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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato III - Narrativa de Richard: Entre Reis e Rainhas

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    Stian Jogador

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    Re: Ato III - Narrativa de Richard: Entre Reis e Rainhas

    Mensagem por Stian Jogador em 2/2/2016, 17:02

    Iniciativa
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    Danto
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    Re: Ato III - Narrativa de Richard: Entre Reis e Rainhas

    Mensagem por Danto em 2/2/2016, 17:02

    O membro 'Stian' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    'D10' : 2
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    Danto
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    Re: Ato III - Narrativa de Richard: Entre Reis e Rainhas

    Mensagem por Danto em 2/2/2016, 17:44

    A serpente era muito mais rápida, o sangue dela tinha tanta potência quanto o sangue místico e lendário do próprio titã Ventrue conhecido como Mithras. E como um titã, a abominação devoradora de anciões riu da sua atitude, caminhando com a segunda face na sua direção e falando com uma voz intimidadora, tão intimidadora que rompia toda a sua vontade, toda a sua honra e glória. Restava apenas o mais intenso dos pavores, faltava até mesmo a presença da sua besta que parecia ser apenas uma lebre inocente se comprada a monstruosidade que debochava da sua existência.

    -Criança, criança. Brinca com espadas, fala sobre honra e força. És nada menos do que um fragmento abandonado e renegado pela própria imagem que venera, agradece todas as noites ao falso Deus. Glorificando a honra de ser abraçado por um verme, duas crianças nas sombras de um cadáver. Permita-me mostrar a você, pequena criatura, o que é o verdadeiro poder e o que deve ser verdadeiramente venerado. Eu disse, de joelhos!

    As palavras dela estraçalham a sua vontade, rompendo suas verdades e levando a um estado catatônico de puro terror. Seus olhos vertiam sangue, lágrimas de medo. Suas pernas falhavam e seus joelhos tocavam o chão das ruas de Berlim. Suas mãos fracas largam a espada e não resta nada além do pavor que você sentia daquela aberração milenar.
    [Off: Você está sob o efeito de "Paralyzing Glance", pag 196 do V20.]
    [Off: ultima ação antes do final do Ato]
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    Stian Jogador

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    Re: Ato III - Narrativa de Richard: Entre Reis e Rainhas

    Mensagem por Stian Jogador em 3/2/2016, 09:49

    Richard jamais havia enfrentado um inimigo tão poderoso, já havia estado na presença de alguns, mas não a este ponto de ter sua própria vontade esmagada com tanta facilidade. Mithras, era um poço de poder infinito, o cavaleiro apresentou-se ao mesmo em Londres quando caçava o antigo Justicar Tremere renegado, o matusalém lhe questionou muitas coisas devido a sua origem, a simples presença do mesmo já amedrontava a Besta do Ventrue.

    Kemintiri, um monstro de origem Egipcia, tão velha quando o próprio Mithras, e de poder igual senão superior. Tudo que restava a Richard era balbuciar suas palavras desconexas e aguardar a morte iminente. Não conseguia erguer sua espada, não consegue levantar-se, as lágrimas rubras corriam sua face de horror e desespero. Ele era um simples cordeiro, aguardando o abate pelo lobo feroz que espreitava sua já enfraquecida mente.

    Tentou levantar-se, mas suas pernas não se moviam, tentou pegar a sua grandiosa espada, mas seus braços não obedeciam, tentava avisar Wilhelm do perigo a sua frente, mas não conseguia falar. Os séculos de vida passavam aos seus olhos, desde o inicio quando foi escolhido como herdeiro de sangue do falso Hardestadt, quando defendeu por obrigação este mesmo cainita que o abraçou, quando foi oferecido como uma ferramenta para caçar tais Membros da Lista Vermelha aos Justicares, quando encontrou Lucinde e ela lhe contou sobre como essa seria uma caçada lendária, quando conheceu Natasha e não a liquidou porque lembrava sua esposa. Tudo era dor.

    As faces dos muitos inimigos mortos durante a vida e a não-vida agora lhe passavam diantes dos próprios olhos, como um redemoinho de expressões de agonia, mortos e vivos. Sarracenos, Setitas, Carniçais e também rebanhos. Todos mortos pela mesma espada, pela mesma pessoa, pelo mesmo vampiro.

    Após mais de oito séculos, o ancião Ventrue aguardava o seu final, sua Besta acuada pelo monstro interior da Seguidora de Set pouco lhe servia, nem mesmo em frenesi ele havia entrado, nada ele podia fazer diante daquele poder. Sentiu seu corpo pender para um dos lados e caiu sobre o asfalto frio da rua, sob as luzes dos postes que iluminavam aquele bairro pobre, ele se manteve estático no chão, suas lágrimas de sangue escorriam pela sua face e tocavam o solo.

    Era uma agonia interminável.

      Data/hora atual: 28/6/2017, 12:59