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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

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    Danto
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    Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 27/1/2016, 18:16

    Março de 2002, Berlim.


    Minutos e minutos se passaram, sua desejada Rainha já não se encontrava mais no quarto em que ela descansava todas as noites. Você estava sozinho e com todo o tempo desse mundo para descobrir e explorar todas as intimidades dela, vasculhar cada pequeno objeto, roupa, tudo que pudesse aproximar os corpos de vocês em uma noite no futuro. Todas as disposições dos objetos, roupas e móveis eram específicas, certamente tudo ali foi arrumado pelas próprias mãos de Katherine, já que a entrada de carniçais no quarto dela era proibida.

    Sua atividade foi interrompida com alguém batendo a porta, a voz do carniçal que se mantinha todas as noites junto a porta da Rainha de Berlim se fez ouvir através da porta.

    -O Senhor Hencke chegou ao interior do castelo, em instantes ele entrará.

    E isso lhe deu tempo suficiente para se colocar em uma das poltronas e aguardar por Hencke. A única prole de Katherine em toda a sua existência secular como um ser amaldiçoado, a porta se abriu e o homem finalmente entrou. Sempre com um sobretudo negro por cima do terno italiano, o visual de Mark Hencke nunca mudava e isso era realmente diferente. Afinal, com tanto ouro porque nunca mudar as roupas? E como ele mantinha aquele terno tão perfeito após tantos anos? Mas a principal questão que sempre tirava você do sério era: Mark Hencke era sangue do sangue de sua Senhora, quantos momentos íntimos eles não tiveram? Momentos que você nunca teve em toda sua vida. A natureza da relação deles era boa, todos sabiam disso, mas ninguém conhecia exatamente o quão forte era a ligação entre os dois, além de ser muito rara uma ocasião em que ambos estivessem juntos, lado a lado. E por fim, a prole de Katherine nunca havia colocado os pés em sua loja ou sequer consultado o próprio destino contigo. Uma exceção dentro de toda a Camarilla Oriental...

    -Boa noite, Seer, recebi noticias preocupantes e inesperadas no começo dessa noite. O que foi dito para minha Senhora?
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 28/1/2016, 23:01

    Fico sentando contemplando a porta a medida que a mesma abre e fecha com a nova presença adentrando o quarto. Mark Hencke... Nunca gostei dele. Todavia nunca soube precisamente o porquê disso. Considerá-lo presunçoso por nunca ter vindo à mim, faria apenas eu mesmo me achar o presunçoso que acredita ser a resposta para todos os problemas. Afinal, por mais raro que seja eu ver a morte final em minhas visões, nem sempre trago fortuna e felicidade para os que vêm a mim. Gustav que o diga... Todavia esse ser sempre teve algo que eu nunca terei por completo. O sangue de minha senhora correndo em minhas veias com intensidade... Mas não posso falhar com ela, e por isso não posso falhar com ele, minha hora de fortuna há de chegar, basta eu dançar conforme a música.

    - Boa noite meu caro Mark... Não sei o quanto o senhor dá crédito à minhas profecias, todavia dado o fato de nossa senhora dar, irei direto ao assunto. Eu vi a morte dela e a de todos neste castelo, orquestrada pelos dois irmãos dela. Assim sendo ela ordenou que nós acelerássemos os planos dela...

    Faço uma pequena pausa esperando qualquer reação. Minhas mãos no entanto não param quietas, pois meus dedos ficam tateando o descanso da poltrona interruptamente, afinal fazia muito tempo que minha mente não mostrava a deusa da morte e isso era algo que me deixa profundamente inquieto.

    - Você já deve estar a par das informações sobre a prole banida de Peter Kleist. Seu "primo" de sangue caso prefira o termo... Bom, nossa senhora almeja que você force uma aliança com o mesmo. Não que de fato queremos uma aliança com ele, mas queremos uma oportunidade para poder manipulá-lo, afinal o sangue do grande Gustav corre nele também. Por isso busque contato com Rebeka Resnick, insista em uma aliança e faça planos de reuniões futuras. Esse foi o desejo de nossa senhora para o senhor.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 10:32

    Hencke se mantem em silêncio por muito tempo, enquanto você falava o mesmo caminhava até a cama de Katherine e sentava-se sobre a mesma com extrema tranquilidade, cruzando as pernas.

    -Ela nunca será a nossa Senhora, você é um sarraceno.

    Responde Hencke com um sarcasmo venenoso na voz. Mas logo após o destilado veneno do Ventrue ser exposto, vocês dois sentiram o alarme soar, alguém estava ultrapassando a barreira mágika que separava as duas Camarillas. E ambos sabiam exatamente quem era essa pessoa, Katherine... O alarme era para você apenas uma sensação sonora forte, afinal, você interferiu pessoalmente na construção do mesmo. Mas para Hancke e outros seres de sangue potente, o alarme era um estrondo sonoro, chegando até a assumir expressões mais dramáticas.
    Assim, ele se colocava novamente de pé e caminha até o telefone pessoal de Katherine e removida o mesmo do gancho, para depois iniciar uma conversa com a pessoa do outro lado da linha. E assim que a troca de "alôs" foi realizada, a prole da sua amada repousou o telefone sobre a mesa e apertou um dos botões que fazia com que a conversa se tornasse escutável por todos que estivessem a volta do aparelho tecnológico.

    -Boa noite minha querida Rebeka, presumo eu que você já estava a espera dessa ligação. Correto?
    Disse Hencke.

    -O que diabos isso significa Hencke?
    Retruca a mulher com uma voz irritada.

    -Estamos interessados em negociar, como deve ter notado, não estamos interessados em ouvir um não como resposta.
    Retruca Hencke.

    -Venha até a galeria, você sabe o caminho.
    Diz Rebeka. Hencke então desliga o aparelho e olha diretamente para você, cruzando os braços e sorrindo de maneira cruel.

    -Gustav vai arrancar a sua cabeça e crava-la em uma estaca...
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 29/1/2016, 11:25

    - Sarraceno não, Ottomano, nunca pisei na Ásia...

    Palavras curtas em tom cordial antes do alarme soar. Na grande verdade sequer Ottomano eu seria, afinal nunca me misturei com aquela cultura alêm do sangue de meu antigo mentor. Sequer as línguas asiáticas eu cheguei a aprender. Mas já estou tão acostumado com esse tratamento que as vezes simplesmente esqueço que de fato não sou nem árabe ou turco.

    As vezes eu acho que o Mark se incomoda com minha presença mais que o próprio Gustav. Afinal Gustav pode simplesmente me matar caso canse de mim, mas o Mark não tem escolha fora me aturar próximo da senhora dele. A última coisa que ele gostaria que ocorresse, seria ter que receber ordens de Katherine vindas de minha pessoa como porta voz, assim sendo presumo que o humor dele agora deve ser o pior possível.

    Este alarme... Ainda me lembro do trabalho que tive com ele. Fico satisfeito que ainda funciona. Foram vinte e oito noites de muito esforço e sangue. Mas temo por Katherine, ela se arriscou demais. Espero que eu chegue a tempo de ser útil de alguma forma.

    - Está feito... Agora devo ir ao encontro de nossa senhora, como ela ordenou. Se eu sobreviver esta noite, o Grande Gustav terá oportunidade para comprir a promessa que ele fez a mim, não se preocupe com isso... Partirei agora, se me der licença Senhor Mark.

    Como eu previ, foi sábio mandar Gunther me esperar. Agora devo entrar naquele ninho de serpentes o mais rápido possível. E devo me preparar, pois ainda não cumpri minhas metas ainda e definitivamente não quero morrer hoje.

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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 12:26

    -Não. Você não vai a Berlim Ocidental, você virá comigo até o Sabá.

    Diz Hencke com uma voz claramente irritada, o jovem cainita saia logo atrás de você a passos rápidos e com as mãos nos bolsos da calça. Você conhecia claramente aquela postura, as poucas vezes que você viu o jovem em ação ele assumia aquele mesmo semblante, vocês dois poderiam não nutrir nenhum afeto um pelo outro, mas ambos sabiam muito bem das qualidades e fraquezas um do outro. A maior qualidade de Hencke era sua lealdade e acima de tudo, o quão bem ele reagia sob pressão dos antigos.

    -Gustav não permite a sua saída. Se você e Katherine saírem em direção ao lado Ocidental, Gustav também irá... E não sobrará nada para ninguém conquistar. Além dos Tremeres desejarem a sua cabeça! Não seja estúpido, feiticeiro, vamos até a galeria e lá falaremos sobre as possibilidades.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 29/1/2016, 12:43

    - O Senhor tem razão, Katherine não é minha Senhora assim como é para você. Todavia ela é minha mestra e me ordenou que fosse ao encontro dela. Se o Senhor arca com as consequências de seguir as ordens de Gustav acima das ordens de sua mentora, não serei eu à discordar de ti.

    Minha Senhora não gostará disso. Todavia ela não se incomodará, afinal Mark sabe o que está dizendo. Me preocupo muito com o panorama de Gustav decidir ir atrás dela. Preciso apenas honrar a última ordem de minha senhora e não falhar para com ela. Conseguirei ajudar nesta aliança e conseguiremos o nome verdadeiro do Brujah que atormenta Gustav. Mas a partir dai terei de pensar em como agir.

    - Iremos ao Sabá então. Tenho um motorista na saída do castelo, caso prefira... E saiba, estamos entrando em um ninho de cobras, não preciso ler o futuro para saber que o perigo é latente. Se tiver interesses em saber sobre o que o destino lhe aguarda para esta noite, estou aqui para servir.

    Mantenho um passo acelerado caminhando ao lado da prole de minha amada. Por um lado preocupado com minha senhora e por outro aliviado em saber que não comprarei mais rancor de Gustav esta noite, e nem dos feiticeiros. Incluindo o fato de eu poder avançar no plano de minha senhora com minhas próprias mãos.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 29/1/2016, 13:21

    -Essa será a eternamente a grande diferença entre nós, Ottomano, você é um servo de Katherine. Eu não. E isso me permite colocar o bem estar de todos acima de ordens, seja lá de quem forem... Enfim, não há mais muitas razões para debater contigo sobre tudo isso. Vamos até o seu motorista.

    Responde Hencke, com uma resposta voraz e atravessada como poucos tinham a coragem de dar a você. O posto de confiança de Katherine sempre lhe deu diante os mais jovens uma posição de superioridade ou até mesmo de respeito, afinal, você era mantido como o verdadeiro seer de toda a corte Oriental. Vocês dois caminhavam a passos rápidos, já quase perto da saída do palácio de Berlim quando a resposta final de Hencke veio.

    -Não, eu não quero saber meu futuro. Prefiro manter a minha mente no agora, nada contra suas magicas, mas o desafio do desconhecido é muito mais interessante.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 29/1/2016, 20:44

    - Que assim seja. Não percamos tempo então.

    Alguém não parece nada confiante em relação à possuir as graças de nossa Senhora. Não importa quantas vezes se repita que o sangue corre mais forte nas proles, se é sempre o Seer que é chamado quando o perigo desperta. Mas eu não tenho problemas de ego, me orgulho em ser o servo daquela rainha.

    Vamos seguir o caminho o mais rápido possível até ser possível sair do castelo e abraçar a noite de primavera alemã. Não tardaremos à nos dirigir ao carro. Deixarei Marck decidir se o mesmo sentará no banco da frente junto de meu lacaio ou irá atrás confortável. Acredito mais na segunda opção, mas não importando a escolha do mesmo, sentarei na alternativa oposta. Pedirei que o mesmo dê o endereço para Gunther.

    Assim finalmente sentarei no carro e contemplarei minhas sete adagas, presas no meu cinto. Cada uma delas possui um objetivo único e penso em cada possibilidade de utilização delas ao nos depararmos com qualquer imprevisto. Percebo que todas são bastante viáveis para qualquer improviso. Só não terei uma Adaga da Paz Eterna feita de sorva pelo motivo de não ter trago a madeira e de não possuir tempo para esculpir tal material. Felizmente acredito ser totalmente desnecessário o uso de tal arma esta noite. Pelo menos, assim espero.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 30/1/2016, 21:47

    Gunther escutou de Hencke o endereço e conduziu o carro até o mesmo, como o esperado a prole de Katherine se manteve no banco de trás e não disse nenhuma outra palavra sequer durante o percurso que foi realizado por vocês. O caminho terminou ainda em Berlim Oriental, em frente a um dos locais mais famosos da sociedade cainita, "Maléfice", uma espécie de Elízio Independente, exclusivo para criaturas sobrenaturais e dedicado a entretenimento. Hencke saiu do carro assim que o mesmo estacionou na rua deserta em frente ao Maléfice, o Ventrue olhou ao redor e claramente estranhando a ausência total de movimentação ao redor comentou.

    -Eles estão levando a nossa visita muito a sério...

    A porta do Maléfice então se abriu, um homem então se colocava para fora do local e olha diretamente para vocês.

    -Boa noite senhores, meu nome é Lorenz. Entrem.

    Hencke olhou para você e assim que você saí do carro ele segue em direção ao clube noturno, com as mãos dentro dos bolsos e uma expressão séria no rosto. Lorenz era um homem de boa aparência, roupas caras e com um porte de um serviçal de primeira linha. No exato momento em que vocês dois entram no local, a porta se fecha e Lorenz da alguns passos a frente, cruzando o hall de entrada que estava vazio e abria porta que dava acesso ao interior do Maléfice.


    Hall de Entrada do Maléfice
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 30/1/2016, 22:08

    Saio do carro com um ar de tensão no rosto. Apenas me privo á falar para o Gunther, "Me espere voltar...". Aquele lugar deserto me fazia pensar em mil perigos diferentes me aguardando em cada esquina daquele afastado bairro. Não era de meu feitio me aproximar tanto do perigo como naquela momento. Em algum lugar desta fria noite deve haver uma ave de rapina rindo de minha fortuna.

    Não digo nenhuma palavra para Mark quando o mesmo faz seu comentário, apenas concordo com a cabeça. O Sabá não é famoso por ser bom anfitrião, esse lugar é mais estranho que minhas visões conturbadas. Sem falar do péssimo gosto macabro deste estabelecimento. Maléfice não aparenta ser o que pensava. Por mais obscura que sua entrada aparenta ser, demonstra ser uma estrutura de alta classe social.

    - Está vazio demais...

    Comento mais para mim mesmo que outra coisa quando finalmente entramos. De fato o Sabá havia se preparado para nossa chegada. Momentos como esse que me amaldiçoou por não poder ler meu próprio futuro. Só posso agora manter meu ritmo, de cabeça ereta e com uma certa curiosidade. Só há uma coisa que não posso fazer essa noite, e essa coisa é falhar com minha senhora. Fora isso posso aproveitar para conhecer mais sobre os outros jogadores do tabuleiro de xadrez de Berlim.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 30/1/2016, 23:00


    Lorenz mantinha a porta aberta, em silêncio e com uma expressão tranquila na face. O homem parecia ser um excelente valete, daqueles clássicos de educação francesa e perfeitos em tarefas de recepção, condução e anunciamentos. Logo após a porta havia um enorme conjunto de cortinas negras e vermelhas, que criavam uma espécie de "parede de tecidos" que separava o hall de entrada do interior daquele clube noturno tão famoso na cidade. A fama do local era de "um passeio macabro que apenas os mais fortes conseguem suportar".
    Você entra na "parede de tecidos" logo após Hencke e consegue até mesmo ver a silhueta do mesmo a poucos passos de você. A porta da entrada então se fecha e o som de trancas começam a destruir o silencio daquela parede de tecidos, no mesmo instantes um música alta invade o ambiente inteiro e todas as luzes se apagam. Permanecendo assim por quase um minuto inteiro, você sente os tecidos se movimentarem, rodopiando ao redor de vocês dois e por fim do primeiro minuto, quando a música eletrônica invade seus ouvidos, as luzes se ascendem e as cortinas haviam desaparecido. Revelando o real interior do Maléfice.


    Luzes vermelhas iluminavam o local vazio, a música ainda alta quase o deixava surdo. E vocês dois ficam ali sem sequer serem recebidos por ninguém. Uma angústia estranha e descontável para dois seres acostumados com a corte tradicional da Camarilla Oriental. Quando sua percepção foi capaz de compreender o que acontecia ali, era tarde de mais...
    Ganchos caem do teto, carregando corpos de homens e mulheres mutilados, os ganchos prendiam os corpos ainda vivos pelas costelas. O movimento elástico das cordas que suspendiam os ganchos fizeram as costelas de alguns corpos se romper, com as costelas rompidas esses corpos começavam a cair um a um no chão, formando poças de sangue.

    -Senhoras e Senhores, sejam bem vindos ao Maléfice. O espetáculo de hoje irá assombrar seus pesadelos nas próximas noites, o nome da performance executa é: Dois corvos sem assas.

    Anuncia por cima da música uma voz feminina, cheia de sensualidade e deboche. A música eletrônica então retorna, mas dessa vez muito mais baixa. E várias pessoas começam a adentrar o ambiente por passagens laterais, não havia nenhuma dúvida, todos os membros do Sabá da cidade de Berlim estavam ali. A esquerda surgem duas pessoas de destaque, Caroline Distler, A Diabolista de Luxemburgo e ao seu lado Rebeka Resnick. Caroline é a diabolista mais temida de toda Berlim, caçada várias vezes pelo xerife e o algoz local. Rebeka por outro lado era considera uma das cainitas mais influentes do Sabá.
    Do lado direito aparecem outras duas pessoas, Rahel Kranz e Elizabeth Hassell. Dois dos três bispos do Sabá de Berlim, a fama de Rahel é de um impiedoso e ardiloso padre. Elizabeth era chamada pelo xerife de "A cria do demônio".
    A expressão de Hencke era de completa repulsa, arrependimento e até mesmo um pouco de medo pela própria vida, porque caso desejado fosse, vocês dois seriam exterminados de Berlim para sempre. A verdadeira identidade do pub era: O covil do Sabá.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 30/1/2016, 23:37

    Merda de silêncio... E escuridão... Fizeram isso claramente para nos estressar. Bom, acho que conseguiram muito bem. Os segundos demoram para passar... São muitas incertezas para um noite só. Mas o que me deixa mais tenso é a segurança de minha Senhora agora. Pois pressinto que ela está numa situação mais equivocada que a minha.

    Quando a luz chega junto com a música um certo alívio me acerta. Pelo menos agora posso ver o que vai me matar. Hahaha!! E que lugar chique, sempre me disseram que o Sabá era apenas um grupo de motoqueiros e criminosos...

    Então os ganchos caem e a situação muda. Fica impossível para eu me controlar. Mais que impossível, o impulso é grande demais. Nunca vi nada assim fora de minhas visões. Esses corpos vivos presos por ganchos enfiados em suas costelas. Esse sangue quente caindo como chuva. Nunca vi nada tão, tão, tão prazeroso em toda minha não vida antes. É impossível esconder o sorriso, mas mais que isso, meu canino esquerdo morde com força meu lábio inferior. Essa visão é excitante demais para eu conter minha emoção.

    Então a voz sensual atrai nossa atenção e o show de horrores faz sua apresentação. Não consigo esconder meu sorriso no rosto. Afinal meu nervosismo inicial era apenas uma reles ansiosidade em comparação com agora. Pois se estamos no inferno, a única solução é abraçar o capeta, já que não existira adagas neste mundo o suficiente para salvar minha pele agora.

    E como não sorrir? Como não ter vontade de rir de minha própria tragédia? Como não sorrir quando no teto tem corpos pendurados? Como não sentir prazer de ver poças de sangue fresco? Mas o mais importante, como não sorrir podendo ter o prazer de ver Mark hesitante. Consigo apenas segurar minhas risadas e gargalhadas, apenas permanecendo com um rosto bem amigável. Fazendo contraste com meu companheiro. Assim aguardo as apresentações e as cortinas finalmente fecharem. Não seria tolo de abrir minha boca antes de Mark.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 1/2/2016, 14:10

    A música eletrônica começa a abaixar de volume até que por fim, desaparece. O silêncio devora totalmente o ambiente, Hencke observa todos os presentes e começava agora a se restabelecer, exibindo novamente a postura digna de um Ventrue que era famosa entre os membros. Mas ainda em silêncio, ele apenas observou a quantidade absurda de membros do sabá que estavam naquele local.

    -Deux corbeaux exposés au maléfice


    Anuncia a voz feminina sensual pelo sistema de som do local, a voz se mostrava forte nessas palavras em francês que faziam pouco sentido aos seus ouvidos. Era uma voz encantada, sensualizada e aveludada. Uma música diferente então se fez presente e assim que ela começava a tocar, uma mulher linda de vestido vermelho muito longo aparece entre os cainitas do Sabá. Vindo pela parte superior central, ela dançava com a música, um ballet perfeito. O vestido tinha um decote enorme em V na frente e quase nenhum tecido nas costas, o que proporcionava uma visão quase completa do tronco belíssimo daquela mulher de cabelos dourados que dançava. Ela então começou a descer na direção dos corpos, pisando nas poças de sangue como uma criança a brincar na chuva. Em suas mãos, haviam várias pétalas de rosas. A cada rodopio que ela realizava, a mesma erguia as mãos ao teto e arremessa as rosas. E assim ela veio dançando até chegar a frente de vocês dois. Realizando um movimento brusco, com o uso de Rapidez, sacando uma estaca de dentro do vestido e arrevessando-a no peito de Hencke que estava ao seu lado, a poucos metros de distancia. A mulher então sorri de maneira macabra e olha para você.

    -Prazer, sou Evangeline e hoje vocês serão meus brinquedos. Mas antes, o que trouxe vocês até aqui?

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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 1/2/2016, 15:13

    Fico por uns instante encantado vendo aquela dança. Permaneço imaginando minha Katherine naquele lugar, com aquelas roupas e aqueles passos. Nunca que minha senhora faria tais passos, mas apenas imaginá-la assim já me faz sentir menos morto.

    Então a estaca acerta o coração de Mark. A primeira coisa que vem na minha cabeça é alívio. Pois se eu tivesse lido o futuro dele mais cedo naquela noite eu teria sentido essa dor em minha debilitada alma e teria sido muito doloroso. A segunda coisa que vem a minha cabeça é tremor. Não posso esconder que me sinto mal pelo ocorrido, afinal isto magoará profundamente minha senhora. E para com ela eu não posso falhar, nunca. Mesmo não sabendo a menor idéia do que o Mark planejava negociar. Eu sou apenas um profeta, não um diplomata. E pensando que minha morte chegaria pela mãos dos feiticeiros... Bom, está na hora do Seer desenhar seu próprio futuro, por mais curto que esse desenho seja.

    - Linda performance minha cara Evangeline, infelizmente no Castelo nunca tive oportunidade de ver nada assim. Sou Kiril, servo de Katherine e Guru da Berlim Oriental. Viemos aqui pelo motivo mais inesperado possível. Buscamos uma aliança. Minhas visões do futuro oferecem destruição para toda essa cidade, logo decidimos buscarmos novos aliados em lugares menos orthodoxos. Estamos à par de alguns planos da Camarilla Ocidental e não podemos permitir que esses avancem, por isso oferecemos nossa aliança. Estamos dispostos à negociá-la da forma como vocês desejarem. E assim me ofereço humildemente para essa negociação.



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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 1/2/2016, 15:29

    Enquanto você tentava se comunicar com a mulher de vestido vermelho, ela sequer lhe deu atenção. Ainda segurando com firmeza a estaca que estava atravessada no peito de Hencke, ela inclinou o corpo para frente e lambeu suavemente a face estática do mesmo. Você se entendia como um ser perverso, mas perto daquela mulher seus pensamentos sórdidos pareciam inocentes. O prazer que ela sentia, com os pés ensanguentados pelo sangue dos mortais executados, algumas pétalas de rosas coladas ao corpo dela e com o ventrue empalado em sua estaca. Ela estava em uma torrente de prazer incrível. Os olhos azuis dela então se viraram para você, os dentes alvos dela se exibiram, ela sorria com as presas a mostra.

    -Se oferece? Me de a sua mão esquerda e a negociação acontecerá. Não faça e ambos estarão a caminho do inferno.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 1/2/2016, 16:06

    Katherine. Minha doce Katherine. A senhora ordenou à mim que não falhasse contigo essa noite. Por isso farei tudo que me é possível para não falhar contigo. Sua ordem é meu eterno desejo. Se a morte fosse necessária eu poderia até hesitar, mas a abraçaria, se fosse para poder ver a aprovação em seus olhos... Minha doce Katherine... Se pelo menos você apreciasse o sangue em suas mão como essa a qual vejo em minha frente...

    Estico a mão esquerda sem hesitar. Mantenho o mesmo sorriso no rosto, aquele que outrora congelou em minha face e agora está voltando a ser verdadeiro novamente. Afinal aquela misteriosa Evangeline cativava meu senso sádico. Eu sou apenas um sonhador quando ela realmente faz o trabalho sujo. E ainda fico intrigado pelo fato de ser apenas esta misteriosa pessoa à interagir comigo quando os bispos apenas observam. Será que eles também estão encantados por ela? Eu certamente estou...

    - Me ofereço como já disse. Estamos dispostos à negociar. Custe o que custar...
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 1/2/2016, 17:01

    Evangeline segura a sua mão esquerda, em seguida ela o conduz até uma das mesas do bar. Colocando a sua mão esquerda sobre a mesa e em seguida olhando diretamente para você, ordenando em seguida.
    -Me dê uma de suas adagas...

    Ela estende a mão livre e assim que você entrega a arma, um movimento único e forte é dado contra o seu pulso. Mas faltou força para arrancar a sua mão em um único golpe, Evangeline então começa a dar boas risadas. A sua carne havia sido cortada, seu osso trincado e o sangue começava a escorrer. Em seguida ela dá vários golpes desajeitados, a dor era insuportável, era a primeira vez que alguém literalmente arrancava um pedaço do seu corpo em uma sessão de tortura. Ao final, quando sua mão estava completamente descolada de seu punho, Evangeline coloca a adaga sobre a mesa e diz.

    -Agora a negociação começa e eu odeio negociações...

    Ela olha na direção dos bispos e sorri.

    -Terminei minha apresentação, agora é com vocês meus queridos bispos.

    [Off: 3 de dano letal, -2 pontos de sangue]
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 1/2/2016, 18:06

    Teste de Vigor
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 1/2/2016, 18:06

    O membro 'King' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    'D10' : 1, 10
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 1/2/2016, 18:44

    Dor... !!! Arrrrr... ... Ha! Dor... Dor... ... !!!!

    - Haha... Hahaha... Hahahaha!!! Hahahaha!!!

    Minha mente fica branca. No minuto anterior minha memória se afasta de minha mente. Volto para meu passado. Vinte e nove de abril de mil novecentos e quarenta e cinco. Lembro-me como se fosse agora. O carniçal de Gustav estava aflito, as tropas russas chegavam na cidade. Bombardeios faziam a noite virar dia. Era impressionante o que o país havia se tornado. O humano estava desesperado. Queria que eu lhe desse uma resposta. Estava eu em seu banker no fundo dos esgotos de Berlim. Só havia eu e ele lá. Gustav devia estar se lamentando em seus aposentos.

    Aquele carniçal almejava saber como seria seu futuro. Era óbvio que a resposta era tenebrosa. Mas como era o humano favorito de Gustav, eu não pude recusar o pedido. Assim recebi o sangue dele para ler sua mente. E então eu senti. Pela primeira vez dês dos tempos que havia um Sultão na Hungria, senti dor. Mas mais que dor, senti pânico, puro e doloroso pânico. Estava eu, dentro do corpo daquele humano de bigode horrível sendo flanqueado por cinco russos com o dobro do tamanho dele. Quebravam seus dentes no meio de socos e chutes. Para finalmente minha visão ir para um futuro além. No meio do castelo de Nuremberg, onde milhares assistiam um corda ser colocada em meu pescoço. E então o chão cedia aos meus pés e o ar falhava em meu corpo. Como se eu tivesse voltado a respirar. Meu pescoço quase havia quebrado, mas não havia sido o suficiente, então eu podia ver toda aquela plateia com mais de dez mil pessoas vendo a vida sair de meu corpo. A dor... era insuportável. Maior que tudo que eu poderia já ter sentido. Pois junto da dor havia humilhação e o sentimento eterno de derrota.

    Quando eu finalmente voltei para meu corpo minhas mãos tremiam. Aquela visão do futuro havia sido forte demais. Assim olhei para o carniçal e disse o seu futuro. Minha voz estava quase morrendo. Pois aquela visão custava à desaparecer de minha mente. Foi então que tal homem aceitou sua derrota, mas em vez de encarar o futuro que eu previ, ele pegou uma pistola. Atirou em sua própria cabeça, um tiro entre os olhos. Essa foi minha última lembrança de Adolf Hitler.

    A dor agora me lembrava muito a dor que eu havia sentido naquele fatídico dia. Depois disso comecei à abraçar esse sentimento. Me entregando para a dor, e começando à idolatrá-la. Sempre foi minha válvula de escape sentir prazer na dor. E não foi diferente naquele momento. Minha mente havia se apagado com tamanha potência, mas voltei como se tivesse acabado de ter um orgasmo. Meus olhos tortos voltaram ao foco sem conseguir ouvir direito o que aquela deusa da dor falava para mim. Conseguia apenas sorrir como se eu estivesse drogado. Levou alguns instantes para minha voz sair. Muito fraca, mas lentamente ganhando potência.

    - F-fico... muito feliz em ter lhe conhecido minha cara... Evangeline. Agora venham... Senhor Rahel Kranz e Senhora Elizabeth Hassell... Vamos negociar sobre o futuro desta cidade. A Camarilla Oriental os recebe... de braços abertos. Sentem por favor...
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 2/2/2016, 14:47

    Ainda com algumas risadas e sorrisos escapando-lhe pelos lábios, Evangeline ignora a sua fala direcionada para os bispos. Pegando sua mão esquerda e seguindo em direção do corpo de Hencke que estava estirado no chão, logo em seguida, ela enfia a sua mão esquerda no bolso de trás da calça de Hencke, colocando o mesmo de pé e dando inicio a uma dança divertida com o corpo empalado do Ventrue. Rahel e Hassell caminham finalmente até você, ambos se sentam na sua frente, Rahel não parecia possuir nenhum traço de humanidade em seus olhos, era uma escuridão tão forte que envolvia seus olhos que nem sequer era possível dizer qual era a cor original dos mesmos.

    -Você tem a capacidade de conduzir essa negociação, feiticeiro? Ou será necessário remover a estaca daquele verme?

    Pergunta Rahel.

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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 2/2/2016, 15:17

    Observo por alguns instantes aquela dança de Evangeline com o Mark. Se eu estivesse em uma situação menos arriscada eu me daria ao prazer de apreciar aquela performance a noite toda. Contudo meus olhos desviam da cena assim que os dois bispos sentam a mesa. Isso deixa claro para mim o nível drástico da situação ao qual eu me meti. Chega a ser estranho um membro tão estigmatizado como eu abordar uma reunião como essa. Só que pelo fato desta reunião não ser nada ortodoxa, acredito que eu sou de fato o candidato ideal para as negociações. Inclusive devo seguir as ordens de minha senhora. Não posso falhar com ela.

    - Embora as aparências enganam, eu sou o candidato certo para essas negociações... Duzentos anos servindo Katherine e conhecendo os sonhos e futuro de todos os membros da Camarilla Oriental... Não há ninguém melhor para fazer um jogo limpo com os senhores... E deixem a estaca no peito do pobre Mark, assim ele funciona melhor como uma moeda de confiança que nós oferecemos à vocês.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 2/2/2016, 16:52

    -Assim será feito. O que você tem para nos oferecer, feiticeiro?

    Indaga Rahel e seus olhos negros como o abismo mais tenebroso dos mundos. Ele usava vestes muito parecidas com as tradicionais vestes de um padre católico, existia na imagem dele uma certa provocação ao conceito humano de "padre", afinal, como poderia ele ser próximo de Deus com olhos tão próximos dos fossos de danação?!

    Evangeline dançava ao fundo, interrompendo a dança para coloca o corpo de Hencke sobre uma das mesas do bar e começar a subir a mesa, ficando por cima do homem e com o mesmo entre as pernas. Segundos depois ela começava a se alimentar do corpo do Ventrue empalado.

    -Você tem pouco tempo para negociar, feiticeiro. Afinal, retornar para sua dona com as cinzas da prole dela não é algo que você deseja. Correto?
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por King Jogador em 2/2/2016, 18:03

    Me perdoa Katherine, mas terei de improvisar de agora em diante. Espero que a senhora entenda minhas ações e um dia me perdoe. Pois farei de tudo para não falhar com minha tarefa.

    - Como vocês sabem os Brujah tomaram muito território na Berlim Oriental. Felizmente agora estamos à poucos passos de eliminar a influência de Gustav sobre o Castelo de Berlim. Minha senhora está providenciando isso exatamente neste instante. Como os senhores notaram, graças à minha feitiçaria, um ancião cruzou a barreira das duas Berlins. Então sendo claro e em alto e bom som. Não almejamos mais aliança com esse clã. Qualquer ataque ou invasão nos territórios deles será recebido com indiferença pela corte oriental. Os senhores sabem que nossa dedicação à Mascara deixa à desejar. Presamos apenas os bons costumes da elite, algo que nossos grupos compartilham. Afinal o Sabá desta cidade é destinto do clichê que ouvimos mundo afora.

    Faço uma pequena pausa para observar Evangeline novamente. Aquela jovem parecia não saber o significado da palavra limites. Me agrada muito observá-la. mas preciso terminar isso antes que ela faça algo que não possa ser remediado.

    - Ou seja em palavras mais claras. Oferecemos mais territórios para seus recrutamentos e sua expansão. Não faremos caçadas contra seus membros por esse período de tempo. E quando chegada a hora invadiremos o ocidente. E dividiremos eles com vocês em outras reuniões. Eu posso ir à detalhes mais profundos desta negociação. Mas antes preciso saber se realmente estão interessados.
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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

    Mensagem por Danto em 2/2/2016, 19:24

    A bispo Hassell dá um tapa forte na mesa, inclina o corpo magro e alto para frente e encara diretamente os seus olhos. Com uma expressão de raiva e incômodo muito forte, apesar de ser muito difícil definir exatamente quais eram as expressões faciais da mesma, já que sua face era de uma simetria tão perfeita que aproximava-se muito mais de algo compulsivo do que belo.

    -Minha palavras são definitivas e sólidas como rochas. Esses dois emissários da Camarilla serão mortos, todos os membros desse feiticeiro desprezível serão enviados para a Senhora dele junto com as cinzas daquele Ventrue.

    Rahel sorri e assume novamente o comando daquela negociação.

    -São bons termos. Acredito que seja algo favorável para nós, dessa forma. Temos um impasse entre os bispos, caberia aqui a o terceiro o voto de minerva. Como não há, irei convocar um membro da massa do Sabá. Afinal, entre nós não há diferença entre aqueles com postos e os sem postos, qualquer um pode dar a sua voz e ela será igualmente considerada... Rebeka, por favor nos dê a sua opinião.

    Da multidão de membros, desce uma mulher baixa de cabelos loiros. Com uma roupa muito bem alinhada e pensada, havia um requinte luxoso muito presente em toda a imagem da tal Rebeka. Se a sua memória não falhasse, Rebeka era o nome do contato que Hencke havia usado para conseguir aquela reunião.

    -Precismos desse espaço oferecido. Alias, um instante...Evangeline... Por favor!
    Diz Rebeka que ao invés de se aproximar de vocês, ia diretamente até Evangeline e tirava a mulher de cima do corpo do Ventrue empalado. Evangeline sussurrou algo no ouvido de Rebeka e em seguida lançou um olhar de desprezo para você e se retirou do salão. Deixando apenas os bispos, Rebeka e você no local.
    -Aparentemente, a real intenção dessa reunião era revelar o desejo de Katherine de se juntar ao Sabá. Dessa forma, apoio as propostas do feiticeiro.

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    Re: Ato II - Narrativa de Kiril: A Língua dos Demonios

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