WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato II - Noah O. Laberge

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    King Narrador

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    Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por King Narrador em 14/5/2018, 17:12

    Segundo Dia da Narrativa
    28 de Janeiro, 2018, 18:30
    Casa de Eldert Vedders, Nova Orleans



    O sol ia subindo no horizonte de forma rápida, nada podia ser feito para conter. Seus olhos se chocavam com aquele globo profundo e totalmente vermelho que derretia seus olhos em profunda dor. Como se os mesmos escorressem por sua face incendiado por aquela orbe de puro tormento. Era possível sentir as chamas consumindo o seu corpo inteiro em seguida, destruindo cada espaço de sua epiderme.

    Gradativamente o vermelho boçal e aterrador ia dando espaço para as profundas trevas do abismo. Ali não havia mais vida, apenas o frio e o horror de uma morte em vão. Só que tinha algo mais ali, um som, um único e bem familiar som. Era uma risada. Uma risada feminina fina e um pouco estridente da criatura que enfiava mais uma vez o arpão em seu coração. Era tão real quanto a primeira vez. A dor era física e absoluta e o tremor praticamente eterno. Aquilo se mostrava não ter fim.

    - Acorda!


    Uma sacudida ocorria e o fogo ia embora, junto das trevas e da risada. Uma calmaria ocorria enquanto a dor desaparecia. Até seu braço aparentava doer menos. Sua sede sequer era muito grande. Afinal sua boca mais uma vez estava enfestada de vitae. Era um vitae jovem e bem doce. A dona desse vitae olhava agora para você com os seus profundos olhos de um azul apaziguador e ao mesmo tempo poderoso. Carline se mostrava bastante preocupada enquanto te puxava de leve para poder te permitir sentar na cama.

    - Mano, você tem sono pesado e cheio de pesadelos, hein?

    Carline sentava do seu lado na cama. O quarto já estava iluminado e a janela aberta, permitindo ver a cidade toda branca do lado de fora. Ela sorria delicadamente na medida que notava que você estava um pouco melhor. Ali você conseguia notar as delicadezas do quarto dela. Como a mesma chegava até a dormir com um bicho de pelúcia, junto de todo o tom ameno do quarto. Algo relaxante em sua mente, para variar.

    Quarte de Carline:

    Carline fechava a própria ferida no pulso e respirava profundamente. Podia ver que ela usava uma roupa mais sofisticada que o esperado para a sua primeira impressão daquela garota. Assim ela ficava olhando pela janela por um tempo até ter certeza que você estava totalmente desperto. O tom dela então ia para algo mais serio e bem mais instintivo do que antes. O olhar dela chegava a dar um curto brilho, como uma chama de inspiração. Então a voz dela logo era escutada.

    - Papai já deu um endereço do nosso alvo. Infelizmente o Metamorfo já agiu ao longo do dia e vamos nos deparar com uma cena de homicídio clássica. Preparado?

    Roupa de Carline:
    Legenda:
    - Carline Hastter
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    Miac

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por Miac em 14/5/2018, 18:24

    Minha expressão era de total pavor ao ver o sol surgir, não por temer o fogo e sim por estar incapaz de fazer algo. No primeiro momento que queimam meus olhos contenho o estridente grito de dor que vinha em minha garganta, coloco as mãos sobre os mesmos em uma tentativa clara de me defender mas logo a dor se espalhava por todo meu corpo indicando que as chamas já estavam dentro de mim, mas o nada vinha com tamanha velocidade que não conseguia distinguir o nada das chamas, ouço a estridente risada que me fazia virar em sua direção, naquele momento minha besta se unia a mim como nunca e um forte grito de completa fúria vinha de dentro de mim, mas na saia de minha garganta, sem entender olho tremulo para meu peito e vejo novamente o arpão gravado ali. Lagrimas escorriam por meus olhos e a dor apenas aumentava e aumentava ao ponto de me fazer quase desmaiar.

    No exato momento que acordo olho para todos os lados com uma expressão completamente desorientada, tateio a parede na busca de apoio sem nenhum sucesso, buscava respirar mas parecia que algo me impedia como se fosse completamente incapaz. Logo a vitae fazia seu papel em tornar tudo mais nítido, podia sentir pequenas gotas de suor escorrer pelo meu rosto. Com as mãos ainda tremulas encosto em meus lábios e olho o sangue na ponta de meus dedos, mas ao mesmo tempo não conseguia retirar os olhos do olhar dela, meu tom é cansado e pesado.

    - Me desculpe por ter lhe incomodado...eu...eu...não estava aqui!

    Olho mais uma vez para todos os lados do quarto, mas agora com calma e paciência, noto que o gosto por cores claras era a preferencia dela e sorrio de maneira fraca ao ver o ursinho de pelúcia.

    " Criança e inocente...ainda é tão humanizada ao ponto de usar um ursinho para lhe proteger de dia? Hehehe...o que aconteceu comigo...por qual motivo eu ainda tenho que lembrar disso...eu quero esquecer isso...esquecer...esquecer..."


    Noto que novamente utilizavam vitae para me acordar, mas agora era o próprio sangue que Carline usava para tal ato, algo bem altruísta de sua parte, noto que a roupa que ela usava era algo mais formal e até mesmo elegante ao modo que me vestia para a situação citada por ela, mas seu tom era completamente diferente e enigmático para mim naquele exato momento assim como seu olhar me fazia lembrar das primeiras vezes que Vadders me deixava o acompanhar em algo.

    Me arrumando na cama me sentando e colocando os pés diretamente no chão e não no carpete para sentir o frio e ter a certeza de que não estava preso em minha própria mente falo de maneira mais seria e pensativa com a cabeça baixa olhando para o nada.

    - Vadders não vai? Só preciso lavar o rosto e iremos, como é inverno você tem luvas? Sabe meu braço...não quero perguntas desnecessária dos humanos!
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    King Narrador

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por King Narrador em 23/5/2018, 19:08

    - Sim, eu notei que você não estava aqui. Qualquer coisa que eu possa fazer para aliviar essa dor que eu não tenho a menor ideia de como é, eu estou aqui.

    As palavras dela possuíam um tom doce e preocupado. Bem mais suave que na noite passada. Ficava difícil desviar os olhos daqueles bem atentos que te observavam. A jovem não perdia tempo em explicar como não entendia a sua dor, mas estava ali para você. De certa forma ela estava e sua dor parecia amenizada um pouco.

    No momento seguinte ela sentava mais relaxada ao seu lado na cama e ficava escutando suas palavras atentas. Não deixava de prestar atenção por nenhum momento e diretamente trazia a resposta para a sua pergunta num tom tranquilo.

    - A vítima tinha um irmão gêmeo. Ele está vivo e na cidade. Papai decidiu que deveria vigiá-lo por um tempo. O que é maravilhoso, pois não teremos o velho na investigação principal pela primeira vez!

    A jovem dava uma curta risada depois ao chamar o pai dela de velho. De fato essa situação seria uma grande novidade para você. Tanto como para ela. Só que ao mesmo tempo mostrava a confiança que seu Senhor depositava em vocês dois. A jovem então se mostrava pensativa olhando para sua ferida e então prosseguia falando.

    - Luva não vai chegar a precisar, seu ferimento é mais para cima. E no inverno uma mão fria não chama a atenção. Bom, ali ta sua roupa.

    Ela então apontava para uma roupa dobrada logo na mureta do mezanino. Era uma vestimenta de inverno bem formal. Nada que você usaria normalmente. Só que bem apropriada para esconder sua cicatriz que já se mostrava razoavelmente menor. O sangue da jovem claramente ajudara. Ela então suspirava prosseguindo a falar.

    - Então, eu sei que não é de forma alguma seu estilo. Porém estaremos indo na cena do crime como investigadores particulares da família Wong. Então temos de nos adaptar, logo não quero caras feias por ficar engomadinho.

    A jovem fazia mais uma curta risada para então se levantar e ficar de frente para você. Ali ela cruzava os braços por um momento. Como se estivesse pensando nas próximas palavras. Mas como sempre, sem hesitar, ela logo prosseguia falando.

    - Mas antes de ir quero que sua mente esteja clara sobre todos nossos deveres e objetivos. Se tiver qualquer dúvida sobre como agir ou o que procurar, essa é sua oportunidade. Posso estar sendo exibida afinal você é muito mais velho do que eu. Só que não sei o quão enferrujado você está.

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    Miac

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por Miac em 23/5/2018, 19:52

    Faço um leve aceno com a mão indicando que não precisava de preocupações para após repousar a mesma na cabeça e falar de forma mais tranquila.

    - Agradeço a preocupação Carline, eu só não quero incomodar... Acredito que estou melhor agora!

    Meu foco estava completamente nela naquele momento, a maneira que ela me tratava era completamente diferente da minha vivencia com Vadders, caso eu simplesmente falasse para não se preocupar não haveria mais assunto, logo a acompanho com a visão vendo que se sentava ao meu lado e continuo a prestar atenção nas informações dadas.

    Minha expressão muda de forma gradativa e fico a pensar um pouco sobre o caso para então demonstrar uma certa apatia para o fato de Vadders não estar no caso, mas o real motivo era que fui condicionado a não demonstrar nenhuma surpresa ou agir com emoções em situações assim. Viro para ela e alinho os botões da blusa com seu pulso para então falar de forma normal.

    "O velho realmente agiu de maneira certa, faria o mesmo se fosse ele, por mais que isso seja um voto de confiança eu duvido muito que ele esteja completamente ausente dessa situação. Ver como reajo após dez anos fora é algo que até mesmo eu faria igual... uhm... irei deixar que Carline seja a líder por estar a mais tempo ativa que eu e também para ver qual é o limite dela nessas situações. Também quero ver até onde você chega Carline e quem sabe assim possa conseguir mais confiança em minhas habilidades."

    - Compreendo que ele queira ver como estou também. Faria o mesmo, ver se tenho condições de continuar ou se ele deve me afastar! Com relação ao irmão da vitima, eles moravam sozinhos ou mais familiares conviviam com eles?

    Sorrio em resposta ao sorriso da mesma da forma que ela falava de Vadders, novamente olho as roupas sem demonstrar nenhuma outra reação adversa como ela havia afirmado para apenas concordar com a cabeça no final de sua fala e me levantando juntamente com ela ficando na sua frente, fico a encarando diretamente quase não tendo espaço entre nós para então lhe repousar a mão sobre o rosto e lhe dar um leve beijo na cabeça.

    - Compreendo a situação e aceito as roupas de bom grado. Ficar engomado ou com roupas casuais... tanto faz, uso aquilo que for necessário no momento.

    Logo me desvio da mesma e começo a andar até o banheiro para então me lavar e retirar um pouco do sangue em minha testa causado pelo suor de meu "sonho". Antes de atravessar a porta bato no batente com a mão duas vezes de maneira leve e falo virando sutilmente o rosto, antes de prosseguir.

    - Não precisa se preocupar em como agir comigo, esta se precavendo e agindo da forma que acha melhor nessa situação. Posso ser o mais velho aqui, mas é uma verdade que fiquei fora por um bom tempo ou seja você está no comando Carline! Serei seu assistente até que diga o contrario.
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    King Narrador

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por King Narrador em 29/5/2018, 16:50

    - Você não incomoda porra nenhuma. É bom ter um irmãozinho para cuidar. Mesmo gritando muito enquanto dorme...

    A resposta vinha de imediato da jovem. A qual dava um leve tapa na tua perna e dava uma risadinha enquanto ia se deslocando abaixo das escadas. Só que a jovem parava no último degrau e olhava para você. Havia agora um tom forte naquele olhar e sem muito intervalo após sua fala seguinte ela te respondia diretamente.

    - Duvido que ele vá querer se afastar de você. Sempre falou bem de suas capacidades e principalmente de sua resiliência. E se ele fosse babaca de te deixar para trás eu bateria nele. Mas chega desse papo de novela agora. Mais tarde podemos fazer isso.

    Mais uma vez ela soltava uma agradável risada. Com o tempo se tornava para você mais e mais agradável a presença daquela jovem. Como também seus olhos tinham dificuldade em não acompanhar os movimentos de Carline. Ela lentamente ia até a janela e começava a observar a neve enquanto cruzava os braços para trás. Assim ela respondia sua pergunta lentamente.

    - Lily Wong, a vítima, vivia sozinha, era divorciada de um alcoólatra. Já Thomas Wong é casado com uma médica renomada e tem um filho de um ano. O pai deles voltou para Hong Kong depois que a mãe, que era sino-americana nascida no Mississipi desaparecer e ser tida como morta quando a cidade teve aquela enchente toda e você foi atacado.

    A jovem permanecia de costas ali esperando você terminar de se vestir. Só que os instintos dela pareciam bem calibrados. Afinal ela se virava no exato momento ao qual você já estava pronto. Havia um agradável sorriso na face dela analisando sua aparência vestido com aquela roupa. Então com um tom mais maroto e ao mesmo tempo alegre.

    - Perfeito, sem arrogância sobre as vestes ou sobre eu estar no comando. Gostei da sua humildade. Algo mais forte que papai que é bem orgulhoso quando quer.

    Então ela começava a andar. Dando um tapinha em seu ombro não ferido para a acompanhá-la para fora do quarto. Ela começava a andar diretamente para fora da casa. Apenas parando para pegar a bolsa dela em cima da mesa e ir em direção da saída enquanto prosseguia falando.

    - Aluguei um carro para chegarmos bem camuflados em nossos disfarces. Vem! Enquanto estivermos chegando lá pode me fazer mais perguntas, afinal só fazendo perguntas é que vamos encontrar pistas sobre aquele demônio.
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    Miac

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por Miac em 2/6/2018, 00:15

    Solto uma leve risada abaixando a cabeça para a primeira frase de Carline, me fazendo dar um leve pulo no momento que batia em minha perna, mesmo sendo algo descontraído realmente não esperava tal atitude o que me fazia a olhar de forma divertidamente duvidosa para então ficar mais serio e pensativo com o restante da conversa.

    Aceno positivamente com a cabeça e falo de forma breve.

    - Vadder teria seus motivos e você é quem ele escolheu para ficar ao seu lado, deve apoia-ló.

    Havia a mais pura verdade em minha fala assim como em nenhum momento deixava meus olhos balançarem ou demonstrar qualquer outra situação. Ela se demonstrava completamente autentica e fiel aos próprios ideias, algo que com certeza fez Vadder ter pesadelos quando dormia. Completamente calmo lhe acompanho com os olhos e realmente noto todo seu vestuário e jeitos de se portar, para logo voltar a ficar complemente apático quando falava dos irmãos.

    Paro por um breve segundo pensando em diversas coisas e situações, como se montasse em minha mente uma cena de crime e situações a qual nem mesmo presenciei para enfim falar de forma normal ao meu modo e sem nenhum sentimento aparente por aquele ocorrido.

    - Entendo! Pensei em duas possibilidades.

    Já era hora de me trocar e assim o fazia, não tendo um pingo de vaidade como algo cotidiano, mas me arrumo da melhor forma possível deixando o cachecol em volta de meu pescoço dando apenas uma volta e deixando uma das pontas soltas. Retribuo o sorriso para então falar de forma calma.

    - Não se iluda, sou tão orgulhoso quanto o velho... apenas quero entrar em forma novamente! E sendo sincero quero ver até onde vai.

    Novamente a foco para notar sua reação, não era um desafio, mas havia sim um interesse brotando em mim sobre aquela jovem e vê-lá me ajudaria a entender todo o resto. Começo a lhe seguir soltando uma leve risada vendo que a mesma não esquecia sua bolsa, logo imaginando que mesmo sendo uma caçadora não esquecia de como era ser uma mulher.

    Já saindo e adentrando no carro espero a mesma se arrumar e começar o caminho para então falar, fico olhando para frente completamente estático e pensativo.

    - Lily Wong descobriu que seu irmão ou até mesmo a medica podem não ser quem dizem ser e foi morto por isso. Uma criança seria difícil de se manter como disfarce, não tem autonomia para nada. E pelo que você me falou a mãe foi tida como desaparecida quando Hengyoukai me atacou, talvez a família inteira já estava em sua lista. A segunda que destrói a primeira é que a criança seja Hengyoukai, mesmo não tendo autonomia ela passaria despercebida de diversas formas, ninguém suspeita de uma criança. Porém são apenas hipóteses... é uma pena que o pai foi para Hong King... pelo menos sabemos que ela gosta de Chineses.
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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por King Narrador em 7/6/2018, 08:21

    Carline lhe acompanhava para fora do apartamento para então apagar as luzes e trancar a porta com seu chaveiro. Havia uma bonequinha de pano bem pequena naquele delicado chaveiro que logo depois entrava dentro da bolsa de couro da jovem enquanto ela descia as escadas contigo. Ali ela já começava a falar. Só que em tom bem baixo, deixando claro que ela não queria ser ouvida por qualquer um.

    - O elo desse demônio com o oriente é forte. Obviamente a origem dele vem de lá.

    Então vocês finalmente chegavam na calçada e havia ali um carro preto ao aguardo de vocês. Era deveras um carro bastante luxuoso com um homem bem vestido de meia idade no volante. Apenas com um aceno de mão e um concordar do motorista, a jovem abria a porta de trás do carro. Ela era rápida tomando a iniciativa antes de você pensar em algo. Assim ela esperava você entrar para o seguir em seguida. Fechando a porta atrás dela, colocando o cinto e em seguida esperando o carro começar a andar. Podia notar que havia uma parede de vidro entre vocês e o motorista. Assim ela olhava para você e começava a adentrar ainda mais o assunto.

    - Não há duvidas que essa criatura está interessada e infiltrada nessa família, talvez já a muito tempo. Porém esse demônio não pode fazer filhos, pelo menos em teoria minha. Logo eu descarto o irmão e sua esposa serem tal criatura, talvez agora, mas não quando tiveram o filho. E claro que uma criança é sempre um bom suspeito, só que ela só tem um ano de idade. Faltam peças no quebra-cabeça antes de pensarmos mais nele.

    A jovem não mostrava em momento algum descartar a sua análise. Apenas completava com os pensamentos dela. deixando claro que não possuía a resposta para todas a pergunta e te deixava com espaço para uma resposta. A viagem de carro não demorava sequer dez minutos e o carro começava a desacelerar. Ali, os olhos dela focavam nos teus demonstrando uma profunda curiosidade. Assim com um sorriso divertido ela comentava.

    - Interessante, então o caçador mais velho de meu pai irá me testar essa noite. Vamos ver então se terei uma boa performance. Vamos!

    A fala final dela vinha quando o carro finalmente parava na frente de uma casa com o típico charme colonial. Todas as luzes do aposento estavam acesas e havia uma viatura da polícia apenas do lado de fora. Carline inspirava profundamente antes de sair do veículo, por um segundo você notava um pouco de insegurança na face dela, assim ela saía pela porta oposta a qual entrou.

    Imagens de Referência:
    Carro:
    Entrada da Casa:
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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por Miac em 7/6/2018, 11:32

    Acompanho Carline com uma postura calma e tranquila, não havia em meu olhar nada analítico naquele momento mas o pequeno chaveiro me dava a certeza de que ela realmente havia tido um treinamento muito mais controlado que o meu. Aquilo me fazia rir novamente de forma discreta, aceno com a cabeça de forma positiva enquanto descemos as escadas.

    Paro por um breve segundo olhando para o carro e vendo minha irmã acenar para o motorista caminho até o carro olhando para cada lado da rua como um preventiva antes de entrar, ela não esperava cortesias minha como abrir uma porta o que demonstrava seu orgulho e independência latente a todo momento. Me acomodo no banco para então prestar atenção em sua fala e após falar da mesma forma calma e analítica de minha parte.

    - O corpo da mãe nunca foi achado, isso é algo intrigante! Realmente falta muitos pontos para concluirmos as coisas. De qualquer modo você é a chefe da investigação, sou seu beta Carline!

    Uma menção clara de que estaria ali para auxiliar, mas também havia certo orgulho e um brilho intrigante em meus olhos que demonstravam que realmente eu estava a engolir meu orgulho como homem e caçador ali. Não que aquilo me irritasse, mas eu sabia que deveria protege-lá e caso as coisas saíssem do controle a responsabilidade seria minha.

    Fico quieto o restante do caminho prestando atenção por onde passávamos, por nenhum momento abaixava minha guarda ao mesmo tempo que demonstrava estar completamente desatento com tudo. No momento de sua ultima fala viro meu olhar para a janela focando lá fora mas de maneira discreta observando o reflexo do mesmo para ver a reação de Carline, minha fala era um pouco fria naquele momento e completamente seria.

    - Não leve isso como um jogo! A situação e o perigo são reais, fora o seu orgulho estamos lidando com outras vidas que podemos salvar ou dar ainda mais liberdade para nossa presa.

    Não possuía um pingo de arrogância em meu timbre, mas o mesmo erro por ser tão curiosa e atrevida foi o meu pecado e o que me levou a ficar dez anos no fundo do mar, ela não precisava passar o mesmo. Notando sua insegurança espero a mesma sair do carro para então lhe seguir a uma curta distancia.

    "Ser confiante é algo bom, mas em excesso isso pode lhe causar a desgraça! Ainda sim vejo que possui medo... Isso é realmente bom, o medo lhe da uma perspectiva real das coisas e lhe faz pensar um pouco mais antes de agir. Agora cabe a você controlar seu lado emocional Carline, seja neutra em suas escolhas!"
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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por King Narrador em 17/6/2018, 19:36

    - Não se preocupe, sei quando ser seria.

    A jovem de imediato te respondia com um tom mais confiante na medida que saía do carro. Ali agora ela parecia outra pessoa.Não uma jovem que dormia com um ursinho de pelúcia, mas uma mulher forte e com impacto. A presença dele chamava sua atenção. Como também dos dois policiais que estavam logo na entrada. Eram dois homens jovens cobertos de neve e um pouco insatisfeitos de ficarem naquela posição a qual dispersava qualquer civil que se aproximasse. Mas ambos ficaram apenas quietos enquanto Carline se aproximava e começava a falar com profunda confiança.

    - Boa noite policiais. Sou a detetive Amber Pearson e este é o detetive Mike Crosby, estamos agindo independentemente como investigadores particulares da família Wong. Aqui está a procuração e a autorização estadual da Luisiana.

    Osdois homens falam "boa noite" de forma educada, só que claramente intimidados pela presença da jovem. Era difícil dizer se ela estava usando alguma disciplina, o que seria mais estranho ainda dado o fato de teu senhor nunca ter usado ou lecionado essa habilidade. Podia talvez ser apenas a presença própria dela. A qual fazia os homens não ficarem duvidosos, com uma curta olhada nos papeis eles abriam espaço. Só que antes de andar Carline guardava os documentos em sua bolsa e prosseguia falando.

    - Espero que nada na cena do crime tenha mudado de lugar, afinal se meu cronograma está correto a equipe forense ainda não chegou.

    O homem mais jovem, de cara lisa e bem magro, parecia ficar levemente intimidado com a fala. Só que respondia rápido em um tom meio inseguro sem olhar diretamente na jovem. Enquanto o outro, que era um pouco fora do peso dava uma pequena olhada nas curvas dela, mas se mantinha estático.

    - Não senhora. Está tudo conservado e o civis estão sendo mantidos a distancia.. Podem seguir.

    Carline sorria para os dois de forma satisfeita e comentava rapidamente enquanto os deixava para trás e esperava que você a seguisse para o interior da casa. Dando passadas fortes e decididas, rapidamente abrindo a porta de madeira e fazendo seu caminho ao interior.

    - Perfeito, com sua licença rapazes.


    Vocês então se deparavam com um corredor escuro. Não pelo fato das luzes estarem apagadas, pois elas não estavam. Mas as paredes e o teto de madeira escura davam um tom bem esvaído de luz para o lugar. Não era uma boa entrada de boas vindas, mesmo se mostrando ser uma casa bastante sofisticada. Havia um certo luxo naqueles retoques de madeira, incluindo o carpete bege que fazia o caminho de vocês até a porta que estava entreaberta no final do corredor. Outro elemento bem chamativo era a quantidade de livros nas paredes. Eram enciclopédias e mais enciclopédias. Um pouco difícil saber o que havia nelas afinal todas estavam escritas em Mandarim.

    Vocês então em passos curtos com Carline na frente observando cada detalhe da cena, finalmente adentrava a sala de estar. Havia uma luz piscando ali dentro. Ao entrar era possível de imediato ver um abajur caído no chão com sua lâmpada em curto piscando de leve. Mas o ambiente não chegava a ser muito escuro. Havia uma forte iluminação do teto só que mesmo assim não tirava o clima tenebroso da cena. Era como se uma presença maligna prosseguisse ali olhando para vocês.

    Havia sangue, muito sangue espalhado pelos tapetes e por um dos sofás. Inclusive havia gotas na lâmpada no chão, trazendo uma pequena iluminação vermelha para o ambiente. este lugar era repleto de livros também. Um espaço bem sofisticado com uma pequena ante-sala. Só que todas as poltronas estavam mexidas. Tinham quadros e alguns papéis caídos ao chão. Folhas molhada de sangue e bastante caco de vidro.

    A última coisa que você notava era a mais chamativa de todas. Era o corpo da própria Lili Wong. Estava de costas com a cabeça para dentro de uma mesa, podendo ver apenas as pernas e as costas ensanguentadas dela. Podia-se notar claramente que havia cinco facas talhadas no meio da espinha dela. Uma morte provavelmente horripilante, só que Carline não se mostrava hesitar e logo olhava para você.

    - Uma cena bastante elaborada. Provavelmente Lily Wong reagiu de certa forma.

    O tom da jovem era bem clamo, mas não havia pavor dela com a cena. Podia notar muito pragmatismo na jovem na sua frente a qual agora focava unicamente em você por um instante querendo escutar sua opinião da cena. Afinal, diferente dela, você já fora praticamente morto pela criatura que cometeu tal homicídio.

    - Quais são suas primeiras conclusões?

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    Hall de Entrada:
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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por Miac em 17/6/2018, 20:42

    Saindo do carro de forma normal olho novamente para Carline com uma expressão neutra e a ouço sem mudar em nada meu comportamento, olho rapidamente para os policiais e de imediato meu corpo se nutria com minha Vitae para assim fazer meus pulmões voltarem a vida, encolho um pouco o pescoço e começo a andar bem mais atrás dela como se não estivesse gostando de estar ali, assim como minha postura era de um homem completamente desprovido de liderança e confiança com uma curvatura tímida e submissa.

    Já devidamente disfarçado em minha postura a única coisa aguçada era minha visão que em qualquer superfície refletora era movida para analisar o ambiente a minha volta, levanto a mão de maneira lenta e faço uma expressão de tédio quando Carline me apresenta, mas minha atenção estava completamente aguçada e focada nela.

    "Uhm... de fato ela está usando alguma coisa, apenas dez anos de pós vida e não se tem uma presença tão intimidadora assim, não com o sangue de Vadders. O velho sempre escondeu alguns truques e realmente ela é melhor nisso que eu! "


    Reviro os olhos sobre a cena do crime e espero até Carline se virar e prosseguir para a casa, balançando a cabeça e fazendo uma careta de desgosto para os homens, como se eu achasse que ela não era tudo isso. Faço o caminho com passos lentos e da mesma forma um pouco encolhida em minha postura até entrar na casa, fico mais ereto e mudo meu olhar completamente ficando serio novamente.

    Meus sentidos se ampliavam de maneira natural e minha atenção se voltava a todo e qualquer detalhe por todo o caminho, era uma pena eu ser um completo preguiçoso para estudar linguás pois todos aqueles livros poderiam me disser algo sobre a personagem de Lily. Adentrando a cena do crime fico parado na porta analisando tudo, meu olhar era completamente apático assim como minha expressão, mas de maneira discreta observo Carline.

    "Nem mesmo exitou ao ver isso, realmente muito bom. Devemos ser neutros com a morte dos mortais e as coisas a nossa volta, somos os caçadores e nunca a caça, não devemos ser acuados por nada e nenhum horror!"


    Apenas aceno com a cabeça de forma positiva, olhando para cada canto da sala como se recriasse algo em minha mente, olho para onde havia mais sangue, o carpete e o sofá, respiro de forma lenta e calma abstraindo o tão desejado e odiado cheiro podre dela para enfim falar em tom calmo.

    - Ela ou Hengyoukai estavam procurando algo, os moveis estão mexidos assim como os quadros, algum bilhete ou objeto pequeno estava sendo procurado aqui. A briga começou próximo ao carpete, as gotas de sangue na lampada foram respingadas com alguma pancada forte, Hengyoukai  estava com presa jogou alguns quadros no chão por isso temos tantos cacos aqui, fora que também ficou com raiva, provavelmente Lily perdeu os sentidos no momento que teve a cabeça afundada na mesa, os papeis estavam sobre ela e por isso caíram no chão, as facas demonstram sua insatisfação por não achar ou conseguir o que veio buscar aqui... as facas estão profundamente cravadas em sua espinha o que me suponho que na segunda essa mulher já estava morta, ela tomou cuidado para não deixar rastros mas ficou despreocupada em deixar as facas...

    Faço uma pequena pausa para olhar as janelas daquele comodo e virar meu rosto calmamente para o caminho de onde havia vindo e falar mais um pouco.

    - As luzes lá fora estavam apagadas, Lily não estava em casa, Hengyoukai tinha acesso a casa, não tem nenhuma janela quebrada ou sinal de arrombamento na porta da frente, depois temos que olhar os fundos e o andar de cima.
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    Miac

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por Miac em 18/6/2018, 00:00

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    Dados

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por Dados em 18/6/2018, 00:00

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


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    King Narrador

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por King Narrador em 2/7/2018, 16:02

    Seus olhos começavam a focar mais detalhadamente naquelas gotas de sangue expaladas pelo chão. O tom escarlate escurecido trazia mais informações que apenas o cheiro humano. Claro que não era só ali por cima do piso e do tapete que estas manchas eram avistadas. Haviam gostas por cima de folhas de papeis como também em cima da mesa e dos sofás. Toda a mobilha de certa forma recebera um ou outra gota daquele néctar humano. Até no teto ficara uma rajada ou outra a qual algumas gotas estavam a começar a se acumular para cair no chão.. Só que o importante que apenas seus olhos e seu faro te apontavam era a história daquelas gotas.

    As manchas mais escuras, a qual a diferença era extremamente sutil, começava contra uma das estantes. Ali, com os livros caídos ao chão estava o começo do combate. As gotas mais antigas depois dessa vinham de uma rajada ao teto próxima daquela posição. O demônio deve ter pegado uma artéria da vítma. Porém esta aparentou revidar com aquele abajour caído no chão com a continuidade do do sangue dela. O sangue ali deveria ser da mão dela agora ferida. Os motivos da mão dela estarem feridas eram incompreensíveis sem olhar as mãos do cadável ao qual estavam bem raladas. Provavelmente ao agredir uma carapaça áspera.

    O sangue prosseguia contando sua história pois mais gotas iam revelando o caminho até o meio do aposento. Lily estava tentando se afastar do alvo depois de acertá-lo com o abajour, porém o sangue contra o sofá mostrava que a criatura revidou jogando a descendente de chinesa contra o sofá o empurrando para o lado. O rastro de sangue ficava mais evidente na medida que os passos sujos daquele líquido iam na direção de uma parece. Ali estava um quadro jogado ao chão. Na borda do quadro tinha as manchas de sangue da mão da jovem morte, ela por algum motivo movera o quadro.

    Era possível olhando para o quadro que tinha como panorama um templo budista que o seu fundo era oco e tinha espaço para algo ali. Não dava para saber o que era, só havia as marcas de sangue dizendo que a mão dela passara ali. Dali as marcas de sangue prosseguiam pelo chão trazendo mais uma rajada que ia até o teto sujando a luminária superior. Mas aqui havia algo interessante, ao lado do sangue pingado ao chão tinha uma marca úmida, como se algo ali tivesse sido limpo e era cheiro de sangue, diferente do que você sentia agora. O rastro de sangue prosseguia até chegar no cadáver embaixo da mesa.

    - Deveras a criatura já tinha acesso à casa de forma pacífica. Mas ao ver essas facadas na coluna da mulher, deixa claro que o Hengyokai ficou muito irritado com algo...

    Estas palavras eram ditas com cautela por Carline a qual acompanhava com os olhos a tua navegação por aquela cena de homicídio. A própria se mostrava bem equilibrada, evitando entrar em contato com qualquer evidência do crime. Os olhos dela brilhavam de leve, estava claro que a jovem estava tentando ver mais do que olhos mortais veriam. Um truque que você mesmo levou anos para aperfeiçoar. Só que agora a jovem focava em você, aparentemente esperando alguma conclusão antes de prosseguir falando.
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    Miac

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

    Mensagem por Miac em 2/7/2018, 23:33

    Meus olhos brilham de forma anormal, a cada piscada que dava era possível notar que minha iris escurecia gradativamente assim como os pelos de meu corpo se arrepiavam, meus sentidos estavam todos aflorados e era como se minha besta estivesse naquele momento vestindo minha pele e eu apenas fosse o vinculo que a impedisse de adentrar ao mundo mortal.

    Toda a cena era recriada em minha mente por varias e varias vezes, mas não conseguia imaginar Hengyokai como na noite que fui empalado, ela estava coberta de algas marinhas e outros detritos assim como alguns animais marinhos mortos, algo assustadoramente perturbador e incomodo, assim também como podia sentir que ela também estava a me observar.

    "Ainda sinto medo de você? Não é medo, eu nunca tive isso, mas sinto inquietação por ti imaginar aqui... algo dentro de mim quer lhe rasgar por completa e a outra me diz para tomar cuidado! Você me matou e eu com meu egoismo me agarrei a toda esperança de me manter vivo e aqui estou buscando lhe encontrar de novo!"

    Minha atenção era cortada no momento que Carline se dirigia a mim, de maneira natural meu olhar volta ao normal focando no agora e não recriando algo em minha mente. Aceno positivamente com a cabeça e olho para o chão começando a caminha de forma cautelosa para não pisar na cena do crime e dando a volta pelos moveis para chegar até Lily, no meio do percurso falo de forma natural e calma.

    - Demorei muito mais tempo que você para aprimorar meus sentidos, era como receber um soco da minha besta toda vez que tentava usar, tudo me irritava, o vento que batia em minha pele, os som que me deixavam loucos, cheiros que impregnavam em minhas narinas, a visão que me fazia ver coisas minusculas e não conseguia mais andar depois por não saber onde estava pisando... uhm... eu lhe disse que não devemos demonstrar afeto para com os humanos, mas esse sou eu! Você é muito mais empática que eu, haja como achar melhor!


    Não possuía nenhum tom anormal fora o fato de que naquele momento eu queria apenas compartilha com ela aquela minha historia, no fim me abaixo próximo ao corpo me inclinando para olhar a mão ralada da vitima e sorrir de forma orgulhosa.

    - Ela era feroz e determinada. Você está mais que certa, elas começaram a discutir próximo a estante, ali Hengyokai perdeu o bom senso e atacou Lily, o sangue fala por si só, algumas manchas estão mais escuras que as outras, o que significa que coagularam primeiro e se tornam mais espeças e escuras que as demais.

    Me levanto novamente olhando para o quadro em especifico com o templo e depois para o local onde o sangue fora limpado, para então voltar a falar da mesma forma apontando para os mesmos.

    - Hengyokai já estava armada e cortou alguma artéria da vitima, por isso a um pouco de sangue no teto, ela cambaleou até o abajur o pegando e revidando contra Hengyokai, ela não se feriu devido a sua pele ser mais grossa, pelo menos isso é o que ela que pensamos. Devido a perca de sangue a humana se desesperou e recuou o que deu espaço para Hengyokai lhe arremessar contra o sofá e depois o empurrar para o lado o retirando do caminho, a vitima se arrastou e levantou naquela parede para depois cair novamente, mas ela pegou um quadro, se tiver uma luva o pegue por favor! Depois disso Hengyokai a acertou de novo fazendo novamente o sangue da mulher espirar ainda mais, acredito que foi no mesmo local de antes. Mas ali o sangue foi limpo, está mais úmido que o resto do local, ali deve ter algo ou tinha algo.

    No fim olho novamente para Lily e mudo meu semblante demonstrando certa pena por ter sido um combate tão injusto e ao mesmo tempo meu olhar brilhava ao saber que a humana havia realmente lutado com todas suas forças.

    - Mesmo a beira da morte ela deixou uma pista, cabe a nós honrar seu esforço! O ciclo da vida nunca muda...

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    Re: Ato II - Noah O. Laberge

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