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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XXII - A Chegada do Jardim II

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    Danto
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 21/5/2018, 16:55

    Ali, brevemente você se despedia dos sorrisos gentis de Melinda e dos olhares atenciosos de Lucita. Assim como, através de um beijo suave e amoroso, você dizia até logo para seu amado Lorde, para de mãos dadas a Helena e a sua pequena rosa, seguir na direção central daquele pequeno e charmoso sarau que fora improvisado a poucos instantes atrás.

    A aproximação de vocês logo atraía a atenção de Evangeline, a francesa prontamente trava de sorrir e lhe mandar um beijo. Para assim, discretamente sinalizar para as próprias proles que havia chegado o momento mais esperado!

    -Chegamos!

    Indicava Luana que sorria feliz, para beijar a mão de Helena e correr na direção do piano. Ali estavam sentados Alfonsus e Claudia, a pequena tulipa dourada parecia engajar em uma pequena conversa com eles enquanto Evangeline, audaciosa como sempre fora, tomava a iniciativa:

    -É uma verdadeira alegria poder conhecer a mais bela dentre todas as rosas que já nasceram neste mundo! Sou Evangeline Cosette Bourseiller, musa e eterno amor de Pietra.

    Nesse momento, a pequena rosa de Troia estava inicialmente distraída com a figura enorme de Albert. Mas quando a voz de Eva soava, ela prontamente olhava na direção da linda francesa e perguntava sem nenhuma cerimônia:

    -Você é das terras de meu filho?

    Eva sinalizava positivamente com a cabeça.

    -Só naquelas terras é possível encontrar uma beleza tão singular quanto a sua querida! Adorei conhecê-la! E por céus como você é enorme! E tuas crias também são gigantescas! Esse homem, digo, esse tritão me faz lembrar de Titus mais jovem! Ou pelo menos como ele dizia ter sido né!

    Confessa Helena, sorridente ao falar contigo. Ela claramente esperaria a oportunidade de ser apresentada e de ouvir o nome de todos, mas enquanto ela se pronunciava, o seu antigo vassalo e agora talentosíssimo tritão da Espada de Berlim, ajeitava o terno que usava para se posicionar ao lado direito de Eva. Albert sorria levemente na sua direção e tomava a liberdade de com os fortes braços, puxar-lhe para um abraço.

    -Que saudades Pita!

    Dizia Albert com a voz marcante dele, uma voz que fazia Helena saltitar e olhar surpresa:

    -Uma voz de trovão!

    Erika sorria e gentilmente se aproximava para lhe abraçar assim que o Albert desse o espaço para que isto ocorresse:

    -É uma voz maravilhosa não é? Cantando fica ainda mais bela, mais sinceramente eu tenho o privilégio de ouvir declarações de amor desta voz e não consigo evitar o fascínio, toda vez!

    A voz de Erika causava outro espanto em Helena. A rosa de Troia ria baixinho e olhava para a altíssima mulher de cabelos negros e olhos profundamente azuis:

    -Agora estou a entender o porquê do termo "Sereias"! É surpreendente!

    Evangeline ria um pouco da situação e tratava agora de tomar as suas mãos com cuidado e beijar-lhe os lábios com a paixão eterna que só ela era capaz de manter, um beijo que naturalmente arrancava suspiros de todos que o vinham, isso incluía a sua pequena e a própria Helena.
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    Jess

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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 21/5/2018, 21:01

    Sorriso, olhares e beijos gentis marcavam aquela bela noite que mal havia começado e já estaria marcada eternamente em minhas lembranças. Caminhando ao lado de Helena, era com calma que minhas palavras soavam, afinal as dúvidas da mais velha rosa eram naturais, ainda mais com a gigantesca história cainita transcorrendo sem empecilhos.

    A atenção de minha musa me fez suspirar feliz, ali quando Luana corria até o piano para ter com Alfie e Claudia, Eva fazia o que sabia de melhor, usava sua exuberante beleza e poderosa voz para se apresentar, algo que novamente arrancava suspiros meus.

    Voltando minha atenção para Helena e suas palavras eu sorria ao ser pega quase que de surpresa pelos braços fortes de Albert, rindo era com força e carinho que respondia ao abraço de meu querido amigo e filho.

    – Também senti sua falta Albert, prometo que não fiz por mal querido.

    Sorrindo ao abraçar Erika eu concordava feliz com as palavras da jovem, afinal meu coração havia se enchido de amor ao saber que os dois se entenderam muito melhor do que o planejado.

    “Lindos, como se tivessem sido feitos um para o outro.”

    O carinho de Eva me fez sorrir feliz, era sem medo que respondia ao seu beijo apaixonado, afinal meu coração era eternamente de Eva e não havia como esconder isso.

    – La mia bella vita, eu disse que ela queria te conhecer.
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    Danto
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 22/5/2018, 20:59

    -Não se preocupe Pita, eu sei que não foi por mal. Só que isso não me impede de aproveitar um pouco mais desse abraço não é?!

    Comentava Albert em um tom baixo de voz enquanto ainda lhe abraçava, certificando-se de lhe abraçar com bastante firmeza e carinho. Em seguida ocorria o contato breve com a sempre doce e atenciosa Erika, mas era o beijo entre você e Eva que de certa forma fechava as saudações e iniciava as apresentações das Sereias e o Tritão do jardim. Helena olhava apaixonada e admirada por tudo durante todos os instantes que passaram, por fim, Eva sorria e olhava no fundo dos seus olhos, para lhe fazer um carinho na face.

    -Ma muse éternelle...

    Murmurava Eva em francês, sorridente. Para enfim olhar na direção de Helena e comentar:

    -Desculpe pelo sentimentalismo, estava com saudades do meu amor... Mas bem, aqui estão: Minha sereia, Erika Diederich e meu tritão: Albert Graham! Erika infelizmente não é a minha prole, mas é minha filha! Além de ser uma dançarina impecável com essas pernas! Albert por outro lado, foi vassalo de Pietra por alguns anos e é meu melhor amigo e tem a mais potente das vozes!

    Helena prontamente respondia enquanto Albert e Erika se aproximavam dela para saudá-la:

    -Jamais desculpe-se por expressar seus sentimentos. A culpa nasce na ausência de liberdade de expressar o que há em seu coração, por tanto, a nossa maior força sempre é que nosso coração realmente sente.

    A pequena rosa de Troia então olhava surpresa por estar no meio de duas pessoas realmente grandes! Sem nenhuma vergonha ela levantava os braços de maneira até infantil, pedindo por colo para Albert. O enorme homem negro de cabelos levemente grisalhos sorria:

    -Prazer em conhecê-la Helena e devo admitir, sou um homem de enorme sorte em poder fazer isto.

    Pegando Helena nos braços, Albert a tirava do chão enquanto ela se aproveitava para se aninhar no mesmo como uma pequena garota, trançando as pernas por suas costas e lhe abraçando o pescoço. Erika ria, divertindo-se com a cena, para enfim se aproximar e abraçar Albert, espremendo Helena entre os dois.

    -Amei! Quero ter sereias e tritões no meu jardim, como faço?

    Comentava Helena com a voz abafada dela. Evangeline não conseguia esconder a enorme felicidade, tomando uma das suas mãos e rindo baixinho de pura alegria.

    -Sereias e Tritões são pequeninas novidades do novo mundo, acredito que sejamos um ponto em comum entre três grandes clãs. Os filhos da Lua, os Patrícios e as Rosas. Particularmente, eu sempre fui mais próxima das Rosas, minha linhagem hoje vive em Paris...

    Helena então respondia, saindo levemente e sem nenhuma pressa do abraço de Albert e Erika:

    -Entendi, curioso. Preciso conversar com meu filho sobre isso, afinal, Paris é o coração das terras dele certo?! Ah, Pita, eu posso ter um tritão desse tamanho também, né?!
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 22/5/2018, 22:25

    Rindo diante das palavras de Albert, eu apenas o apertava com mais força em meus braços, afinal meu velho e querido amigo era um tesouro único em nossas vidas, ainda mais quando nossa amizade era velha e respeitosa.

    – Eu ficaria desolada se você não o fizesse querido.

    Comentava ao sair do apertado e carinhoso abraço de Albert e ir para o leve abraço de Erika, ali eu a beijava na face com carinho e amor, afinal nossa bela sereia havia arrumado um espaço único em nosso coração.

    O amor de Eva fez com que a pequena voltasse para junto de meu corpo, ali eu sentia seu suspiro e diante do amoroso beijo seu amor, sorrindo para minha amada musa eu a abraçava ao fim de nosso beijo, apenas para ali sorrir e escutar a apresentação de nosso querido casal de tritão e sereia.

    “Os mais sábios são aqueles que seguem seu coração.”

    Diante do pedido de Helena eu ria junto de Eva, sua explicação me fazia concordar com a mesma, afinal as sereias eram um acontecimento novo entre os cainitas, voltando meus olhos para Helena eu sorria ao responde-la de maneira carinhosa.

    – Pois bem, você já o tem! Afinal esse jardim é tão seu quanto de Titus. Tenho total certeza de que ele apoiaria isso.
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 23/5/2018, 14:19

    Os olhos claro de Helena brilhava intensamente quando a sua fala era pronunciada, sorridente a pequena rosa de Tróia dava alguns pulinhos extremamente similar aos que a sua pequena fazia em situações de pura alegria e felicidade, para então correr na direção de Evangeline e abraçá-la com força.

    -Então você é a primeira sereia do meu Jardim! Isso faz com que Erika também seja uma sereia e Albert o primeiro tritão! Amei isso, aliás, Albert poderia me fazer um favor querido?

    Dizia Helena ao soltar-se do abraço de Eva e sorridente aguardar a resposta positiva do homem:

    -Claro, o que quiseres minha querida.

    Adorando a resposta, Helena ficava na ponta dos pés ao dizer:

    -Repete depois de mim tá bem? "Minha eterna rainha, filha de Zeus e herdeira do Olimpo. Dentre todas as belas, és a maior. Dentre todas as rosas, és a divina herdeira de Zillah".

    Albert então sem mais delongas, tratava de repetir a fala de Helena. Com a voz grossa e firme que tinha, algo que fazia a jovial rosa buscar imediatamente por uma das suas mãos enquanto escondia a face atrás de ti, a presença dela expandia-se suavemente e naturalmente atraía a atenção de todos, pois, em fascínio pela voz de Albert ela perdia um pouco do auto controle.

    -É muito mais do que um sonho tornando-se realidade...

    Evangeline suspirava adorando presenciar aquela cena e tratava de segurar a face de Albert com as duas mãos, para lhe beijar a testa, isso é claro depois de ficar na ponta dos pés e esperar uma leve colaboração do homem que estava extremamente lisonjeado. Erika por outro lado, parecia se atentar a uma aproximação.

    -Mãe! Cuidado para não causar fascínio em todos aqui, lembra... Estamos em um sarau das rosas de Pietra...

    Dizia Melinda que se aproximava com suavidade, colocando uma mão nas costas de Helena para lhe dar maior apoio. A pequena rosa parecia estar perdendo um pouco do controle da própria ofuscação quando olhava na sua direção e comentava:

    -Fico eternamente feliz em saber que este jardim também esta inserido dentro dos meus campos, obrigada querida Princesa de Tusci... Obrigada!

    Nesse momento, Melinda olhava na sua direção e movimentava os lábios dizendo em alemão:

    -Querida princesa, é possível apresentar agora a ela a seus vassalos? Acredito que ela precisará do contato com humanos para conseguir se recolocar.

    Assim, Melinda olhava para os locais de pintura. Pois ali estava Francesco a pintar, assim como Thesa estava a registrar tudo com o uso de uma máquina fotográfica, enquanto Lena tratava de gerenciar os materiais.
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 23/5/2018, 15:42

    O brilho quase ofuscante de felicidade nos olhos de Helena me fez sorrir feliz, ainda mais quando a maior rosa de todas corria para abraçar Eva, ali em meio a alegria de Helena a minha pequena voltava a circular para ir abraçar Erika e beijar-lhe as faces com carinho.

    – Sou suspeita ao comentar que é um trio muito belo.

    Comentava ao me colocar ao lado de Eva e beijar-lhe a mão enquanto Helena fazia seu singelo pedido a Albert, ali não havia como segurar o suspiro feliz, algo que até a mesmo a pequena tinha verdadeira dificuldade em sequer pensar em esconder.

    “Titus amaria ver isso, tenho certeza que sim. Mal posso esperar para apresenta-lo pessoalmente a cada membro desse enorme jardim!”

    O suave e belo descontrole de Helena me fez rir baixinho, ali eu concordava com as palavras de Eva suspirando feliz e realizada.

    – Um sonho maravilhoso que se transformou em um pequeno milagre.

    A aproximação de Melinda e suas palavras me faziam andar até a pequena Helena e ali apoia-la com carinho respondendo-a de leve.

    – Não se preocupe mia amata, vamos cuidar para que tudo volte aos controles. E você mia bela, sempre terá um lugar especial nesse Jardim, sempre.
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 24/5/2018, 14:16

    -Só me dê um tempinho...

    Dizia Helena que se encolhia em ti em busca de apoio enquanto suspirava ao receber os carinhos que a própria filha fazia em seus cabelos. Fechando os olhos, a pequena rosa de Troia tomava seu tempo para respirar e se acomodar, enquanto isso uma rápida troca ocorria ao piano, agora era Luana que tocava o instrumento. De olhos bem abertos ela parecia ler os sons do ambiente para executar assim uma música bem calma que ajudaria Helena a se recompor. Enquanto isso, Alfie piscava na sua direção e ao lado de Claudia, seguia até os quadros para se reunir com Fiore e Nora.

    Não era necessário sequer uma troca de palavras entre o seu gigante e você, afinal, a conexão natural já indicava o necessário. Ele pretendia apresentar as proles dele para Helena e estaria aguardando assim que você terminasse de cuidar dela e apresentá-la aos vassalos do jardim.

    -Deixe-me ajudá-la um pouquinho Mãe.

    Comentava Melinda que beijava o topo da cabeça de Helena e aplicava sobre ela uma pequena camada de Ofuscação, seus olhos bem treinados e mais poderosos por causa do passar dos anos, viam claramente o retorno gradativo a aparência mais jovial e humana de Helena enfim retornarem, até que enfim, ela sorria e levantava a face outra vez já pronta para continuar as apresentações.

    -Certo! Obrigada queridas, já estou bem! E ainda quero ouvir esse lindo tritão cantar hoje eim! Posso esperar por isso Albert? Aliás, gostaria de ver a apresentação do casal!

    Alberta prontamente respondia:

    -Claro! Será uma felicidade enorme!

    Em seguida, a pequena soltava-se de Erika para correr na direção de Helena e murmurar algo no ouvido dela. Imediatamente, Helena abria os olhos de maneira empolgada e alegre, para virar na sua direção e perguntar:

    -Pita! É verdade que você tem três vassalos? Adoraria conhecê-los! E a sua pequenina me disse que depois, poderei conhecer a amora! Vou mesmo? Já estou ansiosa! Quantas maravilhas!

    Eva sorridente respondia brevemente Helena enquanto sorria e olhava na direção de Alfie que já se reunia com as filhas.

    -Não só uma amora, mas todas as filhas do herdeiro de Atlas.

    Helena batia duas palminhas de maneira bem animada e olhava na sua direção com uma expressão que era copiada pela pequena, ambas, com um olhar pidão e dramático esperando a sua reação. Melinda prontamente ria, algo que Albert e Erika também faziam.
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 24/5/2018, 15:25

    Abraçando o corpo de Helena com delicadeza, um sorriso suave se formava em meus lábios ao ver Melinda acariciar seus belos cabelos dourados e lhe ajudar a assumir o controle de sua aparência ofuscada, já a música que se fazia escutar levava meus olhos até meu gigante, ali sem uma única palavra trocada eu sabia que nos encontraríamos nos quadros.

    “Um gigante cercado por suas flores, Helena irá amar ver isso.”

    Suspirando feliz ao ver Helena retornar a sua forma mais humana, era com alegria que eu escutava o pedido da pequena rosa para nosso enorme tritão, ali a pequena suspirava apenas para morder a bochecha de Erika e rindo correr até Helena.

    Abrindo espaço para que a pequena pudesse falar nos ouvidos de Helena, eu sorria na direção de Melinda agradecendo pela ajuda desta, já a pergunta da pequena rosa me fazia rir assim como Eva, afinal nosso gigante já estava preparado para apresentar suas lindas flores e amora a Helena.

    – Vai sim mia amata, essa noite lhe apresentaremos todos do jardim que aqui estão. Juro, isso inclui os vassalos, afinal eles também fazem parte do jardim.
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    Danto
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 25/5/2018, 16:16

    Melinda de maneira bem discreta, iniciava uma ação de caminhar até Luana que estava a tocar o piano naquele momento, deixando assim a pequena rosa de Troia sob seus cuidados. Erika gentilmente tocava em suas costas para lhe beijar a face e carinhosamente dizer:

    -Não se preocupe conosco Pita, leve essa linda e preciosa rosa para conhecer nossos queridos e cuidadosos vassalos, enquanto isso irei pensar em alguma apresentação rápida com Albert para o fechamento do sarau. Tudo bem?

    Albert concordava silenciosamente com a cabeça, mas os olhos do grande homem sempre demonstravam o quanto ele cuidava e bem queria todos vocês, apesar das poucas palavras era através dos olhos e das ações que ele sempre se expressava com mais liberdade.

    -Perfeito, vamos!

    Dizia Eva, esticando uma mão para a pequena e outra para você, esperando assim que você tomasse com a sua mão livre a de Helena que sorria feliz para todas as direções, como uma criança em um parque de diversões de mil maravilhas fascinantes!

    Sem muita pressa e resistência, Evangeline conduzia o caminhar até a figura de Lena que prontamente parava de ajustar os pequenos frascos de tinta e tratava de limpar as mãos o mais rápido possível em um dos panos postos sobre a bancada de suporte para os materiais de pintura e desenho. Francesco com toda sua experiência, fazia um curto sinal para Thesa interromper um pouco as fotos e assim, pouco a pouco, os três mortais mais queridos e importantes do jardim se alinhavam lado a lado.

    -Mas que moças lindas! Espere um pouco.... Você... Ah! Quase me enganei de novo! Se não fosse tão alta iria lhe chamar pelo nome errado! Es muito parecida com Pietra querida!

    Helena se comunicava claramente com Theresa que prontamente ficava totalmente avermelhada.

    -Obrigada!

    Dizia a jovem de maneira bem envergonhada, arrancando um suspiro da sua pequena que prontamente soltava-se de Eva para abraçar e acolher a querida jovem austríaca em um abraço apertado.
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 25/5/2018, 17:46

    Recebendo a pequena incumbência de cuidar de Helena, um sorriso suave nascia em meus lábios ao entender os movimentos discretos de Melinda, afinal ela estava feliz pelos acontecimentos e a pequena festa que transcorria sem maiores problemas, voltando minha atenção para as palavras de Erika o sorriso apenas aumentava ao concordar com a mesma.

    – Perfeito mia amata, apenas não se esforcem demais ok! Sei que vocês dois vão pensar em algo especial.

    O concordar silencioso de Albert me deixava feliz, meu querido e velho amigo era um homem mais recatado, porém seus olhos e sorriso sempre me indicavam seus sentimentos, e fora assim desde o primeiro dia em que nos conhecemos em Berlim.

    Dando as mãos para Eva e Helena, eu sorria feliz ao caminhar, Helena estava feliz e animada com tudo o que via, algo que por si só fazia meu coração feliz e esperançoso.

    “Ela já consegue compreender o tamanho de sua presença e força, com algumas aulas será capaz de viver bem, espero que Titus fique feliz com isso.”

    Os movimentos de Lena e a pequena chamada de atenção de Cesco a Thesa me animavam, afinal meus três queridos vassalos finalmente seriam apresentados a Helena. Um riso suave escapava de meus lábios diante das palavras de Helena a Theresa, ali a pequena corria para abraça-la me fazendo suspirar de leve e amorosamente, algo que não podia esconder.

    – Não se preocupe Thesa, nós duas somos muito parecidas com Violleta, só somos um pouco mais altas do que ela.

    Aproximando-me de Thesa eu beijava sua face com carinho para então apresentar a todos com suavidade.

    – Está é Theresa Klor Brückner, e nossa querida Aylena Medved Vankaynov, ambas se tornaram minhas vassalas quase os mesmo tempo. E este aqui é Francesco Vezio Cancellieri, ele foi vassalo de meu senhor antes de ser vassalo de Alfie e agora está sobre meus cuidados, Cesco é um velho amigo também e tem os melhores sombreados que eu já vi serem feitos.
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 26/5/2018, 10:55

    -Bem mais altas!

    Indicava Helena apontando para cima da própria cabeça, como se indicasse que vocês fossem realmente muito altas. Já Thesa, prontamente aceitava os seus carinhos e respirava com mais facilidade agora e aproveitava a apresentação de todos para retomar a postura.

    Aylena era apresentada e prontamente, cheia de si como só ela conseguia ser, fazia uma breve mesura na direção de Helena e comentava:

    -É uma honra conhecê-la! E caso precise de roupas novas para seu armário, decorações de ambientes ou banquetes, estou a sua disposição.

    Helena olhava então a jovem russa de cima a baixo e fazia um sinal positivo com a cabeça, para responder a mesma:

    -Você também me parece nobre, ainda a procura da própria arte, mas extremamente feminina e confiante. Adorei! Prazer querida!

    Lena sorria em retorno, Francesco então se aproximava para tomar uma das mãos de Helena e beijá-la com educação e um suave charme que fazia as duas pequenas suspirarem.

    -Tens a aparência dos homens antigos, isso é maravilhoso meu caro. E por favor, permita-me ver esses famosos sombreados, estou curiosa!

    Cesco a respondia com a leveza que sempre carregava em sua própria voz quando falava de seu trabalho:

    -Claro, posso fazer um breve desenho em breve e lhe mostrar. Pietra é extremamente generosa com os elogios, mas devo admitir que passei séculos em práticas diárias.

    Evangeline prontamente adicionava um comentário tipicamente proposital:

    -Cesco não seja modesto. És extremamente talentoso e suas práticas diárias eram em torno de desenhos da sua grande musa, não é mesmo Pita?

    O sorriso malandro de Eva causava uma reação mais envergonhada de Francesco que tentava manter a postura diante de Helena, Lena por outro lado tentava esconder a vontade de rir e Thesa comentava:

    -Não o culpe assim Eva, afinal, se não fossem os desenhos de Cesco para manter viva a memória de Pietra, do que seriam as obras de Bash ou do coração de Alfonsus?

    Eva já se preparava para dizer algo, mas era Helena que se pronunciava primeiro:

    -Espere! Me expliquem direito essa história! Pietra é a musa de Francesco... Mas como assim manter a memória dela, gente vocês esqueceram que eu ainda não tenho um mês de desperta né? Pita, quantos amores você tem? Assim você vai me deixar a pensar que és alguma filha perdida de Afrodite!!
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 26/5/2018, 15:16

    Rindo diante das palavras de Helena sobre sua altura, eu concordava com a mesma enquanto ajudava Thesa a se recuperar da breve vergonha, observando com atenção a apresentação corajosa de Lena, com seu estilo único e marcante eu sorria diante de Helena e da jovem russa.

    “Ela ainda está procurando, sei que achará sua própria arte no momento certo, Lena é uma linda rosa negra esperando para desabrochar.”

    A apresentação educada de Francesco me fazia suspirar feliz, assim como suas palavras sobre meus elogios, algo que sempre discordava, já que Francesco tinha um sombreado muito melhor que o meu, ainda mais quando se tratava de telas e paisagens naturais.

    As palavras de Eva em sua pequena provocação faziam a pequena se avermelhar, e diante da pergunta de Helena se esconder atrás de Francesco com um gemido longo e manhoso, algo que se alastrava para minhas faces ainda mais diante da pergunta de Helena.

    Engolindo em seco eu corria para me esconder atrás de Eva, não antes é claro de lhe morder o nariz e resmungar em um tom manhoso.

    – Não vale Ettie! Bash é meu menino, não tenho culpa de ama-lo como um irmão menor!
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 27/5/2018, 14:34

    As risadas eram inevitáveis! Especialmente as doces risadinhas de Helena que saiam espontaneamente dos lábios da pequena rosa que não as escondia, pelo contrário, aproveitava cada uma delas com bastante alegria e nenhuma vergonha, mesmo que estas fossem um pouco mais agudas do que o esperado.

    Francesco também ria e com cuidado, se virava para abraçar a pequena que envergonhada com a situação ainda soltava pequenos gemidos de protesto e manha, dentro dos braços de Cesco, ela se encolhia e começava a se acalmar.

    As risadas de Helena incentivavam inclusive as duas jovens vassalas do seu maravilhoso jardim a também rirem da situação, especialmente Lena que se divertia bastante com toda a complexa relação que havia entre amores, paixões e floreios dentro do jardim.

    -Meu nariz!

    Dizia Evangeline, risonha para se virar e lhe abraçar com carinho e intensidade, esfregando a bochecha dela contra a sua para concordar:

    -Desculpa Pita! Não resisti! Aliás, temos que trazê-lo aqui aposto que Helena irá amar os poemas do nosso menino!

    Helena caminhava então livremente por entre vocês para se posicionar entre Lena e Thesa, olhando para cada uma delas e pegando nas mãos de ambas, fechando os olhos para sentir o calor delas, até que finalmente ela comentava:

    -Vocês já sabem que o futuro de vocês será magnífico não é queridas? Pois bem... Antes de falar deles eu escutei algo sobre poemas... E gostaria de deixar claro para a Sereia e a Princesa do meu Jardim que faço questão de ouvir esses poemas! Preciso fazer algo pra conseguir a atenção de Bash?
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 27/5/2018, 17:52

    Escondida atrás de Eva, eu podia ouvir as risadas finas de Helena, isso apenas me fazia encolher mais um pouco e enterrar meu rosto nos dourados cabelos de minha eterna musa, algo que amava sempre faze-lo. Já a pequena encontrava abrigo nos braços apertados de Cesco e gemia em protesto a vermelhidão de nossas faces.

    “Amar não é errado, não quando é correspondido e nos faz bem!”

    Retirando minhas faces vermelhas do cabelo de Eva, apenas para receber seu abraço, eu sorria com seu pequeno carinho, ainda mais quando meus olhos viam o carinho de Helena pelas duas jovens de futuros brilhantes, esfregando minha bochecha na de Eva eu suspirava feliz ao tentar recuperar, as palavras de Helena sobre como chamar a atenção de Sebastian me faziam rir, afinal meu querido menino amaria a pequena rosa de troia com todas as suas forças.

    – Não precisa fazer nada mia amata, ele vai ama-la tenho certeza disso. Afinal ele é um eterno menino apaixonado e encantador.

    Comentava ao me soltar de Eva, para lhe beijar a testa e ir abraçar Helena, ali em meio a Thesa e Lena eu sorria feliz, afinal eu as amava e esperava um bom futuro para as duas, algo que me esforçaria muito para fazer acontecer.

    - Venha pequenina, vamos ver Alfie e suas lindas filhas, depois você pode ir dançar mais um pouquinho.

    Comentava ao apertar o nariz de Helena e sorrir.
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    Danto
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 28/5/2018, 19:55

    A expressiva rosa de Troia fazia um largo sorriso na face e concordava positivamente diante da sua fala sobre seu irmão mais novo e prontamente mostrava a língua quando tinha o nariz apertado.

    -Vamos sim! E como você sabia que eu queria ir dançar de novo eim?!

    Sorridente ela piscava um dos olhos na sua direção, divertindo-se com o novo apelido que havia recebido e então virava-se para fazer questão de abraçar cada uma das jovens e por fim, esticar as mãos e em convite silencioso, tocar na face de Francesco e olhá-lo no fundo dos olhos por alguns instantes.

    -Quando você sentir que tua hora chegou, haverão possibilidades. Seja paciência querido...

    Francesco então tocava nas mãos de Helena e beijava a testa da eterna rosa de troia.

    -Irei me lembrar de tuas palavras quando esse momento chegar, prometo.

    A pequena rosa então corria para dar a mão para a sua pequena besta e assim olhar junto dela na sua direção, claramente aguardando a sua iniciativa. E enquanto isso ocorria, Eva aproveitava para correr e abraçar Lena e Cesco por alguns instantes, afinal, ela não os via por alguns dias! Isso fazia com que você, junto de Helena e de sua pequena, chegassem primeiro onde Alfie e as rosas dele estavam a aguardar, ao lado de um quadro belíssimo ainda a terminar de um girassol, um desenho que claramente pertencia a Nora.

    Nesse momento, a pequena indicava a Helena que era um momento de inspirar bem profundamente. E assim, seguindo a dica desta, a eterna rosa o fazia para arregalar os olhos e perguntar no exato momento em que vocês se aproximavam para que a apresentação enfim fosse capaz:

    -Pelos céus do monte Olimpo! De onde vem esse perfume maravilhoso de amoras!?

    A pequena prontamente começava a rir enquanto Nora se escondia parcialmente atrás do enorme corpo de seu pai, Alfie estava agora entre a experiente Claudia e a sempre atenta Fiore e inevitavelmente era pego de surpresa pela ação espontânea de Helena. Um pouco perdido, o homem dava algumas risadas enquanto tentava se ajeitar para falar.

    -Ele é maravilhoso não é?! Ficou sem graça por algo tão bobinho! Aposto que estava a imaginar e a ensaiar na própria mente uma forma fantástica, sincronizada e perfeita para a apresentação ocorrer! Devemos ajudá-lo Pita?!

    Perguntava Eva que literalmente, aparecia ao seu lado e tomava um dos seus braços enquanto já se pronunciava e sorria alegremente por participar dessa conversa.
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    Jess

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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 28/5/2018, 23:33

    Sorrindo para a mostra de língua de Helena eu a soltava, não antes de lhe beijar a testa com carinho e comentar de maneira breve.

    – Você tem a chama da tulipinha, seria estranho se não quisesse dançar!

    Observando o breve abraço de Helena nas duas jovens, eu me aproximava de Eva, meus olhos estudavam a pequena cena da rosa e Cesco com curiosidade, afinal a filha de Troia estava usando seus poderes para saber mais do que poderíamos saber.

    “Ele como filho dela? Helena tem bons olhos, ainda assim um abraço dessa magnitude é algo complexo.”

    Suspirando para Helena que corria para ter as mãos de minha pequena, eu esperava pelo abraço de Eva, para então de mão dadas irmos até Alfie e suas lindas rosas, o caminho curto era presenteado pela presença de nosso gigante, ali perto de um quadro ainda por terminar, Alfonsus tinhas Claudia, Fiore e Nora. O pequeno sussurrar de minha pequena nos ouvidos de Helena me fez rir, afinal o perfume de amoras de nossa jovem rosa vermelha era inigualável e fora seu motivo de ser encontrada pela pequena que tanto a amava.

    – Tadinho Eva, devo admitir que é sempre curioso ver que apesar do tamanho todo, Alfie se envergonha, e sim mia bela, sempre devemos ajudar.

    Puxando Eva pela mão, era com um sorriso longo que corria para abraçar Alfie e sorrindo comentar de maneira breve.

    – Está tudo bem mio amato, apresente nossas meninas.
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 29/5/2018, 14:52

    Evangeline sorridente piscava na direção de Alfonsus que nesse momento, as recebia de braços abertos e respirava fundo, aproveitando-se para sentir o perfume de ambas, já que a própria francesa não deixava de também abraçar o gigante herdeiro de Atlas. Era possível ouvir ao fundo um pequeno coro feito pelas duas pequeninas que estavam de braços dados, o som doce e suave, similar um gemido baixinho de encantamento era feito por ambas.

    -A tulipinha é um amor, faz sentido a comparação de fato! Mas eu bem que posso esperar para voltar a dançar se for para ver essas demonstrações tão linda de amor e carinho!

    Comentava a pequena e eterna rosa, dando assim a oportunidade de Alfonsus beijar o topo da cabeça de Eva e assim como o topo da sua também, para enfim apresentar as próprias filhas:

    -Bem querida, estas são as minhas rosas: Claudia Isabella Caccavale, minha primogênita. E estas são minhas mais jovens flores: Floriana Giovanni, minha rosa branca e Nora Gail de Booch minha rosa vermelha.

    Cada uma delas reagia a pronuncia de seus nomes, com pequenos acenos educados e posturas impecáveis com Alfonsus sempre admirava e amava ver. Todavia, era a própria Claudia que já saia do papel de corte para dar um passo a frente e se pronunciar:

    -É uma grande honra conhecê-la Helena, principalmente por ter feito exatamente como Pietra o fez, estudei de perto toda a cultura que se estruturou a partir do seu legado. Obrigada por me receber. Posso lhe dar um abraço?

    Helena olhava para Claudia e em seguida para você, o sorriso orgulhoso dela deixava bem claro como ela havia sido comprada facilmente pelos elogios.

    -Vocês tem alguns traços em comum, estou começando a achar que existe uma certa tendência para maravilhosas mulheres de cabelos castanhos! Será que tingir os meus também me deixaria assim tão linda? E é claro que sim, venha cá querida!

    O abraço entre Helena e Claudia então ocorria enquanto você sentia seu corpo ser tomado por um abraço fortíssimo e apertado. Nora havia se atirado nos seus braços sem que você notasse, rindo a amora beijava a sua face e dizia:

    -Oi mãe!

    E em sincronia a essa ação, Fiore que era sempre mais quieta e atenta, se aproximava para saudar Evangeline e prontamente também lhe abraçar, com menos efusividade, mas da forma que ela tinha de demonstrar carinho, através de um olhar bem fixo e claro.

    -Boa noite Pita, olha tenho que admitir, foram só algumas noites. Mas certas moças quase perderam as cabeças de tanta saudade que sentiram...

    Os olhos dela desviavam para Eva e Nora que prontamente, em uma hilária sincronia, mostravam as línguas para Fiore.
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 29/5/2018, 17:05

    Ali no abraço em conjunto ao grande herdeiro de Atlas, eu sorria ao sentir o beijo em minha cabeça, isso me fazia apertar mais um pouco Alfonsus e alargar meu sorriso, encolhendo-me o máximo que podia apenas para ouvir os barulhinhos fofos de minha pequena e Helena, um riso escapava de meus lábios quando meus olhos se voltavam para a pequena rosa.

    – Não se preocupe, posso prometer que nesse jardim cenas assim são recorrentes, mas sempre únicas.

    Dando espaço para que Alfie enfim apresentasse suas lindas filhas, eu o observava com um sorriso carinhoso no rosto, afinal era claro o orgulho da linda educação que as três tinham.

    ”Eu adorava ser extremamente educada na frente de Alfie e totalmente desleixada na frente de Elonzo. Por céus eu sinto tanta falta daquele pivete mimado!”

    Feliz diante de Claudia e sua eterna chama, minha atenção porem era roubada por Nora que se atirava em meus braços, algo que me fazia aperta-la com a mais pura força e carinho que eu tinha pela jovem.

    – Amorinha! Que saudades!

    Rindo diante das línguas a mostras de Eva e Nora na direção de Fiore, eu sorria para a jovem convidando-a para compartilhar o abraço com a irmã, algo que me deixaria alegre se fosse bem recebido pela recatada e atenciosa jovem.

    – Não posso culpa-las mia amata, eu também quase perdi a minha!
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 30/5/2018, 14:59

    A sua bochecha era prontamente mordiscada pela sempre doce e cativante amora, sorrindo a jovem de origens britânicas olhava na direção de Fiore enquanto a mesma se aproximava e dizia:

    -Saudades são memórias positivas que guardamos próximos de nossos corações para nos lembrar do que realmente é ou foi importante.

    Em seguida, a jovem também participava daquele abraço, algo que deixava Nora extremamente feliz.

    -Claudia, não vale monopolizar a Helena com a sua beleza e talento, não se preocupe nós ficaremos aqui por mais duas noites no mínimo!

    Comentava Evangeline que estava agora de braços dados a Alfonsus. Claudia então suavemente sorria na direção da francesa, para discretamente mostrar a língua para a mesma em sinal de protesto e dizer:

    -Tá bem, mas só porque gostei da ideia de passar algumas noites aqui!

    E assim que Claudia dava um breve espaço, a pequena tomava as mãos de Helena com velocidade para quase arrastar a mesma até você e as duas rosas mais jovens do gigante. Animada ela então soltava Helena e olhava na sua direção, como se esperasse que você participasse também daquele encontro.

    -Prazer queridas, sou Helena. Sim aquela mesmo lá de Troia, curioso não é!? Vocês são as mais jovens rosas do jardim, é encantador poder conhecê-las!

    Fiore olhava na direção de Helena e sorria gentilmente ao comentar:

    -A honra é eternamente nossa, especialmente porque pudemos estudar um pouco sobre ti, acredito que a maior especialista entre os mais novos seja Yalin. Ela devora todos os livros! Mas temos uma certa dimensão de o quão grandiosa és e por isso, jamais me esquecerei deste encontro.

    As palavras de Fiore eram ditas com enorme educação e com uma suavidade um pouco rara para a mesma, ela estava se sentido segura e isso era notável através de seu sorriso delicado e recatado. Nora por outro lado, era tomada por um alegria tão vibrante que fazia a pequena rosa de troia suspirar, já que a própria corria para abraçar Helena e apertá-la com força.

    -Oi! Você parece a minha irmã, a tulipa! Já a conheceu né? Aliás, nem sei se poderia ter lhe abraçado, é que me é mais familiar assim entende. Espero não ter ofendido!

    Helena ria e balançava a cabeça negativamente, para então afirmar:

    -Não se preocupem queridas. Aliás, vocês são fundamentalmente diferentes e isso é bem positivo. Parabéns por cuidar tão bem de suas rosas Alfonsus! Vejo que existe a liderança de Claudia, o adocicar da amora e a sutileza de Fiore, uma trindade perfeita que eu mesma tive por alguns longos séculos!

    Alfonsus fazia um breve sinal positivo com a cabeça, afirmando:

    -Obrigado querida, mas são elas que cuidam de mim.

    Claudia concordava com um sinal positivo de cabeça e Helena dava uma suave risada, para então virar na sua direção e perguntar:

    -E você Pita? Só contei duas rosas suas, não pensas em crescer esse número no futuro?!
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 30/5/2018, 20:55

    A mordida de Nora me fazia aperta-la com mais carinho e força, porém meu braço se abria para receber Fiore e ali lhe beijar a testa com carinho, afinal a linda rosa branca de Alfie estava aberta e receptiva.

    – Saudades é uma demonstração pura de carinho, e eu também senti sua falta mia amata.

    Comentava com leveza, para apertar as duas irmãs em meus braços, rindo de leve diante das palavras de Eva a Claudia, eu soltava ambas para ver suas apresentações, com um belo sorriso nos lábios. Sorrindo para minha pequena, eu concordava com um breve aceno afinal, era com amor que ajudaria nas apresentações de Fiore e Nora.

    – Fiore é uma linda dançarina, está aprendendo muito com Alfie, devo dizer que ele sempre foi um excelente professor.

    A corrida de Nora e seu abraço me fez suspirar, afinal nossa eterna rosa vermelha era alegre e amorosa com todos.

    – Nossa amorinha é uma restauradora, ela traz de volta a vida obras que o tempo machucou, e é claro tem esse perfume de amora que é inesquecível.

    As palavras de Helena sobre as lindas filhas de Alfie fazia com que meu coração sorrisse feliz, afinal meu gigante havia superado a distancia entre Claudia e ele, assim como o medo de abraçar.

    “Elonzo vai amar essas duas, tenho certeza disso.”

    Surpresa diante da pergunta de Helena, meus olhos se voltavam para onde estavam minhas duas rosas e ali eu suspirava ao abraçar a pequena rosa de Troia com carinho.

    – Não posso dizer com toda a certeza mia amata. Mas também não descartaria a oportunidade, não se aparecer um belo broto esperando para desabrochar.
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Danto em 31/5/2018, 11:54

    Alfonsus não conseguia parar de sorrir, feliz como nunca o gigante parecia um Pai orgulhoso e feliz por ouvir elogios a respeito de suas amadas filhas. O sorriso dele era tão grande que Claudia não se segurava e se aproximava do mesmo, para apertar uma de suas bochechas e dizer:

    -Cuidado, se bater um vento forte você vai ficar com essa cara de bobo pra sempre!

    Alfonsus prontamente começava a rir, assim como Eva também o fazia. Já Nora tentava defender seu pai:

    -Ele só ia ficar mais lindo se ficasse pra sempre com esse sorriso todo na face!

    A pequena brincadeira entre todos só era brevemente interrompida quando Helena perguntava a você sobre a possíbilidade de uma nova prole, a pequena rosa de Troia então se aproximava para lhe abraçar e tocava com a mão esquerda na sua barriga, na altura do umbigo, para dizer:

    -Você é uma mãe experiente, seus instintos são verdadeiros e você sentirá a hora chegar. E fico feliz em ouvir que não irá descartar a possibilidade, se depender de mim esse jardim será um dos maiores dessa terra!

    Sorridente, Helena então se virava para olhar na direção das jovens filhas de Alfonsus e comentar alegremente:

    -Então essas sãos as suas artes! Magnífico! Tenho um busto que precisa de cuidados Amora, posso contar contigo? É um busto de meu Pai e adoraria poder revê-lo novamente! E bem, além disso eu já estou com os pes pedindo por mais dança, me acompanha Fiore?

    Nora logo respondia:

    -Claro!

    E Fiore primeiro olhava para Alfonsus, que sinalizava positivamente para ela para assim responder a Helena com um tom mais seguro:

    -Vamos! Será bem divertido!

    Por fim, Helena olhava na sua direção e perguntava com uma cara bem manhosa, algo que era copiado pela sua pequena que sempre adorava participar dessas penas manhas de Helena.

    -Já podemos ir dançar Pita?

    Eva prontamente se oferecia a participar:

    -Contem comigo! Quem mais vai conosco?

    A pequena levantava a mão sorrindo, e Alfonsus esticava a mão para Eva em uma resposta informal e brincalhona, indicando que seria ela a conduzir a dança e não ele. Assim, todos aguardavam a sua resposta para Helena. Enquanto Claudia se aproximava suavemente, ficando ao seu lado e tocando em suas costas, em um convite delicado para uma conversa.

    [Off: Ultima ação para o final do ato]
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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

    Mensagem por Jess em 31/5/2018, 17:29

    Era com facilidade que meu riso se soltava diante da pequena brincadeira de Claudia com seu pai, ainda mais quando Nora corria para defender Alfonsus orgulhoso e feliz de suas lindas meninas, algo que me fazia suspirar feliz, mais feliz do que nunca estive antes.

    A brincadeira terminava diante do abraço de Helena em resposta a sua pergunta, ali eu sorria com carinho concordando com a mesma, afinal meu coração havia sentido o momento certo de abraçar Lorenz e Lotte, ambos eram irmãos e viveriam felizes, algo que me deixava segura do futuro.

    “Um dia serei mae novamente, sei que será tão especial quanto agora.”

    Diante da animação de Helena e a surpresa do pedido feito a nossa Amora, eu ria ao ver sua cara manhosa no pedido para ir dançar, apertando-a nas bochechas apenas para lhe beijar a testa, meu corpo suspirava diante do toque de Claudia e seu convite silencioso.

    – Pode sim mia amata, vá dançar e se divertir. Só não esqueça de dançar com sua filha e neta ouviu!

    Entrelaçando meus braços aos de Claudia eu sorria ao deixar que o jardim fosse dançar feliz e livre.

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    Re: Ato XXII - A Chegada do Jardim II

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