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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

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    Danto
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    Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 14:19

    Março de 2002, Berlim.



    Humilhação. Era a sensação que o fazia acordar dentro de uma sela, seus braços presos a grilhões enormes mantinham seu corpo pendurado e a quase um metro de distância do chão, várias feridas abertas no seu corpo indicavam que alguém havia arrancado grande parte do seu sangue. Além da enorme poça de sangue abaixo dos seus pés e a sujeira que o mesmo deixou em suas roupas.
    A maior humilhação foi de fato o seu despertar, porque ela não simplesmente o destruiu? Haveria uma sessão de tortura? Com qual necessidade?! Haviam apenas perguntas e nenhuma resposta disponível. Mas além de tudo isso, a porta da prisão estava aberta... Sua visão conseguia ver vez ou outra um pé passando por onde seria o corredor que dava acesso ao calabouço onde você havia sido aprisionado. Mas após alguns minutos do seu despertar seus ouvidos começaram a ouvir passos e pela entrada da sua cela entrava um homem.

    -Boa noite. Vejo que as coisas saíram completamente de controle, não é mesmo? Exatamente como conversei anteriormente com teu Senhor. Ele me disse: "Nossas personalidades e crenças nos levarão a ruína" e eu respondi, "Sim, irão. Mas nossos nomos jamais serão esquecidos".

    Diz o mesmo, que ainda mantinha a face oculta por um manto negro.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 3/2/2016, 16:09

    "Eu deveria ter sido destruído...perdi minha honra, perdi meu sangue...ela deveria ter dado um fim a essa minha existência fajuta e agora sem uso algum..."

    Richard olhava ao redor, tenta ver as condições de seu corpo, o quanto aquelas mutilações haviam lhe afetado e também se estava próximo da fome. Ele olhava agora em uma expressão séria para o homem que adentrava seu cárcere.

    - Retire o manto.

    Ordenou o cavaleiro, apesar da posição inferior em que estava, ele não poderia deixar-se abater por novos inimigos, ou seriam antigos?

    "Uma Serpente? Sabá? Meu Senhor, como assim? Karla?"
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 17:50

    O homem dá mais alguns passos para o interior da sua prisão, parando a exatos dois passos de distância da poça de sangue que estava abaixo dos seus pés. E com um pouco de sarcasmo ele responde a sua ordem.

    -Aprisionado, derrotado e sem sangue. Mesmo assim você acredita estar em posição de dar ordens...

    Sem remover o capuz o homem fica lá, parado. Enquanto seus instintos começavam a retornar, um a um. A fome crescendo de maneira urgente, havia pouco ou nenhum vitae dentro de seu corpo imortal e milenar. As feridas eram profundas mas apenas feitas com a intenção de faze-lo sangrar. No bolso frontal do seu terno havia uma flor de amaranto. Você estava sendo preparado para um dos maiores pecados entre os cainitas...
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 4/2/2016, 08:13

    - Você não está me entendendo...

    Disse o ancião em um sussuro, ele levantou o rosto em direção a face do desconhecido de manto e buscou fitá-lo, pois o cavaleiro ainda era um ancião e não podia ser subestimado.

    - Por que você não me solta daqui?

    Disse o antigo buscando a alma do estranho por baixo do manto.

    Off: Utilização de Dominação Nível 2 - Hipnotizar. Manipulação (4) + Liderança (4). Gasto de 1 ponto de Força de Vontade.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 08:13

    O membro 'Stian' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    'D10' : 5, 10, 1, 6, 7, 2, 1, 8
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 14:37

    O homem coberto pelo manto levanta a mão direita, levando a mesma até o seu pescoço. Nesse instante um pequeno detalhe devorou sua atenção. Um anel, posto no indicador. Um anel de ouro com uma safira cravejada sobre o mesmo e polida em forma de um brasão, o brasão medieval da família Ventrue. Apenas os mais antigos do clã usavam aqueles anéis, os mesmos eram dados aos mais notórios membros durante a alta idade média.
    A mão do homem segurou seu pescoço, a mão livre tirou o capuz. O homem a sua frente era o próprio Gustav. Com sua face firme e seu sangue extremamente potente que ignorava completamente as suas capacidades de dominação.

    -Não continue a sua humilhação meu jovem.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 4/2/2016, 15:36

    "Muitas peças soltas no quebra-cabeças de Berlim..."

    Richard observou o ancião com uma expressão séria. Então, olhou para baixo, para onde estava todo seu sangue antigo e começou a rir.

    - HAHAHA! Se eu fosse alguém que desistisse fácil do comando, não teria conhecido meu Senhor.

    Aquela risada foi como retirar toda a pressão e stress que o cainita estava naquele momento, ter Gustav a sua frente, após confrontar-se com a Serpente, era como enfrentar um cachorro após se ver de frente com um lupino. Em tom mais sério, ele continuou:

    - Gustav Brendenstein, não há motivos para minha apresentação, pois vejo que já me conhece. No entando, mesmo humilhado não arquiteto uma maneira de destruir meu Senhor, já sua prole mais fiel...não posso garantir o mesmo.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 16:15

    -Antes de começarmos a brincar de culpados e inocentes, meu jovem Richard, permita-me retira-lo dessas correntes.

    Diz o Príncipe de Ferro. A fama de Gustav era mundial, outrora considerado um dos maiores e mais importantes Ventrue de toda a Europa, rivalizando unicamente com o próprio Mithras, os anos mais modernos foram um verdadeiro horror para a imagem daquele ancião. Várias guerras, histórias macabras de destruição de Justicares e muito pânico do circulo interno em relação ao nome do mesmo. Mas estranhamente, o ancião simplesmente caminhava até você, rompendo as enormes algemas de ferro como se elas fossem feitas de plástico.

    -Estamos em Berlim correto? Perdoe-me a pergunta mas qual é o ano em que nos encontramos?! Acordei sentindo a presença de uma criatura de vitae mais poderoso, o que está acontecendo?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 4/2/2016, 16:35

    "Esta informação vai contra tudo que sei sobre este ancião...ele estava em torpor? Desde quando? Havia uma guerra entre ele e Wilhelm, Camarilla dividida..."

    - Não compreendo. Acredito que estamos em Berlim ainda, tive um encontro com tal criatura de sangue potente ontem a noite, ela estava utilizando-se de Katherine, sua prole, para arquitetar um plano para destruí-lo, juntamente com Wilhelm e Peter.

    As informações rodopiavam na mente do cavaleiro, estava tudo muito vago. A faceta de Gustav não parecia de um monstro destruidor de Justicares. Então, Richard continuou:

    - Ela se chama Kemintiri, uma Seguidora de Set, da quarta geração de sanguinea. Estou em Berlim para caçá-la. Não sei como vim parar aqui e estamos no ano de 2002.

    Então a pergunta fatidica que veio a mente do Ventrue era:

    - Quanto tempo esteve dormindo?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 17:01

    -Peter?! Enquanto a Friedrich? Peter foi destruído até onde a minha memória é capaz de ir...

    Gustav comentava em um voz baixa, parecia muito confuso com toda aquela situação em que vocês dois se encontravam. Finalmente ele removia as correntes que aprisionavam você, chegando a auxilia-lo a se manter de pé durantes os primeiros instantes.

    -Eu adormeci após a invasão francesa na cidade... Perdoe a minha confusão, jovem Richard. Você disse 2002?! Um cenário onde Wilhelm, Katarina e Peter desejam a minha morte? Mas porque? Sei que cometi erros, arquei com todas as consequências... Você disse Kemintiri? A prole caçada pelo próprio Seth?!
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 4/2/2016, 20:31

    O cavaleiro estava perdido na linha temporal de acontecimentos, se Peter havia sido destruído, quem era o Senescal de Berlim Ocidental?

    - Vamos nos ater aos fatos inerentes ao seu antigo domínio. Seu domínio esta divido em Ocidental e Oriental.

    Richard precisava se alimentar, precisava ir até uma igreja ou mosteiro, a fraqueza de seu clã imperava nos métodos de alimentação, entao, lutando contra a fome, ele continuou:

    - O Príncipe de Berlim Ocidental é Wilhelm e do lado Oriental um impostor que do ser você e que contam que o mesmo esta sob laço de sangue de um Brujah poderoso de Berlim.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 04:01

    O antigo Ventrue olhou atentamente para você, parecia estar buscando por alguma interpretação específica sobre a sua postura e fala. Assim ele faz um breve sinal indicando a saída da sua prisão e respondendo em seguida, de forma muito centrada e calma. Não haviam dúvidas, tanta educação, porte e posturas, um verdadeiro ancião do antigo clã Ventrue estava a sua frente, um antigo que forjou sua honra e dignitas em uma realidade onde a Camarilla ainda era um sonho distante.

    -Brujah's tomaram Berlim?! As coisas realmente saíram completamente de controle não é mesmo? Mas vamos ao básico. Seus olhos estão famintos, posso ajuda-lo em relação a suas necessidades exclusivas de vitae se assim desejar, basta apenas me informar.

    O antigo então começava a andar em direção a saída da sua prisão temporária. Saindo dentro de um corredor escuro, com apenas focos de iluminação feitos por tochas. O corredor inteiro era feito por paredes e teto de pedra, tudo parecia muito antigo e esquecido a séculos pela memória humana de Berlim.

    -Agora sei onde estamos... o aroma do seu vitae me fez passar sem atentar-me aos meus arredores. Estamos nas profundezas das catacumbas de Berlim, o castelo da família real foi erguido sobre o mesmo. Isso significa que uma das minhas proles trouxe seu corpo para cá... Peço para que me explique mais claramente toda a situação, afinal, irei retornar para um ninho de serpentes desconhecidas quando sair daqui.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 5/2/2016, 08:21

    - Precisamos ir até uma igreja...

    Disse o fraco cavaleiro que se apoiava com uma das mãos nas paredes das catacumbas. Ele ainda não havia entendido as conexões temporais que o próprio Gustav havia lhe informado.

    "Então ele está dormindo a dois séculos? Isso não faz sentido algum...quem governa Berlim Oriental então? Peter está morto?"

    - Contarei de maneira breve as informações que possuo sobre as duas Camarillas de Berlim.

    Richard lutava contra a Besta dentro de si, ela estava com fome e o Príncipe Gustav que não parecia um monstro destruidor havia se oferecido para leva-lo para se alimentar, era algo estranho. Tantas histórias sobre o Príncipe dos Punhos de Ferro, e ele estava ali, a sua frente. Então continuou:

    - Berlim foi dividida por um muro, criando assim o lado Oriental e Ocidental. Gustav marchou contra o muro querendo a cidade inteira para seu dominio, e foi recebido com centenas de tiros de armamento pesado, quase encontrando sua morte-final, o lider Brujah soviético levou o Ventrue de volta para seu dominio do lado Oriental. O Brujah soviético atrelou o Príncipe Gustav a um laço de sangue. Wilhelm, sua prole, escapou de diversos ataques de seu Senhor e pediu aos Tremere que criasse uma barreira de alarme mágica no muro, qualquer cainita que atravessasse o muro, soaria um alarme mental em todos os anciões da Camarilla, fosse ele Oriental ou Ocidental. Gustav pediu ajuda de seus aliados soviéticos, mas eles estavam mais preocupados com a matusalém Baba Yaga em seus dominios soviéticos.

    O cavaleiro tentava entender a face do ancião, captar alguma coisa, ele poderia ser um impostor ou poderia ser o próprio.

    - Cheguei em Berlim e fui apresentado ao Príncipe Wilhelm, logo após, fomos avisados de que Katarina, supostamente a única prole ainda fiel a Gustav, havia atravessado para o lado Ocidental. Wilhelm e eu fomos até ela, e então ela era a Serpente antiga. Acordei acorrentado e com você a minha frente. Como viestes parar aqui?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 11:20

    A cada palavra que saía de sua boca mais vocês avançavam pelos corredores daquelas catacumbas medievais. Haviam rastros de sangue pelas paredes das prisões, grande parte delas estavam em um processo já muito avançado de deterioração. O que indicava que o local não era visitado a muitos e muitos anos. Gustav parecia ter dificuldade em compreender algumas palavras como "tiros de armamento pesado", mas os olhos do ancião se voltaram na sua direção com muita atenção quando você citou Baba Yaga.

    -Essa criatura velha esteve em Berlim, me recordo de uma longa conversa com ela durante algumas semanas. Karla a jovem herdeira da linhagem dela foi deixada aqui sob os cuidados do seu Senhor. Nessa época eu era uma espécie de Senescal do Sacro Império... Me lembro com tanta perfeição, enfim, o resultado do meu sono é: Minhas crias se enalteceram com os domínios de Berlim e transformaram a minha figura em uma abominação sanguinária e milenar. Repulsivo.

    Gustav então dá alguns passos a sua frente e olha fixamente para o nada, naquele instante um frio subiu a sua espinha. Memórias de citações antigas sobre os poderes das gerações mais baixas começaram a rodopiar a sua mente fraca pela falta de sangue, os olhos de Gustav brilhavam como se o mesmo estivesse usando a dominação, mas não havia ninguém a sua frente. Era assustador, para não dizer outras coisas, o Antigo Ventrue estava dando ordens a pessoas que sequer estavam em sua presença.

    -Heinrich Himmler, traga seis membros do clero de Berlim para o meu castelo, imediatamente.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 5/2/2016, 12:06

    - Devo lhe agradecer por me tirar daquele lugar, considere como uma divida a ser paga em outro momento.

    Richard seguiu caminhando, acompanhou os poderes incríveis do ancião para informar ao Senescal sobre as necessidades do cavaleiro. Então ele continuou:

    - Então, todo este tempo não era você? Peter foi destruído? Karla Aach, Nosferatu, ela é uma Primógena das duas Camarillas, me encontrei recentemente com ela, acompanhado do Príncipe Wilhelm que era desgostoso com a presença da mesma na cidade. A grande questão que ecoa na minha mente: Quem estava comandando Berlim Oriental se havia adormecido a tanto tempo?


    As perguntas eram muitas outras, esta era apenas uma delas. A falta de sangue não deixava clara uma rápida absorção das pistas e informações conflitantes, Gustav era para toda a Europa, um monstro que destruia tudo que fosse contra ele, governava a cidade com punhos de ferro e todos aqueles que não concordavam, desapareciam. Agora, ele se mostrava muito sereno e sério, sem descontroles. As informações sobre este antigo Ventrue nos últimos dois séculos eram falsas? Ou este era um impostor?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 13:19

    -Peter foi destruído junto com duas crianças da noite que eu abracei, exclusivamente para expor a Camarilla e aos Toreador de Paris que os erros cometidos em épocas de fogo e terror deveriam ser apagados. Quando Villon e os outros chagaram a Berlim, essa foi a exigência deles e assim foi feito.

    Responde Gustav que fazia uma breve pausa na caminhada, como se tentasse relembrar o caminho que deveria seguir por aqueles corredores tortuosos, em seguida, após poucos metros você avista uma escada e é para a mesma que Gustav segue. Caminhando com firmeza pela escadaria de rochas, o ancião retorna a falar.

    -Karla Arch era uma neófita fiel ao seu Senhor, ela jamais se retiraria da cidade a não ser que fosse lhe dada a ordem por um príncipe verdadeiro. Ou seja, ela só saíra de Berlim caso seu Senhor retorne dos mortos ou se eu der a ordem, afinal, eu tenho o direito garantido por vitae a essas terras. Você me pergunta, quem governa em meu lugar. Eu não tenho essa resposta mais certamente meu carniçal a terá, me diga o que sabe sobre Heinrich Himmler?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 5/2/2016, 16:25

    - Entendo. Única real informação que tenho sobre Heinrich é de que ele é o Senescal de Berlim Oriental. Nada mais.

    O cavaleiro mantinha-se concentrado, um deslize simples e a Besta tomaria seu corpo e obrigaria-o a beber de qualquer fonte para saciar sua sede, provavelmente acabaria mais machucado se isso acontecesse ao lado de Gustav, ele colocou uma das mãos na testa escurecendo assim os seus olhos, "adormeça" ordenou para sua Besta e aguardou que ela parasse, embora pelo longo tempo familiarizado com a mesma, sabia que apenas isso não bastaria. Por fim, continuou acompanhando o ancião até a subida e seguiu:

    - Kemintiri, uma besta matusalém muito antiga. Senti tamanha presença somente frente a Mithras de Londres, quando me apresentei ao mesmo. Ela tomou a forma do falecido Justicar Michaellis e foi descoberta com a ajuda da Capela Tremere Londrina, desde então, a atual Justicar Lucinde, me enviou atrás dela e a rastreei até aqui. Não sei se fui trazido por ela até aqui, pois não tenho memória dos acontecimentos desta noite. Como chegou até mim?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 21:56

    -Então alguém abraçou meu carniçal... Não posso negar que suas palavras me trazem um descontentamento próximo ao ódio nesse momento, jovem Richard, você me pergunta então como eu o encontrei, a resposta é um pouco complexa. Vamos aos fatos aos quais eu me recordo, certo?


    Disse Gustav que seguiu caminhando escada acima, sem esperar a sua resposta, afinal a pergunta dele foi muito mais retórica do que questionadora. A escadaria então terminava em frente a uma parede enorme de pedra, era uma passagem secreta muito antiga. Certamente o interior do castelo já havia reformado aquela parede várias e várias vezes, colocando incontáveis camadas de concreto por cima das paredes tradicionais da fundação do castelo. Gustav colocou a mão no centro daquela parede e olhou mais uma vez para você.

    -Quando as tropas francesas começavam a recuar, o sono me alcançou com ferocidade. A força foi tão grande que eu não tive muito tempo e deixei apenas uma mensagem breve para minhas proles, uma carta para cada um. Então me recolhi ao meu refúgio e adormeci. Meu despertar foi forçado pela presença da setita que você persegue... Agora a resposta final, eu encontrei você por causa do seu vitae. Minha idade avançada me faz absorver pouca força do vitae humano, assim, o vitae dos cainitas acaba sendo muito mais nutritivo. Evitar o vitae cainita acelera o sono profundo dos anciões.

    Após responder, Gustav simplesmente empurra a parede. O ranger das pedras fez um enorme barulho, a força do ancião fez com que a parede se movimentasse e em questão de segundos, a passagem revelava o interior do castelo de Berlim.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 6/2/2016, 17:35

    "Então a fome dos anciões pelo canibalismo é verdadeira, o sangue cainita é muito mais potente. Enquanto eu preciso de cerca de quatro humanos para que todos saiam vivos, Gustav precisaria de vinte...a Serpente afetou muito esta cidade em tão pouco tempo..."

    -Fico feliz por não ter sido sua refeição de despertar.

    Disse o cavaleiro enquanto a porta se abria, logo retomou:

    - Não tenho conhecimento se o seu carniçal realmente foi abraçado. Algo me diz que a presença da Camarilla Oriental nesta cidade é apenas ilusória.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 6/2/2016, 19:28


    Seus olhos finalmente eram capazes de ver um cenário mais bem estruturado, até mesmo mais belo e comum para o que você estava acostumado. Afinal, agora você e Gustav estavam literalmente em um dos corredores do palácio de Berlim, localizado na porção oriental da cidade e lar de toda a família real mortal que um dia regeu sobre aquela cidade. Esperando por vocês, havia um homem de roupas sociais, atrás do mesmo haviam quatro padres e duas freiras. Todos eles claramente com seus olhos vagos, ou seja, estavam sobre o efeito de dominação.

    -Meu Senhor... Duvidei de minha sanidade quando sua voz me ordenou, acreditava fielmente nas palavras de sua prole, você havia sido destruído ele disse.

    Disse o homem.

    -Heinrich...Quem disse tal blasfêmia?

    Pergunta Gustav caminhando em direção ao senescal de Berlim Oriental.

    -Frederich meu Senhor.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 7/2/2016, 15:27

    O cavaleiro passou por Heinrich em direção aos membros do clero que estavam com ele. O raciocínio nao era mais possível naquele momento, a fome inebriava sua Besta e instinto era a única cousa que guiava seus passos. Ele pegou uma das freiras pela cintura e lhe mordeu o pescoço vorazmente, sugando o doce sangue puro da mesma. Pouco ligava se ela encontraria a morte após o cainita drena-la, era uma questão de sobrevivência e Richard estava acima daqueles humanos na cadeia alimentar, após a primeira vítima, ele passaria para a segunda, até que estivesse saciado por completo.

    Richard lambia a ferida de sua mordida do ultimo humano que havia se alimentado, foram necessárias quatro pessoas para sacia-lo. Ele entao entendia a necessidade de vitae cainita de Gustav, quando mais antigo e potente o Membro, menos nutritivo era o sangue humano. Richard virou-se para o Príncipe e para Heinrich:

    - Como estou diante de um legítimo Príncipe de sangue de Berlim, devo me apresentar como mandam as tradições. Sou Richard Blankenheim, prole de Hardestadt. E agora tenho uma divida com o verdadeiro Príncipe de Berlim.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 7/2/2016, 16:48

    A sua consciência voltava de acordo com a quantidade de sangue que inundava a sua besta, a fome terminava e sua mente estava mais uma vez completa. Suas palavras ecoaram por todo o corredor, não porque você havia as pronunciado em um tom elevado, mas porque nenhuma resposta foi ouvida. Seus olhos encontraram os corpos dos padres no chão, feridas expostas e manchados pelo sangue que você havia drenado... Quatro vidas que foram arbitrariamente arrancadas pelas suas presas. Quem havia dado a você o direito de mata-las? Ainda mais sendo homens de Deus, que mal poderiam eles causar ao mundo já tão castigado por tantos seres macabros e malignos? Qual honra havia em terminar a existência daqueles padres?

    [Off: Faça um teste de força de vontade, dificuldade 9 para evitar os efeitos interpretativos da Degeneração pelo pecado cometido contra sua própria trilha. -1 ponto em sua trilha. Teste de Consciência, dificuldade 5+numero de vítimas, para tentar justificar o seu ato]
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 7/2/2016, 17:10

    Primeiro Teste -> FdV
    Segundo teste -> Consciência
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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Danto em 7/2/2016, 17:10

    O membro 'Danto' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    #1 'D10' : 1, 10, 8, 7, 2, 6, 9, 4, 2

    --------------------------------

    #2 'D10' : 7, 4
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    Stian Jogador

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    Re: Ato IV - Narrativa de Richard: A Boca de Jörmungandr

    Mensagem por Stian Jogador em 7/2/2016, 23:13

    A memória de ter ignorado seus próprios códigos de conduta provavelmente lhe assombrariam. A visão daqueles homens fieis ao mesmo Deus o qual Richard guerreou séculos atras como forma de punir os infiéis sarracenos. A Besta havia vencido aquela batalha contra o Ventrue, e havia levado consigo uma parte importante de sua antiga humanidade que ele tanto lutou para preservar.

    Teve sorte de não cair de joelhos em frente a Gustav, conseguiu controlar-se na presença do ancião.

    - Peço desculpas por minha atitude descontrolada, eram boas almas que acabei fazendo com que encontrem Deus prematuramente.

    "O que foi que eu fiz? Sucumbi aos desejos de minha Besta interior, será que futuramente deverei me alimentar de cainitas como os mais antigos?"

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