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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

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    Danto
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    Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 10/1/2016, 00:47

    Março de 2002, Berlim Oriental.


    Asas negras, abertas ofuscando a lua cheia no mais alto dos céus estrelados. A grandiosa ave de rapina pousa sobre o crânio rachado de uma face impura, sórdida e amaldiçoada. O vento toca sua pele, ele é frio e cruel como o foice de um ceifador. As gotas de sangue escorrem pelas suas mãos feridas, cortadas pelo fio de uma navalha traiçoeira. O verde dos campos a sua frente, belas planícies de sua terra natal, são devoradas pelo fogo. As labaredas são tão fortes que as gramas se tornam cinzas, cinzas como o cimento e as rochas derretem e escorrem pelo vale, como o asfalto da cidade grande faz todos os dias. A poderosa ave de rapina corta os céus em seu voo selvagem, livre e forte. Ela circunda as suas proximidades, impedindo a sua visão completa e perfeita da luz do luar de verão. O fogo se intensifica, o barulho de tanques de guerra e tropas, tiros e explosões. Uma grande guerra esta a caminho e os inimigos estão próximos. A poderosa ave de rapina pousa a sua frente, seus olhos ardem por causa das chamas incandescentes, marejados de sangue eles se fecham. Eles novamente se abrem, a sua frente, dois corvos. E a visão em preto e branco da cidade de Berlim em escombros, ruínas e desespero está ao fundo dos dois corvos.

    Kiril acorda em sua loja de espelhos, no interior de seu refúgio. Afoito e com frio, suas mãos feridas pelas laminas de suas próprias adagas marcavam a veracidade de suas visões. A noite estava apenas começando e o Seer sabia que uma onda de fogo, sangue e destruição estava a caminho...
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 10/1/2016, 01:17

    Me levanto de leve para permanecer sentado. Observo minhas adagas posicionadas na mesa da frente por um tempo. Cada uma me contava uma história, mas elas não sabiam mentir. Fico com as pernas cruzadas como em uma posição de meditação por um tempo. Com as palmas das mãos tocando uma à outra e meus finos dedos brincando um contra o outro como se fosse uma reza que só eu sabia. Reflexão sempre era o primeiro passo da noite. Ainda mais das piores noites.

    Visão de guerras não são tão comuns como visão de sexo e mortes. Algo irá acontecer em breve, e não importa o que eu faço, crânios pegarão fogo. O futuro é inexorável, só posso fazer pequenas mudanças. Mas temo pela frase que nunca ousei em falar em voz alta. "Para cada prole morte uma nova derrota". Faltam três proles de Gustav e minha visão mostram dois corvos, as proles traidoras provavelmente. Corvos trazem a morte e está só pode estar direcionada para uma pessoa. Preciso falar com Katherine. Não vou eventualmente falar de minha intuição, mas preciso alertá-la que os próximos dias serão mais calorosos.

    Finalmente me levanto para me aproximar da Adaga de Madrepérola, belo presente de minha amada. Não hesito em lamber a lâmina imaginando a pele pálida de minha deusa. Então finalmente medito. Preciso falar com ela mais cedo possível. Com as duas mão na adaga faço um pequeno furo onde fica meu coração, apenas para o aço sentir minha pele e fecho os olhos imaginando minha imaculada rainha. Quando a minha mente finalmente visualizar perfeitamente a minha querida senhora falarei com ela. Em nossa língua natal é claro.

    - Senhora. Perdoe me a intromição. Seu Kiril despertou hoje com um novo presságio. Esta vez com chamas e sangue.

    Teste de Ritual: Int(4) + Ocu(5), Dificuldade: 4
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 10/1/2016, 01:17

    O membro 'King' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    'D10' : 3, 7, 9, 5, 1, 5, 2, 10, 2
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 12/1/2016, 13:16

    A adaga que Katerine havia lhe dado a muitas noites atrás pendia em suas mãos, sua mente concentrada durante praticamente 30 minutos para que o ritual finalmente se estabelecesse, era necessário a conexão entre as mentes envolvidas e as permissões de ambas para que a comunicação finalmente fosse possível.

    Então a voz suave da Rainha de Berlim ressoou no interior da sua mente, junto com a presença forte e poderosa da mais bela mulher que seus olhos já haviam visto. Seus desejos queimavam no interior do seu ser quando as palavras dela finalmente foram ditas.

    -Boa noite meu querido Kiril. Você diz chamas e sangue, é necessária a minha presença física em seu refúgio para ouvir a sua previsão?
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 12/1/2016, 14:02

    Essa voz! quanto poder e potência em apenas poucas palavras. Como almejo vê-la novamente. Todas as noites quando o crepúsculo se apaga. Como eu preciso sentir o cheiro de seus cabelos, mesmo precisando trazer vida de novo em meus pulmões para tal. Como preciso sentir o frio de sua pele. seu sangue escorrendo junto do meu. Uma mar de sangue unido pela eternidade. Mas a segurança dela é mais importante. Mais que tudo mais nesse mundo.

    - Temo que possa ser perigoso minha rainha. Vejo em meus sonhos que seus irmãos planejam trazer a sua morte final. Imitando métodos que seu mestre outrora fizera. Por guerra usando mortais. Vejo esta cidade em chamas, mas mais que isso. Vejo todo o leste da Europa em chamas. Nossa terra natal não estará ilesa. Seus irmãos estão planejando algo sórdido, mas como a senhora já me conhece de longa data, não posso ser mais preciso. Apenas peço por suas ordens e pela sua eterna segurança.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 13/1/2016, 12:20

    -Venha imediatamente a corte, estou a sua espera em meus aposentos particulares. Não posso acreditar que meu irmão mais velho esteja tramando minha morte, quero ouvir seu sonho inteiro agora!

    Ordenou Katerine com sua voz de comando imponente e pesada, não era um peso em relação ao tom a voz da anciã não engrossava durante uma ordem, pelo contrário, era uma harmonia perfeita, uma coerência tão precisa em cada sílaba pronunciada que a frase se transformava em um murro contra a vontade de quem ouvia.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 13/1/2016, 12:51

    - É claro minha senhora. Lhe manterei esperando mínimo possível. Esse tipo de notícia tem de ser vista com muita relevância!

    Minha visão pode dizer muitas coisas na verdade. Como que apenas dois corvos quiseram voar em Berlim no final da última guerra. Mas eu devo alertar meu amor dos perigos que pressinto. Minhas visões podem não estarem precisam, mas representam um mal e todo o mal deve ser evitado ao meu amor. À essência de minha não vida.

    Sairei correndo de meus aposentos, me virarei para meus fiéias carniçais, que provavelmente estão ou estudando ou descansando e falo com um tom cordial, mas demonstrando nevorsismo e pressa.

    - Gunther, infelizmente preciso lhe incomodar com seus estudos, mas preciso de uma carona imediatamente para a corte de Katherine. Hamlin prossigue com os estudos.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 14/1/2016, 14:40

    Gunther estava estudando algumas lâminas como reagentes básicos para possíveis novos rituais, expondo-as a substancias ácidas e básicas, com o uso de vitae e pequenas ervas e cânticos. O carniçal parecia concentrado, mas rapidamente ele desvia os olhos das próprias anotações e estudos para olhar diretamente para voce, colocando-se de pé e respondendo.

    -Claro meu Senhor, será uma honra conduzi-lo até a corte.

    Hamlin estava trabalhando com a categorização de reagentes para rituais, atualizando os catálogos e quantidades. O homem apenas olha para voce e faz uma breve reverencia, agradecendo a permissão para continuar a realizar a tarefa que já executava. Então, Gunther caminha a sua frente, pegando a chave do único carro que o mesmo possuía, poucos instantes depois voces dois já se encontravam no interior do veículo, cruzando as ruas de Berlim Oriental em direção a corte.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 14/1/2016, 15:38

    A "Ave de Rapina" é minha amada e os "Dois Corvos", as outras proles do Príncipe Gustav. Ela estará indefesa quando a guerra chegar à ela. Esses dois ingratos ambiciosos não tardarão à colocar humanos na guerra. Só que vejo que não vejo essa batalha apenas como uma guerra covil. Ela se extenderá por toda a Ex-Cortina de ferro. Tudo queimará pela tola ambição de superar seu próprio senhor. Posso não estar preciso na identidade dos corvos e das aves, mas eu sempre fui de me ater ao pior cenário para garantir sucesso. E a grande verdade da não vida é, o pior cenário costuma ser o verdadeiro. Logo sinto a traição das duas proles chegando. Mas não os condeno.

    Há dias que me arrependo da traição que fiz. Mas meu pobre mentor havia traído tanta gente que o destino que lhe reservei foi melhor que o que lhe aguardava. Como sempre disse, o destino é inexorável e para ele nada mais restava que cinzas e fogo. Agora para mim… nunca consegui ver meu próprio futuro. Pelo menos não com a mesma clareza que vejo o de terceiros. Só me resta seguir meus próprios passos e dançar conforme a música.

    Sento no banco de trás do banco demonstrando claramente preça e um pouco de aborrecimento. Estava de fato curioso com o que Gunther estava fazendo. Poderia ser usado em um novo ritual contra assamitas de sangue puro. Essa peste está comecando à chegar na cidade. Mas não à tempo para isso. Permanecerei concentrado em minha última visão até me deparar com Katherine.

    - Vá o mais rápido que as leis desta cidade permitir Gunther. Não tenho tempo para esperar, muito menos Khaterine.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 15/1/2016, 14:14

    O carro dirigido por Gunther atravessou a cidade o mais rápido possível, seguindo a norte pelos territórios orientais em direção a Mitte, bairro central de Berlim onde se localizava o palácio da cidade. Aos olhos mortais, o palácio era uma grande herança de tempos que nunca mais voltariam e o mesmo chegou a passar anos em reforma no período pós guerra. Para os cainitas de toda Alemanhã e Europa, o palácio de Berlim era o refúgio de Gustav e todos aqueles que se aproximavam das suas paredes antigas e pedregosas sentiam a potência do sangue do ancião Ventrue.


    O carro estaciona na praça em frente ao castelo e em menos de segundos após o carro desligar, um carniçal do castelo abre a sua porta, fazendo uma reverência breve em seguida e comunicando. Seus olhos rapidamente percorrem as roupas do homem em busca do brasão de Katerine, o brasão em formato de uma flor de Anémona roxa fixada junto a gravata do homem que vestida um terno formal.

    -Boa noite, Seer. A Rainha o convoca imediatamente a seus aposentos pessoais.

    -
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 15/1/2016, 15:43

    - Boa noite... Me leve de imediato para nossa rainha.

    Me viro para o carro e analizo quanto tempo vou ficar no castelo. Pode levar muito tempo ou apenas questão de minutos. Mas não estou interessado em perder meu tempo esperando caronas. Gunther tem o resto da vida dele para estudar.

    - Me espere no carro Gunther. Enquanto isso pensa numa boa lista de reagentes bases para trabalharmos. Já estou farto de ácidos...

    Me viro e acompanho o serviçal com o passo acelerado. Já imaginando o corpo de minha amada. Imaginando sem roupas é claro. Mas mesmo assim imaginando. Em questão de instantes me depararei com ela. Talvez com outros membros pelo caminho, mas nenhum que me dê relevância, incluindo Gustav. Só Katherine importa agora. Ela tem de saber o que eu sei.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 16/1/2016, 06:31

    O carniçal da corte de Katherine mostra o caminho por todo o interior do palácio de Berlim, você caminha junto ao mesmo por vários minutos, afinal, o palácio é gigantesco! O caminho era conhecido, já decorado em sua mente através dos longos anos de serviço a corte particular de Katherine, mas mesmo assim, você raramente caminhava sozinho em direção aos aposentos intimos da Rainha de Berlim. Por fim, a porta se abria e o carniçal anunciava a sua entrada.

    -Minha Rainha, o Seer finalmente chegou... Perdoe-me a demora...

    E assim o homem se retira.



    Katherine estava sentada na própria cama, na região próxima aos pés da mesma. Sua postura era incomparável, uma verdadeira rainha do sangue Ventrue. Suas vestes eram brancas e leves, feitas de seda importada e tão cara quanto as maquinas voadoras que os homens utilizam para transporte massivo. De pernas cruzadas, mãos postas na própria cama e um sorriso ansioso na face, ela o aguardava. Sua beleza estonteante, olhos de cores profundas e um perfume incrivelmente sensual, mas todos os detalhes eram minimizados pela fala dura e de comando que a Rainha sempre utilizava.

    -Aproxime-se e conte a sua visão!
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 16/1/2016, 15:23

    Esse poder... Todo esse poder! Não é apenas as suas coxas que eu idolatro minha rainha, o poder que você possui. Não para mim usurpá-lo, mas para apreciar ver a senhora usá-lo com tanta eloquência. Você jamais deixará de ter o charme que sempre vi em seu olho. Um olho escuro que me leva até o fim da terra e me traz de volta. Mas não posso perder o tempo dela apenas à encarando. Mas se eu pudesse passaria uma eternidade assim, ou talvez até um pouco mais...

    Faço um reverência esperada pela mesma e me aproximo até haver três médios passos de distância entre nós dois. Então com uma voz profunda lhe dou minha profecia. Como um próprio cântico que sempre fiz. A voz cavernosa sempre fez parte de mim dês de quando me acostumei com os fundos mais escuros das catacumbas daquele lugar.

    - Eu vejo fogo minha senhora. O fogo se espalhará até nossa terra natal. Vejo pelo céu todo o leste da Europa em chamas. Mas essas chamas não são metafóricas. Pois vejo armas de guerras. Tanques e soldados. Humanos presos em uma grande guerra. Minha mente finalmente mostra essa cidade. Da mesma forma que a vimo mais de sessenta anos atrás. Em cinzas, com a poeira subindo. Este palácio não estará de pé caso minha visão seja completada. Mas vejo duas aves de rapinas apreciando os corpos carbonizados deste lugar. Vejo vingança nos olhos delas. Vejo sangue. Estas duas aves são corvos, observando o desespero e as cinzas. Minha visão então morre no meio do sangue, minha rainha. Mas minha memória não me trai. Pois quando vi a primeira derrota do Grande Senhor Gustav, eu vi três corvos sendo abatidos. Este animal em específico possui um contesto próprio em minha visão e a senhora sabe qual é. Não cabe à mim fazer as especulações. Mas lhe asseguro do que disse à senhora mais cedo esta noite.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 18/1/2016, 21:40

    Katerine ouvia calmamente as suas palavras, enquanto ouvia a mesma se coloca de pé. A cama faz um leve som de ranger de madeiras, um som típico de moveis feitos de madeira antiga. A sua Senhora então caminhou até o pequeno conjunto de poltronas que circundavam o perímetro de uma mesinha central de café, passando ao seu lado e sentando-se na poltrona mais próxima da única porta do quarto.

    -Peter me odeia profundamente e isso nunca foi um mistério para ninguém, ele ao menos sempre foi honesto. Entretanto Wilhelm? O simples fato de cogitar uma traição ou remorso dele em relação a minha vida, me faz remoer tanta história... Kiril, meu caro, fique tranquilo. Irei pessoalmente arrancar as asas desses corvos... Possuo até algo em mente.

    Ao final de suas palavras, Katerine fazia pausas para se arrumar confortavelmente na poltrona. Parando por fim, com a perna direita cruzada por cima da perna esquerda, com a postura firme e ereta. Braços apoiados na poltrona e um sorriso cruel na face.

    -Kiril, me faça um favor. Entre em contato com os carniçais do lado de fora do meu quarto, ordene que eles entrem em contato com minha prole, quero Mark aqui o mais rápido possível. Enquanto isso, prepare um ritual de diálogo com o Senhor. Preciso falar algo com meu antigo esposo...
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 18/1/2016, 22:32

    Essas pernas. Como minha saliva amaria escorrer pelas mesmas... Ela sempre foi forte com as palavras e decidida com suas idéias. Sinto que está será uma longa noite, realmente longa noite. Todavia a culpa não é minha, sou apenas o pombo correio em um ninho de corvos. Mas eu ainda terei minha corva rainha em meus braços...

    - Será feito em questão de instantes minha senhora!

    Não tardarei para cumprir as ordens de minha senhora. Me virarei cordialmente e irei até as portas. Então abrirei uma aba na esperança de ver alguma presença do lado de fora. Caso necessário, dar um passo para fora até ver um rosto serviçal.

    - Nossa senhora ordena a presença do senhor Mark Hencke. O mais rápido possível.

    Quando notar que a ordem será comprida voltarei para dentro do aposento. Fecharei a porta com um sorriso no rosto. Afinal amo ficar a sós com minha senhora. Então me virarei para a mesma revelando a Adaga de Madrepérola que a mesma me presenteou muitas noites passadas.

    - Antigo esposo... Sequer eu previ este destino... Bom, como tal Adaga que eu possuo da senhora já fora em tempos remotos do grande Senhor Gustav, sendo um presente para à ti, acredito que a mesma será o suficiente para o ritual. Se me permite sentarei nesta poltrona ao seu lado para me concentrar. Quando a hora chegar lhe oferecerei a adaga para que seu dedo à suje de sangue e então a voz do príncipe poderá ser ouvida em sua mente. Aproveitamos também este tempo para esperar a chegada do senhor Mark.

    Com a permissão dada sentarei na poltrona mais próxima da poltrona da mesma e começarei à me concentrar no ritual. Não é simples fazer a conexão quando faço para terceiros. Todavia, dês de quando aprimorei este ritual do que eu aprendi daqueles feiticeiros, anos atrás, pode-se dizer que eu não sou um reles aprendiz nesta arte. Logo com a adaga em mãos focarei minha mente através do laço de sangue que me liga à minha senhora até conseguir alcançar a mente de Gustav.

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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 18/1/2016, 22:32

    O membro 'King' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    'D10' : 5, 5, 2, 5, 7, 7, 7, 6, 10
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 21/1/2016, 01:22

    O carniçal que você encontrou do lado de fora não falou nada, apenas tirou o celular e se retirou para realizar as ligações necessárias para encontrar a prole de Katherine. Você retorna para o quarto dela, a rainha lhe da as permissões para que o ritual pudesse acontecer e ao final do mesmo, com a certeza de que havia ocorrido tudo com perfeição. Katherine estende a mão esquerda e toca a lamina da adaga de madrepérola. O ritual então começou.

    O ar foi dragado de todo ambiente, uma presença poderosa surgia dentro da mesma. Você conhecia aquela entidade que se expandia por todo o cômodo como uma besta voraz. Era Gustav, em seu interior, você deveria ser grato por Katherine ter pedido pelo ritual, suas memórias de estar frente a frente com Gustav era terríveis. O poder do sangue do ancião era algo terrível e pavoroso.

    -Katherine, usando magica para chegar até mim? Eu poderia puni-la por isso!
    Disse Gustav com sua imponente voz de comando.

    -Perdoe-me, Senhor, em situações de emergência como a que me encontro, não haveria tempo seguro para ir até sua presença. Era necessário anunciar de imediato o que farei.
    Contra disse Katherine sem medo algum de seu Senhor.

    -Imagino eu que isso tenha haver com o Seer, eu deveria ter arrancando seu coração quando o vi pela primeira vez em minha corte. Diga-me o que há de tão importante e o que você deseja fazer?
    Indagou Gustav, já demonstrando impaciência e nervosismo em sua voz, ele odiava magia e você sabia muito bem disso.

    -Meus irmãos estão planejando minha destruição, usarão dos mortais para gerar uma guerra civil. Os planos com o Sabá e a prole renegada de meu irmão mais novo precisam começar imediatamente!
    Respondeu Katherine com uma entonação de voz que parecia uma ordem e não um simples pedido para o poderoso ancião Ventrue.

    -Quem pensa que é para me dar ordens, usando magica, seguindo visões de um feiticeiro... Caso seus irmãos estejam planejando algo contra você, eles enfrentarão a minha fúria!
    Disse Gustav irritado, a potencia de sua voz fazia os móveis se moverem como se uma tempestade começasse a se formar no interior do quarto.

    -Eu sou a Rainha de Berlim, herdeira do seu sangue e todos devem se curvam diante minha presença. Sem exceções! Não se engane, meu Senhor, eu sou a única que pode garantir a sua coroa nessa cidade. Não levante sua voz contra mim ou a minha fúria cairá sobre você. Esse foi apenas uma mensagem cordial, uma aviso... Colocarei os planos com a prole bastarda em ação.
    Diz Katherine com uma voz imponente, destemida e cheia de orgulho. Ela então se levanta e olha para você com veemência, um olhar de censura que só poderia indicar a necessidade do término do ritual antes que Gustav tivesse o direito de resposta.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 21/1/2016, 12:06

    "Cento e dois... Cento e três... Cento e quatro... Ela olhou! É Hora!" Sem pestanejar depois da Katherine finalmente me olhar completo o ritual. A minha mão esquerda, a qual segurava a Adaga de Madrepérola mantendo a mesma verticalmente para cima, vira em 180° graus deixando agora a adaga apontada para baixo e o sangue de minha senhora prestes à pingar para fora da lâmina. Mas antes que este sujasse o tapete, pego a gota com minha mão direita e o coloco em meus lábios. Assim terminando o ritual.

    Finalmente posso pensar direito. Manter minha mente e pensamentos aberto por tanto tempo poderia me levar para a morte final mais cedo do que eu mesmo espero. E eu só almejo essa morte depois que eu provar de todo esse delicioso e viciante sangue que corre em meus lábios agora. É como se minha boca tivesse ficado toda dormente só de tocar em tal néctar... Quanta elegância de minha senhora. Agora eu sei que não existe mais obstáculos. Ela será minha em breve... Em breve meu amor...

    - Peço perdão por testemunhar tal conversa íntima minha senhora. Eu não sabia que a sua relação com nosso Príncipe estava neste estado.

    Gustav não aparenta ter medo de uma guerra civil, sabendo que todas as guerras humanas que ele enfrentou ele perdeu. A insanidade é definida quando se repete a mesma ação mesmo sabendo que o resultado será negativo, e a burrice é definida quando se recusa à ler a história para se tornar condenado à repeti-la. Ele pode ser poderoso, mas já se perdeu há muito tempo. Agora só minha senhora pode reinar sobre esta cidade.

    - A senhora disse que possui planos com o Sabá? Me parece que vós busca uma solução não ortodoxa para nosso tabuleiro de xadrez de Berlim.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 22/1/2016, 00:39

    -Não há nenhuma necessidade de pedir desculpas...

    Comenta Katherine em um tom de voz mais baixo, quase sussurrando. Era claro o cansaço em suas expressões, apesar de demonstrar tamanha força em uma conversa indireta com Gustav, todos sabiam que não havia nenhum ser em Berlim capaz de rivalizar com a força física do Príncipe dos Punhos de Ferro. Ela então caminhou em direção a um dos móveis mais antigos do quarto, você tinha várias memórias daquele móvel de madeira que tanto brincava com a sua imaginação pervertida. O clássico "divisor de quartos", uma espécie de divisor que era posto dentro dos quartos das Damas medievais para oferecer a elas um pouco de privacidade no ato de trocar de roupas. Katherine nunca mudou esse móvel de lugar, nem sequer substituiu o mesmo, todos os outros móveis pareciam ter pouca importância se comparado a este e para de trás dele ela se foi.

    -Escute com atenção, Kiril, pois você precisa repassar essa informação para minha prole. As peças começarão a se mover e eu farei a primeira investida, recentemente soube que a prole banida de Peter, meu irmão mais novo, reapareceu na cidade. Essa prole é um homem, importante no Sabá local. E como o sangue de Gustav passa por suas veias, será fácil manipular o mesmo... O meu desejo é que minha prole entre em contato com o Sabá local, revelando meu desejo de conhecer esse herdeiro de Gustav. Enquanto isso, eu irei até os Anarquistas. Precisamos encontrar o antigo Brujah que prendeu Gustav ao laço de sangue, não posso simplesmente aceitar submissa a ira dele mais uma vez.

    Disse Katherine que trocava de roupa atrás do provador de madeira, você escuta o som da seda correndo pelo corpo dela e em seguida seus olhos veem o vestido leve que ela estava usando ser colocado graciosamente sobre a madeira superior do móvel. Depois o som das portas do armário se abrindo, a certeza de que atrás daquele móvel estava a sua musa, completamente nua a poucos metros... Alguns breves sons de roupas sendo movidas de local, pelo visto, ela saria do castelo. Algo raro nas noites mais recentes.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 22/1/2016, 15:12

    Como ela gosta de me torturar tanto? Saber que ela está logo ali, falando e se mexendo, absolutamente nua. Chega a ser difícil prestar atenção no que ela diz com toda a minha imaginação me pregando peças... Chego à achar que sinto calafrios como se eu fosse um reles humano... Mas devo me focar, minhas visões me alertaram do perigo que passaremos e preciso proteger minha senhora. Não pode haver mais uma derrota que possa colocá-la em riscos. Eu lhe servirei e lhe protegerei, minha amada Katherine.

    Mas espere... Todo esse plano complexo é apenas para libertar Gustav das algemas de um laço de sangue?! Fazer ele se tornar o homem que ele era antes do laço?! Minha queria senhora apenas almeja seu marido de volta? Seria isso mesmo que eu estou ouvindo? Não pode ser que tamanha desilusão ataque minha não vida assim. Com ele livre do laço o mesmo estará livre para repetir suas falhas. Assim sendo, minha senhora estará no verdadeiro perigo. E minha visão se tornará verdadeira. E isso é uma coisa que eu não posso permitir... Agora vejo com mais clareza minha visão. Não foi os dois corvos ocidentais que começaram a guerra, e sim o próprio Gustav livre de seu laço, e assim o fim de tudo que eu amo e sirvo estará acabado. Pelo bem de minha senhora, e até pelo bem deste castelo e toda sua corte, Gustav não pode ser libertado. Custe o que custar.

    - Entendo seu plano minha senhora... Deixarei bem claro para o Senhor Mark o papel que ele deve empenhar nessa empreitada. Vejo que a senhora irá encarar os Anarquistas cara a cara... Quando eu terminar minha tarefa de informar sua prole de seus afazeres espera algo de mim, minha senhora? Gostaria que eu fosse ao seu encontro? Ou almeja algo mais específico de minha servidão? Por acaso preferiria que eu acompanhasse o Senhor Mark?
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 25/1/2016, 03:16

    -Você deverá ir ao meu encontro assim que terminar de falar com Mark.

    Diz Katherine ainda atrás do provador, ficando em silêncio por mais alguns instantes e deixando a tortura da sua alma ainda mais intensa quando os barulhos de "ziper" fechando começam a controlar todo os sons do quarto, ela estava terminando de se vestir... As possibilidades... Enfim, a rainha de Berlim sai do trocador usando roupas modernas, calça de couro bem justa, camiseta azul e uma jaqueta de couro bem pesada. Era a primeira vez que seus olhos viam a sua musa em roupas exóticas, mas nada era capaz de diminuir a beleza da imagem de Katherine. Ela olha diretamente para você quando sai e volta a falar.

    -Avise para minha prole entrar em contato com Rebeka Resnick. Em seguida, explique a ele toda a situação e encaminhe-se ao Barão Vermelho em Berlim Ocidental... Sim eu sei que o alerta mágico deixará os membros notórios da camarilla de lá em alerta, eu não me importo.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 25/1/2016, 11:16

    - Farei como desejar senhora. Faz muito tempo que não piso naquele lado da cidade, imagino como deve estar agora...

    Será que um dia não haverá esse separador entre nós? Que mobilha detestável, devo dizer. Gostaria de vê-la em chamas, mesmo não sendo o fogo algo que eu devesse gostar de ver... Essas roupas ficam tão exóticas em minha amada, mas adoria rasgá-las para revelar seu lindo corpo. Isso seria interessante.

    - Rebeka Resnick... Certo, avisarei todos os detalhes para o Senhor Mark e irei me encontrar com a senhora.

    Será um pouco arriscado cruzar a cidade. Depois do ritual que eu fiz décadas passadas, muitos feiticeiros passaram à saber de minha indentidade e a aversão apenas cresceu. Quantos menos membros cruzar meu caminho quando eu estiver lá, melhor será.
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por Danto em 25/1/2016, 14:14

    Katherine o obversa em silêncio por alguns instantes após a sua ultima frase ser dita, ela então caminha na sua direção. Um caminhar lento, sensual e direcionado exclusivamente para os seus olhos se deliciarem e devorarem aquela imagem única. Mas o encanto da aproximação se rompe quando o último passo é dado para que ela parasse ao seu lado, não a sua frente como seus desejos ansiavam. Mas a proximidade era incomum, não havia nem um passo sequer separando vocês dois, apenas o braço da poltrona onde você estava os separavam naquele momento. Os olhos dela então buscam pelos seus e quando a troca de olhares se estabelece, a voz de comando ordena.

    -Não cometa nenhum erro.

    Katherine então segue para a saída do quarto sem ao menos se importar em ouvir a sua resposta. Restava então para você, aguardar a chegada da prole da sua Senhora.


    [Off: Ultima ação antes do final do Ato]
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    Re: Ato I - Narrativa de Kiril: Os Corvos de Odin

    Mensagem por King Jogador em 25/1/2016, 17:00

    "Farei meu melhor minha senhora". Como sabia que ela não ouviria guardei apenas para mim as respostas as suas ordens finais. E claramente às seguirei até o fim. Erro não é algo que gosto de cometer, viver ao redor de visões sobre o futuro nos deixa claro o quão simples pode ser para que um erro destrua nossas vidas para todo e todo sempre. Minha visão me alerta de um perigo iminente, e dessa vez nós temos os recursos para poder impedir uma catastrofe. Afinal agora é minha senhora que esta sentada no trono. E farei de tudo para que Katherine permanceça sentada absoluta no trono dessa cidade.

    Ela parece tão seria como quando a última grande guerra estava estourando na cidade. Fico feliz de saber que a mesma leva tão a serio as minhas palavras. Afinal as preparo unicamente para o deleite dela. E assim farei até o final dos tempos. Até os nossos corpos se tornarem um só e eu sentir o sangue de minha senhora por entre sua deliciosa pele. Então agora permanecerei sentado observando a porta. Uma hora Mark chegará e quando ele chegar deverei instruí-lo como minha senhora mandou. Mas antes de fazer tal tediosa tarefa...

    Me levanto sorrateiramente e com um grande sorriso no rosto. Estou sozinho no aposento de minha amada depois de tantos séculos. Existe algo mais forte nesse mundo que a morte, e essa força me obriga a agir agora. Passos quase saltitantes, mas ao mesmo tempo silenciosos me movem quase que contra a minha vontada até a parte de trás daquele odioso objeto de madeira. Ali há de haver uma peça de roupa à disposição de minha pervecidade. Estou morto e não preciso respirar, mas mais do que nunca preciso sentir o aroma daquilo que me faz prosseguir com essa não vida.

      Data/hora atual: 20/8/2017, 19:53