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Narrativa de Vampiro a Máscara: 20 anos


    Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

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    Danto
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    Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 10/2/2016, 05:08

    Março de 2002, Berlim


    Os quatro cainitas seguiam pelo interior do Hellfirepub, passando pelas messas e subindo pela escadaria de acesso ao palco. Joachim e Erika caminhavam de mãos dadas a alguns poucos metros à frente de você e Diana, a inquietação do jovem tatuado começava a beirar o psicótico, se não fosse pelo controle que Erika parecia exercer sobre o mesmo, o rapaz estaria correndo desenfreado por todo o bar.
    Depois de passarem pelo palco, seguindo pela coxia para finalmente alcançar uma escadaria que levava para a parte inferior do local, um lance rápido de escadas e vocês quatro chegavam a um camarim.


    -Será que eles vão abrir hoje? Espero que sim porque a minha fome ta insuportável! Roendo minhas entranhas e gritando feito uma gralha!

    Diz Joachim quando entra no Camarim, estranhamente o local estava completamente vazio. Limpo, organizado mas sem nenhum rastro aparente de uso recente. No final do Camarim, junto a parede havia uma enorme cortina que cobria a parede inteira, parecia uma espécie de biombo, ou ao menos teria essa função para aquele camarim que não tinha nenhuma outra opção para uma troca de roupas além daquela enorme cortinha que fechava completamente a parede dos fundos do camarim. Uma cortina pesada, de cor verde musgo, detalhes em dourado e algumas cordas grossas e velhas que trançavam entre si na parte central.

    -Puxa as cordas Joachim! Se elas separarem e abrirem, você vai se alimentar do que quiser e o quanto quiser!

    Comenta a belíssima Erika com sua voz aveludada e perfeita. Ela estava empolgada com a situação, não tanto quanto Joachim que já dava pequenos pulinhos de excitação. Os olhos do malkaviano se viraram exclusivamente para você.

    -Preparado virjão?!

    Diana prontamente se coloca na conversa, claramente irritada pelo palavreado de Joachim.

    -Não diga tais bobagens Joachim! Puxe logo essas malditas cordas!

    Ordenou Diana, com uma voz irritada. Os olhos da jovem loira então se voltaram para você e a voz dela se fez presente mais uma vez, entretanto em um tom próximo de um sussurro.

    -Quando a cortina se abrir você não poderá mais sair... Atrás dela existe o verdadeiro Hellfirepub, chamamos de Fruto Proibido. E não há muitos limites lá...
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    Miac

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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 10/2/2016, 08:29

    Ulrich caminhou ao lado de Diana todo o percurso, ficou olhando a euforia de Joachim.
    " Nossa fome é o que nós faz lembrar dela, primitiva e incontrolável, para Joachim as coisas devem ser mais intensas"
    Ele parou no camarim assim como todos, ficou olhando aquele comodo que aparentemente não era usado, não havia maquiagens ou até mesmo roupas para as cantoras, ficou intrigado com aquilo e logo entendeu o do por quê ao ouvir o comentário do Malkaviano e de Diederich. O jovgem Tremere soltou um sorriso sarcástico e depois olhou para Diana enquanto ela falava, ele se aproximou da mesma, seus olhos estavam fixos novamente nos dela e falou no mesmo tom.
    - Disse que lhe acompanharia e é isso que irei fazer, lá pode não haver limites, mas nós temos não é?
    Soltava um sorriso ao termino das palavras e encostava o dedo no nariz da Toreadora de forma leve, não que ele fosse o mais humano ali, só que ele não se sentia mal em ver alguém morrer ou algo assim, era a vida, no começo dessa mesma noite ele foi a causa de uma morte.
    " Por ter esse nome eu realmente imaginei algo mais sombrio, fruto proibido...assim como a serpente que oferece a maça para Eva, mas devo me precaver, território independente, não posso me meter em mais confusão!"
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 11/2/2016, 21:02


    Assim que o seu dedo tocou a ponta do nariz de Diana, a expressão da mesma se fechou completamente. Talvez você tivesse passado dos limites ou simplesmente ela não conseguia mais disfarçar o desprezo que sentia por você, a testa se franziu e os olhos assumiram uma ar mais severo e preocupado.

    -Não faça isso...

    Disse Diana com uma voz ligeiramente fragilizada, preocupada e afoita. Os olhos dela não olhavam para você, mas sim por você... Enquanto você desviava a sua visão da face da linda Toreador para olhar o acontecimento, um som fortíssimo soou no camarim, um estalo abafado que colocava a enorme cortina verde no chão. Joachim estava com as presas para fora e a ponta do dedo indicador ensanguentada, Erika dava dois passos para trás e arregalava os olhos.

    -Não é que é verdade mesmo?

    Disse Joachim.

    -Imbecil, é claro que é verdade!

    Retrucou Diana enfurecida. Erika caminhou na direção do objeto que havia aparecido, anteriormente escondido pela enorme cortina, agora ele estava totalmente visível. Uma enorme porta dupla, com duas serpentes em cada porta e um gárgula posto acima, algo de muito errado e macabro circundava aquela porta, uma aura negativa e pesada. As mãos de Erika passavam suavemente pelos relevos da porta quando a mesma se abre, Joachim diz:

    -O Fruto Proibido esta posto a frente de vocês, disse a serpente. Apenas uma mordia e verás o mundo que os circunda de outra maneira, disse a serpente... Não há mais volta a fome nos conduz, devemos ouvir a serpente.



    Diana continuava incrédula com o que estava acontecendo, Erika então olhou para ela e em seguida para você e convidou.

    -Vamos queridos, seria uma falta de educação não entrarmos não é mesmo? E fique tranquila Diana, é apenas um Elísio diferente...

    Atrás da porta havia uma escadaria longa que levava ao subterrâneo daquele local, uma música abafada e grave escapava do final da escada, algumas luzes avermelhadas e amareladas eram possíveis de serem vistas. Lá no final da escadaria havia um local pequeno, escuro e cheio de pequenas partições, aparentemente escavado na própria terra e sem muitos móveis. Corpos dançavam ao som da música, mas era impossível ver detalhes mais claros a não ser toda a escada fosse descida. Joachim se põe a frente e começa a descer os degraus, Erika estende as duas mãos para vocês, uma para você e outra para Diana... A loira caminha com insegurança e pega na mão de Erika.

    -Vamos, é apenas uma noite em Berlim que mal há?


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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 11/2/2016, 21:48

    - Não quis lhe ofender Diana, nunca mais farei!
    Ulrich não compreendia o que se passava na cabeça daquela mulher, por alguns segundos ele mesmo havia fechado seu semblante, ele desviou o olhar para o chão, e colocou a mão direita no bolso de sua calça.
    " Se teme tanto assim por sua aparência ou simplesmente por esse lugar, o por quê está aqui? Quer mostrar para todos que está no controle de tudo!...tsc, odeio isso "
    O jovem Tremere ao ver o estado de Joachim logo ficou preocupado, só que seus olhos viram o sangue em seu dedo e depois se voltaram para a porta, enquanto ele erguia a cabeça para admirar aquele monumento seus olhos foram se arregalando, era uma expressão de admiração por aquilo, ali havia algum tipo de ritual que só permitia a passagem de cainitas, sua mão esquerda tocou o corpo de uma das serpentes enquanto ele encarava o gárgula.
    - A serpente ela significa transmutação, cura, regeneração, sabedoria, psiquismo, sensualidade. Como as cobras deixam para trás a sua pele, nós podemos deixar para trás as nossas ilusões e limitações, usarmos plenamente a nossa vitalidade e desejos para alcançar a totalidade....e você ai em cima meu amigo, colocado ai como um guardião, afastando aqueles que são indesejados ou apenas demonstrando que o mal nunca dorme!
    Sua voz saia como um murmurio leve e calmo, por mais destroçado que Ulrich fosse como os demais Tremeres, ele ama-vá poder sentir e até mesmo presenciar qualquer coisa envolvendo rituais ou Magika. Ele estendeu a mão para Diederich, aceitando ser conduzido enquanto olhava o interior da verdadeira Hellfirepub.
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 14/2/2016, 15:58

    Diana nada respondeu. Erika também não. Joachim respondia tudo com suas expressões corporais, ele tomava a frente na descida pelas escadas em direção ao "fruto proibido". Saltitante em uma espécie de dança frenética e empolgante, o pequeno jovem tatuado seguia pela penumbra daquela escadaria que terminava em uma espécie de gruta, o termo mais próximo de uma cultura moderna seria "rave in a cave", ou seja, estava acontecendo uma verdadeira festa de música eletrônica dentro de uma caverna! A iluminação era praticamente inteira feita por focos amarelos postos no chão, haviam várias pessoas dançando, várias deitadas em casais ou grupos maiores pelos buracos e imperfeições geográficas do local. Era impossível ver o rosto de qualquer pessoa a não ser que esta estivesse literalmente a sua frente, Joachim rapidamente sumia em meio a multidão.
    Sua mão ainda estava sendo segurada por Erika, da mesma forma que a mão Diana ainda era segurada pela mesma mulher. Seus olhos vagavam pela caverna até encontrar um corredor superior naquela estrutura, seria uma espécie de área vip, com mesas e cadeiras. Seus olhos também percebem garçons passando por todos os presentes, eles traziam consigo um jarro de barro e copos de argila, postos em bandejas de madeira maciça.

    Erika solta levemente as mãos de vocês, olha diretamente para você e com o dedo indicador faz um sinal para você segui-la, convidando-o com um sorriso lindo no rosto e com seus enormes olhos azuis. Em seguida ela vira de costas e segue no meio da multidão. Diana continua parada no mesmo lugar, sem nada falar, apenas observando os arredores.

    Imagens do Local::

    Interior do Fruto Proibido


    Area vip
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 14/2/2016, 16:31

    Ulrich se deixava ser conduzido, o mesmo olhava para todos os cantos e analisava o local, era como uma festa gótica ao qual as pessoas dançavam com suas sombras fazendo com a mesma se movimentasse de forma retardia, só que aquele jogo de luz dava mistério ao lugar e aqueles que ali estavam.
    " É difícil de distinguir quem ou o que está na frente é como um baile de mascara, só que naturalmente a escuridão faz o papel da mascara."
    O jovem tremere nunca havia adentrado em um lugar assim, nem mesmo em vida, era como se sentir sufocado e rodeado por sombras a todo o momento, o mesmo olhou diretamente para Diederich e a linda mulher lhe chamar, era como ver um anjo sumindo em meio as sombras quando a mesma sai, ele estendia a mão para Diana, a mulher parecia perdida ali e isso não era algo bom.
    - Eu disse que ficaria com você! Vamos, não é bom ficar sozinha aqui, é como um baile de mascaras só que sem elas, tem que chegar bem perto para ver quem é quem, vamos?
    " Por Deus o que estou fazendo? Diederich me chamou e eu estou aqui com a mão estendida para Diana, eu poderia...eu poderia provar dela, sentir seu doce sangue e corpo macio, e aqueles olhos...é como estar em uma montanha e olhar para o céu tão azul! Devo me conter...!"
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 15/2/2016, 16:39

    Os olhos verdes de Diana olhavam para você, exclusivamente para você. O corpo dela parecia preso ao chão e o receio corria por todas suas extremidades, mas os olhos dela não compartilhavam da mesma expressão... Havia algo único neles, era exatamente como olhar para uma profunda infusão alquímica que sua Senhora tanto praticava, um caldeirão misterioso de cores magikas. A música eletrônica então mudou suavemente para algo diferente...


    A mão esquerda de Diana então segurou a sua mão e o tempo naquele local parou. As pessoas ao redor eram apenas sombras figurativas, a fome e o desejo por Diederich pareciam vagas lembranças, tudo isso porque novamente e finalmente, alguém havia confiado em você. A mão dela segurou com firmeza a sua e os lábios dela sorriam em nervosismo. O mistério daqueles olhos de esmeralda pareciam começar a se diluir. Ela então se aproxima e diz.

    -Desculpe por isso... é que existem tantas histórias macabras desse local...
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 15/2/2016, 17:26

    Ulrich ficou com a postura reta enquanto olhava para Diana, retribuindo o olhar, era como imaginar o que sairia de lá, seus efeitos e reações.
    " Seu corpo está estático pelo medo, sua consciência lhe diz para ser forte e demonstrar isso e seus olhos o que haveria atrás desse véu? Qual seria o efeito causado!..."
    O jovem Tremere quando se deu por conta já estava mais próximo da Toreadora, ele segurou a mão dela de forma firme, com um sorriso no rosto o mesmo chega mais próximo dela e lhe fala quase em um sussurro.
    - Também estou com medo Diana! Eu não pretendo deixar nada de ruim lhe acontecer hoje, ali na área VIP é mais iluminado, será que podemos ir até lá ou prefere ir próximo aquela rocha com luminária no chão?
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 18/2/2016, 15:19

    -Espero que a dançarina do fogo seja só uma lenda urbana...
    Disse Diana em um tom de resmungo, a jovem permitia a sua aproximação sem reagir de alguma maneira negativa ou irritada, os olhos dela então percorreram os arredores, como se ela estivesse olhando para os locais que você havia citado. Ela então observa atentamente a área VIP e diz.
    -Vamos lá pra cima é melhor, não gosto muito de multidões.
    Ela então se coloca a andar em direção ao acesso a area vip, na realidade não era muito bem uma area vip porque não exigia nenhum tipo de reserva ou algo assim, era mais um local mais privado e com mesas e cadeiras. Ao chegar no ambiente, a iluminação era mais amarela ainda, o teto completamente negro e os móveis todos de madeira. Diana se senta em uma das mesas vazias e olha para você.
    -Existem várias histórias bizarras sobre esse lugar, eu sinceramente acreditava que ele não existia.
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 18/2/2016, 15:55

    Ulrich acenou com a cabeça sem nada disser, deixou a mesma conduzir o caminho, queria deixa-lá mais a vontade com aquela situação toda, afinal a mulher estava um pouco aflita pelas palavras citadas, o Tremere estava com uma feição de curiosidade.
    - Dançarina de fogo? Me explique um pouco mais sobre ela e esse conto!
    Ao adentrar a área mais reservada, ele puxava uma cadeira para ela se sentar e logo em seguida se sentava há frente dela, ele apoiava os braços sobre a mesa e permanecia olhando diretamente para Diana.
    - Toda historia tem um pouco de mentira e toda mentira tem um pouco de verdade, mas, me conte algumas dessas historias! E essa Dançarina do fogo me parece algo bem exótico.
    " Não conheço nenhum outro clã que possa manipular as chamas como nós, sei que por meios obscuros é possível adquiri chamas que lhe corrompem, será que é alguma especie de Demônio...não...impossível!"
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 18/2/2016, 21:46

    Diana demorou alguns instantes para responder você, não por falta de educação, mas sim porque a atenção da jovem Toreador parecia estar intensamente ocupada, não parecia haver nada que passassem por perto de vocês que não atraísse sequer um breve olhar dela. E passavam várias pessoas por vocês, de vários estilos diferentes, tamanhos e raças. Por fim, ela responde:

    -A dançarina do fogo seria, de acordo com os rumores, uma de nós. Mas incapaz de sofrer do medo escarlate, o fogo para ela é uma espécie de força motriz... Ela dança sobre as chamas vivas, corre por cima de brasas e brinca com fogueiras. Ela seria uma espécie de grande estrela desse local.

    Os olhos dela desviam de você para olhar a aproximação de um garçom, o homem com roupas simples e de tons marrons se aproxima de vocês com uma bandeja de madeira em mãos. Sobre ela haviam vários copos de porcelana, dentro dos copos, sangue.

    -Servidos?
    Perguntou o Garçom.

    -Não.
    Respondeu Diana com severidade. Ela então se manteve em silêncio até o garçom ir embora, assim que ele sai de perto a jovem resmunga.

    -Nunca aceite sangue que você não viu de onde veio...
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 18/2/2016, 22:50

    - Algo lhe chamou a atenção Diana?
    Ulrich permaneceu olhando para Diana, por alguns segundos desejou de forma intensa ver aquele brilho nos olhos da mesma, ele permanecia calmo de certa forma, ainda havia dentro de si em certo temor perante ao local, mas, sua curiosidade lhe impulsionava a continuar ali, ele via em Diana uma certa humanidade que não encontrou nos demais, fora o humanoide que lhe agradou tanto, mas ela lhe passava algo, algo que ele não conseguia compreender, era uma especie de lição, No fundo ele desejava ter ido com Deiderich e provar da mulher, mas e se ele se perdesse para sempre e se ele se tornasse igual ao Salamancer, ao ver as pessoas passando o mesmo observou algumas e sua mão instintivamente seguraram a da Toreadora, foi um gesto leve e amigável, não como um sinal de posse ou algo do tipo, mas deseja passar confiança para ela, afinal ela lhe estava fazendo companhia e ante-hora estava completamente assustada com o lugar, ele sorriu para ela e desviou o olhar como se estivesse com vergonha.
    - Desculpe...sei que não gosta disso, foi automático!
    Ele retirava a mão, olhou o garçom se afastar e por fim voltou seu olhar exclusivamente para Diana.
    - Entendo, obrigado pelo conselho. E com relação á estrela do lugar, uma historia de fato exótica por assim dizer, uma especie de xamã do fogo ou no caso já abrimos as portas para conhecer o fruto proibido, a própria serpente, digamos que minha relação com o jogo é algo perturbado...só que possivelmente ela deve realizar algum tipo de ritual para que as chamas não há consumam, no fim das contas a chamas consomem tudo...
    Seu olhar havia se tornado um pouco vago naquele momento.
    " Será que ela tem alguma relação com Salamancer!? Alguém tão antigo e capaz de buscar conforto nas chamas a qualquer custo!"
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 22/2/2016, 03:45

    -É interessante como todas as suas explicações, raciocínios e lógicas envolvem o uso de alguma magia ou mágica. Houveram tempos que tais conhecimentos eram chamados de Heresia do Sangue, ou ao menos foi assim que minha Senhora me ensinou, é inclusive por causa dessa nomeclatura que o príncipe Gustav proibia o uso e estudo de tais conhecimentos em Berlim medieval.

    Disse Diana que nada comentou sobre a sua mão ou sobre o toque, ela não reagiu negativamente nem positivamente. Simplesmente não se deu ao trabalho de atentar-se ou dialogar sobre, ela parecia ter outras prioridades. De certa forma, longe da multidão ela parecia mais a vontade, algo estranho para a fama que os vampiros da família das rosas possuíam.

    -Ela está finalmente pronta! Em alguns instantes o show começará! Todos vocês poderão provar do fruto proibido essa noite, afinal, ela se apresentará!

    Gira uma voz masculina pelo sistema de som local, era uma voz familiar para você e pelo visto para Diana que rapidamente fechava o rosto em uma expressão séria. Em seguida ele olha diretamente para você e diz preocupada.

    -É a voz de Joachim... existem rumores sobre os malkavianos de Berlim, rumores horríveis, minha esperança era extrair algo de Joachim mas pelo visto, ele resolveu me mostrar...
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 22/2/2016, 10:20

    Ele permanecia sempre com os olhos em Diana, até mesmo sorriu quando ouviu a palavra " heresia ", mas ao ouvir o nome de Gustav o jovem ficou serio, seus olhos brilhavam com o mais puro ódio que ele contia dentro de si, ele estralou alguns dedos os pressionando com força, sua voz era seria e descontente com aquele assunto.

    - É intuitivo e irritante, fui criado de uma forma racional e logica por 20 anos após minha primeira morte, tudo tem uma explicação plausível, e a magika está em nossa vitae, toda noite quando se acorda, você não consegue se mover ainda, mas seus pensamentos já estão ativos, rapidez fora do comum, super força e entre outras coisas, explicações e explicações seriam dadas mas de nada adiantaria, no final, quando se teme algo ou você foge ou destrói, o falso príncipe não agiu diferente..., ele apenas culminou e incitou desprezo!

    Ulrich fixou o olhar em um dos altos falantes, permanecia ainda serio mesmo com a voz do Joachim que o agradava tanto, ouviu Diana e arqueou a sobrancelha.

    " Essa mulher é um fonte de fofocas e boatos, deveria adorar ser o centro das atenções e ter todos lhe bajulando e lambendo seus pés, o por que alguém escolheria ela...não é só por ser bonita, seus olhos são mágicos ou ainda ela não mostrou do que é capaz!"

    - Pensei que eram amigos pelo grau de intimidade que ele havia lhe tratado no inicio, agora devemos ver isso que Joachim quer lhe mostrar, no fim o fruto proibido é algo palpável, belo marketing, e quais são os tais rumores que rondam os Malkavianos de Berlim?

    O jovem Tremere se levantou e ficou olhando para Diana, ele fechou os olhos e deu uma leve respirada, aquela mulher sentada a sua frente em anos lhe fez esquecer muitas coisas ruins, mesmo que momentaneamente, ela confiou nele e agora o mesmo estava agindo como sempre fazia, virando a cara para o mundo por que odiava de mais alguém que o fazia cego, ele estendeu a mão para Diana, não estava mais serio, sua feição era mais voltado a gratidão.

    - Ali, a escada da para se ter uma boa vista de todo o local, e ainda continuaremos afastados da aglomeração, continue assim Diana, você é uma boa pessoa!
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 22/2/2016, 20:17

    -Os Malkavianos são vistos como um clã tendencioso que não serve a nenhuma das Camarilla's ou que sabe sobre alguma grande verdade sobre ambas o que os coloca acima de todos os outros, alguns até dizem que existe apenas um único primogeno Malkaviano para os dois lados, assim como ocorre com os Nosferatu.

    Comentava Diana que também se levantava e seguia em direção a escadaria ao seu lado, ela seguiu em silêncio até parar de pé no degraus superiores, ficando a quase seis metros de distância do palco e com uma visão realmente privilegiada do local. Ela então comentou quando você se aproximou novamente.

    -É impossível para qualquer um de nós... Não há boas pessoas entre nós porque não há sequer uma pessoa para que ela possa ser ou não... Há apenas ganância, ódio, violência e sangue...

    A palavra sangue foi dita pelos lábios de Diana e no exato momento em que a última letra foi pronunciada, as luzes do ambiente se apagaram e uma música exótica preencheu o local. Todos os presentes mergulharam em silêncio mórbido. Os tambores anunciavam a chegada de alguma coisa terrível...


    Então o calor veio, com uma lufada potente de fogo que jorrou do centro do palco como um vulcão em erupção. O ambiente então se iluminava através daquele tom escarlate que arrebatava os vampiros ali presentes, as presas ficaram expostas e os mortais começaram a gritar de pavor ao ver os monstros que estavam entre eles. Em cima do palco havia uma mulher dançando em volta do fogo, com a pele pálida, presas a mostra e exibindo com tanto orgulho todos aqueles traços monstruosos. Ela dançava no ritmo da música, de forma tribal e se divertia com o fogo como se esse não a ferisse ou não aterrorizava sua besta, ela olha para os presentes e seus olhos eram os olhos de uma besta em frenesi, mas um frenesi controlado e esculpido em um corpo erótico, vulgar e semi nu.

    -A Espada de Caim deseja a todas as crias da Camarilla uma excelente noite!

    Diz uma voz feminina em um urro de guerra. A música então crescia de volume e ritmo, entre os vampiros assustados pelo fogo e os mortais, havia uma mulher de físico forte e pele amendoada. Ela levanta os braços, exibindo o tronco tatuado e que estava coberto apenas por um tecido preto, justo e de malha que escondia os seios. O corpo da mulher era tatuado e delgado, os braços dela sangravam e quando o sangue saia do contato com a pele dela, o vitae se transformava em algo diferente, parecia uma substância próxima ao piche. Essas substância se mesclava as sombras geradas pelo fogo e construía pilares terríveis de sangue e sombras pegajosas, ela carregava um sorriso diabólico e o caos emanava da mesma.

    [Off: Teste de coragem devido ao fogo -> Dificuldade 8. Teste de Coragem devido a exposição aos poderes da cainita -> Dificuldade 7]

    Personagens da cena::

    A tatuada:


    A dançarina:

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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 22/2/2016, 20:50

    [Off: Teste de coragem devido ao fogo -> Dificuldade 8. Teste de Coragem devido a exposição aos poderes da cainita -> Dificuldade 7]

    Teste de coragem devido ao fogo -> Dificuldade 8 = 4d10 + 1 de força de vontade 6/8

    Teste de Coragem devido a exposição aos poderes da cainita -> Dificuldade 7] =4d10
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 22/2/2016, 20:50

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados

    #1 'D10' : 4, 8, 4, 6

    --------------------------------

    #2 'D10' : 4, 4, 10, 7
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 22/2/2016, 21:21

    " Interessante, os Malkavianos não estão de nenhum lado do jogo, se não estão de nenhum lado significa que são inimigos e não aliados, um mesmo primogeno para Oriente e Ocidente...por qual motivo todos não foram mortos? Isso está muito estranho...alguém quer que Malkavianos e Nosferatus estejam de ambos os lados, uma especie de privilegio e quem puder pagar mais fica com eles..."
    Ulrich iria responder Diana mas nada disse ao ouvir a música e compartilhou com silencio enquanto todos faziam o mesmo, mais então ele sentiu aquela lufada de calor, seus corpo estremeceu no mesmo momento, o corpo de Urich se enrijeceu e todos seus músculos mortos se contrairão, seus olhos se arregalaram de um medo primitivo e suas presas saltaram para fora, o mesmo urrou para o fogo, não era um sinal de força e sim igual á um animal selvagem acuado, ele olhou para as duas mulheres de uma forma bestial e violenta, viu as sombras e sangue se moldarem a dança perigosa do fogo, o medo mais puro e antigo se estalava em seu corpo a besta estava agitada dentro de si como um animal selvagem recém colocado em uma Jaula, sua voz soou mais forte e truculenta.
    - Sabá...grrrrrrrrrrrrr...Diana vamos!
    Sem nem mesmo esperar uma resposta Ulrich pegou no braço de Diana com firmeza e começou a correr para a escada que subia e levava á saída.
    " Merda...esse lugar não era um local neutro? Nunca ouvi nenhum relato de que o Sabá estava desse lado, o que está havendo aqui? Quase minha besta me domina ao ver o fogo..."
    Os pensamentos eram conturbados, o medo estava agindo com força, ele deseja sair de perto das chamas.
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 24/2/2016, 02:17


    -Vocês tomaram um de nós! Agora, nós tomaremos tudo que vocês tem! A Espada de Caim não oferece perdão aos vermes!

    Gritou a mulher cujos braços já se mesclavam aos vários tentáculos de trevas, esses que por sua vez se amarravam ao antebraço da mesma mulher, criando dois enormes chicotes tenebrosos e compostos por sangue, trevas e agonia. Ela então começava a desferir ataques contra qualquer ser que passasse seu caminho. A cada chibatada, corpos caiam no chão dilacerados e triturados. O sangue jorrava sobre a platéia que em sua grande parte começava a gritar de desespero, mas alguns mortais ali presentes simplesmente urravam como bestas, esses claramente carniçais, começavam a usar tudo que podiam como armas, canivetes, pedras, facas e os próprios punhos. Um massacre estava acontecendo e os assassinos pareciam se divertir com aquela chuva de sangue iluminada pelo fogo da dançarina semi-nua.

    -Senhores e senhores, favor levar seus membros consigo ao saírem do recinto!

    Disse Joachim pelo sistema de som que logo em seguida caia em gargalhadas intensas e descontroladas, a insanidade havia devorado toda a mente do jovem e a sua voz era um exemplo disso. Os cainitas que ali estava presentes, corriam apavorados por causa do terror escarlate. Diana olhou você puxa-la sem reagir, sendo literalmente carregada por você durante os primeiros metros. Vocês dois correm em direção as escadarias que eram a única saída do local, mas antes de alcançarem a mesma, um dos chicotes bate contra alguns humanos que estavam a frente de vocês. Diana grita assutada e o sangue daqueles corpos espirra em vocês, assim que o chicote de trevas se ergue do chão, seus olhos veem apenas restos do que foram seres humanos, pareciam que haviam sido atingidos por tratores!

    -Porra! Eu não morro aqui nem fodendo

    Grita Diana que para bruscamente e leva uma mão contra o seu peito, em uma tentativa de impedir que você continuasse correndo e acabasse por entrar no caminho daquele chicote.

    -Sabe usar teu sangue? Eu vou ficar bem mas rápida! Faça o mesmo se não ce vai morrer! Corra atrás de mim!

    Diana se livra de você e seus olhos podem ver claramente as veias do corpo dela saltando pelas pernas, essas se tornavam coradas como se estivessem vivas e os músculos ficavam claramente mais torneados e ativos. Ela usava da potência do próprio sangue para sair correndo do local, rapidamente ela aponta uma direção e dá inicio a corrida.
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 24/2/2016, 12:09

    Gritaria e desespero, era como andar em câmera lenta em um filme de terror, o desespero estampado na cara de muitos ali presentes, os malditos carniçais urrando como animais, sangue e violência fluindo desnecessariamente naquele local...o Sabá dava jus a sua fama.

    " Caralho, como assim tomamos um? Vai se foder sua puta dos infernos, vai se foder Joachim, vou te matar seu bastardo alucinado do caralho, pau no cu, você traiu a Camarilla...você traiu um Tremere...merda!"

    Ulrich parou bruscamente quando viu os humanos sendo destroçados por aqueles tentáculos, seus olhos permaneciam arregalados com aquela cena, suas presas estavam saltadas por causa do fogo, as cotículas de sangue escorriam de seu rosto, seus punho serrava em sinal de nervosismo, sabia que não era tão mais resistente que aqueles humanos, situações físicas não eram seu forte, ele deu um passo e parou com a mão de Diana lhe impedindo a passagem ouviu os gritos da Toreadora e aquilo o fez pensar sobre tudo que já havia passado.

    " Será que é nosso fim? Vou terminar aqui como uma pasta destroçada no chão...sem ter ao menos dado sentido a minha não vida, não conseguir criar nada, produzir nada...inferno!"

    O jovem Tremere apenas acenou que sim com a cabeça, ele olhou novamente para a mulher dos tentáculos e a Dançarina do fogo, se esforçou ao máximo para focar em seus rostos, mas logo fechou os olhos por causa da visão do fogo que lhe amedrontava, seu coração morto bateu por uma única vez, as veias de seus corpo se tornaram mais nítidas e seus olhos brilharam de maneira única, a vitae percorria suas veias com velocidade e impulsionando seus músculos para poder seguir Diana.

    Off: Queimo 2 pontos de sangue para aumentar Destreza. Vitae 10/14
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 25/2/2016, 16:23

    O sangue impulsionou a sua corrida desesperada pela sua própria sobrevivência, era a primeira vez que o medo da própria morte assombrava a sua nova "vida", uma sensação que jamais seria esquecida. Diana corria muito a sua frente, ela parecia um borrão ágil que corria sem nenhuma habilidade para tal, aos tropeços e semi-quedas, ela avançava vários metros enquanto você corria apenas um... Logo ela sumia do seu campo de visão, mas para sua surpresa nenhuma das mulheres sequer se importou com a fuga de vocês dois. Você então retornava ao camarim após subir todas as escadas...


    Diana não estava ali, mas havia um homem sentado em uma das cadeiras do camarim. Ele olhava profundamente para o espelho que não era reciproco... Aquela noite não parecia terminar nunca! Como era possível um ser existir sem possuir um reflexo?! Aquele homem de aparência jovem, pele branca, cabelos negros curtos e vestes de um padre católico, sorria levemente para o espelho, encontrando algum tipo de ironia na própria ausência. Ele então se vira ao notar a sua entrada e com o mesmo sorriso sarcástico comenta.

    -Tua amiga passou em frenesi e provavelmente irá destruir a querida mascará de vocês, mas veja o lado positivo, a culpa será dos monstros do Sabá, seria você o jovem Tremere? Prazer em conhece-lo, meu nome é Rahel Kranz, seu nome é?!

    Rahel Kranz, Bispo do Sabá:
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 25/2/2016, 17:18

    Ulrich corria como nunca para sair daquele lugar, empurrou alguns que estavam em seu caminho sem ao menos se preocupar se ficariam para trás, pulou algumas pessoas que caiam a sua frente e até mesmo as pisoteou sem querer, sua vontade de viver era maior que qualquer empatia naquele momento, ele viu Diana correr da mesma maneira e quando estava na metade da escadaria viu a Toreadora sumir de vista em algo incrível, era como ver vários reflexos dela sumirem pela saída.

    " Caralho Diana cê podia sair daqui a hora que quisesse assim!? Merda agora é minha vez...a porra"

    O jovem Tremere parou na entrada da Hellpub, ele ficou olhando para o homem que ali estava sentado e no momento que viu que o mesmo não obtinha de reflexo o sangue do mesmo congelou e da base de sua espinha até a nuca um arrepio repentino veio, ele olhou para a única saída do local, quando o bispo se vira para ele o jovem dava um passo para o lado com as mãos na parede, ele arregalou os olhos enquanto o cainita falava.

    " Droga Diana...deveria ter se controlado mais, eu vi o que fazem com quem desrespeita as leis da Camarilla, e como esse desgraçado me conhece!? Maldito Joachim...eu lhe amaldiçoe por toda eternidade seu bastardo!"

    A sua voz era tremula com aquela situação, aquele demônio sem reflexo do saba sabia sua origem de sangue, talvez ali fosse seu fim.

    - Eu não sei do que está falando. Sou Ulrich, quero apenas sair desse inferno...queria dizer que também é um prazer mas não está sendo, por quê estão fazendo isso aqui? Nós não pegamos nenhum de vocês como aquela coisa com tentáculos lá embaixo falou...só...só me deixe passar!
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 25/2/2016, 18:14

    -Em uma só noite a Camarilla executou uma anarquista sem nenhum julgamento prévio, capturou um membro importante do Sabá e você ainda realmente acredita que não, vocês não pegaram ninguém?! Ulrich, vou perguntar só mais uma vez. Você é o Tremere que acompanhava Erika essa noite?

    Indagou o Bispo com um tom de voz intimidador, mas ainda com uma postura calma. O Padre então se coloca de pé e observa diretamente você por alguns instantes, aguardando a sua resposta.
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Miac em 25/2/2016, 19:55

    " Julgamento...aquela desgraçada por sei lá que motivo diablerizou alguém, quer mais julgamento que isso! Eu senti o gosto pútrido daquele pecado, não existe julgamento para isso seu padre dos infernos"
    Ulrich estava com medo de tudo aquilo mas começou a se controlar um pouco, deveria dar um jeito de conseguir sair dali, quando ele viu o bispo se levantar o mesmo deu mais dois passos para o lado, o jovem Tremere estava muito assustado com tudo aquilo e não sabia o que fazer, ele respondeu em um tom mais alto e temeroso.
    - Tudo bem. Sim. Sou eu quem estava com Erika. O que querem de mim pelo amor de Deus, essa noite esta um inferno, todo mundo me conhece de alguma forma eu nunca sai e agora que consigo o mundo vira do avesso!
    O jovem Tremere fixou seus olhos nos do Bispo, o sangue do feiticeiro começou a fervilhar dentro de si, as veias de seu peito se fosse possível ver todas estava bombeando seu sangue para o coração morto dele, eram veias negras e seu peito ficava completamente pálido, e então o sangue se potencializa e em uma única rajada bombeia por todo o seu corpo de uma só vez.
    - Só quero sair daqui Rahel Kranz!

    OFF: Teste de Potencia do sangue = [Teste de Força de Vontade: Dificuldade nível utilizado +3] 8d10 dif 6
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    Re: Ato V - Narrativa de Ulrich: O fruto proibido

    Mensagem por Danto em 25/2/2016, 19:55

    O membro 'Miac' realizou a seguinte ação: Rolagem de Dados


    'D10' : 5, 8, 5, 9, 5, 6, 8, 2

      Data/hora atual: 24/6/2017, 17:51