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 Ato I - Poesias e Pausas

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Danto
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MensagemAssunto: Ato I - Poesias e Pausas   25/7/2018, 22:41


Imagens de Referencia:
 
Data: 14 de Julho de 1976.
Local: Località Bajaloglia, Comuna de Castelsardo.
Região: Província de Sassari - Sardenha.

A "não-vida" era formada por uma constante variante de sentimentos e ações, era como um o próprio mar que você aprendera a admirar e a temer ao mesmo tempo durante teus primeiros anos de vida. Hora a sua beleza cristalina e azulada lhe encantava e a convidava a ir cada vez mais fundo, vencendo as ondas e entregando-se a diversão por este proporcionada. Havia o perigo constante de algo distante, algo que vinha de teu intimo e lhe afirmava que apesar de tudo, seria mais seguro sempre manter-se com os pés ao alcance da areia.

E fora exatamente esse sentimento que fizera com que todos retornassem das distantes ilhas britânicas, daquele frio constante e incomodo e a estranha umidade poluída que parecia escoar de Londres para todas as cidades daquela exótica e pouco convidativa ilha. Afinal, lá não haviam as belezas da tua ilha, era como olhar constantemente para um retrato de mal gosto de sua terra natal. Mas enfim, você já estavam na Sardenha, os três corações ali se reuniam junto de seus poucos vassalos para começar uma vida junto, além é claro silenciar alguns demônios que lá naquela ilha de Ventrues, ecou com força, mas que aqui em seu lar e dentro dos domínios das rosas seria devidamente silenciado.

Seus olhos se abriam naquela noite de quarta-feira, era o inicio de mais uma noite e finalmente, após já completarem o primeiro mês de preparos, arranjos e modificações na propriedade comprada por Bash, era a hora de dar inicio a verdadeira "missão". A primeira delas era apresentar a Bash as origens de vocês duas, assim como ensiná-lo com o convívio direto com o dialeto, o idioma que fluia naturalmente entre vocês a muitos anos.

Era um despertar tranquilo, enfim feito em uma cama de bom conforto e não nos caixões seguros, porém desconfortáveis que foram usados ao longo desse primeiro mês. Ao seu lado, estava a figura encoberta por lençóis e travesseiros de Mirian, sua amada e mais querida amiga, que passara a viver também dentro de teu coração como um amor tempestuoso e alegre. Sentando-se na cama, você podia ver os pequenos rastros de que Bash já havia despertado...

O lado da cama em que ele havia dormido estava arrumado, assim como o travesseiro, logo ao lado do teu, possuía um suave toque do perfume dele. Um pequeno afago que ele fazia todas as noites para amenizar o teu despertar. Sobre a fronha do travesseiro havia ainda uma pequena nota, escrita a mão com as mais belas, arredondadas e cursivas letras desse mundo, letras que só as mãos habilidosas de Sebastian eram capazes de fazer:

Mensagem de Sebastian::
 

Ainda sentada e após a leitura, seus olhos percorriam o ambiente. Era um maravilhoso quarto, o mais belo no qual você já havia adormecido em toda sua vida! Havia ali sobre um dos criados mudos, um pequeno sino que era usado para chamar pela ajuda de Henry. No outro criado, estava posto o aparelho telefônico e uma pequena lista de números de serviços básicos, como um fornecedor de argila, de papeis e tintas e alguns outros.

-Já tá na hora de acordar?!

Murmurava com a voz abafada pelos travesseiros a sua querida Mipa, movimentando levemente a face para lhe espiar apenas com um dos olhos em uma expressão de total preguiça e sono.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   26/7/2018, 12:44

O despertar daquela noite era definitivamente algo especial. Começando por ser a primeira vez em que acordava em uma cama junto de meus amores desde que chegamos e por poder sentir o cheiro da maresia que vinha pela brisa aconchegante e refrescante do ar de Castelsardo. De forma lenta eu abria os olhos para admirar aquele momento nostálgico e único que era estar em minha terra natal, mas de uma forma totalmente diferente daquela que havia vivido no passado.

“Parece que ainda não caiu a ficha que estamos mesmo aqui…”

Ainda sonolenta e deitada, rolava um pouco meu corpo na grande cama para me espreguiçar e encontrar com meus dois amores enchiam minhas noites de vida. Virando primeiro para minha esquerda, percebia que Sebastian já não estava mais presente fisicamente na cama, porém, seu travesseiro ainda deixava a presença marcante dele junto de nós.

Assim meus braços agarravam o travesseiro perfumado e o pressionava contra meu corpo para que pudesse respirar profundamente e preencher meus pulmões com o delicioso aroma de Sebastian. Após alguns poucos segundos e já com um largo sorriso no rosto, começava a me levantar da cama para ficar sentada e assim ver que também havia um bilhete onde ele havia dormido. Sem nem pensar duas vezes eu o pegava e lia ainda com o travesseiro preso entre meu braço e meu corpo.

“Seu fofo… o que será que você está escrevendo, em?”

Aquelas palavras me traziam uma sensação maravilhosa de carinho pela atenção dele e animação para ver o que ele estava escrevendo e, após ler, eu dobrava o bilhete e me virava para Mirian que começava a despertar após minha movimentação na cama. Sua voz saia abafada por entre os vários travesseiros e lençóis que ela usava para se cobrir, algo fofo e engraçado de se ver e que me fazia soltar uma pequena risada após a fala dela.

Tirando os travesseiros de cima do corpo dela, eu passava a perna sobre o corpo de minha companheira e sentava em sua cintura para tirar o último travesseiro de seu rosto e me deitar sobre ela onde para dar-lhe alguns beijos em seu rosto e umas mordidinhas em seu pescoço.

– É claro que já! Sei que é dificil pra você levantar mas vou te dar duas opções: ou você fica dormindo mais 10 minutos e eu te puxo da cama depois de tomar banho, ou você vem comigo pro banho... Então, o que você prefere?

Fazendo uma pausa nos beijos e mordidas, eu erguia meu tronco para olhá-la nos olhos e falar enquanto tirava os cabelos da frente de seu rosto.

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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   27/7/2018, 16:24

Assim que você começava a remover aquele excesso de travesseiros, Mipa se virava com suavidade para não mais permanecer de bruços e foi nesse exato momento em que a sua perna passava por cima dela. Ainda sonolenta ela mantinha os olhos parcialmente cerrados e se espreguiçava no meio da própria bagunça confortável que amava fazer instantes antes de dormir.

Risonha, a sua parceira abria os olhos quando você tomava a liberdade de se sentar sobre a cintura dela, para assim remover o último travesseiro que ainda escondia parcialmente a face dela, ali ela seguia a rir baixinho enquanto levava as mãos ao encontro das suas costas, fazendo um carinho suave enquanto ela mesma se encolhia diante das mordidas que recebia.

-Não precisa me puxar não, seria a maior maldade! Já estou acordada, juro! A segunda opção é tão melhor, é quase impossível dizer não...

Ela comentava ao deslizar as mãos do seu corpo, para levar ambas ao encontro da sua face e ali beijar amorosamente os seus lábios.

-Aliás, acordei tão tarde assim? Para onde ele foi?!

Questionava Mirian a respeito da ausência de Bash. Ela desviava os olhos na direção do outro lado da cama, onde ele deveria se encontrar nesse momento mas não estava.

-Não acredito que ele acordou cedo depois de finalmente dormir numa cama confortável! Se bem que talvez nem existisse cama quando ele foi abraçado né?!

Brincava Mipa, rindo de maneira brincalhona logo em seguida.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   29/7/2018, 23:09

Me deleitava e ria com a reposta de minha amada sobre a questão que havia a dado para escolher. A risada era somente contida por uma expressão libidinosa que estreitava meus olhos e brotava um sorriso travesso no canto de minha boca.

Hmm… você sabe que as vezes eu posso ser um pouquinho má. Mas você fez uma boa escolha!

Minha fala terminava com uma leve risadinha, porém, esta também durava pouco tempo, afinal, não havia nenhuma resistência por minha parte quando as mãos de Mirian puxavam meu rosto para um beijo amoroso, que eu retribuía com todo meu afeto. Após o beijo, eu saia de cima de Mirian e me sentava na beirada da cama, com uma perna dobrada em cima da cama e a outra tocando no chão, como se estivesse pronta para me dirigir ao banheiro. A pergunta da ruiva me fazia rir suavemente de novo, mas dessa vez eu a mostrava o bilhete, deixado por Sebastian, para que ela lesse o que havia nele e apreciasse a maravilhosa letra da caligrafia única de nosso amado.

Claro que na época dele tinha cama! – Falava um pouco mais alto e quase rindo. – Ele deixou esse recado maravilhoso para nós duas. Nosso escritor está se sentindo inspirado hoje e já está trabalhando enquanto a gente dormia. Então trate de levantar dessa cama para nos arrumarmos e vermos como ele está se saindo.

Assim eu pegava Mirian pela mão e me levantava já puxando-a para que ela me acompanhasse na direção do banheiro para que nossa noite finalmente começasse. Eu estava bem animada, não só por finalmente estar instalada em minha cidade mas também por saber que Sebastian estava inspirado para escrever mais uma vez.

“Afinal, o que ele deve esta escrevendo? Para ele acordar tão cedo assim ele deve estar mesmo muito inspirado. E por falar em inspiração para uma nova obra, eu também preciso fazer algo para Mestre Cavaro para mostrar-lhe o quanto melhorei.”

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   31/7/2018, 19:10

-Já levantei! Já levantei! Aliás, como ele consegue ter uma letra tão linda?

Perguntava  a linda filha da lua, que encontrava-se de pé, com uma mão sendo puxada por ti enquanto inclinava o corpo inteiro por cima da cama afim de alcançar com a mão livre o bilhete. Para passar o olho no mesmo, sorrir e deixá-lo sobre a cama.

Em seguida, vocês duas puderam tomar um banho tranquilo e sem maiores delongas, não havia pressa é claro. No entanto, Mirian demonstrava a sua famosa curiosidade pelo processo de escrita de Sebastian, afinal, de acordo com a mesma não fazia sentido uma só pessoa ser capaz de escrever coisas tão lindas, ele deveria ter algum truque para falar com anjos ou algo parecido! Claro que no fim era sempre uma brincadeira e a mesma adorava vê-lo escrever, mas se havia um traço da personalidade de Miran que todos amavam, sempre foi o temperamento dela. Por vezes complexo ou vulgar, mas encantador e fascinante como poucos conseguiam ser.

Trocando-se após o banho, vocês duas seguiam juntas em direção ao quarto de Bash que ficava no que era considerado por vocês como andar subterrâneo. Era nesse andar que havia o acesso ao esconderijo seguro para os caixões que agora não seria mais utilizado, mas que ali estava por precaução, assim como o acesso a garagem da casa e ao quarto de ferramentas. Vocês desciam pela porta que ficava localizada na cozinha daquela linda mansão, seguindo até a dispensa desta e só assim adentravam uma porta cuja breve escadaria levava diretamente para o quarto de escrita de Bash. O corredor seguia até a garagem, mas por hora não era ali o caminho de vocês duas, assim, ambas adentravam o cômodo.

Quarto de Escrita/Biblioteca:
 

-Boa noite Bash!

Diziam Mirian assim que via o rapaz. O mesmo estava sentado junto da mesa a escrever, depositando a caneta sobre a mesma ele abria um largo sorriso, levantando-se e vindo na direção de vocês para recebê-las amorosamente.

-Mippa, Nina! Boa noite queridas, tiveram uma boa noite de sono? Eu dormi como não fazia a meses, sinceramente, sempre odiei a sensação de dormir em locais fechados! Mas enfim, olá! Por deus, como vocês são lindas!

Ele dizia sorridente, aproximando-se para estender uma mão para cada uma de vocês. E posteriormente beijá-las com brevidade para lhes receber.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   1/8/2018, 21:18

- Bom, imagine há quanto tempo ele deve praticar sua caligrafia. Com certeza muitos anos de prática, dedicação e amor pelo que faz! Agora venha logo!

Respondia com um tom divertido decorado por um sorriso que ia de uma orelha a outra. Apesar de, por dentro, ainda querer ficar um pouco mais deitada naquela confortável cama, meu coração estava super agitado e meu corpo transbordava animação e alegria como se fosse a nossa primeira noite em nossa queria terrinha natal. A mudança havia tomado muito tempo e nos segurado por um mês inteiro e, por mais que Castelsardo não fosse muito grande e não tivesse muita coisa para mostrar, aquela era nossa primeira noite “livres” para aproveitar cem por cento dela.

Segurando-a pela mão eu a puxava com força suficiente para não derrubá-la e ainda dar-lhe tempo de ver a carta de Sebastian uma última vez, porém, a pressa era apenas para entrar no banho. Uma vez que já estávamos lá, eu aproveitava aquele momento e curtia a personalidade divertida e única que Mirian tinha.

“As vezes ela é incontrolável, as vezes é tão fina e educada como uma princesa e as vezes parece uma criança que pergunta por que o céu é azul. Por isso eu te amo, Mipa!”

Após o banho, eu rapidamente corria até meu guarda-roupas e pegava uma roupa que geralmente não poderia usar na Inglaterra devido ao clima, mas aqui em minha terra eu tinha toda a liberdade que queria!

– Pronto, vamos ao encontro de nosso escritor!

Como já sabíamos onde Sebastian estava, nos dirigíamos diretamente para o cômodo de escrita dele que ficava no “subsolo” de nossa casa, fazendo apenas uma pequena pausa para apreciar a vista incrível que nossa casa proporcionava de nossa colorida cidade, para, finalmente, encontrarmos nosso amado que nos recebia cheio de amor.

– Obrigada Bash. Você também me tira o folego toda vez que te vejo. E claro que sim! Finalmente pude dormir abraçadinha com vocês dois em uma cama deliciosamente confortável!

Assim eu segurava na mão de Sebastian, como ele havia feito, e, em seguida, passava meu braço direito pelas suas costas para dar-lhe um abraço lateral, dando o espaço para Mirian fazer o mesmo do outro lado, e para poder receber o beijo dele. Ainda naquela posição, eu o olhava com certa fascinação e curiosidade e depois me voltava para a mesa de escrever. Assim eu me soltava do abraço que eu mesma havia iniciado e, com as mãos entrelaçadas por trás de meu corpo, me inclinava levemente na direção da mesa enquanto dividia o olhar entre ele e os papéis nela para então falar:

– Então, o que você está escrevendo que não conseguiu nem mesmo esperar por nós!?

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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   6/8/2018, 19:48

Mipa ria baixinho adorando ouvir a troca de elogios que era feita por ti e Sebastian, observando-os por alguns instantes para então também participar daquele abraço carinhoso que era compartilhado por vocês.

-Vocês dois são umas fofuras!

Ela dizia sorrindo, assim que o abraço naturalmente terminava e Bash se direcionava junto contigo até a mesa, parando ao seu lado ele também se inclinava, esticando a mão direita a frente para alcançar um papel e virá-lo para que você pudesse ler o mesmo. Ali estava escrito o título de um novo livro e a primeira descrição, feita com ricos detalhes de Aurora, a protagonista do novo romance de Sebastian.

-Prometo que amanhã só sairei da cama quando vocês me expulsarem dela! É que assim que meus olhos se abriram, tudo veio como um cometa, faltava-me uma percepção sobre Aurora... Mas despertar com esse sentimento tão maravilhoso, com vocês ao meu lado, me fez compreender qual é o sentimento motivador dessa história. É a esperança.

Enquanto Sebastian falava, Mirian se movimentava pelo cômodo. Sem se importar muito com a conversa, a jovem mantinha as duas mãos cruzadas por trás do próprio corpo, alinhadas junto a coluna da mesma. Ela estava assim a se mover curiosamente, tentando encontrar alguma coisa diferente no local, até que por fim, ela abria as janelas para se debruçar sobre a mesma, projetando o tronco para fora e sorrindo ao dizer:

-Bem que você poderia fazer essa moça morar numa ilha né Bash?! Existe algo tão único em morar a beira do mar, uma conexão muito mais forte e profunda com essa imensidão, é como se a própria água tentasse lhe ensinar sobre as pequenas criaturas que somos.

Dizia Mirian, olhando para a lindíssimo vista que havia do topo da colina onde a casa que Sebastian havia adquirido se localizava.

-Você tem razão Mipa, existe uma real força natural que nos molda de acordo com a nossa origem... Pensarei nisso, prometo, mas tenho uma pergunta a vocês. O que acham de irmos a Castelsardo?

Perguntava Bash, sorridente a caminhar lentamente até a cadeira onde estava previamente sentado para se acomodar nela outra vez enquanto aguardava as reações de vocês.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   8/8/2018, 12:42

Terminando o abraço, me dirigia junto de Sebastian para a escrivaninha. Ali eu lia uma pequena, porém bem profunda e detalhada, introdução de sua nova protagonista que havia o tirado da cama mais cedo que o normal. Encantada, eu direcionava um sorriso feliz para o homem e depois o acariciava suavemente no rosto com minha mão após suas palavras.

– Oh, seu lindo! Escrever um livro sobre esperança justamente aqui, nessa terrinha onde você se tornou a nossa esperança, deve ser uma obra do destino! E não se preocupe com isso amor, jamais iria querer que você reprima esse sentimento de inspiração!

Depois de falar eu rapidamente me aproximava e depositava um selinho rápido em seus lábios para, em seguida, encontrar Mirian com os olhos e acompanhar com curiosidade sua movimentação até a janela.

“Que jeitinho é esse Mipa? No que você está pensando?”

Sorrateiramente eu me aproximava da ruiva e a abraçava por trás para apoiar meu queixo em seu ombro direito e assim compartilhar da mesma vista que ela. Com os olhos presos naquela belíssima paisagem, eu deixava meus sentidos se focarem para captar todas as belezas daquela vista até Mirian começar a falar.

A fala dela conseguia me surpreender a ponto de desviar minha visão daquela paisagem para olhar-lhe surpresa com o que ouvia. Eu de fato nunca havia pensado naquilo, mas, assim que ouvia, me voltava novamente para o mar e o admirava por um tempo até ser novamente surpreendida pela fala de Sebastian.

Apesar de o que ele havia falado não era algo anormal, sua entonação sugeria algo a mais, algo que me deixava ainda mais curiosa e empolgada e que me fazia imediatamente virar na direção do homem sem sair completamente do abraço que dava em Mirian. Desta forma eu o observava por um tempo e cerrava levemente os olhos para depois exibir um sorriso travesso.

– Hmm… é uma ideia excelente! Eu também estava querendo ir lá mas…

Assim eu me soltava de Mirian, ainda olhando-a uma ultima vez como se tentasse transmitir minhas intenções e a convidasse para me acompanhar, e me dirigia até Sebastian. Colocando minha mão em seu ombro eu andava em volta dele até ficar de frente para o mesmo e o olhar nos olhos para continuar dizendo.

- … Existe algum canto específico que desejas ir, querido?

O sorriso em meu rosto deixava transparecer que eu havia captado a intenção dele e que também estava empolgada para saber mais do que ele estava pensando.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   9/8/2018, 21:27

Um pequeno e delicado sorriso malicioso se manifestava na face de Mirian no exato momento em que você se aproximava dela daquela maneira, naturalmente o sinuoso corpo da linda mulher se movia para se ajustar ao teu, simulando um encaixe que a fazia segurar um riso. Ela só não dava prosseguimento a própria brincadeira porque o assunto que era conduzido por você e Bash a deixavam muitíssimo interessada, dessa forma, ela também virava o rosto para olhar na direção do eternamente jovial Sebastian, apoiando as mãos na madeira inferior da base da janela para não se desequilibrar.

-Onde?!

Comentava Sebastian que a acompanhava com os olhos, esticando uma mão para tocar a sua cintura no momento em que vocês ficavam frente a frente.

-Estava pensando em fazermos uma breve visita ao Elísio local, afinal, acredito que seja interessante conhecer esse local não é mesmo? Vermos as demais faces dos cainitas da cidade natal de vocês. Quem sabe não existem alguns menos indigestos?

O tom de Bash era interessante, ele claramente tinha segundas intenções e já não mais tentava disfarçar essas de vocês. Mirian sentava sobre a janela, mantendo os olhos exclusivamente em vocês, ainda em silêncio mais fixada exclusivamente em vocês dois.

-O que me diz Nina, achas que é uma ideia interessante?!
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   11/8/2018, 20:04

O toque de Sebastian parecia com um aviso de que algo interessante estava por vir, mas, também, era um convite que me fazia aproximar ainda mais do mesmo. Colocando ambas as mãos sobre os ombros dele, dava um passo para frente e deixava uma das pernas dele passar por entre as minhas para que eu ficasse o mais próxima dele naquele momento, enquanto ouvia com atenção.

“Ao elísio!? Ora, ora… Você acordou mesmo inspirado, não é?”

Parecia que uma bomba de animação e malícia havia estourado dentro. Por mais que estivesse extremamente feliz de estar de volta a minha terra natal, um sentimento diferente havia começado a aflorar desde que havíamos chegado. O sorriso, outrora puro e singelo, agora tinha traços mais maliciosos e minha mente começava a processar aquela ideia de uma forma diferente.

“Quem sabe quem poderemos encontrar lá e que tipo de pessoas eles seriam? Talvez eles nem mesmo saibam que exista outro Berlinguer fora dos muros daquele Castelo e que não seja um crápula como eles são! Essa é uma ideia fantástica para que possamos começar o que eu tanto sonhei nesses anos onde praticamente estive expulsa daqui!”

Nesse momento, meus olhos se levantavam para encontrar os de Mirian e para vislumbrá-la por um momento. Em seguida, dividindo minha atenção com meus dois amores, eu respondia Sebastian e também convidava a ruiva para se aproximar de nós dois.

– De fato, querido. Essa é uma ideia excelente! Essa também será uma boa oportunidade para, quem sabe, conhecer o senhor ou senhora de meu antigo mentor! Além do mais, quem sabe não encontremos outras faces conhecidas, não é Mipa?

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   14/8/2018, 17:08

-Seria interessantíssimo rever algumas faces! Excitante eu diria!

Falava Mirian que prontamente reagia ao seu convite, saindo da posição junto da janela para aproximar-se vocês dois e enquanto a mesma caminhava, Sebastian continuava a sorrir da mesma maneira, um sorriso que misturava uma certa malicia e uma confiança encantadora.

-Eu entrei em contato com ela assim que chegamos, a senhora de seu primeiro professor. Mas prefiro manter a surpresa sobre isso, afinal, acredito que o encontro entre vocês pertence a vocês não é mesmo? No entanto vejam só, não iremos anunciar a nossa ida ao Elísio, apenas... Chegaremos lá! Por tanto, vamos nos arrumar para causarmos uma impressão inesquecível? Afinal, é o retorno de vocês! E essa é casa de vocês queridas!

Dizia Bash, animadíssimo com a própria ideia e os planos que circundavam as mesmas. Mirian também se empolgava, ajeitando a postura ela apoiava uma mão na cintura e respondia:

-Essa é mesmo a nossa casa, a nossa terra! Adorei a sua ideia Bash! Vamos, vamos Nina! O elísio daqui nunca mais será o mesmo depois dessa noite! Vamos!

Empolgada, Mippa liberava-se da postura séria durante a própria fala, para puxar um dos seus braços e apontar na direção da saída do quarto de escrita. A euforia dela só era freada pela ação mais firme de Bash que tocava na face da filha da lua, para olhá-la nos olhos e dizer:

-Mirian... Sei que isso é muito importante pra ti. Não segure teu sobrenome durante as apresentações, na realidade, nenhuma de vocês precisa disso. Sei que aqui existe uma liderança, mas é chegado o momento de botar as coisas em seus devidos lugares...

O tom mais firme de Bash lhes era algo novo, havia ambição nos olhos do experiente cainita e havia uma força de um ancião dentro dele, afinal, era o mesmo o último dos herdeiros de uma das maiores potencias italianas. No entanto, ele logo piscava e retornava a uma postura mais leve e até brincalhona para dizer:

-Vamos então nos arrumar?! Estou ansioso para ver com meus próprios olhos a sociedade cainita dessa linda cidade!

Mirian concordava com um sinal afirmativo de cabeça e assumia a frente de vocês, a passadas largas, ela já rumava na direção da porta de saída para que vocês pudessem assim retornar ao quarto o mais rápido possível.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   16/8/2018, 14:38

Olhando para os sorrisos com requintes de malicia no rosto de ambos e após ouvir as boas notícias de Sebastian, eu simplesmente não conseguia conter minha animação! Como uma criança eu batia algumas curtas palmas e dava um selinho no homem para então respondê-lo.

– Perfeito! Muito obrigada querido, estava ansiosa para reencontrar com o Mestre Cavaro para lhe agradecer apropriadamente e também para mostrar minha arte.

Assim eu fazia uma pequena pausa, pensando rapidamente no que faria para apresentar a meu antigo mentor e para pensar nos materiais que precisaria. Nesse tempo, Mirian tomava a dianteira e me tirava do mundinho de minha cabeça para concordar com ela.

– Certamente! Pois bem, vamos logo que eu não consigo mais me conter!

Agarrando a mão de Mirian eu começava a segui-la na direção de nosso quarto até Sebastian nos parar. A fala de Sebastian me pegava de surpresa e me enchia de alegria.

“Sim! A Mipa é uma renegada dos Berlinguer, mas ela vai mostrar a verdade a todos. A verdade que ela é a única Berlinguer que merece o respeito que esse nome tem!”

Concordando com a cabeça e com um sorriso no rosto, eu pegava Bash pelo braço e o arrastava conosco para o quarto e para nos arrumarmos. Enquanto corríamos para o quarto, em minha cabeça um turbilhão de pensamentos me distraiam um pouco. Eu pensava em tudo que estava para acontecer, nos cainitas que conheceríamos e nos encontros desejados e indesejados que estavam por vir. Tudo aquilo me deixava agitada, animada e, certamente, apreensiva.

Assim que chegávamos no quarto, eu rapidamente ia até o guarda-roupas e escolhia algo que atendesse aos propósitos de nossa noite. Após me vestir, ia até Mirian para fazermos nossa maquiagem e finalmente terminarmos de nos aprontar. Depois, ia até o telefone que ficava ao lado da cama e ligava para o fornecedor de argila para solicitar alguns materiais que precisaria para minha nova peça e, por fim, pegava minha bolsa e olhava para os dois para dizer ainda bastante animada.

– Então, vamos!?

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   21/8/2018, 17:36

O momento de "arrumação" não era demorado, especialmente porque era nítida a ansiedade de Mirian enquanto a mesma já estava a separar as maquiagens que seriam usadas, para então já quase que de imediato, abrir o armário e escolher um vestido em específico. Bash chegava até a olhar com curiosidade na direção de Mipa, mas escolhia o silencio ao invés de um questionamento que pudesse fazê-la demorar como o de costume.

Ao rapaz coube a escolha de um terno e o uso de um perfume local. Assim, depois de uma suave maquiagem aplicada, vocês estavam prontos para sair e o único som que marcou toda a ágil troca de roupas foi o cantarolar de Mipa que estava a cada instante, mais e mais empolgada com a ideia.

-Aliás, o endereço esta na primeira gaveta do criado mudo...

Comentava Bash, lembrando-se dessa informação e sorrindo com a própria falta de atenção, para assim caminhar até o móvel e de lá retirar um papel de textura firme e cor azulada, era a forma que Henry encontrou de notificar Bash de endereços e locais de interesse nas cidades que vocês visitavam. Azul para local, vermelho para reunião, amarelo para bailes e branco para convites.

-Não conheço a cidade e Henry está ocupado no momento, ele foi a Cagliari, deve chegar em algumas horas, por tanto. Qual de vocês duas irá dirigir?

Mirian olhava na sua direção no exato momento em que a pergunta era feita.

-Nina no volante sempre foi sinônimo de perigo! Eu dirijo!

Afirmava Mipa.

-Não seja cruel Mipa, não imagino que nenhum de nós aqui sejamos realmente grandes condutores!

Falava Bash que era prontamente imitado por Mirian de maneira debochada. A jovem então simplesmente respondia:

-Tá tá, já sei! Tenho uma ideia ainda melhor! Porque não fazemos como antes? E isso colocaria você no banco de trás Bash! Eu e Nina vamos na frente, como as guias e exploradoras dessa linda e perigosa cidade em que nascemos! O que achas Nina?

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   22/8/2018, 23:03

O cantarolar de Mipa era contagiante e me fazia acompanhá-la brevemente e com bastante alegria. Além de me juntar a Mipa em sua pequena “apresentação”, ia ate Sebastian para segurar-lhe as mãos e fazer um breve e divertida dança. Esse momento durava até o homem indicar a gaveta que estava o endereço, que eu prontamente ia pegar para ler e tentar descobrir onde era.

“Então é aqui que fica o Elísio? Uau, é em um local bem amplo e movimentado em algumas datas. Ainda me lembro de todos aqueles festivais maravilhosos onde via meu pai dançando com minha mãe, como se os problemas não existissem. Que nostálgico!”

Assim que lia o endereço minha cabeça se enchia de memórias sobre aquela antiga praça. Um sutil sorriso se abria em meu rosto ao lembrar dos festivais em que ia com minha família e das vezes em que eu e Mipa havíamos Brincado por ali na infância. Porem, assim como haviam belíssimas memórias naquele local, haviam também memórias que eu preferia esquecer. Mas, eu não deixava aquilo me abalar e logo levantava a cabeça para ouvir a brincadeira de Mirian.

- Ha ha! Muito engraçado!

Respondia cruzando os braços e tentando fazer uma expressão de raiva enquanto lutava para não rir por que sabia que era verdade. Porém, a frase seguinte dela me agradava mais e me fazia concordar.

- Agora eu concordo mais! Eu posso até não ser uma excelente condutora, mas sou uma copilota extremamente divertida que pode apontar todos os lugares que a Mipa já aprontou durante nosso caminho!

Um sorriso ardiloso se mostrava em meu rosto enquanto eu retrucava a brincadeira de minha amada. Após falar, rapidamente ia ate Sebastian e tomava um dos braços dele, deixando o outro para Mipa e falava já iniciando a caminhada para fora do quarto e em direção ao carro.

- Agora vamos que essa noite promete!

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   24/8/2018, 11:45

-E não vão faltar lugares né Nina!

Dizia Mirian empolgada a tomar o braço livre de Sebastian. Assim, vocês caminhavam lado a lado na direção da garagem, finalmente não para usá-la como refúgio mas sim para encontrar ali o veículo que seria usado por vocês nessa pequena visita ao Elísio local. Sebastian então comentava com Mirian:

-Mipa, eu não faço ideia de onde o Henry deixa as chaves do carro, você faz alguma ideia?

A jovem concordava positivamente e respondia:

-Deve haver algum painel onde as chaves ficam armazenadas Bash, deixa eu dar uma olhadinha nisso! Já volto!

Ela então ia prontamente caminhando na direção do fundo da garagem enquanto Sebastian a observava com um leve sorriso na face. E no momento em que a filha da lua se distanciava, o homem ao seu lado comentava:

-Nina, pedi pra que minhas filhas fossem a Cagliari. Por isso Henry viajou para lá, sei que tudo parece meio impulsivo, mas quero deixar claro que estou tomando todas as precauções possíveis para mantê-las seguras aqui. A família de Mirian pode ser poderosa e influente, mas ele jamais será maior que a força da Camarilla e esta precisa permanecer conosco. Ou seja, o que quero dizer é: Estamos seguros e também quero dizer que acredito que você já esteja pronta para ter seu primeiro vassalo e escolher um daqui pode ser excelente. O que achas?

Questionava Bash, olhando na sua direção com uma expressão calma e segura na face, ali ele estava a agir muito mais como um Senhor do que propriamente seu namorado ou amante, mesmo que os olhos dele jamais fossem capaz de olhá-la sem paixão e amor, era o conteúdo da conversa que lhe revelava isso.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   28/8/2018, 15:36

Não demorava muito para chegarmos ao que era a garagem e também o refúgio de emergências onde ficavam os caixões. Porém, para nossa felicidade os caixões não eram nosso objetivo ali e sim o carro que estava estacionado no local e nos aguardando.

Logo que chegávamos, rapidamente me dirigia a porta do passageiro frontal enquanto olhava Bash e Mirian conversarem até ela se afastar para ir buscar as chaves. Vendo-a se afastar, meu olhos então se voltavam para o homem ao meu lado que começava a me olhar de maneira curiosa. O sorriso dele me fazia inclinar levemente a cabeça e a serrar os olhos em curiosidade até que ele finalmente se aproximou um pouco mais para revelar o porque daquilo.

“O-o quê!? Um vassalo!?”

Aquela notícia vinha como um tiro de uma arma de fogo e me acertava em cheio, me tirando toda reação possível por um momento, mas, foi a expressão e atitude diferenciada de Sebastian que me manteve contida dentro do possível. Com uma expressão entre surpresa e felicidade, meus olhos brilhavam enquanto sorria, ainda mais confiante e feliz, para o homem e com minha mão eu agarrava a dele em um aperto mais firme, porém discreto, como se quisesse abraçá-lo. No entanto, aquela conversa silenciosa erguia um sutil conflito dentro de mim.

– Imaginei que ele tinha algo importante a fazer para estar ausente! Só espero que as meninas não deixem a Sardigna antes de nos fazerem uma visita e conhecerem Castelsardo, certo? E sobre o vassalo, fico muito feliz e ansiosa mas conversaremos mais sobre isso depois.

Sem deixar o sorriso desaparecer por conta daquele pequeno conflito, eu o agradecia brevemente e terminava por piscar sutilmente um dos olhos para, então, me voltar ao carro e adentrá-lo quando este fosse aberto.

“Bash não viria me falar isso dessa maneira se não fosse pela permissão de um vassalo que ele disse no final. Isso significa que ele não se sente a vontade para falar isso com a Mipa, ainda…”

Ao entrar no carro, eu tomava os primeiros momentos para pensar ou mais profundamente, porém, para não levantar suspeitas e acabar alterando o clima, eu deixava aquilo de lado um pouco e, com o sorriso confiante ainda em meu rosto, eu falava em um tom divertido e animado.

– Então senhor, está pronto para uma viagem cheia de emoção e diversão com a empresa M&N Turismo nessa cidade maravilhosa chamada Castelsardo? Espero que sim e… é bom colocar o cinto já que nossa condutora não pega em um volante a alguns anos!

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   30/8/2018, 17:53

-Certo! Falaremos disso mais tarde querida.

Respondia Sebastian, em um tom baixo de voz e com os olhos dele profundamente fixados nos teus. O homem demonstrava um sorriso simpático nos lábios e ainda sorria para demonstrar que tudo estava bem e ele havia provavelmente entendido a sua própria profusão de complexos sentimentos diante daquele assunto. O mesmo então se espreguiçava quando Mirian se virava para retornar até vocês com as chaves em mãos. A jovem corria na direção do banco do motorista e dizia com seu típico tom enérgico:

-Isso é igualzinho andar de bicicleta! Só se precisa aprender uma vez e não se desaprende nunca mais! Fácil fácil! Não há o que temer! Qualquer coisa, eu grito e agente pula!

Sebastian se assustava e questionava imediatamente a alegre e empolgada mulher que já adentrava o carro e colocava a chave na ignição do mesmo.

-Como é que é a coisa de pular Mipa?!

Mirian dava boas risadas e apontava o banco de trás para Sebastian que estava a ameaçar sentar no banco do carona, assim, contrariado o homem ia para o banco de trás e comentava:

-Só vocês duas mesmo viu!

Mirian seguia rindo e fazia um sinal para que você também entrasse no veículo.

-Vamos! Vamos! O que seria da M&N Turismo sem sua principal guia? A motorista já está pronta!

Bash por fim, caia na risada e brincava:

-Vocês bem que poderiam combinar um nome mais original para essa agência de turismo de vocês né?

Imediatamente, Mirian se virava e dava um tapa na perna de Bash que se encolhia e caia em risadas brincalhonas enquanto Mirian o fitava de maneira ameaçadora.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   17/9/2018, 14:11

- Ai meus Deus. Mirian, por favor vá com calma!

A fala de Mirian me fazia protestar em meio a gargalhadas e olhando, um pouco surpresa e receosa, para Sebastian como se dissesse “Isso não estava nos planos!”. O medo agora se fazia mais real, mas era apenas uma tempero a mais naquela divertida viagem que embarcávamos na direção de Castelsardo e, assim que Mipa ligava o carro, eu imediatamente colocava o sinto de segurança.

– Já estou prontíssima para a viagem… não para pular do carro! E você querido passageiro? Está pronto ou vai precisar uma ajudinha?

Ainda em tom divertido eu respondia a ruiva e, mudando um pouco o tom, me virava um pouco na direção de Sebastian para falar com um tom mais malicioso e dando uma leve piscadinha. Porém… Isso tudo havia sido antes dele falar sobre o nome escolhido para nossa agência de viagens e logo que ouvia aquela afronta, meu rosto mudava completamente a expressão para uma expressão quase teatral de surpresa e indignação!

– Você ouviu isso Mipa? Este senhor achou que nossa agência possui um nome péssimo! I-nad-mis-si-vel! Vamos mostrar a esse engomadinho de rosto bonito o nosso plano off-road!

E assim, com um sorriso ardiloso, falava para Mirian e complementava uma última vez antes de me agarrar ao banco na espera da partida da condutora.

– É bom apertar os cintos, senhor Soyer…

No entanto, mesmo falando com um tom desafiador, em minha cabeça a única coisa que se repetia era uma oração clamando pela nossa segurança!

“Por favor, Deus, abençoa as habilidades de condução da Mipa e faça com que nada de ruim nós aconteça!”

[Off]Gasto 2 ponto de sangue para aumentar força e vigor.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   20/9/2018, 09:18

-Totalmente I-na-di-mis-sí-vel!

Comentava Mirian com um tom de reprovação, mas sem conseguir disfarçar o sorriso malicioso que dominava a face dela, afinal, o desafio certamente havia sido aceito pela jovem que já assumia o volante com a determinação de causar uma impressão inesquecível! Você, que conhecia muito bem os instintos de sua amiga e namorada, sabia exatamente como se prevenir e segurava no apoio interno do banco da frente do veículo. Já Sebastian, não parecia acreditar totalmente na veracidade daquelas ameaças, entendo tudo como uma pequena brincadeira.

-Apertar os cintos é?

Perguntava Bash que imediatamente em seguida, arregalava os olhos e começava a tatear desesperadamente pelos cintos de segurança do banco de trás, afinal, o veículo cantava pneu e saia a derrapar da garagem! Mirian chegava a comer um pouco da grama com as rodas traseiras, quase saindo da pista de concreto da propriedade. Acelerando muito mesmo, ela gritava animada:

-É hora de aproveitar o Off-road!

Rindo a jovem parecia uma verdadeira alucinada sem nenhuma noção de direção pelas ruas pequenas, cheias de curvas, ladeiras e morros! O carro parecia que ia bater a cada virada brusca que ela fazia e o pé dela, não ousava sair do acelerador! Derrapagens viravam parte da trilha sonora, aliada aos risos dela e do total silêncio aterrorizado de Sebastian que de olhos fechados, parecia mover os lábios em uma espécie de oração por proteção.

Por todo o caminho, Mirian ia a inventar novas rotas, improvisando mãos contrárias a dela como "atalhos". Por fim e enfim, o carro parava a duas ruas de distância do destino final, Mirian rindo olhava para trás e caia em uma verdadeira e deliciosa gargalhada. Sebastian estava paralisado, pasmo e pálido! Ele ia abrindo os olhos lentamente e olhava aos arredores.

-Puta merda como eu não morri?

Ele xingava em inglês! Algo raríssimo de ocorrer, afinal, o mesmo sempre mantinha a educação polida dele acima de qualquer custo, mas ali, ele estava totalmente exposto e não deixava de xingar com todas as sílabas. Mirian não conseguia parar de rir e Bash dava um pequeno chute no banco dela em protesto.

-Você tem uns parafusos soltos ai dentro né Mippa? Que isso? Quem dirige assim?! Nina! Você tentou me matar foi?!

Dizia Bash, conseguindo se livrar do medo, mas ainda não sendo capaz de esconder a indignação com aquela experiencia assustadora que ele acabara de sobreviver.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   20/9/2018, 10:34

Assim que Mipa acelerava o carro e provocava uma cara de espanto em Sebastian, o medo que me deixava tensa se dispersava para dar lugar a gargalhadas e gritinhos de animação a cada curva perigosa que a condutora fazia. Totalmente imersa na diversão que a direção de Mipa me proporcionava, eu meio que ignorava os perigos que ela nos colocava e apreciava aquele momento impar proporcionado por Mirian e pela face assustada de Sebastian. Enfim, quando o carro parava, eu simplesmente não conseguia parar de rir e por um momento tentava apenas me conter e reorganizar minha respiração após aquele trajeto cheio de adrenalina.

– Como não morreu? Não sei, mas se a gente não morreu agora não morre jamais!

Ainda rindo eu respondia ao homem e começava a descer do carro para puxar o ar com força para dentro de meus pulmões, afinal, eu estava de volta a Castelsardo depois de alguns anos longe. Sentir o ar de minha cidade natal entrar em meus pulmões me fazia sorrir que nem uma garotinha e me lembrar dos dias e noites maravilhosos que a quela pequena cidade havia me proporcionado. Então, após um minuto, me dirigia até a porta traseira e abria para Sebastian de forma cordial e falava:

– Jamais que eu tentaria lhe matar! Apenas estamos lhe proporcionando uma viagem inusitada e espero que tenha gostado da viagem Sr. Soyer. Afinal, essa foi nossa especialidade e por isso cobramos um pouco a mais… Portanto o pagamento fica dois beijos para cada uma!

Com um sorriso gentil e sapeca em meio a uma postura firme e elegante, eu falava e esperava pelo “pagamento” citado com os olhos fechados e me apoiando na porta do carro.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   20/9/2018, 16:28

Mirian continuava rindo enquanto você saia a sua saída do carro, a mesma tinha que inclusive usar as mãos para impedir que algumas lágrimas rubras escorressem pela face maquiada dela de tanto que ela ria naquela situação. Sebastian, cruzava os braços e encarava brevemente a figura de Mirian, para logo olhar na sua direção e se direcionar para a saída do carro, firmando os pés no chão e murmurando.

-Terra firme, graças a deus...

Em seguida ele olhava novamente na sua direção, ajeitando as roupas para responder:

-Ah, esse é o pagamento pelos serviços prestados?! Tenho que me apressar e adquirir totalmente os direitos sobre essa agência de turismo e viagens, né?

Comentava o rapaz, finalmente conseguindo sorrir e falar em um tom mais divertido. Ele então se aproximava de ti, sem mais deixá-la esperando para beijar com brevidade os seus lábios por duas vezes seguidas. E enquanto isso ocorria, Mippa enfim desligava totalmente o veículo e saia do mesmo, para correr na ponta dos pés e se posicionar logo depois de ti, fechando os olhos e esticando o tronco para frente, fazendo um bico enorme para a direção de Bash, para falar:

-Não esqueça de pagar a sua motorista, a mais talentosa e sagaz motorista dessa empresa!

Sebastian balançava a cabeça negativamente, enquanto sorria feliz por ver a alegria que vocês demonstravam naquele momento. Assim ele fazia um carinho breve no seu braço e ia na direção de Mirian, segurando a face dela com as duas mãos e falando:

-Você é uma ameaça constante para a paz na minha vida senhorita!

Ele então ria e beijava Mirian da mesma forma que havia feito contigo, mas no final, mordiscava o lábio inferior da mesma só para provocá-la. A resposta imediata era um tapa desferido contra o ombro do rapaz que ria e se encolhia, dando um passo para trás.

-Sem morder! Menino mal criado!

Dizia Mirian, rindo e falhando em fazer um tom de censura. Bash acabava por rir também e somente agora olhava ao arredor, observando as casas que estavam a compor a rua onde vocês se encontravam.

-Sabe, não é muito justo. Vocês nasceram num pedaço do paraíso no mundo, a minha cidade natal é sempre fria e sem graça! Nossa, como a Inglaterra é chata!

Protestava Bash que logo tinha o braço esquerdo abraçado por Mirian que comentava:

-Ce ainda não viu nada bobinho, precismos levar ele para uma das prais né Nina?
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   24/9/2018, 11:10

O murmúrio de Sebastian me fazia rir divertidamente até ele se aproximar para falar e pagar devidamente pela insana e inesquecível corrida de Mirian. Após os beijos, eu exibia um sorriso e então passava os braços pela lateral de seu tórax para puxá-lo e responder com a face próxima a dele.

– Se você quiser mesmo nós podemos negociar, mas não se preocupe, você é o nosso único cliente e fazemos questão de lhe dar um tratamento Vip!

De forma divertida e cheia de malícia eu falava enquanto me inclinava para cima do homem e depositava um beijo carinhoso em sua bochecha. Em seguida, eu recuava para deixar Mirian receber a parte dela, que terminavam em uma mordidinha e em mais umas breves gargalhadas de todos presentes. Assim eu finalmente fechava a porta do carro, pela qual havia saído, e depois me voltava novamente para os dois ao meu lado.

“Eu não poderia concordar mais com você, Bash!”

Mentalmente eu respondia ao comentário de Sebastian para então concordar com o que Mirian dizia em um acenar positivo com a cabeça e um sorriso deveras malicioso.

– Com toda certeza! Quem sabe a gente não vai em um luau como antigamente e mostramos a esse Inglês como eram as nossas quentes festas de verão!

Me dirigindo até o braço direito de Sebastian, para abraçá-lo como Mirian também fazia, eu terminava minha fala com uma leve piscadela para minha amada e depois olhava para Sebastian a fim de admirar sua reação.

– Bom, agora, sem mais delongas, vamos conhecer nossos iguais desse pedacinho de paraíso!

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   26/9/2018, 22:03

Data: 14 de Julho de 1976.
Local: Piazza del Novecentenario - Comuna de Castelsardo.
Região: Província de Sassari - Sardenha.


Sebastian acabava por rir e balançar a cabeça positivamente, concordando com a sua fala e assim dando inicio a caminhada em direção ao elísio propriamente dito. Atravessando as ruas estreitas em direção a praça, você começava a compreender, assim como Mírian também aparentava fazê-lo, o fato de que o elísio em si era ao ar livre. Ou seja, todo o perímetro da praça e suas lojas e restaurantes faziam parte do que era definido como o Elísio de Castelsardo! Seguindo as tendências da grandiosa e sempre vanguardista Torre de Marfim de Paris.

Claro que salvas as proporções, o Elísio local era bem arrumado e ajeitado ao gosto dos nativos. Não parecia ser de fato um local preparado para uma enorme movimentação de vampiros vindos de outros cantos do mundo, mantendo assim um ar muito específico de "cidade do interior". A iluminação era feita apenas pelos postes centrais que circundavam a praça e que nasciam de pequenas estatuas de gosto "duvidoso", os quais Mirian sempre chamara de "Postes da suruba", porque basicamente, a falta de cuidados e atenções a preservações das estatuas, as transformou em aglomerados deformados de pessoas.

Vocês três subiam em direção a praça e viam claramente alguns vassalos, não mais de cinco. Esses homens estavam vestidos como garçons e estavam a servir rebanhos de alguns cainitas locais, esses rebanhos estavam de pé em torno de mesas de madeira, provando vinho e alimentando-se de frutos do mar em porções pequenas e bem artesanais, sendo que grande parte da comida era vendida por pequenas bancas de mariscos que circundavam o elo externo da praça, ou vinha do grande restaurante central que ainda era o mesmo, exatamente o mesmo, que você conheceu ainda em vida!

-Ninguém removeu essas estátuas horríveis! Cruzes!

Dizia Mirian, apontando com a mão livre na direção do poste. Claramente indignada!

-Bom, acredito que seja patrimonio sabe!? Nem sempre tudo que se herda do passado é de fato obra de arte ou lindo. Aliás, quantas vezes eu já não te disse que existe beleza no feio?!

Comentava Bash, que levava uma olhada de censura de Mirian.

-Feio é feio. Bonito é bonito. Para dessas maluquices de misturar as coisas, a filha da lua sou eu não você!

Bash então ria diante da resposta de Mirian, afinal, ela tinha uma certa razão lógica no argumento dela. Em seguida o homem passava os olhos pelo local, sem reconhecer nenhuma única pessoa. Algo que era bem o contrário contigo, era possível ver algumas faces familiares, talvez crianças que agora eram adultas ou filhos de adultos de gerações passadas... Mas especificamente, seus olhos encontravam a figura de seu primeiro tutor! O idoso homem ainda tinha a mesma face e era provavelmente o único vassalo sem usar roupas de mordomo ou garçom, ele estava a observar os demais vassalos, como um monitor ou algo similar a isto.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   28/9/2018, 00:32

O sorriso em meu rosto se alargava um pouco mais ao finalmente chegarmos na famosa praça de Castelsardo e, principalmente, em perceber que ali, em todo seu espaço, era o elísio.

“Ainda consigo me lembrar da época em que vinha para cá quando era mortal… Chega até a ser engraçado saber que hoje essa praça é um elísio!”

Nada havia mudado, literalmente nada, nem mesmo a opinião de Mirian a respeito da estátua que ficava ao centro da praça e ver a pequena discussão dos dois ao meu lado me fazia rir um pouco mais.

– Definitivamente está aqui por ter um significado importante, como ser um marco histórico, e não por ser um poste de suruba!

Alfinetando um pouco minha companheira, eu ria um pouco dela e terminava piscando um olho para, enfim, poder olhar ao redor e ver cada uma das pessoas que ali estavam. Para minha surpresa e alegria, muitas faces podiam ser reconhecidas, mesmo que eu não tivesse muito contato com eles no passado, mas, o ponto principal estava de pé não muito distante de nós e só em vê-lo meu coração palpitava de alegria!

– Ei, ei! Olhem quem está ali! Venham em silêncio!

Assim que via meu antigo tutor eu soltava o braço de Sebastian e me colocava de frente para os dois para falar baixinho e pedir que eles me acompanhassem em silêncio para fazer uma surpresa. Depois de falar, eu imediatamente me dirigia, em uma caminhada um pouco mais apressada para fazer uma volta e ir até meu antigo tutor pelo seu ponto cego e de maneira furtiva. Ao me aproximar dele eu me inclinava um pouco para me aproximar levemente de sua uma de seus ouvidos e falar:

– Fico imaginando se ainda eles ainda servem aquele prato maravilhoso de mexilhões com macarrão na Trattoria da Edoardo…

Esperando ele se virar, eu já estava com um largo sorriso no rosto e pronta para abraçá-lo quando ele me visse.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   30/9/2018, 14:08

-Quem? Nossa! Fazem anos!

Dizia Bash, movendo rapidamente os olhos pelas pessoas presentes e enfim notando a figura a qual você havia chamado a atenção de todos. Mirian logo tratava de lhe seguir, desenhando no próprio rosto um sorriso maroto, afinal, ela sempre adorou pregar peças no seu antigo tutor e primeiro grande professor de arte. Bash assim ficava por último e sem muita pressa, permitia que vocês se movimentassem a frente e tivessem as primeiras interações com o velho e experiente homem que não disfarçava a surpresa de ouvir a sua voz, tão pouco a alegria de poder virar e realmente vê-la ali de pé.

-Querida! Pelos céus se não é a própria Valentina mais uma vez aqui nessa nossa amada e querida terra! Pois venha cá!

Esticando os braços, o baixo homem a convidava para um abraço apertado e carinhoso que era interrompido pelo salto que Mirian dava nas costas do homem, assutando-o brevemente.

-Mirian!

Protestava Alonso. Mirian ria como uma criança arteira e respondia:

-Como você mesmo costumava dizer: Onde Valentina está, a endiabrada moça do nariz empinado sempre estará.

Sorrindo Alonso concordava e também abraça a sua namorada e por fim, notava a delicada e educada aproximação de Sebastian. Prontamente, ele iniciava uma ação de reverência e Bash logo sinalizava que não haveria razões para tal.

-Por favor meu caro, não há necessidades para tal. Como estas e como está a vossa senhora?

Alonso então respondia:

-Estou muito bem meu Senhor e minha Senhora está magnífica como sempre. E convenhamos, ela deverá notar a chegada de vocês a qualquer momento! E querida, ainda servem sim! Gostaria que eu fizesse um pedido por ele? Tenho certeza que o teu nariz sente profunda saudades, correto?

Bash comentava por fim de maneira breve:

-Deixe-me então convidá-la de uma vez por todas!

Mirian olhava curiosa para Sebastian, que fechava os olhos em uma disfarçada ação de utilização de Auspícios no Elísio, algo que poderia até ser mal visto, se feito explicitamente, algo que o seu experiente namorado não fazia.
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