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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VIII - O Anjo Solar

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    Danto
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    Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 7/3/2018, 16:10


    Sala da Regente:
    Data: 06 de Outubro de 2005.
    Local: Bosque de Chapultepec I Secc, 11100 Cidade do México, Distrito Federal, México.

    Era esta a segunda vez nesta noite em que os caminhos de vocês eram direcionados para os aposentos íntimos da Regente da Espada de Caim, por tanto, seguir até o mesmo sequer apresentou-se como um desafio. Era possível até notar como os vassalos do castelo começavam a se acostumar com a presença de vocês, ao ponto de já não mais olharem curiosos e sim exibirem pequenos sorrisos quando cruzavam por vocês.

    Por fim, após subir a escada de acesso e passarem pela porta, vocês adentravam já começavam a ouvir o som de um violão, era um pequeno ensaio que indicava aos teus ouvidos a presença saudável de Melinda, esta que sempre fora apaixonadíssima pelo instrumento de cordas e madeira.

    Logo que você e Alfonsus adentravam a sala de estar, foi possível visualizar a figura de Melinda. Ali a mulher estava a tocar seu violão, sentada no chão e sobre uma almofada, sorridente ela brincava com as cordas enquanto seus dedos executavam com maestria uma melodia suave e harmoniosa. Sorridente, ela não notava a entrada inicial de vocês dois, levando alguns segundos para levantar os olhos na direção de vocês. E enquanto isto não ocorria, Alfie suavemente buscava um dos sofás mais próximos dela para se sentar, fazendo o máximo de silêncio possível.

    -Boa noite! Tive um sonho bem curioso esta noite, neste vocês estavam na cama com minha filha e comigo, curioso não é?!

    Ela sorria de maneira divertida e se levantava do chão, deixando o simples violão ali mesmo, espreguiçando-se e exibindo um conjunto realmente humilde e despreocupado de roupas. A mesma então respirava fundo e caminha na sua direção, para lhe saudar com um beijo na face, fazendo o mesmo com Alfie em seguida e perguntando em seguida.

    -Certo, consigo ver nos seus olhos que vocês conheceram minha mãe. E então, qual foi o julgamento que ela reservou a mim?!

    Perguntava Melinda com um tom ansioso de voz, mas ao mesmo tempo, com um olhar confiante e tranquilo.

    A regente da Espada:

    Roupas:
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    Jess

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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 7/3/2018, 16:38

    Caminhar pelos corredores do Castelo começava a se tornar comum, o que me fazia sorrir diante da cordialidade dos vassalos que se acostumavam a nós, um curioso detalhe que nos ajudava a sentir que aquele era um refúgio seguro e querido, tão querido quanto os sentimentos de Melinda para nós.

    O caminho conhecido foi vencido com rapidez, meus ouvidos se deliciavam ao subir as escadas e ouvir o som do violão, mia regina era apaixonada pelo instrumento e sempre havia tomado o cuidado de nos deliciar com suas apresentações.

    Adentrando em sua sala era com calma que andávamos sem fazer barulho, evitando atrapalhar o momento tão íntimo de Melinda, mas vê-la sentada em meio as almofadas e relaxada a tocar me fez suspirar de leve.

    “Nem parece que estava tão fraca ontem!”

    A roupa simples e os movimentos mais suaves de Melinda eram um bom sinal, um sinal que me fez abraça-la quando esta por fim deixava o violão e vinha nos cumprimentar.

    Seguindo-a para ir me sentar ao lado de Alfie eu ria baixinho ao ouvir sobre seu sonho, um sonho que havia sido realidade, relaxando no sofá a pergunta de Melinda me fazia convida-la para se sentar no meio de nós, afinal ela estava belíssima com seus lindos cabelos presos.

    – Nós a conhecemos sim, bom vou deixar que ela mesma lhe responda, mas lhe darei a dica de que acredito que ela compreenda a força do que você construiu.

    Esperando pela reação de Melinda eu retirava os sapatos para cruzar as pernas e comentar de maneira breve.

    – Agora ela está com os brotos, mais tarde ela mesma irá te visitar. Helena estava preocupada com você mia amata.
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    Danto
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 7/3/2018, 17:00

    Melinda retribuía o abraço com afeto, para assim aceitar o convite e se colocar entre você e Alfonsus. O gigante se ajeitava no sofá e observava o ambiente como sempre fazia enquanto suas palavras eram ditas e claramente animavam a Regente, afinal, esta agora sorria sem nenhuma censura e esfregava as mãos em uma animação divertida de ser observada.

    -Obrigada pela dica! Mas espere, ela está com seus filhos?

    Melinda olhava de maneira curiosa e Alfonsus respondia:

    -Sim exatamente, algo sobre uma troca de filhotes temporários. Acreditamos que tenha sido uma boa ideia, ela ter contato com os mais jovens e especialmente com ela cada vez mais forte e curiosa para entender as novidades.

    A experiente rosa segurava o riso e concordava a cabeça positivamente.

    -Vocês fizeram bem, seus brotos vão aprender muito com ela e o inverso também. E sabe, fico feliz em ver ela reativando velhos costumes, só rezo para que os Deuses não a digam para começar a tomar banhos públicos, era tão constrangedor! Enfim, obrigada pelas palavra Pietra e obrigada, de verdade, por tudo.

    A fala de Melinda tinha claras mudanças de humor, ela nunca havia demonstrando tanta variáveis emocionais numa só fala, sendo até comum esperar para que ela fizesse curtas pausas para mudar de tom e assunto. Alfie observava isso com curiosidade e por fim, a própria Melinda dizia:

    -Além disso, devo agradecer vocês por correrem em meu amparo. Isso jamais erá esquecido!
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    Jess

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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 7/3/2018, 17:21

    Feliz ao ver Melinda se ajeitar no nosso meio, eu sorria ao ver sua animação e alegria, afinal as palavras de Helena haviam sido sinceras em torno de sua filha e aquela era uma conversa que as duas teriam de ter.

    Levantando as mãos de forma inocente eu ria ao comentar de leve em uma brincadeira.

    – Não sei de dica nenhuma!

    Tomando umas das mãos de Melinda eu brincava com ela feliz pela conversa que estávamos tendo, as claras demonstrações de sentimentos e variações ali apresentadas indicavam uma nova personalidade em nossa rainha, uma que ainda precisava se firmar com o tempo.

    – Ah ah ah! Nem pense nisso mia amata, fizemos porque nossos corações se entristeceriam com sua falta. Não o fizemos pensando em presentes. Você cuidou de mim quando não o precisava, só estamos retribuindo isso mia amata.

    Comentava ao puxa-la para meus braços e aperta-la com carinho, Melinda estava claramente mais viva e solta, algo que sempre sonhará em ver e agora se tornava realidade.

    “As mudanças vão ser notadas por todos, ela precisa estar mais forte antes disso.”
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    Danto
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 7/3/2018, 17:49

    Alfie ria da sua brincadeira, já Melinda piscava indicando que havia entendido a deixa. Em seguida ela ouvia a sua resposta com atenção e concordava com a cabeça, indicando que havia compreendido e por fim, esta se entregava ao seu abraço. Permanecendo um bom tempo ali enquanto respirava tranquilamente e fechava os olhos.

    -Não sou um grande apreciador de cabelos presos, mas devo admitir, você fica ainda mais bonita com eles assim querida.

    Diz Alfonsus fazendo um suave carinho no ombro de Melinda, que suspirava e sorria alegremente, para sair sem pressa alguma dos seus braços e olhar para Alfie, agradecendo-o com um largo sorriso e um beijo na face.

    -Aliás, uma pergunta. Se minha mãe está com seus filhos, isso quer dizer que vocês vão ser meus pais pelo resto da noite é?! Isso vai ser curioso e divertido!

    Melinda ria, afinal, ela era muito mais velha que Alfonsus e isso fazia dela muitas vezes mais antiga do que você era, no entanto, a mesma parecia se divertir com a situação. Tomando então a liberdade de colocar a cabeça no seu colo e os pés por cima de Alfonsus, ela se esparramava no sofá e comentava:

    -Estive conversando com Melisande sobre o futuro, será impossível manter Helena longe da Espada, ela me disse que vocês andaram conversando... O que achou da ideia dela Pita?
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    Jess

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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 7/3/2018, 18:38

    Rindo da reação de Alfonsus e Melinda, eu a recebia em meus braços com todo o carinho que possuía, afinal eu a amava como uma avó que ela era. As palavras de Alfie me faziam concordar com o mesmo, os cabelos presos de Melinda lhe davam um ar novo e doce, algo que não havia como ignorar.

    – Devo dizer que essa roupa está linda em você!

    Dando espaço para que Melinda saísse de meus braços, eu me ajeitava no sofá para sentar de frente para os dois, ouvindo as palavras de Melinda eu ria ao aceita-la novamente me meus braços, ajeitando seus cabelos em meu colo eu lhe beijava na testa com carinho.

    – Seremos sim, pelo menos até a meia noite e meia, então aproveite os carinhos mia amata.

    Enfiando meus dedos por entre o cabelo preso de Melinda, eu brincava de acaricia-los sem desmanchar o penteado, sua pergunta porem me fazia sorrir com calma. Melisande sabia bem o que fazia e estava certa em tomar providencias, restava apenas saber como Helena reagiria a isso.

    – Seria uma pena vê-la adormecer de novo, ela estava se sentindo perdida nesse tempo, mas acredito que começou a se achar no agora. Melisande está certa em cuidar para que Helena não cause problemas que não podemos dar conta. Afinal sua mãe é poderosa e as vezes se esquece disso.

    “Ela está tão feliz com o que descobriu hoje, realmente seria uma pena.”
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 7/3/2018, 22:25

    -Obrigada pelos elogios, amados!

    Dizia Melinda que fechava brevemente os olhos aceitando o carinho que você fazia nos cabelos dela, era possível ver uma diferença agora na postura dela, os ombros estavam bem menos rígidos e a coluna se permitia assumir posições menos firmes. Sorridente, ela abria novamente os olhos para comentar de maneira divertida.

    -Entendi tudo mãe, concordo contigo, Helena as vezes perde um pouco das dimensões. Seria triste deixá-la dormir de novo, não é o que eu quero para aquela pequena rosa, por isso será importante construir uma pequena organização para duas funções, a primeira, servir como conselheiros para ela e outra, preservar o ar que ela ira trazer pra dentro da Espada. Alias, Pai, como foi encontrar com a maior rosa viva do caminho da respiração?

    Alfonsus ria com os termos que Melinda escolhia usar, colocando as mãos sobre as pernas dela, o homem olhava para ela com um sorriso sincero na face, para responder:

    -Foi bem estranho no começo, esperava ser interrogado, depois esperei ser julgado mas no fim, pudemos receber dela um presente incalculável. E sua mãe me disse que Helena ainda flertou comigo, não poderia ser melhor!

    Melinda ouvia tudo com um sorriso na face, até ele mencionar o flerte, ali ela dava um tapa no ombro de Alfonsus! E resmungava com uma voz manhosa:

    -Não pode! Não pode, que coisa feia Pai!

    Alfonsus não conseguia ficar serio, tão pouco a própria Melinda, os dois acabavam por se encarar e rir juntos daquela cena.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 7/3/2018, 22:53

    Observar as mudanças suaves mas claras na personalidade e comportamento de Melinda me deixava curiosa, descobrir como era a mais selvagem rosa que eu já havia conhecido era um tesouro incalculável, mas ver seus sorrisos e suspiros se tornavam uma dadiva única.

    “Até onde vão essas mudanças? Será tão lindo descobrir ao lado de Alfie e dos outros.”

    Ouvindo as palavras de Helena eu sorria ao concordar com a mesma, Melisande já começava a planejar essa comitiva e faria de tudo para que Helena conquistasse um papel chave dentro da estrutura da Espada, um peso inegável pendia ao nosso favor.

    Rindo diante dos carinhosos termos usados por Melinda, meu riso apenas crescia ao ver a mesma bater no ombro de Alfie ralhando sobre o pequeno flerte ignorado, algo que a pequena havia tratado de terminar sem dar tempo para que Helena se animasse.

    – Venha cá, ele nem percebeu o flerte. Além do mais a pequena a mordeu deixando claro que seu pai já tinha dona.

    Respondia ao abraçar Melinda pelas costas e aperta-la com carinho.

    – Alias, ela ficou com os brotos temendo que algum deles fossem roubados! Afinal ela descobriu que Helena entende bem o significado de uma boa mordida.

    Beijando o alto da cabeça de Melinda eu fazia questão de enfiar meu nariz em seus cabelos apenas para ficar ali feliz a sentir seu perfume.

    – Alfie se prontificou a ensinar os limites saudáveis dos poderes de Helena, com isso será mais fácil lidar com aquela pequena inquieta. Ela fez questão de nos apresentar a Iontius e eu ainda não tenho ideia de como ela conseguiu tal feito, já que ele ainda está dormindo.
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    Danto
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 8/3/2018, 13:21

    Os dois ainda riam um pouco quando você falava, Melinda logo soltava um pouco do peso quando sentia o seu abraço e ia se ajustando novamente sobre o sofá. Alegre ela ouvia a suas palavras e comentava:

    -É impressionante como o comportamento da sua pequena se assemelha com o de Helena, duas pequeninas rosas arteiras!

    Melinda então fazia um sinal de aprovação com a cabeça para a sua fala inicial e olhava na direção de Alfie assim que você terminava, pois o homem logo se pronunciava.

    -Eu entendo que existe um abismo de forças entre nós, mas ela tem uma enorme origem militar e eu também, é um fator raro entre as rosas. Por isso acredito ser capaz de ajudá-la nessa questão.

    A resposta era então oferecida ao homem com um tom bem calmo e feliz:

    -Você está certinho Alfie, são raros mesmo! Eu sei que você vai conseguir, ouvi minha filha contanto sobre como você lidou ontem com um dos bispos locais, sua força o precede querido! E nossa deve ter sido de fato uma lindíssima experiência, conhecer o progenitor da linhagem de vocês não é mesmo? Esses são apenas um dos vários poderes que a nossa expansão sensorial especial consegue alcançar. Para Helena, Iontius é família, sangue do mesmo sangue. E o sentimento é reciproco... E considerando que mesmo em torpor, os sentidos não se fecham e sua alma ainda responde a todos os estímulos ao seu arredor.

    Alfonsus ouvia as palavras da experiente matusalém com curiosidade, eram informações não só interessantes mas importantes. O gigante então olhava para ti e sorria:

    -Precisamos então construir uma agenda de apresentações a serem feitas a ti quando tua hora de adormecer chegar querida, assim, não faltará estímulos para que retornes mais rápido pra nós.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 8/3/2018, 13:59

    Recebendo novamente o peso de Melinda em meus braços, eu ria com meus dois amados ali sem medo, ainda mais quando o perfume de minha querida rainha invadia meu olfato sem restrições. A pequena comparação de Melinda sobre minha pequena e Helena me fez concordar, ambas eram parecidas e inquietamente vivas.

    – Sim, Helena ficou surpresa em descobrir que quando mais nova eu era tão irrequieta quanto elas, mas ficou bem feliz em descobrir que o castigo do mármore foi passado a frente.

    Comentava com carinho, entrelaçando minhas mãos com as de Melinda eu sorria ao escutar as palavras de Alfonsus, mas a resposta de nossa rainha me deixava pensativa, afinal aquela era uma curiosidade interessante sobre nossas pétalas e capacidades.

    “Então é assim que Violleta nos visita! Será que eu teria a mesma capacidade?”

    As palavras de meu amado gigante, arrancavam um suspiro gigantesco de meu corpo, era com cuidado que eu segurava a emoção para responde-lo com carinho e amor.

    – Eu serei a rosa mais amada com todos esses cuidados Alfie. Tenho certeza de que você e Freddy se esforçaram para que eu não demore a acordar.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 8/3/2018, 20:36

    -Ah sim, o castigo do mármore! Ai como eu detestava isso!

    Resmungava Melinda, cruzando os braços e fazendo uma careta desaprovando aquele comportamento. Alfie agora ajeitava as pernas da pequena rainha ali sobre o colo dele enquanto a mesma parecia se derreter com as palavras que eram trocadas por vocês, chegando a suspirar quando Alfie se esticava com cuidado pelo sofá para conseguir beijar os seus lábios e ali olhar no seus olhar para declarar:

    -Meu coração se alegra em ouvir sua confiança em nós, porque não haverá um anoite em que você não será amada por todos nós, até Eddie entrará na lista e se ele tentar escapar eu o pego pelas orelhas!

    Afirmava o homem que agora tocava na ponta do seu nariz de maneria carinhosa e sorria. Melinda suspirava outra vez e ia se aninhando entre vocês dois, para cuidadosamente esperar que o assunto terminasse para só então sugerir:

    -Então, o que vocês acham de me ajudarem a revisar o que aconteceu em Nova Orleans? A obsessão se foi, mas eu ainda precisa compartilhar com alguém e eu adoraria que fosse contigo Pita...
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 8/3/2018, 21:02

    A reação de Melinda diante do mencionar do castigo do mármore me fez abraça-la com mais carinho ainda, quase embalando-a em meus braços, afinal eu a protegeria daquele castigo injusto e trabalhoso.

    “Eu já tive que usar com Lotte, ela aprendeu mais rápido do que eu imaginaria.”

    Os movimentos de Alfonsus me faziam observa-lo, mas suas palavras carinho e beijo ecoavam em minha alma sem medo, eu o amava e amava toda aquela preocupação em torno de minha figura, mesmo que meu coração encolhesse com a simples ideia de adormecer, era necessário e não havia como fugir disso.

    – Tenho total certeza de que ele não vai querer ter as orelhas puxadas! Sou a rosa mais amada que já conheci, e não tenho vergonha de admitir isso.

    Puxando uma das mãos de Alfonsus para ali depositar uma suave mordida, minha atenção se voltava para Melinda e sugestão, concordando com a mesma era com carinho que beijava o alto de sua cabeça para responde-la.

    – Nós dois estamos curiosos sobre isso mia amata. Voltar para as trilhas da humanidade é uma tarefa complicada, ainda mais quando se está muito tempo longe delas. Posso compartilhar o que me mostrares com Alfonsus sem muitas dificuldades, nossa ligação vem crescendo, o que nos facilita a troca de pensamentos.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 8/3/2018, 22:54

    Havia na face do seu apaixonado gigante um puro sorriso de alegria que diante da sua mordida, se intensificava e se tornava impossível de passar despercebido, ele estava mais feliz do que nunca antes estivera e isso era lindo de se poder ver a uma distância tão curta. Melinda suspirava ao receber o beijo no topo da cabeça e soltava um pequenino som pelos lábios, para então tocar com cuidado nas suas mãos e respirar fundo.

    -É verdade, mas não se preocupe. A sua conexão com sua mãe é muito mais forte, faça com ela e assim eu poderei ter um breve acesso em consequência da minha conexão natural com ela.

    A regente então concordava positivamente e com cuidado, saia daquela posição confortável para correr até a mesa central, removendo os sapatos e então triando de cima da mesa o lindíssimo vaso com incontáveis joias e muito ouro. Entregando o mesmo para Alfie ao jogar o vaso na direção do homem sem nenhum aviso prévio! Por sorte, ele era rápido o suficiente para segurar o objeto e olhar confuso para Melinda, esta por sua vez ria e subia na mesa de centro, fazendo um sinal para você também subir.

    -Venha! Deixe-me mostrar a você como foi!
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 8/3/2018, 23:12

    O sorriso crescente de Alfonsus enchia meu peito, coração e corpo de amor, era inevitável ver o amor de meu gigante transbordar, isso me deixava feliz, já que eu sabia que seria cuidada e que cada pequeno cuidado dado durante meu sono me faria despertar mais rápido.

    “Não posso fugir disso. Alfie está certo, é melhor adormecer antes que se torne mais longo do que o necessário.”

    O suspiro de Melinda e seu toque chamaram minha atenção, as palavras de meu amado gigante eram verdadeiras, nossa conexão era forte e amável, seria mais fácil mostrar o que meus olhos viriam ao gigante, já que nossas mentes se abriam com facilidade um para o outro.

    Soltando Melinda de meus braços, era com curiosidade que eu via o lançamento do vaso, surpresa com a ação desta eu ria diante da facilidade que Alfie pegava o item dourado, afinal ele reagia com rapidez evitando um acidente.

    – Mocinha avise quando for fazer uma dessas! É um vaso caro.

    Ainda rindo eu me levantava apenas para dar um beijo na testa de Alfonsus e correr até a mesa indicada por Melinda.
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    Danto
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 8/3/2018, 23:55

    -Desculpa mãe! É que eu sabia que o Pai ia segurar, confio nele! Prometo avisar da próxima, prometo!

    Respondia Melinda ainda de pé sobre a mesa enquanto Alfonsus ria com o vaso em mãos, no momento em que você subia na mesa a experiente rosa a puxava para um abraço apertado, apoiando a cabeça no seu tórax, tentando ouvir o seu coração. Era possível ver o gigante ir colocar o vaso na mesa um pouco mais distante e ali, a mulher nos seus braços contava:

    -Uno, dos, tres, cuatro, cinco, seis, siete, ocho, nueve...

    Antes de alcançar o dez, um som firme se expandia pelo ambiente. Seu corpo inteiro tremia e era mantido no mesmo lugar com firmeza pelas mãos dela, então um convite era feito, um convite para fazer um voo! Não um voar real, mas algo metafórico, um voo da sua consciência sobre uma memória. No momento em que você aceitava o convite que era feito pela essência de Melinda, um som profundo e aterrorizante de trovão partia os céus no meio! Uma chuva fortíssima então caia sobre ti, encharcando seus cabelos e pesando seus ombros...

    Seus pés caminhavam pela lama escura de um ambiente pantanoso, o cheiro fortíssimo daquela região se misturava com um perfume feminino único. Seus olhos, enfrentavam com dificuldade aquele temporal que insistia em cair, para buscar por aquele perfume doce. Ele parecia perto, mas não importava o quanto você o procurasse, não importava! A sua vida era destinada a caminhar sozinha, com os pés na lama suja dessa mundo e sob as trevas deste, era o preço a ser pago para que seus protegidos pudessem crescer.

    Porém, quando a esperança morria uma forte luz solar invadia o local! Como uma tocha arder no fim de um túnel! Aqui as percepções se separavam, a sua perspectiva era lançada para os céus, como se ali, você fosse um pássaro! Porém, com a mesma velocidade que você ia, você descia... Pois asas não era você que possuía mas sim o sol a sua frente de Melinda! Curiosamente, sua percepção então era transferida a de um pequeno animal próximo, um felino de pequeno porte, algo que a fazia se sentir até mais confortável.

    - Suas... Suas cicatrizes... Mas... Como estás a flutuar? Não entendo... Mas acho que vós achou o caminho. Estou certa?

    Questionava Melinda para o seu sol. Este agora tinha forma, não era apenas luz! Era uma mulher totalmente desnuda, com uma pele branca e longos cabelos negros. Porém, nas costas dela haviam cicatrizes terríveis, estas pulsavam uma energia avermelhada e dourada, como a grande estrela do céu. A cicatriz era profunda, na aura dela e pareciam que suas asas haviam sido arrancadas por uma brutalidade tenebrosa. No entanto, ali estava ela, imersa na maior de todas as confianças do mundo. E era aquela luz que purificava o coração de Melinda.

    Não só a luz dela, mas também a aura. A mais intensa a maravilhosa aura que você já havia visto! Era até difícil evitar o fascínio diante dela, pois ali haviam incontáveis significados. Dentro daquela aura havia uma força vital que você nunca havia visto em toda sua vida, os traços da maldição de Caim se misturavam com uma essência feerica complexa e poderosa, esses raios dourados se mesclavam a um amarelo e a um âmbar avermelhado. Uma composição magnífica que se manifestava imaterialmente em um formato de asas enormes e amplas!

    -Aqui eu sou Peanaidh Gwydion, A Baronesa dos Altos Grifos. Filha de Eòin e Líadan! Está a resposta necessária para tudo que venha a ver ao meu lado, minha Melinda. E acredite no seu Sol, nós jamais iremos nos perder, porque ele nasceu para caminhar por esse caminho...

    Respondia o sol, com seu sotaque escocês fortíssimo. Melinda, ainda assustada abaixava a cabeça e dizia:

    - Meu caminho... É para a esquerda... Lá estão meus inimigos... Acredito que este será nosso adeus então... Minha querida fada... Meu sol... Meu anjo! Adeus.

    Com essa fala, a mulher finalmente virava-se para olhar na direção de Melinda. Com um puro sorriso que irradiava a luz mais amarela dessa mundo, ela se manifestava como um raio de esperança, toda a insegurança da regente desaparecia, a sujeira de seus pés desaparecia e o peso dos ombros se tornava leve outra vez. E a resposta do anjo solar era:

    - A minha luta é trazer a Luz para esse mundo, ser o Sol para as Trevas! Eu a convido, minha Rosa, a vir comigo para a Luz... Entendo que teu caminho é outro, respeito-a profundamente por isso e sabia que és livre acima de tudo. Mas eu posso levar você comigo... Ao meu lado não haverá apenas uma batida de coração, haverão milhares... Por isso eu a convido mais uma vez, venha comigo. Veja com teus próprios olhos o teu Sol brilhar!

    E nesse momento, diante daquelas palavras, você sentia a sua luz brilhar! O anjo solar estendia a mão direita na direção de Melinda e enquanto estava se atirava para agarrar naquela linda e delicada mão. Elas se tocavam e a sua luz se expandia ao encontro da energia dourada que pulsava daquela moça que sem as asas, flutuava como se as tivesse! Esse encontro era tão forte que os olhos púrpuras dela se voltavam na sua direção e ali, vocês duas trocavam um breve olhar, sorrindo ela dizia a ti:

    -É a primeira vez que eu sinto uma luz como a sua, então ainda existe esperança! Obrigada, cara desconhecida...

    Esse era o fim das memórias! Você caia então de supetão para dentro do seu corpo outra vez, dentro da realidade daquela sala lindíssima do castelo. Melinda cuidadosamente descia contigo da mesa e perguntava ansiosa.

    -Então querida, o que achas?
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 9/3/2018, 00:37

    As palavras de Melinda me faziam olha-la com suspeita, é claro que logo depois o riso escapava de meus lábios, da mesma forma que escapavam dos lábios de meu gigante. Ficando de pé no centro da mesa diante de minha rainha, meus braços se entrelaçavam ao seu corpo da mesma forma que ela o fazia comigo.

    Respirando profundamente, meus olhos observavam Alfonsus ir depositar o vaso em outra mesa, a contagem de Melinda em italiano me fez fechar os olhos e esperar, coisa que não demorou muito é claro. A sensação de estar voando logo foi sobrepujada pelo som do trovão e o peso de meus pés e a chuva que se abatia contra meu corpo, o corpo de Melinda.

    Perdida no escuro o sentimento de abandono se fazia presente sem nenhuma piedade, meu coração fraquejava diante da força a ser mantida, a barreira que protegia os acolhidos em graça, a única coisa que me mantinha ali a caminhar era o perfume doce que a chuva e o cheiro do lugar não encobriam, a dona do perfume estava ali e isso me dava forças, mesmo que escassas.

    O brilho forte me afastou dos sentimentos de Melinda, a vista de cima por alguns instantes logo era trocada pela visão felina, ali havia um conforto suave, mesmo que o animal estivesse incomodado com a água pesada.

    A frente de Melinda eu podia observar uma cainita, as cicatrizes em suas costas e palavras trocadas me faziam prestar atenção em cada detalhe da cainita, a pele alva em contraste com os negros cabelos, a luz que emanava de seu corpo, tudo era uma profunda incógnita, uma que ganhava novos contornos diante da magnifica aura que brilhava a sua volta, as assas finalmente se revelavam fazendo até mesmo que o felino suspirasse encantado.

    O nome ali apresentado, a força suave e a brilhante luz causassem um suave fascínio, algo que certamente o felino teria estranhado, se a confusão de Melinda não me trouxesse de volta, aquele era o ponto que havia mudado a Regente, afinal nada podia permanecer intocado diante daquela frondosa luz e promessas.

    Diante dos olhos purpuras eu sorria, o felino assentia com um breve movimento antes da visão e memória se desfazer. De volta ao meu corpo, minhas pernas tremiam de leve, balançando a cabeça eu sentia os cuidados de Melinda e ouvia sua pergunta.

    – Vou ter trabalho com aquelas assas!

    Rindo eu me sentava sobre a mesa com a ajuda de Melinda, respirando profundamente para deixar que meus olhos se acostumassem novamente com a realidade que me cercava.

    “Ela não é uma cainita comum... Fada... Eu imaginava que era quase como um conto, estava enganada então.”

    – Ela brilhava como um sol, seria estranho se ela não pudesse expulsar as trevas que encobriam suas pétalas mia amata.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 9/3/2018, 10:50

    Seus sentidos voltavam a realidade, mas não completamente esqueciam dos ecos daquela vívida memória. Especialmente seu tato, você sentia seu corpo frio como a muito tempo este não ficava, lembrando inclusive seus momentos antes do brilhar da sua luz. Melinda fazia um suave carinho na sua face, enquanto falava e ao notar o frio, ela discretamente chamava por Alfonsus, apenas com os olhos.

    -O mais interessante é que eu possuo pequenas memórias de ter encontrado o meu anjo sob outro nome e função, junto da Torre de Marfim, todavia, essa é a única verdadeira e sólida memória que não me abandona... Bem, existe a da final da noite também, mas essa é... Intima em demasia...

    A parte final da fala de Melinda soava com uma certa vergonha, a mesma até abaixava um pouco a cabeça e desviava o olhar e enquanto ela fazia isso, Alfie se aproximava de ti, ajoelhando-se a sua frente e com as mãos bem quentes buscava pelos seus pés que estava realmente bem gelados naquele momento. Ali ele iniciava uma curta massagem e comentava com um tom suave para Melinda.

    -Filha, por favor. Pegue uma coberta para sua mãe?!

    Os olhos de Alfonsus estavam preocupados contigo e a rosa logo entendia o recado, balançando a cabaça positivamente ela cruzava a sala e adentrava o quarto que ficava logo na próxima porta. Enquanto ela fazia isso, Alfie a recolhia para junto dos braços dele e a levava até o sofá.

    -E então Pita, com o que estamos lidando?

    Pergunta o homem, que se deitava sobre o sofá e a mantinha bem próxima do corpo dele em um abraço carinhoso e quente.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 9/3/2018, 11:31

    O frio me cercava sem a menor cerimônia, incapaz de conter o tremer de meu corpo eu ria diante desse fato, era curioso já que eu tinha lembranças daquele mesmo frio antes do despertar de minha própria luz.

    “Nunca mais reclamo de Berlim ser gelada, vou levar semanas pra tirar esse frio todo dos meus ossos!”

    Esfregando os braços, minha atenção se voltava para Melinda, suas palavras e a pequena indicação de vergonha me fizeram sorrir, puxando-a para beijar sua testa e passar a mão sobre seu cabelo.

    – Nunca lhe pediria isso mia amata, acho que conseguimos ter uma ideia do que foi me mostrado. Não se preocupe, ok?

    O toque quente das mãos de Alfonsus em meus pés arrancavam um sorriso carinhoso e agradecido de meus lábios, ouvir a palavra coberta me fez concordar prontamente com o pedido. Ser recolhida pelos braços quentes de meu gigante e cuidadosamente ser deitada por cima de seu corpo encerravam o estremecer algo que me arrancava um suspiro feliz, a pergunta de Alfie porem me deixava pensativa.

    “Ela é diferente de tudo que já vi ou li! Mas ainda assim é uma cainita... Como a maldição a afetou?”

    Me encolhendo nos braços de Alfonsus, eu o beijava na ponta do queixo para responde-lo.

    – Ela é uma Kyasid, uma de sangue poderoso mas não tão velha quanto eu, eu diria que mais jovem, mas já passou dos anos como neófita. Ela é diferente Alfie, a aura dela... Nunca vi nada parecido com isso, era linda, brilhante e viva, era a aura dela que faziam suas assas... Ela tem cicatrizes nas costas, as assas verdadeiras foram arrancadas... É como se ela fosse um segundo farol, está no caminho eu pude ver isso.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 9/3/2018, 23:54

    Melinda sorria aliviada com a certeza de que algo mais intimo não precisaria ser exposto, assim ela ouvia as recomendações e pedidos de Alfonsus para logo ir buscar um cobertor para ajudar a tirar o frio do seu corpo.

    Nesse meio tempo, sem Melinda no ambiente. Alfonsus a abraçava com ternura, as mãos dele suavemente esfregavam as suas costas, aquele calor a ajudava a quebrar aos poucos aquela estranha sensação de friagem que parecia demorar a sair.

    -Uma Kyasid que sobreviveu por tanto tempo... Curioso e ao mesmo tempo fascinante, em meus tempos como neófito, eles eram considerados ultrajes a cultura cainita. Por sorte esta encontrou uma forma de se proteger dentro do novo mundo, afinal, mesmo que tenhas suas cicatrizes ela parece ter alguma conexão contigo através dessa energia complexa que aprendemos a chamar de luz. Mas, uma aura com formas, isso é novo. Todavia, acredito que podemos relaxar não é mesmo? Afinal, se ela for um farol da mesma forma que você é, ela não terá tendências realmente malignas por trás dessa purificação de Melinda correto?

    Questionava o homem que beijava o topo da sua cabeça e apertava ainda mais aquele abraço de maneira bem carinhosa e firme, o interessante agora era notar como a respiração dele ficava mais vívida e constante por causa do calor acentuado que corria pelo corpo dele. A mudança de caminhos se manifestava mais poderosa a cada noite no homem.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 10/3/2018, 00:21

    O sorriso aliviado de Melinda me deixava alegre, nunca a colocaria ou a exporia a uma situação que ela não aceitasse ou estivesse confortável, já que em meu coração eu sabia que ela faria o mesmo por nós dois, sua saída porem me fazia encolher dentro do abraço quente de Alfonsus.

    Suas mãos quentes massageavam minhas costas fazendo com que eu escondesse meu rosto em seu peito para me aquecer, suas palavras chamavam minha atenção, Alfie era mais velho e havia visto muito das grandes mudanças cainitas.

    – Também acredito que essa força nos una, ela me encarou durante a memória, é como se tivesse realmente me visto... Talvez sua aura seja uma mistura das duas naturezas dela... Não tenho ideia de como a maldição funciona exatamente em um kyasid, ainda mais em um que sobreviveu por tanto tempo. Sinceramente não acho que essa força possa nascer em um coração que tenha más intenções, ela me pareceu preocupada com Melinda, o que me faz ter certeza de que devo tomar cuidado para preservar sua identidade, seria o mais certo a se fazer.

    Comentava ao cuidadosamente enfiar meu nariz no pescoço de Alfonsus afim de esquenta-lo, aproveitando o movimento eu o beijava ali apenas para perguntar de maneira suava.

    – Podemos dormir assim hoje? Juro que é tão confortável!

    “Quem é você escocesa de olhos purpuras?! Obrigada por cuidar de Melinda, ela precisava tanto disso.”

    Observar as mudanças latentes de Alfonsus me alegrava, ele havia se reencontrado com a humanidade e escolhido o caminho que mais lhe agradava, agora estabilizado e feliz era incrível ver como ele se tornava vivo a cada nova noite.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 10/3/2018, 14:03

    -Também não sei muito profundamente sobre Kyasid's e suas formas, na realidade, acredito que Eddie possa nos dizer mais a respeito sobre o assunto, sendo ele um homem bem versado em magias e o sobrenatural. Todavia, concordo contigo querida, vamos deixar a identidade desta moça sob sigilo absoluto e compreender que o que salvou Melinda foi uma manifestação da luz.

    Respondia Alfie com um tom bem brando de voz, você praticamente ouvia a fala dele com pequenos ecos causados pela respiração, afinal, você estava sobre o mesmo e o corpo dele agora reagia com uma vida especial, um pouco tímida, mas bem mais latente do que jamais fora. Ele então suspirava diante da sua ação de esquentar o seu nariz, rindo baixinho o homem a apertava com carinho com os braços.

    Melinda enfim retornava, trazendo consigo uma manta branca de algodão. Sorrindo ela não tardava a lhe cobrir enquanto Alfonsus estava a lhe responder:

    -Claro que sim meu amor!

    A afirmação vinha acompanhada de um beijo carinhoso na sua cabeça, Melinda agora ajustava a coberta por cima de vocês dois e assim que terminava, suspirava para dizer:

    -Vocês são tão lindos juntos! Sabiam disso? Eu poderia até desenhá-los...

    Alfonsus olha na direção da experiente rosa e com um sorriso simpático e uma boa intenção, a incentivava:

    -E porque não querida? Não vou deixar a Pita sair daqui enquanto ela não estiver quentinha outra vez! Né Pita?

    Melinda então piscava os olhos algumas vezes e exibia um sorriso alegre! Primeiro a musica e agora o desenho? A arte dela estava voltando!
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 10/3/2018, 14:36

    As palavras brandas e encantadoras de Alfie me fazia suspirar, ouvindo-o com atenção minhas mãos e corpo se prendiam em estudar sua respiração, um encanto novo que meu eterno gigante havia conquistado.

    - Sim, Eddie deve saber mais sobre, talvez ele venha com a Carol, os dois estão de namoricos, mal posso esperar para ver esses dois juntos!

    O retorno de Melinda com a linda coberta abriu um sorriso suave em meus lábios, ser coberta sobre o peito de Alfie fazia com que eu me ajeitasse ali sem medo de me esticar e me esquentar, a resposta de Alfie me fez beija-lo na bochecha.

    "Descobrir sobre ela... Será que conseguimos?!"

    As palavras de Melinda e a resposta de Alfie arrancavam risadas minhas, mordendo o nariz de Alfie eu concordava ao olhar para Melinda e comentar.

    - Não saímos daqui sem ao menos um esboço seu mocinha!
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 10/3/2018, 15:46

    Alfonsus ria quando você mencionava o casal, não era uma risada de deboche ou de sarcasmo, mas sim uma pequena risada alegre de quem viu com os próprios olhos a relação entre eles crescer e que certamente havia convencido o próprio Eddie a tomar alguma providencia.

    -Certo! Já volto então!

    Respondia Melinda animada, a pequena rosa de cabelos negros corria novamente para dentro do quarto em busca de um papel e um lápis. Enquanto isso ocorria, Alfonsus se dedicava ao delicado processo de aquecer o seu corpo, as mãos do gigante conquistavam suas costas, com uma massagem bem carinhosa e firme, o mesmo a conduzia para cima, para que seus rostos pudessem se aproximar mais, ali ele beijava seus lábios repetidas vezes e se divertia em também beijar o seu nariz gelado. Diante de tanta ternura você começava a sentir o frio começar a lhe abandonar, ao mesmo tempo era possível sentir uma vontade enorme de rir, vindo da sua pequena que parecia ter presenciado algo muito divertido!

    Melinda enfim retornava com bloco de papeis em branco e um lápis, sentando-se no chão não falava nada, apenas começava a desenhar, com o papel sobre a mesa onde outrora vocês duas estiveram de pé. Alfonsus seguia com os carinhos, até ousar mordiscar a sua bochecha e perguntar:

    -É assim?!

    Era divertido ver o homem tentando aprender aquela pratica tão comum para você. Melinda suspirava, afinal, ela era testemunha de um amor verdadeiro e isso claramente a inspirava! Logo, após alguns minutos, ela corria na direção de vocês e dizia.

    -Mãe! Pai! Espero que tenha ficado tolerável, afinal eu não faço isso a tanto tempo!

    Dizia a regente, revelando o desenho. Eram traços simples, havia alguns pequenos erros é claro por falta de prática, no entanto, havia um talento incrível para o realismo das proporções! A cena estava rascunhada com vários méritos e para um recomeço, era surpreendente!
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 10/3/2018, 21:57

    O riso feliz de Alfie era compartilhado com meu próprio riso, havia certa alegria em ter visto aquela singela relação amadurecer sobre nossos cuidados, afinal ambos os envolvidos se resguardavam e haviam precisado de ajuda para dar continuidade ao sentimento que crescia.

    “Eles merecem ser felizes, os dois merecem, já passaram por provações demais nessa vida.”

    Feliz por ver Melinda correr novamente, eu me entregava aos cuidados de Alfonsus, aproveitando cada pequena caricia e partícula de calor que me era entregue, algo que me fazia sorrir sem medo de demonstrar o quanto isso me fazia bem. Feliz pelos inúmeros beijos cedidos aos meus lábios e até mesmo nariz, eu suspirava sentindo finalmente o frio começar a ceder lugar ao calor de Alfonsus, um calor que me completava sem machucar, mas nutrindo meu coração.

    A volta de Melinda foi marcada pela imensa vontade de rir que ecoava da pequena em meu rosto, balançando a cabeça eu voltava a me entregar a Alfonsus e seus carinhos, a mordida porem me fez olha-lo com amor e responder baixinho.

    – Use menos os dentes e mais os lábios, os dentes são só para apertar bem dele leve. Assim, oh!

    Com delicadeza eu me punha a morder a bochecha de Alfie com a máxima leveza possível, apenas para depois beijar o mesmo lugar e ficar ali aproveitando todo o amor que sentíamos um pelo outro, o suspiro de Melinda não passou despercebido é claro, meu coração se alegrava em ve-la tão bem e viva ainda mais a desenhar, algo que havia se perdido em meio ao cinza de suas antigas pétalas.

    “Ela está tão resplandecente! Obrigada mia cara desconhecida, eu lhe devo muito mia amata.”

    A corrida de Melinda com seu esboço me fez sorrir, observar o rascunho arrancou um suspiro de meus lábios, ali era claro que muitos dos ensinamentos básicos não haviam se perdido, faltava pratica é claro, mas o recomeço de nossa amada rainha se fazia digno de uma grande artista, puxando-a para um abraço eu a beijava na cabeça para comentar.

    – Voce não esqueceu como é desenhar, está lindo mia amata! Um pouco de pratica e nada mais vai ser um desafio, juro.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 11/3/2018, 13:01

    -Ah! Acho que entendi!

    Exclamava Alfie que sorria após receber os seus carinhosos mimos, o homem seguia a aquecer o seu corpo com o próprio e acabava por rir um pouco ao ver a corrida tão animada de Melinda, pacientemente o gigante observava as ações dela, com uma inevitável admiração nos olhos.

    -Pita tem razão, só lhe falta voltar a praticar querida. Reserve pelo menos meia hora, antes de dormir, para desenhar, pois o seu talento e técnica estão claramente expostos no desenho!

    Melinda abria um sorriso acanhado, dentro dos seus braços ela aproveitava para lhe apertar e respirar fundo. Saindo um pouco da personagem mais infantil, a mesma olhava então nos seus olhos enquanto passava uma mão na sua face, em um carinho gentil.

    -Se um dia fui eu que lhe ofereci conforto e a sensação de esperança e segurança, hoje é você que me oferece isso querida. Gratidão é algo especial e por isso eu agradeço a Deus por tua existência.

    Com calma e leveza, ela se afastava um pouco, apenas para buscar uma almofada e sentar-se ali junto do sofá e até mesmo puxar uma porção da coberta para si.

    -Queridos, temos um tópico interessante a ser discutido e este envolve você diretamente Pietra. E este é a nossa humanidade! Acredito que nós, pessoas de poder e influência dentro da Espada, ainda não poderemos nos expressar abertamente sobre a humanidade, todavia, esta irá crescer consideravelmente junto da Espada e eu gostaria de poder oferecer segurança total aos que escolherem esse caminho... Por tanto, penso em estruturar algo similar a Mão Negra, mas com o objetivo de encontrar e acolher os membros da humanidade e seus vários ramos que escolhem a liberdade que a Espada oferece. A Lótus Branca. O que acham queridos?

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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

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