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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato XXIII - O Sarau

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    Danto
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    Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 1/6/2018, 15:03


    Data: 07 de Outubro de 2005.
    Local: Bosque de Chapultepec I Secc, 11100 Cidade do México, Distrito Federal, México.

    A música se modificava levemente para um ritmo mais dançante quando Erika se aproximava do piano que estava sendo tocado nesse momento por Luana e elevava a voz, para cantar algo mais dançante que era prontamente acompanhado por um violino que Alfonsus acabara de tirar de sua capa.

    Nesse momento, todos se direcionavam para dançar alegremente em torno de Helena, Eva e Fiore e Claudia suavemente aproveitava para lhe convidar a se sentarem na fonte daquela linda entrada do castelo, isso as deixava longe o suficiente para que a conversa fosse mantinha de forma particular, mas ainda as mantinha na linha de visão de todos o que era o mais educado a se fazer.

    Claudia então olhava na direção de todos os membros que ali estavam a celebrar o sarau que já passava de sua metade. Para sorrir e comentar:

    -E pensar que nós vivemos anos tão sombrios e gelados, anos confusos e noites em que o ar era tão refeito que a esperança parecia nunca chegar... Parece até que esses tempos nunca existiram e que sempre fomos felizes não é mesmo?

    Ela fazia uma pausa e olhava na sua direção. Claudia era a mais antiga de todos os mais jovens, a idade de abraço dela rivalizava com a de Yer e isso a dava uma grande experiencia para falar do passado. Mas o interessante era notar como ela sorria feliz e não demonstrava nenhuma amargura para seguir a falar:

    -No fim foi apenas um aprendizado. Sem sabermos o que é a falta de ar e o que é o errado para nossos corações, não saberíamos aproveitar as maravilhas que hoje temos! Bem, sabe Pita... eu não acho que é importante debater o que já se foi, por isso eu estou pensando sabe. Na realidade, é algo que tenho pensado a alguns anos e com essa conversa com Helena eu pude ter certeza, mas queria saber a tua opinião, pois és de certa forma, a figura mais próxima que eu posso ter de uma mãe.

    Assim ela tomava uma das suas mãos, para comentar:

    -Minha filha me apresentou a dois jovens... Dois lindos brotos. Penso em abraçá-los, para que eles façam parte desse lindo jardim real que possuímos, o que achas?
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    Jess

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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 1/6/2018, 18:46

    A pequena transição de música me fez suspirar, a voz melodiosa de Erika era logo escutada assim como Alfie em um belo violino, algo que sempre me deixava alegre, acompanhando Claudia era com alegria e leveza que eu via todos irem dançar

    “Tudo saiu perfeito, foi realmente uma boa ideia fazer essa pequena comemoração.”

    Ali sentada ao lado de Claudia na fonte eu suspirava feliz a observar o belo jardim, as palavras da linda rosa ao meu lado me faziam sorrir condizentemente, afinal sabíamos bem que eram palavras puramente verdadeiras.

    “A tempestade passou sobre nós com força, porem lavrou o campo e preparou o solo. Hoje colhemos os frutos que a tempestade plantou em sua fúria, foi um teste para que essa beleza pudesse ser única aos nossos olhos.”

    Segurando a mão de Claudia eu a beijava para lhe sorrir, afinal tínhamos os mesmos cabelos castanhos e cheios de cachos, tão velha quanto meu Yer, a linda filha de Alfie era uma das rosas mais decididas que já havia conhecido e eu a respeitava imensamente por continuar a amar Alfie depois de seu abraço traumático.

    – O passado sempre é o melhor professor que poderemos ter, cabe a cada um aprender as lições certas com ele. Não podemos muda-lo, mas aprender a não cometer os erros que já cometemos. Agora saiba que eu sempre estarei aqui para você mia amata, afinal você é uma filha linda e eu me orgulho de te-la por perto.

    Ouvir sobre os dois novos brotos prontos para o abraço me fez puxar Claudia para um apertado abraço, ali eu a beijava com carinho nas faces sorrindo feliz e sem medo.

    – Acho que teremos um avô bobão com isso mia amata! Se sentes que estás prontas os abrace, cuidaremos deles quando você adormecer, ou quando assim o precisares. Mas acima de tudo, deixe claro que apesar de estarem entrando em um jardim de grandes artistas, eles serão grandes com o tempo certo.
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    Danto
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 2/6/2018, 11:37

    Entregando-se ao seus braços, Claudia pela primeira vez se permitia encolher-se para ser abraçada da mesma forma que seus filhos também eram por seus braços. Uma pequena declaração não verbal que era importantíssima para vocês duas, por tudo que o passado havia sido e por tudo que o futuro apresentava.

    -Curioso como Elonzo vivia a repetir que você era uma criança indisciplinada e audaciosa, afinal hoje você é realmente experiente e com um instinto maternal tão belo... Que acabou que o próprio Elonzo ficou com a fama de criança indisciplinada.

    Claudia sorria, encontrando uma suave diversão nas próprias palavras, para então beijar as suas faces e comentar a olhar nos seus olhos, tão castanhos quanto os dela.

    -Obrigada pelo incentivo! Irei comunicar a meu Pai ainda hoje, você o conhece melhor que ninguém então espero mesmo que ele seja um avô bobão!

    Ela enfim ria ao imaginar como poderia ser a figura de Alfie abobalhada a cuidar de seus netos. Após uma curta risada bem gostosa da própria rosa, esta levava a mão até as suas costas e perguntava delicadamente, deixando bem claro que respeitaria a sua posição diante do tópico sugerido.

    -Aliás, perdoe-me por tocar no assunto de seu Senhor. Mas, seria um problema, manter uma breve conversa a respeito do mesmo? Tenho algumas noticias e talvez uma perspectiva diferente a compartilhar sobre tudo isso.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 2/6/2018, 20:05

    Recebendo Claudia em meus braços eu suspirava feliz, afinal era a primeira vez que ela se encolhia e meu coração se enchia da mais pura alegria por esse gesto tão simples e delicado, afinal era uma declaração singela da importância de nossa relação, que aos poucos se estreitava regada a carinho e amor.

    Rindo com as palavras de Claudia sobre Elonzo, eu a soltava apenas para receber seu beijo e sorrir com carinho, sabíamos bem que Alfie ficaria feliz com a notícia de novos netos, ainda mais quando a relação do Gigante com sua filha havia se tornado especial e única.

    – Violleta podou bem minhas assas indisciplinadas, mas devo dizer que muito era feito na mais pura provocação, Elonzo não estava errado nisso. Tenho certeza que ele será o mais babão possível Claudia, você viu o sorriso dele hoje?!

    Com delicadeza eu tomava as mãos da linda rosa a minha frente para aperta-las, era magnifico ver seu respeito pelo assunto que delicado que Elonzo era, algo que me deixava grata e feliz.

    “O medo já passou, agora só restou preocupação. Ah menino mimado eu mal lembro de suas faces.”

    – A lembrança dele já não me machuca mia amata, além do mais conversei com Alfie, está na hora de resolvermos esse assunto, ainda mais que estamos felizes e ele está só.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 3/6/2018, 14:22

    -Um sorriso verdadeiramente lindo. Sinceramente, Pita, em minha juventude eu cheguei a duvidar que um dia veria o sorriso de Alfonsus e hoje ele parece respirar felicidade. O amor é sem dúvida alguma o mais poderoso de todos os sentimentos!

    Sorridente Claudia retribuía o gentil e delicado aperto que as suas mãos aplicavam nas dela, feliz tanto por poder tocar no assunto do Eterno Duque de Florença, assim como, poder conversar tão abertamente contigo sem nenhum receio.

    -Não sabia dessa conversa mas de certa forma eu sinto até uma breve vontade de celebrá-la. Claro que todos tem suas perspectivas sobre Elonzo, mas eu pude ver como ele se transformou em um Grande Duque em uma criança assustada consigo mesma. A modernidade se aproximou dele como um monstro carregando todos os erros do passado e não digo isso para incentivar qualquer sentimento de pena ou livrá-lo das falhas que ele cometeu. Ele errou muito e sinceramente acredito que ele mereceu sofrer o tanto que sofreu.

    Assim que ela começava a falar sobre Elonzo, a experiente rosa que fixara suas raízes na sua terra natal para de lá nunca sair, independente das grandes guerras que ocorreram e das demais situações históricas mais modernas, demonstrava um certo alívio em poder finalmente se expressar sobre esse delicado tópico.

    -Mas ao contrário do que muitos acreditam, ele não adormeceu em Urbino. De fato a última noite dele como regente e duque foi lá, mas assim que ele se despediu e isolou-se para dormir, o mesmo preparou uma mudança durante o dia do local de seu corpo para a comuna de Scandicci. Isso mesmo, a tua vila... Como possuo investimentos locais, soube da chegada dele e prontamente fui visitá-lo, claro que fui recebia a contra gosto e com alguma certa gritaria e darma. Mas por fim pude indagá-lo sobre a razão dessa escolha. E ali ele me revelou algo importante que eu jamais esperava ouvir em toda minha vida.

    Fazendo uma pausa proposital, Claudia olhava no fundo dos seus olhos e respirava fundo para finalizar a própria fala de maneira clara e em seu mais pleno e tradicional idioma natal, o qual você também compartilhava.

    -O seu abraço não foi um equivoco movido pelo ego. Elonzo sonhava a anos com a visão que havia recebido de um filho de Saulot, um profeta do terceiro olho. Essa visão envolvia a prole herdeira dele, uma princesa da terra que ele tanto amava. Que com suas palavras, traria a luz para o mundo que nas trevas residia. Essa visão tornou-se uma obsessão de nosso pequeno Duque e o mesmo quando ouviu a sua poesia, cometeu um dos pecados mais banais das nossas trilhas, perdeu-se para o fascínio e bem... Deste ponto para frente tudo é como sabemos que é. E em seu fim, ele desejou repousar na vila onde sua princesa nascera, na esperança de que em contato com essa terra ele pudesse em seu sono purificar-se para ser melhor para todos e especialmente, para sua prole herdeira, a princesa da Toscana, você Pietra.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 3/6/2018, 20:40

    Sorrindo diante das palavras carinhosas de Claudia sobre Alfie, eu concordava com a mesma afinal o amor era uma criaturinha curiosa e especial, que quando se instalava em nossos corações se recusava a partir, o aperto de nossas mãos me fez apenas aumentar o sorriso, ainda mais quando ela tratava com tanta delicadeza o assunto em volta de Elonzo.

    – Tive essa conversa recentemente com Alfonsus. Sentia que era um peso enorme entre nós dois, e bem, queremos o melhor para aquele garoto, na verdade, mal posso esperar para apresenta-lo a Eva e ver aquela bela sereia esfregar seu nariz no dele. Isso sim o pegaria de surpresa e talvez em fascínio.

    Comentava com um breve sorriso nos lábios, ouvindo atentamente cada palavra de Claudia, meus olhos não se desviavam dos olhos cor de terra de minha amada rosa, descobrir que meu senhor e o carrasco de meu passado havia voltado para mina vila natal fazia meu coração ficar curioso, as revelações porem me arrancavam um suspiro fazendo com que meus olhos se fechassem em uma tentativa de conter as lagrimas.

    “Sua herdeira? Seu menino egoísta! Como eu adoraria abraça-lo agora!

    Suspirando ao abrir os olhos eu não lutava contra as lagrimas que escorriam com delicadeza por eles, não havia motivos para tal luta, não quando meu mais profundo desejo era poder reencontrar Elonzo e por um fim naquele passado dolorido.

    – Eu mal lembro do rosto dele, tenho medo que não possa reconhece-lo, por deus, como eu quero que ele tenha orgulho de Lorenz e Lotte, desse jardim. Nem que para isso eu tenha que puxar as orelhas dele!
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 4/6/2018, 15:14

    -Pita!

    Dizia Claudia assim que ela notava as suas primeiras lágrimas caírem, para prontamente lhe oferecer um abraço terno e aquecido, ali a sua face era beijada pela carinhosa primeira filha de Alfonsus que atentava cuidadosamente das suas emoções e lágrimas acabava por se surpreender com o quão rosadas essas eram.

    -Nossa, digo, não se preocupes com isso querida. Sei que devem fazer séculos que vocês não se veem, ele também parecia ter o mesmo medo de não a reconhecer. Mas veja bem, o que hoje te faz especial e única, de certa forma veio dele. A sua pequena irá encontrá-lo sem dificuldades...

    Em seguida a mais antiga oitava de seu nome da linhagem de Elonzo sorria e beijava a sua face mais uma vez para comentar de maneira divertida:

    -Lorenz é um doce impossível de não ser apreciado querida e Lotte... Ela mesma puxaria as orelhas de Elonzo se ele fizesse qualquer tipo de malcriação, sabemos bem como é a força da personalidade da sua encantadora rosa negra!

    Enquanto ela falava, seus olhos conseguiam ver a figura de Beth enfim se aproximando de maneira envergonhada do Sarau. Ela estava atrasada e parecia sem saber exatamente como se aproximar ou se deveria fazê-lo sem antes ser apresentada e a razão do atraso dela se justificava quando, a alguns passos de distância dela, via-se a figura de Edgard.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 4/6/2018, 20:44

    A surpresa de Claudia me fez rir, ainda mais quando era abraçada por ela, seus cuidados e carinhos me arrancavam verdadeiros suspiros de carinho, afinal suas delicadas mãos e palavras me ajudavam a recompor.

    – Sim, eu vou amar a cara de espanto dele ao ter o nariz mordido pela pirraça da pequena, isso vai deixa-lo tão surpreso!

    Aceitando o abraço e os beijos de Claudia eu sentia meu coração feliz, principalmente porque eu sabia bem que ela estava certa, Lotte mostraria sua força diante de Elonzo sem pestanejar, afinal ela seria uma das grandes rosas negras de nosso clã, por suas palavras e ações.

    – Logo será minha vez de adormecer, depois disso juro que irei atrás de Elonzo, para concertar os erros do passado, afinal ele merece ser feliz, todos merecemos.

    Enxugando minhas lagrimas, era minha vez de abraçar Claudia e lhe beijar com carinho, meus olhos porem logo reconheciam Beth e Edgard, algo que me deixava feliz, mesmo atrasados eu os chamava para perto da fonte, assim não ficariam deslocados durante a dança que englobava a quase todos.

    “Daqui alguns anos nos encontraremos Elonzo, então tudo estará bem!
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 5/6/2018, 14:27

    Claudia ria da sua primeira fala e sem delongas, aproveitava para retribuir cada pequena demonstração de carinho que você oferecia a ela. Sorridente, a experiente rosa comentava para finalizar o assunto:

    -Veja, não há razões para se preocupar com o teu sono querida. Basta olhar para sua frente, todos esses presentes aqui farão de tudo que puderem para cuidar de ti e do seus filhos, assim como cuidar um dos outros. Aqui há um amor especial, um jardim, uma família. E sobre Elonzo, estarei atenta para notificar quando ele acordar, esse encontro entre vocês precisa ocorrer e será melhor quando ambos tiverem passado o sono necessário para cada. Afinal, você tem razão querida, todos merecem a felicidade e o amor.

    A pequena pausa que então se seguia era o suficiente para que seus olhos vissem a pequena tulipa dourada a dançar em meio de todos, incentivando todas as pessoas a se moverem e participarem. Isso incluía até mesmo, Lucita, Melisande e Friderich! Albert e Erika cuidavam da música da dança e não faltavam faces risonhas, especialmente a de Helena que dançava junto de sua filha.

    Sua atenção então se voltava para a sua proximidade, pois Edgard soltava um pequeno som de dor e protesto pelos lábios. Ele era beliscado severamente no braço pela mão de Beth que resmungava ao se sentar ao seu lado:

    -Esse abestalhado estava dormindo quando eu fui buscá-lo! Cheio de trecos de magia em volta ainda, feito um velho assustado! Espero não ter perdido muita coisa!

    Edgard tentava se desculpar.

    -Novamente, desculpe-me por isso. Mas fiz a viagem de Madrid para cá durante o dia e não sabia exatamente o que poderia ocorrer, vim mais cedo para trazer a notificação para Lady Melisande, não precisa ficar assim tão nervosa Beth.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 5/6/2018, 18:26

    Feliz com o resultado da conversa com Claudia, era com o mais puro carinho que eu a beijava nas faces concordando com a mesma, afinal seria essencial saber quando Elonzo despertaria, nossa conversa deveria acontecer e não havia escapatórias para menino que havia se tornado nosso senhor.

    “Espero que seu coração esteja aberto Elonzo, porque o nosso o está!”

    Sorrindo para Beth e Edgard eu ria baixinho diante das palavras resmungadas de minha pequena irmã, afinal ela claramente havia perdido as apresentações, mas era um mal remediado.

    – Você perdeu apenas um fascínio de Helena mia amata, algo que podemos resolver com o tempo.

    Comentava ao me levantar para ir abraçar Edgard com força, sorrindo para meu querido e velho amigo eu o apertava sem medo de demonstrar minhas saudades pelo mesmo.

    – Senti sua falta Eddie, sei que seus deveres são sempre importantes, mas eu teria adorado ir te acordar mio amato.

    Voltando meus olhos para Beth eu sorria ao comentar de leve.

    – Alias mia sorella, irei precisar de sua ajuda para preparar uma pequena surpresinha para Helena, o que me dizes?
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 6/6/2018, 14:38

    -Perdoe-me pela falta de notificações irmã, acabei por não me atentar os por menores.

    Respondia Edgard que a recebia em um abraço carinho, o antes frio e sempre misterioso homem agora era uma figura de seu cotidiano no castelo de Berlim, onde com seus conselhos sempre trazia novas perspectivas aos mais novos e mais velhos.

    Beth saudava Claudia quando você voltava seus olhos para ela, a mesma então atentava-se a sua fala e sem nenhuma demora respondia:

    -Mas é claro! Conte comigo sim minha irmã! O que precisarei fazer para que essa surpresa a Helena seja feita?

    Os olhos curiosos de Claudia também se atentava a cena, a mesma no entanto se levantava para abraçar Edgard em uma saudação informal e familiar.

    -Olha também quero saber o que é essa surpresa!

    Comentava a ansiosa rosa que prontamente aguardava a sua resposta. E Edgard ainda no primeiro assunto da conversa comentava de maneira brincalhona:

    -E se você me acordasse na próxima noite, Pita, isso deixaria as minhas orelhas longe de alguma punição?!

    Beth prontamente dava uma mordida no ar, deixando claro que se dependesse dela ele ainda seria punido cedo ou tarde pelo atraso.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 6/6/2018, 20:34

    As delicadas palavras de Edgard me fazia sorrir com carinho para o mesmo, afinal eu o conhecia bem para saber que ele não havia feito por mal, apenas pela falta de costume, algo que aos poucos estava mudando em nosso convívio.

    – Não se preocupe mio amato, sei que não fizeste por mal.

    Incapaz de segurar o sorriso diante de Claudia e Beth sobre a surpresa, eu as chamava para cochichar de leve em tom de segredo, afinal Helena tinha bons ouvidos e poderia estragar as preparações.

    – Ainda estou ponderando sobre isso, mas tenho quase certeza de que a Rosa precisa de uma dama de companhia, sabem uma com patinhas e uma cauda abanante? Preciso que a prepares para lidar com cainitas Beth, achas que consegue mia amata?

    Respondia tanto a Claudia quanto Beth, já que os bons conselhos de ambas influenciariam na surpresa a ser preparada, voltando meus olhos para Edgard e suas palavras eu sorri apenas para apertar as bochechas de Beth em sua proteção.

    – Eu amaria isso mio amato, e sim de minha parte nenhuma punição virá.

    “Só espero que Helena não esteja atenta a fonte, seria triste não conseguir surpreende-la.”
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 7/6/2018, 16:18

    As duas moças não demoravam praticamente nem um segundo sequer para se alinharem ao seu arredor para ouvirem a respeito do segredo que seria compartilhado. Claudia continha a vontade de celebrar a noticia e acabava por rir baixinho aprovando a ideia, enquanto Beth prontamente respondia com segurança nas próprias palavras, isso é claro, depois de expressar uma careta bem divertida que causava mais risadas de Claudia, a careta da filha da terra vinha em protesto ao apertão de bochechas que havia recebido:

    -Pode confiar em mim Pita, consigo lidar com qualquer uma dessas companhias de patinhas e rabinhos!

    Edgard então fazia um breve comentário com um sorriso na face:

    -Combinada então Pita! E por sinal, ficastes tão bela e mocinha quando diz a respeito de patinhas e rabinhos Beth.

    Beth prontamente olhava na direção Edgard e o respondia:

    -Eu vou te morder de arrancar pedaço! Digo, não vou fazer nada por enquanto porque minhas bochechas podem ser apertadas de novo, mas não abusa viu mocinho!

    Claudia sorridente atentava-se para o sarau e comentava de maneira suave, chamando a atenção de todos.

    -Acredito que a dança esta se terminando, seria melhor nos aproximarmos não é mesmo? Até mesmo para talvez participarmos da ultima volta. O que me diz Pita?! Seria adorável ter a nossa princesa herdeira presente na finalização desse Sarau não é mesmo?
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 7/6/2018, 21:07

    Abraçando Claudia com suas risadas, eu a mordia de leve e de forma divertida para comemorar a alegria daquela ideia que era tão bem recebida além é claro de premia-la pelo elogio que eu recebia dela, para logo depois ir abraçar Edgard e sorrir com carinho.

    – Não posso evitar mio amato, escolhi uma raça italiana que faz parte de minha infância, algo que acompanhe bem o ritmo de nossa Rosa.

    Voltando meus olhos para Beth era minha vez de morder o ar em uma ameaça para minha querida irmã, já que claramente estava protegendo Edgard da fúria dela, algo que me fazia rir com suavidade.

    – Obrigada mia amata, será bom deixar a filhote preparada para a presença cainita, não queremos um acidente com ela por isso não é?

    “Irei ligar para o Yer depois do sarau, assim ele terá tempo de procurar. Espero mesmo que ele consiga!

    Voltando meus olhos para as danças, eu sorria concordando com Claudia, seria bom participar de uma ultima dança com todos e assim encerrar bem aquela bela celebração.

    – Estás certa mia amata, vamos voltar.

    Beijando as faces de Claudia, eu sorria ao abraça-la apenas para lhe sussurrar nos ouvidos com carinho e delicadeza.

    – Mia bella rosa, tudo dará certo em seu próprio tempo. Venha essa princesa adoraria ver Helena em fascínio de novo pela voz de Albert e Erika.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 8/6/2018, 15:56

    Beth concordava com um sinal positivo de cabeça, concordando com o cuidado relacionado a atitudes do futuro presente que seria dado a Helena não apresentasse um comportamento estranho ou inadequado. Por fim, assim seguiam-se todos na direção da linda dança que encontrava seu fim, todos, incluindo você participavam da ultima volta, ou seja, uma pequena participação de uma grandiosa e divertidíssima dança em grupo que não tinha necessariamente nenhuma regra, a não ser é claro: a diversão dos participantes. Sendo uma variação de dança francesa, a volta era apenas uma sequências de ações circulares onde os homens mantinham-se na parte central e as moças ao redor.

    Mas é claro que a diversão era justamente essa! Haviam tão poucos homens que algumas moças iam fazer os papeis masculinos e como a intenção era apenas diversão, haviam inversões a todos os instantes. Sendo a mais engraçada de todas, o momento em que Alfonsus fazia a dama e Luana o homem, era simplesmente impossível não rir diante disto!

    Por fim, a dança terminava e naturalmente todos iam se alinhando para ouvirem a apresentação das sereias e o tritão. Albert, sentado ao piano iniciava a música de fechamento quando todos se silenciavam, o dueto então se iniciava, com Erika e Albert a cantar e Evangeline a executar o mais puro, altíssimo e perfeito ballet. Diante dessa apresentação, todos iam naturalmente sentando-se diante o palco, Helena buscava pelo colo de Melinda para em um doce e infantil fascínio, assistir a peça em total admiração. Um fascínio similar ocorria com Lorenz que era acolhido por suas adoráveis irmãs e que de certa forma, também a acalçava e para acolhê-la haviam as mãos e Alfonsus e Friederich.

    Por fim, a apresentação terminava com uma fortíssima salva de palmas e a voz da Grande Rainha e Eterna Regente da Espada de Caim anunciava o final do sarau:

    -Obrigada a todos vocês por comparecerem a este maravilhoso Sarau! Vejo faces felizes, faces familiares e faces amadas, digo a todas estas que estou mais firme dentro de mim mesma do que estive em vários séculos ou milênios. Adentraremos uma nova Era, obrigada a todos por ao meu lado ficarem e lhes garanto que é chegado o momento de um crescimento jamais visto do nosso vasto Jardim. Por fim, agradeço especialmente a duas pessoas aqui presentes... Minha filha Melisande e minha doce princesa, Pietra. Vocês salvaram o meu coração queridas, isso nunca será esquecido!

    Melinda então puxava a salva de palmas finais e todos se levantavam, finalizando a apresentação do sarau. E nesse momento, você sentia um olhar de Melisande, convidando-a silenciosamente para permanecer até o final para uma provável primeira reunião pós-sarau.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 8/6/2018, 23:36

    Feliz pela clara compreensão de Beth aos cuidados com a pequena que seria dada a Helena, eu sorria ao puxar minha irmã para a roda de dança, algo que por si só me fazia sorrir feliz e completa, afinal bela dança não tinha espaços para tristezas ou medos.

    Participando da roda de moças e me revezando para ajudar os rapazes a dançarem, meu riso corria solto a cada novo par formado, meus amores, amigos, filhos, aprendizes e brotos se entrelaçavam naquele maravilhoso jardim, um jardim que continha meu mais puro suor e trabalho, minha verdadeira obra prima.

    “Essa noite! Quando eu despertar do sono quero uma igual para celebrar meu retorno!”

    Era com o mais puro arfar de alegria que meus olhos presenciavam as preparações para o encerramento do sarau, ali eu me colocava entre Alfie e Fredy, beijando-os com carinho, entregando-me sem medo ao fascínio que se alastrava em meu corpo eu sentia a proteção de meus amores, e ali a brisa suave coroava com delicadeza o fim daquele sarau.

    Atentas as palavras de Melinda, eu sorria com carinho, nossa eterna rainha havia passado por noites difíceis, mas agora estava firme e caminharia forte para o futuro, algo que é claro envolvia Helena, por isso o convite de Melisande era aceito com um breve aceno, tomando o braço de Fredy, eu beijava sua face para lhe sussurrar de leve nos ouvidos.

    – Lady Melisande deseja nossa permanência mio amato.
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    Danto
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 10/6/2018, 20:28

    Calmamente todos iam se despedindo, havia muito mais do que respeito, havia carinho e uma sensação real de família que pairava pelo ar como uma aura que parecia fortalecer especialmente a pequena rosa de Troia que tomava o braço de Luana para saltitar junto da tulipa em torno da figura de Sir Lancelot.}

    -Ah sim, claro... Vejamos o que Melisande pretende.

    Comentava Friderich que sorria na sua direção e esticava a mão na direção do seu queixo, segurando-o com delicadeza para depositar um beijo amoroso em seus lábios. Assim, aos poucos e sem muita pressa ou agitação, ficavam presentes apenas as figuras de maior destaque no Sabá de fato, isso incluía é claro a figura de Melinda, sua filha e organizadora da reunião brevemente improvisada ali no jardim, Melisande. Assim como Edgard, Lucita e por fim, Friederich e você. A sua pequena inevitavelmente perseguia Helena e Luana, em alerta para caso a pequena rosa tentasse morder algum dos brotos do jardim.

    -Obrigada por atenderem a meu chamado queridos e queridas, sei que é um pouco precoce de minha parte. Mas devo admitir que a ansiedade de adiantar o assunto causa essa pequena reunião...

    Lucita prontamente acalmava Melisande ao dizer:

    -Não te preocupes querida, acreditamos que existe uma razão para tanta ansiedade. Diga, o que lhe inquieta?

    Melisande então respirava fundo e juntava as mãos a frente do próprio tronco, pensando na melhor forma de falar abertamente o assunto. Olhando então na direção de Melinda e finalmente, após a mãe dela lhe dar uma autorização visual de aceno positivo de cabeça, ela dizia:

    -Imagino que agora com Helena acordada e com minha mãe retornando a Humanidade, precisaremos sinceramente nos atentarmos a presença dessa filosofia humanista dentro da trilha de Caim e se iremos ou não oficializar o reconhecimento da Máscara para que possamos, quem sabe, unirmos esses dois tópicos em apenas um. Você, Pietra, como uma das mais experientes, respeitadas e notórias expoentes do caminho da Iluminação, o que pensas sobre esses dois assuntos?
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    Jess

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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 11/6/2018, 21:04

    As despedidas serviam para que pequenos votos de carinho e bem estar fossem dados a cada membro do jardim, beijando os lábios de meus dois amados eu permanecia ao lado de Freidrich para aquela pequena reunião que se daria, isso é claro não antes de apertar Helena em um longo e adorado abraço.

    – Vamos sim mio amato, ela me parece de certa forma ansiosa.

    A pequena caricia de Fredy me fazia suspirar feliz, algo que logo depois me levava a morder sua bochecha em resposta ao maravilhoso beijo, ali eu depositava minha cabeça em seu ombro e permanecia a espera das palavras de Melisande, algo que não demorava a acontecer.

    “Um tempo de mudança alcançara a Espada, é preciso cuidado para não termos mais uma guerra civil, Helena entraria nela sem medo nenhum.”

    Surpresa com a pergunta de Melisande eu sorria com carinho para minha irma, tomando a mão de Fredy eu a beijava para então encarar aqueles que estavam a minha volta com carinho e suavidade.

    – É inevitável que tenhamos uma onda crescente de humanistas dentro da Espada, ainda mais com a presença forte de Helena e a mudança de Melinda. Acredito que não devemos forçar isso, mas abrir espaço de maneira que os mais antigos e tradicionalistas não se sintam pressionados. Quanto a Máscara, este sempre vai ser um assunto delicado, temos nossas regras e tradições, afinal tivemos bons exemplos pela história cainita do que a força mortal é capaz, porém se faz bem claro o quanto podemos ganhar com isso, ainda assim é bom reforçarmos a ideia de que todos tem espaço e respeito dentro da Espada.
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    Danto
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 12/6/2018, 14:38

    As reações tímidas de Fredy continuavam presentes, mas não eram mais expostas de maneira desajeitada como eram anteriormente, pelo contrário, havia uma naturalidade da forma com que ele reagia a mordida que recebia, algo doce que encantava seus olhos enquanto o seu amado lorde desviava os olhos em uma reação de timidez e felicidade. Por fim, de mãos dadas vocês olhavam para os membros notórios ali presentes e a sua longa fala se iniciava, não havia um só ser ali que não se atentasse ao que você dizia. Especialmente Melisande que parecia não ter uma opinião formada sobre o assunto.

    -Nós pudemos ver as velhas tradições se chocarem em Berlim, o resultado foi sanguinário, brutal e trouxe consigo muito do que nós conhecíamos a baixo, muros, verdades, tradições e anciões caíram. Alguns de grande valor, outro de grande poder. A minha própria linhagem que carregava consigo um poder incontestável, rompeu-se e sangrou de sua própria carne durante toda a turbulência... Não acredito que posturas agressivas e tradicionalistas sejam a resposta para nosso futuro, acredito na tolerância para com as diferenças, na liberdade individual e na proteção desta liberdade para os nossos. E que os mortais sejam respeitados, não arrebanhados, por tanto, eu acredito que a resposta para a Espada no geral, é a que foi encontrada em Berlim, com a máscara a nossa frente, mas não como uma censura sobre nós.

    As palavras do seu Lorde carregavam a experiencia de um verdadeiro líder. Algo que todos ali presentes concordavam e não poderiam em momento algum negar ou contestar. Melinda sorria satisfeita com o que ouvia, assim a terceira fala era a de Lucita, a herdeira do grandioso e eterno Cardeal Monçada.

    -Por séculos eu evitei o Sabá. Todos vocês devem saber disso, servi a Torre de Marfim com orgulho, ceifei vidas de aliados teus sem medo e usei as minhas forças conquistadas pelos meus próprios punhos durante os anos de trevas e fogo para isto. O Sabá representava aos meus olhos, o urro de selvagens. Meu Pai tentou com muito esmero transformar a Espada da mesma forma que ele se transformou, vejo que enfim ele conseguiu o seu objetivo e por isto eu digo que estou disposta a verdadeiramente assumir um cargo de comando dentro da Espada de Caim.

    A fala de Lucita trazia a surpresa na face de Edgard e Melisande, ambos buscavam imediatamente por ti e em seguida por Melinda, incrédulos no que ouviam. Afinal, essa simples falava carregava consigo uma força gigantesca, seria o retorno de uma força poderosa e tradicional do clã Lasombra para a Espada.

    -Seja bem vinda querida, é uma alegria enorme saber deste teu desejo e faremos o máximo para atendê-lo por motivos óbvios, a espada é tão sua quanto é nossa! Mas pude aprender, com o passar dos meus vários anos, que não existe ninguém melhor neste mundo, para receber e cuidar de pessoas queridas do que minha Princesa. Pietra...

    Melinda dizia feliz, claramente lhe dando uma dar maiores honras até então, a de receber Lucita totalmente de volta a Espada.
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    Jess

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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 12/6/2018, 22:11

    A velha e encantadora timidez de Fredy ganhava um contorno novo, um que me fazia sorrir com carinho para meu querido Lorde, ainda mais quando seu sorriso tímido marcava seus lábios, algo que arrancava um suspiro suave de meus próprios.

    Já diante de todos os olhares daqueles que estavam a nossa volta, minhas palavras ecoavam sem medo, afinal havia certe experiência em minhas próprias palavras. Fechando os olhos para escutar as de Friedrich que se pronunciava após meu pequeno monologo, era com atenção que apertava sua mão calejada e experiente.

    “Berlim... Mesmo que a Toscana volte a se abrir, minhas raízes já encontraram refúgio em Berlim. Minha casa. ”

    Meus olhos se voltavam com carinho para a figura de Lucita, eu conhecia através de Arda seus motivos para se aliar a torre, motivos que de certa forma eram parecidos com os meus para me aliar a Espada, ainda assim um alivio gigantesco se formava em meu coração ao ouvir as palavras de Lucita e de seu retorno a Espada.

    Era com um riso suave que eu beijava a face de Fredy e corria para ir abraçar Melinda, afinal ela havia participado da noite que me unirá oficialmente a Espada, e ali naquela pequena honraria eu estaria devolvendo o carinho de Monçada a sua prole.

    – Obrigada mia eterna regina.

    Sussurrava aos ouvidos de Melinda para então me virar a Lucita com um sorriso gentil nos lábios, aproximando-me desta eu fazia uma breve mensura para lhe estender a mão enquanto me pronunciava.

    – Seja bem vinda irmã, a Espada a recebe de braços abertos. Não cometeste nenhum crime, e aqui somos todos iguais diante da força do grandíssimo e bondoso Senhor.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 13/6/2018, 15:19

    Fredy sorria diante da cena que ali ocorria, assim como também fazia Edgard que se posicionava ao lado do Arcebispo de Berlim durante o momento em que você se adiantava para correr e receber um abraço bem apertado de Melinda que lhe sussurrava de volta:

    -Não há de que,mia meravigliosa principessa!

    Felicíssima, a regente lhe soltava para que assim você pudesse se direcionar a Lucita. Sua mão estendida era então prontamente tomada com firmeza pela primeira prole de Monçada, o toque firme era então transformado em um convite para um abraço de cunho familiar, tratando-a como uma irmã mais nova, Lucita a acolhia dentro dos próprios braços, para beijar-lhe a testa e dizer:

    -Não poderia ter sido feito de outra maneira não é mesmo querida? Fico feliz por isso, o tempo nos reservou essa alegria e é por isto que não mais duvido da sabedoria do tempo. Obrigada pela recepção querida, sei que juntas faremos uma Espada mais justa para todos.

    A voz sempre sábia de Edgard então ressoava:

    -Como primeiro e último sacerdote de Madrid, alegro-me em certificá-las, minhas queridas, de que ele está a sorrir para vocês. Independente do passado de ambas, independente do que ocorreu, hoje é a visão que ele sempre sonhou para vocês.

    Lucita concordava ao sinalizar positivamente com a cabeça na direção de Edgard. Melisande então, muito contente com tudo que ali ocorreu, questionava:

    -Bom, agora então é uma hora adequada para pensarmos em um Cardeal para a Europa Oriental?

    O sorriso esperto da sempre engenhosa rosa negra fazia com que Melinda desse algumas risadas baixas e instigava uma expressão pensativa em Friderich que inicialmente se silenciava.

    -E porque não?!

    Indagava Lucita, olhando na sua direção. A experiente filha de Poseidon sabia que não seria você, mas que de certa forma, dependia inteiramente de ti para que esse assunto pudesse ser adiantado, tendo em vista que Fredy estava claramente a pensar no assunto e ainda não se posicionava.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 13/6/2018, 22:52

    O abraço de Melinda apenas me deixava feliz, algo que ecoava de maneira mais forte ao receber o abraço fraternal de Lucita, eramos filhas distintas do mesmo homem e por fim realizávamos o sonho de um dos maiores cainitas que eu já havia conhecido.

    – Sim ele estaria feliz, embora ainda tenhamos um certo trabalho pela frente, afinal Lucita precisa de um cargo a altura dela e de sua força. Não é mesmo mia sorella? P

    Perguntava olhando para a bela princesa que estava ao meu lado, já as palavras de Melisande me faziam rir ao cruzar os braços de maneira leve e brincalhona, era claro que ela não perderia tempo, já que não havia conseguido faze-lo no sarau.

    Andando até meu lorde, eu tomava seu braço para lhe beijar na bochecha e sussurrar de leve em seus ouvidos.

    – Vamos ouvi-las, sabes bem que tem todo meu apoio mio amore.

    Acenando de maneira positiva eu dava por fim a permissão para o próximo tópico, algo que com toda a certeza seria cansativo mas de extrema importância.

    “Só resta saber que cargo Lucita ganhará, dependendo de onde ela for posta, podemos usar isso como um descanso para Fredy. A herança dela é inegável.”
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 14/6/2018, 18:28

    -Você está certíssima irmã, claro que não há a necessidade de criar uma correria em torno disto, mas é algo procuro. Retorno para casa afim de participar desta, nada mais justo não é mesmo?!

    A fala de Lucita era simples e sem rodeios, sendo prontamente respondia pela própria Melinda que usava um tom calmo de voz, havia na Eterna Rainha uma notória diferença marcada pela vida que agora fluía com mais força dentro dela, dando contornos novos até para as menores de suas reações.

    -Tens total razão querida! Há de haver um cargo para ti, não te preocupes com isto. E vá se acostumando com sua nova casa, ela sentiu a tua falta querida...

    Melinda terminava a frase dela quase que ao mesmo tempo em que Melisande apresentava o novo tópico. A regente da Espada então, inevitavelmente ria do imediatismo de sua filha e apertava a bochecha da mesma, esta que tinha a bochecha "atacada" reagia com surpresa e exibia um bico enorme para a própria mãe.

    -Viu! A Pita também acha que é uma boa ideia... Então, antes que minha bochecha sofra maiores represálias, aqui está a minha proposta! Tornaremos Friderich o Cardeal Germânico! Isso daria mais possibilidade de ações para Yegorovich e para Pietra, como únicos Prisci da região e ajudaria no processo de criação de bispados menores pela Europa Oriental! Assim, também daríamos uma espécie de Trégua para a Camarilla, abdicando do conflito por Berlim, mas movendo nossas forças com o enfoque central no que fora, outrora, posse do regime soviético.

    Friderich respirava fundo, ajeitando a postura o Lorde pensava no assunto com muita calma.

    -Precisamos conversar com Yegorovich sobre isto, ele foi convocado para a reunião da noite seguinte correto?

    Melisande concordava positivamente e Edgard, sábio como sempre, atentava-se a questão que parecia passar despercebida a todos.

    -Perdoe-me a franqueza em relação a tudo isto. Mas porque a urgência em mais um Cardeal logo agora e para que a reunião com todas as maiores lideranças foi convocada? Qual é a real agenda pretendida?

    Melinda olhava para Edgard e sorria para o homem, em uma forma singela de elogiar a perspicácia de todos. E assim, a Regente esperava o silencio de todos os presentes para dizer algo que jamais seria esquecido:

    -Quero discutir e proclamar um novo trato de Leis do Sabá. Algo mais moderno que será utilizado para os próximos três séculos, sobrepondo o Tratado de Milão, este será o Tratado de Quetzal e será a nova referência de Leis e Tradições da Espada de Caim. Ainda iria adiar um pouco essa decisão, mas preciso fazê-la antes do adormecer de Pietra, pois sabemos perfeitamente o peso que o nome dela dará a assinatura do tratado. Assim como, precisamos de no mínimo três Cardeais. E só temos dois, ambos de minha linhagem...
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Jess em 14/6/2018, 22:53

    As palavras de Lucita e a confirmação de Melinda que a gigantesca filha de netuno teria seu posto me fazia sorrir, Lucita era sem dúvida dona de uma herança gigantesca dentro da Espada, algo que seu próximo cargo teria de abranger, porém não era o foco daquela pequena reunião em questão.

    “Melisande não é de perder tempo, teríamos revirado tudo a nossa volta se nossa amizade se firmasse mais cedo.”

    Rindo das bochechas de Melisande, era com atenção que escutava as palavras de minha irmã, a assim como a resposta de meu Lorde, conhecendo bem Yegorovich a sensação de concordância que ele passaria seria logo aceita, afinal dividíamos a mesma função a algum tempo assim como as tarefas que nos melhor cabia.

    – Ele não se mostraria contrário, ainda assim é sábio escutar suas palavras e decisões.

    Comentava ao apertar de leve a mão de Friedrich, já diante da pergunta de Edgard, meus olhos se voltavam para Melinda, a resposta ficaria marcada em minha mente com carinho e orgulho, afinal aquele era um passo tomado com cuidado e moderação.

    – Alfie e eu concordamos que é bom eu adormecer logo Fredy, antes que o sono venha com mais força do que o desejado. Minha intenção e adormecer quando finalmente retornar a Berlim, teria lhe contado antes, porém não tivemos tempo de conversar.

    Sussurrava ao ouvido de meu lorde apenas para lhe beijar com carinho, demorando meus olhos em Fredy eu sorria ao voltar minha atenção a Melinda e comentar de maneira calma e educada.


    – É um passo importante, devemos tomar cuidado com ele. Já tivemos guerras internas em demasia.
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    Re: Ato XXIII - O Sarau

    Mensagem por Danto em 15/6/2018, 17:45

    -De fato é muitíssimo importante!

    Confirmava Edgard imediatamente após a sua fala, já que Friederich agora estava a olhar na sua direção com um sorriso suave na face, gentilmente o lorde em silêncio movia uma mão até as suas costas e puxava para perto dele, abraçando-a de lado para enfim afirmar com convicção:

    -Primeiro, ouviremos o que todos tem a dizer a respeito. Mas lhes adianto que aceitarei qualquer cargo que a mim for passado pelas vossas mãos, pois as respeito como as figuras que são e orgulho-me por ser considerado hábil ao posto de Cardeal, no entanto, alertá-las devo, de Berlim eu jamais sairei, lá é o meu lar e lá a minha princesa dormirá.

    Melinda prontamente concordava, mas era Melisande que oferecia a responta mais tranquilizadora:

    -Isso jamais ocorrerá querido, lhe dou a minha palavra.

    Friderich então sorria aliviado para Melisande, por fim, fora a própria Melinda que dava a palavra final, como era de ser esperado.

    -Bem queridos, acredito que os tópicos foram todos explorados. Pensem em cada um deles com cuidado, a próxima noite será uma noite de descanso e reflexão, alguns convidados chegarão mas ainda não todos, alguns ainda farão sua chegada durante o próximo dia... Por tanto, apenas daqui a duas noites iremos ter a nossa reunião de discussão geral. Por tanto, tomem a próxima noite para vocês, descansem e aproveitem o que a cidade tem a oferecer! Até breve queridos...

    Assim Melinda despedia-se e a pequena reunião já começava a se dissolver. O sarau havia sido um enorme sucesso e as próximas noites iriam definir o destino da Espada de Caim, ou seja, as tuas últimas noites antes do seu primeiro adormecer estava caminhando de uma maneira perfeita. Sua mente só não divagava por mais tempo, pois a voz de Fredy lhe vinha aos ouvidos com sutileza:

    -Pita, acredito que Eva irá celebrar a notícia de uma noite livre não é mesmo? E bem, não se preocupes com teu sono, é compreensível e inevitável. Faremos alguns ajustes no castelo para que o teu local de descanso seja acessível a todos, certo? Afinal, sabemos que muitos farão questão de visitá-la. Mas e por agora, o que faremos? Vamos ao encontro de Alfie e Eva ou temos alguma outra questão a atender?

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    Re: Ato XXIII - O Sarau

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