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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

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    Danto
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    Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 17/12/2015, 19:00

    Março de 2002, Berlim.




    O som do escapamento de motocicletas, gritos e assovios empolgados, cheiro de gasolina e o derrapar de rodas em asfalto. Essa era a trilha sonora de praticamente todo despertar de Valkyria e essa noite não foi nada diferente, a bela Brujah acordava em seu refúgio localizado nas profundezas da estação de trem de Berlim, refugio esse que foi construído e preparado pelos dois Nosferatus anarquistas da cidade, logo, não era nenhum tipo de refúgio limpo, lindo, luxoso ou digno. Era um refúgio e isso bastava.
    Nos arredores do refúgio, logo na saída em direção a rua que passava por trás da estação de trem, a pequena gangue de motoqueiros que a seguia fielmente já começava suas atividades. Beber, brigar e pilotar suas motos pelos pubs e auto estradas locais.
    Mas havia algo diferente, Gerrard e Anthony não estavam entre os demais membros do clube, eles estavam mais separados e conversavam com alguém em um beco próximo. A postura dois dois era agressiva, ao seus olhos faltava pouco para os dois avançarem na direção de pessoa que conversava com eles, com um pouco mais de atenção foi possível ver que Gerrard e Anthony estavam conversando com uma mulher que não tinha mais do que 1,60 metros de altura, ela usava uma jaqueta de couro por cima de outra jaqueta leve de flanela, essa possuía um gorro que ocultava boa parte de sua face.

    Imagem da Mulher:
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 18/12/2015, 16:17

    Ajeito meus cabelos com a mão direita colocando uma mecha atrás da orelha. Caminho em direção aos meus lacaios e falo bem alto e informal:

    - O que estão fazendo aí meninos? Parecem coisas que não cheiram bem...ou cheiram?

    Estou vestida com um coleto de couro, com a inscrição da gangue nas costas, calças jeans surradas e uma bota de couro cano curto. A calça realça bem minhas curvas e isso faz um efeito muito grande nos humanos da gangue e até nos meus "colegas de quarto" Nosferatu.

    Os pesadelos que andei tendo me incomodam, sei que cometi um crime mas não sabia destes efeitos colaterais, vejo coisas de muitos anos atrás, como se estivesse no corpo de outra pessoa, vi uma cidade em chamas e humanos sendo governados, me incomodam estas coisas e cada vez mais penso que elas demorarão a passar.

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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 21/12/2015, 20:41

    Os motoqueiros da sua gangue reagem como sempre, param suas corridas e bebedeiras para olhar você passar. Para eles você não era apenas uma líder, era o que eles mais desejavam em suas vidas e saber disso não era algo completamente ruim, pelo contrário.
    Ao aproximar-se dos seus lacaios, Gerrard olha para você e responde com uma irritação explicita na voz.

    -Essa baixinha chegou aqui toda cheio de si, não se apresentou e apenas ordenou que nós acordássemos você.

    A mulher deu apenas um passo a frente, colocou a mão no peito de Anthony que estava na frente da mesma e o moveu como se ele não tivesse mais do que cinco quilos. Ela olha diretamente para você e diz.

    -Vivian, uma das nossas companheiras foi destruída pela Camarilla hoje, a cerca de uma hora... Será possível conversar diretamente com você sem a presença desses lacaios?!
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 8/1/2016, 16:54

    Olhei para o semblante pouco ameaçador daquela cainita, ela não me intimidava mas a demonstração de força que ela havia dado me fazia pensar o contrário. Imaginei ela me partindo ao meio algumas vezes, mas eu também nunca fui uma flor que se cheire.

    - Rapazes, voltem para o grupo. Deixem as leoas conversarem, ok?

    Fiz um gesto para que ambos saíssem, eles provavelmente obedeceriam sem hesitar, afinal, bebiam meu sangue algumas noites para ficarem mais fortes, era assim que nós Membros dominavam as opções dos humanos, com nosso sangue, tudo se resumia a isso.

    As palavras da mulher me chocaram, e fiquei meio deslocada da conversa, justamente por me lembrar de Vivian. Aguardarei a saída dos carniçais para continuar a conversa.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 9/1/2016, 23:41

    Os carniçais nada falaram, apenas reconheceram as ordens que lhe foram dadas e saíram. Os dois homens caminharam na direção dos motoqueiros que bebiam e pilotavam na avenida em frente ao beco.
    Enquanto a mulher esperava em silêncio, as memórias de Vivan vinham a sua cabeça. Vivan era uma jovem caitiff, ou seja, uma orfã sem clã algum. Ela não sabia sequer quem havia transformado ela em um "vampiro", sua personalidade rebelde, forte e viva sempre a acompanhavam durante as noites. Ela costumava passar ao menos uma vez na semana pela sua gangue de motoqueiros, divertindo-se e arrumando várias brigas e confusões.

    -Ainda não tivemos a oportunidade de nos conhecer, meu nome é Isabell Corelli. Sou a prole de Dieter Kotlar, o nosso Barão... Venho a pedido dele informar oficialmente a captura e morte de Vivan a todos seus conhecidos. E também para conferir a segurança e o estado de todos que a conheciam.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 11/1/2016, 16:09

    *Então tá...*

    Fiz uma cara de espanto quando ela me falou de quem era prole, afinal, não é todo dia que alguém importante vem por esses lados.
    O meu espanto foi trocado por uma sensação de falta de algo, gostava de Vivian e seu jeito rebelde, embora ela não tivesse um clã, a tratava como uma cainita igual a mim. Não sei se era o certo, mas apesar de morta, ainda tenho em mim algumas manias de gente viva.

    - É um prazer imenso! Admiro muito nosso Barão e acabo ficando triste em relação a perda de Vivian, nós eramos bem chegadas.

    Fico olhando com cara de surpresa para a prole do grande Barão de Berlim. Ele era um homem duro e de palavras fortes, lembro-me de quando fui apresentada a ele através de meu Senhor. Então, mudo minha faceta de criança impressionada para um semblante mais sério e questiono a cainita a minha frente:

    - Quem a matou? Sob qual acusação dessa porcaria de Camarilla alemã?

    Fecho meu punho rangendo a luva de couro, eu gostava de pensar numa vingança ou em responder a Camarilla que haviamos sentido essa perda inesperada da Caitiff.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 12/1/2016, 13:01

    Isabel observava as suas reações sem esboçar praticamente nenhuma expressão no rosto, apenas cruzando os braços e mantendo um silêncio triste. Ela era bem baixa, com no máximo 1,55 metros de altura, com um corpo magro e aparentemente frágil, suas vestes pesadas para um inverno forte a faziam ficar mais robusta do que naturalmente seria. Ao ouvir a sua ultima pergunta, a mulher olha diretamente para os seus olhos e responde.

    -Não houve julgamento ou declaração, ela foi capturada no começo da noite. Encontramos apenas um saco preto de plástico com suas cinzas e vestes dentro do mesmo... E uma fita carmesim, indicando que Vivian cometeu diablerie.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 13/1/2016, 09:25

    - Mas que merda! Como destroem alguém sem provas? Diablerie...mas...

    Parei de falar de repente, me veio a cabeça o mesmo crime que eu havia cometido, mas tratei de não demonstrar surpresa para a camarada a minha frente, voltei a falar em tom irritado.

    - Temos que nos vingar, ninguem faz isso com um dos nossos. Tem alguma maneira de descobrir se alguém cometeu este ato horrendo?

    Perguntei, com maior interesse para mim do que para o caso de Vivian, estava preocupada se alguém simplesmente olhasse pra mim e soubesse o que fiz. Já me bastantavam os dias em que não conseguia dormir, tendo aquelas visões de cidades em chamas e gente morrendo pelas ruas.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 13/1/2016, 12:13

    A pequena Brujah que estava a sua frente observou as suas reações de raiva e abriu um pequeno sorriso de aprovação na face, ela então dá um passo na sua direção e toca levemente o seu ombro direito.

    -É sempre positivo encontrar essa chama dentro de uma companheira, não sei exatamente como iremos reagir a tudo isso mas garanto que minha opinião é exatamente a sua. Acontecerá uma pequena reunião entre os membros mais antigos do movimento com o Barão, me acompanha?
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 14/1/2016, 08:08

    - Com o Barão? Claro! Vamos caminhando? Eu posso conseguir uma carona.

    Entusiasmada falei, apesar de já não ser mais uma neófita, ainda mantinha grande parte desta "paixão" dos Brujah misturada a minha personalidade quando humana. O simples fato de agir, mesmo que para uma reunião já era motivo para ficar animada.

    - Não conheço os métodos do Barão, mas teremos que retaliar, mostrar a esses velhos que não temos medo deles e desses capachos que caçam nossos semelhantes.

    *Odeio gente me tocando, mesmo ela sendo quem é...vadia...*
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 14/1/2016, 14:10

    -Uma carona? Seria melhor ir sem nenhum mortal até o Barão, você pilota certo?

    Diz a pequena Brujah que não parecia se importar muito com as suas reações, a indiferença dela começava a causar uma leve irritação, algo muito grave havia acontecido com aquela Brujah baixinha e prole do Barão para deixa-la tão distante assim das sensações humanas, em todo o diálogo, apenas um só sorriso? Todos os outros anarquistas eram tão "vivos". Enquanto falava, a mulher seguia em direção a saída do beco onde voces duas estavam, a caminho da gangue de motoqueiros que adoravam voce e seu corpo.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 15/1/2016, 16:16

    *O que essa infeliz tem? Não demonstra nada, uma pedra de gelo seria uma conversa melhor do que ela...*

    - Falei de carona, mas eu que vou te dar uma carona. Vou pegar minha moto para irmos, aprendi a pilotar alguns anos atrás quando me juntei a estes humanos através de meu Senhor.

    Caminharei a passos largos até a minha moto que está em meu refúgio, é um modelo muito bom e confortável. Acredito que eu e a cria do Barão vamos chamar bastante atenção dos outros membros da gangue, duas mulheres em uma moto, sonhos masculinos, patético.

    Imagem da moto:


    Offgame: Vou rolar os dados de Condução e Destreza para dirigir. São 7 dados e vou dirigir em velocidade segura.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 15/1/2016, 16:16

    O membro 'Supergirl' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    'D10' : 2, 5, 3, 4, 10, 4, 10
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 16/1/2016, 06:20

    Você e Isabel chegam em seu refúgio passando pela gangue de motoqueiros locais, os seus companheiros Nosferatus não estavam lá, logo, a visita ao refúgio foi bem rápida e simples. Em poucos instantes você já sentava na moto e a ligava, Isabel se aproxima e comenta de maneira breve enquanto subia na moto logo atrás de você.

    -Espero que não se importe...

    Assim que terminava de comentar, você sentia as mãos dela tocando a sua cintura e ela então se movimentava para ficar com o corpo próximo do seu. Vocês duas seguem para a saída do seu refúgio e ao passar pelos motoqueiros a sensação de ser o centro das atenções é inevitável. Todos os homens, incluindo seus carniçais, olhavam fixamente para voces duas, encantados e execitados. Eles nem sequer se preocupavam em disfarçar seus desejos ao ver as duas mulheres na motocicleta.

    No caminho em direção ao Barão, seus olhos se deparam com a imagem sorridente e feliz da mulher que sentava na carona da moto. Finalmente uma expressão! Pelo visto ela simplesmente não gostava de interagir socialmente ou fosse do tipo clássico que precisava sentir a sensação de libertade para se expor. Parando em um sinal vermelho, a pequena comenta.

    -Eu realmente sinto muito por Vivian, eu nunca fui próxima dela mas ela me parecia uma boa pessoa. Perder aliados é algo sempre trágico... mas se me permite, quantos anos de abraço você possuí?!
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 19/1/2016, 07:58

    *Finalmente queridinha, colocou uns dentes pra fora...*

    A velocidade da moto, embora não fosse tão alta, era fantástica. Sentir o ar batendo na pele e a escuridão se abrindo frente ao farol do veículo. Não me incomodei com a presença de Isabel às minhas costas, se ela era cria de Kotlar, era confiável. Ao menos por hora.

    - Não somos boas pessoas Isabel...matamos, bebemos sangue, destruímos outros de nós...

    Fui pega de surpresa pela pergunta inesperada da minha irmã de clã, mas me mantive olhando para o sinal vermelho e respondi calmamente:

    - Um pouco mais de cem anos e você?

    *Quer saber se tenho carteira de motorista também...?*
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 21/1/2016, 00:58

    -Calar nossos desejos, obter nossas glórias e defender nossas vidas. Não há nada de maligno nesses atos, claro a natureza da nossa imortalidade é maligna, mas podemos ser bons independente da natureza que nos espreita. Pelo menos foi assim que meu Senhor me ensinou...

    Comentou a mulher que estava sentada na sua moto, o sinal então abriu e ela respondeu a sua pergunta de maneira breve e em um tom mais alto de voz por causa dos motores.

    -137 anos.

    Vocês duas então seguiram pela cidade, ainda na porção Ocidental e em direção ao pub de reunião do movimento Anarquista da Cidade. O nome do bar era "O Barão Vermelho", não muito original, mas digno o suficiente para ser uma espécie de "Elísio" dos Anarquistas de Berlim. Vez ou outra, alguns independentes e até alguns simpatizantes da Camarilla e Sabá passavam pelo "Barão Vermelho". Você para a moto e logo percebe uma movimentação anormal, o local estava lotado.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 22/1/2016, 16:43

    - Então, estamos nessa imortalidade maligna a quase o mesmo tempo...Mas você me pareceu muito mais forte que eu, empurrando os grandões como se fossem papel...

    Repliquei as palavras de Isabel e soltei uma risada no final.

    - A casa me parece bem cheia, não acha? Lembro das primeiras vezes que frequentei o Barão Vermelho, meu Senhor me trouxe aqui...depois, também conheci Vivian aqui...

    Olhei para o asfalto enquanto lembrava de Vivian, não eramos tão próximas, mas era dificil de absorver que ela havia sido morta e parou em uma sacola de lixo preta.

    *É desumano! Mas, não somos mais humanos, será que é isso que me tornarei quando alcançar a idade dos mais antigos? Como aquela coisa que ficava presa no nosso porão...maldito seja, destruiu meu Senhor e minhas irmãs...e agora incomoda meus dias de sono...se alguém descobrir, eu irei parar em uma sacola também...*

    Deixo Isabel seguir na frente, todos devem conhecê-la e provavelmente respeita-la, sendo cria de quem ela é.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 25/1/2016, 03:06

    -O barão vermelho é cheio de histórias bem antigas, foi criado logo após a primeira guerra. Por um dos herdeiros mortais do famoso piloto alemão, Manfred von Richthofen. Enfim... Não acho que falar da história desse lugar vai fazer alguma diferença, afinal, está bem cheio e isso nunca é um sinal muito positivo.

    Comenta Isabel que falava sem olhar diretamente para você, ela parecia muito atenta a todos os arredores da entrada do pub, depois de alguns instantes a cainita caminha em direção ao bar e entra no mesmo sem muita cerimonia.


    O Barão Vermelho - Refúgio Anarquista em Berlim

    No interior, você rapidamente percebe que a grande movimentação ali dentro é feita por caniçais dos membros do movimento anarquista da cidade. O Pub é um ponto histórico da boêmia de Berlim para os mortais, entretanto, aos olhos imortais é uma espécie de Elísio Anarquista. Vez ou outra simpatizantes do Sabá e da Camarilla podem ser encontrados entre os frequentadores, as presenças garantidas em todas as noites são dos irmãos brujah, Gregory "Punhos de Aço" e Anthony "Punhos de Fogo". Os dois estavam sentados lado a lado logo na primeira mesa do pub. Sérios, ambos olham diretamente para Isabel quando ela entra e em seguida olham para você, mas ao fundo você também vê Vaust, o único Ventrue anarquista da cidade. Sempre com suas roupas caras e sapatos italianos, sentado junto ao balcão. Ao lado, sua companheira Vika, uma brujah bem jovem. Mais ao fundo, após a mesa de sinuca seus olhos encontram a presença ilustre do Barão,Dieter Kotlar e sentada na mesa de sinuca, a frente do barão, estava uma mulher misteriosa, cuja beleza certamente rivalizava com a sua: Flore Baudet.

    -Espere um pouco aqui, Valkyria, eu irei anunciar sua chegada ao Barão...

    Diz Isabel que seguia até o final do pub, deixando-a na entrada do mesmo e sob os olhares atentos dos irmãos Brujah. Gregory então olha você de cima a baixo e comenta.

    -Boa noite Valkyria, é sempre um enorme prazer ver você aqui no Barão.
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 26/1/2016, 08:20

    *O lugar parece não ter mudado desde minha última vinda aqui, mesmos Membros tipicos, embora esteja bastante cheio...*

    - Humm, boa noite. E a respeito de prazer, não posso dizer o mesmo meu queridinho.

    Digo piscando para Gregory, estava acostumada com essas cantadas fajutas, afinal eu liderava alguns motociclistas e mais de uma vez já ouvi essas piadas, então além de imortal ainda sou vacinada contra merda que esse tipo de gente fala.

    Me mantive de pé perto dos dois Brujah, onde Isabel havia me abandonado, porém meus olhos não conseguem sair de Flore Baudet.

    *Malditos toreadores, parecem que todos são feitos de porcelana, todos os traços são perfeitos, desde os olhos até as pontas dos cabelos.*
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 27/1/2016, 16:48

    Gregory ouve a sua resposta e abre um sorriso malicioso no rosto, ele se levanta e caminha na sua direção. Era típico, Gregory tentava sempre se aproximar, sempre com segundas intenções e com uma postura de dominação que não correspondia a verdadeira força dos dois. Você era mais antiga do que o neófito e isso garantia uma enorme diferença de forças entre vocês. Antonhy, com sua enorme cicatriz na cabeça apenas olhou diretamente para você por dois segundos, ele não era um sujeito de palavras, apenas ações e brigas. Era um olhar de respeito.
    -Porque você se senta conosco enquanto espera? A Isabell certamente vai levar horas pra voltar, afinal, a tal Toreadora tá no bar e isso nunca é um bom sinal, afinal, Toreadores não é mesmo?!

    Ao fundo do local, Isabell se aproximava do Barão Anarquista, Dieter e começava a trocar algumas breves palavras com o mesmo. Flore Baudet parecia completamente entediada com todo o ambiente, sentada na mesa de sinuca, olhos voltados pro teto e nenhum mínimo interesse em ninguém ali. Mas aparentemente ela escuta a conversa entra Dieter e sua prole, olhando para os dois e saltando em um ágil movimento da mesa de bilhar, voltando os olhos diretamente para você. Nesse instantes, Gregory estava chegando ainda mais perto.

    -Gregory, senta e cala a merda da boca.

    Diz Antonhy. Na fração de segundos em que você e Gregory olham para Anthony, ambos surpresos com o punk de cabeça rachada ter falado algo pela primeira vez em anos, uma voz feminina se fez ouvir ao seu lado direito.

    -Sim Gregory, por favor, calado... Você deve ser a Valkyria, da linhagem de Atílio o Indomável. Correto?

    Gregory abre os olhos assustado com quem estava tão próximo de vocês naquele instante. Uma mulher alta, na média de um metro e oitenta centímetros de altura, magra, incrivelmente bela e com um visual bem moderno. Era a própria Flore que atravessou todo o bar em uma fração de segundos. Conhecida como "A Primeira Harpia", pouco se sabia sobre a Toreador. A única certeza era: Flore é uma anciã que participou de um momento histórico da Camarilla e por alguma razão rebelou-se.



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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 28/1/2016, 18:31

    *Pensei que ele tivesse entendido minha mensagem, néofito estupido...*

    - Ora criança, todos os clãs devem ser aceitos em nossa caus...

    *O qu-que?*

    Me assusto com a presença repentina da Toreador ao meu lado e dou um leve passo na direção contrário me virando para encara-la de frente. Ela era uma vadia antiga e muito poderosa, atravessou o salão rápido o suficiente para ninguém percebe-la, exceto talvez por Anthony que parecia estar atento a tudo ao seu redor.

    - Sim, esse é meu nome Srta. Fleure...e si-sim, este é o nome de um antigo membro que deu origem a meu Senhor e ao Senhor de meu Senhor.

    *Cacete! Por que gaguejar? Essa vadia comprida acha que pode chegar assim, se atravessando e perguntando sobre aqueles velhos monstros do nosso clã...*
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 10:18

    A mulher alta e de cabelos loiros observa a sua resposta, era difícil interpretar a expressão que estava no rosto dela, era uma clara curiosidade misturada com algo mais profundo e obscuro. Flore balança a cabeça negativamente após a sua frase e coloca uma mão na própria cintura antes de voltar a falar.

    -Vadia?! Nem nos conhecemos e você já estabeleceu tais denominações a respeito da minha atividade sexual a não ser que esteja se referindo a cultura norte-americana onde vadias são mulheres de péssima atitude ou cruéis. Mas enfim, existe algo diferente na sua aura, minha querida. Você tem pesadelos?

    As palavras dela vinham afiadas como navalhas, assustadoras e extremamente precisas. Como ela sabia o que se passava no interior da sua mente? E como ela teria sido capaz de presumir algo tão pessoal sem nunca ter visto você antes? E porque falar tão abertamente sobre tudo isso?! Mas antes de qualquer resposta, a própria Toreador dá dois passos para trás e leva uma mão a cabeça. Dieter e Isabell tem a mesma reação que a mulher e a voz do Barão Anarquista ecoa por todo o bar.

    -A cortina se levantou, um ancião poderoso acaba de cruzar a fronteira oriental!

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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 29/1/2016, 15:29

    *M-mas como? Saia da minha cabeça, não te dei permissão para bisbilhotar minhas memórias e pensamentos...Merda!*

    Tive vontade de bater na cara dela, a maldita estava pensando o quê quando leu meus pensamentos, mas fui pega de surpresa quando ela começou a falar de aura, eu não entendia essas coisas mas lembrava que meu Senhor certa vez mencionou que muitos Membros tinham capacidades cognitivas muito superiores, ela deve ser este tipo de criatura. Ela é uma anciã poderosa, com certeza já saberia o que fiz e por isso me perguntou dos pesadelos.

    *Então, alguém do lado de lá está vindo para o nosso lado da cidade. Os idiotas da Camarilla inteira vão procurar por esse estúpido que cruzou, embora, pelo jeito seja um ancião...então, pode não ser tão estúpido assim...*

    - Flore, eu tenho alguns dias ruins para dormir, nada mais. Mas deve ser o cheiro dos meus dois colegas, os esgotos onde eles perambulam tem um cheiro estranho sabe...
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    Danto
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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 16:03

    Flore observou brevemente os dois neófitos Brujah que estavam próximos de você, Gregory terminava de se sentar, completamente acuado com a presença da anciã. Já Anthony apenas olhava para vocês com a mesma expressão séria de sempre. Flore então estendeu a mão na sua direção e perguntou.

    -Querida, me acompanha? Você não está sozinha nesse conflito mortal e mental. Venha, vamos até o nosso barão ouvir o que ele tem a dizer sobre essa invasão.

    Perguntou Flore com um sorriso lindo no rosto, aguardando pacientemente a sua reação.
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    Supergirl

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    Re: Ato I - Narrativa de Valkyria: Nós vamos leva-lo ao chão!

    Mensagem por Supergirl em 29/1/2016, 16:13

    *Então tá né...*

    Olho para os dois Brujah e em seguida para Flore:

    - Não estou sozinha? Como assim Flore?

    Levemente estico minha mão na direção da Toreador, pegando a mão da mesma.

    - Vamos até lá.

      Data/hora atual: 25/6/2017, 19:16