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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

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    Danto
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    Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 25/11/2015, 02:46

    Março de 2002, Berlim.  



    Aeroporto Internacional.

    O ancião Ventrue havia finalmente chegado a seu destino, a cidade alemã de Berlim. A imponente capital um dia pertenceu ao cainita que Richard acreditou ser seu Senhor, o antigo Ventrue e um dos fundadores da Camarilla. Esse pensamento ecoava na complexa mente antiga de Richard, afinal, era levemente sarcástico que sua caça tenha se movido para um dos antigos territórios de seu suposto Senhor. E havia algo importante que o cruzado já havia aprendido, sua caça não fazia nenhum movimento vago.
    A saída do aeroporto estava movimentada como de costume para uma ponte aerea internacional tão importante quanto Berlim, vários carros passavam em frente ao local, taxis, vans e até pequenos onibus traziam e levavam passageiros e visitantes. Do lado de fora do aeroporto, ainda com as malas em mãos, estavam lado a lado os dois Alastores que forjaram a aliança entre eles em combate. Richard e Natasha.
    A mulher vestia uma capa de chuva grande que encobria praticamente todo o seu corpo, deixando a mostra praticamente apenas suas botas de cano longo e suas luvas. Ela olhava atentamente ao redor, procurando pela condução que deveria chegar em poucos instantes para levar voces dois até o principe de Berlim Ocidental.
    Nesse instante de distração da Toreador, você nota um taxi parando vagarosamente na sua frente. O vidro então se abaixa e o taxista, um homem de pele morena e traços de herança turca olha na sua direção, ele era claramente um mortal. Seu olho esquerdo estava ferido, ocultado por uma gase suja de sangue.

    -Eu sou uma ágia, meu lar é o mais alto dos céus. Meus olhos são o sol e a lua, sou herdeiro do verdadeiro Deus dessas terras. A mim cabe a justiça, julgo sua alma posta nos salões da verdade, o veredito de teu julgamento está posto atrás dessa porta.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 25/11/2015, 13:57

    O ancião caminhou a passos lentos e irritantes ao olhar de sua companheira, ela não era uma neófita, mas por vezes demonstrava a impaciência e rebeldia deles, era como se fossem opostos que se aturavam, por vezes o Ventrue chegou a se arrepender de ter errado aquele golpe de espada quando se conheceram. Ele usava-a e sabia que ela fazia o mesmo com ele, pois ela tinha conhecimentos preciosos sobre os rituais e escritas que seu alvo utilizava-se, embora fossem conhecimentos vagos eles seriam muito úteis.

    Entre suas malas, existia uma do tamanho de uma caixa para violões, o ancião havia dominado os guardas do aeroporto dizendo-se um colecionador de armas medievais e com alguns documentos falsos acabou sendo fácil, mas sentia-se incomodado, preferia quando podia andar livremente com a arma pendurada no cinto.

    Quando o veículo se aproximou e o turco falou, demorou alguns segundos para absorver as palavras e ligá-las, embora estivesse caçando a Matusalém a muito tempo, seu conhecimento sobre linhagens e dinastias egipcias não vasto como o de Natasha.

    "Tão rápido assim...Realmente, seus poderes de clarividência me impressionam"

    - Infelizmente para você, que me apresenta o semblante de Hórus, existe apenas um Deus para mim, e ele é o Senhor de tudo. Mas desde sempre, e já houve tempos em que lhes apresentei a punição devida. É apenas isso?

    Perguntou enquanto abria a porta do veículo.

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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 27/11/2015, 15:49

    O motorista de origem turca não responde nenhuma palavra sequer para o ancião do clã Ventrue, o mortal move sua cabeça para olhar a rua a frente e em poucos instantes a janela que foi aberta começa a se fechar, em um movimento letárgico do comando elétrico que controlava a mesma. Enquanto isso Richard começava a abrir a porta do passageiro, nesse instante, o mesmo escuta a voz de Natasha.

    -Cuidado! Se ela sabe que estamos aqui, nada positivo nos aguarda atrás dessa porta. Sua curiosidade pode nos destruir!

    A Toreador então se aproxima, com um semblante mais preocupado no rosto e retoma a frase em um tom baixo de voz.

    -Esse mortal foi transfigurado para se assemelhar aos olhos de Hórus, isso significa que o mesmo é um possível mensageiro. Da lua ou do sol, entende o risco?
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 30/11/2015, 11:51

    "Entendo...Isso será de boa utilidade no futuro..."

    - Natasha, tens como capturar a imagem daquela placa nesses seus aparatos contemporâneos?

    Disse o ancião, ele falava dos celulares e smartphones os quais todos possuíam, mas apesar de curioso não tinha tanta pratica com os mesmos, para ele serviam apenas para falar com contatos distantes.

    "Após me apresentar ao Principe, veremos onde este homem perambulou e quem foram seus clientes nas últimas noites...deve haver o que eles chamam de Departamento de Trânsito nesta cidade, para lá é que iremos.."

    O ancião olhou para o negro céu acima, pensou por alguns momentos em seu próximo movimento. Os cainitas mais jovens, denominavam-se neófitos e eram conhecidos pela sua inconsequência e impaciência. Talvez o movimento do antigo seria algo considerado uma atitude errada vindo de alguém da estirpe de Richard. Mas estes eram novos tempos, por mais que fosse a grandeza de seu Senhor, havia mentido para ele e como um antigo cavaleiro, a honra estava acima de tudo.
    Deu dois passos em direção ao veículo, mão na maçaneta e a puxou vagarosamente. A tensão foi tanta que pareceu que a Terra havia girado três ou quatro vezes durante aquele movimento, Natasha podia estar certa mas os riscos que o Ventrue assumia após seus objetivos lhe serem dados não podiam mais ser medidos.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 30/11/2015, 23:10

    -Claro.

    Respondeu Natasha, a voz da mulher foi acompanhada por um som rápido de "clique". A tecnologia atual não era completamente estranha para os olhos do ancião Ventrue, sua dificuldade era em operar e não compreender. Natasha era muito mais "ligada" nas novas tendencias, seu guarda roupa já mostrava isso muito bem, assim como as gírias e reduções que costuma inserir em seus diálogos informais.
    Assim, o cavaleiro abriu a porta e Natasha deu um passo para trás, preparando-se para recuar o mais rápido possível caso o pior acontecesse. Vagarosamente a porta se abriu e sobre o banco de passageiros estava posta uma pequena tabuleta de madeira antiga, na mesma estava esculpido o olho de Horus.

    -É um simbolo de proteção, monitoramento e de demonstração de força. Richard, ela está declarando guerra...

    Imagem da Tabuleta de madeira:
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 1/12/2015, 08:41

    "Mais destes simbolos pagãos...Guerra? Isso tornou-se muito mais complexo do que havia imaginado. Mas guerra a quem? A seita? Ou a nós Alastores?"

    O ancião pegou a tabuleta e a segurou na altura dos olhos, vislumbrou os detalhes da escultura em madeira e temendo que houvesse qualquer armadilha enrolou-a em um pano retirado de sua mala. Colocou a tabuleta enrolada dentro da mala, colocou a mão no ombro de sua aliada que odiava ser tocada e disse:

    - Esta teia, acaba de ficar mais densa. Se ela declara guerra a nós ou a Camarilla, isso é grande demais para ficar apenas entre nós dois, o Príncipe deverá ser alertado. Na verdade, acho que deveriamos nos identificar para ambos os Príncipes... o que me diz?
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 2/12/2015, 02:40

    Os olhos de Natasha correm até a sua mão que estava sob seu ombro, o olhar foi seguido por um leve arqueamento do lábio superior. Ela então levantou os olhos na direção da face do Ventrue e sem disfarçar o incomodo com o toque do mesmo, prontamente respondeu.

    -Não coloco meus pés no território de Gustav. Aquele verme sádico é imprestável, megalomaníaco e débil, eu só me apresentarei e falarei com o príncipe de Berlim Ocidental, caso você queira falar com Gustav, fique a vontade. Alias...

    A mulher retira a sua mão do ombro dela e caminha até o taxista que ainda estava na frente de vocês, inclinando brevemente a cabeça na direção da janela que já estava fechada. Ela bate levemente na janela e o taxista olha para ela, a troca de olhares é breve, mas o suficiente para o taxista ligar o carro em desespero e sair cantando pneu. Ao fundo da rua que dava acesso ao estacionamento do aeroporto, surge uma SUV de cor escura, a Toreador sorri brevemente ao ver o automóvel e comenta.

    -Finalmente chegou o nosso transporte.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 2/12/2015, 08:20

    "Ela realmente me lembra de Violeta...realmente..."

    - Gustav, apesar de utilizar-se de métodos arcaicos para continuar sendo o soberano de Berlim Oriental, é visto pela Camarilla como um Príncipe. Prefiro usá-lo ao nosso favor do que sermos considerados indignos de pisar em seu território nesta caçada em que estamos.

    Richard mediu as palavras para continuar falando, pois sabia que sua companheira tinha um pavio curto e na última discussão ficou muito tempo longe do mesmo, era confortante olhar para ela e lembrar de sua antiga esposa, mas tais sentimentos já haviam sido soterrados pelo sangue derramado pelo Ventrue ao longo deste quase milênio de existência.

    - Eu irei até o Príncipe Gustav, pois caso nosso alvo se infiltre na Camarilla Oriental não teremos como saber, pois estaremos posicionados no lado inverso. Acredito que no primeiro contato, não devemos nos relevar aos Príncipes. Precisamos coletar mais informações sobre esta tabuleta, talvez o seu toque mostre-nos mais resultados.

    O ancião não havia revelado sua idade e Senhor para a Toreadora, ela sabia que ele era mais antigo que ela, só não sabia o quanto. Pensava que ele fosse algum ancillae mais antigo que ela própria, mas não tinha o conhecimento da origem do Sangue Azul, aquela noite de apresentações ao Príncipe de Berlim Ocidental, ela saberia de tudo. A SUV se aproximava e o Ventrue já aguardava pela presença do Príncipe.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 2/12/2015, 19:40

    Natasha ouviu suas palavras em silêncio e nada comentou até que o SUV de cor escura parasse na frente de vocês, o motorista então sai do carro e caminha até a frente da Toreador. Era um homem de cabelos loiros, olhos claros e com uma nítida expressão de "lacaio controlado por dominação" em sua face.
    -O meio de transporte que vocês aguardavam é este, sejam bem vindos a Berlim. O conselho da primigene local está feliz com a presença de vocês nesta cidade, por favor, entrem.

    O motorista faz uma breve saudação medieval, típica do século 17. Para então abrir a porta lateral do carro e voltar para seu assento a frente do volante. No exato instante que o mortal se distancia de vocês dois, Natasha olha para você com um sorriso maquiavélico nos lábios e comenta.

    -Mudei de ideia, vou com você até lá.

    A mulher então entra no carro antes de você entrar e assim que ela entra você escuta a mesma falar.

    -É uma honra finalmente conhece-lo, majestade. Mas acredito que pela ordem natural e correta, as apresentações devem começar pelos mais velhos, sendo assim...

    Então o Ancião Ventrue entra no carro para encontrar sentado no interior do mesmo um homem alto, de cabelos loiros e porte físico forte. Olhos dignos de um verdadeiro nobre, digno de todo o renome e cargo que possuía, vestindo um terno azul escuro e com uma imponência que apenas os verdadeiros antigos carregavam consigo. E o mesmo olhava diretamente para você, aguardando a sua apresentação, o homem era o Príncipe de Berlim Ocidental: Wilhelm, O Príncipe Justo.

    Wilhelm:
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 3/12/2015, 11:16

    "Então, as coisas ficam deveras estranhas..."

    Richard já havia se acostumado com as apresentações, ainda mais quando os soberanos eram de seu próprio clã. Ficava tudo mais familiar e o soar do nome de seu Senhor já apaziguava muitos Príncipes.
    Era comum os Alastores viajarem muito, seus alvos moviam-se sempre, quase nunca formando refúgios fixos, pois a simples desconfiança de sua presença em uma cidade já geravam alertas e caçadas de sangue aos mesmos.

    Richard adentrou o veículo e sentou-se ao lado de Natasha, as palavras dela não surtiram efeito nenhum no ancião que apenas ignorou o comentário da ancilla, pois já pensava em ser o primeiro.

    - És uma enorme honra ser recepcionado pelo muito bem conhecido Príncipe de Berlim. Como acredito que tenhas conhecimento, me chamo Richard Blankenheim, sétimo na linhagem dos Sangues Azuis, progênie do antigo Senhor de Berlim e um dos fundadores de nossa Seita, Hardestadt. Venho até Berlim para forjar novas alianças e também solidificar a presença da Camarilla na cidade.

    As palavras foram diretas, penetrantes e incompassíveis igual uma lâmina bem afiada. Não escondia nada do Príncipe que deveria ter sua idade pelo que conhecia da história das linhagens de seu clã, havia sido abraçado pelo Príncipe dos Punhos de Ferro em meados do Séc. XII, época em que Richard havia conhecido Hardestadt. Ele olhava fixamente para os olhos do ancião, podia sentir a presença antiga assim como a sua própria, o ar era denso e o cainita sentia-se bem por não precisar respirar. Ele manteve sua mão esquerda com a palma sobre a perna, ocultando seu troféu de Alastor.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 3/12/2015, 19:37

    -Meu nome é Natasha Belluviére, oitava de minha linhagem e prole de Rati. Herdeira da linhagem de Villon, O Príncipe de Paris. Venho a Berlim a pedido da minha própria Senhora, primeiramente para reencontrar alguns membros que estão inseridos na mesma linhagem sanguínea que a minha e é claro, para acompanhar o senhor Blankenheim em sua missão de solidificação da Camarilla local, que vem sendo alvo de ataques Anarquistas e do Sabá.

    As palavras de Natasha são pronunciadas após exatos 7 segundos ao término da sua apresentação, era um tempo preciso, ensinado nas altas cortes francesas, sua voz soava perfeitamente em uma cadencia belíssima de consoantes e vogais. Uma métrica exemplar. Ela fazia a própria apresentação com os olhos fixados na face do Príncipe Wilhelm. O Príncipe então sorriu ao final das apresentações e comentou de maneira breve, porém extremamente precisa.

    -Sejam bem vindos a Berlim, meus respeitáveis e famosos Alastores. Desejo prontamente coloca-los a par das razões que influenciaram a chegada de vocês a minha cidade, Berlim é hoje um campo de guerra. E como vocês devem saber, a guerra dos herdeiros do sangue de Caim são regadas por sangue e segredos. Suspeito da influência de antigos nessa cidade, antigos de sangue muito potente que podem usar desse cenário de conflito para obter ainda mais poder.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 4/12/2015, 17:05

    "Cada vez mais me surpreendo com as demonstrações de influência dos Membros..."

    - Se Majestade sabe quem somos, sabe também de nosso objetivo e dever com a Camarilla. Estamos em busca de um antigo Membro, muito perigoso e ardiloso.

    Richard fez uma pausa e pensou em mostrar a tabuleta esculpida para o Príncipe, mas preferiu manter isso entre ele e Natasha. Seu alvo, ainda não era assunto de Wilhelm. Então, continuou:

    - Preciso que seja mais claro Príncipe Wilhelm, de quais antigos está falando? Nosso objetivo principal é capturar ou destruir um individuo, como ordenado por nossos Justicares. Mas como somos Membros de uma Seita em comum, assim como de um mesmo clã como eu e Vossa Majestade, podemos tentar descobrir algumas informações de sua utilidade.

    O ancião era sempre muito polido, sabia que deveria respeitar um Príncipe, pois o mesmo poderia ordenar uma caçada de sangue caso se sentisse ameaçado. Mas entendia a preocupação do mesmo em relação a seu território e ele só buscaria pessoalmente os dois Alastores se a situação fosse realmente perigosa.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 7/12/2015, 16:03

    -Em relação ao alvo de vocês, quando precisarem ou desejarem vocês receberão todas as formas de apoio possível para capturar ou destruir o mesmo. Agora, sendo direto como você me requisitou, Richard, o nome que precisa ser olhado com cautela é Flore Baudet. Essa mulher é uma Toreador, sétima de sua linhagem e chegou na cidade durante as Eras Napoleônicas, foi uma importante aliada na construção da Camarilla local, mas recentemente ela se aliou aos anarquistas.

    Responde o Príncipe em um tom de voz calmo, limpo e seguro. O carro já estava em movimento pelas ruas de Berlim, mas os vidros escuros não permitam uma visão clara do lado de fora, as únicas figuras claras para a visão do ancião Ventrue eram a do Príncipe e de Natasha. A mais jovem daquele ambiente então se colocou na conversa de maneira astuta, como sempre fazia.

    -Majestade, Flore Baudet foi a primeira Harpia da Cidade, correto? Sempre fiel a Camarilla de Paris, não consigo imaginar porque ela seria um problema e por quais razões ela se colocaria a favor do movimento Anarquista.

    O Príncipe então retruca com firmeza, mas sempre com educação e ponderamento em suas palavras.

    -Flore Baudet é um nome falso. Os Nosferatus suspeitam que ela possuí ligações diretas com Melinda Galbraith...

    Melinda Galbraith, o nome que todo membro do alto escalão da Camarilla havia aprendido a temer e a odiar profundamente, principalmente se o membro fosse norte americano. Essa mulher do clã Toreador é a grande regente da seita inimiga, o Sabá.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 7/12/2015, 17:09

    "Melinda? Anarquistas? Uma Toreador muito influente tramando junto a Anarquistas e com contatos no Sabá...parece ilógico...falta uma peça neste quebra-cabeças..."

    - A Regente do Sabá, lidando com Anarquistas...? Há vários principios a serem analisados diante deste fato. Melinda é ardilosa como as lendas falam, mas desde quando Flore Baudet não existe? Ou será que um dia existiu?

    As perguntas moviam-se pela mente do ancião Ventrue, eram muitas informações e o sangue antigo ainda cruzava seu caminho, às vezes torcia para serem apenas mais alguns setitas e seus carniçais frágeis como manteiga ao sol. Mas primeiro a Matusalém Kemintiri e após isso a própria Regente do Sabá confabulando junto com Anarquistas.

    - Príncipe Wilheim, por onde nós podemos começar? Tens uma indicação? Alguma pista inicial? Sabes que lida com investigadores de confiança da Seita.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 8/12/2015, 22:24

    -Bem, se os senhores me permitem dizer algo antes...

    Comenta Natasha, sempre impecável em suas boas maneiras mas nunca se mantendo calada independente de quem estava a sua frente. O Príncipe olhou para ela e simbolizou com um breve movimento de cabeça para que ela continuasse a falar.

    -Flore Baudet é prole de Oliver, um renomado cainita Toreador de Paris. Seu abraço ocorreu no começo do século XII. Oliver teve duas proles, Arianne e Flore, ambas de muito destaque na cidade durante o período medieval. Arianne é ainda hoje a presente em Paris, mas Flore realmente havia se distanciado... Meu ponto é, Flore é de uma linhagem rival a linhagem de Melinda. E esse conflito é um problema antigo do meu clã.

    O Príncipe Justo fez um longo silêncio, como se tirasse seu tempo para absorver as informações que pareciam ser muito novas para seus ouvidos. O carro seguia em movimento pelas ruas de Berlim e após alguns minutos ele finalmente olhou para Richard e respondeu.

    -Primeiramente é necessário realizar a apresentação formal de vocês ao meu conselho. Assim que for feito, peço que procurem pela única grande fonte de informações realmente confiáveis que possuo nessa cidade. Karla, uma nosferatu anciã. Peço que entenda a necessidade das apresentações aos primógenos locais, afinal, você é prole de um dos maiores nomes da história de nossa Seita.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 9/12/2015, 15:07

    "Não tenho interesse em intrometer-me em guerras dentro da linhagem Toreador, eles que resolvam os próprios problemas..."

    Pensou o ancião enquanto Natasha falava. Flore e Melinda eram problemas fora do alcance de Richard, uma vez que a rixa de ambas era algo entre linhagens próprias, a menos que ameaçassem a Camarilla diretamente, então ele realmente teria que apoiar o Príncipe Wilheim.

    - Um problema entre a linhagem Toreador, Flore e Melinda, não entendo como isso pode afetar a seita como um todo...minhas preocupações aqui são a Camarilla e não o Principado de Berlim.

    "Perco minha paciência com Príncipes que acham que temos o dever de realizar tarefas dos algozes...no entando, este contato com a anciã Nosferatu me é de bom grado e terá com certeza muita serventia para nosso objetivo principal...Os séculos passam e continuo na sombra de Hardestadt..."

    - Entendo como são as formalidades, servi de guardião a meu Senhor por muitos séculos e pude ver de perto a formação da Camarilla no mundo cainita. Ele é com certeza um Membro diferenciado dos demais.

    Por um momento Richard pensou que a sentença "por muitos séculos" trataria de incomodar Natasha, pois talvez a mesma não houvesse estudado a linhagem Ventrue o suficiente para conhecer a origem de Hardestadt e também do próprio antigo templário.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 9/12/2015, 20:22

    -É óbvio que você não entende, por isso és um Alastor e não um diplomata. Você coloca suas preocupações com a Camarilla, imagine caso não exista mais nenhuma nessa cidade... Você não está aqui para fazer nada além do que o seu cargo pede, se fosse necessário trazer um diplomata ou sábio, assim eu teria feito. A cidade está em guerra e o alvo que vocês procuram pode estar em todos os lados, o sangue potente rega as esquinas e ilude os jovens, meu Senhor governou a cidade assim uma vez e vejo isso acontecendo novamente.

    Respondeu o Príncipe olhando diretamente para Richard, era raro o ancião Ventrue receber respostas tão diretas e contra sua própria capacidade. Mas a sua frente estava um ancião de sangue mais potente e com muito mais renome que o próprio Alastor. Natasha então se colocou imediatamente na conversa mais uma vez.

    -Senhores, não há nenhuma necessidade disso. Vamos nos manter nas formalidades, acredito que já estamos chegando a sede da Camarilla local... Teremos que nos apresentar a várias pessoas importantes. Manteremos em nossas mentes a suas palavras meu Príncipe.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 10/12/2015, 08:47

    A resposta para o Príncipe já estava na garganta de Richard, porém ele precisou filtrar muitas das palavras para que o também ancião a sua frente não se sentisse atacado pelo Alastor, as palavras saíram sem emoção, vazias e com um tom de dúvida:

    - Realmente, há muitos diplomatas em Berlim...


    O ancião mediu novamente as palavras e tentou olhar através do vidro escuro, era praticamente impossivel ver as luzes da rua dali de dentro. Ele então olhou novamente nos olhos do ancião Wilheim e continuou com palavras firmes.

    - Gustav Breidenstein, destruiu um Justicar que o contestou e afastou os clãs Tremere e Toreador de sua cidade. Não contesto sua atuação como Príncipe de Berlim, muito pelo contrário, tenho um apreço incrível pelo que faz nesta cidade diferentemente do que seu Senhor antes de você fez. Sou sim um Alastor, é um cargo dentro de uma seita e não falo pelos Justicares, mas tenho a confiança deles para cumprir o objetivo que me foi dado. Compreendo muito bem o que fala sobre o sangue ancião em suas ruas, deve saber o que aconteceu com Michaellis, não? Kemintiri é o motivo de estarmos em Berlim. Sendo assim, Wilheim Príncipe dos Justos, não preciso ser um diplomata para entender a gravidade disto.

    Off: Teste de Etiqueta (2) + Raciocínio (4). Dificuldade escolhida pelo narrador.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 10/12/2015, 08:47

    O membro 'Stian' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    'D10' : 2, 3, 3, 2, 1, 5
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 11/12/2015, 16:23



    Wilheim olhou profundamente para você, em silêncio. O carro continuava o movimento rápido pelas ruas, balançando levemente por causa das variações de terreno, o veículo então fez uma parada, o balançar natural foi quebrado por causa do uso dos freios, nada grave ou brusco de mais, era apenas uma parada simples em um sinal de trânsito. Mais foi essa instabilidade que fez seus olhos saírem do eixo comum de percepção, a imagem do príncipe desaparecia por breves instantes. Ele então reaparece instantaneamente na frente de Natasha segurando a face da mulher com a mão direita, seus olhos buscavam o interior da alma da Toreador.

    -Você não terá nenhuma memória sobre o diálogo que seguirá, a viagem para você terminou aqui, sua mente voltará a você apenas quando a porta se abrir.

    Era dominação e Richard conhecia muito bem essa disciplina, mas o nível usado era forte. Muito mais forte do que o próprio Senhor de Richard era capaz de utilizar, o Príncipe tinha sangue potente, algo que Richard não tinha por causa das mentiras de seu Senhor. O Príncipe então olhou para Richard e levemente soltou a face de Natasha, que permanecia imóvel, com as pupilas dilatadas e apática.

    -Não se exponha dessa maneira, Richard. Você é exatamente como meu irmão, um guerreiro, um homem forjado nos campos de batalha, sua face é coberta de sangue e suas mãos erguem o metal laminado aos céus. Mas sua capacidade diplomática e social é reduzida, isso não é nenhum defeito é apenas como vocês guerreiros são. E eu reconheço isso, valorizo e compreendo. Só não me entenda de forma errada, Richard, eu sei exatamente quem é o seu Senhor e conheci o Senhor dele, o verdadeiro Hardestadt. Entendo perfeitamente tudo que se passa em sua não-vida, pois compartilho o desprezo pelas mentiras de um Senhor megalomaníaco...

    O carro então voltou a se movimentar, tão rapidamente quanto o corpo de Wilheim se movimentava de volta para onde estava no começo da conversa. De braços cruzados, olhando diretamente para você. Era um olhar forte, mas não era um olhar de desprezo ou de soberba. Você era um dos poucos que conheciam muito bem aquela expressão, era a de um soldado que empunhava sua espada, pronto para derramar o próprio sangue e o sangue dos inimigos.
    -Não tente me ensinar lições Richard, eu conheço muito bem sobre todas as histórias. Temos praticamente a mesma idade, mas o sangue que corre em minhas veias é mais potente que o seu. Eu não serei uma oposição para você nessa cidade, assim como você não será uma oposição a mim... A matusalém dos seguidores de Set está sim nessa cidade, eu sei, todos sabem. Mas poucos são capazes de ver e de evitar seus domínios. Eu sou particularmente resistente, minha postura contra meu Senhor não é algo injustificável e presumir que ele nunca tentou sobrepujar a minha vontade é ingenuidade. Não há nada de errado com os Toreadores locais, eu disse apenas o que ela deseja ouvir... ela controla várias línguas nessa cidade e a apresentação ao meu conselho se faz necessária por dois motivos: Primeiro, existem apenas duas pessoas nele que eu confio profundamente, todos os outros estão sob o domínio dela. Segundo, ela quer que Gustav invada esse principado e fará de tudo para isso acontecer. A apresentação de dois Alastores terá um pouco mais de cautela para o íntimo dos que estão sob o controle e influencia dela, assim, ataques diretos poderão ser evitados.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 15/12/2015, 16:58

    Embora abraçados na mesma data e tenham a mesma idade como cainitas, Richard sabia que a diferença de poder sanguineo era imensa entre ele e o Príncipe. Embora dobrar as vontades daqueles de sangue mais fraco fosse fácil, mover-se naquela velocidade era algo surpreendente.

    Após as duras e sinceras palavras de Wilheim, o ex-cavaleiro lembrou-se de quando conheceu seu Senhor, Hardestadt.

    A invasão em seus dominios durante a noite com vários mortais rápidos como tigres da savana e fortes como touros, derrotaram facilmente sua guarda pessoal, nada mais do que alguns jovens recem-treinados na arte da espada. Então aquele homem surgiu, uma presença pesada que fazia com que apenas respirar fosse dificil no mesmo recinto em que ele. Desafiou o maior guerreiro inglês de mãos nuas e parou facilmente a espada do guerreiro inúmeras vezes se utilizando apenas da pele descoberta. Ele então massacrou a vontade de Richard e o levou como um vassalo dominado pelos poderes cainitas, anos longe de casa e já acostumado como carniçal pela vitae do antigo ele foi drenado pelo ancião, porém soube que o sangue derramado em sua garganta durante o Abraço não foi dele próprio e sim de seu substituto conhecido irônicamente como "O Jovem", que veio a ser o real Senhor do Alastor.

    Longe dos devaneios de seu Abraço e da posterior mentira de seu Senhor, Richard manteve a compostura, pensou que o Príncipe o desafiaria ou que não conseguiria segurar a própria Besta pelo tremendo erro que foi contestar o entendimento do mesmo em sua própria cidade.

    Assentindo com a cabeça, o Alastor apenas respondeu calmamente:

    - Abriu meus olhos Principe Wilheim. Entendo sua franqueza e posso lhe assegurar que traremos um fim a esta ameaça a Seita e ao seu Domínio. Peço-lhe que nos sinalize de maneira sutil, durante as apresentações àqueles a quem possui desconfiança da lealdade, eu e Natasha trataremos de investigar o resto. Temos muitas perguntas a fazer e com certeza grande parte das respostas estará com a Nosferatu que comentastes anteriormente.

    Richard sentia falta de sua espada, gostava de utiliza-la pendurada na cintura como os tempos de outrora, mas nestes tempos aquilo não era mais possível. Havia conseguido coloca-la em suas bagagens através de alguns documentos falsos e um pouco de dominação, alegando ser um colecionador de armas medievais. As apresentações seriam importantes, pois além de conhecer aqueles que podem ser considerados os cainitas mais influentes da cidade, serviria também para dar um retorno a ameaça da Matusalém, seria guerra e ele estaria disposto a marchar mais uma vez ao seu encontro.
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Danto em 16/12/2015, 00:22

    -Fique atendo aos sinais que farei durante as apresentações dos membros do meu conselho nessa cidade, acredito que grande parte dos anciões importantes da Camarilla Ocidental estarão a sua espera na sede da nossa Seita... No mais, não se iluda. Nessa cidade você será a caça e não o caçador.

    Wilheim encerrou suas palavras dentro daquele veículo, Richard sabia que o final do diálogo havia sido finalizado devido a postura assumida pelo Príncipe, postura essa que simbolizava, de acordo com a etiqueta Ventrue greco-romana que nada mais seria debatido durante a viagem. Os olhos poderosos do ancião que controlava a cidade de Berlim se voltaram então para Natasha. A jovem Toreador então despertou de seu transe como se nada de diferente tivesse ocorrido no interior do carro, ambos seguiram em silêncio profundo até o carro diminuir bastante a velocidade, realizar um contorno e entrar de maneira sutil no ICC (Centro de Congressos Internacionais) de Berlim. Uma das obras arquitetônicas mais famosas da cidade, completamente idealizada por alemães, um marco para sociedade imortal e mortal.


    O carro então finalmente estaciona, o carniçal motorista rapidamente sai do veículo e se adianta para abrir as portas para vocês saírem. O príncipe sai primeiro, Natasha espera a sua saída para então também se retirar do veículo, o carniçal prontamente segue a frente a passos rápidos para acionar o elevador executivo.

    -Iremos diretamente para o interior, para as salas executivas e VIP. Iremos entrar na sala de cada primógeno e as apresentações serão feitas, uma a uma.

    Informa o Príncipe.


    [Off: Ultima ação antes do final desse Ato]
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    Re: Ato I - Narrativa de Richard: A Caça e o Caçador

    Mensagem por Stian Jogador em 16/12/2015, 14:47

    Subestimar as capacidades dos outros, não poderia ser um defeito dificil de notar em todos os Príncipes, aquele comentario sobre ser a caça naquela cidade causou um efeito negativo no Alastor, embora o mesmo tenha se mantido em silência após a afirmação de Wilheim.

    Ele saiu do carro e aguardou Natasha, era uma cortesia por reconhecer agora o sangue mais potente do Sangue Azul que havia sido sua companhia por quase um século. Talvez ela guardaria algum rancor por não ter conhecimento da procedência do Ventrue, mas o antigo também sabia que isso era um sentimento humano que pouco era visto entre os Membros.

    Após sair do carro e ouvir as instruções do Príncipe sobre as salas dos Primógenos, ele mencionou para a Toreador:

    - Depois de você.

    E começava a achar que a Camarilla de Berlim seria uma pedra em seu sapato na busca por Kemintiri.

    "Wilheim, menospreza minhas capacidades...já ouvi isso certa vez de um Tremere poderoso que levei estaqueado até o Circulo Interno...acredito que ele tenha se arrependido. Como mandam os costumes, lhe mostrarei o quão capaz sou para tais tarefas que lhe tiram o sono. Acabarei com os demônios embaixo de sua cama, Principe dos Justos..."

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