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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

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    Danto
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    Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 14:42

    Março de 2002, Berlim

    O Maestro apertou sua mão, sorriu e disse de maneira breve.
    -Os grandes mestres sempre foram renegados pelos seus iguais, há novos ares a caminho de Berlim. Não se perca completamente até eles chegarem, enquanto isso... Ao Elísio, os jovens precisam se divertir.

    Disse o maestro com um sorriso mecanizado na face, mas era um sorriso sincero. Talvez a expressão mais humana que seus olhos haviam encontrado em toda a capela Tremere. Curioso o sorriso mais real vir de uma máquina? Será mesmo que era uma máquina?! Enfim, o Maestro conduziu o seu caminho até a saída da capela e do lado de fora um táxi já estava a sua espera. Minutos depois o mesmo táxi estacionava em uma das vagas em frente o Elísio de Berlim. O Elísio era de domínio do Clã Brujah, mas especificamente do experiente Bert Kistler e você nunca havia ido até o local... Para sua surpresa, logo na recepção do local, que aos olhos dos mortais seria apenas mais um arranha-céu, um jovem de uniforme se aproxima e diz.

    -Bem vindo ao Elísio, ilustre membro. Permita-me leva-lo até o hall, as apresentações dessa noite estão suspensas até segunda ordem, mas há membros no hall...

    Em seguida o jovem já se colocava a andar, deixando apenas que você o seguisse. Parando apenas em frente a uma porta dupla, ainda no primeiro andar do local e abrindo-a com as duas mãos. Revelando um interior magnífico.



    Não haviam palavras para descrever tanto luxo, era um ambiente surpreendente. Não era atoa que a entrada de mortais era proibida, o Elísio era uma espécie de refúgio seguro para todos os vampiros Ocidentais. E lá estavam vários deles, um trio de jovens toreadores sentados lado a lado em um dos bancos, duas lindas mulheres e um rapaz que não parecia ter mais do que 17 anos. De pé, olhando profundamente para a estatua posta ao centro do local,havia uma mulher de cabelos ruivos e pele branca como a própria estátua. Dois homens de ternos estavam conversando mais ao fundo do local, aos seus olhos, pareciam dois ventrues trocando informações importantes. E cruzando todo o local em uma corrida frenética na sua direção havia um jovem, com o corpo repleto de tatuagens e um sorriso enorme na face. Ele parava a sua frente e estendia a mão direita.

    -Joachim Krampitz, malkaviano! Tenho seis anos de vampiro, bem vindo a Elísio, tá todo morrendo essa noite. Vamos?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 3/2/2016, 16:25

    - Realmente gosto de você Maestro, vai demorar um pouco para que eu volte aqui, mas espero realmente lhe reencontrar, e pode ter certeza, eu vou aguardar ansiosamente isso. Se cuide, precisando de algo só pode me chamar....
    O jovem falava de forma rápida enquanto descia as escadas da capela em direção ao táxi, o mesmo colocava os dois primeiros dedos da mão na testa e depois o balançava para frente se despedindo do Maestro.
    " Maestro não é só um construtor...o Regente de alguma forma muito incrível fez ele ser interligado com a capela e com ele também, ele sabe de muita coisa, o problema vai ser quando Valerius descobrir sobre o que aconteceu com Cassandra...melhor nem pensar!"
    O mesmo desceu do táxi e começou a subir a escadaria da entrada olhando para o todo do aranha céu, ele olhou para o serviçal e sorriu.
    - Uhm...beleza, vamos lá!
    Ulrick ficou deslumbrado com a luxuosidade daquele lugar, seus olhos se perdiam com o tamanho daquele hall.
    " Olha o tamanho disso, da para ver meu rosto no chão, nossa, uma estatua grego romana, deve custar o olho da cara isso ai...caralho!"
    O mesmo havia se assustado com aquele rapaz que se apresentava para ele, sua cara era de espanto, o mesmo estendeu a mão o cumprimentando em um reflexo de susto.
    - Ulrich, Ulrich Heike Klaus...Prazer cara, quem tá morrendo? Vamos sim! Onde vamos?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 17:11

    -Caralho que nome escroto!

    Diz Joachim quando escuta o seu nome, caindo na gargalhada logo em seguida. Era algo completamente inesperado, na realidade parecia muito mais um encontro entre jovens mortais, daqueles que se juntavam com alguns trocados e saiam pós universidade. O rapaz então para de rir e comenta.

    -Então, Klaus o negócio é o seguinte. Acabou a festa, já era, os anciões tão se matando e agente tem que fugir! ACABOU!

    Grita o jovem levando as mãos a cabeça. Extremamente afoito e desesperado olhando diretamente para você. Seus olhos então veem uma das Toreador se levantar, ela caminha na sua direção balançando a cabeça negativa e fala com o Malkaviano.

    -Joachim por favor, a noite mal começou... Perdoe, as vozes as vezes falam muito mais que o próprio. Prazer, meu nome é Diana Scharff, sou uma das Harpias da Camarilla. Você é a prole da Senhorita Valerius correto?

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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 3/2/2016, 17:48

    - Falou o cara que tem o nome Joachim!
    Ulrick riu juntamente com o Malkaviano, na verdade ele não estava entendendo o que estava acontecendo lá, aquele cara era complemente louco. O jovem Tremere ouviu atentamente aquele cainita, o mesmo segurou o Malkaviano pelo braços e falava baixo, seu rosto se voltava para todos os lados.
    - Se acalma Joachim, xiu...quieto cara, não grita pelo amor de Deus, acabei de chegar e já vou ser expulso, faz isso não...Oi!
    O Tremere se virava para Diana e estendia a mão com a palma virada para cima, o mesmo soltou o malkaviano bruscamente, um sorriso sem graça lhe brotou na face, ele estava admirado com a beleza exagerada daquela mulher, era como ver aquelas modelos de revista, só que em sua frente e sem o photoshop.
    " Meu Deus do céu...que mulher linda!"
    - Boa noite senhorita Scharff, sim, sou prole da senhorita valerius, o prazer é todo meu em lhe conhecer...Joachim ficou meio eufórico, mas já está tudo sobre controle, não é Joachim?
    Ele se virava para Joachim e fazia uma expressão com o rosto para o mesmo falar algo.
    " Ajuda ai cara, sou péssimo com apresentações e essas formalidades..."
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 3/2/2016, 23:50

    O ato de soltar bruscamente Joachim fez com que o mesmo quasse fosse ao chão, apoiando-se de qualquer maneira e rindo bastante o jovem louco olhou para as suas reações em frente a belíssima harpia toreador.

    -Me desculpe pela gritaria, eu sou péssimo em apresentações e essas formalidades. A euforia já passou, tá tudo bem. Apenas não pude me segurar ao ver um membro tão ilustre da família Tremere local.

    Diana abre um belíssimo sorriso no rosto e entrega a mão esquerda, colocando-a suavemente sobre a sua e aguardando uma saudação formal. Ela comenta enquanto isso.

    -Por favor, sinta-se a vontade para me chamar de Diana. Não sou antiga o suficiente para receber méritos ou exigir posturas. Então, Klaus, ilustre membro da família Tremere de Berlim... O que tenho a dizer a você é simples, a apresentação aqui esta suspensa e estamos considerando ir até o Hellfirepub. Alguns ainda continuarão aqui, qual é a sua escolha?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 4/2/2016, 00:34

    " Como assim ele falou o que eu estava pensando...que cara peculiar, e para de falar assim, não sou ilustre coisa alguma!"
    Ulrick olhou para Joachim novamente e piscou o olho esquerdo para o mesmo, sua boca se moveu pronunciando o som inaudível "foi mal", o Malkaviano quase caiu na frente de todos ali presente e isso não seria algo engraçado. Seus olhos se voltaram para a Harpia novamente, e com a mão da mesma o jovem Tremere fez como sua senhora havia lhe ensinado, deu um beijo leve na mão da mesma, quase não encostando os lábios em sua mão, após isso, ele descia levemente a mão da mulher, mas logo coçou o pescoço próximo a sua barba, estava um pouco nervoso com tudo aquilo. Ela era uma Harpia, Toreadora, poderia destruí-lo com algumas palavras, deveria se manter o mais calmo possível e dançar ao som da musica.
    - Podem me chamar apenas de Ulrich, não me considero alguém ilustre, sou apenas um companheiro de seita aqui como vocês, eu nem iria vir aqui, estava considerando Hellfirepub como minha primeira escolha, sim, vou para lá! Posso lhe acompanhar se me permitir Diana!
    O mesmo falava de uma forma mais calma agora, estava mantendo a mente mais clara, ele deu uma olhada para Joachim novamente e soltou um sorriso.
    - Gostaria da sua ilustre presença Joachim!
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 01:10

    Joachim abriu um enorme sorriso no rosto, aproximou-se novamente de vocês dois e colocou a mão esquerda na cintura da Harpia, trazendo o corpo da mesma para mais perto do dele.
    -Vamos e não se iluda, jovem Tremere. Esse corpo me pertence! Vá arrumar outra acompanhante, seu neófito insuficiente.

    Ele soava sério, parecia tentar ofende-lo ou algo do gênero. Mas a postura séria, claramente se fez valer como um deboche dos antigos anciões. O Malkaviano ria e a Harpia fazia o mesmo, como se estivesse acostumada com o humor do tal Joachim.

    -Então vamos, iremos no meu carro se isso não for um problema.
    Comenta Diana que começava a andar, sem se importar com a proximidade que o Malkaviano mantinha dela, distancia essa que naturalmente aumentava com o caminhar de ambos em direção a saída do local.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 4/2/2016, 13:13

    - Já há muito tempo que estou morto!
    Retrucou ao Malkaviano se referindo ao fato de já não ter mais pulsação, ele caminhou calmamente seguindo os dois, ainda olhava para o lugar, não teve se quer tempo para apreciar nada, mas estava valendo a pena, ele estava se divertindo com tudo aquilo.
    - Nenhum problema.
    Ulrick colocou as mãos no bolso d sua jaqueta e seguiu os dois a alguns passos de distancia, ele ficou olhando aquela cena dos dois cainitas se afastando no final e começou a rir.
    " É apenas uma linda cainita, já estou morto e nem sei como isso funciona mais, como deve ser um relacionamento cainita...a frase para a vida inteira me parece pesada agora! De certa forma todas as cainitas que conheci até hoje são belas, no fundo os anciões são tão pervertidos quantos os novos!"
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 14:31

    Do lado de fora do Elísio, Diana caminhou em silêncio em direção a uma limousine preta que estava estacionada na área mais nobre e exclusiva dos frequentadores daquele local. Um carniçal ao ver a aproximação da alguns passos e abre as portas do veículo.

    -Boa noite Senhorita...

    Diz o carniçal que usava uma roupa típica de um motorista, terno, chapeu e luvas brancas.

    -Hellfire pub, sem pressa.



    O interior do veículo era digno de cinema, nem nos mais insanos dos seus sonhos você entrava em um carro como esses. Para Diana, parecia tudo muito normal, a belíssima Toreador senta em uma das poltronas e cruza as pernas, tirando o celular da bolsa e digitando algumas coisas. Joachim senta ao seu lado e comenta sorrindo.

    -Cuidado pra não se apaixonar...
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 4/2/2016, 15:42

    Ulrick olhou para a limousine e ficou parado olhando a mesma.
    " Vamos com o meu carro, quero mostrar para todo mundo o quanto sou rica...puta merda, ela comprou a maldição também!?"
    Ele acenou com a cabeça para o motorista e entrou no carro, por dentro era mais incrível que por fora, tinha de tudo lá dentro, sua mão acariciou o banco e sentiu o couro. Se posicionou de uma forma confortável no banco, de longe ele não tinha a mesma postura, uma perna ficava dobrada se apoiando no chão e a outra permanecia esticada, ele não era pequeno como Joachim e não gostava ficar todo reto ao se sentar.
    - Ela é linda sim, mas se nem em vida eu me apaixonei por alguém, imagine depois de morto!
    O jovem Tremere sorriu para o Malkaviano novamente e dessa vez falou mais baixo próximo dele.
    - Você me deixou sem reação quando começou a falar aquelas coisas lá dentro, o que seriam essas vozes que você ouve?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 16:19

    Diana continuava concentrada em seu celular, com uma expressão séria no rosto. Parecia manter um diálogo bem consistente e pouco feliz com alguém pelo aparelho, era algo novo para seus olhos já acostumados apenas com a visão de vampiros lendo, estudando e praticando coisas sem sentido algum. Ela parecia uma jovem que discutia por sms, como qualquer outra jovem... Já Joachim, com seus incríveis 1,60 metros de altura olhava para voce com um enorme sorriso no rosto, ele havia adorado a sua pergunta.

    -O que são as vozes? Ecos, verdades, impulsos, sensações, impressões. Mentiras, intenções, medos e certezas. As vozes que falam na minha cabeça correm minha sanidade, me fazem entrar em desespero, mas também me fazer sorrir, faz cair a mascara séria e antiga que nos assusta. Entende?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 4/2/2016, 16:35

    Ulrick ficou olhando Diana, utilizando aquele aparelho, não que ele fosse velho, mas já há tanto tempo não sabia o que era um aparelho novo de celular, em grande parte se comunicava pessoalmente ou brevemente pelo telefone fixo. Mas ali ela parecia apenas uma jovem despreocupada normal e muito mimada pelas coisas que tinha. O rosto do Jovem Tremere se virou para Joachim, o mesmo ficou serio enquanto seu colega falava, ele permanecia assim quando estava pensando.
    - Entendo em partes, mas é como malditas alcoviteiras que ficam em seus ouvidos sussurrando coisas do sobre passado, presente e futuro, sem permissão alguma ela invadem seu espaço e depois saem...quem são os anciões que estão se matando!?
    O mesmo permanecia um pouco mais serio que o normal, queria saber mais, a muralha magika havia sido desfeita e as coisas começariam a se mover, com ou sem a vontade dos membros da Camarilla.
    " Joachim é realmente muito interessante, nunca imaginei que os Malkavianos fossem assim, sua loucura é justificável, quem se manteria em sua sanidade com essas vozes em sua mente?"
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 4/2/2016, 17:09

    Joachim arregala os olhos e responde você automaticamente, sem sequer lhe dar uma chance de terminar com dignidade a frase.

    -Sei lá! Anciões se matando? Sei lá cara! Sou de fuçar com isso não mano! Ficou louco?! Diana, você ouviu isso? Anciões se matando pela cidade?!

    Diana tirou os olhos do celular, observou seriamente Joachim e em seguida olhou diretamente para você. Perguntando de forma seca e direta.

    -Ulrich, o que você sabe sobre a barreira entre as cidades? Porque as noticias que chegam até mim são de que o Senescal enfrentou forças do Sabá, em território anarquista. E que um dos convidados do príncipe foi raptado.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 4/2/2016, 17:31

    Ulrich colocou a mão no rosto quando Joachim começou a falar daquela forma de novo, o mesmo olhava de um jeito que reprovava a ação do Malkaviano, mas logo deu uma leve respirada e deu dois pequenos tapas na perna do mesmo.
    - Acalma-se estamos bem aqui, você tinha falado no Hall sobre isso!
    Ele voltou e olhou para Diana o mesmo apontou para o celular dela.
    - As pessoas dai sabem mais que eu Diana, sei o que todos nós sabemos sobre a barreira, ninguém passa para o outro lado sem informar ambas as partes, agora, só fiquei interessado em saber sobre os velhos por que hoje mais cedo recebi um convite de um, as vezes ele não é mais valido.
    Ele batia com o braço no peito do Malkaviano.
    - Cê tá melhor agora?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 04:27

    Diane apenas sorriu para a sua resposta, era estranho lidar com aquela linda mulher. Ela não passava nenhuma imagem de confiança ou de total sinceridade em momento algum e de certa forma, esse incomodo parecia fazer parte do charme dela. Afinal, na presença dela todos seriam forçados a não cometer nenhum deslize, porque a reação dela poderia ser variável.
    -Se eu to bem? Cara, você não viu nada ainda!

    Diz Joachim que cruzava as pernas e se encostava completamente no estofado luxuoso daquele carro. Em poucos instantes o carro começava a diminuir a velocidade, em seguida manobrando para estacionar. O jovem malkaviano que tinha o corpo coberto por tatuagens olha para você, animado.
    -Vamos! O cardápio dessa noite inclui uma apresentação da carismática e cheia de personalidade Diederich, depois iremos explorar as possibilidades disponíveis!

    Sem sequer esperar a sua resposta ou até mesmo o carro estacionar, o jovem abre a porta do veículo enquanto esse ainda manobrava para estacionar. Partindo em uma corrida empolgadíssima para a entrada do pub que ficava do outro lado da rua. Várias buzinas soaram e vários carros pararam, mas nada de mal aconteceu com o maluco que adentrava com tudo pelas portas do Hellfire Pub.

    -Lembre-se, estamos em territórios independentes. A camarilla ainda é forte aqui, mas não estamos sob sua total proteção.
    Diz brevemente Diana que aguardava pacientemente dentro do carro, saindo do mesmo apenas quando o motorista falava baixo "chegamos senhorita".
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 5/2/2016, 10:14

    Ulrich sorriu para Joachim novamente vendo a reação do mesmo, ele já estava se acostumando com tudo aquilo, o mesmo em grande parte ficou olhando a Toreadora, não por admiração ou qualquer outro sentimento fútil, era mais como estudando algo, aquela mulher obtinha de muita informação, sua rede de contatos deveria ser vasta, afinal ela era uma Harpia, deve ser perigosa o suficiente para não pensar duas vezes em destruir a não-vida de alguém.
    - Vai com...calma...O carro!
    O jovem Tremere tentou pegar o Malkaviano pela camisa não foi rápido o suficiente, ele falava de forma pausada e fazia caretas vendo o mesmo passar no meio dos carros daquela maneira, logo o mesmo se arrumou no banco e fez que sim com a cabeça para Diana, ele abria a porta para que a mesma saísse, ao sair do carro caminhou calmamente ao lado de Diana.
    - Não tenho o costume de sair muito, quem seria essa encômio que Joachim mencionou antes de correr !? Espero que não seja um incomodo estar tão próximo assim, mesmo sendo simpática ao ponto de não exigir postura dos demais, ainda é quem é.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 12:59

    -Ainda é quem é?! Não me confunda com um ancião ou algo assim, tenho um posto na Torre e isso apenas indica que tenho obrigações a cumprir, faço parte dos ciclo socais da mesma e mesmo que deteste grande parte, tenho que estar lá. Além do mais, me foi um cargo dado não necessariamente desejado ou conquistado.

    Comenta Diana de forma breve, sem responder a sua primeira pergunta. Vocês dois agora saiam do carro e atravessavam a rua, em frente ao Hellfirepub havia apenas dois seguranças e os homens rapidamente deixaram vocês dois entrarem, claramente reconhecendo a face de Diana.


    A entrada do Hellfire era diferente de qualquer bar que você já havia entrado, vocês dois passam pelas portas de entrada e se deparam com uma escadaria que sobe por dez lances, em seguida um breve corredor de um metro e cortinas. Atrás das cortinas, outros dez lances de escadas e a partir desses já era possível ter uma visão do local. Várias pessoas começavam a se sentar pelas cadeiras, aglomerando-se em volta das mesas. Não havia som ambiente, apenas as conversas e o palco estava iluminado por uma forte luz azul. Joachim estava literalmente correndo pelo local e fazendo saudações engraçadas para alguns conhecidos que ali estavam.

    -Diga-me, Ulrich, já esteve presente na apresentação de uma Filha da Cacofonia?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 5/2/2016, 13:53

    - Sei bem como é, ser jogado aos lobos, obrigações e deveres que foram nós dados não por escolha e sim só por fazer parte daquilo. Não tenho medo de pensar pensar diferente dos outros, tenho medo de pensar como todos e descobrir que estão errados.
    Ulrich respondeu da mesma forma, não olhou para a toreadora em nenhum momento que falou, ele caminhava ao lado da mesma todo o percurso, aquele lugar era bem alto.
    " Então ela foi colocada no posto que está apenas para manter o status de seu sangue, assim como eu, todos a sua volta lhe exigem algo, alguns conseguem trabalhar melhor isso que eu!"
    O jovem Tremere olhou para o local, apenas para admirar a decoração, procurou por uma mesa vaga pois sabia que a Toreadora não iria ficar muito tempo em pé.
    - Então a mulher que Joachim encheu de elogios é uma filha da Cacofonia!? Não, é como eu disse não saio muito. Ali uma mesa, e como seria essa apresentação Diana?
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 5/2/2016, 21:45

    Diana olha para a mesa que você havia escolhido, sentando-se na mesma, cruzando as pernas e colocando a bolsa que carregava pendurada na própria cadeira. Calmamente ela observou todo o arredor, parecendo fitar cada membro que ali estava presente antes de responder as suas perguntas.
    Assustadoramente, esse processo foi realizado em menos de dez segundos!

    -Intenso... Posso dizer que é muito especial, talvez arte possa ser algo que não atraia muito o seu interesse ou que simplesmente não seja algo primordial para a sua existência. Mas declarando abertamente, de acordo com a visão da minha linhagem, posso afirmar que Erika Diederich é inesquecível.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 5/2/2016, 22:40

    Ulrick ficou apenas observando os movimentos de Diana, a mesma era bem treinada com relação ao contato com o público por assim disser, seu braço estava sobre a mesa que apoiava seu rosto, o mesmo olhava diretamente para o palco. Ele ouvia cada palavra de Diana e por fim o mesmo pegou a mão da Cainita e a virou com a palma para cima e pressionou o centro de sua mão.
    - E não é, e nunca foi. Só que, não é interessante essa sensação que você sentiu no centro de sua mão, é a mesma pressão sentida enquanto ainda estava viva, suas terminações nervosas estão mortas, seus músculos também, ainda sim você o sente, seu cérebro cria isso, descobrir respostas e encontrar mais dúvidas é o que acho magnifico, isso é uma arte belíssima...mesmo sendo irritante de mais ficar entocado em um quarto com livros velhos!
    Sua voz era determinada no começo, como se ele fosse um apaixonado por aquilo, mas ao termino a mesma demonstrava grande pesar e desconforto, ele fechava a mão de Diana e a deixava na mesma posição que estava. Seus olhos se voltaram para a Toreadora e um sorriso tímido lhe brotou na face.
    - Vocês cultivam a arte, então estou prestes a ver uma obra prima viva.Magnifico.
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 6/2/2016, 13:35

    Diana olhou com intensidade para os seus olhos enquanto você tocava a mão dela, seus olhos eram azuis e de uma profundidade singular, havia algo sobrenatural naquele par de olhos que apesar de azuis eram escuros, densos. A beleza daquela jovem era de certa forma um mistério, talvez essa tenha sido a única motivação que levou ao abraço dela, um ancião do clã das rosas simplesmente não resistiu aos encantos dela, assim como você se esforçava para evita-los.
    Você então fecha suavemente a mão de Diana e quando ela movimenta levemente os lábios para elaborar alguma resposta as luzes se apagam, todas as luzes. Rapidamente as luzes azuis do palco são acesas, inundando todo o interior do Hellfire com um azul anil oriundo das lâmpadas de led. Sobre o palco, uma banda posta nos pontos mais escuros do mesmo e uma musica começou a ser executada...

    No centro do palco havia uma mulher de vestido branco de cauda longa, o vestido terminava em um corselete tão branco quanto o mesmo, uma faixa preta circundava sua cintura em uma espécie de cinto bem largo feito de tecido. A pele da mulher era alva como apenas a pele de cainitas poderiam ser, batom vermelho, cabelos negros longos e perfeitamente penteados em um estilo mais próximo da década de 50. De olhos fechados ela começava a cantar, a cada verso que se decorria da apresentação seus olhos começavam a se abrir, vagarosamente, assim como seu corpo começava a se mover sensualmente. Quando os olhos dela finalmente se abriram, um azul mais potente do que todas aquelas lampadas iluminou o interior do Hellfire, todos olhavam fascinados para aquela mulher que cantava no palco. Sua atenção, seus desejos, suas vontades, tudo parecia insignificante diante aquela apresentação, seu ódio já não existia mais... Haviam apenas aqueles olhos azuis poderosos. Perto do fim da apresentação, quando o som de um relógio começava a se fundir com a própria melodia da canção, indicando o retorno ao tempo natural, os olhos da mulher o encontraram, que mais pareciam duas enormes pedras de aquamarine, pararam sobre os seus olhos. Ela então sorriu e você sabia perfeitamente que aquele sorriso era exclusivamente para você.

    Erika Diederich:

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    Miac

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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 6/2/2016, 15:09

    Ulrich permaneceu com a mão apoiando seu rosto sobre a mesa e permanecia olhando para Diana, seus olhos focavam os olhos da mesma, era como olhar para o mar ao anoitecer, aqueles que tivessem coragem de encarar seus mistérios descobririam coisa únicas, porém, se não mantivessem a cautela seriam tragados para sempre.
    " Mistérios e perigos, será que por esse motivo seu senhor lhe concedeu a maldição!? Desejou desvendar a beleza desse olhar...uhm"
    Quando as luzes se apagaram o jovem Tremere olhou para todos os integrantes daquela banda, seus olhos pararam em Diederich, ele permanecia do mesmo jeito que estava, era como se cada membro daquele lugar começasse a desaparecer de um por um, até não restar mais ninguém a não ser aquela luz de lábios vermelhos cantando ao som da melodia, tudo que o cainita sentia sumiu naquele momento, era uma sensação boa e calorosa, quando os olhos da cantora se abriram o mesmo deixou de apoiar seu rosto em sua mão apoiada na mesa, ele tinha vontade de chorar com aquela canção, só que não de tristeza, era algo bom.
    -Como pode ser tão perfeito assim!
    Suas palavras saíram como um sussurro praticamente, ao termino ele se levantava sem tirar os olhos de Erika e começava a aplaudir a mesma, ele respondia com um sorriso tímido. Ele não sabia como reagir naquele momento, até mesmo seus pensamentos estavam quietos em sinal de respeito para aquele espetáculo.
    " ......................................................................................."
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    Danto
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 6/2/2016, 20:04

    Todos os ali presentes estavam de pé, aplaudindo o término daquela apresentação. A musa dos olhos azuis e vestido branco que caminhava pelo palco, fez uma enorme reverência a todos para então simplesmente dar as costas ao público e caminhar para a lateral do palco, descendo as escadas e caminhando entre as mesas mais próximas do mesmo. As luzes azuis começavam a se apagar, uma música eletrônica começava a preencher o ambiente, sufocando os aplausos e murmúrios.
    Erika caminhava em uma direção específica, passando por várias pessoas que tentavam conversar ou elogiar, ela seguia subindo até a parte alta onde você e Diana se encontravam... Observá-la foi algo tão intenso quanto ouvi-la, havia algo novo se expressando dentro do seu corpo morto, uma urgência, era algo que sua beste desejava saciar profundamente... Erika parou em frente a sua mesa, sorrindo ela chegou na frente de Diana e fez uma revência para ela.

    -É um enorme prazer saber que a senhorita estava presente durante minha apresentação, Diana.

    Disse Erika com sua voz perfeita.

    -Eu não poderia deixar de vir quando soube, minha querida Erika. Trouxe Joachim, mas acho que ele ainda deve estar escutando você cantar, escondido em algum local do bar...

    Respondeu Diana, e finalmente os olhos de Erika observaram você. O mesmo sorriso se formou, o ar lhe fugiu os pulmões e sua besta desejou intensamente cada parte do corpo de Erika com uma selvageria que você só havia sentido uma vez, na sua primeira noite, ao ver a primeira porção de sangue.

    -E este jovem, quem é?

    Indagou Erika.

    -Ainda estou decidindo, mas acho que ele tem um nome...

    Responde Diana.
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    Miac

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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Miac em 6/2/2016, 21:16

    Ulrich se sentava novamente e observava a mulher de longe enquanto está caminhava, ela realmente era muito linda, uma beleza inocente com aquele olhar, ele fechou seus olhos por alguns segundos e pressionou a parte de cima de seu nariz, era uma sensação boa e ruim ao mesmo tempo, a imagem de Diederich se formava em sua imaginação, era um desejo que a cerca de anos ele havia perdido.
    " ...é como se eu desejasse ela de todas as formas, sentir seu cheiro, suavidade de sua pele e seu gosto!"
    Ao ouvir a bela voz de Erika, seus olhos se abriram lentamente e ele estava a poucos centímetros dela, aquela sensação de apenas ar passar por sua garganta quando se esta com receio de algo e ao mesmo tempo seu cérebro lhe pregava uma peça fazendo com que ele sentisse a mesma sensação de não ter ar em seus pulmões. Observou Diana com o canto do olho virando a cabeça apenas um pouco.
    - Como assim decidindo?
    Estava nervoso e estendeu a mão para Diederich, o jovem Tremere simplesmente deu um passo na direção da cantora e lhe deu um beijo no rosto, um cumprimento mortal.
    - Sou Ulrich, Ulrich Heike Klaus, você canta muito bem Senhorita Diederich, eu não sei nem expressar o que senti naquele momento...
    Seus olhos ficavam fixos aos dela naquele instante.
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    Danto
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    Re: Ato IV - Narrativa de Ulrich: A noite em Berlim

    Mensagem por Danto em 6/2/2016, 21:59

    A sua reação desajeitada arranca um sorriso inesperado da face de Diana, não era um sorriso de deboche ou algo similar, era algo mais meigo e levemente destilado em um tom mais sofisticado, o mistério das expressões dela pareciam intermináveis. Já Erika a sua frente reagia de forma mais espontânea, levando uma mão levemente as suas costas e retribuindo o beijo no rosto, marcando superficialmente a sua face com os lábios vermelhos.

    -Fico muito feliz Heike, principalmente pela sua não capacidade de expressar-se, é exatamente essa sensação que eu procuro causar em meus espectadores, definições padronizadas são enfadonhas, não acha? Aliás, pela sua pergunta a Diana presumo que vocês se conheceram hoje correto?

    Diana aponta educadamente uma cadeira vaga na mesa onde vocês se encontravam, esperando Erika se sentar para então também se sentar. Nesse instante você sentia incontáveis olhares caindo sobre a sua imagem, todos os ali presentes estavam de certa forma observando a mesa onde você estava.

    -Sim, Ulrich ainda não conhece exatamente como as coisas funcionam no ambiente social em que nos encontramos. Algo que talvez mude em breve...

    Disse Diana, ainda com o mesmo sorriso desenhado nos lábios. Seus olhos se viram para ela e os mesmo percebem a aproximação de Joachim que enxugava as próprias lágrimas de sangue em um guardanapo de tecido. O malkaviano se aproxima, indo diretamente até Erika e comenta.

    -Sua voz sempre me faz lembrar de Astrid...

    Erika se levanta, tirando o lenço das mãos de Joachim e enxugando com as próprias mãos do Malkaviano ela responde.

    -Eu sei, perdoe-me, Marianne nunca será esquecida. Ela significava muito para nós, será sempre uma maneira de homenagear a imagem dela, afinal, quem sabe um dia ela não retorna não é mesmo?

    Comenta Erika que cuidadosamente levava Joachim a sentar-se na mesa ao seu lado, retornando então a cadeira onde estava anteriormente. Joachim olha diretamente para você e responde.

    -Eu amo Marianne! Mas ela virou comunista! Como eu faço?

    A frase de Joachim parecia séria, mas arrancou boas risadas de Diane e um enorme sorriso de Erika.


    Última edição por Danto em 6/2/2016, 22:14, editado 1 vez(es) (Razão : O nome do jogador é satânico.)

      Data/hora atual: 28/6/2017, 12:59