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 Ato I - Poesias e Pausas

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   21/11/2018, 13:44

O membro 'Lugo' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


'D10' : 7, 9, 5, 10, 3, 9, 9
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Lugo

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   21/11/2018, 16:20

A reação dos três fofoqueiros me divertia pela forma como eles tentavam esconder, da pior forma possível, que estava cochichando sobre nós. Porém eu não demonstrava muito abatimento e nem qualquer reação perante aquilo e simplesmente fingia que não havia notado, virando minha cabeça na direção correta e terminando meu trajeto até Bianca.

“Que desconcertante! Mas agora eu fiquei curiosa para saber sobre o que se tratava a conversa deles… Parece que terei mesmo que passar lá depois!”

Enfim eu chegava até a mesa de Bianca e, após começar a conversa com o pé errado, nós finalmente conseguíamos chegar e um caminho mais agradável para nós duas, ainda mais quando o caminho era guiado pela nossa língua materna.

– Jamais iria deixá-lo! É minha conexão com esta terra quando estou longe, faz parte das minhas raízes e também por que o Sebastian foi um dos que fez o Sardo perder sua força!

O começo de minha frase era carregado de alegria por saber que ela também matinha o sardo, mas ao final eu fazia uma pequena brincadeira falando com certa raiva em forma de protesto com o feito de meu namorado, mas terminava por soltar umas curtas risadas de minha própria fala. Após meu comentário eu ouvia o que a jovem havia a dizer e ficava surpresa com suas revelações.

– Quem diria que aquela garotinha tímida que se escondia atrás dos livros tinha um espírito aventureiro desses, em!?

Me aproximando um pouco mais da mesa, me inclinando um pouco e suportando meu peso com meus antebraços, eu chegava mais próximo dela para falar um pouco mais baixo e com tom brincalhão. Depois de falar eu fazia uma pequena pausa para ver a reação dela e em seguida continuava a falar.

– E querida, não importa a sua cor desde que você se sinta verdadeiramente viva e é exatamente esse tipo de coisa que nós mantêm vivas! Afinal, nós não terminamos de viver, não é!? Na verdade eu particularmente acredito que seja o contrário!

Após falar, eu demonstrava um sorriso meigo e confiante e depois voltava a minha postura mais ereta para olhar com o canto do olho na direção do castelo dos Berlinguer e em seguida responder a pergunta dela. Eu não demonstrava nenhum ressentimento com a pergunta e muito menos medo do que eu responderia, muito pelo contrário, eu estava mais do que confiante e com um grande sorriso no rosto!

“Então é essa a mentira que você inventou? Que baixo!”

– Bom, já até imagino quem começou a espalhar esse rumor para esconder a verdade do que aconteceu! A verdade é que uma certa família expulsou eu e a Mirian daqui, mas… - Fazia uma brevíssima pausa para voltar a olhar na direção de Bianca e deixar bem claro a confiança e força que minhas próximas palavras teriam. - Nós voltamos justamente para evitar que eles façam isso com qualquer outra pessoa!

Apesar daquela confiança toda ser natural da minha esperança em nosso objetivo na cidade, eu também sabia que Bianca tinha um grande problema com os Berlinguer e além de tentar demonstrar minha própria força, eu tentava transmitir aquele sentimento para ela!

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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   23/11/2018, 15:00

-Acho que todas nós descobrimos novas faces de nós mesmas depois do abraço, não é mesmo?!

Comentava Bianca com um sorriso divertido na face, mesmo que ainda ligeiramente timida, a jovem já não parecia mais desconfortável ou até mesmo, surpresa com a sua presença. Em seguida ela ouvia com bastante atenção as suas palavras, confirmando positivamente diante das ideias apresentadas por você e por fim, ela acabava por colocar as mãos de maneira mais firmes sobre a mesa e afirmar:

-Se você tem realmente essa intenção, de nunca mais permitir essas mandos e desmandos da família da Mirian... Vamos precisar ir para um lugar mais seguro. Vamos para a praia de Vignaccia, ainda lembra como chegar lá? Lá podemos conversar tantos olhares e ouvidos.

A sua clara demonstração de confiança haviam causado um efeito maior do que o esperado, afinal, a anteriormente tímida e acuada Bianca, agora parecia uma vigorosa mulher de olhos profundamente intensos, olhos que aparentavam queimar uma ambição fortíssima.

-É hora de mudarmos o curso dessa maré, não concorda?

Ela fazia a pergunta e tirava as mãos da mesa, sorrindo na sua direção e já se virando para caminhar na direção da praia que ficava a poucos metros de distância da praça onde vocês se localizavam nesse momento.
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Lugo

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   24/11/2018, 16:26

A reação de Bianca era algo realmente bom de se ver. Diferente daquela jovem tímida e isolada que ela aparentava ser a pouco tempo, agora ela se mostrava uma mulher empoderada e determinada que, de certa forma, me surpreendia e me fazia sorrir em aprovação. Olhando para seus olhos, podia ver com clareza toda a força que ela havia juntado durante os anos de repressão que se passaram durante o controle da família Berlinguer na ilha.

– Mas é claro que eu tenho! Fomos expulsas da cidade da pior forma possível: caçadas como raposas na floresta. Mas eles não imaginavam o que o destino havia preparado para a gente!

Apesar do rancor em minha fala, eu não tentava me mostrar intimidadora ou agressiva de uma forma negativa, porém, assim como ela, a chama da vingança ardia avidamente dentro de mim e eu estava pronta para liberá-la! Após alguns segundos, acalmava um pouco os ânimos e voltava a sorrir, mas dessa vez em aceitação ao convite dela para irmos a praia.

– Aceitarei sim o convite de ir a praia, mas só por que eu estou morrendo de saudades dela! Afinal, eu não tenho mais nada a esconder desses olhos e ouvidos, na verdade, eu quero mesmo que eles saibam que eu estou aqui!

Ria, novamente, ao terminar a fala e já dava um passo para o lado para me afastar um pouco da mesa e olhar ao redor procurando por Sebastian e Mirian. Por um momento eu me perguntava se deveria ir lá ou não para falar esse tipo de coisa, mas para não interromper o momento eu apenas me concentrava em projetar meus pensamentos na direção dele e então falar mentalmente.

“Querido, estou indo dar uma voltinha na praia de Vignaccia com a Bianca para sentir a area nos pés e já voltamos, certo?”

Depois de deixar o recado com Sebastian, esperava ele se virar em minha direção, pois sabia que o faria e mandava um beijinho em sua direção para, então, me virar na direção de Bianca e lhe convidar para cruzar os braços em partimos em nossa caminhada até a praia.

– Pois bem, vamos que já posso sentir a sensação da areia em meus pés!

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Danto
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   26/11/2018, 23:02

-A caça pode se tornar o caçador em uma questão de momento, eu entendo bem o que você quer dizer com isso e fico feliz em saber que você sente falta das marés que te fizeram a mulher que hoje você é!

Respondia Bianca, sorrindo e se comunicando como se a conversa entre vocês duas fosse completamente cordial e de tom brando, algo que de certa forma a surpreendia, afinal, a jovem sempre fora tímida e silenciosa, mas agora estava a executar uma ação manipulativa digna de membros realmente experientes, isso certamente era uma indicação de que a educação dela havia sido muito bem formada pela Senhora dela. A jovem então lhe dava o tempo para que suas ações obtivessem sucesso, aguardando Bash olhar na sua direção após o envio dos pensamentos, você o via agora ao lado de Mirian a se acomodarem entre os demais jovens da mesa que outrora falava algo a seu respeito. Mirian estava a falar algo de maneira bem expansiva, já Bash sorria e olhava na sua direção, piscando e mandando um beijo de resposta.

"Certo querida, cuidado e até breve!"

Respondia Bash através de uma mensagem brevíssima para a sua mente. Bianca então notava que você parecia pronta após a sua fala e concordava contigo, para esticar o braço e começar a caminhar tranquilamente pelas ruas da cidade junto de ti.

-O mais interessante é notar como poucas coisas mudaram por aqui, sinceramente, sempre me perguntei o que havia ocorrido com vocês. Imaginei que Mirian um dia retornaria como uma de nós, mas você sendo prole do Lorde Soyer é de fato... Uma surpresa incrível, você já teve a chance de ir a Florença e conhecer alguns dos outros anciões da sua linhagem?

Questionava a jovem que enquanto falava, apontava com cuidado e furtividade para a sua orelha e em seguida para as paredes das casas por onde vocês passavam.

-Uma coisa que nunca mudou mesmo, é a brisa maravilhosa lá da praia, você vai lembrar dela assim que sentir! Te prometo!

[Off: Ultima ação para o final do ato]
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   28/11/2018, 11:25

Em resposta a Sebastian eu sorria sutilmente e fingia pegar o beijo com minha mão para, depois, guardá-lo no coração em uma ação amorosa. Enfim, nós saíamos de braços dados da praça que era o elísio da cidade e começávamos nosso trajeto até a praia onde por muitas vezes na infância eu havia ido.

Durante o caminho, eu ouvia atentamente ao que Bianca havia a dizer e acabava olhando discretamente na direção apontada antes de respondê-la. Ali eu procurava o máximo de detalhes que poderia ter, mas sem usar meus poderes sobrenaturais. Além de observar as casas e os mínimos detalhes dela, eu também olhava brevemente ao nosso redor para saber se havia alguém nós seguindo ou observando.

“Por mais que esteja acompanhada de alguém confiável, ainda estamos em território de pessoas que não nos querem aqui. Então tomar cuidado aqui é fundamental, principalmente quando o Bash e a Mirian estiverem longe.”

Era impossível não pensar nisso naquele momento, porém eu usava todas as minhas habilidades para disfarçar minha preocupação e não provocar alguma desconfiança na filha dos mares ao meu lado. Assim, depois de olhar ao redor e para as casas indicadas, voltava meu rosto para a mulher ao meu lado e enfim a respondia.

– Quem diria, não é mesmo? A filha de um pescador, que quase morreu quando era mais nova, ser abraçada por uma das maiores linhagens de toda Itália. A Mirian de fato sempre esteve em um ambiente mais suscetível a grandeza e é mais fácil mesmo de imaginar que ela poderia ser abraçada, mas quanto a mim, eu ainda procuro a resposta!

Falando em um tom brando eu abria meu coração naquele momento como fazia apenas com algumas pessoas. A verdade é que até o dia de hoje eu não sabia muito bem como Sebastian havia aparecido em minha vida, mas, mesmo sabendo como ele havia me encontrado, eu ainda acreditava que tinha algo a mais em nosso encontro.

– E bem, eu fui sim a Florença! Conheci minha nova família, apesar de que ainda falta alguns para conhecer. Eles são todos maravilhosos, principalmente o Elonzo, que é o senhor do Sebastian. Ele é bem diferente pessoalmente do que todos poderiam imaginar!

Comentando agora com mais alegria e animação, afinal estava falando da família que havia me adotado e me dado uma nova vida. Por fim, eu terminava minha fala com uma pergunta após minha fala.

- E você? Por que não me conta como foi que sua senhora viu e conseguiu te fazer desabrochar essa personalidade mais forte e destemida?

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   28/11/2018, 11:44

[Off: Teste de Percepção + Prontidão = 7d10. +1 ponto de força de vontade.]
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Poesias e Pausas   28/11/2018, 11:44

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