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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato IV - Pétalas Negras

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    Danto
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    Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 7/2/2018, 15:20


    Jardins:
    Data: 05 de Outubro de 2005.
    Local: Bosque de Chapultepec I Secc, 11100 Cidade do México, Distrito Federal, México.

    O encontro com Helena havia enfim terminado quando a figura de Melisande adentrava a sala do trono e trazia a notícia de que era chegada a hora da matriarca se alimentar. Por isso, coube a vocês uma curta despedida carinhosa e uma despretensiosa caminhada pelos jardins, onde Alfonsus dedicava-se mais a olhar para ti e para o teu sorriso ao admirar o ambiente, do que realmente aproveitar a magnífica vista que o jardim do castelo apresentava. Tomando então a liberdade de segurar uma das suas mãos, o gigante a puxava sem aviso prévio para um beijo longo e apaixonado. A brisa morna que soprava no alto da colina onde o castelo havia sido construído fazia seus cabelos dançarem junto da suave movimentação que o seu corpo fazia junto do seu amor, suavemente o beijo terminava e vocês podiam compartilhar a simples ação de troca de olhares amorosos. Tudo estava maravilhosamente belo, como um sonho encantado, até um som de corrida apressada se apresentar e um grito alto vir logo em seguida!

    A cena que se apresentava agora era a de Lotte adentrando enfurecida os jardins enquanto Lorenz corria para o lado oposto ao da irmã, claramente tentando evitá-la! As mãos sujas de tinta da rosa negra indicavam que ela estava a pintar e a raiva estava muito mais para uma frustração do que realmente fúria ou agonia. A jovem marchava com pisões firmes na direção do jardim, sem sequer notar vocês, afinal, ela adentrava por outros corredores, mas se direcionava ao cento, onde vocês estavam agora. Já Lorenz apressava-se para não ser visto pela irmã em fúria.

    -Maldição!

    Resmungava a jovem em alemão, seu idioma natal. Enquanto atirava um pincel que encontrava no próprio macacão. A mesma então cruzava os braços e chutava um dos arbustos do jardim, para então sentar-se no chão e respirar fundo. Alfonsus então beijava a sua testa e afirmava em um tom baixo de voz:

    -Acredito que isso possa continuar depois não é querida? Tua filha precisa de ti. Eu irei encontrar Lorenz e ver como faremos para buscar Luana antes que seja complicado demais, está bem?!

    O gigante sorria gentilmente enquanto aguardava a sua resposta para logo colocar-se em deslocamento e deixar a sua rosa negra sob sua tutela e atenção.

    Roupas de Lotte:
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    Jess

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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 7/2/2018, 15:54

    Aquele primeiro encontro com Helena havia se encerrado, as despedidas carinhosas e votos para o reencontro na próxima noite enchiam meu coração de alegria e amor, a pequena após a visita havia se recolhido cansada, ainda assim eu sentia sua euforia ao relembrar da pequena batalha de mordidas.

    Caminhando sem pressa ao lado de Alfie eu sorria diante da brisa quente do castelo, a beleza do lugar porem era ignorada, os olhos eternamente apaixonados de meu gigante me chamavam sem trégua, algo que o respondia sorrindo feliz.

    Rindo ao ser puxada para um beijo apaixonado, eu me entregava aos braços de meu gigante sem medo, um sonho que se encantava aos poucos pela mágica do lugar, isso até o grito de Lotte cortar o ar, a cena que se seguia me fazia rir de leve, conhecendo minha filha, algo deveria ter saído errado em sua obra.

    “Selvagem como se tivesse nascido entre as flores do campo, Helena vai ama-la.”

    Ouvindo as palavras de Alfonsus, minhas mãos tomavam sua face para depositar um breve beijo em seus lábios, sorrindo eu o respondia de maneira breve mas carinhosa.

    – Podemos sim meu amor. Vá cuidar da tulipa, e a avise sobre o encontro com Helena amanhã, não queremos que ela falte, não é mesmo?

    Respirando para ir de encontro a Lotte, era com calma que me sentava ao seu lado e comentar de maneira breve.

    – Sabe existem poucas coisas que fazem Renz correr daquela forma, e você é uma delas minha amada. Está com algum problema?
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    Danto
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 7/2/2018, 17:35

    Alfonsus concordava de maneira silenciosa com as suas palavras e após um carinho em suas faces com as mãos, ele se despedia para seguir na direção oposta, para onde Lorenz havia se adiantado instantes atrás. Restando agora, apenas você e a sua rosa negra que demonstrava uma verdadeira irritação consigo mesma.

    -Mãe?!

    Ela olhava um pouco surpresa, afinal, ela estava tão concentrada na própria frustração que sequer havia notado a sua aproximação. A moça ao teu lado puxava os joelhos para cima e os abraçava, encolhendo-se para resmungar:

    -Eu não queria ter assustado o Renz, ele só veio me trazer mais pinceis. Eu só fiquei tão nervosa que quase atirei o quadro na parede!

    Só a sua presença já era o suficiente para começar a aquietar a personalidade tempestuosa e turbulenta de sua filha. Ela então olhava na sua direção e comentava:

    -Como você faz quando a sua ideia é boa, mas as suas mãos só conseguem travar diante da tela branca ou seus olhos detestam os rascunhos?

    Questionava a rosa negra que agora olhava na sua direção, não mais nervosa ou frustrada, mas sim confusa e assustada com a primeira crise de criatividade fora da própria casa.
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    Jess

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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 7/2/2018, 18:18

    Sorrindo diante do carinho de Alfie, eu suspirava com carinho ao ve-lo seguir na direção de Lorenz, meus filhos se entendiam bem a ponto de saberem quando era o melhor momento de deixar um ao outro sozinho, mas como mãe era meu dever e prazer estar por perto para apoia-los.

    Rindo diante da surpresa de Lotte, beijando sua testa meus lábios sorriam com carinho, ver a ação de abraçar seus joelhos faziam com que meus braços a apertassem com delicadeza.

    - Não se preocupe, acho que ele entendeu que você não está irritada com ele. Ele sempre foi bem perceptível nesse aspecto.

    Vendo o espirito irrequieto de Lotte se acalmar e acabar com a tempestade, meu coração se abria para envolver minha filha, tão parecida com Eva, Lotte era uma tempestade tão turbulenta quanto a francesa, mas assim como ela podia se tornar a mais cálida brisa.

    “Ela tem um espirito selvagem e belo, fará as mais indomáveis obras, deixará a todos orgulhosos.”

    As dúvidas de Lotte me deixavam pensativa, não era raro um artista sofrer por sua arte ou pela criatividade em excesso, a grande questão sempre era como aprender a contornar isso.

    - Você começou bem querida, os rascunhos servem para nos dizer o que fazer, mas se nem eles são bons então temos que encontrar um outro meio de expressar o que você quer.

    Beijando sua face eu a trazia para se deitar em meu colo, algo que uma vez o próprio Angelo havia feito em minhas primeiras crises.

    – Talvez você não esteja encontrando o foco certo, já pensou em mudar a forma? Ou simplesmente juntar as melhores partes dos rascunhos e esboços em um só e ver como encaixa-los?
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 7/2/2018, 22:06

    O teu beijo fazia a jovem perder de vez a expressão de nervosismo da face, havia agora o sentimento que você entendia muito bem e que de certa forma era o que você de fato esperava encontrar: A frustração artística. Assim, demonstrando toda a fragilidade que a situação naturalmente exigia, a sua linda rosa negra se atirava nos seus braços sem nenhum medo e olhava na sua direção com uma expressão confusa:

    -Mas mãe, tava tudo tão perfeito sabe? Eu queria presentear a Helana com um quadro do Pai em uma pose heroica, tipo soldado espartano! Quero que ela goste de mim e quero mostrar para ela que apesar de ser uma rosa negra, eu posso sim ser parte do jardim dela!

    A jovem comentava em seu idioma natal, gesticulando brevemente com os dedos sujinhos de tinta o que indicava o uso de aquarela e das tintas confeccionadas por ti.

    -Mas... Pensando bem... Acho que vou mudar, mas preciso de você! Me ajuda mãe?! Por favor, só um pouquinho! Preciso de algo que só você saberia me dizer, eu prometo me comportar por duas noites!
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 7/2/2018, 22:23

    Vendo todo o nervosismo abandonar Lotte, meu coração suspirava assim como a pequena que observava seu broto com carinho, ouvindo suas palavras e observando seus gestos eu entendia como era se sentir incapaz diante de suas próprias ideias, nem mesmo os anos de práticas e continuo trabalho ajudavam nesses momentos.

    – Sabe, quando a ideia é magnifica tentemos a criar expectativas demais. É o medo de conseguir colocar em pratica que nos frustra. Mia amata Lotte, ela vai ama-la como eu a amo, és minha filha e meu orgulho isso eu posso garantir e gritas aos ventos.

    Respondia ao encher de beijinhos e carinhos a face e os cabelos de Lotte, algo que amava fazer a qualquer instante em que minha rosa negra não estivesse tentando conquistar tudo a sua volta.

    “Ela ainda quer abraçar mais do que consegue, vai levar algum tempo para aprender a dar passos pequenos, mas quando ela aprender se tornará uma estrategista magnifica.”

    Rindo com carinho diante da proposta de Lotte, eu a apertava em meus braços com força apenas para lhe morder a bochecha com delicadeza.

    – É claro que te ajudo mia amata, sou sua mãe não sou! Mas ouça, não mude sua ideia, mude a forma que você a vê, um ângulo diferente pode lhe dar o caminho que você quer.

    Usando a potência de meu sangue para levantar com Lotte ainda em meu colo eu sorria ao girar uma vez no mesmo lugar, apenas para beijar o nariz de minha filha e correr puxando-a pela mão.
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 8/2/2018, 02:49

    Os beijos e abraços eram muito bem recebidos por sua filha que não tinha razões para não sorrir ali nos seus braços, porém, era a mordia que fazia a jovem soltar o famoso e encantador som de "protesto". A mesma mostrava a língua e ouvia com atenção suas palavras, para ser finalmente surpreendida com aquele levantar e se permitir rir bastante enquanto você a girava no ar:

    -Mamãe vai me ajudar a pintar!

    Afirmava a jovem que estava agora extremamente alegre! Segurando com firmeza a sua mão ela corria junto de ti pelos corredores do castelo, vocês duas passavam por alguns vassalos e até mesmo pela figura distraída de Ellen que estava a conversar com um grupo de vassalos, a jovem só podia rir da cena e acenar, já que a velocidade alcançada por vocês não diminuía! E essa corrida divertida só terminava quando vocês adentrava o Hall de Ouro, subiam as escadas, atravessavam a sala de estar e o corredor para enfim chegar ao quarto de Lotte.

    Quarto de Lotte:

    O quarto de sua rosa negra, ao contrário do seu, não tinha um closet. Mas sim um cômodo adicional que servia como sala de estar, no entanto, esse cômodo "escondido" por uma fina cortina de fios de ouro estava ligeiramente bagunço, afinal, havia uma lona escura espalhada na extremidade direita do mesmo, era onde algumas telas em branco estava guardadas e uma estava sobre o cavalete. Ao lado do cavalete estavam todas as ferramentas de pintura de sua filha, todas elas especificamente compradas por Fredy ao longo dos vários anos em Berlim. A tela em si era a de Alfonsus, em uma gloriosa pose de vitória e com uma postura guerreira impecável, na verdade, o quadro estava bonito e bem executado, porém sem alma alguma! Lotte logo o tirava dali e o jogava para o lado, para então dizer sorridente:

    -Eu não preciso pintar o Pai como um guerreiro, eu preciso pintá-lo como os seus olhos o veem mãe! Porque assim, ele estará perfeito, magnífico e digno de ser um presente para essas maravilhosas pessoas que nos recebem aqui! O que me diz, você me ajudaria a pintá-lo? Mas eu não queria fazer apenas ele... O nome do meu quadro será Os Três Corações de Rita. Entende? O que me diz?

    A sua filha estava nesse momento, incrivelmente elétrica e inspirada! O corpo dela sequer parava quieto e a respirava intensa deixava bem claro o quão animada ela havia ficado com a própria ideia!
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 8/2/2018, 10:23

    Ver o carinho com que Lotte recebia minhas caricias arrancava um suspiro de meus lábios, meu coração se enchia do mais puro amor por minha bela e indomável rosa negra, algo que o fazia desde o primeiro momento em que nossos olhos se cruzaram. O pequeno som de protesto que ela soltava diante da mordida me fazia rir, ainda mais quando sua animação era tão genuína quanto a minha.

    – É claro que vou meu amor!

    Respondia a Lotte durante a corrida, nossos passos rápidos em meio a risadas poderiam chamar toda a atenção do mundo que eu não me importaria com tal fato, mesmo assim ao cruzar com Ellen pelo corredor eu perdia alguns segundos apenas para lhe mostrar a língua de maneira divertida.

    Parando apenas diante das telas em branco já no quarto de Lotte, eu me sentava na cama ouvindo suas palavras, havíamos cruzados, jardins, corredores e todo o hall de ouro apenas para chegar ali, a corrida é claro me fazia muito bem, assim como as ideias e animações de minha filha.

    “Uma ideia magnifica, mas como posso mostrar a ela como eu os vejo?!”

    Levantando-me da cama para chegar mais perto das telas ainda em branco, meus olhos observavam por alguns instantes as ferramentas compradas por Friedrich ao longo dos anos, assim como as tintas cuidadosamente feitas por minhas mãos. Já a tela que Lotte havia jogado longe me parecia bem-feita, porem faltava a personalidade de minha filha ali.

    – Amei sua ideia, mas minha visão tem de vir de você. Como você acha que interpreto Fredy? Vamos começar por ele o que me diz?
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 8/2/2018, 16:08

    -Certo, pelo Papai então!

    Afirmava Lotte com um sorriso radiante nos lábios, era curioso ver como cada um dos brotos do jardim tinha sua própria nomenclatura para vocês, tanto amor vindo de fontes diferentes só poderia resultar em lindas flores. E ali na sua frente, a belíssima rosa negra que ainda aprendia a desabrochar apropriadamente pensava no assunto por alguns instantes e comentava depois:

    -Ele não é muito aberto com os próprios sentimentos, mas são as mãos dele que ergueram tudo que nós temos hoje. Fredy vive para ser o teu castelo, as muralhas do jardim. Papai não me parece ser o mais amoroso dos homens, aliás ele já se deitou com o Alfie? Quando o conheci, jurava que ele não gostava de moças e foi uma surpresa vê-lo junto de ti e Ettie!

    Dizia a jovem que fazia uma suava pausa e caminhava até o quadro, apontando para o centro do mesmo e dizendo com um sorriso gentil.

    -É por isso que eu vou colocá-lo aqui, na região mais central da tela, porque aos teus olhos eu acredito que ele seja a terra onde as suas raízes e as de Eva puderam enfim crescer destemidas! Que tal Mãe?!
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 8/2/2018, 16:45

    Observando as reações de Lotte,era possível observar o entusiasmo de minha rosa, entusiasmo que a fazia pensar e ponderar sobre minhas impressões de cada amor que compartilhava minha vida.

    "Nunca escondi meus sentimentos, mas será bom descobrir como ela interpreta. "

    Ouvir sobre a fortaleza que Fredy era me fez sorrir com carinho, melhor do que ninguém eu conhecia o homem por trás dos muros altos, o homem que havia nutrido minhas raízes, mas a pergunta de Lotte me fez apertar suas bochechas em resposta.

    - Sua bobinha! Não se faz esse tipo de pergunta!

    Observando o centro da tela eu concordava com Lotte, tocando de leve o pano branco imaginando a figura de Fredy ali pintada.

    - É um modo de vê-lo, mas lembre-se que por muito tempo ele foi Artur, incompleto e perdido, agora ele está completo, mas aprendendo quem ele realmente é. Assim como a escultura, um quadro é feito de camadas, sua camada base é Fredy.

    Sorrindo para apontar para o lado direito eu perguntava de maneira suave.

    - Aqui quem você vê aqui?
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 8/2/2018, 19:18

    Ao ter as bochechas apertadas por ti, sua filha fechava os olhos mas se esforçava para soltar um largo sorriso! E assim que era liberta por ti, ela dava um pequenino salto de comemoração e ria baixinho, usando a mão menos suja de tinta para segurar possíveis gargalhadas mais altas.

    -Que fofinhos!

    Ela então olhava para ti quando você mencionava o nome prévio de Fredy. Com atenção ela lhe ouvia e concordava, para então enfim olhar na direção que você apontava no quadro.

    -Quem eu vejo ali? Acho que todos meus irmãos e irmãs falariam na Eva, sabe você fizeram a nossa vida possível e juntas sobreviveram a muita coisa. Todavia... não é sobre estar ao seu lado direito e sim ao lado de Fredy e por isso, Alfonsus. Foi ele que trouxe o ar para dentro do jardim onde eu nasci, foram as mãos fortes dele que fizeram todas essas novas rosas surgirem. Se Fredy são os muros, Alfie é o jardineiro.

    Assim, a rosa negra olhava na sua direção e comentava suavemente e com um sorriso divertido na face:

    -Além disso, é ele que com muito carinho, cuida pessoalmente da mais importante das flores do jardim né Mãe?!
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 8/2/2018, 20:22

    A reação de Lotte diante de suas bochechas apertadas me fez rir com carinho, era adorável ver como minha filha aceitava as pequenas broncas e caricias trocadas entre nós duas, algo que fazia até mesmo a pequena cansada rir dentro de meu corpo.

    – Eles são mesmo, não posso negar minha amada.

    Respondia beijando a testa de Lotte diante de sua reação, esperta como ela era, teria entendido bem minha reação e a resposta ali contida, já a seriedade assumida diante da menção do antigo Fredy, ainda incompleto me deixava feliz, eram indicações da personalidade adaptável da minha bela rosa negra.

    Ouvindo suas palavras explicando porque era Alfonsus a ocupar o lado direito do quadro, meus lábios sorriam com satisfeitos, a visão artística de minha filha se mostrava certa e afiada, algo que cresceria aos longos dos anos e pratica.

    “Mal posso esperar para vê-la encontrar seu estilo!”

    Rindo diante da pergunta de Lotte, eu tomava suas mãos para beija-las com carinho, não me importando com a tinta ali presente.

    – Não sei se sou a mais importante, mas ele cuida como se eu fosse seu maior tesouro. Não posso negar que adoro isso, mas é bom quando ele ve que esse jardim é seu verdadeiro tesouro.
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 8/2/2018, 20:44

    O seu riso e os beijos dados nas mãos da jovem, faziam a mesma realmente quase chorar de tanta alegria. Era importante para ela cada pequena interação contigo, além das usuais puxadas de orelha que a mesma constantemente merecia por seu comportamento, a sua filha por vezes se colocava em uma posição de inferioridade por ser uma rosa negra, assim como, por vezes deixava um orgulho inesperado lhe subir a cabeça. Toda essa complexidade sumia quando, vocês duas, ficavam sozinhas em momentos como esses.

    -Amar não é uma coisa fácil mãe, especialmente para alguém com um coração tão grande. Eu aprendi que o coração do Alfie tem várias camadas e ele é capaz de amar cada pessoa de uma forma única, como se houvesse uma camada para cada um, é difícil pra ele compartilhar essa camada e bem... No jardim nós compartilhamos muita coisa, todos nós! Por isso eu acabo por acreditar que ele sabe sim sobre esse tesouro, mas nada para ele faz sentido sem você estar no contexto. E isso faz dele um homem maravilhoso, se eu um dia me apaixonar, quero que seja por alguém assim!

    Comentava a rosa negra na sua frente que beijava a sua face após a própria fala e depois olhava novamente para o quadro para dizer:

    -E bem, estou pensando em deixar os dois homens sentados e fazer a Eva no braço esquerdo do sofá. Afinal, ela nunca se incomodou com o lugar, com a situação ou com qualquer outra lei ou norma, ela sempre e em qualquer situação está ao teu lado, como sua musa, como sua namorada, como sua mulher ou como minha mãe! O que me diz? Ela aqui, com as pernas cruzadas, naquela posição fatal que só ela consegue ter!
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 8/2/2018, 21:04

    Toda a selvageria ou o medo de Lotte desaparecia quando estávamos juntas daquela forma, tão volátil quanto uma tempestade em alto mar, minha rosa ainda cresceria aprendendo quais seus limites. Limites que algumas vezes eu precisava reforçar, mas incentiva-la a continuar.

    “Ensina-los é aprender comigo mesma, fico feliz em saber que nos amamos o suficiente para que qualquer erro seja perdoado.”

    Ouvindo as palavras de minha rosa, eu percebia sua sabedoria ali, não havia como negar que Lotte era uma boa observadora, uma qualidade que lhe seria útil sempre e o tempo a ensinaria como usar da melhor maneira possível.

    – Estás certa minha amada. Eu me culpei por na época não entender o amor de Alfonsus, mas éramos ingênuos demais, amores ingênuos se desfazem e ferem de maneira irreversível. Sei que tivemos em nossos caminhos, mas isso fez com que estivéssemos prontos para nos amar hoje. Tenho certeza de que um dia irás encontrar alguém tão especial quanto Alfonsus, apenas tenha paciência minha amada rosa.

    Acompanhando os movimentos de Lotte, a ideia que ela me transmitia de Eva arrancava um sorriso feliz de meus lábios, Eva era o sopro de inspiração em nossas vidas, a força que nos movia e fazia cada dia especial e único.

    – Viu, você só precisava mudar o foco de com via sua ideia. Vou amar ver você pintar esse quadro maravilhoso, e mais ainda ver a reação de Helena.
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 8/2/2018, 22:06

    -Eu tenho paciência mãe, muita! Quero nada disso agora não, sou novinha de mais pra essas coisas! Quero poder conhecer o mundo, ter uma prole, virar templária! Ai sim eu penso nessas coisas de encontrar o verdadeiro amor, claro se acontecer no caminho vai ser muito bom, mas não é algo que me incomoda sabe? Não tenho esses sonhos de princesa, meu sonho e ser grande!

    Ela dizia de maneira bem informal, fazendo até caretas quando mencionava "sonho de princesa" e ria sozinha com as poses de grandeza que fazia enquanto listava as próprias prioridades. A jovem então batia as mãos em um sinal de inicio de trabalho, um tique que ela claramente havia pego de Alfonsus, para começar a fazer pequenos rascunhos em uma das outras telas, sentando-se no chão ela te convidava e até lhe entregava uma com um conjunto de lápis.

    -Quero ver como os seus olhos veem, esse quadro não será só meu. Preciso dos seus olhos, vai ser nosso primeiro quadro juntas!

    Afirmava a animadíssima jovem que agora sorria alegre e calma.
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 8/2/2018, 22:49

    Ver e ouvir minha bela rosa, enchia meu corpo e coração de amores. Lotte era segura de si e sabia bem o que queria ser, grande e poderosa, algo que ela mesma alcançaria com suas mãos e força.

    – Serás sim, no momento certo serás uma das rosas negras mais poderosas que já existiram, mas até quando fores uma, serás minha filha e meu orgulho. Deixe que o tempo lhe guie e que seu destino seja escrito.

    O sinal de começar a trabalhar me fez rir baixinho, era o mesmo que Alfonsus utilizava para iniciar sua rotina criativa, algo que em minha juventude era usado para me apressar. Sentando-me ao lado de Lotte eu recebia os lápis e a tela em branco para começar a esboçar junto de Lotte, suas palavras me surpreendiam, mas ainda assim me deixavam inspirada e feliz.

    – Que tal se, eu desenhar o cenário em volta dos três? Assim você se concentra em pinta-los da forma que quer mostrar e eu lhe prometo um entorno magnifico.

    Esperando pela resposta de Lotte com ansiedade, minha mente vagava para os distantes campos da Toscana, os mesmo campos que eu corria feliz em baixo da chuva, os campos que nutriram minhas pétalas.
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 9/2/2018, 15:09

    A sua fala sobre orgulho fazia os olhos de Lotte brilharem de emoção, sem se segurar a jovem lhe tomava as faces com carinho e mordiscava a sua bochecha, exibindo depois um largo sorriso e olhando no fundo dos seus olhos para dizer:

    -Obrigada mãe, eu te amo viu!

    Lotte então beijava a tua testa para dar inicio em seguida aos trabalhos, diante da sua sugestão ela só comemorava com algumas palmas e balançava a cabeça positivamente. Era o suficiente para que vocês então realmente começavam a construção do quadro, primeiro fazendo os rascunhos, as marcações e tracejados iniciais. Alguns minutos se passavam e vocês não só trocavam pequenas palavras, mas compartilhavam essencialmente as suas criatividades em um momento único de mãe e filha. Todavia, vocês duas notavam juntas uma carência de tinta vermelha e antes de precisarem levantar, a porta do quarto de Lotte se abria e vocês ouviam a voz de Francesco, em seu bom e belo italiano tradicional da Toscana:

    -Quando soube do ocorrido não pude parar de pensar no que iria acontecer e conhecendo as lindas artistas que iluminam a minha vida, fui em busca do pequeno acervo reserva de tintas que trouxe conosco. Vermelho certo?

    Dizia o homem que adentrava o ambiente de arte improvisado no quarto de sua filha, com um sorriso simpático ele era surpreendido por Lotte, que levantava e corria para abraçar e morder o homem.

    -Brigada Cesco! Brigada!

    Ela então tomava a pequena lata de tinta e beijava a face do homem, para correr de volta ao quadro. O experiente vassalo sorria feliz e olhava na sua direção ao fazer uma pequena menção de abrir os braços para lhe saudar e perguntar:

    -Então... Como foi o encontro?
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 9/2/2018, 15:34

    As pequeninas mordidas de Lotte em minha face, arrancavam suspiros de meu coração assim como de meus lábios, era inegável o amor que sentíamos uma pela outra, e aqueles momentos entre nós que deixavam claro.

    - Eu te amo meu amor.

    Seguindo Lotte para me sentar no chão ao seu lado, a proposta feita sobre o cenário em volta era aceita com entusiasmo, algo que me deixava feliz, afinal o cenário serviria pra complementar a ideia central do quadro e o trabalho de Lotte.

    Trabalhar sempre esvaziava minha mente, era no silêncio quebrado apenas por pequenas indicações ou conselhos que minha mente encontrava repouso. Superando os esboços e linhas iniciais, era com calma que começávamos a pintar, porém a falta de tinta vermelha seria um problema.


    "Acho que Cesco tem na reserva, mas vou precisar fazer mais tinta. Nada que seja um grande problema."

    Cogitando a hipótese de ir buscar a cor faltante, a entrada quase que mágica de Cesco me fez rir, até mesmo a pequena que estava quieta ria feliz.

    Sorrindo pela reação de Lotte, era com calma que eu me levantava para ir responder o pedido de abraço de Cesco. Limpando as mãos sujas em uma flanela meus braços se apertavam em volta do peito de Cesco apenas para depois minhas mãos puxarem sua face para lhe dar um breve beijo na ponta de seu nariz.

    - Helena de Tróia é uma caixa de surpresas! O encontro foi magnífico, ela pediu para conhecer os brotos assim que possível, é bem esse encontro vai ocorrer na próxima noite.

    Comentava para voltar a me sentar ao lado de Lotte.

    - Nao temos pressa, tome seu tempo para terminar o quadro com calma, ela demora um pouco a sair da cama e queremos ele perfeito não?
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 9/2/2018, 18:30

    -Maravilhoso!

    Exclamava Francesco com um largo sorriso após ter recebido o abraço apertado de ti e o beijo no nariz que o fazia ter de segurar uma risada divertida e breve. Lotte já sentada olhava para você se aproximar novamente e concordava positivamente, para então, em um tom de alivio confessar:

    -Uffa! Ainda bem mãe, porque eu estava a ficar preocupadíssima com o tempo hábil! Seria horrível não conseguir completar a tempo, especialmente porque ela quer nos conhecer! Meu deus do céu...

    A fala final dela vinha com bastante preocupação, a jovem arregalava os olhos e buscava desesperada por Francesco. O experiente vassalo já estava a servir a tinta vermelha em potes menores e os adicioná-los a área de trabalho de vocês, porém ao contrário da jovem, ele estava bem tranquilo.

    -Não se preocupe pequena, teu Pai já esta a contar tudo pacientemente à seu irmão, tomando cuidado para não implicar nenhuma necessidade de urgência ou de trajes de gala.

    Lotte suspirava aliviada e ria da própria tensão:

    -Nossa Cesco, eu te daria uns beijos agora, juro! Eu morria se tivesse que por um vestido enorme igual ele me fez usar na nossa primeira visita a corte das rosas de Berlim!

    O homem ria, afinal, Renz havia literalmente obrigado a irmã a usar um traje de alta gala para o primeiro baile deles e isso assombrava a jovem rosa negra des de então.

    -Nada de trajes de gala querida, não se preocupe. E, Pietra, minha cara... Acredito que em cerca de dez ou quinze minutos haverá uma ligação para ti. Evangeline está com saudades.
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 9/2/2018, 19:06

    Feliz com o sorriso se Francesco e seu quase riso, eu voltava a me sentar ao lado de Lotte, trabalhando com cuidado nas bordas do quadro eu escutava as palavras de minha filha e meu querido amigo.

    - Não se preocupe, vamos ter tempo suficiente para terminar o quadro, iremos vê-la assim que ele estiver pronto, lhe prometo.

    Rindo diante do mencionar de Cesco, eu concordava com o medo de Lotte, usar um pesado vestido de gala no clima do México seria um teste de resistência desnecessário.

    "Se eles soubessem que ela queria correr nua por aí!"

    Aceitando os potes com a tinta vermelha eu sorria ao responder de maneira calma.

    - Renz sofreria com o calor que faz aqui, além do mais um conselho que Melinda nos deu de tratá-la como família não pede roupas tão formais.

    Ouvindo sobre a ligação de Eva, minha pequena corria para abraçar Cesco e miar saudosa, algo que me fazia rir feliz.

    - Obrigada Cesco, aliás, precisamos segurar uma tulipa em casa amanhã, também precisamos ver alguns vestidos de Luana que sirvam em Helena, ela também reclama do calor.
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 9/2/2018, 20:48

    -Ah, ainda bem que eu não sou a única a detestar a ideia de vestidos de gala nesse calor! Aliás, vestido da Luana? Isso significa que a Helena é uma mocinha?

    Lotte questionava fazendo um sinal divertido para perguntar se Helena era tão pequena quanto a tulipa, o sinal era basicamente estender a mão aberta no ar, na altura de uma criança. Já Cesco abraçava a sua pequena com bastante carinho e beijava o topo da cabeça da mesma quando esta miava para o homem.

    -Claro querida, será uma experiência interessante! Afinal, Luana tem vestido novíssimos que sequer usou e eu estava a pensar em como colocá-los no armário dela e fazê-la vestir, antes que Lorenz se incomode. Essa informação me veio numa hora magnífica!

    Soltando-se da pequena, Francesco a pegava pela mão e sorria enquanto fazia o convite:

    -Porque não me acompanha querida? Essa pequenina me ajuda com os vestido e você entre em contato com a sua musa.

    Lotte então esticava a cabeça e exibia um sorriso alegre e apontava pro quadro que já havia avançado bastante:

    -Posso ir também! Agente já fez bastante mãe, eu prometo que volto a pintar quando a ligação terminar! É que... Eu também to com saudades sabe?! Posso ir? Posso?
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 9/2/2018, 21:01

    Sorrindo diante da pergunta de Lotte, eu gesticulava para que ela elevasse um pouco mais a mão e comentava de maneira breve e delicada.

    - Ela foi abraçada bem jovem sim, se estiver feliz vai agir como tal.

    Sentindo o beijo de Cesco na cabeça de minha pequena, eu sentia seu suspiro escapar de seus lábios enquanto o miado falava sobre o quão maravilhoso havia sido a guerra de mordidas.

    "Renz vem trabalhando com afinco para nós deixar bem vestidos. Ele deveria descansar um pouco, mas é sua arte e ele ama costurar."

    - Acho que isso vai deixar Renz bem feliz, os vestidos que ela vem usando são quentes demais e tem panos demais. Ajudar Luana a usar as roupas que o Renz fez vai ser bom.

    Animada com a ideia de ajudar Cesco a encontrar vestidos para Helena, a pequena pulava feliz, já o pedido de Lotte me fazia sorrir com carinho, estendendo a mão para minha filha eu a convidava a se levantar.

    - Tudo bem, amanhã se precisares eu a ajudo a termknar. Cesco, recebi o conselho de alimentar a pequena com uma maior variedade de comida, posso lhe pedir para cuidar disso nas próximas noites? Ela precisa de um pouco de sal também.
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 10/2/2018, 13:38

    Lotte comemorava a autorização para ir contigo com um pequenino som agudo que era copiado pela pequenina, esta que por sua vez corria para abraçar a rosa negra que se levantava bem feliz. Todavia, o decorrer da sua fala fazia a besta, que estava nos braços de Lotte, protestar com um rugido falho e emburrar-se, apenas para ter a bochecha apertada por sua filha.

    -Claro que podes Pietra, será um prazer alimentar essa mocinha! Bacon, queijos, carnes e algumas outras pequenas maravilhas serão servidas ou ainda melhor, compartilhadas. O que me diz pequena?

    Quando Cesco falava em compartilhar a besta comemorava a refazer o som agudo de celebração de Lotte, algo que fazia o homem e a jovem rirem brevemente enquanto vocês se deslocavam até o seu quarto.

    Quarto de Pietra:

    Já dentro do mesmo, o italiano se movia naturalmente como se já conhecesse cada pedaço do quarto. Sua filha segurava na mão da pequena e claramente pedia para que ela apresentasse o quarto, logo, o primeiro lugar era o banheiro onde tinha a janela com a maravilhosa vista do bosque que circundava o castelo. Enfim, Francesco retornava com um telefone fixo posto sobre uma bandeja de prata e lhe estendia o mesmo.

    -Senhora?

    Era a voz de Theresa, a simples voz da jovem fazia a sua besta literalmente sair correndo do banheiro em sua direção e lhe abraçar com força para soltar um miado alto e manhoso. Afinal, a saudade se mostrava verdadeiramente forte, você não via a jovem dês da sua saída de Berlim à Praga!
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Jess em 10/2/2018, 15:03

    A felicidade de minha filha era compartilhada com a pequena, que corria para abraça-la e imitar seu som maravilhoso, porém minhas palavras faziam a pequena se rebelar e rugir, algo que eu sempre achei fofo da mesma forma.

    "Sua sapeca, foi o bisnonno que mandou te alimentar direito!"

    As palavras amorosas de Cesco me deixavam satisfeita, eu sabia que ao lado dele a pequena se comportaria e comeria de forma adequada, até mesmo ela sabia e voltava a ficar alegre com isso.

    - Obrigada Cesco, isso fará muito bem pra ela.

    Seguindo com meus amores e família para meu quarto, não demorava para a pequena começar a apresentar aquele palacete a Lotte, e é claro que a vista do banheiro era a primeira a ser mostrada.

    Tirando os sapatos e me sentando na cama, eu sorria com carinho ao receber o telefone de Cesco, a voz que se fazia ouvir do outro lado da linha trouxe de volta minha pequena, o abraça apertado e o miado alto me fizeram rir. A saudades apertava nosso coração e a falta de Thesa se fazia presente a cada noite, não que Aylena não desse conta do trabalho, mas fazia tanto tempo que chegava a quase doer.

    - Mia amada e adorada Thesa! Perdoe sua senhora, não vejo a hora de poder te abraçar mia bella!
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    Re: Ato IV - Pétalas Negras

    Mensagem por Danto em 10/2/2018, 18:57

    A pequena que agora estava lhe abraçando com intensidade não disfarçava a saudade que sentia de Thesa, mas a grande surpresa de fato foi a figura de Lotte que vinha correndo logo depois da pequena e lhe abraçava pelo outra lateral do seu corpo e falava em voz alta perto do telefone:

    -Thesa! Thesa! Tô com saudade!

    Do outro lado da linha, você ouvia uma respiração um pouco pesada, a jovem estava a conter uma vontade de chorar! Com uma voz trêmula ela se esforçava para falar:

    -Minha amada senhora, é claro... é claro que eu a perdoo e meu coração dói de tantas saudades que sento por ti e por Lotte! Por todos! Céus, estou a chorar! Pietra, me desculpe, mas eu preciso passar o telefone antes que este seja arrancado...

    Era possível então ouvir no fundo a voz de Evangeline:

    -Não seja boba Thesa, liga o viva voz! E vem cá, para de chorar tá tudo bem, eu tenho um plano!

    Em seguida, a voz de Evangeline ficava mais nítida e ela lhe saudava em francês:

    -Meu amor, minha bela, minha vida e minha inspiração! Estamos todos com muita saudade, muita! Eu sei, não fazem tantas noites, mas saiba que só estamos a cuidar de uma pequenina coisa! E assim que Fredy estiver de folga, vamos TODOS até ai! TODOS! Isso vai levar, duas ou três noites, no máximo!

    A voz de Eva fazia e pequena gemer outra vez, especialmente diante da fala inicial e da promessa final! Lotte então perguntava:

    -Minhas irmãs também virão? Mamãe, diga que sim!

    Agora era a vez de Eva suspirar emocionada, o coração da sereia sempre vibrava de amor quando a mágica palavra era dita e assim ela respondia:

    -Quero levar todos, isso é possível Pita?

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