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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

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    Danto
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    Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 13:00

    Março de 2002, Berlim




    Uma barulho seco de algo cortando o ar, seguido por uma forte dor no seu rosto. O cheiro era de madeira, alguém estava batendo com um taco de madeira em seu rosto por esporte... Algo estava muito errado...
    Sua memória raramente falhava, a última cena que ainda estava dentro da mesma era simples. A bispo havia jorrado um ácido sobre a sua ferida aberta, em seguida os membros do Sabá que estava apenas assistindo invadiram a parte baixa onde a reunião aconteceu, enfiando um saco preto na sua cabeça e começando a literalmente, linchar o seu corpo. Ponta pés, socos, empurrões, bordoadas, cadeiradas. Agora sim, fazia sentido... Em algum momento daquela sessão de boas vindas, um golpe foi forte o suficiente para o desacordar.
    Enfim, golpes pareciam ser a especialidade do Sabá. Porque aquele taco que acabara de rachar os seus lábios o fez despertar, então finalmente o saco preto foi retirado da sua cabeça.
    Você estava no subterrâneo, sem a menor noção de o quão fundo estava, ou de onde estava. Sequer sabia dizer como havia chegado a esse local. Hancke também não estava por perto, a sua frente havia apenas um homem forte, sem camisa e com um taco de baseball em mãos. O homem era careca, tinha uma enorme suástica em seu peito e assistia a sua reação de acordar.

    -Boa noite, caro convidado. A você será garantida a mais amigável das recepções que a Espada de Caim pode oferecer a membros da Camarilla, meu nome é Erik Volkhardt e a mim coube a honra de apresenta-lo a nossa cerimonia de Boas Vindas. Antes de continuar, você prefere fogo ou mutilações?

    Você estava posto na parte mais baixa daquele ambiente, após o lance de escadas que levava ao andar superior. Posto acima de uma pequena plataforma acessível por um lance curto de escadas. Sentado em uma cadeira de metal, preso por correntes mais grosas que suas pernas, sem uma das mãos. Logo ao lado da plataforma você via dois carrinhos de metal, em um deles haviam instrumentos de tortura e no outro, potes e mais potes de cerâmica com sangue. Acima da sua cabeça havia uma plataforma de ferro, a plataforma era construída com finos fios de ferro, construindo uma espécie de grade firme. Um perfeito cenário de abate ou tortura, com vários locais para assistir ou até mesmo interagir com a vítima, atrás de você a quase seis metros de distância havia uma porta com um único nome "Evangeline".
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 3/2/2016, 13:54

    Me pergunto se sou um péssimo diplomata ou se essa gente que é... Não faz muita diferença agora. Se pelo menos eu conseguisse por em mãos as minhas adagas eu conseguiria fugir daqui... Caso contrário apenas uma lenta e dolorosa morte me aguarda. Um pena, eu teria gostado de brincar numa masmorra como essa... É... Eu de fato desejei conhecer melhor o estabelecimento, cuidado com o que deseja.

    - Boa noite caro Erik... Irônica sua pergunta, sempre pensei que seria os membros da Camarilla que fariam ela para mim no final dos meus dias... Mas respondendo sua pergunta, prefiro fogo. A dor é maior...
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 15:23

    -Fogo...

    Responde Erik com um sorriso sarcástico na face, ele então salta da parte alta onde vocês se encontravam até o chão, caminhando calmamente até o carrinho de metal onde estavam postas as ferramentas de tortura. Pegando um objeto estranho, fino e com uma espécie de tubo frontal bem fino e arredondado. O homem olhou para você e fez o mecanismo funcionar, era um maçarico. Objeto utilizado para cortar e fundir metais... O cheiro daquela chama era intenso, tão intenso quanto o pavor que subia pela sua espinha com a aproximação do mesmo.

    -Vamos as apresentações. Quem é você? Como você foi parar como servo da Camarilla?
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 4/2/2016, 09:34

    Eu sorrio para meu carcereiro. Não um sorriso de deboche. Um sorriso mais sincero, talvez até um pouco nostálgico. Me lembrando de mim mesmo fazendo de um fêmur uma adaga para poder brincar com alguns prisioneiros de minha senhora. Eles sempre terminavam falando a verdade. Mas era divertido apunhalá-los. Só que agora não era hora para lembrar do passado e sim aceitar meu presente e a falta de perspectiva com o futuro. Não tenho muito o que esconder na verdade.

    - Não importa o que eu diga... Você vai me torturar apenas pelo prazer... Posso garantir isso, afinal já estive na sua posição inúmeras vezes. Posso até depois de tudo isso compartilhar alguns conhecimentos com você. Mas respondendo a pergunta. É de conhecimento público nas Camarillas, logo não há o que esconder. Eu sou Kiril, prole de um Assamita desertor chamado Kahra. Fui capturado pela Camarilla 1683 na batalha de Viena e mantido como prisioneiro no fundo dos calabouços por mais de um século. Só me pouparam pois eu era útil para desvendar mensagens mágicas capturadas dos Tremeres... Todavia eu posso ver o futuro, e depois de prevê a derrota de Gustav em 1810 me prederam ao laço de sangue de Katherine, sua prole, e me mantiveram como um guru local. Sempre com um vigília atrás de mim, nesta noite por exemplo era aquele tal de Mark.
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 13:42

    Erik solta o maçarico no chão sem sequer utiliza-lo, em seguida ele observa você por alguns instantes. Mantendo um respeitoso silêncio enquanto você falava, o mesmo encosta no corrimão da escada que dava acesso a plataforma onde você se encontrava. Sorrindo ele respondeu.

    -Então, feiticeiro assamita... Você é do tipo de acredita que a dor é algo prazeroso não é mesmo? Algo que você domina e compreende como ninguém. Daquele tipo de besta antiga que entende a dor como uma ferramenta de controle, como algo positivo, um sádico... Nós Bahari acreditamos que a dor é um caminho. Ela nos ensina, não nos diverte. Não há razões para obter prazer pela dor alheia, a mãe noite nos diz a acolher e compreender. Talvez a maior tortura que eu possa impor a você seja diferente. Alias, para uma pessoa capaz de prever o futuro, você é um verdadeiro inútil!
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 4/2/2016, 14:35

    Um Bahari? Li sobre esse grupo há muito tempo em alguns pergaminhos. São conhecedores de sabedoria antiga e artes de tortura. A parte da tortura aparenta fazer muito sentido agora... Quando Erik fala sua última frase solto uma leve e breve risada, não zombeteira.

    - Um profeta que não consegue ler o próprio futuro. Por mais que até hoje ninguém concordou comigo, sempre achei esse dom inútil para mim... Quando eu vejo o futuro de outra pessoa... É mais que uma simples visão... Eu entro na mente daquela pessoa no futuro... Eu compartilho de todos os pensamentos momentâneos dela... Todas as frustrações dela... Todas as perdas, todos os medos, todas as dores... E eu nunca consigo tirá-las de minha mente... Então para cada pessoa que eu leio seu futuro eu acúmulo em minha mente todo esse pesar. Se eu não passasse à sentir prazer de toda essa dor, eu já teria cruzado o caminho da insanidade há muito tempo. Mas se não é tortura que queres de mim caro Erik, o que o senhor almeja esta noite?
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 15:30

    Erik observou cautelosamente você desenvolver a sua fala, aparentando ter compreendido praticamente tudo que você havia dito. Ele então se aproxima e flexiona os joelhos, parando na mesma altura que voce se encontrava sentado. Inclinando a cabeça para o lado e falando com um sorriso no rosto.

    -Meu antigo companheiro de bando tinha um dom similar, ele era um Salubri. Infelizmente ele não sobreviveu às batalhas sangrentas de New York. Enfim, acredito que você tenha um dom real mas que nunca tenha sido instruído. Seu laço de sangue o amordaça, o aprisiona e o censura. Responda-me, seer... Quantos desejos silenciados você tem? Nós podemos dar a você algo imensurável, instrução.
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 5/2/2016, 13:04

    - Eu... Nunca tive um propósito depois de ser capturado... Sempre tentei ampliar meus conhecimentos sobre a mágika, mas as paredes de meu calabouço nunca permitiram... Então veio o laço... E a partir desse momento só desejei Katherine... Mas não de uma forma platônica ou humana... Eu desejo a carne dela... Desejo o coração dela, o sangue dela junto ao meu. Desejo fundir minha alma à dela... ... Não sei porque estou me abrindo com meu carcereiro assim, mas hoje eu tive um sonho sobre o fim dos dias de Berlim. Logo acho que se eu não mudar meu caminho agora, não haverá caminhos para eu trilhar...

    Porque eu estou falando isso? Como diabos estou compartilhando esse segredo em voz alta? Acho que não resta muito de mim para compartilhar. O que esse homem diz sobre controlar meu poder... Nunca houve alguém que ofereceu isso há mim, sempre fui usado, de um lado para o outro. Quando eu trai meu mentor havia um motivo para tal. Era para ser livre. E só agora, trezentos anos depois, amarrado, sem uma mão, no fundo do calabouço do Sabá, que eu finalmente sinto a liberdade no fim do túnel.

    Abaixo minha cabeça e suspiro lentamente. Então retorno com minha voz num tom mais sereno que anteriormente.

    - Como posso me tornar livre de meus grilhões?
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 20:31

    O homem careca e de tatuagem nazista apenas abre um pequeno sorriso macabro na face, se aproxima e em completo silêncio, começa a remover os cadeados que fechavam as correntes que o aprisionavam naquela cadeira. O barulho daquelas correntes preencheu toda a sala, instantes depois todas elas caiam ao chão e ecoavam seu som metálico por vários segundos. Enquanto o chão de metal ainda vibrava em um agudo irritante, Erik falou.

    -Através de muita dor, sangue e quebra de orgulhos construído em falácias.

    Um som cibernético então se faz ouvir no local, um tom polifônico e moderno. Deveria ser um daqueles aparelhos portáteis de comunicação... Seu raciocio estava corretíssimo, do bolso Erik retira um desses aparelhos e lê algo brevemente.

    -O arcebispo esta retornando, isso dá a você duas escolhas. Primeira, continue preso aos grilhões. Segunda, apresente-se ao mesmo... A espada de Caim não aprisiona por sangue, nos agregamos para sobreviver e proteger nossas liberdades.
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 5/2/2016, 20:55

    Liberdade... Este não é um sentimento que sinto. Sinto ainda meu dever em mãos. Não posso falhar com Katherine. Será que falhar com ela seria liberdade que eu busco? Mas isto parece impossível para mim. Não é questão de dor ou orgulho, é uma obrigação muito mais profunda...

    Arcebispo? O Sabá local tem um arcebispo? Pensei que eram três bispos... Finalmente mexo o meu corpo numa tentativa de me levantar. Observo de perto a ferida no cotoco do meu braço esquerdo e então finalmente fico de pé. Olho nos olhos de Erik para finalmente falar.

    - Se o caminho para eu me livrar dos grilhões de dentro de minha alma é através de dor, sangue e sacrifícios, não hesito em tomá-lo. Pois não alcançarei nada seguindo o rumo que já me foi designado. Não terei prestígio, não terei mais conhecimentos, não terei liberdade e acredito que jamais terei o sangue grosso de Katherine em minha boca. Apenas seguindo a trilha mais tortuosa e dolorida que eu posso alcançar meu verdadeiro caminho. Assim sendo, aceito me apresentar ao Arcebispo.
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 21:12

    -Existe um caminho para a quebra dos laços de sangue, como você acha que o Sabá foi formado? Rompendo os laços com os antigos que nos escravizavam e conduziam as nossas vontades. Quem sabe você também não recupera a sua mão?

    Diz Erik com um humor macabro, mas de certa forma, muito bem colocado. Calmamente ele então começou a caminhar em direção as escadas que davam acesso aos corredores subterrâneos da boate onde você foi "recepcionado". Após uma breve caminhada pelas escadas e corredores, Erik chegava a uma porta, abrindo ela e saindo no interior da boate mais uma vez.
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 5/2/2016, 21:34

    - Quem sabe...

    Digo baixo, mais para mim mesmo que outra coisa. Não me surpreende saber que existe um meio de quebrar meu laço. A questão é se eu realmente quero quebrá-lo. Sempre gostei da reputação que criei, mesmo hora ou outra sendo chamado de Otomano ou Sarraceno. Mas essa reputação é baseada em minhas habilidades, e isso eu posso ter em qualquer lugar. O que me mantém ligado ao castelo de Berlim é minha senhora. Minha ambição por ela é maior que o próprio laço que me prende. Por isso sempre achei que terminaria com minha ligação quando eu provasse de todo o sangue de minha senhora. Quando eu conseguisse absorver a alma dela como um todo para dentro da minha para que as mesmas se fundissem e ficássemos juntos para sempre. Só que esse meu desejo não me impede de quebrar minha maldição antes.

    Meu sonho não veio com apenas uma mensagem. O sonho que eu tive esta noite foi em primeira pessoa. Algo que eu nunca tenho sem ser quando leio o futuro dos outros. O sonho que eu tive foi então meu próprio futuro. E eu estava voando pelos céus. Eu estava livre. Este é o futuro que eu vi. Logo devo fazer com que ele se torne realidade. Aproveitar as oportunidades dadas a mim esta noite e cumprir meu destino. Mas não se preocupe minha doce Katherine, não falharei contigo. Manterei a aliança que você desejou, e quem sabe matarei meus sonhos mais obscuros mais cedo do que imaginava.

    Levanto a cabeça olhando para o final da escada. Sinto que mais dor me aguarda. Devo ter sangue frio quando voltar lá em cima. Estou em um lugar incerto, onde tudo pode acontecer. Preciso manter a calma e buscar respostas para conseguir trazer minha liberdade e manter a aliança. Terei que matar dois coelhos com uma cajadada só, antes que o coelho coma minha cabeça... Subo as escadas com um ar mais determinado do que quando entrei nesta boate mais cedo nesta noite. Está chegando a hora do pássaro voar por Berlim.
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 22:13

    Erik caminhava a sua frente para o interior da boate, mais uma vez você se encontrava naquele local que simbolizava diretamente o caos na terra. Os corpos que foram pendurados anteriormente, estavam agora postos sobre o balcão do local, servindo como barris de sangue para os poucos membros que ali estavam. Cada um com sua faca específica se aproveitava para encher suas taças e beber o sangue fresco enquanto conversavam naturalmente. Não havia mais música, apenas sons de conversas trocadas entre os membros.
    Pela porta da boate, entra um homem experiente, abraçado na casa dos seus quase cinquenta anos, cabelos grisalhos e roupas formais manchadas de sangue. Era Artur Scholl, o bispo Ventrue mais famoso de Berlim Oriental, Katherine já mencionou a existência de Artur Scholl várias vezes, sempre referindo-se ao mesmo como "A prole de meu irmão mais novo".

    -Arcebispo Scholl! Tenho aqui um dos convidados ilustres dessa noite... Apresente-se Assamita...

    Comenta Erik.
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 5/2/2016, 22:42

    Esse lugar é muito cativante. Afinal devo admitir que em todos os meus séculos de não vida nunca vi tantos membros se alimentando assim. Nem no meio das guerras. É interessante ver essa sociedade sem a máscara por cima dos monstros. A máscara pesa depois de muito tempo... Mas esse não é meu foco... Tenho de me apresentar para mais um bispo. Não sei o que esperar dessa vez. Sendo um Ventrue acredito que o mesmo espere mais formalidade. Todavia nada neste lugar é o que aparenta ser. E agora vejo que o mesmo é chamado de Arcebispo agora. As coisas mudaram rápido. Hora de fazer então minha apresentação. Após uma mesura respeitável.

    - Boa noite Arcebispo Scholl. Sou Kiril, feiticeiro Assamita, prole de Kahra e servo de Katherine pelos últimos duzentos anos. Venho sob ordens de minha senhora para propor uma aliança, mas além disso, venho sob minha própria sorte buscar liberdade do laço à mim exposto.

    As últimas palavras foram difíceis de serem faladas. É como se meu corpo quisesse vomitá-las, mas minhas entranhas lutassem contra. Uma sensação única de dor que nunca antes almejei enfrentar.
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 23:04

    Artur caminha na sua direção enquanto você estava falando, sem ao menos se dar ao trabalho de para a sua frente e escuta-lo. O Ventrue que agora ocupava o cargo máximo do Sabá local olhava exclusivamente para você, mas passando ao seu lado parando a dois passos depois de você finalmente comenta.

    -Você foi o responsável pela intervenção mística na barreira erguida pelos Tremere, correto? Se sim é um prazer finalmente conhecer a sua pessoa, Seer. Ouvi vários rumores sobre a presença de um feiticeiro a serviço da corte da Camarilla, rumores de seus rituais de previsão. Diga-me o que seus olhos viram para motivarem Katherine e porque razão a cortina magica foi destruída?!

    Ao final da frase de Artur, você vê uma grande movimentação de membros adentrando o local. Parecia ser um bando de cainitas, todos entravam com uma pompa extremamente debochada.

    [Off: Ordem dos turnos de ação -> King, Jess, Danto]
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 6/2/2016, 19:56

    Talvez agora eu consiga manter uma linha de conversa mais promissora. Assim sendo permanecerei seguindo as ordens de minha senhora. Só que almejo essa liberdade que me foi oferecida, não para abandonar minha senhora de vez, mas para expandir meus conhecimentos e conseguir finalmente uma oportunidade de possuí-la. Afinal o fim dos dias calmos de Berlim chegou. Não me surpreende os Tremeres terem destruído a barreira. Eles nunca gostaram dela, afinal eu estraguei os planos deles...

    - O próprio, foram dez pentagramas, cada um com cinco secrifícios. Fiz cada pentagrama num augúrio lunar diferente ao redor de Berlim Ocidental. Rendeu dois meses o ritual, mas no primeiro mês já estava surtindo efeito. Só que precisava garantir que iria durar... A barreira foi destruída pelo simples motivo dela nunca ter tido a eficiência que os feiticeiros almejaram, apenas mantiveram ela operando para poderem saber quando a guerra começaria... E o senhor tem razão, a guerra começou em minhas visões no início desta noite. A destruição da castelo de Berlim por mãos humanas em uma guerra civil que logo se expalhará pelo leste Europeu. Os organizadores dessa revolta em meu sonho são os dois filhos Ocidentais de Gustav... Possuo também um segredo do Oriente referido à sua pessoa. Mas meu laço me impede de falar, infelizmente...
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Jess em 6/2/2016, 20:09

    Pietra observou a cena com interesse, Artur já havia voltado para seu melhor estado de espírito e seguia com suas obrigações, mas a presença do estranho homem chamou a atenção da Toreadora.

    Com passos leves Pietra se aproximou dos três cainitas, o cheiro de sangue e a sede daquela noite a fizeram olhar para o servo com interesse mas ainda havia coisas a serem feitas antes do prazer.

    Uma leve reverência foi feita a pessoa de Erik , o mão negra era claramente respeitado por Pietra, mantendo-se em silêncio a Toreadora esperava sua oportunidade de informar a Artur que o grupo havia dose dispersado.

    Os olhos castanhos da Toreadora volta e meia observavam os corpos oferecidos para a alimentação, Pietra esperava encontrar algum sinal de Evangeline e também claramente escolhendo o corpo adequado para duas necessidades.


    Última edição por Jess em 6/2/2016, 20:43, editado 1 vez(es)
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 6/2/2016, 20:38

    -A pergunta feita a você não pedia detalhes de como realizou o ritual, apenas se o fez. Aqui não há a necessidade de floreios e meias palavras, feiticeiro, a Espada de Caim não tolera tais costumes aplicados nas cortes arcaicas e mascaradas da sua seita. Você deve possuir vários segredos da Camarilla Oriental e é por isso que eu acredito que os Bispos ainda não tenham arrancado a sua cabeça. A ti ofereço minhas sinceras palavras, você nos dirá tudo que sabe e romperemos o teu laço. Se discordar será executado agora mesmo, caso tente renegociar será empalado e transformado em arte. Qual é a sua escolha?

    Disse Artur que observava atentamente o feiticeiro.

    Infos para o King::

    Enquanto falava, Artur parecia muito interessado em sua presença naquele bar. Além disso você é capaz de perceber a entrada de uma linda mulher de cabelos castanhos, vestido vermelho e com uma postura mais forte, parecia uma anciã pelo seu tom de pele mais pálido, assim como parecia possuir algum prestígio no local, afinal, vários dos ali presentes faziam questão de minimamente saudar a mesma quando ela passava por eles. Mas foi a entrada de uma segunda mulher no salão da boate que chamou a sua atenção e congelou a sua espinha, usando agora um curtíssimo vestido verde escuro, Evangeline retornava com um sorriso no rosto.

    Infos para a Jess::

    Seus olhos percorriam por todo o local, você o conhecia perfeitamente, cada pedaço e metro. Cada objeto passou pelos seus olhos antes de serem colocados ondem estavam. Enquanto você caminhava pelas proximidades do balcão, vários que ali estavam olhavam com respeito para a sua caminhada, a cada noite você crescia mais aos olhos do Sabá de Berlim e a atitude de Artur de leva-la ao outro lado de uma maneira tão igual, fez o respeito alcançar níveis de admiração. Mas antes que você escolhesse, o natural acontecia, Evangeline não deixava nenhuma alma sequer entrar ali sem que ela soubesse... Sua companheira entrava no local pela porta de acesso da galeria, usando um curto vestido verde musgo, detalhes em dourado em forma de flores. Era um dos vestidos favoritos de Evangeline, fabricado em Madrid a no mínimo 100 anos atrás e reconstruído pelos próprios dedos maliciosos da loira.

    -Mon amour...
    Disse Evangeline cruzando o salão inteiro da boate, indo em direção a mulher de vestido vermelho. Sorridente e com uma aparência muito brilhante ela abria os braços.
    -Eu tive uma noite adorável!
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 6/2/2016, 21:23

    - Não é floreio meu caro bispo. Apenas deixo claro meu profissionalismo, afinal presumo que meus serviços serão requisitados em breve... Sobre o que eu tenho de contar...

    Essa mulher de novo! Posso ter uma morte muito dolorosa caso eu falhe agora. Mas não posso falhar com minha senhora. Só que devo se eu quiser minha liberdade. Mas não posso falhar, isso é um absoluto. Tenho de chegar num consenso. Tenho de agir de desacordo com minha senhora se eu realmente quiser cumprir minha meta final. É só uma frase, não significa que falharei com ela. Minha morte seria falhar pior em termo de falha. Demonstro muita hesitação com minha próxima frase, como se eu tivesse soando. Como se meu sangue estivesse queimando.

    - Peço perdão pela hesitação, meu laço é muito forte. Mas indo ao assunto. Mark não veio como um diplomata, mas sim para lhe possuir... Não sei exatamente como ele e Katherine combinaram lhe prender em um laço vitalício, mas esse era o plano do mesmo.

    OFF - Queimo um ponto de Força de Vontade
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Jess em 6/2/2016, 21:42

    Pietra saudava a cada cumprimento, mesmo que não conhecesse cada membro do Sabá havia um respeito por cada membro.

    Ficando ao lado de Erik a cainita sorriu ao ver a presença esverdeada de Evangeline, o vestido lhe trazia lindas lembranças e o sorriso apenas cresceu. Recebendo Evangeline em seu braços Pietra a olhou com interesse enquanto dizia:

    - Imagino que sim Mia Bela...  

    Puxando-a para o lado.esta entrelaçou os braços enquanto dizia:

    - Sihhhh agora devemos prestar atenção Bela...

    Pietra acenou para Artur pedindo desculpas mas as palavras do Assamita a fizeram fechar o cenho enquanto a mesma perguntava:

    - Diga-nos como Mark pretendia concretizar tal façanha?

    A postura ereta de Pietra deixava claro seu interesse, as mãos desta segurava as de Evangeline.

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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 6/2/2016, 22:07

    Evangeline segurou com firmeza no braço de Pietra e olhou diretamente para o Assamita que estava sendo questionado, mantendo-se em uma postura mais sensualizada ao lado de Pietra, exibindo sem vergonha alguma grande parte das costas e pernas, valorizando as próprias curvas.
    Assim que Pietra falou, os olhos de Artur se voltaram diretamente para a mesma. O arcebispo então faz um sinal com a mão esquerda, convidando-a para se aproximar. Evangeline prontamente responde ao sinal, andando até Artur e soltando-se suavemente dos braços de Evangeline.

    -Boa noite Arcebispo.

    Disse Evangeline que se aproximava e beijava o rosto de Artur, um beijo que por alguns poucos centímetros não tocou os lábios do Ventrue.

    -Eu tenho o corpo de Mark empalado logo atrás do balcão, o carniçal desse feiticeiro esta amordaçado feito um porco que é em seu carro e a mão do feiticeiro está no Ateliê, pensei em coloca em gesso ou algo assim. Caso deseje alguma dessas coisas listadas, é só ordenar que você as terá.

    Artur olhou para Evangeline e disse calmamente.

    -Obrigado minha querida... Agora, responda a pergunta que lhe foi feita feiticeiro. E vejo que sua determinação é grande, entendo a força de um laço de sangue, sofri por longos anos do mesmo mal que lhe aprisiona a vontade.
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    King Jogador

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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 7/2/2016, 13:59

    - Sendo direto então... Escolho a minha liberdade e sirvirei aquele que oferecer ela para mim. Não são palavras fáceis de falar, mas depois do segredo que acabei de compartilhar deixo claro meu objetivo. Ofereço então meus serviços incondicionalmente.

    Me mostro ofegante em agir de tal maneira. Mas tento deixar claro em minha mente que só assim poderei manter minha não vida. Sem falar que mortos não podem ajudar seus senhores...

    - E respondendo sua pergunta, minha cara senhora, não sei exatamente como Mark almejava drobat o seu arcebispo. Todavia Katherine garantiu que o sangue dele seria forte o suficiente para prendê-lo e domá-lo.
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    Jess

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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Jess em 7/2/2016, 14:21

    Vendo o gesto ameno de Artur Pietra sorriu suavemente ao se colocar do lado esquerdo deste, tocando de leve o ombro deste Pietra escutou atentamente as palavras do feiticeiro a sua frente.

    Uma onda de raiva tomou o rosto da Toreadora, a pele esbranquiçada ganhou um tom mais mortal aos olhares dos presentes, um sorriso frio e cruel tomou os lábios de Pietra.

    As lembranças de suas primeiras noites em Madrid assaltaram a mente da Toreadora, humilhada e sem ter a onde ir, Pietra havia escolhido. A incógnita do Sabá e pouca provável proteção de que necessitava, mais do que nunca a cainita sabia como era estar na posição do Assamita, mas lhe era impossível esconda raiva que sentia de Mark agora.

    Artur não tinha obrigações com a cainita e mesmo assim o Ventrue havia oferecido muito para Evangeline e Pietra, depois disso os longos anos de convivência havia cuidado para que o respeito nascesse entre aquelas três almas atormentadas.

    Apertando o ombro de Artur, Pietra mostrou as presas ao dizer:

    - Diga-me meu caro... O castelo de Berlim não merece uma obra prima? Se me deres permissão eu mesma transformarei o corpo de Mark em uma obra digna.

    Olhando para o feiticeiro Pietra suavisou o olhar dizendo:

    - Acredite irmão todos passamos por isso. É importante para seu crescimento e a conquista de sua liberdade!
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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por Danto em 7/2/2016, 14:55

    Os olhos e a atenção de Artur tinham claramente prioridades, inicialmente eles observaram as ações de Evangeline e Pietra, respondendo à Pietra com um sorriso malicioso no rosto.

    -Sinta-se livre para expressar a sua arte, iremos exibir a mesma com muito orgulho em uma apresentação pública nas próximas noites.

    A resposta do Arcebispo causou uma enorme comoção em Evangeline, a loira exibe um sorriso lindo na face e quase não contem de tanta felicidade, dando alguns pequenos saltinhos como uma criança que acabara de receber um presente. Mas antes que ela pudesse dizer algo, os olhos do Arcebispo se voltaram para o Assamita, ele então deu alguns passos a frente e agarrou o pescoço do mesmo com uma fenomenal. Era claramente a mesma potência que o Senhor dele possuía, mas a potência não era usada para causar danos, mas sim para erguer o corpo do Assamita do chão.

    -Nenhum de nós aqui solicitou os teus serviços, nenhum de nós aqui será seu novo Senhor ou Senhora. Não precisamos de servos, não desejamos escravos e não oferecemos falsas liberdades! A Espada de Caim é uma lâmina composta por todos seus membros, sem exceções, sem soberanias. Iremos libertar o teu laço, depois disso é a sua consciência que decidirá... Mas lhe garanto uma coisa, continue a agir como um escravo e eu mesmo arrancarei a tua cabeça fétida.

    Quando terminava, Artur soltava o corpo do Assamita sem se importar se o mesmo ficaria de pé ou não. Esperando então a resposta final daquele homem que agora era observado por todos os membros do Sabá ali presentes.
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    King Jogador

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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

    Mensagem por King Jogador em 7/2/2016, 18:27

    Mantenho a calma quando sou levantado. Sabia que a informação que eu passei iria deixá-lo mau humorado, todavia poderia ser muito pior. Absurdamente pior. Mas o importante é minha própria força de vontade em conseguir lutar contra minhas ordens inicias. Posso finalmente escapar do destino que estava desenhado para mim. Liberdade, doce liberdade.

    - Mensagem compreendida. Não há nesta cidade alguém que almeja deixar a escravidão mais do que eu. Estive em grilhões por mais de trezentos anos, agora poderei ser livre e decidir meu caminho. A oportunidade que me é oferecida agora será muito bem aceita.

    Sorrio olhando do Artur até o Erick. Finalmente o semblante de meus rosto retira o ar inquieto que estava à instantes atrás.

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    Re: Ato III - Narrativa de Kiril: A Espada de Caim

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