevitável avaliar a pequena dica, afinal ouvir o desafino deles era constrangedor.

– Ainda não tinha pensado nisso, irei tentar banha-los mais vezes em agua quente, se funcionar serás a primeira a saber. Ou Lorena é claro.

Discursar sobre minhas preferências musicais era sempre um ato curioso, os clássicos sempre ganhariam minha atenção devido a sua complexidade e a facilidade de como eles tendiam a agradar a todos sem restrições, sorrindo diante das palavras de Yvonne eu concordava com um breve aceno, já que Margot amava compor e muitas vezes entrava naquelas expirais eternas de criatividade.

Soltando os pés de Yvonne para então me encostar confortavelmente na poltrona, ainda sorrindo eu escutava com atenção as palavras da rainha, uma pequena centelha que brilhava na figura de Yvonne.

“Então ela tinha segundas intenções, se revelaram mais rápido do que eu poderia esperar.”

Cruzando uma de minhas pernas era com calma que minha mente trabalhava aquelas informações, o mais curioso era claro o encontro com a figura de Rachelle ainda nesta noite. Suspirando sem ao menos perceber que realmente fazia isso, minha mão direita coçava de leve minha nuca, havia um certo tom de urgência em Yvonne, mesmo que ela tentasse não transparece-lo a situação por si só era complexa, coisa que podia muito bem se transformar em uma briga de egos mais rápido do que controlada.

– A senhorita Marie sente muita falta de sua antiga senhora, uma pena que tal fatalidade tenha acontecido com ela. Serei sincero em dizer que não posso tomar partido em influenciar a jovem a escolher quem será seu senhor, essa é uma escolha pessoal e delicada. Embora eu acredite que tanto a senhorita Rachelle como a senhorita Martina seriam boas senhoras, isso evitaria certas represálias das rosas.

Esticando e fechando os dedos de minhas mãos eu sorria ao ver a bela melodia que dali saia sem interrupção, ao contrário de meus pés, elas eram afinadas e argutas como poucas coisas que já pudera observar.

– Se houver algum cronograma do que deve ser tocado, eu ficaria feliz de recebe-lo. No mais eu adoraria ajuda-la nessa pequena contenda.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   25/3/2018, 16:05

A Rainha olhava bem centradamente em teus olhos enquanto você opinava sobre o assunto que ela havia acabado de expor. A mesma se mostrava bem interessada com a sua opinião e ficava em silêncio serenamente contemplando o que era dito. Os olhos dela mudavam de foco por um segundo como você falava sobre achar que o abraço pelas rosas seria o menos lucrativo. Ela então permanecia com um semblante pensativo por mais uns instantes. Para então levar suas duas mãos aos cabelos e se espreguiçar antes de te responder de forma aparentemente bem sincera.

- Faz certo em não tomar partido. Eu atua da mesma forma. Mas acho interessante a tua opinião sobre o assunto. Felizmente você não precisará ser tragado por essa briga cansativa como eu sou, apenas terá o espaço para colorir a sua arte.

Com o fim daquela fala uma luz cinza piscava vindo do bolso de Yvonne. Era um tipo de luz que não existia no mundo vinte anos atrás, chegava a ser exótico descrever aquela iluminação mecânica. A rainha então reagia a pegar o celular do bolso e ficar a ler alguma mensagem. Ela parecia rapidamente se sentir um pouco afobada. Mas em seguida guardava o aparelho e sorria na sua direção. Então ela descruzava os próprios pés e ia de encontro com seus calçados largados logo abaixo do sofá. Ela pegava ali os dois e começava rapidamente a colocá-los em seus pés.

- Certo... Bom. Vamos? Eu gostaria de escutar um pouco do seu cravo.

Ela se levantava quase que com um salto e oferecia rapidamente a mão para você conduzi-la. Porém era ela que guiava os passos. Os quais iam em um ritmo mediano em direção do elevador central do prédio. Deixando toda a sala para trás e entrando naquele cubo extremamente bem decorado, mais decorado que qualquer outro daquele elísio. Era revestido de tapeçaria vermelha e roxa nas paredes e um carpete belíssimo com desenhos persas. Toda a parte metálica era coberta de ouro e isto te deixava suavemente surpreso. O motivo era simples, o elevador ia unicamente para o último andar e ao Yvonne apertar o botão para subir, as portas se fechavam.

Um curto instante de silêncio ocorria. Mas a rainha começava a acariciar a sua mão de leve de forma encabulada a olhar para baixo. Assim ela começava a falar. Estava nítido ali que por mais que houvessem muitos jogos ao redor daquela mulher, naquele momento não haviam nenhum. Era apenas a sua prima ali, despida totalmente em termo de barreiras. Te deixando extremamente surpreso em como ela conseguia se abrir tanto de forma tão rápida.

- Sabe, ainda sinto que nossa relação está formal demais para a família que eu gostaria que nós fossemos. Eu odeio parecer mandona com meus parentes, foram tantas brigas no passado com minha irmã. É dificil para mim... Meu Senhor nunca fez o papel de pai para mim. É como um vazio...
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   27/3/2018, 23:28

Ser estudado por Yvonne não me era em nada desconfortável, afinal eu apenas estava dando uma opinião sobre um assunto que não tinha total domínio ou poder, meu serviço é claro não seria mudado por este, embora algumas celebrações pudessem ocorrer pelo lado vitorioso daquele pequeno impasse.

– Eu não poderia tomar partido mesmo que quisesse, esta é uma escolha que deve partir dela, já que sua senhora não está mais entre nós. Fico imensamente grato pela oportunidade de poder colorir um pouco de minha arte. Margot deve querer te agradecer pessoalmente quando descobrir. Isso se ela não tentar arrancar minhas orelhas por avisa-la tão em cima da hora é claro.

Observando a pequena luz cinzenta escapar dos bolsos de Yvonne, eu sorria com calma diante de seu ato de pegar o celular, a pequena alegria porem me deixava curioso sobre a figura de minha prima, ela por si só era uma mulher claramente poderosa e só isso era motivo para respeita-la.

“Não acho que ela queira ganhar algo em cima de minha pessoa, mas ainda assim será bom tocar no festival, ao menos uma vez.”

Quase rindo diante de sua ação de se levantar rápido e me puxar, era com carinho que meus braços se entrelaçavam ao de Yvonne, sendo conduzido por esta era com curiosidade que observava o caminho escolhido, afinal aquele era o elevador privativo da rainha.

Meus olhos se voltavam para sua figura ali aberta, nunca reclamará da sorte de ter dois senhores atenciosos e amorosos, por vezes isso me fazia esquecer das saudades de meus verdadeiros pais e minhas queridas irmãs, ou que outros cainitas não tinham a mesma sorte.

Beijando o alto da cabeça de Yvonne, era com delicadeza que eu usava minha mão para alisar de leve seus cabelos.

– Não se preocupe, você não me parece mandona, mas preocupada me parece e bastante. Todos temos vazios querida, a você coube a figura do pai ausente, a minha está em minhas irmãs perdidas na guerra. Vamos, me deixe tocar algo para lhe agradar.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   1/4/2018, 23:47

- Farei questão de convidar eu mesma a Senhorita Margot. Acredito que isso a deixará bastante satisfeita.

Era a última palavra que a Rainha lhe dizia antes de te guiar até o elevador. Havia um sorriso suave na face dela enquanto a mesma ia te guiando. Para então ela entrar naquele modo de profunda sinceridade quando as portas do elevador finalmente se fechavam. Ela olhava para você com um sorriso meiogo na face depois de sua resposta. Assim concordava e comentava em um tom mais alegre assim que as portas se abriam.

- Obrigada. Uma boa canção me fará muito bem. Vamos então até minha pequena sala de reuniões.

Ali vocês entravam finalmente no hall dos aposentos dela. O lugar era uma mistura bem forte de um ambiente privado como de um aposento de reuniões poderoso da corte local. Claramente você já estivera ali, mas adentrara o lugar pela porta da direita que levava direto para um salão amplo de reuniões. Era um lugar refinado e típico em um Principado de uma Torre forte e bem estruturada. havia sempre uma porta no fundo que a sua prima usava para adentrar a sala.

Todavia seu caminho agora na entrada daquele andar era outro.Vocês dois pegavam o corredor da esquerda que passava claramente por aposentos bem privados. Para sua surpresa passando inclusive pela frente do quarto de Yvonne. Este quarto estava com as portas escancaradas revelando no fundo a própria cama da rainha. Para sua surpresa havia várias pétalas de rosa ali solta. O que lhe deixava perplexo, mas a mulher ao seu lado também. A fazendo rapidamente largar sua mão e correr até a porta para fechá-la com um ar meio desesperador na face.

Cama de Yvonne:
 

- Diabos! Você não viu nada! Nadinha!

Ela falava no final, meio que se fazendo de barreira contra a porta já fechada do quarto dela. Estava nítido o rosto corado dela e o quanto ela se arrependera de deixar aquilo exposta. Assim Yvonne abaixava a cabeça de leve e se aproximava mais uma vez para te acompanhar até a sala que de fato ela estava querendo te levar. Era um aposento requintado numa mistura suave do moderno com o antigo. Uma confortável sala de estar. A qual vocês iam adentrando lentamente.

Cômodo da Rainha:
 

- Prontinho, cá estamos. Sinta-se em casa, afinal esse lugar é mais que um lugar de reunião do principado, é a casa da sua prima.

Ela voltava a sorrir no final da frase. Já deixando aquela face envergonhada para trás e então indo a se sentar em um dos largos sof. Era esse instrumento então que roubava toda sua atenção. Afinal havia ali uma profunda obra de arte com um cheiro que te arrepiava os cabelos. Havia um capricho naquela peça tão imaculado que fazia você se lembrar de tantas cenas lindas por vários bailes pela Europa. Um cheiro antigo que beirava algo místico, impossível comparar com outros cheiros alé daquele que apenas as mais perfeitas obras de arte poderiam oferecer. A voz da sua prima quase que não lhe era escutada nesse momento.

- Tome o tempo que desejar caso queira colorir um pouco a sala.

Cravo Real:
 
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   4/4/2018, 17:18

Sorrindo diante das palavras de Yvonne eu concordava com a mesma, era maravilhoso ver o singelo coro que escorria de Margot quando ela estava feliz, algo que sempre acontecia quando eu tocava uma de suas músicas.

– Ficara sim, pelo menos que imagino isso.

O pequeno silencio que se fazia no elevador não me era incomodo, mas o perfume floral de Yvonne enchia meus lábios com delicadeza, algo que me fazia sorrir feliz, apesar de flores não terem o melhor gosto do mundo.

Suspirando ao ver Yvonne tão meiga eu a seguia sem medo, curioso é claro já que aquele não era o caminho comum a ser tomado por convidados.

“É um voto enorme de confiança que ela me deu.”

A visão da cama juntamente da reação da rainha me faziam ferver, engolindo em seco era automático tampar o nariz com as mãos e responde-la o mais rápido possível.

– Não vi nada! Posso até arrancar o nariz se você quiser!

Respirando profundamente era coçando a nuca que terminava de seguir Yvonne até sua sala, ali todo o nervosismo se esvaia diante da bela imagem do cravo, voltando meus olhos para minha prima eu sorria feliz.

Era com calma que meus passos me guiavam até o cravo, sem sentar minhas mãos passavam pelas cordas internas, apenas atestando sua tensão, algo que costumava fazer em cada novo instrumento tocado. Satisfeito eu me sentava enfim, ali as mãos pousavam sobre o teclado esperando alguns segundos, segundos que minha mente se esvaziava por completo deixando que a música fluísse.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   8/4/2018, 23:10

Seus olhos fechavam quando teus dedos iam de encontro com as notas. Era algo tão preciso e incorporado para você que não era necessário usar seus olhos em momento algum. Assim os sons graves e agudos eram escutados pelos seus dedos. porém o belo vinha das cores no meio da escuridão. Afinal seus olhos, mesmo fechados, viam manchas de várias cores em aquarela diferentes se fundirem e se separarem de forma tão mágica a soberba. Era aquele encanto de cores que tanto te animava a tocar e fazia daquele momento um cenário de profundo prazer para você.

- Sua melodia é tão bela. Peço que não pare de forma alguma...

As palavras doce da rainha eram escutadas. Mesmo havendo algo errado no tom dela, a sua música não podia parar. Estava muito longe do final da melodia e parar no meio seria um sacrilégio. Ainda mais com sua prima lhe pedindo para não parar de forma alguma. Mas algo estranho estava de fato a ocorrer. Pois um vermelho neutro junto de um forte púrpura começava a pingar por entre suas notas. Como borrões no meio de sua visão. Eles não estragavam sua sinfonia, só que eram preocupantes.

O clímax dessas manchas ocorriam quando a porta de fundo da sala real era aberta. Assim você abria seus olhos, mas se recusando de forma alguma a parar com a melodia. Ali havia uma surpresa em seus olhos. Pois era o grandioso Jean-Michel que adentrava a sala. Primo de seu pai, prole da grande Renata de Medici. Uma das figuras mais influentes do sul da França, que agora estava ali na sua frente. Ele vestia uma roupa formal de veraneio, acompanhado por uma misteriosa jovem aos seus olhos. Ela estava com um sorriso amarelo, enquanto o homem parecia profundamente sério e fazia uma fria reverência perfeitamente sincronizada antes de começar a falar na direção da rainha, a qual se mantinha estática.

- Boa noite Rainha Carter. Venho de imediato me apresentar diante sua presença. Tanto eu, Jean-Michel Vannier, terceira prole de Renata di Medici, quanto minha primeira e única prole, Auriane D'Aboville. Assim sendo, se vossa alteza assim permitir eu gostaria de falar sobre...

A fala do homem possuia um tom mais que frio. Havia muita raiva ali dentro, porém ele não quebrava com nenhuma das regras do principado e se mostrava uma força de desafio para sua prima. Porém a voz dele parava, congelada no meio de sua própria garganta. Os olhos do homem se voltavam para você e ali ele parecia ficar congelado. Perdendo o controle da própria respiração e dando um passo hesitante para trás numa tentativa de manter o equilíbrio. Necessitando da própria prole para ajudá-lo, jovem esta que demonstrava agora profunda preocupação. Pois na sua frente estava um titã do sangue no começo de um profundo ataque de fascínio, enquanto sua aquarela prosseguia a sair do cravo.

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Jess

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   9/4/2018, 17:04

Tocar sempre havia sido um prazer, ali de olhos fechados enquanto minhas mãos singravam pelas teclas do cravo eu sorria, afinal as cores vibrantes que explodiam diante de meus olhos fechados eram as mais belas. Não importava quantas vezes eu tocasse a mesma música, as cores nunca eram as mesmas, nunca se comportavam na mesmice, por isso tocar era sempre um prazer.

“Esse é o maior presente de meus pais, sempre será um prazer tocar, porque assim posso me lembrar deles.”

Ainda distraído pelas cores a voz de Yvonne me chegava aos ouvidos, eu podia ver as pequenas cores que ecoavam diante de suas palavras, assim como aqueles dois tons distintos que começavam a circular minha melodia, algo não estava certo e pelo visto logo descobriria o porquê.

A entrada brusca se dava em meio a uma pausa da própria música, algo que me fazia olhar de relance para a porta antes de continuar a tocar, ali a figura de Jean-Michel me fazia estremecer, algo que não ecoava para meus dedos, afinal a música deveria ser encerrada com delicadeza.

Meus dedos permaneciam no trabalho, embora minha atenção estivesse voltada para a cena que transcorria, a apresentação do primo de meu pai assim como o de sua prole, era inevitável, havia raiva pairando ali, uma raiva que se desfazia diante do fascínio provocado pela música que ecoava a cada novo piscar meu.

Era com curiosidade que meus olhos se voltavam para Yvonne, ali estava claro o porquê da ordem recém recebida, e mais claro ainda as intenções escondidas naquele pequeno encontro proporcionado por Lorena no começo da noite.

“Ela não gosta de jogar? Não é o que me parece. Mas bem o que eu poderia esperar de uma das mais hábeis harpias e da Rainha. Não se chega a onde essas duas estão sem jogar, mesmo que por suas regras.”

Respirando profundamente eu voltava a me concentrar nas teclas do cravo, ali minha alma poderia gritar se assim desejasse, mas não era o que acontecia, minhas mãos continuavam seu dever com aquela maravilhosa obra, algo que meu satisfazia meu coração e acalmava meus humores.

Deixando que a música chegasse ao seu fim, minhas mãos permaneciam paradas por alguns instantes, o toque grave do mármore das teclas me fazia bem, porém eu não poderia fugir daquela noite mais agitada do que havia prometido ser. Levantando-me era com uma breve reverencia a Rainha e aos recém-chegados, eu me adiantava para ir ajudar a jovem Auriane a firmar o corpo de Jean-Michel.

– Com sua licença, deixe-me ajudar a senta-lo.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   15/4/2018, 22:27

As presas do homem surgiam e os olhos do mesmo ficavam avermelhados. Era possível sentir quase como uma onda de choque. Uma estranha sensação daquela força, pois não tinha som, cor, cheiro, gosto ou calor algum. Era algo distinto aos teus sentidos invadindo sua mente. Claramente era parte poderes sensoriais daquele ser, os quais se mostravam surpreendentes. Mas nada neste mundo iria lhe impedir de terminar sua melodia. Afinal aquela força toda não era hostil, apenas intensa.

O corpo de Jean ia amolecendo em seguida. Parecia que com o término de sua música o fascínio finalmente começava a abandoná-lo. Yvonne observava a cena totalmente estática. Mas havia um tom calmo demais na face dela. O que era totalmente oposta a reação da Auriane. A jovem parecia em total desespero tentando segurar o Senhor dela, o qual já estava com os olhos normais e as presas encolhidas. Provavelmente agora que sua maldição tinha parado de afetá-lo, sua besta parava de protegê-lo. O som verde e desesperado da moça era escutado em seguida.

- Jean! Jean! Pela mor de deus Jean! Senta aqui. Respira! Vamos respira! Tudo vai ficar bem! Só respira!

Ela olhava com um tom aliviante no meio do desespero ao notar que você vinha a ajudá-la a segurar aquele poderoso primo de seu pai. Era impressionante ver aquele homem, depois de escutar tantas histórias impressionares do mesmo, tão fragilizado se permitindo ser segurado por suas mãos. O braço dele tinha uma melodia suave, como um pequeno concerto de violino. Era possível sentir também que mesmo amolecido, os músculos protuberantes dele ainda podiam ser sentidos na pequena canção que você escutava enquanto o colocava no sofá.

A jovem de imediato sentava ao lado dele e ficava a encará-lo e repetindo em voz baixa "respira" varias e várias vezes. De fato ele parecia obedecê-la e isso mostrava-se positivo para a lenta recuperação do homem. Ao qual tinha a visão perdida ao infinito.Focando apenas algumas vezes em você. Só que a mente dele parecia bem solta e leve. Era então um minuto depois, quando o clima parecia melhorar, que a rainha finalmente começava a falar. O tom dela permanecia totalmente estático e imparcial, mas os teus olhos captavam um pequeno sorriso escondido no canto da face dela.

- Espero que esteja melhor Senhor Vannier. Saiba que o Principado de Nova Orleans, sob a autoridade de minha pessoa, Yvonne Bittencourt Carter, a Rainha da Luisiana, lhe dá autorização para permanecer na cidade e em todos os territórios dela com absoluta liberdade. O mesmo vale para a Senhorita D'Aboville. Também gostaria de avisar que já arranjei lindas rosas para preparar e decorar um domínio agradável para vocês ficarem o tempo que desejarem aqui na cidade.

Jean-Michel parecia escutar parcialmente apenas o que a Malkaviana falava. A mente dele estava ainda meio desfocada. Só que de leve o Toreador concordava com a cabeça. Para então focar em você, ao qual já estava sentado ao lado dele no lado oposto da garota a qual estava totalmente grudada nele em tom de alta preocupação. Assim finalmente o francês respondia, mas as palavras dele não eram na direção da Rainha e sim na sua direção.

- Obri... Obrigado. Quem é vo... Desculpa. Eu adoraria ter a honra de saber o seu nome...

Yvonne parecia não se importar em ter sido brevemente ignorada ali. Já a jovem rosa arregalava os olhos ao escutar seu Senhor usar a palavra "desculpa" para você. A fala seguinte dele vinha num tom nada autoritário, algo que deveria ser incomum para aquele ancião. Assim aqueles fortes e profundos olhos, agora tão frágeis e com cheiro de uma pequena Corydalis enfraquecida no inverno focavam unicamente na sua pessoa. Para assim ficar a esperar sua resposta.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul   

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Ato I - Hadrien P. Decoster - Mirtilo e Azul
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