WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Frank Montanari

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    King Narrador

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    Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por King Narrador em 12/3/2018, 12:47

    Primeiro Dia da Narrativa
    27 de Janeiro, 2018, 18:30
    Casa de Annabelle, Nova Orleans



    Seu acordar era lento e calmo como de costume. Com a primeira sensação de despertar, seu vitae começava mais uma vez a reanimar o seu corpo. Lentamente se espalhando de seu tórax para todas as extremidades. Sua visão ia ficando menos embaçada e rapidamente a sensação de formigamento se esvaía quando você se via mais uma noite dentro de seu quarto. O primeiro ar que seu pulmão tragava não era necessário, só que havia nele o sopro de vida que fazia você finalmente se levantar da cama.

    Era um dia como qualquer outro, com a pequena exceção da neve que caía do lado de fora. A janela já estava aberta revelando a cidade esbranquiçada de forma bela. Claramente a janela fora aberta na ação costumeira de Bianca, a dedicada vassala de sua Senhora. Após observar um pouco a vista você logo se colocava a pensar. O foco do dia seria em seus estudos, como costumava-se ser. Enquanto a relação com o resto de sua linhagem seguia de forma casual e um pouco distante. Uma distância que te incomodava um pouco, só que a falta de atenção de Annabelle em sua pessoa contribuía para esse distanciamento. Lhe fazendo usar os livros como sua eterna fuga.

    Claro que muitas noites havia uma vontade de se socializar e sair daquele refugio de quietude. O elísio da cidade era as vezes uma boa fuga, até os próprios cemitérios Giovannis já te ajudavam a ficar com a mente mais leve. Só que agora seu foco era apenas começar uma nova noite. Lhe fazendo ir até o banheiro e tomar um curto banho morno de talvez três minutos. Para depois de enxuto ir em busca de roupas clássicas dentro de seu closet. Todas suas ações eram feitas de forma bem rotineira e sem pressa alguma.

    A estrutura da casa era bastante simples. Havia todo o hall de entrada e espaço para convidados no primeiro andar. O segundo era um espaço mais privado e quartos de convidado junto com seus aposentos de estudo. Já no terceiro andar ficava o quarto seu e de teus irmãos junto da sala ao qual unia os quartos e era o ponto mais social da casa. A cobertura era unicamente o quarto e escritório de Annabelle. Isso significava que ao sair de seu quarto, você já adentrava a sala comunal de tua linhagem.

    Entrando na mesma não era surpresa encontrar ali seus irmãos mais novos. Os dois sempre acordavam primeiro. Estavam sentados no sofá de frente para a televisão, significando estarem de costas parcialmente para você. Podia-se notar que eles estavam a jogar um jogo de corrida no vídeo game que eles tinham. A face mais emburrada de Vito já dizia muito sobre sua performance no jogo. Era então a prole mais nova de Annabelle que virava rapidamente a face na sua direção para comentar em voz alta, no exagerado tom casual e familiar dele.

    - Boa noite mano! Quer jogar uma partida depois que eu acabar com esse incapaz aqui?!

    Imagens do Ambiente:
    Casa de Annabelle:
    Quarto de Frank:
    Sala Comunal:
    Irmãos de Abraço:
    Vito Farino:
    Imagem:
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    Auberto Scarpone:
    Imagem:
    Vestimenta:
    Legenda:
    - Annabelle Petitti
    - Auberto Scarpone
    - Vito Farino
    - Thiago Espinar
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    Lugo

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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Lugo em 12/3/2018, 16:06

    Legenda:
    - Fala. (#669999)
    “Pensamento.” (#66CCFF)

    Com o início de mais uma noite, a hora de despertar chegava e pouco a pouco meus olhos iam se abrindo para ver, como todas as noites, a visão da janela de meu quarto. A vista não era das mais bonitas, afinal tinha um prédio logo a frente que bloqueava boa parte da visão, porém, dessa vez, a neve transformava toda a paisagem e renovava meu espírito para a noite que se iniciava.

    Tomando meu tempo para o despertar completo, eu ficava a apreciar a vista um pouco e, em seguida, me levantava para ir em direção ao banheiro e para tomar uma ducha. Esquentar o corpo naquela noite fria fazia bem para meu espírito e me aliviava da sensação de dormência de todas as noites. Enfim eu seguia até meu guarda-roupas, porém não pegava roupas para alguém que ficaria em casa a noite toda.

    “Vamos ver o que a noite de hoje nos reserva…”

    Sem me alongar muito eu rapidamente colocava as roupas saia do quarto para logo adentrar na sala principal que unia meu quarto aos de meus irmãos de abraço. Geralmente eu não entrava para evitar conversa com os outros dois, porém, na esperança de encontrar com minha senhora eu dava alguns passos para dentro da sala. Alguns passos eram o suficiente para ver que somente as duas outras proles estavam ali, onde se divertiam em um videogame, e também para que Auberto me notasse antes de eu sair silenciosamente.

    “Mano… acho engraçado a intimidade que ele acha que tem comigo. Sem falar que eu não faço ideia do que fazer nesse troço que eles brincam.”

    A forma como ele me chamava me deixava um pouco irritado, mas, aquela noite já havia começado de uma forma diferente com a presença da neve e, por isso, eu estava disposto a ser um pouco diferente também. Assim eu não saia da sala e até me aproximava um pouco deles para então falar em um tom neutro e levemente sarcástico.

    – Que graça teria se eu perdesse tão fácil quanto ele? Talvez um jogo de xadrez seja mais justo, o que acham!?

    Roupas:
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    King Narrador

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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por King Narrador em 14/3/2018, 14:44

    Seu irmão, mesmo com um olho em você e outro no televisor, não se mostrava perder de Vito. O qual permanecia concentrado ignorando totalmente a conversa numa vã tentativa de ganhar de Auberto que se mostrava muito talentoso com essas tecnologias novas. Afinal era o que ele mais fazia dentro daquela casa, enquanto Vito socializava e você estudava, o mais novo ficava só de frente para aquele televisor. Era claro pela face de frustração do seu irmão do meio, que sequer a tua distração ali iria fazer o seu irmão mais novo chegar próximo de perder. Este ficava a olhar para você com um tom divertido, mesmo com a sua resposta vinda em forma de sarcasmo. Ele parecia nunca se incomodar com sua frieza, trazendo em recíproca sempre o tom animado e caloroso dele. Assim, da forma debochada típica dele, rapidamente comentava em voz alta.

    - Xadrez? Teria como você jogar um jogo mais clichê para bancar essa de velho? Século novo! Deixa disso e vem aqui jogar.

    Ele esticava a mão direita por um instante tirando do controle e convidando para o sofá. Mas isso não o impedia de prosseguir jogando. Para aparentemente uma vitória, afinal a tela do jogo mudava e Vito se mostrava ligeiramente incomodado. Ainda mais com o risinho alegre do rapaz mais novo. Porém o incômodo na face dele ia totalmente embora instantes depois e ele gentilmente largava o controle sobre o sofá. Para então se levantar de forma serena e inspirar profundamente por um instante. Assim ele ia focando seu olhar no alto da escada de forma animada enquanto respondia ao Auberto em tom educado e baixo.

    - Depois eu tento uma revanche Auberto...

    Do topo da escada era possível ver a figura que fizera seu irmão do meio se levantar daquela maneira, o doce perfume da figura vinha junto de uma brisa gélida que corria pela casa por causa de alguma janela ainda aberta. Era sua Senhora, a mesma caminhava lentamente pela escadaria enquanto se espreguiçava, ela não deveria ter acordado a muito tempo. Subindo os braços para cima da altura da cabeça enquanto se movia usando uma camisola leve, bem leve. A mesma terminava a ação com um sorriso direcionado a Vito.

    No momento em que ela terminava de descer as escadas, ela já inflava o tórax para iniciar uma fala e enquanto falava, ela mudava um livro de capa escura que trazia em mãos, passando-o da esquerda para a direita e vise-versa por algumas vezes, enquanto caminhava e passava na frente de Vito, sem falar nada com ele, apenas olhando-o de maneira acanhada e delicada. O perfume adocicado dela agora preenchia totalmente o ar do ambiente.

    - Francamente! Quantas vezes eu lhe ensinei a não desmerecer as pessoas mais antigas por causa da sua facilidade com essas tralhas tecnológicas eim?!

    Ela falava diretamente com Auberto, com passos firmes e maternais, Annabelle parava na frente do mesmo e lhe puxava uma das orelhas. Tendo em resposta apenas um gemido frágil do rapaz.

    - Trate de se desculpar por ofendê-lo dessa forma!

    Soltando a orelha do seu irmão mais novo, Annabelle olhava por cima do ombro na direção de Vito, fazendo um suave sorriso para o mesmo. E andando pacientemente na sua direção enquanto os dois rapazes se resolviam em voz baixa. Assim, entregando-lhe o livro de maneira seca, quase como se estivesse a empurrar este contra o seu peito ela dizia:

    - Revise essa literatura, obtive uma reação positiva em torno da sua visita as catacumbas locais e seria um ultraje você não saber o básico diante dos olhos atentos do clã Nosferatu em uma situação tão crítica quanto a qual se aproxima nas próximas noites, nada de erros. Certo?

    Era um livro de capa grossa. Com o título de "Classificação de Mausoléus". Era de seu conhecimento que Annabelle estava tentando conseguir para você já a algum tempo permissão para entrar nas catacumbas do cemitério sob domínio Nosferatu para ampliar os seus conhecimentos sobre o abismo. Alegando que as forças ali dentro ajudariam a canalizar as suas energias. Porém havia um impasse político para tal e agir de maneira bem cautelosa para com os anfitriões se mostrava crucial. Assim depositando aquele livro que parecia conter inúmeras informações sobre o lugar que você estava destinado a ir.

    Annabelle Petitti:
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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Lugo em 20/3/2018, 11:59

    A resposta debochada de Auberto fazia com que eu cruzasse os braços para olhá-lo com um sorriso amargo diante a petulância do garoto. Não havia ficado com raiva, mas sim impressionado com a facilidade que ele tinha em me responder mesmo sem ter uma intimidade suficiente para isso. No entanto, ao contrário do que eu havia pensado, ele não tinha me dispensado e ainda me convidava a jogar.

    – Você é bem atrevido, não é garoto!? Xadrez é talvez o único jogo que eu tenha jogado na minha vida, mas acho que vou dar uma chance para esse negócio ai…

    Durante minha fala eu me aproximava do sofá que os dois estavam, ainda ficando de pé e tentando decifrar o que a tela da televisão poderia me dizer sobre o tal jogo, porém, antes de terminá-la, eu percebia, pela movimentação de Vito, que nossa senhora finalmente estava saindo de seus aposentos. Assim eu concluía em um tom mais baixo e sério a fala enquanto instintivamente me afastava um pouco deles e assumia uma postura rígida com as mãos dentro dos bolsos de minhas calças.

    – Mas acho que isso ficará para outra hora.

    Naquela postura, eu não expressava felicidade e nem tristeza, e assim mantinha uma expressão fechada onde apenas observava a descida dela até a base da escada. Ela ainda vestia roupas de quem havia acabado de despertar, porém, o mais interessante nela não era as roupas ou qualquer outra coisa desse tipo e sim um livro de capa negra que a mesma trazia e passava de mão em mão.

    “Parece que eu já vou ter um novo livro para colocar na minha coleção…”

    De forma até um pouco triste eu pensava e novamente mostrava um sorriso amarelo perante aquilo. No entanto, eu fechava os olhos por um momento e fazia uma profunda, porém discreta, respiração para, então, voltar a olhar na direção de minha senhora, agora sem o sorriso no rosto, e ver a bronca que ela dava em Auberto.

    Observando-a com cautela eu não reagia a “defesa” que ela fazia sobre mim perante aquela brincadeira que eu havia tido com Auberto. Porém, quando esta se aproximava eu prontamente estendia a mão para receber o livro, antes mesmo dela começar o movimento para me entregar. Da mesma maneira seca que ela me tratava, eu também o fazia, porém, não deixava de demonstrar a gratidão de sempre.

    – Não há motivos para que ele se desculpe. Não aconteceu nada de mais, apenas uma descontração.

    Assim eu pegava o livro e imediatamente a dava uma breve analisada no mesmo, abrindo-o para checar o estado do livro, porém, algo em sua fala me chamava a atenção.

    “Situação critica!? Do que ela está falando? Estamos bem próximo de algumas festividades na cidade, será que isso está relacionado com essas festas?”

    Assim eu sutilmente fechava o livro e olhava com curiosidade para minha senhora.

    – Certo, minha senhora. Irei imediatamente ler tudo para fazer jus aos seus esforços em conseguir essa oportunidade. No entanto, se me permite perguntar, que situação critica é essa que se aproxima?

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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por King Narrador em 26/3/2018, 14:57

    Balançando a cabeça de forma negativa, sua Senhora não parecia muito contente com a sua reação inicial, não por achá-la inapropriada, mas fundamentalmente por não entender as razões que havia o motivado a intervir em favor de Auberto. E assim, ela comentava de maneira breve e direta.

    - Frank, estou me referindo as ofensas dele à Vito. E não precisa tentar defender o meu filho, esse garoto está muito assanhadinho e não é de hoje!

    Em seguida, ela se virava para olhar na direção de Auberto e cruzar os braços, indicando que ele estava sujeito a alguma punição se continuasse a se comportar de maneira inadequada. O jovem abaixava a cabeça em um tom manhoso fazendo Annabelle terminar de censura-lo com o olhar. Assim, a sua indagação era feita e parecia, por uma fração de segundos a surpreender, já que ela virava-se em uma ação mais brusca para olhar diretamente na sua direção. Era raro ela agir assim, mas era como ela o fazia e com os olhos ela o encarava por breves instantes.

    - Qual é a situação? Foi isto que perguntastes?

    Respirando fundo então, ela apontava para a escada e afirmava com uma voz seca e firme.

    - Este assunto não é para ser tratado aqui! Me acompanhe...

    Após essa indicação, a mulher virava-se com a mesma velocidade quase irritadiça para iniciar uma caminhada que só se tornava mais branda e calma quando esta passava pela frente de Vito e olhava por cima do ombro, discretamente na direção do mesmo. O rapaz então fazia apenas um suave gesto com a cabeça e sentava numa poltrona de forma confortável. Para assim, ela seguir escada a acima, presumindo que você estava a segui-la.
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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Lugo em 26/3/2018, 18:41

    As palavras de minha senhora me cortavam e não era apenas em um sentido. Sua frase era um golpe na ferida já aberta em meu coração morto. Uma dor mais viva que meu próprio corpo ressoava pela minha alma, mas de forma alguma eu abaixava a cabeça, pelo contrário, eu a levantava!

    “Entendo… então foi isso. Que descuido meu…”

    Erguendo sutilmente a cabeça eu usava de toda a minha força de vontade para conter um sorriso amargo ainda maior do que o que já estava em meu rosto. A raiva que eu tinha dentro de mim perante aquela situação começava a crescer ainda mais, porém, uma imagem vinha a minha cabeça mais uma vez e em todas as vezes que esse tipo de coisa acontecia. Depois de levantar a cabeça e empinar o nariz, como se estivesse pronto para lhe responder, eu apenas voltava a posição normal e fechava os olhos para, então, enxergar minha mulher.

    “Ainda não sei por que insisto em tentar mudar isso, parece que cada vez mais eu me distancio deles em vez de me aproximar, mas, acho que esse seja meu destino. Ainda bem que eu ainda tenho você, minha querida, para me ajudar nessas horas, afinal você é minha razão e motivo para seguir nesse caminho!”

    Sim, ela era meu propósito para aprender as artes do abismo e eu não queria me desviar dele. No entanto, mesmo com a imagem forte de minha eterna esposa em minha mente, a raiva que estava sentindo não era apagada completamente. Assim, sem demorar muito, eu a seguia depois que ela chegava na escada. Segurando o livro com minhas duas mãos na parte de trás das minhas costas eu passava pelas duas outras proles de Annabelle sem nem olhar-lhes nos olhos e subia o quarto, ainda sem falar nada e somente com aquele mesmo sorriso, agora um pouco mais contido, no rosto.

    Após entrar no quarto de minha senhora, eu fechava a porta e dava alguns poucos passos para dentro do cômodo, ficando ainda próximo a porta e, por fim, assumindo uma postura formal e esperando que ela tomasse a fala primeiro.

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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por King Narrador em 28/3/2018, 17:27

    Tomando a sua frente, Annabelle caminhava sem pressa terminando os degrais da escada e então indo para dentro do quarto dela. Um lugar menos familiarizado para você que o escritório dela que ficava logo ao lado. Adentrando o ambiente que era decorado em uma paleta de tons cinzas e pouco expressivos, a mulher se movia até o criado mudo para pegar uma carta aberta que ali se localizava. Ela falava enquanto isso, se focando inicialmente só no pedaço de papel.

    -Veja bem, enfim eu recebi uma resposta enviada pela prole da Primogênita Nosferatu e assinada por ela. Isso nos dará autorização para que tenhamos acesso às catacumbas que podem nos fornecer maiores contatos e informações sobre o abismo local, isso é importante em vários aspectos.

    Fazendo uma curta pausa na própria fala, a mulher se aproximava um pouco de ti para mostrar-lhe o selo da torre de marfim que estava na carta. Era uma carta bem simples, sem nenhum envelope sofisticado. Apenas contendo o claro selo da Torre de Marfim que deixava explícito que era de autoridade de um Primogênito o que ali estava escrito. Assim Annabelle vinha a te olhar nos olhos de forma firme.

    -O que torna a situação crítica é a atual movimentação na Camarilla local, rumores de membros vindos da França crescem e é fundamental para nós que essa sua incursão para dentro das catacumbas seja bem sucedida para que os bons olhos dos membros começem a nos abrir maiores portas dentro da seita.

    Virando-se de maneira suave, Annabelle voltava ao criado mundo, colocando a carta ali para finalizar o assunto. Ela se virava de lá mesmo e não se incomodava de aproximar de ti para se despedir. A voz dela vinha depois de um suave suspiro. Mas o que chamava um pouco a atenção estava no tom mais suave que ela usava ao usar o seu primeiro nome.

    - Portanto, Frank... Peço para que leve este livro contigo e vá prontamente as catacumbas, eu irei enviar uma carta de resposta e agradecimento. Mas não espere por ela para começar a se movimentar, não temos tempo a perder.

    Carta de Guillermina Leguizamo:
    Boa noite Senhora Petitti. Eu, Guillermina Leguizamo, venho à pedido de minha Senhora lhe oferecer em bom tom as permissões que foram pedidas por sua pessoa. Tanto vós quanto sua prole, terá acesso a todo nosso território em Metairie, podendo ir e vir como assim desejar. Dentro dele apenas almejamos que siga com as normas básicas, sem nenhuma peculiaridade nossa. Gostaria também de desculpar o atraso para responder seu pedido. Infelizmente passamos um tempo sombrio em nosso clã e muitas obrigações e burocracias ficam no meio no meio do caminho. Assim termino esta carta e espero ter satisfeito seu desejo. Nos veremos em breve querida.
    Quarto de Annabelle:
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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Lugo em 3/4/2018, 14:59

    Ao entrar no quarto de minha senhora, a decoração do mesmo acabava por me chamar um pouco a atenção forma como esta havia sido feita. Os tons cinzas mostravam uma sintonia com as minhas expressões e estado de espírito naquele momento e, por isso, me mantinha em uma postura rígida e centrada, com as mãos para trás onde segurava o livro, para ouvir o que ela havia a dizer.

    “Se ela quer me tratar de uma forma indiferente, que assim seja. Vamos ouvir o que ela tem a dizer.”

    Sem dizer nada durante sua fala, eu apenas prestava bastante atenção em tudo que ela falava e me mostrava. Portanto, quando está me entregava a carta em mãos, eu rapidamente a lia do início ao fim e prestava atenção ao símbolo que ela também me mostrava. No entanto, aquela carta, apesar de passar algumas informações sobre o clã Nosferatu, ainda não respondia a pergunta que havia nos levado a ter essa conversa longe dos outros. Depois de ler, eu prontamente entregava a ela e continuava a ouvir.

    “Membros vindos da frança? Com que finalidade eles devem estar vindo para cá? Talvez as festas que ocorrerão na cidade e talvez por isso que seja fundamental ganharmos os olhos da Camarilla. Mas enfim, isso não é do meu interesse.”

    Foi então que a expressão neutra em minha face mudou momentaneamente para uma mistura de confusão e curiosidade. Porém, enquanto ela se virava para ir guardar a carta, com um sutil balançar de cabeças aquela dúvida sumia e a neutralidade voltava. Só que quando ela se virava em minha direção, eu percebia que algo diferente estava para acontecer e sua ação seguinte, em conjunto com a fala, confirmaram isso.

    “Você deve esta de sacanagem comigo… Me trata dessa forma e depois quer usar disso para cima de mim. Você acha que eu sou quem? Vito!?”

    Pressionando minha mandíbula uma contra a outra eu evitava que um sorriso debochado saísse e sutilmente estreitava os olhos. Em seguida eu levantava o livro com a mão direita e olhava na direção dele para falar em um tom indiferente e inexpressivo como a decoração de seu quarto.

    – Não se preocupe, minha senhora. Terei o cuidado para que saia tudo perfeito enquanto estiver com meus anfitriões, porém, para que isso ocorra, devo ser cauteloso e ir imediatamente para lá pode prejudicar isso.

    Suavemente eu a olhava para dizer aquilo e recusar de uma forma educada a ordem dela. Depois de falar, fazia uma pequena pausa para me virar na direção do livro e abri-lo para folhear as páginas enquanto voltava a falar.

    – Como a senhora mesmo falou, preciso me atentar aos mínimos detalhes antes de adentrar nos domínios de terceiros, ainda mais quando se trata de algo desse calibre. Portanto eu gostaria de pedir algum tempo antes de ir para que esteja tudo alinhado e evitar uma possível gafe. Afinal tudo que eu mais quero é ser bem-sucedido com esta oportunidade que estamos recebendo. O que me diz?

    Assim eu fechava o livro, fazendo até um pequeno barulho pela força que usava, e voltava a olhá-la com um sutil sorriso no rosto.

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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Lugo em 6/4/2018, 22:40

    [Off: 3 testes de Raciocínio + Acadêmicos = 5d10; dif 7.]
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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Dados em 6/4/2018, 22:40

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    #1 'D10' : 5, 2, 9, 3, 5

    --------------------------------

    #2 'D10' : 9, 4, 3, 10, 6

    --------------------------------

    #3 'D10' : 4, 1, 4, 6, 7
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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por King Narrador em 10/4/2018, 18:25

    Ouvindo as suas palavras, Annabelle parecia tomar um curto tempo entre suas falas para respirar e pensar. As mãos dela passavam pelo próprio cabelo por um instante, uma ação incomum da mesma. A expressão facial dela parecia mudar para algo mais preocupado, tensionado ou até mesmo nervoso por breves instantes. Só que logo depois, bem rapidamente regressava a algo mais familiar aos seus olhos e bem menos expressivo.

    -Primeiro, cuidado com o livro. Ele como muitos dos outros de meus livros é uma relíquia a ser conservada.

    Afirmava a mesma com um tom de censura para com o seu comportamento. Os olhos dela se focavam nos teus de forma bem mais intensa para então ela prosseguir.

    -E respondendo a sua pergunta. Faça uma leitura breve deste a caminho, não é como se você fosse apé até o local! Infelizmente não temos tempo a perder e acredito que sejas capaz de lidar com a situação, afinal, o livro lhe é uma fonte de consultas para caso alguma dúvida chegue.

    Finalizava Annabelle com um tom mais firme de voz, algo que você havia feito parecia ter tirado a mulher de seu centro de paciência, por isso mesmo a urgência aparecia como algo inevitável. Assim ela finalmente se virava a ia até o espelho no fundo do quarto. Ao qual ela ficava a observar a quase perfeitamente nítida aparência dela e esperava que você já estivesse de saída.

    Descendo as escadas, você ia diretamente até o térreo do prédio, passando em seu quarto apenas se necessário para pegar algo que fosse a ser útil em sua missão. Ignorando totalmente os seus irmãos, você então pegava o lance de escadas final chegando na entrada da garagem. Lá havia um homem de terno lendo um jornal sentado numa cadeira ao lado do Sedã preto que era o veículo de sua senhora. O homem era apenas um funcionário de uma empresa de motoristas de aluguel. Sempre mudavam e ficavam ali a noite toda a total disposição. Eram pagos em bom dinheiro das finanças de Annabelle e não havia nenhum poder de sangue envolvido na relação.

    Adentrando o carro você dava as coordenadas de onde deveria te levar. Mas pedia que fosse devagar para que você tivesse um pequeno tempo para efetuar uma leitura dinâmica do livro a respeito das tradições do clã Nosferatu. O homem com uma resposta simples e educada concordava com seu comando e iniciava o translado pela cidade. Não era um caminho tão curto e na velocidade reduzida do veículo era possível fazer uma boa leitura do livro. Assim fazendo toda a jornada para fora do grande centro urbano e adentrando a zona mais residencial do grande centro metropolitano.

    Lhe era então captado algumas instruções sobre como fazer reverências para anciões do clã. Também havia recomendações a nunca evitar olhar para um membro do clã sem ofuscação, pois sinal de respeito não pode ser descartados. Também contava ali um pouco da história da vertente católica do clã e como eles seguiam menos as tradições típicas do clã de se esconder nas sombras como abominações. Havia na verdade uma longa parte do livro fazendo comparação do clã com o das Rosas e deixando claro que a rivalidade dos dois é um falso esteriótipo. A conclusão final que você via antes de terminar a viagem era que a concepção de beleza para o clã é o sentimento de exposição e sinceridade. Algo mais valioso inclusive que informações.

    O carro então parava logo na frente do grande cemitério Metairie, palco de tantas guerras antigas. Não havia ninguém andando na rua e as casas perto pareciam abandonadas. Já a neve, deixava todo o asfalto esbranquiçado trazendo um clima melancólico àquele ambiente já sombrio. Já atrás das grades do cemitério era possível ver uma pequena neblina transitando pelo largo espaço de terreno que havia no vale na sua frente. O branco da neve também brilhava no telhado dos mausoléus. Ali haviam os maiores de toda a cidade, antigos e grandiosos, maior parte feita de mármore puro.

    Então, enquanto você observava a cena, de frente para o portão de ferro fechado e trancado, seu motorista fazia um aceno com a mão. Unicamente te avisando para ligar quando necessário e ia se distanciando. Te deixando então sozinho naquela cena fria, acompanhada das árvores secas da frente daquele macabro lugar. Só que no exato momento que só você estava no recinto e o silêncio se tornava dominante, já que até o vento nas árvores secas fazia som algum, chegava imediatamente o ranger das portas de ferro e o cemitério abria as portas para você.

    Cemitério Metairie:
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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Lugo em 10/4/2018, 18:44

    Off: teste de Percepção + Empatia = 5d10.
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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Dados em 10/4/2018, 18:44

    O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    Lugo

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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Lugo em 6/5/2018, 14:26

    Mesmo sendo repreendido e tendo minha sugestão recusada, eu não deixava transparecer minha frustração naquele momento e apenas assentia com a cabeça ainda com o sutil sorriso amargo no rosto. Sem esperar nem mais um segundo e, antes mesmo dela chegar a sua penteadeira, eu rapidamente saia do quarto e me dirigia até o meu apenas para trocar de roupa e pensar a respeito do que havia acontecido ali.

    “Ela parecia preocupada com algo, mas o quê seria? Não acho que seja por conta do livro, apesar dela ter me repreendido, mas acho que seria… comigo? Ela provavelmente deve ter percebido como eu estou agindo, mas também não acho que ela se importe muito com isso. Merda. Melhor eu deixar isso de lado por enquanto, tenho que me apressar já que ela faz tanta questão assim.”

    Calmamente eu pensava, enquanto colocava um conjunto de roupas mais grossas, e, assim que estivesse pronto, pegaria uma maleta, que usava geralmente, para colocar o livro que minha senhora havia me dado e outros que poderia me ajudar lá também. Sem demorar mais eu saia do quarto e ia diretamente até a garagem da casa, onde encontrava o motorista da vez.

    – Boa noite. Quero que me leve ao cemitério Metairie mas gostaria que tomasse o caminho mais longo. Não tenho pressa para chegar lá.

    Falando educadamente em um tom neutro, eu não esperava pela resposta do homem, mas certamente a ouvia enquanto abria a porta de trás do carro para entrar. Após me acomodar no carro, tentava manter um trabalho contínuo de respiração para não levantar suspeitas e rapidamente começaria a leitura do livro sobre o clã nosferatu. Aproveitando o  pouco tempo que tinha a disposição eu me focava nas partes importantes de comunicação e básicas para não cometer nenhuma gafe, mas, ao mesmo tempo, me intrigava pela forma como o Clã em si fugia da visão e preconceito que eu tinha dos mesmos.

    Durante todo o caminho eu me focava apenas em manter minha imagem humana e em ler o livro o mais rápido que podia, tanto que quando o carro parava eu me surpreendia por já ter chegado ao cemitério. Assim eu guardava o livro dentro da maleta e saia após fazer um aceno positivo com a cabeça ao motorista.

    Assim que saia do carro ia imediatamente até a entrada do cemitério, porém, não entrava diretamente e olhava pelo vasto campo que se fazia a minha frente. A neblina, juntamente do clima frio, me deixava com uma sensação estranha do local. Dessa forma eu olhava para os lados mais uma vez até que minha atenção era atraída pelo ranger da porta que se abria para mim.

    “Uau, que recepção.”

    Parecia até mesmo uma cena de filme e, ao ver aquilo acontecer, um leve sorriso entusiasmado aparecia momentaneamente em meu rosto. Porém, eu respirava profundamente uma última vez e finalmente adentrava no território a minha frente a passos calmos e com a mente tranquila enquanto olhava ao redor.

    Roupas e Mala:


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    Última edição por Lugo em 8/5/2018, 00:03, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por King Narrador em 7/5/2018, 22:40

    O frio ia te devorando na medida que estava exposto fora do carro, como se o mundo fosse a morte querendo tirar o resto de vida de dentro de ti. Só que andar na direção do cemitério dava uma sensação mais forte que unicamente gélido. Tinha algo a mais ali que irritava a sua espinha ferozmente. O frio gritante deixava sua respiração mais acelerada. A neve contra seu corpo não parecia ajudar muito. Mas nada te impedia de prosseguir andando deixando pisadas naquele chão com uma leve camada branca. Se não fosse o frio, seria uma bela paisagem, bastante melancólica, só que mesmo assim bela.

    A falta de som era algo que tirava um pouco o seu senso de segurança. Afinal um frio vento corria por entre as árvores, mas como nenhuma possuía folhas o som era vazio. A caminhada prosseguia com mais algumas passadas para dentro do cemitério. Te permitindo ver algumas estátuas de mármore muito bem lapidadas sendo os portais dos primeiros mausoléus daquele mar de construções mórbidas. Era possível notar inúmeras estátuas de santos e anjos, como também crucifixos, outro estilo de memorial aos mortos continha imagem de uma ou outra pessoa de época imortalizada naquela pedra branca tão sem vida quanto a neve que caía ao seu redor.

    Foi então ali, na primeira encruzilhada após míseros dez passos para dentro do cemitério que você parou de se sentir sozinho. Era como se você tivesse acompanhado o tempo todo desde o momento que entrara mas só agora se dera conta do homem ao seu lado coberto por uma capa. A imagem profundamente deformada deixava claro que era um membro do clã Nosferatu. Porém você nunca vira nenhum dos membros da cidade sem a ofuscação, o que te deixava inicialmente assustado. Os olhos dele eram brancos e haviam severas cicatrizes em seus lábios. Assim, enquanto sua reação ocorria, o misterioso homem tirava o gorro da cabeça, revelando uma careca com poucos fios de cabelos compridos e enfraquecidos e fazia uma curta reverência enquanto se apresentava com uma voz inesperadamente doce para o macabro visual que ele tinha.

    - Boa noite Senhor Frank Montanari. Sou o humilde Thiago Espinar. Seja bem vindo à nossa morada e que abençoada seja sua estadia.

    Thiago Espinar:
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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por Lugo em 10/5/2018, 23:53

    A princípio eu não esperava que o clima e ambiente do cemitério conseguiriam me afetar, porém, eu estava enganado. Apesar de ainda conseguir ver a beleza melancólica que ele oferecia, o frio parecia adentrar pela minha carne e me fazia encolher levemente dentro de minhas roupas, porém, era o silêncio ao meu redor que mais me afetava. Na verdade não era nem mesmo silêncio e sim a falta de barulho, afinal parecia que eu estava andando em uma sala vazia onde eu só ouvia o som de minhas passadas esmagando a neve sobre a terra.

    Todo aquele ambiente havia prendido minha atenção de uma maneira que eu não esperava e acabava me induzindo a andar até finalmente encontrar com as primeiras construções maiores e estátuas que decoravam o cemitério. No entanto, essas estátuas não só serviram para decorar o ambiente e aprimorar ainda mais o tom melancólico que havia ali, mas também era onde eu conseguia me desprender mais e finalmente notar a presença de alguém bem próximo de mim.

    A velocidade com que minha cabeça virava para o lado, na direção do indivíduo, era rápida e puramente instintiva, porém, ao notar quem era aquele que me seguia eu me acalmava um pouco e me virava completamente em sua direção após expirar suavemente o ar de meus pulmões.

    “Thiago Espinar… então você estava me seguindo desde o começo.”

    A primeira visão de sua forma original, sem ofuscação, era um choque que eu tentava reprimir para evitar ser desrespeitoso com o jovem rapaz, porém, eu não conseguia deixar de olhá-lo com bastante curiosidade, afinal era a primeira vez que via um Nosferatu em sua forma real.

    – Boa noite, senhor Espinar. Obrigado pela recepção e hospitalidade, apesar do pequeno susto que tive pela sua aparição ardilosa.

    Após observar a reverência do rapaz, eu respondia da forma calma, com um sorriso tranquilo no rosto e, como havia sido recomendado no livro, sem desviar o olhar em forma de respeito ao jovem Nosferatu. Assim eu fazia uma breve pausa para me aproximar do mesmo e estica a mão em um convite para um apertar vigoroso de mãos.

    – No entanto, também gostaria de dizer que fico honrado em saber que me conheces, mesmo que eu seja uma figura tão pouco expressiva em nossa comunidade.

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    Re: Ato I - Frank Montanari

    Mensagem por King Narrador em 14/5/2018, 19:12

    O homem com aqueles olhos mortos se mostrava claramente bem inespressivo.Só que não por vontade própria, afinal impossível ler o que se passava naquela face tão afetada pela maldição. Porém o mesmo mexia a cabeça de forma educada e fazia um pequeno sorriso sem mostrar os dentes para falar em um tom um pouco divertido, para terminar sua própria fala de forma mais pensativa.

    - Não foi uma aparição tão ardilosa assim. Estive na frente do portão bem antes de seu carro chegar. Te escoltei até aqui dentro inclusive, apenas não estive visível aos seus olhos. Mas isso não por desejo meu e sim pelo fato de sua mente estar focada em algo maior.

    Era nesse momento que você oferecia sua mão para um aperto e o mesmo não hesitava por um segundo em agir de forma recíproca. dando um aperto com uma firmeza considerável. Também era possível sentir o frio da mão dele enquanto o toque ocorria. Assim Thiago prosseguia a falar, agora olhando na direção das tumbas. O tom dele era um pouco poético por um momento.

    - Espero que você encontre aquilo que você busca ou te aflige dentro desse cemitério. Esse lugar pode parecer cruel, mas é acolhedor para aqueles que sabem o que buscam.

    Ele então se virava novamente para você e sorria com o teu comentário sobre ele te conhecer. Os olhos sem vida dele focavam nos teus, só que ao mesmo tempo não te intimidavam. Ali então, ele falava de forma mais humilde.

    - Faz parte de meus deveres como jovem aprendiz de meu clã saber o nome dos ilustres membros de nossa comunidade. Porém vamos às praticidades agora.

    O jovem Nosferatu esticava o corpo até um curto estalar dos dedos quando levava ambas as mãos para cima com os dedos trançados. Assim ele mexia os ombros aliviando os braços e olhando ao redor por um momento antes de voltar a focar em você. Nesse momento ele começava a apontar na direção de algumas criptas e corredores do cemitério enquanto falava de forma mais compassada.

    - Você recebeu permissão para entrar em nossas criptas mais antigas. Posso te guiar a qualquer uma delas se esse for seu intento. Como também levá-lo para nossa Primogênita casso você preferir. E se quiser, posso te deixar só, seguindo seu caminho pelas tumbas. Afinal é nosso convidado de honra essa noite.

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    Re: Ato I - Frank Montanari

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