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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato VIII - O Anjo Solar

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    Danto
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 14/3/2018, 22:38

    -Bem, agora toda vez que você for buscar uma manta eu ficarei realmente preocupado!

    Brincava o homem que concordava com a sua fala sobre ir até o banheiro, seguindo-a sem muita pressa o mesmo parecia já pensativo e seguia a sua ação de remover as peças de roupa e colocá-las ajeitadas sobre o mármore. E assim que você pronunciava o nome de Elonzo, Alfonsus respirava bem fundo e passava um das mãos pelos cabelos e em seguida coçava um pouco a barba na altura do queixo enquanto se movia, para enfim parar na sua frente e começar a falar:

    -Veja, eu quase o destruí durante o final da década de noventa. Realmente me faltou muito pouco, se eu tivesse encontrado mais uma única razão... No entanto, sinceramente, não sei exatamente dizer onde está meu coração quando o assunto é o pequeno rapaz que nós chamamos por Senhor.

    Alfie não parecia incomodado, era a primeira vez que o mesmo estava totalmente aberto a conversar sobre o tópico.

    -Sabe, um pouco da famosa história da minha aliança com ele é falsa. Eu não o conheci quando ele era um promissor jovem Toreador. Quando ele ainda era um neófito, ele veio a Nápoles a negócios e acabamos por nos conhecer, o mesmo só é trinta anos mais antigo do que eu sou. Antes de ser abraçado eu o servi como um vassalo fiel, todavia, acredito que ele me abraçou para que eu pudesse ser uma figura Paternal. Algo que eu não fui, a memória dos meus filhos ainda eram muito recentes e eu o via como um jovem nobre...

    O gigante então se aproximava ainda mais de ti, os olhos dele deixavam bem claro como haviam emoções fortes e confusas dentro dele. Suavemente o mesmo passava uma mão pelos seus cabelos, em um carinho suave.

    -Houve até um período curto quando eu enfim me tornei um cainita, em que ele me olhou com olhos apaixonados. Ali eu tive de tomar uma decisão, minha escolha foi de me colocar ao lado dele como uma força de conquista e não como alguém para cuidar dele. Não poderia corresponder a nenhuma forma de amor que Elonzo esperou de mim e o resultado foi um rapaz amargo que seguiu a fazer erros, atrás de erros.


    Olhando então para o teto, ele respirava fundo outra vez e finalizava o longo monólogo.

    -Esses anos em que fui visitar Loretta em seu aniversário, pude ouvir mais sobre o adormecer dele. E lhe garanto, foi um dos mais solitários e terríveis que eu já ouvi... Não existe mais nenhuma necessidade dentro de mim de puni-lo pelos erros dele, o mesmo já amargurou pelas próprias mãos. Mas eu não sei o que sentir, as vezes sinto falta, as vezes sinto gratidão, as vezes me sinto culpado. A verdade é que eu ainda sonho em um dia levar todos vocês a Florença, sonho em vê-la adentrar a capela em Roma... E você querida, onde você vê o seu coração?
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    Jess

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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 14/3/2018, 23:29

    Rindo diante da brincadeira de Alfie, eu continuava a pequena tarefa de retirar o vestido sem presa, é claro que podia sentir os olhos de meu gigante acompanhando meus movimentos, mas isso não me incomodava.

    Sentada na beirada da banheira, pude observar as reações de Alfonsus, nelas não havia raiva ou vontade de fugir daquela conversa, o que me parecia bom, já que aquele tópico nos envolvia e de certa forma envolvia nosso jardim inteiro.

    Ouvindo suas palavras era com calma que sorria na direção de meu gigante e amado, muitas de suas palavras me eram novas e isso revelava inúmeras certezas de um passado ao qual não fiz parte.

    “Ele viu seus filhos envelhecerem... Como isso afetou seu coração meu amado?”

    Sentindo o toque de Alfie em meus cabelos, não havia como segurar o suspiro, não quando eu amava aquelas mãos e os carinhos que elas pareciam não se cansar em reproduzir, escutando atentamente cada palavra de Alfonsus, era com calma que eu tomava suas mãos para beija-las, batendo de leve sobre a borda da banheira em um convite para que ele sentasse ali, eu suspirava ao começar a falar.

    - No início, quando Eva e eu ainda não tínhamos chegado a Madrid, ou quando o convite da Espada ainda não era feito, eu o odiava profundamente, assim como o temia. Não tinha forças para lutar contra isso, e mesmo que tivesse nossa relação não havia sido a melhor. Meu coração via nele a figura que havia tirado meus pais e irmão de mim, mesmo depois de aceitar minha nova natureza ele não se encaixava na figura de pai ou um irmão mais velho.

    Respondia ao coçar de leve a nuca, enunciar aquelas palavras livravam meu coração de uma velha carga indesejada, mesmo assim eu temia que isso me ferisse.

    – Mas eu cresci, me tornei aquilo que ele tentou me transformar, mas fiz por vontade própria, porque precisava garantir que Eva estivesse segura. Então a figura de Artur apareceu, ele me fez ver que eu podia crescer mais e assim o quis. Berlim foi marcada por primeiras noites cruéis e difíceis, mas o tempo tratou de arrumar isso. Foi observando Gustav que percebi a sorte que tive com nosso pequeno senhor, Elonzo nunca foi um monstro, era amargurado e não sabia ouvir um não, mas nunca um monstro.

    Continuava ao olhar para os olhos de Alfonsus, já não havia magoas em meu coração, não quando o destino havia feito que as más escolhas de Elonzo se voltassem contra ele.

    – Troquei algumas cartas com Loretta, ela é uma boa irmã e eu a adoro por isso, foi uma filha melhor do que poderia ter sido. Quando Artur se revelou ser Friedrich eu senti pena dele e de Elonzo, claro que não foi a pena que me fez permanecer ao lado de Fredy, eu o amo mais agora do que jamais teria amado Artur, mas essa pena se fez pela figura dele também, seus erros comigo eram tão pequenos diante do que Fredy suportou, ele sim tinha motivos para odiar seu senhor, comparado a ele eu era apenas uma menina chorosa com saudades de casa.

    Não havia como evitar a singela lagrima que escorria por meu rosto, meu passado me ensinara muito, e renegar meu aprendizado mancharia os carinhos de todos meus queridos tutores.

    – Hoje eu quero que de alguma forma ele sinta orgulho de quem eu sou, que ele possa ver os netos e reconhece-los, alegrar-se pelas conquistas e caminhos que eles desbravam. Quero reencontra-lo e faze-lo me aceitar, mesmo que para isso Eva tenha que puxar as orelhas dele, e sabemos que ela faria isso. Meu coração está pronto para perdoa-lo Alfie, e quem sabe lhe dar a chance de ser amado, ele já passou tempo demais sozinho, e sabemos que todos merecem um recomeço.
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    Danto
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 15/3/2018, 01:12

    Sentado ao seu lado, o homem ouvia suas palavras com um olhar carinhoso. Empaticamente ele parecia compreender cada pequena mudança dos seus sentimentos e das suas palavras. Especialmente quando a lágrima escorria pelo seu rosto, esta sequer passava por suas bochechas, já que a mão dele já se apresentava para contê-la e cuidadosamente, depositava um beijo em sua testa.

    -Você tem razão querida, quando eu também pude ouvir sobre Gustav através de Fredy e Will eu pude ter certeza de o quão abestalhado Elonzo foi, ele sequer conseguiu ser um monstro para que nós pudéssemos odiá-lo. Sabe, existe muito em comum entre Will e mim, verdadeiramente muito... Fomos guerreiros em nossas vidas, nossos primeiros amores na vida eterna foram nossas irmãs. Mas ele viveu um inferno na terra e eu, não. Sofri é claro, sofrimentos não deveriam ser comparados. No entanto, Elonzo nunca realmente feriu fisicamente nenhum de nós. Ele foi um péssimo Senhor, mas acredito que o coração dele ainda seja o de um garoto perdido.

    Um beijo cheio de ternura era então dado em seus lábios, bem breve que era seguido de um sorriso.

    -Não há razões para chorar Pita, não mais. Elonzo esta dormindo na cidade de Urbino e assim que ele acordar, iremos nos encontrar com ele. Não acho justo usarmos o vitae de Melinda, não ainda... Você precisa descansar e ele também, esse é o primeiro torpor de Elonzo assim como também será o seu. Você irá partir em segurança e felicidade, totalmente o contrário dele. Por tanto, ele irá descansar por muitos anos ainda já você, não mais do que uma década... E se você ousar dormir mais do que isso eu irei certamente usar o vitae de Melinda! Nada de dormir muito viu mocinha?

    O homem tocava na ponta do seu nariz e ria um pouco. Havia um tom imperativo no final da fala dele, no entanto, esse tom era muito suave e até brincalhão, ele jamais daria uma ordem a ti como fora no passado.

    -Tens razão, Eva é uma que sonha com o encontro com Elonzo. Talvez para esfregar a beleza dela na fuça daquele pivete, talvez para provar que ela nunca seria capaz de ferir você. Mas ela puxaria sim as orelhas dele!

    Alfonsus então olhava para as próprias mãos e deixava um pouco do bom humor de lado, para assumir uma postura mais frágil.

    -Seu coração é maravilhoso Pietra. Verdadeiramente lindo! E isso as vezes me assusta, eu já falhei antes em protegê-lo... Deus como eu acumulei falhas nesses séculos! Meu maior desejo e nunca mais errar contigo e com os outros corações que essas mãos protegem. Eu prometo, prometo que vou cumprir meu sonho de um dia adentrar Florença com todo o Jardim completo. Mas também lhe prometo querida, quando for o momento certo, após o seu despertar... Eu irei perdoar Elonzo e ser o Pai que ele sempre precisou, afinal, você me ajudou a alcançar essa figura paterna outra vez.

    Alfie terminava de falar, olhando na sua direção e sorrido com um sorriso pequeno nos lábios e os olhos marejados de lágrimas.
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    Jess

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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 15/3/2018, 10:51

    Entender a compreensão nos olhos de Alfonsus sobre cada pequena mudança que havia ocorrido em meu coração me alegrava, éramos velhos para que os sentimentos fossem completamente esquecidos ou ignorados, a lagrima delicadamente segurada e beijo em minha testa eram a prova de nosso amor.

    Ouvindo as palavras de meu amado gigante eu sentia um velho peso de meu coração se desfazer, saber que aquela parte de meu passado seria cuidadosamente arrumada me alegrava, já que a vida tinha me ensinado o quão monstros nós cainitas podíamos chegar a ser.

    “Sim no fim ele sempre foi um menino perdido.”

    Rindo diante a simples imagem de Eva puxando as orelhas de Elonzo, era com carinho que meus olhos viam a grande figura fragilizada de Alfonsus, uma figura que eu simplesmente amava e nada poderia mudar isso.

    Puxando as mãos de Alfonsus para meu rosto eu as mordia de leve e sorria no pequeno processo, algo que sempre amaria fazer independente do tempo.

    – Juro que me esforçarei para acordar o mais rápido possível! Mas, se precisares usar algum vitae para me despertar, peço que seja o de Monçada, ele me deixou uma dose, um presente de despedida de sua última visita.

    Levantando para abraçar o corpo de Alfonsus, eu tomava sua face em minhas mãos e a beijava com todo o carinho que eu tinha, enxugando qualquer possível lagrima que ali existisse.

    – As falhas são nossos melhores professores, sei que você irá me proteger, proteger cada membro desse jardim que também é seu. O tempo de chorar passou meu amado, nele aprendemos o que podíamos para que nossas raízes crescessem, agora precisamos ensinar os mais novos, e sinceramente nunca conheci professor melhor do que você. Apenas lembre-se que esse coração também irá te proteger, e que sempre estarei ao seu lado.

    Respondia ao meu gigante para beijar seus lábios de maneira carinhosa e então abraçar sua cabeça de encontro ao meu peito.
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    Danto
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 15/3/2018, 13:32

    As simples mordidas que você aplicava nas grandes mãos de Alfie, faziam o mesmo sorrir feliz e aliviado, era nítido como ele se sentia mais leve em finalmente conseguir conversar sobre o tópico em questão.

    -Prometo que usarei o vitae do eterno Cardeal.

    Afirmava com convicção o gigante enquanto você se levantava para abraçá-lo. Sorrindo o mesmo permanecia em silêncio, ouvindo suas palavras e encostando a face contra o seu tronco, usando as mãos ele a puxava para mais perto, abrindo inclusive as pernas para que você ficasse entre elas e o abraço que ali ocorria pudesse ser ainda mais íntimo e próximo. Ali ele permanecia por alguns instantes até os lábios dele depositarem um beijo em seu seio esquerdo, buscando logo em seguida o mamilo e por fim, ele levantava a face sorridente na sua direção e dizia:

    -Eu te amo, sabia?!

    Ainda sorridente, Alfie a apertava dentro de um abraço carinhoso e respirava fundo para enfim afirmar.

    -É um alivio poder falar contigo sobre tudo isso, sabe, por muito tempo eu pensei que a melhor hipótese seria realmente deixá-lo dormir para sempre. Bem, acredito que nossos corações encontraram respostas não é mesmo querida?
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 15/3/2018, 14:00

    O alívio que se espressava nas faces de meu amado, trazia um sorriso aos meus lábios, em muito tempo era a primeira vez que tocávamos no assunto delicado que era Elonzo. A promessa de Alfie me deixava feliz, afinal aquele havia sido um tesouro do Cardeal, um tesouro que ele havia destinado às filhas e a minha figura.

    A forma que o abraço entre nós dois ganhava me deixava feliz, nossa intimidade e carinho ganhavam sempre belos contornos, ainda mais quando os lábios de Alfie buscavam meu seio e com isso meu corpo inteiro estremecia, ele não precisava fazer muito para me animar, respirando para me controlar eram em suas palavras que eu usava para me focar.

    - Meu coração o sabe, e o seu demonstra isso a cada instante meu querido.

    O respondia apenas para morder seu nariz em uma clara tentativa de fazê-lo rir.

    " Se começar-mos vamos nos atrasar para a ligação! Depois não temos mais nenhum compromisso nessa noite.

    Sentindo seu aperto eu suspirava ao ouvir suas palavras, meu gigante ainda precisava aprender a dividir seus medos conosco, mas aquela conversa era um bom começo.

    - Fico feliz de termos conversado sobre isso. Sei que faremos o melhor para todos e nossos corações sabiam que não era certo abandona-lo. Não quando ele ainda pode ser resgatado. Agora vamos tomar nosso banho, depois da ligação seremos só nossos e pelo resto da noite!
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    Danto
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 15/3/2018, 20:33

    A mordida dada no nariz do mesmo o fazia rir de maneira leve e breve, ainda sorrindo ele seguia a ouvir suas palavras e cruzava os braços em uma reação negativa a sua urgência com o banho. Era a primeira vez que você o via fazer algo próximo de uma manha e de certa forma, ele sequer sabia fazer direito! Tanto que, antes mesmo de falar qualquer coisa ele já estava a rir expansivamente.

    -Certo, acabo de descobrir que não sei fazer pirraça!

    Rindo, ele suavemente se virava para entrar na água da banheira e ir fechar a torneira da mesma. Para então mergulhar naquela água bem quente por alguns segundos e se sentar na parte central da banheira, olhando na sua direção.

    -Pita, tive uma ideia! Sabe, hoje mais cedo você disse que a nossa conexão está bem mais forte não é? Afinal, temos acesso ao coração um do outro sem dificuldades. Porque não tentamos algumas aulas de violino?

    Questionava Alfie com um esperançoso sorriso na face, esticando as mãos em um convite para que você o seguisse para dentro da banheira.
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 15/3/2018, 20:51

    O sorriso de Alfonsus que rapidamente se transformava em um bico e cruzar de braços desajeitados, arrancavam um riso rápido e cristalino de meus lábios, ainda mais quando o próprio gigante caia no riso.

    – Seu bobo! Estou morrendo de saudades deles! Voce fica lindo sem saber o que fazer.

    Comentava ao voltar a tomar a face de Alfie e beija-lo de leve nos lábios. Dando espaço para que o gigante entrasse na banheira, eu deixava que ele tomasse seu tempo, vendo-o se assentar no meio da banheira era com um sorriso que aceitava seu convite, já suas palavras me surpreendiam.

    “Será que assim conseguimos vencer meus dedos? Seria realmente possível?”

    Fazendo questão de me sentar no colo de Alfie, eu mordia seu queixo para me enrolar em seus braços e responde-lo.

    – Amei a ideia, não custa tentar afinal só vamos saber se realmente tentarmos não? Juro que irei me esforçar Alfie, não entendo essa incapacidade de minhas mãos.
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    Danto
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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Danto em 15/3/2018, 21:36

    -Também estou com saudades tá? Só que é difícil resistir!

    Comentava Alfonsus ainda com um tom dramático na voz, o gigante então sorria ao receber o seu delicado beijo e ia para dentro da água. Instantes depois, ele já com as mãos estendidas na sua direção, assistia você adentrar a água e tomar o lugar no colo dele, ali ele suspirava e comentava:

    -Ok, eu mereço essa provocação!

    Sorrindo Alfie beijava primeiro a sua cabeça para depois conseguir beijar a sua face por várias vezes e olhar por fim, diretamente nos seus olhos e descer as mãos pelas suas costas, para trazê-la para bem perto dele.

    -Não há incapacidade alguma em suas mãos queridas. Eu as vi curar o coração mais negro e sarar as pétalas mais danificadas, o que lhe falta apenas é abrir o caminho para que as notas também façam parte das cores, das texturas e das dimensões que acostumastes ao passar dos anos.

    Finalizava o homem com uma voz suave e verdadeiramente confiante de que haveria pela primeira vez uma real chance dos teus dedos produzirem música.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Jess

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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

    Mensagem por Jess em 15/3/2018, 22:37

    A pequena brincadeira entre nós dois arrancavam suspiros verdadeiros de meus lábios, era impossível não amar meu gigante carinhoso e de coração tão grande quanto ele mesmo, instantes depois já recebendo sua ajuda para entrar na banheira e me sentar em seu colo eu ria ao ouvir suas palavras.

    – Desculpa, mas aqui é tão confortável! Juro que foi sem querer.

    Respondia apenas para largar meu peso sobre seu colo e recostar em seu peito, os beijos me faziam suspirar diante de todo aquele carinho compartilhado, mas foi em seus olhos que eu pude encontrar uma verdadeira felicidade.

    “Colocar cores nas notas! Porque não pensei nisso antes?”

    Beijando com carinho os lábios de Alfie eu tomava uma de suas mãos para morde-la e sorrir, afinal estava feliz com a simples possibilidade de poder tocar, um sonho que havia desistido por diversas vezes.

    – Acho que você tem razão, a música sempre me pareceu efêmera demais, já os matérias que uso são tangíveis, meus dedos os sentem e sabem exatamente que cor deve preencher cada detalhe. Ficarei tão feliz em poder fazer o mesmo com as notas!

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    Re: Ato VIII - O Anjo Solar

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