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 Ato I - Poesias e Pausas

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Lugo

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   1/10/2018, 14:55

Felicíssima eu abraçava meu antigo mentor como uma filha abraçava seu pai depois de anos sem vê-lo, afinal, Alonso era meu segundo pai da vida e o primeiro no meio artístico. Então, após o abraço eu comentava brevemente, em meu sotaque sardo mais carregado e em resposta frase dele, antes de Mirian chamar a atenção com seu pequeno susto.

– Em carne e osso! Posso ter saído da Sardegna, mas a Sardegna nunca saíra de mim!

Distribuindo sorrisos naquele momento, principalmente com as travessuras de minha amada, eu o soltava de minhas mãos para deixar que ele cumprimentasse devidamente Mirian e Sebastian porém voltava a ficar ao lado do Maestro para tomar seu braço com o meu.

– Nada disso, podemos pedir a outro para ir fazer o pedido e espero que ainda não tenha jantado pois você irá se juntar conosco para comer sim senhor!

Eu estava determinada a não deixá-lo escapar e por tanto não pensava nem duas vezes antes de fazer aquilo e já nos colocar em direção a uma das mesas vagas do local.

– Hoje eu espero que a vossa senhora o libere de suas obrigações, pelo menos durante o comecinho desta noite, para que possa lhe contar tudo que aconteceu nesse tempo que estive fora e também para conversar sobre nossa cidade linda.

Com o nariz empinado como Mirian costumava fazer, eu batia o pé em protesto mas sem perder o tom divertido e, após uma pequena pausa, eu continuava a falar enquanto olhava um pouco ao redor para novamente observar as pessoas ali, mas dessa vez com mais cautela e prestando atenção aos detalhes.

– Alias, agora que parei para pensar mas eu e a Mipa não conhecemos sua senhora ainda!

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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   2/10/2018, 22:35

Alonso tomava um breve susto e movia alegremente os olhos na sua direção, deixando o susto rapidamente de lado o homem não fazia nenhuma tentativa de disfarçar ou dissimular o que verdadeiramente sentia naquele momento: Alegria.

-Mocinha, porque não avisastes? Poderia ter separado a semana inteira apenas para podermos refazer algumas de nossas antigas rotinas e até mesmo caminharmos na praia em busca de algumas conchas, exatamente como fazíamos para seus primeiros vasos. Lembra-se?!

Comentava o homem que rindo, concordava com a sua fala que era prontamente reforçada por Mirian:

-Nina tem razão! Seria muita maldade o senhor não tirar ao menos essa noite para nos fazer companhia! Adoraríamos ouvir sobre as mudanças por aqui e temos muitas, muitas novidades mesmo para contar a ti!

Ela dizia ao esticar a mão afim de segurar a tua, de uma forma afetuosa e carinhosa que normalmente só era feita por casais e não apenas amigas. Sebastian estava suavemente distante nesse momento, mergulhando no uso das disciplinas psíquicas, ele parecia conduzir uma conversa com alguém ainda não presente.

-Tudo bem, tudo bem. Não se preocupem! Não irei sair de perto de vocês por esta noite, prometo! E vejo que existem mesmo muitas novidades a serem compartilhadas! E prometo a vocês que vocês irão conhecer minha Senhora em breve, ela está dentro do restaurante a terminar uma reunião e logo farei a apresentação.

Bash por fim completava:

-Vamos escolher uma mesa, a senhora Abano já está a caminho...

Ele indicava com a mão em um movimento breve, a necessidade de vocês escolherem uma mesa. Mirian olhava empolgada, passando rapidamente os olhos e entregando-se a uma divertida indecisão que por fim, terminava com o comentário de Alonso.

-E vejam bem, estamos em um local de alimentação para mortais e imortais. Devo me preocupar com a alimentação de vocês também meus caros?

Questionava o seu antigo tutor, com um sorriso alegre e fraternal na face e aguardar a sua resposta e a escolha da mesa que seria ocupada por vocês.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   4/10/2018, 11:53

As palavras de Alonso resgatavam doces memórias da época em que ainda era uma aprendiz em minha arte e me faziam sorrir gentilmente para o mesmo enquanto concordava com a cabeça. Aquelas faziam parte das lembranças mais puras e felizes que tinha daquele lugar e que ate remetiam outras que me traziam a tona a imagem de minha mãe quando íamos fazer a argila de nossos vasos.

“É tão bom estar de volta a este lugar e ter tantas boas lembranças… É por esse motivo e para fazer dessa lembrança algo ainda mais presente em minha vida que voltei a esta terra! Não vou deixar as coisas ruins que me aconteceram aqui ofuscar o brilho resplandescente daqui!

Antes de responder ao homem, ouvia o que Mirian havia a dizer e sem pestanejar eu tomava a mão dela com a minha para corresponder o que a mesma dizia! Eu ainda direcionava um sorriso bobo apaixonado para a mesma e dava uma olhada, com o canto do olho, para Sebastian que ainda estava ocupado em sua comunicação mental com a senhora de Alonso e, logo após, voltava para a direção de meu antigo tutor para respondê-lo com animação.

– Exatamente, ainda há muito a se falar das novidades, mudanças e planos. Portanto não se preocupe querido, ainda poderemos fazer isso, ou melhor, iremos fazer isso!

Apesar da alegria do momento, minha fala estava carregada de mistério e malícia de uma forma que o homem nunca havia visto. De fato eu não era mais apenas aquela frágil garotinha que havia fugido da cidade como uma cadela ferida. Quem estava ali falando era uma nova Valentina, de mentalidade diferente, mais forte e mais determinada desde que havia sido forçada a sair daquela pequena comuna. No fim de minha fala, meus olhos ainda passavam rapidamente na direção de Sebastian e Mirian para que só então pudéssemos nos dirigir até a mesa escolhida enquanto complementava minha fala.

– Afinal, esta não será uma visita rápida… Ainda temos uma lista cheia de coisas a fazer, não é Mipa!?

Durante o caminho, o comportamento de Mipa deixava claro o que ela estava sentindo e é claro que Alonso também acabava por notar, no entanto, eu não tinha aquela vontade no momento e tudo que queria era passar mais algum tempo com meu antigo tutor.

– Eu estou bem com o macarrão e ostras por enquanto.

Respondendo por mim mesma, eu prontamente me sentava em uma das cadeiras da mesa e esperava para que Mirian e Sebastian também respondessem para voltar a falar.

– Então para começo de conversa eu tenho algumas perguntas! Primeiramente, Bash nunca me contou como ele chegou até a Sardenha e por que ele havia vindo até aqui! E a segunda é como é que você e nossa querida cidade vão indo sem a dupla criminosa mais famosa dessa região!?

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   5/10/2018, 18:48

Mirian não deixava de exibir o entusiasmo interno diante das suas iniciativas e ações, dessa forma, bem rapidinho ela apertava bem firme a sua mão e sorria na direção de Alonso, para comentar enquanto tomava andava junto contigo na direção da mesa escolhida.

-Somos um trio e tanto! Quem diria né?!

O comentário dela fazia o homem de idade avançada arquear a sobrancelha brevemente, parecia que ele demorava alguns segundos para entender totalmente e fazer as conexões, pois quando ele as fazia, o mesmo sorria e balançava a cabeça em sinal de compreensão e deixava umas risadas escaparem. Ele então sinalizava para um dos garçons enquanto iniciava uma fala:

-Sinceramente, imaginar Sebastian junto de ti, Valentina, nunca chegou a ser de fato um desafio. Mas devo admitir que vê-las juntas, dessa forma é uma surpresa agradável! É como o próprio Sebastian diz em suas obras: Muitos se esquecem que existe sim, vida após a morte e que esta vida é para ser apaixonante e verdadeira, afinal, as perdas trazem aprendizados.

A essa altura, vocês três já estavam juntos e ao redor da mesa, afinal, não haviam de fato cadeiras ali para que fosse possível sentar-se, apenas uma das peculiaridades da sua cidade natal a qual você já estava perfeitamente habituada.

-A grande verdade, meninas, é que a cidade perdeu boa parte de toda sua graça com a saída de vocês. Não irei negar ou fazer meias palavras, as poucas emoções que aqui existiram foram causadas por vocês, ou por Mirian e você por tabela né Valenetina?!

Comentava Alonso, fazendo a Mippa rir e responder de maneira debochada:

-Ata, então tá bem! Só eu mesma que fazia as coisas né? Tadinha da Nina, sempre influenciada pela desnaturada da maluca da Mirian! Francamente, você nem sabe da onde vem as ideias né?

Alonso ria mas não respondia nada de imediato, afinal, a aproximação do garçom ocorria e eles mantinham uma breve conversa baixa. Dentro dessa janela de tempo, Bash se aproximava, colocando-se atrás de Mippa e abraçando a jovem que estava de braços cruzados e com uma expressão mais "irritadiça" na face, para ali apertá-la carinhosamente e beijar a face da mesma, provocando um genuíno sorriso na mesma.

-Queridas, lhes apresento Arianna Abano!

Dizia Sebastian olhando na direção do restaurante que se localizava do outro lado da praça. E de lá, uma mulher experiente saia a caminhar calmamente na direção de vocês, com um sorriso simpático ela chegava até a mesa e olhava na direção de todos, para imediatamente saudar Sebastian com uma reverência breve.

-É um honra tê-lo aqui novamente Senhor Soyer.

Bash respondia educadamente:

-Compartilho da mesma honra querida! É um prazer revê-la depois de tanto tempo. Vejamos, esta é Nina, acredito que você se lembre dela, afinal foi por sua indicação que eu vim até aqui me apaixonar pelo trabalho dela e esta é...

A própria senhoria Abano dizia:

-Mirian Berlinguer. Digamos que já muito se fala de seu retorno a cidade minha cara. E sim, sim, lembro-me perfeitamente da exponencial e maravilhosa artista que me fez pensar de imediato em ti meu caríssimo amigo! Pois então, acredito que tenhamos dúvidas a sanar não é mesmo?

Bash logo completava e olhava na sua direção com um sorriso suave nos lábios:

-Então, por onde quer que começamos a contar sobre como esses dois me notificaram sobre ti?
Senhora Abano:
 
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   8/10/2018, 10:59

Era divertido acompanhar a mudança de reação de meu antigo mentor após cair a ficha quanto a minha relação com a Mipa e o Sebastian e, com um singelo sorriso no rosto, eu o ouvia falar enquanto ocupava meu lugar ao redor da mesa, ficando ao lado de Mirian e de frente para Alonso.

– Na verdade eu acho que não havia como me ver sem minha parceira de crime! A gente só demorou para perceber isso…

Comentando brevemente entre uma fala e outra do homem de aparência avançada, eu ainda desviava suavemente os olhos na direção de Mipa para olha-lá com carinho e depois retornava minha atenção para Alonso a fim de ouvir o resto de sua frase. A segunda parte de sua fala provocava meu sorriso meigo a se tornar uma risada divertida pois, assim que ouvia, eu podia imaginar a reação de Mirian que nem sequer pensava duas vezes antes de responder.

“Coitada da Mipa, sempre tomando a culpa das nossas travessuras…”

Ouvindo minha namorada reclamar de forma debochada, eu fingia não saber do que ela estava falando e olhava para o lado contrário como se nem estivesse ouvindo o que ela falava, porém, minha farsa terminava ao final quando ela me direcionava indiretamente. Cobrindo a boca com a mão eu ria um pouco antes de retomar uma expressão mais centrada e falar com o tom debochado enquanto fingia seriedade.

– Eu não faço ideia do que você está falando, Mipa.

Após falar eu quebrava a postura seria e abria um sorrisão para me virar na direção de Mirian e abraçá-la brevemente para beijá-la antes que Sebastian se aproximasse. Então, quando ele, Soyer, se aproximava, eu a soltava do abraço e apenas permanecia ao lado deles para ouvir as palavras do homem e imediatamente olhar na direção que o mesmo indicava.

“Então esta é a Senhora de meu tutor!? Será que eu a conheci antes de sair da Sardegna?”

Curiosa eu procurava em minhas memórias pela presença da mulher até o momento em que ela se aproximava e era sucintamente apresentada por Sebastian. No entanto, foi durante as nossas reapresentações que minha atenção foi devidamente alertada pela minha curiosidade.

“Então a cidade estava esperando o retorno de Mirian!? Isso é interessante! Significa que a família Berlinguer já está se movimentando.”

Era necessário disfarçar o sorriso malévolo que surgia no canto do meu rosto e, quando a mulher terminava de falar eu prontamente tomava a dianteira enquanto fazia uma reverência mais informal no começo de minha fala.

– Obrigada pelo reconhecimento querida, ficarei extremamente feliz em lhes mostrar os avanços de minha arte a qualquer hora em agradecimento ao presente maravilhoso que nós deste ao trazer Sebastian a nossas vidas!

Respondendo com toda a sinceridade, eu estava muito mais que agradecida e minhas palavras apenas podiam expressar uma pequena parte do quão grata eu era a aquela mulher. Enfim eu deixava Bash tomar a fala e com uma expressão que misturava felicidade e curiosidade eu o respondia.

– Por que não do começo? Ainda temos tempo o bastante para pôr as conversas em dia!

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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   9/10/2018, 23:16

Todos estavam postos de maneira natural junto a mesa, o garçom que havia sido chamado por Alonso agora já caminhava sem muita pressa na direção de uma das pequenas vendas ao ar livre, para ali conversar com uma idosa que era auxiliada pelas duas filhas a produzir comida ali mesmo, na praça.

-Mas que interessante minha cara! Acredito que você tenha de fato evoluído muito, afinal, hoje corre em tuas veias o vitae do grande Duque de Florença não é mesmo? Adoraria sim poder acompanhar a sua arte de perto, obrigada pelo convite!

Respondia Arianna. Ela então sorria diante da sua fala sobre por onde deveria ser iniciada a conversa, Mirian logo aproveitava o breve silêncio que naturalmente ocorria, para falar:

-Já vou perguntar logo pra não fazer rodeios! Vocês foram amantes de alguma forma? Do tipo, namoricar os trabalhos um do outro né?! Se preocupa não Senhora Abano, entendo perfeitamente, o Bash escreve como ninguém!

Sebastian arregalava os olhos assustado diante da ousadia de Mirian, já Alonso e Arianna davam boas risadas naturais, ambos se divertiam bastante e isso claramente deixava o espanto de Sebastian ir diminuindo gradativamente até alcançar apenas uma notória expressão de vergonha.

-Não se preocupe Senhor Soyer, Mirian já tem sua fama bem estabelecida por aqui! E vejamos, acredito que a minha Senhora não seja considerada muito tradicional nessa questão.

Arianna concordava positivamente e respondia de maneira bem centrada e serena.

-Digamos que eu não tenha interesse por homens, minha querida, por tanto...

Mirian sorria e balançava a cabeça positivamente, mas antes de qualquer resposta dela, Bash já iniciava a fala sobre a sua questão inicial:

-Por favor, vamos ao que é de fato interessante e importante. O começo da história se dá a muito tempo atrás, ainda quando eu era mais jovem. Meu Senhor deixou em minhas mãos a função de Arauto de Florença, ou seja, eu carregava comigo a palavra do Duque da região da Toscana e fazia comércio, alianças e contratos políticos em nome de meu Senhor. Um desses contatos estabelecidos, foi com a Senhora Abano. Através de uma troca de vinhos e materiais das escolas de belas artes de Florença, a Senhora iria esporadicamente, indicar a nós talentos notórios para que pudéssemos sempre manter o alto nível de cultura de nossa cidade.

Comentava Bash, que agora olhava na sua direção e alegremente dizia:

-Foi dessa maneira que vários outros artistas saíram daqui no passado. Normalmente, era Alfonsus que cuidava dessa transição entre os alunos de cá para lá. Mas nos últimos anos acabou por se tornar um dos meus deveres, assim sendo, resolvi visitar os dez primeiros alunos. Você foi a décima e no primeiro exato instante que a vi, dentro do Ateliê de Alonso... Eu sabia que havia chegado o meu momento de abraçar novamente.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   15/10/2018, 10:51

Concordando sutilmente com a cabeça, apoiava as mãos sobre a mesa e olhava brevemente para Sebastian e Mirian para, em seguida, me direcionar a Arianna e respondê-la de forma gentil.

– De fato, o vitae de minha família é carregado de honras e glórias e me possibilitou fazer coisas que jamais sonharia, mas, justamente por isso, eu tento sempre fazer o meu melhor. No entanto, acredito que o que mais me motivou a querer evoluir mais e mais são as pessoas que pude conhecer em minha vida, principalmente esses dois…

Ao fim de minha fala, olhava mais uma vez na direção de meus dois amores e direcionava um sorriso amoroso aos dois e, por fim, voltava a conversa que tinha o fluxo interrompido por Mirian da maneira que ela mais gostava de fazer. Eu já não estava mais surpresa com aquele tipo de coisa, afinal eu a conhecia desde os 7 anos de idade, porém ainda soltava uma pequena risada e cobria parcialmente o rosto com a mão em um sinal de leve constrangimento até de ouvir a resposta de Alonso e de Arianna.

“Isso é uma surpresa… Mas no fim é culpa do Bash por não ter nós falado quem era a senhora do meu tutor!”

O constrangimento acabava sumindo e, ao ouvir a resposta da Arianna e a forma como ela e Alonso responderam aquela pergunta, eu ficava mais tranquila e sorria enquanto contia uma leve vontade de rir da cara que Sebastian fazia. Eu até iria comentar alguma coisa, mas quanto Sebastian tomava a palavra para, finalmente, contar a história de como havia chegado a Castelsardo eu apenas me calava e olhava atenta como uma garotinha pronta para ouvir uma história de princesa.

Durante vários momentos da história de Sebastian meu sorriso surgia e desaparecia, mas foi ao final dela que eu exibia o maior sorriso de todos enquanto olhava profundamente nos olhos dele. A história derretia um pouco meu coração que me fazia corar e ficar um pouco embaraçada, afinal, todos deveriam estar me olhando naquela situação. Sem saber muito bem como responder naquele momento, eu apenas olhava desviava o olhar um pouco de Sebastian e comentava com um sorriso bobo no rosto.

– Bash… Então foi assim…

A forma como Sebastian havia terminado de contar a história havia me pegado de jeito e me tomava alguns segundos para conseguir me recompor completamente. Assim, quando estava menos embaraçada, eu voltava a comentar com uma expressão mais curiosa.

– Então, imagino que a Senhora Abano continua a ficar de olho nos jovens talentos da região, certo? Que tipo de talentos temos nessa nova geração da cidade?

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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   16/10/2018, 21:48

-Que lindinho!

Dizia Mirian quase que em sincronia com a sua fala inicial direcionada a Sebastian. O próprio rapaz sorria em pura felicidade e piscava na sua direção, já Alonso não disfarçava o orgulho que sentia por ter feito parte dessa história. No entanto, quem de fato fala primeiramente era a Senhora Abano, afinal, ela tinha que lhe responder e isso era feito da seguinte forma:

-Meus olhos jamais deixam de espiar pela região em busca de novidades e nossas possibilidades. Ainda mais com as ações de nosso amado Alonso que sempre tem movimento em seu ateliê! Vejamos, o que temos de novo e realmente proveitoso...

Alonso então adicionava:

-Temos o jovem Angelo! Lembra dele querida Senhora? O rapazote que faz aquelas instalações maravilhosas sobre o corpo humano!

A menção do nome do tal novo artista fazia com que a experiente anciã sorrisse e concordasse com animação.

-É verdade! Podemos até marcar uma visita a propriedade dele se assim desejarem! O que acham?

Questionava Ariana com um tom vibrante de voz, olhando diretamente na sua direção com uma certa ansiedade pela resposta. Todavia, sua atenção era convidada a observar o restaurante que ficava na borda continental da praça, pois de lá, saia o garçom que outrora fora convidado por Alonso, com o seu esperado pedido em um prato de porcelana branca, preparado e apresentado sobre uma bandeja de cobre. No entanto, não havia apenas essa movimentação, algumas faces e pessoas também saíam do restaurante, a maioria aparentava ser de cainitas locais. Enfim, a sociedade da Camarilla local se revelava diante dos seus olhos que prontamente buscavam por faces familiares.

[Off: Teste de Raciocínio + Prontidão, dificuldade 6]
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   17/10/2018, 11:47

- Arte moderna!? Que interessante! E eu adoraria conhecer o jovem Angelo e sua arte!

Respondendo animada e de imediato eu praticamente dava um pequeno salto no meu lugar após receber o convite de Ariana. Por um lado eu estava realmente interessada na arte moderna que Angelo praticava e também por ser a primeira oportunidade para avaliar os jovens artistas da cidade, mas, além disso, era importantíssimo iniciar uma boa relação com a Senhora Abano além da conexão que havia por Sebastian e pelo meu antigo tutor.

– Por mim a visita já está marcada, só precisam dizer quando!

Por fim, e ao reparar na recente movimentação vinda do restaurante que Ariana havia saído, eu comentava com um enorme sorriso animado no rosto para, em seguida, direcionar meus olhos na direção do restaurante com curiosidade e expressando certa animação, afinal, ao que parecia, meu pedido estava vindo e também os cainitas da cidade finalmente haviam se mostrado! Desta forma eu fingia prestar atenção ao garçom que se aproximava porém me focalizava em analisar os rostos dos indivíduos que saíam do restaurante.

“Vamos ver quem são os cainitas daqui… Será que eu consigo ver se tem alguém família aqui? Será que tem alguém que eu lembre das festas ilegais da família da Mipa!? Vejamos…”

Depois de olhar durante o tempo que o garçom levava para trazer minha refeição, eu esperava ele me servir e então o agradecia educadamente para imediatamente observar o prato com desejo e nostalgia. Deixando um pouco de lado minha curiosidade com os cainitas locais e dando total atenção ao prato que estava a minha frente, e que era um dos meus favoritos em toda a ilha, eu rapidamente pegava os talheres para então falar animada antes de começar a comer.

– Meu Deus, como eu estava desejando por isso! Vocês aceitam um pouco?

Perguntando a todos que estavam ali e repetindo a pergunta especificamente a Bash e Mipa, eu esperava pelas respostas deles para só então poder dar a primeira garfada na macarronada com uma das ostras. Caso algum deles também quisesse comer, eu prontamente solicitava ao garçom, antes dele sair, mais alguns talheres e então me mantinha um pouco calada, deixando a conversa rolar enquanto continuava a comer e a tentar analisar, de forma sutil e discreta, um pouco mais os cainitas locais antes de voltar a falar.

[Off: Teste de Raciocínio + Prontidão = 7d10 + 1 ponto de Força de Vontade.]


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Última edição por Lugo em 17/10/2018, 11:48, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   17/10/2018, 11:47

O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


'D10' : 10, 4, 4, 9, 8, 8, 1
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   22/10/2018, 21:32

Arianna olhava curiosa pra sua reação diante do prato típico ali servido, era um olhar comum que misturava uma espécie de inveja saudável e dúvida, afinal, o ato de se alimentar sempre seria uma proibição para praticamente a totalidade dos cainitas. Mippa negava o seu convite a macarronada com uma brincadeira:

-Trate de escovar bem os dentes antes de ir pra cama hoje eim mocinha!

Alonso ria baixinho, tentando manter a postura ditante daquela fala bem humorada de Mippa, já Sebastian negava com uma ação gentil e educada de cabeça.

-Aproveite querida, só não exagere certo?!

Bash então olhava, assim como você e todos os demais também faziam, na direção do restaurante que se localizava na outra margem da praça onde vocês se localizavam. De dentro daquele edifício baixo e extenso, saiam algumas faces conhecidas e outras nem tanto. Seus olhos prontamente reconheciam as faces dos irmãos Garbarini, que estava agora bem mais adultos do que a sua memória se lembrava deles. Ambos estavam a conversar com Bianca, sendo essa jovem uma antiga face familiar, especialmente presente em grande parte dos festivais que você frequentou durante a sua juventude. Por fim, a mais notória das faces era a de Roberta, que carregava a mesma máquina de polaroides para qual você mesma já havia posado aos atrás! E era ela a primeira a notar a sua presença ali na praça, a jovem acenava na sua direção, aguardando uma reação para agir.

-Nossa, faces conhecidas de fato! Aquela ali é a Zaria mesmo? Uau! Ela virou uma mulherona né Nina?! E bem, devo agradecer a Deus né? Meu irmão não ta aqui agora!

Arianna Comentava:

-Os seus parantes raramente saem de sua mansão e refúgio, especialmente após o abraço da Nina, o elísio acabou ficando sob meu domínio por causa da breve onda de fama que pude aproveitar.

Bash olhava na sua direção e comentava baixo:

-Comece a se concentrar pra sentir a presença do sangue dos membros dessa cidade e você irá entender o seu tamanho em comparação com a corte de Marfim da Sardenha.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   23/10/2018, 12:01




Após a resposta de todos a minha educada oferta de comida, eu percebia que era a única que realmente poderia comer como se não fosse uma cainita e, assim que me tocava da gafe que cometia, meu rosto ficava vermelho e meu corpo todo ficava rígido de vergonha.

“Meu! Deus! Nina sua retardada! Oferecer pra Mipa e pro Bash tudo bem que você pode brincar com isso com eles, mas com a senhora Abano!? Minha nossa senhora, que vergonha!”

De alguma maneira a senhora Abano não havia se sentindo afetada ou algo do tipo, na verdade ela se mostrava curiosa e intrigada e me fazia ficar um pouco mais relaxada, porém ainda constrangida. Com certo receio, mas, cheia de vontade de comer aquele prato, eu começava a enrolar o garfo no macarrão e espetava uma das ostras para finalmente levar o alimento a boca e sentir toda nostalgia de minha infância voltar pelo paladar que nunca iria me abandonar, ou que assim eu esperava.

“Mio Dio! Meraviglioso come sempre!”

Tomava alguns segundos para apreciar a comida e limpar minha boca após terminar de mastigar para, então, também olhar na direção do restaurante e verificar as faces que saiam de lá, assim como todos faziam. Para nossa surpresa, todas as faces já eram conhecidas, porém algumas se destacavam, como as de Roberta e Zaria. A fala de Mirian me chamava a atenção e me fazia concordar positivamente com a cabeça de forma surpresa e feliz, afinal ninguém queria aquele homem aqui e sem a presença dele tudo seria melhor. Mas, foi a fala de Arianna que surpreendia.

– Sim, nossa! Ela está incrível! Mas me surpreendi com a Roberta, ela não mudou nada!

Falando animada, eu comentava a respeito da fala de Mirian e em seguida erguia um pouco a coluna para fazer um aceno em resposta a Roberta. Durante meu aceno, eu tomava a liberdade para convidá-la a mesa e terminava por comentar a fala de Arianna após o breve aceno.

– Acredito que não foi nada mais do que justo! E eles estão fazendo um favor a todos em não aparecer por aqui! Consigo até imaginar o quão chato devia ser ter eles por aqui… Cristo!

Após comentar e fazer uma expressão de desgosto só de pensar naquela visão dos Berlinguer presentes ali, eu parava para prestar atenção em Sebastian e no que ele me falava. Desta forma, eu fazia um sutil acenar positivo com a cabeça e começava a me concentrar da forma como ele havia falado. “Desligando” meus sentidos que não seriam úteis naquele momento para focalizar minha percepção nos necessários e me concentrar o máximo que podia, eu tentava sentir a presença do vittae dos cainitas da cidade conforme Sebastian havia indicado.

[Off: Teste de Percepção + Acuidade = 5d10.]


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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   23/10/2018, 12:01

O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


'D10' : 8, 7, 4, 10, 7
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   24/10/2018, 22:34

Era o próprio Bash que fazia um carinho suave nas suas costas diante da sua reação mais envergonhada, mesmo diante de reações positivas e curiosas geradas pela movimentação de alimentar-se daquele lindo e nostálgico prato, o seu querido tutor e amado companheiro não deixaria de lhe oferecer suporte, afinal, se alguém a conhecia perfeitamente, esse alguém era o rapaz de origem inglesa. Já Mirian, fazia questão de fazer uma enorme careta, concordando com a sua fala sobre a família dela:

-Nossa, ainda bem mesmo que eles não estão por aqui! Pois se estivessem, não daria pra ver nenhum sorriso feliz na face dessas pessoas, o maior prazer do meu irmão é pisar em quem trabalha pra ele!

Diante do protesto de Mirian, Arianna e Alonso pouco faziam, o idoso de certa forma concordava de maneira super discreta, já a anciã parecia mais interessada mesmo na naturalidade da sua alimentação. Assim, do outro lado da praça, a jovem Roberta sorria contente com a sua reposta e caminhava sem se apressar até vocês.

Esse tempo lhe dava um curto espaço para mergulhar na proposta feita por Sebastian, ali então, concentrado-se ainda a sentir os sabores bem intensos daquela única garfada, seus sentidos começavam a se expandir em torno das reverberações das forças mais intimas e primordiais dos membros que a cercavam naquele momento. A essa altura da sua idade vampírica, você já havia compreendido que um dos seus poderes sanguíneos era o dom do Auspícios, este era capaz de elevar a sua sensibilidade de maneiras impossíveis para qualquer ser humano. E era justamente essa forma de sentir que você precisou acessar para alcançar a certeza de que: O seu vitae era mais poderoso do que a da própria anciã de pé ao outro lado da mesa! A sua presença, per se, alcançava patamares que poderiam, sem dificuldades, censurar a de qualquer outro membro presente ali naquela praça! E ainda dentro desta, você conseguia sentir o reverberar da Besta de Sebastian, uma força tão poderosa que parecia dispersar o próprio ar, não era atoa que alguns dos jovens pareciam evitar na direção de Sebatian e era também a razão pela qual Roberta demorava tanto para se aproximar, o caminhar dela não se demonstrava ausente de pressa como o seu primeiro olhar havia lhe dito, mas era sim um caminhar discreto, que aguardava a ação de Sebatian de olhar para ela de maneira permissiva, para que só assim ela pudesse de fato se aproximar.

Roupas de Roberta:
 
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   3/11/2018, 23:07

O gentil toque de Sebastian em minhas costas era o que eu precisava para dissipar aquela sensação de timidez e vergonha que me tomava por um momento. Para muitos poderia ser apenas um toque simples porém para mim possuía um enorme significado, afinal, era em momentos como este que eu percebia como Sebastian havia se tornado meu porto seguro e como sempre ele conseguia me acalmar.

“Obrigada meu amor.”

Olhando-o nos olhos, eu tentava refletir minha gratidão pela pequena, porém enorme, ação dele para com a minha situação enquanto o agradecia mentalmente, mesmo sabendo que ainda não possuía a habilidade necessária para tal. Apesar de discretas, minhas intenções eram tão claras que nem mesmo palavras eram necessárias para transmiti-las e, por fim, acabava deixando uma sutil risada ao ouvir a fala de Mirian, a qual eu também concordava.

– Bem, só temos a agradecer que eles não estão por aqui e comemorar que só teremos companhias agradáveis aqui!

Agora mais calma e deixando de lado aquela sensação de insegurança e nervosismo para trás, eu me sentia revitalizada para continuar como estava antes daquela gafe. Então, agora, mais confiante em minhas capacidades do que nunca, eu me concentrava como Sebastian havia instruído e focalizava meus sentidos com o auxílio do dom que possuía para tal tarefa e a resposta era completamente assustadora por um lado e empolgante por outro.

Era com muita surpresa que eu conseguia sentir todo o poder do vittae de todos ao meu redor. Não surpresa por ter conseguido fazer aquilo, mas por ter notado a gritante diferença entre o poder bruto do sangue entre os membros ao meu redor, em especial quando comparado ao de Sebastian.

“Essa foi uma demonstração interessante sobre o poder que carrego em meu sangue e o poder dos outros. Eu acho que a ficha ainda não caiu para mim…”

Abrindo os olhos, eu começava imediatamente olhava para Sebastian e lhe mostrava uma expressão misturada de alegria, empolgação e com um leve toque de respeito, afinal, eu havia compreendido na prática a diferença de poderes ali. Porém, aquele olhar acabava não durando muito pois logo Roberta chegava próxima de nós e eu prontamente me dirigia para recebê-la ao melhor jeito italiano informal, com um abraço caloroso e uma troca de beijo nos rosto.

– Roberta, querida, quanto tempo!? Como você está?

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Última edição por Lugo em 7/11/2018, 08:34, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   5/11/2018, 11:45

Quando seus olhos buscavam, após a sua percepção sobrenatural entrar em ação, os olhos de Sebastian, você os via com uma expressão profundamente similar a sua, mas não necessariamente idêntica. Afinal, havia uma enorme empolgação nos olhos do seu eterno protetor e uma fortíssima impressão marota, confiante e dinâmica, um olhar que Bash sempre fazia quando tinha algum plano mirabolante na manga. E ali, ele te enviava uma breve mensagem mental:

"Adorei esse teu sorriso Nina, vamos mudar essa cidade pra sempre, lhe prometo."

A mensagem chegava quase que ao mesmo tempo em que a chegada de Roberta ocorria, a jovem sorria discretamente como sempre fazia, mas não deixava de expressar a alegria que sentia em reencontrar você e Mirian. Abraçando-a e trocando dois beijos na face, tanto contigo quanto com Mirian, ela respondia positivamente:

-Muitos anos de fato não é mesmo?! Estou muitíssimo bem, quer dizer, considerando as circunstancias né! Ainda sinto um pouco de falta de poder tirar algumas fotos no final da tarde, mas tirando isso, estou muitíssimo bem! E é um prazer poder ver vocês duas novamente! E você Nina como vai?

Ela comentava sorrindo. E Mirian a respondia:

-Já sei! Você ainda costuma fazer aquelas galerias de fotos lindíssimas? Poderiamos registrar essa reunião com algumas fotos né?

Os olhos de Roberta brilhavam imediatamente e buscavam por Sebastian.

-Boa noite Senhor Soyer, é um prazer e uma honra poder conhecê-lo.

Bash olhava na direção de Roberta e com seu charme natural e sua mais profunda educação, o rapaz usava do tom informal que você havia proposto para falar:

-Boa noite querida! Eu não vejo problemas com esses planos de Mirian, mas minha única regra é: Se você irá tirar fotos minhas, precisa me chamar de Sebastian. Nada de formalidades, estou aqui apenas como o companheiro dessas duas maravilhosas mulheres.

Roberta falhava totalmente em esconder a expressão de surpresa diante daquela informação e olhava, surpresa e empolgada na sua direção aguardando alguma reação ou fala.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   7/11/2018, 10:49

O sorriso que estampava meu rosto ao abraçar Roberta também era o mesmo em resposta ao contato mental que Sebastian fazia comigo. A fala dele, no entanto, me chamava muita por conta do elogio e, principalmente, do que ele falava após aquilo e eu simplesmente não conseguia conter os ânimos que ampliavam ainda mais meu sorriso.

“Obrigada querido, na verdade você é o motivo dele por que me resgatou e está me dando a oportunidade de voltar aqui de cabeça erguida! Agora me conte mais sobre o que você está pensando, porque eu também estou tendo muitas ideias para que isso se realize!”

Eu tentava não demonstrar mais do que já havia feito para não chamar a atenção sobre o que estava acontecendo em nossas cabeças e apenas seguia com minha ação de cumprimentar a jovem rosa que outrora havia sido uma amiga de infância.

– Sim, muito! Pra mim e para Mirian acredito que parece ainda mais, afinal estávamos morrendo de saudades daqui!

Respondendo de maneira breve a sua primeira pergunta, eu tomava uma pequena pausa para deixar que a jovem de cabelos curtos terminasse sua fala sem mais interrupções de minha parte para, ao fim, continuar a responder.

– Vou bem, graças a Deus e assim como você com um pouco de saudades de tomar um solzinho e de tomar uma brisa fresca como a de nossa cidade… afinal la onde estávamos o vento parecia que ia te cortar no meio de tão frio!

Falando de uma maneira mais moleca com o clima da cidade natal de Sebastian, eu finalizava a frase com uma sutil gargalhada antes de parar para ouvir a Mirian e imediatamente eu concordava com um acenar de cabeça. Minha reação a resposta de Sebastian também era muito positiva e animada e, assim que ela se virava para minha direção, eu prontamente sorria, quase rindo com a reação dela, e respondia:

– Parece que tiraremos algumas fotos para registrar esse momento. Alias, eu quero uma foto com todos vocês também!

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   7/11/2018, 23:54

A resposta do Bash vinha pela sua mente outra vez, mas dessa vez, parecia algo ainda mais animado, tanto que antes de ouvir as palavras, foi possível ouvir umas breves risadas abafadas. Como se a mente dele estivesse eufórica e a preparar algo inesperado e empolgante.

"Veja só, se a montanha não vem até nós, nós vamos até ela!"

As risadas inicialmente mentais de Sebastian viravam risadas reais quando você mencionava os ventos da terra natal dele, afinal, o mesmo sempre havia dito que o clima da terra dele não era nem um pouco positivo. Mirian logo tratava de fazer uma careta engraçada que valorizava um pouco mais os momentos divertidos e de risadas.

-Fico feliz em saber que você vai bem Nina! E perdoe-me a indelicadeza, mas onde você e a Mirian foram parar?!

Ela perguntava com curiosidade, olhando na direção de Mippa que logo respondia:

-Inglaterra! Lá faz um frio que ninguém nesse mundo deveria vivenciar!

E assim mais algumas risadas ocorriam e Roberta se sentia mais a vontade para se colocar mais próxima da mesa e olhar em volta, para comentar sorridente só com você enquanto olhava para o seu prato de macarrão e ostras.

-Mas vem cá, como você consegue ficar assim tão viva por tanto tempo? É alguma habilidade por causa da sua linhagem mais forte ou tem haver com aquelas restrições que você tinha quando mais pequena?!
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   8/11/2018, 12:09

O sentimento de diversão na cabeça de Sebastian me animava e sua fala mental me fazia suspirar para engolir uma risada de empolgação.

“Bash… Bash… O que sua cabeça ardilosa esta pensando em? Você está me deixando animada…”

Assim como ele havia deixado um tom animado em sua mente, na minha havia uma mistura de animação com malícia que marcavam meus pensamentos naquele momento. Porém, o que acontecia fora de nossas cabeças atraia mais me atenção, principalmente quando Roberta começava a fazer suas perguntas.

– É verdade. Até as praias de lá são diferentes por conta do clima… Mas o país tem lá suas belezas.

Deixando Mirian responder, eu apenas complementava com um pequeno comentário e depois me aproximava um pouco mais de Roberta para ouvir atentamente o que ela queria falar. Sua fala me deixava mais corada e me fazia pegar o garfo para começar a enrolar o macarrão enquanto pensava um pouco a respeito antes de falar.

– Bom, não acho que seja algo da linhagem e sim que foi uma benção ou apenas sorte. A verdade é que não há bem uma explicação para isso… E com relação a fica viva, eu faço algumas coisas que o Sebastian me ensinou para isso, mas também vai muito de como você enxerga as coisas.

Falava de uma forma serena e gentil para que não fosse mal interpretada e fazia uma pequena pausa para então continuar.

– Se você tiver interesse eu posso lhe mostrar também! Desde que… - Fazia um leve suspense e enfim continuava. - Você nos mostre seus novos trabalhos e que tire uma foto da Mipa do lado da estátua que ela tanto gosta!

Ao fim de minha fala eu não continha uma risada divertida e prontamente olhava na direção de minha namorada para observar sua reação. Tomando aquele momento, eu aproveitava para dar uma rápida olhada na direção da praça para observar o movimento dos outros membros e o que eles estavam fazendo.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   10/11/2018, 23:23

Enquanto a sua conversa com Roberta ocorria, Arianna e Alonso trocavam algumas palavras baixas entre si, parecia ser uma conversa privada mas de tom e assunto bem corriqueiro, já que Arianna apontava para os garçons enquanto falava e gesticulava. Já Sebastian ria um pouco sobre o seu comentário das praias, mas não lhe oferecia nenhuma palavra através do contato mental, apenas olhava na sua direção e piscava com o olho direito. Por fim, Roberta se inclinava para frente diante da sua pausa e olhava ansiosa até receber de você as palavras finais, rindo ela concordava positivamente:

-Sem problemas! Eu vou amar mostrar meus novos trabalhos! Até mesmo porque, tem muita coisa mudando nas câmeras e isso é muito maravilhoso! É como se a minha tela tivesse vida própria e se aprimorasse e apresentasse novos desafios! Mas assim, qual é a estátua que a Mirian tanto adora aqui?

Roberta olhava de maneira inocente ao arredor enquanto Mirian tratava de cruzar os braços e empinar o nariz para reclamar, com muita ênfase:

-E eu lá vou querer foto minha do lado de uma estátua horrorosa como essas que tem aqui nessa praça sem vergonha? Nunca vi tamanho mal gosto e perversão, ninguém merece isso! Se eu pudesse eu mesma raspava essas colunas, parece que essas pessoas tão fazendo a suruba mais mal feita e desconfortável da vida delas!

A fala de Mirian causava uma onda de risadas em praticamente todos os presentes, porém, enquanto ela ainda se pronunciava, seus olhos verificavam uma pequena aglomeração dos jovens cainitas que se apossavam de uma mesa específica, iniciando uma conversa que parecia ser a respeito de ti e Mirian, já que os olhos deles vez ou outra, era direcionado a vocês, enquanto a figura de Bianca Ruffini se isolava naturalmente do grupo de jovens cainitas de faces familiares que você conseguia ver ali na nova parte da multidão que fazia parte das pessoas presentes na praça naquele momento. Seus olhos logo captavam uma espécie de solidão na jovem de pele extremamente branca que, sozinha, fazia um pequeno redemoinho com as sombras que habitavam a beira da mesa dela, enrolando-as como se essas fossem cabelos cacheados.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   16/11/2018, 19:46

Ao receber o contato visual de Sebastian, um pequeno sorriso malicioso aparecia no canto de minha boca, porém fazia uma leve expressão de birra por ter ficado mais curiosa e ansiosa com as ideias dele.

“Ah, chato!”

Replicava mentalmente sabendo que ele poderia ainda estar lendo meus pensamentos e enquanto voltava minha atenção total para a resposta de Roberta e a reação de Mirian. Como já esperado, Mirian fazia o show dela e tirava de todos, principalmente de mim mesma, várias risadas. Assim eu me aproximava um pouco mais dela, puxando-a para um abraço e tentando tirar a expressão emburrada dela com um beijo gentil em seu rosto.

- Oww querida, você não tiraria nem mesmo por mim?

Durante o abraço eu acabava por olhar a movimentação dos outros membros do local e tendo a atenção atraída para um dos cantos daquele grande espaço, mais especificamente para onde a jovem Bianca se isolava e “brincava” com as sombras ao seu redor. Observá-la em sua solidão me encantava de uma forma que fazia aquele abraço durar alguns segundinhos a mais para vê-la um pouco mais e enfim decidir fazer algo a respeito.

“Pobre Bianca, eu não sei o que está se passando em sua cabeça, mas me sinto mal pelo que esta acontecendo com ela. Até por que um dia eu também fui ameaçada por um dos escrotos dos Berlinguer, só que ela ainda está em uma situação pior que a minha.”

Terminando de abraçar Mirian, eu olhava para Sebastian e piscava suavemente, escondido dos outros, indicando que havia algo que precisava contar-lhe em minha mente.

“Bash, irei até a Bianca conversar um pouquinho com ela e tentar tirá-la um pouco daquela solidão que está me deixando aflita só de ver! Além do mais, ela pode ser alguém importante para nos ajudar com nosso objetivo aqui, mesmo que você não queira me contar sobre seus planos! Inclusive, talvez você e a Mirian deveriam falar com os outros três que parece estar fofocando sobre a gente…”

Assim eu esperava alguns segundos para então me comunicar com ele e em seguida voltava a olhar na direção dos outros na mesa para falar.

- Queridos, se me dão licença por uns minutos preciso cumprimentar uma certa jovem e já voltarei para continuarmos nosso encontro. E Roberta, nem pense que nossas fotos irão passar em branco hoje! Quero tirar fotos com todos para me lembrar da noite do meu retorno e da Mirian a nossa tão amada cidade!

Antes de sair eu tocava no braço de Roberta como um sinal de que já voltava e lançava um sorriso para Arianna e Alonso enquanto saia a caminhar na direção da jovem Lasombra que se isolava naquela praça. Caminhando calmamente e com certa elegância, já que estava sendo observada por outros, eu ainda olhava para a mesa onde Bernardo, Evandro e Zaira estavam para acenar e sorrir brevemente durante meu caminho até Bianca. Chegando até a onde a jovem estava eu me aproximava suavemente para não assustá-la ou algo do tipo e parava a uma distancia razoável para me anunciar e então me aproximar.

- Olá, Bianca? Tudo bem? Será que você se lembra de mim?

Falava de uma forma até descontraída e informal, apesar de manter certa formalidade em minha postura, para não assustar a jovem ou acabar parecendo muito incisiva e, assim que tivesse sua aprovação para me aproximar, estenderia a mão para cumprimentá-la com um aperto de mãos quente enquanto me juntava a sua mesa sem demonstrar medo ou insegurança.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   18/11/2018, 23:58

Arianna prontamente fazia um sinal positivo com a cabeça, deixando claro que não haveria para ela nenhum problema com a sua saída. Algo que Bash também fazia através de uma piscada de olho e um sinal de positivo com a cabeça, indicando de maneira indireta que ele havia ouvido sim aos seus conselhos e pensamentos, já Mirian fazia questão de puxar delicadamente a sua mão quando os seus primeiros passos eram dados na direção da outra mesa, para roubar-lhe um selinho bem breve e sorrir, para em seguida voltar rapidamente e abraçar um dos braços de Sebastian. E assim que você enfim saía, era possível ouvir o seguinte diálogo:

-Bem, me perdoem mas devo levar algumas ordens e chegar algumas outras informações com os funcionários do Elísio, retornarei em breve.

Despedia-se Alonso, que recebia movimentos similares aos feitos à você.

-Bom, me diga Roberta! Já teve a oportunidade de fotografar uma relíquia do século doze?

Sebastian havia dado inicio a seu plano mirabolante e claramente, Roberta deveria fazer parte do mesmo em alguma nível ou de alguma forma. A conversa ali então avançava enquanto seus passos também faziam o mesmo, até que por fim, você se posicionava junto da mesa de Bianca, atraindo o olhar da jovem que prontamente firmava as mãos sobre a mesa, pondo fim a "brincadeira" que ela fazia com as sombras.

-Valentina?! Lembro sim! Nossos pais trabalhavam no mercado de peixe!

Ela comentava com um sorriso delicado e tímido na face, fazendo um movimento com a mão esquerda, algo claramente típico de uma pessoa canhota, para convidá-la a se aproximar.

-Eu vou indo, de acordo com a maré assim permite. E você, como vai?

Nesse momento você enfim se aproximava da mesa onde anteriormente a jovem estava sozinha, ali ela prontamente segurava a sua mão de maneira educada pra retribuir a saudação, mas imediatamente arregalava os olhos ao sentir a diferença gritante de calor que havia entre as suas mãos, chegando até a tirar a dela rapidamente e ao notar que havia feito algo tão mal educado, começar a rir e gesticular em uma tentativa de amenizar a falha:

-Desculpe! Eu não esperava que você... Digo, você não foi abraçada? Ou está praticando aquelas coisas da mascara e tudo mais?! Porque Deus me perdoe, mas eu tô parecendo um cadáver aqui ao seu lado.


Última edição por Danto em 20/11/2018, 23:18, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   19/11/2018, 10:57

Despedindo-me momentaneamente das pessoas que compartilhavam a mesa comigo, eu prontamente me adiantava até onde a jovem Lasombra se isolava e brincava com suas sombras. Durante meu caminho, acabava passando pela mesa onde os outros três membros estavam, porém, eu apenas fazia um leve acenar de “Olá” e “Venho já” para eles pois meu objetivo agora era unicamente a Bianca que havia tocado meu coração mole.

Assim que eu me aproximava de sua mesa, eu prontamente me anunciava visualmente para, em seguida, me pronunciar e aguardar sua resposta. Era um pouco engraçado a forma como ela parava a brincadeira não usual de manipular as sombras quando eu me aproximava e também como ela se “endireitava” para poder responder.

Apesar de já estar com um sorriso no rosto, a reação e resposta da jovem me faziam feliz por saber que ela não se lembrava apenas de minha pessoa, mas também de nossas raízes que vinham do mesmo local. No entanto, a segunda parte de sua resposta me deixava um pouco triste pois sua resposta era a típica de quem não estava bem, mas que tentava não demonstrar sua dor. Assim, após seu convite, eu me aproximava mais da mesa e ouvia o resto de sua frase para, em seguida, erguer a mão para cumprimentá-la.

“Ela definitivamente não está bem. O que ela deve estar sofrendo nas mãos dos Berlinguer não deve ser pouca coisa e eu preciso tomar cuidado para não deixá-la desconfortável…”

Quando ela enfim apertava minha mão, sua reação me pegava de surpresa e me fazia ficar levemente constrangida por ter feito aquilo e por tê-la deixado naquela situação. Assim, eu imediatamente balançava as mãos em forma negativa enquanto sorria de forma gentil.

– Ai meu Deus, eu quem peço desculpas por fazê-la se sentir dessa forma! Não era minha intenção! Mas sim, eu fui sim abraçada, é que eu tenho o costume de me manter assim dessa forma, mas as vezes eu acabo não percebendo e bem… acabo fazendo isso! Serio mesmo, mil desculpas!

Fazendo uma leve reverência de desculpas, eu tentava quebrar o clima ruim que eu mesma havia criado e após me desculpar eu tirava aquela expressão ruim da face para voltar a sorrir e respondê-la apropriadamente.

– Mas então, eu estou bem sim e muito feliz de estar de volta a nossa cidade! Fazia algum tempo que eu não sentia uma brisa como essa e o cheiro do mar tão forte. Acho que puxei ao meu pai nesse ponto… tanto que ainda consigo ouvi-lo dizer: Areia no pé e cabeça no mar; a praia é minha vida, meu amor e meu lar!

Ainda tentando mudar o tom da conversa para algo mais descontraído, eu sempre falava da minha cidade como uma criança falava de seus sonhos mais queridos, afinal aquela cidade, mesmo com seus poréns, era meu cantinho do céu e meu refúgio eterno. Ao fim de minha fala, eu recitava uma frase que meu pai sempre falava em nossa língua materna e com toda o sotaque que esta demandava para assim, demonstrar que, apesar de todas as mudanças, eu ainda era parte dessa cidade como ela era e para tentar me aproximar ainda mais.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   20/11/2018, 23:15

Assim que você passava pela mesa composta pelos demais membros jovens da sua cidade natal, todos pareciam fazer silêncio, exceto pela figura mais desconhecida pelos seus olhos: Bernardo Frediani, na realidade, de acordo com seus estudos, ele já tinha a idade para ser considerado um Ancillae e isso certamente fazia dele mais velho do que você. O homem claramente não havia se importado com a sua ação e até sinalizava positivamente em retorno ao seu aceno enquanto os demais pareciam agora, um pouco preocupados e calados.

Dessa forma, as ações percorriam um curto tempo, havia um certo dinamismo interessante nas expressões de Bianca que prontamente negava os seus pedidos de desculpas, movendo os lábios e murmurando em sardo palavras como "tudo bem", "não precisa", "está tudo certo", "não se desculpe". Até que por fim, você dava inicio a uma nova conversa, agora menos desconcertante para ambas.

-Seu pai não poderia ter sido mais sábio! Concordo plenamente com ele, aliás é muito bom saber que você conseguiu preservar o nosso dialeto!

Comentava em tom mais animoso Bianca, agora falando exclusivamente em sardo.

-Sempre fui muito ligada ao mar, apesar dessa cor toda que tenho! Mas o mar que me fascinava, por sorte, sempre foi o mar da noite. Nada é mais lindo nesse mundo do que uma pequena volta de barco em alto mar sob a luz do luar! E veja só, se o destino não é curioso. Hoje sou uma filha dos mares! Mas então, Valentina, como tem sido a sua pós-vida? Os rumores aqui diziam que você havia sido levada a força para Londres, isso é verdade?

Questionava a jovem no final de sua fala, mas não utilizando um tom inquisidor, pelo contrário, era muito mais próximo de uma curiosidade legítima e até munida de umas porções de preocupação.
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   21/11/2018, 13:44

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