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 Prólogo: The point of light.

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Lugo Narrador

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MensagemAssunto: Prólogo: The point of light.   20/7/2018, 23:40



Era uma noite fria e anormalmente calma na rua da taverna O Primeiro Sangue, uma das mais  famosas do distrito inferior. A rua não tinha mais do que algumas pessoas andando e todas estavam em pequenos grupos isoladas e aparentemente receosas, afinal, depois do que havia acontecido poucos eram aqueles que queriam sair de suas residências em uma hora dessas.

No entanto, aquilo não parecia ser o bastante para assustar algumas pessoas e um trio de homens encapuzados andavam avidamente e entravam na taverna sem cerimonias. Apesar das poucas pessoas, o local exalava um cheiro forte de bebida e tabaco como de costume.

Os três homens entravam e olhavam, com certa cautela para os presentes no local e, depois, para o balconista que se destacava pela sua cicatriz horrível, olho esquerdo cego e pelos poucos dentes restando em sua boca. Assim eles os homens trocavam um cumprimento discreto e os três encapuzados se dirigiam a uma porta próxima que dava ao andar superior do local.

-Esse lugar costumava ser mais cheio quando eu vinha aqui…
-O quê você queria? As pessoas estão assustadas. Até eu estou assustado com essa notícia.
-Claro, você é um eunuco, se assusta com tudo!
-Ora seu…
-Calados vocês dois! Isso é sério, sem brincadeiras agora.

Enquanto dois dos homens brigavam, o terceiro e mais baixo, porém mais largo, elevava a voz e silenciava os dois para tomar a frente e chegar primeiro ao segundo andar da estalagem. O homem então batia à porta que barrava o caminho e um buraco retangular se abria na mesma onde um par de olhos surgia e abrir a porta de imediato.

Assim os três entravam e se deparavam com um local completamente diferente do ambiente de baixo, muito mais amplo e decorado e que demonstrava uma diferença gritante ao ambiente anterior. A diferença era tão grande que o novo cômodo parecia de uma estalagem do distrito superior ou até mesmo a sala de algum nobre.

-É… faz bastante tempo que não venho aqui mesmo. - Comentava o primeiro homem.

Ao adentrar o local, o trio se deparava com um pelo menos quatro grupos de pessoas, dos mais diferentes tipos e aparências, despojadas pelas várias mesas grandes do local e mais algumas pessoas isoladas ou em grupos menores. Eles então retiravam os capotes que vestiam e exibiam roupas de segunda mão mas que seguiam um padrão de cores escuras, quase como um uniforme.

Todos eles aparentavam ser bem fortes fisicamente, mas o mais baixo e que tomava a dianteira, era o que mais se destacava. Assim eles seguiam passando pelas mesas, trocando olhares com os grupos maiores e seguindo até uma mesa no fim da sala onde uma mulher já estava sentada sozinha.

Ela estava de olhos fechados, mas no momento em que eles se aproximaram os olhos dela se abriam para mostrar um par de vermelhos e exibir um sorriso podre. A mulher, que vestia roupas limpas de garçonete, se ajustava no banco em que sentava e acabava mostrando os braços cheios de cicatrizes e deformidades para então dizer com sua voz rouca.

-Então você veio mesmo, Geffrei.
-Claro que sim, isso não é uma coisa que passaria despercebido por mim. Senhores, esta é Prudence Pylet, uma velha amiga e estes são meus aprendizes Henrye Cox e Miles Crugge.
-Você ainda insiste em dizer os nomes deles… parece até que não sabe quem eu sou. Por que vocês não sentam logo e deixam as introduções de lado?
-Certo, certo. Já sei.

O homem mais baixo falava em tom debochado após a indagação da mulher e sentava-se de frente a mulher enquanto seus aprendizes se colocavam nos outros lados da mesa quadrada.

-Então, é verdade o que andam dizendo por ai? Os portais estão fechados por tempo indeterminado?
-Nossa, você é precoce mesmo não é? Parece que os boatos eram verdadeiros mesmos…

A brincadeira não passava despercebida pelos homens e um Henrye acabava soltando um barulho engaçado ao tentar conter sua risada enquanto Miles revirava os olhos em reprovação. Geffrei olhava de lado fuzilando seu aprendiz, que se recompunha em uma velocidade incrível, e depois voltava a olhar para a mulher que exibia um sorriso debochado horrível devido a podridão de seus dentes.

-Me desculpe, eu não sabia que eles não sabiam. Mas enfim, parece que sim, só que ninguém sabe o motivo ainda…
-Até parece. É isso que você quer não é? Então por que não conta logo?

Geffrei então tirava de seu bolso uma chave ornada e colocava na mesa a sua frente. Assim que ele fazia isso, tanto a mulher como os seus aprendizes olhavam surpresos para o homem que mantinha uma face neutra e intensa.

-Ora, ora, parece que você está mesmo interessado nisso. Bem, nesse caso eu direi. Soube que algo esta interferindo os portais de se comunicarem, mas não é algo com os portais, é algo externo e eles só descobriram por que tiveram ajuda dos nossos queridos sábios.

A mulher falava com o tom baixo enquanto se inclinava para frente para pegar a chave e guardá-la entre os seios. Porém a fala dela parecia vaga e duvidosa e assim os jovens olhavam apreensivos para Geffrei e viam seu tutor assumir sua pose pensativa mais séria.

-Espera, do que você está falando? Algo externo interferindo nos portais? Isso é mesmo possível? Esses portais estão aqui a muito tempo pelo que eu sei.

Indagava Henrye e provocava uma sutil gargalhada na mulher que desconcentrava Geffrei. Ele, o mais velho dentre o trio, então se virava parcialmente para seus aprendizes e colocava o braço esquerdo sobre a mesa para começar a falar:

-A mais de 500 anos houve uma guerra entre duas raças já extintas, Dragonatos e Tieflings. Eles eram os mais poderosos dentre todas as raças naquela época e lutaram justamente para obter o domínio geral, mas, eles usaram tanto poder que enfraqueceram a teia mágica arcana desse mundo. Os portais já existiam naquela época e com o enfraquecimento do tecido, outras fontes mágicas surgiram e desestabilizaram toda a rede.

Nesse momento, Geffrei levou a mão que estava sobre a mesa ate a testa em uma cara obvia de frustração mas antes que pudesse retornar a falar, uma nova voz tomou a dianteira e retomou a fala do homem de barba grossa.

-Muitos portais se perderam e a sociedade entrou em colapso, reduzindo-se a meras vilas isoladas pelo medo e perigo eminente das bestas mágicas das florestas. Somente os mais corajosos e bravos guerreiros podiam explorá-las para tentar reunir as vilas e restaurar a humanidade. Pessoas como o lendário Geffrei Wyvil! Por causa dele e de todos os clãs, a sociedade conseguiu chegar ao que somos hoje e nos tornamos um farol para todas as raças.

A voz que assumira o controle da conversa era feminina e soava com uma graciosidade que somente uma Rosa poderia ter. A mulher que falava era belíssima e usava um vestido tao bonito que a fazia parecer uma obra de arte. De fato, a presença daquela mulher era tamanha que todos no salão agora olhavam para a mesa no fundo da taverna e prestavam atenção no que estava acontecendo, se que já não estavam antes.

-Então o que? Quer dizer que essas raças ressurgiram e estão afetando a rede de portais de novo?

Henrye voltava a falar e todos os participantes da conversa suspiravam com pena do jovem.

-Não esperava que você fosse abraçar alguém como esse pobre coitado, vocês estão mesmo desesperados…
-Por incrível que pareça ele é mais inteligente do que aparenta.

A resposta do homem fez a mulher soltar uma gargalhada suave, porém bem debochada que deixou o neófito tão desconcertado que não sabia mais o que fazer.

-Bom, meu jovem, o que pode estar afetando os portais somente alguém como seu tutor sabe!

Novamente todos os olhos pairavam sobre o homem que agora demonstrava uma expressão bem irritadiça.

-Ainda é muito cedo para se tomar conclusões precipitadas e devemos manter a calma para que a sociedade não sinta isso. Será que você consegue fazer isso senhorita Sara Willys?

O homem então se levantava, fazendo com que os seus dois aprendizes acompanhasse-o, e encarava a mulher uma última vez antes de se virar para Prudence e fazer um leve cumprimento de despedida com a cabeça. Assim, o trio original se afastavam da mesa na direção da saída enquanto eram acompanhados pelos olhos de todos no recinto e paravam uma última vez para falar antes de sair.

-Não podemos deixar que a luz dessa grande luz dessa cidade se apague, por que nós vivemos nas sombras dela.

As palavras do homem desta vez pesaram não só pelo clima que elas deixaram naquele Elísio, mas também pelo poder latente que exalava daquele que a proferia.
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