WoD by Night

Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

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    Danto
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    Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 25/11/2015, 03:09

    Março de 2002, Berlim.  



    Apartamento de Ulrich

    A noite havia começado a poucos instantes, o jovem Tremere havia apenas despertado de seu sono. Esse despertar ainda parecia algo estranho de mais, afinal, se você estava morto acordar fazia pouco sentido. É claro que os estudos taumaturgicos ajudavam a compreender muito sobre o "poder magico do sangue vampírico", mas ainda haviam muitas dúvidas e poucas respostas claras sobre tudo. Sentado em sua própria cama, o neófito escuta um barulho forte no andar de baixo, alguem batendo forte contra a porta de seu apartamento. Enquanto Ulrich se colocava de pé e caminhava até a porta de seu quarto, o som estridente e potente da porta sendo arrombada desespera o jovem. Um assalto? Um inimigo? Era uma adrenalina inesperada, as presas de Ulrich saltaram dentro de sua boca e sua besta reagia de maneira agressiva a invasão, ela não saia de controle, mas se assustava tanto quanto o próprio vampiro. Seus pés então reagiam de forma rápida, um invasor não poderia sair impune daquela forma, um humano assaltante seria simplesmente massacrado. A porta do quarto foi aberta, seus olhos observaram o corredor do segundo andar e a escada, os sons eram de apenas uma pessoa e ela entrava com muita pressa. Em seguida, um barulho seco de algo pesado sendo arremessado contra o piso de madeira do primeiro andar.
    Uma voz feminina então grita no andar de baixo:

    -Desça imediatamente! Sua Algoz oderna a sua presença!
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    Miac

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 25/11/2015, 11:09

    Ulrich ficava imaginando todas as palavras que havia estudado na noite anterior, as palavras dançavam em sua mente e se ele se esforçasse poderia vê-las no teto, seu quarto era completamente fechado e sem janela alguma, ele tinha adormecido com a roupa do corpo mesmo, era uma calça Jeans meio surrada e sua jaqueta de couro com capuz, por um momento ele tinha se esquecido de que caia de sono quando dava determinado horário.
    - Depois de anos e ainda caio no mesmo erro de tentar ficar acordado...hum!]
    "Mas que droga de barulho é esse...tá rápido...ALGOZ! Mas que P...espera, se acalme...droga...droga...!"
    Os passos do rapaz eram lentos, descia as escadas de forma cuidadosa, sua mão segurava o apoio da escada com força e instintivamente o mesmo soltou ar de seu pulmão. Mesmo caminhando com cuidado a cada passo o som da madeira ia aumentando, o bater do vendo do lado de fora, e todos os seus sentidos começaram a aumentar cada vez mais, o algodão de sua roupa raspando em sua pele, um gosto forte de ferro em sua boca, as coisas mais nítidas e cheiros singulares no ar.
    "...Se concentra, é apenas um e não todos, merda...porra difícil...!"
    Agora apenas sua audição estava amplificada.
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 27/11/2015, 16:16

    A audição do Tremere se expandiu, era sempre uma experiencia nova quando o poder de sangue corria para amplificar seus sentidos comuns. A audição agora lhe dava mais informações, antes mesmo de seus olhos serem capazes de vê-las. O grunhido abafado de uma boca que tentava falar, sons agudos de peças de roupas feitas de couro se retorcendo, o silencio mortal de um caçador que mantinha sua presa sob suas garras. A madeira do primeiro piso rangia como se um gigante estivesse parado sobre a mesma, unhas arranhavam o assoalho em desespero e pavor. Algo muito estranho estava acontecendo e era algo que Ulrich não estava preparado para lidar, ainda mais nas primeiras horas da noite.
    Seus olhos então se colocaram no primeiro andar, finalmente a escada havia acabado. Uma jovem de cabelos espetados e roupas de couro, com um visual "punk" estava jogada ao chão, com a boca sendo segurada por outra mulher. Essa mulher dominava completamente a punk, como se ela fosse uma criança mal criada sendo punida por seu pai violento. A mulher então olhou com severidade na sua direção e você reconheceu a face da mesma automaticamente, era a algoz da cidade, Viktoria Blucher. Famosa por sua força, violência e eficiência.

    -Descubra imediatamente se essa ralé tomou o sangue de um vampiro essa noite!

    Ordenou a Algoz.


    Spoiler:
    Viktoria Blucher, Algoz de Berlim Ocidental

    A Punk

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    Miac

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 27/11/2015, 22:24

    O sentido da audição do Tremere estava muito bem ampliado e ao sentir todas aquelas coisas basicamente nos primeiros minutos que acabara de acordar o deu uma especie de náusea, ele colocou a cabeça primeiro para ver quem era e quando viu a mulher seus olhos se arregalaram, ela era realmente linda, mesmo com toda aquela agressividade excessiva e desenfreada que ele estava presenciando.
    O mesmo quase teve seus ouvidos estourados quando a Algoz falou para ele, o mesmo fechou os olhos com força e colocou a mão no ouvido esquerdo, voltando seus sentidos ao normal. Sua voz simbolizava desconfiança e medo.
    - Eu...não tó armado...é...quem te falou onde eu estava!?...
    Ulrich levantou as mãos e as girou no ar mostrando que não tinha nada nas mãos como um completo idiota, ele estava assustado com tudo aquilo, sua mentora não estava ali para lhe auxiliar, não sabia se podia realmente fazer isso e uma dúvida que não saia de sua cabeça era como a mulher sabia sobre seus conhecimento, aquilo o deixou irritado.
    - Só me dá um minuto! Você derrubou minha porta...e começou a gritar!
    O jovem Tremere foi até sua cozinha e pegou uma faca afiada, o mesmo pensou em pegar o sangue que a punk de cabelos azuis tinha no rosto, mas e se esse sangue fosse da Algoz, ali ele não poderia errar...por Sofie...ele tinha que manter o controle, era por ela que estava ali, o mesmo fez um leve furo no rosto da mulher e esperou uma gota de sangue brotar, o rapaz ficou olhando o sangue por alguns segundos, nunca tinha pego o sangue de outro membro, apenas os que sua senhora lhe trazia, seu dedo indicador direito pegou a gota com delicadeza e o mesmo colocou no canto da boca assim limpando o dedo com o sangue, ele fechou os olhos e começou a sentir o forte gosto de ferro.

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 30/11/2015, 19:18

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 30/11/2015, 23:00

    A Algoz continuava com um dos joelhos em cima do tórax da Punk, essa por sinal olhava apavorada em direção a mulher que a dominava, seu pavor era tão grande que ela nem sequer notou a sua aproximação, apenas resmungou algumas coisas que foram abafadas pela mão esquerda da Algoz quando você retirou uma pequena porção do sangue dela. O sangue cainita era diferente, sua consistência era muito específica, descrever o mesmo para alguém seria algo verdadeiramente impossível. O sangue da punk tocou seus lábios e logo começou a ser absorvido pela mágica taumatúrgica que lhe fora ensinada por sua Senhora, aos poucos cada pequena porção daquele sangue começou a criar um significado em sua mente.
    Primeiramente, o sangue dela estava escasso, provavelmente você estava provando uma das últimas gotas que ela possuía em seu corpo. Logo em seguida a certeza de que ela havia se alimentado recentemente e pela forma que seu corpo havias sido preenchido, ela deveria ser da 11ª geração. Por fim, um gosto amargo misturado a um cheiro de rosas, o amargo crescia ferozmente em sua língua ao ponto de dominar completamente o gosto de ferro natural do sangue. Era algo pútrido, asqueroso, aquela mulher cometeu o maior pecado de todos. A diablerie.
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 30/11/2015, 23:53

    Ulrich se concentrava no sangue da mulher, seus olhos demonstravam pena da mesma, sua linguá deslizava pela boca para assim conseguir realmente apreciar o gosto do sangue, realmente era de uma boa qualidade, não se comparava ao sangue humano, era mais forte, por um momento sua voz era calma como de um garoto que estava descobrindo coisas novas.
    - Ela está com pouco sangue em seu corpo...talvez só tenha mais um pouco para ficar acordada essa noite...seu sangue não é tão forte assim...mas...ela é da 10ª geração de sua linhagem...não...está errado...11ª...isso não é mais que a 11ª de sua linhagem...POR QUÊ FEZ ISSO!?
    O Jovem tremere se estremeceu ao sentir aquele gosto amargo, suas mãos tremiam enquanto elas iam para seu rosto, o rapaz procurou o sofá para se sentar, seu corpo caiu pesado no mesmo, sua cabeça ficou baixa coberta pelo capuz, era algo tão horrível de se sentir que o mesmo desejou morder a própria linguá por um instante e sentir o próprio gosto de sua boca, aquela mulher havia matado, não só isso, ela havia retirado o descanso de alguém, por mais que fosse no inferno, sua voz estremeceu, era como se não conseguisse ter forças para falar.
    - Era alguém limpo...rosas, ele ou ela tinha cheiro de rosas...doce e macio ao toque, Viktoria Blucher...essa mulher que você segura...por quê fez isso!? Você retirou a liberdade de alguém, seus desejos, sonhos e uma chance de poder descansar...ela diablerizou um cainita!
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 2/12/2015, 02:58

    -Porque eu fiz isso? Para ser livre!

    Respondeu a Punk que pela primeira vez olhava diretamente para você, assim que as palavras saíram da boca da mulher a Algoz reage com violência. A mão que antes segurava o pescoço da punk sobe ferozmente pelo rosto da mesma e os dedos dela invadem a boca da pecadora, arrancando-lhe a língua como a mesma fosse apenas um enfeite de natal. A punk urra de dor e sangue começa a escorrer pelos cantos de sua boca fechada. A algoz então olha diretamente para Ulrich.

    -Feche os olhos se não tiver estomago para isso.

    Era um jeito de falar diferente, não era agressivo ou sequer soou como uma ordem. Ela havia feito uma breve recomendação para o jovem cainita, uma recomendação que poderia ser extremamente útil se ela tivesse se dado ao trabalho de esperar alguma reação de Ulrich. O braço livre da algoz repousa suavemente sobre o peito da Punk, a pecadora então começa a se debater freneticamente em pavor. Os olhos da Punk se tingem de vermelho, suas presas saltam para fora da boca que agora estava inundada de sangue, a mulher babava sangue e gritava apavorada. Suas unhas cresciam e o pânico escarlate dominava seu corpo por inteiro. A besta dela lutava para continuar viva e sem sucesso... Um simples golpe contra o peito dela foi realizado, o som agudo de ossos rachando, de carne sendo dilacerada, os olhos vermelhos se apagaram e o corpo parou tremer. A mão esquerda da Algoz entrou no corpo da Punk e saiu de lá com duas costelas.

    -Traga algo para limpar a minha mão garoto.

    Diz Viktoria que em momento algum tirou os olhos de você, com a mão esquerda coberta de sangue e com duas costelas humanas em seu punho cerrado.
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 2/12/2015, 09:57

    Ulrich sentiu um frio na espinha ao ouvir as palavras da mulher, ele mesmo sabia que fora jogado nesse mundo sombrio e doentio, desejava sua vingança, desejava a cabeça do homem que roubou os sonhos de sua amada irmã e ceifou a vida de sua mãe, mas toda aquela violência ainda o deixava tonto e enjoado, não era como em vida, as coisa eram mais dilaceradoras e brutais ao ponto de fazer com que ele mesmo sabendo que não sentia mais nenhum tipo de efeito psicológico voltado ao corpo o fizesse mesmo assim. Seus olhos se fixaram nos da Algoz, ele gaguejava.
    - Espera...na minha casa não...MEU DEUS!!!
    O jovem tremere colocou a mão na boca ao ver a cena, seu capuz caia de sua cabeça, seus olhos ficavam vermelhos já que o mesmo não produzia mais lagrimas, mesmo em estado de choque o jovem ficou analisando toda a cena, a coisa que ficava oculta em seu intimo se agitava dentro dele, estava em prontidão, sua mão tremula apontava para o banheiro.
    - É melhor usar...ali você...o banheiro é ali!
    Seus olhos não saiam do corpo da cainita morta em sua frente.
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 2/12/2015, 19:30

    Viktoria se coloca de pé, sua mão ainda pingava sangue e segurava com firmeza as costelas da jovem de cabelos arrepiados que agora não passava de um corpo inanimado e ensanguentado no chão da sua sala de estar. Viktoria olhou para o jovem Tremere por alguns instantes, abriu um pequeno sorriso maldoso no rosto e então seguiu sem pressa nenhuma até o banheiro, ficando ausente por alguns instantes...
    O silêncio então consumiu o local, o terror era silenciado por uma morte violenta que se traduzia em um corpo com um enorme furo na caixa caixa torácica, revelando o vazio macabro e pútrido de um corpo morto a anos de um cainita.  O silêncio pós traumático de tanto sangue e principalmente o silêncio da besta interior de Ulrich, que estava tão assustada quanto seu dono. E a cada segundo que o silêncio daquela sala durava, mais real a cena continuava, até o som da porta do banheiro ranger ao se abrir. Viktoria então retornava a sala, caminhando diretamente na sua direção e sentando ao seu lado no sofá para comentar em um tom calmo de voz.

    -Você entende porque isso aconteceu?


    [Off: Faça um teste de consciência. Dificuldade 7. Caso falhe, perderá um ponto de humanidade.]
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 2/12/2015, 21:52

    Era como estar a beira de um abismo, silencioso e frio, a morte veio a todos que Ulrick conhecia ou cruzava o caminho, era este o sentimento que martelava em sua mente, como um hino, ele se sentia amaldiçoado, mas não pela maldição de Caim ou pelo feitios duvidosos dos antigos de seu clã, sentia que estava sendo punido por algo que nem ao menos sabia, a mulher já inanimada a sua frente com o peito estrinchado em sua frente só demonstrava isso para ele, um buraco em seu peito, o jovem Tremere começava a duvidar se conseguiria cumprir a promessa que havia feito para si mesmo de realizar o sonho de sua irmã, era um sonho brutal e obscuro de mais...um caminho sem volta.
    " Hoje sou apenas uma pessoa sem rumo e inconsciente que esta perdida entre os mundos e que só deseja se libertar de um demônio. Se ao menos eu tentasse talvez conseguiria me libertar, mas mesmo procurando luz me perderei entre as sombras, pois não tem como se escapar de algo que faz parte de você e que te domina!"
    Seu corpo não respondia, a besta não agia e sua voz sumia.
    -...falsa...ela desejou...uma falsa liberdade!?
    Consciência Dif 7: 3d10
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 2/12/2015, 21:52

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 3/12/2015, 19:19

    -Não há julgamento para aqueles que cometem tamanho pecado, não há prisão neste mundo que os transforme e principalmente, um devorador de almas jamais será digno de qualquer sentimento.

    Falou Viktoria em resposta a sua frase. A Algoz então novamente se coloca de pé e caminha lentamente na direção do corpo estirado sobre o assoalho de madeira da sala, cada pisada fazia um pequeno eco, um eco que ressoava nas profundezas da sua mente e faziam sua razão se despertar, o medo era indiferente e irrelevante. Não havia porque temer a Algoz, ela estava ali para proteger pessoas como você, que jamais seriam capazes de cometer tais pecados. Não havia porque sentir pena daquela jovem morta, ela era um monstro. E a morte? Você já viu ela bem de perto em outras ocasiões e no fim de todas as noites ela dormia ao seu lado, afinal, amaldiçoado você estava. Assim, a razão acalmou sua besta interior e mostrou para ela algo positivo. Havia segurança em Berlim, havia alguém capaz de deixar os monstros fora dali e você ajudou a manter a cidade, sua senhora, sua seita e a sua "raça" a salvo de uma devoradora de almas.

    -Você me perguntou alguns minutos atrás, como eu sabia encontra-lo. A resposta é fácil, é o meu dever saber onde estão todos os cainitas dessa cidade. Você era o Tremere mais próximo, precisava de uma confirmação imediata, perdoe-me pela truculência inicial.
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 3/12/2015, 21:34

    A razão vinha dominando a mente do jovem Tremere, seus medos estavam se esvaindo e o choque que havia passado estava passando, sua mãos já não tremiam mais, sua besta interior apenas resmungava pela fome que sentia, o normal desses 12 anos de vida noturna, ele se arrumou no sofá e olhou para o teto de uma forma fixa, puxou fundo o ar e depois soltou, era um costume que sua senhora o indagava sempre, sua voz era calma e cheia de dúvidas.
    - Minha mentora, senhorita Valerius me disse uma vez que o refugio de um cainita era a coisa mais importante que temos, é lá que somos vulneráveis, e você sabe onde muitos realizam seu repouso...você é um "perigo" caso alguém lhe force a falar!
    Sua frase terminou com o mesmo olhando diretamente para Viktoria Blucher, sua expressão realmente era pensativa sobre o assunto, beber o sangue dos anciões de seu clã não era só uma aproximação, ele havia ganhado uma desconfiança com os demais cainitas, mesmo aquela mulher estando ali para lhe proteger de cainitas como a punk morta em seu piso, ele soltou um sorriso tímido.
    - Não que alguém seja louco de tentar isso com você, mas creio que entendeu meu ponto!...e da próxima vez se for o caso pode bater na porta antes eu entrar sem quebrar ela. Minhas desculpas, Valerius me disse que é sempre importante se apresentar aos mais velhos, sou Ulrich Heike Klaus, cria de Maggie Aartrox Valerius descendente do Pyromance Salander que dorme profundamente.
    O jovem se lentava em meio as palavras e até mesmo brincou um pouco em suas palavras, por fim sua mão se estendeu para cumprimentar a Algoz.
    - Fico feliz em contribuir para com a verdadeira Camarilla de Berlim!
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 7/12/2015, 16:18

    A Algoz observou em silêncio a suas frases reflexivas e cheias de dúvidas, sem esboçar nenhum tipo de reação ou expressão, mas assim que você se levantou e realizou a sua apresentação a mulher também se coloca de pé a sua frente. A diferença de altura entre vocês dois era praticamente inexistente, ela possuía apenas alguns poucos centímetros a menos do que você. Ele então estendeu o braço e apertou com firmeza a sua mão.

    -É um prazer conhece-lo jovem Ulrich, herdeiro de Salander. Eu sou Viktoria Blucher, prole da primogeno Ventrue Nichole Steinbacher e descendente do nosso Príncipe Wilhelm, o Justo.

    Ao contrário de você, a mulher vinha da linhagem mais nobre dentro dos mais nobres vampiros que caminhavam nesse mundo. Descendente tão próxima do Príncipe? Alias, o simples falto dela não estar de vestido e em um baile de gala era algo estranho que se aliava a um visual mais agressivo e guerreiro, ela não era nem um pouco similar ao esteriótipo de qualquer vampiro de linhagem renomada e forte.

    -Sim eu sou um perigo para todos os imortais dessa cidade, essa é a minha função aqui, ser temida por todos. Um erro e eu estarei invadindo seu refúgio e arrancando o seu coração. Mas não se preocupe, não há nenhuma alma capaz de me fazer expor aqueles que estão sob a coroa de meu Príncipe.

    A mulher faz uma pausa em sua frase e olha para o corpo estirado no chão da sua sala e comenta em um tom de voz mais leve, até descontraído.

    -Busque o aspirador de pó Ulrich. Darei a essa pecadora a sua morte final e transportar cinzas é bem mais fácil do que transportar um cadáver... Não é mesmo?!
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 8/12/2015, 15:43

    O jovem acenou com a cabeça em sinal positivo e começou a revirar as coisas de sua casa procurando o aspirador de pó, era claro que o mesmo não sabia onde estava as coisas, em meio ao barulho de portas se abrindo e fechando, coisas batendo e caindo, o mesmo falava um pouco alto para que desse para se ouvir do outro lado dos cômodos.
    - Deus onde está! Você mencionou que é descendente do Principado. Mais com todo o respeito se me permite a pergunta senhorita Blucher...uhm...como vou disser isso...Achei!
    Ulrich voltava com o aspirador de pó, ele olhou novamente para a algoz realmente achou a aparência da mulher peculiar e atrativa, era como um aviso de perigo que o atraia, só que ele sabia seu lugar no mundo, e a tempos não sentia mais nada em seu peito, apenas seu cérebro trabalhava como antigamente.
    - Sua fisionomia física e corporal não são parecidas com o estereoplástico de sua família, sou apenas uma criança como todos dizem e já estou me acostumando com essas alcunhas, li pouco sobre as linhagens, e sua pessoa me parece completamente diferente de tudo que imaginei, não que isso seja ruim...é fascinante!
    Pela primeira vez o jovem tremere sentiu vontade de ter algo e não era aquela mulher carnalmente, ele desejava um pouco daquele sangue, ver as propriedades e criar um datagrama sobre tudo que conseguisse absorver, a ideia era perturbadora em seu intimo, mas algo o impulsionava.
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 8/12/2015, 21:51

    Assim que você retornou a sala a visão de Viktoria se levantando e batendo as mãos uma na outra para limpar um pó cinza escuro das mãos. Abaixo de suas botas militares estava posta uma pilha de flocos largos e aglomerados do mesmo pó, era uma cinza diferente. Não eram cinzas comuns, como as de papeis queimados ou lenha, até mesmo você com pouca instrução na mágika do sangue era fácil identificar que aquele punhado de cinzas não era natural. Assim que você retorna, ela se aproxima e pega o aspirador de pó das suas mãos, olhando diretamente para a sua face enquanto a sua frase era dita. Um pequeno sorriso de canto de boca foi esboçado e então a resposta veio.

    -Você também não se assemelha aos esteriótipos do seu clã, entenda, nós somos imortais a partir do nosso abraço, deixamos de ser completamente humanos. Prender nossas percepções e concepções com os laços de nossas memórias mortais é sempre um erro. De qualquer forma, fico grata pelas palavras, eu realmente não me esforço para me parecer com minha Senhora ou com o Príncipe. Alias, acredito que é hora de revelar porque eu vim até você esta noite não é mesmo?

    Ela deixa a pergunta pairar no ar, virando-se sem responder a mesma. Começando então a usar o aspirador para limpar as cinzas escuras do carpete da sua sala, ao terminar ela olha mais uma vez na sua direção e comenta.

    -Você consegue medir seu ódio por Gustav?
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 9/12/2015, 00:59

    Ulrich ficou analisando a Algoz, o mesmo sorriu de forma tímida e deu com o ombros quando ela disse que ambos não eram parecidos com seus antecessores, o mesmo até pensou em ajudar, mas a mulher demonstrava independência de mais, ela poderia não parecer com os de sua linhagem, mas exalava desenfreadamente domínio.
    - Então não veio por que eu eu era o Cainita mais próximo...uhm...desconfiei um pouco, gostaria de ficar com esse pó se for possível!
    O jovem caminhou enquanto falava até um caderno que repousava sobre um criado mudo, o mesmo iria estava se preparando para descrever toda a cena que havia visto e como foi rápido a transformação do corpo para cinza, ao ouvir as palavras de Blucher seu intimo tão profundo e adormecido se mexia, era uma mistura de dor, incapacidade e irá, com o caderno na mão esquerda e seu braço direito abaixado o iniciante Tremere começou a estralar os dedos da direita como um toque, sua voz alterava com indignação.
    - ...pensei em pegar meu ódio e o guardar em uma caixa de carne podre revestida de ossos, mesmo assim nunca consegui abafar os gritos, ela pulsa e sangra todas as noites, se eu realmente me concentrar eu posso ouvir ela!...Não...realmente não consigo mensurar meu completo desprezo por "aquilo"!
    [Teste de Força de Vontade: Dificuldade nível utilizado +3] Movimento da mente nv 1 (Caso eu passe as folhas do caderno vão começar a vira, e se for por cena os demais livros também, vai que eu seja o escolhido! RS) 12/14
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 9/12/2015, 00:59

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 9/12/2015, 20:26

    -Você não ficará com os restos mortais de uma cainita, seria contra as leis internas que nos regem.

    Responde a Algoz que cruzava os braços para assistir a sua reação em relação ao nome de "Gustav", interessada e com um sorriso enorme esboçado no rosto, típico de alguém que aprovava o que via e sentia uma simpatia com o discurso ou ação apresentado/a. A mulher então deu dois passos exatos para frente, em sua direção, manteve os braços cruzados e disse.

    -Estamos em guerra meu jovem, seu ódio será muito bem direcionado se assim desejar. Está para ser criada uma força contra as ações de Gustav, combateremos o ancião psicótico com fogo, ódio, inteligencia e superioridade. O Xerife me pediu para encontrar alguns bons homens para a construção dessa força tarefa... Caso você tenha o interesse...
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    Miac

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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 10/12/2015, 19:57

    Ulrich fechou o caderno de imediato, havia sido consumido novamente pelo ódio, o caderno foi jogado em cima de uma mesa não muito distante dali, seus olhos se focaram em alguns livros que estavam jogados, eram anotações de sua irmã e senhora, nada de muito importante, seu estado era pensativo e demonstrava completo estresse que estava.
    - Peço, desculpas pelo pedido anterior...realmente não desejo quebrar as regras da seita que me acolheu, não desejo manjar o nome de minha senhora e sua linhagem...mag...cainita.
    Seus passos foram lentos em direção a Algoz, era como se cada passo o fizesse ficar cada vez mais e mais pesado,ao ponto de faze-lo cair de joelhos. Em sua mente apenas fumaça e vultos eram vistos, sua irmã...fogo por todos os lados...sua mãe caida...ele parou a poucos centímetros de Blucher, seus olhos se fixaram nos delas, eram imoveis e sem expressão, assim como sua voz.
    - Qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir contra as guerras, nesse caso presumo que eu seja a fonte...um dia eu chegarei ao mesmo nível que ela, esqueça, diga ao Xerife que vocês tem um novo aliado contra "aquilo"...mas peço que esperem até dar essa noticia, uma noite, tenho que informar minha mentora sobre esse ocorrido!
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Danto em 11/12/2015, 15:58

    A mulher cruzou os braços para olhar atentamente a todas as suas reações, palavras e expressões corporais. Em completo silencio ela observou a sua aproximação e ao término de suas declarações o ela inclinou o tronco para frente, levanto a mão esquerda até o seu rosto e tocando a ponta do seu queixo com o indicador.

    -Esteja preparado para derramar muito sangue criança...


    Ela então se colocou novamente em sua postura firme e caminhou até o aspirador de pó, removendo o interior do mesmo. Sem falar mais nenhuma palavra a Algoz caminhou até a saída do seu apartamento em completo silêncio.

    (Ultima ação para a mudança de Ato)
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    Re: Ato I - Narrativa de Ulrich: Ódio glórificado

    Mensagem por Miac em 12/12/2015, 22:04

    Ulrich ficou imoveu, não era como se tivesse sido dominado ou pego de surpresa, era que seus músculos mortos deixaram seu corpo em um estado apático, suas incertezas e dúvidas estavam mais aguçadas do que nunca nesses anos da noite.
    " Será que consigo...você se matou por mim e nossa mãe! Não posso deixar isso impune, não devo...sei que ainda olha por mim irmã...em um lugar que não é predestinado há você! Aquela "coisa" lhe mandou para o inferno, mas consequentemente deixou uma porta aberta, juro por tudo que é mais sagrada para você minha irmã, não trancarei a porta NUNCA!"
    O jovem tremere não disse uma palavra para a Algoz, o mesmo sabia que seria usado, e que seus Senhores não permitem esse tipo de atitude, mas o que fazer quando se quer isso!?
    As chaves do carro foram pegas, o que sua mentora iria lhe disser sobre isso! O jovem Tremere desconfiava que ela já sabia e que muitos anciões de seu clã também já, iria até a capela onde constantemente sua criadora ficava.

      Data/hora atual: 19/8/2017, 06:27